quarta-feira, 17 de outubro de 2018

GRUPO “TRANSIÇÃO SOCIALISTA” (EX-NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO) DEFENDE O VOTO NULO QUANDO NA VERDADE SIMPATIZA COM BOLSONARO MAS TEM “VERGONHA POLÍTICA” DE APOIAR O NEOFASCISTA


“Lula na Prisão!”, “Todo apoio a Operação Lava Jato!”, “Em defesa do Judiciário e da Polícia Federal!”, “Fora PT!”... Todas essas palavras de ordem empunhadas pelos apoiadores fascistoides de Bolsonaro nos últimos anos em sua sanha reacionária contra o PT (que expressam na verdade o ódio de classe ao conjunto da esquerda, seja ela reformista ou revolucionária) vêm sendo vociferadas também pelo grupo “Transição Socialista” (TS), ex-Negação da Negação. Escória de direita travestida de “esquerda trotskista”, esses revisionistas quinta-colunas estabeleceram no último período uma frente única com os neofascistas mas agora nas eleições, depois de apoiarem a candidatura presidencial do PSTU, defendem o Voto Nulo neste 2º turno. A TS na verdade simpatiza com Bolsonaro, seus textos estão repletos de elogios ao papel de catalisador do “antipetismo” encarnado pelo ex-capitão do Exército e sua base política direitista, porém tem “vergonha política” de apoiar eleitoralmente o neofascista, recorrendo a defesa do “Voto Nulo” apenas como um cínico disfarce para melhor traficar suas posições! Por essa razão declara: “O voto não é a questão primordial para a classe trabalhadora, dado que, de fato, muda poucas coisas em sua vida...Ainda assim, já que é forçada a votar, vez ou outra a classe trabalhadora pensa que, se é possível sacanear e se vingar de um pilantra da política aqui ou outro ali durante a eleição, melhor. Se é possível – neste caso a que assistimos no primeiro turno – desbancar os traidores e vendidos do PT, corruptos que roubam nosso dinheiro para nada, tanto melhor. A classe trabalhadora pensa e age de forma pragmática. Ela não está votando pelo fascismo, mas para dar um pequeno castigo. E é Bolsonaro quem aparece como o melhor castigo.” (“Sobre o voto popular em Bolsonaro e o suposto ‘fascismo’”, 11.10). Em resumo, aplaudem o voto em Bolsonaro para “castigar” eleitoralmente o PT pelas mãos da extrema-direita mas são covardes para apoiar abertamente o neofascista nas urnas. Desta forma, acabam escondendo-se por atrás do chamado despolitizado do “Nulo Neles”, aliado a um programa cada vez mais similar ao da extrema-direita, tudo em nome de combater o suposto “autoritarismo petista” representado pela candidatura de Haddad.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

CRETINICE DE CID FOI VOCALIZADA EM PALCO MONTADO PELO GOVERNADOR “PETISTA” CAMILO SANTANA, UMA MARIONETE CONJUNTA DE LULA E DA OLIGARQUIA GOMES



A blogosfera simpática ao PT e a militância progressista nas redes socais está inundada de denúncias e queixumes denunciando a cretinice que Cid Gomes fez ontem à noite (15.10), atacando duramente o PT e a candidatura de Haddad, chamando a militância petista de “babaca” e exigindo um “mea culpa” de seus supostos “aliados” e vaticinando a derrota petista em meio ao crescimento vertiginoso de Bolsonaro nas pesquisas. O que não se encontra em nenhum lugar, seja no mundo virtual ou real, é a denúncia de que o “surto” desferido por Cid foi vocalizado em um palco montado pelo governador “petista” Camilo Santana justamente para o senador eleito pelo PDT atacar duramente Lula, Haddad e o PT. O sttaf governamental de Camilo organizou o evento em um hotel de luxo em Fortaleza, com uma plateia majoritariamente simpática a Cid, que foi alvo apenas de poucas vaias em um auditório lotado por uma claque organizada por Camilo, composta de prefeitos e deputados da base do PDT e poucos militantes petistas. Em nenhum momento Camilo reagiu ou fez a defesa de “seu” partido vilipendiado, ao contrário, saiu do palanque seguindo docilmente a comitiva política em solidariedade a Cid, deixando os petistas presentes desnorteados. Até agora Camilo não declarou nada em oposição a fala de seu verdadeiro chefe político! Não poderia ser diferente! Camilo acabou de ser reeleito em uma aliança estadual entre PDT e PT, uma coligação apoiada pela direção nacional petista e todas as correntes do partido, incluindo a DS de Luizianne Lins. O PT nem sequer lançou candidato ao Senado para facilitar as negociações de Cid com o mafioso Eunício (MDB). Lula pessoalmente havia liberado Camilo a apoiar Ciro no 1º turno, fechou-se um acordo de que o governador não seria punido por participar de atos públicos em apoio ao candidato presidencial do PDT justamente para que estes engrossassem a campanha do PT no 2º turno. Camilo sempre foi uma marionete da Oligarquia Gomes no interior do PT com o aval de Lula, nessa função levou o PT do Ceará a ser uma sublegenda dos irmãos Gomes, com quadros petistas ocupando cargos no governo estadual, fazendo negociatas milionárias e não abrindo a boca mesmo quando Ciro atacou duramente Lula depois que este conseguiu a “neutralidade” do PSB nacional. Camilo, um político anteriormente sem expressão e até pouco tempo neófito no petismo, é uma cria dos acordos do PT com o setor da burguesia representado por Ciro e Cid, “aliados” que se voltam contra Lula e a Frente Popular quando lhes é conveniente, não há surpresa nesse jogo sujo das classes dominantes, tanto que os governos Lula como Dilma alimentaram com recursos estatais os cofres dos irmãos Gomes, ambos ministros nas gestões petistas. Os únicos que ficaram boquiabertos com o ataque do ex-governador do Ceará no palanque montado pelo “petista” Camilo foi a base eleitoral da Frente Popular que acreditava na “fidelidade” de seu parceiro do PDT. Repetimos que o PT é responsável por esse cenário de desmoralização política, ao apresentar uma das mais reacionárias oligarquias como aliada, ao entregar o partido no Ceará ao controle desses canalhas, ao deixar que uma marionete dos Gomes, Camilo Santana, sob a base da corrupção e negociatas utilize a legenda petista em favor dessa dupla de vigaristas políticos burgueses com longa trajetória na direita. Lula, Haddad e a direção do PT agora não podem pousar de “viúvas traídas”, são os verdadeiros avalistas dessa corja que agora lhes apunha-la tendo o auxílio de um governador do próprio partido! O mais grave é que ao integrar essa falida “frente democrática” PSTU e outras organizações revisionistas do Trotskismo acabam por reforçar as ilusões na possibilidade que votando no PT e unindo-se a aliados burgueses como Ciro e Cid se possa “derrotar o fascismo”, semeando confusão e paralisia entre os lutadores classistas e desarmando a resistência direta dos trabalhadores. A furibunda “frente democrática” alimentada pelos revisionistas em apoio ao PT é quem favorece imensamente a caminhada do fascismo rumo ao controle poder central, exatamente porque acaba por apresentar a Frente Popular como uma aliada na resistência a Bolsonaro, quando na verdade o PT vem pavimentando com sua política de colaboração de classes a espiral neofascista no Brasil, juntando-se a escória burguesa como os irmãos Gomes e aceitando que fantoches como Camilo Santana usem o partido como moeda de troca de suas negociações com as máfias reacionárias da classe dominante.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

"SURTO"  DE RAIVA DE CID GOMES CONTRA O PT REVELA A INUTILIDADE DA FRENTE DEMOCRÁTICA PRÓ HADDAD INTEGRADA DESDE O PSTU, PCB, ATÉ O PSB E PDT 



O esforço para a ampliação máxima da frente democrática para dar apoio a candidatura de Fernando Haddad, revelou na noite desta segunda-feira (15) sua completa inutilidade política. Em um ato público realizado no Ceará convocado pela frente democrática pró-Haddad (PT, PCdoB, PSTU, PSOL, PCB, PSB, PDT), o senador eleito pelo PDT, Cid Gomes, afirmou que o PT "merecia perder a eleição" por ter aparelhado "às repartições públicas", além de chamar os militantes do PT presentes no evento de "babacas". Sob o olhar complacente e servil do próprio governador petista Camilo Santana, Cid Gomes vociferou todo seu ódio de classe contra a esquerda que "docilmente" organizou uma atividade conjunta para ser atacada pela oligarquia burguesa dos Ferreira Gomes. Até as "pedras" sabem que a "família" Gomes está engajada até a medula na campanha de Bolsonaro e Carlos Eduardo ao governo do Rio Grande do Norte, onde haverá segundo turno. O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo além de ser membro do PDT é ligado (financiado) diretamente por Ciro Gomes e atualmente está enfrentando a candidatura da senadora petista Fátima Bezerra. Este não é um caso isolado no Nordeste, o PDT em  todos os estados onde disputa o segundo turno está apoiando o neofascista Jair Bolsonaro. Porém a esquerda reformista, sob o discurso de "votar 13 para derrotar Bolsonaro", vem se integrando a alianças eleitorais com a burguesia, inclusive com setores que trabalham abertamente no sentido do triunfo do candidato fascista, como é o caso dos Ferreira Gomes. Ciro, que chegou a despertar simpatia de alas do PSOL sob a justificativa de estar melhor posicionado para derrotar Bolsonaro, viajou a Europa para não se comprometer, apesar de seu partido o PDT ter declarado "voto crítico" em Haddad. A esquerda reformista com sua plataforma programática de colaboração de classes, somente reforça o avanço da ofensiva fascista e neoliberal sobre as massas, semeando a ilusão de que é possível derrotar a direita na esfera destas eleições completamente fraudadas e manipuladas pelo regime golpista. A equivocada tática de "votar 13", com toda a "carga" que esta posição política carrega (alianças com a burguesia, rebaixamento do programa etc..) desarma a reação direta do proletariado, inoculando nas massas a "tese" de que o regime fascista (ou ditadura militar) será implantada com um resultado eleitoral adverso para o PT e seu fraco candidato "neodesenvolvimentista", que parece estar mais preocupado em conquistar o apoio de FHC e afins do que o da classe operária. Uma vitória eleitoral de Bolsonaro é certo dará um enorme impulso a ofensiva neoliberal contra direitos e conquistas históricas dos trabalhadores e do povo brasileiro, além é claro de incrementar a "onda" reacionária e conservadora contra todas as "minorias" nacionais. Mas a ascensão de um regime fascista ou do tipo militar congênere não é produto de uma eleição presidencial e sim de uma derrota profunda do proletariado na correlação de forças entre as classes sociais, e neste sentido toda a aposta política que semeie a confusão e paralisia de nossa classe favorece a marcha do fascismo rumo a tomada do poder estatal, que repetimos mais uma vez não é simplesmente um ato eleitoral. Hoje concretamente ao "votar 13 para derrotar Bolsonaro nas urnas", a esquerda reformista engrossa o "caldo político" do fascismo, simplesmente porque embota a consciência da classe operária, concedendo uma importante sobrevida política a Frente Popular de colaboração de classes encabeçada pelo PT.

domingo, 14 de outubro de 2018

UM ARTIGO HISTÓRICO DA LBI ÀS VÉSPERAS DO SEGUNDO TURNO DE 2014 QUE DEU VITÓRIA A DILMA ROUSSEFF, ABRINDO ASSIM A VIA DA REAÇÃO FASCISTA ATUAL 


O CHAMADO AO VOTO NULO REALMENTE FAVORECE A DIREITA? UMA RESPOSTA CLASSISTA A BRENO ALTMAN DO PT
(Artigo publicado em 18 de outubro de 2014 no Blog da LBI)

O “conceituado” jornalista Breno Altman, um dos apologistas de esquerda mais aguerridos na defesa da Frente Popular, nos brindou com um “artigo militante” onde tenta demonstrar que a campanha pelo voto nulo ou mesmo o boicote as eleições favorece objetivamente a vitória da direita e seu dileto candidato, o Tucano Aécio Neves. Os argumentos de Altman “passeiam” desde a aritmética eleitoral até a a razoabilidade política da “importância” em reconduzir o PT ao Planalto e assim evitar o retorno da direita (ou como nós definimos a “nova” direita) ao poder de Estado. Altman define desta maneira a suposta “ajuda” que os “críticos do PT” estariam dando ao PSDB: “Não se imagina que o voto em Dilma, vindo de setores críticos ao petismo, seja aval duradouro ao governo incumbente e eventualmente reeleito. Trata-se de saber, no entanto, se esses eleitores estão ou não dispostos a barrar o avanço da hipótese mais reacionária. Apesar do exemplo de desprendimento das principais lideranças do PSOL, além de outras referências sociais, culturais e políticas, que declararam seu apoio à fórmula presidencial petista, há quem continue a fincar pé no diagnóstico de que são todos farinha do mesmo saco. Mesmo sob o risco, ao votar nulo no dia 26,de estar objetivamente prestando auxílio ao candidato da direita" (Altman,OM,17/10/14). Não vamos neste contraponto as “teses” de Altman cansar o leitor com as já “exauridas” constatações que na verdade foi o governo do PT quem abriu as portas para “auxiliar” a sobrevivência política da velha e corrompida direita, como Sarney, Collor e  Maluf etc...Como diz um velho provérbio mandarim: “A verdade quando é pura  resiste as mais cortantes espadas do pensamento”, e somos obrigados em nome da verdade a reconhecer que Altman tem plena razão em sua “lógica”, afinal qualquer movimento eleitoral que neste momento não deságue em Dilma, favorecerá o triunfo da direita, com a Tucanalha de volta a presidência. Como ainda não consideramos o PT como uma representação política da direita, Altman está certo ao conferir qualquer não apoio eleitoral a Dilma como uma “equação” onde o “X” resulta em Aécio. A “correta” lógica de Altman só não contempla um elemento central para os Marxistas Revolucionários, a questão das classes sociais, onde “direita e esquerda” são a representação política da mesma classe dominante. Se não tapamos “o sol com a peneira” e afirmamos com todas as letras que o voto nulo poderá beneficiar eleitoralmente o PSDB, com muito mais vigor asseveramos que nesta conjuntura posta tanto o PT como o PSDB expressam a “esquerda e a direita” da burguesia nacional, cortada ao meio entre os dois "projetos de poder". A “gerência” estatal do PT se propõe a conduzir a burguesia a conquistar “novos” mercados (já não tão novos assim e um tanto esgotados), por outro lado a “capatazia” Tucana pretende girar a economia para a aliança tradicional com os EUA, que alardeia sua iminente recuperação. Se a opção “gerencial” colocada pelo PT já não é capaz de produzir um “esplendoroso” superávit cambial para o Estado, é mais do que “natural” que setores da burguesia agora apostem no retorno dos Tucanos. Como um militante da Frente Popular (sinônimo de governo burguês), Altman já não raciocina mais com critérios de classe e sim com as representações políticas dos patrões: esquerda versus direita. Simplesmente não leva em consideração que os segmentos mais consistentes da burguesia nacional apóiam o PT, como o Bradesco, o “consórcio” das cinco grandes empreiteiras, investidores de grosso calibre como Abílio Diniz (cotado para o novo ministério de Dilma) e o  “barão” da soja Blairo Maggi (grupo Amaggi) etc... O PSDB não fica muito atrás tendo ao seu lado a famiglia Marinho (Organizações Globo), o “conde” do aço, Jorge Gerdau, ITAÚ  etc...  Podemos atribuir a duríssima polarização que permeia o atual cenário eleitoral a própria divisão “cabeça a cabeça” na “pista de corridas” da burguesia nacional. Poderíamos até mesmo aceitar o “convite” de Altman para estabelecer um bloco com o PT, a ala esquerda da burguesia, mas não no terreno eleitoral e em outra conjuntura, onde a direita burguesa ameaçasse realmente o movimento de massas com um golpe fascista. Por ora a única ameaça concreta é a continuidade da política de “ajuste” neoliberal, que já vem sendo levada a  cabo pelo governo do PT e com a possibilidade da volta do PSDB com certeza se intensificará. Porém o proletariado não pode ser chantageado politicamente pelos “neoliberais de esquerda” para se postar contra os “neoliberais de direita”, é necessário ir além da dicotomia eleitoral burguesa construindo uma alternativa classista para a próxima etapa histórica da luta de classes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

PSTU E MRT INTEGRAM-SE A “FRENTE DEMOCRÁTICA” COM O PDT DE CIRO GOMES E O PSB GOLPISTA NO MOMENTO EM QUE HADDAD (PT) REBAIXA AINDA MAIS SEU PROGRAMA PARA AGRADAR A BURGUESIA  


O PSTU e o MRT, grupos que se reivindicam trotskistas e no primeiro turno pontuaram a inutilidade política da candidatura do PT diante da ofensiva reacionária e neoliberal, acabam de anunciar o apoio à Fernando Haddad neste 2º turno. Com essa decisão esses agrupamentos integram-se a chamada “frente democrática” junto com o PDT de Ciro Gomes e o PSB controlado pela família Campos que apoiou o golpe parlamentar contra Dilma. Segundo o PSTU, o partido tomou essa decisão porque “Jair Bolsonaro defende um projeto de ditadura para o nosso país” quase o mesmo argumento que esgrima o MRT, alegando que “Bolsonaro é o avanço do autoritarismo herdeiro da ditadura militar”. Como vemos ambas as correntes consideram que fortalecendo a frente política sob o comando do PT podem derrotar o candidato da extrema-direita nestas eleições presidenciais. No caso do PSTU a contradição ainda é maior porque nem mesmo identificam uma ofensiva neofascista em curso, então fica a pergunta, porque votar na Frente Popular de conciliação de classes serviria para derrotar o “projeto de ditadura”? Apostar que em eleições completamente manipuladamente e fraudadas podemos derrotar o representante do fascismo é o primeiro elemento completamente falso em que se baseiam os frágeis argumentos destes dois grupos. As atuais eleições presidenciais brasileiras além de serem, segundo os critérios clássicos do Marxismo, completamente carentes de legitimidade popular (controlada pelos grandes grupos econômicos, manipuladas pela mídia, carente de igualdade de condições de disputa), ainda tem como marca a fraude concreta orquestrada pelo STF e o TSE que barraram a candidatura Lula, o "líder popular" que poderia até mesmo ganhar em 1º turno se a soberania da vontade popular tivesse algum valor real no regime capitalista. Que o PT, um partido completamente integrado a ordem burguesa avalize essa fraude é compreensível pelos seus acordos de sustentação do regime político pseudodemocrático, mas correntes políticas que se reclamam Leninistas patrocinarem essa ilusão eleitoralista em um processo integralmente fraudado, é de uma adaptação sem tamanho as instituições burguesas. Lembremos que meses atrás, no artigo “O fascismo e o Brasil” (15.05.2018), o PSTU declarava “Quem afirma que existe um movimento fascista com algum peso na realidade brasileira e é consciente da inverdade que propaga, alberga outros objetivos. Sendo o fascismo a forma mais selvagem e abominável da contrarrevolução, e diante de uma ameaça tão grave, querem justiçar sua adesão à Frente Ampla chamada pelo PT. Mas se tal perigo existisse de fato, não o combateríamos com a adesão a um dos blocos burgueses que disputam o controle do Estado”. O PSTU, que negava até ontem o avanço das tendências fascistas no Brasil e denunciava a pressão para apoiar o PT em nome desse “fantasma” agora prega que pelo voto no PT e integrando uma frente “democrática” com o PDT e o PSB vamos impedir uma ditadura militar no Brasil! Quanta mudança em tão pouco tempo!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

PT DESMORALIZOU O MOVIMENTO OPERÁRIO POTENCIALIZANDO A REAÇÃO BURGUESA E AGORA FAZ CHANTAGEM PELO APOIO ELEITORAL A UMA FRENTE NEOLIBERAL “DEMOCRÁTICA” EM NOME DE “COMBATER O FASCISMO”... UMA POLÊMICA COM A DIREÇÃO DO PSTU QUE ORIENTA O VOTO EM HADDAD NESTE 2º TURNO


O crescimento das tendências fascistas no Brasil é reflexo direto da conjuntura mundial contrarrevolucionária aberta com queda do Muro de Berlim assim como produto da política de colaboração de classes da Frente Popular que desarmou a resistência operária. O apoio de massas a Bolsonaro cresceu no lastro da onda reacionária ascendente no país como expressão da própria conjuntura marcada pela ofensiva mundial política e ideológica do imperialismo contra os povos desatada com o fim da URSS e que deu um salto de qualidade com intervenção militar da OTAN na Líbia. Houve claramente um deslocamento à direita que ganhou força com o golpe parlamentar de 2016, expressando-se em toda sua envergadura reacionária nestas eleições gerais em curso. A chamada “onda conservadora” vem em ascendência desde 2014 e com as manifestações pelo “Fora Dilma” em 2015, ganhando impulso com o “estelionato eleitoral” provocado pelo governo Dilma (PT). Contradizendo tudo que havia prometido, a Frente Popular começou a aplicar um duro ajuste neoliberal desmoralizando sua base social e política. Era o giro de 180º do PT para descarregar o ônus da crise econômica nas costas dos trabalhadores como exigiam os rentistas. Sentindo-se fortalecidos com esse cenário, setores da burguesia com o apoio do imperialismo ianque levaram adiante uma ofensiva reacionária contra o PT e o conjunto da esquerda. A famigerada Operação Lava Jato foi montada pelo Departamento do Estado norte-americano para caçar as lideranças petistas, prender Lula e apoiar a escalada fascista que assistimos com toda envergadura agora, cujo auge é a votação esmagadora de Bolsonaro no 1º turno, varrendo inclusive políticos de centro-direita como Alckmin e Marina, além de eleger uma forte bancada parlamentar e vários governadores que anunciaram apoio a seu nome no 2º turno. Nesse quadro, os índices da Bolsa subiram e o dólar caiu em patamares recordes nos últimos dias, indicando que o “Deus Mercado” praticamente já elegeu o neofascista presidente. Tudo indica que o 2º turno apenas vai “fechar a fatura” desmoralizando ainda mais o PT que saiu desse 07 de Outubro buscando alianças com a direita neoliberal em nome “derrotar o fascismo” nas urnas. Para os Marxistas Revolucionários as tarefas colocas vão no sentido contrário: a base política reacionária de Bolsonaro somente pode ser detida com uma resposta operária por fora do circo eleitoral fraudado.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

ABSTENÇÃO, VOTOS NULOS E BRANCOS ULTRAPASSAM 40 MILHÕES: TRANSFORMAR O DESCONTENTAMENTO POPULAR AO CIRCO ELEITORAL DA DEMOCRACIA DOS RICOS EM RESISTÊNCIA DE CLASSE CONTRA O AJUSTE NEOLIBERAL QUE TANTO HADDAD COMO BOLSONARO DESEJAM IMPOR AOS TRABALHADORES!


Muito tem se falado da polarização da atual eleição presidencial. De fato, as candidaturas que foram ao 2º turno expressam dois projetos políticos distintos apesar de representarem os interesses da mesma classe social, a burguesia e suas frações. Haddad é porta-voz da orientação de levar adiante o ajuste neoliberal a conta gotas via um governo de união nacional com Ciro, alas do PSDB, Meirelles e Marina. Bolsonaro tem um programa ultra-ortodoxo de liquidação das conquistas ancorado nos setores mais reacionários ligados ao imperialismo ianque, com o apoio da Famiglia Marinho. Nessa disputa, os trabalhadores não devem apoiar nenhum de seus algozes, mas defender a luta direta revolucionária contra o plano de guerra que a burguesia pretende desatar contra os explorados. Nesse contexto devemos salientar que a abstenção eleitoral foi de 20,32% (29.862.169 eleitores), os votos nulos 7.188.946 (4,89%) e em branco 3.102.962 (2,11%). Em resumo, 27% dos eleitores, mais de 40 milhões de votos, se somarmos as abstenções, os votos nulos e os votos em branco disseram um retundo NÃO as duas alternativas burguesas que polarizaram a eleição. É um número expressivo que os revolucionários devem ter em conta, sendo completamente “desprezado” pela esquerda domesticada que se tornou refém da democracia burguesa, deslubrada com os holofotes do circo fraudado. Desde a LBI declaramos nesse contexto: Nenhum voto em Bolsonaro, nenhuma ilusão no PT! Convocamos o ativismo classista a fazer uma campanha ativa pelo Voto Nulo contra o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos, demonstrando que Haddad e Bolsonaro são duas faces da ofensiva burguesa contra os trabalhadores. No curso dessa campanha que vai além das eleições, está colocada a unidade de ação anti-fascista contra Bolsonaro, mas não o apoio eleitoral ao PT. A Frente Popular pavimentou a ascensão do neofacista que somente pode ser detida com uma resposta operária por fora do circo eleitoral fraudado. Haddad e Lula são contrários a esse caminho, apostam em acordos com os rentistas para avançar na pauta ditada pelo imperialismo. Essa vereda é completamente suicida para os trabalhadores, serve para que a reação fascista ganhe ainda mais força. Mais uma vez alertamos que votar em um candidato neoliberal “light” como Haddad é pavimentar a ofensiva neofascista exponencialmente, na medida que o petista comprometido com o ajuste neoliberal vai desmoralizar o movimento de massas e pavimentar ainda mais a ascensão da extrema-direita pela via direta das baionetas, na medida que a política de colaboração de classes do PT sabota a resistência. Como nos ensinou Trotsky explicando a ascensão do fascismo na Itália devido a política de colaboração de classes dos reformistas, "Os social-democratas esperavam que a atitude dócil dos operários erguesse 'a opinião pública' da burguesia contra os fascistas. Mais do que isso, os reformistas contavam até mesmo com o auxílio de Vítor Manuel (rei da Itália). Até o último minuto, refrearam com todas as suas forças os operários na luta contra os bandos de Mussolini. Mas em vão. Depois das altas esferas da burguesia, a coroa se colocou do lado do fascismo. Convencidos, no último momento, de que não se pode combater o fascismo pela docilidade, os social-democratas chamaram os operários para uma greve geral. Mas o seu apelo foi um fiasco. Os reformistas tinham molhado por tanto tempo a pólvora, temendo que ela explodisse, que quando finalmente lhe aproximaram o fósforo com a mão trêmula, ela não pegou fogo". (As lições da experiência italiana). Os Leninistas devem aproveitar a ampla abstenção, os votos nulos e brancos para estimular a consciência de classe por fora das instituições do regime político. Mesmo tendo clareza absoluta das profundas limitações da política do boicote eleitoral na atual conjuntura do país, nós da LBI nos esforçamos ao máximo no marco de nossas pequenas forças, para dotar o eixo do “Voto Nulo” em uma referência ativa para as massas. De outra forma a defesa da abstenção eleitoral poderá ser confundida com uma despolitizada crítica (típica dos anarcóides) aos “políticos” de uma forma geral. Por esta razão, insistimos no chamado a uma ação centralizada das correntes e do ativismo classista, através de uma plataforma programática mínima e principista, que desemboque na denúncia política viva deste regime fraudulento da democracia dos ricos. Devemos aproveitar o debate eleitoral nas escolas, ruas e bairros proletários para demonstrar a nulidade destas eleições como via para obter a menor conquista social e denunciar o caráter fraudulento desta democracia dos ricos, onde a verdadeira soberania popular há muito foi “sequestrada” por um seleto clube de “eleitores” empreiteiros, industriais e latifundiários. Não avançar na constituição de uma campanha unitária em defesa do voto nulo programático representaria um sério equívoco político, ainda mais quando um contingente de quase 30% do eleitorado se absteve ou votou nulo no primeiro turno, expressando sua frustração com as instituições do regime. A Liga Bolchevique Internacionalista conclama as correntes políticas que já se posicionaram em defesa do voto nulo ou do boicote ativo ao circo eleitoral neste segundo turno, os ativistas classistas independentes, a abraçarem a tarefa como um instrumento de independência política dos trabalhadores.

domingo, 7 de outubro de 2018

BOLSONARO E HADDAD VÃO AO 2º TURNO: DUAS FACES DA OFENSIVA NEOLIBERAL! NEM O FASCISTA, TAMPOUCO A FRENTE DO PT COM OS RENTISTAS! VOTE NULO CONTRA O CIRCO ELEITORAL FRAUDADO DA DEMOCRACIA DOS RICOS!


A passagem ao 2º turno de Bolsonaro e Haddad intensifica a polarização eleitoral entre a Frente Popular e o candidato da extrema direta, aumentando ainda mais a pressão política sobre o ativismo classista e a esquerda revolucionária pelo voto no candidato do PT, ainda que "muito crítico". Como parte dessa pressão, os defensores da Frente Popular tentam demonstrar que a campanha pelo Voto Nulo ou mesmo o boicote as eleições favorecem objetivamente a vitória da extrema-direita. Desde os parlamentares do PSOL até grupos revisionistas que “juram” fidelidade ao trotskismo, passando por “intelectuais de esquerda”, membros do PSDB como FHC e até mesmo o rentista Meirelles (Ministro da Fazenda do golpista Temer) esgrimam alarmados o perigo da “ameaça fascista”... Todos em uníssono somam-se a cantilena de que para derrotar eleitoralmente o neofacista é necessário estabelecer uma ampla frente política neoliberal em defesa do tecnocrata petista, tão domesticado ao “Deus Mercado” que foi assessor de investimento do UNIBANCO. Nós Marxistas Revolucionários, ao contrário, alertamos que votar em um candidato neoliberal “light” como Haddad é pavimentar a ofensiva neofascista exponencialmente, na medida que o petista comprometido com o ajuste neoliberal vai desmoralizar o movimento de massas e pavimentar ainda mais a ascensão da extrema-direita pela via direta das baionetas, na medida que a política de colaboração de classes do PT sabota a resistência. Deixamos claro que não se deve repetir o estelionato político do governo Dilma que desmoralizou o movimento operário potencializando a atual escalada da ofensiva reacionária. Desde a LBI declaramos: Nenhum voto em Bolsonaro, nenhuma ilusão no PT! Sabemos muito bem o que significa estabelecer “frente únicas” com governos ou forças nacionalistas-burgueses, reformistas e frente populistas. Impulsionamos esta “tática” recentemente na Líbia, Síria, na Ucrânia e mesmo na Venezuela (neste último inclusive no terreno eleitoral). Porém nestes casos específicos estes governos ou forças políticas foram forçados a tomar medidas concretas de enfrentamento com o imperialismo, de se chocar pública e mesmo militarmente com as forças da reação. No Brasil, o PT vai em caminho inverso, a cada investida da burguesia e do imperialismo ianque, novo recuo! É certo que com Bolsonaro os ataques neoliberais se incrementarão com um programa ultraortodoxo que nem o PSDB seria capaz de cumprir, mas não é papel dos revolucionários votarem “criticamente” nos neoliberais de esquerda do PT para barrar seus irmãos siameses da “direita”. A tarefa de opor-se a seus inimigos de classe está nas mãos dos explorados do campo e da cidade com seus métodos de luta direta, que estão paralisados pelo pacto social imposto pelo Frente Popular. Somente forjando uma vanguarda classista que atue de forma independente da política de colaboração de classes vigente se poderá construir uma alternativa revolucionária ao avanço da reação burguesa alentada pelo PT.

sábado, 6 de outubro de 2018

UM CHAMADO AO BOICOTE ATIVO FRENTE O CIRCO ELEITORAL FRAUDADO: VOTAR EM UM CANDIDATO NEOLIBERAL "LIGHT" COMO HADDAD É PAVIMENTAR A OFENSIVA NEOFASCISTA EXPONENCIALMENTE. NÃO VAMOS REPETIR O ESTELIONATO POLÍTICO DO GOVERNO DILMA QUE DESMORALIZOU O MOVIMENTO OPERÁRIO POTENCIALIZANDO A EXTREMA DIREITA. NENHUM VOTO EM BOLSONARO, NENHUMA ILUSÃO NO PT!


Chegamos às vésperas do 1º turno das eleições presidenciais. A disputa se polarizou entre o neofascista Bolsonaro e o candidato do PT, Haddad. A LBI sabe da imensa pressão que as organizações políticas revolucionárias vêm sofrendo para dar apoio a Frente Popular em nome de “derrotar a direita” ou “combater o fascismo”. Essa cantilena é recorrente toda vez que o PT enfrenta os velhos políticos tradicionais, como nas eleições de Lula e Dilma, cujo adversário foi o PSDB. Agora o concorrente é o representante da extrema-direita, ex-capitão do Exército, que expressa o ódio da classe dominante contra os trabalhadores e o conjunto dos oprimidos. O que os apoiadores do PT encobrem é que a Frente Popular pavimentou a ascensão da reação burguesa em nosso país, como aconteceu historicamente na França e Espanha na década de 30 assim como na Alemanha. A desmoralização da vanguarda, sua corrupção material e política, a cooptação dos sindicatos e o amortecimento da luta de classes levaram a involução da consciência de classe dos oprimidos. Os setores que ascenderam à classe média nas gestões petistas são a base eleitoral de Bolsonaro, o “empreendedorismo” que Lula tanto estimulou acabou por gerar um tecido social reacionária que sedimentou a reação e chocou o “ovo da serpente”. Ao se apoiar nas instituições burguesas corruptas e conservadoras (Parlamento, FFAA, Judiciário) contra os trabalhadores e suas lutas, apostando apenas em políticas sociais compensatórias para os setores marginalizados dos oprimidos, o PT abriu caminho para a realidade atual conservadora. O “estelionato eleitoral” de 2014, quando Dilma girou em direção a um ajuste neoliberal ditado pelos rentistas abriu espaço para o crescimento do fascismo. A desmoralização foi tamanha que o imperialismo e setores da burguesia nativa impuseram o golpe parlamentar em 2016 e depois prenderam Lula, via a famigerada Operação Lava Jato, apoiada inicialmente pelo PT e a maioria da esquerda reformista em nome de fazer um “faxina no Estado”. O discurso de combate a corrupção patrocinado pelo petismo foi apropriado pela direita, via os processos do “Mensalão” e a caçada jurídico-policial orquestrada pelo justiceiro Moro. Chegamos em 2018 com uma eleição completamente fraudada, seja devido a prisão de Lula, seja pelas manipulações das pesquisas, seja pelo controle dos grandes grupos da mídia sobre a vontade popular. Os Marxistas Revolucionários denunciamos que as eleições burguesas são uma fraude completa que ocorrem apenas para legitimar pela via das urnas os planos de guerra que os capitalistas desferem contra os explorados. Não nos surpreende que o PT, aliado de oligarquias reacionárias e golpistas, agora venha usar o surrado discurso de “derrotar a direita” para cabalar votos para Haddad, um tecnocrata neoliberal alinhado ao “Deus Mercado” que comprometeu-se publicamente em levar a frente as reformas neoliberais, sinalizando sempre para o PSDB a formação de um governo de “unidade nacional”. De nossa parte denunciamos que Haddad e Bolsonaro são dois lados da mesma moeda, dois homens que almejam servir de gerentes dos negócios da classe dominante, mesmo que com linhas políticas distintas e aparentemente contrárias. Não esquecemos que Haddad junto com Alckmin desferiu brutal repressão aos lutadores nas “Jornadas de Junho” de 2013 em São Paulo, unido o aparato repressivo (Guarda Municipal e PM) contra a juventude que foi as ruas. Como Trotsky alertou a Frente Popular é a antesala do fascismo! Nesse combate nunca nos negamos de chamar a frente única de ação anti-fascista com as bases do PT e da CUT contra a reação burguesa, mesmo quando suas direções sabotavam a resistência, foi assim nos atos contra o golpe e a Lava Jato em 2015-2016. A poucos dias, nos somamos as manifestações contra a espiral fascista no ato do “#elenão” pontuando os limites do movimento, que tinha apenas um horizonte eleitoral e democrático. Não somos satélites do PT como o PSOL, o corrupto PCO e suas pulgas políticas lilupitianas, completamente adaptados ao regime político burguês, via as verbas bilionárias dos fundos do TSE, um dos pilares da fraude e do golpe. Nesse momento onde o imperialismo e a burguesia escolhem seus representantes para passar ao 2º turno, usando o voto popular apenas para legitimar suas marionetes preferenciais, chamamos os trabalhadores e os oprimidos a boicotarem o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos. Não será pela vereda eleitoral que derrotaremos o fascismo e superaremos a política de colaboração de classes do PT. Nosso caminho é o da resistência com os métodos de luta da classe operária, forjando uma vanguarda classista e revolucionária que não tenha ilusões na democracia manipulada das urnas eletrônicas e das “fakequisas” que manejam a vontade popular. Por isso, em alto e bom som convocamos ao boicote ativo ao circo eleitoral, para fortalecer o combater ao fascismo através da luta direta dos trabalhadores e sem capitular a pressão da política de colaboração de classes da Frente Popular!
ANITA, FILHA E HERDEIRA POLÍTICA DO LEGADO DE PRESTES, FIEL A VELHA TRAJETÓRIA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES DO "PARTIDÃO" DECLARA VOTO EM HADDAD DO PT


Dirigente por uma década da corrente "Prestista", Anita Leocadia , acaba de declarar seu voto "crítico" para presidente no candidato do PT Fernando Haddad, justificando sua posição na necessidade de derrotar eleitoralmente o candidato da direita fascista Jair Bolsonaro. Para a geração dos militantes mais novos, cabe esclarecer que Anita, professora de história da UFRJ, não é apenas a filha e "cuidadora" do acervo pessoal e político do "Cavaleiro da Esperança", como era mais conhecido o ex-secretário geral do PCB até 1980, data de sua ruptura com o "Partidão". Quando Prestes volta do exílio e rompe com a orientação de Giocondo Dias, que a partir daí ascende ao controle do PCB, Anita assume a tarefa junto ao pai de organizar uma nova corrente de esquerda comunista no país, este agrupamento político que existiu durante uma década até 1990, nunca teve especificamente uma "sigla"(ficou conhecido por "Prestismo") se extinguindo com a morte do "Cavaleiro da Esperança" naquele mesmo ano. Prestes teve muita dificuldade em traçar um caminho programático que fosse radicalmente distinto do "Partidao", embora tenha feito uma inflexão bem a esquerda das teses reformistas levantadas por Giocondo Dias e Salomão Malina, que chegaram até a defender uma "constituinte com João", em alusão ao general João Figueiredo, presidente do regime militar até 1984. Prestes na verdade nunca rompeu com a raiz programática do stalinismo, ou seja a colaboração de classes, embora tivesse discordâncias com os "absurdos" políticos do PCB, como o seu seguidinho na época ao PMDB. Coube a Anita Leocadia a tarefa de organizar e centralizar a nova corrente comunista fundada pelo seu pai e que carecia de quadros partidários, mais além da enorme influência política exercida por Prestes no movimento de massas. Foi justamente por esta debilidade de quadros e pelo temor que a URSS viesse a repreendê-lo, que Prestes sempre se recusou a por uma "sigla" em sua organização, que ficava muito diluída no entrismo que seus militantes praticavam no PDT de Brizola no Rio de Janeiro e no PT em outros estados do país. Com a morte de Prestes no início de 1990, sua corrente política ficou pulverizada em vários grupos menores e até no PCB, que abrigou o retorno de antigos prestistas, porém Anita "administrou" a diáspora dos seguidores de Prestes, sem nunca optar por ingressar uma nova organização comunista em particular, ficando com a missão de resguardar o legado histórico do "Cavaleiro da Esperança", insígnia dada ao seu pai pelo escritor Jorge Amado nos anos 40. Mas no último período Anita e o PCB vinham desenvolvendo um um trabalho político comum, configurando um resgate da figura legendária de Prestes por parte da nova direção do partido. Como todos sabem o PCB vem integrando uma frente estratégica com o PSOL, marcada pela completa diluição dos "comunistas" na plataforma Social Democrata defendida por Guilherme Boulos. O PSOL tornou-se um apêndice ideológico do PT, um pouco mais "radicalizado" e sem as alianças escandalosas praticadas pelo partido dirigido por Lula e outros burocratas que cederam ao "canto doce" da burguesia nacional. Desgraçadamente atualmente o PCB envereda pelo mesmo caminho do PSOL, parece que não tirou as lições do período que quase levou a sua destruição enquanto um Partido Comunista. Como agora na reta final das eleições a candidatura de Boulos se "derrete" politicamente entre os que seguirão com Haddad ou o oligarca Ciro Gomes, Anita resolveu ser mais "honesta" intelectualmente e aderiu criticamente a campanha do PT. O PCB mesmo vilipendiado pelo PSOL, como no caso de sua candidata ao senado pelo Rio de Janeiro, seguirá com Boulos até o final, ainda que a candidatura do líder do MTST represente programaticamente o mesmo conteúdo do petista Haddad. Anita, segue mais "coerente" na fidelidade à velha trajetória de colaboração de classes do "Partidão".

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DECLARAÇÃO DE ANITA LEOCADIA PRESTES

No grave momento que atravessamos, às vésperas de eleições gerais, marcadas pelo perigo de um retrocesso de caráter autoritário e fascista, que poderá ocorrer com a eleição para presidente da República do capitão Jair Bolsonaro, sinto-me no dever de alertar amigos e companheiros para o risco que as forças democráticas e populares em nosso país correm neste momento – a volta de uma ditadura semelhante à que, durante 21 anos, perseguiu, prendeu, torturou e matou milhares de compatriotas.

Dirijo-me aos admiradores e seguidores de Luiz Carlos Prestes, meu pai, lembrando-lhes que , em 1989, para tentar derrotar Fernando Collor, o candidato da direita, sob a orientação de Prestes, apoiamos a candidatura de Lula, apesar de todas as restrições que sempre lhe fizemos.

Da mesma maneira, hoje para derrotar a direita fascista é necessário votar em Fernando Haddad, o candidato de Lula, apesar de reconhecer a grande responsabilidade do PT, seu partido, pela situação crítica hoje criada em nosso país.

Todos unidos pela derrota do fascismo!

Rio de Janeiro, 3 de outubro de 2018.

ANITA LEOCADIA PRESTES
O GRUPO MRT É O PERU DA ESQUERDA: SÓ TOMA POSIÇÃO NA VÉSPERA, E O PIOR TOTALMENTE EQUIVOCADA. APOIAM BOULOS E SEU REBOQUE AO PT, CONFIRMANDO O QUE LBI DENUNCIOU NO INÍCIO DA CAMPANHA ELEITORAL



O  grupo MRT acaba de anunciar o apoio eleitoral a Boulos, literalmente às vésperas do 07 de Outubro. O grupo revisionista passou a campanha inteira denunciando que “as atuais eleições são uma fraude totalmente manipuladas pelo poder judiciário apoiado pelos militares e a mídia” para agora chamarem sem maiores explicações o voto no candidato do PSOL, justamente quando o dirigindo do MTST assumiu com mais afinco o papel de satélite do PT, como no debate da Rede Globo, quando Boulos não fez qualquer crítica a Haddad e as gestões burguesas de Lula e Dilma, selando o apoio do PSOL ao PT para o 2º turno. A LBI no começo de agosto, ou seja, há exatos dois meses, logo no início da campanha eleitoral, publicou o artigo que reproduzimos abaixo denunciado que o MRT estava com “vergonha” em declarar apoio eleitoral a Boulos, mas iria fazê-lo ao final porque era um grupo completamente satélite da PSOL e seu programa socialdemocrata de “esquerda”. Agora, o MRT confirmou nosso prognóstico e assumiu também que é o “peru da esquerda”, só toma posição na véspera justamente para fortalecer a política de colaboração de classes do reformismo. Um setor de sua militância que havia declarado o “voto nulo” nas redes sociais agora vai “justificar” com todo o malabarismo político seu apoio a Buolos, para depois no 2º turno, votarem junto com o PSOL em Haddad recorrendo ao pretexto oportunista de que é necessário “derrotar a direita”, cedendo dessa forma a pressão da Frente Popular. O grupo ligado ao PTS argentino no Brasil reafirma sua “vocação” de não sair da sombra da política de colaboração de classes, seja do PSOL ou mesmo do PT!  

MRT LANÇA CANDIDATURAS PELO PSOL MAS TEM “VERGONHA” DE DECLARAR APOIO ELEITORAL A BOULOS
(BLOG DA LBI, 8 DE AGOSTO DE 2018)

O MRT (ex-LER) acaba de anunciar o lançamento de candidaturas a deputados pelo PSOL. No artigo do Esquerda Diário (07.08) não há entretanto uma linha sequer declarando apoio eleitoral a candidatura presidencial de Guilherme Boulos. Esse agrupamento oportunista, “chutado” várias vezes pela direção do PSOL (não permitiu que o MRT integrasse o partido como corrente interna) está com vergonha de expressar uma posição política de apoio eleitoral a Boulos. Lembremos que o MRT acusa o dirigente do MTST de ter levado o PSOL a aderir publicamente a um programa frente populista e de colaboração de classes ao assinar um manifesto conjunto com o PT, PCdoB, PDT e PSB meses atrás. Não há dúvidas que a candidatura de Boulos é um “puxadinho do PT”. Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, acaba de declarar que “A esquerda e a centro esquerda terão três candidaturas relevantes: Lula (possivelmente substituído por Fernando Haddad), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL/PCB). São candidatos que expressam programas e avaliações da conjuntura distintas, mas que têm em comum o enfrentamento às medidas implementadas pelo governo golpista de Michel Temer” (06.08). Fica claro que o PSOL defende o mesmo programa neodesenvolvimentista de Lula e Ciro, inclusive via o Amapá colocou o pé na “grande família” das alianças burguesas, coligando-se formalmente com o PV e o PMN. Vale ressaltar que o PV acaba de indicar Eduardo Jorge como vice na chapa presidencial de Marina Silva. O PMN, que em 2014 apoiou Aécio Neves para presidente, agora vai lotear seu apoio aos diversos candidatos da direita nacional. Essa escandalosa política do PSOL não impediu que os militantes do MRT agora lançassem candidaturas pelo PSOL, que vão servir unicamente para ajudar Ivan Valente a se reeleger deputado federal, superando o coeficiente eleitoral elevado em São Paulo. O mesmo ocorre na esfera estadual. O MRT está no PSOL na condição de “filiação democrática”, pelo acordo vai fazer campanha para o partido nos municípios em que este lhe cedeu legenda. Raposas políticas como Ivan Valente e Marcelo Freixo aceitaram é claro ceder a legenda do partido ao MRT e a todo e qualquer grupo que esteja disposto a engrossar seus coeficientes eleitorais. Os votos captados pelo MRT vão engordar as principais candidaturas a deputados do PSOL em São Paulo, todas ligadas à sua direção nacional social-democrata. A filial do PTS no Brasil é mais um agrupamento a ceder as fortes pressões do chamado “caudal democrático”, seguindo a mesma trilha do seu partido-mãe fascinado com a eleição de deputados nacionais e provinciais no bojo da Frente de Esquerda (FIT). Apesar do discurso da ação direta das massas e da “proximidade da revolução” o que realmente vislumbram é a possibilidade de ocupar postos parlamentares em coligações políticas com partidos da ordem capitalista ou ganhar um “passaporte” para ingressar no PSOL. Trata-se de um completo oportunismo, uma trajetória recorrente do MRT que vive de “zigs-zags” políticos, como em 2016 que passou da defesa do “Fora Todos” junto com o PSTU para embriagados combatentes do “Golpe de Estado” ao lado do PT. Agora esses camaleões políticos por enquanto não anunciaram o voto em Boulos mas podem vir a fazê-lo em breve apesar da candidatura presidencial do PSOL ser um “puxadinho do PT” com um programa neodesenvolvimentista aos moldes da plataforma de Lula e Ciro. Não nos surpreenderia, vindo de um agrupamento que sempre adota as posições mais direitistas tentando dar um “verniz de esquerda” às suas capitulações. O fato é que sua “vergonha” em declarar apoio a Boulos tem uma razão evidente: o MRT não tem nenhuma coerência programática, em seu oportunismo vulgar vai de um vértice a outro, mas sempre se afasta das posições do genuíno Trotskismo para se adaptar a Frente Popular e a Socialdemocracia.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

05 DE OUTUBRO DE 1897: CANUDOS CAMPONESA RESISTE ATÉ A MORTE AO ATAQUE DA REPÚBLICA BURGUESA QUE ACABAVA DE NASCER SOB O TACÃO DOS MILITARES 


Para compreendermos com o método marxista a Guerra dos Canudos e a violência estatal com que foi esmagada a revolta camponesa é preciso restabelecer o cenário histórico em que ela ocorreu. Não pode-se entender Canudos isoladamente, sem conhecer as circunstâncias históricas e políticas que provocaram a maior mobilização camponesa de toda república brasileira. O Brasil estava em permanente ebulição social desde 13 de maio de 1888 com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. A Questão Militar que vinha se arrastando desde 1883, com o debate em torno da doutrina do soldado-cidadão, que defendia a participação dos oficiais nas questões políticas e sociais do país, teve uma conclusão repentina, com o golpe militar republicano de 15 de novembro de 1889. A derrubada da Monarquia, que de imediato foi sem derramamento de sangue, terminou por provocar reações anti-republicanas. Uma nova constituição foi aprovada em 1891, tornando o Brasil uma república federativa e presidencialista copiando o modelo norte-americano. Separou-se o estado da Igreja e ampliou-se o direito de voto (aboliu-se o sistema censitário existente no Império e permitiu-se que todo o cidadão alfabetizado pudesse tornar-se cidadão). As dificuldades políticas da implantação da República se aceleraram com a crise inflacionária provocada pelo Encilhamento, quando o Ministro da Fazenda, Rui Barbosa, autorizou um aumento de 75% na emissão de papel-moeda nacional. Houve muito desgaste do novo regime devido ao clima de especulação e de multiplicação de empresas sem lastro (mais de 300 em um ano apenas). O presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca chegou a fechar o Congresso, o que serviu de pretexto para a Marinha de Guerra rebelar-se exigindo e conseguindo sua renúncia, o que ocorreu em 23 de novembro de 1891. Deodoro doente retirou-se, sendo substituído pelo alagoano vice-presidente Mal. Floriano Peixoto. Em fevereiro de 1893 estoura no Rio Grande do Sul a revolta federalista, quando"maragatos" insurgem-se contra o governo provincial de Júlio de Castilhos, conduzindo o estado a uma dolosa guerra civil. Neste mesmo ano em setembro, ocorre o segundo levante da Armada, novamente liderado pelo Almirante Custódio de Melo, seguida pela adesão do Al. Saldanha da Gama, que chega a bombardear o Rio de Janeiro, Floriano Peixoto mobiliza a população para a defesa da capital e Custodio de Melo resolve abandonar a baía da Guanabara para juntar-se aos maragatos que haviam ocupado Desterro (em Santa Catarina). A guerra na região sul militarmente se encerra com a morte de Gumercindo Saraiva o guerrilheiro maragato em 1894, e com derrota da incursão do Al. Saldanha da Gama na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai em 1895. A guerra tinha produzido mais de 12 mil mortos em uma parte deles havia sido vítima de degolas de parte a parte. Coube ao novo presidente, Prudente de Morais, alcançar a pacificação que é assinada em Pelotas em agosto de 1895. Foi nesse pano de fundo turbulento, marcado por transformações repentinas de regime, pela abolição da escravidão, pelo golpe republicano, pelo fechamento do Congresso, pelo estado de sítio, por dois levantes da Armada e por uma cruel Guerra Civil, que a população urbana ouviu com espanto a notícia, em novembro de 1896, que uma expedição de 100 soldados havia sido derrotada pelos jagunços do interior da Bahia. Começava então a Guerra de Canudos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

PSTU E SUA “REBELIÃO”... COM MEDO DE DEFENDER A REVOLUÇÃO E SEM RECONHECER A BRUTAL OFENSIVA FASCISTA NEOLIBERAL 



Nestes dias finais da campanha eleitoral o neofascista Bolsonaro tomou artificialmente a dianteira das “fakequisas” eleitorais. Ainda que sejam claramente manipuladas segundo a vontade dos capitalistas que controlam o circo fraudado da democracia dos ricos, a candidatura do ex-capitão do exército galvanizou o sentimento anti-PT e fortaleceu a extrema-direita no Brasil, com grupos neonazistas se organizando abertamente. Tudo aponta que a elite dominante pretende fraudar as eleições e governar com um programa de ajustes neoliberais ultra-ortodoxos, em um cenário de conjuntura de transição para um claro regime bonapartista de exceção. Para o PSTU, entretanto, não existe nenhuma ofensiva neoliberal fascista no país e tampouco no mundo. Os Morenistas só enxergam “revoluções” onde na realidade campeou a barbárie imperialista, como na Líbia. Por isso, o PSTU se integrou ao “#EleNão” com sua tradicional plataforma sindicalista, acusando Bolsonaro simplesmente de “machista e misógino”, propondo uma “rebelião” no sentido mais rebaixado deste termo, ou seja, sem relação alguma com uma ruptura revolucionária que conduza a destruição violenta do Estado burguês. Tanto que no artigo “Contra o machismo, Bolsonaro e a exploração, vamos fazer rebelião!” não há uma única referência ao fascismo expresso pela candidatura do PSL e, muito menos, o chamado ao armamento popular ou a organizar comitês de autodefesa. Os Marxistas sabem muito bem que o terreno de combate frontal ao fascismo não se dá no campo eleitoral e muito menos com a política policlassista da Frente Popular, seja no, movimento de mulheres ou na luta do proletariado, mas não podem deixar de denunciar o avanço de sua representação nas urnas, convocando o seu combate pela luta direta e não pela via do circo eleitoral. O PSTU fez justamente o contrário! No início da campanha denunciamos que “empatizava” com Bolsonaro, caracterizando-o como um candidato “antisistema”, ou seja, o representante do fascismo expressaria um fenômeno progressivo no espectro eleitoral, “contra tudo o que está aí”. Segundo os Morenistas, o eleitorado fascista de Bolsonaro seria uma base política a ser disputada pela “esquerda”, não haveria grandes problemas em sua “consciência”. Chegaram a lamentar que a “esquerda” se encontra presa, de mãos dadas, ao reformismo lulista e não se aproximando da base de Bolsonaro para capitalizar o “sentimento difuso” de rebeldia do eleitorado fascista! Por essa lógica absurda pode-se fazer inclusive unidade de ação com essa direita reacionária contra a esquerda socialdemocrata como o PT, principalmente quando esta última se encontra no governo, no caso por exemplo de uma improvável vitória de Haddad. Desta forma o PSTU apresenta Bolsonaro como um possível aliado no campo da ação contra a Frente Popular, seguindo a linha que a LIT adotou na Líbia, Síria e mais recentemente na Nicarágua, quando se aliou com os grupos patrocinados pelo imperialismo sob o pretexto de que o governo de Daniel Ortega era uma ditatura! A posição do PSTU diante de Bolsonaro revela que esse partido chegou ao cúmulo da adaptação a reação burguesa, só perde para seus aliados da Transição Socialista (ex-Negação da Negação) que já convocou até mesmo atos conjuntos com os fascistas do MBL para exigir a prisão de Lula, saudando a ação da PF e do Juiz Moro. Não por acaso, o PSTU por ser parte do golpe parlamentar que apeou o governo Dilma e também impulsionou objetivamente a ofensiva reacionária contra Lula (defendo sua prisão pelo justiceiro Moro e a Lava Jato), acabou ganhando em um período da campanha fraudada a simpatia dos “institutos” que premiaram Vera com o simbólico 1% nas pesquisas, somente sendo punido quando somou-se as multitudinárias manifestações do “#elenão”, como também o conjunto da “esquerda” (PT, PSOL, PSTU), em um contundente recado político da burguesia para que a esquerda abandonasse as mobilizações populares antifascista ou será castigada eleitoralmente. A “Rebelião” do PSTU limita-se a agitar a necessidade de um “Governo dos Trabalhadores baseado em conselhos populares”. Todos esses elementos revelam que o significado da “Rebelião” propagada nestas eleições não tem qualquer conteúdo revolucionário, segundo os critérios do Marxismo. Os arautos dessa “Revolução” de conteúdo rebaixado nunca defendem a necessidade do armamento operário e muito menos a criação de organismos de poder proletário para se tomar o poder pela via da violência revolucionário como nos ensinaram Lênin e Trotsky! Não há uma única menção a Ditadura do Proletariado no programa do PSTU, ou seja, está ausente o eixo para dotar seu programa de um claro corte de classe proletário e marxista, segundo as tradições da IV Internacional. No máximo, declara “Um programa que aponte a ruptura com o capitalismo, os grandes bancos e empresas, chamando a que a classe operária e a população pobre se rebelem, façam uma revolução que destrua o capitalismo e que construa, na luta, um governo socialista dos trabalhadores, baseado em conselhos populares”. Como demonstrou Trotsky só a Ditadura do Proletariado pode assegurar a realização das tarefas democráticas e de libertação nacional pela via das destruição violenta das instituições burguesas, como o parlamento, a justiça e as FFAA. Por fim recordemos que o PSTU chama de “revolução” ou mesmo “rebelião” o que ocorreu na Líbia ou na Ucrânia, ações de massas orquestradas pelo imperialismo para derrubar governos nacionalistas ou não alinhados diretamente a Casa Branca. Os Morenistas apoiaram entusiasticamente as mobilizações na Líbia, Ucrânia, Síria ou mesmo no Egito contra a Irmandade Muçulmana, qualificando-as de levante popular, rebelião de massas e até revoluções! Lembremos que a LIT saudou as hordas de fascistas que derrubaram as estátuas de Lênin em Kiev no ano de 2014, alegando que tais “confusões” fazem parte do “processo revolucionário”, cabendo os revolucionários disputar a consciência das massas que estão fazendo sua “experiência concreta”, algo muito parecido do que dizem dos eleitores de Bolsonaro! O ilusionismo da realidade, um caso típico de embuste programático que marca o revisionismo do século XXI não passa de uma inútil tentativa de desconsiderar a etapa reacionária da luta de classes em escala mundial. Sem alimentar as falsas ilusões delirantes e oportunistas é necessário afirmar vigorosamente que sem a construção de um partido operário e revolucionário de massas nenhuma revolução socialista ocorrerá e tampouco sem a existência de uma ampla vanguarda anti-imperialista nenhuma “revolução democrática” triunfará em qualquer parte do planeta. Somente com a existência de organismos de poder das massas, dotadas de uma estratégia militar, será possível levar a frente uma verdadeira Revolução. A tentativa de apresentar novas “fórmulas”, como a “Rebelião” agitada pelo PSTU nesta campanha eleitoral, não passa de mais um engodo revisionista para fazer retroceder ainda mais a consciência de classe do proletariado.
APÓS O "AVISO" DADO PELA BURGUESIA DE QUE NÃO ADMITIRÁ MOBILIZAÇÕES ANTIFASCISTAS E DO RECUO REFORMISTA: IBOPE VOLTA A APONTAR CRESCIMENTO DE HADDAD E CONFIRMA SEGUNDO TURNO ENTRE O CAPITÃO E O PT

Pânico instalado e logo na sequência desinstalando na campanha e no entorno do candidato petista Fernando Haddad, tudo ao sabor das pesquisas divulgadas pelo dupla de "institutos" (IBOPE e DataFolha) controlados pela famiglia Marinho e seu cartel midiático. Nenhuma aferição científica séria realizada pelos tais "institutos" para comprovar um suposto crescimento da candidatura do fascista Bolsonaro, que ameaçava inclusive liquidar a fatura eleitoral logo no primeiro turno. Mas depois de dois dias de "tempestade" do IBOPE&Data veio no terceiro dia a "bonança" e também pelas mesmas mãos do IBOPE, anunciando no JN da Globo que Fernando Haddad voltou a crescer, garantindo enfim sua ida ao segundo turno...Nestes dois dias de pânico para a esquerda reformista, foram também dias de festa do "mercado", com a maior queda do Dólar em quatro anos e a forte elevação do índice da Bovespa, eram os rentistas festejando o recuo do PT e a adesão definitiva dos agiotas financeiros a candidatura do neofascista, um mix programático de neoliberalismo ortodoxo e fascismo gorila latino-americano. Mas porque mesmo a "tempestade" dos "institutos" sobre a cabeça desprotegida dos petistas cessou? Se as pesquisas eram verdadeiras e revelavam mesmo a realidade de uma guinada conservadora da sociedade após as multitudinárias manifestações do "#EleNão", não haveria nenhum fato político novo para à reversão do quadro e consequentemente Haddad continuaria caindo dando espaço as candidaturas do "centro" crescerem. Porém nesta quarta-feira (3) o IBOPE mudou a linha e manteve o cenário anterior, estabilizando a distância entre Bolsonaro e Haddad em nove pontos percentuais, além de desidratar ainda mais as candidaturas do "Centrão". Para os Marxistas a razão da "birutagem" dos tais "institutos" é bem clara: trata-se de um contundente recado político da burguesia para que a esquerda abandone as mobilizações populares antifascista ou será castigada eleitoralmente. Este regime da democracia dos ricos têm o controle absoluto de todo processo eleitoral, desde as pesquisas fraudadas, passando pelo judiciário golpista que encarcera lideranças da esquerda e impugna candidatos "indesejáveis", e até chegar a grande mídia corporativa e seu jogo sujo e pesado em favor da ofensiva do ajuste neoliberal contra as massas populares. Para esta elite dominante a soberania popular exercida pelo voto é apenas um dos elementos a serem adicionados em sua equação política final que decidirá o resultado das eleições, ou seja, será a burguesia e não o povo a dar a última palavra sobre as eleições presidenciais! O "conto de fadas" que supostamente de forma imediata a sociedade conservadora reagiu eleitoralmente (via as pesquisas dos institutos) ao "29S", não passa de uma cilada política onde desgraçadamente a esquerda reformista aceitou cair e recuar ainda mais diante da ofensiva neofascista. Todos nós sabemos das imensas limitações políticas do movimento "#EleNão", uma mobilização em que a plataforma do policlassismo (colaboração de classes) teve sua completa hegemonia, porém seríamos cegos ao negar a importância de um pequeno passo de combate de massas ao arco neofascista que vem crescendo no país, e que por esta simples razão o "29S" não foi tolerado pela burguesia e suas colaterais midiáticas. Sinceramente não cremos que a classe dominante tenha qualquer temor em relação ao programa neodesenvolvimentista burguês e a candidatura do PT ao Planalto, um nome até bem simpático ao "mercado" ( Haddad é um ex-assessor do banco Unibanco e atual funcionário do Insper), porém tem verdadeira paúra do movimento de massas organizado e mobilizado nas ruas. Faltando apenas três dias da realização do primeiro turno, o PT comemora a possibilidade de seu retorno a gerência central do Estado burguês, mas apesar de uma inegável recuperação política da Frente Popular nossa elite capitalista não está disposta a interromper a selvageria neoliberal iniciada com o golpe parlamentar de 2016, por isso aposta suas fichas no "cavalo" que se mostrou mais ousado a implementar a agenda neoliberal, e o "animal" atende pelo nome de Jair Bolsonaro. Os movimentos sociais e a juventude devem "cagar e andar" para a fajutice das "análises sociológicas" que dizem que o momento é eleitoral, e portanto não cabe nenhum tipo de radicalização popular para não atrapalhar o processo... nosso vigoroso combate para derrotar a ofensiva neofascista deve ser nas ruas e não nas urnas!

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

PCO VOCIFERA QUE MOVIMENTO “#ELENÃO” ESTEVE A SERVIÇO DA GLOBO PARA ATACAR BOLSONARO EM FAVOR DE ALCKMIN: PESQUISAS MANIPULADAS PELA FAMIGLIA MARINHO IMPÕEM O CONTRÁRIO, INFLAM O NEONAZISTA, REBAIXAM HADDAD E AFUNDAM O TUCANO, PUNINDO OS QUE LUTARAM NAS RUAS CONTRA A OFENSIVA REACIONÁRIA...QUEM É O “PATO” DESSA HISTÓRIA?


No artigo “Coxinhato da Globo: esquerda pequeno-burguesa caiu como patinho” (DCO, 03.10), o “pato” revisionista Rui Pimenta acusa as forças de esquerda que impulsionaram o “#Elenão” de estarem a serviço da Rede Globo: “Ficou patente a absoluta desorientação da esquerda pequeno-burguesa ao se colocar como instrumento da Globo na sua grande campanha por manipular as eleições”. Segundo o desorientado “guru” do PCO, a “esquerda” agiu como alienados “coxinhas” que ao atacarem Bolsonaro estavam fazendo o jogo da “verdadeira” extrema-direita para levar Alckmin ao 2º turno. Isso porque, segundo Causa Operária, “Alckmin, apoiador do #elenão, é mais fascista que Bolsonaro” (DCO, 02.10), ou seja, Bolsonaro “não é tão fascista assim” e seria um mero “espantalho eleitoral” criado para derrotar o PT e levar o PSDB ao 2º turno. O dono da legenda oca familiar chamada PCO, bancada pelos milhões de reais dos fundos do TSE, deseja nos convencer que o círculo fascista de Bolsonaro não representa ameaça alguma ao movimento operário, é “apenas um boneco” que será descartado pela Rede Globo a favor do Tucano nestas eleições. Vejam com seus próprios olhos o delírio: “O retorno político do ato #elenão, usado para confundir e desarmar ainda mais politicamente a maioria da esquerda e dividir os votos de Bolsonaro em favor do candidato dos ‘donos do golpe’, Geraldo Alckmin”.  Saindo dos muros do “Sanatório Causa Operária” a realidade é completamente outra. As candidaturas de esquerda (PT, PSOL, PSTU) que apoiaram o movimento “#Elenão” foram “punidas” pela Família Marinho via as “fake pesquisas” do IBOPE e da DATAFOLHA realizadas após o protesto do “29-S”. As organizações políticas revolucionárias que chamam o Voto Nulo/Boicote e impulsionaram ainda que criticamente o protesto de sábado (como a LBI) também foram “castigadas” pelos números impostos pelo “Deus Mercado”. Segundo os dados das pesquisas chega-se à conclusão de que se as multidões reunidas no “#Elenão” gritassem ao contrário, “EleSim”, em favor de Bolsonaro, o ex-capitão teria caído nas pesquisas e seu adversário, Fernando Haddad ganharia vários pontos. Olhando os números DATAFOLHA os que perderam pontos (Brancos/Nulos, 2%, Haddad-PT, Boulos-PSOL e Vera-PSTU, e Alckmin-PSDB, um 1% cada) geraram 5% de votos mutantes que foram quase todos (4 pontos) para Bolsonaro e 1 para o Cabo Daciolo! Em resumo, o “Coxinhato da Globo”, como o PCO nominou as manifestações multitudinárias do “#Elenão”, longe de favorecer Alckmin e tirar votos de Bolsonaro como afirmou o transloucado Rui Pimenta tiveram o efeito contrário na realidade criada pela Famiglia Marinho para manipular a vontade popular: impulsionou o neofascista em 5% na pesquisa, enterrou o tucano (caiu um 1%) e pavimentou as bases até mesmo para Bolsonaro ganhar em 1º turno, derrotando o PT!!! Tudo contrário do que apregoa o PCO que em seu mais novo devaneio sobre o “#Elenão”, onde teima em reafirmar que o protesto teria como objetivo “Promover uma pequena diminuição nas intenções de voto em Bolsonaro transferindo parte dessa votação para Alckmin, para permitir que o mesmo vá para o segundo turno e se apresente como candidato de “união nacional” contra o candidato espantalho, apresentado como representante do fascismo” (03.10). Como Marxistas Revolucionários sabemos que a raiz da “loucura” do PCO tem como pano de fundo sua política oportunista diante do PT, produto de um processo de corrupção política e material avançado. Enquanto Rui Pimenta ainda não declarou apoio a Haddad sua “militância fisiológica” nos bastidores está apoiando não só o candidato presidencial do PT mas uma série de “personalidades” petistas, como Dilma e o governador Fernando Pimentel. No momento em que a direção familiar do PCO diz que a “eleição golpista é uma fraude” já embolsou 1 milhão de reais do fundo eleitoral do TSE, órgão estatal que orquestra o golpe em curso. Agora, Rui aposta que Alckmin vai ao 2º turno, mas ao contrário o tucano é descartado pela burguesia e o imperialismo. Quando Causa Operária apregoa que o “#elenão” foi um movimento de direita patrocinado pela Globo contra Bolsorado, as pesquisas da Famiglia Marinho catapultam o neofascita para o topo das intenções de voto! Com esses “zigs-zags” oportunistas não há pessoa sã que não fique “louca”. Começamos esse artigo do BLOG da LBI reproduzindo a fala em que Pimenta afirma “Coxinhato da Globo: esquerda pequeno-burguesa caiu como patinho”. Agora, ao seu final, perguntamos: Quem é o ‘Pato’ nesta história, Sr. Rui?
"FAKEISAS" DO IBOPE E DATAFOLHA REFLETEM REAÇÃO VIRULENTA DA BURGUESIA CONTRA A MOBILIZAÇÃO POPULAR EM OPOSIÇÃO AO NEOFASCISMO. NÃO PODEMOS "COMPRAR" A FRAUDE DOS "INSTITUTOS" COMO A "VERDADE" FORJADA PELO "MERCADO"!


Bastaram a divulgação de duas pesquisas absolutamente fraudadas, forjando um inexplicável crescimento da candidatura do "capitão" Bolsonaro, para que centenas de "analistas políticos" da esquerda reformista até os da direita conservadora buscassem a explicação das causas deste "fenômeno" (subida nas pesquisas)  nas mobilizações multitudinárias contra o neofascismo ocorridas no último sábado, o "29S" do "#EleNão". Com uma rapidez incrível todo um setor da chamada "inteligência nacional" passou a criticar o movimento "#EleNão" como sendo o responsável pela ascensão de Bolsonaro, baseada unicamente nos dados divulgados pelas pesquisas da "dupla" de "institutos", que carecem de qualquer conteúdo mínimo da ciência moderna da estatística. Esta "dupla" que carrega o pomposo nome de "institutos" são na verdade organismos colaterais da grande mídia corporativa, ambos empresas comerciais mantidas financeiramente pelas organizações Globo. O IBOPE, em particular uma propriedade da famiglia Marinho adquirido em meados dos anos 70 com o objetivo de medir a audiência das novelas globais, que na época disputavam acirradamente a audiência com as da TV Tupi. Depois o tal "instituto" dos Marinho(tendo é claro um "testa de ferro" para assumir o negócio)se especializou historicamente em manipular dados de pesquisas eleitorais fraudadas, como fizeram repetidamente desde 1982 quando tentaram impedir a vitória de Leonel Brizola ao governo do Rio de Janeiro. Mas justamente as organizações GLOBO, que se diz pioneira da questão "identitária"', não poderia "engolir" passivamente uma gigantesca mobilização tendo como vanguarda as mulheres em luta contra o neofascismo de uma candidatura reacionária que hoje se tornou preferencial para o "mercado" e a vampiros rentistas. Logo na sequência do "29S", a famiglia Marinho acionou seu funcionário Carlos Montenegro (dono formal do IBOPE) encomendando uma nova pesquisa eleitoral onde Bolsonaro subisse e os demais candidatos estacionassem ou mesmo baixassem seus índices de intenção de votos. Para o "expertise" do IBOPE a razão do súbito crescimento do fascista, a despeito de seu repúdio generalizado demonstrado em todo país, não poderia ser outro: o enorme movimento "#EleNão" teria provocado um efeito contrário, ou seja um surto de adesão na campanha de Bolsonaro às vésperas do primeiro turno presidencial. Que a "intelectualidade" conservadora e os candidatos da direita, como Alckmin e Ciro Gomes, comprem esta "fantástica" versão manietada do IBOPE&Datafolha, é perfeitamente compreensível, porém nos surpreende que amplos setores da esquerda tenham embarcado neste "conto". Somente os muito crédulos ou idiotas úteis podem crer na lisura e cientificidade de empresas controladas pelos "barões da mídia murdochiana" (termo cunhado exatamente contra as escandalosas fraudes de Rupert Murdoch dono do maior império das comunicações mundiais), é óbvio que o movimento sincronizado da burguesia de proibir as entrevistas de Lula, vazar as delações do ex-ministro Pallocci e por último  fraudar pesquisas eleitorais, fazem parte de uma única ação para garantir a vitória de Bolsonaro, e de preferência já no primeiro turno. Desgraçadamente o PT e seus acólitos (como o venal PCO) agora irão aceitar como "cordeiros" as "verdades" do mercado e seu porta-voz institucional :o IBOPE&Datafolha. Longe de denunciar a escandalosa fraude em curso, a Frente Popular irá recuar ainda mais, como fez diante do golpe parlamentar de 2016, seu candidato Haddad se mostra quase que um "monge" frente aos ataques desferidos por seus adversários na corrida ao Planalto. O movimento de massas deu uma importante demonstração de força contra a ofensiva neofascista no último sábado, apesar de todas as limitações políticas impostas por suas direções reformistas. Desde as pequenas forças da LBI convocamos os movimentos sociais a não caírem na armadilha criada pelos "institutos", não é o IBOPE que mede a disposição de luta do campo operário e popular!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

BOLSA DISPARA E "MERCADO" ASSUME A PREFERÊNCIA POR BOLSONARO COMO O "NEOLIBERAL MAIS RADICAL", DESCARTANDO ALCKMIN O EX"QUERIDINHO" DOS RENTISTAS: PESQUISA DATA FOLHA APENAS SEGUE AS NOVAS ORDENS DA BURGUESIA NACIONAL E DO IMPERIALISMO


A pesquisa Datafolha de hoje foi ainda mais longe na fraude orquestrada ontem pela Família Marinho e pelo IBOPE. Pelos números Bolsonaro cresceu ainda mais e Haddad caiu. Ciro e Alkmin foram descartados completamente de ir ao 2º turno. O Grupo Folha segue desta forma fielmente as novas ordens da classe dominante. Tanto que hoje, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa paulista, teve a maior alta diária em quase dois anos, subindo 3,78%, a 81.593 pontos nesta terça-feira, refletindo a pesquisa do IBOPE-GLOBO agora “confirmada” pela Datafolha. O dólar também fechou em forte queda nesta terça-feira, abaixo de R$ 4, índices claros de que o “Deus Mercado” assumiu a preferência pública por Bolsonaro como o “neoliberal mais radical”, descartando Alckmin como o ex “queridinho” dos rentistas. Como analisamos anteriormente os principais setores da burguesia nacional e do imperialismo “fecharam questão” em torno do fascista. Essa opção clara aponta para um governo tutelado diretamente pelas FFAA e a casta privilegiada do Judiciário, pavimentando um regime de exceção em nosso país. O PT não reagirá a fraude, na medida que seu papel no circo eleitoral é justamente legitimar as eleições golpistas, garantindo uma sólida bancada parlamentar e alguns governos estaduais. Diante da clara manipulação da vontade popular montada pelos institutos de pesquisas e a Rede Globo, é mais que necessário convocar o boicote ativo ao circo eleitoral! Participar desse engodo é dar um ar de legitimidade ao plano de guerra que o capital irá desferir contra os trabalhadores, usando as eleições como uma cortina de fumaça democrática. Apostar na esquerda domesticada (PT ou PSOL) para “combater o golpe” é o caminho suicida da derrota, o momento é fazer uma ampla campanha de denúncia da farsa eleitoral e mais do que isso, convocar desde já a resistência dos trabalhadores através da luta direta. Os atuais resultados das pesquisas “fakes” apontam para um 2º turno disputado entre PT e Bolsonaro, mas onde os rentistas e barões do capital já “bateram o martelo” em ungir o fascista como seu homem para desatar um ajuste neoliberal ultra ortodoxo contra os explorados, sem espaço para “pactos sociais” como pretendia a Frente Popular. Nesse sentido, longe de patrocinar ilusões na política de colaboração de classes do PT travestida no seu chamado de “derrotar a direita” é hora de usar o debate em curso para apontar a podridão completa das estruturas do regime político e reforçar o combate pela Revolução e Socialismo!
PCO LAMENTA QUE BOLSONARO É “VÍTIMA DA DIREITA”: SEITA REVISIONISTA QUE AGORA ESTÁ “SOLIDÁRIA” COM O NEOFASCISTA NO BRASIL APOIOU O ATIRADOR NAZISTA NA NORUEGA EM 2011


Enquanto milhares de lutadores e lutadoras sociais se manifestavam contra o neofascista Bolsonaro no movimento “#elenão”, o PCO atacava duramente o protesto multitudinário que cortou o Brasil no último sábado contra a ofensiva reacionária em curso. Rui Pimenta vociferou em seu balanço do protesto: “A direita é que está atacando Bolsonaro e colocou a reboque dela, o povo”. Para Causa Operária os milhares que saíram as ruas no 29-S não passavam de uma massa de manobra da direita. O “guru” do PCO denuncia que a Rede Globo teria orquestrado o movimento que levou mais de 1 milhão de pessoas as ruas apenas para desgastar eleitoralmente o fascista a fim de beneficiar o tucano Alckmin em 07 de Outubro. Tanto que anuncia em seu site “Com #elenão, Alckmin cresce e chega à terceira posição” apesar de nada na realidade e muito menos nas pesquisas indicar tal crescimento tucano... Contra essa suposta manobra, o PCO saiu em defesa de Bolsonaro, alertando que o neofascista seria uma “vítima da direita”! O “detalhe” é que mesmo Alckmin tentando retardatariamente parecer simpático ao movimento das mulheres (impulsionado claramente por colaterais políticas e sindicais ligadas ao PT), ele vem caindo seguidamente nas pesquisas enquanto o real beneficiado é obviamente Haddad. Diga-se de passagem, o petista vem recebendo o apoio não só da maioria dos eleitores que participaram do “#elenão” mas também da própria militância do PCO em todo país, apesar do cada vez mais desmoralizado Rui Pimenta não declarar apoio formal a Haddad, alegando uma fidelidade absoluta a Lula. Não poderia ser diferente, o PCO alterou drasticamente sua linha política nos últimos anos em função de acordos corruptos com a Frente Popular. Antes Rui afirmava “Lula Presidente dos banqueiros” agora diz ser “Lula maior liderança popular do país”. Alertamos que uma coisa é intervir ativamente nas manifestações de rua, delimitando-se com os limites do movimento policlassista de mulheres e com um tênue conteúdo de combate somente eleitoral a ofensiva fascista, como fez a militância da LBI, outra coisa bem distinta é o delírio de acusar os apoiadores do “#elenão” de estarem a serviço da direita, com fez Causa Operária ao declarar pateticamente que “#elenão é Alckmin sim”. O mais inusitado é que além desse disparate, o PCO sai em defesa do fascista Bolsonaro, jogando toda sua artilharia contra Alckmin, preservando obviamente Haddad e a política de colaboração de classes do PT que defende um governo de “união nacional” com o PSDB! Rui Pimenta não considera o ultrarreacionário Bolsonaro como uma ameaça real e tampouco fascista. Para o patético PCO o “mal maior” seria o tucano que tem sua candidatura mergulhada em crise terminal, com abertas deserções em favor de Bolsonaro, perdendo eleitoralmente até mesmo em São Paulo. Tamanha miopia política não começou agora, vem de longe na “vida política pregressa” do PCO. Não esqueçamos que há pouco tempo atrás, Rui Pimenta também saiu em defesa de outro nazista! Quando ocorreu o atentado na Noruega em 2011, o PCO não vacilou em defender o atirador neonazista que atacou a tiros o acampamento do partido socialdemocrata, deixando quase 100 mortos. Naquele momento, Causa Operária declarou “O ataque é parte da ação das massas européias que está se levantando contra os governos e o regime político, uma prova de que a crise capitalista tem um caráter revolucionário" (Oslo, Noruega - 22 de julho de 2011, A crise europeia se torna explosiva, sítio PCO). Naqueles dias, a seita revisionista tentava a todo custo caracterizar a iminência da revolução na atual etapa de reação mundial, enxergando nos atentados monstruosos do fascismo na Noruega uma “ação de massas”. Para encaixar sua “teoria” delirante de que a revolução dobrava a próxima esquina, se emblocava com a direita terrorista para combater um governo socialdemocrata, como o trabalhista norueguês. Agora ultrapassaram novamente a fronteira de classe, saem em defesa do nazista Bolsonaro para supostamente combater o PSDB, sua complacência com a extrema-direita é uma verdadeira traição de classe! Como podemos observar, o histórico do PCO de aliar-se a nazistas e fascistas em nome da “luta pela revolução” tem como base sua política repleta de “zigs-zags” oportunistas, o lamento vergonhoso que fazem por Bolsonaro agora é apenas mais um brusco “cavalo de pau” dessa seita revisionista que tem sido motivo de piada na esquerda enquanto seus “militantes fisiológicos” nos estados já embarcaram de cabeça na campanha de Haddad.