sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

FUX “LIBERA” QUEIROZ A PEDIDO DA FAMIGLIA BOLSONARO: STF É UM “LIXO” INSTITUCIONAL CONTROLADO PELA SUPREMA MÁFIA GOLPISTA DE TOGA...


Nesta quinta-feira (17), o ministro Luiz Fux, que foi apadrinhado pelo quadrilheiro Sérgio Cabral, então governador do Rio de Janeiro e indicado pelo governo Dilma (PT) para o STF em 2011 como parte da negociação do apoio do PMDB a gestão da Frente Popular, decidiu suspender provisoriamente o procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Queiroz é ex-assessor de Flávio Bolsonaro. A decisão de Fux foi tomada em cima de um pedido feito pela defesa de Flávio ao STF. Na solicitação, a defesa requereu ainda que o caso fosse remetido todo para a Corte e que as provas coletadas até aqui fossem anuladas. Fux determinou que as decisões sobre os pedidos cabem ao relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, que declarou colocar pedidos como os aprovados por Fux no "lixo". Como os seus chefes fascistas que só conseguem convencer tolos e midiotas, Queiroz não convenceu ninguém com seu "conto de mercador das Arábias", porém tem a inércia da Justiça ao seu favor, que só tem se mostrado ágil e agressiva quando a questão é prender e condenar as lideranças petistas. A decisão de Fux no STF reafirma o que denunciamos! Apesar disso Lula e a direção do PT não se cansam em declarar que “ainda” acreditam na justiça burguesa, mostrando-se cada vez mais dóceis na esperança de conseguir a liberdade de Lula pela via judicial em abril, quando será discutida ilegalidade ou não da prisão em 2ª instância. Esta é exatamente a essência do novo regime vigente no país, o bonapartismo judiciário (com apoio da cúpula militar) atuando exclusivamente para proteger os verdadeiros criminosos neoliberais que pretendem entregar as riquezas do Brasil aos rentistas do cassino de Wall Street. O Movimento de massas deve organizar uma ampla mobilização unitária de resistência aos ataques do governo neofascista, com o norte político apontado na preparação de uma Greve Geral contra a supressão dos nossos direitos sociais e garantias democrática, sem depositar nenhuma confiança na justiça burguesa. Como Marxistas Revolucionários temos uma certeza inquebrantável: sabemos do caráter de classe do STF, o "lixo" institucional da corte maior da burguesa do país está a serviço da classe dominante. Nesse sentido, a vanguarda classista deve denunciar o STF como serviçal dos grandes grupos econômicos capitalistas, alertando inclusive que os “ilustres” ministros desta instituição considerada o sustentáculo “ético” do atual regime na verdade tomam suas decisões em função das pugnas políticas existentes nas entranhas do poder republicano. Por isso declaramos: nenhuma ilusão nas instituições do regime político, no parlamento e no judiciário, lutemos por construir uma alternativa de poder operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em luta contra o neofascista Bolsonaro e a Frente Popular!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

EM 17 DE JANEIRO DE 1961 O IMPERIALISMO E SEUS AGENTES ASSASSINAM PATRICE LUMUMBA NO CONGO: HERÓI DA LUTA PELA INDEPENDÊNCIA PAGOU COM A VIDA PELA POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES DO STALINISMO


Em 17 de janeiro de 1961 Patrice Lumumba foi assassinado pela ação conjunta de agentes da CIA, do exército belga e seus asseclas congoleses, com a cumplicidade das tropas da ONU, intervenção das forças militares a serviço do imperialismo que ele mesmo tinha reivindicado para "pacificar" o Congo. Neste trágico dia de 1961, há 58 anos atrás, levaram-no para um descampado. Era noite. Mal podia caminhar, havia sido submetido a bárbaras torturas. Foi afogado em sangue por um esquadrão de fuzilamento. Desenterraram depois o cadáver e dissolveram-no em ácido sulfúrico. Tiveram que despedaçar o corpo para que não ficassem impressões. O presidente-general ianque Eisenhower em pessoa havia ordenado matá-lo e a CIA tratou de orquestrar o seu assassinato como parte da luta contra os movimentos de libertação nacional no continente africano. Lumumba havia liderado, em 1959, um forte movimento nacionalista após décadas de exploração colonial. O ascenso da luta de libertação nacional fez explodir uma série de levantes que ameaçavam o domínio belga no país. Temendo a revolta popular, o governo da Bélgica resolveu negociar uma "independência", garantindo as propriedades e os bens das empresas estrangeiras e, portanto, a continuidade da exploração colonial no Congo. A "independência" do então Zaire, apesar das gigantes mobilizações populares protagonizadas na época, foi um processo negociado entre a Bélgica, o imperialismo francês e o frente-populista Movimento Nacional Congolês (MNC) de Patrice Lumumba, onde esteve garantida a absoluta subserviência do país aos grandes monopólios com a intocabilidade da propriedade privada. Todo esse processo de garantias feitas por Lumumba e a história de férreo domínio do imperialismo sobre o Congo, terceiro maior país da África com uma população de 42 milhões, reside no fato de ali estarem localizadas imensas reservas minerais, sendo este o primeiro produtor mundial de cobalto, o segundo em diamantes industriais, ter em seu território a maior reserva de gás natural do mundo, além de enormes jazidas de cobre, ouro e prata.

APÓS O PCDOB FOI A VEZ DE CAMILO SANTANA, O FANTOCHE DE CIRO GOMES NO PT, DEFENDER O APOIO A RODRIGO MAIA (DEM) E UMA “OPOSIÇÃO CONSTRUTIVA” AO GOVERNO DO FASCISTA BOLSONARO


Logo após o PCdoB anunciar o apoio à reeleição de Rodrigo Maia para presidência da Câmara dos Deputados, foi a vez do governador do Ceará, Camilo Santana, o fantoche de Ciro Gomes colocado no interior do PT, defender o nome do DEM. Camilo foi além na entrevista de ontem (16.01) a Globo News, afirmou que fará uma “oposição construtiva” ao governo neofascista Bolsonaro, ou seja, replicou a posição escandalosa dos Ferreira Gomes de colaborar com o “Mussolini Tupiniquim”. Até o momento a posição oficial do PT é construir um bloco com o PSOL e o PSB para lançar um candidato para marcar posição inclusive em possível unidade com o chamado “Centrão” e negociar o apoio “por debaixo dos panos” a Maia no parlamento. Neste caso, o PSOL fica na condição de apêndice de esquerda da política de colaboração de classes do PT...Como Camilo sabe que esse jogo de cena do PT encobre os verdadeiros objetivos da Frente Popular de negociar com o governo Bolsonaro nomes para compor a mesa diretora, foi direto ao ponto como lhe ordenou Ciro Gomes (PDT): defendeu a reeleição de Maia e disse que o apoio do PSL “não incomoda”, ao contrário, apregoa ampliar o “diálogo com o Planalto”. Apesar do PT declarar que não vai apoiará Maia oficialmente, nos bastidores, deputados do partido ainda negociam espaço na Mesa Diretora com o deputado, em troca de cargos nas comissões. Esse movimento é patrocinado principalmente pelos governadores do PT, Wellington Dias e Camilo. Na entrevista, Camilo Santana também afirmou ser favorável à reforma da previdência, mas deseja “discutir a proposta antes”, ou seja, a “oposição construtiva” do fantoche dos Ferreira Gomes é auxiliar o governo neofascista a atacar os direitos dos trabalhadores”. Registre-se que tanto Lula como Dilma levaram adiante vários ataques neoliberais aos trabalhadores no campo da seguridade social e das aposentarias. Como podemos observar, todo o espectro político burguês, da “esquerda” (PCdoB e PT) até a direita (PSL, PSDB) estão de mãos dadas para fechar acordos podres no parlamento que permitam o governo neofascista de Bolsonaro levar diante seu famigerado plano de guerra neoliberal contra os trabalhadores. O PSOL é figurante nesse teatro com a candidatura de Marcelo Freixo. Nesse sentido, vão colaborar com Bolsonaro para eleger Maia a fim de que este vote e aprove na Câmara a Reforma da Previdência. Depois de Bolsonaro fizer o duro ataque aos explorados e suas conquistas sociais, a Frente Popular (PT, PCdoB e PSOL) vai nas eleições de 2022 se apresentar como alternativa no circo das urnas da democracia burguesa. Para os trabalhadores e sua vanguarda classista cabe romper com esta política e construir desde já na base das categorias a Greve Geral para barrar nas ruas, fábricas e nas praças esse acordo podre das elites dominantes!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

ENCONTRO DO FASCISTA COM O NEOLIBERAL: BOLSONARO E MACRI EXORCIZAM MADURO PARA JOGAR "CORTINA DE FUMAÇA" NA CRISE CAPITALISTA DO MERCOSUL


O encontro dos presidentes Maurício Macri e Jair Bolsonaro, ocorrido hoje (16/01) em Brasília, poderia ser definido como o trágico "meeting" do neoliberalismo com o fascismo. O decadente  governante argentino logo abriu o encontro com a bombástica declaração: "Nicolás Maduro é um ditador que só procura se perpetuar no poder", disse Macri no Palácio do Planalto. Ambos os governos de extrema direita participam do grupo regional no continente que impulsiona em conjunto com a Casa Branca um golpe de Estado na Venezuela e considera o mandato do presidente Nicolas Maduro como ilegítimo. Apenas o México, que agora quer mediar o conflito social na Venezuela, se distanciou do ultrarreacionário Grupo de Lima. Porém os ataques midiáticos ao regime Chavista são apenas uma cortina de fumaça para tentar encobrir a grave crise capitalista que corrói o Mercosul. As economias da Argentina e Brasil atravessam uma profunda etapa recessiva, levando o governo fascista de Bolsonaro a se afastar cada vez mais do incômodo "parceiro" portenho. O ministro Paulo Guedes afirmou recentemente que o Mercosul não seria mais uma prioridade para o Brasil. O grande modelo para o ultraliberal Guedes é o Chile (totalmente dependente dos EUA) onde trabalhou durante os anos da ditadura Pinochet. As restrições da equipe econômica bolsonarista feitas ao Mercosul dizem respeito ao fato de que as normas do bloco "dificultam o estabelecimento de acordos de livre-comércio com outros países e blocos econômicos". Na atual retração dos mercados mundiais, o imperialismo ianque impôs um golpe institucional no Brasil para monopolizar os "negócios" de Estado, girando a economia do país para o eixo do rentismo financeiro e de importações de vários produtos dos EUA com alto valor agregado. Obviamente que esta "flexão" servil do Brasil, iniciada por Temer e agora aprofundada por Bolsonaro gerou um colapso da economia argentina. Com a visita ao colega fascista, Macri tenta atenuar os efeitos da crise do Mercosul em seu país devastado, isto as vésperas da eleição presidencial que ocorrerão em outubro de 2019. Ironicamente o casamento "ideal" entre a plataforma fascista e a neoliberal, neste caso específico das relações comerciais entre Brasil e Argentina, não produzirão fruto algum econômico. Não adiantará em nada "enxovalhar" Maduro, enquanto seus "quintais" estão vivendo os drásticos efeitos da crise capitalista mundial, na qual o Mercosul é apenas o elo colonial mais fraco.
GOVERNO CAMILO E BUROCRACIA SINDICAL DA CTB (PSB&PCdoB) FRAUDAM A ELEIÇÃO DO SINDIAGUA , IMPEDINDO A VITORIA DA CHAPA 2 - OPOSIÇÃO NA LUTA


Após uma semana de votação, na noite desta segunda-feira (14/01) foi concluída a apuração das urnas da eleição para diretoria do Sindiagua-CE. A fraude ficou evidente, não só pela constatação de uma urna violada, sem lacre, mas também por listas de votantes com número de assinaturas menor que número de votos (a urna da Cagece de Sobral tinha 48 votantes e 53 votos). Eleitores que nem são filiados (pessoal dos SAAEs de Fortim, Camocim e Nova Russas e 2 em Ipueiras). Urnas itinerantes que foram pegar votos nas casas dos votantes. Urnas deixadas em lugar incerto no final de semana que antecedeu à apuração dos votos e tantos outros vícios. 


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A “POSSE DE ARMA” AUTORIZADA POR BOLSONARO: UM PRESENTE PARA CLASSE MÉDIA REACIONÁRIA E UM ATAQUE AO DIREITO DE AUTO-DEFESA DOS TRABALHADORES!


O neofascista Bolsonaro acaba de assinar um decreto presidencial que garante a “posse de arma” a quem seu governo denomina de “cidadãos de bem”. Essa medida trata da ampliação do direito da classe média de portar armas, uma realidade que já era comum no meio social pequeno-burguês abastado devido ao mercado paralelo de autorização do “porte de arma” que a PF distribuía a seu bel prazer para os praticantes de “clube de tiro” ou seus apadrinhados. Com o decreto de Bolsonaro, esse direito é “flexibilizado” (ampliado) com o “detalhe” de que o acesso as armas de fogo segue proibido segundo vários critérios para a ampla parcela da população (é exclusivo para os "cidadãos bem armados"), inclusive vetado obviamente a quem “mantém vínculos com grupos criminosos”. Como Bolsonaro considera os ativistas políticos de esquerda, militantes do MST e MTST, as organizações revolucionários e até o sindicatos como “grupos terroristas” que devem ser exterminados, o decreto na verdade serve para criminalizar a “posse de arma” pelos trabalhadores e sua vanguarda classista, que será acusada e perseguida pelo aparato repressivo do Estado burguês sob a alegação jurídica de ter “vínculos” com “organizações criminosas” como já tipificava a Lei AntiTerroritsta aprovada pelo governo Dilma (PT), voltada a criminalizar os movimentos sociais. Registre-se que o “cadastro” da posse de armas será um verdadeiro banco de dados controlado pela PF para monitorar e caçar a esquerda revolucionária e a militância política que faz oposição ao "Mussolini Tupiniquim".
BATTISTI EM PRISÃO PERPÉTUA NA ITÁLIA: PARA ALÉM DA REPUGNANTE TRAIÇÃO DE EVO MORALES, É URGENTE IMPULSIONAR UMA CAMPANHA INTERNACIONALISTA PARA LIBERTAR CESARE DO CÁRCERE DO FASCISMO!


A atitude repugnante do presidente Evo Morales, que aceitou que seu país fosse tratado como uma província do governo fascista brasileiro, além da humilhação institucional diante do imperialismo ítalo europeu, não poderá passar incólume nas fileiras do combativo movimento operário boliviano. A vergonhosa entrega do ex-guerrilheiro Cesare Battisti ao governo da extrema direita italiano, encabeçado pelo reacionário Primeiro Ministro Giuseppe Conte, não respeitou sequer os mínimos trâmites legais que qualquer extradição jurídica requer em um país que se reivindica soberano. Evo Morales agiu segundo os interesses de sua própria classe dominante, revelando os estreitos limites do impotente nacionalismo burguês para a luta do proletariado latino-americano em seu enfrentamento com o imperialismo. Desgraçadamente a esquerda reformista brasileira comemorou o fato da prisão de Battisti na Bolívia não ter servido de "troféu" para o governo fascista de Bolsonaro (a polícia italiana recusou uma "escala" no Brasil), como se este fato aliviasse em alguma medida a sentença de morte que Cesare agora está submetido. Para esta "esquerda" de colaboração de classes o único elemento válido é o "cálculo eleitoral", e nesta lógica Bolsonaro e o justiceiro Moro acabaram perdendo uma chance de desfilar com o "troféu" do ex-guerrilheiro encarcerado. Porém Cesare Battisti ainda está vivo, e a esquerda revolucionária mundial deve lutar até às últimas consequências por sua integridade, impulsionado o combate internacionalista pela sua imediata libertação da masmorra secular do fascismo italiano, a mesma que aprisionou o gigante Antônio Gramsci.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

100 ANOS DO COVARDE ASSASSINATO DE ROSA LUXEMBURGO: UM EXEMPLO DE MULHER COMUNISTA ASSASSINADA PELA REAÇÃO BURGUESA POR LUTAR PELA DITADURA DO PROLETARIADO E A VIOLÊNCIA REVOLUCIONÁRIA!

“A sociedade burguesa se encontra diante de um dilema: ou avança para o Socialismo ou recai na Barbárie”


Em 15 de janeiro de 1919, há exatos 100 anos, a coronhada do rifle de um soldado a mando de um governo reformista esmagava a mais brilhante e corajosa cabeça do movimento operário revolucionário alemão depois de Marx e Engels. Este acontecimento trágico, por ter abortado a melhor oportunidade de uma revolução socialista em uma nação capitalista avançada, foi como uma tragédia de grandes proporções sobre o futuro da luta do proletariado mundial até os nossos dias. Três dias após o assassinato de Rosa e Karl, Trotsky escreveu: “De constituição pequena, débil e enferma, Rosa surpreendia por sua poderosa mente. Já falei certa vez que estes dois líderes se complementam mutuamente. A intransigência e a firmeza revolucionária de Liebknecht se combinam com uma doçura e meiguice femininas, e Rosa, apesar de sua fragilidade, era dotada de um intelecto poderoso e viril. Ferdinand Lasalle já escreveu sobre o esforço físico do pensamento e a tensão sobrenatural de que é capaz o espírito humano para vencer e superar obstáculos materiais. Esta era a energia que comunicava Rosa Luxemburgo quando falava da tribuna, rodeada de inimigos. E tinha muitos. Apesar de ser de estatura pequena e aspecto frágil, Rosa Luxemburgo sabia dominar e manter a atenção de grandes auditórios, inclusive quando eram hostis as suas ideias. Era capaz de reduzir ao silêncio aos seus mais irascíveis inimigos mediante o rigor de sua lógica, sobretudo quando suas palavras se dirigiam as massas operárias.” (Karl Liebknecht - Rosa Luxemburgo, 18/01/1919). Rosa Luxemburgo viveu no período compreendido entre a Comuna de Paris e o primeiro ano de existência do governo bolchevique. Nasceu em 05 de março de 1871 num vilarejo perto de Lublin, na Polônia controlada pelo Império Russo. Era a quinta filha de Eliasz Luxemburg III, um judeu comerciante de madeira, e Line Löwenstein. Uma artrose no quadril a prostrou na cama até os cinco anos de idade, ocasionando que tivesse uma perna menor que a outra, fazendo-a mancar por toda a vida. Muda-se para Varsóvia para estudar e conclui os estudos secundários numa escola feminina em 1887. Aos 15 anos, ainda como secundarista, inicia sua militância política fazendo parte de uma célula do Partido Proletário (PP), fundado em 1882 e aliado do movimento populista russo na luta contra a opressão czarista. Mas logo o partido é massacrado e quatro de seus líderes são condenados à morte. Para escapar do cerco policial, Rosa foge para a Suíça em 1889. Ingressa na Universidade de Zurique juntamente com outros exilados socialistas como Anatoli Lunacharsky e Leo Jogiches, que viria a ser seu companheiro por mais de 15 anos. Assim começa a militância revolucionária de Rosa Luxemburgo que viria a ser assassinada em 1919 pela socialdemocracia alemã, convertida a guardiã da ordem capitalista contra o proletariado.

domingo, 13 de janeiro de 2019

CESARE BATTISTI ENTREGUE AO GOVERNO ITALIANO: EVO MORALES CAPITULA VERGONHOSAMENTE A FRAÇÃO FASCISTA DO IMPERIALISMO EUROPEU




Preso na cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra, Cesare Batistti foi entregue a Itália na noite deste domingo (13.01) pelo presidente Evo Morales para ser encarcerado até a morte nas masmorras do governo fascista do primeiro- ministro Guiseppe Conte. Trata-se de uma traição vergonhosa da gestão de centro-esquerda burguesa do MAS (Movimento ao Socialismo), que se curvou as exigências do imperialismo europeu, particularmente da ala de extrema-direita que vai apresentar Batistti como um prêmio da reação burguesa em uma etapa de profunda ofensiva neoliberal mundial contra as liberdades democráticas do proletariado. Diante dessa decisão escandalosa, Morales foi congratulado pelo neofascista Bolsonaro: "O governo brasileiro se congratula com as autoridades bolivianas e italianas e com a Interpol pelo desfecho da operação de prisão e retorno de Battisti à Itália. O importante é que Cesare Battisti responda pelos graves crimes que cometeu. O Brasil contribui assim para que se faça justiça!". Frente a desse desfecho criminoso que revela a impotência do nacionalismo burguês diante das potências capitalistas, denunciamos mais uma traição vergonhosa do governo do MAS à luta dos trabalhadores e dos povos latino-americanos em favor dos interesses da burguesia mundial!
URGENTE: CESARE BATTISTI FOI PRESO NA BOLÍVIA. IMPULSIONAR UMA AMPLA CAMPANHA INTERNACIONALISTA PARA QUE EVO MORALES CONCEDA O ASILO POLÍTICO AO ATIVISTA PERSEGUIDO PELO FASCISMO!


A prisão de Battisti foi confirmada pela Polícia Federal brasileira aos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo na madrugada deste domingo (13/01). Os detalhes da prisão não foram revelados, mas o jornal italiano Corriere dela Sera publicou que agentes italianos e bolivianos trabalharam em conjunto para a prisão de Battisti em Santa Cruz de la Sierra, no interior da Bolívia. Neste momento é urgente evitar que o presidente de Evo Morales entregue o ativista italiano ao governo neofascista brasileiro que já se comprometeu a enviá-lo a prisão perpétua na Itália, sob as ordens da fração mais reacionária do imperialismo europeu. O governo do MAS boliviano que acaba de participar do ato de posse do presidente Maduro na Venezuela, reafirmando o rechaço veemente da ingerência imperialista em nosso continente, tem a obrigação moral de conceder o asilo político a Battisti, um ativista da esquerda italiana perseguido pelo fascismo mundial. Os Marxistas Leninistas que integram o campo revolucionário em todo o mundo devem impulsionar imediatamente uma campanha internacionalista de solidariedade para que o governo Evo Morales (MAS) reconheça institucionalmente a condição de refugiado político a Cesare Battisti.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

ALA RENTISTA "ENQUADRA" SETOR MILITAR DO GOVERNO NEOFASCISTA: BOLSONARO INICIA COM CARGA MÁXIMA AGENDA DE "REFORMAS" EXIGIDAS PELO MERCADO... 


O aval dado pelo presidente neofascista Jair Bolsonaro a entrega da Embraer para o truste ianque, após ter declarado que vetaria a transação por "prejudicar os interesses nacionais", marcou a superação do impasse político vivido pelo governo central nos seus primeiros dez dias. O anúncio de Bolsonaro para a liquidação da Embraer como uma empresa nacional, foi logo saudada pela mídia corporativa como o "fim do embargo imposto pelo setor militar do governo a uma agenda liberal mais agressiva". Acompanhando a decisão sobre a venda da Embraer para a Boeing, veio a confirmação de uma "reforma" da Previdência Social no mesmo modelo de capitalização defendido pelo mercado financeiro, ao contrário do que o próprio Bolsonaro teria afirmado poucos dias atrás. Uma nova proposta de "reforma" da Previdência que faz parecer a "reforma" neoliberal que Temer enviou ao Congresso Nacional uma "brincadeira de crianças"... Ao que tudo indica após um primeiro momento em que o setor militar do governo neofascista, liderado pelo general Augusto Heleno (Ministro do GSI) estava "dando as cartas", colocando a ala rentista de Paulo Guedes (Ministro da Economia) em total defensiva política, o "jogo" no Planalto começou a virar...A queda de braço agora parece estar concentrada no que tange a inclusão ou não das Forças Armadas na malfadada "reforma" da Previdência apresentada por Paulo Guedes, e o mais importante: o tamanho do "pacote" das estatais que serão privatizadas. O embate entre as frações intestinas do governo neofascista, que acentuou os "recuos" recorrentes de Bolsonaro, tem claramente um lado muito mais forte, e este campo político é o dos rentistas do mercado financeiro, apoiado pela mídia "murdochiana" e também pelo imperialismo norte-americano. A fração rentista, conta com o suporte no governo (além é óbvio de Paulo Guedes) do Ministro Sérgio Moro e do chefe da Casa Civil, Onyx  Lorenzoni, contra o setor militar liderado por Heleno e o vice Mourão. Não se trata de um confronto frontal entre as duas alas do governo neofascista, ambas frações correspondem a setores da classe dominante nacional, porém os rentistas tem ligações materiais diretas com o "baronato" internacional e a própria Casa Branca em Washington. Neste processo de luta política os militares que se arvoram da apologia de um "nacionalismo" vazio e totalmente submisso ao Pentágono, vão cedendo passo a passo as imposições do mercado, logicamente em troca de alguma "pequena" vantagem, como foi por exemplo a nomeação do filho do general Mourão para a direção do Banco do Brasil. Não tardará muito entrará em cena o superministro Sérgio Moro, anunciando a liberação das armas para a classe média e mandando para o cárcere outro dirigente petista, sempre com o objetivo de dar "cobertura" midiática a agenda neoliberal do governo da extrema direita, do qual é um dos principais suportes políticos. É necessário organizar desde já a ação direta das massas, ao invés de ficar observando paralisado as "trapalhadas" de Bolsonaro, como desgraçadamente vem fazendo a CUT e o PT.
6 ANOS SEM O INCANSÁVEL COMPANHEIRO PADRE HAROLDO: UM VIGOROSO COMBATENTE ANTIMPERIALISTA NOS ATUAIS TEMPOS DE REAÇÃO NEOLIBERAL!


No dia 11 de janeiro de 2013, há exatos 6 anos, nos deixava o companheiro “Padre Haroldo”, como era conhecido pela militância de esquerda no Ceará. Haroldo Coelho com sua larga trajetória de lutas ao lado dos movimentos sociais cravou história na esquerda marxista ao abraçar corajosamente sua opção de dirigente nacional do então PRC no início dos anos 80, mesmo na condição de sacerdote de uma instituição ultrarreacionária e inimiga visceral dos povos. Ombro a ombro, a militância da LBI esteve ao lado dele na luta política contra a intervenção imperialista a Líbia pela OTAN. Tantas vezes nos reunimos, em sua casa ou realizamos atividades públicas para denunciar a nefasta ação das potências capitalistas ao povo líbio, discutindo como era possível que setores da “esquerda” apoiassem tal investida reacionária que levou inclusive ao assassinato do coronel Kadaffi. Militante aguerrido, “Padre Haroldo” escreveu vários artigos desmascarando a farsesca “revolução árabe” e, por diversas vezes, contribuiu em nossa campanha para realizar atos políticos contra a agressão aos países do Oriente Médio comandados por regimes nacionalistas, como a Síria e o Irã. No final de 2012, em novembro, nos encontramos em um debate sobre Marighella e conversamos sobre a investida que a Casa Branca preparava contra o Irã e discutimos quais iniciativas tomar. Sempre discutimos vivamente e, apesar das diferenças programáticas, ele dizia que éramos os trotskistas mais coerentes que conhecia, defensores de Cuba e da necessidade de construir um partido revolucionário internacionalista. A sua crença em um Deus como porta-voz dos pobres e oprimidos, tantas vezes motivo de calorosos debates conosco, que somos além de marxistas necessariamente ateus, não reduzia o nosso respeito por sua conduta militante. Há 6 anos este vigoroso combatente anti-imperialista, que se notabilizou por defender a Nicarágua na década de 80, não está mais entre nós. Fazemos questão de homenageá-lo e não esquecê-lo, ele faleceu deixando fortes lembranças de sua determinação na luta anti-imperialista e em defesa dos explorados, de sua fala cortante e sempre presente na denúncia do capitalismo e de sua ação decidida pelos trabalhadores!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

LUCIANA GENRO DO MES, PSTU E CST DEFENDEM O “FORA MADURO” COMO “PAPAGAIOS” DE TRUMP E BOLSONARO: MAIS UMA VEZ DE MÃOS DADAS COM O IMPERIALISMO IANQUE E SEUS LACAIOS!


Luciana Genro, do MES, acaba de postar uma mensagem no twitter atacando a presidente nacional do PT por ter ido a posse de Maduro. Não bastasse isso, sua corrente defende o “Fora Maduro”, assim como seus “irmãos” Morenistas do PSTU e da CST. Segundo Luciana “Gleisi vai representar o PT na posse do Maduro. Dando uma mãozinha para aqueles que querem liquidar a esquerda. Mas só uma esquerda mofada p/apoiar o Maduro a estas alturas. Há muito tempo deixou de ser um governo progressista. E o pior é que a oposição forte é burguesa e elitista”. O mais tragicômico é que tanto o MES como o PSTU e a CST chamaram a votar no PT em nome de derrotar a direita nas urnas mas na Venezuela unem-se a direita nas ruas para derrubar Maduro! A LIT declara “Fora Maduro” e afirma que “A cada dia, mais e mais setores chegam à conclusão de que com este governo não há saída e que a Venezuela não tem futuro... Aumenta a cada dia aqueles que dizem Fora Maduro! O povo diz: “Maduro, vá embora já!”.” (Sitio LIT, 08.06). A CST (UIT) apregoa “AS RUAS!! Pela saída de Maduro” (06.06), com os Morenistas fazendo claramente o jogo da reação burguesa, do fascismo e dos EUA. Trata-se de uma Frente Única pró-imperialista com a OEA, o Grupo de Lima, Trump, Macri e Bolsonaro... A LBI denuncia a posição destes revisionistas do trotskismo! Alertamos que a Venezuela encontra-se na encruzilhada entre a revolução e o fascismo, sendo o chamado “Socialismo do Século XXI” incapaz de tirar o país desse impasse pela via da vitória revolucionária dos trabalhadores. Declaramos que mesmo com nossas profundas diferenças políticas e de classe com o governo “nacionalista burguês” de Maduro e sua política de conciliação, nos postamos incondicionalmente na trincheira de luta contra os golpistas e em frente única com as forças populares que apoiam o “chavismo”, buscando derrotar a reação fascista para forjar as condições para a construção de uma alternativa revolucionário dos trabalhadores! As próprias massas precisam ultrapassar as limitações da política nacionalista burguesa do Chavismo ou este acabará sendo derrotado pela reação pró-imperialista no curso de concessões cada vez maiores para tentar inutilmente “equacionar” os conflitos. Entretanto nossa crítica Marxista se dá na trincheira de luta anti-imperialista, denunciando as limitações do chavismo e a necessidade de superá-lo pela via da revolução socialista e não como fazem os filisteus do MES, PSTU e CST fazendo coro com Trump e Bolsonaro contra Maduro, ou seja, de mãos dadas com o imperialismo ianque e seus vassalos!    

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

VENEZUELA NA ENCRUZILHADA COM O FALSO “SOCIALISMO DO SÉCULO XXI”: ROMPER COM A DEMOCRACIA CAPITALISTA EXPROPRIANDO A BURGUESIA OU CAIR PELAS MÃOS DO IMPERIALISMO IANQUE E DA DIREITA GOLPISTA


Neste 10 de janeiro Nicolás Maduro tomará posse como presidente da Venezuela, iniciando um novo mandato. O imperialismo ianque, via o Grupo de Lima, já articulou seus governos lacaios (Brasil, Peru, Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá e Paraguai) a se declarar contrário a recondução do chavismo ao governo central: 13 países não reconhecem Maduro como presidente. Esta realidade de cerco e isolamento completo colocam o governo do PSUV e fundamentalmente a vanguarda militante venezuelana em uma encruzilhada: continuar respeitando a democracia burguesa e as relações capitalistas de produção ou romper com o regime burguês, expropriando a classe dominante, colocando efetivamente os trabalhadores no poder do Estado pela via de uma revolução social. Tanta a oposição interna como os líderes exiliados nos EUA não reconhecem o novo governo e tramam abertamente um golpe de estado. Paralelamente vão sabotando a economia nacional, provocando um caos social como fizeram com o Chile de Allende em 1973. Como Marxistas Revolucionários defendemos a posse de Maduro mas não apoiamos a política de colaboração de classes do PSUV e do falso “Socialismo do Século XXI”. O esgotamento do chavismo coloca na ordem do dia a necessidade de apontar uma alternativa revolucionária para a crise política e econômica: mobilizar os trabalhadores para através de organismos de democracia direta e conselhos populares tomar o poder político, econômico e social. Nesse combate os Trotskistas defendem o governo legítimo de Maduro contra as provocações do imperialismo e da direita, porém marcham como um programa comunista proletário para construir um poder de novo tipo, proletário e socialista que supere os limites da “institucionalidade bolivariana” que por mais radicalizada que seja ainda respeita os marcos da regime político burguês. Não por acaso o Supremo Tribunal de Justiça golpista exilado nos EUA exige que Maduro entregue o governo ao parlamento (Assembleia Nacional) controlado pelo MUD, que funciona normalmente tramando um golpe de estado. Nesta conjuntura, Maduro apoia-se cada vez mais nas FFAA e na chamada “boliburguesia” que vive de privilégios estatais. A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) jurou lealdade absoluta ao presidente Nicolás Maduro. O ministro de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, leu um comunicado assinado por parte do Alto Comando Militar no qual o órgão reitera o apoio “A cúpula militar expressa seu irrestrito apoio e lealdade absoluta ao nosso comandante-em-chefe para o período entre 2019-2025”. Frente a esta situação defendemos a unidade de ação com o “chavismo” para derrotar a reação burguesa pró-imperialista, forjando uma alternativa de direção revolucionária para os trabalhadores! Por esta razão reafirmamos que é preciso derrotar com os métodos de luta da classe operária a direita golpista sem capitular ao “chavismo” e seu projeto nacionalista burguês! 
60 ANOS DA GRAVAÇÃO DO HISTÓRICO "KIND OF BLUE": O CASAMENTO DO JAZZ COM O POVO, CELEBRADO POR MILES DAVIS! 


O início do ano de 1959 corresponde a uma data muito especial para o mundo do jazz. Há precisamente 60 anos, Miles Davis, John Coltrane, Julian 'Cannonball' Adderley, Bill Evans, Paul Chambers, Winton Kelly e Jimy Cobb entravam no estúdio da Columbia, na histórica 30th Street, em New York, para gravar um conjunto de peças que mais tarde acabariam por dar forma a "Kind of Blue", o mais referido e exaltado álbum em toda a trajetória mundial do jazz. Rezam as lendas que as primeiras peças a serem gravadas na primeira sessão terão sido "So What e Blue in Green", entre as 14:30 e as 17:30, e que, depois de uma pausa para descanso e jantar, Miles telefonou a Wynton Kelly para vir para ao estúdio, afim de gravarem "Freddie Freeloader", na sessão das 19:00 às 22:00. Depois, dias mais tarde, na segunda sessão de gravação, seriam registadas ainda duas outras peças esplendorosas, "Flamenco Sketches" e "All Blues", assim se completando o line up de "Kind of Blue". O fato é que, há exatos 60 anos, "Kind of Blue" foi uma revolução silenciosa na música internacional . Se até Charlie Parker teve um tempo de maturação para estabelecer o padrão de seu bebop, Miles Davis inventou o novo jazz numa tacada só. Parece exagero, desde que teve contato com o conceito musical do pianista George Russell (que defendia a improvisação sobre a tonalidade da música e livrava os instrumentistas da preocupação com rápidas e complexas mudanças de acordes) Davis começou a experimentar a nova forma que ganhou, no jargão jazzístico, o nome de modal. Ele tentou aqui e ali, nos álbuns de 1958, "Milestonese 1958 Miles", colocar um pouco daquela simplificação do jazz. Mas em "Kind of Blue", foi além, como conta Bill Evans nas notas de contracapa do LP original. Miles Davis nos trouxe esboços que eram esquisitos em sua simplicidade, mas que continham tudo que é necessário para estimular a performance dos músicos parceiros, e Miles fez isso apenas algumas horas antes das sessões de gravação. Quer dizer, aqueles sete músicos do mais grosso calibre de sua época se viram no estúdio, prontos para gravar com o temperamental e perfeccionista Miles Davis, sem a mínima referência a que estavam acostumados, uma situação de gelar os ossos. Miles Davis conseguiu extrair o máximo da noção melódica daqueles músicos, trouxe à tona seus medos, angústias, alegrias e traumas. Escancarou aquelas sete almas em dois dias de estúdio. E mais, criou um novo caminho para o jazz que, no fim dos anos 50, patinava sobre formas cada vez mais complexas e se encerrava nos ouvidos treinados dos músicos. Recolocou no eixo popular um gênero musical que havia ficado técnico e barroco demais para o público plebeu. Miles criou uma porta de entrada para um novo jazz, por isso 60 anos depois, um modesto crítico musical pode dizer: "Se você não gosta de 'Kind of Blue', não gosta de jazz". Porém o tremendo retrocesso cultural contemporâneo das artes impôs uma nova barreira entre o jazz e as camadas populares, "bombardeadas" com a chamada "cultura de massas", levando para elite social o restrito privilégio de "desfrutar" a melhor produção musical que a humanidade já produziu.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

300 DIAS DO ASSASSINATO DE MARIELLE: A MESMA POLÍCIA QUE ENCOBRE OS MANDANTES E EXECUTORES É A QUE MATOU COM SUAS MILÍCIAS A VEREADORA DO PSOL...ORGANIZAR A AUTO-DEFESA DA ESQUERDA E DO MOVIMENTO OPERÁRIO PARA ENFRENTAR A SANHA FASCISTA RECRUDESCIDA COM O GOVERNO WITZEL!


Nesta terça-feira, 8 de janeiro, completam-se 300 dias do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido no Rio de Janeiro, em 14 de março de 2018. Neste interregno um neofascista foi eleito governador do estado, o mesmo canalha que estava no ato da extrema-direita em que as placas em homenagem a Marielle foram quebradas por hordas nazistas do PSL. O PSOL continua jogando suas ilusões na investigação da Polícia Civil fluminense e mesmo do “auxílio” da PF. Desde o assassinato pontuamos que a morte da vereadora foi operada por falanges policiais, profissionalizadas em crimes de maior complexidade, as mesmas que recentemente organizaram um plano para matar o deputado federal Marcelo Freixo. Ficou evidente que a execução de Marielle serviu como um duro “aviso” das forças policiais do RJ para que parlamentares de esquerda ou lideranças políticas não atrapalhem em seus “negócios” ou tampouco denunciem suas atrocidades contra a população negra e pobre das periferias. Esse quadro se acentua com a gestão de Witzel, que defende abertamente o extermínio do povo pobre e a perseguição a esquerda. Para os Marxistas Leninistas a organização de comitês populares de autodefesa é o primeiro passo para enfrentar a sanha fascista em curso no Rio de Janeiro e em todo o país. Desgraçadamente nem o PT e tampouco o PSOL adotam uma tática minimamente justa para lutar corajosamente contra a brutal ofensiva da direita neoliberal e golpista, seguem confiando na justiça burguesa e do aparato repressor do Estado. Há dois dias um dirigente do MST foi também morto em Mato Grosso por jagunços do agronegócio e, no final do ano passado, o policial militar João Maria Figueiredo, que integrava a segurança pessoal da senadora petista Fátima Bezerra (eleita governadora do Rio Grande do Norte), foi assassinado covardemente com requintes de "execução", sendo alvejado por sete tiros na cabeça. É urgente organizar a autodefesa militar da esquerda e do movimento operário e popular para barrar outros crimes contra nossos companheiros que já se anunciam no horizonte do país.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

CIRO GOMES REAPARECE ATACANDO VIOLENTAMENTE O PT, O MESMO PARTIDO QUE ELE MESMO CONTROLA COM "MÃO DE FERRO" NO SEU ESTADO NATAL...


Ciro Gomes voltou a aparecer no cenário nacional, após um atraso secular e providencial para ajudar a eleger o fascista Bolsonaro, agora concedeu entrevista ao jornalista Florestan Júnior do jornal "El País." Transbordando um ódio virulento contra o PT e uma enorme generosidade em relação ao governo Bolsonaro, plenamente alinhado com os articulistas  da grande mídia corporativa, Ciro chamou de “atitude infantil, antidemocrática e burra” o fato do PT não ter participado da cerimônia de posse do presidente da extrema direita tupiniquim. Ciro desta vez foi bem mais além na sua tradicional verborragia bravateira, própria das oligarquias agrárias do Nordeste, (des)qualificando o Partido dos Trabalhadores como: "esse bando de canalhas e corruptos, que não é um partido mas uma quadrilha", além de caracterizar seu antigo chefe político no governo em que integrou como um "preso comum", ao se referir ao ex-presidente Lula. Imediatamente a blogosfera petista, e até mesmo os "aliados" do PCdoB, reagiram aos ataques de Ciro, descredenciando o "coronel", agora nas fileiras do PDT, como um integrante do campo da esquerda brasileira, levaram quase duas década para "descobrirem" que o ex-membro da antiga ARENA, nunca esteve na trincheira popular e nem sequer democrática. Porém o que a "família" reformista da Frente Popular não revela sobre a oligarquia Ferreira Gomes, é que continuam controlando com "mão de ferro" no estado do Ceará o mesmo PT que Ciro e seus irmãos tanto gostam de enxovalhar. E não estamos falando de um "controle colateral" sobre o PT cearense, se trata de um "controle total", desde o governador petista Camilo Santana (reeleito) até as instâncias diretivas do partido, como o presidente De Assis, um estafeta dos Ferreira Gomes agora também nomeado como secretário no governo Camilo, e o articulador político do grupo cirista é o histórico petista Nelson Martins. É lógico que a cúpula nacional do PT é conivente política e se beneficia materialmente desta "parceria" com os Gomes no Ceará, talvez por isso Ciro fique tão à vontade de tratar a burocracia petista como "corrupta", sem que o governador Camilo Santana esboce alguma reação. Tanto o PT como Ciro vivem uma espécie de "faz de contas" na política burguesa, o primeiro "faz de conta" que não tem nada a ver com os Ferreira Gomes e o segundo ataca seus submissos "companheiros" petistas com um roteiro de "faz de conta" que não temos nenhuma relação política. Ciro domina completamente a política cearense como o herdeiro do milionário senador tucano Tasso Jerereissati, os Gomes controlam na região as legendas da "esquerda" como o PDT, PT, PSB... e também da direita DEM, PP, PSD, PTB etc...mas pasmem exercem influência até mesmo no único parlamentar do PSOL, o deputado estadual Renato Rosendo, elogiado publicamente pelo presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), como um grande colaborador do governo Camilo Santana. A "força" hegemônica dos Ferreira Gomes não se restringe simplesmente a política cearense, são proprietários ou sócios de grandes empresas na região, sempre é claro no nome de "laranjas", o que permite a Ciro se apresentar como um "pobre e modesto" professor universitário, sem nunca ter ministrado em toda sua vida uma única aula em nenhuma faculdade. Não se iludam os tolos e ingênuos honestos que ainda acreditam no PT, mesmo após ter sido humilhado por Ciro, o PT continuará a fazer apelos ao oligarca para que integre a Frente Ampla da conciliação de classes, "sonhando" que poderão derrotar o governo neofascista nas eleições de 2020, enquanto prossegue no dia a dia a brutal ofensiva imperialista contra nosso país. Os reformistas só conseguem apostar no calendário eleitoral previamente fraudado...É hora de romper as ilusões na institucionalidade burguesa e "arregaçar as mangas" na organização da greve geral de massas, para derrotar já a ofensiva neofascista contra nossas conquistas!

domingo, 6 de janeiro de 2019

LEIA A APRESENTAÇÃO DA ÚLTIMA EDIÇÃO DA REVISTA MARXISMO REVOLUCIONÁRIO Nº 17 – JANEIRO/2019


APRESENTAÇÃO

Após um interregno de 3 anos, período em que nossa equipe de redação dedicou-se fundamentalmente a consolidar o Blog da LBI com atualizações diárias, voltamos a publicar a Revista teórico-político Marxismo Revolucionário. Chegamos a sua décima sétima edição neste janeiro de 2019 com muito orgulho militante desta marca! Não se trata de uma conquista menor para uma pequena organização bolchevique manter uma revista programática com análises trotskistas de fundo da luta de classes a nível nacional e internacional em uma etapa onda a “esquerda” é influenciada diretamente pela ideologia dominante, adaptando-se política e teoricamente as “novidades” do velho reformismo! Dedicamos este número em especial a saudar os 60 anos da Revolução Cubana, pontuando sua importância para o proletariado mundial e, ao mesmo tempo, travando uma dura polêmica com aqueles que fecham os olhos para o avanço da restauração capitalista na Ilha com o advento da nova Constituição. Como parte desse esforço militante, fizemos um breve histórico da luta por construir um núcleo trotskista em Cuba como alternativa revolucionária a burocracia castrista. O resgate da própria história da IV Internacional, quando acabamos de celebrar os 80 anos de fundação do partido trotskista mundial, também encontra-se na Revista, onde fazemos uma polêmica com todos os ramos dos “trotskismo”, os antigos e os atuais, como o grupo Resistência no Brasil.  

A presente edição também analisa a ascensão do governo neofascista, onde o Juiz Moro assume as rédeas do comando de um novo regime bonapartista, tutelando a gestão ultraliberal Bolsonaro/Guedes. Um regime bonapartista se assemelha mais a um regime fascista do que a uma democracia baseada no livre sufrágio universal, nos dois primeiros casos a figura de um líder nacional totalitário é uma condição “sine qua non”, porém fascismo e bonapartismo não representam o mesmo fenômeno. Segundo Marx o Bonapartismo enquanto regime político ocorre quando a burguesia delega sua gerência estatal a uma liderança que se apresenta como uma espécie de “Salvador da Pátria”, para se por acima dos conflitos entre as classes sociais. O fascismo por sua vez também carrega estas mesmas características populistas de direita, mas sob a base do esmagamento físico das direções e organizações operárias.

Em Marxismo Revolucionário elaboramos a análise que estamos atravessando um período que pode ser caracterizado como a consolidação de um regime bonapartista de exceção (pós golpe parlamentar), com a égide de um governo marcado por características fascistas, ainda que ressaltando a relativa debilidade política do nosso “Mussolini tupiniquim”. Moro engatinha seus primeiros passos para talvez ocupar um vazio político em caso de um eventual colapso prematuro do “capitão de pijama”, tudo dependerá dos ventos econômicos internacionais. Por hora é totalmente impressionista caracterizar o regime como fascista ou mesmo semifascista, uma imprecisão teórica desta dimensão só serve para jogar água na corrente da tal “Frente Ampla Democrática”, uma cópia mal feita da base política burguesa dos governos petistas.

Neste número estudamos o quadro político na França, Nicarágua e Venezuela, onde a direita e a extrema-direita vêm avançando por múltiplos caminhos. Mobilizações “espontâneas” ganham corpo e questionam governos de diferentes matizes políticos em protestos onde a esquerda revolucionária ou mesmo reformista não tem nenhum peso político e social. Apesar disso grupos revisionistas do trotskismo vão a reboque de “rebeliões” claramente orquestradas pela CIA como na Nicarágua e Venezuela ou pelos neofascistas na França, da mesma forma fizeram anteriormente na URSS e depois aplaudindo a falsa Primavera Árabe.  

Esperamos que nossos leitores e simpatizantes tomem em suas mãos a nova edição de nossa revista teórico-político como uma verdadeira arma programática em defesa dos nortes fundamentais do Marxismo Revolucionário em uma etapa de profundo retrocesso político e ideológico entre os trabalhadores e sua vanguarda, para que sigamos firmes no combate pela construção do Partido Revolucionário.

Os Editores
Janeiro 2019

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

ONDA DE ATAQUES NO CEARÁ É PRODUTO DA ABERTURA DO ESTADO PARA O TRÁFICO PELO GOVERNADOR CAMILO SANTANA, FANTOCHE DA OLIGARQUIA DOS FERREIRA GOMES!


A onda de ataques das facções criminosas no Ceará chegou a seu pico nos últimos dois dias. Ônibus incendiados, prédios públicos e privados em chamas, bombas em viadutos, pânico entre a população...esse verdadeiro cenário de barbárie tomou conta das ruas de Fortaleza. O “estopim” para esse caos seria a decisão do secretário da recém-criada Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, de acabar com a separação de detentos por filiação a facções dentro dos presídios. Na verdade, o que está em curso é uma ofensiva do crime organizado, do tráfico de armas e drogas, que foi alimentado pela oligarquia Gomes e pelo governo Camilo, ganhando tanta força dentro da estrutura do Estado que não aceita qualquer recuo nos acordos estabelecidos até agora, chantageando o governador “petista”. Essas facções compram a droga trazida da Colômbia para o Ceará, um negócio de grande monta financeira que é intermediado pelo Secretário de Turismo do Governo Camilo (PT), Arialdo Pinho, o homem que é o caixa dos negócios da Oligarquia Gomes desde o governo Cid. O fato do estado do Ceará abrigar chefes do tráfico nacional (como os do PCC) vivendo de forma nababesca sem serem incomodados em mansões de luxo, com livre trânsito em carros importados e até mesmo aeronaves e lanchas, não deixa dúvida que a gang burguesa de tomou de assalto o aparelho do estado local está diretamente associada as facções criminosas. A oligarquia Gomes deu o aval para que fosse instalado um “Hub” internacional de tráfico de drogas em Fortaleza, alimentando as gangs e quadrilhas barriais mais selvagens que disputam o controle dos bairros. Deram o aval do Estado para a logística do “empreendimento”. Em consequência cresce o número de chacinas e mortes em Fortaleza, adentrando em regiões antes “virgens” ou restritas ao uso de maconha. Com a onda de ataques, Camilo pediu “socorro” a Moro, o “Super Ministro” da Justiça” tornando-se assim refém do neofascista que assumiu o Planalto. Tanto que declarou “Conversei por telefone, hoje pela manhã, com o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, que se colocou à inteira disposição para o apoio necessário, e a quem agradeço. Entendo que o crime organizado ultrapassou as divisas dos estados e que, somente com a ação conjunta dos Estados com o Governo Federal, iremos vencer esse desafio”. As verdadeiras quadrilhas instaladas no Estado burguês em todas as esferas são parceiras das “facções criminosas” e diante de algum choque de interesses é que explodem essas “ondas de ataques” que cessam tão logo chegam ao acordo. A diferença na atual conjuntura é que agora com a ascensão do governo Bolsonaro, o “Bonapartista” Moro será um árbitro desse processo, usando a PF que tem gordas provas contra a Oligarquia Gomes e seus negócios nebulosos, para tornar Ciro, Cid e Camilo completamente reféns!
LANÇADA A NOVA REVISTA MARXISMO REVOLUCIONÁRIO Nº 17 JANEIRO/2019

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

EM 3 DE JANEIRO DE 1898 NASCIA LUÍS CARLOS PRESTES: DO TENENTISMO AO STALINISMO, A TRAJETÓRIA DO CAVALEIRO DA CONCILIAÇÃO DE CLASSES              
                   

Luís Carlos Prestes nasceu em Porto Alegre no dia 3 de janeiro de 1898. Foi durante 37 anos, o principal dirigente do antigo Partido Comunista do Brasil, o PCB, e faleceu em 7 de março de 1990. Em geral as comemorações e homenagens a Prestes em nada contribuem para esclarecer o papel desempenhado ele e o PCB em momentos decisivos da luta de classes no Brasil, onde o Prestismo destacou-se pela submissão do movimento operário aos interesses da burguesia nacional e do imperialismo

O CARÁTER PEQUENO-BURGUÊS DO TENENTISMO

O fenômeno do prestismo tem suas origens ligadas ao movimento dos tenentes da década de 20. Foi exatamente dois anos após o fracassado levante do Forte de Copacabana, que explodiu a rebelião tenentista em São Paulo (05/07/1924), desencadeando outras revoltas e culminando na formação da Coluna Prestes.  Motivado por seus delírios pequeno-burgueses de moralização política e aperfeiçoamento do Estado burguês, mediante a realização de eleições honestas e do estabelecimento do voto secreto, o movimento tenentista acreditava que a ação isolada de uma elite militar, adotando métodos putchistas em nome de um programa democrático, poderia substituir as lutas das massas contra seus exploradores.
ELEIÇÕES/SINDIÁGUA: BUROCRACIA SINDICAL SERVIL AOS FERREIRA GOMES PREPARA A FRAUDE PARA IMPEDIR A VITÓRIA DA CHAPA 2 – OPOSIÇÃO DE LUTA!


Entre os dias 07 a 11 de janeiro ocorrerão as eleições para a direção do Sindiágua-CEARÁ. A Chapa 2, Oposição Unidade na Luta, impulsionada pela militância da LBI na categoria dos urbanitários, que engloba os trabalhadores em água e esgoto de todo o estado, vem fazendo uma importante campanha nos locais de trabalho da capital e do interior, defendendo um programa revolucionário de combate aos governos burgueses de Camilo, Temer e do neofascista Bolsonaro. Para impedir a vitória da Oposição de Luta, a burocracia da direção pelega do Sindiágua, servil da Oligarquia dos Ferreira Gomes, prepara a fraude do processo eleitoral. Sabemos que não se trata de uma “simples” disputa sindical mas sim de um combate entre duas políticas completamente antagônicas para o movimento operários. Os sindicalistas revolucionários da LBI junto com companheiros independentes classistas defendem a luta contra a privatização da CAGECE, companhia de água e esgoto do Ceará, que vem sendo sucateada pelo governo do PT, capacho da Oligarquia Gomes e parceiro de Temer na implantação das PPP´s. Do outro lado está a atual direção do sindicato, encastelada na entidade a mais de 30 anos, um grupo mafioso ligado do PSB-PCdoB que além de impor derrotas a categoria leva adiante uma política de subserviente aos governos burgueses, fazendo por fim da estrutura sindical um comitê eleitoral desses partidos e um antro de corrupção para garantir seu controle burocrático sobre o sindicato.


Estamos enfrentando uma máfia sindical que diante da possibilidade de perder seus privilégios de camarilha burocrática recorre a todos os tipos de golpes, que vão desde o controle do processo por uma comissão eleitoral não eleita em assembleia, imposta pela diretoria do Sindiágua até a fraude aberta nos dias da votação, passando por intimidações e perseguições. Enfrentaremos esse desafio como lutadores da Revolução e do Socialismo, para fazer do Sindiágua um instrumento de luta classista dos trabalhadores contra o capitalismo e seus gerentes burgueses de plantão!



LEIA A CARTA ABERTA A CATEGORIA LANÇADA PELO COMPANHEIRO ANTÔNIO LUIZ, PRESIDENTE DA CHAPA 2 : 



A resistência dos trabalhadores urbanitários aos ataques dos governos burgueses e da burocracia sindical corrupta neste ano de 2019 dependerá da sua capacidade de organização e de superação de suas atuais direções traidoras. A Chapa 2 tem travado uma batalha em condições não muito favoráveis. Se perdermos, terá sido só uma primeira batalha das muitas que teremos que travar e teremos que tirar as lições para os próximos embates da luta de classes; se ganharmos daremos a esse gigantesco feito o máximo de divulgação para estimular não só a própria categoria, mas também outros seguimentos da classe trabalhadora. Mas ganhar a direção de um sindicato para transformá-lo num instrumento de luta só resolve uma pequena parte do problema. Os trabalhadores da categoria dos urbanitários da Cagece, Cogerh, SAAEs e da SAAEC somos parte de uma classe explorada e oprimida que luta por melhores salários para sobreviver em condições minimamente humanas, mas para nos libertarmos dessa escravidão assalariada temos que transformar toda a sociedade, temos que abolir toda exploração e toda opressão extinguindo suas causas, isto é, temos que fazer uma revolução social. Todavia, a revolução proletária que libertará a humanidade da última forma de exploração do trabalho humano, a exploração capitalista, é uma revolução que exige da classe trabalhadora formas de organização e de luta muito superiores à organização sindical. Infelizmente, dado ao atual estágio de consciência política e de organização da classe, boa parte disso por culpa das direções traidores, a classe trabalhadora levará ainda muitos anos para dar esse salto. Muitas tradições já se perderam; muitos já deixaram de acreditar na via da revolução proletária e adaptaram-se das mais diversas formas à barbárie da exploração capitalista; muitos que ainda têm algumas boas condições de vida comentam com naturalidade ou simplesmente fecham os olhos para a miséria de milhões sem teto e que morrem de fome em todo o mundo. As tradições revolucionárias do proletariado foram perdidas, como se uma borracha tivesse apagado todas as lutas e vitórias da classe trabalhadora na história dos últimos cem anos. Enquanto isso, o capitalismo resgata do passado o nazifascismo e o apresenta como algo novo. Isso só demonstra que a classe dominante desse sistema social de exploração não tem nada de novo para oferecer a humanidade. Só a classe trabalhadora pode e tem interesse em construir um mundo melhor. Mas para isso tem que resgatar suas tradições de luta e reencontrar no socialismo seu projeto de sociedade justa e sem exploração. 2019 será um ano difícil para todos nós trabalhadores, mas se ao final do ano podermos estar juntos, comemorando os 102 anos da Revolução de Outubro de 1917 como uma grande vitória do proletariado mundial, da qual as lições precisam ser resgatadas,  então poderemos dizer com convicção: Fascistas, não passarão!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

PENTÁGONO E SEU VASSALO BOLSONARO PREPARAM OFENSIVA CONTRA CUBA, VENEZUELA E NICARÁGUA: FORA O IMPERIALISMO IANQUE DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE! DEFENDER INCONDICIONALMENTE OS PRINCIPAIS ALVOS DA SANHA DE TRUMP E SEU ALIADO NEOFASCISTA! 


Bolsonaro, o vassalo do imperialismo ianque, está reunido neste momento com o Secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo. O objetivo do enviado de Donald Trump é organizar ofensiva reacionária contra os governos de Cuba, Venezuela e Nicarágua, países que não estão submentidos diretamente as ordens da Casa Branco. Cuba é um Estado operário deformado cuja Revolução acaba de completar 60 anos, Venezuela e Nicarágua são países capitalistas semicoloniais governados por partidos que não tem a confiança do imperialismo. Mesmo não avalizando o programa da burocracia castrista e muito menos do PSUV e da FSLN, a tarefa dos Marxistas Revolucionários é combater o maior inimigo dos povos como nos ensinou Lênin, sem capitular a politica das direções stalinistas, reformistas e nacionalistas burguesas! Os grupos revisionistas do trotskismo (PSTU, CST, Resistência) que se negam a defender Cuba, Venezuela e Nicarágua alegando que nestes países existem “regimes totalitários” ou mesmo “ditaduras neoliberais” fazem neste momento o jogo do imperialismo! Nossa tarefa é combater a ofensiva imperialista na América Latiana e no Caribe para na trincheira da luta contra Trump e Bolsonaro fortalecer uma alternativa de direção revolucionária nestes países!  Uma questão é estabelecer a oposição da classe operária ao Sandinismo, ao Chavismo e mesmo ao Castrismo, outra completamente distinta é lutar contra esses governos na mesma trincheira da reação local e do imperialismo ianque. Os genuínos Trotskistas, ao contrário dos revisionistas, não se aliam a ofensiva reacionária da Casa Branca e de seu capacho Bolsonaro em nome de combater a burocracia castrista e governos de colaboração de classes!



terça-feira, 1 de janeiro de 2019

"OS GOVERNOS DE FRENTE POPULAR SÃO ANTE-SALA DO FASCISMO": O PROGNÓSTICO DE TROTSKY HOJE NA "CARNE VIVA" DO POVO BRASILEIRO

A posse do fascista Jair Bolsonaro, como gerente geral do maior Estado Burguês da América Latina, ascendeu um sinal de alerta em todo nosso continente. Com um discurso reacionário e neoliberal, que mencionava a década de governos da Frente Popular do PT como sendo de um passado "socialista", o novo presidente eleito sob um estelionato eleitoral, apontou claramente que pretende sedimentar o caminho político para implantar um regime fascista no país. Ao prometer "libertar o Brasil do socialismo" e vociferar que "nossa bandeira nunca será vermelha", Bolsonaro "toca a trombeta" para que forças militares e policiais comecem a se preparar para uma batalha concreta contra o conjunto do campo da esquerda, seja a reformista (que abjura da luta armada e prega o pacifismo parlamentar), ou a revolucionária que defende a todos os métodos de combate do proletariado (inclusive os da ação direta e belicosa). Porém o governo fascista sabe que ainda não tem correlação de forças entre as classes sociais que lhe garanta implantar um regime fascista, por isso mesmo fala em "respeitar a democracia", tendo que administrar neste momento um regime híbrido (bonapartismo), tendo o ex-magistrado Sérgio Moro como principal avalista. Mas o curso crescente da escalada fascista não é um "raio em céu de brigadeiro", muito menos um simples produto das últimas eleições presidenciais, o "ovo da serpente" foi justamente encubado na década passada, com a ascensão da Frente Popular de colaboração de classes no governo central do país. Como nos ensinou Trotsky: "O governo de Frente Popular quer dizer, o governo de coligação dos operários com a burguesia é, na sua própria essência, o governo de capitulação ante a burocracia e os oficiais fascistas. Esta é a grande lição sobre o que aconteceu na Espanha, paga hoje, por milhares de vidas humanas”. (L.Trostky, A Revolução Espanhola), esta lição teórica do Marxismo Revolucionário foi desgraçadamente "ignorada" por uma esquerda reformista embriagada com as políticas de "credito e consumo para todos", além do programa "Fome Zero" do ex-presidente Lula. A burocracia sindical da CUT, abraçou a conciliação de classes como plataforma central e "pacificou" o movimento operário em troca de generosas verbas do Ministério do Trabalho. Cedendo terreno a cada vitória eleitoral (foram quatro consecutivas!), A Frente Popular acabou sendo apeada do governo, sem a menor resistência ou luta, por um golpe institucional (muito pouco provável de ocorrer em função de uma ampla base parlamentar que possuía), dando lugar para a transição de um novo regime político, impulsionado pela "República de Curitiba e sua Lava Jato". Agora não se trata mais de um prognóstico, o fascismo está na "ante-sala" (acompanhado de um agressivo programa neoliberal), e a esquerda reformista ainda acredita na via eleitoral para defenestrá-lo, desarmando politicamente o movimento operário diante de uma conjuntura nacional prenhe de retrocessos econômicos, sociais e democráticos. No centésimo aniversário do assassinato da grande revolucionária Rosa Luxemburgo, a disjuntiva asseverada por ela se coloca hoje na "carne viva" do povo brasileiro, como a única senda para derrotarmos o fascismo: "Socialismo ou Barbárie".



PT, PSOL E PCdoB NÃO VÃO A POSSE DE BOLSONARO, MAS TAMBÉM NÃO IRÃO ORGANIZAR A GREVE GERAL PARA DERROTAR O GOVERNO FASCISTA...


O PT, PSOL e PCdoB anunciaram que não se farão presentes hoje (01/01/2019) em Brasília na posse do novo governo fascista de Jair Bolsonaro. Uma justa e correta posição diante do cortejo de bajulação política demonstrado pelos seus parceiros da Frente Ampla, como o PDT e PSB, que aceitaram o convite do fascista em nome do "respeito às urnas", como se estas últimas eleições não tivessem ocorrido em meio a uma das maiores fraudes da história do país. Mas não se engane os incautos, não há "cizânia" (usando a expressão utilizada pelo governador Flávio Dino para defender a unidade da Frente Ampla) no campo da oposição burguesa, existe um largo consenso em manter sua "oposição" nos estreitos marcos da institucionalidade republicana, seja parlamentar ou mesmo jurídica, apesar do total controle dos togados pelo setor golpista ligado ao imperialismo. Esta posição de "pressão" sobre o governo fascista forçando uma possível derrota somente nas próximas eleições, além de criminosa politicamente é totalmente suicida para a classe trabalhadora. O "tripé" no qual se elegeu Bolsonaro, é tão "sincero" que sequer supõe sua reeleição, já descartada diante mão pelo próprio PSL. Sua política de "terra arrasada" neoliberal é para implementação imediata, foi para este objetivo que os rentistas lhe colocaram no Planalto, e não para desenvolver uma longa carreira eleitoral ao medíocre fascista. Os ataques que se anunciam às conquistas históricas do proletariado e também do povo brasileiro não poderão ser derrotadas na arena das instituições corrompidas deste regime bonapartista, que conta com o suporte da cúpula das Forças Armadas. Semear ilusões desastrosas, como faz o PT e seus apêndices partidários, de que é possível "acumular forças" e esperar um "feliz 2022" só conduzirá a maiores derrotas da classe operária,como as que estamos vivenciando desde o golpe parlamentar em 2016. Golpe institucional que foi precedido de uma traição do próprio PT, que sob o governo Dilma deu curso à pauta das reformas neoliberais comandadas pelo banqueiro Joaquim Levy, então Ministro da Fazenda. Somente organizando a ação direta das massas, poderemos construir a resistência proletária, que deve ter a deflagração da greve geral como primeira parada obrigatória. Neste grave momento da conjuntura nacional, onde um governo fascista ameaça nossa existência social, nosso norte programático deve apontar para a revolução socialista, ultrapassando as armadilhas políticas postas por uma plataforma reformista que visa "resgatar a democracia", um regime historicamente decadente que abriu suas portas para a atual ofensiva neofascista, não somente no Brasil mas em todo planeta.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

1959-2019: 60 ANOS DA REVOLUÇÃO CUBANA UMA GRANDE VITÓRIA DO PROLETARIADO MUNDIAL! DEFENDER O ESTADO OPERÁRIO CONTRA O IMPERIALISMO! COMBATER A RESTAURAÇÃO CAPITALISTA!


Os Trotskistas tem uma tarefa muito delicada e "espinhosa" em Cuba, que acaba de completar os 60 anos de sua revolução social. Para as gerações mais novas de militantes da esquerda, pouco familiarizadas com a profundidade da teoria marxista pode até passar desapercebida a grande diferença conceitual entre "revolução social" e "revolução socialista", uma questão que ultrapassa a gramática. Em 1959 na ilha de Cuba, a revolução foi encabeçada por uma organização política que não era comunista e nem sequer socialista, o Movimento 26 de julho era originalmente um agrupamento de jovens guerrilheiros que lutavam para derrubar uma ditadura corrupta  e decadente e instaurar um regime democrático burguês. Entretanto a lógica de ferro da luta de classes imprimiu uma outra dinâmica que aqueles jovens combatentes do Movimento 26 de Julho não poderiam imaginar. A violenta queda de Fulgêncio Batista na festa de réveillon naquela histórica entrada do ano de 1959, deu lugar a um novo governo liderado por Fidel Castro e que contava com um amplo arco de forças políticas, a exceção do Partido Comunista de Cuba, fiel ao ditador Batista até o último minuto. Fidel e seus camaradas como Che, Raul, Camilo Cienfuegos etc, esperavam contar no primeiro momento com um apoio considerável do governo dos EUA, porém então o presidente Eisenhower tratou de frustrar rapidamente estas expectativas. A política econômica do governo castrista (especialmente a nacionalização de empresas estrangeiras) deixou tão alarmados os Estados Unidos que forçou  o imperialismo ianque a romper relações diplomáticas com o país. Cuba, então, estabelece relações abertas com a União Soviética e só aí inicia o processo da "revolução social", ou seja expropriações e planificação central de sua economia. Fidel Castro resgata o banido Partido Comunista e promove a integração do Movimento 26 de Julho a nova organização reabilitada. Portanto Cuba, ao contrário da velha Rússia, não atravessou uma revolução pelas mãos de um partido comunista ou mesmo anticapitalista, sua revolução nunca foi conscientemente socialista (dirigida por um partido revolucionário) e sim social, já que socializou os meios de produção findando assim com o "deus mercado" na Ilha caribenha e inaugurando a era do primeiro Estado Operário da América Latina.