quinta-feira, 16 de agosto de 2018

GOVERNO CAPACHO DO EQUADOR ANUNCIOU QUE VAI EXPULSAR ASSANGE DA EMBAIXADA EM LONDRES: UM LENIN QUE NÃO HONRA SEU NOME E TAMPOUCO SEU "PADRINHO POLÍTICO” O NACIONALISTA BURGUÊS RAFAEL CORREA


O presidente do Equador, Lenin Moreno, confirmou nesta quarta-feira, 15, que irá pedir para o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, deixe a embaixada do País em Londres. “Se o governo britânico garante que Julian Assange não vai estar em perigo o tempo para ser extraditado para outro país, vamos pedir-lhe para deixar a nossa embaixada em Londres e na frente da Justiça inglesa”, disse Moreno em declaração divulgada pelo governo equatoriano nas redes sociais. Ele já negociou de fato a entrega de Julian Assenge para as garras do imperialismo, com sua expulsão da embaixada do Equador em Londres, onde encontra-se há 06 anos. Essa conduta vergonhosa é admitida pelo próprio ex-presidente Rafael Correa, seu ex-"padrinho politico”, rompido com Lenin (que não honra seu nome!) depois do alinhamento deste ultimo à Casa Branca; “Você pode ter certeza de que ele [Lenin] é um hipócrita. Ele já tem um acordo com os EUA sobre o que vai acontecer com Assange. E agora ele está apenas tentando adoçar a pílula dizendo que vai ter um diálogo. Ele fala sobre um diálogo, mas tudo já foi acordado com o governo do Reino Unido, especialmente depois da visita do vice-presidente Pence ao Equador há algumas semanas” (Russia Today, 31 de julho). Afirmou ainda estar com medo “de que os dias de Assange estejam contados”. Assange recebeu asilo político do Equador há seis anos, quando respondia por um processo na Suécia, e poderia ser extraditado para os Estados Unidos para responder por ter vazado informações da Casa Branca através do Wikileaks. À época, abrigar o jornalista e hacker foi uma decisão política de Correa que estava muito relacionada à soberania da política externa equatoriana. Não é segredo que Lenin vê Assange na embaixada como um “incômodo” e já afirmou que não concorda com os “métodos” utilizados pelo jornalista para vazar informações – através do Wikileaks. Na semana passada, em passagem pela Espanha, o presidente equatoriano disse que esta questão já se estendeu por muito tempo e deve ser resolvida imediatamente. Moreno se reuniu em Madrid com responsáveis de um governo espanhol que também exigiu a expulsão depois da sua posição sobre a independência da Catalunha. De acordo com informações da CNN e do Times of London, ele pode ser expulso de lá a qualquer momento. Jennifer Robinson, integrante da equipe jurídica de Assange, disse que a crise disparou planos de contingência para ele sair em “horas, dias ou semanas. Assange deve perder seu status de asilo iminentemente. Isto significa que ele será expulso da embaixada. É impossível dizer quando isso vai acontecer”. Em março, a embaixada cortou o acesso de Assange à internet, dizendo que ele havia violado um acordo para não interferir nas relações internacionais do Equador. Assange está, há três meses, proibido de usar a rede de internet da embaixada o que o deixa completamente isolado e sem comunicações com o exterior. O fundador do Wikileaks encontrava-se perseguido e acuado pelo governo dos Estados Unidos e vários de seus aliados (Reino Unido e Suécia, principalmente). A justiça sueca exige que Assange apresente-se em Estocolmo para testemunhar pessoalmente sobre as acusações de agressão sexual forjada, uma cortina de fumaça para calar o ativista para depois deportá-lo para as masmorras dos EUA. Desde a LBI, que se solidarizou com o jovem soldado Bradley Manning, o real responsável por dar visibilidade mundial ao WikiLeaks e demonstrar que o verdadeiro terrorista é o imperialismo ianque através da cópia de arquivos provenientes da “diplomacia secreta” dos EUA, exigimos também o fim da perseguição e da farsa judicial contra Assange, como fizemos há seis anos atrás e denunciamos a conduta vergonhosa do novo governo do Equador! É necessário neste exato momento deflagrar uma campanha internacionalista para impedir que o imperialismo com a ajuda do servil governo do Equador prenda o fundador do “Wikileaks”!
ATO EM BRASÍLIA ANUNCIA HADDAD COMO "PLANO B" PALATÁVEL PARA O REGIME GOLPISTA, ALÉM DE CONFIRMAR A COLIGAÇÃO POLÍTICA COM PCdoB, PROS E PCO


"Eles não têm nome competitivo, não conseguem apresentar nenhum plano de governo, a não ser esse já rejeitado pelo povo. Hoje, chegamos unidos, com PCdoB, Pros e PCO em torno da liderança de Lula. E não vamos arredar o pé das ruas até reconduzir Lula ao Planalto”, assim Fernando Haddad encerrava seu discurso diante da multidão de cerca de 15 mil apoiadores da candidatura do PT ao Planalto que foram neste dia 15 de agosto em Brasília. PT e PCdoB juntos nas eleições não são propriamente uma novidade, porém o revisionista PCO unido a um partido de direita como o PROS é fato histórico novo em toda a história do Trotskismo Internacional. A degeneração da família Pimenta, que controla o PCO, parece não ter limites ideológicos, e agora tenta apresentar o PROS como uma mera "legenda de aluguel" para atenuar sua própria desmoralização diante da vanguarda de esquerda. Como a direção nacional do PT se encaminha rapidamente para acatar a impugnação ilegal de Lula pelo TSE, (chegaram a retirar o recurso de liberdade ao STF em nome de não atrapalhar o registro eleitoral) levando Haddad e Manuela a assumir a campanha eleitoral pelo país, o PCO perderá seu bordão "Lula ou nada", sendo obrigado a engolir o neoliberal Haddad ou convocar um boicote geral as eleições de outubro, posição que se chocaria frontalmente com toda sua rendição política e material a Frente Popular. Se na política burguesa legendas de aluguel povoam o cenário institucional, na esquerda o PCO inaugurou uma "nova era": as legendas de aluguel do revisionismo do Trotskismo...

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

15 MIL PESSOAS NO REGISTRO ELEITORAL EM BRASÍLIA: ADOÇÃO DO “PLANO B” (HADDAD-MANUELA) COMPROMETIDO COM O CIRCO ELEITORAL GOLPISTA, FRAUDADO E AINDA POR CIMA ACOMPANHADO DO PROGRAMA NEOLIBERAL ESVAZIOU A MARCHA “LULA OU NADA!”


15 mil pessoas, a maioria militantes ligados ao MST, participaram hoje da marcha ao TSE em apoio ao registro eleitoral da candidatura Lula. A óbvia opção do PT de lançar de fato a dupla Haddad-Manuela diante da previsível impugnação da candidatura Lula esvaziou a manifestação. As recentes declarações de Haddad totalmente servis ao imperialismo condenando a Venezuela e Nicarágua além de seus compromissos de levar a cabo a reforma neoliberal da previdência ajudaram ainda mais em desmobilizar a atividade. Ficou claro que o PT longe que qualquer “radicalização” mesmo que midiática (“Lula ou nada!") já havia optado pelo “Plano B” visando credenciar junto a burguesia a dupla frente populista para conquistar uma vaga no segundo turno do circo eleitoral da democracia dos ricos, ancorada na coligação PT, PCdoB, PROS e PCO. A marcha de hoje, completamente ordeira e pacífica, ficou aquém de todas as manifestações do último período realizadas na capital federal, como o “Ocupe Brasília” de 25 de maio de 2017 duramente reprimida pela polícia para não falarmos da “Greve Geral” de 28 de abril de 2017 ou mesmo do “dia nacional de luta” de 05 de dezembro de 2016. No discurso final de Haddad aos presentes no ato ocorrido depois que foi protocolado o registro da candidatura petista, ex-prefeito de São Paulo leu a carta de Lula em que este se compromete com a “respeitar a democracia” ainda que preso. Em resumo, Lula já “passou o bastão” oficialmente para Haddad, mesmo antes da impugnação pelo TSE, que deve ocorrer em breve. Este, ao lado de Manuela (PCdoB) nada mais fez que reforçar seu compromisso com a ordem burguesa e com um programa de colaboração classes. Por volta das 18hs a orientação foi que os manifestantes voltassem imediatamente para os ônibus e “não aceitassem provocações” em um claro aviso de que estava encerrado o teatro montado pela Frente Popular. Agora, em aliança com as oligarquias regionais em vários estados do Nordeste (PSB) e coligado com a escória fisiológica do PROS e do PCdoB de Flávio Dino (junto com o DEM e outros golpistas no Maranhão), além de ter o apoio do corruto PCO, Haddad vai tentar garantir a ida da candidatura presidencial da Frente Popular para o segundo turno, apresentando um programa de “união nacional” voltado a convencer o grande capital a ungir novamente o PT ao papel de gerente dos negócios da burguesia a frente do Estado Brasileiro. Cabe aos Marxistas Revolucionários denunciarem vigorosamente esse engodo e propagandear uma plataforma revolucionária que denuncie tanto a direita reacionária (Alckmin, Dias, Bolsonaro, Marina...) como as candidaturas do PT. PDT e PSOL que não passam de porta-vozes do neodesevolvimentismo burguês, seja pela voz de Lula, Haddad, Ciro ou Boulos.

A FARSA DO "SPCIRO" OU O VELHO ENGODO DA "BOLHA DE CRÉDITO" QUE TODOS QUEREM COPIAR DO PT: DE BOLSONARO A BOULOS...


Ciro, o candidato que alugou a legenda do PDT para disputar a corrida ao Planalto nestas eleições, vem tentando se recuperar das "rasteiras" sofridas em sua curta campanha com uma bombástica e demagógica proposta eleitoral, que "dialogaria" diretamente com o "bolso e a alma" do povão: tirar 60 milhões de inadimplentes do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Os "gurus" da campanha do ex-governador do Ceará, mais precisamente o economista Roberto Mangabeira Unger, tentaram com a proposta do "SPCiro", uma fusão das teses acadêmicas do neodesenvolvimentismo com a demagogia barata de prometer crédito "mais barato" para as camadas populares reativarem pela via do consumo a estagnada economia nacional. Se analisarmos com um pouco mais de cuidado a "proposta bomba" com que Ciro pensa em cravar seu lugar no segundo turno das eleições de outubro, vamos verificar que se trata de uma reedição da própria "plataforma" do SPC e Serasa que oferece para os inadimplentes de seus clientes (grandes empresas e bancos). Já algum tempo no país os consumidores inadimplentes recebem "cartas" de empresas de recuperação de crédito, oferecendo super descontos e parcelamento de dívidas, além da promessa de iniciada a quitação do débito retirar os devedores da temida "lista negra" do SPC e Serasa. Também não é novidade que financeiras de médio porte já oferecem "crédito novo"  aos chamados "negativados", com taxas de juros um pouco maiores em função do risco, a CREFISA, por exemplo, tem uma política agressiva na mídia nacional ofertando crédito consignado ao nicho de mercado considerado "negativado". A "pitada" neodesenvolvimentista da entourage cirista seria que os bancos públicos, como Caixa e BB, passariam a também oferecer o "crédito novo" aos milhões de inadimplentes para se endividarem um pouco mais. O que é realmente mais "fake", para usar uma expressão da moda, na proposta de Ciro Gomes é o fato de que mesmo saindo do SPC e Serasa os milhões de devedores não terão a menor garantia de que as grandes financeiras concederão crédito suplementar para além da quitação de seus débitos, ou seja, você pode estar com o nome absolutamente "limpo" na praça e nem por isso o Bradesco e Itaú são obrigados a lhe conceder novos cartões de crédito ou empréstimos pessoais, como ocorre com milhões de consumidores que estão totalmente adimplentes mas possuem um passado de restrições em suas "fichas" bancárias. Se o truque fajuto do candidato do PDT poderá engrupir alguns milhares de tolos, com toda certeza não terá a capacidade de levar Ciro sequer ao segundo turno das eleições presidenciais. Porém a falta de originalidade da proposta cirista , copiado "porcamente" do programa econômico que embalou os doze anos de governo da Frente Popular e que resultou no fiasco da recessão que hoje o país atravessa, parece atrair candidatos da esquerda até a direita. A equipe de assessoria do neofascista Bolsonaro também acenou com o reaquecimento da economia nacional pela senda do "crédito generoso", com a distinção de que a "operação" teria que ser manejada pela iniciativa privada. O PSOL, com seu candidato "Boulula", apresentou uma plataforma de governo, expressa no programa econômico "VAMOS" que nada mais é do que a clonagem social democrata das teses neodesenvolvimentistas do PT, que o professor Guido Mantega defendia ainda nos tempos quando era professor da PUC. Por sinal as teses cepalinas (em referência a CEPAL) de construir um "capitalismo autônomo e popular", não propriamente uma novidade no cenário político nacional, foram postas em práticas com JK em meados da década de 50, com a criação dos bancos de fomento e da SUDENE para a região do nordeste. O regime militar fortaleceu os bancos estatais que sobreviveram a predação do mercado financeiro internacional desembocando no governo Lula que aproveitou a bolha de crédito internacional e "encharcou" o BNDES de capital, tornando-o um dos dez maiores bancos de fomento do mundo. Mas longe de criar um "capitalismo nacional", o resultado de toda política neodesenvolvimentista ao longo da história do país foi resultar na maior dependência da economia semi-colonial aos fluxos do capital financeiro internacional. Sem a ruptura radical com este sistema imperialista mundial não há nenhuma saída minimamente progressista, somente breves períodos de interregno que logo se encaminham para novas crises econômicas.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

VISITA DO SECRETÁRIO DE DEFESA DOS EUA, JAMES MATTIS: FORA O IMPERIALISMO DO BRASIL! NÃO A ENTREGA DA BASE DE ALCÂNTARA! DERROTAR O CERCO DA CASA BRANCA AO GOVERNO MADURO! PELA UNIDADE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES LATINO-AMERICANOS CONTRA QUALQUER AGRESSÃO IANQUE!


O secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, se reuniu nesta segunda-feira com os ministros brasileiros da Defesa e das Relações Exteriores para debater assuntos de interesse do imperialismo ianque no continente. Trata-se da visita do chefe do Pentágono um mês e meio depois da visita do vice-presidente Mike Pence ao país. Na agenda oficial de Mattis, estavam a discussão para avançar na cooperação nas áreas técnica, científica, político-militar e de indústria de defesa, como no caso do uso, pelos EUA, da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão. Em resumo, há um interesse claro de parte do Pentágono em cercar política e militarmente o governo de Maduro, com o país tendo acesso a tecnologia bélica controlada pelos EUA agora que a Embraer irá pertencer a Boeing. A opção militar dos EUA contra Caracas fica da vez mais evidente, vide o atentado contra Maduro ocorrido recentemente. Lembremos que Maduro acusou o governo colombiano e pessoas de dentro dos Estados Unidos de instigarem a direita golpista e acrescentou "não ter dúvida" de que o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, está "por trás desse ataque". Os EUA também tem um conhecido interesse no centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão e com certeza a presença do chefe do Pentágono indica que deve haver um acordo governo a governo com relação a questão do emprego da base de lançamentos de Alcântara para a ofensiva ianque na América Latina. Desde a LBI denunciamos a presença militar ianque no Brasil. Em alto e bom som dizemos: Fora o imperialismo do Brasil! Não a entrega da base de Alcântara! Derrotar o cerco da casa branca ao governo maduro! Pela unidade revolucionária dos trabalhadores latino-americanos contra qualquer agressão ianque!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

57 ANOS DA CONSTRUÇÃO DO MURO DE BERLIM: UM SÍMBOLO DA DIVISÃO ENTRE O CAOS DO MERCADO CAPITALISTA E OS ESTADOS OPERÁRIOS BUROCRATIZADOS...SUA DERRUBADA PELAS FORÇAS DA CONTRARREVOLUÇÃO FOI UM DERROTA HISTÓRICA PARA OS TRABALHADORES


No dia 13 de agosto de 1961, há exatos 57 anos, teve início a construção do Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer). Hoje o imperialismo se regozija desta data histórica para comemorar com toda empáfia e cinismo o oposto, a restauração capitalista do antigo Estado operário alemão, produto da queda contrarrevolucionária do Muro. A mídia burguesa "murdochiana" aproveita para espalhar por todos os cantos do planeta que a Alemanha “unificada” está agora, sem o muro, mergulhada no paraíso do mercado livre ! Nas palavras da chanceler alemã Angela Merkel: “A queda do muro foi um acontecimento que mudou a minha vida e a de milhões de outras para melhor” (Der Spiegel, 03/8). A verdade é, no entanto, outra, completamente oposta. Os trabalhadores da antiga Alemanha Oriental estão pagando um alto preço social com o fim do Estado operário: o “sonho” do consumo capitalista em troca do pleno emprego e de todas garantias sociais, como habitação, saúde e educação acessíveis a toda população. O "Muro" passou a simbolizar todo o ódio de classe da reação mundial ao "socialismo real", e desgraçadamente a esquerda revisionista do Trotskismo (LIT, UIT, PCO) também embarcou nesta "onda" ideológica afirmando que o Muro de Berlim significava a opressão contra a classe operária, ignorando que do outro lado do "Muro" se condensava a verdadeira exploração capitalista sobre o proletariado.

sábado, 11 de agosto de 2018

11 DE AGOSTO - DIA DOS ESTUDANTES: VIVA A ALIANÇA OPERÁRIO-ESTUDANTIL! FORÇA A JUVENTUDE BOLCHEVIQUE!


Publicamos abaixo o artigo “As tarefas da Juventude Revolucionária” elaborado por Lênin em 1903. Trata-se de uma contribuição teórica ao debate sobre a construção de uma autêntica juventude comunista proletária, no seio da disputa ideológica de setores da pequena-burguesia estudantil entre os revolucionários comunistas, socialdemocratas e as forças da reação burguesa. A Juventude Bolchevique (JB) vem aplicando as lições nos legadas por Lênin e faz da formação política e ideológica seu móvel de organização nas escolas, universidades, fábricas e na juventude camponesa. Nesse dia do estudante, 11 de agosto, quando as entidades estudantis (UBES e UNE) estão totalmente prostradas diante do circo eleitoral da democracia dos ricos, a JB convoca a vanguarda estudantil a cerrar fileiras na unidade revolucionária com o proletariado, como nos ensinou Lênin. Esse terreno é o "celeiro de quadros" para forjar um autêntico Partido Revolucionário que desafia, com a rebeldia da juventude e a força da classe operária, as instituições do regime político burguês!

AS TAREFAS DA JUVENTUDE REVOLUCIONÁRIA
Lênin - Setembro de 1903

A declaração da redação do jornal Student, publicada pela primeira vez, se não nos enganamos, no n.° 4 (28) da Osvobojdénie e recebida igualmente pelo Iskra, testemunha, em nossa opinião, um passo em frente dado nas concepções da redação depois da saída do n.° 1 do Student. O Sr. Struve não se enganou quando se apressou a declarar o seu desacordo com as opiniões expostas na declaração: estas opiniões, de fato, diferem radicalmente da corrente do oportunismo a que tão consequente e zelosamente se agarra o órgão liberal-burguês. Reconhecendo que «apenas um sentimento revolucionário não pode criar a unidade ideológica dos estudantes», que «para este objetivo é necessário um ideal socialista, que se apoie numa ou noutra concepção socialista do mundo», e além disso numa concepção do mundo «definida, integral», a redação do Student rompeu já no campo dos princípios com a indiferença ideológica e o oportunismo teórico, colocando numa base correcta a questão dos meios de revolucionar os estudantes.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

DIA DO BASTA: MAIS UMA FRAUDE DA BUROCRACIA SINDICAL CONTRA A MOBILIZAÇÃO REAL DOS TRABALHADORES. ORGANIZAR UMA VERDADEIRA GREVE GERAL PARA DERROTAR A OFENSIVA PATRONAL! 


A LBI participou no "Dia do Basta" em várias capitais do país, porém tendo pleno conhecimento que se tratava de mais uma fraude política contra a real mobilização dos trabalhadores. Das paralisações anunciadas pelas centrais sindicais, em particular a CUT, nada ocorreu... somente atos e poucas passeatas muito esvaziadas com um eixo totalmente voltado para o circo eleitoral. A burocracia sindical chegou inclusive a cancelar greves nacionais, como os correios e bancários que estão em plena campanha salarial e já tinham apontado em suas assembleias vontade de paralisar, no caso dos bancários ao menos por um dia, no próprio 10/08 como "advertência" pelo atendimento de sua pauta de reivindicações. Mas como o "centro das atenções" dos reformistas se volta para o cenário eleitoral, os arremedos de greves e paralisações, como este "Dia do Basta" servem apenas para desviar e "esfriar" a legítima vontade de luta e ação direta da classe trabalhadora. A vanguarda classista deve tomar em suas mãos a preparação e organização de greves e ocupações, sem depositar nenhuma ilusão nas direções corrompidas das centrais sindicais totalmente embriagadas com a farsa da democracia burguesa. Para derrotar a brutal ofensiva neoliberal em curso, no bojo do golpe palaciano, o proletariado necessita construir seus próprios instrumentos independentes de mobilização e luta!



quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A “GRANDE FAMÍLIA” DO AMAPÁ: PSOL “FALA MUITO” DO PT, MAS FECHA COLIGAÇÃO ELEITORAL COM A DIREITA GOLPISTA (PMN E PV) ALÉM DE APOIAR A REELEIÇÃO DO SENADOR RANDOLFE RODRIGUES DA REDE


O PSOL fez convenção conjunta com o PMN e o PV no último final de semana no Amapá. Homologou Wagner Gomes (PMN) como seu candidato ao Senado. Desta forma, o PSOL que defende o mesmo programa neodesenvolvimentista de Lula e Ciro apesar de muito criticar o PT por suas coligações com os partidos da ordem capitalista, colocou agora o pé na “grande família” das alianças burguesas via o estado ao Amapá, coligando-se formalmente com o PV e o PMN. Vale ressaltar que o PV acaba de indicar Eduardo Jorge como vice na chapa presidencial de Marina Silva. O PMN, que em 2014 apoiou Aécio Neves para presidente, agora vai lotear seu apoio aos diversos candidatos da direita nacional. O deputado estadual Paulo Lemos (PSOL), que concorre à reeleição, confirmou que a aliança não tem candidato ao governo, mas reiterou que também apoiará, em dobradinha com Wagner Gomes, a reeleição do senador Randolfe Rodrigues (REDE). “Oficializamos as nossas pré-candidaturas a deputado estadual, deputado federal e na majoritária vamos com o companheiro Wagner Gomes, do PMN para o senado. Por decisão pessoal, coerência e convicção, eu vou apoiar, em dobradinha, o Wagner Gomes e a reeleição do senador Randolfe” (Diário do Amapá, 04.08). Sobre o posicionamento dele ao governo, considerando que é aliado do prefeito Clécio Luís, que apoia Davi Alcolumbre (DEM), Paulo Lemos declarou “Nós priorizamos as proporcionais e não teremos candidatura a governador. Deixamos o partido na neutralidade para avaliar. Temos grande respeito e gratidão pelo companheiro Clécio, que hoje apoia Davi Alcolumbre (DEM) e vamos ver como vamos tratar isso” (Idem). Essa relação entre o PSOL e DEM, intermediada pela dupla Senador Randolfe e Prefeito Clécio vem de longe! Em 2012 Clécio, que era candidato a prefeito pelo PSOL, recebeu o apoio do DEM no segundo turno. Hoje, mesmo fora do PSOL, o prefeito controla o partido junto com Randolfe, tanto que o PSOL tem cargos chaves na prefeitura de Macapá e uma relação muito próxima com a US de Ivan Valente. Não por acaso, a convenção do PSOL conjunta com o PV e PMN, deliberou por não ter candidato ao governo estadual e apenas lançar um candidato ao Senado, obedecendo piamente as ordens de Randolfe e Ivan para na prática o PSOL chamar voto para a Rede ao Senado e para o governo “por debaixo dos panos” cabalar apoio para o postulante ao governador do DEM, o arqui-reacionário Davi Alcolumbre. Em meio as escandalosas alianças do PSOL com a direita golpista, a chamada “esquerda” do PSOL (CST, LSR) e o agrupamento Resistência (ex-MAIS) no máximo balbuciam para o público interno algumas críticas inofensivas! A CST em nota conjunta com a Resistência limita-se a reclamar que “Mais grave ainda é a possibilidade real de que o fato de não termos candidaturas ao governo do estado ou ao senado, tenha relação com acordos políticos com figuras ainda mais abjetas que estão em outras coligações...É lamentável que o PSOL esteja reproduzindo este tipo de prática da velha política” (site da CST, 06.08). Nada mais!!! Como denunciamos, o PSOL é uma legenda que só não coligou-se em mais estados com partidos burgueses pelo seu pequeno peso eleitoral, mas a aliança no Amapá é apenas o exemplo mais evidente do que vai ocorrer com o PSOL nos próximos anos, com o aval cúmplice o covarde de sua “esquerda”. Além do programa neodesenvolvimentista da candidatura Boulos ser um cópia da plataforma de Lula e Ciro, agora o PSOL entra formalmente no “seleto clube” dos partidos que integram a aliança com os partidos burgueses em 2108! Os caciques da podre política venal burguesa já comemoram: "PSOL...bem vindo ao clube!".

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

MRT LANÇA CANDIDATURAS PELO PSOL MAS TEM “VERGONHA” DE DECLARAR APOIO ELEITORAL A BOULOS


O MRT (ex-LER) acaba de anunciar o lançamento de candidaturas a deputados pelo PSOL. No artigo do Esquerda Diário (07.08) não há entretanto uma linha sequer declarando apoio eleitoral a candidatura presidencial de Guilherme Boulos. Esse agrupamento oportunista, “chutado” várias vezes pela direção do PSOL (não permitiu que o MRT integrasse o partido como corrente interna) está com vergonha de expressar uma posição política de apoio eleitoral a Boulos. Lembremos que o MRT acusa o dirigente do MTST de ter levado o PSOL a aderir publicamente a um programa frente populista e de colaboração de classes ao assinar um manifesto conjunto com o PT, PCdoB, PDT e PSB meses atrás. Não há dúvidas que a candidatura de Boulos é um “puxadinho do PT”. Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, acaba de declarar que “A esquerda e a centro esquerda terão três candidaturas relevantes: Lula (possivelmente substituído por Fernando Haddad), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL/PCB). São candidatos que expressam programas e avaliações da conjuntura distintas, mas que têm em comum o enfrentamento às medidas implementadas pelo governo golpista de Michel Temer” (06.08). Fica claro que o PSOL defende o mesmo programa neodesenvolvimentista de Lula e Ciro, inclusive via o Amapá colocou o pé na “grande família” das alianças burguesas, coligando-se formalmente com o PV e o PMN. Vale ressaltar que o PV acaba de indicar Eduardo Jorge como vice na chapa presidencial de Marina Silva. O PMN, que em 2014 apoiou Aécio Neves para presidente, agora vai lotear seu apoio aos diversos candidatos da direita nacional. Essa escandalosa política do PSOL não impediu que os militantes do MRT agora lançassem candidaturas pelo PSOL, que vão servir unicamente para ajudar Ivan Valente a se reeleger deputado federal, superando o coeficiente eleitoral elevado em São Paulo. O mesmo ocorre na esfera estadual. O MRT está no PSOL na condição de “filiação democrática”, pelo acordo vai fazer campanha para o partido nos municípios em que este lhe cedeu legenda. Raposas políticas como Ivan Valente e Marcelo Freixo aceitaram é claro ceder a legenda do partido ao MRT e a todo e qualquer grupo que esteja disposto a engrossar seus coeficientes eleitorais. Os votos captados pelo MRT vão engordar as principais candidaturas a deputados do PSOL em São Paulo, todas ligadas à sua direção nacional social-democrata. A filial do PTS no Brasil é mais um agrupamento a ceder as fortes pressões do chamado “caudal democrático”, seguindo a mesma trilha do seu partido-mãe fascinado com a eleição de deputados nacionais e provinciais no bojo da Frente de Esquerda (FIT). Apesar do discurso da ação direta das massas e da “proximidade da revolução” o que realmente vislumbram é a possibilidade de ocupar postos parlamentares em coligações políticas com partidos da ordem capitalista ou ganhar um “passaporte” para ingressar no PSOL. Trata-se de um completo oportunismo, uma trajetória recorrente do MRT que vive de “zigs-zags” políticos, como em 2016 que passou da defesa do “Fora Todos” junto com o PSTU para embriagados combatentes do “Golpe de Estado” ao lado do PT. Agora esses camaleões políticos por enquanto não anunciaram o voto em Boulos mas podem vir a fazê-lo em breve apesar da candidatura presidencial do PSOL ser um “puxadinho do PT” com um programa neodesenvolvimentista aos moldes da plataforma de Lula e Ciro. Não nos surpreenderia, vindo de um agrupamento que sempre adota as posições mais direitistas tentando dar um “verniz de esquerda” às suas capitulações. O fato é que sua “vergonha” em declarar apoio a Boulos tem uma razão evidente: o MRT não tem nenhuma coerência programática, em seu oportunismo vulgar vai de um vértice a outro, mas sempre se afasta das posições do genuíno Trotskismo para se adaptar a Frente Popular e a Socialdemocracia.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

PT TROCA DE "PLANO A" (LULA OU NADA!) PARA "PLANO B", COM HADDAD, MANUELA, PROS E PCO. E O QUE É PIOR COM UM PROGRAMA ELEITORAL NEOLIBERAL QUE DEFENDE ATÉ A RETOMADA DA MALFADADA "REFORMA DA PREVIDÊNCIA"


A cantilena de que o PT não aceitaria de forma alguma a impugnação da candidatura Lula, levando até as últimas consequências a denúncia da fraude eleitoral descarada, com a imposição do golpe parlamentar e a prisão política de sua principal liderança nacional, caiu por terra ontem na convenção nacional do partido. A direção do PT não só admitiu que irá legitimar o viciado processo eleitoral sem o nome de Lula na chapa presidencial, já de antemão anunciando o "Plano B", com Haddad na cabeça e Manuela (PCdoB) na vice, como apresentou na convenção do partido o futuro "Programa de governo", elaborado pelo ex-prefeito de São Paulo com um forte "tempero" neoliberal, defendendo inclusive a retomada da malfadada "Reforma da previdência". Além da chapa "Haddad e Manu," o PT anunciou a composição de sua coligação nacional, incluindo o esgoto do PROS (que em muitos estados apoia o fascista Bolsonaro) e o corrupto PCO, que até pouco jurava que eram "Lula ou nada"...mas agora o Sr. Pimenta é Haddad e sua plataforma de gestão estatal de "ajustes" como implementou na capital paulista. Em nome do "Acordão" selado com o PSB, o PT também apoiará os governadores "socialistas" de Pernambuco e Paraíba, rifando a candidatura da petista Marília Arraes ao governo do estado onde Lula tem o maior índice de apoio popular. Mas não para por aí, o PT também estará com o MDB de Temer para a disputa do governo Alagoas e coligado com o partido golpista em chapas proporcionais em vários estados, e para quem acha que é pouco no Ceará o governador petista Camilo Santana conta com o apoio até do DEM para sua reeleição. Por sua vez, o PCdoB que indicou Manuela como vice de Haddad fez várias alianças estaduais com a direita e os golpistas, a prova maior é a coligação que apoia a reeleição de Flávio Dino ao governo do Maranhão que conta com a participação da "nata" da reação burguesa como DEM, PP, PPS, PTB, PR, PRB, PEN, PTC, Solidariedade... Nesta altura do campeonato somente os muitos tolos ou corruptos como o PCO e suas "pulgas" podem acreditar que o PT poderia representar um instrumento político de "luta contra o golpe", a burocracia lulista marcha para referendar o golpe, apostando todas suas fichas de que disputará o segundo turno presidencial com o candidato Tucano, o "adversário de seus sonhos". O "picolé de chuchu" recebeu inclusive o apoio nacional do PR, partido controlado pela família do falecido José Alencar, que está "100% com o PT", segundo as próprias palavras do governador mineiro Fernando Pimentel, indicando que seria uma "contribuição" de Lula para viabilizar a candidatura do PSDB ao Planalto, antes  ameaçada de naufrágio pelo baixíssimo índice de Alckmin nas pesquisas. Nesta "grande família" da institucionalidade burguesa, todos estão "juntos e misturados" como demonstrou cabalmente as composições eleitorais nos estados da federação, somente o PSOL e PSTU não ingressaram neste "seleto clube", o primeiro por falta de musculatura eleitoral (o PSOL defende o mesmo programa neodesenvolvimentista de Lula e Ciro) e os Morenistas por razões ideológicas. Diante do mais novo estelionato político do PT (o primeiro foi a candidatura de Dilma em 2014), que prometia anteriormente não legitimar uma eleição com Lula na cadeia, convocamos todo o ativismo classista a levar à frente até as últimas consequências a denúncia do engodo eleitoral, que somente prepara o terreno para o aprofundamento do golpe e a ofensiva neoliberal contra as conquistas operárias e democráticas que ainda restam no marco deste regime de exceção. Pela ação direta das massas, com greves, ocupações, comitês de auto-defesa contra as milícias fascistas e vigorosa denúncia programática do circo eleitoral!

EM 06 DE AGOSTO DE 2001 MORRIA JORGE AMADO: O GRANDE ESCRITOR E “PERSONALIDADE” DO STALINISMO QUE RENEGOU O COMUNISMO CONVERTENDO-SE EM UMA PENA DÓCIL E BAJULADORA DA REACIONÁRIA OLIGARQUIA BAIANA 


Há 17 anos atrás morria Jorge Amado, em 06 de agosto de 2001. Quase todo militante da esquerda brasileira, em seu mais variado espectro político, já leu no mínimo algum livro da vasta obra literária do escritor baiano. Ele definitivamente desperta paixões e ódios... Até porque, enquanto esmiuçava os dramas das bárbaras desigualdades do Brasil e edificava na literatura “heróis revolucionários” como Luís Carlos Prestes, fazia aberta campanha em defesa dos expurgos stalinistas, atacando política e moralmente vários dirigentes que rompiam com as diretrizes centrais do PCUS. O exemplo mais célebre foi sua campanha contra Hermínio Sacchetta, dirigente do Comitê Regional do PCB de São Paulo na imperdível trilogia “Os Subterrâneos da Liberdade”. Na obra, Amado retratou Sacchetta na figura do renegado e traidor policial Abelardo Saquila, porque na vida real este era acusado no interior do partido de ter cometido o crime político de demonstrar alguma simpatia pelo “trotskismo”. Sacchetta acabou expulso do PCB com a ajuda da pena servil, eficiente e respeitada do escritor baiano. Jorge Amado morreu em 6 de agosto de 2001. Ele teve exibido há poucos anos na tela global uma nova adaptação (mal) inspirada em seu romance “Gabriela Cravo e Canela” e foi elevado pela mídia capitalista ao panteão de um dos mais importantes escritores brasileiros não “simplesmente” por suas inegáveis qualidades literárias. Ao contrário, recebeu esse prêmio justamente porque rompeu com o comunismo ainda em vida, usando todo seu prestígio para atacá-lo violentamente do ponto de vista político e ideológico. Com esse passaporte chegou a ser um dos maiores “apoiadores culturais” do coronel baiano ACM, homem forte da ditadura militar no estado, que consolidou ainda mais seu poder em plena “Nova República” de Sarney, figura asquerosa que parece mais uma cópia dos arquirreacionários políticos tradicionais tão denunciados nas magistrais obras do próprio Amado. Os “subterrâneos” da trajetória de Jorge Amado, que chegou a ser deputado federal pelo PCB em 1945, conformando a histórica bancada do “Partidão” ao lado de quadros como Marighella, Amazonas e Prestes, mas acabou nos braços da burguesia revelam a involução política e cultural de um homem que deixou de servir ao stalinismo para prestar seus serviços diretamente ao capital.

domingo, 5 de agosto de 2018

ATAQUE TERRORISTA CONTRA MADURO: A DIREITA FASCISTA FINANCIADA PELOS EUA TENTAM REEDITAR NA VENEZUELA O QUE PRETENDERAM POR MAIS DE TRINTA ANOS EM CUBA SEM O MENOR SUCESSO. OS MARXISTAS REVOLUCIONÁRIOS SE POSTAM INCONDICIONALMENTE AO LADO DO REGIME CHAVISTA CONTRA AS INVESTIDAS ASSASSINAS DO IMPERIALISMO IANQUE E SEUS ARÍETES LOCAIS! CONVOCAR A AÇÃO DIRETA DA CLASSE OPERÁRIA PARA DERROTAR A OFENSIVA FASCISTA EM TODO O CONTINENTE! DENUNCIAMOS COMO TRAIDORES DO PROLETARIADO O SETOR REVISIONISTA DA ESQUERDA (LIT&UIT) QUE APOIA O BLOCO OPOSITOR DA "REAÇÃO DEMOCRÁTICA" NA VENEZUELA, DIRETAMENTE LIGADO AO DEPARTAMENTO DE ESTADO DA "CASA BRANCA"



Um ataque terrorista contra o presidente Nicolas Maduro aconteceu na capital venezuelana nesta tarde deste sábado, 04/08. Segundo o ministro das Comunicações, Jorge Rodriquez, "dois artefatos voadores, tipo drone" foram usados no "ataque". Horas depois, em pronunciamento, Maduro disse: "Um objeto voador explodiu perto de mim. Uma grande explosão. Segundos depois, houve uma segunda explosão." Fotos que circulam nas redes sociais mostram seguranças protegendo Maduro com escudos à prova de bala, após o covarde atentado planejado por agentes da CIA em território venezuelano. Maduro informou que os "autores materiais do atentado foram capturados". "A investigação está muito avançada. Sem dúvida, lidamos com a situação em tempo recordo e se trata de um atentado para me matar", afirmou em um pronunciamento. Maduro acusou o governo colombiano e pessoas de dentro dos Estados Unidos de instigarem o que chamou de "atentado da direita", ele acrescentou "não ter dúvida" de que o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, está "por trás desse ataque". Enquanto isso a falange neofascista "Movimento Nacional Soldados de Camiseta" disse na sua conta no Twitter que foi o autor do atentado. Esse ataque terrorista não é um ato isolado, ocorre no lastro dos ataques de bandos fascistas a prédios públicos e em um momento em que o chavismo atravessa uma grave crise apesar da recente vitória eleitoral. Como se observa estão amadurecendo as condições políticas para um Golpe de Estado contra Maduro. Vale ressaltar que o setor revisionista da esquerda (LIT&UIT)  apoia o bloco opositor da "reação democrática" na Venezuela, diretamente ligado ao Departamento de Estado da Casa Branca. A LIT defende “Fora Maduro” e afirma que “A cada dia, mais e mais setores chegam à conclusão de que com este governo não há saída e que a Venezuela não tem futuro... Aumenta a cada dia aqueles que dizem Fora Maduro! O povo diz: “Maduro, vá embora já!”.” (Sitio LIT, 08.06).  Por sua vez a UIT apregoa “AS RUAS!! Pela saída de Maduro” (06.06), com os Morenistas fazendo claramente o jogo da reação burguesa, do fascismo e dos EUA. O quadro social, político e econômico reflete a investida do imperialismo e da direita golpista contra o governo Maduro. Frente a esta situação defendemos a unidade de ação militar com o “chavismo” para derrotar a reação burguesa pró-imperialista, forjando uma alternativa de direção revolucionária para os trabalhadores! Por esta razão reafirmamos que é preciso derrotar com os métodos de luta da classe operária a direita golpista sem capitular ao “chavismo” e seu projeto nacionalista burguês!  Os Marxistas Revolucionários não nutrem ilusões na capacidade revolucionária do Chavismo ultrapassar suas limitações históricas de um movimento radicalizado da burguesia nacionalista, combatemos na mesma trincheira antiimperialista porém somos conscientes de sua incapacidade programática de romper seus vínculos materiais com o capitalismo. Devemos acompanhar a própria experiência das massas e da vanguarda classista com o Chavismo, sem a cooptação das benesses estatais do regime e apontando sempre o caminho do enfrentamento revolucionário com a burguesia nativa e subordinada aos interesses do “grande Amo do Norte”. O fundamental é que o proletariado venezuelano possa construir sua própria independência de classe, erguendo no curso da luta política sua genuína bandeira socialista. O Chavismo como uma expressão radicalizada do nacionalismo burguês, historicamente é incapaz de levar adiante a tarefa de construção dos conselhos operários de poder, os Soviets. A tarefa prioritária da classe operária venezuelana nesta conjuntura de gestação da guerra civil, passa necessariamente pela construção do seu próprio poder estatal (com todas suas instituições embrionárias) para derrotar tanto a direita golpista como a iminente capitulação do Chavismo frente a reação! Cabe aos revolucionários defender a formação de conselhos operários para construir uma verdadeira república socialista na Venezuela, sobre o cadáver das instituições burguesas tendo como estratégia a vitória da Revolução Socialista e da Ditadura do Proletariado! O proletariado deve responder aos ataques terroristas e a reação fascista com uma demonstração de força em defesa da ampliação das conquistas sociais da classe operária e de repúdio aos golpistas, forjando no calor da batalha um programa genuinamente comunista de completa ruptura com o nacionalismo burguês. Devemos convocar a vanguarda classista para a ação direta, contemplando uma plataforma de ocupações de fábricas, nacionalizações de grupos econômicos sob o controle dos trabalhadores e socialização do latifúndio. A tarefa que se impõe nesta polarizada conjuntura, acompanhando a evolução política das massas, é a construção do partido operário revolucionário, única forma de combate consequente ao Estado capitalista, cabendo à vanguarda do proletariado adotar uma política de “estimular” as tendências de radicalização do setor popular e camponês do nacionalismo burguês para que se choque com os limites impostos pelo próprio Maduro e a direção do PSUV a frente do governo! Para os trabalhadores venezuelanos e latino-americanos, que acompanham o desenrolar dos últimos acontecimentos e buscam intervir de forma independente na crise venezuelana fica claro que é preciso preparar uma alternativa política dos explorados tanto ao chavismo decadente como à direita reacionária. Devemos chamar pela derrota da direita golpista com manifestações populares que expressem os métodos de luta e as reivindicações imediatas e históricas dos trabalhadores em unidade de ação com Maduro mas com total independência política!

sábado, 4 de agosto de 2018

PCO SE COLIGA NACIONALMENTE COM O PROS, A ESCÓRIA DA FISIOLOGIA BURGUESA NO PAÍS, PARA JUNTOS INTEGRAREM A FRENTE ELEITORAL COM O PT NAS ELEIÇÕES DE OUTUBRO: DEGENERAÇÃO DO SR.RUI PIMENTA NÃO TEM LIMITES IDEOLÓGICOS, NEM TEMOR DO PAPEL RIDÍCULO...


O PROS (Partido da Ordem Social), junto com o PCO, decidiu integrar formalmente a coligação nacional com o PT. Para quem não conhece o PROS, seria bom saber que trata-se da pior escória da política fisiológica burguesa deste país. São um partido criado em 2010 de inclinação semi-fascista, fazem parte da coligação do reacionário Ronaldo Caiado ao governo de Goiás, onde indicaram o vice do ex-dirigente da UDR. No Rio Grande do Sul, o PROS vai apoiar nome da coligação com DEM, PSL e o PP de Ana Amélia para o governo, ou seja, somente a corja golpista que vai se dividir entre Alckmin e Bolsonaro. O PROS, não fica só por aí, antes de "fechar" o acordo nacional com o PCO e PT, chegaram a discutir a possibilidade de apoiar neonazista Jair Bolsonaro do PSL, segundo o site do próprio partido:" Ao receber o representante do presidenciável Jair Bolsonaro, Onix Lorenzone: respeito ao convite para a composição na coligação nacional do PSL" (postado na home page do PROS,04/08/18). O PROS montou um balcão de negócios que foi do PT a Bolsonaro. Porém apesar do PROS, participar de várias chapas estaduais com o DEM, PSDB, MDB Etc.., parece que a "mala" do PT pesou mais forte...por sinal foi a mesma "mala" petista  que transformou o PCO em uma caricatura deformada de uma antiga organização que se reivindicava Trotskista e falava no passado em "independência de classe"...agora sob a batuta do Sr. Pimenta foram transformados em um esgoto podre da esquerda que se corrompeu ideologicamente e também materialmente com as "sobras" da Frente Popular.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

PSTU DENUNCIA QUE PSOL É UM APÊNDICE DO PT... MAS EMBARCA NA “FRENTE DE ESQUERDA” EM DEFESA DO “LULA LIVRE” EM RORAIMA: COM SEUS GIROS OPORTUNISTAS, DIREÇÃO MORENISTA DESMORALIZA MILITÂNCIA E PROVOCA NOVA CRISE POLÍTICA


O PSTU acaba de celebrar em Roraima uma "Frente de Esquerda" social-democrata com o PSOL e o PCB, partidos que estão integrados a campanha petista do “Lula Livre”. O PSTU inclusive indicou o dirigente nacional do partido, Lourival Gomes, para disputar o Senado Federal em uma prova de que aliança tem o aval da direção Morenista. Em 2012 vimos o PSTU fazendo todo o malabarismo necessário para justificar suas alianças com o PSOL, estivesse este partido coligado ou não com legendas burguesas quando isto lhe trouxe dividendos eleitorais, como na aliança com o PCdoB em Belém. Na época alertamos que na coligação do PSOL não estavam representadas as “sombras” da burguesia e sim os seus mais declarados representantes, a começar pelo próprio Edmilson, ex-prefeito, que era financiado por empreiteiras, empresas de ônibus e de limpeza urbana. Não por acaso, teve ao seu lado o PCdoB e Marina Silva, em uma típica frente popular de novo tipo nos mesmos moldes da montada pelo PT. Agora, o mesmo PSTU deseja posar de “ortodoxo e principista” mas não consegue sustentar sua política repleta de zig-zags oportunistas. A direção morenista “oficial” para negar esse brusco “giro” em sua política supostamente “ultra esquerdista” alega que o PSOL se tornou no último período um apêndice do PT. Entretanto, no 2º turno das eleições municipais do Rio de Janeiro de 2016, o PSTU apoiou a candidatura de Freixo, sustentada por uma “frente de centro-esquerda” burguesa formada pelo PSOL, PT, PCdoB, PSB e Rede! O certo é que os Morenistas estão completamente despreparados para travarem um debate político-programático consistente com seus ex-camaradas da Resistência-PSOL, pela simples razão de que também estão corroídos pelo “cupim” da democracia burguesa e seu regime de benesses sindicais e corporativas, apesar de ainda proclamarem formalmente a vigência do partido Leninista. O “giro esquerdista” empírico do PSTU não esteve lastreado em um programa de ruptura com sua linha socialdemocrata de “esquerda”. O PSTU vai se desmoralizando a passos largos e agora será um alvo ainda mais frágil aos ataques da Resistência-PSOL. Definitivamente 2018 será um marco para a política de quebra do PSTU, esta organização sofrerá novos rachas diante do seu isolamento político-eleitoral e de sua fragilidade ideológica. O PSTU atualmente critica timidamente a “Resistência” pela sua integração ao PSOL, porém sem o menor rigor marxista. A pressão nestas eleições de 2018, onde o PSTU vem sendo extremamente tencionado pelo PSOL a dar seus votos para garantir o coeficiente eleitoral dos candidatos psolistas em nome da conformação da “Frente de Esquerda”, a exemplo de Roraima, uma fórmula socialdemocrata lançada originalmente pelo próprio PSTU, vai aprofundar ainda mais a crise da seção da LIT no Brasil, que deve sofrer novos rachas e defecções.Os Marxistas Revolucionários entendem a importância do estabelecimento de frentes e alianças no interior do campo da esquerda, focadas na organização do proletariado para impulsionar seu combate de classe. Esta política nada tem a ver com formação de frentes eleitoreiras com partidos sociais democratas. Por esta razão, a LBI concentra nossos modestos esforços militantes na convocação de uma frente de outro tipo, comunista e revolucionária, com o objetivo centrado na denúncia radical da farsa eleitoral destas eleições que represente o contraponto da fraude institucional montada pelo Estado capitalista, com o aval do conjunto da esquerda reformista ávida para ingressar no parlamento burguês.
AMEAÇADO DE IMPLODIR, PACTO PODRE CELEBRADO PELO PT COM O SICÁRIO SIQUEIRA, INTERVÉM NO DIRETÓRIO ESTADUAL DO PSB E TAMBÉM AGORA AVANÇA PARA UM ACORDO COM O MDB EM MINAS. MARÍLIA ARRAES SE REBELA EM PERNAMBUCO PARA MANTER SUA CANDIDATURA AO GOVERNO CONTRA A VONTADE DE LULA


Prestes a implodir, o pacto podre celebrado entre a direção nacional do PT e o sicário Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB (com a devida chancela do governador de Pernambuco Paulo Câmara), segue a trilha de intervenções em diretórios regionais "rebelados", tanto do PSB como também do PT. Para conseguir a "neutralidade" nacional do PSB, na corrida eleitoral ao Planalto, Lula autorizou a executiva do PT a sacrificar a candidatura ao governo de Pernambuco da vereadora Marília Arraes (na dianteira em todas as pesquisas) e receber em troca a "decapitação" do candidato do PSB ao governo mineiro, Marcio Lacerda (com pouquíssimas chances de vitória). O grande beneficiado deste "acordão", não seria o próprio Lula, já que o PSB não integrará a chapa presidencial petista, mas sim os governadores Câmara (PSB) e Pimentel (PT), que teriam o caminho "limpo" para buscar uma reeleição mais "tranquila". Registre-se o fato que em ambos os acordos estaduais existe também o "dedo" do MDB, que integra a chapa de Câmara em Pernambuco com a candidatura ao senado de Jarbas Vasconcelos ao lado do petista Humberto Cunha. Em Minas o presidente nacional do MDB, o escroque senador Jucá, interveio no diretório regional para tentar forçar seu partido a compor a chapa com o PT, indicando um parceiro seu para a lista encabeçada por Dilma ao Senado. O anúncio do "pacto", anunciado pela grande mídia "murdochiana" como uma manobra do PT para esvaziar a candidatura do oligarca Ciro Gomes que "alugou" o PDT para sua empreitada eleitoral, sofreu forte resistência pelos flancos de "esquerda e direita" em ambos campos partidários. No interior do PT, as alas direitistas que eram simpáticas a um acordo com Ciro, em um provável segundo turno, reclamaram da "agressividade" contra o neopedetista, nomes de peso como o jornalista Ricardo Kostcho, chegaram a anunciar que não mais seguiriam o PT depois deste "espúrio acordão". Ciro Gomes a "raposa" mais bem preparada da política burguesa na atualidade (vem sofrendo "rasteiras" pesadas, primeiro a do "Centrão" e agora o "drible" do PT por dentro de suas pernas), costurou uma coligação estadual no Ceará a imagem e semelhança da antiga base aliada de sustentação dos governos petistas...só que não conseguiu reproduzi-la em âmbito nacional, ficou órfão da "direita e da esquerda" e sua candidatura marcha agora para a agonia final, a menos que haja uma decidida intervenção das "forças ocultas do mercado" para reverter seu isolamento. No pântano do PT, Marília Arraes organiza uma verdadeira revolta contra os caciques lulistas, conseguiu ganhar por ampla maioria a convenção estadual do partido ocorrida após o anúncio do pacto com o PSB, e promete levar sua candidatura ao Palácio das Princesas até as "últimas consequências", leia-se o desgaste total da vendida burocracia petista junto ao ativismo de esquerda. Na arena interna do PSB, embora Siqueira e a viúva de Eduardo Campos controlem com mão de ferro o "cartório partidário", diretórios inteiros declararam "guerra total" ao Pacto, além de Minas, estados como BSB, SP, RJ e RGS são completamente avessos a qualquer aproximação com o PT, pretendem seguir fiéis a nova linha do partido como apêndice auxiliar da velha direita neoliberal tucana, que organizou o golpe parlamentar contra o governo da Frente Popular, anteriormente também integrada pelo PSB. Ainda é prematuro para afirmar se o "pacto da vergonha" vingará ou não, é óbvio que sua celebração não agradou nem um pouco a famiglia Marinho, que joga no time da liquidação total do PT. Algumas convenções estaduais partidárias ocorrerão neste final de semana em paralelo com as nacionais e tudo pode acontecer, ou permanecer como está...A única certeza é que estamos assistindo "composições políticas se formando e desfazendo" dentro da dinâmica de uma mesma lógica: a manutenção do regime burguês vigente! PT, PSB, PSDB, PMDB, PCdoB, PDT, DEM, PR, PP etc..são parte de uma mesma família e "trocam figurinhas" no mesmo álbum do Estado capitalista. Fora da "grande família" restou o PSOL, que comparte do mesmo programa de colaboração de classes do PT, mas que ainda não acumulou força eleitoral suficiente para gerenciar uma parcela do Estado, mas é só uma questão de tempo e assim como seu irmão ideológico, o Syriza grego, quando assumir o "comitê dos negócios" da burguesia, como se referia o velho Marx para definir o Estado burguês, sua máscara de "socialismo puritano" cairá definitivamente.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

COMO PROGNOSTICOU A LBI EM 2014: ALCKMIN FOI “UNGIDO” PELA BURGUESIA PARA COMANDAR A NOVA ETAPA DE RECRUDESCIMENTO DO REGIME E LIQUIDAÇÃO DAS PARCAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS


Com a aproximação do circo eleitoral da democracia dos ricos, sendo escolhidos os candidatos a Presidente da República e com a manutenção da prisão arbitrária de Lula, ficou evidente que a burguesia “ungiu” seu candidato preferencial para assumir o Planalto a partir de 2019: o tucano Alckmin. O BLOG da LBI há mais de 4 anos, como fica claro no artigo que reproduzimos abaixo, já prognosticava esse desenlace político, caracterizando naquele momento o início do esgotamento do “ciclo de poder” da Frente Popular e a necessidade do grande capital ter na próxima etapa na gerência de seus negócios a nível do governo central um homem com experiência na gestão capitalista e histórico de enfrentamento com o movimento de massas. Alckmin é exatamente essa “simbiose” na medida que comandou um regime semifascista em São Paulo e irá embaçar na Presidência da República o recrudescimento do regime político na nova etapa que se abre, marcada pela perseguição a esquerda, a criminalização do movimento operário e eliminação das parcas liberdades democráticas em nosso país. Para os “ingênuos” no campo da “esquerda” que teimam em apresentar Bolsonaro como o único representante do fascismo no atual espectro da disputa presidencial, alertamos que o tucano da Opus Dei é de fato o nome escolhido pelo imperialismo para desatar a ofensiva reacionária contra o movimento de massas, um homem da inteira confiança do staff burguês e totalmente sob o controle da Famiglia Marinho (Rede Globo) que tem em suas mãos todos os escândalos envolvendo o governador tucano em São Paulo. O mais grave é que em um possível (apesar de improvável) segundo turno entre Alckmin e Bolsonaro, setores da “esquerda” já indicam que vão “liberar” seus eleitores para em nome de derrotar o “perigo fascista” representado por Bolsonaro votarem em Alckmin, quando na verdade o homem que solidamente expressa as tendências nazis em nosso país e tem a confiança da Casa Branca é justamente o tucano fascistoide. Reafirmamos que o combate aos bandos fascistas e seus agentes políticos (Alckmin e Bolsonaro) se faz através da luta direta e revolucionária do proletariado e não alimentando ilusões na disputa do circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos.

SÃO PAULO SOB A ÉGIDE DE UM REGIME SEMIFASCISTA: PRENÚNCIO DO QUE A BURGUESIA PROJETA COM ALCKMIN NO PLANALTO EM 2018!
(BLOG DA LBI, ARTIGO HISTÓRICO, 30 DE JUNHO DE 2014)

Tortura, prisão ilegal, perseguição política... Todos os ingredientes de um regime semifascista estão plenamente vigentes em São Paulo, estado governado pelo tucano Geraldo Alckmin, membro da arqui-reacionária Opus Dei e um dos principais políticos burgueses que vem ganhando espaço como modelo de “mão dura” contra o movimento de massas. A prisão absolutamente arbitrária do ativista e servidor da USP, Fábio Hideki Harano, no último dia 23 durante manifestação contra a Copa precedida da tortura pela PM do estudante Murilo Magalhães, militante do PSTU no ato em solidariedade a greve dos Metroviários, demonstra que estamos vivendo um claro processo de recrudescimento do regime político em São Paulo que atenta diretamente contra as mais elementares liberdades democráticas dos trabalhadores. Esse quadro não ocorre por acaso. O descontentamento social expresso através das “Jornadas de Junho” em 2013 a partir das manifestações convocadas pelo MPL contra o aumento da tarifa de ônibus colocou em pauta a ação direta contra os ataques da burguesia as condições de vida dos explorados depois de anos de “calmaria” social.  Neste período de relativa estabilidade, a “democracia” burguesa manteve seu predomínio já que o movimento de massas não saiu à luta. Agora em 2014, quando se esboçou o início de um ascenso grevista de importantes categorias (muitas vezes por fora do controle de suas direções sindicais tradicionais), a burguesia acendeu a “luz vermelha” para derrotar exemplarmente as mais radicalizadas expressões de luta da classe. A demissão de 42 metroviários pelo fascistóide tucano demonstrou que esta é a resposta que a classe dominante espera de seus governos em um período de agudização dos enfrentamentos de classe. Neste sentido, quando se encerrar o ciclo de poder da frente popular com a reeleição da “gerentona petista” agora em 2014, um governo burguês de corte bem mais reacionário, comandado por Alckmin, deve ascender como alternativa da direita para romper o pacto social implícito mantido pelo PT, sendo o atual quadro paulista o prenúncio do que a burguesia projeta com Alckmin no Planalto em 2018!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

LEIA A EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 328, AGOSTO/2018


EDITORIAL: 1938/2018 - VIVA OS 80 ANOS DA FUNDAÇÃO DA IV INTERNACIONAL!

No ano de 1938, na pequena cidade de Périgny, França, realizou-se o Congresso de Fundação da IV Internacional. Leon Trotsky (que viria a ser assassinado no mês agosto de 1940, pelo agente stalinista infiltrado Ramón Mercader), impedido de estar presente na conferência de fundação, o dirigente Bolchevique enviou uma saudação em forma de mensagem gravada. Antes disso, décadas se passaram de amadurecimento da cisão política no interior do movimento revolucionário internacional. As duras polêmicas entre Trotsky e Stalin, representavam no fundo posições de classes sociais antagônicas, e remontam os anos 23/24, quando a tese Marxista (até então majoritária entre os Bolcheviques, e vigorosamente defendida por Lenin e Trostky) da necessidade da continuidade da revolução proletária no plano internacional para o triunfo da Revolução Russa, começa a perder espaço para a doutrina reacionária da possibilidade de construir o “socialismo em um só país”. Diante do refluxo do movimento revolucionário internacional após a derrota da Revolução Alemã de 1919, essa palavra de ordem, defendida por Stalin, gradativamente ganha espaço entre a burocracia do Partido Comunista russo e também no próprio Movimento Comunista Internacional. Trotsky, intransigente em seu programa do internacionalismo proletário, organiza com seus partidário, em 1923, a Oposição de Esquerda, que se opunha a nascente burocracia soviética,uma casta parasitária das relações de produção semi-socialistas vigentes na URSS, analisando como produto de suas bases materiais o atraso econômico e a pobreza ainda predominante na Rússia. Menos de dez anos depois, os chamados Trotskistas são expulsos da III Internacional (Comintern), já dominada pelos partidários da burocracia Stalinista. Trotsky apesar do extremo isolamento político não vacila em fundar uma nova Internacional da classe operária, e apesar de reunir menos de 30 delegados, o congresso de Périgny lança a IV Internacional com a sólida base do Programa de Transição. Apesar dos céticos e "aparatistas" duvidarem da sobrevivência da IV, em função de suas reduzidíssimas forças militantes (cerca de 50 Quadros políticos contra mais de 50 mil dirigentes Stalinistas), a frágil Internacional se estendeu até os dias de hoje, na forma de seu legado revolucionário. Os anos anteriores de divergências políticas entre Lenin e Trotsky não impediram o dirigente maior da URSS de reconhecer, em suas últimas palavras aos bolcheviques o papel extraordinário do "Velho Leon": “O camarada Stálin, tendo chegado ao Secretariado Geral, tem concentrado em suas mãos um poder enorme, e não estou seguro que sempre irá utilizá-lo com suficiente prudência. Por outro lado, o camarada Trotsky, segundo demonstra sua luta contra o CC em razão do problema do Comissariado do Povo de Vias de Comunicação, não se distingue apenas por sua grande capacidade. Pessoalmente, embora seja o homem mais capaz do atual CC, está demasiado ensoberbecido e atraído pelo aspecto puramente administrativo dos assuntos.” (Testamento de Lenin/ janeiro de 1923).

terça-feira, 31 de julho de 2018

PSTU “EMPATIZA” COM BOLSONARO NO RODA VIVA: COMO NA LÍBIA, SÍRIA E NICARÁGUA, PARA O MORENISMO A OFENSIVA FASCISTA REPRESENTA UM FENÔNEMO “PROGRESSIVO” 


Não para de pulular nas redes sociais “comentários” dos mais diversos no espectro da “esquerda” sobre o Roda Viva com o fascista Bolsonaro. No âmbito do PSTU, quem se pronunciou foi Diego Cruz, membro do conselho de redação do Jornal Opinião Socialista e um dos principais dirigentes do partido. Segundo ele “O que lhe confere força é a construção de sua imagem como alguém 'contra tudo o que está aí '. Ele capta o sentimento difuso antissistema, que pela lógica seria da esquerda. Mas onde está a esquerda? Fazendo greve de fome por Lula livre. Abraçada na alça do caixão do PT. Os 20% de Bolsonaro é reflexo disso. Esse fenômeno revela bem mais sobre a esquerda do que a consciência da população”. Vejam com seus próprios olhos, o porta-voz do PSTU caracteriza Bolsonaro como um candidato “antisistema”, ou seja, o representante do fascismo expressaria um fenômeno progressivo no espectro eleitoral, “contra tudo o que está aí”. Segundo ele, o eleitorado fascista de Bolsonaro seria uma base política a ser disputada pela “esquerda”, não haveria grandes problemas em sua “consciência”. Tanto que Diego Cruz lamenta que a “esquerda” se encontra presa, de mãos dadas, ao reformismo lulista e não se aproximando da base de Bolsonaro para capitalizar o “sentimento difuso” de rebeldia do eleitorado fascista! Por essa lógica absurda pode-se fazer inclusive unidade de ação com essa direita reacionária contra a esquerda socialdemocrata como o PT, principalmente quando esta última encontra-se no governo. Desta forma o PSTU apresenta Bolsonaro como um possível aliado no campo da ação contra a Frente Popular, seguindo a linha que a LIT adotou na Líbia, Síria e mais recentemente na Nicarágua, quando se aliou com os grupos patrocinados pelo imperialismo sob o pretexto de que o governo de Daniel Ortega era uma ditatura! A posição do PSTU diante de Bolsonaro revela que esse partido chegou ao cúmulo da adaptação a reação burguesa, só perde para seus aliados da Transição Socialista (ex-Negação da Negação) que já convocou até mesmo atos conjuntos com os fascistas do MBL para exigir a prisão de Lula, saudando a ação da PF e do Juiz Moro. Definitivamente é o PSTU que está segurando a mão do fascismo no Brasil e no mundo afora, já aos genuínos revolucionários trotskistas cabem lutar para enterrar, colocar no caixão da história, esse fenômeno político social contrarrevolucionário através da luta direta do proletariado!