quarta-feira, 23 de abril de 2014


PCO reafirma seu apoio à “revolução política” que destruiu o Muro de Berlim e a URSS demonstrando ser “herdeiro” do Altamirismo!

“A crise no Leste Europeu, na URSS, na China, em Cuba e nos demais estados operários é produto da ação independente das massas, ou seja, da revolução política do proletariado contra a burocracia, efetiva ou potencial”! Quem escreveu esta “pérola” revisionista... Moreno, Lambert ou Altamira??? Enganam-se redondamente os que acham que esta escandalosa declaração de apoio aberto à contrarrevolução nos Estados Operários degenerados foi elaborada pelos canalhas revisionistas da LIT ou qualquer outra corrente de origem lambertista. Ela foi publicada em 1995 em um documento intitulado “Uma ruptura sui generis” escrito pelo Sr. Rui Costa Pimenta quando Causa Operária tentou responder as críticas que o núcleo fundador da LBI fez à política pró-imperialista da então OQI, atual PCO. Não satisfeito, o dirigente de Causa Operária deixou ainda mais claro no referido texto a posição revisionista de sua corrente, cujo guia “teórico” era o PO argentino de Jorge Altamira: “Estamos diante de um processo revolucionário típico (ascenso e recomposição das organizações independentes da classe operária, incapacidade da burocracia de manter a sua dominação de maneira inalterada, dissolução do Estado), o qual, dialeticamente, somente pode existir na forma da luta entre a revolução e a contra-revolução. Em todos os estados operários abriu-se uma etapa de revolução e contra-revolução, isto é, um período revolucionário. O fracasso da burocracia em levar adiante uma transição controlada dá lugar a uma situação convulsiva na qual se inserem a queda do Muro de Berlim e o golpe de agosto de 1991 na ex-URSS” (Idem). Como se pode ler textualmente, Causa Operária saudou entusiasticamente a contrarrevolução na URSS e na Alemanha Oriental (RDA), assim como estava salivando para que os “ventos revolucionários” de então também chegassem com força a Cuba e China! Passados quase 25 anos da queda do Muro de Berlim, o PCO (espertamente valendo-se do esquecimento de setores de vanguarda) publicou recentemente um artigo intitulado “Ucrânia: Qual a diferença com a queda do Muro de Berlim?” (sítio PCO, 04/02/2014), onde promete uma “crítica a matéria da LBI que afirma que a queda do Muro e as manifestações fascistas na Ucrânia são expressão do mesmo processo”. O texto afirma que “Segundo a LBI, o PCO teria mudado as posições na avaliação da Ucrânia em relação às posições defendidas sobre a Queda do Muro de Berlin e o fim da União Soviética, quando supostamente o PCO teria apoiado a restauração capitalista. Na Ucrânia, hoje, estaria ocorrendo um aprofundamento do processo de restauração capitalista contra a burocracia estalinista” (Idem), dando a entender que Causa Operária nunca havia apoiado as “mobilizações” direitistas e pró-imperialistas que levaram ao fim dos Estados operários e do stalinismo, impondo em seu lugar a contrarrevolução capitalista e governos burgueses títeres da Casa Branca, como foi Yeltsin na própria Rússia. Em um passe de mágica, o PCO parece ter se “esquecido” que entre 1989 e 1991, como ocorre agora em Kiev, também estátuas de Lênin foram derrubadas em praça pública, bandeiras vermelhas com o símbolo da foice e martelo foram pisoteadas e queimadas por grupos fascistas e manifestações de massas que exigiam a “unificação” com a Europa acabaram por derrubar o Muro de Berlim. Na época Causa Operária se integrou a esta horda reacionária em nome da “revolução”! Atualmente, quando os fascistas e neonazistas na Ucrânia apoiados pela CIA conseguiram através de “manifestações de massa” derrubar o governo pró-russo na Ucrânia para aprofundar a espoliação do país pelo capital financeiro e as transnacionais, o PCO quer nos convencer que estes acontecimentos não são expressão do mesmo processo contrarrevolucionário? Temos uma explicação marxista para tamanha cara de pau: Rui Pimenta deseja fugir da responsabilidade política e histórica de ter apoiado a contrarrevolução na URSS e no Leste Europeu, buscando se limpar de sua política podre ao vender gato por lebre, afirmando ser “invenção” da LBI a denúncia de que Causa Operária apoiou a restauração capitalista!

terça-feira, 22 de abril de 2014


40 anos da “Revolução dos Cravos”: Uma transição “não pactuada” da ditadura de Salazar-Caetano para a democracia burguesa operada pelas mãos dos militares “progressistas”

Quatro décadas depois da Revolução dos Cravos, os trabalhadores portugueses são alvo da brutal ofensiva capitalista sobre suas conquistas. O FMI acaba de divulgar um novo relatório sobre a economia do país exigindo novos ataques sociais. Neste marco, as comemorações desse fato histórico, que marcou o fim da ditadura de Salazar e o retorno da democracia burguesa em Portugal, ocorrem num clima de tensão política e social, fruto das medidas antioperárias do Governo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho diante do agravamento da crise econômica no país. A exemplo da Grécia e Irlanda, Portugal caiu nas mãos do FMI, da Troika e do fundo de emergência da União Europeia, sendo obrigado a aplicar o plano de austeridade sob as hostes de um governo de direita que sucedeu o PS. No vácuo desta crise, ao contrário do que a esquerda “catastrofista” apregoava, segue a consolidação dos partidos da direita tradicional, encabeçada pelo PSD cujo programa implementa medidas cada vez mais duras contra a classe operária em suas conquistas sociais e políticas. Neste contexto atual é que deve ser compreendida a Revolução dos Cravos e seus efeitos sobre a luta de classes não só em Portugal, mas como parte integrante da crise por que passa o continente europeu como um todo. Foi chamada de Revolução dos Cravos porque as tropas lideradas pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), em vez de baionetas, saíram às ruas com cravos na ponta dos fuzis para simbolizar solidariedade com a população. Mas, ao contrário do que afirmam os arautos da conciliação de classes, esse movimento resultou numa profunda derrota para proletariado português, confirmando a inviabilidade histórica de uma transição pacífica para o socialismo. O movimento de 25 de abril de 1974, ao pôr fim ao regime fascista de Salazar-Caetano, que durante 46 anos oprimiu o proletariado português e os povos as colônias de Portugal na África, se constituiu em um golpe militar preventivo para evitar que uma insurreição popular destruísse as bases da ordem capitalista. Um “convidado” inesperado, o proletariado, surge no processo desta transição política que foi operada inicialmente “por cima”, mas a ausência do partido revolucionário no cenário português impede que se transforme a crise política da “agitada” transição em revolução socialista.

sábado, 19 de abril de 2014


Gabo até a morte na defesa de Cuba... junto a Fidel nos acertos e também nos graves erros cometidos

A morte do escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, no último dia 17/04, comocionou não só o mundo literário, mas também o conjunto da intelectualidade política mundial. Gabo, como era chamado pelos amigos, teve “gravado” na infância as histórias contadas pelo seu avô, o coronel Nicolás Marquez, que participou da guerra civil colombiana. Esta “influência” talvez tenha determinado os primeiros passos literários de Gabo, que notadamente admirava o autor tcheco Franz Kafka, em especial sua obra “A Metamorfose”. Nesta simbiose, dos contos mágicos de seu avô e no estudo do melhor acervo literário mundial, surge o escritor genial Gabo, que lançando o livro “Cem anos de solidão”, em 1967, crava seu nome no panteão dos mestres ao criar um novo estilo literário, o chamado “Realismo Mágico”. Mais do que uma “nova escola”, o Realismo Mágico representou na arte de escrever a simbologia da formação de uma nação, muito mais do que a história de só um país, o retrato mítico da América Latina, com todas suas agruras reais e sua magia peculiar fruto do “cruzamento” de várias civilizações.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Leia a mais recente edição do Jornal Luta Operária, nº 277, 2ª Quinzena de Abril/2014

EDITORIAL
A tarefa dos Marxistas-Leninistas na iminente guerra civil ucraniana é esmagar a reação fascista, abrindo caminho para o retorno das Repúblicas Soviéticas!


DERROTAR OS INIMIGOS DO POVO
Nenhum apoio à “greve” reacionária dos PMs da Bahia! Combater as reivindicações dos “cães fardados” da burguesia por melhores salários e condições de “trabalho” para reprimir a população pobre e negra!


“ROMBO” NA PETROBRAS
Afinal de contas é Pasadena a “fonte” da “crise financeira” na Petrobras?


“NEOCOMUNISTAS” ALIAM-SE AO PSDB
PCdoB fecha coligação com Tucanos no Maranhão e oferece palanque no estado para Aécio “combater” o PMDB/PT


NOVA PESQUISA DATAFOLHA
Começa a barganha das corporações para a reeleição de Dilma


DITADURA DE CLASSE
“Gerente” Dilma ordena que FFAA ocupem favelas e morros cariocas contra a população pobre para garantir a “lei e a ordem” da democracia dos ricos!


50 ANOS DEPOIS...
A torpe “autocrítica” do reconstruído PCB em relação à vergonhosa posição do velho “Partidão” durante o golpe militar de 1964


ATAQUE À DEMOCRACIA OPERÁRIA
Repúdio incondicional ao ataque à sede do PSTU! Solidariedade integral a todos os lutadores perseguidos pela repressão estatal, independente da corrente política a que pertençam!


APÓS APOIAR A “REVOLUÇÃO” MADE IN CIA E A DERRUBADA DE KADAFFI...
PCO “lamenta” que a Líbia está sendo destruída pelos agentes “golpistas” do imperialismo!


ARGENTINA SOB A PSEUDO “GREVE GERAL” DO 10/04
Um conluio entre as máfias peronistas, CGTs, centro-esquerda burguesa CTA, e as federações capitalistas da UIA e SRA. Mais uma vez o revisionismo (FIT) vai a reboque...


UM ANO APÓS ELEIÇÃO DE MADURO
Derrotar os golpistas através da mobilização revolucionária dos trabalhadores no rumo da expropriação do capital! Superar a política Chavista de “reconciliação nacional” e manutenção do regime burguês


UCRÂNIA DIVIDIDA DIANTE DA INVESTIDA DO IMPERALISMO
Em defesa do direito à separação do Leste ucraniano e sua unificação com a Rússia. Derrotar o governo golpista e pró-imperialista imposto em Kiev!


LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA


quinta-feira, 17 de abril de 2014


A tarefa dos Marxistas-Leninistas na iminente guerra civil ucraniana é esmagar a reação fascista, abrindo caminho para o retorno das Repúblicas Soviéticas!

Nos últimos dias houve uma escalada nos enfrentamentos internos na Ucrânia, em um claro acirramento da luta de classes no país que ganha contornos de uma guerra civil iminente. Um mês após a Crimeia ter se unificado com a Rússia em uma decisão referendada por 98% de sua população, as principais cidades do leste ucraniano, uma região de forte concentração operária, foram palco de verdadeiros levantes populares contra o governo fascista e pró-imperialista imposto em Kiev. Tendo como vanguarda de luta trabalhadores das fábricas de Donetsk e Lugansk, milhares de operários e camponeses ocuparam as sedes das administrações locais e parlamentos para proclamarem a instalação de “Repúblicas Populares” independentes da Ucrânia, cujo governo central golpista é dominado pela direita reacionária e grupos fascistas alinhados com o imperialismo ianque e a União Europeia. As massas insurretas reivindicam a unificação com a Rússia e prometem enfrentar a repressão planejada pelos vassalos do FMI encastelados em Kiev, armando barricadas, tomando as armas das forças de seguranças locais e preparando a defesa militar da região. Neste quadro pré-revolucionário, há uma crise evidente no exército ucraniano deslocado para reprimir o povo nestas cidades. Parte das tropas enviadas para o leste ucraniano desertou, somando-se ao contingente russo de 100 mil homens estacionados na fronteira, enquanto setores das FFAA comprados a peso de ouro pela CIA, cujo diretor geral John Brennan visitou o país nestes dias, se enfrentaram com os trabalhadores que formaram comitês de autodefesa, já deixando um saldo de vários mortos. Este quadro político e social dramático e extremamente polarizado aponta no sentido de uma guerra civil latente que pode tomar conta de toda a Ucrânia, exigindo dos Marxistas-Leninistas uma posição clara através do chamado à unidade dos trabalhadores da cidade e do campo (em particular do leste ucraniano) com o objetivo de esmagar a reação fascista nas ruas. A experiência de luta do proletariado ucraniano contra o nazismo durante a II Guerra Mundial historicamente já demonstrou que a derrota do fascismo, tanto ontem como hoje, não significa a luta pela “democracia” burguesa ou apenas o direito à separação do leste do país se assim decidirem, mas o combate estratégico pela derrota do imperialismo e seu governo lacaio. Esta realidade está criando as condições para o ressurgimento de uma vanguarda comunista com suas bandeiras vermelhas inscritas com a foice e o martelo sempre presentes nas manifestações populares. Desde a LBI defendemos que no curso dos enfrentamentos militares é fundamental lutar conscientemente (política e programaticamente) a fim de abrir caminho para o retorno de Repúblicas Soviéticas no Leste do país e na própria Ucrânia através da expropriação da burguesia restauracionista nativa com o objetivo de tomar o poder político do Estado, combate de classe que pode ensejar toda a região a seguir seu exemplo, rompendo com a miséria, o desemprego e a pobreza impostos pela restauração capitalista advinda após o fim da URSS há mais de 20 anos!

quarta-feira, 16 de abril de 2014



PCdoB fecha coligação com Tucanos no Maranhão e oferece palanque no estado para Aécio “combater” o PMDB/PT

Caiu por completo o falso véu “progressista” (antigolpista) do PCdoB quando ofereceu a vaga de vice-governador para os tucanos na chapa do ex-deputado Flávio Dino no Maranhão. Em reunião em Brasília na noite do último dia 15/04, o PCdoB selou o acordo com a alta cúpula nacional do PSDB, tendo a presença como “padrinho” do acordo nada menos do que a figura do presidenciável Aécio Neves. A “rasgação de seda” entre tucanos e pseudo “comunistas” foi reveladora, primeiro foi a vez de Dino elogiar o dirigente máximo do PSDB: “O senador Aécio está sintonizado com o momento político do nosso estado, que quer superar a última oligarquia do país. Precisamos unir todas as forças dispostas a ajudar a virar a página do passado no Maranhão”. Depois foi o próprio Aécio Névoa quem afirmou sua plena disposição ao acordo: “O PSDB nacional respeitará a condução feita no Maranhão pela direção estadual, através do deputado Brandão. Do meu ponto de vista, tenho extremo respeito e admiração pelo deputado Flávio Dino”. Por sua vez, o deputado tucano Carlos Brandão, indicado ao cargo de vice-governador, finalizou politicamente o evento: “A presença do PSDB na chapa de Flávio Dino fortalece a ampla aliança pelo Maranhão, com o presidenciável Aécio Neves“. A “tese” oportunista do vale-tudo eleitoral que impregnou o PT maranhense, convertido em mero apêndice da oligarquia Sarney, alcançou também o PCdoB que agora se oferece como “plataforma” eleitoral da reação nacional, para potencializar a conquista de um governo estadual. Vale lembrar que recentemente no estado vizinho, o Piauí, o mesmo PCdoB integrou o governo estadual da asquerosa oligarquia “Mão Santa” (PMDB), e que no passado não muito distante também participou do próprio governo Sarney, hoje considerado o “mal maior”. Pelo menos não podemos imputar falta de “coerência” ao PCdoB, já que este agrupamento (ex-estalinista) se converteu até a medula ao regime da democracia dos ricos, chegando a advogar politicamente a repressão policial aos movimentos sociais que “ousam” desafiar a “ordem da farra” das empreiteiras e governo Dilma, imposta pela Copa da FIFA e seus patrocinadores imperialistas.

Nenhum apoio à “greve” reacionária dos PMs da Bahia! Combater as reivindicações dos “cães fardados” da burguesia por melhores salários e condições de “trabalho” para reprimir a população pobre e negra!

Após a greve da PM no Pará ter sido encerrada na semana passada, eclodiu hoje a paralisação policial na Bahia. Os PMs reivindicam “melhores condições de trabalho e aumento salarial”, exigindo mudanças nos planos de carreira, cargos e salários. Em resumo, os policiais e bombeiros militares pressionam o governo Jacques Wagner (PT) a melhor remunerá-los para que reprimam a população pobre e trabalhadora e, mais particularmente, os protestos contra a Copa do Mundo, usando como cortina de fumaça a função de supostamente garantir a “segurança pública” durante o mundial da FIFA. A paralisação foi decretada nesta terça-feira, 15 de abril, menos de uma semana depois do governo petista apresentar um “plano de modernização da PM”, que contemplava itens como a separação do Corpo de Bombeiros do resto da corporação e aposentadoria para mulheres integrantes da PM após 25 anos de serviço. Segundo o ex-policial e hoje vereador de Salvador, o mafioso Marco Prisco (PSDB), principal negociador dos PMs, homem diretamente ligado a ACM neto e ao tucanato local, “a proposta apresentada não contempla os desejos da categoria”. Em 2012, a greve da PM baiana comandada por Prisco se destacou em relação às outras paralisações policiais que se proliferaram pelo país devido ao número de mortos por homicídio, que chegou a quase 100, nos 12 dias de greve. O que mais chamou a atenção na “mobilização” dos policiais da Bahia foi o caráter abertamente mafioso do movimento, característica de uma estrutura policial criada pela “famiglia” da oligarquia Magalhães durante a ditadura militar. A PM da Bahia é conhecida nacionalmente por sua orientação eminentemente racista em um estado cuja população é predominante negra e pobre, além de suas estreitas ramificações com o mundo do crime organizado. Apesar de todas essas evidências, que caracterizam a greve policial como um “movimento” claramente reacionário, PSTU, CST e outros setores da “esquerda” como a TPOR saíram em seu apoio entusiasticamente, chamando a “solidariedade da classe trabalhadora” à paralisação dos membros desta corporação militar que reprime barbaramente a população trabalhadora, como já haviam feito há poucos dias na greve da PM do Pará. Segundo os morenistas, a paralisação policial no Pará “terminou com vitórias” (sítio PSTU, 09/04) já que “com a força do movimento, a greve arrancou o aumento de R$ 150 no vale-alimentação dos praças e a extensão do auxílio-fardamento (que antes era pago somente aos cabos e soldados) para sargentos e sub-tenentes. Uma comissão foi formada para estudar uma proposta de lei de remuneração dos praças equivalente a dos oficiais” (Idem). Em resumo, os policiais agora estão em melhores condições para reprimir os trabalhadores e suas lutas, aplaudem os morenistas e seus satélites!!!

terça-feira, 15 de abril de 2014


Afinal de contas é Pasadena a “fonte” da “crise financeira” na Petrobras?

A maior empresa estatal brasileira, a Petrobras, entrou com força no centro do cenário político nacional, pautando os debates da disputa presidencial e ocupando as atenções do parlamento brasileiro. Hoje (15/04) a presidente da estatal, Graça Foster, esteve por cerca de seis horas no Senado Federal dando explicações sobre a desastrosa compra da refinaria de Pasadena nos EUA, que resultou em prejuízo de pelo menos 530 milhões de Dólares para a empresa, segundo as próprias palavras de sua presidente. Porém, mesmo que dobrássemos o valor deste grande “furo”, chegando a um bilhão de Dólares, ainda assim seria muito pouco para provocar uma crise financeira em uma empresa que tem mais de cinquenta bilhões de Dólares em caixa e patrimônio físico de mais de 350 bilhões de Reais. Mas o mercado de ações “precificou” a suposta crise da estatal e desvalorizou suas ações em mais de 50% só nos últimos dois anos, gerando um verdadeiro “carnaval” fora de época entre os neoliberais que defendem “novos rumos” para a empresa. Mais uma vez a esquerda revisionista (PSOL, PSTU etc..) entra de “carona” no vagão da oposição conservadora reforçando o coro por mudanças na Petrobras... Afinal de contas qual é o motivo real, mais além da especulação crônica, que levou os rentistas internacionais a depreciar fortemente as ações da estatal na bolsa de Wall Street?

segunda-feira, 14 de abril de 2014


Um ano após eleição de Maduro:
Derrotar os golpistas através da mobilização revolucionária dos trabalhadores no rumo da expropriação do capital! Superar a política Chavista de “reconciliação nacional” e manutenção
do regime burguês

Há exatamente um ano, no dia 15 de abril de 2013, Nicolas Maduro era proclamado presidente da Venezuela por uma escassa margem de votos, sucedendo o “Comandante Chávez” que morreu em março vítima de envenenamento tramado pelo CIA. Enquanto o candidato do PSUV alcançou os 7,51 milhões de votos, o fascistizante Henrique Capriles obteve a marca de 7,27 milhões, ou seja, o resultado foi 50,66% a 49,07%, uma vantagem de apenas 1,59% para o “chavismo”, com uma diferença de apenas 235 mil votos. Hoje, quando o país comandado por 14 anos pelo presidente Hugo Chávez é palco de uma nova ofensiva golpista da direita reacionária apoiada pelo imperialismo ianque e o governo de Maduro “estende a mão” a Capriles em busca de uma política de “reconciliação nacional”, faz-se necessário um rigoroso balanço desse dramático e curto período para traçar as tarefas imediatas e estratégicas colocadas para os marxistas revolucionários e a vanguarda classista e anti-imperialista do país, a fim de atuar com consciência de classe para derrotar a direita reacionária, já que a Venezuela encontra-se na encruzilhada entre a revolução e o fascismo, sendo o chamado “Socialismo do Século XXI” incapaz de tirar o país desse impasse pela via da vitória revolucionária dos trabalhadores. Desde já declaramos que mesmo com nossas profundas diferenças políticas e de classe com o governo “nacionalista burguês” de Maduro e sua política de conciliação, nos postamos incondicionalmente na trincheira de luta contra os golpistas e em frente única com as forças populares que apoiam o “chavismo”, buscando derrotar a reação fascista para forjar as condições para a construção de uma alternativa revolucionário dos trabalhadores! Não há a menor possibilidade de uma “terceira via” na Venezuela, ou as próprias massas ultrapassam as limitações da política nacionalista burguesa do Chavismo, ou este acabará sendo derrotado pela reação pró-imperialista no curso de concessões cada vez maiores para tentar inutilmente “equacionar” os conflitos.

sexta-feira, 11 de abril de 2014



Após apoiar a “revolução” made in CIA e a derrubada de Kadaffi pelos “rebeldes” da OTAN, PCO “lamenta” que a Líbia está sendo destruída pelos agentes “golpistas” do imperialismo!

Nada como um rigoroso balanço político e social da trágica barbárie imposta na Líbia após mais de 03 anos da derrubada de Kadaffi para desmascarar a vergonhosa posição do revisionismo trotskista de apoio à “revolução” made in CIA no país. O PCO, um das correntes mais entusiastas no apoio aos “rebeldes” mercenários da OTAN, na ocasião, acaba de publicar um artigo tragicômico sobre a atual situação da nação norte-africana. Após lamentar que o “país ficou em pedaços depois que o imperialismo precipitou a queda de Kadafi” (sítio PCO, 11/04) em uma tentativa de se limpar um pouco da posição Morenista que adotou de unidade de ação com os “rebeldes” pró-OTAN, Causa Operária volta à carga e afirma “O nacionalismo árabe estava esgotado, e Khadafi tinha adotado um modelo neoliberal na Líbia. Por isso as massas estavam mobilizadas para derrubar seu governo. A intervenção militar do imperialismo tinha o objetivo de colocar um governo diferente que contivesse as massas... Em fevereiro de 2011 a OTAN, liderada por França, EUA e Reino Unido, bombardeou o País para precipitar a derrubada do governo, que enfrentava protestos de massa” (Idem). Causa Operária convenientemente encobre o fato das “massas” a que se refere nada mais eram que bandos tribais reacionários em unidade com mercenários e yuppies de Bengazhi financiados diretamente pela Casa Branca, que estavam mobilizados em “protestos” ao mesmo estilo do que vimos recentemente em Kiev na Ucrânia, quando neonazistas e nacionalistas de direita patrocinados pela CIA derrubaram via manifestações de massas o “esgotado” governo pró-russo. Estes “rebeldes” nada mais eram, de fato, que a força terrestre da OTAN em solo líbio, verdadeiros soldados armados pelas potências imperialistas, as petro-monarquias árabes e Israel, homens que foram saudados textualmente pelo PCO como “revolucionários”. Para não pairar dúvidas, lembremos o que Causa Operária falava em fevereiro de 2011: “A crise na Líbia, governada pelo ditador Muamar Khadafi, se agrava mais a cada dia que passa. As manifestações estão crescendo e a repressão está sendo extremamente violenta contra os manifestantes. Somente nas manifestações que estão ocorrendo nesta sexta-feira (18/02) foram mortos 27 pessoas, sendo 20 em Benghazi e 7 em Derna. As manifestações, assim como ocorreu no Egito, pode (sic) derrubar o Khadafi e sua política de apoio ao imperialismo” (sítio PCO, 18/02/2011). Em resumo, o PCO assim como toda a canalha revisionista do trotskismo comandada pela LIT, corrente morenista hoje tão criticada por Causa Operária, estavam unidas e de mãos dadas com os “rebeldes” contra o “ditador” Kadaffi que diziam ser aliado do imperialismo, usando inclusive a mesma linguagem para definir o decadente regime nacionalista burguês líbio. O mais hilário é que o PCO ainda hoje afirma com relação à Líbia que “Khadafi tinha adotado um modelo neoliberal na Líbia” (Ibdem) para justificar seu apoio a “revolução”. Mas não é este a mesma “tese” da LIT na Venezuela, na Ucrânia e no... Brasil para apoiar os golpistas que Causa Operária tanto proclama combater nos dias atuais, mesmo denunciando o PT por ter adotado um “modelo neoliberal” em nosso país, para nós da LBI sem dúvida muito mais integrado ao imperialismo do que o regime comandado por Kadaffi? Parece que reina uma profunda “confusão” no PCO próprio de seu recorrente catastrofismo e sua esquizofrenia política. Por exemplo, Causa Operária vê golpistas por todos os lados, mas na vizinha Argentina, onde acabou de haver um “paro nacional” de cunho reacionário, apoiado pela patronal e as oligarquias agrárias contra o governo “nacionalista burguês” de Cristina Kirchner, tendo a cobertura de “esquerda” dos revisionistas da FIT... o PCO saúda entusiasticamente esta manifestação policlassista apoiada pela direita apresentado-a como uma verdadeira “greve geral” que “vai no sentido do programa de transição elaborado por Trótski” (Sitio PCO, 10/04)! Afinal de contas, Causa Operária segue com a linha pró-imperialista que adotou na Líbia (como vimos agora na Argentina) ou mudou de posição mais uma vez (na Ucrânia e Venezuela) apenas ao “sabor dos ventos”, ou melhor, como produto de sua nítida fragilidade política e teórica?

quinta-feira, 10 de abril de 2014


Argentina sob a pseudo “Greve geral” do 10/04: Um conluio entre as máfias peronistas, CGTs, centro-esquerda burguesa CTA, e as federações capitalistas da UIA e SRA. Mais uma vez o revisionismo (FIT) vai a reboque...

Ocorre hoje (10/04) uma “greve geral” na Argentina convocada pela oposição burguesa de direita contra o governo CFK. A convocação política denominada como “Paro Nacional” (para evitar o termo “Huelga General”) não poderia ser mais ampla, contando inicialmente com o apoio das centrais peronistas mafiosas: CGTs Moyano e Barrionuevo e a CTA do burocrata sindical Michelli, logo unificou interesses políticos com a UIA ( União industrial Argentina) e a ultrarreacionária oligarquia rural da SRA (Sociedade Rural Argentina). Com tímidas demandas por aumento salarial e contra a disparada inflacionária, patrocinada pela desvalorização do Peso em relação ao Dólar, os burocratas sindicais se juntaram às entidades patronais para, na verdade, exigir do governo Cristina que gire as exportações argentinas para outros mercados... rompendo com o que chamam de “dependência Bolivariana”. Para não deixar dúvidas sobre o porquê do apoio político de grandes grupos capitalistas à greve do dia 10, a ADEFA (Associação de Fábricas de Automotores), destacou em sua “convocação”: a abrupta queda na demanda brasileira e reclamou do Governo CFK que “intensifique suas negociações para abrir o mercado de automóveis a outros  países”. Além das federações capitalistas o “Paro” contou com o fervoroso respaldo dos partidos de direita como o PRO de Macri e da “Frente Progressista” do reacionário oligarca Binner, além é claro de todas as dissidências do Kirchnerismo. Os informes de hoje dão conta de que as empresas multinacionais “dispensaram” os trabalhadores, o que foi seguido por todos os gestores provinciais e distritais da oposição burguesa, somando no esforço de “engrossar” e “radicalizar” a paralisação convocada por 24 horas. É certo que o governo “nacionalista burguês” de Cristina vem assumindo uma linha cada vez mais neoliberal diante do agravamento da crise econômica que se agrava no país, notadamente com medidas de confisco salarial e maior repressão policial às mobilizações populares, porém os Marxistas Revolucionários não podem integrar-se em uma “frente de ação” com os setores mais sinistros da burguesia, sob a justificativa de apoiar uma “greve”, cujos objetivos passam bem distantes dos interesses históricos e imediatos da classe operária. Não poderíamos “ornamentar” uma convocação policlassista de direita (patrões e trabalhadores unidos pelo bem da nação contra o governo) com consignas de “independência de classe”, como tenta fazer a maioria da esquerda revisionista (FIT e agregados). Apesar do enorme descontentamento popular com um governo que reage à crise capitalista aprofundando a cartilha neoliberal dos rentistas internacionais, o movimento operário deve saber distinguir seus aliados na luta pelo poder socialista, dos “parceiros” demagógicos de ocasião que bradam ferozmente contra a presidenta CFK mas que representam os interesses do imperialismo em subordinar a nação a banca de Wall Street. Uma verdadeira greve geral está na ordem do dia, não só na Argentina, mas de todo o continente latino atacado pela ofensiva imperial, mas uma “greve justa” sob hipótese alguma pode contar com o apoio político das transnacionais, oligarquia e rentistas, disfarçados em “companheiros de luta” contra o “autoritarismo e corrupção” dos governos da “centro esquerda burguesa”.

quarta-feira, 9 de abril de 2014


Em defesa do direito à separação do Leste ucraniano e sua unificação com a Rússia. Derrotar o governo golpista e
pró-imperialista imposto em Kiev!

Há cerca de um mês da unificação da Península da Crimeia com a Rússia, abre-se mais um capítulo no cenário político da Ucrânia, onde diversas cidades se levantam contra o domínio dos neo-nazistas pró-ianques, principalmente na altamente desenvolvida região Leste do país. Na cidade de Kharkiv milhares de manifestantes ocuparam sedes do governo local, em Donetsk e Lugansk inúmeros prédios públicos foram tomados de assalto. Para se ter uma dimensão exata do processo, Donetsk é o mais importante polo industrial do país com uma grande concentração proletária, o qual já decretou a independência, se autointitulou Republica Popular e marcou através de sua ação direta um “referendo” para o dia 11 de maio acerca da sua incorporação à Rússia. Estas regiões não aceitam o “comando” do país pelo golpista neo-nazista Oleksander Turchinor, não por uma simples causa “étnica” como quer passar o conto de sereia da mídia “murdochiana”, mas sim como produto da corajosa determinação do proletariado do Leste ucraniano em combater o governo imposto pela Casa Branca. A radicalização foi tão intensa que em Lugansk manifestantes mantiveram como reféns 60 agentes no prédio da sede local do Serviço Secreto da Ucrânia, se valendo do uso de dinamites e com armas em punho, prometendo resistir com todas as suas forças à repressão. Neste contexto explosivo, não foi à toa que o imperialismo lançou suas ameaças através do Secretário Geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen: “Se a Rússia intervir mais na Ucrânia será um erro histórico... Teria graves consequências para nossa relação... e a isolaria ainda mais internacionalmente” (O Estado de S.Paulo, 8/4). Logo, os estrategistas do Pentágono em socorro a Kiev trataram de “arrefecer” os ânimos das massas através de dura repressão, se valendo de militantes neo-nazistas (“Setor Direito”) e tropas mercenárias norte-americanas (“Blackwaters”) – as mesmas que foram responsáveis por terríveis massacres no Iraque ocupado. O Kremlin lançou um comunicado no qual pede “imediatamente o fim quaisquer ações militares, que aumentem o risco de uma guerra civil” (Russia Today, 7/4), elevando o nível das tensões militares na região.

terça-feira, 8 de abril de 2014



Repúdio incondicional ao ataque à sede do PSTU! Nenhuma ingerência da polícia e do Estado burguês nas disputas do movimento de massas! Solidariedade integral a todos os lutadores perseguidos pela repressão estatal, independente da corrente política a que pertençam!


A sede do PSTU na capital fluminense foi atacada no último dia 1º de abril após a manifestação de repúdio aos 50 anos do golpe militar de 1964 realizada no centro do Rio de Janeiro. A depredação de janelas e portas não foi uma provocação de cunho fascista desferida por apoiadores dos gorilas de farda. Na verdade, tratou-se de uma ação orquestrada por iniciativa de Black Blocs após desentendimentos com militantes do PSTU ocorridos no fim do ato de protesto, tanto que estes picharam no local atacado “- P2TU + Black Bloc”. Ainda que a LBI tenha profundas divergências programáticas e ideológicas com o PSTU e sua política covarde de somar-se ao coro reacionário da grande mídia patronal e dos governos burgueses contra os Black Blocs, repudiamos pública e energicamente o ataque à sede do PSTU e a ameaça covarde de agressão física a seus militantes e dirigentes que estavam no local. Este ato deve ser repudiado incondicionalmente pelo conjunto da esquerda revolucionária e comunista porque representa um ataque à própria democracia operária, já que o PSTU é uma organização que atua no movimento de massas e se reclama formalmente socialista e revolucionária, com esta agressão se constituindo em um perigoso precedente que apenas fortalece as tendências de recrudescimento do regime da democracia dos ricos sobre o conjunto do movimento de massas. Em um futuro breve e diante de uma legislação cada vez mais draconiana, esta atitude irresponsável e intolerável pode abrir caminho para justificar a intervenção do Estado burguês nas sedes de partidos da chamada esquerda socialista, de grupos e coletivos políticos classistas e organizações revolucionárias comunistas, ampliando as condições para a perseguição aos militantes do movimento de massas e de qualquer uma das organizações políticas envolvidas em enfrentamentos desta natureza.

segunda-feira, 7 de abril de 2014


Nova pesquisa DATAFOLHA: Começa a barganha das corporações para a reeleição de Dilma

A nova pesquisa eleitoral DATAFOLHA, divulgada neste último sábado, 5/04, apontou uma abrupta queda de seis pontos percentuais na vantagem da presidente Dilma contra seus dois principais oponentes, que permaneceram praticamente estáticos em seus índices. A pesquisa mostrou que tanto Aécio como Campos não se beneficiaram da queda da presidente, que segundo o DATAFOLHA continuaria “liquidando a fatura” já no primeiro turno. A divulgação da pesquisa ocorre em meio à artilharia das oposições contra a gestão da Petrobras, contando com farta cobertura da mídia “murdochiana” com interesse direto no desgaste da estatal, assim como na defesa de uma nova política de preços para os combustíveis no país. Outra “leitura” para a pesquisa feita pelos “agentes” do mercado é que o recuo de Dilma está diretamente relacionado a “rápida deterioração da economia” em 2014. Como não somos tão ingênuos para acreditar na veracidade das pesquisas realizadas “sob encomenda” das grandes corporações capitalistas, sabemos muito bem que tem por objetivo conduzir as eleições e os principais candidatos para a vereda política que mais agrada os rentistas e “investidores” internacionais. Neste caso ficaram tão “descaradas” as intenções do DATAFOLHA que sequer tiveram a preocupação de inflar a cambaleante oposição, bastava dar o primeiro aviso ao governo: “Sinal amarelo!” Para a burguesia este é o momento de barganhar novos “compromissos” de Dilma para seu novo mandato, uma questão já fechada no “pacto das elites”, e parece que o primeiro trata da questão de acelerar o processo de privatização das empresas estatais, tendo como foco, é claro, a Petrobras...

sábado, 5 de abril de 2014


A torpe “autocrítica” do reconstruído PCB em relação à vergonhosa posição do velho “Partidão” durante o golpe militar de 1964

“Não há condições para o golpe reacionário. Se os golpistas tentarem, terão as cabeças cortadas.” (Luis Carlos Prestes, março de 1964)

O Comitê Central do PCB divulgou uma nota política no último 1º de abril acerca da posição assumida pelo partido no golpe militar de 64. Trata-se de um documento de suma importância dado que a atual direção do PCB afirma estar levando a cabo um processo de “reconstrução” partidária, tendo como alicerce fundamental uma “autocrítica” teórica e programática da trajetória do velho “Partidão”, desde a fundação em 1922 até o momento em que ocorre a depuração do agrupamento histórico no ano 1992. A partir deste ponto de inflexão, onde a maioria do PCB resolve seguir a direita com o arrivista Roberto Freire em direção ao neoliberalismo, mudando o nome do partido para PPS, uma fração da militância inicia o chamado processo de “reconstrução revolucionária“, mantendo o nome e as “bandeiras” de esquerda do partido. Mas desgraçadamente o que se lê no documento intitulado “O PCB e o golpe de 1964” representa apenas uma torpe “autocrítica” da vergonhosa linha política do velho “Partidão” que não só “desarmava a militância para o enfrentamento à onda reacionária” (Nota Política do CC), como também permitiu que os gorilas golpistas desatassem uma brutal ofensiva ao conjunto movimento de massas, sem que o partido convocasse a menor linha de resistência do proletariado, apesar de sua grande influência política. Na prática o “Partidão” se subordinou de forma muito disciplinada à orientação política do próprio governo Jango, que diante da possibilidade concreta de resistir ao golpe optou pela retirada do país, deixando completamente desnorteado o movimento de massas. Porém, a posição criminosa do velho PCB não foi um “raio em pleno céu azul” naquela manhã de 1º de abril de 64, estamos nos referindo à linha de completa capitulação ao “nacionalismo burguês” assumida desde o escandaloso pacto firmado no início do governo JK (que afinal de contas era mais “desenvolvimentista” associado aos EUA do que um nacionalista do tipo Vargas): “O PCB não mexe com o governo e o presidente JK não mexe com o 'Partidão'”. (citado do livro de Hércules Correia). Quando Jango assume o governo após a renúncia de Jânio Quadros, retoma-se o bloco político de apoio formado ainda nos anos JK: PTB, PSD e o Partidão, este sem o registro formal, mas atuando ativamente no movimento operário e na juventude. Neste período histórico que abarca desde o início do governo JK em 56 até o golpe militar, muitos quadros do PCB utilizam as legendas do PTB e até do PSD para disputarem as eleições parlamentares, como foi o caso do deputado federal Fernando Santana eleito na Bahia pelo PTB em 1958. A principal liderança do PCB, Prestes, era uma das figuras políticas de maior base social na antiga capital federal, ocupando papel central na estratégia reformista de legitimar a sequência dos governos burgueses através da paralisia do movimento de massas. Esta “estratégia” de “omissão” adotada pelo estalinismo permitiu que o próprio PTB fosse aumentando sua influência no movimento sindical, não só entre os velhos pelegos da burocracia getulista, mas fundamentalmente com as novas gerações de ativistas que surgiam em função da radicalidade daquela conjuntura pré-revolucionária.

quinta-feira, 3 de abril de 2014


Na ditadura de classe, “gerente” Dilma ordena que FFAA ocupem favelas e morros cariocas contra a população pobre para garantir a “lei e a ordem” da democracia dos ricos!

A ocupação militar do Complexo de Favelas da Maré no Rio de Janeiro pelas Forças Armadas (FFAA) está prevista para ocorrer neste sábado, 5 de abril. 2.500 homens do Exército e da Marinha vão atuar segundo o chamado “Manual de Garantia da Lei e da Ordem” (GLO), cuja autorização para sua aplicação foi assinada pelo Ministro da Defesa do governo Dilma (PT), Celso Amorim, depois do pedido feito pelo governador Sergio “Caveirão” (PMDB). Homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército e da Marinha substituirão os 300 PMs e uma equipe de policiais civis da 21ª DP que invadiram a comunidade no final de semana passado sob o pretexto de combater o tráfico de drogas. A ação das FFAA vai contar com blindados do Exército e da Marinha, além de diversas viaturas para transporte de tropa e logística, motocicletas e aeronaves do Comando de Aviação do Exército. A Aeronáutica também poderá participar da chamada “Força de Pacificação”, que será comandada pelo general de brigada Roberto Escoto, comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista. A base da operação será montada no quartel do CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio), na Avenida Brasil, nas imediações do Complexo da Maré. Inicialmente a “GLO”, como é conhecida pelos militares, está prevista para terminar em 31 de julho, depois do final da Copa do Mundo. A aplicação deste manual reacionário nas ruas cariocas representa uma verdadeira “homenagem” solene ao golpe militar de 1964 em pleno governo do PT, já que as FFAA são chamadas para reprimir a população pobre junto com a PM assassina em um primeiro momento, mas estrategicamente serve para demonstrar publicamente que os militares estão “ativos” para garantir a “lei e a ordem” no caso da classe operária entrar em cena em um período futuro de ascenso do movimento de massas, como ocorreu há 50 anos!

quarta-feira, 2 de abril de 2014


O Golpe de 64 tem hoje fortes “ramificações” políticas do PT ao Tucanato
  
“General, eu não abandono os meus amigos. Se essas são as suas condições, eu não as examino. Prefiro ficar com as minhas origens. O senhor que fique com as suas convicções. Ponha as tropas na rua e traia abertamente”
(último telefonema dado por Jango ao seu “compadre” Amaury Kruel)


Alguns “intelectuais” venais que se passaram de malas e bagagens para o campo da reação aberta, muitos dos quais tendo origem política na esquerda Trotskysta como o ex-“LIBELU” (atual Jornal “O Trabalho”) Demétrio Magnoli (mais conhecido como “Cara de Cavalo”), por conta dos debates midiáticos acerca dos cinquenta anos do golpe militar tem afirmado que a gestação política da deposição de Jango contou não só com os “tradicionais” ultraconservadores da velha UDN, mas também com muitos “progressistas” do antigo PSD, citando o caso concreto do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Estes “articulistas” estando hoje a serviço das corporações capitalistas da imprensa, que apoiaram entusiasticamente o golpe, tentam desta forma “provar” que a quartelada de 64 não foi uma “obra” exclusiva da extrema direita, contando também com o apoio de notórias personalidades de “esquerda” como a do “brizolista” Carlos Heitor Cony. Para estes pusilânimes “estudiosos” do golpe militar, este só teria assumido feições “fascistizantes” após o AI-5, em 68 já sob o comando do carniceiro Costa e Silva. Para além das intenções de agradar seus patrões, como a escória “intelectual” do tipo de um Demétrio, hoje sabemos muito bem que grande parte da “base de apoio” (parlamentar e militar) de Jango tramava pela sua derrubada, não pelo conteúdo do programa que levantava das “Reformas de Base”, mas pela dinâmica social que estas vinham adquirindo. Às vésperas do golpe, Jango presente em uma assembleia de suboficiais da Marinha no Rio, afirmara que faria as reformas “Na lei ou na marra”. Mais do que uma simples “frase de efeito”, o discurso de Jango no Automóvel Clube era reflexo direto do contínuo ascenso de massas que atravessa o país, e era exatamente isto o que preocupava sua anturragem burguesa mais próxima politicamente. Tancredo Neves do PSD (partido “alimentado” por Getúlio Vargas para ser a “perna” direita do nacionalismo), líder do governo na Câmara dos Deputados naquele período, definiu como “brilhante” a intervenção de Jango naquela noite, ao mesmo tempo em que “sugeriu” o fim iminente do seu governo. Até mesmo o Almirante Cândido Aragão, comandante dos fuzileiros navais e talvez o dirigente militar “nacionalista” mais fiel a Jango, o criticou abertamente pela “exortação” à quebra da hierarquia. O CGT e as Ligas Camponesas (do lendário Francisco Julião) estavam organizando uma jornada nacional de ação direta em apoio às “Reformas”, o desenrolar destes fatos não poderia ser admitido nem pela direita golpista patrocinada pela Casa Branca, e tampouco pela cúpula burguesa do PSD e PTB, que previam o “derretimento” do governo Jango na medida em o proletariado protagonizasse a luta pelas “Reformas” capitalistas. Em poucas horas naquela madrugada de 31 de março, quando parcas tropas despreparadas do general ancião, Olímpio Mourão, partiram de Juiz de Fora em direção ao Rio, Jango assistiu a dissolução etérea de seu arco político de apoio, Juscelino ainda tenta em vão um recuo do governo, mas já era muito tarde para dar “marcha-ré” na história. O tímido nacionalismo burguês do presidente Jango, considerado um “moderado” até por companheiros mais à “esquerda” como Brizola, tombou sem combate, caiu como um “castelo de cartas” abrindo caminho para uma feroz repressão policial dirigida principalmente ao movimento operário. Passados cinquenta anos, quando hoje se afirma (corretamente) que o programa de governo da Frente Popular é um verdadeiro “presente” aos grandes grupos capitalistas e rentistas, deve se levar em conta que a burguesia não teme em nenhum aspecto o governo do PT, mas que ao soar a menor ameaça do proletariado entrar na cena política, não vacilarão um segundo sequer em acionar o aparato militar do estado capitalista para “quebrar a coluna vertebral” da classe operária. As tropas federais colocadas em marcha nas favelas e morros cariocas contra a população pobre, sob a aquiescência do governo Dilma, são a prova viva do caráter de classe deste estado, do qual o a “gerência” petista é apenas a “executora” política. Seria um absurdo completo, de ontem e de hoje, afirmar que Jango ou Dilma são “golpistas” pela utilização que ambos fizeram das Forças Armadas contra o povo, mas não seria o mesmo sentenciar que do ventre político destes governos “nacionalistas burgueses” são gestadas as próprias forças da reação, em prontidão para o golpismo na primeira ameaça real em que a classe operária se mobilize de forma independente.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Leia a mais recente edição do Jornal Luta Operária, nº 276, 1ª Quinzena de Abril/2014



EDITORIAL
O Golpe de 64 tem hoje fortes “ramificações” políticas do PT ao Tucanato


50 ANOS DO GOLPE MILITAR DE 1964
Derrotar a reação capitalista de ontem e de hoje, construir uma alternativa revolucionária do proletariado contra a direita fascista e a política de colaboração de classes!


ESCÂNDALO DA COMPRA DA REFINARIA DE PASADENA PELA PETROBRAS
Bem mais do que um caso de corrupção estatal... reflexo da política “estratégica” de subordinação do Brasil ao imperialismo ianque


AÉCIO, CAMPOS E RANDOLFE JUNTOS
“Três Patetas” da oposição unidos em torno de uma “solução de mercado” para a crise da Petrobras


EXAURIDO O FARSESCO CIRCO DA AÇÃO PENAL 470...
“Famiglia” Marinho dispensa os “serviços” do seu herói JB


MARCO CIVIL DA INTERNET
Sob pressão do PIG e do “blocão” reacionário, Dilma entrega de vez o controle da “rede” para barões da mídia capitalista!


PM MATA CLÁUDIA DA SILVA
Mais uma trabalhadora negra assassinada brutalmente pela polícia de Cabral


ENCONTRO NACIONAL CONTRA A COPA E MARCHA ANTIFASCISTA
Duas respostas limitadas da “esquerda” frente o recrudescimento do regime político da democracia dos ricos


PROTESTOS CONTRA O MUNDIAL DA FIFA
Fortalecer o movimento “Não vai ter Copa” através da luta direta dos trabalhadores e da juventude contra a ofensiva patronal e a repressão!


POLÊMICA COM O REFORMISMO DE “ESQUERDA”
A Campanha pela anistia de Abimael Guzmán e os limites teórico-programáticos do Maoismo como “vanguarda revolucionária”


“NEM MILITARES, NEM IRMANDADE”
A farsa do “terceiro campo” montada pela LIT para legitimar seu apoio à ditadura “revolucionária” no Egito!


REFLEXOS DA CRISE DA CRIMEIA
Como os Ianques não tem “coragem” de enfrentar Putin, sanções econômicas dos EUA e UE contra Rússia acabarão reforçando os BRICs


IMPERIALISMO IANQUE APROVA “CONDENAÇÃO” DA RÚSSIA NO COVIL DA ONU
Demais “BRICS” covardemente se abstém do enfrentamento com os “donos do mundo”


LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA

segunda-feira, 31 de março de 2014


50 anos do golpe militar de 1964: Derrotar a reação capitalista de ontem e de hoje, construir uma alternativa revolucionária do proletariado contra a direita fascista e a política de colaboração de classes!

Traumas sofridos na infância de um garoto de apenas 6 anos, em um período onde o 'cheiro podre' do regime militar se exalava em quase todas as esquinas do Rio de Janeiro, vieram a 'gravar' em minha personalidade de homem uma forte convicção de profundo ódio à ditadura e posteriormente a todas as formas de dominação do capital. Já passava da meia noite quando uma 'agitação e um barulho infernal' tomou conta da pequena rua Gago Coutinho de apenas dois quarteirões, no bairro de Laranjeiras. Logo todos saíram às janelas do edifício para ver o que se passava, inclusive eu advertido a voltar para cama. Eram jipes militares e muitos soldados armados (fardados para a 'guerra') que ocuparam a rua e iam entrando em todos os prédios, vasculhando apartamento por apartamento. Meus pais logo me disseram inocuamente que eu não me preocupasse, que não tínhamos 'nada a ver com aquilo' (anos mais tarde meu irmão mais velho seria preso em Ilha Grande sob acusação alta indisciplina militar), poucos minutos depois chegaram os militares e revistaram nossa casa saindo logo em seguida em direção ao apartamento vizinho. Era uma noite de junho de 1968 e os genocidas golpistas estavam a 'caçar' um suposto 'aparelho' onde estaria escondido o dirigente comunista Luís Carlos Prestes, a 'busca' teria sido motivada pelo fato do arquiteto Oscar Niemeyer possuir há muitos anos um apartamento nesta rua, que por ironia da história ficava a poucos metros do palácio presidencial onde o facínora Costa e Silva passava os finais de semana na ex-capital federal. 'Caçada' em vão, Prestes já se encontrava em Moscou há algum tempo, bem longe dos porões da tortura que marcaram com 'ferro e fogo' tantos camaradas como o herói do povo brasileiro Gregório Bezerra e muitos outros combatentes da resistência comunista e democrática. Se os fascistas do regime militar nunca conseguiram por as mãos em Prestes, pelos menos naquela fatídica madrugada carioca 'geraram' involuntariamente um 'pequeno' inimigo mortal, que dez anos depois ainda adolescente, abraçaria as primeiras convicções do Marxismo Revolucionário, iniciando assim uma aguerrida militância Leninista contra a ditadura da burguesia e seu Estado capitalista, do qual o regime militar era apenas uma de suas 'modelagens' políticas.

Candido Alvarez
Secretário Geral da LBI

Neste 31 de março de 2014, quando se completam os 50 anos do golpe militar de 1964, os protestos em torno da ação reacionária das FFAA vem ganhando força no país, fazendo um contraponto midiático às “marchas” que reivindicam a intervenção militar tanto no passado quando nos dias de hoje. Ainda que o governo da frente popular capitaneado pelo PT tente capitalizar a “herança” dos que lutaram contra a ditadura militar, esta conduta não pode encobrir que as gestões de Lula e Dilma se aliaram com aqueles que ou colaboraram diretamente com os genocidas, como Sarney e Delfim Neto ou são seus representantes “reciclados”, com as oligarquias reacionárias que historicamente se aliaram com os militares e continuam a se beneficiar do regime da democracia dos ricos. Na verdade, o golpe foi desferido no primeiro de abril, conhecido popularmente como o dia da mentira, data escolhida pelos generais golpistas em conluio com a cúpula da UDN e setores do próprio PSD, para desencadear a ação militar que levaria à renúncia do presidente João Goulart. Passados 50 anos do terrível golpe militar que impôs à nação 21 anos de ditadura, colocando o país sob a tutela direta do imperialismo ianque, os “herdeiros civis e democráticos” dos golpistas montaram uma verdadeira “indústria” estatal para promover a busca da “verdade” sobre os bárbaros acontecimentos perpetrados pelo regime militar e seus agentes sociais. Esta “indústria” produz cargos e comissões altamente remuneradas pelo botim estatal, além de vultosas indenizações a todos aqueles que vítimas da repressão reconheçam na democracia burguesa o regime por que combateram. Em troca, o Estado capitalista lhes assegura também o justo “reconhecimento” de que lutaram “bravamente pela democracia e pelo estado de direito”. Deste “comércio” das indenizações e distribuição de “diplomas do mérito democrático” obviamente estão excluídos aqueles que teimam em reafirmar que a luta contra a ditadura militar representava, na verdade, o combate revolucionário ao regime capitalista da propriedade privada dos meios de produção. Em nossa modesta homenagem aos que tombaram ou foram torturados pelos facínoras a serviço do capital, reafirmamos a vigência do Marxismo-Leninismo, a necessidade da construção do partido revolucionário e a manutenção da estratégia da guerra de classes para sepultar o modo de produção capitalista em todos os seus “formatos” políticos e institucionais, denunciando inclusive os que aceitam as reparações ofertadas pelo Estado capitalista como corresponsáveis por encobrir o caráter reacionário da democracia dos ricos.