quarta-feira, 19 de setembro de 2018

RUI PIMENTA E A PEQUENA DURAÇÃO DO SEU "TEATRO" DA "ELEIÇÃO SEM LULA É FRAUDE": PCO JÁ SINALIZA QUE VOTARÁ EM HADDAD NO SEGUNDO TURNO....
Os princípios programáticos do PCO viraram deletérios como o éter em contato com o ar, principalmente depois que o seu dirigente, Rui Pimenta, deixou-se corromper pelo "generoso caixa" da Frente Popular. Convertido politicamente em "lulista de primeira linha", o PCO tinha feito grande estardalhaço de que seria "Lula ou nada!" nestas eleições presidenciais, posto que para a seita corrompida a "eleição sem Lula é fraude"...apesar de terem lançado uma série de candidatos fisiológicos aos governos estaduais. Pois bem como os "rígidos" princípios do PCO se alteram ao sabor das propostas financeiras vindas da burocracia dirigente do PT, que tem uma longa tradição em comprar "aliados", como fez recentemente com o PROS (legenda de aluguel da direita), o Sr. Rui parece que começa a abandonar o slogan de "Lula ou nada!", sinalizando um possível apoio eleitoral a Fernando Haddad em um segundo turno contra o fascista Bolsonaro. Os candidatos do PCO aos governos estaduais começaram a divulgar nas redes sociais que votarão em Haddad, apesar de ainda não confirmarem a mesma disposição já no primeiro turno. O desconhecido Mikaelton Carantino, candidato do PCO ao governo do Ceará postou em sua página do Facebook: "Pretendo votar nulo no primeiro turno e no segundo turno já tenho candidato, votarei no adversário do Bolsonaro." Também o candidato ao senado do PCO no Rio de Janeiro seguiu a mesma linha. Pelo que conhecemos das artimanhas políticas do Sr. Pimenta, trata-se de liberar seus neófitos militantes para apoiarem Haddad no segundo turno, esperando uma compensação financeira do PT para o compensar o "prejuízo político" de terem que mudar uma orientação mais "principista" (Eleição sem Lula é fraude!), por outra mais oportunista (Votar em Haddad para derrotar Bolsonaro!). Não seria a primeira vez que o PCO altera drasticamente sua linha política em função de um "acordo vantajoso", todos na esquerda devem se lembrar ainda do slogan "Lula Presidente dos banqueiros", para depois adotarem "Lula maior liderança popular do país". Foi assim também no início do primeiro governo da presidenta Dilma, 2011, quando a atacaram violentamente de neoliberal para depois em 2015 a chamarem de "governo que luta com o povo", todos os "zigue-zagues" ao sabor dos ventos que sopram vindos do botim da Frente Popular. Agora após caracterizar a candidatura de Haddad como uma "traição ao presidente Lula", já começam a "amolecer" diante da pressão material exercida pela burocracia petista. Como na famosa música argentina de Mercedes Soza "Todo cambia", o arrivista PCO assumiu o mote político da "metamorfose ambulante", obviamente movido pelo farto combustível financeiro do PT...

terça-feira, 18 de setembro de 2018

O PT É O GRANDE AVALISTA DO CIRCO ELEITORAL FRAUDADO: HADDAD SINALIZA PARA O “DEUS MERCADO” UM GOVERNO DE CENTRO-ESQUERDA BURGUÊS ATÉ COM O PSDB, COMPROMETIDO COM O AJUSTE NEOLIBERAL DOS RENTISTAS


As atuais eleições presidenciais brasileiras, que ocorrem dois anos após um golpe parlamentar, são uma fraude completa. Não somente segundo os critérios clássicos do Marxismo (manipulação midiática, total controle dos grandes capitalistas, nenhum traço de soberania popular), mas também em seus aspectos mais concretos e prosaicos. O candidato de maior preferência popular, Lula (PT), encontra-se impedido de ser eleito pela ditadura do Judiciário, com o Juiz Moro e a Lava Jato impondo sua prisão e inelegibilidade. Abaixo dele, o neofascismo cresce apoiado pela mídia e no lastro de um “atentado” nebuloso que garantiu uma vaga para Bolsonaro no 2º turno, deixando-o no hospital desde então. O uso das urnas “roubotrônicas” podem definir quem ganha e quem perde, generais se pronunciam em favor da intervenção direta das FFAA. O PT, em nome da “normalidade democrática”, avaliza esse circo eleitoral e apresenta um homem afinado com o mercado para substituir Lula, um quadro petista que está à direita das próprias posições do partido, como Haddad demonstrou na entrevista na Jornal Nacional e nas sabatinas da Folha de São Paulo-UOL-SBT e hoje na do G1-CBN, sinalizando inclusive para um governo de “união nacional” até mesmo com o PSDB e com homens indicado pelo rentismo. Nesse “vácuo” as pesquisas de opinião completamente manipuladas ditam a “vontade popular” e montam um cenário em que duas candidaturas de “centro” (Haddad e Ciro) se apresentam opções da burguesia para a disputa em 7 de Outubro contra Bolsonaro. Ainda é cedo para “bater o martelo” em um quadro tão instável e polarizado, as supostas “investigações” da PF sobre o atendado a Bolsonaro podem gerar desdobramentos em direções distintas no cenário político. O que fica evidente é que o PT pôs em marcha um movimento não só de legitimar as eleições golpistas como de apresentar seu candidato ultra-moderado como um homem completamente confiável as grandes corporações, com Haddad defendendo abertamente a Lava Jato, sem qualquer crítica como balbucia a direção petista em dias de festa. Nem sequer se comprometer com o indulto a Lula se eleito Haddad o fez. Sempre alertamos que a burguesia e o imperialismo deram o golpe parlamentar porque o governo Dilma patinava nos ritmos do ajuste neoliberal, não fazendo sentido o retorno do PT nas eleições presidenciais atuais, mas apenas após um ciclo de duro ataque aos trabalhadores e suas conquistas, com um governo de direta forte, tipo Alckmin. Essa análise mantém toda sua correção mas deve ser “atualizada” dia a dia. Com Lula fora da disputa e o PT legitimando as eleições golpistas, aliando-se aos estados com as oligarquias reacionários (PSB, PDT, MDB) e quadros que sustentam o governo Temer (Eunício, Renan), fica evidente que a classe dominante se sentiu com mais “liberdade” para escolher seu novo gerente a frente do Planalto, onde os votos populares são apenas um “detalhe”. Com uma crise econômica profunda, um desemprego galopante e um país à deriva é preciso agir com “inteligência” pensam seus estrategistas. Esse é justamente o sentido das pesquisas eleitorais que colocam Bolsonaro na ponta com Haddad e Ciro empatados, com o candidato do PT tendo inclusive um crescimento bem maior em potencial. A Família Marinho e seus satélites, os barões do capital, os representantes dos grandes grupos financeiros e do agronegócio junto com os estrategistas do Departamento de Estado ianque estão nesse momento planejando quem será “ungido” ao governo central para desatar o plano de guerra contra o povo. Aparentemente será um nome de “centro” da burguesia o escolhido, a não ser que a opção seja o frágil Bolsonaro para transitar em breve para um governo neoBonapartista tutelado pelas FFAA e o Judiciário. Se não for esse o caminho, seria mais “lógico” Ciro Gomes, que tem como vice a latifundiária Kátia Abreu e comanda uma oligarquia no Ceará com lanços sólidos com o capital. Entretanto nesse cenário de “centro-esquerda” vem aparecendo com força o nome de Haddad que substituiu Lula. O ex-prefeito de São Paulo não se cansa em se mostrar um “homem de diálogo” inclusive elogiando o atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, ligado ao Itaú, além de se comprometer em levar a frente as privatizações, a reforma da previdência e outras pautas chaves para o capital, como Haddad reafirmou na sabatina de hoje da CBN-G1. Não nos surpreenderia que Haddad pudesse ser um nome do PT que no futuro possa até mesmo romper com Lula como ocorreu no Equador, onde Rafael Correia elegeu Lenin Moreno como seu sucessor. Este após assumir a presidência rompeu com seu “padrinho político” e aliou-se incondicionalmente ao imperialismo contra Correia. O ex-presidente tem uma ordem de prisão expedida contra si por um conluio entre Lenin Moreno e a Justiça equatoriana, hoje vive na Bélgica para não ser detido. Nesse jogo burguês sujo nada pode ser descartado a priori. No picadeiro do circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos, Haddad, Ciro, Bolsonaro e seus afins são todas opções da burguesia contra os trabalhadores, tem diferenças de “estilos”, ritmos e graus mas estão unidos no compromisso da aplicação do plano de guerra do capital contra os trabalhadores. Nesse momento em que a Frente Popular faz pressão pelo “voto útil” em Haddad para derrotar o neofascista Bolsonaro nas urnas, os Marxistas Revolucionários declaram em alto e bom som que o fascismo se derrota na luta direta do proletariado e não patrocinando ilusões na democracia burguesa, muito menos no suposto “mal menor” representado pelo PT completamente comprometido com os ditames do grande capital. O “estelionato eleitoral” com Dilma em 2014 que começou a aplicar um duro programa neoliberal contra tudo que prometia em campanha deve ter sido uma lição para os que ainda tinha ilusões na Frente Popular. No curso destas eleições golpistas “tudo pode ocorrer” menos que elas sejam um ponto de apoio da luta dos trabalhadores contra os ataques da burguesia e seus lacaios. Nesse sentido, o chamado ao Boicote ativo ao circo eleitoral é uma tarefa fundamental que se coloca na ordem do dia!

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

17 DE SETEMBRO DE 1971: TOMBA O CAPITÃO REVOLUCIONÁRIO CARLOS LAMARCA CERCADO PELOS FACÍNORAS ASSASSINOS... NOSSA MELHOR HOMENAGEM A ESSE HERÓI DA LUTA DO POVO BRASILEIRO CONTRA A DITADURA MILITAR É MANTER VIGOROSO O COMBATE AO CAPITALISMO ENFRENTANDO A FARSA DA DEMOCRACIA DOS RICOS!


Carlos Lamarca, dirigente da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e posteriormente militante do MR-8 foi morto com cinco tiros em uma mega-operação do Exército na Bahia há 47 anos. Depois de caminhar por mais de 300 quilômetros, Lamarca foi assassinado em 17 de setembro de 1971 por agentes da ditadura militar no sertão baiano. No comando da caçada reacionária estava o então major Nilton Cerqueira, que, anos mais tarde foi eleito deputado federal e trabalhou como secretário de Segurança do Rio de Janeiro. “Ousar lutar, ousar vencer”. Era assim que Lamarca terminava seus escritos. Foi um dos símbolos da resistência ao regime militar que morreu antes de completar 34 anos. Carlos Lamarca foi o terceiro entre os seis filhos de Antônio e Gertrudes Lamarca, uma família modesta da zona norte carioca. Formou-se, em 1960, pela Escola Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), obtendo a patente de Capitão em 1967. Mas foi em São Paulo, no quartel de Quitaúna, para onde pediu transferência em 1965, que Lamarca, fez sua opção revolucionária. Na época, Lamarca acompanhava com grande interesse o grupo de ex-sargentos que, inicialmente vinculado ao Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), uniu-se a um setor dissidente da Política Operária (POLOP) e deu origem à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Já como membro da VPR, Lamarca realizou uma ação de expropriação no quartel de Quitaúna em 24 de janeiro de 1969 em que levou 63 fuzis, metralhadoras e muita munição. Sua ideia era seguir imediatamente para uma região onde pudesse preparar a guerrilha, o que o obrigou, de imediato, a separar-se da mulher e dos filhos, enviados para Cuba, via Itália, no mesmo dia de sua deserção. Em abril de 1971, no processo de "diluição" da VPR, ingressou no Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). No mês de junho, Lamarca foi para o sertão da Bahia, no município de Brotas de Macaúbas, com a finalidade de estabelecer uma base da organização no interior para organizar a guerrilha camponesa. Com a prisão em Salvador, em agosto, de um militante que conhecia seu paradeiro e a localização de um aparelho onde encontrava-se sua companheira, a psicóloga paulista Iara Iavelberg, os órgãos de segurança iniciaram o cerco à região. A companheira de Lamarca, Iara, foi assassinada por agentes do governo em um apartamento no bairro da Pituba, em Salvador, no dia 20 de agosto de 1971. O regime militar sempre sustentou que ela cometeu suicídio após o cerco policial, o que foi desmentido pelas investigações posteriores. Hoje há provas suficientes de que foi mais uma mentira do governo da época. Dentre suas ações contra a ditadura, está o sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher, em 1970, que resultou na libertação de 70 presos políticos dos porões da ditadura, além de vários assaltos a bancos para financiar as ações do grupo armado. Viveu quase um ano clandestino em São Paulo, participando de ações de guerrilha urbana, até se instalar no Vale do Ribeira, com um reduzido grupo de militantes, para realizar treinamentos militares. O local foi descoberto pelos órgãos de segurança em abril de 1970 e cercado por tropas do Exército e da Polícia Militar. Uma gigantesca operação de cerco se prolongou por 41 dias, mas, após dois choques armados, o pequeno grupo guerrilheiro, sob a liderança do capitão rebelde, conseguiu escapar rumo a São Paulo. Em março de 1971, seis meses antes de sua morte, desligou-se da VPR para se integrar ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), que o deslocou para o sertão da Bahia, no município de Brotas de Macaúbas, com a finalidade de estabelecer uma base da organização naquela região. Em 17 de setembro de 1971, Lamarca foi fuzilado por integrantes da “Operação Pajuçara”, em Ipupiara, no interior da Bahia. Essa operação, iniciada em agosto de 1971, entrou para a história como uma das mais violentas, sobretudo em Buritis, que se tornou à época um verdadeiro campo de concentração, com torturas e assassinatos em praça pública, diante da população. Lamarca tinha 34 anos quando morreu. Apesar de todas as nossas diferenças com Lamarca, a VPR e o MR-8 o incontestável heroísmo na luta contra a ditadura militar, fazem dele um herói dos trabalhadores brasileiros e de sua vanguarda comunista. A LBI, que se mantém firme no combate por desmascarar a democracia dos ricos como uma face da ditadura do capital e dedica o melhor de suas forças à construção do Partido Revolucionário, espelha-se no exemplo inquebrantável de Lamarca que, apesar dos erros programáticos, não traiu a causa que defendia, morreu em combate e pagou com a sua própria vida na luta contra os gorilas genocidas! Nossa melhor homenagem a esse herói da luta do proletariado contra a ditadura militar é manter o combate ao capitalismo enfrentando a farsa da democracia dos ricos!

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

10 ANOS DO CRASH DE WALL STREET: UMA DÉCADA DO “ARMAGEDON” FINANCEIRO PUBLICITADO PELOS CATASTROFISTAS DA ESQUERDA COMO A VÉSPERA DO SOCIALISMO... ABSTRAIR AS LIÇÕES DE QUE SEM PARTIDO LENINISTA NÃO HÁ REVOLUÇÃO SOCIALISTA


A falência do Lehman Brothers e o consequente estouro da bolha imobiliária no dia 15 de setembro de 2008, há exatos 10 anos, provocou o ápice da crise financeira norte-americana e em contra-partida um importante debate veio à tona nas fileiras da esquerda mundial. A esmagadora maioria das correntes políticas que reivindicavam o marxismo, e em particular com mais ênfase as revisionistas, afirmaram que a economia capitalista sucumbiria em poucos meses em função do fulminante esgotamento do imperialismo ianque. Naquela ocasião se desenhava um horizonte de falência de grandes corporações transnacionais, com destaque na gigante automobilística General Motors. Formava-se um “caldo de cultura” bastante fecundo para o surgimento das teorias marxianas “catastrofistas”, embaladas pelo espetáculo da mídia “murdochiana” que não inocentemente espalhava o pânico do “armagedon” com objetivo de uma intervenção estatal do tipo keynesiana. Nós da LBI sustentamos, muito isolados no interior da esquerda, a impossibilidade de um autocolapso do modo de produção capitalista por piores que fossem os níveis da crise econômica planetária e, na contramão da correnteza “catastrofista”, prognosticamos que na ausência da revolução socialista o império norte-americano iria lentamente se recuperar do crash financeiro, injetando uma enorme massa de capital estatal para alavancar os setores privados que amargaram enormes perdas no cassino de Wall Street. Os Leninistas estávamos nos baseando na teoria científica das “ondas largas” de crescimento econômico capitalista (muito bem detalhada na obra de Ernest Mandel), que são entrecortadas por crises cíclicas de retração do mercado consumidor de mercadorias. Como Marx já havia apontado há mais de um século só existe uma única maneira do rompimento desta lógica de “pressurização” da economia capitalista, é a ação independente da classe operária apresentando um novo projeto histórico de sociedade. Desgraçadamente, a esquerda revisionista estava muito longe de apostar na ação revolucionária do proletariado, optando por profecias ufanistas do “fim do mundo” (onde previam o crescimento exponencial de suas organizações que nunca ocorreu) deixando a burguesia imperialista de “mãos livres” para operar de forma lenta e segura a recuperação econômica no “coração do monstro”. Dez anos depois do crash financeiro ianque nossos prognósticos se demonstram integralmente corretos. De lá para cá, Obama e depois Trump conseguiram reorganizar minimante da economia interna do imperialismo ianque baseado na política de guerra e protecionismo. A taxa de desemprego passou de quase 13% em 2009 aos atuais 7,9%, um patamar ainda muito alto para os padrões ianques, mas apontando um viés de queda. O “melhor” desempenho da recuperação imperial encontra-se na variação do PIB que saiu de uma retração no terceiro trimestre de -9% para um crescimento de 2% no mesmo período deste ano. As gigantes montadoras como GM e Chrysler à beira da falência em 2008 já registram fortes lucros nominais em seus balancetes e o sistema bancário não corre risco de “contaminação” com a instabilidade das bolsas europeias. A receita do “milagre” de conta-gotas foi bem simples, o governo Obama irrigou com cerca de um trilhão de dólares as empresas capitalistas “deficitárias”, aumentando com esta iniciativa o déficit estatal orçamentário norte-americano que já ultrapassa a casa dos quinze trilhões de dólares. Depois Trump deu início a uma política de protecionismo econômico para incrementar a indústria nacional e gerar empregos perseguindo os imigrantes e aumentando as barreiras alfandegárias. É importante registrar que mesmo no “olho do furacão” da crise internacional o Dólar nunca apresentou uma forte tendência de queda e os títulos de longo prazo do Tesouro norte-americano continuaram a ser o “porto seguro” dos rentistas (além dos principais bancos centrais de todo o mundo) que provocaram o “crash”, mas que nunca acreditaram na teoria do “colapso final”. Com a política de criar o “tsunami” monetário ianque, o FED recuperou a força do Dólar fazendo recuar seus principais concorrentes comerciais, como os BRICs, por exemplo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

“ELEIÇÕES SEM LULA É FRAUDE”?: 
PCO PROCLAMA QUE “HADDAD É SUBMISSÃO AO GOLPE”... PORÉM SEUS CANDIDATOS FISIOLÓGICOS NOS ESTADOS LEGITIMAM A FARSA DA DEMOCRACIA BURGUESA, ASSUMINDO O VERGONHOSO PAPEL DE LARANJAS DO PT E DE SEUS ALIADOS GOLPISTAS 


Após o PT oficializar nesta semana o moderado Haddad como uma confiável opção eleitoral de “centro” da burguesia para enfrentar o neofascista Bolsonaro, uma candidatura escolhida sob medida para agradar os barões do capital a fim de garantir uma vaga no 2º turno, o PCO viu sua campanha “Lula ou nada” ser crivada por um tiro mortal. A carta de Lula escrita na prisão chamando a votar em Haddad “pregou o último prego” no caixão do ultrarevisionista PCO. Nesta altura do campeonato somente os muitos tolos ou corruptos como o PCO e suas “pulgas” poderiam acreditar que o PT representasse um instrumento político de “luta contra o golpe”. A burocracia lulista marchou unida para referendar o golpe, apostando todas suas fichas de que disputará o 2º turno presidencial com o candidato da extrema-direta. Nesse momento toda militância da Frente Popular começa a fazer campanha pelo ex-prefeito de São Paulo, um quadro ultra-moderado do partido com relações privilegiadas com o mercado financeiro desde que foi analista de investimentos do Unibanco. Um setor minoritário inclusive já chama o “voto útil” no 1º turno em Ciro Gomes (PDT) para derrotar em melhores condições o neofacista Bolsonaro. Ao desmoralizado PCO restou o humilhante papel de balbuciar para seu escasso público interno que “Eleição sem Lula é Fraude” e que “Haddad candidato é o caminho da submissão às eleições golpistas”. Entretanto o mesmo PCO manteve todas candidaturas fisiológicas nos estados, legitimando o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos, mantendo-se como sombra do petismo nas disputas regionais inter-burguesas. Para o camaleão político Rui Pimenta, a disputa presidencial seria uma farsa completa, mas nos estados o PCO participa cinicamente da fraude montada pela burguesia sem nenhum constrangimento! Não há nenhum chamado a um boicote ativo ao circo eleitoral. O mais tragicômico é que a seita controlada por Rui Pimenta, que vive do Fundo Partidário e do dinheiro que o PT lhe deu nos últimos anos em troca do PCO tornar-se uma sublegenda do petismo, lançou candidaturas em vários estados em que não tem qualquer militância real, mais uma vez entregou a legenda para carreiristas e oportunistas sem nenhuma tradição de esquerda, que não ousam denunciar a política de colaboração de classe do PT. Onde o PT tem chances eleitorais de conquistar governos estaduais, como em Minas, Bahia, Piauí ou Ceará, colocou verdadeiros “laranjas” a serviço de fazer campanha pelo PT no horário eleitoral gratuito e nas mídias. O exemplo mais evidente é Minas Gerais. O candidato ao governo mineiro do PCO, Alex Flach, é um advogado do interior do Estado que nas entrevistas de rádio e na TV elogia abertamente a gestão burguesa de Pimentel que está coligado aos partidos golpistas, conhecido repressor dos professores. Por sua vez, o “esperto” PCO lançou uma única candidata ao Senado para fazer campanha de fato por Dilma Roussef (PT) para a Câmara Alta. Rui Costa Pimenta critica timidamente a opção do PT de substituir Lula por Haddad em uma eleição presidencial fraudada mas faz ainda pior: legitima o circo eleitoral da burguesia com militantes completamente sem base social e política, figuras fisiológicas sem nenhum vínculo com o trotskismo, que servem unicamente para fazer campanha como satélite do PT! Segundo, o PCO “Agora, a ilusão da vez, é que a direita vai deixar Haddad ganhar para que ele leve adiante o mesmo programa que Lula levaria etc. Isso em eleições que se mostram como uma farsa total, inclusive, sob a tutela das Forças Armadas, como o ministro do Exército interferindo e ditando ordens para o judiciário, partidos etc. com a cassação do candidato que detinha (segundo os institutos e a imprensa golpistas), pelo menos 60 milhões de intenções de votos” (sítio PCO, 12.09, artigo “PT adota ‘plano B’ e rejeita mobilizar contra instituições golpistas). É o velho “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço!”. A legenda oca do PCO não faz nenhuma campanha pública pelo boicote ativo às eleições burguesas, ao contrário, participa dela como sombra do PT. Tanto que agora, após a substituição forçada de Lula por Haddad, dedica-se não a desmarcar a farsa eleitoral mas a atacar duramente Ciro Gomes, que compete com Haddad diretamente por uma vaga para o 2º turno. No artigo intitulado “Sem Lula, direita intensifica vale tudo nas eleições fraudulentas”, Rui Pimenta afirma “Os ataques contra Lula, Haddad, o PT e toda esquerda, não só não cessaram como vão se intensificar. As manobras sujas e golpistas não ter uma trégua... As primeiras horas sem Lula candidato, viram crescer os ataques contra os petistas, inclusive, de abutres, como Ciro Gomes (hoje no PDT), que alguns setores da esquerda mais empolgados com a situação atual (como o PCdoB) sonharam em ter como ‘candidato da esquerda’ numa ‘frente ampla’”. Fica evidente o novo papel que Causa Operária assumiu no picadeiro das urnas “roubotrônicas”: balbuciar a “boca miúda” que o PT cometeu um “erro histórico” ao substituir Lula por Haddad em seu site enquanto de fato faz campanha contra Ciro Gomes, que disputa com o candidato do PT a vaga de quem será a opção eleitoral de “centro” da burguesia para enfrentar o neofascista Bolsonaro no 2º turno. No mais vai tocando sua campanha nos estados em apoio de fato aos candidatos do PT como aliado fiel fora das coligações formais diretas com a burguesia. Ao contrário dos farsantes do PCO, os Marxistas Revolucionários da LBI denunciam que as eleições sem Lula ou mesmo se tivesse a participação de Lula, como são com Haddad agora, são uma fraude da democracia dos ricos! O povo na democracia burguesa só pode “escolher” entre os candidatos “autorizados” pelo regime e que não convoquem a expropriação violenta do capital. Desde há muito tempo defendemos o direito de Lula ser candidato, ou de qualquer outro cidadão, apesar de denunciar que uma candidatura comunista e revolucionária jamais será admitida pelo “establishment” dominante. Defender o direito de Lula, ou de qualquer outro cidadão brasileiro, a ser candidato a presidente não é o mesmo que defender a “democracia” como valor universal, ou avalizar seu programa de sustentabilidade do capitalismo com “face humana”. Lutamos pelas liberdades democráticas no cenário social do modo de produção capitalista. Entendemos a luta pelas liberdades democráticas como o direito dos Marxistas Leninistas se organizarem livremente para “conspirar” contra o próprio regime democrático, porém os comunistas na legalidade ou na clandestinidade mantém o mesmo objetivo estratégico, a tomada do poder pelo proletariado! Por essa razão, dizemos não ao circo eleitoral de cartas marcadas pelo poder do capital financeiro. Abaixo a fraude eleitoral da soberania popular, seja com Lula, Haddad, Ciro, Boulos, Vera e os fascistas Alckmin e Bolsonaro. Lutamos pela ação direta e revolucionária das massas! Lutamos por um verdadeiro Governo Operário e Camponês para demolir todo o "edifício" institucional da república do capital! Pelo armamento do proletariado, única garantia de uma genuína democracia soviética! Convocamos os agrupamentos políticos classistas e as correntes marxistas que dispersamente denunciam o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos a somar forças em uma intervenção unitária para combater a direita e a Frente Popular nas ruas e nas lutas, através de uma vigorosa campanha pelo boicote eleitoral ativo! Ao corrupto e ultra-revisionista PCO, que empunhava o “Lula ou nada”, restou o melancólico papel de legitimar o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos e continuar sendo um apêndice do PT mesmo com Haddad em nome de derrotar Ciro Gomes e a direita...O “nada” da campanha de Rui Pimenta representava não fazer absolutamente NADA que atacasse as apodrecidas instituições do regime político burguês, tão respeitadas pelo PT e seus satélites da Frente Popular!

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

VERA É "PREMIADA" PELOS FRAUDADORES PROFISSIONAIS DAS ELEIÇÕES: IBOPE E DATAFOLHA COLOCAM CANDIDATA DO PSTU A FRENTE DE BOULOS DO PSOL, SERÁ UMA "GENEROSIDADE" DOS INSTITUTOS DE PESQUISA POR TER APOIADO O GOLPE CONTRA O PT?


Muitos ativistas da esquerda e dos movimentos sociais devem estar se perguntando porque "cargas d'Água" a candidata Vera Lucia do PSTU ao Planalto está se postando a frente de Guilherme Boulos do PSOL nas pesquisas até então divulgadas pelos principais "institutos", DATAFOLHA e IBOPE. Não há uma explicação na conjuntura política da luta de classes que possa justificar a dianteira de Vera sobre Boulos, ainda que por uma margem insignificante, por mais que se diga que o PSOL segue um papel completamente secundário na disputa presidencial, precisamente como uma candidatura "puxadinha do PT" e com um programa burguês que pouco se diferencia do suposto neodesenvolvimentismo de Ciro Gomes do PDT. Em primeiro lugar é necessário que se diga as "novas gerações" de militantes, formadas após o fim do regime militar, que os processos eleitorais no Brasil são fraudados (em maior ou menor escala) desde que se reinaugurou o voto direto para governadores (1982) e presidência da república (1989). Quem afirmou e denunciou vigorosamente este fato não foram os "troskos" da LBI, senão o falecido ex-governador Leonel Brizola, ele mesmo alvo de duas grandes fraudes eleitorais, 1982 e 1986 (governo do Rio de Janeiro), sem falar no alijamento dele na disputa presidencial de 1989 quando ficou em terceiro lugar por uma diferença muito pequena de votos. Na gênese da fraude das eleições burguesas, já apontadas por Lenin no início do século passado como apenas um retrato distorcido da real correlação de forças entre as classes sociais, estão no Brasil os chamados "institutos de pesquisas", ou seja empresas privadas controladas pelos "barões" da mídia "murdochiana" que servem a interesses sociais que nada tem a ver a verdadeira aferição da vontade popular. O IBOPE, uma criação da mafiosa famiglia Marinho ainda no período mais duro do regime militar, servia inicialmente para medir a audiência televisiva da Rede Globo, mas logo se transformou em um "instrumento estatístico" da Ditadura para divulgar as supostas preferências eleitorais da população brasileira. Assim a burguesia paulista depois criou seu próprio "instituto", o DATAFOLHA, seguindo a mesma orientação do IBOPE na medição das prováveis tendências eleitorais dos brasileiros. Pois bem, lançado publicamente o resultado das pesquisas, fica bem mais fácil "encaixar" a vitória do candidato preferencial da elite burguesa, seja pela fraude do poder econômico ou diretamente pela falsificação da totalização da votação recebida pelo candidato. A introdução da urna eletrônica no Brasil,  sem a menor comprovação do voto físico (fato ímpar em todo o mundo), facilitou enormemente a fraude eleitoral que tem sua primeira manifestação nas pesquisas dos "institutos". Brizola que pode demonstrar e desmontar em 1982 a fraude armada contra ele pelo IBOPE e pela empresa "Proconsult", responsável a época pela totalização das urnas físicas do Rio de Janeiro, não cansava de afirmar o caráter farsesco dos tais "institutos", mesmo que fosse impotente para evitar a recorrência do estelionato político praticado largamente pelos "IBOPE's" que se duplicaram pelo país a fora. Agora em 2018, mais vez podemos constatar facilmente como os "institutos" manipulam os dados reais. Candidatos à presidência da república sem a menor expressão política ou densidade eleitoral aparecem na parte de cima das pesquisas e por consequência acabam induzindo o eleitorado a "ratificar" a fraude. Basta o IBOPE divulgar sua mais nova pesquisa no Jornal Nacional da Globo, para a "mentira logo se tornar verdade". Desgraçadamente a esquerda reformista, crédula na lisura do regime da democracia dos ricos, "compra"integralmente a versão da "última pesquisa" do mercado e logo sai "teorizando" sobre os resultados... Está sendo assim com a candidatura de Vera do PSTU, que mesmo sem a participação nos debates televisivos (veto imposto por conta de uma legislação draconiana) e com o menor espaço nas inserções da mídia, aparece à frente de Guilherme Boulos, que teve acesso aos debates e tem bem mais tempo nas inserções diárias da mídia. Mas não é somente esta a vantagem de Boulos sobre Vera, o PSOL conta com uma rede de apoiadores políticos bem mais ampla que o PSTU, embora é notório a dificuldade de Boulos em se apresentar como uma verdadeira alternativa de esquerda ao Lulismo. Porém o PSTU por ser parte do golpe parlamentar que apeou o governo Dilma, e também impulsionar objetivamente a ofensiva reacionária contra Lula, acabou ganhando a simpatia dos "institutos" que premiaram Vera com o simbólico 1% nas pesquisas. É evidente que este quadro não se manterá após a abertura das urnas eletrônicas, o PSTU será reduzido a sua tradicional e histórica votação, mas aí o "estrago" na candidatura de Boulos já estará concretizado, fato que já se observa hoje com a migração de seus simpatizantes para o lado de Ciro e Haddad, e em menor escala para a própria campanha de Vera. Os Morenistas que comemoram hoje o IBOPE, são os mesmos que ontem apoiaram entusiasticamente a perseguição dos dirigentes do PT pela reacionária operação "Lava Jato" e o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

LULA É FORÇADO A ACIONAR O “PLANO B” DA FRENTE POPULAR: PT OFICIALIZA O MODERADO HADDAD COMO UMA CONFIÁVEL OPÇÃO ELEITORAL DE “CENTRO” DA BURGUESIA PARA ENFRENTAR O NEOFASCISTA BOLSONARO NO 2º TURNO


O PT acaba de oficializar o nome de Fernando Haddad como seu candidato a presidente da República após a impugnação arbitrária de Lula pelo TSE. Com todas as credenciais de um quadro moderado do partido, ex-prefeito de São Paulo, professor universitário da USP e com relações privilegiadas com o mercado financeiro desde que foi analista de investimentos do Unibanco, Haddad personifica a garantia que a Frente Popular não vai lançar mão de nenhuma “demagogia populista de esquerda” nem na campanha eleitoral e, muito menos, caso venha a assumir novamente a Presidência da República, ou seja, a gerência dos negócios da burguesia. Seu discurso no acampamento em frente à sede da PF em Curitiba após visitar Lula preso foi no sentido de respeitar a institucionalidade burguesa e sua caricatura de democracia, assim como reafirmar o programa neodesenvolvimentista de compensações sociais. Tanto que Haddad literalmente declarou que o programa do PT e seus governos não tem nada de comunista, a Frente Popular apenas deseja “estabilizar o país”. Essa mesma plataforma de colaboração de classes foi defendida na “Carta ao Povo Brasileiro” escrita de próprio punho pelo ex-presidente, apresentado Haddad e Manuela como porta-vozes do programa de “desenvolvimento com justiça social” assim como saldando a aliança com a escória fisiológica do PROS e as oligarquias agrárias ligadas ao PSB. Hoje, monta-se o cenário completo da disputa do circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos, movem-se as peças do picadeiro das urnas “roubotrônicas”. O atentado a Bolsonaro acabou por consolidar o fascista da extrema-direita como um nome certo presente no segundo turno. Como indicam as últimas pesquisas, Bolsonaro subiu nas intenções de votos após o episódio da “facada”. A imprensa burguesa, com a Rede Globo no comando, manteve a versão de que se tratou de um ataque desferido por um “lobo solitário”, o que garantiu grande visibilidade e solidariedade popular (inclusive da esquerda) ao candidato do PSL, reforçando bastante sua posição eleitoral. Por outro lado, a prisão ocorrida hoje de Beto Richa, um importante quadro do PSDB, tem efeitos diretos desastrosos na campanha do Tucano Alckmin. Fica evidente que o ex-governador de São Paulo até o momento não é o candidato preferencial da burguesia e do imperialismo dentro do espectro do “centro-burguês” para ir ao segundo turno. Essa disputa nesse campo político, que vai da centro-esquerda à centro direita (PT, PDT, PSDB, Rede) está completamente “embolada” entre Haddad, Ciro, Alckmin e Marina, com maiores chances para os dois primeiros. Ainda é cedo para “bater o martelo”, faltam 26 dias para o fatídico 3 de Outubro, mas as opções da classe dominante começam a ficar mais claras. O fato do PT seguir fielmente as ordens da justiça burguesa ao indicar Haddad, ao mesmo tempo em que as pesquisas eleitorais demonstram um potencial de crescimento do candidato do PT com a transferências dos votos herdados por Lula (mesmo levando-se em conta todas as distorções próprias desses institutos de manipulação política) revelam que entre o PT e o PDT estão os nomes mais cotados para disputar com Bolsonaro a preferência dos barões e rentistas. Afirmamos isso mesmo sabendo, como alertamos há muito tempo, que o retorno da Frente Popular ao governo central brasileiro não se encontra nos planos imediatos da burguesia mas para uma etapa posterior após a aprovação integral de todas as reformas neoliberais. O crescimento de Ciro Gomes nas últimas pesquisas e seu “trânsito” no eleitorado de centro-esquerda aponta que esse tem grandes chances de ser “ungido” para enfrentar o fascista na reta final, tendo até mesmo a simpatia da Rede Globo para cumprir tal tarefa. Entretanto, em um quadro de extrema polarização política e social, dar ares de legitimidade ao circo eleitoral fraudado é extremamente importante, exige que Haddad tenha um bom desemprenho eleitoral. Se não for para o segundo turno, que será o mais provável, pelo menos conquiste uma boa média de votos (entre 15 a 20 por centro), garantindo inclusive a Frente Popular uma considerável bancada parlamentar no Congresso Nacional para fazer uma “oposição responsável e republicana”. Como Marxistas Revolucionários temos que estudar pacientemente o cenário eleitoral para analisar a estratégia da burguesia que usa as eleições como um importante recurso para legitimar seu plano de guerra contra os trabalhadores no marco do recrudescimento do regime político. Nesse tabuleiro, todas as candidaturas estão comprometidas em levar a frente o ajuste neoliberal, em graus e ritmos distintos. Caso se consolide o que prognosticamos, haverá um candidato do “centro burguês” (Haddad na ponta esquerda, Ciro representando o centro propriamente dito ou mesmo Alckmin na pata direita desse espectro político) disputando o segundo turno com chances de vitória. Os setores fundamentais da burguesia ainda avaliam como muito arriscado jogar suas fichas no errático fascista Bolsonaro, a não ser que planejem um golpe de estado clássico no futuro. Para os trabalhadores e sua vanguarda política torna-se mais do que necessário analisar o cenário político para enfrentar as pressões do eleitoralismo que contamina a esquerda domesticada, como é vítima o PCO agora em uma situação de completa desmoralização política com o fim melancólico da campanha “Lula ou nada” ou mesmo o PSOL, tendo Boulos como um porta-voz de um programa neodesenvolvimentista copiado de Lula e Ciro. Convocamos os agrupamentos políticos classistas e as correntes marxistas que dispersamente denunciam o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos a somar forças em uma intervenção unitária para combater a direita e a Frente Popular nas ruas e nas lutas, através de uma vigorosa campanha pelo boicote eleitoral ativo!
45 ANOS DO GOLPE MILITAR NO CHILE: PRINCIPAL LIÇÃO DA DERROTA HISTÓRICA DA FRENTE POPULAR É QUE O FASCISMO SOMENTE PODE SER DERROTADO COM A AÇÃO REVOLUCIONÁRIA DO PROLETARIADO. PATROCINAR ILUSÕES NA DEMOCRACIA BURGUESA É O CAMINHO DO DESASTRE PARA A CLASSE OPERÁRIA


Há 45 anos, em 11 de Setembro de 1973, era desferido um golpe de corte fascista patrocinado diretamente pelo imperialismo ianque (em uma operação direta da CIA) contra Salvador Allende, dirigente máximo do PS. A ofensiva da contrarrevolução ganhou terreno e desferiu sua investida fatal nesta data trágica para o proletariado mundial como produto direto da política de colaboração de classes do governo da Unidade Popular encabeçado por Salvador Allende. A UP correspondeu às características clássicas de uma frente popular, onde a burguesia em crise extrema e sob a pressão do ascenso popular faz concessões e entrega as linhas gerenciais do Estado burguês a partidos reformistas de massas (PS e PC) para que estes controlem o movimento operário nos marcos do regime político burguês, orientação conhecida como “via pacífica ao socialismo”. Os  reformistas tanto no Chile como no Brasil de hoje, como o PT de Lula, ainda hoje insistem na via parlamentar como eixo central de intervenção da “esquerda” e do movimento operário, demonstrando que também são reféns da estratégia reformista de alterar o caráter de classe das apodrecidas instituições do regime político bastardo democratizante, patrocinando trágicas ilusões entre os trabalhadores, senda contrarrevolucionária que leva nos nossos dias, assim como ocorreu no passado, a derrotas sangrentas para o proletariado latino-americano. Em comum aos dois períodos históricos somente a política seguidista dos reformistas, que em nome do "combate à direita" abdicam da tarefa de preparar a independência de classe do proletariado frente às diversas variantes políticas das classes dominantes e pavimentam o caminho da derrota seja pela via parlamentar ou pelas armas. No Brasil, o PT foi golpeado no parlamento pelos seus ex-aliados das oligarquias e não ousa questionar as carcomidas instituições burguesas, como o parlamento e a justiça patronal, ao contrário, alia-se ao mesmo golpistas no circo eleitoral em curso! Por sua vez, patrocina que devemos nos limitar a derrotar o fascista Bolsonaro "nas urnas" quando os trabalhadores devem se organizar par liquidar a reação burguesa da extrema-direita através da luta direta revolucionária!

sábado, 8 de setembro de 2018

LBI INTERVÉM NO “GRITO DOS EXCLUÍDOS” EM SP: COMBATE MILITANTE CONTRA AS DUAS VARIANTES DO ELEITORALISMO (PT E PSOL) E DEFESA DA REVOLUÇÃO PROLETÁRIA COMO ALTERNATIVA À POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES

Coluna da LBI no Grito dos Excluídos

A militância da LBI interveio nas atividades do “24º Grito dos Excluídos” realizadas nesse 7 de Setembro em São Paulo. Foram distribuídos centenas de panfletos nos dois atos políticos realizados nesse feriado da “Independência Nacional”. A manifestação na Praça Osvaldo Cruz, na Av. Paulista, foi hegemonizada pelo PT, CUT e MST, constituindo-se em um verdadeiro palanque eleitoral para as candidaturas da Frente Popular. Por sua vez, a atividade realizada no Largo do São Francisco agrupou a frente eleitoral entre PSOL e PCB. O PSTU também participou na manifestação na condição de satélite da “Frente de Esquerda”. O ponto em comum dos dois atos foi a política de patrocinar ilusões no circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos.

Militância da LBI demarca com a política burguesa de Suplicy "olho no olho"
Nossa militância foi firme na denúncia da política de colaboração de classes do PT, inclusive erguendo a faixa da LBI “Não a Conciliação! Saída para crise é a Revolução” no ato da Avenida Paulista. Ao mesmo tempo, polemizamos com os dirigentes do PT que impulsionam uma política de se comprometer com a burguesia a levar a cabo o ajuste fiscal neoliberal visando garantir a ida de Haddad para o segundo turno. Esse embate se deu com o próprio candidato a Senador do PT em São Paulo, Eduardo Suplicy.


Além de enfrentar a Frente Popular petista, a militância da LBI fez a delimitação com a política do PSOL-PCB ao intervir no ato no Largo do São Francisco. Usamos nossa fala para alertar a militância presente que a candidatura Boulos pelo PSOL não passava de um “puxadinho do PT”, copiando a plataforma neodesenvolvimentista. Defendemos a construção de uma alternativa revolucionária para a classe trabalhadora contra as instituições do regime político bastardo.

Porta-Voz da LBI intervém no ato do Largo São Francisco, centro de São Paulo
Por fim, polemizamos com a linha direitista do PSTU de não combater o golpe institucional e defender a prisão de Lula, pontuando que essa orientação vergonhosa era uma ruptura com o legado de Trotsky na medida que esta ofensiva reacionária se direciona ao conjunto da esquerda e do movimento de massas. Nesse sentido, encerramos nossa fala reivindicando os 80 anos de fundação da IV celebrado a poucos dias atrás, reafirmando que o autêntico Trotskismo se posta na trincheira da luta direta e operária contra o fascismo e o imperialismo, sem capitular ao reformismo e a política de colaboração classes da Social democracia.    

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

EM NOME DA DEMOCRACIA: A ESQUERDA REFORMISTA PRESTA SOLIDARIEDADE COM O FASCISTA BOLSONARO


Em um atentado terrorista ainda envolto em circunstâncias muito "estranhas", para falar apenas o mínimo, o candidato neofascista Bolsonaro foi alvo de uma "facada", aparentemente desferida por uma pessoa com "distúrbios" mentais. Não há nada conclusivo neste atentado, sequer podemos afirmar que assumiu a gravidade letal com que a mídia corporativa tratou o fato. Sabemos historicamente que os "barões murdochianos" são capazes de produzir qualquer "fake news", e esta constatação não faz parte de qualquer adesão as "teorias da conspiração", utilizada sempre para desqualificar as denúncias feitas pela esquerda revolucionária. Pela grande dimensão política do atentado, só podemos garantir uma questão, se foi "fabricado" artificialmente partiu de uma iniciativa do regime burguês em seu conjunto (polícia, justiça e forças armadas), e com o apoio "logístico" da Rede Globo, não podemos desconsiderar que Bolsonaro reuniu-se com a famiglia Marinho uma semana antes da suposta agressão a sua integridade física. A grande mídia vem insinuando "levemente" que o autor do ataque ao candidato fascista teria simpatias pela esquerda, embora em outras abordagens faça referência a uma relação com as posições defendidas pelo Cabo Daciolo, até o momento a Polícia Federal não colheu o depoimento de Adélio Bispo, protagonista da agressão contra o ultrarreacionário candidato a presidente pelo PSL. Para além das obviedades, é absolutamente lógico que nenhuma organização de esquerda ou mesmo militantes lúcidos do movimento de massas praticaria atos violentos desconectados, sem que correspondesse a uma ação de autodefesa da classe trabalhadora. Porém se um ato "tresloucado" como este (no caso de ter sido uma iniciativa pessoal de Adélio), que joga água no moinho da candidatura de Bolsonaro ao Planalto, não pode contar com o aval político da esquerda revolucionária, outra posição completamente distinta é sair se solidarizando com o fascista, em nome da democracia dos ricos e seu circo eleitoral. Que o PT, PCdoB, PSOL e  PCO, como partidos de esquerda totalmente integrados ao regime burguês, façam a apologia da "paz social" e repudiem genericamente a "violência", como forma de não abalar a estabilidade do modo de produção capitalista, nada mais coerente e lógico para reforçar a política da colaboração de classes. Mas para a esquerda que se reivindica revolucionária, defender Bolsonaro contra um ataque de um outro energúmeno direitista, ou mesmo um marionete de forças políticas ainda mais sinistras, revela um altíssimo grau de degeneração ideológica e programática. Correntes revisionistas como PSTU, MRT, "Resistência" e CST (estes últimos satélites externos e internos do PSOL), justificaram sua "condenação" ao ataque imputando um suposto caráter "democrático" ao fascista Bolsonaro, arrolando o fato do mesmo estar concorrendo às eleições, por uma via de "normalidade institucional", em outras palavras Bolsonaro é candidato merecendo portanto um "tratamento" democrático e republicano. A participação nas eleições parlamentares produziria uma espécie de "salvo conduto" para estes fascistas. Nós os Marxistas Revolucionários levantamos posições radicalmente diferentes das defendidas pela esquerda revisionista, não separamos as eleições gerais do processo abrangente da luta de classes, por isso mesmo dispensamos o mesmo tratamento político para um fascista, seja ele candidato ou não. Em uma situação específica como deste atentado, onde todos os elementos não estão suficientemente claros, nós Trotskistas adotamos uma posição muito semelhante a que adotamos no "11 de Setembro de 2001", mais conhecido como o ataque às torres gêmeas em New York: "Não condenamos e nem apoiamos o ataque terrorista a um centro da reação", guardadas as proporções históricas dos dois fatos, a postura política correta no momento deve ser a mesma. Não podemos fazer nenhuma "deferência" a democracia dos ricos e a normalidade de suas instituições burguesas. 



7 DE SETEMBRO – 24º GRITO DOS EXCLUÍDOS: PARA ACABAR COM A DESIGUALDADE SOCIAL E A VIOLÊNCIA CONTRA OS TRABALHADORES, A SAÍDA NÃO É NEM ELEIÇÃO, NEM CONCILIAÇÃO! A VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA NACIONAL SERÁ CONQUISTADA COM A LUTA DIRETA PELA REVOLUÇÃO PROLETÁRIA E O SOCIALISMO!

       
O 24º Grito dos Excluídos tem como tema “Desigualdade gera violência: Basta de privilégios”. Nós Marxistas Revolucionários intervimos na atividade deste 7 de Setembro para dizer em alto e bom som que para acabar com a desigualdade social e a violência contra os trabalhadores inerente ao modo de produção capitalista a saída não é nem Eleição, Nem conciliação! Nosso combate é pela Revolução Socialista! Devemos através da luta direta combater em defesa das verbas para saúde, transporte, educação, ciência, cultura e tecnologia, não ao pagamento da dívida interna e externa, o que somente pode acontecer com a liquidação violenta do modo de produção capitalista e não patrocinando cinicamente ilusões na gerência “ética” da crise do capital como faz o PT e o PSOL nestas eleições. Se o movimento de massas continuar atado as expectativas eleitorais da Frente Popular, sob a ilusão de derrotar Temer e os golpistas, o resultado não será outro a não ser pavimentar, sem obstrução da luta de classes, a liquidação passiva das poucas conquistas sociais e democráticas que ainda restam no cenário do regime de exceção da ofensiva golpista e neoliberal.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

ATENTADO TERRORISTA DA EXTREMA DIREITA CONTRA A NEODIREITA: NENHUMA SOLIDARIEDADE COM O FASCISTA JAIR BOLSONARO. ORGANIZAR OS COMITÊS DE AUTODEFESA DO MOVIMENTO OPERÁRIO E POPULAR PARA BARRAR AS PROVOCAÇÕES DA REAÇÃO E TAMBÉM DA DEMOCRACIA DOS RICOS!

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

"IV INTERNACIONAL: TROTSKISMOS, GALHOS DISPERSOS DE UMA MESMA ÁRVORE". NOSSA ÁRVORE NÃO PODE SER A MESMA DE QUEM APOIOU A CONTRARREVOLUÇÃO NA URSS E A DESTRUIÇÃO DA LÍBIA, CHAMADAS CRETINAMENTE DE "REVOLUÇÕES DEMOCRÁTICAS". UMA POLÊMICA VIGENTE COM A SOCIAL DEMOCRACIA DE ESQUERDA


A tendência "Resistência", antigo grupo "MAIS", uma das correntes internas neófitas do PSOL, publicou recentemente em seu sítio um artigo sobre os "80 da fundação da IV Internacional" cujo eixo central é tentar convencer a nova vanguarda militante que "apesar das várias tribos" (linguagem utilizada para transparecer um frescor juvenil) a IV Internacional teria uma mesma identidade programática calcada na mítica figura de Leon Trotsky e somada a uma convergência anti-stalinista, quase um sinônimo de "democrática" para os stalinofóbicos. A princípio e principalmente para os incautos o argumento do satélite intestino do PSOL parece fazer sentido, afinal se todos os "galhos" balançam ao mesmo vento que sopra do legado do "velho" Bolchevique, as diferenças políticas teriam que ser menores, quase ao sabor do "capricho" dos poucos dirigentes citados no artigo: "Pablo, Mandel, Cliff, Cannon, Moreno, Grant". Porém para nós Marxistas, Trotskistas ou não, a história da luta de classes e da própria IV Internacional não pode ser aferida com tamanha simplicidade teórica, sabemos muito bem como materialistas que cada grande divisão do campo revolucionário corresponde a interesses  históricos das classes sociais, que se apresentam na forma de  estratégias distintas apresentadas para a senda política do proletariado. Se é fato que existam idiossincrasias pessoais de cada dirigente ou mesmo coletivamente das organizações, estas mesmas são apenas um reflexo "pequeno" das linhas gerais que seguem e se depuram as Internacionais que tiveram origem no seio da classe operária, ou pelo menos de sua vanguarda política.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

INCÊNDIO DO MUSEU NACIONAL: DOS GOVERNOS DO PT AO GOLPISTA TEMER (MDB) ... PASSANDO PELA REITORIA DA UFRJ (PSOL), TODOS GERENTES DA CRISE CAPITALISTA RESPONSÁVEIS POR TRANSFORMAR EM CINZAS UMA PARTE FUNDAMENTAL DA MEMÓRIA HISTÓRICA BRASILEIRA


A agonia do Museu Nacional vem de longe, seu incêndio na noite desta segunda-feira (03.09) foi produto de uma “faísca” gerada pelos sucessivos cortes de verbas, desde o governo FHC e Lula, passando por Dilma e aprofundada pelo golpista Temer com a aprovação da Emenda Constitucional do teto dos gastos (EC 95) que congelou por 20 anos os investimentos nas áreas sociais, uma verdadeira “política de Estado” de todos os partidos da ordem burguesa. Não restou nada do quinto maior museu do mundo em itens de acervo, com mais de 20 milhões de peças. O que aconteceu com o Museu é sintoma do descaso com a educação pública que tem sido levado a frente pelos distintos governos capitalistas. Desde 2011, esse foi o sexto incêndio na UFRJ. Em 2014, uma verba de 20 milhões que seria destinada ao Museu não foi repassada pelo governo Dilma, poderia ter financiado a obra que impediria esse crime. Na gerência direta do orçamento de crise e cortes de verbas da Universidade Federal do RJ (UFRJ), encontra-se o reitor Roberto Leher, dirigente do PSOL, que foi eleito pela comunidade universitária, e se limitou a culpar o atraso do Corpo de Bombeiros, desviando assim conscientemente o verdadeiro “foco” do problema: o capitalismo e a política de todos os seus gerentes, inclusive da própria Reitoria, afinal o museu é parte integrante da UFRJ, que também tem responsabilidade clara na tragédia. Foi amplamente divulgado que houve atraso no combate ao incêndio pelo fato de que não havia água nos hidrantes próximos ao prédio, um sucateamento completo da rede pública de serviços devido a décadas de liquidação da educação e da cultura, um quadro dramático onde a reitoria da UFRJ foi no mínimo passivamente conivente. Mesmo com todos os novos códigos de combate ao incêndio, nada foi feito para modernizar esse prédio e outros museus, as verbas do BNDES que irrigam as grandes empresas capitalistas a fundo perdido não chegaram nos últimos 5 anos ao Museu Nacional. Na verdade, o fim do Museu faz parte do processo sistemático da liquidação do Brasil como nação soberana e com história secular. Ontem entregam a Embraer diretamente para o imperialismo ianque, hoje deixaram queimar 200 anos de nossa história, tido virou cinza. Presenciamos avançar a barbárie no planeta terra, onde a domínio da tecnologia pelas grandes potências escraviza os países semicoloniais que só tem importância por seu mercado consumidor, seu passado, sua memória, suas raízes podem ser esquecidas, nesse caso, queimadas, o que importa é ter acesso ao “novo” idiotizante, pagando-se caro por isso. A trágica cena dos funcionários querendo entrar no Museu Nacional no Rio para tentar salvar algo do incêndio enquanto faltava água nos hidrantes é a imagem recorrente de pesquisadores que tentam salvar a história e a ciência da sanha destruidora do capital. Nesse ciclo de destruição próprio do modo de produção capitalista senil não podemos deixar de denunciar seus gerentes. Nesse caso, todos os partidos da ordem são responsáveis pela tragédia (PSDB, PMDB, PT) que ocuparam seguidamente o governo central do Brasil nos últimos 30 anos. Cabe registrar que o PSOL, também tem sua parcela de responsabilidade, na figura do Reitor Roberto Leher e toda sua equipe de pró-reitores amplamente formada por quadros do partido, que limitou sua dócil gestão à frente da UFRJ a ser gerente do corte de verbas durante o governo Dilma e agora com o golpista Temer. Nada poderá ser feito caso se mantenha a “austeridade fiscal” que vem de FHC, passando por Lula, Dilma e Temer. O PSOL e seus satélites (internos e externos como o “MRT”) eximem o reitor de qualquer responsabilidade na tragédia, colocando no “colo” de Temer a “conta integral”, porém se é correto afirmar que o golpe é o pai da PEC do “fim do mundo”, também os gerentes menores da crise estatal capitalista têm um percentual considerável de culpa no desastre nacional. Devemos através da luta direta combater em defesa das verbas para saúde, transporte, educação, ciência, cultura e tecnologia, não ao pagamento da dívida interna e externa, o que somente pode acontecer com a liquidação violenta do modo de produção capitalista pela via da Revolução Socialista e não patrocinando cinicamente ilusões na gerência “ética” da crise do capital como faz o PT e o PSOL.


PSOL: UM “GUARDA CHUVA” OPORTUNISTA QUE SERVIU DE ABRIGO ATÉ PARA FASCISTAS COMO DACIOLO E AGORA TORNOU-SE “PUXADINHO DO PT” COM BOULOS 


Na atual campanha presidencial existem dois candidatos que em tese representariam extremos opostos do espectro político nacional: Daciolo e Boulos. O ex-"bombeiro militar" incorpora o papel de porta-voz da extrema direita fascista e evangélica, por sua vez o dirigente do MTST encarnaria supostamente o candidatado da “esquerda radical” socialdemocrata. Ocorre que os dois tem algo em comum: a filiação ao PSOL. A legenda é um genuíno guarda-chuva oportunista tão amplo que foi capaz de abrigar até 2015 o reacionário Cabo Daciolo e hoje tem como candidato a presidente da república o reformista ligado ao PT, Guilherme Boulos. Esse malabarismo político próprio do cretinismo parlamentar é plenamente válido e justificável para a camarilha que controla o PSOL desde que a presença de gente desse “quilate tão eclético” lhe renda dividendos eleitorais, mais especificamente vagas no parlamento burguês. O BLOG da LBI em janeiro de 2015 elaborou o artigo que reproduzimos abaixo denunciando o PSOL como um condomínio político de reformistas capaz de agrupar até mesmo fascistas quando lhe convinha eleitoralmente. Naquele momento, quando estourou a primeira crise com Daciolo, todas as correntes se diziam “surpresas” quando o militar fascista começou a se aproximar publicamente de Bolsonaro. Logo alguns setores do PSOL exigiram sua expulsão e a devolução do mandato. O que estas correntes cinicamente não disseram à época e muito menos agora quando Daciolo desmoraliza o PSOL é que o cabo filiou-se em maio de 2013 com o aval unânime do conjunto da executiva estadual fluminense, quando já sabidamente “pregava” o discurso reacionário do fundamentalismo religioso e o fortalecimento das corporações militares assassinas da PM e do Corpo de Bombeiros, esta última no Rio de Janeiro em particular base das milícias que dominam os morros cariocas e impõem o terror a população pobre das favelas. Naquele momento nenhum setor do PSOL questionou a filiação de Daciolo porque avaliavam que os votos do bombeiro poderiam garantir a eleição de um terceiro parlamentar federal para o partido via o coeficiente partidário, apostavam justamente em Renato Cinco, da Insurgência! O plano eleitoreiro não deu certo porque Cinco teve menos votos (28 mil) que Daciolo (50 mil) para a Câmara dos Deputados, este último acabou ficando com a tão cobiçada vaga que agora serviu de base para sua candidatura presidencial de extrema-direita! O mesmo ocorre atualmente com Boulos, o dirigente do MTST ligado ao PT faz do PSOL um “puxadinho do PT”, tanto que não polariza a campanha presidencial e apenas prepara o partido para apoiar no segundo turno o candidato de Lula, Haddad, caso a Frente Popular conquiste a vaga nessa disputa do circo eleitoral. Lembramos também aos nossos leitores que o fascista cabo Daciolo foi convidado a ser candidato pelo PSTU mas optou pelo PSOL em 2013. O valioso artigo abaixo é uma prova irrefutável que os Marxistas Revolucionários denunciaram as posições de Daciolo desde o reacionário motim dos bombeiros em 2011, enquanto apesar de defender melhores condições para o aparato repressivo atacar o povo pobre e trabalhador, o cabo era cortejado para filiar-se não só no PSOL mas também no PSTU!

“FORA DACIOLO, POR UM PSOL PARA AS LUTAS” OU FORA PSOL, UM AMPLO CONDOMÍNIO PROGRAMÁTICO DE REFORMISTAS?
(BLOG DA LBI, 4 DE JANEIRO DE 2015)


Algumas correntes revisionistas da “esquerda” do PSOL (Insurgência, Resistência Popular Revolucionária, LSR, etc ...) vem levantando uma campanha “Fora Daciolo, por um PSOL para as lutas”, em virtude da suposta guinada direitista do parlamentar recém eleito. Logo após a eleição do Cabo Daciolo a deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro (o militar que liderou o motim reacionário dos bombeiros em 2011 e ganhou amplo destaque na mídia por defender a escolha de um general para dirigir o Ministério da Defesa do governo Dilma e pousar sorridente em fotos ao lado do fascista Bolsonaro na cerimônia de diplomação dos parlamentares fluminenses), o ex-“bombeiro militar” passou a afirmar que seu mandato seria produto de uma escolha divina. Imediatamente, setores da chamada “esquerda” do PSOL responderam com uma campanha pelo “Fora Daciolo do PSOL”. Renato Cinco, vereador carioca e dirigente da Insurgência declarou “Tirar foto tietando o Bolsonaro é contra a orientação política do PSOL. Aproveito para deixar claro que sou a favor do Daciolo sair do PSOL mas o partido ficar com o mandato” (26.12). Já a RPR, fingindo-se indignada, foi ainda mais longe “Exigimos o imediato desligamento de Daciolo e o mandato para o partido, até porque ele foi eleito puxado por Jean Wyllys e Chico Alencar. Fora Daciolo! Por um PSOL para as lutas!” (24.12). O que estas correntes cinicamente não dizem é que Daciolo filiou-se mais de um ano antes (maio de 2013) das eleições ao PSOL com o aval unânime do conjunto da executiva estadual, quando já sabidamente “pregava” nas manifestações que encabeçou desde a paralisação dos bombeiros e em defesa da PEC 300 (aumento salarial nacional para a PM) o discurso reacionário do fundamentalismo religioso e o fortalecimento das corporações militares assassinas da PM e do Corpo de Bombeiros, esta última no Rio de Janeiro em particular base das milícias que dominam os morros cariocas e impõem o terror a população pobre das favelas. Naquele momento nenhum setor do PSOL questionou a filiação de Daciolo porque avaliavam que os votos do bombeiro poderiam garantir a eleição de um terceiro parlamentar federal para o partido via o coeficiente partidário, apostavam justamente em Renato Cinco, da Insurgência! O plano eleitoreiro não deu certo, apesar da direção do PSOL-RJ ter negado espaço na TV para o bombeiro, porque Cinco teve menos votos (28 mil) que Daciolo (50 mil) para a Câmara dos Deputados, este último acabou ficando com a tão cobiçada vaga! Como se observa, na condição de um amplo condomínio harmônico de reformistas, o PSOL aceita todos as “celebridades” (até fascistas!) que lhe possam trazer algum benefício político e eleitoral porque sua estratégia é conquistar espaços parlamentares nas instituições de poder da burguesia para levar a frente sua plataforma de colaboração de classes. As palavras da CST não deixam dúvidas neste sentido, já que também os morenistas estavam interessadíssimos em ampliar as chances para abrir uma vaga de vereador para Babá na capital fluminense, então primeiro suplente: “Saudamos a vinda do companheiro Daciolo ao PSOL, por entender que sua vinda ao partido, fortalece o PSOL como um partido ligado as lutas e mobilizações, visto que este companheiro é o principal dirigente da luta dos bombeiros, que com ousadia enfrentaram os desmandos de Sergio Cabral (PMDB). Neste sentido o PSOL e nossa corrente estão incondicionalmente do lado dos lutadores bombeiros e na sua defesa contra as demissões e o processo judicial que estão enfrentando” (Maio.2013). Os maiores picaretas neste caso não são os “Daciolos” da vida que ingressam no PSOL para tentar viabilizar seus apetites eleitorais em absoluta concordância com os planos da direção psolista mas as correntes de “esquerda” que acreditam ser o partido um instrumento a serviço da revolução socialista e defendem uma suposta “pureza política” de uma legenda completamente corrompida e integrada ao regime burguês, tanto que se alia desde a direita reacionária por um lado como no Amapá (PTB, DEM), abriga apoiadores confessos de Marina Silva (Rede-PSB) como Heloísa Helena ou chama voto em Dilma (PT) entusiasticamente como fizeram seus parlamentares federais no próprio RJ no segundo turno (ironicamente a exceção foi Daciolo que declarou Voto Nulo!) enquanto defende um programa pela moralização do Estado burguês, as assassinas UPP´s e a democratização de suas apodrecidas instituições “republicanas”! Os Marxistas Revolucionários denunciaram as posições de Daciolo desde o reacionário motim dos bombeiros em 2011, enquanto apesar de defender melhores condições para o aparato repressivo atacar o povo pobre e trabalhador, o cabo era cortejado para filiar-se não só no PSOL mas também no PSTU! Agora, longe de ver com alguma simpatia a campanha por “Fora Daciolo! PSOL para as lutas” como fazem alguns pseudo “Leninistas”, denunciamos vigorosamente este partido e todas as suas alas como partes de um aparato político pequeno-burguês a serviço de uma orientação socialdemocrata e reformista que representa um sério obstáculo para a evolução da consciência de classe dos trabalhadores e de sua vanguarda classista rumo a construção de um genuíno Partido Operário e Revolucionário em nosso país!

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

HÁ 80 ANOS DE FUNDAÇÃO
DA IV INTERNACIONAL: UMA HISTÓRIA
DE PRINCÍPIOS E FRAGMENTAÇÃO REVISIONISTA

Artigo histórico extraído da Revista teórica da LBI, Marxismo Revolucionário nº 11 (Dezembro/2008) 


A IV Internacional foi fundada no dia 3 de setembro de 1938 em uma conferência realizada na casa de um de seus militantes, Alfred Rosmer, localizada no subúrbio parisiense de Périgny. Reuniram-se 21 delegados, representando 11 seções na plenária de fundação. Não poderia haver tempos mais difíceis para se fundar uma nova internacional. Foi precisamente um ano antes do início da II Guerra Mundial, em plena “meia noite” do século XX. O stalinismo executara os dirigentes da revolução bolchevique nos chamados Processos de Moscou enquanto, simultaneamente, sabotava os processos revolucionários na China, França e Espanha com suas frentes populares, deixando o caminho livre para a consolidação do nazi-fascismo na Europa.

OS PRINCÍPIOS MARXISTAS GANHAM FORMA ATRAVÉS DA COMUNA, DOS SOVIETES, DO ARMAMENTO DO PROLETARIADO, DO BOLCHEVISMO E DE OUTUBRO

Tanto a I como a III Internacionais também embrionariamente haviam nascido da convicção militante de pequenos núcleos de revolucionários nadando contra a corrente. A primeira, também chamada Associação Internacional dos Trabalhadores, nasceu em 1864, na época progressista do capitalismo (1789-1871), quando o marxismo se afirma como teoria de libertação do proletariado combatendo os socialistas utópicos e os anarquistas, teorias hegemônicas até o primeiro assalto dos trabalhadores ao poder, a Comuna de Paris. Os communards são derrotados e caçados por todo o continente europeu. 30 mil são executados e outros 100 mil presos. Tem início uma profunda reação ideológica. A Internacional desaparece completamente.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

TSE SEGUE O ROTEIRO DO SETOR HEGEMÔNICO DA BURGUESIA CASSANDO LULA. RESTOU A HADDAD UMA RECOMPOSIÇÃO POLÍTICA COM FRAÇÕES MINORITÁRIAS DA CLASSE DOMINANTE PARA O PT TENTAR, COM POUCAS CHANCES, VOLTAR A GERENCIAR O ESTADO CAPITALISTA


O TSE seguiu integralmente o roteiro político ditado pelos setores hegemônicos da burguesia nacional, cassando a candidatura de Lula e com isso reduzindo enormemente as chances do PT (Frente Popular) voltar a gerenciar o Estado capitalista, pelo "método" do neoliberalismo desenvolvimentista, como operou por mais de uma década até o golpe institucional sofrido por Dilma em 2016. Ocorre que a conjuntura econômica mundial não oferece mais as condições políticas para que países semicoloniais (emergentes no jargão moderno) pratiquem uma via de concessões sociais as grandes massas populares, o que ficou conhecido no Brasil como o "pacto da colaboração de classes". O ajuste monetário e fiscal oferecido pelo segundo mandato da presidente Dilma foi considerado pelo "mercado" (leia-se rentistas) insuficiente para a manutenção dos compromissos financeiros que o imperialismo ianque exigia do país, a alternativa encontrada pela burguesia nacional foi golpear o mandato presidencial do PT, posto que não poderia esperar pelo desenlace eleitoral de 2018. Rapidamente a "Base Aliada" do governo da Frente Popular se derreteu como soverte no sol da caatinga nordestina, e Dilma apesar de iniciar um cronograma de medidas neoliberais contra a classe trabalhadora (mini reforma da previdência, ajuste orçamentário, pacote da terceirização, etc..) não conseguiu conter a "avidez" dos rentistas, que seguiram institucionalmente com o "vice", um ex-homem da mais estreita confiança de Lula, o golpista Michel Temer. A direção do PT, seus "quadros pensantes", tem plena noção de todo este processo, só não poderiam supor que os golpistas (quase todos ex-aliados) fossem tão longe na "fúria" antipetista e trancafiassem Lula em uma cela, para não correrem o risco de um desastre eleitoral na corrida pelo Planalto. Como nos ensinou o "velho" Marx "a contradição é o motor da história", e justamente é a contradição da atual conjuntura política que lança os dois elementos centrais desta eleição: ao mesmo tempo que os golpistas impedem pela senda de uma manobra jurídica a candidatura Lula, mais ela cresce aos olhos da população oprimida, revoltada com a profunda recessão econômica imposta pelo brutal "ajuste". A resposta do PT ao impasse político nacional é "mais do mesmo", ou seja, pretende reeditar a política do pacto social, prometendo revogar os "excessos" da junta governativa dos rentistas, ao mesmo tempo que acena com o retorno da plataforma neodesenvolvimentista: crédito farto e indução estatal para o crescimento da burguesia nacional, além é claro do compromisso de manter o atual cronograma financeira de pagamento da dívida pública. O "nó górdio" do programa econômico do PT consiste exatamente na impossibilidade histórica de reeditar seu modelo de gestão estatal, plenamente triunfante em uma década, o "mundo mudou" e o Brasil é apenas uma pequena parte periférica da economia capitalista internacional. Não existem mais os grandes fluxos de capital especulativo e tampouco a economia chinesa continua crescendo a taxa de 10% ao ano, sem estes dois ingredientes fundamentais presentes no cenário econômico mundial da década passada, não há como ressuscitar a política da "bolha de crédito e consumo", peças chaves para um retorno vitorioso da Frente Popular ao Palácio do Planalto em 2018.