quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

FUP E FNP TRAEM A GREVE E SE SUBMETEM A ARAPUCA DO TST: FORÇA DA PARALISAÇÃO NACIONAL DEMONSTROU QUE PODERÍAMOS REVERTER DEFINITIVAMENTE AS DEMISSÕES, BARRAR A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRAS E VENCER O GOVERNO NEOFASCISTA DE BOLSONARO!


As assembleias dos petroleiros realizadas hoje, 20.02, suspenderam a greve nacional que entrou no seu 20º dia. Elas ocorreram chantageadas pela "arapuca" montada pelo TST que exigiu o fim da paralisação para que fosse realizada amanhã, dia 21, uma audiência para rediscutir as reivindicações do movimento. Desgraçadamente a FUP imediatamente se propôs a suspender a greve em troca de uma nova mediação no TST para discutir as demissões, o Acordo Coletivo, dias parados e multas aos sindicatos. A FNP, por sua vez, seguiu disciplinadamente a orientação da FUP-CUT controlada pelo PT, tanto que o grupo Resistência (PSOL) defendeu que "É justamente a síntese entre o reconhecimento da força da greve, a coragem dos trabalhadores e trabalhadoras e os limites das conquistas arrancadas até o momento que faz com que, hoje, a suspensão da greve de forma organizada seja a melhor decisão e a melhor forma de preservar a energia necessária para as próximas batalhas que devem vir já nos próximos dias e semanas". A assembleia no Rio, por exemplo, foi extremamente esvaziada. A direção do Sindipetro-RJ,  principal entidade filiado a FNP, orientou pelo fim da greve. O placar de votação foi 123 pela suspensão contra 25 pela continuidade. Os petroleiros do Litoral Paulista, ligados a FNP e dirigido pela Intersindical, também aprovaram a suspensão. No total, foram 352 votos pelo recuo do movimento, 76 pela continuidade e 12 abstenções. No Ceará, a decisão também foi pela suspensão apesar do Sindicato ser controlado por setores ligados a FNP, como a Resistência (PSOL). Nos piquetes de hoje pela manhã na Lubinor (Refinaria Lubrificantes do Nordeste da Petrobras) em Fortaleza a militância da LBI defendeu a continuidade da greve! No resto do país, onde a FUP controla a maioria dos sindicatos, as assembleias seguiram o mesmo roteiro, aprovaram o fim da greve. Como denunciamos antes da realização das assembleias, a burocracia sindical dirigente da FUP, com o apoio da FNP, orientou a: “suspensão provisória da greve para acumular forças na negociação mediada pelo TST” um gravíssimo erro de estratégia política diante do movimento nacional grevista que crescia e ganhava força, obrigando o recuo pontual do governo neofascista e seus apêndices judiciais como o TST. Segundo informações veiculadas de forma discreta por órgãos de imprensa burguesa, as distribuidoras contavam com um estoque de combustíveis que permite abastecer os postos por apenas de 10 dias. Vale lembrar que depois da decisão dos trabalhadores de manterem o movimento grevista mesmo depois da “pegadinha” do TRT-PR de suspender as demissões da Fafen somente até 6 de março, o ministro do TST, o fascista Ives Gandra Martins, montou essa  “armadilha” e resolveu apresentar uma proposta de “negociação”. A proposta de negociação para esta sexta-feira entre a direção da empresa e FUP requeria que os trabalhadores encerrassem a greve sem qualquer garantia, golpe que foi aceito vergonhosamente pela FUP e a FNP. 

Piquete da LBI hoje pela manhã na Lubinor
defendeu a manutenção da greve
PSTU APOIA O MOTIM DAS MILÍCIAS ENCAPUZADAS NO CEARÁ: OS MORENISTAS SÃO A QUINTA COLUNA DO FASCISMO NO BRASIL E NO MUNDO TAMBÉM...


No motim das milícias encapuzadas do Ceará, o PSTU não negou sua “tradição” programática de apoiar todos os movimentos da direita fascista, sejam os que ocorrem no mundo ou no Brasil, quando se trata de atacar violentamente as liberdades e conquistas do povo trabalhador. Foi assim que os Morenistas “aplaudiram de camarote” quando a reação imperialista ergueu a bandeira do capital financeiro sobre o mastro do Kremlin, em plena derrubada contrarrevolucionária do antigo Estado Operário Soviético. Da mesma forma saudaram com entusiasmo quando a OTAN bombardeou Trípoli, destruindo um país inteiro para derrubar o regime do Coronel Kadafi na Líbia. No Brasil o PSTU segue a mesma trilha da LIT (corrente internacional matriz do Morenismo) de rebocar as hordas reacionárias fascistas, sempre lhes emprestando uma falsa maquiagem de “luta e rebeldia”... Quando a extrema direita entrava no seu sinistro frenesi para depor o impotente governo da Frente Popular, através de um golpe parlamentar empossando o antigo homem de confiança de Lula no MDB, Michel Temer, o PSTU anunciou a queda de Dilma como uma “grande vitória da mobilização popular”...só não disse que os trabalhadores pagariam a “conta” da ofensiva neoliberal que desembocou neste presidente fascista. Porém a degeneração ideológica do PSTU avançou muito nestes últimos três anos de instauração do regime bonapartista (sob o comando de militares e togados), passaram do apoio envergonhado que deram aos bandidos da Lava Jato (sob o pretexto de combater a corrupção petista) a uma apologia explícita das turbas policiais milicianas, disciplinadas agora pelos fascistas do governo central. O atual motim policial que atravessa o Ceará, com milícias encapuzadas “barbarizando” a população pobre e pequenos comerciantes, forçou até mesmo a reacionária oligarquia dominante dos Ferreira Gomes a tomar uma atitude diante do “espetáculo de terror” que ameaça sair do controle do governo estadual controlado por este clã há décadas. Mas desgraçadamente para o PSTU, que ainda se reivindica da esquerda Trotskista, o motim dos policiais que quase todos os dias matam jovens negros, pobres e trabalhadores da periferia de Fortaleza, é “uma luta legítima”. Segundo o site dos Morenistas na internet: “Nessa terça e quarta-feira, várias viaturas foram estacionadas pelos policiais em frente às bases da polícia e algumas que se recusavam a parar tiveram os pneus secados pelos policiais ...  O movimento se reinicia nas vésperas do carnaval de maneira radicalizada.”(site do PSTU,19/02). Parece inacreditável que uma organização que se diz “socialista” publicite em sua imprensa as ações terroristas destes policiais criminosos que ameaçam abertamente até a realização da festa popular do carnaval cearense. É lógico que para os Marxistas Revolucionários não se trata de prestar apoio político algum ao governo petista fantoche de Camilo&Gomes, o mesmo que incrementou um setor de extrema direita na cúpula do aparelho de segurança para servir aos seus interesses eleitorais, porém outra coisa completamente inadmissível para um Trotskista é depositar solidariedade aos bandos policiais fascistas. O PSTU deu um grande “salto de qualidade” em sua história de traições, ao transitar do “apoio às greves dos policiais militares” a um suporte político aberto as turbas fascistas encapuzadas que espalham o medo e a repressão brutal às populações mais oprimidas das periferias urbanas do estado do Ceará. No momento em que passamos uma conjuntura nacional de grave ameaça das nossas conquistas sociais e democráticas, por um governo encabeçado por militares da extrema direita e fascistas, o PSTU atravessa a “linha de classe do rubicão”, se juntando a Bolsonaro na defesa incondicional dos assassinos fardados do aparelho de repressão do Estado Burguês.
BUROCRACIA SINDICAL DIRIGENTE DA FUP QUER ENCERRAR A GREVE COM O “ACENO” DO FASCISTA IVES GANDRA: MANTER A PARALISAÇÃO QUE CRESCE E CAMINHA PARA A VITÓRIA!


A burocracia sindical dirigente da FUP, com o apoio silencioso da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), orientou nesta quinta-feira (20/02) a: “suspensão provisória da greve para acumular forças na negociação mediada pelo TST“ (Site da FUP), um gravíssimo erro de estratégia política diante do movimento nacional grevista que cresce e ganha força neste momento, já obrigando o recuo pontual do governo neofascista e seus apêndices judiciais como o TST. Ao mesmo tempo em que a FUP convocou assembleias dos sindicatos para a tarde desta quinta-feira com objetivo de suspender o movimento será realizado em São Paulo um grande ato em solidariedade aos petroleiros, em defesa da Petrobrás e da soberania nacional, o que demonstra a força da paralisção que cresce a cada dia tendo o apoio de outras categorias! Defendemos o caminho oposto ao da política de colaboração de classes da Frente Popular! Diante da armadilha montada pelo presidente da Petrobras, o marionete dos rentistas Roberto Castello Branco em colaboração com o fascista da Opus Dei, ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) devemos deliberar nas assembleias de hoje (20.02) radicalizar o movimento, ocupando as unidades de produção e incorporando os terceirizados a luta direta contra o desmonte da empresa. Ao mesmo tempo, as assembleias devem exigir da CUT, CTB, Conlutas e Intersindical a convocação da Greve Geral de todos os trabalhadores para que possamos unidos vencer o governo neofascista de Bolsonaro/Guedes e impedir a privatização da Petrobras através da luta direta dos explorarados e oprimidos! É hora de avançar na luta para conquistar a vitória definitiva dos trabalhadores contra o plano neoliberal de desmonste da Petrobras e a entrega das riquezas nacionais para os trustes imperialistas!



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

MOTIM POLICIAL FASCISTA NO CEARÁ: CID GOMES É ATINGIDO A BALA AO TENTAR ATROPELAR "ENCAPUZADOS" EM QUARTEL... APÓS PASSAR DÉCADAS REPRIMINDO A BALA MANIFESTANTES SOCIAIS COM SUA PM A OLIGARQUIA DOS FERREIRA GOMES AGORA PROVA DO SEU PRÓPRIO "VENENO LETAL"


O senador licenciado Cid Gomes (PDT) foi baleado em Sobral quando em um ato "transloucado" tentou atrolepar policiais encapuzados que estavam amotinados em um quartel no curso da greve reacionária que teve início hoje no Ceará. Enquanto seu irmão Ivo Gomes, prefeito da cidade, estava passeando em São Paulo (havia ido para os blocos de carvanal de Sobral no final de semana passado como se nada tivesse acontecendo), Cid achou que em um show pirotécnico poderia enfrentar os policias que exigem melhores salários e mais armamentos para reprimir a luta dos trabalhadores e defender a propriedade privada da burguesia. O membro da oligarquia Ferreira Gomes, que durante décadas ordenou que a PM atacasse a bala as manifestações populares e as greves, deixando feridos dezenas de ativistas e lutadores, desta vez provou do seu próprio "veneno letal" em meio a escalada fascista que toma conta do Ceará e do paísComo alertamos, o clã Ferreia Gomes e seu fantoche governador Camilo Santana (PT) são diretamente responsáveis por essa situação na medida em que suas gestões patrocinam toda uma ala direitista e fascista do aparelho de segurança na ampla aliança que estabelecem em seus mandatos, que inclui até mesmo o DEM do delegado fascista Moroni Torgan, vice-prefeito de Fortaleza. Inclusive diante de todos os assassinatos de trabalhadores e jovens da periferia Ciro, Cid e Camilo afirmam não ter responsabilidade alguma sobre a tragédias diárias, apesar de bancarem pessoalmente um comando policial de terroristas na cabeça dos órgãos de (in)segurança do Ceará. Diante do ocorrido, o governador Camilo Santana anuncia que pediu reforço aos fascistas Moro e Bolsonaro para impor a ordem no Ceará, solicitando o envio de tropas federais e da Força Nacional de Segurança. Com toda justeza de um grande revolucionário que nunca temeu “quebrar os ovos” para fazer a “omelete” da política Marxista, Lenin afirmava que diante de um confronto entre duas forças sociais absolutamente reacionárias o proletariado não tem nenhuma trincheira de combate, a posição do proletariado deveria ser a defesa do Derrotismo Revolucionário. “Quando dois ladrões se enfrentam que morram os dois” é a celebre frase do dirigente bolchevique para definir de maneira pedagógica para as massas sua política do “derrotismo revolucionário”. Hoje com a greve dos facínoras policiais militares do Ceará e o possível enfrentamento com as tropas federais a serviço do governo neoliberal do PT, os Marxistas Leninistas defendem o derrotismo revolucionário, diante dos dois bandos reacionários e antipopulares. De um lado, o governo petista de Camilo e da Oligarquia Gomes e de outro, o movimento “sindical” dos policiais militares reacionários. No “terceiro” campo uma população trabalhadora, oprimida e negra, vítima das maiores brutalidades de uma polícia militar racista e de um governo de “centro-esquerda” submisso aos interesses de uma elite dominante preconceituosa. Quando chegarem a um “acordo”, os dois bandos criminosos, governo do PT/Oligarquia Gomes e sua PM, se voltarão unidos contra as lutas populares, com toda a ferocidade que lhes ordenar os grandes capitalistas e latifundiários cearenses.
NENHUM APOIO À GREVE DOS POLICIAIS NO CEARÁ: ESCALADA FASCISTA FOI ALIMENTADA PELO GOVERNO CAMILO SANTANA (PT) QUE INCREMENTOU O APARATO REPRESSIVO ESTATAL CONTRA OS TRABALHADORES


Às vésperas do Carnaval a PM do Ceará ameaça realizar uma greve “por melhores condições de trabalho”, leia-se maior salário e mais armamento, ou seja, melhores condições de reprimir os trabalhadores e defender a propriedade privada. Ontem ocorreu uma manifestação em frente ao 18º Batalhão de Polícia Militar, no bairro Antônio Bezerra, bairro da periferia de Fortaleza. No local, há viaturas com pneus esvaziados para que não possam circular. Policiais no local usam balaclavas para não serem identificados. Essa ofensiva ocorre mesmo depois do governo Camilo Santana (PT) incrementar os salários da tropa e anunciar um reajuste salarial acima dos demais servidores públicos, ou seja, ceder à pressão do movimento neofascista que é comandado pelo deputado federal Capitão Wagner (PROS), candidato de Bolsonaro a prefeitura de Fortaleza. Foi anteriormente inclusive fechado um acordo que prevê o pagamento de R$ 346 milhões em reajuste salarial a policiais militares e bombeiros. Outros R$ 149 milhões oriundos de gratificações, como horas extras e recompensas, serão incorporados ao salário, totalizando gastos de R$ 495 milhões. Esse valor será pago em três parcelas; em março de 2020 (40%), março de 2021 (30%) e março de 2022 (30%). Agora, o salário final do soldado ficará de R$ 4.500 ao final de 2022, um acréscimo de quase R$ 300 acima do sugerido pela proposta inicial. Como alertamos, a Frente Popular é diretamente responsável por essa situação na medida em que seu governo patrocina toda uma ala direitista e fascista na ampla aliança que estabelece em sua gestão, que inclui até mesmo o DEM. Inclusive diante de todos os assassinatos de trabalhadores e jovens da periferia Camilo afirma não ter responsabilidade alguma sobre a tragédias diárias, apesar de bancar pessoalmente um comando policial de terroristas na cabeça dos órgãos de (in)segurança do Ceará. O governo neoliberal do PT no Ceará, não promove só privatizações, desmonte dos serviços sociais e arrocho salarial contra os servidores públicos, também induz a repressão e morte da juventude pobre, negra e índia das regiões onde os “nobres” da oligarquia Ferreira Gomes não habitam. A “luta” dos policiais se limita ao eixo de uma recomposição salarial, fomentada pelos altos gastos orçamentários com a “segurança pública”, leia-se com a preservação da propriedade privada dos meios de produção, de uma elite corrupta e que cada vez mais concentra renda em nosso país e teme a “ira dos marginalizados” deste regime bastardo.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

BALANÇO DO 18º DIA DA GREVE DOS PETROLEIROS: ATO VITORIOSO NA SEDE DA PETROBRAS NO RIO E “PEGADINHA” DO TRT DO PARANÁ PARA SUSPENDER A PARALISAÇÃO... NOSSA RESPOSTA DEVE SER MANTER A GREVE ATÉ A REVERSÃO COMPLETA DAS DEMISSÕES E DA PRIVATIZAÇÃO!


Ocorreu hoje no 18º dia da greve nacional dos petroleiros um ato político vitorioso na sede da Petrobras no Rio de Janeiro (Edise). A manifestação nacional contou com os companheiros ameaçados de demissão com o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen). A manifestação unificou os petroleiros de plataformas, refinarias, dos terminais e do setor administrativo com outras categorias em luta contra a decisão do fascista da Opus Dei, ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que decidiu pela abusividade e ilegalidade do movimento paredista dos petroleiros, estabelecendo multa diária que pode chegar a R$ 500 mil e ainda permite a demissão por justa causa de grevistas. Os petroleiros marcharam da Av. Chile para a Evaristo da Veiga em direção aos Arcos da Lapa onde o ato ganhou o reforço de ativistas e lutadores. Não por acaso diante da força da greve e do vitorioso ato nacional de hoje, o TRT do Paraná armou uma “pegadinha” para confundir a categoria e tentar suspender a greve. Decidiu suspender as demissões de funcionários de Fafen até somente 6 de março, quando haverá uma nova tentativa de acordo. Diante dessa armadilha, o Sindicato dos Petroleiros do Paraná, filiado a FUP, se comprometeu a levar a discussão da suspensão da greve para assembleia da categoria no Paraná, marcada para esta quinta-feira (20), o mesmo ocorrendo em todo o país cujas bases petroleiras estão todas paralisadas (116 unidades de produção em 13 estados do país). Frente a essa manobra do judiciário, a direção da FUP já começou a operação desmonte da greve, alegando que a simples suspensão das demissões até nova audiência é uma grande vitória que justifique o fim da paralisação nacional. Tanto que o diretor de imprensa e comunicação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Gerson Castellano declarou: “A gente avalia que foi muito boa a decisão, muito responsável, uma vez que cessou esse processo de demissões.Como diretor da FUP vou levar isso ao conselho nacional que deve encaminhar a suspensão ou não do movimento nacional. Entendo que a gente está atingindo o principal pleito que provavelmente suspenda a greve”. Essa proposta trata-se de um engodo porque é uma forma de impor o fim do movimento quando ele encontra-se em sua força máxima, corresponde à política da CUT e do PT fechar um acordo com a justiça, a direção da empresa e o governo sem a garantia do fim das demissões e a reversão da privatização em curso. Chamamos os petroleiros de todo país a rejeitarem essa proposta nas assembleias dessa quinta-feira, 20 e seguir na luta! Defendemos o caminho oposto ao da política de colaboração de classes da Frente Popular! Diante da “pegadinha” do TRT devemos radicalizar o movimento, ocupando as unidades de produção e incorporando os terceirizados a luta direta contra o desmonte da empresa.  Ao mesmo tempo, as assembleias devem exigir da CUT, CTB, Conlutas e Intersindical a convocação da Greve Geral de todos os trabalhadores para que possamos unidos vencer o governo neofascista de Bolsonaro/Guedes e impedir a privatização da Petrobras!
A AGRESSÃO CONTRA PATRÍCIA MELLO PARA A MÍDIA É “SOMENTE MACHISMO”: BOLSONARO É FASCISTA E MERECE TER O MESMO FIM DE MUSSOLINI!


As declarações “espetaculosas” e reacionárias do presidente neofascista Jair Bolsonaro, voltaram a ganhar destaque na mídia nesta terça-feira (18/02). Desta vez, o alvo foi a jornalista da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello, responsável por reportagens que revelaram o uso de disparos de mensagens em massa na última campanha eleitoral. Na tentativa de humilhar o trabalho da profissional, o canalha da extrema direita que ocupa o Planalto atacou Patrícia com grosseiras insinuações sexuais, repetindo a conduta do ex-funcionário da Yacows, Hans River, agência de disparos em massa de mensagens por WhatsApp, em depoimento à CPI das Fake News, na semana passada. O vômito fascista foi encenado na já tradicional saída do Palácio do Alvorada onde a turba dos “puxa sacos” espera o seu capitão para a claque da bajulação. “Olha, a jornalista da Folha, tem mais um vídeo dela aí”, disse Bolsonaro, referindo-se exatamente a um fake news divulgado pela milícia fascista com montagens grotescas e difamações à jornalista da Folha. Segue o presidente: “Eu não vou falar aqui porque tem senhora do meu lado. Ela falando eu sou a ‘tatata’ do PT. Tá certo? E o depoimento do Hans River foi no final de 2018 para o Ministério Público, ele diz do assédio da jornalista em cima dele. Ela queria um furo. Ela queria dar um furo...[pausa, a claque ri da agressão] a qualquer preço contra mim. Lá em 2018, ele já dizia que eles chegavam perguntando ‘o Bolsonaro pagou para você divulgar informações por Whatsapp?’”. No início da tarde, ao deixar o Palácio do Planalto após uma solenidade para dar posse ao general Braga Netto, o lixo Bolsonaro voltou a tocar cinicamente no assunto: “Alguém da ‘Folha de S. Paulo’ aí? Eu agredi sexualmente uma repórter hoje? Parabéns à mídia, aí. Não quero conversa. Parabéns à mídia. Eu agredi, cometi uma violência sexual contra uma repórter hoje?”. As manifestações de repúdio ao presidente neofascista foram imediatas, a Associação Brasileira de Imprensa declarou em nota que o presidente adota um “comportamento misógino”, afirmando que ele necessita de “tratamento terapêutico”. Vários jornalistas, inclusive do alto escalão da Rede Globo, também ressaltaram o “caráter machista” da diarreia verbal de Bolsonaro. No Congresso Nacional parlamentares da oposição burguesa decidiram protocolar um pedido de impeachment, tendo como fato jurídico a quebra no decoro do cargo de presidente da república. Entretanto os Marxistas Leninistas sabem muito bem que o fascismo não será derrotado na arena institucional e muito menos em parlamento reacionário e corrupto como o brasileiro. Este governo de extrema direita, o qual a burguesia aplaude toda a pauta do “ajuste neoliberal” regido pelo ministro rentista Paulo Guedes, não é “simplesmente machista” como cretinamente se ruboriza a mídia corporativa. Trata-se de um governo fascista, que pretende hegemonizar todo regime surgido após o golpe com seu viés ideológico. Bolsonaro e sua anturragem estatal neofascista deverá ser derrubado pela ação direta e revolucionária das massas, merecendo o mesmo fim que o proletariado italiano deu ao facho Mussolini.
ERDOGAN FRACASSA NA TENTATIVA DE OCUPAR A SÍRIA: TROPAS TURCAS SÃO DIZIMADAS PELA AVIAÇÃO MILITAR RUSSA


Para o reacionário oligarca Erdogan a ruptura dos acordos militares celebrados com Moscou está ficando muito caro para o exército turco. Desde o início da semana passada, as tropas turcas e seus anexos no norte da Síria perderam quase cem veículos blindados, destruídos pelos ataques da poderosa aviação russa, aliada do regime burguês nacionalista de Al Assad. Na aventura de ataque à Síria, a Turquia perdeu pelo menos 23 tanques (incluindo 4 tanques alemães Leopard), cerca de 50 tropas e veículos blindados, 18 instalações MLRS (múltiplos lançadores de foguetes), mais de 20 caminhões militares e 2 armazéns com armas e munições. Os ataques da aviação militar russa foram realizados principalmente contra os maiores estoques de material bélico turco na região, dizimando os veículos blindados imediatamente após cruzar a fronteira entre a Síria e a Turquia.As baixas foram também sentidas entre os terroristas do Estado Islâmico, que já receberam tanques e veículos blindados da OTAN para o transporte de tropas turcas. Os jihadistas já perderam cerca de 300 matadores de aluguel, somente no último bombardeio dos caças russos. O governo Erdogan responde “retoricamente” ao seu fiasco militar e político, indicando a deterioração de suas relações com Moscou, após se prestar a executar as tarefas sujas ordenadas por Trump. Em resposta a sua humilhante derrota a Turquia ameaçou ridiculamente a Rússia com uma guerra "de proporções incríveis".  Em entrevista a Zvezda, o embaixador russo na Turquia, Alexei Erjov, denuncia que os generais turcos falam abertamente sobre atacar tropas russas e "erguer arranha-céus com as caveiras dos militares russos que morrerão”. Se Erdogan acredita que essas declarações endereçadas à Rússia vão intimidar Putin e não terão consequências, ele está muito errado.  Até agora, Ancara não criou nenhum problema militar para a Rússia, devido a sua enorme inferioridade bélica, no entanto qualquer ação da Turquia contra a Rússia resultará imediatamente em uma resposta maciça das forças russas. O exército sírio também retoma sua ofensiva contra os piratas imperialistas, atacando a maior base militar dos EUA no leste da Síria, a de Al-Tanf, os oficiais de Assad dispararam dezenas de mísseis contra as posições do Pentágono e de seus subordinados jihadistas. O exército sírio entrou na zona de descalcificação de 55 quilômetros e derrotou uma milícia jihadista chamada "Comando Revolucionário", apoiada pela Casa Branca e pelos renegados do Trotskismo como a LIT e similares revisionistas(Resistência e CST no Brasil). Os Marxistas Leninistas combatem incondicionalmente, desde a primeira fileira, contra a invasão militar da nação síria, seja pelos marionetes Erdogan, jihadistas ou os carniceiros sionistas de Israel e OTAN. Esta correta posição Comunista, diante deste conflito de tentativa de usurpação nacional por parte do imperialismo ianque, absolutamente não significa apoiar o governo Asssad e seu regime burguês, lutamos em defesa da unidade da nação oprimida com total independência política e com as bandeiras programáticas da revolução e do socialismo!

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PLEBISCITO POR UMA “NOVA CONSTITUIÇÃO” NO CHLE: “TRAMPA” BURGUESA ORQUESTRADA POR PIÑERA E PS RECEBE APOIO DO PC/CUT PARA ACABAR COM AS MULTITUDINÁRIAS MOBILIZAÇÕES


O moribundo governo Piñera e oposição burguesa capitaneada pelo PS e Democracia Cristã acordaram um roteiro para elaboração de “nova” Constituição para impor o fim das mobilizações populares que sacudiram o país nos últimos meses. Desta forma os capitalistas conseguiram costurar um pacto para por fim aos protestos massivos que exigiam a derrubada de Piñera e questionavam o conjunto das apodrecidas instituições políticas. Note-se que essa política foi formulada pelo conjunto dos partidos burgueses, como fica evidente nestas palavras “É uma resposta política com uma letra maiúscula, que pensa no Chile e também assume sua responsabilidade”, disse o presidente do Senado, Jaime Quintana, membro do Partido Democrático, da oposição de centro-esquerda, durante coletiva de imprensa em Santiago. “É uma noite histórica para o Chile e para a democracia.”. Neste sábado, 15.02, houve confrontos entre dois grupos de manifestantes. Mil pessoas saíram às ruas de Santiago, mostrando faixas com a fotografia de Augusto Pinochet e slogans alusivos ao antigo ditador. Protestavam contra a reforma da constituição herdada da ditadura, já outro grupo exigia a nova constituição. O acordo prevê o lançamento de uma consulta popular a respeito de duas questões: se uma nova Constituição é ou não desejada e que tipo de órgão deve escrever essa nova Constituição: uma “convenção constitucional mista” ou uma “convenção ou assembleia constitucional”. A convenção constitucional mista, defendida pelos partidos do governo de coalizão de direita, seria integrada em 50% por membros eleitos para esse fim e em 50% pelos parlamentares em exercício. Já a “assembleia constituinte”, promovida pelos partidos da oposição, deve ter todos os seus membros escolhidos especificamente para a ocasião. Se a proposta for aprovada pelo plebiscito, a eleição dos membros da constituinte será realizada em outubro de 2020, coincidindo com as eleições regionais e municipais, com sufrágio universal voluntário. Entretanto, a ratificação da nova Constituição deve ocorrer com sufrágio universal obrigatório. Em resumo, põe-se fim a luta direta em nome de um processo eleitoral fraudulento. Tanto a CUT como o PC apoiaram essa saída nos marcos do regime burguês que será imposta via um plebiscito em 26 de abril! Por sua vez, o PC (Ação Proletária), o MIR e a chamada “esquerda” da DC” lançaram um “Movimento Allendista por uma Nova Constituição” e declararam “Ter uma constituição democrática requer consciência sobre sua necessidade, organização e mobilização. As partes que assinam abaixo decidiram seguir conjuntamente o caminho em que cada uma delas sempre, mas separadamente, levantou a necessidade da Assembleia Constituinte. Para nós, é muito claro, é necessário aumentar a força para tornar essa demanda um requisito nacional impossível de ignorar por parte do capital e de seus funcionários”. Esta orientação é uma completa traição a heroica luta dos trabalhadores e do povo oprimido que exige a derrubada do facínora e a superação do parlamento como “árbitro” da crise. 

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APÓS LUCRO DE 18 BILHÕES EM 2019: GUEDES E NOVAES ANUNCIAM INTENÇÃO DE “DOAR” O BANCO DO BRASIL AO CAPITAL FINANCEIRO INTERNACIONAL


Rubem Novaes, escalado pelo ministro rentista Paulo Guedes e o neofascista Bolsonaro para assumir a presidência do Banco do Brasil, afirmou no começo desta semana ser favorável à privatização do banco, declarando que a: “Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa estariam bem melhor nas mãos do setor privado“. O lucro do Banco do Brasil (BB) foi de R$ 18,16 bilhões em 2019, um aumento de 41% em relação ao ano passado. No quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro) o lucro foi de R$ 5,69 bilhões, o que representou um crescimento de 49,7% em relação ao mesmo trimestre de 2018.O primeiro, segundo e terceiro trimestres trouxeram lucros de R$ 4,00 bilhões; R$ 4,20 bilhões e 4,26 bilhões, respectivamente, e também superando seus equivalentes do ano anterior. O retorno sobre o Patrimônio Líquido em 2019, que dá uma medida de quanto o lucro obtido representa do capital do banco, foi de 17,3%. Em uma das recentes declarações sobre o assunto, em evento organizado pelo banco Credit Suisse, em janeiro deste ano, em São Paulo, Novaes explicitou, mais uma vez, sua aversão ao BB: “Eu acho que com o tempo e a classe política, de uma maneira geral, vai se convencer de que o papel do BNDES e da Caixa já suprem a necessidade de um banco público e que o Banco do Brasil poderia estar liberado para uma privatização”. Entre as medidas concretas contra o Banco do Brasil está a entrega para os norte-americanos, até o fim do segundo trimestre, da BB DTVM (BB Gestão de Recursos – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.).A subsidiária integral do BB é especialista na gestão de fundos de investimentos de clientes do banco estatal e líder na gestão de fundos de investimentos no Brasil, com patrimônio superior a 1 trilhão de reais. O Banco do Brasil é patrimônio do Estado brasileiro que o governo neofascista Bolsonaro quer entregar de bandeja ao capital financeiro internacional. Apesar das políticas de enfraquecimento da instituição, cuja ponto máximo ocorre agora sob a orientação do rentista Paulo Guedes, o Banco do Brasil ainda consegue resultados bastante favoráveis, sem deixar de manter sua marca como banco estatal de atuação  relevante, especialmente pela sua dimensão de fomento e crédito para a economia nacional. Os bancários do BB, assim como toda a categoria do setor financeiro, público ou privado, deve iniciar imediatamente a organização da defesa de suas conquistas históricas através da ação direta, desembocando em uma grande greve geral. Seguir o exemplo dos petroleiros que estão em greve para defender a empresa estatal da privatização neoliberal promovida por esta corja governante submissa aos interesses do imperialismo ianque.

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URGENTE: FASCISTA DA OPUS DEI, IVES GANDRA DO TST, CONSIDERA GREVE PETROLEIRA ILEGAL E AUTORIZA DEMISSÃO DE ATIVISTAS


O fascista da Opus Dei, ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), atua em descumprimento da própria Constituição Federal para tentar impedir a vitória da greve dos trabalhadores da Petrobras. Em decisão publicada nesta segunda-feira (17/02), Granda atende as demandas da diretoria corrupta da estatal, que pedia a ilegalidade da mobilização. O ministro do TST, fantoche dos rentistas, reconhece a “a abusividade e ilegalidade do movimento paredista dos petroleiros”, estabelece multa diária que pode chegar a R$ 500 mil e ainda permite a demissão por justa causa de grevistas. Na decisão Gandra ainda cita a mobilização dos caminhoneiros, que decidiram entrar em greve em apoio aos trabalhadores da Petrobras, a categoria se juntou à greve mesmo com ordem judicial tentando impedir. O julgamento definitivo da questão no TST está marcado para 9 de março. Todo o movimento operário, entidades populares, UNE, e defensores de direitos democráticos do povo brasileiro , entre os quais o direito de greve, precisam repudiar imediatamente essa decisão autoritária do fascista que integra o TST. Hoje (18/02) ocorrerá uma grande marcha nacional em defesa do emprego, da Petrobrás e dos trabalhadores do Brasil, será realizada no Rio de Janeiro, com a participação de caravanas de trabalhadores de vários estados, a concentração será a partir das 16h, em frente à sede nacional da Petrobrás, Edise. A solidariedade ativa com a paralisação dos petroleiros é fundamental, porém é preciso dar um passo a frente para conquistar a vitória e derrotar os neofascistas do governo Bolsonaro: Já passa da hora da convocação de uma greve geral no país, partindo concretamente de várias categorias que também estão paralisadas ou atravessando um processo avançado de luta. Vamos exigir das Centrais Sindicais como a CUT, CTB, INTERSINDICAL e CONLUTAS, um chamado político para desencadear uma greve nacional por tempo indeterminado e a derrubada deste governo de extrema-direita capacho do rentismo financeiro internacional!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

EM 17 DE FEVEREIRO DE 1973 MORRIA PIXINGUINHA: O GENIAL COMPOSITOR NEGRO QUE ENFRENTOU O PRECONCEITO DE COR E CLASSE  REVOLUCIONANDO A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA


Há 47 anos, no dia 17 de fevereiro de 1973, o Brasil se despedia de um dos maiores gênios da música popular e compositor das bases mais criativas da MPB, convertidas em requintadas partituras, comparado com toda justeza a J. S. Bach. Tudo começou no dia 23 de abril de 1898 quando o mundo agraciou a vinda do neto de escravos, Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha – uma derivação do dialeto africano “Pinzindin” (menino bom) dado por sua avó, considerado o “mestre dos mestres” musicais. No entanto, inicialmente fora muito incompreendido, pois na condição de pesquisador incansável de sonoridades até então desconhecidas, misturava ritmos e sons afros (frigideiras, tamborins, cuícas e gogôs usados marginalmente nos terreiros de umbanda e nos morros cariocas) com a música negra norte-americana, fundia ritmos de Ernesto Nazareth com Chiquinha Gonzaga, até Luperce Miranda numa mistura dialética que culminaria em “Choro” nos moldes modernos. Por esta razão, Pixinguinha estava anos luz à frente de seu tempo na elaboração mais rígida e não por isso menos improvisada de suas imemoriáveis interpretações. Aos poucos sua sonoridade ia encantando que a ouvisse e entendesse. Ganhou reconhecimento e admiração de ícones do quilate de Heitor Villa-Lobos, Louis Armstrong e mais tarde de Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Chico Buarque... Tal foi sua importância para o cenário nacional da música popular que o dia 23 de abril passou a ser considerado o “Dia Nacional do Choro”. Portanto, o resgate da obra do grande mestre da MPB é essencial para o combate à política de deculturação do país promovida por governos burgueses e a frente popular, ambos a serviço da recolonização cultural e da ofensiva ideológica imposta pelo imperialismo ianque sobre os povos de todo o planeta.
QUEIMA DO “ARQUIVO ADRIANO”: BOLSONARO FAZ COM RUI COSTA O QUE A BURGUESIA FEZ COM LULA, INGRATIDÃO PELOS FAVORES RECEBIDOS...


A execução sumária do miliciano carioca Adriano, morto a queima roupa por uma grande operação da Polícia Militar baiana, se confirma a cada fato novo revelado nos últimos dias. Nós do Blog da LBI fomos o primeiro veículo da imprensa a noticiar o assassinato do ex-capitão do BOPE pelas forças de segurança do governador petista Rui Costa, enquanto toda a mídia “progressista” ainda tentava “vender” a versão que Adriano teria sido morto pela polícia do Rio de Janeiro em uma clara manobra de “queima de arquivo”. Hoje os fatos demonstram cabalmente que a “queima do arquivo vivo” foi um ato planejado, deliberado e executado. A polêmica instalada reside sobre a responsabilidade da ação criminosa que calou definitivamente o miliciano, quem mandou matar Adriano? Se todos nós sabemos que foi a PM baiana quem acionou os gatilhos a menos de meio metro de distância, fica a pergunta a quem interessava a “queima do arquivo vivo”? E porque a PM comandada pelo PT operou este “serviço sujo”?

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9 ANOS APÓS O INÍCIO DA BURLESCA “REVOLUÇÃO ÁRABE” NA LÍBIA: PAÍS QUE TEVE O MAIOR IDH DO CONTINENTE AFRICANO ENCONTRA-SE DESTRUÍDO POR GUERRA CIVIL ENTRE MILÍCIAS DEFENSORAS DOS INTERESSES DAS POTÊNCIAS IMPERIALISTAS


Neste 17 de fevereiro completa-se 9 anos das primeiras “manifestações” pró-imperialistas que se iniciaram na Líbia em 2011 tendo como foco principal a cidade de Benghazi, localizada no leste do país. Depois de ter sido bombardeado pela OTAN na maior operação militar desde a II Guerra Mundial, com as tropas das metrópoles imperialistas atuando em socorro aos “rebeldes” mercenários que acabaram por assassinar o coronel Kadaffi, o território líbio foi arrasado. Estima-se que mais de 200 mil pessoas foram mortas e o país encontra-se agora divido sob o controle de grupos armados que disputam o domínio das reservas petrolíferas. O frágil governo do CNT, títere das potências capitalistas, na verdade não passou de um gerente que representa os interesses das grandes transnacionais. Esses são os resultados de uma suposta “revolução” entusiasticamente saudada pelos revisionistas do trotskismo e, de fato, patrocinada pela Casa Branca e a União Europeia. Sem dúvidas, estamos presenciando uma nova e turbulenta onda colonialista na região do norte da África, rica em recursos naturais e minerais. Desde o início, apesar da intensa campanha da mídia “murdochiana”, ficou claro que os “protestos” em Benghazi se tratam de mobilizações reacionárias patrocinadas por forças políticas pró-imperialistas, com a imprensa burguesa mundial amplificando seu peso social e super-dimensionando a repressão estatal supostamente desferida. Encerrado o capítulo da saída de Mubarak no Egito, como um rastilho de pólvora, as “oposições” saem em cena em toda a região arábica. Em países onde sócios menores do capital financeiro ianque demonstraram incapacidade social em continuar do poder, a Casa Branca orientou a transição “lenta, gradual e segura”, já que estavam ou ainda estão na lista negra do “terrorismo internacional” o “conselho” foi armar a oposição e dotá-la de todo apoio político na mídia mundial. Na Líbia, logo os apoiadores do antigo monarca Idris, apeado do governo pelos coronéis em 69, foram a ponta de lança inicial para fazer eclodir o suposto movimento de massas contra o “tirano sanguinário” Muammar Kadaffi. Os monarquistas não tiveram muito trabalho para agrupar várias oligarquias tribais, muitas das quais tinham estabelecido laços financeiros e comerciais com empresas imperialistas sediadas na cidade de Benghazi. Não demorou muito, os “rebelados” contra o caudilho nacionalista já dispunham de sofisticadas armas pesadas que passaram a apontar contra o próprio povo líbio que insistia em permanecer ao lado da “ditadura sanguinária” de Kadaffi. Os primeiros confrontos resultaram em centenas de mortes de civis logo atribuídas pela mídia imperialista ao exército regular líbio, espalham-se os boatos da fuga de Kadaffi e da contratação de mercenários africanos pagos para defender o regime de Trípoli. Surgem as primeiras dissidências e fissuras no campo do regime, “nutrindo” a reacionária oposição agora composta por generais que se venderam a OTAN, jovens yuppies funcionários das petroleiras europeias e os pioneiros monarquistas com sua bandeira do monarca Idris. Forma-se um governo provisório em Benghazi reconhecido pelo covil de bandidos conhecido como ONU, que já conta com um Banco Central e até uma empresa de exportação de petróleo, isto tudo em meio a uma guerra civil. Como sabemos muito bem, o imperialismo ianque não costuma fornecer armas a movimentos sociais e, muito menos, colocar suas tropas a serviço de nenhum agrupamento de rebeldes que lutam contra uma ditadura. A história da luta de classes nos ensinou que as armas do imperialismo servem a movimentos contrarrevolucionários, como no Vietnam, na Nicarágua, em Cuba ou Angola só para citarmos alguns exemplos mais cristalinos.

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domingo, 16 de fevereiro de 2020

MORTOS COM ATESTADO (PT&PCdoB) E MORTO INSEPULTO (PSOL) SE REVOLTAM CONTRA SAFATLE: ESTÃO BEM VIVOS PARA AS ELEIÇÕES E DEFUNTOS PARA A REVOLUÇÃO...


O artigo do professor Vladimir Safatle, “Como a esquerda brasileira morreu”, publicado no periódico El País no último 10 de fevereiro, tem gerado grande polêmica em todas as “alas” da esquerda nacional, sejam as que se consideram “bem à esquerda” (tendências internas do PSOL), ou as que se auto classificam como reformistas ou sociais-democratas, caso dos partidos PT e PCdoB. Obviamente o texto crítico de Safatle está dirigido ao segundo campo, o da esquerda hegemônica que governou o país por quatro gestões estatais consecutivas, até ser golpeada institucionalmente no início do segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff. Porém a “tese” desfiada por Safatle, contra o que considera “populismo”, remonta a um tempo anterior a vitória da Frente Popular de colaboração de classes em 2002, está relacionada à própria “reconstrução” da esquerda após o duro período do regime militar, ou seja, no final dos anos 79, com o surgimento da liderança operária de Lula, abrindo espaço para a fundação do PT logo na sequência histórica. A hegemonia do PT foi construída desde a sua gênese sob a liderança de um personagem que nada tinha a ver com o programa da revolução socialista, mas que bem muito antes de se tornar uma “alternativa eleitoral para gerir o Estado Burguês”, conquistou a direção da esmagadora maioria sindicatos e movimentos sociais do Brasil. Aí reside o surgimento do desvio “populista” da esquerda brasileira, que tanto incomoda Safatle, mas que o próprio é incapaz de perceber e muito menos os que se sentiram incomodados com seu artigo. Ao surgir no país um partido de esquerda que não dependia da estrutura oficial do Estado, profundamente enraizado em todos os segmentos da classe trabalhadora, e que ao mesmo tempo refutava programaticamente a destruição do “Velho Estado” capitalista, daria início a um “populismo de segunda geração”, sequer visto em outra parte do planeta até os dias de hoje: O populismo político nascido da classe operária e que pouco tinha a ver com os “populismos” oriundos das classes dominantes, como os tradicionais: Getulismo, Peronismo, Nasserismo, Chavismo, etc.. Neste sentido a construção do populismo Lulista foi um fenômeno revolucionário... para a burguesia e não para o proletariado! E no seu devido “time” histórico a burguesia nacional soube utilizar muito bem esta “jabuticaba” da política brasileira, o PT, inaugurado toda uma geração de freio à luta de classes e neodesenvolvimentismo, até quando a economia mundial permitiu. O que Safatle não consegue compreender não é que a “esquerda morreu”, ao não ser capaz de “impor outro horizonte econômico-político... e só conhece o horizonte populista”, é que esta mesma esquerda reformista já nasceu MORTA para a revolução socialista! E não se trata de decretar a “morte em geral” da esquerda brasileira, ela está bem viva e ativa, para os seus objetivos é claro... Tanto PT, PCdoB e PSOL se preparam freneticamente para as eleições municipais deste ano, onde colherão resultados bem significativos, embora sem conseguir uma “rendição” da extrema direita. Estes setores da Social-Democracia (ambas as alas PT e PSOL) já articulam os bastidores da chamada Frente Ampla em 2022, quando se comprometeram previamente com a “unidade no segundo turno”. Caracterizar a morte de uma esquerda que ainda controla quase a totalidade das entidades sindicais e do movimento de massas, que possuí acesso a um fundo estatal bilionário para “torrar” nas campanhas eleitorais e na cooptação das novas lideranças surgidas na luta contra o neofascismo, é no mínimo uma ingenuidade de um intelectual acadêmico, distante do mundo real. Safatle e vários intelectuais de sua mesma cepa, sem dúvida alguma “progressistas e democráticos”, se queixam do PT e afins pelo apego ao “populismo como único horizonte de atuação”, chegam a fazer o contra ponto do exemplo de Carlos Mariguella, porém eles mesmos não conhecem o horizonte da revolução, não estão minimamente dedicados a organização de uma ferramenta Comunista, com foi a luta heroica de Mariguella ao romper com a estratégia etapista do “Partidão”. As tendências internas do PSOL, para não falar das tendências de esquerda no interior do PT, lançam sinais a Safatle: “Não nos confunda com o Lulismo, nós estamos vivas”, o que também é a mais absoluta verdade. Sem embargo, todo este campo político que permeia da extrema esquerda do PSOL até as alas de direita do PCdoB, são defuntos para a estratégia da revolução socialista e a instauração da Ditadura do Proletariado. A afirmação que Safatle não pode fazer por suas próprias limitações ideológicas é: A esquerda brasileira reformista está morta para a revolução, simplesmente porque já nasceu sem vida, são todos mortos com atestado de óbito ou cadáveres insepultos para os fins da tomada de poder pela classe operária. A definitiva morte da esquerda reformista brasileira somente poderá consumar-se com a superação revolucionária da Frente Popular de colaboração de classes, ou seja, com a construção do genuíno Partido Marxista Leninista no Brasil!
  
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sábado, 15 de fevereiro de 2020

FASCISTAS AVANÇAM NA EUROPA: GOVERNO DA “NOVA DEMOCRACIA” GREGA IRÁ CONSTRUIR CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO E MURO FLUTUANTE CONTRA MIGRANTES


O atual governo grego neofascista da Nova Democracia parece não ter limites suficientes com sua ofensiva de extrema direita, além da construção de campos de concentração em seu território, agora anunciou que erguerá uma barreira marítima flutuante de três quilômetros de comprimento e um metro de altura para impedir a chegada de refugiados. O ultrarreacionário Primeiro-Ministro Kyriakos Mitsotakis, assumiu o governo em 2019, após derrotar o partido Syriza (esquerda da Social-Democracia), que exerceu o poder estatal com sua política de colaboração de classes. O fracasso do Syriza na Grécia, abriu caminho para que a extrema direita desatasse um violento ataque contra as conquistas das massas, enquanto a Social-Democracia insiste em reeditar sua estratégia reformista, qualquer semelhança com o que ocorre hoje no Brasil não é mera coincidência. O porta-voz do governo grego, Stelios Petsas, declarou cinicamente em um surto de xenofobia: "Todos os meios são bons para ajudar a proteger as fronteiras da Grécia e da Europa". Em 31 de janeiro, o neoliberal foi rápido em justificar o projeto apresentado por Atenas apenas dois dias antes, o que constitui um exemplo irrefutável do recrudescimento da política de migração vigente atualmente na Grécia. Pela primeira vez desde 2016, a Grécia no ano passado tornou-se novamente a principal porta de entrada de imigrantes para a Europa, com um aumento da corrente proveniente da vizinha Turquia. Segundo o ACNUR (ONU), atualmente existem mais de 41.000 requerentes de asilo nas ilhas do mar Egeu (Lesbos, Samos, Chios, Kos, Leros), em campos projetados para abrigar 6.200 refugiados. “É uma verdadeira bomba-relógio! As condições sanitárias são deploráveis, os conflitos entre os próprios migrantes estão se multiplicando e a hostilidade das instalações está aumentando” afirmou Epaminondas Farmakis, diretor de uma ONG grega. Chamado a intervir nesta catástrofe, uma situação explosiva, o governo neofascista grego anunciou no final de janeiro que queria estabelecer uma barreira marítima flutuante ao norte da ilha de Lesbos, onde agora recebe o maior número de refugiados no país. Segundo o edital publicado pelo Ministério da Defesa em 29 de janeiro, este sistema de proteção flutuante com 2,7 quilômetros de comprimento e 1,10 metros de altura (incluindo 50 centímetros acima do nível do mar), equipado com luzes piscantes  , deve impedir um fluxo crescente de migração. O orçamento total, incluindo projeto, instalação e manutenção por quatro anos, é de 500.000 euros.  O objetivo é que a barragem seja testada no final da primavera, quando as chegadas aumentam devido aos mares mais quentes. Em 2012, a Grécia já havia erguido um muro de cerca de 12 quilômetros de extensão na fronteira terrestre com a Turquia na região de Evros, provocando a mudança do fluxo de imigrantes para as ilhas do Mar Egeu. As manifestações de refugiados contra a construção dos campos de concentração nas Ilhas do mar Egeu aumentaram nos últimos meses. Os requerentes de asilo, exaustos por condições de vida insalubres, também se manifestaram no início de fevereiro. Houve vários confrontos entre refugiados e a polícia de choque do governo neofascista.A oposição da esquerda reformista burguesa vem assistindo paralisada este “show de horrores” fascista do governo Kyriakos, que promete ser a reprodução política piorada do transloucado Trump na Grécia. É necessário retomar a ação direta do combativo proletariado grego, rompendo de uma vez por todas com as ilusões da vanguarda na Social-Democracia do Syriza.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

GREVE NACIONAL DOS PETROLEIROS: RADICALIZAR O MOVIMENTO COM OCUPAÇÃO DAS UNIDADES DE PRODUÇÃO, INCORPORANDO OS TERCEIRIZADOS À LUTA! EXIGIR DA CUT, CTB E INTERSINDICAL A CONVOCAÇÃO DA GREVE GERAL DA CLASSE TRABALHADORA!


A greve nacional petroleira completou com força sua segunda semana (14 dias), paralisando mais de 116 unidades de produção em 13 estados do país, enfrentando a repressão do governo Bolsonaro e a perseguição da justiça burguesa via as ações arbitráeias do TST. A luta em curso exige a suspensão imediata das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR). Pelo menos 144 trabalhadores da fábrica já receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária, onde seriam feitas a partir de hoje a rescisão dos contratos de emprego, o que viola o Acordo Coletivo de Trabalho. Acampados há 23 dias em frente à Fafen, petroleiros e petroquímicos realizaram pela manhã um grande ato em Araucária, criticando a Petrobrás. Os trabalhadores queimaram os telegramas com os comunicados de demissão. Na tarde de quinta-feira, 13, os trabalhadores da P-57, plataforma do pré-sal que opera na Bacia do Espírito Santo, desembarcaram e se somaram à paralisação. Na Bacia de Campos, mais duas plataformas também aderiram à greve: PNA-1 e a P-40. Já são 35 de um total de 39 plataformas da região que estão na luta para reverter as demissões na Fafen-PR. Diante da ofensiva reacionária contra a paralisação, é necessário radicalizar o movimento, ocupando as unidade de produção e incorporando os terceirizados a luta direta contra o desmonte da empresa. Os terceirizados tem uma pauta própria de reividicações dentro do marco da luta em curso e são o setor mais explorado na cadeia de produção petroleira, sua adesão é fundamental para a vitória do combate. Ao mesmo tempo, é preciso exigir da CUT, CTB e Intersindical a convocação da Greve Geral de todos os trabalhadores para que esta luta isolada dos petroleiros não seja derrotada e tenha o mesmo desfecho das greves setoriais que ocorreram na França que se esvaíram sem derrotar a reforma neoliberal do governo Macron. Somente com a ampla unidade da classe trabalhadora, do campo e da cidade, derrotaremos o governo neofascista Bolsonaro/Guedes e seu plano de privatizção da Petrobras!
ERDOGAN QUER ATACAR A SÍRIA: ESTÁ “COMO UM TURCO NA NEBLINA”...


“Como turco na neblina” é uma expressão “folclórica” russa que se refere à guerra da Crimeia em 1850 , entre a Rússia e a Turquia, onde a frota naval turca foi dizimada em uma batalha sobre o Mar Negro em um dia de grande neblina onde a expedição  das forças militares turcas estavam à deriva. Essa parece ser a sina da política do reacionário governo turco em relação à Síria, onde o presidente Recep Tayip Erdogan vem armando grupos jihadistas e deslocando suas próprias tropas para a fronteira, mas no entanto caminha para uma retumbante derrota. A Turquia não apenas apoia os jihadistas, mas também dispara suas artilharia contra o exército sírio que luta contra grupos terroristas na província síria de Idlib, no norte da Síria e que faz fronteira com a Turquia.Desde a chegada do oligarca neoliberal Erdogan ao governo turco, sua política tem sido caracterizada por sua ação diplomática em zigue-zague. A Turquia ainda está no Otan, apesar de atritos com os EUA, mas compra armas da Rússia e está armando seu exército com os sistemas russos S 300 e S 400 que comprou recentemente. Erdogan  tentou intervir na guerra na Líbia patrocinada por seus amigos do Catar, mas no final não foi rechaçado porque as tropas do marechalHaftar(mercenário de extrema direita)conseguiram dominar quase todo o território líbio, e a intervenção militar turca já é ineficaz. Neste momento, a Turquia ameaça o governo nacionalista burguês sírio de Al Assad(com o apoio do imperialismo ianque)e desafia o exército sírio a atacá-lo se houver apenas mais uma morte de soldados turcos em território sírio.

14 DE FEVEREIRO DE 1996 PARTIA O COMPOSITOR REVOLUCIONÁRIO TAIGUARA: COLABORADOR DE LUíS CARLOS PRESTES... O CANTOR MAIS CENSURADO PELA DITADURA MILITAR DEFENDEU EM SEUS VERSOS O SOCIALISMO E A REVOLUÇÃO!


Em 14 de fevereiro de 1996 nos deixava Taiguara. Além de compositor, ele era um defensor da causa do Socialismo e da Revolução, tanto que militou no MR-8 e depois foi um fiel colaborador de Luís Carlos Prestes, ex-Secretário Geral do PCB que rompeu pela esquerda com o Partidão. O avô, Glaciliano Correa da Silva, era músico, poeta e artesão, capaz de construir seu próprio acordeão. O pai, Ubirajara Silva, exímio tocador de bandoneón (instrumento de fole utilizado no tango, semelhante ao acordeão). A família paterna é gaúcha, de origem camponesa.  A mãe, Olga Chalar, era cantora famosa no Uruguai. Sua família, de origem indígena, tornou-se camponesa e operária. Buscando viver profissionalmente como músico, Ubirajara percorreu vários países sul-americanos e conheceu Olga no Uruguai. Casaram. Voltou para o Brasil quando Taiguara já tinha quatro anos. Frustrada por ter abandonado a carreira, Olga não vivia feliz. O casamento passou por várias crises até o casal se separar em 1960. Ela voltou para o seu país natal. Os filhos – Taiguara – então com 15 anos – e seu irmão Araguari, dois anos mais novo, ficaram com o pai, que se casou com Odette Luciana e se mudou com a família para São Paulo. Os anos sessenta foram de muita riqueza musical no Brasil. Do Rio de Janeiro e São Paulo irradiavam para todo o país a bossa-nova, a MPB, o samba, o rock nacional. Foi em São Paulo que Taiguara começou, quando ainda era estudante de Direito do Mackenzie, reduto da direita universitária, mas sua cabeça estava na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), onde estudavam figuras como Chico Buarque de Hollanda. Foi este quem levou Taiguara ao João Sebastião Bar, local frequentado pela esquerda de todos os naipes: comunistas, anarquistas, hippies, transviados, etc., onde rolava a boa música de todos os ritmos e gêneros. Taiguara estava no meio de artistas que se posicionavam contra a ditadura militar – cada um a seu modo – e também se engajou nessa linha, tornando-se eclético quanto à forma musical, resultado de fontes diversas, sem esquecer a música dos pampas – região que abrange partes do Brasil, Uruguai e Argentina. Seguem a participação com êxito em vários festivais e os discos, todos altamente censurados. Mesmo assim, algumas criações passaram e se tornaram conhecidas nacionalmente. Destacam-se HOJE (1969), AI-5 dominando, prisões, mortes e exílios acontecendo. “Hoje/Trago em meu corpo as marcas do meu tempo/Meu desespero, a vida num momento/A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo”. Em 1970, a ditadura está cada vez mais forte e confiante e desafia os opositores “Brasil, ame-o ou deixe-o. Taiguara grava UNIVERSO NO TEU CORPO, no qual mostra cansaço, parece desistir da luta. “Eu desisto/Não existe essa manhã que eu perseguia/Um lugar que me dê trégua ou me sorria/E uma gente que não viva só pra si/Só encontro/Gente amarga mergulhada no passado/Procurando repartir seu mundo errado/Nessa vida sem amor que eu aprendi”. Mas não desiste. Expressa sua luta pelo Socialismo na música A ILHA em homenagem a Cuba, seu primeiro trabalho censurado e nunca registrado em disco. “Meu pai, já não posso mais/Viver nesse mundo em chamas, em chamas, chamas/Meu bem, eu te quero bem/Mas vou onde o amor me chama, me chama, chama/Livre só embaixo vou viver na ilha, na ilha/Onde meus iguais serão minha família, na ilha”. Essa perspectiva lhe faz forte, otimista. É tanto que, em 1972, quando John Lennon anuncia o fim dos Beatles com a famosa frase “O sonho acabou”, Taiguara compõe TEU SONHO NÃO ACABOU, outro grande sucesso: “Hoje entrei na dança e não vou sair/Vem que eu sou criança não sei fingir/Eu preciso, eu preciso de você/Lá onde eu estive o sonho acabou/Cá onde eu te reencontro só começou/Lá colhi uma estrela pra te trazer/Bebe o brilho dela até entender….”. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

“CASA CIVIL” OCUPADA PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA POR UM GENERAL DA ATIVA: GANHANDO PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO ONYX DEIXA “TERRA SEM CHÃO”...


Após longa e penosa fritura na Casa Civil, Onyx Lorenzoni foi jogado no Ministério da Cidadania, no lugar de Osmar Terra, como prêmio de consolação. O general Braga Netto que ocupava a chefia do Estado-maior do Exército e foi o responsável pela intervenção militar no Rio de Janeiro, será o primeiro general da ativa na história republicana a comandar o principal ministério do governo central do país. O deputado Demista Onyx Lorenzoni tentou grudar como pôde no cargo, mas não conseguiu, desde o ano passado vinha tendo suas funções esvaziadas pelo neofascista Bolsonaro. Onyx, parlamentar tarimbado, foi encarregado inicialmente da articulação política com o Congresso Nacional, mas teve essa tarefa tirada de suas mãos quando o chamado “Centrão” ficou sob a liderança de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. A situação de Onyx se agravou bastante após seu “número 2” no ministério ser demitido sem que fosse consultado. Como o pretexto para a demissão de Vicente Santini, ex-secretário executivo, foi ter usado um vôo da Força Aérea Brasileira (FAB) para sair de Davos (Suíça) e ir se juntar à comitiva de Bolsonaro na Índia, ser simplesmente risível, ficou claro o enfraquecimento de Onyx, exatamente porque vários outros membros deste governo de bandidos, próximos do presidente, não fizessem também uso dos aviões da FAB. Nas redes sociais, Bolsonaro anunciou as trocas de cadeiras, agradeceu ao reacionário Osmar Terra pelo suposto “trabalho e dedicação” e lhe ofereceu uma embaixada no Canadá, rejeitada por Terra que sem “chão” no gabinete voltará para ocupar sua vaga no parlamento. Também pelas redes sociais Onyx Lorenzoni, passou óleo de peroba na sua cara constrangida e afirmou que estará no time de Bolsonaro “não importa o número da camiseta”. A derrubada de Onyx não agradou aos setores Olavistas do governo neofascista, que atacaram violentamente a nomeação do general Braga Netto: “O governo do presidente Jair Bolsonaro já é o melhor que a República já teve. Não só dará certo, mas já deu certo. Entretanto, colocar um general no lugar de Onyx Lorenzoni, até que me provem o contrário, foi o maior erro do presidente. A esquerda não criticará essa decisão”, disparou o blogueiro Allan dos Santos, próximo aos filhos do capitão e também do astrólogo fundamentalista que se diz “filósofo”. O controle cada vez maior de militares de primeira linha sobre o governo neofascista, é um sintoma claro do recrudescimento do regime bonapartista, que eventualmente já se prepara para uma “terceira etapa” do golpe institucional desferido em 2016 contra o governo da Frente Popular. Braga Netto foi chefe da segurança durante as Olimpíadas de 2016 e adido militar nos EUA, durante os governos petistas, sendo identificado como um general “linha dura”, ou seja uma alternativa da extrema direita para “disciplinar” as ações “tresloucadas” das alas Olavistas do governo Bolsonaro. Ainda é cedo para caracterizar a conduta do Alto Comando das FFAA diante do novo quadro político aberto com a chegada de Braga na Casa Civil, entretanto a única certeza que já temos é que Bolsonaro ganha um reforço político e militar importante para enfrentar o movimento de massas, que vem sendo sabotado pelas direções da esquerda reformista.
PARAÍSO DO CAPITAL FINANCEIRO: OS “TRÊS IRMÃOS” OBTÉM LUCROS RECORDES SOB O GOVERNO NEOFASCISTA DE BOLSONARO


Os lucros do banco Itaú, relativos a 2019, totalizaram R$ 28,363 bilhões, superando em R$ 2, 630 bilhões os lucros de 2018, ou ainda, percentualmente, um acréscimo de 10,22% sobre o ano anterior, conforme divulgação do próprio banco na última terça-feira (11/02). Na mesma trilha o Bradesco divulgou seu lucro na semana passada, a rentabilidade líquida do Bradesco em 2019 foi de R$ 25,887 bilhões, 20% maior do que os R$ 21,564 bilhões obtidos em 2018. No final de janeiro, o banco espanhol Santander informou os lucros da sua operação no Brasil ao longo de 2019. Nada menos do que R$ 14,18 bilhões, ou seja, um aumento de 16,55% sobre lucros de R$ 12,166 bilhões de 2018. Os “três irmãos” que controlam o setor privado financeiro no país, obtiveram juntos a “bagatela” de 68,5 bilhões de Reais em 2019, extorquindo o Tesouro Nacional com os juros da dívida pública e também explorando o povo trabalhador com suas taxas escorchantes. Esses lucros “paradisíacos” foram obtidos na direção contrária da recessão econômica capitalista brasileira que não se recuperou da grande depressão desatada  em 2014 e que se prolonga até hoje. Os índices de rentabilidade (o retorno sobre o patrimônio líquido) apresentado nos balanços divulgados dos três bancos ultrapassam 20%: Itaú (23,70%); Bradesco (20,60%) e o espanhol Santander no Brasil (21,30%), um “fenômeno” financeiro absolutamente anômalo no cenário bancário mundial. É totalmente “anormal” uma empresa, especialmente com alto patrimônio líquido, como qualquer um dos bancos em questão, conseguir extrair renda capaz de dobrá-la em apenas cinco anos numa situação em que a economia do país está paralisada, com o desemprego batendo recordes, a renda do trabalhador comprimida, a produção industrial física em franca decadência, vendas do comércio e o setor de serviços caindo. Há décadas o setor bancário no Brasil obtêm níveis extremos de lucros que conflitam com o desempenho do restante da economia, em especial afrontam escandalosamente com a situação de penúria que atravessa nosso povo. É verdade que esta verdadeira “mamata” dos rentistas se baseia no modelo de acumulação capitalista nacional, que vem sendo mantido fielmente por todos os governos desde o surgimento da chamada “Nova República”, passando pela era FHC, mas também acentuado pelas gestões seguidas da Frente Popular. No atual regime bonapartista, baseado no golpe institucional de 2016, essa realidade se intensificou bastante, deixando os “três irmãos” como o único setor “dinâmico” da economia capitalista, o país produziu em 2019 menos do que produzia em 2010 um retrocesso de uma década em apenas um ano. Longe de ser uma “coincidência”, a abundância financeira dos bancos e do rentismo em geral, equivale ao empobrecimento da classe trabalhadora. Somente a estatização dos bancos, sob o controle operário, será capaz de estancar a crise capitalista e retomar o crescimento econômico e o desenvolvimento do país com o planejamento econômico central, através da revolução socialista e a instauração da Ditadura do Proletariado.
“SHOW” DO GUGU: A “ESTRANHA” MORTE DO APRESENTADOR QUE ASSEDIAVA MENINOS, DESERDOU A MÃE DE SEUS FILHOS E CUJA FAMíLIA BURGUESA PERSEGUE QUEM DENUNCIA SUA CONDUTA MERCENÁRIA        


A “novela” em torno da morte do apresentador de TV Gugu Liberato (apoiador declarado do fascista Moro) ocorrida em novembro de 2019 se arrasta com um “cadáver insepulto” até hoje, ganhando cada vez mais espaço na grande mídia e na blogosfera em virtude da disputa da herança bilionária entre a mãe de seus filhos e demais herdeiros. Não por acaso Bolsonaro lhe rendeu homenagem pública logo após sua morte. A causa de seu falecimento em si está envolta em mistério, a versão oficial é que caiu de um sótão quando trocava um filtro de ar condicionado, bateu a cabeça e morreu. Obviamente que esse “enredo” típico das novelas mexicanas de terceira exibidas no SBT não corresponde aos fatos reais. Uma mansão de alto luxo nos Estados Unidos conta com vários funcionários para esses tipos de serviços “braçais”. Há um boato que Gugu estava atormentado, doente e deprimido, teria acabado suicidando-se, mas não temos informações precisas, pois vários detalhes do laudo médico emitido nos EUA também são sigilosos a pedido da família. O fato público é que Gugu morreu um dia antes da divulgação oficial pela assessoria de imprensa da família. Ele já estava afastado das gravações na Rede Record (havia deixado dois meses do reality show musical “Canta Comigo” gravados). Estranhamente, Gugu foi dado como morto duas semanas antes da verdadeira morte, noticia veiculada no site da própria emissora do Bispo Edir Macedo e depois desmentida como “fake news”! A notícia começou a se espalhar depois que o perfil oficial do reality show “Power Couple” da Record postou que Gugu havia falecido aos 60 anos, fato desmentido por ele horas depois. O BLOG da LBI não é um site de “fofocas” que se dedica por “esporte jornalístico” a comentar os detalhes sórdidos da morte de um apresentar famoso de TV e as disputas familiares que evolve sua herança bilionária. Entretanto, a sombria trajetória de Gugu Liberado, apoiador de Bolsonaro e Moro, além da disputa de sua herança bilionária merecem a atenção dos Marxistas Revolucionários porque envolvem as taras sexuais da sociedade burguesa e a sordidez das relações mercenárias que envolvem a família como “célula mater” do modo de produção capitalista. Nos valemos do “interesse público” representado pelas evidências de que existe um esquema de exploração sexual no interior da indústria de entretenimento e celebridade, que envolve todas as redes de TV que controlam o chamada “opinião pública”. Para além da real causa da morte de Gugu, a escandalosa trajetória de um apresentador de TV que era homossexual e aliciava meninos entre 10 e 14 anos via a promessa de tornarem-se uma “celebridade” e que deserdou em 2011 a própria mãe de seus 3 filhos (recorreu a inseminação artificial) servem para fazer o combate político e ideológico comunista contra a avareza e podridão que exalam da elite social burguesa. 
HÁ UM ANO NOS DEIXAVA BIBI FERREIRA: A CORAJOSA DIVA QUE FEZ DA ARTE UM CAMPO DE RESISTÊNCIA CULTURAL  
         
      “Eles pensam que a maré vai, mas nunca volta (…) Quando eles virem invertida a correnteza, quero ver se eles resistem à surpresa e quero saber como eles reagem à ressaca” (Peça Gota D´água)


Há exatamente um ano os palcos brasileiros não contam mais com o protagonismo da grande diva da dramaturgia nacional. Em 13 de fevereiro de 2019 aos 96 anos nos deixava Abigail Izquierdo Ferreira, nossa “eterna” BIBI FERREIRA, após quase um século de atividade contínua no bom combate da arte teatral, como um instrumento de reflexão crítica e ontológica da realidade social e histórica. Bibi não era só uma atriz, filha do cânone Procópio Ferreira e nascida literalmente em uma ribalta, estreiou com poucos meses de vida substituindo uma boneca de porcelana que tinha sido danificada. Bibi Ferreira tinha a coragem dos grandes artistas que assumem o campo do progressismo e da resistência, daí surgiu sua enorme admiração pela cantora Edith Piaf, uma combatente contra a ocupação nazista na França em plena Segunda Guerra Mundial. Foi também na luta de resistência contra o regime militar no Brasil, que Bibi teve sua "têmpera de coragem" forjada quando protagonizou em 1976 a peça "Gota D'água", cuja dupla autoria contava com as assinaturas de Chico Buarque e de Paulo Pontes, este seu último companheiro afetivo morto no final do mesmo ano de 1976. A peça de Paulo e Chico era uma releitura do clássico grego "Medéia", completamente voltada para a realidade brasileira, mais especificamente o início da crise da política habitacional da Ditadura, posta à tona com o fim do chamado "Milagre Econômico ". Logo censurado o texto, "Gota D'Água" conseguiu estrear no teatro Teresa Rachel (Rio de Janeiro) graças a ousadia e o próprio prestígio de Bibi que após 116 cortes dos censores, bancou pessoalmente o espetáculo com a direção do legendário Gianni Ratto. A peça que tinha Bibi no papel da valente Joana (moradora do imaginário conjunto habitacional "Meio-Dia"), ficou em cartaz de dezembro de 1975 até fevereiro de 1977 no Rio e depois seguiu para São Paulo, onde fez mais 650 apresentações, sendo considerada uma das produções mais longevas da história do teatro brasileiro. Na esteira do grande sucesso político de "Gota D'Água", começaram a surgir as associações de bairros nas principais cidades do país, questionando justamente a política das COHAB's que "empurravam" para uma periferia desassistida milhões de trabalhadores e desempregados pela crise capitalista. Em 1983 , Bibi voltou aos palcos com o musical "Piaf a Vida de uma Estrela da Canção", o espetáculo obteve grande sucesso de público e crítica, e por sua magistral atuação recebeu os prêmios Mambembe e Molière em 1984. Foi revivendo a figura de Edith Piaf nos palcos (não só do Brasil mas também na França) com quem Bibi teve grande identificação, que nossa Diva do teatro ficou mais conhecida das novas gerações. Bibi Ferreira nunca aceitou papéis em novelas, afirmava que não se sentia à vontade vivendo personagens vazios na "telinha global". Acreditava que seu temperamento crítico de atriz comprometida com a "arte maior" não se adequava a interpretação de qualquer "folhetim comercial". A maior Dama do teatro brasileiro havia anunciado sua aposentadoria dos palcos em um post nas redes sociais em setembro de 2018: “Nunca pensei em parar, essa palavra nunca fez parte do meu vocabulário, mas entender a vida é ser inteligente. Fui muito feliz com minha carreira. Me orgulho muito de tudo que fiz. Obrigada a todos que de alguma forma estiveram comigo, a todos que me assistiram, a todos que me acompanharam por anos e anos. Muito obrigada!”, desta forma se despediu Bibi que passou a habitar o Pantheon dos "monstros sagrados" da dramaturgia mundial.