sábado, 23 de julho de 2016

RACHA NO PSTU OU A SAÍDA ANTECIPADA DA “COMISSÃO DE FRENTE” PARA AGUARDAR O RESTANTE DO BLOCO NO INTERIOR DO PSOL?  O AVISO DA “RUPTURA AMISTOSA” É CLARO: SE NÃO NOS SEGUIREM VÃO ACABAR COMO UMA SUICIDA “SEITA ESQUERDISTA”! 


O PSTU e uma fração significativa do partido acabam de anunciar simultaneamente, uma separação "amigável" em suas fileiras. Trata- se do rompimento da antiga TI que agora passa a se autodenominar demagogicamente de “Arrancar alegria ao futuro”, como se o belo poema que Maiakovski escreveu há noventa anos atrás em homenagem a um amigo que se matara no final de 1925, pudesse traduzir a política de completa adaptação a democracia burguesa dos signatários do manifesto da “nova” organização sugerida, já iniciam seu trajeto com mais uma fraude! O pano de fundo que fez com que Valério Arcary protagonizasse o “racha”, após anos de sua letargia acadêmica, foi estritamente a política nacional do PSTU, ao mesmo passo que declaram “fidelidade” integral ao programa da LIT e os pressupostos “teóricos” do Morenismo. Pelo menos por este período os “alegres dissidentes” não devem esboçar grandes divergências com a política contrarrevolucionária que endossou a derrubada da antiga URSS e apoiou freneticamente as “revoluções democráticas” promovidas pela OTAN contra os governos nacionalistas da Líbia, Síria e Ucrânia. No breve futuro Valério e seu bando de oportunistas manifestarão algumas discrepâncias pontuais com a velha matriz fundada em 1982, ao mesmo estilo praticado pelo grupo de Luciana Genro(MES) ou também pelo PTS argentino. Porém não podemos lhes quitar alguma razão de sua nacional “alegria”, afinal se livraram do que consideram um “estorvo sectário”, o PSTU e sua fracassada guinada em direção a “revolução democrática” no Brasil, o “Fora Dilma!”. Como o script da fórmula Morenista não conseguiu se enquadrar na realidade nacional, pelo simples fato da Frente Popular ainda acumular um enorme prestígio político no seio do movimento de massas, o PSTU caiu em “desgraça” ao não acompanhar o parceiro PSOL em sua inflexão na defesa do governo Dilma em relação ao golpe parlamentar sofrido pelo PT. Por outro lado, o refluxo das gigantescas manifestações reacionárias contra o governo, deixando exclusivamente nas mãos da máfia peemedebista e da “República de Curitiba&PF” a tarefa de defenestrar Dilma, colocou o PSTU em uma encruzilhada fatal: ou seguiam com a extrema direita no “Fora Dilma” (como os parentes MRS, MNN e CST) ou se aproximavam da posição oportunista do PSOL, como não fizeram nenhuma coisa nem outra a luta de classes lhe cobrou um alto preço. É claro que existia outra alternativa já apontada pela LBI desde o início da ofensiva direitista no início de 2015, convocar as massas para derrotar a sanha neofascista dos “coxinhas do Lula no xadrez” e ao mesmo tempo manter de pé o combate de classe ao ajuste neoliberal aplicado pelo governo Dilma contra os trabalhadores. Mas para os revisionistas do PSTU adotarem uma linha justa e se contraporem as enormes pressões dos dois campos burgueses em confronto aberto, era algo muito distante em função de suas próprias limitações programáticas, gerando no seu intestino uma fração mais “decidida”. Para os seguidores do manifesto que vislumbram um “futuro eleitoral” seria impensável esboçar um distanciamento político (ainda que parcial e temporário) da principal fonte de votos da “esquerda” que se tornou o PSOL, e ainda por cima carregar a pecha de terem colaborado com o Golpe Institucional que destituiu Dilma. A “nova” organização surge com um estandarte principal: manter estrategicamente viva a “frente de esquerda” entre o PSOL, PSTU e PCB, bandeira que vinha sendo ameaçada pela direção majoritária do PSTU. No bojo das críticas da “falsa alegria” não faltaram alusões a postura também “sectária” da CONLUTAS, considerada pelo “racha” como um mau exemplo de frente única que deveria ter sido implementada com a burocracia sindical da CUT, como nas fileiras de adesão à ruptura encontram-se os diretores do Sintro-Ceará (rodoviários), um amálgama de tradicionais pelegos que se converteram a “esquerda” para ganhar as eleições sindicais, desconfiamos seriamente que as lideranças sindicais dos “alegres” sejam ainda piores do que as do PSTU. Em resumo para não cansar nossos leitores no que já se delineia com bastante clareza, o grupo de dissidentes do PSTU que saiu do partido com “tamanha polidez” parece fazer um movimento preventivo de preservação do Morenismo no Brasil, uma espécie de aviso aos que permanecem no partido: Ou mudam de posição e passam a remar novamente no caudal eleitoral do PSOL, ou se tornarão uma “seita esquerdista e suicida”, como os Morenistas costumam caracterizar desqualificando a esquerda revolucionária e principista. A previsível trajetória do “novo” agrupamento que sai do PSTU já foi traçada há pouco tempo por outra corrente parental, o NOS, não por coincidência surgida com a mesma plataforma de crítica ao “sectarismo” para logo depois orientar silenciosamente a filiação de seus militantes ao PSOL. Para os incautos que nutrem alguma ilusão nos “eufóricos” prognósticos do Prof. Valério, afirmamos em sintonia com o “velho maestro” Trotsky: “Sempre falar a verdade as massas por mais amarga que esta pareça ser”.

Apesar da LBI ser adversária programática do PSTU, não temos o que comemorar, não estamos “alegres” com o “racha” ocorrido, porque caracterizamos que a dinâmica política do bloco comandado por Valério Arcary busca atacar o que, mesmo tenuemente, ainda existia de progressivo nesse partido: a defesa formal do leninismo e do centralismo democrático, a necessidade em sí da construção de um partido revolucionário bolchevique para a revolução socialista que pretende ser substituído por uma amalgama social-democrata à sombra do PSOL. Por trás das críticas pontuais “corretas” à linha de adaptação a ofensiva direitista da direção majoritária Morenista, reside uma profunda adaptação à Frente Popular e principalmente a defesa da “democracia” burguesa nos marcos institucionais do parlamento. Ainda assim é sintomático que os “alegres” que até ontem defendiam a linha oficial morenista com unhas e dentes agora para se delimitarem com a direção do PSTU tenham copiado literalmente todas as postulações que a LBI vinha fazendo no terreno nacional há tempos. Segundo seu manifesto “Há mais de um ano vínhamos afirmando que era preciso enfrentar, com centralidade, a política de ajuste fiscal do governo Dilma, mas combater também a oposição burguesa que queria derrubá-la apoiando-se em mobilizações reacionárias” entretanto ficaram calados quando o PSTU comemorou o impeachment, inclusive vários militantes que subscrevem o manifesto da “Alegria” atacaram duramente nossa posição como sectária e frente populista. Naquele momento alertamos no artigo “PSTU comemora afastamento de Dilma como uma vitória da esquerda rumo ao “Fora Todos”: Mais uma vez de mãos dadas com a direita e o imperialismo!” (12.05) que “Segundo o delírio morenista estamos avançando rumo a um governo socialista dos trabalhadores! O Golpe Institucional em curso seria por esta tese estúpida uma vitória das massas!!! O PSTU só não explica porque diante de tantos ‘avanços’ não consegue agrupar mais de mil pessoas em seus atos nacionais pelo ‘Fora Todos’ e vem sofrendo rachas questionando sua política de aproximação com a direita. Não importa a realidade, o PSTU nos ensina que o próximo ato da ‘revolução democrática’ seria a convocação de eleições gerias” (Blog da LBI, 12/05). Porque os signatários do “Alegria” não se constituíram como Fração Pública para combater abertamente a linha direitista da direção majoritária no calor da luta de classes? A resposta é que Valério&Cia na verdade buscam “ficar bem com a opinião pública”, pouco importando a “direção do vento”. Não por acaso Zé Maria em resposta diplomática ao “racha” esclarece: “Não havia, neste sentido, diferenças irreconciliáveis, ainda mais um debate que apenas se inicia. Inúmeros companheiros e companheiras que tinham as mesmas posições dos companheiros em sua totalidade ou em parte, seguiram no PSTU sem abrir mãos de nenhuma de suas posições políticas”. O mais sintomático é que o “racha” não relacionou conscientemente a linha política nacional direitista com a posição revisionista da LIT pelo mundo, ao contrário, se afirma fiel a Internacional morenista: “Apostamos na possibilidade de uma separação amigável, e portanto exemplar, muito diferente das rupturas explosivas e destrutivas que o passado tanto viu. Mantemo-nos, por isso, nos marcos da Liga Internacional dos Trabalhadores, na qualidade de seção simpatizante”. Esse tratamento próprio dos centristas visa encobrir que as posições do PSTU no Brasil fazem parte da plataforma pró-imperialista escandalosa que a LIT adotou no mundo, como denunciamos no mesmo artigo em que pontuamos o fato dos morenistas comemorarem o impeachment de Dilma “Ao festejar o afastamento de Dilma pelas mãos da direita, o PSTU acrescenta o Brasil na longa lista de países em que sua corrente internacional, a LIT, estabeleceu no último período unidade política com o imperialismo e a reação burguesa contra governos frente populistas, reformistas e nacionalistas. Líbia, Síria, Ucrânia, Egito e agora o Brasil segundo as alucinações do PSTU-LIT deram passos importantes rumo ao socialismo! Não importa que esse caminho tenha sido aberto pelas bombas da OTAN para assassinar Kadaffi, pelas mãos dos rebeldes terroristas financiados pela CIA contra Assad, pelos fascistas em Kiev, os generais golpistas assassinos que derrubaram o governo da Irmandade Muçulmana e aqui pelos coxinhas “verde-amarelos” anticomunistas apoiados pela FIESP e a Rede Globo. Afinal de contas 'a revolução está na esquina' para esses revisionistas vulgares que maculam o nome do trotskismo!”. Não nos admiraremos se no futuro o bloco dos “Alegres” também copiem novamente as posições da LBI para atacar a política direitista do PSTU e da LIT, obviamente apresentando tais cópias como descobertas intelectuais “inéditas” do professor Valério!


Na caatinga nordestina há um velho provérbio popular que diz que "o cheiro podre da carniça logo atrai os urubus mais rapineiros", o manifesto dos "legionários" de Valério  Arcary rapidamente atraiu a simpatia das correntes de esquerda mais hostis ao bolchevismo e obviamente assentadas no campo do PSOL, que saudaram o " alegre" manifesto como uma ode de combate ao "sectarismo", leia- se que por sectarismo entendem qualquer coisa que lembre mesmo que remotamente uma disciplina partidária leninista. A Esquerda Marxista (EM) foi um destes agrupamentos oportunistas  que saliva ansiosamente a entrada dos Morenistas, em rota de fuga, na cancela do PSOL. A LER/ MRT vai na mesma linha da EM e já manifestou o desejo de unir forças no guarda-chuva psolista. Porém o PTS argentino (LER/MRT) tenta dar uma cobertura mais programática ao racha do PSTU, no sentido um pouco mais profundo do que um mero cálculo eleitoral, imputando no grupo uma autocrítica retrospectiva em relação aos trágicos acontecimentos que deram fim a antiga URSS. Mais uma tentativa de fraude para tentar "lavar a cara" de Valério, seus discípulos e do próprio PTS, que juntos com a LIT permanecem no terreno antidefensista, quando a questão envolve os Estados Operários sobreviventes, isto sem falar é claro da vergonhosa posição política que sustentaram no calor dos fatos da luta de classes no final dos 80 e início dos anos 90. Não somos "bobos alegres" para acreditar em uma suposta autocrítica, desta ala do Morenismo, que nunca foi esboçada  em relação ao apoio incondicional emprestado aos furiosos militantes da direita imperialista que "sacaram" suas picaretas para derrubarem o Muro de Berlim. Aliás "Muro" este que passaram décadas repetindo como papagaios da furibunda reação capitalista que se tratava da "vergonha" mundial da esquerda stalinista. Hoje se afirmam otimistas para "arrancar alegria ao futuro" quando no passado recente em uníssono com o capital ajudaram a arrancar as conquistas operárias históricas de um terço da civilização humana, na destruição da URSS e em mais de uma dezena de Estados Nacionais onde a economia foi socializada com a extinção do mercado. Para Valério e sua trupe de revisionistas a alegria está em "Miami Libre" e a profunda tristeza reside na "autoritária ilha cubana", onde para estes farsantes do Marxismo Fidel Castro já teria restaurado o capitalismo... Também os "alegres" defendem que a barbárie social (revolução para estes dementes) instaurada na Líbia "é bem mais linda" do que a "ditadura do coronel Kadafi", obviamente que a maioria reside no bairro Paraíso e não no inferno hoje de Tripoli, e que a "revolução" promovida pelo EI na Síria livrará o país da "tristeza do sanguinário Assad". Nesta lógica demasiadamente "humanista", o racha "valeriano" vai granjeando apoio e solidariedade de todas as forças revisionistas que nutrem o ódio das "pequenas" conquistas do proletariado seja em um Estado Operário  ou em um regime nacionalista burguês, sua próxima rota será sair da LIT, aprofundando o curso de adaptação à onda da "democracia civilizatória" do capital. Por isso não puderam admitir o equivocado "Fora Todos" do PSTU, que apesar de empunhar as eleições burguesas como alternativa à crise, não desfraldava prioritariamente a bandeira da "Defesa da Democracia" como fez o PSOL por exemplo. Não são uma ruptura de "esquerda", estão ideologicamente a direita do PSTU e no mesmo prumo "teórico" pró-imperialista do Morenismo... Devemos alertar aos incautos que esta nova organização poderá sim "arrancar" ainda mais derrotas e tristezas para o proletariado brasileiro, tão cansado politicamente dos que oferecem o "unguento" da democracia burguesa (maquilada como "socialismo democrático") para a cura das desgraças sociais inerentes ao modo de produção capitalista.  

sexta-feira, 22 de julho de 2016

“DESCLASSIFICAÇÃO” DA RÚSSIA NA “RIO 16”: TIO SAM QUER SER O CAMPEÃO DOS JOGOS OLÍMPICOS NO “TAPETÃO” DA FARSA


O Comitê Olímpico Internacional (COI) rejeitou a apelação da Rússia de considerar 68 atletas aptos a participar da “Rio 16”. Desta forma mais de 1/3 da delegação russa, na modalidade onde o país é mais forte e ganhador histórico de medalhas, o atletismo, estará fora da competição. O presidente russo, Wladimir Putin, reagiu indignado à decisão “Estamos observando um alarmante retrocesso com a interferência da política no esporte. Sim, as formas desse tipo de interferência mudaram, mas sua essência continua a mesma: pretende transformar o esporte em instrumento de pressão geopolítica, para promover uma imagem negativa de alguns países e povos”. Sem dúvida trata-se de um ataque direto não só ao esporte em geral, mas a Rússia em particular, adversária dos EUA no campo político e militar, além de historicamente principal concorrente nos jogos olímpicos, produto de uma valiosa herança das conquistas sociais oriundas da antiga URSS. Forçando a saída da Rússia da competição em modalidades que seus atletas individualmente são conhecidos por conquistarem dezenas de medalhas de ouro, os EUA quer ser campeão dos jogos olímpicos no “tapetão” da farsa. O próprio imperialismo ianque é “expert” em produzir drogas para ampliar as performances de seus atletas nas competições internacionais, mas o único país punido para a “Rio 16” por supostamente recorrer a esse expediente foi a Rússia, em uma decisão arbitrária claramente manipulada pelo COI, com documentação e laudos suspeitos fabricados sob medida. Este órgão, depois do pedido de 10 países, entre eles os EUA e a Inglaterra, acusa a organização olímpica russa e sugerem que o governo foi quem promoveu o doping generalizado. A participação da Rússia nos jogos é agora uma dúvida: se a equipe russa de conjunto boicotar as Olimpíadas abre o precedente para que a Copa de 2018, sediada no país, seja também boicotada pelos EUA e seus aliados, como deseja de fato a Casa Branca, ampliando assim o conflito geopolítico mundial cujas frentes são mais visíveis na Ucrânia e na Síria, neste último país forças russas combatem o EI junto com o governo Assad, inimigo dos EUA. Esse embate histórico vem do século passado, da disputa também na arena esportiva entre a União Soviética e os Estados Unidos sobre a supremacia para demostrar o maior nível de excelência em todas as modalidades, o que implicava na demonstração da superioridade do sistema socialista ou capitalista, na verdade um forte embate entre o mais importante Estado operário burocratizado existente na época e a principal potência imperialista. Nesse sentido, os jogos entre as duas equipes foram inesquecíveis e dramáticos, como a épica partida da final de basquete masculino nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972. Neste jogo histórico o escrete da URSS ganhou do plantel dos EUA no último segundo, derrotando no auge da chamada "Guerra Fria" a equipe ianque em um dos esportes mais tradicionais do país, o basquete. Como se observa, a fraudulenta punição da Rússia é uma excelente maneira dos EUA evitarem a concorrência dos atletas russos com alto desempenho e qualidade que podem ganhar medalhas, sendo sua participação vitoriosa previamente acordada na “Rio 16” um ponto de apoio para a ofensiva mundial imperialista contra os povos, que tem no golpista Temer um aliado fiel. Como vimos, este usa o pretexto do "combate ao terror" para preparar novos ataques contra a classe operária e a população pobre, vide as prisões arbitrárias em curso antes da "Rio 16". Como bolcheviques, rechaçamos a “desclassificação” da Rússia pelo COI, medida que tirará da disputa olímpica grandes atletas e serve diretamente aos interesses ianques, dentro e fora das quadras. Essa manobra reforça ainda mais a necessidade da vanguarda classista lutar contra a farsa que são os jogos olímpicos no Rio, onde a imagem da “Cidade Maravilhosa” é vendida ao mundo como um verdadeiro paraíso, enquanto os trabalhadores pagam a conta com salários atrasados e demissões, seguindo o draconiano plano de ajuste neoliberal ditado pelos EUA para nosso país.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

COM SUAS PRISÕES AO ESTILO "MAZZAROPI" GOVERNO GOLPISTA NÃO AFASTARÁ TERRORISMO DA "RIO 16"


A Polícia Federal realizou mais de uma dezena de prisões no dia de hoje, sob a acusação de apologia e organização de uma "célula terrorista" no Brasil. O canastresco factoide logo rendeu as primeiras páginas da mídia "murdochiana", sedenta para mostrar a suposta "eficiência" do governo golpista em se antecipar à possíveis ações terroristas nos jogos olímpicos do Rio de Janeiro. O ministro da justiça, o Skinhead Alexandre de Moraes, declarou que as prisões "afastarão o risco de terrorismo" nas Olimpíadas, apesar de ter sido obrigado a confessar que todos os presos são jovens amadores e que sequer tinham algum nível de organização ou contato entre si. O gabinete golpista de Temer já tinha autorizado dias antes a deportação do professor, pesquisador e cientista franco-argelino, Adlène Hicheur, do Brasil. O ministro skinhead afirmou ainda que "a prisão deles e a deportação [do professor] nós afastamos os dois únicos focos, que já estavam sendo rastreados, de possibilidade ainda que remota de terrorismo das Olimpíadas". Trata-se de um misto de patetada a la "Mazzaropi", com a adição de medidas draconianas e autoritárias contra garantias democráticas constitucionais. Os acusados de terrorismo são jovens que cometeram o "crime" de visitar e curtir páginas islâmicas na internet, não necessariamente vinculadas ao EI ou outras organizações terroristas sustentadas pela CIA e Pentágono para combater os regimes nacionalistas no Oriente Médio. A deportação do professor da UFRJ fere uma tradição secular da diplomacia brasileira, que nunca concedeu pedidos de expulsão de estrangeiros no país sem a instauração do devido processo no STF. Vale lembrar que a nova lei de terrorismo com a qual os golpistas do Planalto manejam suas arbitrariedades, foi proposta e promulgada pela presidenta Dilma Rousseff, tão acalantado pela esquerda reformista como "rainha da democracia". É evidente que o prenúncio de uma tragédia iminente de repressão estatal e terrorismo contra a população carioca não foi afastada com as pataquadas do Sr Alexandre, o Rio de Janeiro vive o caos social produto da corrupção dos governos pemedebistas (todos aliados do PT) que afundaram economicamente o estado. A tarefa política dos movimentos sociais nas Olimpíadas da "Cidade Maravilhosa" será a de organizar a luta de massas que unifique as reivindicações imediatas dos trabalhadores do estado falimentar do Rio, em conjunto com uma plataforma global de combate a ofensiva neoliberal já anunciada pelo golpista  Temer e sua equipe de bandidos que até pouco tempo atrás integravam a "base aliada" do governo da Frente Popular. Com o pretexto do "combate ao terror" este regime da democracia dos ricos prepara novos ataques contra a classe operária e a população pobre, enquanto financia grandes grupos capitalistas ligados a indústria armamentista brasileira, que hoje exporta seus equipamentos bélicos para Israel e suas falanges terroristas como o EI. Nenhum apoio a qualquer medida "antiterror " deste governo golpista e repressor do povo brasileiro!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

80 ANOS DO INÍCIO DA GUERRA CIVIL ESPANHOLA

O Blog da LBI publica o texto escrito por Trotsky no calor dos acontecimentos da guerra civil espanhola, que teve seu início há 80 anos atrás, em julho de 1936. No artigo, o velho comunista exilado e perseguido por Stálin analisa as três tendências políticas que atuavam no seio do campo republicano na luta contra o fascismo, disputando a influência entre a vanguarda militante: o bolchevismo representado pela IV Internacional, o menchevismo e o anarquismo. No curso desse debate Trotsky também polemizou com o POUM de Andres Nin, grupo centrista que acabou capitulando a Frente Popular e, apesar disso, teve seu dirigente assassinado pela KGB. Trotsky definia que uma posição justa diante da guerra civil espanhola, ou seja, do conflito entre os monárquicos sob o comando de Franco e republicanos burgueses era postar-se no campo republicano empunhando um programa revolucionário para impor através da dinâmica da revolução permanente na luta de classes a ditadura do proletariado e não para resgatar o regime democrático burguês e suas instituições como defendiam o stalinismo e as chamadas forças democráticas e progressistas que compunham a Frente Popular. Esse arco político reformista foi responsável em última medida, devido sua política de colaboração de classes e ao apoio limitado prestado pela URSS à resistência antifranquista, por levar a frente republicana à derrota e, posteriormente, ao esmagamento sangrento da revolução espanhola, "um novo elo trágico" dessa política criminosa como caracterizou o velho bolchevique no brilhante artigo que reproduzimos abaixo.


MENCHEVISMO E BOLCHEVISMO NA ESPANHA
Leon Trotsky 1936

As operações militares da Abissínia e do Extremo Oriente são meticulosamente estudadas por todos os estados-maiores militares que preparam a futura grande guerra. Os combates do proletariado espanhol, estes relâmpagos anunciadores da futura revolução internacional, devem ser estudados com não menos atenção pelos estados-maiores revolucionários; é com esta condição somente que os acontecimentos que se aproximam não nos tomarão desprevenidos. Três concepções enfrentam-se, com forças desiguais, no campo dito republicano: o menchevismo, o bolchevismo e o anarquismo. No que concerne aos partidos republicanos burgueses, eles não têm nem ideias, nem importância política independente e não fizeram mais que manter-se sobre as costas dos reformistas e dos anarquistas. Além do mais, não seria mais que um exagero dizer que os chefes do anarco-sindicalismo espanhol fizeram de tudo para desmentir sua doutrina e reduzir a sua importância praticamente a zero. De fato, no campo republicano, duas doutrinas se estão enfrentando: o bolchevismo e o menchevismo.

Segundo as concepções dos socialistas e dos stalinistas, vale dizer, os mencheviques da primeira e segunda debandada, a revolução espanhola devia resolver mais que as tarefas democráticas; eis porque era necessário constituir um bloco com a burguesia "democrática". Toda tentativa do proletariado de sair dos quadros da democracia burguesa era, deste ponto de vista, não apenas prematura como verdadeiramente funesta. Além disso, o que estava na ordem-do-dia não era a revolução, mas a luta contra Franco. O fascismo é não a reação feudal, mas burguesa: que contra esta reação burguesa não se possa lutar com sucesso a não ser com os métodos da revolução proletária é uma noção que o menchevismo, ele próprio um ramo do pensamento burguês, não quer e não pode tornar sua.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

HÁ 37 ANOS DA TOMADA DO PODER PELA FSLN NA NICARÁGUA: ABSTRAIR AS LIÇÕES MARXISTAS DE UMA REVOLUÇÃO TRAÍDA PELA GUERRILHA PEQUENO BURGUESA


Há exatos 37 anos, em julho de 1979, as colunas guerrilheiras da FSLN entraram em Manágua, consolidando a vitória da revolução popular sandinista sob o comando de Daniel Ortega, o movimento insurrecional responsável por quebrar a espinha dorsal do Estado burguês, derrotando e destruindo o exército nacional bancado pelos EUA. Dias antes, vendo que a derrota era inevitável, o ditador Somoza fugiu para Miami, tendo o abrigo do imperialismo ianque então sob a gestão “democrática” do presidente Cárter. Em comemoração a esta data histórica analisamos neste artigo minuciosamente tanto a vitória da revolução naqueles memoráveis dias como sua derrota pela via eleitoral quase duas décadas depois devido a política democratizante de sua direção pequeno-burguesa. A Revolução Sandinista foi a última insurreição popular armada vitoriosa a derrotar um governo títere do imperialismo, mas a política da direção reformista estrangulou todas as perspectivas de construir um Governo Operário e Camponês e tornar a Nicarágua um Estado operário em extensão para toda a América Central. Atualmente convertida a um partido da centro-esquerda burguesa e paladina do já falido “Socialismo do Século XXI”, a FSLN voltou a governar o país de pela via eleitoral e de forma completamente adaptada a democracia burguesa, sem grandes conflitos com o imperialismo ianque. Abstrair as lições programáticas dessa derrota em nossos dias é fundamental para a vanguarda militante combater a lógica reformista aplicada na Nicarágua já no final dos anos 80, onde o Sandinismo entregou a revolução em uma eleição burguesa em que previamente estava derrotado pela direita pró-ianque. Após vários anos dessa entrega sem luta, o Sandinismo retornou ao governo nacional pela via eleitoral, porém o regime da Nicarágua já não tem nenhum traço das conquistas revolucionárias de 1979. A melhor forma de comemorar o triunfo revolucionário de julho de 1979 é combater vigorosamente o imperialismo sem abrir mão da ácida crítica programática marxista a esquerda reformista como a FSLN. Este arco político defensor da colaboração de classes ressalta a democracia como valor universal e apresenta o respeito às urnas como “sagrado”, utilizando inclusive esse móvel programático para defender, por exemplo, o mandato do governo neoliberal de Dilma Roussef (PT) e aconselhar o PSUV de Maduro na Venezuela a seguir a mesma trajetória de capitulação da FSLN na Nicarágua. Para entender esse rico processo vamos abordar desde a gênese do Sandinismo, seu ascenso e derrota até o atual retorno de Daniel Ortega a presidência do país sem representar qualquer ameaça ao domínio da Casa Branca no continente centro-americano.

domingo, 17 de julho de 2016

DECLARAÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA TURCO ACERCA DA TENTATIVA DE GOLPE MILITAR

O BLOG da LBI reproduz a nota política do Partido Comunista da Turquia sobre os graves acontecimentos que tomaram conta do país na noite da última sexta-feira (15/07). Nesta declaração do PCT emitida neste sábado (16/07) se desenha um rápido esboço do aprofundamento da crise política que tomou conta da Turquia após a fracassada tentativa de golpe militar. Nós do BLOG da LBI ao tomar conhecimento das primeiras notícias do golpe, ainda na noite de sexta-feira, publicamos um comunicado onde buscamos caracterizar o movimento militar como um putsch e traçar uma linha de ação independente para o movimento de massas turco. Em linhas gerais os desdobramentos posteriores confirmaram nossas avaliações e plataforma, como pode ser confirmado pelo conteúdo da nota do PCT no qual temos acordos fundamentais, apesar de pequenas diferenças políticas pontuais. O Partido Comunista Turco tem sido alvo de ferozes ataques por parte do regime de exceção comandado por Erdogan, os quais a LBI sempre condenou energicamente.



NOTA DO PARTIDO COMUNISTA: 
A LIBERTAÇÃO ESTÁ EM NOSSAS PRÓPRIAS MÃOS

Não temos todos os detalhes sobre o que aconteceu durante a tentativa de golpe que teve lugar na Turquia entre 15 e 16 de julho. No entanto, sabemos muito bem que os planos apoiados por forças estrangeiras, cujo poder não emana da classe trabalhadora, não podem derrotar o obscurantismo do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, na sigla em turco) e resolver os problemas da Turquia.

Os acontecimentos de hoje relembram-nos mais uma vez a seguinte realidade: ou o povo da Turquia se organiza para se livrar do AKP ou as políticas reacionárias do AKP vão intensificar-se, a repressão vai aumentar, os massacres, a pilhagem e o roubo vão continuar.

O único poder que pode derrubar o AKP é o poder do povo, não há alternativa a isto.

O AKP é responsável por tudo o que aconteceu esta noite. Todos os fatores e as condições que levaram à situação atual são produto do domínio do AKP e dos patrões nacionais e estrangeiros que o apoiam.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

TENTATIVA DE GOLPE MILITAR NA TURQUIA: NENHUM APOIO AO FASCISTA ERDORGAN E TAMPOUCO AOS MILITARES REACIONÁRIOS FUNDAMENTALISTAS. GANHAR AS RUAS E FÁBRICAS PARA DERROTAR O GOLPE COM TOTAL INDEPENDÊNCIA POLÍTICA!


Uma tentativa de golpe de estado na Turquia para derrubar o governo facínora de Erdogan,  tendo como vanguarda altos escalões militares do país ligados ao fundamentalismo islâmico (uma seita dirigida pelo imã e pregador Fethullah Gülen do Hizmet), surpreendeu esta noite o comando da OTAN que possui bases militares na região. Os militares golpistas tomaram de assalto o palácio presidencial, aproveitando a ausência de Erdogan que se encontrava de férias em plena crise institucional do país. Ao tomar conhecimento do golpe o presidente convocou em sua defesa suas tropas especiais de segurança, conhecidos com os mais temíveis carniceiros da Turquia , ao mesmo tempo que clamou a população para sair às ruas para combater a tentativa de quartelada. O comando da OTAN, sob rápida orientação do Pentágono, mobilizou seus caças e a frota naval ancorada na costa turca para defenestrar os golpistas em apoio incondicional ao fiel aliado Erdogan. Setores expressivos da população também se manifestaram corajosamente nas principais cidades  da Turquia (Ankara e Istambul) rechaçando o putsch militar, porém completamente distantes do apelo do carrasco Erdorgan. Um comunicado demagógico dos militares golpistas afirmou:"Que o poder foi tomado em prol da ordem democrática e que os direitos humanos vão permanecer". O comunicado diz ainda que todas as relações exteriores existentes vão continuar e que o respeito às leis deve ser prioridade. Mas a tentativa dos militares fundamentalistas de enganar as massas não "colou" e o "tiro saiu" literalmente "pela culatra", os primeiros informes da imprensa internacional dão conta de um recuo generalizado dos golpistas. Também o tradicional partido islâmico AKP condenou o golpe mantendo sustentação ao governo. É nítido  que apesar do fracasso do golpe ser um fato consolidado, a situação do submisso ditador Erdogan é cada vez mais delicada, seu regime político baseado no terror e repressão tanto aos movimentos sociais quanto as nacionalidades oprimidas parece estar com os dias contados. O combativo proletariado turco que soube derrotar a tentativa frustada de golpe, sabe muito bem que não pode depositar confiança alguma em um governo corrupto e reacionário, que tem como base exclusiva de apoio seu bando armado sanguinário e as forças da OTAN no país. É necessário prosseguir as vitoriosas mobilizações de rua para levantar as históricas bandeiras democráticas e nacionais, assim como para exigir o fim imediato do regime de exceção que governa a Turquia há décadas.

MAIS DE 80 MORTOS NA FESTA DA QUEDA DA BASTILHA NA FRANÇA: ENCURRALADO NA SÍRIA, EI ATACA ALVOS “SENSÍVEIS” DE SEUS PRÓPRIOS CRIADORES “DEMOCRÁTICOS” FORTALECENDO O CAMINHO PARA FASCISTIZAÇÃO DA EUROPA


Pelo menos 80 pessoas morreram e outras cem ficaram feridas nesta quinta-feira (14) quando um caminhão avançou sobre milhares de pessoas que participavam da festa da Queda da Bastilha em Nice, no sul da França. Estranhamente, o veículo entrou na área fechada da esplanada dos Ingleses, avenida litorânea da cidade da Côte D'Azur, por volta das 22h30 (17h30 em Brasília), pouco antes da queima de fogos que marca o mais importante feriado francês, o 14 de julho. Os espectadores da festa ficaram em pânico e saíram correndo. Somente cinquenta minutos depois, a polícia cercou a área onde estava o caminhão, perto da praça Masséna. Segundo a imprensa francesa, um dos ocupantes do caminhão foi morto e o outro continua foragido. Pelas informações oficiais que não são nada confiáveis o ataque terrorista foi promovido por um homem ligado ao Estado Islâmico. Mesmo com informações não precisas, o que podemos afirmar se essa suspeita for comprovada é que a sinistra criatura impulsionada pelo imperialismo ianque e europeu (com o apoio fundamental de Fracois Hollande) contra os governos nacionalistas árabes agora se volta mais uma vez contra o seus financiadores ocidentais, no caso a França novamente. Não está descartado num futuro próximo um ataque aos EUA como alertou o próprio Obama. Como agora OTAN e a CIA resolveram "desinflar o monstro" em função da sequência de derrotas militares do EI nas mãos do exército sírio e no Iraque, o grupo jihadista pretende chantagear com força e sangue seus patrocinadores atacando em pontos sensíveis pelo mundo, como foi o caso do ataque a cidade turística de Nice nesta quinta-feira, como antes havia feito na Turquia, no aeroporto internacional de Istambul. Sem dúvida esse ataque fortalece o fechamento no regime na França e pavimenta o caminho para a ascensão da Frente Nacional de Le Pen nas eleições gerais do próximo ano. Uma tendência de fascistização que ganha força em toda a Europa como vimos com a vitória do Brexit no referendo, desligamentos que está sendo pleiteado por toda a extrema-direita do Velho Mundo. Agora na França, novamente com muita liberdade, aparentemente "lobos solitários" jihadistas atuam em áreas sensíveis, usando inclusive um caminhão para atacar em ambiente aberto e massivo, o que revela no mínimo uma colaboração das forças de extrema-direita no interior do aparato policial e possivelmente o apoio velado do Mossad na ação, atuando secretamente para pavimentar, via o pânico generalizado, o caminho para a ascensão ao governo de seus sócios direitistas no país sobre o cadáver do furibundo governo Hollande do PS. Mais uma vez os ataques terroristas devem ser utilizados pela burguesia e o imperialismo europeu e ianque para incrementar a xenofobia e a perseguição contra os imigrantes muçulmanos, dentro e fora dos seus países. A França, a cada atentado, mergulha em um clima de guerra civil onde os "inimigos" visíveis não são o EI, mas milhares de árabes e africanos (incluindo suas famílias) que vivem em território francês. Para os revolucionários, a luta contra os fundamentalistas terroristas do EI, patrocinados originalmente pelo imperialismo na Líbia para derrubar Kadaffi e depois pelo Mossad na Síria, deve ser assumida pela classe operária mundial em aliança com os governos nacionalistas burgueses que estabelecem confrontos pontuais com o imperialismo. Nenhum apoio ao chamado da "união nacional" com a burguesia europeia, seja realizado pela "esquerda socialista" neoliberal ou pela direita reacionária xenófoba! Os governos imperialistas, que "cultivaram escorpiões" agora não podem se queixar de suas picadas. Para os Marxistas Revolucionários caracterizar precisamente ações militares das nações oprimidas contra os centros imperialistas, separando-as dos reacionários atos terroristas de grupos fundamentalistas católicos ou islâmicos, é uma tarefa fundamental para o movimento operário mundial. O imperialismo continua sendo nosso principal inimigo, mais além de todo o discurso "civilizatório ocidental". Sabemos bem quem irradia o terror em todo o planeta, conspirando contra os povos e suas conquistas históricas, seu endereço é conhecido de todo militante antiimperialista!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

ELEIÇÃO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS:  DEPOIS DA VERGONHA DE APOIAR O PMDB, PT VAI SEGUIR NO SEGUNDO TURNO COM MAIA DO EX-PFL, ATUAL DEM, NA ROTA DA CAPITULAÇÃO AO GOLPE INSTITUCIONAL


A candidatura do ex-ministro Marcelo de Castro (PMDB- PI) naufragou junto com a vergonhosa postura do PT, obtendo apenas 70 votos no primeiro turno da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, ou seja, somou cerca de 50 votos da bancada do PT e vinte de pemedebistas descontentes com a "liderança" do bandido Cunha sobre a Casa legislativa. O PCdoB que resolveu de última hora lançar um nome do partido na disputa fez um jogo previamente combinado com Rodrigo Maia (DEM) para debilitar a frágil candidatura de Castro. O resultado é que fragmentada a esquerda parlamentar, PSOL 22 votos e PCdoB 16, Rodrigo Maia se impôs politicamente para enfrentar a candidatura do chamado "Centrão" concentrada no nome de Rogério Rosso que acabou obtendo 106 votos contra 120 do DEM. A trilha de adaptação ao golpe institucional parece não ter limites para a direção nacional do PT, agora na eleição da Câmara estão de mãos dadas com pior escória neoliberal inimiga visceral dos trabalhadores: o ex-PFL e atual DEM. PT e o PCdoB ainda tentaram arrastar os deputados PSOL para o pântano de Maia, porém a liderança do partido anunciou que a bancada irá se abster. Somente uma esquerda muito corrompida e degenerada programaticamente pode apoiar estas manobras ultra oportunistas da Frente Popular, é o caso dos picaretas políticos do PCO que seguem legitimando a plataforma de colaboração de classes do PT. Hoje o "anti-Temer" é o DEM, amanhã ninguém sabe o que o PT vai nos apresentar como paladino da democracia... É hora de ganhar as ruas para denunciar a política de "camisa de força" implementada pela Frente Popular contra o movimento de massas, que desta forma atua como "quinta coluna" dos golpistas em sua ofensiva de ajuste neoliberal para subtrair as conquistas operárias e entregar a economia do país ao imperialismo ianque. Com a vitória de Maia, que contou com o significativo apoio da bancada do PT para conseguir derrotar o deputado Rogério Rosso (285 votos a 170), a Câmara tem um novo presidente reacionário e corrupto com o aval do facínora Temer e da reformista Frente Popular. Os trabalhadores devem se preparar para enfrentar o recrudescimento dos ataques do capital e seus rentistas, que terão no comando do parlamento brasileiro um forte aliado ideológico com suas "teses" do " Estado Mínimo".
TODO APOIO A RESISTÊNCIA PROLETÁRIA NEGRA EM SUA LUTA HEROICA CONTRA A POLÍCIA ASSASSINA E O APARATO REPRESSOR RACISTA NOS EUA! CONSTRUIR MILÍCIAS DE AUTO-DEFESA PARA RESPONDER AOS ATAQUES DA “NOVA” KKK E DOS BANDOS FASCISTAS!


Centenas de pessoas saíram nesta semana às ruas das principais cidades dos Estados Unidos pela quinta noite consecutiva para protestar contra as mortes de jovens negros nas mãos da polícia. O protesto em Atlanta (Geórgia) foi um dos maiores e terminou com 16 detidos. A cidade de Chicago (Illinois) foi palco de outra das principais manifestações do dia em protesto pela morte na semana passada de dois negros em Baton Rouge (Louisiana) e Falcon Heights (Minnesota). Os manifestantes em Chicago e Atlanta, assim como em Baton Rouge, Falcon Heights e outras cidades do país, participaram das passeatas convocadas pelo movimento “Black Lives Matter” (As vidas dos negros importam), surgido há dois anos após a morte de outro afro-americano em Ferguson (Missouri). Em Baltimore (Maryland), de maioria afro-americana, houve um tiroteio que deixou cinco feridos - incluindo quatro mulheres - durante uma vigília pela morte de um jovem no fim de semana. O caso que ganhou mais repercussão da resistência negra foi em Dallas. Micah Xavier Johnson, um soldado negro do exército dos EUA e veterano da guerra do Afeganistão, em represália ao assassinato dos jovens negros matou 5 cinco policiais brancos, na quinta-feira, dia 7 de julho. Ele foi morto em Dallas cercado pela polícia, assassinado por um “robô bomba”. Cinco dias antes, Micah publicou uma mensagem nas redes sociais denunciando o linchamento e a brutalização dos negros por meio de uma postagem em um grupo do Facebook chamado “Partido Pantera Negra do Mississippi”: “Porque tantos brancos (não todos) gostam de matar e participar da morte de pessoas inocentes?”, escreveu Johnson. Na mesma postagem, ele se disse revoltado com a histórica violência de brancos contra negros, com referências a alguns dos seus ancestrais que teriam sido alvo de agressões, mutilações e assassinatos pela KKK: “Todos eles ficam ali e sorriem enquanto tiram fotos com uma pessoa negra enforcada, queimada e brutalizada” e declarou “Eles até mesmo vêm à nossa terra e atiram na nossa vida selvagem em perigo por esporte”. A mensagem vinha acompanhada de um vídeo em que algumas pessoas participavam da morte de uma baleia. Ele comparava as imagens ao tratamento oferecido aos negros nos Estados Unidos. Na sua página pessoal do Facebook, ele se descrevia como um nacionalista negro. Em seu perfil, há imagens que remetem ao Poder Negro — movimento da resistência negro, forte nos anos 1960 e 1970 nos EUA. Há também referências à bandeira preta, vermelha e verde que é conhecida como símbolo da Libertação Negra. Desde a LBI deixamos claro que toda nossa solidariedade está incondicionalmente com o movimento negro que resiste a repressão estatal e ao genocídio dos trabalhadores e jovens plebeus negros. O ataque armado aos policiais são parte da guerra de classe que neste caso está indissoluvelmente ligada a luta contra o racismo engendrada pelo capitalismo no coração do imperialismo ianque. Consideramos justo e legítimo o ódio de Micah Xavier mas avaliamos que a melhor forma de combater a ofensiva assassina da nova KKK e dos bandos fascistas apoiados pela polícia ou a violência desferida diretamente pelo aparato estatal comandado por Obama é a formação de milícias de auto-defesa unindo trabalhadores negros e brancos contra a exploração e o racismo. Leon Trotsky, que analisou profundamente a questão do terrorismo individual em seu contexto político da luta de classes, recusava-se a estabelecer repreendimentos morais contra métodos que considerava legítimos, porém, equivocados em seus objetivos sob a ótica dos interesses do proletariado mundial. Afirmava que em princípio não poderia-se descartar a utilização de atos de “terror” em uma conjuntura de guerra civil, por exemplo, por parte de uma organização revolucionária. Combatia sim o terrorismo individual como método político-militar pela inutilidade de suas conseqüências, já que tem como tradição manter as massas distantes de suas ações “espetaculares”, mas mesmo assim considerava que toda “simpatia” política dos revolucionários deveria estar com os qualificados pela burguesia de “terroristas”. Dizia Trotsky: “Todas nossas emoções, nossa simpatia estão com os sacrificados vingadores, embora eles tenham sido incapazes de descobrir o caminho correto.” (Leon Trotsky: “A favor de Grynszpan: contra os bandos fascistas e a canalha stalinista”, 1939). Para aqueles “democratas” seguidores de Obama e setores da esquerda que não se envergonham nem um minuto sequer de condenar a resistência armada negra as lições do velho bolchevique servem como um antídoto: "A solidariedade moral nos une desde já a Grynszpan, não a seus carcereiros ‘democráticos’... No sentido moral, mas não por sua forma de atuar, Grynszpan (jovem "terrorista" antifascista, NDR) pode servir como modelo para todo jovem revolucionário. Nossa sincera solidariedade moral com Grynszpan nos garante o direito de dizer a todos os futuros Grynszpans; a todos aqueles capazes de sacrificar-se na luta contra o despotismo e a bestialidade: buscai outro caminho!” (idem). Buscando delimitar-se com os reformistas "escandalizados" com atos terroristas, Trotsky nunca acalentou nenhum tipo de “frente” política para condenar o que denominou de "ardente desejo de vingança". Ao contrário, procurava explicar pacientemente as limitações do método terrorista, como forma de derrotar a barbárie capitalista: "Não há nenhuma necessidade de insistir em que os socialistas nada têm a ver com estes moralistas pagos, que em resposta a qualquer ato terrorista falam solenemente do ‘valor absoluto’ da vida humana... Digam o que digam, os eunucos e fariseus morais, o sentimento de vingança tem seus direitos... Não extinguir o insatisfeito desejo proletário de vingança, mas ao contrário avivá-lo uma e outra vez, aprofundá-lo, dirigi-lo contra a verdadeira causa da injustiça e baixeza humanas; tal é a tarefa dos socialistas." (Leon Trotsky, "Acerca do terrorismo"). Guardadas as diferenças históricas mas preservando as lições nos deixadas pelo "velho" bolchevique, reafirmamos que hoje nos EUA não vacilamos em dizer que toda nossa simpatia e solidariedade estão com os jovens negros e seu “ardente desejo de vingança”, que lutam com as “armas” que tem a mão contra o terror estatal e fascista no coração dos EUA, forjando um partido revolucionário e internacionalista para dar consequência política e programáticas a essas ações pontuais que apesar de corajosas são limitadas na luta contra o imperialismo ianque.  Nesse sentido, para derrotar a ofensiva assassina do Estado capitalista e a bárbara ação policial deve-se construir milícias de autodefesa do povo pobre e dos trabalhadores, convocando uma paralisação geral nas principais cidades dos EUA! Os lutadores que estão nas ruas nos EUA não podem ter nenhuma ilusão na justiça capitalista e em seu Estado, são instrumentos de classe da burguesia contra os trabalhadores, como mostra a decisão de inocentar os policiais assassinos! Devem combater pela liquidação do imperialismo ianque unindo o povo pobre, negro com o conjunto da classe trabalhadora explorada contra o regime de opressão e espoliação capitalista mais forte do planeta!

terça-feira, 12 de julho de 2016

MAIS UMA VERGONHA DA FRENTE POPULAR: DEPOIS DE FLERTAR COM O DEM, PT DECIDE APOIAR O PMDB PARA A DISPUTA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS


A acirrada disputa para substituir o bandido Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados, para um mandato "tampão" que vai até janeiro de 2007, não terá pela primeira vez em duas décadas nenhuma candidatura do campo político da Frente Popular. A razão da vergonhosa abstenção consiste na decisão da direção PT em apoiar a candidatura oficial da mafiosa  bancada do PMDB, isto depois de até negociar com o DEM sem descartar o apoio ao ex-PFL caso o postulante Rodrigo Maia consiga chegar ao segundo turno da eleição. A indicação do deputado Marcelo Castro pelo PMDB (ex-ministro da saúde no governo Dilma) foi produto de uma disputa no interior da bancada, na qual o principal trunfo do deputado piauiense foi contar previamente com a promessa dos votos do PT e PCdoB caso conquistasse a indicação do partido de Temer e Renan. Neste cenário já definido os tucanos marcharão com o DEM na candidatura do carioca Maia, torcendo para que Marcelo Castro não consiga chegar ao segundo turno, já que a candidatura do chamado "Centrão" tem forte penetração no baixo clero do parlamento. O deputado Rogério Rosso do PSD de Brasília conta com o apoio da quadrilha de Temer e da grande maioria dos deputados do "Centrão", vale lembrar que o pupilo de Kassab presidiu a comissão do impeachment na Câmara tendo sido indicado para esta função pelo então líder do governo Dilma, José Guimarães. Naquele momento Rosso e o PSD eram considerados fiéis aliados da presidente Dilma, porém o ministro das cidades de Dilma, Kassab, orientou o voto pelo impeachment para obter outra pasta no governo golpista de Temer. Agora a Frente Popular mostra novamente sua essência de classe burguesa, legitimando candidaturas do PMDB e possivelmente até mesmo do DEM em um muito provável segundo turno na disputa da presidência da Câmara dos Deputados. O PSOL que também votou contra o impeachment não conseguiu obter o apoio da bancada petista para o nome da deputada Luiza Erundina, que recentemente rompeu com o PSB controlado em São Paulo pelo governador tucano Alckmin. A estúpida tese da direção petista se concentra em isolar a "ala direita do governo Temer", por isso seguem a reboque de supostas figuras "progressistas" do PMDB, chegando ao ponto de elogiar o ministro Meirelles, como escandalosamente declarou Dilma. A identidade programática da Frente Popular com grande parte do "staff" golpista tem como ponto em comum o ajuste neoliberal iniciado por Dilma, a divergência consiste apenas no "grau" e na intensidade das "reformas" exigidas pelos rentistas. A tática adotada pelo PT é de manter a governabilidade de Temer para a conclusão de um "ajuste mais duro", terreno delicado em que Dilma apresentou dificuldade para implementar na íntegra exigida pelo "mercado". Finalizado o "trabalho sujo" de Temer, Lula aparece em 2018 como o "redentor antineoliberal"... Caso não seja decepado politicamente pela farsesca operação "Lava Jato". O "plano furado" da Frente Popular não leva em conta a forte recessão capitalista, ou seja, a política de colaboração de classes só é útil para a burguesia em tempos de aquecimento econômico, como foi a última década da "bolha de crédito". O resultado da criminosa política reformista eleitoral do PT será a perda das poucas conquistas operárias no país e o mais trágico: sem que haja luta e resistência do movimento de massas!  Se não estiver preso é certo que Lula disputará o Planalto em 2018, mas será esmagado pelo novo "salvador da pátria" patrocinado pela mídia "murdochiana" e Casa Branca. O "vestal" Sérgio Moro atua sob a impotência política da Frente Popular e a cretina ilusão eleitoral do PT, terá a missão de iniciar um novo ciclo econômico para o Brasil, mais além dos ajustes neoliberais que devem ser parcialmente concluídos pelo ladrãozinho Temer. Enquanto as classes dominantes aguardam as trombetas eleitorais de 2018, para liquidar de vez os monopólios nacionais, como o da construção civil e extração de petróleo, abrindo a economia para empresas imperialistas  em todos os setores que ainda estão sob reserva de mercado, a Frente Popular vai semeando derrotas e colhendo desmoralização política como mais esta que se anuncia para eleição da Câmara dos Deputados.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

HÁ QUATRO ANOS DO REFÚGIO DE JULIAN ASSANGE NA EMBAIXADA DO EQUADOR: ABAIXO A PERSEGUIÇÃO IMPERIALISTA AO FUNDADOR DO WIKILEAKS!


Já se completaram quatro anos desde que, em 19 de junho de 2012, o ciberativista australiano Julian Assange, se refugiou nas dependências da embaixada do Equador, em Londres. O fundador do Wikileaks encontrava-se perseguido e acuado pelo governo dos Estados Unidos e vários de seus aliados (Reino Unido e Suécia, principalmente). A justiça sueca exige que Assange apresente-se em Estocolmo para testemunhar pessoalmente sobre as acusações de agressão sexual forjada, um cortina de fumaça para calar o ativista para depois deportá-lo para as masmorras dos EUA. Desde o BLOG da LBI, que se solidarizou com o jovem soldado Bradley Manning, o real responsável por dar visibilidade mundial ao WikiLeaks e demonstrar que o verdadeiro terrorista é o imperialismo ianque através da cópia de arquivos provenientes da “diplomacia secreta” dos EUA, exige também o fim da perseguição e da farsa judicial contra Assange, como fizemos há quatro anos atrás, no artigo escrito poucos dias depois de seu refúgio forçado na embaixada do Equador, que reproduzimos novamente como parte da campanha em solidariedade ao fundador do Wikileaks!

ABAIXO A AMEAÇA IMPERIALISTA À SOBERANIA DO EQUADOR! LIBERDADE IMEDIATA PARA BRADLEY MANNING, A VERDADEIRA FONTE DO “WIKILEAKS”! ABAIXO A FARSA JUDICIAL CONTRA JULIAN ASSANGE!
BLOG DA LBI 16/08/2012

Julien Assange, fundador do “Wikileaks”, encontra-se refugiado na embaixada equatoriana em Londres desde o dia 19 de junho por que a qualquer momento pode ser extraditado para a Suécia onde responde por suposto “delito sexual” em um processo eivado de falsificações por agentes da inteligência ianque e britânica. Seria quase que de imediato entregue aos EUA onde será julgado, a mando do Departamento de Estado ianque, em tribunais especiais e militares correndo o risco de ser condenado à prisão perpétua ou até mesmo à morte. Porém, apenas hoje, 16/8, o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, confirmou o asilo político, o suficiente para o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, o mesmo que defende a intervenção militar na Síria, vociferar: “Nós não iremos permitir a passagem segura do senhor Assange para fora do Reino Unido, nem há nenhuma base legal para que façamos isso... O Reino Unido não reconhece o princípio do asilo diplomático” (G-1, 16/8), não descartando a possibilidade de uma invasão da embaixada. O “Wikileaks” passou a ser conhecido no mundo inteiro quando divulgou milhares de documentos secretos do Pentágono em 2008, disponibilizados pelo soldado Manning, a verdadeira “fonte” dos “vazamentos”, condição até hoje pouco divulgada pelo próprio Assange. Enquanto isto, fora dos holofotes da mídia, Bradley Manning, após divulgar milhares de documentos secretos do Pentágono, está há mais de dois anos preso e sofrendo toda forma de tortura (física e psicológica) hoje na prisão de Fort Leavenworth: confinado à solitária, sem ascesso aos autos do processo, é mantido nu sob condições climáticas extremas. Esta é a forma que o imperialismo adota para quem ousa se confrontar com seus interesses e denuncia seus crimes: perseguição, prisão e tortura. Manning é utilizado pelo Departamento de Estado americano como “exemplo” de castigo a que estão sujeitos possíveis oponentes do regime.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 309, JUNHO/2016



EDITORIAL
A “calmaria” da luta de classes estimulada pela Frente Popular é o segundo “golpe” desferido contra o movimento de massas

“LAVA JATO” ATACA NOVAMENTE O PT
PF invade sede nacional do partido e prende Paulo Bernardo

“VAQUINHA” PARA A “POBRE” DILMA VIAJAR COM SUA CORTE PALACIANA
Onde está a verba milionária do Fundo Partidário e o dinheiro das comissões que a Frente Popular recebeu dos capitalistas?

DELAÇÕES INDUZIDAS DE MACHADO FAZEM PARTE DO PLANO DE PODER DA “REPÚBLICA DE CURITIBA”
Diante da crise do regime “Lava Jato” já é o embrião político do futuro governo bonapartista de Moro

CARTA AO SENADO
Dilma reúne-se com parlamentares e movimentos sociais para costurar “acordão nacional” por eleições antecipadas

ENTREVISTA A TV BRASIL
Dilma acena com antecipação das eleições presidenciais e convocação de Plebiscito... Setores da Frente Popular denunciam a proposta como “golpismo envergonhado”.  Seria a presidenta agora também “golpista”?

BALANÇO DOS ATOS DO DIA 10
Nem o “Fora Temer” lula foi capaz de defender em função do cretino cálculo eleitoral

DA GLOBO AO PSTU... FRENTE ÚNICA EM DEFESA DE PENAS RIGOROSAS DO ESTADO CAPITALISTA CONTRA O “ESTUPRO COLETIVO”
Quando um crime bárbaro serve de pretexto para incrementar a perseguição policial e midiática a juventude pobre e negra das periferias

POLÍCIA DA OLIGARQUIA GOMES PERSEGUE PROFESSORES GREVISTAS QUE OCUPARAM A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO CEARÁ
Enquanto isso Ciro é bajulado pelo PT, PCdoB e PCO como "herói da democracia"

MANCHETES DA MÍDIA CONFIRMAM O QUE A LBI JÁ AFIRMAVA HÁ DOIS ANOS
Jato de Eduardo Campos cujo “acidente” fatal (made in cia) o levou a morte foi comprado por “esquema criminoso” burguês

12 ANOS DA MORTE DE LEONEL BRIZOLA
Um adversário político que os revolucionários respeitam por seus acertos e o combateram por seus graves erros

20 ANOS DA MORTE DE PC FARIAS
Operador do esquema Collor

MORRE O FACÍNORA JARBAS PASSARINHO, ELOGIADO POR TEMER, MARINA E COM TRÂNSITO JUNTO AO PT
De organizador do golpe militar e do AI-5 à articulador da direita na redemocratização burguesa

HÁ DOIS ANOS DO FIASCO “CANARINHO” NA  COPA DO MUNDO
Imperialismo ianque quer por fim ao “império” das empreiteiras brasileiras em toda américa latina

DEBATE PROGRAMÁTICO - IV INTERNACIONAL
Ruptura política no interior da Liga Comunista Internacional, LCI (Spartacist League)

AS LIÇÕES DO GOLPE EM HONDURAS
Da deposição reacionária de Zelaya ao “acordão nacional” que resultou em novas eleições legitimando o retorno da direita burguesa na presidência até hoje

GOLPE INSTITUCIONAL CONTRA OS GOVERNOS DA CENTRO-ESQUERDA BURGUESA
As lições do Paraguay

O NEFASTO PAPEL DE BERNIE SANDERS NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NOS EUA
Um pré-candidato imperialista de “esquerda” que deu fôlego ao desgastado Partido Democrata para ao final das primárias ser cabo eleitoral da víbora Clinton

ATAQUE A BOATE “GAY” NOS EUA
Terrorismo doméstico de uma sociedade “doente” a serviço da ofensiva imperialista contra os povos!

MASSACRE DE PROFESSORES EM OAXACA
Toda solidariedade à luta dos trabalhadores! Fora o governo assassino de Peña Nieto!

“ACORDO DE PAZ” FARC-SANTOS
Vitória da “reação democrática” burguesa contra a luta revolucionária na Colômbia

ATENTADO TERRORISTA NO AEROPORTO INTERNACIONAL DE ISTAMBUL
Mais uma vez Erdogan é o principal responsável!

VITÓRIA DO BREXIT
Aberta senda para reorganização do imperialismo fascista europeu
MAIS UM CONCHAVO PODRE ENTRE TEMER E CUNHA PARA SALVAR O MANDATO PARLAMENTAR DO BANDIDO. VERGONHOSA COMEMORAÇÃO DA ESQUERDA REVISIONISTA “ALEGRE”


O mafioso presidente da Câmara dos Deputados anunciou em "lágrimas" sua renúncia ao cargo máximo que ocupava na Casa, porém Cunha agiu de forma planejada e preventiva para tentar salvar sua imunidade parlamentar diante das ameaças judiciais que o cercam de todos os lados. O conchavo para salvar Cunha e sua família da cadeia partiu do próprio Palácio do Planalto, tendo o golpista Temer como principal articulador político da manobra. Enquanto os dirigentes históricos do PT estão sendo encarceradas e perseguidos pelo STF&Lava Jato, os criminosos do PMDB aguardam seus "julgamentos e processos sigilosos" em luxuosas mansões bancadas muitas vezes pelo botim do Estado Burguês, como é o caso de Cunha, Renan e do próprio presidente interino Temer. Enquanto procrastina ao máximo o trâmite de sua cassação na Câmara, Cunha pretende eleger um "laranja" para o posto de presidente da Casa, para este objetivo conta com toda logística política do Planalto. Por sua vez o STF que o suspendeu temporariamente do mandato parlamentar, segue chantageado por Cunha que dispõe de informações privilegiadas das "comissões" (propinas como gosta de se referir a mídia "murdochiana") recebidas pelos "impolutos" ministros togados. A nova eleição para o mandato tampão de presidente da Câmara já foi marcada para a semana que vem e a esquerda parlamentar não detém chance alguma de pelo menos disputar um segundo turno para o pleito. A briga pela cabeça do covil parlamentar deve ficar restrita ao âmbito do chamado "Centrão" que deu respaldo ao Golpe Institucional que cassou o mandato eletivo da presidenta Dilma. O PT continua em completa defensiva diante da famigerada Lava Jato, apostando suas fichas na muito improvável reversão da votação do impeachment no Senado. Dilma em particular simpatiza com a tese de um plebiscito popular para legitimar seu desgastado mandato, questão fechada para a direção do PT que rejeita completamente esta iniciativa abraçada pelo PCdoB e uma ala de senadores que integravam a base parlamentar da Frente Popular. A renúncia parcial de Cunha não surpreendeu o meio político burguês, a conjuntura estabeleceu um trégua provisória a Temer para concluir o ajuste neoliberal iniciado por Dilma e permitir retornar relativa  tranquilidade na Câmara dos Deputados, a "novidade" ficou por conta da esquerda revisionista que permanece comemorando as manobras da quadrilha parlamentar. Desta vez foi a debutante organização "É preciso arrancar alegria...", uma recente cisão do PSTU, quem soltou fogos diante da renúncia de Cunha: "Sua renúncia é uma vitória" afirmou o agrupamento dirigido pelo prof. Valério Arcary... Para concluir defendendo "eleições gerais" igualzinho a bandeira reformista levantada pelo PSTU. Como já tínhamos afirmado anteriormente diante da crise do regime burguês democratizante o movimento operário e popular não deve impulsionar alternativas políticas postas na mesa pela própria classe dominante, é necessário construir nossa própria saída frente à crise estrutural do modo de produção capitalista. Não serão eleições burguesas para o Congresso ou para uma nova Constituinte que apontarão uma senda revolucionária para o proletariado superar o impasse criado pelo capital e seus agentes políticos. É necessário construir uma alternativa de poder para os trabalhadores forjada na própria luta de classes!

sábado, 2 de julho de 2016

O “CASO LUIZA BRUNET”: VÍTIMA DO MACHISMO DE UM GRANDE CAPITALISTA QUE VAI (LITERALMENTE) PAGAR MUITO CARO POR TER AGREDIDO SUA “PROSTITUTA DE LUXO”. NENHUMA SOLIDARIEDADE COM O FEMINISMO BURGUÊS DE “MERCADO”!


O Blog da LBI não é um folhetim de fofocas para cobrir as brigas “caseiras” tão comuns no seio da elite dominante, mas o “caso” Luiza Brunet versus o grande empresário Lírio Parisotto ganha importância programática e ideológica porque envolve a agressão de um homem contra uma mulher. A “esquerda” reformista e revisionista costuma perder qualquer noção de classe em imbróglios envolvendo as “questões de gênero”, principalmente quando estas tem destaque na mídia e há forte pressão da chamada “opinião pública”. Os revolucionários, ao contrário, defendem consignas democráticas pela igualdade de direitos entre os sexos, mas não omitem para as trabalhadoras dizendo que terão seus sofrimentos derivados da opressão e da exploração de classe solucionados dentro dos marcos do capitalismo e menos ainda disseminam ilusões de que o aprimoramento do aparato repressivo capitalista trará melhor sorte para elas. Todos esses elementos estão presentes na disputa em questão. Luiza Brunet denunciou na imprensa uma série de agressões de seu namorado, o grande empresário e investidor Lírio Albino Parisotto de 64 anos, no apartamento dele, no Plaza Residence, em Nova York no último dia 21 de maio, depois de ter participado com ele do emblemático evento “Homem do Ano”. Ele é um dos donos da afiliada da Rede Globo em Santa Catarina, proprietário da fábrica de DVD´s VideoLar, da Eternit e “investidor” do maior fundo de ações de sua categoria do país, com R$ 2,6 bilhões de patrimônio. Parisotto, hoje um rentista agressivo, está em 28º lugar no ranking de homens mais ricos do Brasil, segundo a Revista Forbes, é suplente do senador Eduardo Braga, pelo PMDB do Amazonas. Brunet, por sua vez, é considerada pela mídia como uma das mulheres mais belas e bem “pagas” do país apesar da idade de 54 anos e “coincidentemente” está interpretando o papel de “Madá”, uma prostituta de luxo que se tornará amante do Coronel Afrânio (Antonio Fagundes) na Novela “Velho Chico”... Literalmente “a arte imita a vida” como dizia Oscar Wilde. Assim como no folhetim, a ex-modelo fazia parte do símbolo de riqueza e propriedade do capitalista bem sucedido. Em nota ela afirma que Lírio “praticou violências físicas e psicológicas gravíssimas” e foi além “Dei publicidade ao caso para que outras mulheres vítimas de violência tomem coragem e não se calem. Afirmo que não agredi ninguém e fui vítima de uma agressão covarde. A verdade prevalecerá”. Disse ainda que a violência do empresário começou com ofensas verbais e xingamentos e evoluiu para um soco no olho, seguido de chutes. O espancamento deixou-a com quatro costelas quebradas. Já o rentista contesta a versão: “Amigos, peço um pouco de paciência a respeito de algumas informações que estão circulando nas diversas mídias. Nunca na vida agredi homem, muito menos mulher. Isto não me tira o direito de me defender de tentativas de agressão através de tapas, chutes, mordidas, unhadas etc”, escreveu. Lírio afirmou ainda que o caso será resolvido na Justiça: “Tento me defender através da imobilização. Se o caso for para a justiça será lá que será esclarecida a verdade. Muita paz as pessoas do Bem”, completou.  Segundo a própria mídia, Brunet e Parisotto terminaram o namoro mais uma vez. A ex-modelo teve recentemente uma crise de ciúmes durante uma viagem que o casal fez pela Grécia. Luiza teria perdido a cabeça e discutido feio com Lírio, que resolveu colocar um ponto final na relação que, entre idas e vindas, já durava mais de quatro anos. Independente de quem agrediu o fato é que os dois lados em disputa fazem parte da rede de prostituição social própria da burguesia em sua luxúria. O empresário paga caro pela companhia e os “serviços” da celebridade global, já a ex-modelo deve seguir a risca seu papal de “namorada”, sempre bela e servil como “pessoas de bem”... Quando os interesses de ambos entram em conflito, esse cenário de aparência cordial desaba e entra em cena as agressões e brigas violentas. Não descartamos de fato que tenha havido agressões de ambos os lados, mas neste caso está evidente que Lírio Parisotto usou a força em dose bem maior como comprova a queixa representada no Ministério Público de São Paulo com o laudo de corpo de delito do IML feito por Luiza, base de um processo que vai custar muiiiito caro para o empresário, mas uma “gorjeta” para o homem de 2,6 bilhões de reais. Lembremos que neste ambiente do esgoto da burguesia, ninguém pode ser considerado “inocente”. Brunet estava lá no papel de mercadoria paga pelo empresário que inclui a “lei do silêncio”. Esse pacto foi rompido e agora eles estão nas páginas dos jornais, com a ex-modelo empunhando demagogicamente a bandeira da luta contra o machismo agressor em geral, em uma denúncia própria feminismo burguês de “mercado” que visa negociar gorda indenização. Como Marxistas Revolucionários não somos paladinos do feminismo policlassista e não estamos solidários com Luiza Brunet, caracterizamos que os dois se merecem e suas relações podres são regidas pelas “leis de mercado”: são dois burgueses deslumbrados lutando por tirar mais um do outro, em um verdadeiro jogo de vale tudo onde todas as armas (literalmente) são usadas. Esta disputa ganhou os holofotes da mídia, até porque “briga de rico” sempre escondida em sete chaves quando vem a público dá Ibope, como vemos na internet e nos jornais! A “esquerda” revisionista como PSOL e PSTU e seus satélites como o MRT-LER, além obviamente da própria frente popular (PT, PCdoB), sempre defende as “mulheres” (independente do caráter de classe) em geral via rígida aplicação da “Lei Maria da Penha” e as delegacias especializadas, tudo isso sem nenhum critério de análise marxista. Quando uma mulher é assassinada ou agredida, ainda que seja burguesa ou faça parte de seu submundo, esta esquerda “feminista” sem os menores princípios de classe, reivindica que o Estado capitalista intervenha como resolução policial para estes casos, configurando um campo completamente distante da luta de classes e do Marxismo Revolucionário. O mais escandaloso é que os que ontem defenderam a criação das delegacias da mulher para encarcerar os “operários machistas” hoje são devotos da reacionária “Lei Maria da Penha”, revelando assim a ausência de qualquer independência de classe na questão feminista. O que estes vestais defensores das “mulheres em geral” não dizem é que a mulher é encarada pelo sistema capitalista como uma mercadoria de consumo e quanto mais se adequar aos padrões de beleza capitalista mais se incorpora valor “agregado” a esta “mercadoria”, isto é, quanto mais bela pelos padrões dos mercados ocidentais, mais alto o valor do “produto” no leilão de seres humanos. Não à toa, disseminam-se em todo o mundo academias e clínicas estéticas, onde o culto ao corpo é a tônica e entendido como mais uma “necessidade” criada para o consumo de um produto. O proletariado deve denunciar esta questão como parte das barbaridades próprias do capitalismo senil a ser liquidado pela ação consciente da classe trabalhadora, com independência diante da burguesia e seus agentes, sejam de que sexo e cor forem. Como se vê no caso “Luiza Brunet”, no seio das relações privadas da “high society” e da classe média “alta” engendram-se todo um arco de podridão: interesses meramente materiais e econômicos em detrimento de laços afetivos e/ou de camaradagem. A falsidade, agressões, belicosidade, espancamentos e assassinatos são as normas imperantes. Em suma, relações típicas de uma sociedade em profunda decomposição, uma excrescência que a cada dia ganha terreno em uma época de intensa ofensiva imperialista sobre os povos do planeta onde se perdeu qualquer referência política no socialismo. A ruptura com esta concepção de mundo burguesa só será possível através da violenta ação da classe operária contra seus algozes capitalistas, sejam eles homens ou mulheres, através da revolução socialista, a partir da qual pela necessidade de todo um coletivo, os interesses mesquinhos e podres oriundos da velha sociedade de classes serão extintos. Toda saída para o problema da opressão feminina por dentro da democracia burguesa, como defendem o reformismo e o revisionismo do trotskismo, conduz à divisão do proletariado entre gêneros distintos, ao recrudescimento e ampliação do aparato repressivo estatal contra os trabalhadores. Em outras palavras, o feminismo burguês é contrarrevolucionário porque divide o proletariado, enfraquece sua luta e fortalece a repressão de seus inimigos de classe. Devemos lutar pela superação do machismo que nasceu com a propriedade privada, do feminismo policlassista e da mercantilização das relações pessoais, que só será plenamente realizada com a abolição do modo de produção capitalista, por meio da revolução socialista, destruindo qualquer forma de opressão contra as mulheres trabalhadoras e a exploração de classe. A abolição da propriedade privada é o elemento sine qua non para a libertação da mulher e o combate de classe pelo comunismo, esmagando a burguesia e a luxúria de personagens como Lírio Parisotto e Luiza Brunet. Estes chegam até a se digladiam nas “quatro paredes” mas estão juntos usufruindo os “prazeres” oriundos da exploração e da especulação financeira extraída da miséria, suor e sangue do povo trabalhador e, em particular, das mulheres operárias que trabalham nas fabricas de Lírio Parisotto cuja mais-valia banca seus gastos nababescos e de suas prostitutas de luxo, pessoas que obviamente nunca tiveram qualquer tipo de solidariedade por parte de nenhum dos lados desta disputa burguesa porque mesmo de gêneros distintos são em comum inimigos de nossa classe!