quinta-feira, 25 de abril de 2019

45 ANOS DA “REVOLUÇÃO DOS CRAVOS”: SOCIAL-DEMOCRACIA E STALINISMO APROFUNDAM SUA TRAIÇÃO A CLASSE OPERÁRIA... INTEGRAÇÃO AO GOVERNO DO PS PROVOCA RUPTURA NO “BLOCO DE ESQUERDA” E CRISE NO PCP



Neste 2019 completa-se 45 anos da Revolução dos Cravos, mais de quatro décadas e meia se passaram do histórico e memorável 25 de abril de 1974 que sacudiu as ruas de Portugal! Hoje, os trabalhadores lusitanos estão sendo governados pelo PS sob o comando de Antônio Costa depois de vários mandatos de gestão de direita PSD/CDS. Para celebrar essa data fazendo coro com a política de colaboração de classes do PS, o PCP afirma “Neste sentido, as comemorações do 45.º aniversário da Revolução de Abril devem ser um tempo para a convergência e unidade dos democratas e patriotas, dos trabalhadores e do povo, em defesa dos valores de Abril, da Constituição da República Portuguesa, de exigência de ruptura com a política de direita e de afirmação de uma política alternativa, patriótica e de esquerda” (PCP, 45.º aniversário da Revolução de Abril. Os valores de Abril no futuro de Portugal). Esta política de apoio “crítico” ao PS tem levado a crise no PCP, que vem perdendo peso político. Por sua vez, o Bloco de Esquerda (BE) declara “As comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio são momentos de reivindicação em torno do Estado Social e dos direitos de quem trabalha, pilares da democracia. O Bloco de Esquerda participa nestas manifestações e apela a uma ampla mobilização popular”. O programa abertamente socialdemocrata do BE levou a sua ruptura às vésperas das comemorações dos 45 anos da “Revolução dos “Cravos”. Mais de duas dezenas de militantes apresentaram o pedido de desvinculação do partido e enviaram uma carta à Mesa Nacional onde criticavam o rumo tomado nos últimos anos.  Nela está incluída a assinatura de dois irmãos de um dos fundadores do partido e antigo coordenador Francisco Louçã, ex-dirigente do SU: Isabel Maria Louçã e João Carlos Louçã. "Camaradas, conscientes de que pouco resta do projeto original do Bloco de Esquerda de ser uma força política em alternativa à sociedade existente, resolvemos deixar o partido no qual militámos ativamente até agora. Resolvemos deixar o Bloco porque não podemos ignorar o caminho de institucionalização dos últimos anos que transformaram o partido, de instrumento de luta política, num fim em si mesmo". O BE como o Syriza na Grécia e o PSOL no Brasil são partidos sociais-democratas que almejam gerenciar o Estado burguês em crise. Neste marco, as comemorações desse fato histórico que marcou o fim da ditadura de Salazar e o retorno da democracia burguesa em Portugal ocorrem em um clima de patrocinar ilusões na gestão burguesa do PS, neste sentido deve ser compreendida a Revolução dos Cravos e seus efeitos ainda hoje sobre a luta de classes não só em Portugal, mas como parte integrante da crise por que passa o continente europeu como um todo. Foi chamada de Revolução dos Cravos porque as tropas lideradas pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), em vez de baionetas, saíram às ruas com cravos na ponta dos fuzis para simbolizar solidariedade com a população. Mas, ao contrário do que afirmam os arautos da conciliação de classes, esse movimento resultou numa profunda derrota para proletariado português, confirmando a inviabilidade histórica de uma transição pacífica para o socialismo. O movimento de 25 de abril de 1974, ao pôr fim ao regime fascista de Salazar-Caetano, que durante 46 anos oprimiu o proletariado português e os povos as colônias de Portugal na África, se constituiu em um golpe militar preventivo para evitar que uma insurreição popular destruísse as bases da ordem capitalista. Um “convidado” inesperado, o proletariado, surge no processo desta transição política que foi operada inicialmente “por cima”, mas a ausência do partido revolucionário no cenário português impede que se transforme a crise política da “agitada” transição em Revolução Socialista.


MORRE JIM ROBERTSON, FUNDADOR DA LIGA ESPARTAQUISTA (EUA): O TROTSKISMO PERDE UM QUADRO MILITANTE QUE DEDICOU TODA SUA VIDA A CONSTRUÇÃO DA LIGA COMUNISTA INTERNACIONAL (LCI)


Na primeira quinzena de abril faleceu Jim Robertson, um dos fundadores da Liga Espartaquista dos EUA e também da Liga Comunista Internacional (LCI). Robertson tinha 90 anos e foi militante do movimento dos trabalhadores por mais de 70 anos. Nascido em 1928, Robertson aderiu ao Partido Comunista em Richmond, Califórnia em dezembro de 1946. Foi membro ativo em sua organização juvenil, a American Youth for Democracy. Enquanto estudava química na Universidade da Califórnia em Berkeley, ele deixou o PC. Robertson foi dirigente do grupo de jovens do SWP, a Young Socialist Alliance, quando foi fundada em 1960. Robertson, Tim Wohlforth e Shane Mage se opuseram ao que consideravam uma posição acrítica a Fidel Castro pela direção do SWP. Jim Robertson fundou a Tendência Revolucionário (TR) com David North, a TR era a representação do Comitê Internacional da IV nos EUA. Depois, na década de 60, rompeu com o próprio Gerry Healy, então dirigente do CI-QI. A maioria do TR deu origem a Liga Espartaquista. Ele permaneceu um colaborador ativo e um componente essencial da direção da Liga Espartaquista (EUA) e de sua corrente internacional LCI até os últimos dias de sua vida. Sua morte é uma tremenda perda para a LCI e para os que se reivindicam trotskistas. Em nome da direção nacional da LBI damos nossas condolências à família de Jim Robertson e seus inúmeros amigos e camaradas de partido. Apesar das profundas divergências que temos com a LCI, respeitamos a trajetória militante de seu fundador, dedicada ao Trotskismo assim com sua contribuição em defender a URSS e os Estados operários, ainda que burocratizados, da restauração capitalista em oposição a orientação stalinofóbica da esmagadora maioria das correntes revisionistas do Trotskismo. Jim Robertson Presente! Na luta pelo Socialismo sempre!

quarta-feira, 24 de abril de 2019

“DOIS LADOS DA MESMA MOEDA”: A ESMAGADORA VITÓRIA DE BOLSONARO NA CCJ E A PASSIVIDADE IMPOSTA PELA CUT/ PT (LOBBY PARLAMENTAR) AO MOVIMENTO OPERÁRIO E POPULAR! 


A vitória do governo Bolsonaro na CCJ no final da noite desta terça-feira aprovando a admissibilidade da Reforma neoliberal da Previdência por um placar folgado (48 a 18) após um acordo com o chamado “Centrão” costurado pela presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), abriu um debate importante no ativismo classista: porque o PT e a CUT não moveram um dedo para mobilizar os trabalhadores antes da aprovação da “constitucionalidade” da PEC, porque negaram-se a convocar pelo menos uma Greve Geral de 24hs ou 48hs para demonstrar a força da classe trabalhadora diante do ataque a conquistas históricas? Como já vínhamos alertando, a estratégia do conjunto da Frente Popular (integrada pelo PCdoB e também pelo PSOL) limita-se a desgastar eleitoralmente o governo Bolsonaro, sem chamar nenhuma mobilização de peso que possa romper com as regras institucionais da democracia burguesa. Por essa razão o conjunto da centrais sindicais (CUT, Conlutas, Intersindical) limitaram-se a ir ao aeroporto de Brasília a fim de fazer “lobby” para os parlamentares votarem contra a proposta do Planalto. No máximo lançaram um “abaixo-assinado” contra a Reforma. Esses burocratas sindicais e as suas lideranças partidárias tem uma estratégia definida: apostam suas fichas nas eleições de 2020 e na disputa presidencial de 2022. Os governadores do PT, por exemplo, apoiam vários pontos da Reforma neoliberal de Bolsonaro, onde administram já inclusive levaram adiante ataques da mesma natureza, como Camilo Santana no Ceará, marionete da Oligarquia Gomes (PDT), também apoiadores dos retrocessos nas regras da previdência pública. Por sua vez, o PT negocia nos bastidores a libertação de Lula das garras da justiça burguesa (via o STJ, STF) oferecendo em troca a “inação” do movimento operário diante da ofensiva neoliberal. A decisão do STJ de ontem aponta que o acordo avança nesse sentido: prisão domiciliar para Lula após a aprovação da PEC. Esse engodo ficou tão evidente que muitas ativistas já estão denunciando abertamente esse golpe da Frente Popular contra uma verdadeira mobilização para barrar a reforma neoliberal de Bolsonaro. Registre-se que tanto nos governos Lula e Dilma, o PT levou ataques a previdência pública e as conquistas sociais que pavimentaram o caminho para a investida atual de Bolsonaro. Agora a piada da vez que sai da boca da burocracia sindical é o lema “Se a reforma passar o Brasil vai parar!” quando faz-se necessário uma Greve Geral já para barrar nas ruas as reformas exigidas pelo “mercado”. O que vimos nesses dias foram “dois lados da mesma moeda”: o governo Bolsonaro avançando em seus ataques enquanto a Frente Popular sabota as lutas...A tarefa dos revolucionários é lutar pela superação dessa orientação traidora, convocado a resistência direta ao governo do fascista Bolsonaro que conquistou uma grande vitória no parlamento! 

terça-feira, 23 de abril de 2019

EM “CONCHAVÃO” PRÉ-ACORDADO: POR UNANIMIDADE STJ DIMINUIU A PENA DE LULA A ESPERA DA APROVAÇÃO DA (CONTRA)REFORMA QUE LIQUIDARÁ A PREVIDÊNCIA


Acabou agora a votação na 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que decidiu por unanimidade (4 a 0) que Lula tenha pena reduzida, dando-lhe de fato o direito a prisão domiciliar em setembro/outubro, ou seja, após a aprovação da reforma neoliberal da previdência pelo governo Bolsonaro no parlamento. Esta é a decisão final da “corte”, um "conchavão" pré-acordado entre a máfia de toga do STJ. O relator do recurso em agravo regimental impetrado pela defesa do ex-presidente propôs a revisão da pena de 12 anos e um mês para 8 anos, 10 meses 20 dias. Isso implica, caso de mantenha essa tendência, na redução do tempo para a concessão do regime semiaberto para perto de 1 ano e seis meses (um sexto da pena), dos quais Lula já cumpriu quase 13 meses, o que levaria sua liberação para outubro deste ano. Jorge Mussi, o segundo dos integrantes da 5ª Turma do STF também se manifestou pela redução da pena dada a Lula pelo TRF-4. Ele rearbitrou a pena em 5 anos e 6 meses pela acusação de corrupção e outros 3 anos e 4 meses pela alegação de lavagem de dinheiro. Oito anos e 10 meses (e vinte dias), o mesmo que foi fixada pelo ministro-relator, Félix Fischer. Ministro Reynaldo Soares, presidente da Quinta Turma, votou e acompanhou o relator nas dosimetrias das penas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, colocando a pena em 8 anos, 10 meses e 20 dias. O último "ministro" fez o mesmo!. Desta forma, a “turma” confirmou a decisão de progressão do regime, isso daria a Lula a prisão domiciliar em setembro/outubro. Todos os elementos levam a crer que essa decisão seguiu à risca o calendário da agenda neoliberal imposta ao país pelos rentistas e a Rede Globo. Manter LuLa encarcerado pela “Lava Jato” em Curitiba enquanto o governo Bolsonaro aprova a Reforma da Previdência mas acenando para sua prisão domiciliar até o final do ano. Em troca desse “relaxamento” do regime de prisão, o PT e a CUT mantêm o movimento operário em “banho maria” acumulando força eleitoral com o desgaste do governo para as eleições municipais de 2020 e, fundamentalmente, para a disputa presidencial em 2022. Fica evidente que a direção nacional do PT segue negociando nos bastidores da “república” e em suas cortes (STJ, STF) uma barganha em torno da liberdade de Lula em troca de sua “inação” no marco da radicalização da luta contra o projeto neoliberal do mercado financeiro. É necessário organizar desde já a construção de uma vigorosa Greve Geral por tempo indeterminado para derrotar não só as (contra)reformas, mas o conjunto do regime de exceção, vigente após o golpe parlamentar que resultou na fraude eleitoral, empossando o fascista Bolsonaro no Planalto. Somente forjado uma alternativa revolucionária de poder, para romper com a farsa da democracia burguesa, a classe operária será capaz de se insurgir no cenário histórico de forma independente para iniciar uma nova etapa do desenvolvimento humano: a sociedade socialista! Está claro para qualquer observador político minimamente atento, que Lula só recuperará suas garantias constitucionais elementares com a derrubada revolucionária do atual regime vigente. Desgraçamente, o “Lula Livre” do PT não passa de uma palavra de ordem oca, demagógica, voltada apenas para cabalar voto e simpatia dos seus eleitores, não está fincada na luta concreta para romper com a legalidade burguesa. A estratégia adotada pela cúpula do PT consiste em chamar a solidariedade da burguesia nacional contra a caçada humana a Lula promovida pela Lava Jato, acontece que a classe dominante compreende que o ciclo histórico do “neodesenvolvimento” lulista está encerrado. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar Lula e todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista, sem nutrir qualquer expectativa nas negociatas com as “cortes” da justiça burguesa. Colocar o movimento operário em luta contra a Reforma da Previdência fortalece o combate pela liberdade de Lula, mas desgraçadamente o PT segue negociando sua liberdade em troca da “inação” do movimento operário diante da ofensiva neoliberal, sabotando junto com a CUT o chamado a Greve Geral. Contra essa orientação traidora façamos dos atos de 1º de Maio um ponto de apoio para a luta direta contra as reformas exigidas pelo “mercado”, radicalizando as mobilizações pela derrubada do governo Bolsonaro e pela liberdade imediata de Lula!

O QUE REALMENTE ESTÁ POR TRÁS DOS “IMPROPÉRIOS” DE OLAVO DE CARVALHO, ENDOSSADOS POR CARLUXO, CONTRA O GENERAL MOURÃO?


O “filósofo de puteiro” e astrólogo de psicopatas na vida real, Olavo de Carvalho, resolveu baixar todos os níveis possíveis no ataque desferido Hamilton contra o vice presidente, General Mourão. Todos sabem que Olavo é o mentor original do “projeto idiotia nacional”, ainda quando poucos acreditavam na possibilidade de um “baixo clero” desqualificado vir a ocupar o Palácio do Planalto. Nas recentes palavras do próprio fascista Bolsonaro sobre o papel ocupado por seu guru: “Olavo de Carvalho teve um papel considerável na exposição das ideias conservadoras que se contrapuseram à mensagem anacrônica cultuada pela esquerda e que tanto mal fez ao país”. De uma mera figura “exótica” no contexto nacional após o golpe institucional, Olavo assumiu a função política de vocalizar toda a fração mais retrógrada e entreguista do governo Bolsonaro, o que inclui a própria família do ex-capitão fascista. Nesta conjuntura de “guerra aberta” entre as próprias frações reacionárias do novo regime bonapartista, o setor militar vem sendo alvo de grosseiro enxovalhamento por parte do astrólogo Olavo de Carvalho. Até aí o fato seria de menor importância se por trás dos ataques do “guru” não estivesse a “mão” do próprio presidente Bolsonaro e sua família de tresloucados deliquentes. O setor militar do governo, representado pelos generais Heleno e Mourão, ainda nem bem digeriu as indicações ministeriais de Olavo, agora tem que conviver no mesmo “núcleo de poder” com xingamentos e impropérios diários dirigidos a vice-presidência da república. A ira dos “olavetes” contra os militares vem aumentando na medida em que a burguesia nacional ameaça a permanência de Bolsonaro no Planalto caso não consiga aprovar as reformas neoliberais e toda a pauta de privatizações exigidas pelo mercado financeiro. Neste possível cenário de um precoce “default” do fascista Bolsonaro, o imperialismo e seus súditos no Brasil apostariam na “alternativa Mourão”, o plano B dos rentistas. O general Mourão, uma “cavalgadura” tão direitista e pró-ianque quanto seu parceiro de chapa, vem se “repaginando” com ares de “civilização”, fato que já atraiu a simpatia política da esquerda reformista e de setores considerados “progressistas” das classes dominantes. Mourão acaba de aceitar um convite para visitar uma fundação norte-americana (Wilson Center), gerando a fúria dos ”olavetes” que desta vez passaram dos limites obrigando o próprio Bolsonaro a uma retratação parcial. A questão dos atritos entre as frações não é conjuntural e vai permanecer no horizonte do governo, até porque Bolsonaro já “fidelizou” sua adesão à Olavo de Carvalho, ideologicamente mais próximo do capitão psicopata e fascista. Desgraçadamente a esquerda reformista da Frente Popular (PT, PSOL e PCdoB) insiste nas alianças com a burguesia e agora até mesmo com a fração militar do governo fascista.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

22 DE ABRIL DE 1870, 149 ANOS DO NASCIMENTO DE LENIN: O DIRIGENTE MÁXIMO DA REVOLUÇÃO DE OUTUBRO QUE PERSONIFICOU A DITADURA DO PROLETARIADO E O PARTIDO CENTRALIZADO!


Em 22 de abril de 1870, há 149 anos atrás, nascia Vladimir Lenin, o dirigente marxista que lançou as bases do Partido Revolucionário centralizado como um exército do proletariado para demolir violentamente as instituições do estado capitalista e responsável pela vitória da Revolução de Outubro . Lênin lançou as bases da política revolucionária da época atual, a fase do capitalismo imperialista. A sua vida representou a fusão da teoria e da prática revolucionária marxista. "Quando a tarefa dos socialistas consiste em ser os dirigentes ideológicos do proletariado na sua luta real contra os inimigos reais, erguidos na via real de um desenvolvimento social e econômico dado, o trabalho teórico e o trabalho prático são apenas um, segundo a fórmula tão exata de Liebknecht, veterano da social-democracia alemã: Estudar, Propagar, Organizar". A vida e a obra de Lênin transformaram o século XX, educando o proletariado para sua grande missão histórica: a Revolução Socialista Mundial! Ele era um dos filhos de uma família de classe média que morava em Simbirsk, na Rússia. Seu pai, Ilya Nikolaievitch Ulianov, exercia o cargo de inspetor e, mais tarde, diretor das escolas públicas. Sua mãe, Maria Alexandrovna Blank, era filha de um médico da província de Kazan. Dos seis irmãos que tinha, foi Alexandre Ulianov quem mais influenciou a trajetória política de Vladimir. Aos vinte anos, Alexandre começara a estudar as obras de Marx, chegando a traduzir para o russo a Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel. Em 1887, aos 21 anos, Alexandre foi preso e condenado à morte por enforcamento após o fracasso de um atentado terrorista contra o czar Alexandre III. O irmão de Lênin pertencia à Narodnaia Volia (Vontade do Povo), organização secreta populista, que congregava elementos da intelligentsia russa e que, sob o regime de opressão, encarava o terror como a única forma de ação imediata contra a autocracia czarista. Essa organização já havia sido quase que completamente esmagada pelo governo após o assassinato do czar Alexandre II (1 de março de 1881). A morte do irmão levaria o jovem Lênin a desenvolver uma reflexão crítica sobre o terrorismo como método impotente de luta contra a opressão política e buscar na organização e mobilização das massas exploradas o caminho para a derrubada do regime czarista.

domingo, 21 de abril de 2019

DERROTADO NA SÍRIA: “ESTADO ISLÂMICO” LEVA O TERROR PARA SRI LANKA, ANTIGO CEILÃO


Uma série de explosões em hotéis de luxo para turistas e igrejas católicas durante a celebração da Páscoa no Sri Lanka deixou hoje (21/04) pelo menos 207 mortos e 450 feridos, na maior onda de violência já registrada no país desde o o encerramento da guerra civil que durou 30 anos, sendo finalizada em 2009. Os atentados terroristas foram registrados na capital, Colombo, e nas regiões de Katana e Batticaloa, contabilizando oito explosões. Três igrejas da minoria católica foram alvos dos ataques, que aconteceram durante as missas de Páscoa. Os hotéis cinco-estrelas Shangri-La, Kingsbury, Cinnamon Grand e um quarto hotel, todos em Colombo, também foram atingidos,houve ainda uma explosão num complexo de casas. Autoridades governamentais no Sri Lanka dizem que os ataques foram planejados e coordenados, apesar de não terem sido ainda reivindicados por nenhuma organização política ou militar.  Porém é de conhecimento no país que destacamentos de brigadas do “Estado Islâmico” se deslocaram massivamente para o Sri Lanka vindo do Oriente Médio, mais precisamente fugindo da estrondosa derrota que sofreram na Síria. Cerca de 10% da população do Sri Lanka, antigo Ceilão, é de origem muçulmana. As ações guerrilheiras e atos terroristas contra as tropas cingalesas (a maioria da população é etnicamente cingalesa) tem uma longa história no Sri Lanka, duraram três décadas, até que, derrotados militarmente, os rebeldes da minoria étnica tâmil negociaram um cessar-fogo com o governo central, encerrando a guerra civil. Mas pelas primeiras análises da conjuntura nacional recente, tudo aponta que a guerrilha maoísta não tenha tido nenhuma participação nestes bárbaros ataques. Os Marxistas Revolucionários não compartilham o método do terrorismo individual, comumente “confundido” propositalmente pela mídia corporativa com justas ações guerrilheiras. Neste caso concreto o ataque não corresponde a uma iniciativa militar ou política da minoria muçulmana, mas sim da organização reacionária e manipulada pelo imperialismo ianque, o chamado “Estado Islâmico”. O proletariado cingalês, tâmil e muçulmano deve lutar unido pelos mesmos objetivos estratégicos no antigo Ceilão, um genuíno governo operário e camponês em direção ao socialismo!

sábado, 20 de abril de 2019

FASCISTAS DA LAVA JATO EXIGEM A CABEÇA DE TOFFOLI, O BOLSONARARISTA DE “ESQUERDA” QUE AINDA É GRATO A ZÉ DIRCEU...



Na queda de braço entre as duas frações golpistas do regime bonapartista, os fascistas da “Lava Jato” levaram a melhor e agora já se preparam para nocautear definitivamente o presidente do STF, o ex-petista Dias Toffoli. A luta escancarada teve início quando Toffoli apoiado por seus “parças” Gilmar Mendes e Alexandre Moraes, resolveu abrir um processo de defesa “intra corporis” do STF contra os supostos detratores da instituição. A tresloucada iniciativa jurídica de Toffoli e seu bando correspondia a uma enérgica resposta lançada contra a ala bolsonarista do regime que avançava a passos largos em investigações contra os escusos “negócios” dos “impolutos” Ministros do STF. Logo na sequência o bando de Toffoli parece ter dado um “passo maior que suas pernas”, ordenaram a censura contra a revista “Crusoé” e o site “O Antagonista”, ambos expressão do reacionário lixo midiático que contaminou o país após o golpe institucional. Toffoli e Moraes calibraram mal sua ação, pensaram que atacar a direita asquerosa seria tão fácil quanto “processar, censurar e prender” a esquerda burguesa da Frente Popular. O “ledo engano” dos Bolsonaristas de “esquerda” custou caro e já ameaça a sobrevivência política deste bando do STF. O Ministro Alexandre de Moraes foi obrigado a recuar na quinta-feira (18/04), da proibição do site “O Antagonista” e da revista “Crusoé” de divulgarem a matéria “O amigo do amigo de meu pai”. O referido artigo jornalístico da direita revelava que em documento entregue à força-tarefa da famigerada “Operação Lava Jato”, Marcelo Odebrecht “delatou” que a expressão “amigo do amigo de meu pai”, que constava em um e-mail seu de 2007, designava o presidente do STF, Dias Toffoli. O envergonhado recuo de Moraes na proibição do “esgoto antagônico” foi no mesmo dia em que Toffoli se desculpava: “não se trata de censura, mas de defesa do STF”. Porém para os fascistas da Lava Jato, apoiados amplamente pela famiglia Marinho e seu “mantra da liberdade de expressão”, não se trata de suspender o fogo contra Toffoli somente por esta primeira vitória. Agora fortalecidos como “paladinos da imprensa livre” os fascistas exigem a cabeça de Toffoli, o ex-petista que ainda manifesta gratidão em relação a seu antigo “padrinho”, José Dirceu que está solto (ao contrário de Lula) apesar de já condenado em segunda instância. Nada adianta para os procuradores bandidos da “Lava Jato” o fato de Toffoli ter dado seu aval ao golpe institucional e a própria prisão política de Lula que resultou na eleição de Bolsonaro, nada pregresso importa para estes criminosos do MPF. Gratidão política é um sentimento que não existe no seio das classes dominantes, vide o caso de Lula que em sua gerência estatal tanto beneficiou as transações da burguesia nacional , para depois ser abandonado e trancafiado em uma cela prisional acusado de ter se apropriado de umas “migalhas”...Dificilmente Toffoli sobrevirá ao bombardeio da extrema direita que está submetido, provavelmente renunciará ao seu cargo para se manter “vivo”, quanto aos seus “parças”, Gilmar e Moraes, como são tucanos de “plumagem nobre” deverão ser preservados, porém “neutralizados”. Obviamente não cabe aos Marxistas Revolucionários nenhuma defesa do bando “toffolista” e tampouco da corrupta instituição STF, um “supremo” instrumento do neoliberalismo contra as conquistas operárias. Chega a ser cômico, se não fosse trágico, a apologia que a esquerda reformista faz do STF e de seus nefastos Ministros, como afirmou o PCdoB: “Gilmar Mendes, o mais corajoso no enfrentamento ao arbítrio” (site Vermelho 20/04), ou mesmo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann: “Produção de fake news e vazamentos contra STF tem de ser investigados”. A alternativa política que o proletariado deve apresentar diante da crise institucional deve ser a demolição da república do capital e todas suas instituições corrompidas! É hora de construir o poder revolucionário dos trabalhadores!

quinta-feira, 18 de abril de 2019

“UMA NOVA PRIMAVERA ÁRABE NO NORTE DA ÁFRICA?”: PTS/MRT EM UM “DILEMA”... SER OU NÃO SER “PAPAGAIO” DO MORENISMO NA ARGÉLIA E SUDÃO?


Como em um filme reprisado de Hollywood, a cena repete-se mais uma vez. O cenário agora é a Argélia e o Sudão... A mídia internacional “noticia” que mobilizações populares espontâneas colocam em xeque “ditaduras sanguinárias” desgastadas nos dois países africanos, não por acaso fronteiriços com a Líbia, também com grandes reservas de petróleo e gás natural. Alguma semelhança com a “revolução na Líbia” que derrubou o “regime assassino de Kadaffi”? De pronto todo o arco pseudotrotskista seguiu como papagaio a versão das grandes corporações de comunicação do imperialismo (Fox, CNN). A LIT logo cravou a manchete “Uma nova primavera na África?” (site LIT, 17.04). No artigo lemos o lixo que “Alguns analistas, jornalistas e historiadores começam a falar em uma 'nova era africana' que se inicia com revoluções democráticas e ditadores que não vão resistir por muito tempo. O que poderíamos chamar de ‘Primavera Africana’, ou ‘Primavera árabe 2.0’. Segue o caminho dos protestos que tomaram há mais de um ano a Tunísia, Marrocos e Jordânia, mas, em uma conjuntura que pode ser muito mais explosiva para a região, ao se combinar com a instabilidade gerada pelos conflitos militares na Líbia, Síria e Iêmen”. Seus irmãos siamenses do PTS argentino seguiram na mesma “tonada” em termos quase indêticos: “Uma nova Primavera Árabe no norte da África?” (ED, 11/04). Esta foi a manchete do “Esquerda Diário”, porta voz de sua sucursal brasileira, o MRT. Nesse portal lemos que “Nas principais cidades da Argélia e do Sudão, manifestações massivas protestando contra seus respectivos governos foram reprimidas com intensa brutalidade... Esses processos de luta democrática possuem muitas semelhanças entre si e inevitavelmente leva à expectativa do ressurgimento da ‘Primavera Árabe’ contra velhas ditaduras nacionalistas, inspirando o conjunto dos trabalhadores e das minorias oprimidas da região, especialmente no continente africano, colocando novamente em discussão mundial a implicação da luta de classes no cenário político, econômico e social”. Bingo!!! Façamos no Sudão e na Argélia o que aplaudimos na Líbia, apoiemos “o ressurgimento da ‘Primavera Árabe’ contra velhas ditaduras nacionalistas” clamam esses revisionistas. É preciso desenhar? Os filisteus do PTS/MTR copiam mais uma vez a política tradicional do Morenismo de apoiar manifestações orquestradas pelo imperialismo e as forças burguesas direitistas locais para derrubar regimes nacionalistas em crise. Como podemos ver, a família Morenista em seu conjunto, desde os membros oficiais (LIT, UIT) até os “bastardos” (PTS) seguem firmes na linha de frente única com as forças da reação burguesa contra os governos nacionalistas moribundos que são alvo da Casa Branca. Alguma coincidência com as provocações de "massa" da direita na Venezuela, Nicarágua ou mesmo com o golpismo apoiador da Lava Jato e suas manifestações "verde-amarelo" no Brasil? Trump, aprofundando a linha de Obama, deseja aniquilar o regime como de Bashar Al Assad na Síria como fez Obama e a OTAN com Kadaffi na Líbia. Nesse marco, planeja varrer do mapa a FLN, partido nacionalista que já governa quatro mandatos seguidos (desde 1999) na Argélia. O mais trágico é que o próprio PTS/MRT descreve os passos da “revolução made in CIA” na Argélia. Vejamos como nossos próprios olhos: “O ditador, pressionado pela contestação popular, desistiu de disputar as eleições, entretanto, se mantinha ainda no cargo presidencial. A população reagiu e voltou às ruas, e dessa vez exigindo a saída definitiva de Bouteflika do poder. As Forças Armadas, um dos pilares centrais do regime, e até ontem fiel aliada de Bouteflika, hoje declara seu apoio à população, reiterando que o ditador se encontra inapto para dirigir o país, no intuito de tentar salvar a própria imagem da instituição e garantir assim uma posição privilegiada na transição de regime”. (Esquerda Diário,11.04). Os generais controlam a transição planejada pela Casa Branca, como fizeram no Egito ao derrubar o presidente eleito Morsi da Irmandade Muçulmana para impor uma verdadeira ditatura militar assassina pró-imperialista, processo que foi apresentado pela LIT e seus satélites como uma “revolução democrática”! No Sudão, o mesmo script da farsesca “Primavera Árabe”. Segundo a LIT “Depois de quatro meses de protestos contra o governo, o exército do Sudão se viu obrigado a depor e prender o ditador Omar al Bashir, no poder há 30 anos”. Aqui também o alto-comando das FFAA assume as rédeas da “revolução”! Os genuínos Trotskistas denunciam mais uma vez a fraude em curso: o que estamos vendo é uma transição ordenada pelo imperialismo para impor regimes políticos alinhados com seus ditames, retirando de cena governos nacionalistas senis que de alguma forma não seguem fielmente os ritmos e os planos da Casa Branca. Os Marxistas Revolucionários não fazem frente única com a reação burguesa para derrubar governos nacionalistas decrépitos, lutam para que as massas superem as velhas direções burguesas pela via da Revolução Proletária e não da contrarrevolução, que não tem nada de democrática ou progressista! Seguimos os ensinamentos de nosso mestre Leon Trotsky e as lições do Programa de Transição! A Líbia mergulhada na barbárie social, em uma guerra civil fraticida com a volta da escravidão em algumas regiões deveria ter deixado alguma lição para esses canalhas que enlameiam o nome do Trotskismo, maculando a bandeira da IV Internacional para as novas gerações de lutadores. Na Argélia e no Sudão, assim como foi na Líbia de Kadaffi e segue na Síria de Assad, defendemos a luta contra os agentes do imperialismo que manipulam os “protestos populares”, combatemos para que os trabalhadores organizem seus próprios organismos de poder e suas milícias armadas para derrotar os aliados de Trump dentro destes países, tendo como programa a expropriação da burguesia e das empresas estrangeiras. O Pentágono sabe mais que ninguém que a Argélia tem as quintas maiores reservas de gás natural do mundo e é o segundo maior exportador de gás. É ainda o 14º país com maiores reservas de petróleo. O Sudão segue o mesmo panorama propício à rapina das metrópoles capitalistas. Contra esse retrocesso, no curso do combate vivo da luta de classes, fazemos unidade de ação pontual com as forças populares do regime que resistem as investidas neocolonizadoras, mantendo nossa total independência política para na trincheira de luta sentar as bases programáticas e ideológicas pela construção do verdadeiro partido operário revolucionário que liberte esses países do jugo do imperialismo e do sistema capitalista nativo!

quarta-feira, 17 de abril de 2019

LAVA JATO PERUANA MATA DIRIGENTE HISTÓRICO DO APRA: O “SUICÍDIO” DO EX-PRESIDENTE ALAN GARCÍA REVELA OS PLANOS DOS EUA PARA AS LIDERANÇAS DA ESQUERDA LATINO-AMERICANA


O ex-presidente peruano Alan García, dirigente histórico do PARA (Aliança Popular Revolucionária Americana) e atualmente presidente honorário da Internacional Socialista, morreu em um hospital em Lima após tentar suicídio com um tiro na manhã desta quarta-feira (17/04). García tentou suicídio na sua casa, na cidade de Lima, após a chegada de uma reacionária operação policial montada à semelhança da Lava Jato brasileira. O objetivo do “espetáculo” policial, urdido nos bastidores da embaixada norte-americana na capital peruana, era prendê-lo por uma acusação de corrupção ligada à empreiteira brasileira Odebrecht. A construtora brasileira é investigada no Peru por ter pago “comissões” a gestores estatais para ganhar contratos de obras de infraestrutura. Os supostos casos de suborno da Odebrecht no país, investigados por promotores declaradamente fascistas, já levaram à prisão o ex-presidente neoliberal Pedro Pablo Kuczynski e a líder da oposição de direita Keiko Fujimori. As operações jurídicas e policiais contra as principais lideranças da esquerda burguesa latino-americana, foram todas planejadas pelo Departamento de Estado dos EUA, ainda no governo do Democrata Barack Obama, já tendo conseguido seus obscuros “objetivos” (totais ou parciais) em países como Brasil, Argentina, Perú, Equador, etc... Agora a Casa Branca, sob o comando do tresloucado Trump, “dobra a aposta” iniciada por Obama e já “colhe” seu primeiro defunto presidencial: Alan García, outros estão a caminho...se o movimento de massas não romper imediatamente a farsa jurídica e midiática do “combate à corrupção”, levada a cabo pelos piores bandidos da humanidade!
HÁ CINCO ANOS NOS DEIXAVA GABRIEL GARCIA MARQUEZ, O GABO: A VOZ LITERÁRIA DA AMERICA LATINA “REBELDE”, UM DEFENSOR GENIAL DA LIBERTAÇÃO DE NOSSO POVO OPRIMIDO DO JUGO IMPERIALISTA!


No dia 17 de abril de 2014, há exatos 5 anos, morria o escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, o Gabo como era chamado pelos amigos. Sua partida comoveu não só o mundo literário, mas também o conjunto da intelectualidade política mundial. Gabo teve “gravado” na infância as histórias contadas pelo seu avô, o coronel Nicolás Marquez, que participou da guerra civil colombiana. Esta “influência” talvez tenha determinado os primeiros passos literários de Gabo, que notadamente admirava o autor tcheco Franz Kafka, em especial sua obra “A Metamorfose”. Nesta simbiose, dos contos mágicos de seu avô e no estudo do melhor acervo literário mundial, surge o escritor genial Gabo, que lançando o livro “Cem anos de solidão”, em 1967, crava seu nome no panteão dos mestres ao criar um novo estilo literário, o chamado “Realismo Mágico”. Mais do que uma “nova escola”, o Realismo Mágico representou na arte de escrever a simbologia da formação de uma nação, muito mais do que a história de só um país, o retrato mítico da América Latina, com todas suas agruras reais e sua magia peculiar fruto do “cruzamento” de várias civilizações. Além de grande escritor, Gabo era um prodigioso jornalista. Foi correspondente internacional duas vezes: a primeira em 1958, na Europa, e a segunda em 1961, em Nova York, onde foi perseguido pela CIA por suas críticas a exilados cubanos (gusanos) e suas ligações com Fidel Castro. Na época ele trabalhava em nome da agência de notícias cubana Prensa Latina e como sua situação ficou insustentável nos EUA se mudou para o México, onde passou boa parte da vida. Neste interregno escreveu: Cem Anos de Solidão, O Amor nos Tempos do Cólera, Crônica de uma morte anunciada e tantos outros livros que se tornaram referência em todo mundo. Publicado em 1967, Cem Anos de Solidão é considerado o mais importante da carreira de García Márquez e também a segunda obra mais relevante de toda a literatura hispânica, ficando atrás apenas de Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. Em 1982, García Márquez foi escolhido o vencedor do Nobel de Literatura. Foi o segundo latino-americano a receber o prêmio, tendo sido o chileno Pablo Neruda o primeiro. Em 1971, em meio ao governo de Allende (1970-1973), respondendo a uma pergunta de um jornalista nova-iorquino, declarou García Márquez: “Eu tenho a esperança de que toda a América Latina seja socialista, mas agora as pessoas estão muito iludidas com um socialismo pacífico, dentro da constituição. Tudo isso me parece muito bonito eleitoralmente, mas creio que é totalmente utópico. O Chile está condenado a um processo violento muito dramático. Mesmo que a Frente Popular vá avançando – com inteligência e muito tato, a passos bastante rápidos e firmes – chegará um momento em que encontrará um muro que lhe opõe seriamente”. Nesta altura Gabo já prognosticava o desenlace trágico, para a classe operária, da experiência política chilena da Frente Popular.

terça-feira, 16 de abril de 2019

ESQUENTA A LUTA ENTRE AS DUAS FRAÇÕES GOLPISTAS: RAQUEL E OS FASCISTAS DA LAVA JATO QUEREM INTERDITAR A MÁFIA TOGADA DO STF


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requereu ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do inquérito sigiloso aberto pelo presidente Dias Toffoli para apurar ataques e disseminação de ofensas e notícias falsas contra a Suprema Corte e seus Ministros. Anteriormente os Procuradores federais da fascista “Operação Lava Jato” também criticaram a cúpula do judiciário por rejeitar qualquer participação do MPF nas investigações de fatos relacionados a “ataques morais” aos togados do STF. O clima esquentou ainda mais no início desta semana quando o Ministro Alexandre Moraes mandou censurar a reacionária revista “Crusoé” e também o site direitista “O Antagonista” por supostamente veicular acusações de corrupção contra o presidente Dias Toffoli, em um suposto envolvimento com empreiteiras. O Ministro do STF Marco Aurélio Mello, resolveu entrar no confronto entre as duas alas do golpismo, classificando como censura a decisão do colega Alexandre de Moraes que determinou à apreensão da revista digital "Crusoé". A maioria do STF parece seguir a orientação de Toffoli, até mesmo por uma questão de autodefesa, e já comunicou oficialmente que a PGR não tem poder algum para impedir as determinações da Suprema Corte. Aberta a guerra intestina no interior do regime bonapartista, a camarilha militar observa de camarote os desdobramentos da dissidência golpista, enquanto o triunvirato neoliberal do governo Bolsonaro joga abertamente em favor da “Lava Jato”. É evidente que os fascistas que se perfilam na tropa do justiceiro Moro não admitem que a “última palavra” do novo regime político seja dada pelos togados do STF. Nós Marxistas não ingressaremos na defesa de nenhum dos dois blocos reacionários das classes dominantes, desgraçadamente a esquerda reformista tem se divido ora apoiando a máfia togada do STF (PCdoB), ou dando suporte político aos bandidos da Lava Jato (PSTU). As justificativas de apologia da honra do judiciário e das instituições (STF), ou da defesa abstrata da liberdade das grandes corporações de imprensa (Lava Jato), são absolutamente nulas quando se trata dos interesses estratégicos da classe operária, que passa ao largo desta falsa dicotomia da burguesia. O proletariado e suas organizações de combate devem traçar uma linha bem nítida de independência de classe em relação a todas as alas deste regime de exceção bonapartista, instaurado no país após o golpe institucional de 2016. Os Marxistas Revolucionários são totalmente contrários a censura no âmbito de um regime político burguês e de sua justiça de classe em particular a qualquer pessoa, jornal, blog ou revista por expressar suas opiniões, pensamentos ou em função da divulgação de reportagem investigativa. Portanto não defendemos que o reacionário site Antagonista e a direitista Revista Crusoé sejam censurados pela máfia togada do STF porque essa perseguição arbitrária que se volta hoje pontualmente contra esses órgãos da imprensa burguesa que conformam o PIG tem como alvo principal a esquerda revolucionária, a imprensa operária e os lutadores sociais. Ao mesmo tempo denunciamos o covil reacionário da PGR e os fascistas da Lava Jato como agentes da reação burguesa que atacam as liberdades democráticas dos explorados. A vanguarda dos trabalhadores construirá no curso de sua luta concreta seus próprios organismos de defesa e publicidade, sem que necessitem de qualquer “autorização” institucional da decadente elite dominante para existir e cumprir seu papel histórico: o socialismo!

segunda-feira, 15 de abril de 2019

ONTEM O MUSEU NACIONAL NO RIO, HOJE A CATEDRAL DE “NOTRE DAME” EM PARIS: CAPITALISMO EM DECADÊNCIA É INCAPAZ DE PRESERVAR OS PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS DA HUMANIDADE


Um incêndio de grande proporção, nesta segunda-feira (15/4), consome quase que totalmente a catedral de “Notre-Dame” de Paris, na França. A construção do templo de Notre-Dame pela alta cúpula católica foi dedicado à figura mítica da Virgem Maria (o termo francês “Notre-Dame” quer dizer Nossa Senhora em português) e levou 180 anos, de 1163 quando começou a ser erguida no local onde ficava uma igreja romana, a 1345. Antes, o terreno havia sediado um templo druida, altar celta e antigos ritos cristãos. Localizada na Île de la Cité (uma pequena ilha no centro de Paris, rodeada pelas águas do rio Sena), a histórica catedral foi restaurada diversas vezes em seus mais de oito séculos de existência. Dentro da igreja, há um acervo de importância artística inestimável para a humanidade, há também pinturas e gravuras que relatam a história da catedral e da própria cidade de Paris. O fogo foi relatado primeiro por religiosos em redes sociais, não está claro ainda o que o causou, mas pode estar relacionado a uma obra de restauração que vinha sendo feita no telhado do templo.A emissora “France 2” afirmou que a polícia está tratando o caso como um acidente. Como se pode constatar, a completa negligência com os patrimônios históricos da humanidade não é monopólio apenas de países capitalistas periféricos, como o Brasil que recentemente assistiu a destruição (também por incêndio) do importante Museu Nacional na cidade do Rio de Janeiro. Também nações imperialistas como a França estão “oferecendo” sua porção de descaso (para não dizer irresponsabilidade) com o acervo da cultura civilizatória dos povos, reflexo direto do estancamento das forças produtivas do capital, hoje inteiramente consumido pelo rentismo dos mercados financeiros.
CASO DANILO GENTILI: PCO ADVOGA A DEFESA DO CANALHA REACIONÁRIO EM NOME DO “DIREITO A LIVRE EXPRESSÃO”... OS TROTSKISTAS RECHAÇAM O CRIME DE “DELITO DE OPINIÃO” MAS NÃO EVOCAM A “LIBERDADE” PARA O VERME FASCISTA! 


Uma polêmica abriu-se nos últimos dias no interior da esquerda e na “blogosfera progressista” acerca da condenação do reacionário, direitista, racista e homofóbico Danilo Gentili a seis meses e 28 dias de prisão em regime semiaberto por injúria à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Enquanto vários ativistas e agrupamentos políticos defenderam nas redes sociais e blogs a sua prisão, o PCO saiu em defesa do canalha Gentili. Rui Pimenta logo declarou: “Condenação de Danilo Gentili: um atentado à liberdade de expressão”. Ambos os lados estão equivocados porque balizam suas posições tendo como referência as instituições do regime político burguês, entrando no debate acerca da “legalidade” ou não da decisão judicial. Os Marxistas Revolucionários rechaçam o crime de “delito de opinião” no marco do Estado burguês, ou seja, somos totalmente contrários a censura a qualquer pessoa por expressar suas opiniões ou pensamento no âmbito de um regime político burguês. Portanto não defendemos que Gentili seja censurado pela Justiça porque essa perseguição arbitrária que se volta hoje pontualmente contra ele tem como alvo principal a esquerda revolucionária e os lutadores sociais. É importante ressaltar que na sentença judicial que o condenou a prisão, Gentili foi não foi censurado ou “silenciado”, tanto que o canalha continua falando suas diatribes reacionárias livremente nas redes sociais e na TV.  Ao mesmo tempo, de forma alguma, defendemos esse reacionário racista frente a decisão da justiça burguesa, como fez vergonhosamente Causa Operária. Os Marxistas não defenderão Gentili diante da Justiça burguesa e, tampouco, o Bonapartismo Judiciário, alertamos que as manobras de espetáculos jurídico-policiais são uma expressão do regime bonapartista de exceção que vigora no país, após o golpe parlamentar que derrubou o governo do PT. É mais que correto denunciar o judiciário como um órgão da classe dominante voltado a cassar as liberdades democráticas dos trabalhadores (que não é o caso do playboy Gentili), porém em alto e bom som é fundamental também deixar claro que os revolucionários não advogam a liberdade desse verme diante da decisão judicial. A vanguarda combativa do proletariado não pode depositar nenhuma ilusão na justiça burguesa que traficam sentenças seguindo as ordens da Casa Branca em Washington, tampouco podem defender uma reacionário racista como Gentili. Na contramão dessa posição principista o PCO saiu em defesa do verme Gentili e para isso usou como pretexto a necessidade de se respeitar a “liberdade de expressão” em geral, como se os Trotskistas defendessem o direito de expressão do fascismo. Em nome da “livre expressão” esses revisionistas do trotskismo defendem que o facistoide possa vociferar um claro discurso racista e de extrema-direita, defendem o “direito” de Gentili atacar os negros, homossexuais, comunistas e mulheres em nome da democracia!!! Esta conduta escandalosa deve ser amplamente repudiada pela esquerda classista e revolucionária como um ataque ao conjunto do movimento operário e as liberdades democráticas do povo trabalhador, na medida que o fortalecimento do fascismo e de sua liberdade de fala e atuação favorece a ofensiva burguesa na luta de classes! No caso específico de Causa Operária tamanho esmero em defender esse fascista preconceituoso também se deve a identidade programática do PCO com as “teses” homofóbicas contra a diversidade sexual e não apenas pela “liberdade partidária” no geral, como já denunciamos antes no caso da fala de Levy Fidelix contra os homossexuais no debate da TV Record em 2014 assim quando Rui Pimenta advogou a “liberdade” para Bolsonaro atacar negros, homossexuais e mulheres em abril de 2017 em um evento sionista no Rio de Janeiro. Os Marxistas Revolucionários nunca defendem a “democracia” para a burguesia e seus setores mais reacionários poderem livremente organizar ofensivas reacionárias contra o povo trabalhador e as chamadas “minorias”. Os genuínos Trotskistas não defendem a “livre expressão” do fascismo! Ao contrário, intervém nos protestos e manifestações contra a homofobia e o rascismo para apresentar uma plataforma revolucionária que una a luta pelas liberdades democráticas do povo trabalhador no sistema capitalista ao combate para derrotar a burguesia e seu regime senil de conjunto, demonstrando que as posições reacionárias e preconceituosas dos partidos burgueses são as expressões mais cruentas de seu desejo de “eliminar” os trabalhadores por meio da fome, miséria, do desemprego e da exploração capitalista! Para os Marxistas Revolucionários é necessário ir muito além do rechaço democrático ao “humorista” que hoje é um dos símbolos políticos de todo o campo da direita em nosso país. Danilo Gentili representa um segmento fascista “bem vivo” não só na mídia mas também no interior do aparelho repressivo (FFAA e PM's) do Estado Burguês. A tradição programática da Esquerda Revolucionária passa bem longe desta panaceia de defender Gentili, consideramos que os fascistas devem receber outro “tratamento” por parte do movimento operário organizado. Como nos ensinou o grande mestre Trotsky: “Com fascistas não poderá haver relação alguma democrática, devemos enfrentá-los com metralhadoras e porretes”. É uma verdadeira tragédia política que grupos da esquerda que tanto verborragizam contra o “Golpe de Estado”, se mostrem tão submissos a reação burguesa quando se trata de sarjetas grotescas como Gentili, Bolsonaro e sua corja de fascistas. Os Leninistas nunca foram defensores da democracia como um valor universal e, muito menos, reféns da legalidade burguesa, ainda mais quando se trata do combate de classe contra os bandos fascistas em plena atividade. Calemos Gentili pela força da ação organizada da classe trabalhadora sem depositar nenhuma ilusão na justiça burguesa e em seu Estado repressor!

domingo, 14 de abril de 2019

ELEIÇÕES ISRAEL: NETANYAHU VENCE CONTRA UMA OPOSIÇÃO AINDA MAIS NAZISIONISTA. O HISTÓRICO PARTIDO TRABALHISTA É VARRIDO DO CENÁRIO POLÍTICO, AMEAÇANDO OS FARSESCOS “ACORDOS DE OSLO”


O resultado final das eleições para o parlamento israelense, que no regime sionista determina o comando de fato do Estado Judeu, acabou por dar a vitória ao reacionário partido Likud e por consequência a reeleição do facínora Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu. O Likud obteve 36 cadeiras no parlamento e a neófita coalizão eleitoral de “oposição”, batizada de “Azul e Branco”, formada em janeiro deste ano ficou com 35 assentos em um total de somente 120 postos no Knesset, como é chamado o parlamento israelense. Mesmo que o Likud tivesse conquistado menos parlamentares do que a coalizão “Azul e Branco” (que alguns veículos da mídia tem apresentado equivocadamente como um partido), Netanyahu teria facilmente obtido sua recondução ao cargo de Primeiro Ministro pelo fato de controlar uma coligação de partidos muito mais ampla do que a frágil coalizão “Azul e Branco”, comandada pelo general assassino Benny Gantz. Portanto é completamente falsa a análise da esquerda reformista de que as eleições israelenses foram “apertadas” e que Netanyahu “ganhou por pouco”. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, a “rainha da Inglaterra” do gerdame sionista, já encarregou Bibi Netanyahu de conformar seu quinto governo consecutivo, superando desta forma o fundador do Estado Judeu, o histórico líder trabalhista David Ben-Gurion. Se a tranquila vitória de Netanyahu não foi surpresa alguma para nós Marxistas, refletindo diretamente o ambiente ultradireitista do eleitorado das principais “cidadelas”  de Israel , o total aniquilamento político do Partido Trabalhista é sim um elemento novo e que precisa ser aprofundado. A esquerda Trabalhista, filiada a Internacional Socialista, elegeu somente 6 parlamentares, o pior resultado em toda sua história, e seu tradicional aliado de “centro-esquerda” o Meretz , a marca pífia de 4 cadeiras. O provável fim melancólico do Partido Trabalhista de Israel, que até pouco anos atrás era o principal fiador internacional da existência do Enclave sionista, detonará toda uma mudança na correlação de forças da região, em particular com as organizações palestinas, tanto a ANP como o Hamas. A esquerda trabalhista israelense, uma reprodução regional da Social Democracia europeia, foi organizada pelos principais quadros dirigentes do Estado Judeu, como David Ben-Gurion, Yitzhak Rabin, Shimon Peres, Golda Meir e Ezer Weizman, entre outras lideranças históricas. O iminente fim do “Labour  Party” ameaça a manutenção dos “Acordos de Oslo”, ou seja o atual “desenho” político do Enclave de Israel que deu origem aos “territórios autônomos” controlados hoje pelo Hamas (Gaza) e ANP (Cisjordânia). Celebrados pela então OLP, PT e os Democratas ianques na figura de Bill Clinton , os “Acordos de Oslo”, são fruto do farsesco “processo de paz” regido pelo imperialismo e consistiam em um artifício para paralisar e amortecer o levante revolucionário que eclodiu com a primeira Intifada das massas palestinas, em 1987 e que já durava sete anos.




sexta-feira, 12 de abril de 2019

“MINHA CASA, MINHA MORTE”: NOVA TRAGÉDIA EXPÕE A BARBÁRIE SOCIAL EM UM RIO DE JANEIRO CONTROLADO PELAS MILÍCIAS EXPLORADORAS DO POVO, PARCEIRAS DOS GOVERNOS BOLSONARO, WITZEL E CRIVELLA


Em mais um capítulo do ciclo de tragédias em que se encontra literalmente mergulhado o Rio de Janeiro, dois prédios desabaram em área perto de mata em Muzema, comunidade na Zona Oeste da cidade na manhã desta sexta-feira (12). Ao menos cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas, além de dezenas de desaparecidos. As construções erguidas pelas milícias em áreas de risco vieram abaixo após a chuva que atingiu o Rio de Janeiro nesta semana. Na área, há cerca de 60 prédios em construção na região que é dominada por milícias, sustentadas pelos bandos militares da PM e dos Bombeiros, grupos com relação direta com o Estado burguês e seus governos de plantão. O que caiu não foram barracos de pobres, destes que se vê pendurados milagrosamente nas encostas do Rio de Janeiro.  Foram prédios construídos por chefes milicianos ligados diretamente aos governos burgueses, um poder capaz de mobilizar muito dinheiro para erguer cinco ou seis andares, com 20 ou 30 apartamentos. Quem é que investiria milhões em obras mambembes, se corresse o risco de vê-las embargadas, de fato, e mandadas demolir, por irregulares e inseguras? As milícias são o poder político de fato nestes locais, sócias destes esquemas de grilagem de terras, construções irregulares e venda lucrativa de arapucas para quem tem pouco dinheiro e muitos sonhos. É o Estado capitalista militarizado e completamente privatizado onde impera a força bruta sobre o povo trabalhador indefeso, sem moradia, saúde, diversão pública. Esses bandos armados em parceira com o clã Bolsonaro, o prefeito Crivella e o governador Witzel dominam a venda de imóveis irregulares na região, além de praticar agiotagem e venda ilegal de serviços como luz, gás e TV a cabo. O chefe da milícia na Muzema é o major Ronald Paulo Alves Pereira suspeito de envolvimento, entre tantos crimes, na morte da vereadora Marielle Franco. De acordo os moradores, as famílias do bairro estavam preocupadas com as consequências da chuva e as construções que não paravam. “Eles construindo sem fim, sem parar. Uma construção atrás da outra, uma loucura. Era retroescavadeira, explosões constantes. Só querem construir e vender”, afirmou a moradora. A prefeitura, como representante do poder estatal, busca se isentar da culpa apontando para o envolvimento das milícias, mas o poder paraestatal delas só cresce sob a conivência do Estado e os interesses de políticos burgueses que nas eleições fazem destas zonas seus feudos eleitorais. Em resumo, a nova tragédia é expressão da barbárie social em que se encontra mergulhado o Rio de Janeiro. Para dar um fim a esse ciclo de morte que assola a “Cidade Maravilhosa” faz-se necessário construir o poder dos trabalhadores por fora das instituições burguesas e seu circo eleitoral, rompendo com as ilusões patrocinadas pelo PT e o PSOL. Para isso é necessário lutar pela construção de casas populares gratuitas para a população trabalhadora, com os movimentos populares ocupando os prédios do centro da cidade, exigindo sua imediata desapropriação para fins de moradia!
BOLSONARO DECLARA QUE O “EXÉRCITO NÃO MATOU NINGUÉM”: PARA UM GOVERNO NEOFASCISTA POBRE E PRETO É “NINGUÉM”...


O presidente neofascista Jair Bolsonaro acaba de declarar em um evento público realizado hoje (12/04) na cidade de Macapá que: “O Exército não matou ninguém, não. O Exército é do povo e não pode acusar o povo de ser assassino, não. Houve um incidente, uma morte." Para um governo neoliberal encabeçado por um fascista, o fuzilamento de um trabalhador, preto e pobre, é apenas um “incidente” e pior ainda cinicamente afirma que nem chegou a provocar uma vítima fatal. Seguindo a mesma linha já traçada pelo Ministro “justiceiro” Moro, que caracterizou o covarde fuzilamento de Evaldo Rosas como um “incidente”, Bolsonaro pretende aprofundar as características bonapartistas do regime político instaurado após o golpe institucional, tornando os assassinatos policiais da população pobre e preta das periferias urbanas como uma política oficial de Estado. O fato das FFAA terem assumido funções legais (GLO)de polícia de repressão da população na cidade do Rio de Janeiro, desde os governos Lula, Dilma e Temer, reacendeu na cúpula castrense a determinação de controle das instituições sociais, a exemplo do que ocorreu após o golpe militar de 64. A única diferença do passado é que agora o alto comando militar divide suas “responsabilidades” com a cúpula do judiciário, a chamada “máfia togada”, alçada à condição de árbitro “supremo” dos litígios interburgueses. No novo “desenho” do regime bonapartista, coube ao corrompido Congresso Nacional a tarefa de avalizar institucionalmente a agenda neoliberal imposta pelos rentistas do mercado financeiro. Neste cenário absolutamente reacionário, depositar ilusões no movimento de massas em uma possível “mudança por dentro” do regime vigente, é algo absolutamente inócuo, além de semear a paralisia da classe operária. Somente a ação direta e revolucionária do proletariado poderá colocar abaixo este governo fascista e todas as instituições erigidas pelo regime bonapartista!
17 ANOS APÓS PROMOVER GOLPE CONTRA CHÁVEZ, IMPERIALISMO IANQUE VOLTA COM FORÇA A PATROCINAR DERRUBADA DO GOVERNO MADURO: ÚNICA VIA PARA DERROTAR TRUMP E OS GOLPISTAS É O ARMAMENTO DAS MILÍCIAS CHAVISTAS E A EXPROPRIAÇÃO DA BURGUESIA!


Entre os dias 11 e 12 de abril de 2002, há exatamente 17 anos, a Venezuela foi palco de um golpe de estado orquestrado pelos EUA, que apontava para a instauração de uma brutal ditadura cívico-militar. O golpe fracassou, mas demonstrou a disposição do então governo Bush de apostar em aventuras golpistas para aumentar seu controle econômico, político e militar sobre suas semicolônias, plano que voltou com toda a força na gestão de Trump. Atualmente, a forte presença do moderno equipamento bélico russo (mísseis, jatos, bombardeiros, tanques etc..) em solo venezuelano tem sido uma garantia para desencorajar possíveis aventuras militares do palhaço reacionário e seus lacaios fascistas regionais como Bolsonaro e Iván Duque contra o regime nacionalista burguês chavista. As recorrentes ameaças do Pentágono em um ataque de suas forças militares, apoiado por tropas brasileiras e colombianas, se esfumaçaram por completo diante da imensa superioridade operacional do regime comandado por Maduro em relação aos governos direitistas que integram o chamado “Grupo de Lima”. A chegada de novas armas balísticas em Caracas vindas de Moscou fez com Trump perdesse novamente a “linha”, após o fiasco completo da “Operação Caballo de Troya”. O potente armamento adquirido pelo presidente Maduro (mísseis de longo alcance que podem atingir até o território ianque) é a última remessa em equipamentos de um contrato de cooperação militar bilateral celebrado ainda na época em que o comandante Hugo Chávez estava vivo, e que de fato em conjunto com os caças Sukhoi, desequilibram a relação de forças entre a Venezuela e o restante dos países do continente. O bufão Trump voltou a falar em “opções de ataque”, mas além de esbravejar nada poderá fazer sem colocar em risco a própria hegemonia do imperialismo ianque no plano mundial, e isto os “falcões” do Pentágono não querem arriscar. Nós Trotskistas defendemos o pleno direito do regime chavista armar-se “até os dentes”, inclusive com artefato nuclear, para dissuadir os chacais imperialistas e seus vassalos latino-americanos de atacarem as conquistas sociais instauradas pelo regime nacionalista chavista. Com a mesma lógica Marxista condenamos o boicote e a sabotagem econômica promovida pelos trustes capitalistas internacionais contra o povo pobre e os trabalhadores da Venezuela. Porém se os Bolcheviques acertam ao estabelecer uma justa frente única de ação com o regime chavista contra o imperialismo ianque que pretende espoliar as riquezas minerais da Venezuela, não podemos nos abster de caracterizar esta situação como extremamente contraditória e dual, como defina Trotsky. Se ao mesmo tempo em que os Marxistas arregimentamos forças ao lado de Maduro e Putin em oposição as investidas da Casa Branca, nos colocamos na linha de frente do combate contra a “boliburguesia” e suas medidas de opressão e exploração do proletariado venezuelano. Para a fração capitalista que sustenta o regime chavista, basta fiar-se no poderio militar russo para estabilizar a situação política e buscar um acordo com os fascistas ligados a Trump. Por outro lado, a pesada ajuda logística do Kremlin a Maduro está orientada no sentido da manutenção da ordem capitalista, assim como atua na Síria e Irã evitando qualquer ruptura revolucionária com o sistema. Ao impulsionar o movimento de massas à expropriação dos grupos capitalistas, inclusive a “boliburguesia” que hoje controla o mercado interno, lutando pelo armamento popular e das milícias chavistas, as Brigadas Trotskistas estão sujeitas a dura repressão do governo Maduro, enquanto trata os sabotadores e entreguistas como Guaidó com todas as garantias e “gentilezas” que não poderiam ser dispensadas a um contrarrevolucionário manietado por Washington. É certo que merece o vigoroso repúdio político da classe operária mundial as correntes revisionistas (LIT, UIT, PTS) que se alinham ao imperialismo para derrotar Maduro, porém não é menos nocivo o outro setor do revisionismo (PCO, CMI, SU) que capitulam vergonhosamente embelezando o chavismo em nome de se opor a Trump. Saber caminhar sobre a tênue linha programática que separa a plataforma da capitulação e o projeto do esquerdismo do genuíno Bolchevismo, é a principal arma política e militar dos Trotskistas na prova de fogo da crítica realidade venezuelana.



quinta-feira, 11 de abril de 2019

LENÍN MORENO, EVO MORALES E DILMA ROUSSEFF: UMA TRÍADE DE TRAIDORES, UNS DESCARADOS OUTROS DISFARÇADOS...


A covardia praticada contra Julian Assange, preso hoje (11/04) no interior da embaixada do Equador em Londres, entrará para a história como um dos atos de maior vilania perpetrado por um traidor vende-pária que ocupa indevidamente o Palácio presidencial na cidade de Quito. Estamos falando é claro de Lenín Moreno, sucessor do presidente Rafael Correa e que graças ao efetivo apoio político do líder nacionalista conseguiu galgar o cargo de chefe de Estado do Equador. O pusilânime Moreno já tinha ocupado a vice-presidência nas gestões de Correa, sendo indicado para este posto pelo antigo MIR (Movimento de Izquierda Revolucionário) em uma aliança com a Alianza PAIS de Rafael. Porém logo após as eleições de  2017, quando assumi a chefia de Estado, passa para o campo da reação burguesa, alinhando o Equador com os ditames do imperialismo ianque. O ex-presidente Rafael Correa teve que sair do país e se exilar na Suécia para não ser preso pela “Lava Jato” de lá. Agora como um capacho de Trump, Moreno suspende a imunidade dada a Assange por Correa em 2012 e manda a polícia britânica invadir a embaixada do seu próprio país e sequestrar o fundador do Wikileaks para enviá-lo aos EUA. A conduta venal de Moreno tem um paralelo recente em nosso continente, quando o presidente da Bolívia entregou o ativista Cesare Battisti, que recentemente havia pedido asilo no país andino fugindo do fascista Bolsonaro, ao governo imperialista e ultrarreacionário da Itália. Os traidores Moreno e Evo parecem se espelhar na ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que quando ocupava o Palácio do Planalto em 2012 “abriu as portas” do seu governo para patrocinar a farsa jurídica do chamado “Mensalão” no STF, levando para a prisão lideranças históricas do PT como José Dirceu e Genuíno Neto. Em 2014, não “saciada” politicamente com o desastroso resultado do “Mensalão”, Dilma resolveu apoiar o início da “Operação Lava Jato”, outro amálgama jurídico montado diretamente pelo Departamento de Estado dos EUA para encarcerar Lula e promover o golpe institucional em 2016. Como podemos comprovar, mais além de ações pessoais inomináveis destes gerentes do Estado Burguês, é o programa político de colaboração de classes dos governos da “Centro Esquerda”(Frente Popular) o principal responsável pelas covardes traições aos princípios morais elementares da classe operária mundial. Em especial o proletariado latino-americano deve abstrair as lições destes trágicos acontecimentos, para superar as direções reformistas no sentido da revolução socialista e da construção de um verdadeiro partido Marxista Leninista!


URGENTE: GOVERNO IMPERIALISTA BRITÂNICO PRENDE JULIAN ASSANGE NO INTERIOR DA EMBAIXADA EQUATORIANA EM LONDRES. LIBERDADE IMEDIATA PARA O FUNDADOR DO WIKILEAKS!


O fundador do WikiLeaks, o jornalista Julian Assange, foi preso nesta quinta-feira (11/04) pela polícia britânica na embaixada do Equador, em Londres, onde estava refugiado desde 2012. A prisão aconteceu depois que o presidente equatoriano, Lenin Moreno, suspendeu o asilo que concedia há vários anos a Assange. Em resposta à prisão do seu fundador, o Wikileaks destacou que o governo do Equador violou a lei internacional ao rescindir o asilo de Assange "ilegalmente". Em março deste ano, o servil governo equatoriano falsamente acusou o fundador do WikiLeaks de vazar informações sobre a vida pessoal do presidente Lenín Moreno, um traidor neoliberal que se vinculou ao imperialismo ianque quando sucedeu o nacionalista Rafael Correa. O WikiLeaks enfureceu a Casa Branca ao publicar centenas de milhares de telegramas diplomáticos secretos norte-americanos, desde então Assange vem sendo perseguido mundialmente pela CIA até conseguir seu exílio político na embaixada do Equador na capital londrina em 2012. O reacionário governo Trump, que esteve por trás de toda caçada à Assange, agora espera sua extradição aos EUA, para possivelmente colocá-lo em prisão perpétua. Exigimos da Primeira Ministra Theresa May a imediata libertação de Julian Assange, assim como desde a LBI convocamos todas as forças comunistas, socialistas e democráticas a denunciarem a operação policial patrocinada pelo imperialismo ianque, com a vergonhosa ajuda do governo entreguista de Lenin Moreno, que resultou na prisão ilegal do fundador do Wikileaks. Organizemos já mundialmente atos em defesa de Assange!




quarta-feira, 10 de abril de 2019

100 DIAS DO GOVERNO BOLSONARO: ENQUANTO A ESQUERDA PATROCINA O IMPRESSIONISMO VULGAR QUE O FASCISTA “BALANÇA MAS NÃO CAI”, SUA GERÊNCIA ULTRANEOLIBERAL SEGUE FIRME NA OFENSIVA CONTRA O PROLETARIADO TENDO O APOIO DA REDE GLOBO E CASA BRANCA


A Frente Popular capitaneada pelo PT e a blogosfera “progressista” não se cansam de patrocinar a miragem que o governo do fascista Bolsonaro está imerso em uma crise tão profunda que estaria prestes a “cair de podre”. Por essa linha de raciocínio estaríamos presenciando o “início do fim” prematuro do governo Bolsonaro em função de suas próprias “patetadas” assim como das "lambanças" de seu ministério. Por essa “lógica” as mobilizações populares “em banho maria” devem desgastar o governo com vista a um desenlace eleitoral de um futuro breve que beneficie o PT e o PSOL, melhor ainda seria para esses ilusionistas os dois juntos em uma coalizão de “centro-esquerda”. A realidade não corresponde aos desejos do arco socialdemocrata. É fato que Bolsonaro é um fascista que não comanda seu próprio governo, o falso “capitão” compõe um Triunvirato neoliberal, do qual o “justiceiro Moro” é parte-mor integrante e vem sedimentando um regime de exceção no país sob as ordens do Pentágono. O chefe da “República de Curitiba” aliado aos rentistas representados no gabinete por Paulo Guedes ditam as diretrizes centrais da gestão burguesa ultraneoliberal em curso. O regime de exceção atual não é uma “mera” continuidade do regime golpista de Temer, é uma guinada a extrema-direita do conjunto das instituições burguesas que vem se aprofundando, como vimos no alinhamento automático com Trump no caso da Venezuela e Israel, na gestão nazista no MEC e no pacote reacionário de Moro que libera o “direito de matar” pobres por parte da Polícia e o Exército como acabamos de ver no Rio de Janeiro. O patético Bolsonaro será mantido firme enquanto a burguesia nacional subserviente (Famiglia Marinho à cabeça) ao imperialismo (Casa Branca) assim desejarem, o que passa por lhe conferir a estabilidade política necessária para aprovar a reforma neoliberal da previdência e levar a cabo a liquidação da Petrobras. Esse “tempo” de governabilidade está plenamente garantido para Bolsonaro, um quadro que somente poderia ser alterado com a entrada em cena do movimento operário organizado em luta direta contra o governo e o parlamento, uma orientação política que vem sendo sabotada pelo PT, PCdoB, CUT, UNE e MST... além do próprio PSOL. Quando se completam os 100 dias do governo Bolsonaro, a Rede Globo saiu a “comemorar” que o fascista vem “cumprindo o que prometeu” em um apoio explícito a sua gestão, calando a boca dos tolos e da esquerda domesticada que já consideravam o clã Marinho como um “aliado tático” contra Bolsonaro. Ao contrário desses impressionistas vulgares de “esquerda” que não se movem por uma estratégia de classe e vendem a farsa que o governo está prestes a cair, a burguesia e o imperialismo vão sustentar Bolsonaro até que ele faça todo serviço sujo, tendo Moro e Guedes como os verdadeiros timoneiros dessa gerência neoliberal. Sem a intervenção política revolucionária da vanguarda operária, o desenlace da gestão bolsonarista pode ser um retrocesso político ainda maior do que presenciamos, seguindo o famoso conselho popular do “sempre pode piorar”. Como nos ensinaram os mestres Marx e Lênin, um governo burguês mesmo em crise (dos de cima) só vem abaixo e abre uma perspectiva progressista para o proletariado (os de baixo) com a ação independente de nossa classe munida de um programa de luta... fora disso é tudo ilusão!




terça-feira, 9 de abril de 2019

HÁ EXATOS SETE ANOS ATRÁS: DILMA VISITAVA A CASA BRANCA PARA AUTORIZAR O INÍCIO DA MALFADADA OPERAÇÃO “LAVA JATO”


Há há sete anos atrás a “grande mídia” apresentou a visita da presidente Dilma a Obama, em 09 de abril de 2012, como um encontro que consolidaria as “boas relações” comerciais entre Brasil e os EUA. Quando pastelões como o Estadão e a Folha de São Paulo dão esse tom a visita não só estão fazendo pressão para que o governo brasileiro se aproxime ainda mais da Casa Branca, refletem de fato a conduta de subserviência aos EUA que vem marcando as gestões da Frente Popular. Já alguns porta-vozes da esquerda reformista que estavam diretamente aboletados no governo, como Emir Sader e Altamiro Borges, insistiram em apresentar o contrário: será um encontro de “afirmação” da soberania brasileira frente ao imperialismo ianque. Nada mais falso! Obama, o mesmo que destruiu a Líbia, reafirmou junto a Dilma os interesses econômicos do império em nosso país, porém o mais importante, foi reforçar a necessidade do alinhamento do Palácio do Planalto e do Itamaraty com Washington. Dilma, que tinha recebido Obama no Rio de Janeiro em março de 2011, ficando absolutamente em silêncio quando o carniceiro ianque autorizou o bombardeio à Líbia, seguiu sua política de submissão ao imperialismo ianque, todavia mantendo alguma margem de manobra frente aos ditames do amo do norte, o que permitiu a Frente Popular manter seu demagógico discurso de defesa da soberania nacional. Quanto aos acordos comerciais propriamente ditos , celebrados na “histórica” viagem da ex-presidente à Washington foram pífios, o único assinado é o que reconhece a cachaça como produto genuinamente brasileiro a ser exportado para os EUA. Por fim, enquanto Obama preparava a guerra contra a Síria para depois de sua reeleição, Dilma em meio às provocações imperialistas contra o regime nacionalista de Bashar Assad, e a ameaça explícita de uma guerra de ocupação sionista contra o Irã, a ex-presidente se limitava a pedir uma “solução negociada” para o conflito, omitindo-se de assumir uma posição política claramente anti-imperialista. Os votos do governo petista contra a Síria e o Irã na ONU já revelaram o verdadeiro conteúdo dessa “saída política”, em um claro sinal verde a próxima guerra ianque de rapina contra uma nação oprimida. Foi assim quando o Brasil se absteve na votação sobre a Líbia, de fato avalizando a intervenção militar da OTAN para logo depois saudar a vitória da “democracia” no país do Magreb africano quando o mercenário CNT anunciou o controle de Trípoli. Longe da versão fantasiosa  da “inserção soberana” no mercado capitalista mundial alardeada pela esquerda reformista, que está bem aquém da política de impulsionar uma indústria nacional de substituição de importações dos países imperialistas, como pregavam os governos nacionalistas burgueses como Vargas ou mesmo Jango, Dilma buscou um acordo para manter nossa economia em crescimento artificial, totalmente refém em última instância da enxurrada de dólares ianques que inundam o país e depois voltam aos seus países de origem indexados pelas taxas de juros mais caras do mundo pagas pelo Estado brasileiro. Como se viu a plataforma da Frente Popular em nada representava um desenvolvimento nacional independente dos centros imperialistas, ao contrário, esteve umbilicalmente ligada à crise financeira internacional, onde o Brasil com suas gordas reservas cambiais e seu pujante mercado consumidor é um porto seguro para a agiotagem internacional, já que não tem qualquer capacidade tecnológica e industrial para se contrapor aos monopólios imperialistas. O fato mais importante da reunião de cúpula entre a presidente petista e o representante estatal “Democrata”, foi um “pequeno detalhe” no qual a imprensa não tocou, nem mesmo a chamada “mídia progressista”. Tratou-se de um detalhado relatório produzido pelo Departamento de Justiça (DJ) ianque que Obama acabara de ter acesso, neste “dossiê” o DJ apontava um processo “degenerativo” na Petrobrás e que por consequência estaria lesando acionistas e investidores norte-americanos com participação societária na estatal brasileira. Dilma se comprometeu a não interferir nem tampouco “bloquear” a espionagem imperialista, muito pelo contrário deu “carta branca “ para que seguissem as “investigações” e com o apoio do governo brasileiro. O “ovo da serpente” da malfadada “Operação Lava Jato” foi chocado neste encontro de lideranças nos EUA e viria a eclodir dois anos depois em março de 2014 ainda em pleno governo da Frente Popular. O final desta história todos nós sabemos, os bandidos togados da “Lava Jato” arruinaram a Petrobras e depois depuseram a própria presidente Dilma Rousseff, acabando por encarcerar o próprio Lula...