segunda-feira, 30 de março de 2015


PT DEFENDE “MOBILIZAÇÃO PELA DEMOCRACIA” IMPLEMENTANDO “AJUSTE” RECEITADO PELA DIREITA CONTRA OS TRABALHADORES: UMA MANOBRA A SERVIÇO DA BLINDAGEM DO GOVERNO DILMA!

“PT convoca militância para série de mobilizações no País” é a principal chamada do site do partido na internet. Na circular assinada por Rui Falcão pode-se ler “O PT defende os direitos de reunião e livre manifestação, mas repele manifestações de golpismo, intolerância e ódio. Diante destes, sairemos às ruas em defesa da democracia e das nossas bandeiras. Democracia sempre mais, ditadura nunca mais”. Dentro do calendário apontado estão as atividades convocadas pela CUT: uma plenária nacional neste dia 31 em defesa do Brasil, um ato contra o PL da Terceirização em Brasília em 07 de abril e o 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Obviamente em nenhum momento do texto lançado pela direção nacional do PT há qualquer crítica ao ajuste neoliberal aplicado pelo governo Dilma, ao contrário, lá se reafirma que “Diante do atual momento político do país, o Partido dos Trabalhadores é chamado a aprofundar as mudanças iniciadas pelos governos Lula e Dilma”, ou seja, defende a política da “gerentona” petista, tanto que seus parlamentares irão votar em apoio as medidas de ataques aos trabalhadores orquestradas por Levy. Não poderia ser diferente, o PT é o partido que leva adiante neste momento no comando do governo os planos da burguesia de jogar a conta da crise capitalista nos ombros dos explorados e, para isto, seu pacote de maldades tem o apoio do PMDB de Cunha e Renan assim como do PSDB. A mobilização convocada pelo PT é para defender seu governo, mas usa a CUT para encobrir esta política nefasta ao declarar “1o de Maio – Participar e organizar com as centrais sindicais e os movimentos populares uma grande mobilização da pauta da classe trabalhadora no 1o de Maio, a exemplo do que foi o dia 13 de março”. Como se observa, assim como o 13 de Março, Rui Falcão acionou a CUT para fazer das manifestações convocadas pela burocracia sindical “chapa branca” atividades em defesa de sua gerência capitalista. Neste engodo, além da CUT estão envolvidos também a CTB, UNE e MST, além do PCdoB, Consulta Popular e outras organizações que integram a Frente Popular. Como já declaramos, com o “cardápio” imposto pelos barões do capital financeiro de Wall Street será impossível para o governo Dilma reagrupar forças para reagir as mobilizações da direita e congêneres. Longe de apoiar atos “em defesa da democracia” que são na verdade manifestações de apoio aberto ou disfarçado ao governo Dilma, o movimento de massas deve dar uma resposta imediata a esta situação que pode desembocar com ataques mais profundos as conquistas históricas do proletariado. É necessário organizar imediatamente um dia nacional de paralisação, focado na luta por direitos sociais e contra o “ajuste” neoliberal. É necessário galvanizar as organizações de massa independentes (ou mesmo parcialmente autônomas), a esquerda revolucionária e classista, as combativas entidades populares e da juventude para a imediata organização de uma frente de luta direta contra o “ajuste” do imperialismo e a direita fascista. Neste campo da barricada serão inclusive muito bem vindos setores do PT e da CUT que venham a se desprender da falência política do governo Dilma e da liderança lulista, incapazes de esboçar a mínima reação progressista diante do isolamento social a que estão submetidos. Nesse sentido, a LBI não participará de nenhuma atividade convocada pelo PT em defesa do governo Dilma e aponta que a plataforma de lutas do movimento operário deve se concentrar em derrotar o “ajuste” pela via da ação direta dos explorados. Como não podemos esperar que o arco da esquerda “chapa branca” seja capaz de lutar dignamente contra o ascenso da extrema direita como vemos na convocatória publicada pelo PT e a CUT, é tarefa das forças da esquerda mais consequente e de seus aliados genuinamente democráticos impedir que as manifestações reacionárias galvanizem setores da população mais castigados pela política neomonetarista do governo. Se impõe a construção de uma mobilização operária e popular, que pela via da ação direta das massas esmague o germe do fascismo e derrote seus cúmplices oficiais, uma orientação oposta do “flerte” criminoso que PSTU e PSOL vem fazendo para a direita, impressionados com as marchas multitudinárias que ocorreram no país no dia 15 e podem se repetir em 12 de abril. Um bom começo para iniciar esta tarefa seria convocar manifestações em 1º de abril, quando se completam os 51 anos do golpe militar de 1964 para chamar pela derrota da reação burguesa e contra o ajuste neoliberal, convocando inclusive os setores da frente popular que se opõem as medidas neoliberais de Levy a de fato lutarem contra a investidas do governo Dilma para retirar direitos dos trabalhadores através da construção de uma dia nacional de luta rumo a construção da Greve Geral!

sábado, 28 de março de 2015


ARÁBIA SAUDITA BOMBARDEIA O IÊMEN PARA MANTER O PAÍS COMO ALIADO SERVIL DOS EUA! FRENTE ÚNICA COM A MILÍCIA HOUTHIS E O IRÃ PARA DERROTAR O ATAQUE A SERVIÇO DO IMPERIALISMO IANQUE!

O Iêmen foi bombardeado nesta semana por 100 caças da força aérea saudita, deixando centenas de mortos e feridos. O objetivo da operação apoiada pelo imperialismo ianque é deter o avanço da milícia xiita Houthis. A situação é tão crítica que cerca de 100 agentes das Forças Especiais norte-americanas deixaram a base militar de Al Anad, no sul do país, depois que surgiram “questões de segurança”. Nos últimos dias, um grupo de rebeldes tomou o controle de uma cidade próxima a base e centenas de prisioneiros escaparam de prisões locais. Mesmo depois do bombardeio, o presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi, deixou o país neste sábado em direção à Arábia Saudita para ter proteção da monarquia saudita. Em declarações afirmou não ter intenção de retornar ao território iemenita. Por sua vez grupos sunitas ligados a petro-monarquia saudita atacaram por terra colunas da milícia Houthis. A operação envolve a participação de outros países do chamado Comando Geral do Golfo (CGC) como Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Egito, uma aliança militar pró-imperialista, tanto que o embaixador saudita em Washington, Adel Al Jubeir, declarou que “consultou” os EUA sobre a operação. Após seu pronunciamento, a Casa Branca divulgou que o presidente Obama autorizou apoio de logística e de inteligência para apoiar a Arábia Saudita na operação. O governo militar golpista do Egito também divulgou que oferece ajuda militar e política, com participação aérea, naval ou terrestre. Como se observa trata-se de uma nova intervenção do imperialismo na região. Desde já, os marxistas revolucionários se postam no campo da luta aberta contra a agressão imperialista e em frente única de ação com as forças nativas que se colocam contra a investida dos EUA, Israel e da Arábia Saudita, principalmente por que esta ofensiva está direcionada estrategicamente contra o Irã, que apoia os Houthis. A milícia xiita Houthis está sendo alvo dos bombardeios e deve ser defendida. Ainda que não tenhamos a menor identidade programática com esse grupo, muito pelo contrário, denunciamos seu programa reacionário, teocrático e burguês, nos postamos em seu campo militar na medida em que se enfrentam com a agressão imperialista e no calor do combate buscamos forjar uma alternativa proletária e comunista no Iêmen.

quinta-feira, 26 de março de 2015


FAMÍLIA MORENISTA (PSTU, CST, MRS) “FLERTA” COM O FORA DILMA! OS GENUÍNOS TROTSKISTAS DEFENDEM DEFENESTRAR AS MANIFESTAÇÕES REACIONÁRIAS E DERROTAR O AJUSTE NEOLIBERAL!

Demorou pouco para os Morenistas “acenarem” com simpatia para as manifestações da direita e começarem a pedir o “Fora Dilma”. Uma semana após as marchas “verde e amarelas” de 15 de Março, o MRS, uma das alas mais “ortodoxas” que reivindicam a política revisionista de Nahuel Moreno no Brasil lançou a palavra de ordem “Fora Dilma! Fora Todos!” (24.03). Dias antes, o PSTU declarava “Chega de Dilma, PSDB e PMDB! Fora todos os corruptos!” (18.03) e a CST complementava “Multidão repudia Governo Dilma nas ruas do país”. Não é de se estranhar que esta canalha morenista veja com grande simpatia as manifestações reacionárias contra o governo do PT. Esta é a política pró-imperialista que estes grupos vem adotando desde 2011 quando a Casa Branca financiou os “rebeldes” pró-OTAN na Líbia iniciando a sanha neocolonialista travestida de “Primavera Árabe”. Esta onda depois se estendeu a Síria contra Assad, servindo até mesmo para justificar o apoio ao golpe militar no Egito para depor a Irmandade Muçulmana, ação militar apresentada a época pelos morenistas como uma “vitória das massas”. O fato de que no Brasil estes grupos revisionistas do trotskismo não tenham (ainda) engrossado as marchas contra Dilma convocadas pela direita deve-se ao caráter claramente reacionário e a forte presença de bandos abertamente fascistas. Lembremos porém que as manifestações dirigidas pelos neomonarquias do rei Idris contra Kadaffi na Líbia e pelos neonazistas do setor direito contra o governo pró-moscou na Ucrânia em 2014 não impediram os morenistas de todas as cores de apresentarem estes movimentos como uma “revolução”, se colocando entusiasticamente no campo político e militar da reação burguesa pró-imperialista contra governos de corte nacionalistas-burgueses. A linha política que vem adotando o PSTU, CST, MRS e afins se aproxima cada vez mais destes agrupamentos da direita em nome do suposto combate a corrupção e ao governo do PT. Não por acaso o PSTU afirma “Os atos do dia 15, apoiando-se no sentimento tremendamente majoritário e progressivo de oposição e de indignação contra o governo do PT, acabaram tendo na sua condução grupos de centro-direita e a participação explícita de partidos da oposição de direita como o PSDB e o DEM, que tentam se beneficiar da crise do governo para capitalizar eleitoralmente a insatisfação existente” no que é apoiado pela CST: “Com um programa difuso, o protesto expressou, sem dúvida, uma imensa insatisfação sobre tudo da classe média mas também em setores de trabalhadores de diversas categorias, que rompem massivamente com o governo e com o PT”. Os mais delirantes, como o MRS, chegam a afirmar “O que analisar deste importante de 15 de março de 2015? Muitos aspectos políticos estão ainda para ser destrinchados. O principal é que retoma em um patamar já forte, crítico e de pressão total as lutas dos trabalhadores no Brasil – sim, foram os trabalhadores, massivamente, que estavam nas ruas!”. Em resumo, para todo arco morenista, as marchas do dia 15 foram movimentos progressivos e que devem ter sua direção disputada com a direita. Ocorre que apesar do desejo destes revisionistas é a direita que não permite ver nada parecido com “esquerda” em suas manifestações. Por isso chega a ser hilário que o MNN (satélite dos morenistas oficiais) ao convocar o PSTU e o PSOL a engrossar as marchas da direita, lembre de forma tragicômica que “É bem possível que a esquerda ainda não possa intervir diretamente nos atos, por questões de segurança”, ou seja, nós queremos a unidade com a reação burguesa contra o PT mas se formos a suas marchas podemos não sair vivos!!! Como se observa, esta política de conjunto jogo água no moinho de fortalecer uma saída reacionária diante da crise política do governo Dilma e não aponta em uma alternativa revolucionária para os trabalhadores intervir na polarizada conjuntura em que vivemos. Diante desta realidade, qual a tarefa dos Marxistas Revolucionários e da vanguarda classista que se opõem ao ajuste neoliberal aplicado por Dilma-Levy e desejam derrotar a oposição demo-tucana e seus sócios fascistas? Neste momento crucial é preciso deixar claro que não há perigo de golpe (militar ou parlamentar) porque o grosso da burguesia e mesmo o imperialismo ianque dão o aval para que Dilma prossiga no ataque aos trabalhadores como vimos nas últimas medidas aprovadas no parlamento. Portanto, é preciso convocar a mobilização direta contra o ajuste neoliberal e para esmagar a direita fascista nas ruas. Como não podemos esperar que o arco da esquerda “chapa branca” seja capaz de lutar dignamente contra o ascenso da extrema direita, é tarefa das forças da esquerda mais consequente e de seus aliados genuinamente democráticos impedir que as manifestações reacionárias galvanizem setores da população mais castigados pela política neomonetarista do governo. Se impõe a construção de uma mobilização operária e popular, que pela via da ação direta das massas esmague o germe do fascismo e derrote seus cúmplices oficiais, uma orientação oposta do “flerte” criminoso que os morenistas vem fazendo para a direita, impressionados com as marchas multitudinárias que ocorreram no país no dia 15 e podem se repetir em 12 de abril. Um bom começo para iniciar esta tarefa seria convocar manifestações em 1º de abril, quando se completam os 51 anos do golpe militar de 1964 para chamar pela derrota da reação burguesa e contra o ajuste neoliberal, convocando inclusive os setores da frente popular que se opõem as medidas neoliberais de Levy a de fato lutarem contra a investidas do governo Dilma para retirar direitos dos trabalhadores através da construção de uma dia nacional de luta rumo a construção da Greve Geral! 

quarta-feira, 25 de março de 2015


VITÓRIA DO CHACAL NETANYAHU TEM AVAL DA VÍBORA HILLARY CLINTON: UMA ALIANÇA SINISTRA PARA GARANTIR O RECRUDESCIMENTO DA REAÇÃO IMPERIALISTA

Quando se cogitava que a coalizão da União Sionista, aliança entre o Partido Trabalhista e o Partido Hatnuah, da ex-ministra de Justiça Tzipi Livn, ganhasse as eleições parlamentares em Israel (como desejava Obama), o resultado deu maioria ao chacal Benjamin Netanyahu (como planejou Hillary). Depois de ganhar as eleições, ele assegurou nesta quarta-feira (25) a formação de um gabinete com apoio de 67 dos 120 deputados que compõem a Knesset. O governo sionista estará integrado por políticos de seis formações, todas de ultradireita. Para que houvesse a vitória de Netanyahu foi decisivo o aval de Hillary Clinton, que será a candidata democrata nas eleições presidenciais dos EUA em 2016. Com esta aliança a víbora ianque planeja impedir que o Tea Party, que já lançou um pré-candidato pelo Partido Republicano, Ted Cruz, tenha o apoio integral de setores de peso dos sionistas. Hillary se comprometeu com Netanyahu a apoiar a política de guerra total contra os palestinos, o Irã e a Síria. Não por acaso, logo depois da vitória do chacal sionista, Obama e Hillary Clinton se reuniram na Casa Branca para fazer os ajustes necessários a esta transição, já que os Clinton apoiam integralmente a “jogada” de aproximação com Cuba, o que não pode ser dito da política para o Oriente Médio onde Hillary defende uma imediata e agressiva ação militar contra Assad. Neste acordo entre as alas democratas, não está descartado inclusive que o Tea Party co-governe com a madame Clinton, caso os democratas se mantenham no governo, na medida que Hillary é abertamente favorável ao recrudescimento do Estado guerreirista norte-americano.

terça-feira, 24 de março de 2015


DIANTE DA CONVOCAÇÃO DA DIREITA PARA 12 DE ABRIL A RESPOSTA DE DILMA: "VAMOS PRIVATIZAR MAIS AEROPORTOS E CONTINUAR CONFISCANDO SALÁRIOS DOS APOSENTADOS"

Logo após as forças da direita terem anunciado sua unificação política com o objetivo de uma nova mobilização nacional marcada para o próximo dia 12 de Abril, o governo Dilma foi rápido em responder com uma Medida Provisória enviada nesta tarde (24/03) ao Congresso que exclui os aposentados da Previdência do atual cálculo de reajuste do salário mínimo. Pela MP que prorroga até o ano de 2019 a fórmula vigente desde 2011 para o cálculo do reajuste do salário mínimo, os aposentados que percebem acima de um salário estão excluídos do mesmo índice do aumento. Na prática isto significa que aposentados e pensionistas da Previdência Social continuarão sofrendo confisco salarial em seus vencimentos, a mercê de um índice de reajuste totalmente arbitrário e desvinculado da evolução do "mínimo". Esta cruel medida reforça o famigerado "Fator Previdenciário" que logo de saída já reduz o valor das aposentadorias iniciais dos trabalhadores do setor privado. Em relação aos aposentados do serviço público federal, bancados pelo caixa do Tesouro Nacional e não pelo INSS, manteve-se o congelamento total dos reajustes que já vigora há mais de cinco anos. O "pitoresco" nesta sórdida manobra do governo contra trabalhadores idosos é que contou com a ajuda do suposto "golpista" Eduardo Cunha que orientou a equipe econômica palaciana a editar com urgência uma nova medida provisória sobre o tema para impedir que o projeto de lei (aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados) ainda em tramitação no Congresso Nacional recebesse emendas a favor de uma correção salarial maior para os aposentados. Mas a "ofensiva" política do governo não se limitou ao "pacote de maldades" contra os aposentados, na mesma reta neoliberal foi deliberado a privatização de mais aeroportos, reduzindo a capacidade da estatal INFRAERO à gestão de meia dúzia de autarquias. Talvez a intenção do governo com o anúncio destas iniciativas que tanto agradam o mercado seja "esvaziar" a plataforma política do movimento "Vem pra Rua", porém arremessando gasolina no incêndio da ira popular contra os tecnocratas neoliberais de Brasília. Resta aos apologistas da frente única com Dilma (PCdoB, PCO etc...) explicar para a classe operária que os verdadeiros "golpistas" contra as conquistas do nosso povo não estão encastelados no governo do PT....E o que é pior, que o principal combustível político fornecido para a tucanalha direitista vem do próprio Planalto.

DIREITA ORGANIZADA (MBL/VR) MARCA NOVOS ATOS PARA O 12A, APESAR DA GRANDE AJUDA DO GOVERNO COM SEU "AJUSTE" A ESQUERDA CLASSISTA DEVE LUTAR PARA IMPEDIR ESTAS MANIFESTAÇÕES REACIONÁRIAS

A TV do Tucanato, o canal Cultura de São Paulo em rede nacional, serviu na noite de segunda-feira (23/03) como porta voz dos movimentos da direita organizada,"Vem pra Rua" e "Movimento Brasil Livre". Foi no programa "Roda Viva" onde o protagonista da noite era o dirigente do reacionário "Vem pra Rua", o mauricinho Rogerio Chequer. Com uma bancada de entrevistadores muito "seleta" organizada para um verdadeiro "show", tendo a presença do diretor geral do DATAFOLHA e jornalistas do "Estadão", Chequer aproveitou o "palco" eletrônico para anunciar que o seu VR tinha acabado de aderir a convocatória do fascistizante MBL para novas manifestações contra o governo Dilma marcadas para o próximo dia 12 de abril. O eixo político apresentado pelo VR e MBL para o 12A continua a descartar a alternativa do impeachment, embora o MBL preferisse adotar o "Fora Dilma". Com o novo slogan "Eles não entenderam nada!" o VR segue fielmente a política do PSDB, de "sangrar" o governo até que se complete todo o ciclo do ajuste neoliberal contra a classe trabalhadora e a população mais oprimida. Diante das câmaras Chequer prometeu dobrar o contingente dos atos do último dia 15, apoiando-se na inação do governo da Frente Popular em impulsionar uma resposta minimamente progressista diante do crescimento das forças da direita. Porém Dilma parece até estimular a reação fascista, anunciando sua inabalável convicção em prosseguir com a "receita" de austeridade ditada pelo capital financeiro internacional. Ao que tudo indica a quarta gerência estatal petista sofreu uma "intervenção" branca dos rentistas, que nomearam Levy como representante dos interesses de Washington em Brasília. Para Dilma não importa se tornar refém da máfia parlamentar do PMDB e afins para manter um mínimo de estabilidade no curso da atual crise, o que lhe interessa mesmo é demonstrar capacidade de implementar as "contra-reformas", como debilitar a Petrobras e abolir as reservas nacionais de mercado em favor dos trustes imperialistas. Ao lado do VR e do MBL marcharão bandos neonazistas sedentos por uma saída política mais "enérgica" contra Dilma, como uma intervenção militar gorila no formato de 64, Cherquer tem plena noção da presença cada vez maior destas hordas em seus "protestos" mas é evidente que a utiliza como uma ameaça à esquerda em geral: "permaneçam fora de nossa trincheira". Parece até surreal de tanto oportunismo concentrado, mas existem correntes revisionistas que "flertam" com as mobilizações da classe média abastada, dirigidas pela direita tucana enrustida. Um destes grupos cretinos da esquerda revisionista chegou ao delírio de propor que o PSTU se colocasse na cabeça das próximas manifestações do "Vem pra Rua". O Morenismo "oficial" não chegou a tanta estupidez embora tenha ficado "tentado" a participar dos atos multitudinais da reação, para quem sabe amealhar alguns votos nas próximas eleições municipais. Os Marxistas Revolucionários devem seguir dizendo a verdade para as massas, por mais que a conjuntura se apresente adversa. Os atos do 15M ganharam grande dimensão social no país, o que em nada mudou seu caráter conservador justamente pelo seu escopo programático. Tampouco Dilma se assemelha com Jango e as manifestações atuais convergem com a plataforma do "ajuste" neoliberal, defendido tanto pelo PT como pela oposição Demo-Tucana. Porém no bojo deste processo de "revolta" da média elite brasileira existe um nódulo fascista que deve ser defenestrado pela esquerda classista e movimentos sociais combativos. Não podemos esperar que o arco da esquerda "chapa branca" seja capaz de lutar dignamente contra o ascenso da extrema direita. É tarefa das forças da esquerda mais consequente e de seus aliados genuinamente democráticos impedir que as manifestações reacionárias galvanizem setores da população mais castigados pela política neomonetarista do governo. Se impõe a construção de uma mobilização operária e popular, que pela via da ação direta das massas esmague o germe do fascismo e derrote seus cúmplices oficiais.

segunda-feira, 23 de março de 2015


PROFESSORES-SP: DERROTAR O ARROCHO SALARIAL IMPOSTO PELO “OPUS DEI” ALCKMIN E SUPERAR A POLÍTICA DE CONCILIAÇÃO DA DIREÇÃO DA APEOESP (PT)!

A greve dos professores de São Paulo completou uma semana enfrentando a política repressiva do governo Alckmin com a adesão de 50% da categoria. Para a mobilização ser vitoriosa os trabalhadores também tem enfrentado a orientação da direção da APEOESP, controlada pela Articulação (PT), que limita o combate dos professores a uma disputa política-eleitoral com os tucanos, tendo em vista o quadro de polarização que encontra-se o país desde as marchas contra Dilma de 15 de março. Na sexta passada, 20/3, houve um grande assembleia com mais de 30 mil que deliberou pela manutenção da greve e um novo encontro está prevista para dia 27. A adesão à greve vem crescendo, mesmo com o grande bloqueio midiático, que ignorou por completo a grande manifestação de sexta, todo o contrário da cobertura da Rede Globo na reacionária marcha “verde-amerela”. A paralisação encontra-se em um momento decisivo, Alckmin e o Secretário de Educação, Herman, declararam publicamente que não reconhecem a legitimidade da greve, alegando que a APEOESP não é representativa. Ao mesmo tempo Herman emitiu orientações para todas as diretorias de ensino para que substituíssem professores grevistas por professores eventuais, uma ação coordenada de todo o governo para atacar o legítimo direito de greve dos professores. A política do Opus Dei Alckmin é não reconhecer nem o sindicato, nem a greve, com o objetivo de desgasta-la e derrotar os professores, mostrando mão dura que o credencia junto a burguesia como o candidato preferencial da classe dominante em 2018, no lastro do desgaste do PT. Nesse sentido é preciso cobrir a greve dos professores de São Paulo da mais ampla solidariedade, organizando assembleias democráticas que expressem os comandos de base da greve, organismos que não são controlados pela Articulação (PT). Não por acaso, Bebel, a presidente da APEOESP, foi vaiada várias vezes na última assembleia devido as seguidas traições a categoria e sua política de subordinar a mobilização a política de colaboração de classes da Frente Popular. Um momento decisivo para enfrentar Alckmin e superar a política do PT será o 26 de Março, dia nacional de luta pela educação. Desde o Núcleo dos Professores da LBI apoiamos a greve e defendemos a reabertura de todas as 3,3 mil salas de aula fechadas neste começo de ano pelo governo Alckmin, o fim da “quarentena” e “duzentena” (que obriga os professores temporários demitidos a ficarem até 200 dias sem novo contrato), a reposição das perdas salariais com 75% de reajuste para equiparar os professores aos demais profissionais de nível superior e a redução da jornada! Somente através da luta direta derrotaremos o governo tucano que melhor representa a direita reacionária em nosso país e fortaleceremos a luta contra o ajuste fiscal que Dilma-Levy estão aplicando contra os trabalhadores, forjando uma alternativa revolucionária dos explorados!

sexta-feira, 20 de março de 2015


POR UMA FRENTE OPERÁRIA, POPULAR E DA ESQUERDA CLASSISTA PARA DERROTAR O AJUSTE NEOLIBERAL E ENFRENTAR A DIREITA FASCISTA!

Diante da polarização política e social que se abriu no país após as marchas contra Dilma, potencializando intensamente o rescaldo da última campanha eleitoral, a vanguarda classista se pergunta: qual caminho seguir, por que campo político se colocar?  A perspectiva apontada pela CUT, PT e seus novos satélites, como o PCO, é o apoio ao governo Dilma usando sempre o fantasma do “golpe” da direita para subordinar a luta contra o ajuste neoliberal aplicado pela gerência do PT. Esta é a velha política de colaboração de classes em defesa do regime político e mesmo da chamada “legalidade democrática”. Não custa relembrar que estamos a véspera do primeiro de abril onde se completam 51 anos do golpe militar de 64 e, desgraçadamente, o movimento de massas foi atado a estratégia de resguardar o governo "democrático" para combater a reação de direita. Na contemporaneidade, o que vemos é o Planalto seguir com os covardes ataques aos trabalhadores com o corte de direitos sociais e arrocho salarial enquanto se aproxima ainda mais da quadrilha do PMDB em nome da governabilidade. As medidas adotas pela frente popular não se chocam com os interesses da grande burguesia e do trustes imperialistas, mas um setor da classe dominante trabalha para sangrar o PT a fim de abrir caminho para a tucanalha retornar em 2018 tendo o "Opus Dei" Alckmin como o candidato preferencial. Desejam desde já a liderança de um Lula desmoralizado pelos escândalos de corrupção e com sua base política e social reduzida devido a receita neoliberal que vem sendo aplicada por Dilma para retomar a Presidência da República. Dentro desta conjuntura, onde a classe operária atomizada não estabelece uma "ameaça" concreta de tomada do poder, e portanto, para a burguesia não interessa politicamente romper a ordem institucional vigente, a tarefa que se impõe aos que não se vergaram a política de cooptação da Frente Popular e tampouco se "acovardam" com o fantasma de um golpe de estado inexistente, é a da construção de uma Frente Operária, Popular e da Esquerda classista para derrotar o ajuste neoliberal e enfrentar a direita fascista! Se trata justamente de combater o governo do PT que não recua em suas investidas contra os explorados e ganhar força através do movimento de massas, greves e ocupações para enfrentar a reação burguesa que colocou a cabeça para fora com força no último dia 15.


quinta-feira, 19 de março de 2015


OS PASSOS DE CAMALEÃO OPORTUNISTA DO PCO: DE ENTUSIASTA APOIADOR DOS “REBELDES” DA DIREITA MADE IN CIA CONTRA KADAFI A DEFENSOR ENVERGONHADO DA GERENTE NEOLIBERAL DE OBAMA NO BRASIL 

Nada como um dia após o outro para desmascarar a conduta camaleônica dos revisionistas do PCO! Os atuais paladinos do combate a direita pró-ianque contra o governo neoliberal de Dilma, que agora descobriram inclusive que a “CIA, FBI e NSA trabalham para derrubar Dilma Rousseff” (Causa Operária, On line, 17.03) foram nada mais nada menos que os primeiros revisionistas a comemorar a “revolução” na Líbia, quando de fato a OTAN organizava os “rebeldes” de direita made in CIA em Bengazhi para derrubar o governo nacionalista-burguês de Kadafi!!! Enquanto no Brasil o PCO afirma que as multitudinárias manifestações do 15 de Março não passaram de hordas de fascistas que desejam por fim imediatamente ao governo do PT, na Líbia movimentos armados pela CIA com um caráter claramente reacionário e golpista foram aplaudidas de forma entusiasta por estes mesmos senhores. Em êxtase, na época o PCO não titubeou: “O cerco contra Kadafi está se fechando e à medida que reage com extrema violência contra os líbios as manifestações ficam cada vez maiores” (Causa Operária On line, fevereiro de 2011). Ora vejam só! Ontem esses revisionistas cara-de-pau saudavam os fascistas na Líbia, agora no Brasil “esqueceram” a posição que adotaram de apoiar descaradamente a ofensiva político-militar imperialista contra um governo nacionalista-burguês e sem qualquer autocrítica vestem a camisa dos supostos melhores defensores do combate à direita e saem em defesa do governo do PT! Quanta mudança de lado! Entretanto somente tolos podem acreditar nos seguidos ziguezagues oportunistas do Sr. Pimenta! Até hoje Causa Operária convenientemente encobre o fato das “massas” a que se refere na Líbia nada mais eram que bandos tribais reacionários em unidade com mercenários, pequeno-burgueses, empresários e yuppies de Bengazhi financiados diretamente pela Casa Branca. Pelo que relata o PCO uma composição política e social reacionária bastante similar esteve presente nas marchas “verde-amarelas” no Brasil: “A manifestação de ontem, 15, em S. Paulo, filmada ao vivo pela Rede Globo desde as 8 horas da manhã, foi uma típica manifestação da burguesia. As imagens mostram claramente que a composição social da manifestação era esmagadoramente de classe média e burguesa” (17.03). Pasmem, mas longe de apoiar aqui as manifestações dos “rebeldes” da direita pró-ianque como fez na Líbia, agora a camaleônica Causa Operária as repudia taxativamente no Brasil: “A única política é enfrentar a direita. Enfrentá-la em todos os terrenos. Enfrentá-la nas ruas, na política, na propaganda, na imprensa, na luta ideológica e quando se tornar necessário, estar preparado para enfrenta-la pela força”. Como se observa, as aparências enganam, que o diga o transformista PCO! Afinal de contas, fica a dúvida, Causa Operária segue com a linha pró-imperialista que adotou na Líbia ou repentinamente mudou de posição mais uma vez apenas ao “sabor dos ventos” no Brasil, ou melhor, como produto do impressionismo revisionista advindo de sua fragilidade política e teórica, desde que se tornou órfã do Altamirismo?

quarta-feira, 18 de março de 2015


CID GOMES O FALSO "OUTSIDER" DEIXA MINISTÉRIO, MAS OLIGARQUIA DOS FERREIRA GOMES CONTINUA MUITO BEM NO GOVERNO DILMA

O script já estava todo armado pelo próprio Cid no sentido de provocar sua renúncia do Ministério da Educação, sob holofotes foi a Câmara dos Deputados para desafiar Eduardo Cunha e depois no Planalto entregar seu cargo a Dilma. Sua saída do governo não está relacionada as declarações feitas anteriormente sobre a maioria de deputados achacadores no parlamento e tampouco ao bate-boca de hoje, mas sim ao naufrágio das pretensões de criação de um novo partido para dar um "apoio mais sólido" ao governo Dilma, em substituição a hegemonia do PMDB. A robusta eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara sepultou definitivamente as pretensões de "vazar" o PMDB com a formação do Partido Liberal, que seria oficializado com a fusão de várias legendas de aluguel e a adesão de parlamentares fisiológicos. Somada a esta questão veio a própria crise do governo, acelerada com o ajuste neoliberal contra o povo trabalhador, deixando Dilma ainda mais refém da corja corrupta comandada por Cunha. A oligarquia dos Ferreira Gomes saiu vitoriosa das eleições estaduais para o governo do Ceará, praticando um entrismo oportunista no PT, porém não conseguiu eleger uma bancada federal para a Câmara. Os Ferreira não conseguem sequer controlar nacionalmente a estrutura do PROS, que também possui um número muito pequeno de parlamentares, dos quais a maioria não vê com simpatia a presença da oligarquia cearense em seu partido. No ano passado a executiva do PROS chegou a chantagear os Gomes ameaçando não ceder a legenda partidária aos seus "correligionários". Diante do achaque do PROS e sob pressão do PMDB, os Ferreira acharam mais seguro lançar sua candidatura ao governo estadual pelo PT, alterando regionalmente a cor vermelha da bandeira petista para o amarelo. Sem bancada nacional o peso político dos Gomes para barganhar "benesses" com o Planalto se restringe ao governo cearense e a prefeitura da capital, ambos sob sua órbita. Outro elemento importante para o "desconforto " de Cid no Ministério foi o fato de Dilma não liberar os cargos do segundo escalão da pasta para a oligarquia poder "usufruir" das transações comerciais que envolvem a educação pública e privada no país. Como "enfeite de bolo" e sem poder gozar das "comissões" cobradas por seus subalternos no Ministério, Cid armou o cenário para "sair bem na foto" pulando fora de um governo em profunda crise e ainda por cima atirando contra o vilão número 1 da bandalheira parlamentar. Os Ferreira são "profissionais" da política burguesa, acumularam grande fortuna tornando-se hoje talvez a oligarquia mais poderosa do Nordeste. Porém estão aferrados aos negócios da República e não pensam em largar o "osso" do Ministério da Integração Nacional. O chefe do clã, Ciro, praticou a mesma demagogia que hoje tanto crítica, ou seja, achacar Dilma enquanto usufrui muito bem da máquina do governo federal. Cid agora está muito vontade junto aos "seus", levou toda a anturragem para o aplaudir em Brasília, incluindo até o governador Camilo seu "office boy". Por sua vez Eduardo Cunha promete "vingança" e já anunciou que a quadrilha do PMDB vai exigir as pasta da Educação e Integração Nacional, além de um processo inócuo de difamação e calúnia contra Cid. Dilma está diante de mais uma encruzilhada em um momento bastante delicado para sua governabilidade, cede a Cunha ou mantém sua "amizade" com a oligarquia dos Ferreira Gomes? 
LEIA A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 293, 1ª QUINZENA DE MARÇO/2015


EDITORIAL
Por uma Frente Operária, Popular e da Esquerda classista para derrotar o ajuste neoliberal e enfrentar a direita fascista!

DEPOIS DO 15 DE MARÇO...
É hora de defender o governo Dilma frente ao ascenso da reação?

MARCHAS CONTRA DILMA
“Ajuste” de Levy foi quem mais convocou para encher as ruas

13M - SINDICALISMO "CHAPA BRANCA"
Em atos de apoio ao governo, CUT defende "unidade nacional para o Brasil"

“OPERAÇÃO LAVA JATO” E MARCHA DO 15 DE MARÇO
Duas faces da ofensiva para privatizar a Petrobras e criminalizar o PT

ENTREVISTA COM JUSSARA BESSO, DIRIGENTE DO MTST
“Só sairemos às ruas para defender os direitos dos trabalhadores, ameaçados pela austeridade neoliberal de Dilma e pelos ataques direitistas de Alckmin, não usamos a chantagem do ‘golpe’ para conciliar com o capital”

O "GOLPE" POLÍTICO DA IMINÊNCIA DO GOLPE PARLAMENTAR
Uma surrada manobra que muito serve a ofensiva neoliberal

POLÊMICA
Um debate necessário sobre o caráter dos atos convocados para 13M

STF PUBLICITA LISTA DE JANOT
Sem grandes novidades Procurador livra presidenta e governadores jogando toda "lama" no Congresso Nacional

LISTA DE JANOT ENVIADA AO STF...
"Joga merda" no ventilador retirando do PT sua "exclusividade criminal" na Lava Jato. PMDB e PSDB prometem "vingança" na CPI!

SEGUIR O EXEMPLO DOS GARIS
Para derrotar o arrocho, ajuste neoliberal e direita reacionária o caminho é a greve!

ATO UNIFICADO - 8 DE MARÇO
LBI intervém levantando a bandeira da luta da mulher operária contra as políticas neoliberais de arrocho impostas por Dilma e Alckmin!

PERSEGUIÇÃO A CESARE BATTISTI
Não a deportação! Abaixo a nova farsa jurídica contra o ex-militante da esquerda comunista italiana!

VENEZUELA E BRASIL
Obama prepara golpe contra Maduro... Aqui, prefere ver Dilma sangrar aplicando o programa neoliberal

ATAQUE AO EMBAIXADOR DOS EUA EM SEUL
“Castigo” espontâneo à provocação do imperialismo contra a Coreia do Norte! Pelo direito de autodefesa do Estado operário!

terça-feira, 17 de março de 2015


“Operação Lava Jato” e Marcha do 15 de Março: Duas faces da ofensiva para privatizar a Petrobras e criminalizar o PT

Na sequência da marcha de 15 de Março e da nova prisão de Roberto Duque (ferindo decisão anterior do STF) assim como no curso da ofensiva político-midiática para incriminar o tesoureiro do PT, João Vaccari, acusado de receber propinas das empreiteiras pela via das doações legais ao partido, a Operação “Lava Jato” completa hoje um ano de vida, fato que ganhou grande repercussão na mídia. Não por acaso, em sintonia com estas “comemorações”, os protestos deste domingo saudaram entusiasticamente a atuação do juiz Sérgio Moro e do Ministério Público Federal. Mas há o que “comemorar” com os resultados desta ação judicial sustentada amplamente pela mídia como paladina do combate a corrupção? Definitivamente não! Na verdade a operação comandada pela chamada “República do Paraná” visa criar as condições para a privatização da Petrobras, a entrega das obras públicas nacionais para empreiteiras estrangeiras, com a passagem do setor de construção naval e de estradas para os trustes imperialistas! No curso desta tarefa venal, Moro e seu séquito criminalizam o PT e desgastam o governo Dilma a fim de que a quadrilha do tucanato possa voltar ao Planalto em 2018 ou mesmo antes em caso de renúncia ou impeachment da presidenta. Esses são os verdadeiros objetivos da “Lava Jato”. É notório que a prisão dos empreiteiros e a denúncia de políticos do PT, PMDB e PP não está a serviço de nenhuma “moralização dos gastos públicos” na medida que as comissões (propinas) são parte do funcionamento do Estado capitalista desde sempre e essa dinâmica não mudará depois da Lava Jato! O que está em curso neste momento é uma operação de sangria do PT para justamente impedir a eleição de Lula em 2018 e transferir nos próximos anos o controle de ramos da economia nacional que eram controladas por empresas nativas com o apoio do limitado projeto de desenvolvimento empalmado pelo PT para grandes trustes imperialistas. O corolário deste processo será uma ofensiva geral contra o movimento operário e o conjunto da esquerda, como demonstram as manifestações do dia 15, onde Moro é apresentado como herói por fascistas e seus pares “verde-amarelos”! Desde a LBI, que denunciamos a farsa do “Mensalão” enquanto os revisionistas do PSTU, CST e LER saudavam a prisão do dirigentes históricos do PT como Dirceu e Genoíno, declaramos novamente que o “Petrolão” não passa de uma manobra para emplacar os interesses do imperialismo em nosso país. Não temos dúvidas que Vaccari, Dirceu e Lula fizeram várias negociatas em torno das obras da Petrobras e de todas as estatais, mas sabemos que o PT foi o partido que recebeu as menores comissões desde o advento da “Nova República”, não se comparando a bagatela que FHC, Aécio, Serra, Alckmin, Richa e os plumados tucanos receberam com as privatizações das estatais (Telebras, Vale...) e nas transações do Metro e do Banestado. Portanto não se trata lutar por “ética na política” como defendem os revisionistas por trás da genérica reivindicação de “cadeia para os corruptos”, uma bandeira tão simpática aos acólitos do 15M, mas de opor-se a política de recolonização nacional desferida pela "Operação Lava Jato", combate que o movimento de massas deve encabeçar para depois acertar suas contas com o PT pela via da superação da política de colaboração de classe da Frente Popular e não pelas mãos de “falsos” mocinhos a serviços do grande capital! 

segunda-feira, 16 de março de 2015


É hora de defender o governo Dilma frente ao ascenso da reação?
Os principais balanços políticos da esquerda sobre manifestações de ontem já estão publicados, havendo "análises" para todos matizes da conjuntura segundo a ótica programática de cada corrente. As avaliações permeiam desde a miopia de ignorar o peso dos atos como fez o PCO ("meia dúzia de coxinhas") até mesmo projetar uma "marcha golpista" dirigida pela "extrema-direita" como afirmou o PCdoB. Em comum estes balanços padecem do mesmo "mal" político: a profunda subordinação ao governo burguês da Frente Popular. Para o reformismo de "esquerda e direita" o momento é de defesa do regime democrático, supostamente ameaçado pela iminência de um golpe de estado. Não pretendemos de forma alguma minimizar a dinâmica conservadora que tomou conta do país com as grandes manifestações do último domingo protagonizadas de forma hegemônica por setores reacionários da classe média urbana. Porém a situação atual logo impõe uma analogia histórica, como ocorreu em 64, estamos diante de uma mobilização golpista contra um governo que ameaça "ferir" algum interesse econômico da burguesia ou do imperialismo? O frágil governo Jango foi alvo de uma conspiração cívico- militar justamente porque pretendia promover "reformas de base" que desagradavam o latifúndio e o imperialismo. Seu projeto de estabelecer o controle sobre a remessa de lucros das empresas multinacionais instaladas no país recebeu uma "sentença de morte" vinda de Washington. Já a reforma agrária proposta por Jango, mesmo passados 50 anos, era bem mais ousada do que todos os assentamentos realizados em 12 anos de governos do PT, atraiu o ódio declarado da burguesia agrária. Apesar de seu caráter nacionalista burguês em pouco mais de dois anos de governo, Jango promoveu pequenos avanços sociais que "decretaram" sua "sentença de morte", proferida pela elite dominante apoiada pela Casa Branca. As reacionárias marchas da "família" contra Jango se assemelham sim aos atos do dia 15, mas seus objetivos finais são distintos. Enquanto em 64 se organizava a "céu aberto" um golpe de estado, com o aval das FFAA e do parlamento, hoje as mobilizações da direita guardam um caráter "institucional" do próprio regime democratizante, um temido "terceiro turno" eleitoral nas palavras da esquerda "chapa branca". Dilma não ameaça nenhum interesse da burguesia nacional ou do capital financeiro, ao contrário, seu governo está inteiramente dedicado a servir estes segmentos. Seu segundo mandato está voltado a reestabelecer os vínculos comerciais do Brasil com os EUA, a agenda de uma reunião com Obama em abril é uma das demonstrações desta inflexão. Não venham nos dizer agora que impulsionar o consumo e crédito das classes "C e D" nestes últimos dez anos é algo que "enfureceu" a burguesia levando a preparação de um golpe de estado. É bem verdade que estes mesmos setores da "classe média alta" que ganharam muito dinheiro com as gestões petistas exigem hoje ensandecidas o impeachment da presidente, conclamando o Congresso Nacional a desferir um "golpe parlamentar". Sob a roupagem do "combate a corrupção" outorgam aos piores corruptos da história do país, a tucanalha, a tarefa de se "livrar do PT" pela via da pressão parlamentar. A linha política da burguesia de conjunto não é a do golpe de estado, incluindo a mídia corporativa, mas a de sustentar nas cordas o governo diante do encurralamento social, estimulando ao máximo seu "sangramento" seja no Congresso ou nas mobilizações de rua que tendem a crescer ainda mais. Por seu turno o comando do governo "pactuou" com a burguesia esta orientação defensiva, ou seja, absorveu as manifestações do dia 15 como uma "expressão democrática" e anunciou que seguirá inflexível com a política do "ajuste" contra as massas. Para os Marxistas Revolucionários não se trata de perfilar, em unidade de ação, com o governo burguês contra a falácia de um golpe de estado em marcha. Também não se coloca a defesa em geral do regime democrático supostamente ameaçado por uma conspiração militar. Caso estivessem postos estes elementos na conjuntura, como estiveram em 64, não hesitaríamos em momento algum de impulsionar uma frente única com o governo Dilma contra o golpe e imperialismo. Porém a situação nacional aponta em outra direção, este governo segue contando com o apoio "crítico" do imperialismo para implementar as "contra-reformas" impostas pelo capital financeiro internacional. A plataforma de lutas do movimento operário deve se concentrar em derrotar o "ajuste" pela via da ação direta dos explorados.

Seguir o exemplo dos Garis do RJ: Para derrotar o arrocho, o ajuste neoliberal e a direita reacionária o caminho é a greve!

A greve dos Garis no Rio de Janeiro entra nesta segunda-feira, 16, no seu quarto dia. Apesar da justiça ter determinado que 75% da categoria garanta os serviços de limpeza na cidade, heroicamente os trabalhadores passaram por cima da determinação judicial e mantiveram todas as atividades paralisadas, com o lixo se amontoando nas ruas da “Cidade Maravilhosa”. É assim que se derrota o arrocho salarial imposto por Eduardo Paes, o ajuste neoliberal de Dilma-Levy que aumentou as tarifas públicas além de restringir direitos e a movimentação da direita reacionária que deseja ver o povo trabalhador pagar a conta da crise capitalista usando como pretexto o combate a corrupção. Os combativos grevistas pedem um aumento de 47,7% no salário e um vale-refeição de R$ 27. A Comlurb e a prefeitura do PMDB cinicamente propôs um reajuste de 3% e a manutenção do vale-refeição em R$ 20. Na sexta-feira, 13, o Ministério Público do Trabalho propôs um aumento de 7%. A Comlurb obviamente aceitou oferecer a migalha, mas a oferta miserável foi recusada pelos trabalhadores em assembleia. Em meio polarização política das marchas de sexta (13M) e domingo (15M), os garis mostraram o caminho: ação direta dos trabalhadores e a mobilização independente dos blocos burgueses em conflito, em defesa de suas reivindicações! Portanto, a mobilização dos garis reforça o chamado da LBI de se organizar imediatamente um dia nacional de paralisação em todo o país, focado na luta por direitos sociais, aumento salarial e contra o "ajuste" neoliberal. Como os professores de SP também entraram em greve contra a política de arrocho de Alckmin (PSDB) nesta segunda-feira, esta perspectiva se reforça ainda mais neste momento decisivo da conjuntura política! Somente com a luta direta dos trabalhadores da cidade e do campo derrotaremos a reação conservadora demo-tucana, o ajuste neoliberal de Levy e a política de colaboração de classes da Frente Popular com seus aliados do PMDB, como o facínora Eduardo Paes! 

domingo, 15 de março de 2015


"Ajuste" de Levy foi quem mais convocou para encher as ruas neste domingo 15   

Não se pode "tapar o sol com a peneira", por mais que a mídia corporativa tenha exagerado em suas estimativas de público, os atos contra o governo Dilma deste domingo 15 galvanizaram setores sociais mais amplos do que a tradicional e reacionária classe média que ensaiaram o "panelaço gourmet" do último domingo. Embora o escopo central das manifestações pelo impeachment continue sendo ultrarreacionário, englobando segmentos fascistas que pedem o retorno do regime militar, não se pode negar que o duro "ajuste" fiscal da equipe econômica palaciana empurrou uma faixa de trabalhadores atingidos diretamente pelo "tarifaço Dilmista" a engrossar os protestos. O grande número de afluência na Av. Paulista, cerca de um milhão de pessoas, reflete esta "fusão" de elementos políticos, ou seja, um numeroso núcleo da classe média raivosa contra o PT e simpática ideologicamente a tucanalha somada a um setor mais popular relativamente disperso que começa a enxergar na saída de Dilma uma "trégua" nos ataques a seus direitos sociais. Ainda é cedo para abstrair um balanço político mais preciso sobre o impacto destas mobilizações na perspectiva da governabilidade da Frente Popular. Porém um questão já está cristalina, se Dilma seguir o caminho da ofensiva neoliberal contra as massas, comandada pelo seu timoneiro Levy, as manifestações pelo impeachment tendem a se avolumar numérica e socialmente inviabilizando o término de sua gestão estatal. A oposição conservadora recebeu o "recado" das ruas e agora deve assumir claramente uma posição mais agressiva pelo impedimento da presidenta. Neste cenário de profunda instabilidade do regime, apesar do governo contar hoje com uma folgada maioria no Congresso Nacional tudo pode acontecer, inclusive uma inesperada renúncia unilateral de Dilma. Resta aguardar o próximo passo da cúpula do PT e da anturragem dilmista, se marchará em linha reta para seu próprio cadafalso ou tentará reverter minimamente o delicado quadro da conjuntura nacional adotando medidas elementares em favor do povo brasileiro. Com a palavra o governo...

sábado, 14 de março de 2015


Em atos de apoio ao governo, CUT defende "unidade nacional para o Brasil"

Apesar do grande esforço para disfarçar politicamente o caráter governista das mobilizações do dia 13, inclusive com o "apagão" nacional dos dirigentes do PT nestes atos, os protagonistas da CUT e CTB não pouparam esforços para a intransigente defesa do mandato neoliberal da presidente Dilma. Nas palavras do próprio presidente da CUT, Vagner Freitas, presente na maior manifestação de todo país (SP): "Agora precisamos de uma unidade nacional para o Brasil ter crescimento. E uma política econômica voltada para o crescimento". Restaria perguntar a Vagner, "unidade nacional" com os rentistas para aplicar o programa neomonetarista de "ajuste" conduzido por Levy? Pelo menos a CTB/ PCdoB procurou ser mais "honesta" em seus objetivos para a mobilização oficialista: "A defesa da presidenta Dilma foi muito expressiva. O PCdoB sempre mostrou que estamos diante de uma grande ameaça golpista, por isso, devemos defender a democracia e o mandato de Dilma Rousseff" (Renato Rabelo, 13/03). Por sua vez coube ao MST, que confluiu massivamente com sua militância nos atos de ontem, uma posição "centrista" de tangenciar o debate central: "Temos que defender a reforma política, alterar o financiamento privado de campanha e a representatividade do Congresso”, defendeu Gilmar Mauro. Será que a direção do MST não está "informada" que já está em marcha no Congresso Nacional uma reforma política ultraconservadora e que restringirá ainda mais as liberdades democráticas. Um balanço político minimamente rigoroso deste 13 de março aponta na direção de um sentimento latente da classe trabalhadora em rechaçar um possível retorno da tucanalha privateira ao Planalto, porém está muito distante de se mobilizar massivamente em apoio a um governo que promove os mais duros ataques as conquistas sociais. Este elemento explica a ausência de setores populares e do proletariado de base nesta mobilização, mais além da grande presença da burocracia sindical "liberada". Particularmente em São Paulo a unificação do ato com a assembleia geral dos professores estaduais imprimiu um outro caráter a marcha, apesar da "manobra" cutista ser efêmera e oportunista para logo após resguardar o governo Alckmim. Como já defendemos por várias vezes anteriormente na imprensa partidária da LBI, a tarefa que se coloca no momento é a necessidade da organização de um verdadeiro dia nacional de paralisação rumo a Greve Geral contra o covarde ajuste neoliberal do governo Dilma. Em tempos onde a esquerda revisionista procura confundir o justo combate de classe contra a direita pró-imperialista com a legitimação política do mandato de um governo burguês de Frente Popular, não é demais reafirmar a correta posição histórica de oposição operária e revolucionária aos ciclos de governos petistas, meros gerentes da crise estrutural do modo de produção capitalista.

sexta-feira, 13 de março de 2015


MTST: “Só sairemos às ruas para defender os direitos dos trabalhadores, ameaçados pela austeridade neoliberal de Dilma e pelos ataques direitistas de Alckmin, não usamos a chantagem do ‘golpe’ para conciliar com o capital”

O jornal Luta Operária entrevistou nesta quinta-feira, 12 de março, a companheira Jussara Besso, coordenadora estadual de São Paulo do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), na ocupação Nova Palestina, localizada no bairro do Capão Redondo, zona sul da cidade. A Nova Palestina é segundo Jussara, a maior ocupação do MTST hoje no Brasil e, possivelmente, a maior ocupação urbana da atualidade na América latina, contendo aproximadamente 5 mil famílias em uma área de 1 milhão de metros quadrados. Na entrevista, a companheira faz uma análise da atual conjuntura política nacional, marcada pela pela pressão do imperialismo, do capital financeiro, da burguesia nacional e de setores da classe média “paneleira” sobre a Frente Popular, para que seja levado a fundo contra os trabalhadores uma verdadeira cruzada neomonetarista aos moldes da troika visando suprimir os direitos operários. Este ajuste já vem sendo imposto duramente às massas pelas mãos do ministro Joaquim Levy, através das MP’s 664 e 665, do aumento do custo de vida dos trabalhadores, bem como o reajuste na tabela do Imposto de Renda que afetará mais duramente os menores salários. Jussara também criticou duramente os setores da “esquerda” chapa branca e satélites da Frente Popular, que espantados pelo fantasma “golpista”, não fazem mais que capitular vergonhosamente diante da gerência neoliberal petista, além de promoverem uma criminosa deseducação política entre as massas trabalhadoras, desorientando-as acerca de sua tarefa central do momento, que é justamente dar combate aos ataques pró-imperialistas de Dilma e da direita. Estes grupos vem nos últimos dias atacando a correta linha política do MTST, de boicote ao ato petista do dia 13M e em defender uma verdadeira luta classista e independente contra Dilma e a direita nacionalmente, como já vem fazendo ocupando o Ministério das Cidades, em Brasília, dirigido pelo facínora Gilberto Kassab (PSD). 

Coordenadora do MTST, Juçara Bessa (ao centro, de preto), junto a companheiros da
ocupação Nova Palestina, entrevistada por Roberto Bergoci, do Jornal Luta Operária 

quinta-feira, 12 de março de 2015


URGENTE: Não à prisão e deportação de Cesare Battisti! Liberdade imediata!

Cesare Battisti acaba de ser preso pela Polícia Federal em Embu das Artes, na Grande São Paulo. É mais uma decisão arbitrária e ilegal da justiça contra o ex-militante da esquerda comunista italiana. Pelas primeiras informações a determinação é pela prisão preventiva de 70 dias até a conclusão do processo de deportação. Em nota, a PF informou que Battisti “permanecerá na Superintendência Regional da Polícia Federal de São Paulo até que sua deportação seja efetivada”. O advogado de Cesari, Igor Tomasauskas, declarou que “a decisão é absurda. Eu não fui sequer intimado. Não existe essa hipótese no direito processual brasileiro. Acreditamos que isso é um absurdo, é um absurdo, é uma violência tremenda contra Cesari Battisti”. Trata-se de uma verdadeira farsa jurídica contra o ex-militante do PAC, no lastro da ação da justiça contra as mais elementares liberdades democráticas em nosso país, como no caso dos ativistas presos e perseguidos no Rio de Janeiro. O Comitê de Solidariedade a Cesare Battisti já estava articulando um ato no dia 25 de março, com a presença de juristas e ativistas. Diante dessa medida arbitrária é necessário exigir a imediata libertação de Cesare Battisti! Desde a LBI que participou intensamente na campanha pela não extradição de Battisti em 2010, convocamos o conjunto das organizações políticas e sindicais a rechaçarem mais esta farsa jurídica contra o escritor italiano, pois tal investida se insere em uma conjuntura de ataques as liberdades democráticas, criminalização dos movimentos sociais e de privatização da Petrobras via a ação do juiz Sérgio Moro! Em alto e bom som afirmamos: Não a deportação de Cesare Battisti! Abaixo a perseguição ao ex-militante do PAC, pela sua liberdade imediata!

quarta-feira, 11 de março de 2015


O "golpe" político da iminência do golpe parlamentar: Uma surrada manobra que muito serve a ofensiva neoliberal

Estamos nos aproximando do dia 15 de março e a temperatura política do país subiu ainda mais desde o "panelaço" da classe média ocorrido com o pronunciamento no último dia 8 onde a presidente convocava a população para apoiar as medidas neoliberais do famigerado "ajuste". O simbolismo do dia da mulher trabalhadora foi utilizado por Dilma para a defesa de uma política que ataca conquistas históricas das mulheres, como por exemplo o direito a pensão integral em caso de morte de seus companheiros, só para ficarmos em uma única medida de seu vasto "pacote" neomonetarista. A reação à fala televisiva do governo foi restrita a pequenos bolsões de uma elite direitista que nada tem a ver com "panelas vazias", porém acionou o "alerta vermelho" para o PT e seu arco político de apoio. A resposta da Frente Popular ao reacionário "panelaço" veio em forma de um alarido desesperado que anuncia a iminência de um "golpe de estado", muito provavelmente com a marca de um impeachment parlamentar. Se as vozes da blogosfera "chapa branca" já estavam em tom máximo desde a eleição do "fundamentalista" Eduardo Cunha para comandar com mão de ferro a Câmara dos Deputados, agora com o pequeno "desastre" político do 8 de março projetam que a tucanalha tem todas as ferramentas para aglutinar uma maioria congressual (com a ajuda das ratazanas pemedebistas) para depor Dilma ainda neste semestre. A esta "corrente de pensamento" oficialista também aderiu de malas e bagagens o PCO e seus acólitos, que chegaram até a acusar delirantemente forças da esquerda não governista, como o MTST, de "rachar" a mobilização do dia 13 em apoio ao governo e sua ofensiva neoliberal contra as massas. Alguns grupelhos do PSOL mais entusiastas de uma aliança com o PT, como o RPR, chegaram a falsificar que o MTST e MES estariam organizando um "ato divisionista" para este dia 11 de março. Óbvio que nenhuma atividade do MTST ocorreu hoje, porém no afã de defender a pauta governista do dia 13 vale até atacar uma entidade combativa nos seus melhores traços políticos, ou seja, a independência frente ao Estado burguês. Quanto a suposta posição tomada pelo MES nem vale a pena comentar este delírio acerca dos zig-zags desta organização oportunista, que contou com o apoio do RPR nas últimas eleições presidenciais. Mas se estamos realmente diante de um golpe parlamentar em pleno andamento, os apologistas da surrada tese de "juntar todos contra a direita" teriam que nos explicar como o Congresso Nacional acaba de ratificar o veto da presidente na questão do reajuste da tabela do imposto de renda. Não ficou só por aí, este mesmo congresso "golpista" aprovou hoje (11) por maioria a cínica proposta do ministro Levy de um reajuste mínimo e escalonado para a tabela do IR, que na prática mantém o confisco sobre os salários mais baixos dos trabalhadores. Antes de decidir sobre a tabela do IR, o Congresso manteve outros 8 vetos presidenciais. Nas palavras do próprio líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani: "A nova MP vem ao encontro do anseio da sociedade. Foi uma construção do PMDB com a equipe econômica do governo”. Como já afirmamos exaustivamente este Congresso, seu núcleo mais fisiológico e corrupto, seguirá firme apoiando o governo Dilma em sua política de favorecer rentistas e o agro-negócio, apesar do "estardalhaço golpista" da oposição burguesa conservadora. É verdade que a mídia "murdochiana" joga pesado na tática do sangramento político do governo, estimulando a mobilização reacionária do dia 15 de março. Mas a alternativa correta e proletária a marcha da direita não serão os atos governistas do dia 13, cujo até mesmo o PT pensa em desarmar. Nossa tarefa é a construção de uma mobilização independente deste governo neoliberal, contando com o apoio político do MTST e de outras entidades combativas e organizações da esquerda classista. Chamamos a combater a direita tucana e forças golpistas desde um ângulo da classe operária e seus aliados históricos como o campesinato e o movimento popular. Neste norte programático é necessário organizar massivas mobilizações em defesa de uma PETROBRAS sob controle dos trabalhadores, contra as medidas anti-operárias do governo da Frente Popular e em defesa de nossos direitos sociais conquistados com muita luta e sangue do proletariado. Um bom começo para por em movimento esta plataforma classista seria uma ampla articulação dos movimentos sociais para mobilizar nossa classe no início de abril em um dia nacional de paralisação contra o "ajuste " neoliberal (defendido pelo PT e PSDB) que ameaça jogar o país em uma profunda recessão econômica, com desemprego em massa, arrocho salarial e destruição das estatais que sobrevieram a era FHC.

terça-feira, 10 de março de 2015


Obama prepara golpe contra Maduro na Venezuela... No Brasil, Casa Branca prefere ver Dilma sangrar aplicando o programa neoliberal

O governo Obama acaba de decretar que a Venezuela é “uma ameaça à segurança nacional dos EUA e sua política externa”. Esta medida significa que o imperialismo ianque avisou publicamente que está preparando uma investida política e militar contra a pátria de Hugo Chávez, em um nível superior as agressões que vimos até agora! Obama anunciou sanções contra a Venezuela e proibiu sete altos-funcionários do governo Maduro de ingressarem no país poucos dias depois da prisão do reacionário prefeito de Caracas, responsável por organizar uma tentativa de golpe em que planejava o assassinato de Maduro. Cinicamente, a Casa Branca, a maior máquina de guerra, golpes e torturas do planeta, acusa a Venezuela de violações de direitos humanos e da liberdade de imprensa! Por sua vez, os EUA pretendem reduzir a importação de petróleo para aprofundar a crise econômica no país já que o óleo cru é o principal produto da pauta de exportação da Venezuela. Com esse conjunto de medidas os EUA estão preparando as condições para desestabilizar o país e desferir uma agressão militar contra a Venezuela, obviamente precedida de ações secretas da CIA para justificar aos olhos da chamada opinião pública mundial sua investida reacionária. Foi assim quando a embaixada dos EUA junto com um setor da FFAA e dos empresários orquestraram o golpe de 2002, acusando Chávez de cometer o massacre de seu próprio povo com franco atiradores nas ruas de Caracas. O mesmo script macabro se produziu na Líbia contra Kadaffi e na Síria contra Assad, mais recentemente a morte do procurador Nisman na Argentina e do opositor Boris Nemtsov na Rússia visam também desestabilizar esses dois países cujos governos não estão alinhados automaticamente com os ditames de Washington. A LBI, ao defender o voto crítico em Maduro nas eleições de abril de 2013 (enquanto todo o arco revisionista do trotskista desde o PSTU até Causa Operária pregavam o Voto Nulo em uma neutralidade criminosa) apontava a época que a Venezuela era de fato o país em que o imperialismo ianque preparava um golpe de estado cívico-militar, por esta razão afirmamos “Os bolcheviques leninistas da LBI acertaram plenamente, nesta nova conjuntura aberta na Venezuela, em depositar pela primeira vez o apoio crítico ao chavismo, tendo como foco de análise o brutal avanço da ofensiva imperialista mundial detonada após a derrubada do regime burguês nacionalista líbio pelas forças da OTAN. Se o triunfo ou derrota histórica da classe operária venezuelana não se definirá no terreno eleitoral, um resultado desastroso nestas eleições poderia significar um ‘start’ para a intervenção militar ianque aberta, já bem encaminhada com os golpes de estado em Honduras e Paraguay” (Editorial do Jornal Luta Operária nº 255, 1ª Quinzena de Abril/2013). O mais tragicômico é que o PCO e seus satélites liliputianos que agora veem o “golpe iminente” onde ele não existe, como no caso do Brasil de Dilma, optaram pela política do “nem, nem” na Venezuela, país onde de fato existia e segue existindo esta ameaça real! Por sua vez na Líbia de Kadaffi fizeram pior, apoiaram diretamente a “revolução made in CIA” enquanto a OTAN dava um verdadeiro golpe sangrento no país travestido de defensora dos direitos humanos contra um suposto “ditador sanguinário”, como repetiam à época estes canalhas pseudo-trotskistas. O impressionismo desses senhores é completo já que Dilma aqui aplica à risca o programa neoliberal ditado pela Casa Branca e não toma nenhuma medida (mesmo tímida!) de enfrentamento com o imperialismo. Por esta razão não há golpe em curso e sim uma sangria política na medida que o PT perde sua base político-social e abre caminho para o tucanato em 2018. Felizmente, como Marxistas Revolucionários não sofremos destes delírios camaleônicos próprio do revisionismo, portanto reafirmamos nosso chamado a vanguarda classista venezuelana e latino-americana a derrotar a investida do imperialismo ianque contra o governo Maduro através da resistência direta dos trabalhadores contra os golpistas “made in USA”!