segunda-feira, 23 de julho de 2018

RESPONDER AS AMEAÇAS DE TRUMP CONTRA O IRÃ COM A UNIDADE REVOLUCIONÁRIA ANTIIMPERIALISTA! FRENTE ÚNICA COM O REGIME DOS AIATOLÁS, ASSAD E O HEZBOLLAH PARA DERROTAR A AGRESSÃO DO MAIOR INIMIGO DOS POVOS!


Donald Trump provocou nesta segunda-feira (23) o presidente iraniano, Hassan Rohani, afirmando que "não volte nunca mais a ameaçar os EUA" se não quiser "sofrer consequências históricas". A declaração de Trump é uma ameaça diante do um discurso de Rohani que recomendou aos Estados Unidos "não brincar com fogo". "Ao presidente iraniano Rohani: Nunca mais volte a ameaçar os Estados Unidos ou sofrerá consequências como as que poucos sofreram antes na história", escreveu Trump na sua conta do Twitter. O presidente ianque acrescentou que "Já não somos um país que aguentará suas palavras de violência e morte. Seja cauteloso!'. Horas antes, o presidente iraniano tinha pedido a Washington "para não brincar com fogo", já que começar um conflito com Teerã representaria "a mãe de todas as guerras". "Negociar hoje com os EUA não significa mais que rendição e o fim das conquistas da nação do Irã. Se nos rendermos para um fanfarrão mentiroso como Trump, saqueiam o Irã", acrescentou Rohani. Em maio, Trump retirou os EUA do acordo nuclear multilateral de 2015 com o Irã e voltou a impor sanções a Teerã, que entrarão em vigor em agosto. Fica evidente que o imperialismo ianque se prepara para uma etapa de aberta ofensiva bélica mundial que tem como alvo inicialmente a Síria e o Irã e estrategicamente a Rússia (começando pelo fustigamento das repúblicas populares que romperam com a Ucrânia) e a China. Em 2015, quando a dupla Obama-Kerry anunciou o acordo nuclear com o Irã, a LBI analisou o acontecimento como um “recuo do imperialismo ianque para desarmar o regime do Aitatolás”. Naqueles dias pontuamos que “Com o ‘acordo’ com o Irã, que retardará por vários anos o programa nuclear persa, os EUA podem ganhar tempo para conseguir se fortalecer para uma saída militar futura”. Esse momento parece ter seu início agora também por pressão direta de Israel. Não por acaso, antes do anúncio da Casa Branca, o carniceiro Netanyahu fez publicamente supostas “revelações” sobe o “desrespeito” iraniano do “Acordo Nuclear” de 2015. Esse cenário se insere no patrocínio de golpes parlamentares em continentes como a América Latina e África ou de intervenções militares diretas no Oriente Médio. Não esqueçamos que a histeria social anti-Putin no interior dos EUA, contra a própria vontade de Trump, é apenas uma cortina de fumaça para deixar os falcões do imperialismo ianque de “mãos livres” (sem competidor bélico global) em sua escalada de ataques a povos e nações oprimidas. O império financeiro que derrotou a URSS não busca simplesmente a figura de um “showman” de extrema direita, necessita de uma liderança reacionária sólida com capacidade de refundar o regime político dos EUA. A ofensiva neoliberal imperialista contra os povos e nações do planeta passará em breve por cima de Trump como um trator desgovernado, deixando o terreno ianque preparado para um governo fascista que tenha pleno apoio político dos dois braços fundamentais da burguesia: a casta dominante financeira e os industriais da guerra. O rompimento do acordo nuclear com o Irã era uma condição básica para avanço dessa perspectiva funesta. Não esqueçamos que o objetivo central do Pentágono continua a ser desestabilizar a Síria para neutralizar o regime da oligarquia Assad, debilitar o Hezbollah e seguir sem maiores obstáculos em seu plano de atacar Irã. Tanto antes com Obama como agora com Trump sempre declaramos que os revolucionários não são partidários do Regime dos Aitolás no Irã, embora reconheçamos os avanços anti-imperialistas conquistados pelas massas em 1979. Sempre alertamos que a burguesia iraniana, diante de seu isolamento internacional e das sanções impostas pela ONU, estava buscando um acordo estratégico com o imperialismo ianque e europeu. Agora essa etapa se rompe. O imperialismo ianque e Israel exigem a rendição completa do Irã, perspectiva que sofre grande resistência interna, particularmente pelas massas iranianas que viram a barbárie imposta à Líbia e a destruição em curso na Síria. Frente a esta situação, defendemos integralmente o direito deste país oprimido a possuir todo arsenal militar atômico ao seu alcance. É absolutamente sórdido e cretino que o imperialismo ianque e seus satélites pretendam proibir o acesso à tecnologia atômica aos países que não se alinham com a Casa Branca, quando esta arma “até os dentes” Estados gendarmes como Israel com farta munição atômica. Como Marxistas Revolucionários não dissimulamos em um só momento o caráter burguês e obscurantista do regime nacionalista do Irã. Mas estes fatos em nada mudam a posição comunista diante de uma possível agressão imperialista contra uma nação oprimida. Não nos omitiremos de estabelecer uma unidade de ação com o Regime dos Aiatolás, diante de uma agressão imperialista. Por esta mesma razão, chamamos o proletariado persa a construir uma alternativa revolucionária dos trabalhadores que possa combater consequentemente o imperialismo e derrotar todas as alas do regime, denunciando desde já o papel servil do governo Rohani. É bom lembrar que os Marxistas já estabeleceram uma frente única com os aiatolás na derrubada do Xá Reza Pahlevi e seu regime pró-imperialista, apesar de conhecermos o caráter de classe da direção religiosa muçulmana. A perspectiva de agressão, mesmo com todas as concessões feitas pelo regime dos Aiatolás e o governo Rohani, embutem uma vingança contra a humilhação sofrida pelos EUA na desastrosa tentativa de intervenção militar no Irã, ainda sob o governo democrata de Jimmy Carter. Não temos nenhuma dúvida que o império pretende somar para suas empresas transnacionais as reservas de petróleo do Irã às da Líbia e do Iraque para, desta forma, deter a hegemonia absoluta do controle energético do planeta. Somente idiotas úteis à Casa Branca podem ignorar estes fatos e declarar “solidariedade” às ações militares da OTAN contra os “bárbaros ditadores” que se recusam a aceitar a “democracia made in USA”. Os marxistas revolucionários defendem integralmente o direito do Irã a possuir todo arsenal militar atômico ao seu alcance para se defender do imperialismo e do sionismo. Porém, compreendem que a tarefa de defender o Irã inclusive contra sua burguesia nativa está, antes de tudo, nas mãos do proletariado mundial e das massas árabes. Somente elas podem lutar consequentemente pela derrota do imperialismo em todo o Oriente Médio, abrindo caminho para sepultar a exploração capitalista interna que condena a miséria os explorados da região.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

CENTRÃO DESISTE DA "PARCERIA", COM A OLIGARQUIA CEARENSE, DEIXANDO CIRO DE VOLTA AO "PAPEL" DE CENTRO- ESQUERDA À PROCURA DO PSB E PCdoB. COM ATRASO, O TUCANO ALCKMIN ENFIM É UNGIDO A CANDIDATO PREFERENCIAL DA BURGUESIA RENTISTA...


Na peça shakespeariana "sonhos de uma noite de verão", o grande gênio da dramaturgia definia assim as ilusões deletérias de um tolo: "Tudo aquilo não passou de um sonho, um sonho... de uma noite de verão". Foi assim que no calor do sertão sobralense, Ciro Gomes sonhou em ter o apoio do chamado "Centrão" para sua ambiciosa empreitada eleitoral rumo ao Palácio do Planalto, porém tudo se desfez na noite de ontem (19/07) quando os dirigentes do Blocão que reúne a pior escória política do país, anunciaram o apoio ao tucano Geraldo Alckmin, consolidando assim o projeto de uma nova hegemonia nacional que pretende controlar além da Presidência da República, os comandos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O papel do anti-Lula nas próximas eleições não recairá sobre os ombros do "coronel" Ciro Gomes, ficará a cargo de um tucano de "alta plumagem", representante legítimo da burguesia paulista e porta-voz do rentismo financeiro nacional, tendo como fiador "oculto" da nova aliança selada com o "Centrão", o próprio golpista mor: Michel Temer. Com um certo atraso, devido a profunda crise do regime, enfim as classes dominantes ungiram seu candidato preferencial à gerência geral do Estado burguês, o "picolé de chuchu" ocupará o vazio político deixado pela falência política de colaboração de classes Frente Popular e da impossibilidade momentânea (tarefa de manter Lula preso) do justiceiro Moro em se lançar já em 2018 ao Planalto. Mais que tempo na propaganda eleitoral na TV, Alckmin ganhou a chancela da burguesia para ter a missão de defender as antipáticas reformas neoliberais em plena campanha presidencial, o que seria muito difícil para Ciro do PDT, que se apresenta como a máscara política de "neodesenvolvimentista", embora não saiba muito bem o que isto representa. É certo que o anúncio do Centrão ainda carece do pleno aval da Casa Branca e por consequência da Famiglia Marinho, que se mantinha cética em relação a capacidade do "santo" da Opus Dei desempenhar o papel de protagonista no cenário da defenestração política do PT. As organizações Globo mantinham até o último minuto a esperança de ver o seu "produto", Sérgio Moro, "brilhar" nas urnas eletrônicas em outubro próximo, como o "Salvador da Pátria". Com Alckmin no governo central seguirá firme o "ajuste" ditado pelo mercado financeiro, interrompido parcialmente pela paralisia do bandido Temer, porém os planos de recrudescimento do regime político sofrerão um certo atraso em relação as grandes expectativas geradas pelo setor mais recalcitrante da burguesia imperialista. Ficará para ser resolvida em um segundo momento se o governo do PSDB/Centrão terá condições de finalizar sua "agenda de reformas", ou sofrerá um golpe bonapartista, desta vez orientado diretamente pela "República de Curitiba". Para o PT a eleição de uma nutrida bancada parlamentar em 2018 é a garantia que se manterá vivo como uma das alternativas da burguesia, para quem sabe um novo ciclo histórico de ampliação de novos mercados mundiais, como ocorreu a partir de 2002 e se interrompeu com o esgotamento da super valorização das comodities agro-minerais.
66 ANOS DO BNB E A FARSA DO “PAPEL SOCIAL” DOS BANCOS ESTATAIS "PÚBLICOS"


A história dos 66 anos de luta dos trabalhadores bancários do BNB não se confunde com a daqueles que se beneficiam do parasitismo estatal através dos favores, financiamentos e operações cujo objetivo é saquear os cofres públicos, promovendo o botim estatal entre as quadrilhas capitalistas e revelando a real natureza do suposto “papel social” do banco público que é beneficiar e financiar o grande capital, às custas dos interesses gerais da classe trabalhadora. A história dos trabalhadores do BNB é produto de muita luta e greves históricas em defesa de nossas reivindicações e contra os governos burgueses corruptos, a serviço do capital financeiro internacional. Nossa trincheira de luta é oposta a do governo golpista de Temer e de seus gestores de plantão. Afinal, as crises, os desmandos administrativos, os escândalos de corrupção, as perseguições políticas, o assédio moral, falta de isonomia, os subsídios e financiamentos ao capital, as negociatas de cargos apenas expressam a história podre do Banco do Nordeste e revelam o verdadeiro papel social dos bancos públicos. O MOB (Movimento de Oposição Bancária) defende a reivindicação histórica dos trabalhadores que a burocracia sindical pelega e traidora tratou de enterrar, mas tem se mostrado muito atual frente a ofensiva neoliberal de privatizações em curso: a defesa dos bancos públicos a partir da estatização sob controle dos trabalhadores.

MOB - Movimento de Oposição Bancária

quinta-feira, 19 de julho de 2018

100 ANOS DO NASCIMENTO DE NELSON MANDELA: A TRAJETÓRIA DO LÍDER NEGRO QUE ENCABEÇOU A LUTA DOS TRABALHADORES SULAFRICANOS CONTRA O APARTHEID CAPITALISTA MAS ACABOU COMO ARTÍFICE DA TRANSIÇÃO PACTUADA COM A BURGUESIA BRANCA E RACISTA


Exposições pelo mundo e comemorações na África do Sul rendem homenagem aos 100 anos de nascimento de Nelson Mandela, o líder negro que personificou a luta contra o apartheid durante décadas, ficando preso por 27 anos. Saiu da prisão em um acordo com a classe dominante e depois acabou assumindo a presidência do país em 1994 como fruto de uma transição pactuada com a burguesia branca e racista, sustentando assim um regime que mantém vigente as brutais desigualdades sociais no país, como vimos nos massacres recentes de mineiros negros pela polícia do governo do CNA a mando de multinacionais britânicas. Não por acaso, as correntes frentepopulistas em nível mundial, como o PT do Brasil a FSLN da Nicarágua declaram que Mandela sempre foi seu exemplo político! Nascido em 18 de julho de 1918, em uma aldeia do interior, Mandela estudou Direito em uma das primeiras universidades de seu país, onde conheceu Oliver Tambo. Juntos, entraram em contato com o Movimento de Libertação Nacional da África do Sul e se integraram ao Congresso Nacional Africano (CNA). O Partido Comunista Sul-Africano, fundado em 1921, caracterizou o então regime como um tipo específico de colonialismo, que oprimia e explorava os trabalhadores e a maioria negra. Em 1944, já formado advogado, Mandela participou da criação da Liga Juvenil do CNA, da qual foi eleito presidente em 1951. Nesse período, em 1949, o governo sul-africano aprova um novo regime “legal” segregacionista: o famigerado “apartheid”. Esta foi a política oficial imposta pelo imperialismo e a minoria branca desde o final da década de 1940, não por coincidência após as experiências de campos de concentração nazistas e no mesmo ano da imposição do Estado de Israel na Palestina, legalizou e otimizou este sistema de mão de obra barata. A população trabalhadora sul-africana foi balcanizada sem direitos políticos, trabalhistas, liberdade de movimento, de expressão ou associação. Nas “reservas” se originaram os famosos bantustões, “estados independentes bantos-tribais” sob o tacão do imperialismo britânico, de onde os negros não poderiam sair se não tivessem passe concedido pelo Estado capitalista racista. O governo dividiu o país para que 87% da terra ficassem com os brancos, mestiços, e indianos; e os 13% restantes dividido entre os “estados” negros (80% da população), aos quais era concedida uma cretina “independência” controlada pelo exército sul-africano. Para justificar a discriminação da população destes campos de concentração africanos, o governo fazia um paralelo entre o tratamento que dispensava aos habitantes dos bantustões e o que a União Europeia e os Estados Unidos davam aos imigrantes ilegais vindos da Europa Oriental e América Latina, respectivamente. Dezenas de massacres como o de Sharpeville (1960) e Soweto (1976) ocorreram para sufocar as greves e levantes da resistência popular ao apartheid. Em 1950 o PC foi formalmente proibido através da Lei de Supressão do Comunismo e em 1960 o CNA foi banido, passando à resistência armada. Em 1964, o principal líder do CNA, Nelson Mandela foi condenado à prisão perpétua. O apartheid provocou a formação de uma frente popular no país, a partir da unidade das fileiras da oposição nacionalista, sindicalista e stalinista negra.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

MÁFIA TOGADA: TIRE AS MÃOS DOS ATIVISTAS DAS “JORNADAS DE JUNHO”! LIBERDADE PARA SININHO E TODOS OS CONDENADOS PELA “JUSTIÇA” DE CABRAL E PEZÃO!


O representante da máfia togada da “Justiça” do canalha governador Pezão, cria política de Sérgio Cabral, o juiz Flávio Itabaiana da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, condenou nesta terça-feira (17) à prisão 23 ativistas das “Jornadas de Junho” de 2013 e dos protestos de 2014. A sentença determina a prisão em regime fechado. A pena da maioria dos presos é de 7 anos de prisão, acusados de forma absurda pelos crimes de associação criminosa e corrupção de menores. Entre os 23 condenados, estão a companheira Elisa Pinto Sanzi, a Sininho. Desde a LBI denunciamos a farsa montada contra os ativistas agora condenados e responsabilizamos os governos Cabral/Pezão pela prisão dos militantes que convocaram publicamente as manifestações com o objetivo de contestar os gastos bilionários com a farra da FIFA no Brasil. Nossa corrente, que já teve militantes presos durante os protestos contra a Copa, se coloca incondicionalmente ao lado da companheira Sininho, dos militantes do MEPR e demais ativistas políticos condenados, convocando as demais organizações políticas a se somarem a esta campanha! O ataque repressivo a Sininho e demais companheiros é um ataque ao conjunto da esquerda anticapitalista e revolucionária, que atenta diretamente contra as liberdades democráticas dos ativistas e organizações políticas que protagonizaram as “Jornadas de Junho”! Reproduzimos abaixo a entrevista exclusiva que a companheira Sininho deu ao BLOG da LBI em julho de 2014, no auge da perseguição aos ativistas e lutadores pelos protestos contra a Copa da mafiosa FIFA no Brasil.


terça-feira, 17 de julho de 2018

NOVA CONSTITUIÇÃO EM CUBA: MIGUEL DíAZ CANEL FORMALIZA MARCO POLÍTICO-JURÍDICO QUE RECONHECE A PROPRIEDADE PRIVADA E ASSEGURA O AVANÇO DAS “REFORMAS” DE MERCADO QUE SUFOCARÃO O ESTADO OPERÁRIO


O reconhecimento e a garantia jurídica da propriedade privada integram o anteprojeto de reforma da Constituição de Cuba elaborada originalmente em 1976, que será em breve aprovado pelo legislativo. O Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba (PCC), divulgou a proposta da nova Constituição que irá ser votada a partir de 21 de julho, na Assembleia Nacional. Parte do texto que propõe a modificação da carta magna do Estado Operário deformado foi publicado também no site Cubadebate, onde afirma-se textualmente “O sistema econômico que ele reflete mantém como princípios essenciais a propriedade socialista de todas as pessoas sobre os meios fundamentais de produção e planejamento como o principal componente da gestão, ao que se acrescenta o reconhecimento do papel do mercado e de novas formas de propriedade, entre os quais os privados, em correspondência com a conceituação do modelo de desenvolvimento socialista econômico e social cubano e as diretrizes da política econômica e social do partido e da revolução, como resultado da consulta a amplos setores da sociedade”. O documento tem o objetivo de consolidar as reformas pró-capitalistas que a burocracia castrista vem implementando na última década: “O Grupo de Trabalho, presidido pelo general do Exército Raul Castro Ruz e com a colaboração e assessoria de vários especialistas, elaborou as bases legislativas com vistas à reforma da Constituição aprovada pelo mais alto órgão do Partido em 29 de junho de 2014” (Idem). Os aspectos mostrados no anteprojeto da nova Constituição incorporam a figura de um primeiro-ministro que vai se encarregar do órgão executivo do país, o Conselho de Ministros. O texto traz ainda o reconhecimento da propriedade privada, de acordo com as medidas aprovadas por Raul Castro e que ampliaram o exercício do emprego fora da propriedade estatal em uma espécie de transição ordenada ao capitalismo, como ressalta o Granma “Vamos manter os princípios essenciais da propriedade socialista de todo o povo sobre os meios fundamentais de produção e a planificação como componente principal de direção, o que adiciona o reconhecimento do papel do mercado e de novas formas de propriedade, entre elas a privada”. A Constituição, como existe atualmente, apenas reconhece a propriedade estatal, além de cooperativas, agrícolas e empresas por sociedade. Além da propriedade privada passará também a ser reconhecido o mercado livre: “Também ratifica constitucionalmente a importância do investimento estrangeiro para o desenvolvimento econômico do país, com as devidas garantias” (Cubadebate). Em relação à propriedade privada da terra, mantém-se um regime especial, com limitações quanto à sua transmissão e ao direito preferencial do Estado à sua aquisição através de seu preço justo. Apesar de a Constituição referir que Cuba continuará a ter uma economia planificada, com o investimento público como motor das relações econômicas, estes reconhecimentos formais e constitucionais visam assegurar juridicamente os “investidores estrangeiros”, ou seja, aos monopólios capitalistas. Além disso se copia traços da democracia burguesa. Haverá limites de dois mandatos consecutivos (cada um de cinco anos) e passa a existir o cargo de primeiro-ministro. O anteprojeto da nova Constituição de Cuba irá limitar o tempo de mandato dos presidentes do país a cinco anos, permitindo uma única reeleição consecutiva, informou o jornal estatal. O rascunho também afirma que pretende “eliminar as assembleias provinciais e seu corpo administrativo” reduzindo o peso os instrumentos de democracia direta, ainda que deformados. Esses organismos serão substituídos por um Governo Provincial “composto por um governador e um Conselho” formado pelos presidentes das assembleias municipais do Poder Popular. Como alertamos anteriormente, o sucessor de Raul Castro (e do próprio Fidel apesar de sua ausência física) no comando do Estado Operário Cubano não acelerará os ritmos das reformas de mercado, iniciadas com o fim da URSS no início da década de 90, em direção a uma transição ordenada do regime de produção socializada para o modo de produção capitalista. Seguindo disciplinadamente a orientação programática dos irmãos Castro, Miguel Diaz não se oporá a dar continuidade na economia cubana a introdução de mecanismos mercantis de dependência financeira com países capitalistas (centrais e periféricos), tornado o Estado Operário cada vez mais refém do fluxo mundial de capitais (grandes investidores globais). A fidelidade "canina" de Diaz Canel as linhas estratégicas da burocracia castrista, decorre do simples fato de Miguel representar um setor mais tecnocrático e "sem luz própria" da própria burocracia cubana, diretamente vinculada aos "negócios de estado" e com pouca relação com a política mais geral socialista. Diaz se vincula a juventude comunista somente no final da década de 80, assume com 27 anos de idade um posto na direção do PCC na província Villa Clara na região central de Cuba. Neste mesmo período (87 até 89) participa das brigadas cubanas de solidariedade a Nicarágua, em uma etapa histórica onde o próprio Sandinismo estava tratando de "entregar" a revolução nas mãos da democracia burguesa, sem dúvida uma péssima "lição" para Diaz. Desde 2003, é membro do birô político do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, a máxima autoridade tanto no sentido ideológico quanto político do partido e do Estado Operário cubano. Portanto, Díaz Canel, é homem de total confiança de Raúl Castro, uma espécie de Comunista convertido tardiamente, no pior período ideológico do movimento operário mundial, ou seja, final dos anos oitenta e posto no staff do comando central do Estado após a retirada parcial de Fidel Castro. Desde 2013, quando foi eleito para o cargo de vice-presidente do Conselho de Estado da Assembleia Nacional, Díaz Canel recebeu a missão de ser o executor das políticas estabelecidas pelo comandante Raúl Castro para área da comunicação, que envolvia telefonia, ampliação do acesso à internet, modernização dos canais de televisão, informatização e automatização dos processos produtivos, um setor da economia cubana que cada vez mais estabelece vínculo com o imperialismo ianque, a partir da aproximação política do governo Obama com a "Ilha Socialista". Nesta perspectiva de "pacificação", Raul Castro preteriu para sucedê-lo outros quadros dirigentes do PCC com trajetória de enfrentamento ideológico com os EUA, como o veterano Ricardo Alarcón, ex-presidente da Assembleia Nacional. Miguel terá presente a figura de Raul no leme maior da direção do Partido Comunista Cubano, o que limitará qualquer iniciativa política "peculiar" de sua gestão, porém caso ocorra uma fatalidade com o "Velho" dirigente que participou com Fidel da grande revolução socialista de 1959, a "mediocridade" ideológica de Diaz Canel poderá levar Cuba a trilhar caminhos da restauração capitalista a passos bem largos. A tarefa revolucionária de construção de um verdadeiro Partido Marxista Leninista e da revolução política em Cuba se mantém mais vigente do que nunca na "Ilha Socialista". Como nos ensinou Lenin que pessoalmente em sua época celebrou vários acordos comerciais com o imperialismo europeu, é necessário aproveitar as fissuras da crise imperialista sem “baixar a guarda” de uma política que convoque permanentemente a mobilização do proletariado mundial contra a atual ofensiva neoliberal contra os povos. Nesta perspectiva revolucionária não podemos confiar na burocracia Castrista, que busca conservar o atual regime estatal cada vez mais sob as bases de concessões econômicas e políticas. Frente a esta disjuntiva histórica, está colocado a construção do genuíno Partido Operário Revolucionário na Ilha com o objetivo de avançar nas conquistas sociais e do chamado a expropriação da burguesia mundial, se opondo a política de colaboração de classes das direções reformistas, rompendo desta forma o isolamento de Cuba por meio da vitória da revolução proletária em outros recantos do planeta!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

25 ANOS APÓS OS  “ACORDOS DE OSLO” TRUMP E O FACÍNORA "BIBI" MONTAM NOVA FARSA PARA IMPEDIR A RETOMADA DA LUTA REVOLUCIONÁRIA DO POVO PALESTINO, SOB A POLÍTICA DE "TERRA ARRASADA" EM GAZA


As fotos históricas em si são repugnantes. Na cerimônia de 25 anos atrás, Clinton, Arafat e Rabin celebravam os “Acordos de Oslo” que se mostraram como uma farsa completa para deter a luta revolucionária do povo palestino. Agora, na gestão do reacionário e tresloucado Trump, novamente a bandeira palestina está manchada de sangue pelos chacais ianques e sionistas. A maior ofensiva bélica do gendarme sionista contra o território palestino acaba de ocorrer, deixando milhares de mortos e feridos. A grande questão a decifrar no cenário atual é o que de fato está por trás das aparências, ataques e promessas de novas negociações, já que os atores sociais são praticamente os mesmos e as “negociações” giram em torno do tema do congelamento das colônias sionistas, já rejeitado por Israel. Sem dúvida, estamos vendo uma ação planejada por Trump no marco do esforço por estrangular a retomada da luta revolucionária do povo palestino. Não por acaso, um novo “diálogo”, após o banho de sangue ocorre sob pressão da Casa Branca para criar um “ambiente” mais propício para sua Ópera Bufa. Enquanto teatralizam negociações monitoradas pelos EUA, o sionismo e seu Estado terrorista ataca em todos os terrenos o povo palestino, vide os túneis que o “governo de transição” no Egito destruiu na fronteira com a Faixa de Gaza sob as ordens do Pentágono ou no cerco constante a Síria e ao Hezbollah como parte da guerra que o imperialismo prepara contra o Irã. O que estamos vendo é a tentativa de Trump costurar um acordo mínimo para continuar apresentando a desacreditada ANP como interlocutora legítima do povo palestino, enquanto o Pentágono caça junto com o enclave sionista os grupos da resistência que se opõem a participar da farsa montada pelo Departamento de Estado ianque.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

HÁ 39 ANOS OS SANDINISTAS TOMAVAM O PODER PELA VIA REVOLUCIONÁRIA... HOJE SÃO ACOSSADOS PELA DIREITA PRÓ-IMPERIALISTA, SUA ANTIGA PARCEIRA NA IMPLEMENTAÇÃO DO AJUSTE NEOLIBERAL 


Em meio a "Greve Geral" convocada pela organização de direita "Aliança Cívica para a Democracia e a Justiça", como parte de mais um dos protestos que vem ocorrendo na Nicarágua desde abril voltados a derrubar o governo da centro-esquerda burguesa de Daniel Ortega, lembramos que nesse mês, há exatos 39 anos, em julho de 1979, as colunas guerrilheiras da FSLN entraram em Manágua, consolidando a vitória da revolução popular sandinista sob o comando de Daniel Ortega, o movimento insurrecional responsável por quebrar a espinha dorsal do Estado burguês, derrotando e destruindo o exército nacional bancado pelos EUA. Dias antes, vendo que a derrota era inevitável, o ditador Somoza fugiu para Miami, tendo o abrigo do imperialismo ianque então sob a gestão “democrática” do presidente Cárter. Hoje a Casa Branca patrocina as manifestações reacionárias justamente para colocar no lugar do governo da centro-esquerda burguesa da FSLN um títere diretamente controlado pelo imperialismo ianque. Os Sandinistas estão sendo acossados pela direita pró-imperialista, sua antiga parceira na implementação do ajuste neoliberal. Nesse cenário, a Nicarágua, sob o governo de Daniel Ortega, é alvo de protestos orquestrados pela CIA. Sob o pretexto de combater mais um "ajuste" monetarista da FSLN, setores reacionários da classe média e juventude de direita (uma espécie de MBL brasileiro) estão nas ruas desde abril e agora exigem a sumária deposição dos antigos guerrilheiros, atualmente convertidos ao "Consenso de Washington". Os EUA querem ver fora do governo da Nicarágua, o mais rápido possível, a direção da FSLN. Os motivos são claros, Ortega tenta estabelecer um novo eixo econômico de seu país com a China e Venezuela, naturalmente em uma perspectiva capitalista de desenvolvimento, como tentou no Brasil os governos petistas com os BRIC's. O governo Trump não pode admitir esta "via de competição" no próprio "quintal" do império ianque, por isso impulsiona uma vigorosa campanha logística para derrubar o governo da FSLN, que ameaça se manter no poder central por um longo período histórico. Não nutrimos a menor simpatia política pelo atual governo burguês da FSLN, que "entregou e enterrou" a grande maioria das conquistas da grande revolução armada que derrubou o ditador Somoza em 1979. Desgraçadamente Ortega seguiu os conselhos contrarrevolucionários do Castrismo e negou-se a "transformar a Nicarágua em uma nova Cuba". De lá pra cá, a FSLN converteu-se em uma organização pequeno burguesa, alinhada ao "regime da Democracia dos Ricos", e compondo seu governo de "União Nacional" com setores capitalistas nativos. Porém uma questão é estabelecer a oposição da classe operária ao Sandinismo, outra completamente distinta é lutar contra o governo Ortega na mesma trincheira da reação local e do imperialismo ianque. A melhor forma de comemorar o triunfo revolucionário de julho de 1979 é combater vigorosamente o imperialismo sem abrir mão da ácida crítica programática marxista a esquerda reformista como a FSLN. Este arco político defensor da colaboração de classes ressalta a democracia como valor universal e apresenta o respeito às urnas como “sagrado”, utilizando inclusive esse móvel programático para defender o governo neoliberal de Evo Morales e aconselhar o PSUV de Maduro na Venezuela a seguir a mesma trajetória de capitulação da FSLN na Nicarágua. Como Marxistas sabemos que a profunda degradação política dos Sandinistas teve como "inspiração" os governos do PT, do qual foram diretamente aconselhados (inclusive com assessoria econômica) em mais de uma década de gestão estatal. Se é plena verdade que Daniel Ortega hoje não já não tem o menor traço do antigo guerrilheiro socialista, podemos afirmar o mesmo do "sindicalista combativo" Lula, ambas lideranças políticas corrompidas ideologicamente pelo poder do capital financeiro em suas "gerências" do Estado Burguês. Porém da mesma forma que a reação não poderia tolerar mais de uma década de gestões da Frente Popular no Brasil, com sua política de "compensação social" e conciliação de classes, bastou eclodir com força a crise econômica para que o imperialismo "pautasse" a derrocada do governo petista, impulsionando as "Jornadas de Junho" em 2013. Para entender esse rico processo vamos abordar desde a gênese do Sandinismo, seu ascenso e derrota até o atual retorno de Daniel Ortega a presidência do país, hoje alvo de protestos patrocinados pelo imperialismo.


Em comemoração a esta data histórica analisamos neste artigo minuciosamente tanto a vitória da revolução naqueles memoráveis dias como sua derrota pela via eleitoral quase duas décadas depois devido a política democratizante de sua direção pequeno-burguesa. A Revolução Sandinista foi a última insurreição popular armada vitoriosa a derrotar um governo títere do imperialismo, mas a política da direção reformista estrangulou todas as perspectivas de construir um Governo Operário e Camponês e tornar a Nicarágua um Estado operário em extensão para toda a América Central. Atualmente convertida a um partido da centro-esquerda burguesa e paladina do já falido “Socialismo do Século XXI”, a FSLN voltou a governar o país de pela via eleitoral e de forma completamente adaptada a democracia burguesa, sem grandes conflitos com o imperialismo ianque. Abstrair as lições programáticas dessa derrota em nossos dias é fundamental para a vanguarda militante combater a lógica reformista aplicada na Nicarágua já no final dos anos 80, onde o Sandinismo entregou a revolução em uma eleição burguesa em que previamente estava derrotado pela direita pró-ianque. Após vários anos dessa entrega sem luta, o Sandinismo retornou ao governo nacional pela via eleitoral, porém o regime da Nicarágua já não tem nenhum traço das conquistas revolucionárias de 1979. 

quinta-feira, 12 de julho de 2018

CIRO ACABA DE SER "RIFADO" PELO PSB: GOVERNADOR DE PERNAMBUCO DECLARA APOIO A LULA E OS FERREIRA GOMES SÓ PODEM CONTAR AGORA COM OS SEUS "PRIMOS" DO DEM E PP, A ANTIGA ARENA


O governador de Pernambuco e vice-presidente nacional do PSB, Paulo Câmara, declarou em uma coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, que apoiará incondicionalmente a candidatura do ex-presidente Lula, condenado e preso pela farsesca "Operação Lava Jato" chefiado pelo justiceiro Sérgio Moro, mesmo que o PT insista na candidatura própria ao governo do Estado nas eleições 2018, com o nome da neta de Miguel Arraes, a vereadora de Recife Marília Arraes. O apoio eleitoral ao líder máximo do PT foi declarado após um café da manhã de Câmara com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, no Palácio do Campo das Princesas sede do governo. Foi um duro golpe nas pretensões da candidatura de Ciro Gomes, inquilino do PDT nesta empreitada, que já contava como certa a aliança política com a oligarquia Campos, que controla o estado de Pernambuco há mais de uma década. Os Ferreira Gomes representam as forças mais atrasadas e retrógradas do nordeste brasileiro, uma oligarquia reacionária maquiada de "neodesenvolvimentista" para iludir incautos que não os conhecem. Porém Ciro é atualmente um dos melhores quadros da política burguesa do país, e diante do "vazio de poder" deixado pela rejeição da burguesia nacional ao projeto de colaboração de classes da Frente Popular, cacifa sua candidatura ao Planalto com os pés tanto no campo da reação como no da esquerda "progressista". Tanto é assim que no estado do Ceará, os Gomes que já habitaram até a velha ARENA do regime militar (Ciro e o seu pai Euclides), controlam o PT na figura de seu "mamulengo" político, o governador Camilo Santana. Por sinal, alem do PDT e PT, os Ferreira dominam cerca de dez siglas eleitorais de aluguel somente no Ceará, tudo com a devida aquiescência (muito bem remunerada é claro) das respectivas direções regionais das legendas partidárias. Ao mesmo tempo que tentava comprar o apoio do presidente nacional do PSB, o sicário Siqueira, Ciro "trabalhava" na direção da oligarquia demista(DEM), bastante forte na região e  historicamente aliada aos tucanos, o que teria contrariado os interesses da família Campos e do governador Câmara. Sem o PSB em sua chapa, fica um pouco mais difícil para Ciro convencer uma parte da esquerda social-democrata que sua candidatura tem algum conteúdo "progressista", apesar de uma excelente assessoria política exercida por Mangabeira Unger, um intelectual acadêmico sempre pronto para vender seus serviços a quem possa pagar muito bem. Ciro volta à carga neste momento para não perder a parceria com o PP e o DEM, partidos com que realmente tem grande afinidade ideológica, mas que estão na mira das pretensões do MDB e PSDB. Os Ferreira Gomes sabem muito bem que para viabilizar seu projeto nacional de poder, não basta "alugar" o velho PDT, posto à venda pelo patife Carlos Lupi, e tampouco contar com a simpatia do PT somente no estado do Ceará, graças a "generosidade" do deputado "fominha" José Guimaraes, é necessário demonstrar musculatura junto aos partidos mais tradicionais das classes dominantes e este é o atual desafio de Ciro para vencer. Como um novo "Collor", Ciro tem grandes chances de ser utilizado pela burguesia nacional para defenestrar o PT nesta etapa histórica mundial onde o imperialismo exige um ajuste neoliberal muito duro de todas suas semi-colônias, porém no papel de um "anti-Lula" um novo governo da oligarquia reacionária nordestina não terá muito fôlego, assim com se passou com Collor, logo seria descartado como lixo político, e quem sabe pela própria "Lava Jato", da qual se diz um grande admirador...

quarta-feira, 11 de julho de 2018

ESCÓRIA DE DIREITA TRAVESTIDA DE "ESQUERDA TROTSKISTA": GRUPO TRANSIÇÃO SOCIALISTA (ANTIGA NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO) SEGUE FIRME NO FÃ CLUBE DO FASCISTA MORO, TAMBÉM APOIAM A CANDIDATA VERA DO PSTU À PRESIDENTE, PORQUE SERÁ MESMO?


Que o antigo grupo político "Negação da Negação", agora rebatizado de "Transição Socialista"', não passava de uma "maquiagem borrada" de uma verdadeira horda fascistizante de pequeno burgueses universitários, já não é mais novidade alguma. O grupo juvenil da esquerda revisionista, orientado por um professor da USP, foi excluído das fileiras internacionais do Trotskismo pela organização norte americana dirigida pelo legendário David North (CICI sigla em espanhol), da qual se reivindicava simpatizante. O atual "TS" se lançou desbragadamente na campanha pelo impeachment da presidente Dilma, participando das manifestações em harmonia de "unidade de ação" com organizações da extrema direita como o MBL entre outras similares. Até então seguia a orientação política dos Morenistas (PSTU, CST Etc..) do "Fora Todos", cujo eixo também chegou a ser flertado pela ex-LER (hoje MRT). Porém a direção do PSTU vetou a participação direta da organização nos chamados "atos coxinha", que inundaram a Av. Paulista em 2015 e meados de 2016. O "TS" resolveu seguir o curso da direita dobrando sua aposta: passaram a defender a prisão de todos os dirigentes do PT e incentivar a "República de Curitiba" a agir com "mão de ferro" contra a esquerda, utilizando ações fascistas da Polícia Federal como um bom exemplo a ser aplicado contra Lula. Nesta altura do campeonato, diante do grau de degeneração ideológica do tal "TS", nós da LBI defendemos neste período a exclusão desta horda fascistizante, travestida de "tendência Trotskista", de todos os fóruns do movimento de massas, particularmente da CONLUTAS, controlada a hegemonicamente pelo PSTU. Desgraçadamente a esquerda revisionista (não só os Morenistas) fez "ouvidos moucos" diante da gravíssima denúncia da LBI, e agora assistimos o nome do Trotskismo ser enxovalhado no Brasil por um grupo de vertente fascista como o "TS". Mas a cretinice do PSTU não parou por aí, agora aceitam silentes o apoio do "TS" a candidata do partido à presidência da república,Vera Lúcia, no desespero de ser o único grupo político (que sequer pode ser considerado de esquerda) do país a declinar apoio público a corrida morenista ao Palácio do Planalto. O tremendo isolamento do PSTU no movimento de massas, principalmente após a ruptura intestina de uma fração abertamente social-democrata, o obriga a granjear apoio de uma escória direitista como o "TS", um braço político do justiceiro Moro e sua "Força Tarefa" policial fascista.

terça-feira, 10 de julho de 2018

EM SEU 7º ANIVERSÁRIO BLOG DA LBI ALCANÇA 2,5 MILHÕES DE ACESSOS! VIDA LONGA A ESSA TRINCHEIRA VIVA E MILITANTE DE COMBATE POLÍTICO E IDEOLÓGICO DA IMPRENSA BOLCHEVIQUE TROTSKISTA!


A marca real de 2,5 milhões de acessos alcançada pelo BLOG da LBI ao completar 7 anos de luta política e ideológica é uma “pequena” conquista da imprensa Trotskista em um cenário de ofensiva ideológica antiLeninista. Por essa razão nossa imprensa Bolchevique reafirma as tradições comunistas ortodoxas enquanto a esquerda convertida a democracia burguesa adota até mesmo os símbolos do reformismo como expressão "modernosa" da negação da construção do Partido Leninista regido pelo centralismo democrático como nos ensinou a Internacional Comunista de Lenin e Trotsky. Para os Marxistas Revolucionários os símbolos do comunismo não são uma mera questão de "estética", representam o conteúdo programático de toda uma tradição histórica da classe operária mundial. Esses "neo" sociais-democratas são inimigos mortais do partido de quadros que trama para derrubar o Estado burguês de forma conspirativa e através da violência revolucionária da classe operária em luta direta contra a institucionalidade "democrática". É importante ressaltar que quando lançamos o primeiro artigo em defesa da liberdade dos cinco heróis cubanos presos nos EUA sabíamos que esta iniciativa não era apenas “testemunhal”, mas sim o início de uma série de elaborações programáticas diárias que vem refletindo também uma intervenção militante dos Trotskistas revolucionários na luta de classes. Debutamos encampando a campanha internacional em defesa da libertação dos cinco militantes cubanos encarcerados desde 1998 pelo governo Clinton que estavam defendendo o Estado operário cubano dentro do coração do monstro imperialista ianque. Acompanhamos “pari passu” a cobertura da guerra imperialista contra a Líbia demonstrando que se tratava de uma guerra de rapina para saquear as riquezas deste país semicolonial e eliminar qualquer resquício de oposição às garras do império, ocasião que o Blog da LBI demarcou profundamente posição com o revisionismo canalha que apoiou de modo vergonhoso as investidas genocidas das grandes potências capitalistas em nome da farsante “revolução árabe”. Demos essa mesma batalha na defesa da Síria contra a intervenção da OTAN. O BLOG da LBI vem sendo o principal porta-voz de ácidas polêmicas com outras correntes políticas de esquerda, muitas das quais se tornaram “papagaios” do imperialismo em sua ofensiva contra regimes nacionalistas burgueses, como ontem na Líbia, depois na Síria, Ucrânia e agora contra o Estado operário norte-coreano e a Venezuela de Maduro. No Brasil, o BLOG da LBI foi vanguarda em denunciar o Juiz Moro e a Lava Jato como uma operação montada pela CIA no Brasil para remover o governo da Frente Popular, criminalizar o PT e prender suas lideranças políticas, toda essa estratagema como parte de um plano mais global de criar as condições para o avanço do estado de exceção em nosso país. Fomos a primeira organização política a denunciar o caráter reacionário da chamada “Operação Lava Jato” ainda no final de 2014, quando toda a “esquerda” reformista, particularmente o PT e o revisionismo trotskista declaravam que a farsa levada a cabo pelo Juiz “nacional” Sérgio Moro era um “patrimônio do Brasil no combate a corrupção”. Travamos vivamente com lastro na intervenção concreta na luta de classes e não só no campo “virtual” o combate pela reafirmação da concepção Bolchevique na construção militante do Partido Operário, sendo essa uma tarefa cotidiana titânica que se impõe aos Marxistas Revolucionários nos dias atuais, em pleno Século XXI. A aguerrida equipe de redação do BLOG da LBI, que vem desde julho de 2011 cobrindo os principais fatos da luta do proletariado brasileiro e internacional, tem a honra de ser um fio de continuidade da luta pela Reconstrução da IV Internacional, seguindo dentro de nossas modestas forças os ensinamentos políticos e teóricos que nos deixaram Marx, Engels, Lenin e Trotsky. Em uma conjuntura onde as comunicações on-line (Face, Zap) controladas em última medida pelo imperialismo e seus órgãos de informação como a CIA e a NSA servem fundamentalmente para expor vaidades, superficialidades e o vazio artificialmente “glamoroso” da vida no capitalismo alimentando os valores contrarrevolucionários do individualismo e a cultura do consumo e alienação de massa, o BLOG da LBI vem pontuando de forma profunda mas concisa as principais posições Marxistas. Nesse aniversário de 7 anos, agradecemos todos nossos leitores por ano após ano garantir esta marca histórica, acessando os dois endereços eletrônicos do blog tanto através do http://www.lbiqi.org/ como do https://lbi-qi.blogspot.com/, fazendo que nossos artigos sejam uma referência programática e ideológica na luta pela Revolução Comunista, ajudando a forjar um pequeno porém sólido núcleo Leninista em nosso país que rema contra a maré da adaptação a democracia burguesa e a política de colaboração de classes da Frente Popular! Vida Longa ao BLOG da LBI! Viva os 2,5 Milhões de acessos!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

MORO, SUA MÁSCARA CAIU, AGENTE DA CASA BRANCA E DA CIA: LBI FOI A PRIMEIRA ORGANIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA QUE DENUNCIOU A “LAVA JATO” COMO UMA FARSA JURÍDICO-POLICIAL PARA CRIMINALIZAR O PT E CONJUNTO DA ESQUERDA


Os últimos acontecimentos em torno da manutenção da prisão de Lula na sede da PF em Curitiba, onde as mais elementares formalidades jurídicas foram desrespeitadas para manter o dirigente petista na cadeia dão plena razão a LBI que foi a primeira organização da esquerda a denunciar o Juiz Moro e a Lava Jato como uma operação montada pela CIA no Brasil para remover o governo da Frente Popular, criminalizar o PT e prender suas lideranças políticas, toda essa estratagema como parte de um plano mais global de criar as condições para o avanço do estado de exceção em nosso país. A LBI foi a primeira organização política a denunciar o caráter reacionário da chamada “Operação Lava Jato” ainda no final de 2014, quando toda a “esquerda” reformista, particularmente o PT e o revisionismo trotskista declaravam que a farsa levada a cabo pelo Juiz “nacional” Sérgio Moro era um “patrimônio do Brasil no combate a corrupção”. Na época a presidente Dilma Rousseff chegou a declarar “Eu acho que as investigações da Lava Jato podem mudar, de fato, o Brasil para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai se acabar com a impunidade. Mudará para sempre a relação entre a sociedade brasileira, o Estado brasileiro e a empresa privada porque vai acabar com a impunidade. A questão da Petrobras é uma questão simbólica para o Brasil. É a primeira investigação efetiva sobre corrupção no Brasil que envolve segmentos privados e públicos. A primeira. E que vai a fundo” (11.2014). PSTU, MRT, setores do PSOL também saudavam os “feitos moralizadores” da “República de Curitiba”. Enquanto a cúpula petista, particularmente o staff dilmista, apoiava a operação jurídico-policial engendrada pelo imperialismo ianque para acabar com a Petrobras e as empreiteiras nacionais, nossa corrente política em voz solitária denunciava que o Moro havia sido formado pelo Departamento de Estado ianque e a CIA para inicialmente perseguir o PT e depois desmoralizar o conjunto do tecido político burguês do país para edificar um novo regime político, sendo a ponta de lança de um estado de exceção no Brasil com fortes traços Bonapartistas. Na verdade, esse combate político revolucionário esgrimido por nossa pequena corrente trotskista veio desde o julgamento do chamado “Mensalão”, quando o STF sentenciou a prisão dirigentes históricos do PT sob o silêncio cúmplice de Dilma e Lula. Dirceu, Delúbio e Genoino foram acusados de serem os “maiores corruptos do Brasil” quando é sabido que o sistema de “comissões” (propinas como é popularmente conhecido) rege as transações do Estado brasileiro desde o início da República burguesa, sendo o PT o partido que estipulou os menores percentuais nas negociadas com grandes empresas e empreiteiras que estabeleciam contratos com a União. Todos os principais textos elaborados pela direção nacional da LBI do final de 2014 até hoje, fazem parte dessa vigorosa denúncia hoje copiada amplamente pela esquerda depois de ficar claro que a Operação Lava Jato foi um movimento do imperialismo para desmoralizar o conjunto do tecido político burguês do país, combate inclusive que está registrado no livro publicado no final de 2016, com uma coletânea de artigos elaborados desde 2014.

Livro lançado pela LBI com artigos de denúncia da
"Operação Lava Jato" desde 2014

sábado, 7 de julho de 2018

07 DE JULHO DE 1912, 106 ANOS DO FLA X FLU: COMEMORANDO O MAIOR CLÁSSICO DO FUTEBOL BRASILEIRO EM TEMPOS DA MAFIOSA COPA DA FIFA


O artilheiro Doval, ídolo das duas torcidas,
o oposto do mercenário Neymar

O mais importante dramaturgo brasileiro nasceu em Recife, 23 de agosto de 1912, pouco depois do primeiro clássico entre Flamengo e Fluminense (7 de julho), que acabou de completar 106 anos. Estamos falando de ninguém mais do que Nelson Rodrigues, o “anjo pornográfico” como ele próprio se intitulava em razão de sua obra arrasadora, embora não-revolucionária, dos costumes da sociedade burguesa de sua época. Quando criança mudou-se para o Rio de Janeiro com a família. No bairro carioca de Aldeia Campista que Nelson Rodrigues começou a dar os primeiros passos em direção a consagração de suas geniais crônicas e peças teatrais que esmiuçavam acidamente a tradicional família de classe média das décadas iniciais do século XX. Como “escola” foi beber na fonte os dramas em seu bairro: as vizinhas alcoviteiras de janela, as solteironas ressentidas, as viúvas tristes, os ciúmes de seu pai com relação à sua mãe, as tragédias familiares, a vida nos prostíbulos, a morte etc., ou seja, versava por toda a “podridão” da classe média urbana. A paixão pelo futebol, o Fluminense, nasce já na infância. Escreveu textos memoráveis acerca da mística em torno do glorioso “Fla-Flu”, os quais foram a pedra de toque para popularizar a senda dos dois clubes rivais e a tensão do maior clássico do futebol brasileiro. Contudo, a obra deste grande personagem do século XX foi aquela que percorreu a crônica dos costumes e da moral vigente dentro da sociedade patriarcal-oligarca de tal forma que escandalizava todos os falsos moralistas de direita de plantão. Mas, quem foi este gênio conservador, em sua trajetória pessoal e familiar, que criticava os nacional-desenvolvimentistas e defendeu o golpe militar de 1964? Um reacionário como ele próprio se autodenominava!

quinta-feira, 5 de julho de 2018

PCO...DO “FORA LULA” PARA SUBLEGENDA DO PT: CORRUPÇÃO POLÍTICA E MATERIAL PROVOCA GIRO À DIREITA E TRANSFORMA CAUSA OPERÁRA EM ABRIGO PARA CARREIRISTAS E OPORTUNISTAS


A LBI vem denunciando ano após ano o processo que acabou por transformar o PCO em uma legenda de aluguel sem critérios para filiar militantes e entregar o controle dos diretórios para carreiristas. Agora mais recentemente assumiu o papel oficial de sublegenda do PT. O mais impressionante é que em 2004, o mesmo PCO definia desta forma o governo da Frente Popular: “Lula: presidente dos banqueiros...PT é fachada para a burguesia (Jornal Causa Operária - Agosto/2004)... Em 2018 a sigla é a mais fiel impulsionadora da campanha de Lula presidente, sendo essa guinada escandalosa obviamente justificado por Rui Pimenta pela “dedicada luta do PCO contra o golpe e a direita”... Alguém acredita? Em um claro processo de adaptação à Frente Popular, o grupo em nome de “combater a direita” acabou por tornar-se um defensor incondicional da política de colaboração de classes do petismo. Chegou ao ponto de criticar as correntes de esquerda que denunciavam o ajuste neoliberal do governo Dilma e seu ministro rentista Joaquim Levy, acusando-as de “fazerem o jogo da reação burguesa”. Com o Golpe Parlamentar, defendeu a “anulação do impeachment pelo STF”, ou seja, que as próprias instituições burguesas golpistas recolocassem Dilma no Planalto. Depois agitou a escandalosa bandeira do “Volta Dilma”. Causa Operária usou a denúncia do golpe parlamentar para transformar-se em paladina defensora da democracia burguesa, integrando a frente "Todos pela Democracia!" com PT, PCdoB, PDT... Montada nas verbas milionárias do Fundo Partidário, um instrumento de corrupção material que o Estado burguês utiliza para cooptar e domesticar a esquerda, Causa Operária que antes lançava candidaturas próprias a presidente e atacava duramente o PT, chegando a denunciar Lula como o “presidente dos banqueiros” agora é parte integrante orgânica da Frente Popular, coligando-se com o PT em várias cidades. Quando escrevemos em nosso Blog acerca da degeneração ideológica do PCO, diante dos pequenos “favores” materiais da Frente Popular, muitos ativistas acharam um certo “grau de exagero” de nossa parte, afinal rompemos com este grupo há mais de vinte anos mas poderia existir alguma espécie de ressentimento da direção da LBI. Tratamos de explicar pacientemente a vanguarda que a brusca mudança política do PCO na direção do apoio a Frente Popular não se tratava de mero “equívoco político” e sim uma inflexão oportunista com fortes bases materiais (financeiras). Agora fica mais claro que para o PCO a política de esquerda também é um bom balcão de negócios, reproduzindo a mesma prática corrompida do PT, PCdoB, PDT e afins. Nos últimos anos o PCO passou a abrigar um pequeno leque de carreiristas políticos assim como oportunistas sindicais do PT e outras siglas ligadas a Frente Popular. Noticiamos vários casos. Nas eleições municipais em 2004 resolveu "ceder" literalmente sua legenda em cidades onde não tinha representação alguma militante. Alugou sua legenda inclusive para próceres do regime militar, recém saídos do PFL, como o candidato a prefeito de Fortaleza, Antonio Vidal. Inquilino da legenda do PCO, Vidal passou a utilizar seu tempo na TV para favorecer o candidato a prefeito do PFL (hoje DEM), o fascista delegado de polícia e deputado federal Moroni Torgan. O escandaloso “feito” do PCO em Fortaleza não foi o único no país, vale recordar ainda que o PCO chegou a coligar-se em Contagem (MG) como PMDB e no Recife (PE) com o Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Tal apoio a partidos da burguesia foi contestado posteriormente pelo Sr. Pimenta na justiça eleitoral, como se pudesse com este recurso legal ocultar o caráter menchevique e oportunista do partido. Uma organização que se diz operária e que permite a entrada em seus quadros de elementos diretamente ligados ao regime da tortura e da repressão, deve ser tratada como uma pústula política corrupta. Em 2016, depois de alugar sua legenda para um empresário milionário em Jaboatão dos Guararapes, o PCO expandiu seus negócios de “franquia política” para a cidade vizinha, Recife, capital do Estado de Pernambuco. Lançou como candidato do partido o guarda municipal Carlos Pantaleão, que depois de apoiar a candidatura do então petista João Paulo a prefeito no segundo turno, acabou migrando para o PSOL, gerando uma completa desmoralização em Causa Operária! O certo é que o processo de degeneração ideológica do PCO avançou a passos largos. Agora tomamos conhecimento que essa “amplitude” chegou ao ponto de acolher políticos burgueses oriundos do PDT! A mais recente “aquisição” de Rui Pimenta foi o ex-prefeito de Embu das Artes, cidade do interior paulista, Nivaldo Orlandi. Ele foi gestor municipal entre os anos de 1983-1988 pelo PDT de Brizola, voltando a concorrer ao cargo de prefeito em 2016 pelo mesmo partido burguês. Sua “vocação” para gestor dos negócios da classe dominante local é mais que evidente. O “detalhe” é que PDT de Brizola não é nem de longe o PDT controlado por Carlos Lupi, que Nivaldo Orlandi estava abrigado literalmente até ontem, como podemos ver em seu Facebook. Trata-se de um partido fisiológico nas mãos de picaretas sem nenhuma história de luta, como Lupi e seus comparsas mafiosos, uma sigla oca ultracorrompida que nada tem a ver com o velho nacionalismo burguês de Brizola e Darcy Ribeiro. Essa mudança ao longo das décadas não impediu de Orlandi pleitear em 2014 junto ao mafioso Lupi em ser indicado para assumir a Superintendência da Delegacia Regional do Trabalho no Paraná, onde também desenvolveu atividade partidária durante o governo Dilma. Apesar de toda essa trajetória de um evidente picareta político corrupto, o PCO não se fez de rogado e integrou o decante oportunista ao partido, promovendo em Embu das Artes a “Universidade Aberta Leonel Brizola”. Em resumo, Causa Operária passou a patrocinar na cidade “cursos” não sobre Marx, Lenin e Trotsky, mas enaltecendo a figura do caudilho burguês que no 1º turno das eleições presidenciais de 1989 combateu duramente a própria candidatura do PT taxando-o de “sapo barbudo” para assustar a burguesia enquanto a militância petista denunciava sua condição de latifundiário burguês entoando palavras de ordem como “Ola, Ola, Ola, fazer reforma agrária na fazenda do Brizola”. Agora em julho o PCO realizou uma “conferência municipal” em Embu das Artes, na verdade um comitê eleitoral comandado por Orlandi, onde afirma “Participaram mais de 50 pessoas, de diversos setores da luta popular como sindicalistas, estudantes, ex-prefeito e vereadora, representantes do MTST e de partidos de esquerda, como o PCO, PT e PDT... O panorama sobre a importância da mobilização popular foi constantemente ressaltado por todos, ‘os candidatos falam sempre em eleição, mas esquecem que o Lula está lá preso’ destacou o companheiro Nivaldo Orlandi, do PCO. (CO, 01.07). Esse parece ser é o arco eleitoral que Causa Operária espera unir-se para as eleições de 2018. Triste fim de uma corrente que um dia foi expressão da luta contra a Frente Popular e o revisionismo do Trotskismo!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

TEMER VAI ENTREGAR EMBRAER PARA A BOEING E O IMPERIALISMO IANQUE: PELA REESTATIZAÇÃO SOB O CONTROLE DOS TRABALHADORES! ORGANIZAR A GREVE COM OCUPAÇÃO PARA BARRAR A OPERAÇÃO NEOLIBERAL!


O governo golpista de Temer deu hoie aval para a entrega da Embraer para a Boeing, criando duas empresas: uma comercial e outra no setor de defesa. Trata-se de entregar diretamente ao imperialismo ianque todo o esforço de desenvolvimento tecnológico em um setor estratégico para a defesa e soberania nacional. Além disso, estão em risco cerca de 16 mil empregos nas três unidades produtivas no país: São José dos Campos, Araraquara e Botucatu, todas no estado de São Paulo. Esta sendo negociado passar o controle sobre o parque produtivo e tecnológico brasileiro a interesses do imperialismo ianque. No caso, esses interesses são representados pela gigantesca empresa norte-americana Boeing, produtora de aviões civis e grande fornecedora das necessidades do Estado norte-americano, mais precisamente do Pentágono em matéria aeroespacial. Em 1994 ocorreu a privatização da Embraer pelo governo Itamar Franco, uma gestão de pacto social parida com o impeachment de Collor. A perda do controle estatal jamais afastou o governo dos negócios da Embraer que continua a depender fortemente das encomendas no setor de defesa e dos financiamentos que o BNDES proporciona as empresas e compradores dos jatos executivos e aeronaves comerciais de todo o mundo. Além disso, o governo possui uma ação especial chamada Golden Share que confere o direito a veto em certas circunstâncias como a da mudança de controle, exatamente o caso atual, mas obviamente o golpista Temer aprovou a entrega. Devemos lutar pela reestatização da Embraer sob o controle dos trabalhadores, os sindicatos precisam desde já convocar a resistência operária a operação neoliberal em curso!

terça-feira, 3 de julho de 2018

HÁ 04 ANOS ATRÁS, EM PLENA COPA DA MAFIOSA FIFA, LBI ORGANIZOU PROTESTO PELA LIBERDADE DOS PRESOS POLÍTICOS NA COLÔMBIA E NO BRASIL: ESSA TAREFA SE MANTÉM PLENAMENTE VIGENTE NOS DIAS ATUAIS!

  
Em 2014, durante a realização da Copa da mafiosa FIFA no Brasil, a LBI organizou um importante protesto exigindo a liberdade dos presos políticos na Colômbia e no Brasil. Passados 04 anos, essa tarefa se mantém plenamente vigente nos dois países. No Brasil, naquele momento nascia a famigerada Operação “Lava Jato” em pleno governo Dilma, uma caçada jurídico-policial reacionária que acabou por colocar Lula na prisão, além de ter pavimentado o golpe parlamentar de 2016 contra a gestão da centro-esquerda burguesa comandada pelo PT. Por sua vez na Colômbia o governo de Manoel Santos, que assassinou e prendeu vários dirigentes das FARC, levou a frente com a direção da guerrilha um “processo de paz” apoiado pelo imperialismo ianque que desembocou na vergonhosa deposição das armas e na transformação da FARC em um domesticado partido legal da ordem burguesa. Essa capitulação vergonhosa da guerrilha não impediu que diversos de seus dirigentes fossem presos, como o camarada Jesús Santrich, que foi encarcerado em abril de 2018. Para reforçar esse combate nos dias atuais publicamos hoje o artigo elaborado pela LBI em 2014, reforçando o chamado a todas as organizações políticas a somarem-se na campanha internacionalista pela liberdade imediata dos presos políticos no Brasil e na Colômbia!  

LBI ORGANIZA COMBATIVO PROTESTO INTERNACIONALISTA CONTRA A PRESENÇA DO GENOCIDA SANTOS EM FORTALEZA
(Artigo publicado pelo Blog da LBI, 04 de julho de 2014)

A militância da LBI organizou um pequeno, porém corajoso, ato político contra a presença do presidente da Colômbia em Fortaleza, o recém reeleito genocida Manuel Santos, antes da partida de futebol contra a seleção do Brasil na Copa da FIFA realizada neste dia 04/07. Rompendo o ostensivo bloqueio de segurança imposto pelo aparato de repressão montado pelo Estado colombiano com o apoio da CIA na capital cearense, foi aberta uma faixa da LBI em frente ao hotel onde se hospedaram os membros da comitiva oficial do governo Santos. Diante da completa covardia das organizações de esquerda que se reivindicam em oposição ao evento mundial da mafiosa FIFA (PSOL e PSTU), que optaram por se concentrar a quilômetros de distância do facínora (no bairro alencarino da Parangaba), o núcleo revolucionário chegou inclusive muito próximo ao ônibus da seleção colombiana, gritando palavras de ordem para denunciar as prisões políticas que ocorrem tanto na Colômbia como no Brasil. Em meio à “ousadia” da LBI e ativistas independentes, logo foi acionado o imenso aparato policial do governo Dilma (inclusive com tropas das FFAA) que imediatamente chegou ao local com blindados e helicópteros para reprimir a combativa atividade internacionalista.

Jesús Santrich, dirigente das FARC,
 preso em 2018 após os "Acordos de Paz"

segunda-feira, 2 de julho de 2018

VITÓRIA DE OBRADOR NO MÉXICO: ENQUANTO O CENTRISMO “CLÁSSICO” (CMI/ALAN WOODS) CHAMOU O VOTO NO NACIONALISMO BURGUÊS, O CENTRISMO DE “ESQUERDA” (PTS/MRT) TEVE VERGONHA DE PUBLICITAR O VOTO NULO


Andrés Manuel Lopez Obrador, mais conhecido como AMLO, ganhou as eleições presidenciais no México ocorridas neste domingo, 1º de Julho. Depois de ser alvo de duas fraudes eleitorais o representante do nacionalismo burguês conquistou o posto de gerente dos negócios da burguesia. Ele disputou pela terceira vez a presidência depois de “perder” o governo central primeiro para o PAN de Fox e depois para o PRI do atual presidente Peña Nieto. Obrador desta vez apostou no “revezamento de partidos” da democracia dos ricos, não se cansando em afirmar que acreditava em “eleições limpas e transparentes”, patrocinando entre os trabalhadores ilusões nesse regime bastardo. Ele inclusive apontou que como Lula no Brasil tentou três vezes ser presidente e conseguiu, seria a vez do México “seguir o exemplo” do Brasil em nome da estabilidade da ordem burguesa. Trata-se de uma opção da burguesia mexicana depois do completo esgotamento do regime político burguês em bancarrota. Os revisionistas do Trotskismo se dividiram nesta eleição. O centrismo “clássico” agrupado em torno do Corrente Marxista Internacional (CMI) de Alan Woods chamou abertamente o voto em AMLO com o slogan de “Vote e lute contra a direita e o capitalismo”, ou seja, buscou diluir o caráter burguês da candidatura do MORENA, um racha a esquerda do PRD, usando a surrada fórmula de “unidade contra a direita”. Nesse sentido, assim como a CIT (LSR no Brasil), praticamente não denunciaram o programa de conciliação de classes de Obrador em nome de garantir sua vitória eleitoral. Por sua vez, o centrismo de “esquerda” agrupado no PTS, PO e LIT teve vergonha em publicitar o chamado ao voto nulo. O exemplo mais vergonhoso dessa posição foi o MTS (satélite do PTS argentino) que se anulou completamente no processo político, limitando-se a fazer uma campanha eleitoral barrial em torno das vereadoras Sulem Estrada e Miriam Hernández do Distrito 32 de Coyoacán sem dar nenhum combate político em âmbito nacional contra a centro-esquerda burguesa representada por Obrador. O MRT no Brasil faz o mesmo com relação a candidatura de Boulos pelo PSOL, não se delimitando com seu programa frente populista para não se chocar com a pequena-burguesia que apoia uma candidatura que é um braço auxiliar do PT. Como se observa trata-se de uma política de capitulação internacional da FT em relação ao reformismo. O PO foi no mesmo sentido, Altamira escreveu um longo artigo “analítico” em que não expressa nenhuma posição eleitoral, a LIT fez o mesmo! Em resumo, esse arco centrista não enfrentou a onda frente populista que sacadiu o México nestas eleições. Ao contrário desses farsantes, declaramos que o pacto estabelecido por Obrador com a burguesia pela estabilidade do regime político levando a sua vitória eleitoral colocou como necessidade imperiosa a construção de uma direção revolucionária à altura da situação que o país se encontra. Forjar um partido autenticamente comunista, operário e internacionalista oposto aos atalhos patrocinados pelos revisionistas do trotskismo em todas as suas variantes que atuam como uma sombra de Obrador é uma necessidade fundamental da vanguarda classista mexicana. Longe de avalizar a política de colaboração de classe é preciso construir uma ferramenta revolucionária que se oponha pelo vértice a esse curso de colaboração de classes. Arrancar os sindicatos das mãos das corruptas máfias e da nefasta influência do PRD e de Obrador, do “Morena” e seus satélites é parte fundamental da tarefa histórica dos marxistas revolucionários neste momento em que se anuncia um “novo governo” de centro-esquerda burguesa.

domingo, 1 de julho de 2018

UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS: SÍMBOLO DO TROTSKISMO REVOLUCIONÁRIO VERSUS INSÍGNIA DA SOCIAL-DEMOCRACIA DE ESQUERDA, COPIADO COMO DEFERÊNCIA AO "PODEMOS" ESPANHOL...


Um velho pensamento chinês, atribuído ao filósofo Confúcio, afirma que: "Uma imagem vale mais do que mil palavras". Não teria melhor definição a decisão política do grupo do PSOL ex-MAIS, atual RESISTÊNCIA, de adotar um ícone "pós-moderno", ainda por cima copiado em deferência a uma organização social-democrata de esquerda, o "PODEMOS" do Estado Espanhol. Para os Marxistas Revolucionários os símbolos do comunismo não são uma mera questão de "estética", representam o conteúdo programático de toda uma tradição histórica da classe operária mundial. Ao adotarem um "logo" totalmente estranho a esta tradição, o grupo Resistência não está simplesmente "inovando" os símbolos comunistas, como podem pensar alguns ingênuos e outros não tão tolos assim, o ex-MAIS decidiu romper com esta tradição comunista simbólica não só na imagem mas sim em sua própria plataforma programática e ideológica. Quando decidiram sair do PSTU/LIT, há dois anos atrás, o ex-MAIS publicitou para sua militância de base que se manteriam no marco do Trotskismo e que jamais ingressariam no PSOL, uma caricatura deformada de um verdadeiro partido leninista. Nós da LBI, logo caracterizamos a real dinâmica ideológica do grupo e fizemos um prognóstico que agora se consumou por completo com a adoção do ícone da social-democracia para a Resistência psolista. 

Insígnia do PODEMOS espanhol
É verdade que a metamorfose política dos seguidores do prof. Valério não aconteceu da noite para o dia, foi se gestando no interior do próprio PSTU, que no interior da LIT é uma de suas seções mais despreparadas programaticamente. O tênue Morenismo de Valério e Waldo, dois dos dirigentes mais antigos da LIT, logo se dissipou em um mix de ecossocialismo do SU(Secretariado Unificado da IV internacional Mandelista)/ PSOL e social-democracia de esquerda do tipo do PODEMOS e Syriza grego. Porém o que nos chama atenção é o silêncio passivo da "família Morenista" em relação a decomposição ideológica do ex-MAIS, PSTU e CST não se sabe bem se por diplomacia política, covardia teórica ou identidade longínqua raramente polemizam com o prof.Valério, e quando o fazem (no caso o PSTU) é por motivos de antigas posições ainda assumidas no interior da LIT e que ao nosso entendimento não são mais válidas para se travar uma crítica, ao contrário de suas posições oportunistas vigentes hoje no seio do PSOL. Como a Resistência, agora formalmente abdicou da condição de uma organização Leninista, adotando o Trotskismo "light" como uma modalidade "cult", a exemplo do SU, podemos afirmar com absoluta convicção que sua "impressionante" dinâmica ideológica atrai um grande setor da militância do PSTU, que considera o Marxismo Leninismo um fardo muito pesado para o partido carregar, ainda que formalmente. Como nos ensinou o "velho" Trotsky: "A luta de classes depura naturalmente, ainda que com seu passo lento, os oportunistas mencheviques dos bolcheviques leninistas".

Publicação da LBI sobre o MAIS lançada em julho de 2017

sexta-feira, 29 de junho de 2018

QUANTO O PCO "EMBOLSOU" PARA DEFENDER DESCARADAMENTE FERNANDO PIMENTEL, CARRASCO DOS PROFESSORES E DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MINEIRO?


O PCO, já não é mais nenhuma novidade, metamorfoseou-se de uma organização da esquerda "radical" trotskista para uma tendência externa do petismo, de uma forma abrupta e sem mediação política alguma. São hoje uma espécie de "MR8 do PT", para os mais jovens que não conheceram o MR8, este foi uma combativo grupo guerrilheiro que protagonizou (de forma exitosa na parceria com Carlos Marighella) em 1969 o heróico sequestro do embaixador norte-americano no Brasil em troca da libertação de vários presos políticos que estavam sendo torturados regime militar. Pois bem, o MR8 passou de uma aguerrida e corajosa organização comunista para uma tendência externa do PMDB, raivosos defensores de figuras corrompidas como os ex-governadores Orestes Quércia e Moreira Franco e do próprio ex-presidente Sarney, foram por muitos anos conhecidos como os "bate-paus" do PMDB sempre dispostos a executarem as tarefas mais "sujas", em troca é claro de uma "generosa" contribuição da burguesia dita "progressista". Em pleno governo Dilma, o PCO como um camaleão político, passou do "Fora Lula" defendido por eles em 2006 na crise do "Mensalão", para um "Amamos Dilma" a partir de 2010 em diante. Obviamente o "cavalo de pau" político do PCO teve uma base material, assim como o do antigo MR8, primeiro foram as "gordas" verbas do Fundo Partidário, facilitadas pela influência do primeiro governo Dilma na Corte Eleitoral (TSE), depois vieram diretamente as verbas de empresas estatais e agora com o defenestramento do PT se alimentam das "sobras" da campanha "Lula Livre". No início da guinada do PCO tudo era justificado pela camarilha do Sr.Pimenta em nome da luta "contra a direita", pois a luta de classes propriamente dita tinha subitamente desaparecido para estes senhores. Depois com o advento do golpe parlamentar, a palavra de ordem de "Volta Dilma" ganhou as manchetes do jornal Causa Operária, nenhuma referência ao duro ajuste neoliberal implementado pelo ministro Levy e muito menos as privatizações levadas a cabo em pleno governo da Frente Popular. Mas se a defesa intransigente das medidas de "ajuste" do governo Dilma eram insuficientes para garantir mais verbas para o "guloso" PCO, este também se transformou no paladino da colaboração de classes, atacando violentamente todas as organizações de esquerda que criticassem o reformismo do PT e a política de paralisia da CUT. Para aqueles que pensavam que o "fã clube" dos poucos seguidores "rentados" do PCO se limitava a bajulação de Lula e Dilma, agora ultrapassaram qualquer fronteira de classe ao defender a "segunda linha" da burocracia petista, como o atual governador, Fernando Pimentel: o carrasco dos professores e funcionários públicos de Minas Gerais. No site do PCO (29/06) pudemos "descobrir" que Pimentel que governa seu estado com um arco da pior escória burguesa possível é um homem de "esquerda: "Na realidade, a forte ligação com o período Dilma só prova, mais uma vez, o real teor da perseguição contra Pimentel: uma perseguição política que objetiva exterminar toda a esquerda brasileira" (site do PCO). A pergunta que logo vem à cabeça de todo militante classista, não só o mineiro, é a seguinte: quanto o PCO embolsou para virar capacho de um governador que reprime violentamente as lutas dos trabalhadores? Deixemos que o próprio Rui Pimenta responda, se é que tem hombridade para assumir a podridão política em que submergiu sua organização, ainda que mascarando a corrupção do PCO com a surrada cantilena que seu asqueroso apoio a Pimentel se justifica para "combater o golpista Aécio Neves"...