segunda-feira, 18 de junho de 2018

PSOL INTEGRA MAIS UMA FRENTE POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES: AGORA COM PARTIDOS GOLPISTAS E NEOLIBERAIS QUE NEM SE REIVINDICAM DE ESQUERDA...TUDO EM NOME DA DEFESA DO REGIME DA DEMOCRACIA DOS RICOS


O PSOL havia em abril estabelecido com o PT, a oligarquia Gomes (PDT) e o PSB uma “frente ampla pela democracia e eleições livres”. Agora acaba de ampliar seu leque de “unidade” para partidos abertamente de direita e golpistas. A farsa recebeu o nome de “Pacto pela Democracia” subscrito por partidos golpistas e neoliberais como a REDE, PPS, NOVO e até mesmo o PSDB além de outros “movimentos” como o “Agora” de Luciano Huck assim como uma série de ONGs financiadas pelas grandes empresas! Quem patrocinou o encontro ocorrido no dia 13 de junho foi ninguém menos que Neca Setúbal, cuja família controla o Banco Itaú e patrocina a candidatura pró-imperialista de Marina Silva! Para nós Marxistas Revolucionários da LBI não há nenhuma surpresa nesta conduta do PSOL, há tempos denunciamos a aproximação desse partido com as siglas da burguesia ligadas a direita reacionária, tanto no terreno eleitoral como no campo programático. Lembremos que em 2017, nas eleições extraordinárias para o governo do estado do Amazonas, conformou-se a chama PSOL-REDE. O “quadro” oferecido pelo PSOL para compor a coligação burguesa como vice faz jus ao quilate político da chapa, tratou-se do delegado de polícia João Victor Tayah, um nome ligado a repressão dos movimentos sociais e a população mais humilde da periferia de Manaus. PSOL e REDE são duas vertentes políticas da mesma árvore frondosa da colaboração de classes, ambos se desgarraram do PT mas seguem na mesma trilha de apologia da "democracia capitalista" com "ética na política". Antes, no 2º turno das eleições municipais de 2016 do Rio de Janeiro formou-se uma “Frente de Centro-Esquerda” burguesa encabeçada por Freixo no 2º com o apoio do PT, PCdoB, Rede, PSB. Quando o PSOL mandou representantes para a reunião com a direta para “defender a democracia” com dirigentes do MES e da Insurgência tendo assento nesse “pacto” buscava ampliar suas relações políticas com vista as eleições de 2018, o que vai se concretizar com chapas conjuntas em vários estados, tanto que a plataforma dos que subscrevem o manifesto reivindica “Defender sobre esses marcos as instituições e práticas democráticas e produzir eleições limpas, diversas e com ampla participação em outubro, capazes de efetivamente representar a cidadania e devolver as bases de confiança e legitimidade ao ambiente político”. Esse programa não entra em choque com a plataforma defendida por Boulos, ao contrário, esse arco de aliança é o sonhado pelo PSOL. Boulos foi apresentado como a opção por uma “alternativa socialista, popular e radical”, entenda-se que essa “alternativa” comporta também aliança com a Rede de Marina Silva e Randolfe Rodrigues, este último um verdadeiro “soldado” da US de Ivan Valente no interior da legenda ecocapitalista ligado ao Banco Itáu. Não por acaso na “conferência cidadã” que antecedeu a escolha de Boulos pelo PSOL teve como figura central Caetano Veloso, hoje o elo de ligação entre o Boulos, o PSOL e a Rede com setores de peso da classe dominante. Em resumo trata-se de radicalizar a democracia burguesa e as instituições de seu Estado (parlamento, justiça, polícia...), a velha tese da socialdemocracia reciclada pelo PSOL e sempre saudada pelo PT em dias de festa. Com este engodo pretendem utopicamente “democratizar” as instituições burguesas que não passam de sustentáculos da ditadura do capital contra os trabalhadores. O tragicômico é que agora incluem nesse arco até o PSDB e PPS, partidos abertamente golpistas e neoliberais! A Insurgência e o MES que estavam representadas no evento aplaudem a iniciativa sob o argumento escandaloso que é uma “frente única para defender a democracia” já o MAIS finge-se de morto, avalizando mais esse engodo reacionário. O PSOL une-se assim aos defensores da fascistoide “Operação Lava Jato” para ter mais trânsito entre os partidos burgueses, tudo em nome de defender o regime da democracia dos ricos contra a ruptura revolucionária do proletariado com esse circo eleitoral fraudado!   

domingo, 17 de junho de 2018

TORCER OU NÃO PELA ATUAL SELEÇÃO “NACIONAL”?: UMA POLÊMICA QUE CRUZA A ESQUERDA BRASILEIRA


Em pleno governo nacionalista de João Goulart, a seleção brasileira da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD) criada em 1914 e extinta no ano de 1979, dando lugar a atual CBF, foi (bi)campeã na Copa mundial do Chile no ano de 1962. Com Garrincha e Amarildo comandando o escrete (Pelé só jogou duas partidas), o Brasil seguia na trilha anti-imperialista sob o leme político da dupla Jango/Brizola. Já o Chile era um país sobre a presidência de Jorge Alessandri, um representante da direita tradicional que depois foi candidato na crucial eleição de 1970, perdendo para Salvador Allende. A vitória do escrete "canarinho" no Chile deu um enorme impulso às reformas de base e aos movimentos sociais de conjunto, com a formação das Ligas Camponeses de Julião, além da massiva sindicalização das patentes inferiores no interior das FFAA. Em 1974 na Copa da Alemanha, o regime militar atravessava sua primeira grande crise política, a derrota da seleção dos remanecentes do "Tri" para o "carrossel" holandês e depois para a Polônia, com a posterior quebra das ilusões do "time de ouro" de Jairzinho, Paulo Cesar "Caju" e Rivelino, catapultou um enorme sentimento popular de revolta contra a ditadura, levando a uma fragorosa derrota eleitoral da Arena no final daquele mesmo ano, o partido dos milicos e seus "associados".Também não se pode ocultar o efeito político produzido pelo fiasco da Copa do Brasil em 2014(na época o país dos grandes "eventos"), a eliminação diante do inacreditável 7x1 para a Alemanha serviu como uma poderosa alavanca para a tucanalha começar a defenestrar o governo Dilma, reeleito por uma pequena margem de votos. Para os Marxistas Revolucionários, "torcer ou não" passa bem longe de configurar uma questão  de princípio programático, portanto como uma flexão tática é preciso analisar a conjuntura concreta. Se no Chile de 62 foi progressivo torcer pelo Brasil, a etapa histórica atual aponta no sentido inverso, hoje, um possível triunfo do duo "Neymar&CBF" na Copa da Rússia, só impulsionaria ainda mais a ofensiva neoliberal golpista contra o povo trabalhador, no marco que a seleção de futebol brasileira é um “produto” administrado por uma entidade privada ultra corrupta, a CBF, uma empresa capitalista pró-imperialista que patrocina um elenco de jogadores mercenários e em geral apoiadores do golpe parlamentar. Nesse sentido não há nada de progressivo neste atual momento em "torcer" pela seleção "nacional" como apregoam setores da esquerda reformista brasileira.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

O BLOG da LBI publica o sexto e último artigo histórico sobre os “5 ANOS DAS JORNADAS DE JUNHO”. O texto abaixo sintetiza magistralmente as posições da LBI frente aos protestos nacionais de 2013, não por acaso foi o Editorial de nosso jornal naquele emblemático mês. Começa por caracterizar a profunda perplexidade e confusão que tomou conta da esquerda diante dos gigantescos protestos em curso. Depois de quase um mês de manifestações convocadas pelo MPL, que foram atacadas inicialmente pelos governos burgueses do PT e PSDB mas continuaram crescendo, os quadros estrategistas da mídia “murdochiana” sob o comando da Rede Globo perceberam o potencial explosivo das mobilizações e resolveram “abraçar” o movimento. Com a ajuda do reacionário grupo internacional “Anonymous” conseguiram “pautar” o movimento com bandeiras “cívicas e patrióticas”, no famoso “O Gigante acordou!”. Este foi o sinal verde para que milícias neofascistas e hordas da classe média direitista ocupassem as marchas para impor o “terror” indiscriminadamente contra todas as organizações da esquerda, contando inclusive com apoio de grupos anarquistas, muito influentes neste período de completa despolitização de setores mais atrasados da juventude plebeia. Naquele momento alertamos viva e ativamente que se o movimento operário organizado não se fizesse presente e atuasse politicamente nestas mobilizações, com seu próprio programa classista, a dinâmica do movimento nacional penderia inexoravelmente para a direita, colocando o país na sinistra trilha da reação imperialista mundial. Nossa militância deu uma árdua luta política para que houvesse uma enérgica ação da esquerda comunista para evitar um triunfo das forças mais retrógradas deste país. Não cansamos de alertar que somente o proletariado organizado, protagonizando com suas ações políticas o cenário nacional, poderia “virar o jogo” a favor da construção de uma verdadeira alternativa embrionária de poder socialista. Desgraçadamente isso não ocorreu e nossos prognósticos mais sombrios se confirmaram plenamente, tanto que três anos depois, como reflexo direto dessa guinada reacionária, impôs-se o Golpe parlamentar contra o governo da Frente Popular e agora em 2018 a prisão de Lula, com a famigerada “Operação Lava Jato” impedindo que o petista inclusive concorra à Presidência da República. Esse quadro aponta para um cenário futuro de avanço do neoBonapartismo no Brasil tendo como base a casta do Judiciário tendo o Juiz Moro à cabeça, não estando inclusive descartado a imposição de um Golpe de Estado no país, após a desmoralização do frágil governo que emergirá do circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos neste ano...



PARA O BRASIL NÃO GIRAR À DIREITA, O MOVIMENTO OPERÁRIO DEVE SER O PROTAGONISTA DO CENÁRIO NACIONAL

(Artigo histórico - Editorial do Jornal Luta Operária Nº 260, Junho/2013)

A esquerda ainda procura entender o se passa no Brasil após a avalanche de protestos que cruzou as principais cidades do país. As passeatas da juventude contra o aumento das tarifas no transporte público, que tiveram origem em São Paulo e no Rio, receberam um “carinhoso” tratamento por parte da oligarquia política dominante (PT, PCdoB, PSDB ,PMDB etc...), sendo inicialmente desqualificados como “Vândalos e Baderneiros”. Até mesmo a esquerda revisionista que apoiava inicialmente a convocatória do MPL para os protestos, como o PSTU e PSOL, deu um passo de lado afirmando que não avalizava os “atos de vandalismo” ocorridos na Av. Paulista, na mesma linha do sindicato dos Metroviários/SP (CONLUTAS) que afirmou não ter nenhum comprometimento político com as mobilizações que estavam ocorrendo. Lamentável papel ocupou a prefeita “comunista” em exercício, Nádia Campeão (PCdoB), sintetizando uma posição comum da esquerda declarou à Rede Globo no dia 12/06: “Acho que, depois dos acontecimentos nessas três manifestações, a vontade dos manifestantes não é dialogar. Os métodos utilizados afastam o diálogo, não aproximam. Não podemos aceitar que o objetivo seja criar transtorno. O diálogo nessas condições não é possível”. Para trazer a “solidariedade” da esquerda petista (DS, OT, EM), não aos manifestantes e sim ao fascista Alckmin, entrou em cena o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, oferecendo os “préstimos” da PF para monitorar o movimento. Mesmo isolados os corajosos “vândalos” do MPL seguiram com o movimento, que também chegou com muita força no Rio, organizando passeatas ainda maiores, catalisando desta forma o sentimento de “puteza” do conjunto da juventude oprimida por este regime da “Democracia dos Ricos”. Mas os quadros estrategistas da mídia “murdochiana” percebendo o potencial explosivo das mobilizações resolveram “abraçar” o movimento, e com a ajuda do reacionário grupo internacional “Anonymous” conseguiram “pautar” o movimento com bandeiras “cívicas e patrióticas”. Este foi o sinal verde para que milícias neofascistas e hordas da classe média direitista ocupassem as marchas para impor o “terror” indiscriminadamente contra todas as organizações da esquerda, contando inclusive com apoio de grupos anarquistas, muito influentes neste período de completa despolitização de setores mais atrasados da juventude plebeia. Ganhando um caráter multitudinário nacional, o movimento das ruas não é homogêneo e tampouco conseguiu assumir centralizadamente o eixo tão sonhado pelo “PIG”, do “Fora Dilma”. “Comendo pelas beiradas” a reação midiática tenta pelo menos unificar politicamente os protestos na “luta” contra a PEC 37, já contando com o apoio do PSOL, PSTU e PCB. Trata-se de uma manobra antidemocrática da burguesia que pretende transformar a corja reacionária do ministério público (Roberto Gurgel e Cia.) em um superpoder neste país. A única certeza mesmo que temos é que se o movimento operário organizado não se fizer presente e atuante politicamente nestas mobilizações, com seu próprio programa classista, a dinâmica do movimento nacional penderá inexoravelmente para a direita, colocando o país na sinistra trilha da reação imperialista mundial.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

90 ANOS DO NASCIMENTO DE CHE GUEVARA: NOSSA HOMENAGEM AO COMANDANTE REVOLUCIONÁRIO QUE EM TODA SUA VIDA EMPUNHOU A DEFESA DO INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO


Há exatos 90 anos, em 14 de junho de 1928, nascia Ernesto Guevara de la Serna na cidade de Rosário, Argentina. Era o primeiro dos cinco filhos de Ernesto Lynch e Célia de la Serna y Llosa, família de origem aristocrática, proprietários de terras. A mãe descendia do último vice-rei do Peru. Nascido de oito meses, Guevara teve pneumonia logo após o primeiro mês de vida e sofreu a primeira crise de asma, doença que o acompanharia até a idade adulta, antes dos dois anos de idade. Em busca de um clima melhor para o filho, o casal fixou residência em Altagracía, uma pequena estância de veraneio na região serrana de Córdoba, onde Guevara viveu sua infância e adolescência, marcada pela Guerra Civil Espanhola e pela Primeira Guerra Mundial, quando o pai fundou a Ação Argentina, organização antifascista em que inscreveu o filho. Em Córdoba, o jovem Guevara conheceu os irmãos Tomás e Alberto Granado, amigos com os quais viveu suas primeiras aventuras. Em 1946, a família mudou-se para Buenos Aires, onde Ernesto Guevara matriculou-se na Faculdade de Medicina e formou-se em junho de 1953 como especialista em alergia. Apesar da asma, causa da sua dispensa do serviço militar obrigatório, o jovem Guevara tornou se um grande nadador. Desde cedo desenvolveu um fascínio por viagens, que o levaria em 1949, aos 21 anos a percorrer o norte da Argentina numa bicicleta motorizada por ele mesmo construída. No ano seguinte inscreveu-se como enfermeiro na marinha mercante e viajou por vários países, inclusive o Brasil. Em 1952 fez com seu amigo Alberto Gramado uma viagem de 10.000 Km numa Norton 500, percorrendo cinco países em oito meses. Essa viagem marca sua crescente politização diante da pobreza e da exploração dos povos da América Latina.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

O BLOG da LBI publica o quinto artigo histórico sobre os “5 ANOS DAS JORNADAS DE JUNHO”. Nesse texto premonitoriamente polemizamos com os setores que em 2013 já defendiam o “Fora Dilma”, uma demanda naquele momento orquestrada pela direita contra a Frente Popular, o que veio a se repetir em 2016, sendo apoiada pelo PSTU e seus satélites. Quando nas “Jornadas” levantou-se o “Fora Dilma” sem apontar uma alternativa revolucionária alertamos que o amplo retrocesso da consciência das massas imposta pelos dez anos do governo do PT, que cooptou as direções sindicais e estudantis para impor violentos ataques aos trabalhadores e a juventude, era em parte responsável por esta situação dramática, possibilitando que o descontentamento com o conjunto do regime político burguês fosse capitalizado por forças a serviço da reação. No curso da luta polemizamos com o PSTU ao declararmos que estávamos longe de atravessar uma autêntica rebelião de massas como quiseram fazer crer os revisionistas. Muito pelo contrário, de uma mobilização contra a opressão capitalista organizada a partir do MPL, o movimento foi se transformando no centro das demandas da classe média que pregam alternativas “pseudodemocráticas” balizadas pela direita como a “ética na política”, “faxina no Congresso” a serviço da oposição demo-tucana. Por essa razão pontuamos que os revolucionários, não poderiam, naquele contexto, apoiar uma demanda reacionária de tal calibre, porque as verdadeiras consignas emanadas a partir da luta direta do proletariado (revolução agrária, aumento geral dos salários, fim do monopólio da mídia, passe livre, estatização do sistema financeiro) estavam completamente ausentes de todo este processo político



OS MARXISTAS REVOLUCIONÁRIOS DEVEM APOIAR A CAMPANHA PELO “FORA DILMA” NO CURSO DOS ATUAIS PROTESTOS NACIONAIS?
(Artigo histórico - 23 de junho de 2013)

Os protestos nacionais que vem ocorrendo nos principais centros urbanos do país aos poucos vem assumindo, sob a pressão da cobertura midiática do PIG (braço político avançado da mídia capitalista) e em meio a uma profunda despolitização dos manifestantes, uma pauta cada vez mais direitista e de corte conservador. O amplo retrocesso da consciência das massas imposta pelos dez anos do governo do PT, que cooptou as direções sindicais e estudantis para impor violentos ataques aos trabalhadores e a juventude, em parte é responsável por esta situação dramática, possibilitando que o descontentamento com o conjunto do regime político burguês seja capitalizado por forças a serviço da reação. Tanto que em meio a este curso direitista dos protestos, no lastro nas reivindicações contra a aprovação da PEC 37 e “Contra a Corrupção” que ganharam grande espaço nos últimos dias tanto na mídia como nas passeatas, surgiu uma campanha na internet em defesa do “Impeachment de Dilma”, através de uma ONG “virtual” com abrangência mundial chamada Avaaz que coleta assinaturas, fundada e financiada por ninguém menos do que o megaespeculador George Soros, o mesmo que financiou os grupos “rebeldes” na Líbia. A partir desta iniciativa, páginas de Facebooks com perfis claramente fascistas começaram a espalhar esta campanha em toda a rede, obtendo até agora a marca de 400 mil assinaturas num “abaixo assinado” virtual pelo Impeachment. No mundo real, as manifestações ocorridas nesta semana, gigantescas e sem um horizonte classista, marcaram nitidamente uma tendência avessa ao movimento operário, suas demandas e organizações políticas, com a clara hostilização aos partidos de “esquerda” que inclusive não apoiam o governo Dilma, mas portam bandeiras vermelhas e o símbolo da foice e do martelo. Neste quadro político, com o aprofundamento da crise política, as próprias manifestações podem vir a adotar o “Fora Dilma”, ou seja, o impeachment da gerentona petista. A primeiro momento, grupos como o “Acorda Brasil” e “o Gigante Despertou” colocaram em pauta já nas marchas atuais a “prisão imediata dos mensaleiros do PT” e uma “faxina geral no Congresso” etc., reivindicações claramente orientadas pela tucanalha voltada a desgastar o governo Dilma para as eleições presidenciais do próximo ano, bandeiras que por seu conteúdo reacionário acabaram adquirindo contornos semifascistizantes, onde partidos e organizações de esquerda foram escorraçados das passeatas em nome de um “protesto cívico”, “pacífico” e “patriótico”. Frente ao curso reacionário dos atuais protestos nacionais queremos abrir o debate programático na esquerda que se reivindica anticapitalista e proletária se os revolucionários devem apoiar a campanha pelo “Fora Dilma”, orquestrada até o momento apenas de forma incipiente pelos grupos nazifascistas e o PIG?

terça-feira, 12 de junho de 2018

O BLOG da LBI publica o quarto artigo histórico sobre os “5 ANOS DAS JORNADAS DE JUNHO”. Nesse texto elaboramos uma análise política e teórica em torno do “consenso” equivocado no interior da esquerda em comparar em um grau similar as “Jornadas de Junho” de 2013, com o “Fora Collor” de 1992 e o movimento das “Diretas Já!” ocorrido em 1984. A LBI ao fazer essa polêmica alertava que ao cometer esse grave erro político as correntes de esquerda acabaram por abonar acriticamente as “Jornadas” mesmo depois dos protestos iniciais dirigidos pelo MPL terem sidos influenciados nacionalmente pela direita, granjeando inclusive a simpatia de setores fascistizantes da classe média. Nesse sentido, demos o combate para explicar no calor da luta o que eram mobilizações de caráter progressivo, apesar de limitados e suas diferenças com os protestos de 2013. Pontuamos também que movimentos como o “Fora Collor” e as “Diretas Já” muito pouco tiveram em comum (objetivos completamente distintos), a não ser o profundo desgaste popular comum aos governos Collor e do General Figueiredo. Por fim, demonstramos que as “Jornadas” questionaram a Frente Popular porém poderiam acabar abrindo caminho para a ofensiva reacionária para apear o PT do governo (gerência) central do Estado Burguês, o que acabou se confirmando anos depois...



FALSA SIMETRIA ENTRE “DIRETAS JÁ”, O “FORA COLLOR” E AS ATUAIS MOBILIZAÇÕES PODE LEVAR A ESQUERDA A COMETER GRAVÍSSIMOS EQUÍVOCOS
(Artigo histórico - 21 de junho de 2013)

Por ignorância ou mesmo por concepções políticas muito equivocadas, assistimos hoje a um “consenso” generalizado entre a esquerda (para não falar da própria mídia “murdochiana”) ao comparar na mesma escala política as atuais mobilizações nacionais com a campanha das “Diretas Já” e o “Fora Collor”. Este grave erro político levou a esquerda revisionista a abonar acriticamente a dinâmica assumida pelos protestos do “Passe Livre”, logo após estes terem assumido um caráter multitudinário nacional, com o “patrocínio” da imprensa burguesa (PIG). Em primeiro lugar, é preciso desmistificar a “identidade” política entre as “Diretas Já” e o “Fora Collor” que em comum mesmo só tiveram a massiva participação da juventude nas praças e atos públicos, mas com objetivos políticos totalmente díspares. A campanha das “Diretas Já” foi o desaguadouro concentrado de vinte anos da encarniçada luta democrática-popular contra o regime militar, representou as maiores manifestações populares (com forte presença proletária) que o país vivenciou desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Mais além da traição cometida pelo PT em 84, que aceitou desarmar o movimento de massas quando a emenda Dante Oliveira foi rejeitada no Congresso (abrindo assim o caminho para a transição pactuada do regime militar), a campanha das “Diretas” tinha um norte político inicial bem definido, ou seja, a realização de uma tarefa democrático-burguesa pendente que permitia aos comunistas revolucionários o estabelecimento de uma unidade de ação tática com setores das classes dominantes. Como Lenin assim definiu muito bem: “Marchar separados e golpear juntos”, era o móvel que permitia a convocação em frente única de gigantescos atos políticos contra o regime, onde a classe operária e a juventude mantiveram suas próprias bandeiras como: “Abaixo a ditadura militar” e “Por um governo dos trabalhadores”. Embora o desfecho das mobilizações pelas “Diretas” não tenha desembocado em nenhuma “revolução democrática” (sequer alcançaram a eleição direta para presidente), permitiu que o conjunto das organizações de esquerda no país, até então vivendo na semiclandestinidade, fossem livremente às ruas com suas bandeiras e colunas militantes. Pela primeira vez em vinte anos de ditadura a “foice e o martelo” ganhava as praças diante de milhões de brasileiros e só não concluiu o curso revolucionário das massas em função da operação política de desmobilização, batizada na época de “Transição/Transada” protagonizada pelo PT em aliança com os partidos da oposição burguesa (PMDB e PDT). As mobilizações democráticas dos anos 80, apesar do nascimento da conservadora “Nova República”, deixaram um “saldo” progressista que permitiu a legalização dos partidos comunistas (desgraçadamente os revisionistas preferiram permanecer debaixo das asas do PT e os Maoístas do MR8 ficaram na sombra do PMDB), assim como a convocação de um arremedo democratizante do que seria uma verdadeira assembleia nacional constituinte.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

UM ABRAÇO DE URSO DO IMPERIALISMO PARA ACABAR COM O ESTADO OPERÁRIO DA CORÉIA: A ADOÇÃO DA “VIA CHINESA” E A ELIMINAÇÃO DO ARSENAL NUCLEAR REPRESENTA UM VERDADEIRO SUICÍDIO PARA AS CONQUISTAS DO PROLETARIADO NORTE COREANO


O “encontro histórico” entre Donald Trump e Kim Jong-Un vem sendo celebrado pela mídia mundial capitalista como um importante passo para a “paz mundial”. Setores da “esquerda” socialdemocrata e mesmo partidos stalinistas também vem saudando a iniciava da burocracia norte-coreana, alardeando que se trata de um gesto em nome do fim das agressões militares na península coreana. Não por acaso, a China, principal parceira da Coreia do Norte, é avalista da reunião. O PC chinês sabe perfeitamente que esse é o caminho para converter o Estado operário deformado norte-coreano em uma país capitalista, tendo o “modelo chinês” de restauração capitalista como referência. No caso em questão, as negociações para essa conversão partem da exigência por parte da Casa Branca do fim do programa e do arsenal nuclear da Coréia do Norte que protege a nação dos agressores capitalistas (EUA, Japão e Coréia do Sul). Em resumo, o encontro que ocorre hoje em Singapura pode selar o acordo estratégico para a liquidação do regime burocrático que mesmo com todas as deformações mantém o país livre do domínio do capital e do imperialismo. Após um longo período de ameaças militares ao imperialismo, que nunca se concretizaram minimamente, a burocracia stalinista da Coréia do Norte parece que enfim cedeu a “pressão chinesa”, estando disposta a iniciar um "diálogo diplomático" com o reacionário Trump, sendo auspiciada politicamente pelo novo governo reformista da Coréia do Sul. Seria o primeiro passo concreto da dinastia burocrática de Kim Jong-Un em direção a um "generoso" acordo comercial com os EUA e seu protetorado Sul Coreano, o que poderá levar a adoção de reformas econômicas que solapariam a planificação central do Estado Operário Coreano. Nenhum presidente dos EUA se encontrou com um líder Norte-Coreano na história, o presidente Bill Clinton chegou a se encontrar com o pai de Kim Jong-un, Kim Jong-il, em 2009, quando já havia deixado o poder central do Estado Operário. Em ocasiões anteriores, Trump disse que apenas aceitaria dialogar com a Coreia do Norte caso Jong-Un suspendesse seu programa nuclear, como prometeu agora. Esta promessa de Kim é o elemento fundamental que sinaliza uma disposição da burocracia coreana em assumir as "reformas de mercado" pretendidas pelo Imperialismo, ou seja sem o poder de barganha bélico-nuclear, não restará outra opção ao país que não seja o retorno gradual ao capitalismo. Em 2017, a Coréia do Norte disparou ao todo 23 mísseis em 16 testes, algumas dessas armas teriam a capacidade de atingir inclusive o território norte-americano. Os Estados Unidos, por sua vez, afirmaram que mesmo com a visita de Trump vão manter os exercícios militares previstos para serem feitos com a Coreia do Sul. Portanto estamos presenciando um fato político de grandes repercussões econômicas para toda Ásia (China, Japão e seus vizinhos, além é claro da própria Coréia do Sul), a abertura de um novo mercado, ainda totalmente fechado para as corporações imperialistas, poderá revigorar os "Tigres Asiáticos", cambaleantes desde a crise que os paralisou desde 1998. Nesse contexto, a China conclama a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) e os Estados Unidos a melhorar suas relações e dar suas respectivas contribuições à manutenção da paz e estabilidade na península, envolto no cínico discurso em defesa da “paz”, os restauracionistas chineses traficam a rendição militar da Coreia do Norte e apresentam oficiosamente a restauração capitalista “à chinesa” como suposta alternativa aos problemas econômicos e sociais que enfrenta o Estado operário norte-coreano. Como parte desse jogo político e militar pelo controle da região, apesar de pressionar pelo acordo, está claro que não interessa a China uma reunificação coreana sobre controle dos EUA, que daria a Casa Branca influência estratégica na Península que lhe é fronteiriça. A política contrarrevolucionária da burocracia stalinista, hoje formalmente dirigida por Kim Jong-un, mas de fato controlada pelos generais do exército, está buscando uma mediação com as potências imperialistas através da China para uma transição ordenada ao capitalismo. Os Trotskistas não são por princípios programáticos contra a celebração de "acordos diplomáticos" entre Estados Operários e nações capitalistas, Lenin em vida os abonou diversas vezes, porém o que parece estar em curso embrionário na Coréia do Norte é o objetivo estratégico da burocracia em liquidar as bases sociais da economia socialista, reproduzindo o exemplo dos governantes seguidores de Mao Tsé Tung na China. Como genuínos revolucionários jamais nos somamos à sórdida e criminosa campanha da Casa Branca que sataniza o regime político da Coreia do Norte para debilitar o Estado operário; ao contrário, defendemos incondicionalmente suas conquistas sociais revolucionárias. Justamente por esta razão, nos opomos a essa “trégua nuclear” e reivindicamos o legítimo direito de defesa da Coreia do Norte, inclusive utilizando seu arsenal bélico nuclear, para responder às provocações imperialistas. Os Bolcheviques Trotskistas da LBI continuarão defendendo incondicionalmente a Coréia do Norte diante de qualquer ameaça ou agressão militar imperialista, inclusive seu pleno direito ao armamento nuclear, porém não omitiremos nossa vigorosa crítica aos rumos políticos que a burocracia stalinista pretende levar o Estado Operário, ameaçando sua própria existência e conquistas históricas do proletariado. Não devemos nutrir a menor confiança política na capacidade de “negociação” da burocracia stalinista coreana, pronta para capitular a qualquer momento em troca de sua própria sobrevivência enquanto uma casta social privilegiada. A tarefa que se impõe no momento é o chamado ao conjunto do proletariado asiático que se unifique na bandeira da derrota do imperialismo ianque e seus protetorados militares da região, em particular convocando a classe operária do Sul para cerrar fileiras na luta pela reunificação socialista do país.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O BLOG da LBI publica o terceiro artigo histórico sobre os “5 ANOS DAS JORNADAS DE JUNHO”. O título do texto, “Marchas nacionais de protesto no Brasil: Que rumo seguir?” expressa em si mesmo a encruzilhada política que se encontrava o movimento naquela altura. Surgido da luta juvenil contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo com um claro corte de esquerda empunhado pelo MPL mas sem um programa anticapitalista e carente de uma direção classista, os protestos ganharam dimensão nacionais e acabaram sendo apoiados pela Rede Globo que tratou de pautar o movimento, transformando lentamente as marchas em manifestações “verde amarelas” de cunho direitista que em nome do combate a corrupção logo evoluíram para exigir a prisão dos dirigentes petistas. Nesse curso, houve um claro choque no interior dos protestos, sendo as bandeiras vermelhas impedidas de serem hasteadas e militantes das organizações políticas identificadas como “comunistas” sendo hostilizados, ocorrendo inclusive choques e enfrentamentos físicos entre as alas. Toda essa dinâmica contraditória tinha como pano de fundo as manifestações contra a Copa das Confederações da FIFA que ocorreu no Brasil em junho de 2013. Em meio a este “vazio”, por uma clara influência da mídia “murdochiana” e em particular de sua ala mais belicosa, o PIG, que passou a apoiar abertamente o movimento “pacífico”, criticando apenas os “radicais” ou “vândalos”, ganhou corpo demandas próprias da direita, como a “prisão dos mensaleiros do PT”, “contra a PEC 37” e até mesmo o “Fora Dilma”, com o evidente objetivo de fortalecer a candidatura do PSDB em 2014. Justamente nesse quadro complexo, a militância da LBI interveio ativamente nos protestos que estavam capitalizado o ódio popular, combatendo abertamente o curso direitista que eles vinham tomando e levantando uma plataforma comunista revolucionária, não baixando suas faixas e bandeiras vermelhas. Esse artigo aborda esse momento dramático, onde a questão candente colocada era justamente que rumo deveriam seguir as manifestações de tomavam conta do país...




MARCHAS NACIONAIS DE PROTESTO NO BRASIL: QUE RUMO SEGUIR?
(Artigo histórico - 19 de junho de 2013)

Hoje, dia 19 de junho, novas marchas de protesto tomaram conta do Brasil. Em Fortaleza, onde ocorre o jogo da seleção brasileira na Copa das Confederações, cerca de 30 mil pessoas se concentraram nas proximidades da Arena Castelão, sendo reprimidas pela PM na barreira formada a mando da FIFA para impedir o tráfego de pedestres próximo ao Estádio, deixando vários feridos. Em São Paulo, o MTST convocou um bloqueio na via Anchieta que liga o ABC à capital e protestou em vários pontos da cidade, sob o lema “A periferia vai ocupar São Paulo”. Em Belo Horizonte, manifestantes hoje chegaram a empunhar faixas “Não precisamos de partidos políticos” e “Democracia direta”, claramente influenciados pelos “Indignados” espanhóis. Já ontem, também em São Paulo, “estranhos” manifestantes enfrentaram a Guarda Municipal e só não ocuparam a prefeitura porque foram impedidos por setores do próprio movimento que marcharam para a Av. Paulista, em uma clara divisão do protesto. O que se viu neste verdadeiro mar de manifestações populares é que elas carecem de um programa de luta e de uma direção classista, já que há muito a questão da redução da tarifa foi superada. Em meio a este “vazio”, por uma clara influência da mídia “murdochiana” e em particular de sua ala mais belicosa, o PIG, que agora apoia abertamente o movimento “pacífico”, criticando apenas os “radicais” ou “vândalos”, ganhou corpo demandas próprias da direita, como a “prisão dos mensaleiros do PT”, “contra a PEC 37” e até mesmo o “Fora Dilma”, com o evidente objetivo de fortalecer a candidatura do PSDB em 2014. A LBI sempre denunciou que a frente popular com sua política de ataque e desmoralização do movimento de massas estava abrindo caminho para as forças fascistizantes em nosso país, fomos a primeira corrente política a alertar sobre o risco das manifestações serem manipuladas pelo PIG para objetivos reacionários. A despolitização que campeia os protestos, formada eminentemente por setores de uma juventude sem referência socialista, uma direção combativa e carente de um programa classista, acaba levando a atos de hostilização dos partidos de “esquerda” como vimos ontem na Praça da Sé. Ao contrário, os manifestantes passaram a enaltecer os símbolos nacionais, como o Hino e a bandeira brasileira, o que vem agradando em muitos os grupos neofacistas. Frente a estas contradições flagrantes, é necessário intervir ativamente nos protestos que tem capitalizado o ódio popular, combatendo abertamente o curso direitista que elas vêm tomando e levantando uma plataforma comunista. Por isto, a questão colocada é: que rumo vão seguir as manifestações de tomam conta do país?

quinta-feira, 7 de junho de 2018

LEILÃO DO PRÉ-SAL: TEMER USA LEGISLAÇÃO NEOLIBERAL APROVADA POR DILMA PARA ENTREGAR O PETRÓLEO BRASILEIRO ÀS TRANSNACIONAIS


O governo golpista de Temer acaba de entregar 3 blocos de extração de petróleo do Pré-sal para as transnacionais. Shell, ExxonMobil, Chevron, BP Energy, Petrogal, Statoil abocanharam campos nas bacias de Campos e Santos a preço de banana. Na abertura do leilão, foi anunciado pelo ultra corrupto Moreira Franco, Ministro das Minas e Energias, que o governo Temer já estaria organizando a entrega de outras áreas às petroleiras internacionais. Já o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, aproveitou a presença das maiores petroleiras do mundo, para reafirmar a cartilha neoliberal de que “a formação de preços de combustíveis no país continuará livre e que não há nenhuma postura intervencionista” no mercado de óleo e gás. Nesse leilão, a Petrobras entrou pela porta dos fundos nos consórcios vencedores com participação de 30%, valendo-se da lei aprovada pelo governo Dilma em 2016, via um acordo escandaloso com o então Senador José Serra (PSDB). O PT e o PCdoB criticaram os leilões mais “esqueceram” que foi no seu governo que essa legislação entregista foi aprovada, retirando da estatal a exclusividade das atividades de operação na camada do Pré Sal, inclusive a participação obrigatória de 30% em consórcios de empresas estrangeiras que tenham interesse na compra de blocos marítimos na costa nacional. Em 2015 o projeto do então senador Tucano José Serra, elaborado sob encomenda dos cartéis internacionais de energia, tramitou em caráter de urgência com a cumplicidade do mafioso Renan Calheiros e na reta final de sua aprovação foi endossado em fevereiro de 2016 pela então presidente Dilma e sua base aliada na Casa. Na época, o Planalto "costurou" com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) um texto que agradou a todos os privatistas. Naqueles dias, o dirigente dos "neocomunistas" Haroldo Lima (ex-diretor da ANP no governo Lula) defendia nos gabinetes o projeto Serra. Vejamos o que disse “O projeto de lei do senador José Serra, PLS 131/2015, também do PSDB, propõe o fim dessa obrigatoriedade. É positivo". Como qualquer um pode comprovar a atual entrega pelo governo Temer tem como base a legislação aprovada por Dilma no Congresso, a Frente Popular foi parceira dos Tucanos na agenda neoliberal para " vender" (a preço de banana) o país ao imperialismo e atacar conquistas históricas operárias obtidas com muita luta do proletariado. A Petrobras, já obrigada a importar (pagando em dólar) dos EUA derivados do petróleo pela reduzidíssima capacidade de refino no Brasil, foi obrigada por lei a "doar" o nosso Pré-Sal para a SHELL e BP sem obter retorno financeiro algum. Na época denunciamos que o conchavo podre celebrado entre governo Dilma e a oposição pró-imperialista comandada pelo Tucanato não foi um "raio carregado de chuva em pleno céu de brigadeiro", a política do Planalto em desmontar a Petrobras seguia o cronograma imposto pela Casa Branca, tendo vários "operadores" no país, do juiz "nacional" Moro até o tucanato, passando pelo PT no Planalto. A política neoliberal de desinvestimentos da estatal e a venda a preço de banana de subsidiárias da Petrobras, como a Transpetro e BR distribuidora, são a plataforma do governo Temer para o próximo período. Antes, houve ainda no governo do PT houve a paralisação das obras de conclusão das novas refinarias, o que gerou um prejuízo total de mais de 50 bilhões de Reais a estatal. Tudo em nome de honrar os "compromissos" da Lava Jato em "moralizar" a Petrobras. Não esqueçamos que em 2013, o governo neoliberal do PT recorreu à repressão para impor a privatização do campo de Libra para as empresas chinesas petróleo “à chinesa”.  No marco geral, a Petrobras segue a estratégia das multinacionais de ser uma grande exportadora de óleo cru (commodities), de onde vem o lucro rápido, tornando o país dependente da importação de derivados. Na verdade, o Brasil é absolutamente dependente de todos os derivados do petróleo, incluindo a gasolina e diesel, já que não dispõe de capacidade de refino de seu próprio petróleo, de características pesadas e de baixo valor no mercado de commodities. Exportando petróleo “bruto e grosso” e importando gasolina, querosene de aviação e diesel o país cria um imenso déficit comercial, do qual o pré-sal é somente mais um elemento deste processo de dependência. Na década de 90, o governo FHC quebrou o monopólio estatal do petróleo do Brasil e criou a Agência Nacional do Petróleo (ANP), como testa de ferro das multinacionais assim como acelerou a precarização e a terceirização de serviços. Os governos do PT deveriam ter rompido com estes contratos fraudulentos, mas preferiram continuar a obra privatizante, mantendo os leilões e a entrega do petróleo às multinacionais. Temer dá hoje sequência a essa política. Desta forma, a privatização não ocorre de um só golpe, como aconteceu com as estatais na época do tucanato. Vai-se corroendo por dentro, entregando por partes, sucateando, desnacionalizando, privatizando em doses homeopáticas. Frente a esta dura realidade, os trabalhadores devem ter claro que nenhum projeto baseado em “parceria” com as transnacionais imperialistas poderá conter algum conteúdo realmente nacionalista. Somente a classe trabalhadora pode garantir uma Petrobras 100% estatal. O proletariado brasileiro deve fazer uma vigorosa denúncia do verdadeiro engodo montado pelo imperialismo e o submisso governo golpista de Temer, fiel representante dos rentistas internacionais na entrega dos recursos naturais e suas fontes energéticas. Apenas a ação direta das massas trabalhadoras poderá se opor às investidas imperiais no solo brasileiro, único caminho para a nacionalização plena de nossos recursos naturais e garantir a completa independência dos grandes trustes do petróleo que detém para si o controle militar da energia em todo o planeta.

terça-feira, 5 de junho de 2018

O BLOG da LBI publica hoje o segundo artigo histórico sobre os 5 ANOS DAS JORNADAS DE JUNHO. Em meados de 2013, uma semana após início dos protestos contra o aumento das passagens de ônibus dirigidos pelo MPL, houve a nacionalização das manifestações. Em paralelo a esse crescimento e diante da ausência de um eixo programático anticapitalista e de uma direção classista, ocorreu imediatamente a tentativa da Rede Globo de “pautar” o movimento, chegando a TV da Famiglia Marinho a tercer rasgados elogios aos protestos justamente porque viu a possibilidade de manipulá-los contra o governo Dilma, o que provocou uma grave crise política no interior da Frente Popular. O artigo abaixo elaborado pela LBI justamente no início dessa “metamorfose” política foi parte de uma dura luta política, alertando a vanguarda juvenil sobre essa armadilha reacionária em curso, inclusive denunciando a entrada em cena dos manifestantes “verde-amarelos” que bradavam contra a esquerda levantando a bandeira do “apartidarismo” e exigindo em nome do "combate à corrupção" a prisão dos dirigentes pestistas em um claro deslocamento à direita.

PROTESTOS NACIONAIS DA JUVENTUDE SEM UM EIXO PROGRAMÁTICO E UMA DIREÇÃO CLASSISTA PODEM SER CANALIZADOS PELO “PIG” PARA UM VIÉS REACIONÁRIO 
(Artigo histórico - 18 de junho de 2013)


Como um rastilho de pólvora os protestos da juventude contra o aumento das tarifas dos transportes em São Paulo tomaram conta do país e agora extrapolam em muito a reivindicação da revogação dos "vinte centavos". Nesta segunda-feira (17/06) assistimos mobilizações multitudinárias nas principais capitais do Brasil, ainda que sem a mesma "uniformidade" política das "Diretas Já" ou do "Fora Collor", mas sem dúvida foram um canal social onde se desrepresou a camisa de força imposta ao movimento de massas pelas direções burocráticas. Como uma reação uníssona as primeiras mobilizações "horizontais" e semi-espontâneas do Movimento Passe-Livre (MPL), formou-se uma ampla frente única, que integrava desde o governo Tucano de Alckmin, passando pelo prefeito Haddad e o PT nacional até chegar ao "PIG" (Partido da Imprensa Golpista) como o "padrinho" deste esdrúxulo bloco, que "batizou" o movimento juvenil das ruas contra o aumento das tarifas como sendo uma expressão de "vândalos e baderneiros". Afinal, o aumento das tarifas de transporte em SP foi decretado em comum acordo entre os governos Petista e Tucano, nada mais "natural" que estivessem "solidários" na repressão violenta aos "baderneiros" apresentados pelo "PIG" como uma "ameaça ao patrimônio público". No rastro da frente única reacionária contra o MPL também se perfilaram inicialmente o PCdoB (a prefeitura de SP estava sob o comando de Nádia Campeão no segundo grande ato, em função da viagem de Haddad a Europa) e a chamada "esquerda" petista na figura do ministro da "justiça" Eduardo Cardoso, que ofereceu a ajuda da Polícia Federal para a repressão mais "fina" do movimento. Mas a potencialidade dos massivos protestos de rua, que assumiram um caráter nacional, produziram no "PIG" o mesmo "fenômeno" ocorrido na campanha pelas diretas em 1984, ou seja "repentinamente" passaram a apoiar os "ex-vândalos", considerados agora como uma "corajosa" juventude que "vai às ruas lutar por seus direitos". De uma forma muito similar ao que aconteceu em 84, de repente os atores "globais" passaram a realizar campanhas publicitárias para denunciar a violência da PM, e não mais "desqualificar" os jovens como "baderneiros", a Rede Globo obrigou até mesmo o asqueroso Jabor a fazer "autocrítica" e elogiar os jovens que antes não "valiam nem 0,20 centavos". Estava desta maneira rompida, por iniciativa do PIG, a frente única contra os protestos, e o que se viu a partir do dia 17/06 foi um verdadeiro "tsumami" de "rasgados" elogios às mobilizações, desde o governo Dilma (incluindo todo o PT e PCdoB), e até mesmo o fascista Alckmin e seu sinistro secretário de segurança passaram a defender a garantia da "integridade" dos manifestantes. No bojo das mobilizações, desde o Facebook (manipulado pela CIA), rapidamente surgiu o movimento "Acorda Brasil", que na "carona" da rebeldia juvenil passou a incluir na "pauta" das reivindicações a "prisão dos mensaleiros e a oposição a PEC 37", bandeiras empunhadas pelos procuradores liderados por Roberto Gurgel. Ontem em Brasília a tônica das manifestações esteve focada no Congresso, com muitas bandeiras "verde e amarelas" exigindo uma "faxina geral", o que animou em muito ao "PIG" em declarar que se tratava de um grande movimento "contra a corrupção do governo Dilma", já decretando uma vitória antecipada da oposição Demo-Tucana nas eleições de 2014.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

05 ANOS DAS “JORNADAS DE JUNHO”: UM BALANÇO MARXISTA DAS MANIFESTAÇÕES QUE QUESTIONARAM A FRENTE POPULAR, ABRINDO CAMINHO PARA O GOLPE PARLAMENTAR QUE APEOU O PT DO GOVERNO (GERÊNCIA) CENTRAL DO ESTADO BURGUÊS


O BLOG da LBI publica nesse mês seis artigos dedicados as “Jornadas da Junho” que completam 05 anos em 2018. Elaborados em pleno desenvolvimento dos protestos nacionais de junho de 2013, esses textos produzidos pela LBI no calor dos acontecimentos tem o mérito de ser a primeira elaboração na esquerda a caracterizar a dinâmica contraditória e difusa das manifestações, que começaram com a justa luta juvenil contra o aumento das passagens de ônibus dirigida pelo MPL e apoiada pela militância LBI com um claro corte de esquerda, mas acabaram sendo controladas pela direita “verde-amarela” que impôs junto com a bandeira do “apartidarismo” uma pauta reacionária que foi sequestrada pela Rede Globo, abrindo caminho para uma “onda conservadora” que tem seus efeitos nefastos evidente nos dias de hoje. Pode-se fazer até um paralelo com a recente greve dos caminhoneiros que seguiu um curso inverso, acabando por se chocar diretamente com o governo neoliberal de Temer ao canalizar o justo ódio popular contra o ajuste neoliberal, apesar de inicialmente suas reivindicações terem sido apoiadas por empresas de transporte de cargas. Nos seis textos que publicamos sobre as “Jornadas de Junho” polemizamos tanto com a chamada “oposição de esquerda” (PSTU, PSOL) que apresentava as “jornadas” como a antevéspera da revolução como também com a Frente Popular que apregoava que os protestos eram orquestrados somente pela direita e o PSDB. O pleno acerto teórico do prognóstico realizado pela LBI, a despeito de todas as caracterizações impressionistas da esquerda revisionista nesta ocasião, nos impediu de cair no erro gravíssimo que marcou todos os balanços históricos da esquerda sobre as multitudinárias mobilizações de junho de 2013, dando-lhes um apoio acrítico que produziram sérios equívocos programáticos de como enfrentar a atual conjuntura nacional marcada por um golpe parlamentar em 2016 e da emergência do neoBonapartismo no país, representado pela famigerada "Operação Lava Jato" patrocinada pela Casa Branca. Hoje publicaremos o primeiro artigo da série sobre as "Jornadas de junho", um texto elaborado logo no início dos protestos então dirigidos pelo MPL, que questionavam o aumento das passagens de ônibus com famoso eixo "não é só pelos 20 centavos", manifestações apoiadas pela LBI por seu caráter progressivo, tanto que foram duramente reprimidas pelos governos do PT e PSDB! 

ARTIGOS HISTÓRICOS

1 - Todo apoio aos “vândalos e baderneiros” do MPL! Solidariedade aos presos políticos dos governos Alckmin/Haddad! 
(12.06.2013)

2 - Protestos da juventude sem um eixo programático e uma direção classista podem ser canalizados pelo “PIG” para um viés reacionário 
(18.06.2013)

3 - Marchas nacionais de protesto no Brasil: Que rumo seguir? 
(19.06.2013)

4 - Falsa simetria entre “Diretas Já”, o “Fora Collor” e as atuais mobilizações pode levar a esquerda a cometer gravíssimos equívocos  
(21.06.2013)

5 - Os Marxistas revolucionários devem apoiar a campanha pelo “Fora Dilma” no curso dos atuais protestos nacionais?
(23.06.2013)

6 - Para o Brasil não girar à direita, o movimento operário deve ser o protagonista do cenário nacional
(Editorial do Jornal Luta Operária Nº 260, Junho/2013)

---------------------------------------------------------------------------------
TODO APOIO AOS “VÂNDALOS E BADERNEIROS” DO MPL! SOLIDARIEDADE AOS PRESOS POLÍTICOS DOS GOVERNOS ALCKMIN/HADDAD! 
(12 DE JUNHO DE 2013)

Nos últimos dias a capital paulista está sendo palco de massivos protestos populares contra o aumento da passagem de ônibus. À frente das marchas estão em sua maioria estudantes e ativistas ligados ao Movimento pelo Passe Livre (MPL). A PM do governador Alckmin e a Guarda Municipal do prefeito Haddad estão reprimindo duramente as manifestações, que já contabilizam mais de vinte presos políticos. A justiça burguesa impôs uma fiança de 20 mil reais para uma parte dos companheiros detidos por se manifestar contra mais este ataque às condições de vida dos trabalhadores e do povo pobre, outros dez companheiros sequer tem este “direito”! Em uníssono, a burguesia, seus meios de alienação de massa tendo como ponta de lança a Rede Globo e os governos burgueses do PT e PSDB, vem acusando os manifestantes de “vândalos e baderneiros” porque para se defenderem dos ataques do aparato de repressão (que disparam centenas de bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha, além de dar bordoadas com cassetetes) fazem barricadas com lixo, fecham ruas e reagem como podem à repressão policial! Desde a LBI e da Juventude Bolchevique publicamente prestamos todo nosso apoio incondicional aos “vândalos e baderneiros” do MPL e afirmamos claramente que a luta contra o aumento das passagens no transporte coletivo deve se radicalizar ainda mais e se unificar nacionalmente com os companheiros do Rio de Janeiro, Goiânia e Natal para vencer os empresários e seus governos de “direita” e “esquerda”. Neste momento, o conjunto do movimento popular, sindical e estudantil que não está cooptado pelas verbas estatais deve se unificar em solidariedade aos presos políticos dos governos Alckmin/Haddad acusados de danos ao patrimônio e formação de quadrilha, organizando um ato nacional em defesa dos companheiros encarcerados e pelo passe livre já!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

PEDRO PARENTE PEDE DEMISSÃO DA PETROBRAS: SINAL DE QUE OS RENTISTAS NÃO APROVARAM O RECUO DE TEMER DIANTE DA GREVE DOS CAMINHOHEIROS E QUE OS PETROLEIROS PODERIAM TER DERROTADO O GOVERNO SE A FUP-CUT NÃO TIVESSEM SABOTADO UNIFICAÇÃO DAS LUTAS


Acaba de pedir demissão o presidente da Petrobras, Pedro Parente, o tucano representante do rentismo dentro da estatal. Sua saída ocorreu porque ele se opôs a redução do preço do Diesel conquistada com a greve dos caminhoneiros. Segundo ele, “A greve dos caminhoneiros e suas graves consequências para a vida do País desencadearam um intenso e por vezes emocional debate sobre as origens dessa crise e colocaram a política de preços da Petrobras sob intenso questionamento”. Na verdade, a saída de Parente é mais um capítulo da crise do moribundo governo Temer, cujo governo é sustentado apenas para cumprir tabela até as eleições presidenciais fraudadas de Outubro. Seu pedido de demissão é uma prova que o rentismo e a transnacionais do petróleo que controlam o conselho diretor da Petrobras não aprovaram o recuo de Temer na manutenção da política de preços flutuantes. Antes de sua demissão, houve também a greve nacional dos petroleiros que se iniciou na quarta-feira, 30 de maio, às vésperas de um feriado nacional, e planejada para durar 3 dias não chegou a completar 24 hs de paralisação. Tão logo o canalha TST anunciou a absurda multa de 500 mil reais por dia de greve e logo depois a ampliou para a cifra de R$ 2 milhões, a FUP orientou o retorno ao trabalho: “A orientação da FUP é de suspensão da paralisação que se estenderia até a meia noite de sexta-feira, 01/06. Um recuo momentâneo e necessário para a construção da greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”. Em resumo, o “dia de luta” convocado pela FUP e FNP foi uma paralisação “natimorta”, midiática, iniciada somente depois do refluxo da greve dos caminhoneiros justamente porque a CUT não moveu um dedo para a unificação das lutas em curso no país, ao contrário, se propôs junto com as outras centrais pelegas de ser “mediadora” do movimento junto ao governo golpista de Temer, afirmando “As centrais sindicais neste momento de impasse nas negociações entre o governo federal e os caminhoneiros, decidem se colocar à disposição como mediadoras na busca de um acordo que solucione o caos social que o país caminha”. Toda a burocracia sindical saiu em socorro da estabilidade do regime político burguês, porque a esquerda reformista aposta todas suas fichas no circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos. A FNP-CONLUTAS não resistiu a orientação traidora da FUP-CUT em suas bases e servilmente os sindicatos a ela vinculados também orientaram a volta ao trabalho, restando ao PSTU “criticar” a CUT por “perder um oportunidade de ouro” para se convocar a Greve Geral, quando na verdade nenhum sindicato controlado pela Conlutas levou a frente seriamente essa tarefa, esperando passivamente que a Frente Popular fosse a vanguarda nesse chamado. Os Morenistas parecem ser adeptos do “ouro de tolo” como nos deixou em letra musical Raul Seixas, mas na verdade se limitaram a ficar na cola do Lulismo, enquanto Boulos e PSOL se dedicavam a fazer demagogia eleitoral em defesa da “redução dos preços dos combustíveis” sem convocar nenhuma luta direta e bloqueios de estradas para impor essas reivindicações!  Vale lembrar que em nenhum momento os sindicatos tanto da CUT como da Conlutas estendam o chamado da greve a todos os trabalhadores terceirizados da Petrobras, hoje conformam a maioria no interior das refinarias e que sequer tem o direito a sindicalização, negado pelas burocracias cutistas e revisionistas da FUP e FNP. Por outro lado, a bandeira de luta levantada pelas direções sindicais em defesa somente da Petrobras 100% estatal não resolve a crise, porque a empresa continua nas mãos do Estado capitalista e da canalha burguesa. Por essa razão apontamos o chamado por uma Petrobras 100% estatal sob o controle dos trabalhadores! A lição fundamental a ser tirada da sabotagem da unificação das lutas na última semana pela Frente Popular e seus satélites de “esquerda” reside no elemento fundamental que essas direções traidoras apostam na intervenção atomizada dos trabalhadores para não provocar o “caos social”, patrocinando suas expectativas em um desfecho eleitoral para a conjuntura de crise política que cruza o país. A direção do PT orientou a CUT a não atuar de fato em apoio a greve dos caminhoneiros e a sabotar a paralisação petroleira, usando essa pressão de baixo impacto de greves isoladas para demonstrar à burguesia que não quer “incendiar o país” mas em troca pede que Lula seja solto e possa concorrer no circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos. Este é um caminho suicida e de derrotas para o movimento operário, uma senda que não pode ser aceita pela vanguarda classista dos trabalhadores, sendo necessário romper com esse verdadeiro pacto de sustentação do regime político burguês que mantém de pé o moribundo governo golpista de Temer.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

HÁ 16 ANOS MORRIA MÁRIO LAGO: 
O ÚLTIMO “STALINISTA BOÊMIO”


Mario Lago, ator, compositor, radialista, poeta, autor teatral foi um militante comunista, na verdade um stalinista de vida boêmia, talhada pelas músicas, os cabarés, enfim foi produto do ambiente malandro da Lapa carioca onde nasceu e da influência política da vitoriosa Revolução de 1917, que iria marcar os debates políticos e culturais de sua adolescência. Também neste caso, a exceção confirma a regra e nem por esses ricos traços culturais Lago rompeu com a política de colaboração de classes do velho Partidão. Ao contrário, seguiu-a disciplinadamente apesar de toda a “heterodoxia” pessoal que acompanhou sua vida, quando morreu em 30 de maio de 2002, há 16 anos. Um tempo vivido em sua plenitude política, artística e boemia. Não foi casual esse pulsar de vida pelo simples fato de que nascera no centro do furacão político da luta de classes e cultural do país nas décadas de 20 a 50. Nasceu no Rio de Janeiro, capital federal, em 26 de novembro de 1911, na histórica Rua do Resende, bairro da Lapa, região à qual confluía toda a boemia carioca e a nata da “malandragem”. Carioca típico, absorveu profundamente a verve de sua época, a de um país que emergia para a industrialização capitalista, a economia que aos poucos suplantava a monocultura cafeeira. Por todos os poros emergiam os aspectos de uma nova cultura voltada para consumo de massa, tais como a música que desce da marginalidade dos morros para a cidade, ou seja, o samba outrora criminalizado rapidamente se populariza através de grandes menestréis como Chiquinha Gonzaga – a grande precursora desta nova “elite” intelectual que compôs já em 1899 a marchinha “Ô abre alas” – Noel Rosa, Mario Lago, Cartola, Pixinguinha, Lamartine Babo e muitos outros. Tratava-se da ascensão de uma nova classe média urbana gerada pelo crescente processo de industrialização que tinha como canal de expressão de suas ideias e novos costumes os cafés, os botequins e cabarés, nos quais eram “elaborados” (vividos) e discutidos entre a intelectualidade novos padrões estéticos e comportamentais.

terça-feira, 29 de maio de 2018

23 ANOS DA GREVE DOS PETROLEIROS CONTRA O GOVERNO FHC E O FIM NO MONOPÓLIO: TIRAR LIÇÕES DA PROFUNDA DERROTA DE 1995 PARA ORGANIZAR HOJE A LUTA EM DEFESA DE UMA PETROBRAS 100% ESTATAL SOB O CONTROLE DOS TRABALHADORES!



A greve dos petroleiros iniciada em maio de 1995 entrou para a história do movimento operário brasileiro pela sua radicalidade. Os petroleiros organizaram uma grande greve nacional que durou mais de 30 dias em diversas unidades, várias delas ocupadas por tanques do exército. Sua greve tinha dois eixos principais: o repúdio ao desconhecimento por FHC do acordo salarial firmado pelo ex-presidente Itamar Franco e a votação da lei que quebrava o monopólio estatal da Petrobras. A quebra do monopólio era, para o tucanato, a antessala de algo maior: privatizar a empresa inclusive usando outro nome (PetroBrax). Do ponto de vista dos trabalhadores petroleiros a greve foi uma profunda derrota. Dirigentes foram demitidos e o monopólio foi quebrado. Porém, a disposição de luta dos petroleiros provou que não seria possível vender a empresa. Não fosse a atuação das direções ligada a CUT e ao PT o resultado poderia ter sido mais favorável para a categoria questionando em luta a gestão neoliberal do PSDB. Houve a ocupação das refinarias, cujo símbolo foi a de a Presidente Bernardes (Cubatão, SP). O exército foi convocado por FHC para reprimir a paralisação depois de quase 1 mês de greve. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou a greve abusiva em seu sétimo dia e posteriormente deu multas milionárias aos sindicados. Os petroleiros, no entanto, não se intimidaram. Nem mesmo quando a direção da Petrobras anunciou em 11 de maio a primeira lista de demitidos. A repressão do governo FHC aumentou, o Justiça não foi suficiente, o exército foi acionado, ocuparam as refinarias no Paraná (REPAR), Paulínia (REPLAN), Mauá (RECAP) e São José dos Campos (REVAP). No dia seguinte, os petroleiros receberam seus contracheques zerados. Os trabalhadores resistiram no entanto foram derrotados pela burguesia devido também a política a política de colaboração de classes da CUT e do PT. No dia 02 de Junho, a FUP indicou a suspensão da greve, que foi aprovada pela categoria, exceto 300 operários que ocuparam a refinaria de Cubatão, que só sairão no dia 03 de junho em uma das cenas mais marcantes da greve. Hoje estamos às vésperas da greve dos petroleiros, já convocada com bastante atraso pela FUP e FNP. A paralisação dos caminhoneiros que questionou o aumento do diesel perde força e só agora os petroleiros anunciam a paralisação de suas atividades às vésperas de um feriado nacional, o que representa um quadro de objetiva atomização da luta. Alertamos que atualmente o proletariado organizado não atravessa uma etapa de ofensiva social ou política, se encontra atomizado e ainda à espera de um desfecho eleitoral para a conjuntura de crise política. É óbvio que esta situação tem um componente hegemônico ditado pela estratégia da esquerda reformista, que vem sedimentando derrota atrás de derrota. A greve petroleira, ainda que um sinal positivo neste momento é insuficiente para reverter o quadro atual de defensividade em favor do proletariado. Devemos exigir dos sindicatos que estendam o chamado da greve a todos os trabalhadores terceirizados da Petrobras, hoje conformam a maioria no interior das refinarias, e que sequer tem o direito a sindicalização, negado pelas burocracias cutistas e revisionistas da FUP e FNP. Esse caminho deve ser seguido de um chamado a Greve Geral por tempo indeterminado no país! Por outro lado, a bandeira de luta levantada pelas direções sindicais em defesa somente da Petrobras 100% estatal não resolve a crise, porque a empresa continua nas mãos do Estado capitalista e da canalha burguesa. Lutamos por uma Petrobras 100% estatal sob o controle dos trabalhadores! A militância LBI, que interveio há 23 anos atrás na greve petroleira de maio de 1995 e chama o apoio ativo a paralisação dos próximos dias, convoca os lutadores a abstrair as lições programáticas do passado para organizar de forma consequente e revolucionária a greve contra a privatização da estatal levada a cabo pela dupla de canalhas Temer-Parente a serviço do imperialismo!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

ESTENDER A GREVE DOS PETROLEIROS A TODOS OS TRABALHADORES TERCEIRIZADOS DA ESTATAL E CONVOCAR UMA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO NO PAÍS!


domingo, 27 de maio de 2018

A CLASSE OPERÁRIA DEVE ENTRAR EM LUTA NO APOIO ATIVO A GREVE DOS CAMINHONEIROS!



Reproduzimos o panfleto da Oposição dos Químicos de São Paulo, filiada a Tendência Revolucionária Sindical -TRS, distribuído amplamente nos principais modais de cargas, transporte e fábricas da categoria do estado chamando a vanguarda classista e os lutadores a apoiarem ativamente a greve dos caminhoneiros

Os momentos que se seguem são cruciais acerca do futuro da greve dos caminhoneiros. Setores da esquerda, não tem compreendido a importância de tal movimento que já é histórico. O ceticismo contemplativo que tem colocado esse setor da militância em cima do muro, é na verdade, uma postura covarde que só tem beneficiado a ultra-direita, pois equivale a abstenção e renuncia a dar o combate político-programático no sentido de influir sobre o movimento levando-o à esquerda, com as palavras de ordem revolucionárias, minando dessa forma a influência patronal e pequeno burguesa muito forte nesse importante movimento. As contradições e heterogeinidades no interior desse movimento grevista, podem e devem ser aproveitadas revolucionariamente pelo movimento operário e sua vanguarda. Para além de setores patronais que apoiam este movimento, temos como sua base e grande potencial, ex operários que diante do avanço neoliberal que tem precarizado o mercado de trabalho, tornaram-se pequenos (e precários) proprietários de caminhões utilitários, trabalhando na prática sem os mínimos direitos laborais, arcando praticamente sozinhos com os custos operacionais do transporte de mercadorias, como manutenção do veículo, combustível e etc. Esse "precariado" de fato antecipou a famosa "uberização" do trabalho, além de serem vítimas de extorsões por parte de policiais rodoviários e outras covardias mais. Dessa forma, esse setor de trabalhadores pequeno burgueses, são na pratica, muito sensíveis a atual política privatista de Temer-Parente para a Petrobras, pois as seguidas altas galopantes do diesel tem tornado de fato inviável as condições mesmo de sobrevivência desse setor. Para além de seu atraso ideológico, reflexo (direto ou indireto) de sua situação material e da sua forma de ganhar a vida, sua situação econômica sem perspectivas e desesperadora tem empurrado esses trabalhadores a ação política progressista independente de tais trabalhadores ter consciência disso ou não. Dessa forma, o sentido da luta dos caminhoneiros é sim, contra a política entreguista de Temer-Parente. O resultado disso na pratica, é o enfrentamento mesmo que semi-consciente, contra os especuladores de Wall Street e do cartel das Sete Irmãs do petróleo. 

O dever da esquerda que tenha alguma coisa na cabeça é intervir nessa luta e leva-la à esquerda, dando o conteúdo anti-capitalista; aproveitar as contradições que existem no interior do movimento em benefício dos trabalhadores, visto que a pauta dos caminhoneiros em essência converge com os interesses imediatos da população pobre, deve ser obrigação de quem se reivindica de esquerda ou marxista. O simplismo alienado e insuportável de uma parcela da classe média "esquerdista" e de parte da burocracia sindical, taxando a greve de locaute se negando a dar o combate ideológico na mesma, não passa de justificativa para sua covardia política. Como em política não existe vácuo, a abstenção de parcela do movimento operário e sua suposta vanguarda em dar o combate para influir em tal movimento contraditório pode abrir uma verdadeira estrada para a direita o fazer. 

É mais do que necessário que as centrais sindicais, sobretudo a CUT saia de sua paralisia e convoque uma greve geral, apresente um conjunto de pautas nacionalistas e de estatização completa sobre direção dos trabalhadores em relação a Petrobras e exija o cancelamento de todas as medidas do governo golpista de Temer, sobretudo a reforma trabalhista. Existe condições objetivas para isso, os trabalhadores no país têm de entrar em ação, a burguesia está acuada e sua crise de direção pode tornar-se crise de dominação, se setores de peso do movimento operário entrar em ação já.

PELA DERRUBADA REVOLUCIONÁRIA DE TEMER-PARENTE!

PELA CONVOCAÇÃO DE UM CONGRESSO NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA, PARA DISCUTIRMOS UMA SAÍDA OPERÁRIA E REVOLUCIONÁRIA!

OPOSIÇÃO DOS QUÍMICOS DE SÃO PAULO

sábado, 26 de maio de 2018

A QUESTÃO DO CONTROLE ENERGÉTICO MINERAL: O CENTRO DO GOLPE PARLAMENTAR CONTRA O GOVERNO DA FRENTE POPULAR, FOI SEDIMENTADO QUANDO DILMA INICIOU O DESMONTE DA PETROBRAS ATENDENDO A ORDEM DA "LAVA ATO". A LBI ALERTOU A MARCHA GOLPISTA AINDA NO "CONTO DA CAROCHINHA" DO PRÉ SAL COMO SENDO A "SALVAÇÃO DO BRASIL"....


A LBI foi a única organização da esquerda Marxista que caracterizou a chamada "descoberta" do Pré Sal, ainda no governo Lula, como sendo um "conto de fadas" que poderia trazer resultados desastrosos para a Frente Popular e para o próprio país, caso fosse limitado a mais uma movimentação histórica de exportação de comodities, sem valor agregado, mesmo se tratando do "cobiçado" petróleo cru. Como uma repetição "valorizada" dos ciclos econômicos da cana de açúcar, café, borracha, soja etc.. o Pré Sal, por si só, não poderia conduzir o país ao tão sonhado "primeiro mundo", ao contrário aumentaria a dependência do Brasil ao rentismo financeiro internacional, ao sabor das petrolíferas imperialistas que controlam o processamento e refinamento do petróleo e a poderosa indústria da química fina mundial. Bastou o preço internacional do óleo cru  despencar no mercado bursátil de Wall Street para que o governo Dilma passasse a desativar o tímido projeto de construção de novas refinarias nacionais, iniciado na gestão Lula, leiloando os lotes do Pré Sal a "preço de banana" para o cartel imperialista que controla a energia mineral do planeta, tudo isso ao sabor das ordens da operação "Lava Jato", que sob o manto de combater a corrupção na maior empresa estatal do país preparava na verdade a destruição da Petrobras e o golpe de Estado. Com a assunção do governo golpista, a missão do interventor da Casa Branca (disfarçado de juiz federal) foi cumprida: com poucas refinarias no país e em sua maioria sem capacidade técnica de refinar o Pré Sal, óleo bem mais denso, a Petrobras passou a importar quase todos os derivados e não por coincidência em um momento em que o barril de petróleo retoma uma escalada de alta no mercado internacional. Com o "manager" Parente (dos gringos), a estatal passou a replicar o custo do combustível importado diretamente nas bombas dos postos, somado a valorização semanal do Dólar, o resultado foi a elevação do diesel em 60% em um ano, enquanto a inflação oficial não atingiu a marca dos 3%. Uma combinação econômica explosiva, que deu margem a movimentação dos caminhoneiros e a futuras manobras políticas orientadas diretamente pelo governo ianque. A alternativa estratégica que deve ser apontada pelo movimento de massas é o controle operário da Petrobras, fim de todas as importações e a estatização completa da prospeção de petróleo (monopólio estatal) e também da distribuição de combustíveis. Retomada da construção imediata de dez novas refinarias e implantação de polos petroquímicos nas principais regiões do país. Porém esta plataforma nacionalista não poderá ser levada a cabo por um governo reformista Social Democrata, seja na volta do PT ou pelo seu "clone" o PSOL, somente a deflagração da revolução socialista e a Ditadura do Proletariado terão a capacidade histórica de garantir a genuína soberania energética do Brasil.

REPUBLICAMOS A APRESENTAÇÃO DO LIVRO “OFENSIVA IMPERIAL PARA DESTRUIR A PETROBRAS” LANÇADO PELA LBI EM FEVEREIRO DE 2015

O verbo destruir utilizado no título do novo lançamento da Editora Publicações LBI não é uma mera figura de linguagem ou apenas um recurso de retórica jornalística para definir o objetivo central do imperialismo com relação a Petrobras. Nestes exatos dias estamos vendo os passos iniciais de uma brutal ofensiva política, econômica e midiática para de fato se esquartejar e desmantelar a Petrobras. O plano canalha é reduzir a maior empresa estatal da América Latina, quando muito, em uma mera extratora de óleo cru em alto mar (com altíssimo custo de operação) a fim de que os grandes grupos econômicos internacionais possam seguir controlando livremente os ramos mais lucrativos do mercado do petróleo nacional: a venda de derivados e sua distribuição pelo território brasileiro. A se manter a equação de vender óleo cru a “preço de banana” para depois comprar “na alta” o diesel e a nafta processada dos trustes industriais anglo-ianques, teremos inexoravelmente a futura quebra da Petrobras, ainda mais com o preço do barril em baixa sistemática por pressão dos EUA. Sintonizado com os ditames da Casa Branca e Obama, o decano tucano José Serra já defende abertamente o desmembramento da Petrobras, propondo que a estatal venda a área de refino, petroquímica, fabricação de plataformas, fertilizantes e abra mão da distribuição de combustíveis no varejo para permitir a privatização do que restar da empresa a baixíssimo custo. Desta forma tornamos o Brasil um país eternamente submisso política e economicamente as potências imperialistas e as "Sete Irmãs" (cartel das transnacionais do petróleo). O tucanato não está só nesta empreitada neoliberal facilitada pela política privatista de “gerentona” do PT. O “detonador” desta cruzada antinacional em curso foi a Operação policial "Lava Jato". A pretexto de revelar o esquema de pagamento de comissões (propinas) por parte de empreiteiras a diretores da estatal que negociavam em nome do governo Lula-Dilma e do PT as obras de construção das novas refinarias projetadas ainda na era Lula, a banda tucana da PF, da Justiça e do MPF conseguiu gerar um escândalo midiático - tendo à frente a Rede Globo - que agora obriga o Planalto completamente fragilizado a entregar a presidência da Petrobras a um "homem do mercado" imposto pelos rentistas internacionais e que, a pretexto de “moralizá-la”, irá levar adiante a sua destruição e esquartejamento, sabotando um tímido projeto de soberania nacional, formulado originalmente com a renovação parcial do nosso "arcaico" parque industrial de refino e petroquímica. O pagamento de "comissões" por parte da iniciativa privada a gestores estatais não é propriamente uma "novidade" na história republicana do país, tampouco é um "fenômeno" exclusivo da Petrobras. As "comissões" são parte inerente ao modo de produção capitalista moderno, onde o acúmulo patrimonialista dos políticos e técnicos da burguesia ocorre sob esta dinâmica. Longe de levar a falência da Petrobras as "comissões" são apenas parte integrante de uma engrenagem capitalista que foi estabelecida há muito tempo atrás, mais precisamente desde a sua fundação em 1953. O atual "desmanche" da Petrobras ocorre sob outra lógica, a da subordinação de uma semi-colônia aos interesses comerciais da matriz imperial, seria um "pecado capital" inaceitável ao Amo do Norte que nossa maior empresa nacional rompesse a dependência do refino de combustíveis e passasse a dominar áreas estratégicas, como a da química fina por exemplo. Por isso a "ordem imperial" veio de Washington, as refinarias não podem ser concluídas e o polo petroquímico de Campos deve ser abortado! O pretexto do "mar de lama da corrupção" na Petrobras, repercutido à exaustão pela mídia corporativa, veio para selar o destino da estatal firmado pelo imperialismo: ou se mantém como um "fazendão" do óleo ou simplesmente a destruímos.