segunda-feira, 29 de setembro de 2014


Dilma, Marina e Aécio se unem contra o “direito ao aborto” no circo eleitoral. Luta contra a criminalização e pelo atendimento público para a mulher trabalhadora é um combate de classe e não de gênero, como advogam os reformistas do PSOL e PSTU!

Neste 28 de setembro foi celebrado o dia latino-americano e caribenho de luta pela legalização do aborto. É sintomático que esta data ocorra em meio a disputa das eleições presidenciais brasileira e os principais candidatos burgueses (Dilma, Marina e Aécio), ladeados pelos representantes do partidos nanicos reacionários se perfilem contra o “direito ao aborto” enquanto Luciana Genro (PSOL) e os demais candidatos da “esquerda” (PSTU, PCO e PCB) colocam esta questão como um simples “luta de gênero”. O mais grave é que este “debate” é traficado no circo eleitoral de forma totalmente marginal enquanto os noticiários de TV anunciaram que mais duas trabalhadoras morreram ao tentar fazer aborto sem as mais elementares condições higiênicas. Nessa empreitada, a reação burguesa conta com o apoio de Heloísa Helena, cristã e devota da Virgem Maria e representante do REDE de Marina Silva, que é ícone da cruzada burguesa reacionária contra os direitos democráticos das mulheres exercerem sua maternidade como e quando lhes convier, sem qualquer interferência do Estado. O mais escandaloso é que mesmo com todas suas posições aberrantes e sua aliança com Marina Silva, Heloísa foi chamada pelo PSTU para compor uma “frente classista” como candidata Senadora em Maceió! Enquanto a justiça burguesa e a Igreja Católica se unem ao governo da frente popular para defender a criminalização do aborto, as mulheres trabalhadoras sofrem com o desamparo à saúde pública, pelas perseguições do moralismo cristão-burguês do Estado capitalista que introduz a polícia na vida íntima da mulher, forçando-lhe, sob pena de prisão, a conhecer os “prazeres da maternidade”. Nega-se às mulheres trabalhadoras o direito democrático de disporem do seu corpo e de sua liberdade sexual, controlada pela família e Estado burguês.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014


A farsa da Cúpula da ONU sobre o Clima: Lutar contra a “destruição do planeta” ou para sepultar o capitalismo que destrói a humanidade?

Nesta semana ocorreu a Cúpula Mundial sobre o Clima da ONU em Nova York. Cinicamente os porta-vozes dos governos das grandes potências capitalistas, a começar por Obama, discursaram em “defesa do planeta” e pelo estabelecimento de acordos globais para a redução de emissão de gás carbônico e da preservação das florestas, em uma suposta “cruzada” contra o chamado “aquecimento global”. Com a maior cara de pau culpam a China pelo aumento da temperatura climática do mundo para encobrir que os monopólios imperialistas são os principais responsáveis pela destruição das forças produtivas, a começar pela principal delas: o homem e suas condições de vida. Além disso, o plano da ONU para “zerar o desmatamento” foi montado por ONGs em parceria com governos das metrópoles centrais que visam colocar as florestas, reservas minerais e aquáticas das semicolônias sobre o controle de um “consórcio global” que fere as soberanias formais das nações atrasadas, como o Brasil. Enquanto barbarizam países inteiros como a Líbia ou o Iraque para controlar petróleo, água e urânio in natura, infectam a África com o vírus Ebola para incrementar os lucros da indústria farmacêutica ou para testes bacteriológicos de armas de guerra, dizimando populações nativas, os representantes do capital fazem demagogia “em defesa da natureza”. Contra esta farsa, os marxistas revolucionários denunciam a impossibilidade de haver qualquer preservação da própria espécie humana assim como do meio-ambiente, das florestas e das fontes aquáticas sob o tacão dos grandes monopólios transnacionais, já que o capitalismo leva a humanidade à barbárie e às guerras de espoliação impondo fome, miséria e desemprego. Ao mesmo tempo, desmascaramos os charlatões que através do chamado “ecossocialismo” não fazem mais que reforçar a tese revisionista de que o proletariado está superado como direção política da revolução socialista apresentando as “novas vanguardas” (verdes, luta de gênero) como eixo principal da “utopia” de uma “economia sustentável”. Eles “esquecem” que o conceito de forças produtivas elaborado por Marx, engloba fundamentalmente a força de trabalho, ou em outras palavras, o proletariado, a força produtiva principal. Em uma sociedade que condena a maioria da população, inclusive nos países imperialistas, à miséria absoluta as forças produtivas efetivamente deixaram de crescer e só podem voltar a fazê-lo através da Revolução Proletária para garantir a existência da humanidade em harmonia com a Natureza em um futuro comunista.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014


Estabilidade nas pesquisas eleitorais: “Institutos” retratam o impasse da própria burguesia nacional

As últimas pesquisas eleitorais, pelo menos dos principais “institutos”, permaneceram quase estáticas às vésperas da votação nacional marcada para o próximo 05 de outubro. Após a “avalanche” Marina que até ameaçou definir a eleição a seu favor já no primeiro turno, o quadro político se estabilizou, praticamente definindo um segundo turno muito “apertado” entre o PT e o PSB. Também ocorreu uma recuperação “honrosa” do candidato Tucano Aécio, que ameaçava desabar e junto implodir o próprio PSDB. A tendência hegemônica do momento aponta para pequena diferença entre o segundo e terceiro colocados, garantindo Dilma como vencedora do primeiro turno, o que significa a priori uma enorme vantagem para o PT, já que desde 1989 todos os candidatos que triunfaram na primeira volta asseguraram sua vaga definitiva no Planalto. Porém, a estabilidade das pesquisas fraudadas, que marotamente traficam qualquer resultado pelas elásticas “margens de erro”, reflete uma situação de equilíbrio de forças no campo da própria burguesia nacional. As três principais candidaturas burguesas, PT, PSB e PSDB, repartem quase na mesma proporção das pesquisas o apoio político obtido entre as classes dominantes do país. Como neste regime político vigente os “principais eleitores” são na verdade as oligarquias capitalistas, seja através do financiamento de campanha ou mesmo pelo peso político regional que detém, estas eleições serão definidas não pelo voto popular, mas por uma combinação de fatores inerentes ao processo de acumulação privada de capital. Os rentistas e o setor financeiro se queixam do “intervencionismo” estatal do PT, o agronegócio receia as ligações de Marina com os produtores rurais ianques e a burguesia industrial não confia na capacidade dos Tucanos conterem o movimento operário. No impasse político tupiniquim a última palavra pode mesmo ser dada pelo imperialismo, que sinalizou com a necessidade de por um fim ao ciclo histórico dos governos da Frente Popular, diante do esgotamento econômico do “milagre petista”. Por outro lado, a esquerda revisionista agora começa a lamentar sua fragmentação nacional nestas eleições, posto que percebeu que todos os seus votos somados não alcançarão a marca de um por cento na corrida presidencial. Desde os grupos mais “radicais” como o MNN passando pelo PCO até chegar ao neorreformista PCB, reafirmam a necessidade de se reconstruir a Frente de Esquerda, ainda que permaneçam defendendo um programa que legitima a farsa da democracia dos ricos. O PSTU, por exemplo, maior organização revisionista no movimento sindical, sequer disputa com chances de eleição uma única cadeira no parlamento, admitindo até coligar com o PSB/REDE, como foi o caso concreto em Alagoas. Mas, diante da profunda polarização interburguesa que se avizinha entre o PT e PSB no segundo turno, os Marxistas Revolucionários não podem ficar a reboque político da inércia da esquerda revisionista, é preciso colocar o movimento de massas em ação direta e na rota de choque frontal com este regime bastardo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014


Dia 30/09: Todos bancários em greve para derrotar os banqueiros e impor conquistas ao governo Dilma! Nossa luta não é palco para o circo eleitoral, nenhuma ilusão nas três candidaturas burguesas siamesas (PT, PSB, PSDB) e tampouco nos reformistas de plantão (PSOL, PSTU, PCB, PCO)!

A burocracia sindical da CUT/CTB presenteou os banqueiros e o governo Dilma com uma pauta rebaixada de reivindicações, cujo carro-chefe é um reajuste miserável de 12,5% (inflação mais 5% de “aumento real”). Diante da esmola oferecida pela Fenaban, na última rodada de negociação, dia 19/09, quando os banqueiros propuseram 7% de reajuste salarial, apenas 0,61% de “aumento real”, enquanto a inflação foi de 6,35% (INPC), e 7,5% para reajustar piso da categoria, representando um “aumento real ”de 1,08%, a CONTRAF fingiu-se de indignada e foi obrigada a convocar para o dia 30/09, a greve nacional dos bancários. Tal proposta é uma provocação diante da enorme lucratividade do capital financeiro que, só no primeiro semestre desse ano, os cinco maiores bancos do país (BB, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa) lucraram R$ 28,3 bilhões, crescimento de 16,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. Todo esse incremento é fruto da enorme exploração por que passam os bancários (demissões, extrapolação da jornada de trabalho, terceirizações, aumento de correspondentes bancários, assédio moral, metas estratosféricas, privatizações etc.) e a população (filas, cobrança de altas tarifas e taxas, venda casada, etc.), além, é claro, da própria política econômica do governo Dilma que favorece os rentistas, demonstrando que sua propaganda na TV apresentando só Marina Silva como aliada dos banqueiros é uma farsa própria da demagogia do circo eleitoral da democracia dos ricos.

terça-feira, 23 de setembro de 2014


No combate à democracia dos ricos, construir os Comitês Ativos pelo Voto Nulo!

Estamos, literalmente, às vésperas das eleições gerais de 5 de Outubro. As oscilações fraudulentas das pesquisas dos “institutos de opinião” montadas em parceria com a mídia venal refletem as manipulações que a burguesia faz da vontade popular para impor seus interesses políticos e econômicos no circo eleitoral da democracia dos ricos. Os últimos levantamentos, mantendo Dilma estabilizada na frente, reduzindo o crescimento de Marina Silva e inflando novamente Aécio Neves, refletem justamente o objetivo de levar a eleição para um segundo turno extremamente equilibrado, como a LBI caracterizou já no início de 2014. No returno, a “nova e velha direita” (PSB e PSDB) se unirão contra a frente popular comandada pelo PT em um contexto onde o Tucanato tenha um peso eleitoral minimamente respeitável para “negociar” a adesão à candidatura de Marina. Estariam com força unidos no “Todos contra Dilma”, incluindo nesta empreitada reacionária figuras sinistras como o facínora Joaquim Barbosa, executor do julgamento da farsa do “mensalão” no STF contra o PT, em um ambiente propício para os donos do capital arrancarem compromissos antipopulares dos dois lados da contenda. O “escândalo” fabricado pela Revista Veja em torno dos desvios milionários na Petrobras pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa (que vinha operando desde FHC) está em compasso de espera, aguardando apenas o momento certo para haver a “quebra do sigilo” sob os holofotes da mídia “murdochiana” no segundo turno. Este “banho-maria” demonstra que tem muito “jogo para ser jogado” neste campeonato onde os candidatos a gerentes burgueses se esmeram para se credenciarem como os melhores operadores dos negócios da classe dominante a frente de seu Estado. Este é o verdadeiro sentido da disputa bilionária que vemos nas eleições presidenciais e nos estados da federação, onde os interesses dos trabalhadores serão duramente atacados “ganhe quem ganhe” ao final do embate, como a própria Dilma declarou na entrevista ao Bom Dia Brasil (Rede Globo) desta semana, dizendo que caso eleita irá reduzir os subsídios para garantir emprego e os gastos públicos com investimentos como exigem os rentistas e o imperialismo ianque, fazendo de sua contenda com Marina e Aécio apenas lances da demagogia eleitoral própria do “jogo” da enganação contra o povo explorado.

sábado, 20 de setembro de 2014

Leia a mais recente edição do Jornal Luta Operária nº 285, 2ª Quinzena de Setembro/2014



EDITORIAL
No combate à democracia dos ricos, construir os Comitês Ativos pelo Voto Nulo!


“NOVA POLÍTICA” DA DIREITA
Porque a candidatura Marina é a que melhor representa e galvaniza politicamente o espírito das “Jornadas de Junho”


OS TRÊS PICARETAS QUE ROMPERAM COM O MARXISMO
Marina é orientada pela escória do antigo PRC na “tática” da vitimização para ocultar seus vínculos com o imperialismo


A FRAUDE DOS “INSTITUTOS” DE PESQUISA...
Em movimento inverso, IBOPE agora infla candidatura Dilma para mantê-la “viva” no segundo turno


PETROBRAS NO CENTRO DA DISPUTA PRESIDENCIAL
Afinal o “pré-sal” é uma bandeira nacionalista que Marina quer desprezar?


NOVA PUBLICAÇÃO DA LBI
Livraria Antonio Gramsci (RJ), sob a direção do intelectual orgânico Vito Giannotti, agenda debate/lançamento do livro “Operação embuste Marina”


GRITO DOS EXCLUÍDOS - RIO DE JANEIRO
Um “07 de Setembro” às vésperas do circo eleitoral exigindo Liberdade Política!


PLEBISCITO POPULAR POR UMA CONSTITUINTE EXCLUSIVA
Uma manobra distracionista que se opõe à luta direta contra o decadente regime burguês


OBAMA ANUNCIA PLANO DE GUERRA CONTRA O EI NO IRAQUE
Mais uma vez os revisionistas do marxismo se aliam ao imperialismo ianque contra os “bárbaros fundamentalistas islâmicos”


O OUTRO 11 DE SETEMBRO
A “via pacífica para o socialismo” pavimentou o caminho para o golpe pró-imperialista do chacal Pinochet


HÁ TREZE ANOS DO 11 DE SETEMBRO
Imperialismo Ianque prova novamente do seu próprio veneno
(Exclusivo para a internet)


DIANTE DAS AMEAÇAS DE BOMBARDEIOS A SÍRIA
Reafirmamos a frente única em defesa do regime Assad assim como não assinamos um “cheque em branco” para Obama atacar o EI


REFERENDO NA ESCÓCIA
Não está representada neste “jogo” institucional uma alternativa que sirva para avançar na luta pelo socialismo e a revolução proletária!


LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA


sexta-feira, 19 de setembro de 2014


Diante das ameaças de bombardeios a Síria: Reafirmamos a frente única em defesa do regime Assad assim como não assinamos um “cheque em branco” para Obama atacar o EI

Na noite desta quinta-feira, 18 de setembro, o Senado ianque aprovou verbas bilionárias para treinar e equipar os “rebeldes” sírios. Na sequencia Obama anunciou que em breve irá bombardear os jihadistas do Estado Islâmico (EI) no país. As medidas foram apresentadas como parte do plano da Casa Branca para barrar o avanço do EI na Síria e no Iraque, mas centralmente também estão voltadas para combater o governo Assad. O EI foi anteriormente armado pela CIA para desestabilizar o governo sírio seguindo o mesmo script macabro imposto na Líbia de Kadaffi. Entretanto, os “fanáticos” jihadistas islâmicos foram derrotados em sua “missão” pelo exército nacional da Síria, que conta com amplo apoio popular. Frente ao revés imposto na Síria, o EI acabou recuando para o Iraque e voltando suas forças contra o debilitado e impopular governo títere do imperialismo no Iraque. Trata-se de em um típico exemplo de quando o “feitiço se volta contra o mestre” devido às contradições vivas da luta de classes, que acabaram por colocar o EI em choque aberto com a marionete imposta em Bagdá pelos EUA. Esta realidade criou um impasse na Casa Branca. Obama perdeu o controle sobre o EI e ainda viu o fortalecimento do governo Assad no último ano. Diante desta nova realidade, o Pentágono voltou a bombardear o EI no Iraque no mês de agosto e anunciou que iria agir da mesma forma também na Síria nos próximos dias. Também reafirmou que iria armar outros grupos “rebeldes moderados” para fustigar o governo Assad e paralelamente deter o avanço dos jihadistas. Este é o centro do “plano de guerra contra o EI” anunciado por Obama nas celebrações dos 13 anos do “11 de Setembro”. Diante da realidade de um conflito multifacetário, a posição dos Marxistas-Revolucionários é rechaçar o bombardeio imperialista ao território da Síria, não assinando nenhum “cheque em branco” para Obama atacar o EI. Ao denunciar a agressão imperialista, no campo militar os trotskistas reafirmam a frente única com o exército nacional comandado por Bashar Al-Assad contra os “rebeldes” armados e financiados pela Casa Branca. Os Comunistas Proletários militam nestas trincheiras de combate com total independência política e militar das direções burguesas e nacionalistas para forjar uma alternativa revolucionária de poder dos trabalhadores, guiados por um programa internacionalista!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014


Porque a candidatura Marina é
a que melhor representa e galvaniza politicamente o espírito das “Jornadas
de Junho”

O conjunto da esquerda revisionista, PSOL, PSTU, LER, PCO e até mesmo o neorreformista PCB, estabeleceu um verdadeiro fetiche político acerca dos acontecimentos que se notabilizaram como as históricas “Jornadas de Junho” de 2013. Para estes setores a intensa mobilização das “ruas” foi o fato político mais importante da história do país, pelo menos segundo a ótica da chamada “esquerda socialista”. O “espírito” de Junho passou a guiar programaticamente as ações do bloco revisionista ao ponto de “sonharem” com sua repetição em 2014 (o ano da Copa e eleições no Brasil), o que obviamente não ocorreu, e também com uma imensa “enxurrada” de votos em seus candidatos “herdeiros de Junho”, um delírio oportunista que está às vésperas de se tornar um grande pesadelo. Porém, a candidatura reacionária e direitista de Marina Silva, que nada tem a ver com a plataforma da esquerda revisionista, foi quem capitalizou integralmente o sentimento de oposição da classe média urbana, se projetando como a alternativa eleitoral das “Jornadas de Junho” contra o fadigado governo do PT. A conclusão política é evidente, o fenômeno social das “Jornadas” nem de longe expressava um conteúdo revolucionário das camadas proletárias e mais oprimidas da população, ao contrário foram a manifestação de “indignação” da pequena burguesia com a precariedade dos serviços estatais e de seu “achatamento” no que os sociólogos burgueses chamam de “pirâmide social”. Neste processo multitudinal culparam o governo do PT por todas suas mazelas capitalistas e históricas, abrindo espaço para a entrada das forças neofascistas no movimento de “Junho”. Agora o último ato desta peça histórica é justamente a “onda Marina”, uma avalanche de votos que poderá derrotar o PT (com a devida ajuda da mídia “murdochiana”) e com certeza deverão desmoralizar ainda mais a “Frente de Esquerda” (PSOL, PSTU, PCB e PCO) que toda somada não alcançará sequer um por cento da votação nacional. Para os Marxistas Revolucionários o movimento das “ruas” só poderá significar um ascenso revolucionário quando de fato estiver “colado” à organização estrutural do proletariado e suas organizações de esquerda. Neste caso as “ruas” serão a legítima expressão política do movimento organizado nas fábricas, empresas e escolas. Como a própria luta de classes está demonstrando, as “Jornadas de Junho” passaram bem longe da “revolução” e acabaram por “engordar” uma caricatura sinistra chamada Marina!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Os três picaretas do ex-PRC

Marina é orientada pela escória do antigo PRC na “tática” da vitimização para ocultar seus vínculos com o imperialismo

Muito tem se falado nos assessores políticos e econômicos da candidata Marina Silva. Nada mais natural para quem não tem um partido político com um mínimo de história e raízes sociais, como é o caso de sua abortada REDE. No cassino das apostas para descobrir os verdadeiros “gurus” de sua campanha e os padrinhos de seu programa de governo, a mídia tem indicado alguns nomes, que no geral também tem sido “marcados” pela blogosfera “chapa branca”. Figuras como a herdeira do grupo ITAÚ, Neca Setúbal, foi nominada equivocadamente como a “formuladora” da plataforma econômica de Marina (o mentor das “teses independentistas” para o BC é o seu irmão Roberto) ou mesmo ao neoliberal Eduardo Giannette é atribuída a mesma função. No campo político atribuiu-se ao ex-tucano Walter Feldman a primazia dos “conselhos”. Vez ou outra surge um pastor evangélico fundamentalista que também se arvora a condição de “mestre” político-espiritual da candidata ecolobista do imperialismo. Porém, a verdade é que o “projeto Marina” vem sendo desenhado desde 2009 por um núcleo de dirigentes do antigo PRC (Partido Revolucionário Comunista), integrado entre outros por Pedro Ivo Batista e Marcos Rolim. O “velho” PRC tem fornecido muitos quadros para gerência de “esquerda” do estado burguês desde de sua “quebra” política no final dos anos 80. Ao abdicarem da teoria Marxista-Leninista e se dissolver no PT na forma de duas correntes internas (Nova Esquerda e Tendência Marxista) os ex-dirigentes do PRC se notabilizaram no movimento de massas por introduzir sua tática oportunista de “camaleão”, sempre sinalizando um giro à “esquerda” quando na verdade mergulhavam a fundo em uma profunda inflexão à direita. Quadros políticos como Tarso Genro, Fernando Hadadd, Genoino Neto e Maria Luiza Fontenele (todos ex-PRC) entre outros são “experts” nesta manobra de aparentar uma rumo popular e marchar de braços abertos para a reação. Marina Silva é fruto político desta cepa de vigaristas que romperam com a revolução social e hoje conta em sua equipe com dois dos principais formuladores da estratégia de integração ao capital financeiro: Pedro Ivo e Marcos Rolim. O primeiro foi líder estudantil da tendência Caminhando e posteriormente dirigente nacional da CUT e o gaúcho Rolim chegou à Câmara dos Deputados após uma rápida passagem como secretário da prefeitura de Fortaleza. Lembro muito bem de uma acirrada disputa que travamos com o PRC no início da década de 80 pelo controle do DCE da UECE, na época militávamos na Convergência Socialista e Pedro Ivo era o candidato do PRC. Quando tudo parecia perdido para os oportunistas do PRC, que na época integravam o PMDB, surge nas salas de aula a esposa (Neusa) e a filha recém-nascida de Pedro, acusando nós os Trotsquistas de calúnia e infâmia contra a honra de sua família. Era a forma de escapar de um debate político e explicar à juventude porque o PRC apoiava Paes de Andrade e Mauro Benevides (políticos burgueses do PMDB) ao governo do estado. A cretina tática da vitimização do PRC quase nos custou a eleição do DCE, mas acabamos vencendo com a apertada margem de apenas um único voto. Anos depois tivemos contato com Marcos Rolim, o “grande teórico” do PRC que supostamente “fundamentou a morte” do Leninismo para dar base programática à fundação da “Nova Esquerda”, uma panaceia anticomunista produto da destruição contrarrevolucionária da URSS. O quilate de patifaria desta “associação” dos “ex-prcianos” faz de raposas da política burguesa, como o deputado petista José Guimarães, um mero infante da escola da pilantragem de “esquerda”. É esta a dupla de picaretas políticos, Pedro e Rolim, que na realidade “inspira” mais profundamente os pensamentos obscurantistas da ex-comunista e atual pentecostal Marina Silva.

terça-feira, 16 de setembro de 2014



Referendo na Escócia: Não está representada neste “jogo” institucional uma alternativa que sirva para avançar na luta pelo socialismo e a revolução proletária!

Ocorrerá neste dia 18 de setembro o referendo sobre a independência da Escócia frente ao Reino Unido. O avanço do “sim” entre o eleitorado nos últimos dias ganhou os noticiários da TV em todo o planeta porque o primeiro-ministro conservador David Cameron e o líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, saíram juntos para criticar a posição como “irresponsável e catastrófica”. A eles se somaram representantes do FMI e o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, declarou que “Estamos interessados em ver a um Reino Unido que permaneça forte, sólido e unido” em uma clara chantagem pelo “Não”. Por outro lado, em busca de tranquilizar a classe dominante britânica, os dirigentes do Partido Nacionalista Escocês (SNP) defensores do “sim” se comprometeram a, em caso de vitória, reduzir os impostos sobre as empresas para ajudar os negócios dos capitalistas nativos, manter a Rainha Elizabeth como chefe do estado e a libra como moeda nacional e ainda unir-se o mais rápido possível à OTAN, além de reafirmarem seu desejo de continuarem como membros da atual União Europeia. No máximo, fazem demagogia contra a política de austeridade fiscal do governo Cameron e dos ataques à saúde pública sem sequer defender novas conquistas operárias para os trabalhadores em caso de vencer a “independência”. Os marxistas revolucionários defendem o direito democrático dos escoceses escolherem se desejam ou não ter independência da Inglaterra e rechaçam as pressões do imperialismo ianque e de seu marionete em Londres contra os eleitores do “sim” e sua decisão popular soberana. Porém, alertamos que o atual referendo, mesmo que venha a vencer o “sim”, não coloca em questão as bases para uma verdadeira independência política e social frente ao Reino Unido, já que mantém intocável a estrutura de poder burguês e o próprio capitalismo decadente, apenas remodela uma divisão de tarefas. Por isto, defendemos que a luta unificada dos trabalhadores contra a burguesia da “City” londrina e de seus “sócios” na Escócia é a melhor forma de combater pelos direitos democráticos dos explorados abrindo caminho para edificação da Federação de Repúblicas Socialistas Britânicas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014


Em movimento inverso, IBOPE agora infla candidatura Dilma para mantê-la “viva” no segundo turno

A última pesquisa do IBOPE divulgada hoje pela manhã apontou uma forte tendência de crescimento da candidatura Dilma, abrindo oito pontos de vantagem sobre Marina e “cristalizando” definitivamente a derrota do Tucano Aécio Neves. A semana anterior foi agitada pelas denúncias “murdochianas” de corrupção na PETROBRAS onde se esperava que atingissem Dilma e também Marina por conta do envolvimento de Eduardo Campos com Paulo Roberto Costa, o “réu confesso”. Paralelo ao “novo velho” escândalo envolvendo o botim estatal, o PT resolveu “reagir” contra a “onda” Marina a relacionando politicamente com banqueiros e rentistas que exigem a “autonomia plena” do Banco Central. O escândalo da PETROBRAS ficou temporariamente congelado pela mídia corporativa, talvez a espera do segundo turno, enquanto isso Dilma foi socorrida pelos “institutos” de pesquisa, refletindo o próprio receio da burguesia de que ocorresse um desmonte prematuro da candidatura petista. Dilma ainda está atrás de Marina no segundo turno, mas já aparece com chances de um embate renhido, ao contrário do que se indicava antes, ou seja, um returno tranquilo para a vitória definitiva de Marina. A polarização eleitoral novamente se desloca para a independência do Banco Central, deixando a corrupção na PETROBRAS e o pré-sal para um segundo momento, um terreno que permite ao PT exercitar seu amplo direito a demagogia, colocando o ITAÚ no “centro da roda”, escondendo as “simpatias” do BRADESCO por Dilma além de omitir os inomináveis ganhos do setor financeiro durante os doze anos de gerência estatal da Frente Popular.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014


O outro 11 de setembro: A “via pacífica para o socialismo” pavimentou o caminho para o golpe pró-imperialista do chacal Pinochet

No mesmo Chile onde no domingo passado blindados com jatos de água e policiais lançando bombas de gás lacrimogêneo atacaram sob as ordens do governo Bachelet (PS) militantes de esquerda que reivindicam o legado do MIR, era desferido há 41 anos um golpe fascista pelo chacal Pinochet patrocinado diretamente pelo imperialismo ianque. A ofensiva da contrarrevolução ganhou terreno e desferiu sua investida fatal nesta data trágica como produto direto da política de colaboração de classes do governo da Unidade Popular (UP) encabeçado por Salvador Allende. A UP correspondeu às características clássicas de uma frente popular, onde a burguesia em crise extrema e sob a pressão do ascenso popular faz concessões e entrega o governo a partidos reformistas de massas (PS e PC) para que estes controlem o movimento operário nos marcos do regime político burguês. Hoje, o governo da chamada “Nova Maioria” encabeçado por Bachelet, que além do PS conta com a Democracia Cristã e está integrada até pelo PC, tem o apoio do grande empresariado e representa a base do próprio “pacto social” que a atual presidente deseja celebrar com a direita pinochetista via promulgação de uma futura Constituição. Esta conduta vergonhosa trai até mesmo o legado de Allende que pregava uma “via pacífica para o socialismo” enquanto atualmente sua “herdeira política” comanda um governo voltado para garantir a paz aos grandes capitalistas!

Há treze anos do 11 de Setembro: Imperialismo Ianque prova novamente do seu próprio veneno

Hoje completam-se exatamente treze anos do 11 de Setembro, sem sombra de dúvidas uma data histórica para a humanidade onde se crava um marco na rota da decadência militar do Pentágono e ao mesmo tempo inicia-se o recrudescimento da ofensiva neoliberal sobre os povos. O ataque às Torres Gêmeas em New York, assim como o quartel general do Pentágono em Washington, realizado por organizações fundamentalistas com meios militares não convencionais, representou a maior humilhação para os EUA desde o ataque japonês sobre a base de Pearl Harbor na II Guerra Mundial levando a morte de cerca de 2.500 militares ianques. Em Setembro de 2001 pela primeira vez na história dos EUA seu maior símbolo de hegemonia militar sobre o planeta, o Pentágono, quase veio abaixo, fazendo com que o toque de recolher soasse na Casa Branca (situada a poucos quilômetros dali). O então presidente (facínora) Bush foi obrigado a se esconder nos subterrâneos do “palácio imperial”, sob o forte impacto emocional de poder ser “eliminado do mapa” através de um “bombardeio” realizado por uma aeronave civil. As Torres Gêmeas que abrigavam várias corporações financeiras e também um dos maiores escritórios da CIA em território norte-americano, vieram abaixo deixando um saldo de mais de 2000 mortos, entre yuppies, bombeiros , funcionários da CIA e trabalhadores de grandes firmas que possuíam sede no World Trade Center. Logo depois do atentado ao coração do monstro imperialista se formou uma enorme frente política mundial para combater a “ousadia” dos “fanáticos fundamentalistas orientais” da Al Qaeda, que responderam na mesma moeda com que os EUA “tratava” o povo muçulmano. Também não faltaram as vozes da esquerda stalinista e revisionista para asseverar a “tese” conspiratória do “autoatentado”, afinal a Al Qaeda não passava de uma cria dos EUA para atacar a antiga URSS. O fato é que quando o “cão morde a mão do dono” a “ferida” parece nunca cicatrizar. A ofensiva guerreirista lançada pelos EUA após o 11 de Setembro patina em derrotas políticas até hoje, seja no Afeganistão ou mesmo no Iraque. O núcleo central da Al Qaeda também se fracionou com a morte de Bin Laden, restando a Casa Branca financiar setores fundamentalistas bem mais “descontrolados”. Este parece ser o caso do EI (ISIS), armados pelos EUA para atacar os regimes nacionalistas de Kadaffi e Assad e que agora se voltam contra o “amo” exigindo a sua própria parte no botim da destruição de nações inteiras. O Blog da LBI para registrar a data histórica, reproduz um documento elaborado logo após o 11 de Setembro de 2001. Trata-se de um dos mais importantes textos políticos escritos pela esquerda revolucionária no limiar deste novo século, onde traça um prognóstico exato (quase “premonitório”) da nova conjuntura mundial reacionária que iria abrir-se a partir deste marco histórico de inflexão global na correlação de forças entre as classes sociais.

                                                                                 

O 11 de Setembro e a ofensiva imperialista

Os ataques de 11 de setembro, no coração do monstro imperialista  ianque, marcam a abertura de um novo período político na etapa histórica de correlação de forças entre as classes em nível mundial, aberta logo após a derrubada contra-revolucionária do Muro de Berlim e a destruição do Estado operário burocratizado soviético, com a conseqüente perda das conquistas operárias obtidas a partir da revolução de 17. Pela primeira vez na sua história, os EUA sofrem um tipo de bombardeio em seu próprio território, excluindo o bombardeio às bases navais de Pearl Harbor na 2ª Guerra Mundial, fazendo cair por terra o enorme mito da invulnerabilidade militar da grande fortaleza inexpugnável. Utilizando-se de armamento não convencional, como jatos da aviação civil, uma organização militar, provavelmente fundamentalista islâmica, infringiu pesadas baixas ao alto comando do Pentágono e à Agência Central da CIA em Nova York, sediada em uma das torres do World Trade Center. O próprio presidente Bush, revelando em seu ato toda a covardia do império assassino, fugiu como uma galinha durante dois dias, enquanto sua frota naval abandonava às pressas os portos da costa americana, temendo uma reedição dos ataques kamikases ocorridos na 2ª Guerra Mundial. Quando o alto staff do Pentágono certificou-se de que o "grande ataque" concentrava-se na captura de quatro aviões civis e que todo o poderio bélico da maior força armada do planeta não corria perigo de ser "dizimado", passaram a rugir como um leão ferido, ameaçando bombardear todos os países muçulmanos, que possivelmente poderiam ter alguma relação com os atentados do dia 11, "em uma ofensiva militar longa, ampla e implacável", segundo as palavras de Bush (The New York Times, 09/10), um anúncio prévio da intenção de atacar, além do Afeganistão, também o Iraque e o Líbano, como afirmou em carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU: "Podemos descobrir que nossa autodefesa requer ações em relação a outras organizações e países" (Idem).

terça-feira, 9 de setembro de 2014


Obama anuncia plano de guerra contra o EI no Iraque: Mais uma vez os revisionistas do marxismo se aliam ao imperialismo ianque contra os “bárbaros fundamentalistas islâmicos”

Às vésperas de se completar 13 anos do “11 de Setembro” de 2001, data em que a Al Qaeda atacou as Torres Gêmeas (onde se encontrava um escritório da CIA) e o Pentágono em pleno território norte-americano, em uma resposta militar por meios militares não convencionais à guerra sistemática que o imperialismo ianque desencadeava no Oriente Médio, Obama anunciará um plano de ação contra o Estado Islâmico (EI) no Iraque. O “falcão negro” declarou que “Essa administração vem sistematicamente desmantelando a al-Qaeda. Acabamos de anunciar a morte do principal líder do al-Shabaab, a organização terrorista que atua na Somália. O Estado Islâmico é uma grande ameaça por causa de suas ambições territoriais no Iraque. O que vamos fazer com nosso plano de ação é similar aos tipos de campanhas anti-terroristas nas quais estivemos envolvidos consistentemente nos últimos cinco, seis, sete anos. E a boa notícia é que, por causa da liderança dos Estados Unidos nesse processo, eu acredito que uma coalizão internacional ampla regional e internacional será capaz de lidar com esse problema” (BBC, 07/09). Apesar disso, a “esquerda” volta a repetir com relação ao EI a mesma cantilena utilizada contra a Al-Qaeda há 13 anos agora no Iraque. Alegam que os jihadistas são uma “criação do imperialismo” para justificar seu silêncio vergonhoso diante dos novos bombardeios do imperialismo ianque ao EI no Iraque e sua negativa de estabelecer uma frente única com as “bárbaras” forças islâmicas contra a ofensiva militar desencadeada pelo Pentágono no país.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Candido Alvarez e Vito Giannotti
na Livraria Antonio Gramsci, centro do Rio

Livraria Antonio Gramsci (RJ), sob a direção do intelectual orgânico Vito Giannotti, agenda debate/lançamento do livro “Operação embuste Marina” editado por “Publicações LBI”

O Rio de Janeiro sedia uma das livrarias mais qualificadas do país no campo das publicações marxistas e de teoria política em geral, trata-se da “Livraria Antonio Gramsci”, dirigida pelo lendário intelectual orgânico Vito Giannotti. Além da livraria, Giannoti coordena o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), uma entidade engajada na formação política de militantes sindicais e de contraponto ao “modelo” corporativo da mídia “murdochiana”. A editora “Publicações LBI” e o NPC agendaram em conjunto o lançamento/debate do título: “O ‘acidente’ fatal de Campos e a ‘operação’ embuste Marina”, na Livraria Antonio Gramsci localizada no centro do Rio de Janeiro. A partir de uma compreensão similar do caráter golpista da direita tupiniquim, capaz de “eliminar” sem o menor escrúpulo “lideranças políticas burguesas indesejáveis”, como JK, Jango, Lacerda, Castelo Branco, Tancredo Neves, Campos etc... Vito Giannotti e Candido Alvarez (editor e autor do livro sobre a “Operação Marina”) resolveram realizar um debate/lançamento da recente publicação da LBI às vésperas da eleição presidencial de 5 de outubro. Giannotti um experiente “quadro” político da esquerda classista , ex-metalúrgico e uma das lideranças históricas do MOMSP, agora dedicado à elaboração de livros (autor de “Para onde vai a CUT”, “A liberdade sindical no Brasil” entre outras obras) e cursos de formação para novos ativistas, mediará o debate no dia 25 de setembro onde Alvarez exporá o verdadeiro “golpe branco” que as elites dominantes (vinculadas a Washington) estão colocando em marcha para evitar a vitória da quarta gestão consecutiva da Frente Popular. Neste sentido, a recente publicação da LBI se destaca no “descortinar” da trama urdida pela CIA para (re)colocar a candidatura de Marina no centro da disputa eleitoral. Desgraçadamente, a esquerda reformista e “afins” confia cegamente na lisura política das forças da reação, omitindo qualquer referência ou investigação mais séria acerca do “acidente” aéreo que ceifou a vida do ex-governador de Pernambuco e sua equipe de campanha. Candido Alvarez destacando-se no Encontro Mundial de Blogueiros (realizado na tríplice fronteira em 2011) em defesa do regime Kadaffi atacado pelo eixo OTAN/CIA, com o lançamento deste livro parte novamente como vanguarda na denúncia política da ofensiva imperialista contra os povos e nações, que pretende impor a partir da Casa Branca um regime de terrorismo sobre o planeta.

domingo, 7 de setembro de 2014


Grito dos Excluídos - Rio de Janeiro: Um “07 de Setembro” às vésperas do circo eleitoral exigindo Liberdade Política!

Ocorreu na manhã deste domingo, 07 de setembro, o “Grito dos Excluídos” em todo o país. No Rio de Janeiro, o eixo da atividade foi a luta pela liberdade dos presos políticos do governo Pezão/Dilma e a denúncia da repressão estatal de ontem e de hoje. Mais de 500 ativistas participaram da atividade, representando diversas correntes e grupos políticos. Entre eles se fizeram presentes a LBI, LQB, MEPR, FIP, FIST que conformaram um bloco político mais combativo a frente da passeata. Na retaguarda se concentraram PSOL, PSTU e PCB em uma divisão política que expressa a própria política da “Frente de Esquerda” de dividir o movimento e acusar os setores mais à esquerda de provocarem a repressão policial. Desmascarando esta calúnia, o aparato da PM se fez ostensivamente presente, com os cães de guarda da burguesia cercando a manifestação e provocando os ativistas sem qualquer motivo. Uma prova disso foi que a polícia impediu o uso de carro de som e seu batalhão de choque preventivamente não permitiu que a passeata “furasse” o desfile patrioteiro do “Dia da Independência” convocado pelas FFAA. Em plena atividade, na Avenida Presidente Vargas, no centro da capital fluminense, a LBI distribuiu aos presentes sua “Declaração ao Grito dos Excluídos: Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva, uma manobra distracionista que se opõe à luta direta contra o decadente regime burguês” e vendeu em sua banca de publicações dezenas de exemplares de seu novo livro “O ‘acidente’ fatal de Campos e a ‘operação’ embuste Marina: Teoria da conspiração ou uma exigência do imperialismo?”. Esta publicação abriu um importante debate sobre a conjuntura nacional e as tarefas da esquerda revolucionária em um “07 de Setembro” que ocorre às vésperas do circo eleitoral e escolherá o gerente burguês para manter a subornação nacional ao imperialismo e o grande capital.

sábado, 6 de setembro de 2014


Petrobras entra no centro da polarização eleitoral: Afinal o “pré-sal” é uma bandeira nacionalista que Marina quer desprezar?

A corrida eleitoral ao Planalto entra na reta final, “elegendo” a PETROBRAS e o “pré-sal” como tema central da polarização entre os candidatos à gerência do estado capitalista. Com a tendência quase consolidada da vitória de Marina Silva, ungida nos bastidores mais sórdidos do Departamento de Estado dos EUA, sua principal oponente, Dilma, resolveu assacar a acusação de que a ex-senadora seria contra a exploração do “pré-sal”, um trunfo da Frente Popular publicitado aos “quatro ventos” (desde a sua descoberta no governo Lula) como a “redenção do atraso secular brasileiro”. Para “esquentar” ainda mais a pauta política do embate entre PT versus PSB/REDE, o ex-diretor da PETROBRAS, Paulo Roberto Costa, preso pela PF na operação “Lava Jato” resolveu delatar ao Ministério Público uma série de parlamentares e governadores envolvidos na cobrança de comissões dos negócios contratados pela estatal. Registre-se o fato de que Costa revelou à imprensa “murdochiana” ainda em março que se decidisse “abrir o bico” (delação premiada) não aconteceriam as eleições de outubro. Segundo o ex-diretor da PETROBRAS as propinas eram de 3% sobre o valor de cada contrato. “O esquema ia do terceiro escalão até a cúpula da companhia”, teria dito ele, segundo as primeiras informações divulgadas. Tudo indica que o “pré-sal” e “Costa” serão mesmo as duas principais armas, respectivamente, das campanhas de Dilma e Marina. No primeiro caso não só o PT e seus aliados embarcaram na “tese” do “pré-sal” como o grande patrimônio nacional da atualidade, também a esquerda revisionista como o PCO e PSTU (para não falar do PCB) aderiram a esta falácia, fabricada por Lula para ganhar a eleição de 2010 com um “poste”. Agora utilizam o pálido “ecologismo ianque” de Marina para chantagear a burguesia nacional, declarando que o governo central do PSB desprezaria esta “grande riqueza” do Brasil. Em primeiro lugar, é preciso afirmar vigorosamente que a produção do “pré-sal”, da soja ou da “proteína animal”, todas commodities agro-minerais muito bem cotadas no mercado internacional, são por si só incapazes de reverter a situação histórica do atraso nacional. Em particular o petróleo extraído em nosso território (rendendo enormes divisas cambiais para o Tesouro), em regime de partilha entre a PETROBRAS e empresas transnacionais do setor, é vendido em grande parte (in natura) para corporações imperialistas que o processam industrialmente, posteriormente revendendo para o país em forma de vários derivados já refinados. Mesmo estabelecendo um certo controle sobre os royalties do petróleo extraído (pré-sal ou não), o estado brasileiro não rompe a cadeia de subordinação aos centros imperialistas que dominam a tecnologia da produção industrial. A divergência de fundo entre o PT e o Tucanato (neste mesmo bojo também entra Marina) não diz respeito à ruptura desta lógica de subdesenvolvimento e sim ao nível do percentual que caberia ao estado na partilha da extração dos hidrocarbonetos em território nacional. Se Marina se inclina para reduzir a extração do pré-sal, abrindo ainda mais o mercado de combustíveis para as importações, Dilma& Lula trafegam na mesma via “apostando” as fichas do país (pelas mãos da PETROBRAS) em vultuosos investimentos em plataformas marítimas, enquanto “apodrecem” as poucas refinarias existentes no Brasil. O resultado desta “equação” distorcida para o país é uma extração com alto custo agregado do “pré-sal” e na outra ponta o preço do óleo cru despencando no mercado mundial, sob forte concorrência do xisto e do petróleo extraído do solo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014


Declaração ao Grito dos Excluídos: Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva, uma manobra distracionista que se opõe à luta direta contra o decadente regime burguês

Até o dia 07 de setembro, quando ocorre o chamado “Grito dos Excluídos” em todo o país, a CUT, UNE, MST com apoio do PT e PCdoB estão promovendo um “Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva”. Segundo seus organizadores “Se a maioria dos deputados e senadores recusa-se a alterar o sistema político que garante seus privilégios, nós, entidades representativas de trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, da juventude, dos movimentos democráticos e populares, decidimos organizar e realizar o Plebiscito Popular com a questão: Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?... Vamos levar os resultados do Plebiscito Popular a todas as autoridades e poderes da República: queremos que os interesses da maioria explorada e oprimida que constrói a riqueza da nação sejam respeitados e representados nas instituições políticas de nosso país!”. Até mesmo a presidente Dilma, em campanha eleitoral, anunciou apoio à iniciativa dos “movimentos sociais” já que durante as “Jornadas de Junho” de 2013 ela propôs ao parlamento a realização de um “Plebiscito sobre a Reforma Política”, proposta que foi engavetada pelo “veto” dos partidos burgueses aliados da Frente Popular e rechaçada pela oposição demo-tucana como uma medida “bolivariana” e “golpista”. Na época, estes setores se recusaram a encaminhar a consulta alegando também que tal medida “esvaziava o papel do Congresso Nacional”. Na verdade, a proposta de Plebiscito ventilada pelo PT e logo “esquecida” ao longo do ano tinha naquele momento o objetivo desviar o foco da atenção das mobilizações de rua para o parlamento e fazer um arranjo político-institucional entre as frações burguesas. Agora, a proposta de “Plebiscito Popular” não passa de uma manobra distracionista do sindicalismo “chapa branca” que se opõe à luta direta contra o regime político e o próprio governo do PT.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014


O “acidente” fatal de Campos e a “operação” embuste Marina: Teoria da conspiração ou uma exigência do imperialismo?

Por mais contraditório que possa parecer, os mais “crédulos” no funcionamento das instituições “democráticas” deste bastardo regime burguês são justamente as organizações da esquerda, incluindo neste bojo as que se reivindicam “reformistas ou revolucionárias”. Enquanto neste país a direita golpista conspira abertamente contra todos aqueles que “atravessem” seu caminho, inimigos ideológicos ou não (sempre com o suporte de seus “amigos” da CIA), a esquerda jura obediência à institucionalidade, confiante na “probidade” de seus adversários mais reacionários. No caso do suspeito acidente aéreo que levou à morte do candidato Eduardo Campos não foi diferente. Diante da abrupta queda de um jato Cessna moderno, em condições de uma manobra de relativa segurança (o arremetimento da aeronave foi realizado com êxito, ao contrário do que ocorreu com o acidente da TAM em 2007) deveria no mínimo se buscar uma resposta elementar para as causas do trágico acidente. Porém, o caminho da investigação parece que seguiu por um rumo diferente, como em todo crime a primeira pergunta a ser feita é a quem serviu a morte de Campos? Que forças foram as grandes beneficiadas com a queda inexplicável de seu avião, porque Marina Silva não se movimenta um milímetro sequer para buscar uma averiguação rigorosa do acidente que vitimou seu companheiro de chapa. Não seria demais lançar o país, que mergulhou em um clima de induzida comoção pela mídia com a morte de Campos, na procura dos responsáveis pelo fatal acidente. Sim porque os responsáveis terão que aparecer um dia, a menos que se acredite na “mão de deus” como a que levou Marina para o Planalto, sob as cinzas e destroços do avião da comitiva de Campos. O Cessna de Campos tinha pouco mais de quatro anos de uso, sendo considerada uma moderna e leve aeronave, uma das mais seguras de sua categoria. Após o arremetimento na pista do Guarujá, por questões de clima e visibilidade, o piloto do Cessna sobrevoou normalmente a cidade de Santos quando perdeu o contato com a torre e logo depois veio a cair em “forma de faca” apontada para o chão em um terreno urbano. A caixa preta da aeronave estranhamente não conseguiu gravar os últimos momentos do voo terminal de Campos, deixando um rastro de imprecisões do fabricante sobre o acidente. Tudo aponta para mais um acidente “fabricado” por razões “estratégicas de estado”, assim como foi o acidente aéreo que vitimou o ex-presidente golpista Castelo Branco. Crimes e Assassinatos bem planejados são a especialidade da “Casa”, aquela mesma “residência” albina que está situada em Washington, e no Brasil não seria o primeiro caso (e nem o último com certeza) o do ex-governador de Pernambuco. Mas logo os “crentes” na democracia dos ricos nos acusarão de delírio, de estarmos acolhendo a mais nova versão da “Teoria da Conspiração” para as eleições presidenciais deste ano. Para estes senhores tudo não passaria de uma mera coincidência sinistra, o fato de Marina despontar como a nova “salvadora da pátria” após a morte de Eduardo Campos, a figura “redentora” que veio livrar o país das “garras da esquerda petista”.