domingo, 19 de janeiro de 2020

PARCERIA ENTRE EDITORA NOVA ANTÍDOTO E LIVRARIA CULTURA: UM ACESSO MAIS AMPLO PARA AS PUBLICAÇÕES DA LBI!


Uma parceria firmada entre a Editora Nova Antídoto e a Livraria Cultura garantirá aos leitores interessados em obras sobre Marxismo e política revolucionária adquirir livros lançados pela LBI. O primeiro trabalho já disponível na Livraria Cultura é o livro “Um breve ensaio da gênese do programa de Marx sobre a economia capitalista” escrito pelo jornalista Candido Alvarez. Em breve outras obras da Editora Antídoto também estarão disponíveis na Livraria Cultura. Leia abaixo o prefácio do livro.


HÁ 200 ANOS NASCIA KARL MARX: UMA VIDA DEDICADA A ELABORAR O PROGRAMA COMUNISTA DO PROLETARIADO MUNDIAL

Karl Marx nasceu no dia 5 de maio de 1818 em Tréveris (na época Reino da Prússia). Foi o segundo de 9 filhos de uma família judaica de classe média. Em 1830, mesmo ano em que eclodiram na Europa diversas revoluções, foi estudar na Liceu Friedrich Wilhelm, mais tarde, ingressou na Universidade de Bonn no curso de Direito, transferindo-se um ano depois para a Universidade de Berlim, tendo como professor e reitor o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Em Berlim, é preso por “perturbar a ordem com alarido noturno e bebedeira” e indiciado por “porte ilegal de arma”. Dois semestres após sua transferência, Karl Marx começou a perder seu interesse pelo Direito, preferindo as áreas da Filosofia – frequentava poucas aulas, todas na área de Filosofia e História. Ingressou no Clube dos Doutores, uma agremiação de discípulos de Hegel, onde passava dias e noites discutindo. Na mesma época, conheceu Jenny von Westphalen, filha de um barão da Prússia, com quem ficaria noivo em sigilo dos pais, já que nenhuma das duas famílias aprovava a união. Karl Marx conseguiu o título de doutor em Filosofia em 1841, mas foi impedido de seguir carreira acadêmica em consequência do governo reacionário da época; tornou-se então redator-chefe da Gazeta Renana (“Rheinische Zeitung”). Trabalhar na redação do jornal fez com que Karl Marx se colocasse frente a problemas concretos de natureza política e econômica; entretanto, negava fortemente o comunismo. A Gazeta foi fechada após uma série de ataques ao governo prussiano, e Marx se mudou para Paris – logo após se casar com Jenny von Westphalen, no dia 19 de junho de 1843 , editando junto a Arnold Ruge os Anuários Franco-Germânicos. Na cidade, Karl Marx viveu um tempo em uma “comunidade socialista”, a qual rompeu em consequência de vários debates e embates políticos, com os membros da comunidade, conheceu diversos socialistas franceses e a Liga dos Justos (o que mais tarde se tornaria a “Liga dos Comunistas“). No ano seguinte, em 1844, Engels visitou Marx por alguns dias, da amizade que nasceu entre os dois saíram algumas das obras mais importantes de crítica ao sistema capitalista. Durante o tempo em que viveu em Paris, Karl Marx intensificou seus estudos sobre a história da França, o socialismo utópico e economia política, produzindo os “Manuscritos Econômico-Filosóficos“. Segundo Engels, foi nessa época que Marx aderiu aos ideais socialistas.

sábado, 18 de janeiro de 2020

IMPEACHMENT NA CASA BRANCA: SERÁ QUE TRUMP SERÁ “ATRAMPADO” PELO SENADO IMPERIAL?


Nesta última quinta-feira (16/01) começou o julgamento político do presidente Donald Trump no Senado dos EUA, o chamado processo do impeachment instrumento jurídico criado pelos ianques e que se “popularizou” nas constituições do mundo todo. Após o envio pela Câmara dos Deputados da acusação de abuso de poder e obstrução ao Congresso e depois de quase um mês de protelação, o relógio começou a “correr” para depor o presidente do “monstro” imperialista. A comitiva oficial da Câmara foi recebida pelo líder da maioria, o conservador republicano, senador Mitch McConnell, que declarou que o Senado imperial “está pronto” para receber os deputados designados ‘gerentes’, que atuarão como promotores da acusação. O julgamento será dirigido pelo presidente da Suprema Corte, John Roberts e os 100 senadores se tornam o júri. No último ato na Câmara, controlada pelos democratas, foram eleitos os sete promotores do processo: o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, Adam Schiff, que encabeçou a investigação inicial e será o acusador principal; o presidente do Comitê Judiciário da Câmara, Jerrold Nadler, cujo painel redigiu os artigos de impeachment; o presidente do Democratic Caucus, Hakeem Jeffries; e os deputados Jason Crow, Sylvia Garcia, Zoe Lofgren e Val Demings. Jamais um presidente norte-americano até hoje foi afastado ao final do processo de impeachment, apesar de Richard Nixon ter renunciado a Casa Branca sob pressão do processo em pleno curso e com uma clara tendência a cassação do seu mandato presidencial.  Para ser afastado, 67 senadores (dois terços) terão de votar contra Trump , o que em um cenário político estático é formalmente improvável com os republicanos tendo controle por 53 a 47, precisaria que 20 senadores republicanos abandonassem o barco “trumpista”. Para se ter um parâmetro comparativo, na Câmara a aprovação do envio das acusações ao Senado foi por 228 a 193, inteiramente por linhas partidárias fidelizadas, todos os deputados republicanos votaram contra e todos os democratas a favor, mais uma independente. Às vésperas da eleição presidencial em novembro próximo, não é difícil prever que  no Senado, a menos que apareça aquela famosa figura do imaginário norte-americano, uma “arma fumegante”, a votação vai ser nos mesmos parâmetros partidários. Com tantos crimes hediondos para indiciar Trump (crianças separadas dos pais, incitação à xenofobia, tratados imprescindíveis rasgados, ocultação de imposto de renda e agora o assassinato do general Suleimani à luz do dia), os democratas acharam por bem investigá-lo por um telefonema ao novo presidente ucraniano em julho, Volodymyr Zelensky, uma verdadeira gentileza para “cumprir tabela”. O início do governo do palhaço reacionário parecia que não sustentaria Trump por muito tempo, porém a agressiva política belicista do imperialismo ianque acabou por unificar as duas alas do grande partido do capital financeiro(Democrata e Republicano), e o processo de impeachment apresentado no final do mandato foi apenas uma mera formalidade da oposição. Por outro lado em sua última grande cartada política na Casa Branca, ou seja o ataque militar ao Irã, foi relativamente bem sucedido em virtude do flagrante recuo do regime dos aiatolás. Por tudo isso podemos prognosticar que o processo do impeachment contra Trump seguirá o curso previsto pelos próprios democratas: não dará em nada!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

PROTONAZISTA CAIU SOB PRESSÃO DA UNIÃO EUROPEIA(UE): ALVIM TEVE O “MÉRITO” DE REVELAR AO MUNDO OS REAIS OBJETIVOS DO NÚCLEO BOLSONARISTA


O “Secretário de Cultura” do governo neofascista foi surpreendido com o anúncio de sua demissão ao cargo, um pouco antes de sua “cabeça rolar” recebeu um telefonema do próprio Bolsonaro afirmando que seguiria firme no cargo e que: “comungavam dos mesmos ideais”. Mas se existe uma característica inerente ao “DNA” político do fascismo é o da sua extrema covardia. O capitão boçal que ocupa o Planalto não resistiu aos telefonemas vindos de várias embaixadas europeias, principalmente ao do representante do governo alemão, dando conta que não aceitariam a permanência do protonazista no staff oficial do regime brasileiro. Era só um “aviso” do imperialismo europeu para que os “devaneios” fascistas do governo Bolsonaro não ganhasse proporções internacionais. Também não faltaram os “recados” da burguesia nacional para que os estafetas de Bolsonaro controlassem sua língua. O chefe do parlamento, Rodrigo Maia, ironizando Alvim disse que “teria que ser internado em um hospício”. Obviamente que todos estes setores da classe dominante se mostraram escandalizados com o exagero da cena do “secretário”, porém por sua própria natureza de classe não convocam a esmagar o “ovo da serpente” que ameaça diretamente a classe operária e seus aliados oprimidos. A demissão de Roberto Alvim, pelo arrego de Bolsonaro diante dos seus patrões imperialistas, não reverte de modo algum a ofensiva reacionária em pleno curso no país, o vídeo do canastrão neonazista teve pelo menos o “mérito” de revelar ao mundo os reais objetivos do núcleo bolsonarista. Para a esquerda reformista que questionava a caracterização elaborada pela LBI, de que o governo Bolsonaro possuía uma natureza política neofascista, deve ficar pelo menos a lição abstraída deste episódio da luta de classes.
COM A CRUZ DE CARAVACA E OPERA DE WAGNER: O NAZISMO TUPINIQUIM DEBUTA PARA ATACAR AS CONQUISTAS DO PROLETARIADO. ESMAGAR O “OVO DA SERPENTE” FASCISTA COMO A AÇÃO REVOLUCIONÁRIA!



Uma cena típica da pantomima tupiniquim bolsonarista, uma réplica de quinta categoria do nazismo que surge para suprimir as conquistas históricas do proletariado. O asco causado pela patética apresentação do “secretário de cultura” Roberto Alvim, logo tomou conta das redes sociais ganhando inclusive as manchetes da grande mídia “murdochiana”, porém para os Marxistas Leninistas o fato não pode ser tratado simplesmente como um “ataque a cultura”, trata-se de uma ofensiva reacionária bem mais ampla, que deve ser entendida pela classe operária como o prenúncio de uma “declaração de guerra” do setor dominante da burguesia pró-imperialista contra as liberdades democráticas e direitos de organização da classe trabalhadora. Apesar do ridículo canastrão parecer apenas mais um idiota bolsonarista, revelou as intenções do atual regime de exceção recrudescer seus ataques sob a passividade de uma esquerda reformista que só movimenta-se na internet ou nas vésperas da eleições burguesas. É urgente retomar as ações diretas das massas, na perspectiva revolucionária de esmagar o “ovo da serpente” fascista.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

49 ANOS DA BRUTAL MORTE DO COMANDANTE MÁRIO ALVES: UM HERÓI DA RESISTÊNCIA CONTRA O REGIME MILITAR!


Mário Alves ingressou no PCB, aos 15 anos na Bahia, em pleno Estado Novo de Getúlio Vargas. Nesse primeiro período participou das lutas estudantis e das lutas populares contra o nazifascismo, impulsionando a campanha do "Partidão" pela exigência da participação do Brasil na guerra ao lado das forças imperialistas aliadas. Passada a II Grande Guerra, por sua destacada participação nas frentes de batalha, particularmente com a derrota que o proletariado e o Exército Vermelho da URSS infligiram ao exército de Hitler, os stalinistas fortalecem sua influência política no Brasil. O PCB foi legalizado durante o segundo governo Vargas e Mário Alves eleito para o comitê regional do Partido na Bahia.
BOLSONARO PASSA POR CIMA DO ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO NA SECOM: SEM AÇÃO DIRETA DAS MASSAS NEOFASCISTA NÃO SE ABALARÁ NO GOVERNO


O presidente neofascista Jair Bolsonaro decidiu mater no cargo o chefe da Secretaria de Comunicação (SECOM) do Governo Federal, Fábio Wajngarten, acusado de receber dinheiro de empresas da mídia corporativa contratadas pelo próprio Palácio do Planalto. Desdenhando dos parlamentares da oposição que pedem a abertura uma inócua CPI para o caso, o neofascista declarou em mais dos seus rompantes de boçal :"É um excelente profissional. Se fosse um porcaria igual alguns que tem por aí, ninguém estaria criticando ele". A revelação de que o chefe da Secretaria de Comunicação,  Fabio Wajngarten recebe dinheiro de emissoras de TV e agências de publicidade contratadas pelo governo criou mais uma crise politica no Palácio do Planalto. Bolsonaro passou o dia em conversas com suas bases políticas de extrema direita para decidir o futuro de Wajngarten, que nega todas irregularidades, mas admite as “comissões”(propinas). O escândalo assumiu proporção nacional e até o Ministério Público de Contas pedirá revisão de verbas publicitárias do governo Bolsonaro, após o jornal Folha de S. Paulo revelar que Chefe da Secom recebe dinheiro de emissoras de TV e empresas de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais. As verbas distribuídas por Fábio Wajngarten é feita com os critérios da afinidade política do governo, a participação da emissora do bispo Macedo e a da de Sílvio Santos, proporcionalmente à audiência, é pelo menos o quádruplo da que tem a emissora da famiglia Marinho, a da Band chega a ser, sempre na proporção, seis vezes maior. As comissões (propinas) que chegam até Fábio e seus comparsas na SECOM também mantém a mesma proporção das verbas estatais distribuídas. Mesmo um pouco “arranhado” por mais este escândalo de corrupção em seu governo, Bolsonaro segue absolutamente estável politicamente, diante da ausência de qualquer iniciativa de ação direta das massas contra o regime golpista. Somente com a surrada denúncia parlamentar da oposição burguesa, desvinculada da concreta resistência ao neoliberalismo nas ruas, escolas e fábricas, o governo neofascista segue incólume em sua sanha de destruir as conquistas históricas do povo brasileiro, mantendo o país totalmente submisso aos interesses do imperialismo ianque.
ECONOMIA CAPITALISTA EM CRISE NO BRASIL: A “DÉCADA PERDIDA” ENTRE O FINAL DA FRENTE POPULAR E O GOLPE DA EXTREMA DIREITA...



Entre 2010 e 2019, a economia brasileira cresceu, em média, 1,39% ao ano, aponta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Essa é a menor taxa de expansão para o Produto Interno Bruto (PIB) para uma década desde 1900. Até então, o pior resultado anual foi constatado nos anos 90(entre o impeachment de Collor e a chamada era FHC), quando a variação média no período foi de 1,75% (PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no País). Foi nesta época que a política neoliberal, ancorada no tripé macroeconômico de câmbio pró-importação e escancaramento das fronteiras comerciais, ajustes fiscais com redução dos investimentos públicos para produzir superávits primários, e metas de inflação mantidas com juros elevados, foi amplamente adotada no Brasil e começou a arrasar a economia nacional. Ultrapassado o período Lula, em toda a década passada, do final de 2010 até 2019, essa política nefasta de “ajuste” foi aplicada, tanto o governo de Frente Popular de Dilma Rousseff como o golpista Michel Temer e agora o neofascista Bolsonaro, mantiveram o tripé macroeconômico e o arrocho fiscal receitado pelo FMI. O PIB, que em 2010 havia crescido 7,5%, em 2011 ficou em apenas 2,7%, com taxa de investimento de 20,6% do PIB. No ano de 2011 a presidente Dilma Rousseff que acabara de assumir o governo de colaboração de classes prometeu elevar o investimento para 24% do PIB. Em 2012, o PIB encolheu para 0,9%. A taxa de investimento ficou em 20,7% do PIB. Em 2013 o PIB teve uma variação positiva de 2,3% e a taxa de investimento mantêm-se em 20,9%. No segundo trimestre de 2014 o país começa a entrar na pior recessão econômica de sua história recente. O ano de 2014 fecha com um PIB de 0,1% e a taxa de investimento cai para 19,9%. Em 2015 o PIB já é negativo em 3,8% e a taxa de investimento desce para 17,8%. Em 2016, mais um ano de queda do PIB. Queda de 3,6% com uma taxa de investimento de apenas 15,5% do PIB. Em 2017 o PIB fica em 1,3% (revisado) e o investimento chega ao seu ponto mais baixo, 15,0% do PIB. Em 2018 o PIB se mantém em 1,3% e a taxa de investimento 15,8%. O ano de 2019 deverá repetir o desempenho dos anos anteriores com o país no fundo do poço. PIB em torno de 1% e taxa de investimento de 15,5% do PIB. A cantilena dos economistas neoliberais, que serviram tanto aos governos do PT como da extrema direita, estão sempre afirmando que a próxima “reforma” vai resolver o problema da estagnação econômica, Primeiro o teto de gastos, depois a (contra)reforma trabalhista, depois a da Previdência... agora a reforma dos servidores públicos. É uma narrativa que não tem base real nos fatos da dinâmica das forças produtivas, objetivamente, a economia capitalista não acelerou o crescimento. A adoção pelos governos burgueses (tanto de esquerda como de direita) de um “atalho” econômico para incentivar o consumo, como forma de passar a sensação de crescimento econômico, não passa de uma “aspirina” na tentativa de tratar o “câncer” capitalista, tem fôlego curto e se desfaz na primeira explosão da “bolha de crédito”. Somente a planificação econômica central, destruindo radicalmente a lógica do mercado, será capaz de impulsionar um verdadeiro crescimento histórico da economia para a esmagadora maioria da população, porém já em outros fundamentos: o socialismo.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

101 ANOS DO ASSASSINATO DE ROSA LUXEMBURGO: NOSSA REVERÊNCIA A MILITANTE COMUNISTA QUE ENFRENTOU O REFORMISMO E PAGOU COM A VIDA POR LUTAR PELA REVOLUÇÃO PROLETÁRIA NA ALEMANHA!


Em 15 de janeiro de 1919, há exatos 101 anos, a coronhada do rifle de um soldado a mando de um governo reformista esmagava a mais brilhante e corajosa cabeça do movimento operário revolucionário alemão depois de Marx e Engels. Este acontecimento trágico, por ter abortado a melhor oportunidade de uma revolução socialista em uma nação capitalista avançada, foi como uma tragédia de grandes proporções sobre o futuro da luta do proletariado mundial até os nossos dias. Três dias após o assassinato de Rosa e Karl, Trotsky escreveu: “De constituição pequena, débil e enferma, Rosa surpreendia por sua poderosa mente. Já falei certa vez que estes dois líderes se complementam mutuamente. A intransigência e a firmeza revolucionária de Liebknecht se combinam com uma doçura e meiguice femininas, e Rosa, apesar de sua fragilidade, era dotada de um intelecto poderoso e viril. Ferdinand Lasalle já escreveu sobre o esforço físico do pensamento e a tensão sobrenatural de que é capaz o espírito humano para vencer e superar obstáculos materiais. Esta era a energia que comunicava Rosa Luxemburgo quando falava da tribuna, rodeada de inimigos. E tinha muitos. Apesar de ser de estatura pequena e aspecto frágil, Rosa Luxemburgo sabia dominar e manter a atenção de grandes auditórios, inclusive quando eram hostis as suas ideias. Era capaz de reduzir ao silêncio aos seus mais irascíveis inimigos mediante o rigor de sua lógica, sobretudo quando suas palavras se dirigiam as massas operárias.” (Karl Liebknecht - Rosa Luxemburgo, 18/01/1919). Rosa Luxemburgo viveu no período compreendido entre a Comuna de Paris e o primeiro ano de existência do governo bolchevique. Nasceu em 05 de março de 1871 num vilarejo perto de Lublin, na Polônia controlada pelo Império Russo. Era a quinta filha de Eliasz Luxemburg III, um judeu comerciante de madeira, e Line Löwenstein. Uma artrose no quadril a prostrou na cama até os cinco anos de idade, ocasionando que tivesse uma perna menor que a outra, fazendo-a mancar por toda a vida. Muda-se para Varsóvia para estudar e conclui os estudos secundários numa escola feminina em 1887. Aos 15 anos, ainda como secundarista, inicia sua militância política fazendo parte de uma célula do Partido Proletário (PP), fundado em 1882 e aliado do movimento populista russo na luta contra a opressão czarista. Mas logo o partido é massacrado e quatro de seus líderes são condenados à morte. Para escapar do cerco policial, Rosa foge para a Suíça em 1889. Ingressa na Universidade de Zurique juntamente com outros exilados socialistas como Anatoli Lunacharsky e Leo Jogiches, que viria a ser seu companheiro por mais de 15 anos. Assim começa a militância revolucionária de Rosa Luxemburgo que viria a ser assassinada em 1919 pela socialdemocracia alemã, convertida a guardiã da ordem capitalista contra o proletariado.
PRESIDENTE PUTIN ANUNCIA MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS NA RÚSSIA: LOGO APÓS PRIMEIRO-MINISTRO RENUNCIOU COM TODO O GABINETE DE GOVERNO


O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, declarou ao presidente russo, Vladimir Putin, que todo o governo russo deve renunciar. Putin agradeceu a Medvedev pelo seu trabalho e solicitou ao primeiro-ministro e ao gabinete a continuarem o seu trabalho até que um novo governo pudesse ser formado. A saída de Medvedev ocorreu logo após Putin apresentar uma série de mudanças que o presidente diz serem necessárias para a constituição da Rússia, incluindo novos limites aos poderes de nomeação do presidente. As alterações jurídicas incluirão o aumento dos poderes do parlamento do país na nomeação de membros do governo. O líder máximo russo também propôs a proibição de altos funcionários, incluindo legisladores, governadores, o primeiro-ministro e outros de poderem ter dupla cidadania ou autorizações de residência no exterior. Putin escolheu Dmitry Medvedev para o cargo de primeiro-ministro em maio de 2012  e em 2018, após iniciar seu quarto mandato presidencial. Medvedev serviu como presidente da Rússia entre 2008 e 2012, período durante o qual Putin serviu como primeiro-ministro, se configurando na hierarquia do Estado como o “segundo homem” do poder central. Com a inesperada crise aberta na cúpula do regime, Putin propôs imediatamente o nome de Mikhail Mishustin para ocupar o cargo de primeiro-ministro, que aceitou a função. Mishustin era chefe da receita federal russa, e conta com o apoio do mercado financeiro e dos governos da União Européia que o consideram um “moderado”. Especula-se que as manobras constitucionais de Putin serviram como uma opção para se manter no leme do Estado após 2024 quando deixará a presidência, o que inclui transferir poder ao parlamento e assumir um papel mais destacado de primeiro-ministro. Outra alternativa pensada por Putin seria liderar um Conselho Estatal, um organismo que deverá receber mais poderes da constituição russa. Ainda é cedo para definir se o novo “desenho constitucional” proposto por Putin surtirá o efeito desejado pelo oligarca restauracionista, o certo é que suas manobras já abriram uma indesejada crise interna com Medvedev em um momento de ofensiva do imperialismo ianque sobre os aliados internacionais da Rússia. A nova burguesia russa surgida com o fim do antigo Estado Operário Soviético, delegou a Putin o comando central do regime para potenciar a acumulação capitalista, porém sob pressão do imperialismo europeu (principal parceiro econômico do país) e da Casa Branca poderá exigir a renovação da poder caso os “arriscados” passos do presidente comprometam seus lucros. O poderoso proletariado russo, protagonista da maior revolução socialista da história mundial, não deve depositar confiança política alguma na camarilha de Putin e seus apêndices do atual Partido Comunista (reformista) que apoia o governo. A tarefa da nova geração de ativistas bolcheviques será a reconstrução do genuíno Partido Marxista de Lenin e Trotsky!

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

EM DEFENSIVA TOTAL E SOB PROTESTOS INTERNOS: IRÃ ANUNCIA “ATAQUE CIBERNÉTICO” CONTRA O IMPERIALISMO



Apesar da aparente redução de tensão militar com os Estados Unidos, com o recuo político do regime dos aiatolás após terem reconhecido a responsabilidade pela derrubada do Boeing ucraniano, vários relatos oficiais indicam que o Irã pretende retaliar o imperialismo ianque na “arena digital”. Segundo o governo iraniano, pela primeira vez começaremos a ver ataques de inteligência artificial por computador contra o país que se arvora da total hegemonia tecnológica mundial, os alvos não serão nenhuma surpresa: além dos Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita poderão ser atingidos. Com a adoção desta “tática”, se for realmente levada a frente, é muito possível que a tensão política com o reacionário governo Trump mova-se para o terreno da guerra cibernética, uma área menos visível, mas igualmente crucial para os iranianos, que se rearmaram nos últimos anos no campo da computação. Um recente anúncio nos meios internacionais da cibernética ilustra essa capacidade de ataque iraniana: dois dias após a morte do general iraniano Qassem Soleimani, um grupo chamado "Cyber ​​Security Group Hackers" atacou o site da Federal Depository Library. A página inicial foi substituída por uma imagem sangrenta de Trump.  Foi um pequeno aviso. Os aeroportos usados ​​pelos soldados ianques no Oriente Médio podem ficar paralisados, já que hoje o Irã tem a mesma capacidade de ataque por computador da Rússia, China ou Coréia do Norte, países adversários que enfrentam as grandes potências imperialistas ocidentais. O Irã começou a investir pesadamente na guerra cibernética há dez anos por causa do ataque Stuxnet que sofreu. A agressão da NSA agiu como um sinal de alerta para Teerã. O aiatolá Khamenei é principal responsável no interior do regime pela arma da informação. Sob seu comando, a Guarda Revolucionária gerencia as unidades cibernéticas. O Stuxnet é um worm de computador desenvolvido ao longo de vários anos sob a direção direta de Washington, com o objetivo de interromper o programa nuclear iraniano parando as centrífugas, levando até à destruição de várias delas.  Foi um vírus que na época causou um enorme impacto, tanto por seus efeitos quanto pela sofisticação necessária. Desde então, o Irã entrou no contra-ataque com várias ofensivas cibernéticas.  Em 2012, ele fabricou seu primeiro grande vírus de computador, Shamoon, que infectou cerca de 30.000 computadores na empresa petrolífera saudita Aramco, a mais poderosa do mundo.  O vírus excluiu os dados administrativos da empresa. A unidade de ataque foi chamada APT 33. Os ataques não pararam.  Entre 2011 e 2013, sete piratas iranianos realizaram dezenas de ataques coordenados contra mais de quarenta bancos e instituições americanas, causando a perda de vários milhões de dólares.  Estes são principalmente ataques DDOS, que envolvem sobrecarga do servidor para impedir que funcionem corretamente. Entre janeiro de 2017 e o verão de 2018, eles lançaram mais ataques cibernéticos contra a Arábia Saudita e, em particular, contra a empresa de petróleo Aramco, a fim de causar explosões nas refinarias de petróleo. Os Marxistas não deixarão de apoiar qualquer iniciativa concreta do regime iraniano contra o imperialismo e seus “protetorados”, porém apontamos claramente que o anúncio desta nova “tática de enfrentamento virtual” corresponde a uma situação defensiva dos Aiatolás, que atravessam uma forte turbulência política no seu próprio país. Por mais de três dias consecutivos Teerã presenciou “protestos populares” exigindo o fim do regime. Obviamente que estas manifestações são induzidas diretamente pela mídia corporativa e a própria agência de inteligência ianque: CIA. Como um castelo de cartas desabando, o regime dos aiatolás vem acumulando reveses na arena política, o que já pode indicar uma fissura no bloco central de poder. Veremos se o anúncio do ataque cibernético não é mais um “blefe” dos aiatolás contra o governo Trump e o Estado terrorista de Israel.
“INAUGURAÇÃO” DA ESTAÇÃO COMANDANTE FERRAZ PELO GOVERNO NEOFASCISTA: BOLSONARO CORTA ORÇAMENTO DAS VERBAS PARA A PESQUISA NA ANTÁRTIDA


O uso de etanol em um gerador de energia na estação Comandante Ferraz foi causa do incêndio que destruiu 70% das instalações da base do programa brasileiro na Antártica, vitimando dois militares da Marinha e deixou outro ferido em fevereiro de 2012, há quase 8 anos atrás. Prevista para se reinaugurada em 2018, as obras somente ficaram concluídas agora. Isto porque o governo Bolsonaro aprofundou os cortes aprovados no governo Temer, diminuindo os recursos de 18 milhões para 12 milhões em 4 anos. Os pesquisadores e os integrantes da Marinha (que administra a logística e a estrutura física) concordam que o problema não foi apenas a ausência de base física, mas sim a instabilidade de financiamento e de pesquisadores que estudam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar). Nesta semana, o vice-presidente Hamilton Mourão embarcou com destino à Antártica, para participar da reinauguração como o principal representante do governo neofascista brasileiro. Mourão viajou com Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia. Segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a “inauguração” trata-se de um engodo: “Projeto e edital foram feitos e aprovados no governo Dilma, que realizou a primeira fase das obras. Não fosse o PT, dificilmente teria reconstrução. Sucessivos cortes no orçamento não permitiriam”. As pesquisas do Brasil na Antártica podem parar, ainda que nesta semana o País inaugure sua nova base na ilha Rei George. O Proantar terá suas atividades científicas comprometidas, o que pode gerar prejuízos imensuráveis em termos da participação do Brasil no Tratado Antártico. O alardeado orçamento de R$ 18 milhões de reais agora está em cerca de R$ 12 milhões, o que dá cerca de R$ 3 milhões por ano para apoiar 17 projetos. Ou seja, estamos novamente em situação de penúria, na qual há o risco de paralisação das pesquisas antárticas por falta de recursos imposta pelo governo Bolsonaro.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

1 ANO DA PRISÃO DE BATTISTI NA BOLÍVIA: EVO MORALES ENTREGOU CESARE AO NEOFASCISMO ITALIANO... DEPOIS FOI “PREMIADO” COM GOLPE DE ESTADO PATROCINADO PELA CIA


No dia 13 de janeiro de 2019, há exatamente 1 ano Battisti era entregue por Evo Morales ao governo italiano. Desde então ele está nas masmorras neofascistas, em num presídio de segurança máxima na ilha da Sardenha. Preso na cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra, Cesare Batistti foi entregue a Itália pelo então presidente Evo Morales para ser encarcerado até a morte nas masmorras do governo fascista do primeiro-ministro Guiseppe Conte. O mesmo Evo que capitulou vergonhosamente a fração fascista do imperialismo europeu foi alvo de um golpe de estado patrocinado pela CIA, OEA e os bandos da extrema-direita bolivianos. Como denunciamos a época, tratou-se de uma traição vergonhosa da gestão de centro-esquerda burguesa do MAS (Movimento ao Socialismo), que se curvou as exigências do imperialismo europeu, particularmente da ala de extrema-direita que vai apresentar Batistti como um prêmio da reação burguesa em uma etapa de profunda ofensiva neoliberal mundial contra as liberdades democráticas do proletariado. Lembremos que diante dessa decisão escandalosa, Morales foi congratulado pelo neofascista Bolsonaro: “O governo brasileiro se congratula com as autoridades bolivianas e italianas e com a Interpol pelo desfecho da operação de prisão e retorno de Battisti à Itália. O importante é que Cesare Battisti responda pelos graves crimes que cometeu. O Brasil contribui assim para que se faça justiça!”. A entrega de Evo revelou a impotência do nacionalismo burguês diante das potências capitalistas, a mesma covardia política que se viu em sua negativa a enfrentar o golpe de estado, fungindo covardemente para o México. Nos dois casos, denunciamos a traição vergonhosa do governo do MAS à luta dos trabalhadores e dos povos latino-americanos!




“DEMOCRACIA EM VERTIGEM” CONCORRENDO AO OSCAR: “MEIAS VERDADES” SOBRE O GOLPE CONTRA DILMA E CRETINA APOLOGIA DA DEMOCRACIA BURGUESA


O filme brasileiro “Democracia em Vertigem” de Petra Costa, vai concorrer ao Oscar 2020. O trabalho cinematográfico que relata o golpe institucional de 2016 operado contra o governo de colaboração de classes (Dilma Rousseff-PT) foi anunciado na manhã desta segunda-feira (13/01) como um dos cinco finalistas na categoria de melhor documentário de longa-metragem. “Democracia em vertigem” estreou há um ano, no Festival de Sundance, figurou na lista de melhores filmes do jornal norte-americano The New York Times e foi distribuído pela Netflix, o que ajudou a produção a ter mais visibilidade no mercado internacional. O filme já havia concorrido ao Critics’ Choice Documentary Awards, uma espécie de prévia para o Oscar de documentário. É a primeira vez na história que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood indica à premiação um documentário produzido no Brasil. Seus concorrentes serão Indústria Americana (de Steven Bognar, Julia Reichert e Jeff Reichert), The Cave (de Feras Fayyad, Kristine Barfod e Sigrid Dyejaer), For Sama (de Waad Al-kateab e Edward Watts) e Honeyland (de Ljubo Stefanov, Tamara Kotevska e Atanas Georgiev). A cerimônia de premiação será realizada em 9 de fevereiro, no tradicional Dolby Theatre, em Los Angeles (EUA). Petra tentar se aproximar com suas lentes democratizantes do cenário nacional golpista que desembocou no impeachment de Dilma, neste sentido foi honesta ao apresentar sua perspectiva política de reformas dentro do Estado capitalista, traçando um paralelo entra a história da sua própria família (o avô é fundador da Andrade Gutierrez e os pais fizeram parte da luta armada contra a ditadura) e a história recente do fim do regime militar no Brasil, a cineasta demarca seu campo de classe de forma bem explícita, como se dissesse: aqui é a visão de uma jovem de classe média alta (ou até mesmo burguesa), de esquerda social-democrata sobre a falência política do governo do PT diante da ofensiva neofascista que tomou conta do país. Tanto que a narração, em off, é em primeira pessoa recheada por imagens de arquivo pessoal em meio a uma engenhosa montagem de registros. O documentário de Petra inicia e finaliza com as imagens de Lula no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, momentos antes de ser preso, como se involuntariamente passasse a limpo a trajetória de uma liderança da esquerda cooptada pela gestão estatal de uma República corrupta decadente. A narrativa do impeachment de Dilma é  apresentado de forma totalmente “idealista”, os fatos concretos não se encaixam no “quebra-cabeça” montado por Petra, não há referências a passividade e até mesmo colaboração do PT com a direita golpista, este “detalhe” histórico foi suprimido por Petra. Há sem dúvida bons momentos no documentário por seu grande valor histórico e capturados com precisão artística, porém o ângulo da câmara da cineasta é o das classes dominantes “civilizadas”, tentando retocar a exploração do regime capitalista com a maquiagem da democracia burguesa. Por isso mesmo polarização real da sociedade, ente as classes, não existe no filme de Petra, reduzindo a luta do povo oprimido “entre a direita e esquerda”. Obviamente como nos documentários da vida selvagem, onde se tenta apresentar os “mocinhos” leões contra as “bandidas” hienas, a cúpula do governo Dilma e o PT são isentados de qualquer responsabilidade política pela gestação do golpe parlamentar, não foi retratado em momento algum os bastidores da Frente Popular em conluio por mais de uma década com toda a escória direitista que era íntima de Lula. Portanto, sem nenhum tipo de sectarismo infantil, podemos concluir que precisamos realmente de uma produção artística que retrate a “democracia após a vertigem capitalista”, uma arte comprometida com as verdadeiras transformações na estrutura social e não apenas na sua “maquilagem política”. Desgraçadamente Petra não pode apresentar em sua obra um horizonte de ruptura revolucionária, não só contra a extrema direita, mas com o conjunto das classes dominantes que são as responsáveis pela barbárie que o Brasil está prestes a ingressar.
CEF COMEMORA 159 DE FUNDAÇÃO: SOB UM PROFUNDO ATAQUE PRIVATISTA DO GOVERNO NEOLIBERAL DA EXTREMA DIREITA


Nesta segunda (13/01) trabalhadores bancários comemoram os 159 anos da fundação Caixa Econômica Federal. Porém a comemoração real é a da luta em defesa do banco 100% estatal e sob o controle dos economiários. O governo neofascista Bolsonaro iniciou o processo de privatização da Caixa Econômica Federal, banco público que no dia 12 de janeiro completou 159 anos, através do fatiamento do banco e a venda de suas subsidiárias. Na quarta-feira(08/01)o “manda chuva” da CEF comunicou, através da Caixa Seguridade Participações, que o conselho diretor aprovou a contratação de um grupo de bancos, chefiado pelo Morgan Stanley, para formatar a venda de ações (IPOs) do setor de seguros da Caixa. A abertura de capital da Caixa Seguridade está sendo programada para ocorrer em abril deste ano. “Em 2020, teremos foco total na abertura de capital da Caixa Seguridade e da Caixa Cartões. O da Caixa Seguridade será um laboratório para os demais”, afirmou cinicamente o atual presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em recente entrevista ao Broadcast do jornal Estadão. Mesmo tentando justificar que “a Caixa é um banco social e que, portanto, a questão da seguridade é muito importante”, o privatista neoliberal segue preparando a sua venda. O desmonte do setor de seguridade da Caixa afetará a rentabilidade do banco público e reduzirá sua capacidade de financiamento. O mesmo Pedro Guimarães, que agora está vendendo a Caixa, participou do processo de privatização do BB Seguridade, do Banco do Brasil, em 2013, o estafeta dos rentistas também participou do processo de privatização do Banespa. Nas atividades que antecederam a privatização do Banespa ocorreram fraudes grosseiras no balanço do banco público de São Paulo. Em nota no site da FENAE, entidade nacional corporativa dos economiários ligada à CUT, está sendo convocado o Dia de Luta em Defesa da Caixa, para esta segunda-feira, 13 de janeiro, quando se comemora os 159 anos da Caixa, mas infelizmente a burocracia reformista não organiza uma verdadeira ação direta de resistência a entrega da CEF ao capital financeiro. É necessário preparar uma nova direção política combativa para o enfrentamento com o desmonte das empresas estatais promovida pela escória neofascista de Paulo Guedes e Bolsonaro.

MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA - MOB

domingo, 12 de janeiro de 2020

CRISE NO IRÃ: MAIS UM REGIME BURGUÊS NACIONALISTA CAIRÁ DIANTE DA OFENSIVA IMPERIALISTA?


Mudança “da noite para o dia” no Irã: de uma situação de ofensiva contra o terrorismo imperialista para uma conjuntura de total defensiva diante da admissão por ter cometido “terrorismo involuntário”, este é o quadro político turbulento pelo qual atravessa o regime burguês nacionalista dos aiatolás na antiga Pérsia. Não demorará muito para que os protestos contra o “erro” da Guarda Revolucionária, que admitiu ser a responsável pela queda de um Boeing da aviação comercial ucraniana, se transformem em “revolta popular” exigindo a derrubada do atual regime fruto da revolução ocorrida em 1979. Um “script” anunciado e já visto em situações similares, seja no Oriente Médio ou mesmo em nossa América Latina. Não seria uma surpresa que já surjam informações vindas do Irã dando conta de divergências no alto comando militar da Guarda Revolucionária Islâmica, o bastião do regime dos aiatolás. O comandante da força aérea do Irã, Amir Ali Hajzadeh, afirmou neste sábado (11/01) que teria pedido aos generais do exército o “fechamento do espaço aéreo em torno de Teerã” logo após o ataque à base ianque de Al Asad no Iraque e que não foi atendido, gerando o erro do disparo do míssil em um Jato comercial. Por outro lado fontes de noticias da agência oficial Fars relatam que a decisão tomada pelo próprio Khamenei de anunciar o “erro” teria sido retardada em função de divergências internas no seio da Guarda Revolucionária Islâmica (GRI). Posteriormente a admissibilidade da “culpa” pelo abatimento do Boeing, Amir declarou que “gostaria de estar morto”. Por sua vez o presidente eleito do Irã, Hassan Rohani, que não pertence ao comando supremo dos aiatolás, a informou a mídia internacional que pretende “entregar” aos tribunais os militares que autorizaram o disparo do míssil que derrubou o Jato da Ukraine Airlines, não se sabe se Hassan se referia à justiça iraniana ou “tribunais multilaterais” do imperialismo. O fato é que governos reacionários como o do Canada já estão exigindo a prisão dos militares iranianos em cárceres da ONU. Este elemento poderá detonar uma profunda fissura no regime, alimentando ainda mais os “protestos populares” contra os aiatolás. Diante da crise iraniana a Casa Branca obviamente já passou a ofensiva em todos as frentes, no campo militar o Pentágono anunciou que não pensa em retirar suas tropas do Iraque, após cogitar a saída. Na arena política interna, a prisão e a rápida soltura do embaixador da Inglaterra, Rob Macaire, que liderava atos de oposição na porta de uma universidade em Teerã, mostra a fragilidade do regime, que tolera que um representante oficial de um país estrangeiro se envolva em questões nacionais iranianas. Setores da burguesia persa que apesar dos embargos mantém fortes vínculos comerciais com o ocidente, também podem impulsionar um movimento mais “agressivo” contra o regime nacionalista dos aiatolás. A dinâmica em uma conjuntura que mistura ao mesmo tempo guerra, crise interna e bloqueio econômico é totalmente imprevisível, somente os próximos dias revelarão o grau e intensidade das rachaduras (políticas e militares) abertas com o reconhecimento do “erro” iraniano que resultou na morte de 176 vidas a bordo do Boeing. Porém independente de ter havido realmente o “erro” ou não, como relatamos no artigo anterior do Blog da LBI, a inteira responsabilidade pelos trágicos acontecimentos deve ser debitado na conta do belicismo imperialista ianque e sua política de invasão e saque das nações oprimidas.
VITÓRIA PARCIAL DOS TRABALHADORES FRANCESES: APÓS 38 DIAS DE GREVE, GOVERNO RECUA DO AUMENTO DA IDADE MÍNINA NA PREVIDÊNCIA! MANTER A LUTA CONTRA O AJUSTE NEOLIBERAL E PELA DERRUBADA DE MACRON!


Após 38 dias de greve, os trabalhadores franceses tiveram vitória parcial importante e conseguiram fazer com que o governo neoliberal de Emmanuel Macron retirasse “provisoriamente” o aumento da idade mínima de 62 para 64 anos da reforma da Previdência. Decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro Edouard Philippe neste sábado. “O compromisso que ofereço me parece a melhor forma de reformar pacificamente nosso sistema de aposentadorias”. A concessão foi apresentada mediante uma contrapartida. A partir de agora, sindicatos e empregadores têm até o fim de abril para apresenta uma “solução alternativa” para equilibrar as contas previdenciárias. Em troca desse recuo na questão da idade, Philippe convocou uma conferência de sindicatos e patrões que, no fim de abril, deve chegar a um acordo sobre quais medidas serão adotadas para obter o equilíbrio financeiro até 2027. Macron sugeriu aumento no tempo de contribuição. Em resumo, Macron deseja a ajuda das direções sindicais para levar adiante o ajuste neoliberal ainda nesse semestre. Edouard Philippe propôs um “compromisso transparente e sólido” dos sindicatos. Os trabalhadores não podem aceitar esse engodo, devem seguir em luta pela derrubada do gerente neoliberal. A chamada “idade de referência” ou “idade-pivô” bloqueava a negociação com a CFDT enquanto a como a CGT exige a retirada completa da reforma, ou seja, o governo deseja dividir o movimento para derrota-lo através de uma manobra distracionista. A reforma foi uma de suas promessas fundamentais da campanha e ceder seria uma demonstração de enorme fraqueza, além de uma decepção para seu eleitorado. Sua estratégia de estender o conflito para corroer o apoio popular a medidas de força não deu o resultado esperado, mas as greves têm menos apoio do que no início, como esperado. Se, após 38 dias deintensa luta, os trabalhadores franceses não conseguiram derrotar os planos do governo, isso se deve principalmente às divisões impostas por suas lideranças sindicais, principalmente a CFDT (central sindical amarela) que divide as ações de combate e nem sequer chama para marchar. As bases combativas dos trabalhadores e dos trabalhadores estatais, e até o setor privado, que vem realizando uma greve histórica, precisam fortalecer suas organizações e promover a coordenação. Isso permitiria impor nas direções burocráticas a unidade de todo o movimento operário, a única maneira de travar o avanço do capital sobre os direitos conquistados. Desgraçadamente a burocracia sindical da CGT e FO e o conjunto da centro-esquerda burguesa (PS, PC, Jean-Luc Mélenchon) desejam que paralisação seja apenas um elemento de pressão contra o governo para Macron retirar o projeto, quando na verdade o eixo político deveria ser a derrubada deste frágil gerente a burguesia rumo a construção de um Governo Operário e Camponês na França! Os trabalhadores franceses conseguiram uma vitória parcial após 38 dias de greve. Agora é a manter a luta contra o conjunto do ajuste neoliberal e pela derrubada de Macron!
SÚBITA REVIRAVOLTA NO CASO DA QUEDA DO BOEING EM TEERÃ: ADMISSIBILIDADE DA RESPONSABILIDADE DO DESASTRE AÉREO PELAS FORÇAS IRANIANAS REVELA FISSURA DO REGIME E PODERÁ ATÉ LEVAR A DERRUBADA DE KHAMENEI


“Aiatolá Khamenei renuncie, renuncie”, assim gritavam centenas de pessoas contra o líder supremo do regime dos aiatolás, Ali Khamenei, depois que o governo do Irã afirmou que suas Forças Armadas derrubaram por engano um Boeing da aviação privada ucraniana. A agência de notícias iraniana Fars, em um raro relato sobre protestos contra o regime admitiu que manifestantes cantaram frases contra as autoridades do país em Teerã neste sábado. O radical ponto de inflexão na conjuntura iraniana começa com a mudança abrupta da versão da queda do Boeing, na sequência da exemplar resposta militar infringida pelo regime dos aiatolás as bases ianques de ocupação no Iraque. O voo PS752 da companhia Ukraine Airlines International (UAI) decolou de Teerã rumo a Kiev e caiu dois minutos depois, todas as 176 pessoas que estavam a bordo morreram no desastre. A possibilidade do Boeing em pleno voo ascendente, em uma área espacial do aeroporto internacional de Teerã, ter sido confundido com um míssil de ataque a capital iraniana era praticamente nula. Durante vários dias após a tragédia aérea o governo iraniano sustentou a seguinte versão: "Podemos dizer que o avião, considerando o tipo de acidente e os esforços do piloto para devolvê-lo ao aeroporto Imam Khomeini, não explodiu no ar. Portanto, a alegação de que foi atingido por mísseis é totalmente descartada”. A narrativa oficial das autoridades iranianas logo foi corroborada pelo governo russo, um especialista militar em questões de acidentes aéreos e até então um grande aliado do regime dos aiatolás. Sergei Ryabkov, vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, declarou que: "Não há fundamento para afirmar que o Irã é responsável pela queda do avião ucraniano nos arredores de Teerã”.  Mais importante do que as “versões” técnicas iniciais, iraniana e russa (que poderiam ser contestadas por questões políticas), foi a própria investigação preliminar ucraniana. De acordo com o chanceler da Ucrânia, Vadym Prystaiko, “Ninguém quer estabelecer conclusões imediatas sobre a causa do acidente. Ele afirmou que tiveram acesso inicial às caixas-pretas, e que os governos ucraniano e do Irã decidirão para onde o equipamento será enviado, caso necessário”. Prystaiko revelou ainda “que equipes ucranianas já tiveram acesso a destroços da aeronave e que verificações no local da queda  indicaram não haver vestígios de destroços de mísseis”. Cerca de 50 especialistas ucranianos chegaram rapidamente no Irã participando da investigação que descartou a possibilidade de um míssil ter atingido o Boeing. Porém uma súbita mudança do governo iraniano, reconhecendo um “erro humano no lançamento de um míssil”, alterou radicalmente a conjuntura, levando o regime dos aiatolás a uma profunda desmoralização política e militar em escala local e também em nível mundial. Não podemos saber o que levou o governo iraniano a admitir um fato gravíssimo tão improvável, quanto “inverossímil” do ponto de vista da defesa militar do país. O certo mesmo é que a admissibilidade da responsabilidade pela tragédia poderá levar até mesmo ao fim da hegemonia do aiatolá Khamenei sobre o regime vigente no Irã. A princípio o fato de terem cedido às pressões do imperialismo para assumir a culpa pelas mortes do Boeing, como “tática” para aliviar os novos embargos anunciados por Trump, poderá resultar em um “tiro no pé” dos aiatolás. Assim como fez Evo Morales na Bolívia, recuando para atender a chantagem da OEA, o “passo absurdo” dos Aiatolás na direção de um possível acordo com os EUA, poderá significar a abertura de uma fissura que poderá engolir o conjunto do regime. As multitudinárias manifestações em repúdio ao covarde assassinato do general Soleimani, ocorridas em Teerã em apoio ao ataque as bases militares ianques no Iraque, rapidamente podem virar-se contra Khamenei e a cúpula da Guarda Revolucionária, após o reconhecimento de tamanho amadorismo e irresponsabilidade na defesa do país. O reconhecimento inexplicável do “erro” que abateu o Boeing se configurou como a maior derrota do regime dos Aiatolás no cenário interno e mundial desde que tomaram o poder na revolução de 1979. A Casa Branca ciente da fragilidade política em que meteu-se o governo iraniano não perdeu tempo, Donald Trump já deu apoio aos manifestantes, escrevendo em persa no Twitter: “o governo do Irã deve permitir que grupos de direitos humanos monitorem e denunciem fatos do terreno sobre os protestos em andamento do povo iraniano. Não pode haver outro massacre de manifestantes pacíficos, nem um desligamento da Internet. O mundo está assistindo”. Os Marxistas Leninistas não irão alterar sua posição programática em defesa do regime dos Aiatolás contra o imperialismo ianque, mesmo que seja comprovado a responsabilidade do Irã no incidente da que derrubou o Boeing ou que esta “mea-culpa” esteja ligada a tentativa de um acordo com os EUA. Não apoiaremos nenhuma manifestação pela “democracia no Irã”, no curso de uma “revolta popular” (induzida pela CIA), contra uma possível “lambança” promovida pelos Aiatolás neste episódio.

sábado, 11 de janeiro de 2020

PARA COBRIR ROMBO NO ORÇAMENTO: GOVERNO NEOFASCISTA DEIXA DE PAGAR APOSENTADORIAS E OUTROS BENEFÍCIOS DO INSS PARA HONRAR DÍVIDA PÚBLICA COM OS RENTISTAS


Para cobrir o rombo no orçamento federal, em função da perda na arrecadação provocada pela recessão econômica que o Brasil atravessa, mais de 1,3 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não estão conseguindo obter seus benefícios devido a “falhas e sistema travado do órgão”.  Nem mesmo as novas regras vigentes com a aprovação da (contra)reforma da Previdência estão sendo “honradas” pelo governo neofascista de Bolsonaro. São 65% dos requerimentos sem atendimento, deixando as pessoas sem aposentadoria, além de benefícios como assistência ao idoso, por incapacidade, para deficientes de baixa-renda, salário-maternidade, auxílio-doença e pensão por morte. Um verdadeiro caos social instalado no país pelo “default” das contas públicas, contingenciadas para o pagamento da dívida interna junto aos rentistas internacionais. Só este mês, o órgão anunciou o fechamento de mais de 500 agências do INSS. O governo neofascista também anunciou, este ano, o fechamento de 20 unidades regionais do Dataprev, empresa que processa os dados de 35 milhões de aposentados. A esse verdadeiro desmonte do sistema o Ministro Paulo Guedes chama de “otimização da força de trabalho” e “digitalização do sistema”, mas o efeito até o momento foi o desamparo de milhões de trabalhadores brasileiros, que não conseguem solicitar as suas aposentadorias. Os sistemas sequer foram adaptados às novas regras da (contra)reforma da Previdência atrasando ainda mais os pedidos de direitos já adquiridos. Em resposta ao caos, o governo “lambe botas” do imperialismo, através do estafeta secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, admitiu nesta sexta-feira(10:02), que a fila não será zerada antes de julho. A informação foi também anunciada pelo presidente do INSS, Renato Vieira, que afirmou que a fila não será resolvida em menos de seis meses. “Esperamos que nos próximos 6 meses a situação esteja absolutamente regularizada”. Diante desta grave crise do sistema previdenciário, motivada por fatores econômicos externos ao INSS, como a recessão e colapso nas contas de governo, é necessário mobilizar o conjunto da classe trabalhadora (ativos e inativos), para uma grande jornada nacional de lutas que desemboque na preparação da Greve Geral contra a supressão de direitos históricos do povo brasileiro. Desgraçadamente as burocracias sindicais, como CUT, Força Sindical, CTB e CONLUTAS permanecem inertes diante desta imensa tragédia das camadas mais necessitadas do proletariado, como os acidentados, doentes e idosos.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

HÁ 4 ANOS DA MORTE DE DAVID BOWIE: O DIA EM QUE O PSTU APRESENTOU COMO “HERÓI” O ROCKEIRO QUE CULTUOU HITLER E MUSSOLINI


O rockeiro inglês David Bowie morreu em 10 de janeiro de 2016, há quatro anos atrás. Entre todas as homenagens da grande mídia somou-se acriticamente o PSTU. A decomposição moral e ideológica do Morenismo demonstrou que esta corrente não tem limites de classe ao derramar lágrimas para um músico que cultuou Hitler e Mussolini. O artigo de uma dirigente do PSTU publicado no sítio do partido em homenagem ao rockeiro neofascista David Bowie carregou logo no título: “Herói não só por um dia”, para depois qualificar David: “Bowie é um dos artistas mais importantes do século 20 e desse início de século 21. Ele revolucionou a música – inclusive subvertendo sua própria obra –, mas não foi só isso. Foi um vanguardista do design, ator, produtor e mestre das performances” (sítio do PSTU 11/01/16). Para os mais jovens e incautos a figura de Bowie seria somente a de mais um rockeiro de longa trajetória artística no universo da “pop music”, ou em outras palavras, do lixo cultural imperialista exportado para todo o planeta. Mas o fato de sua morte ter sido tão celebrada pelos organismos mais reacionários da mídia mundial, inclusive pelo nosso esgoto tupiniquim da “Veja”, dedicando várias capas a Bowie, poderia ter chamado a atenção da “candida” dirigente Morenista. O britânico Bowie que começou sua carreira musical ainda nos anos 60, foi inegavelmente impulsionado pelo sucesso da irreverência dos Beatles, chegando posteriormente a ser parceiro de Lenon em uma composição (Fame), mas a semelhança entre a trajetória de ambos se encerrava aí. A “oposição” proferida por Bowie contra a majestade britânica tinha um caráter ainda mais reacionário do que o da monarquia: “Acho que a Grã-Bretanha pode se beneficiar de um líder fascista. Afinal de contas, o fascismo é na verdade nacionalismo… Eu acredito firmemente no fascismo, as pessoas sempre responderam com grande eficiência sob uma liderança regimental”. Para os Morenistas do PSTU o fascismo militante de Bowie tem um significado oposto: “Toda sua obra é uma defesa da liberdade de expressão e do papel de artista, corroborando a ideia de ‘toda licença em arte’.” (Luciana Candido). O Importante é registrar que nem todos os apreciadores do Rock compartem das “opiniões” do PSTU, o insuspeito movimento “Rock Against Racism”(RAM), surgido em meados dos anos 70 bateu de frente diante das posições xenófobas de certos “astros” da pop music. Em 30 de abril de 1978 mais de 80.000 pessoas marcharam em Londres, atendendo o chamado do “RAM”, de Trafalgar Square até o Vikki Park (um ponto de concentração dos fascistas londrinos) para um concerto musical ao ar livre contra o racismo latente em certos “papas” do rock. Entre os vários personagens performáticos de grande sucesso assumidos por Bowie chamou atenção o “Thin White Duke” (Fino Duque Branco), uma inequívoca referência à sua concepção racista, onde percorreu o mundo fazendo apologia do nazismo: “Adolf Hitler foi uma das primeiras estrelas do rock”. Neste mesmo período, Bowie chegou a ser detido por oficiais do Pacto de Varsóvia quando tentava atravessar a fronteira da Polônia para a URSS com materiais de propaganda nazista. Este episódio já serve para demonstrar que as ligações de Bowie com o movimento neonazista europeu não eram simplesmente de “simpatia”. Acossado por parceiros musicais que não estavam dispostos a sujar seus nomes com o movimento fascista, Bowie afirma que suas declarações elogiando Hitler eram produto do excesso de drogas: “Eu estava fora da minha mente, totalmente enlouquecido”. Porém já no final dos anos 70 quando se mudou para a então Berlim Ocidental, David revelaria em seus shows que sua convicção neonazista continuava inabalada, chegava nos eventos em uma Mercedes conversível sempre acenando para os fãs com a saudação nazista. É muito difícil imaginar que a biógrafa morenista de Bowie desconhecesse fatos públicos desta gravidade ao conceder-lhe o “título de herói”. Mas para sepultar qualquer dúvida sobre o tipo do caráter da trajetória de Bowie, vale a pena relembrar um fato que levaria o próprio Nahuel Moreno a se revirar em seu túmulo, caso pudesse ler o artigo de sua seguidora política Luciana, estamos nos referindo a sórdida campanha imperialista que o astro do rock realizou contra a Argentina na época da “Guerra das Malvinas”. Está absolutamente claro que nesta polêmica não buscamos discutir as preferências estéticas e musicais dos “jovens” morenistas, se “curtem” os dejetos que a indústria da deculturação global descarrega no mercado do entretenimento não nos parece uma grave questão de moral proletária, entretanto quando a esquerda revisionista homenageia um porta-voz musical do neonazismo contemporâneo o fato assume outra proporção ideológica.
ENTREVISTA DO COMANDANTE DA FORÇA AÉREA IRANIANA (IRGC): GENERAL AMIR ALI HAJZADEH 


O comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), general Amir Ali Hajzadeh, revela nesta entrevista (traduzida em primeira mão no Brasil pelo Blog da LBI) pontos chaves a respeito dos recentes ataques militares iranianos, com mísseis balísticos, a bases dos EUA no Iraque.

“Atingimos com os nossos mísseis pontos chaves na base aérea norte-americana que eram utilizadas para equipar helicópteros de ataque. Estamos capazes de atingir os quartéis dos soldados norte-americanos na base aérea mas evitamos isso porque o nosso objetivo era alcançar o centro de comando. Atingimos o centro de comando da base Ain El-Assad e as imagens revelam a extensão da sua destruição. O presidente Trump costuma visitar a base aérea de Ain El-Assad quando visita o Iraque. Nosso objetivo era criar terror e pânico nos corações das forças norte-americanas (daquela base aérea). Forças norte-americanas transportaram seus soldados feridos para a entidade sionista (Israel) utilizando nove aviões. Nunca ouvimos falar, desde a II Guerra Mundial, de qualquer ataque a bases militares americanas sem a subsequente retaliação ianque. O que ouvimos de Trump é asneira, os EUA podiam ter atacado o Irã mas centraram-se na ação midiática. Há muitos alvos no Irã mas os EUA são incapazes de executar tais operações. O mundo agora sabe quem é que perdeu a batalha! As forças dos EUA inevitavelmente deixarão a região. O Eixo de Resistência é que chutará as forças americanas para fora da região. Não há dúvida de que há mortos e feridos entre as forças dos EUA, muito embora tenhamos alvejado os centros de comando da base. O próximo passo (da resposta) será executada pelas organizações do Eixo da Resistência. A resposta seguinte não será meramente uma “bofetada”, mas ao invés um passo que transformará a situação de toda a região. Nossa primeira operação não equivale ao sangue dos mártires, o líder anunciou que a retaliação será alcançada com a retirada total das forças americanas da região. Não somos criminosos como os ianques, podíamos ter alvejado os edifícios residenciais dentro da base americana. Com o martírio de Soleimani começou uma nova fase da Revolução. O importante é que conseguimos quebrar o prestígio dos EUA. Estávamos à espera de uma resposta dos EUA e estamos preparados para responder à resposta deles. Eu disse aos estados fronteiriços do Golfo Persa: os EUA não se mexerão para resgatá-los. Esta é a primeira vez que bases norte-americanas são alvejadas desde a II Guerra Mundial. Durante a operação de ataque à base dos EUA esperávamos receber uma resposta e estávamos preparados para uma guerra total. Decidimos mirar a maior base dos EUA e a mais distante das fronteiras iranianas. Não procurávamos matar soldados dos EUA com o nosso ataque de mísseis, mas certamente muitos foram mortos. Podíamos ter concebido a operação para matar 500 no primeiro passo e, se respondessem, podíamos ter morto 4.000 a 5.000 no segundo e terceiro passos”.

Teerã, 10 de Janeiro de 2020

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

CENSURA DA (IN)JUSTIÇA AO “PORTA DOS FUNDOS”: DEPOIS DO ATENTADO DA EXTREMA DIREITA... UM ATAQUE ESTATAL ÀS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS EM MEIO A OFENSIVA NEOFASCISTA


Uma decisão completamente arbitrária do desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, obrigou a produtora Porta dos Fundos e a Netflix a retirar do ar o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo. A decisão atendeu a um pedido feito pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura. Trata-se de um novo ataque às liberdades democráticas no curso da ofensiva neofascista em curso no Brasil. Não por coincidência, o desembargador responsável pela decisão votou em 2017 pela absolvição do então deputado federal e atual presidente da República Jair Bolsonaro por conta de comentários homofóbicos proferidos no programa “CQC”, da TV Bandeirantes. Depois do atentado perpetrado pela extrema-direita no dia 24/12 agora a justiça burguesa entra em cena para punir o “Porta dos Fundos”. Independente de concordarmos com o conteúdo do filme, porque a arte deve ser livre do “gostar ou não” do público, os Marxistas Revolucionários rechaçamos primeiro o ataque fascista e agora a censura estatal! O ataque terrorista recente foi produto da reação de grupos de extrema direita, ligados ao bolsonarismo e hordas evangélicas de diversas denominações nas redes sociais, por conta da maneira como retratou Jesus Cristo no programa especial de final de ano. Agora, em uma ação cinicamente casada, a Justiça burguesa atende a um pedido de entidade religiosa reacionária para calar o “Porta dos Fundos”. A censura ao grupo de humor e o covarde ataque ao “Porta dos Fundos” não é um fato isolado, é parte da atual ofensiva neofascista contra as liberdades democráticas, a esquerda e a população pobre de uma maneira geral por parte de grupos da extrema-direita em que se apoio socialmente o regime de exceção Bonapartista que avança no Brasil. Como já alertamos anteriormente, o avanço da extrema direita no país não será detido com “apelos” as autoridades policiais e tampouco recorrendo à justiça burguesa golpista e reacionária até a medula, que ao contrário, é parte do aparelho estatal de repressão ao movimento operário e as liberdades democráticas. Defendemos que o movimento operário, popular e estudantil deve adotar uma estratégia de autodefesa, como um embrião da construção de seu próprio poder político. Somente com iniciativas políticas totalmente independentes do Estado Burguês e suas instituições, as massas poderão sedimentar o caminho da revolução socialista! Para a LBI, a arte tem sua função histórica e revolucionária, como afirmou Trotsky: “Consideramos que a tarefa suprema da arte em nossa época é participar consciente e ativamente da preparação da revolução. No entanto, o artista só pode servir à luta emancipadora quando está compenetrado subjetivamente de seu conteúdo social e individual, quando faz passar por seus nervos o sentido e o drama dessa luta e quando procura livremente dar uma encarnação artística a seu mundo interior”. (Manifesto por uma Arte Revolucionária Independente, 1938). Nesse caminho, a defesa de uma arte livre e independente da censura do Estado burguês é parte da luta programática dos comunistas pela emancipação social, econômica, política, cultural e ideológica dos trabalhadores!
QUEDA NO AR DO IRÃ DE MAIS UM BOEING: FOI PARA TENTAR SALVAR O TRUSTE NORTE-AMERICANO DA FALÊNCIA QUE BOLSONARO ENTREGOU A EMBRAER AO IMPERIALISMO


A multinacional da construção aérea, Boeing, atravessa sua pior crise em mais de cem anos de existência da companhia. A crise que se instaurou após os dois acidentes com o 737 Max jogou a Boeing em um dos seus piores momentos financeiros. Tanto a governança quanto as finanças acabaram afetadas diretamente. Além disso, a empresa ianque também enfrenta uma série de pedidos de indenização e conflitos administrativos internos. No final de dezembro de 2019, a companhia demitiu o antigo CEO, o “manda chuva” Dennis Muilenburg, por conta da crise de imagem desencadeada pelos inúmeros acidentes ocorridos. A companhia viu seu lucro operacional despencar 97% nos nove primeiros meses de 2019. Os acidentes dos seus jatos em pleno voos não param de acontecer, o mais recente ocorreu na manhã desta quarta-feira (08/01) sobre o território iraniano. Um Boeing 737 da companhia ucraniana “ Ukraine International Airlines” caiu logo após decolar de Teerã em um acidente que foi inicialmente atribuído a uma falha do motor. Esse foi o primeiro acidente fatal da companhia aérea de Kiev, porém a Boeing já acumula quase uma dezena de desastres fatais somente nos últimos anos. "De acordo com as informações preliminares, o avião caiu como resultado de uma falha no motor por razões técnicas.”Neste momento, a versão de um ataque terrorista está descartada", afirmava o texto publicado no site do Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia, porém os abutres de Washington em conjunto com a direção da corporação industrial em situação falimentar, começou a especular sobre uma possível “causa política” do trágico acidente. Uma vã tentativa de tirar a total responsabilidade da Boeing, que em função da crise não consegue dar a mínima consultoria técnica em suas aeronaves espalhadas em todo o mundo. Somente um governo da escória fascista, totalmente subserviente a Casa Branca, como o do “capitão” Bolsonaro, poderia se prestar ao papel de socorrer uma transnacional ianque, entregando de bandeja uma indústria nacional de ponta como a Embraer para a Boeing. Se apropriado dos projetos da Embraer, do tipo cargueiro KC-390 ou de jatos médios executivos e aviões comerciais para voos inter-regionais, a Boeing espera escapar da insolvência e sobreviver no disputado mercado internacional da aviação. O Brasil perdeu sua indústria mais avançada tecnologicamente, aceitando como um “Cordeiro manso”, sob a batuta do governo neofascista, o papel econômico imposto pelos EUA de agroexportador de comodities e produtos primários. O resultado prático e mais imediato do desastre econômico gerido por Guedes e Bolsonaro é um imenso rombo na balança comercial do país e a maior “fuga” de dólares da história do Brasil em 2019...

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

COLETIVA DE TRUMP SOBRE A DESTRUIÇÃO DE SUAS BASES MILITARES NO IRAQUE: PRESIDENTE IANQUE “AMARELOU”... NEGANDO BAIXAS DE SUA TROPA INVASORA E RECUANDO DE NOVOS ATAQUES TERRORISTAS CONTRA O IRÃ


Em sua primeira entrevista coletiva na Casa Branca, após o bombardeio iraniano que praticamente destruiu a base militar ianque no Iraque causando cerca de 80 mortes, o reacionário presidente Donald Trump “amarelou” diante da humilhação imposta aos EUA pelo regime dos Aiatolás. Trump cinicamente negou as mortes de sua tropa, além de afirmar que o governo imperialista não tomaria nenhuma medida em represália ao ataque sofrido em “El Asad” pelos mísseis balísticos iranianos. Para não passar um recibo completo de covarde, Trump complementou que poderia aumentar as sanções econômicas sobre o Irã. Apesar de convocar toda a cúpula da república para a entrevista coletiva, tentando demonstrar um simbolismo próprio de uma declaração de guerra, Trump em vez de uma “bomba” soltou um “track”, isso logo após o líder máximo xiita, Aiatolá Khamenei, declarar que a resposta militar do Irã ao assassinato covarde do general Suleimani apenas estava começando. Um pouco antes do anúncio “arregão” de Trump, autoridades russas, sob a orientação de Putin, já alertava o Pentágono sobre o risco da deflagração de uma guerra atômica contra os EUA, pois o Irã está bastante avançado na fabricação de ogivas nucleares. Em meio das eleições presidenciais norte-americanas, onde Trump tenta uma difícil reeleição, os “Falcões” republicanos sabem do alto risco de colherem uma retumbante derrota no conflito aberto contra o Irã, por esta razão aconselharam Trump a “afrouxar” diante da determinação dos Aiatolás. Pelo lado iraniano ainda é cedo para fazer prognósticos acerca da conduta da teocracia xiita, porém pelo caráter burguês do seu regime é possível que aceitem um acordo, produto do recuo ianque. Mas a violenta presão das massas persas e árabes para expulsar o imperialismo de todo o oriente médio é um fator revolucionário latente em toda a região. A palavra final estará nas mãos do heróico proletariado iraniano, que já protagonizou vitórias históricas como a derrubada da sangrenta ditadura do xá Reza Pahlavi ou impor derrotas ao Iraque, quando este país foi manipulado por Reagan para sufocar a revolução de 1979. Os Marxistas Leninistas estarão incondicionalmente na trincheira militar das nações oprimidas contra o inimigo central dos povos, o imperialismo!
80 MILITARES IANQUES MORTOS NA PRIMEIRA “RESPOSTA” DO IRÃ AO TERRORISMO IMPERIALISTA: MAS PARA TRUMP ESTÁ TUDO “WELL”...


A imprensa iraniana acaba de divulgar o primeiro balanço do ataque de mísseis dirigido a principal base militar ianque no Iraque,“ Al Asad”, sofreu 80 baixas! O alto comando militar iraniano também comunicou que os mísseis balísticos de suas Forças Armadas já estão prontos para atacar a cidade de Haifa onde o Estado genocida de Israel concentra sua principal frota aérea. Em contrapartida, na Casa Branca, o reacionário presidente Donald Trump, diante da humilhação sofrida pelo imperialismo ianque tentou minimizar as perdas de suas tropas invasoras, declarou em um Twitter que “Tudo está bem”... Well! Já nesta quarta-feira (08/01) o presidente do Irã, Hassan Rouhani, foi às redes sociais para enfatizar a importância do general Qassem Soleimani ao país e que uma “resposta final” a seu assassinato será expulsar todas as forças norte-americanas da região. Por sua vez, o líder supremo do regime iraniano,aiatolá Ali Khamenei, pontuou que o conflito político e militar está só começando: “Por enquanto, os americanos receberam um tapa, a vingança é uma questão diferente”. A mídia corporativa mundial, aliada ao Pentágono, tratou logo de desqualificar o significado da dura represália sofrida pelos EUA, divulgando uma série de “fake news” sobre a resposta do Irã. O Blog da LBI está fazendo uma cobertura totalmente “parcial” destes acontecimentos que tem uma importância fulcral na arena da luta de classes, estamos incondicionalmente no campo militar do Irã, sem estarmos submetidos ao programa político do regime dos Aiatolás!