segunda-feira, 1 de setembro de 2014


PSTU não rompe com o PSOL em Alagoas mesmo após a “Marineira” Heloísa Helena celebrar acordo com o Tucanato 

Depois de Heloísa Helena anunciar publicamente que apoiaria Marina Silva para Presidente da República (já tinha estabelecido acordo anterior com o próprio Eduardo Campos) e agora aparecer sorrindo e abraçada em fotos junto com o candidato a governador do PSDB em Alagoas, Júlio César, retribuindo o apoio de ambos a sua postulação ao Senado, o PSTU foi forçado a declarar que: “Nos retiramos da campanha de Heloísa Helena para o Senado até que ela reveja estas posições e desfaça estes acordos com o PSDB. De outra forma, não faremos mais campanha para sua candidatura ao Senado, porque estas alianças rompem o acordo que fizemos na Frente de Esquerda. O PSTU seguirá construindo a candidatura de Mário Agra neste momento. Seguiremos na Frente de Esquerda e respeitando suas definições: Heloísa Helena e o PSOL farão o mesmo?” (Posição do PSTU sobre os acordos de Heloísa Helena com o PSDB em Alagoas/Maceió, 30 de agosto de 2014). Em tom de falsa surpresa, o PSTU reclama ainda que Heloísa (que integra o REDE): “Está rompendo com a Frente de Esquerda e com tudo aquilo que serviu de base para a sua construção. Abraça os setores reacionários do estado em nome de um projeto particular, abandonando um projeto coletivo extremamente importante para Alagoas. Abre mão da independência política tão cara à Frente. Heloísa rompe até mesmo com definições estabelecidas dentro de seu próprio partido. Quem será seu candidato a governador? Júlio César (PSDB) ou Mário Agra (PSOL)? Em quem votará para presidente? Em Luciana Genro (Psol) ou em Marina Silva (PSB)?” (Idem). Tais dúvidas e questionamentos do PSTU visam encobrir uma realidade que já estava clara desde o início da campanha eleitoral, quando o PSTU decidiu, mesmo sabendo desta “suruba eleitoral”, se coligar com o REDE/PSOL em Alagoas abrindo na época um palanque para Eduardo&Marina. Não foi Heloísa que “rompeu o programa da Frente de Esquerda”, mas o PSTU que conscientemente embarcou em uma frente que estava negociando com os políticos burgueses de Alagoas ligados ao PSDB, PSB e PP o apoio destes a Heloísa na disputa com Collor de Melo para a vaga ao Senado. Quanto ao apoio a Marina não há qualquer surpresa, já que Heloísa é dirigente do REDE e permanece no PSOL justamente para fazer esta “ponte” durante a campanha eleitoral, agora consolidada plenamente. Como Eduardo Campos foi “abatido em pleno voo” para abrir as asas da candidatura de Marina (preferida do capital financeiro e do imperialismo ianque), nada mais normal que Heloísa se engajar com tudo na campanha de sua amiga e companheira eco-capitalista de partido, como ela disse em entrevista à Revista Época: “O que mais quero é estar com Marina”! Afora as canalhices próprias desta falsa vestal de Alagoas (amplamente conhecidas desde sua candidatura presidencial em 2006), os verdadeiros embusteiros são os dirigentes do PSTU que fingem surpresa, mas sequer rompem a coligação com o PSOL de Alagoas, mantendo de fato a campanha de seu candidato a governador e com a própria Heloísa, tanto que compartilham horários eleitorais comuns e comitês para pedir votos para a coligação. Lembremos que em Belém o PSTU fez o mesmo e chegou a anunciar que havia “rompido com a Frente de Esquerda” encabeçada por Edmilson Rodrigues em 2012 por ter recebido apoio de Lula, Dilma e de Marina, quando de fato manteve-se na coligação e com os votos do PSOL na coligação proporcional elegeu seu candidato a vereador na capital paraense! Como se observa, o anúncio do PSTU de que se “retira da campanha de Heloísa Helena até que ela reveja suas posições” não passa de mais uma manobra para consumo interno de sua militância, enquanto mantêm suas alianças com o PSOL. Igualmente ocorreu agora no Rio Grande do Sul apesar de Luciana Genro e Roberto Robaina (MES) receberem dinheiro dos capitalistas para a campanha da FE gaúcha! Como se vê, estamos diante de mais uma fraude política montada pelo morenismo para se demonstrar “principista” aos olhos de sua militância e para enganar tolos!

Independência plena para o Banco Central e total dependência do ITAÚ e seus “amigos” rentistas: Marina e seu governo dos cassinos

Não é mais propriamente uma novidade que Marina Silva comparte uma profunda amizade com uma das herdeiras do grupo financeiro ITAÚ, Neca Setúbal. Também não é nenhum segredo que Neca, além de financiar parte da estrutura “Marineira”, pertence ao staff do REDE, como uma espécie de “chefe de gabinete” da candidata eco-neoliberal. Porém, equivocadamente muitos blogs ligados à Frente Popular tem apresentado a filha do finado “Olavão”, ex-prefeito biônico da cidade de São Paulo (ARENA), como uma das elaboradoras do programa de governo de Marina, um tipo particular de “assessora intelectual” da campanha eleitoral do REDE. Se faz necessário relembrar que apesar de Marina Silva representar um verdadeiro aríete político do capital financeiro, a proposta de tornar o Banco Central independente das diretrizes centrais do governo federal foi abraçada anteriormente pelo “socialista” Eduardo Campos, assim como pelo Tucano Aécio Neves. Neca nunca foi propriamente uma “intelectual” e para sermos bem franco jamais foi capaz de “pensar” um programa de gestão estatal. Seu irmão Roberto, presidente da holding ITAÚ, dedicou para Neca a função de uma “dama de companhia” de alto luxo para Marina já em 2009, na certeza de impor ao embrionário “projeto Marina” a marca dos interesses do capital financeiro.  É Roberto Setúbal, e não a “irmã boneca”, o real quadro formulador econômico do programa de governo de Marina, desde 2010 quando disputou o Planalto pelo PV. Os assessores formais de Marina, no campo econômico, como Giannetti e Lara Resende, sempre foram funcionários de banqueiros, prestando seus serviços no governo FHC exatamente por esta razão. Roberto, como seu falecido pai que foi prefeito e ministro de Estado, tem pretensões políticas de primeira linha, utilizando a irmã apenas como um “biombo” de seu grupo financeiro. Se o náufrago Aécio teve a “coragem” política de já anunciar o subrentista Armínio Fraga como seu ministro da Fazenda (defendendo inclusive a redução dos reajustes do salário mínimo), Marina preservará o nome de Roberto até ter a certeza absoluta da vitória eleitoral. O presidente do ITAÚ em um eventual governo central do PSB deverá comandar pessoalmente não só a pasta da Fazenda, mas toda a diretoria do Banco Central, com seu novo formato de “independência”.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014


Ucrânia: OTAN ameaça atacar as “repúblicas populares” diante do avanço da resistência. Nossa tarefa: Ao lado dos separatistas contra o imperialismo e os bandos fascistas!

A crise na Ucrânia se acelerou a passos largos nestes últimos dias. Após a Rússia ter enviado o comboio de ajuda humanitária a Donetsk e Lugansk, a resistência empreendeu uma ofensiva militar retomando várias cidades do Leste ucraniano e impondo o recuo das forças regulares e dos bandos fascistas de Kiev que ficaram cercadas em várias localidades. Diante da temporária derrota dos capachos da Casa Branca, as potências capitalistas acusaram a Rússia de ter armado os “separatistas” e convocaram reuniões de emergência no CS da ONU e da OTAN. A aliança militar imperialista inclusive se reuniu hoje a pedido do servil governo ucraniano, o qual “pediu ajuda militar de envergadura diante da entrada de tropas russas no leste do país” (G1, 29/08). Trata-se da tática de provocar uma guerra na fronteira com a Rússia que englobe a OTAN, o imperialismo ianque e europeu (particularmente a França, já que a Alemanha não tem de fato FFAA desde a derrota na Segunda Guerra Mundial) para iniciar futuramente um enfrentamento de grandes proporções com Moscou, a fim de quebrar a Rússia e por fim à possibilidade de que Putin consolide um eixo burguês político-econômico-militar alternativo a OTAN e aos EUA. Como se observa, estamos diante de um quadro geopolítico estratégico frente à luta de classes mundial, o que exige uma posição clara e justa dos Marxistas-Revolucionários: ao lado da resistência contra o imperialismo e os bandos fascistas, inclusive estabelecendo frentes únicas de ação com o exército russo para derrotar a ofensiva da OTAN em sua fronteira! Esta perspectiva abre caminho para que os trotskistas façam propaganda revolucionária nas trincheiras de combate para construir o verdadeiro Partido Comunista na Rússia e nas ex-Repúblicas Soviéticas, retomando as tradições internacionalistas revolucionárias de Lênin e Trotsky que neste momento se condensam na palavra de ordem de derrotar o imperialismo para edificar uma nova revolução de Outubro!

O embuste Marina ou a estória de um avião sem dono e uma dona sem avião

A cada dia que passa vai se tornando mais cristalino que a queda do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco e sua equipe de campanha ao Planalto não se tratou de mais um “acidente aéreo”. A propriedade do jato Cessna Citation prefixo PR-AFA, ainda não foi esclarecida pelo PSB e tampouco pelo atual comitê de campanha de Marina Silva, e duvidamos que ainda venha a ser. Pela legislação vigente no país Eduardo Campos só poderia utilizar um avião para sua campanha eleitoral se fosse de sua propriedade pessoal ou mesmo contratar (por transporte, empréstimo ou aluguel) o serviço de uma empresa especializada no seguimento de locação de aeronaves, caso não se enquadrasse em uma destas duas modalidades estaria cometendo crime eleitoral. O comitê de Campos não informou ao TSE a relação jurídica que mantinham com o jato porque ainda esperavam “regularizar” a situação a tempo do final da campanha. Na verdade, o Cessna que caiu foi comprado ilegalmente por um “pool” de empresários Pernambucanos beneficiados com “generosidades” fiscais do governo estadual e dado de “presente” para a campanha presidencial de Campos cruzar o Brasil inteiro. Como não tinha formalmente um dono, o Citation de Campos era revisado pela própria fabricante Cessna, uma das empresas do complexo militar ianque, a mesma que agora afirma que não é possível “decifrar” a temporalidade das gravações da caixa preta de sua aeronave. Fica evidente que o “acidente” foi deliberadamente provocado pela manipulação técnica incorreta na última revisão da aeronave, ao sabor dos interesses políticos da Casa Branca, e como diz o ditado popular: “Cão sem dono é mais fácil morrer atropelado”. Porém, o inusitado deste trágico episódio para a família Arraes (comemorado efusivamente pela anturragem Marineira) é que a campanha de Campos e Marina tinha um outro jato de “reserva”, bem mais moderno e luxuoso do que o modelo Citation. Trata- se do Falcon 2000 Easy, “doado” a Marina pela família Setúbal (dona do Banco ITAÚ) em 2010 para que finalizasse sua campanha presidencial sem precisar usar mais o jato Legacy de Guilherme Leal (grupo Natura), então seu companheiro de chapa. Leal e Marina estavam meio estremecidos politicamente quando Neca Setúbal assumiu o financiamento da campanha do PV, aportando 20 milhões de Dólares para a compra do Falcon. Nestes últimos anos Marina voou bastante em seu “falcão de aço” na campanha pela legalização do REDE, mas quando foi abatida pelo TSE e relegada ao papel de vice no terreno estranho do PSB optou politicamente por “camuflar” seu caríssimo jatinho deixando para o finado Campos o ônus da empreitada aérea. Agora a “vestal” Marina não sabe o que fazer, cobrada para dar explicações sobre o “acidentado” Citation, ficaria bastante complicado apresentar para o seu eleitorado um novo e luxuoso jato, ofertado ao REDE por rentistas e banqueiros. Para a maioria da classe trabalhadora que luta por um transporte público com um mínimo de qualidade deve parecer um verdadeiro escárnio o surgimento de uma frota aérea tão vasta pertencente às principais candidaturas burguesas que disputam o botim estatal. Modernos jatos, aeroportos privados com dinheiro do Estado e bilhões de Reais em formato de “caixa dois” movimentam o cenário eleitoral desta democracia dos ricos, onde a “fartura” (à custa do suor povo é claro!) é tão grande que existe até “avião sem dono e dona sem avião”.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014


Greve na Argentina: “Paro Buitre” convocado pela burocracia sindical
pró-ianque tem a simpatia da oposição
de direita e do imperialismo

A Argentina foi palco neste dia 28 de agosto (28A) de mais um “paro nacional” de 24hs contra o governo de Cristina Fernandes Kirchner (CFK) convocado pelas CGTs dos mafiosos Hugo Moyano e Luis Barrionuevo, com o apoio discreto da patronal e entusiasta da família revisionista agrupada na FIT. Somou-se a este amplo arco político o principal representante lobista dos fundos abutres na Argentina, o American Task Force Argentina (ATFA). Para não restarem dúvidas, reproduzimos (do original em castellano) o elogio à paralisação: “El paro, organizado por el militante gremial y dirigente de la CGT Hugo Moyano, busca presionar al gobierno Kirchner a reducir los impuestos a la renta, para combatir la galopante inflación de la Argentina y promover el empleo. Esto parece adecuarse a la realidad, puesto que economistas han pronosticado que la tasa de inflación de la Argentina podría superar el 30% en 2014” (grifo nosso), lê-se no relatório da ATFA de 19/08! O 28A ficou bem aquém da “greve geral” de 10 de abril porque hoje os motoristas de ônibus representados pelo sindicato da categoria (UTA) trabalharam normalmente em Buenos Aires, pois sua direção alegou que não iria compactuar com a ofensiva econômica dos fundos abutres sobre o país. A paralisação teve a cobertura simpática do Clarín e La Nación (expoentes do PIG argentino) e o apoio das reacionárias Sociedade Rural e a Federação Agrária, do Vaticano comandado pelo Papa Francisco e o aval dos partidos da oposição burguesa (PRO de Macri, Binner da “Frente Progressista” e do ex-peronista Sérgio Massa), visando desgastar ainda mais o já fragilizado governo “nacionalista burguês” de CFK para colocar na Casa Rosada um gerente ainda mais servil à Casa Branca. Não por acaso, o governo argentino o qualificou como “Paro Buitre”! Acossada pelo imperialismo ianque que tenta extorquir o Tesouro Nacional através dos fundos abutres amparados em decisão da justiça norte-americana, a gestão da centro-esquerda burguesa vem tentando sem sucesso um acordo dito “soberano” com os credores mas que, de fato, mantém a sangria nacional ao negar-se a romper com os rentistas internacionais. Em contrapartida, Cristina toma medidas paliativas de controle do câmbio e intervenção da economia para controlar os preços dos produtos cada vez mais escassos nas prateleiras. Estas limitadas iniciativas vêm sendo rechaçadas pela patronal nativa e as transnacionais que boicotam as medidas e aproveitam o “paro” previamente acertado com as CGTs e a CTA (cujas consignas são distracionistas e objetivam favorecer a corrupta burocracia sindical com a exigência de mais verbas estatais) para atacar o governo CFK pela direita usando a providencial “mão esquerda”, mais precisamente das centrais sindicais opositoras e da FIT. Esta “Frente de Esquerda”, conformada pelo PO, PTS e IS e apoiada por uma ampla franja de pequenas organizações revisionistas (LIT/PSTU, TPR, LOI-DO, CS) dá uma cobertura “combativa” aos planos golpistas da ação de “massas” orquestrada pela burocracia sindical pró-imperialista em conjunto com a direita reacionária, servindo como operadores “militantes” do teatro montado através de piquetes e cortes de rua. Tanto que o PO convocou uma marcha para ontem, dia 27, com a CTA de Pablo Micheli, para demonstrar alguma diferença com as CGTs, “mobilização” que só serviu para reforçar os planos de Moyano e não o contrário, uma vez que foi extremante fraca e se limitou a entregar uma pauta de reivindicações aos deputados dos partidos da oposição burguesa no Congresso Nacional!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014



Ato nº 2 da operação fraude Marina: “Institutos” de Pesquisas já apontam derrota de Dilma

Mal acabaram de se lambuzar com a lambança que provocou a queda do jato que conduzia o ex-candidato Eduardo Campos e sua equipe, as hienas conservadoras que se escondem por trás da fabricada imagem da “santinha” Marina, partem para o segundo ato de sua “operação” política com objetivo de retirar o PT da gerência do Estado Burguês. Se provocar um “acidente” aéreo fatal para tirar Campos do cenário eleitoral recolocando Marina no centro da disputa pelo Planalto envolve elementos bastante complexos em todos os sentidos, colocar em marcha os “institutos” de pesquisas para já apontar a derrota do PT no segundo turno é uma tarefa bem mais simples. Neste momento (antecipado a “fórceps”) as duas principais frações da burguesia nacional se colocam em um confronto direto com suas duas candidaturas, Dilma e Marina tem a absoluta certeza que uma delas ocupará a presidência da república. Empreiteiros e banqueiros, os dois setores hegemônicos no interior das classes dominantes, ocupando lados eleitorais opostos nesta conjuntura, descartaram qualquer possibilidade de dar uma sobrevida política ao Tucanato, se o PSDB ainda tiver algum lugar na história do país será ao lado de um possível governo central encabeçado pelo PSB “Marineiro”. O precipitado cenário eleitoral posto na mesa do “pocker” da burguesia não significa uma “crise da direita”, como alguns tolos revisionistas insistem em caracterizar a atual conjuntura. A “opção Marina” foi estabelecida pelo capital financeiro (nacional e internacional) há algum tempo, não configura de forma alguma uma “saída de crise” nem para a burguesia e tampouco para o imperialismo ianque. Ingenuamente, segmentos da esquerda realizam uma “leitura” completamente equivocada da delicada situação política, “comemorando” a irreversível derrota de Aécio como um triunfo antecipado da peleja pelo botim estatal, não conseguem enxergar que o que está se gestando com Marina é uma ofensiva neoliberal sem precedentes na história política recente do Brasil.

terça-feira, 26 de agosto de 2014


PCO e seu fracassado “Seminário Internacional”: Entre os poucos figurantes, apoiadores da OTAN e da contrarrevolução no Leste Europeu!

O PCO acaba de realizar neste final de semana um “seminário internacional” convocado para “ser um primeiro momento de debate e conclusões políticas na luta por um partido operário internacional, operário e de massas, a Quarta Internacional” (Causa Operária on line, 20/08). A fraude do “encontro” não se restringe a sua raquítica “amplitude”, restrita apenas a participação de um pequeno grupo expulso do PO argentino, a Tendencia Piquetera Revolucionaria (TPR). A expressão de “morto-vivo” no rosto de Rui Costa Pimenta e de sua reduzida claque na mesa da atividade não deixa dúvidas do fracasso do “seminário internacional”, ainda mais que Causa Operária havia anunciado o comparecimento de grupos da “Itália, Turquia, Venezuela e Bolívia” e outros países, um fiasco que deve ter arrancado risos sarcásticos de Altamira, Coggiola e cia. Entretanto, o maior embuste da “iniciativa” do PCO reside, antes de mais nada, nas posições de seu único “parceiro internacional”, apresentadas como revolucionárias e principistas. Na Argentina, a TPR está em plena sintonia com a oposição reacionária e golpista ao governo “burguês nacionalista” de Cristina Kirchner, segundo fielmente a linha política do PO que é um braço auxiliar da direita sojeira e da burocracia corrupta e pró-imperialista liderada pela CGT de Hugo Moyano, uma espécie de Paulinho da Força Sindical. No terreno internacional este agrupamento falsamente “piqueteiro” critica as posições de Altamira... sempre pela direita!!! Exigiu que o PO adotasse uma postura mais firme, junto com a OTAN e seus “rebeldes” contra Kadaffi na Líbia e, mais recentemente, contra Assad na Síria, inclusive criticando duramente o apoio que a Rússia de Putin prestou ao regime “nacionalista burguês” de Damasco contra os ataques do imperialismo ianque e os “rebeldes” financiados pelas potências capitalistas e Israel!!! Registre-se que além da TPR, o esvaziado “seminário” do PCO contou ainda com a participação de uma tal “liga dos comunistas” fundada por um parasita corrupto ligado ao vereador portenho, o meliante Gustavo Vera. O dito parlamentar argentino, outrora dirigente do PBCI, abandonou formalmente o trotskismo (portanto, não se trata mais de um revisionista), criou uma ONG (Fundação Alameda) e agora representa oficialmente as posições políticas do Vaticano no país do tango. Como se observa, o PCO está em muito boa companhia para “reconstruir a IV”, sua liliputiana frente internacional vai desde os apoiadores da OTAN até gente ligada a um vigarista que rompeu com o trotskismo e agora é um serviçal do Papa, que por ironia da história acabou de proferir uma “homilia” contra a Coreia do Norte e a ditadura “stalinista”, antes tão defendida por “Sergio Romero”!

domingo, 24 de agosto de 2014


Há 60 anos do “suicídio” de Vargas e dez dias do “acidente” de Campos: Duas mortes e um único responsável!

No dia 24 de agosto de 1954 era anunciado o falecimento do então presidente Getúlio Vargas, dando um tiro no próprio peito em seu quarto no Palácio do Catete localizado no Rio de Janeiro. Talvez o episódio mais marcante da história política brasileira, a morte de Vargas ocorreu em meio a uma profunda crise do regime vigente que refletia as contradições do projeto nacional-desenvolvimentista de seu governo. Um ano antes de sua morte a continuidade da política de estímulo à industrialização, uma das principais características do Varguismo, começou a sofrer limitações, exigindo a ampliação de investimentos estatais e o aumento das importações de equipamentos e máquinas (bens de capital), o que provocava um enorme déficit na balança comercial do país. O mesmo ocorria com a balança de pagamentos das contas correntes devido à sangria das divisas nacionais, promovida pelo crescimento das remessas ilegais de lucros pelas empresas estrangeiras que atuavam no país. Esse quadro tornava-se ainda mais grave com a queda dos preços do café no mercado mundial (principal commoditie para exportação no período), contribuindo para o declínio da receita externa, o que reacendeu a disputa feroz entre as diferentes frações da burguesia nacional pelas divisas em dólar e pelo controle do Estado burguês a fim de preservar seus interesses comerciais. Foi esse o “pano de fundo” fundamental da crise política que abalou profundamente o país nos anos 50 e levou ao “suicídio” induzido do “caudilho nacionalista” em agosto de 1954, sob a pressão direta do imperialismo ianque ávido pela “troca” do chefe de estado brasileiro. Sessenta anos depois a mesma Casa Branca, ocupada obviamente por outro presidente, está sedenta por outra “troca” no Brasil e para isto não pouparia seus “esforços” já fartamente conhecidos pelos seus “adversários” internacionais. O suspeito “acidente” que vitimou Campos e sua candidatura ao Planalto , assim como o “suicídio” de Vargas, serviram como uma “luva” aos interesses de Washington, ainda que em situações históricas  distintas. Getúlio e Campos não eram inimigos viscerais do Pentágono, o primeiro chegou a alinhar o Brasil ao lado do imperialismo ianque na grande Guerra Mundial, o segundo prometia a Wall Street a tão desejada “autonomia” do Banco Central brasileiro, porém cada um deles estava no lugar e na hora errada segundo a ótica dos EUA. Vargas insistia em manter no governo seu “modelo” de substituição das importações e Campos persistia em permanecer com sua candidatura “atolada” favorecendo assim a continuidade da quarta gestão petista consecutiva, elemento considerado inaceitável pelo governo dos EUA. Se hoje não paira a menor dúvida que o “Cerco ao Catete”  foi uma operação política montada desde a Casa Branca, tendo como “operadores” nacionais os ultrarreacionários da UDN, também é certo que a responsabilidade pela queda do jato de Campos (que sequer tem propriedade conhecida até o momento) está relacionada diretamente aos interesses das corporações financeiras no país.

sábado, 23 de agosto de 2014


Eleições: Um verdadeiro balcão de negócios que atravessa desde a esquerda reformista até a direita fascistizante

Estamos a dois meses do primeiro turno das eleições gerais de Outubro e o que marca o processo eleitoral é o verdadeiro “balcão de negócios” da democracia dos ricos, que abarca desde a esquerda reformista até a direita fascistizante. Todo esse espectro político nacional opera através de negociatas de “bastidores” que oferecem no circo eleitoral um variado cardápio de opções – à esquerda, centro ou à direita – sendo o denominador comum entre todos a defesa da “mudança através do voto”, quando justamente o grau de manipulação e fraude da vontade popular é enorme via pesquisas forjadas, atuação da mídia e da própria urna robotrônica. Para os leninistas revolucionários, trata-se justamente o contrário do que pregam os partidos da ordem. Como já nos ensinava Marx e Engels no Manifesto Comunista, em uma lição que nunca esteve tão correta e vigente como nos dias atuais: “A burguesia, desde o estabelecimento da indústria moderna e do mercado mundial, conquistou finalmente a soberania política no Estado representativo moderno. O Governo do Estado moderno nada mais é do que um comitê para gerir os negócios comuns de toda a burguesia”. Como desejamos destruir o Estado burguês e não gerenciá-lo, fazemos deste momento um palco para a propaganda revolucionária e não nos somamos aos domesticados “atores” do espetáculo montado pela burguesia. Unidos pela ode à democracia burguesa, inclusive financiados pelo “fundo partidário” para fazer suas campanhas eleitorais no sentido de salientar a “participação cidadã do povo” como proclama a campanha “vem pra urna” do TSE, vemos as principais alternativas burguesas (Dilma, Aécio e Marina) ao lado da “Frente de Esquerda”, do PCO e da direita fascistizante, representada pelo arquirreacionário Pastor Everaldo (PSC). Neste cenário de polarização burguesa, os revolucionários precisam intervir ativamente não só para denunciar a farsa eleitoral, mas acima de tudo com o objetivo de armar politicamente a vanguarda classista e militante de uma caracterização precisa acerca do processo eleitoral, esclarecendo que “ganhe quem ganhe” estará em marcha um plano de guerra contra os trabalhadores no próximo período, medida exigida pelo imperialismo ianque que deseja encerrar o ciclo de “compensações sociais” que os governos Lula e Dilma implementaram e cujo modelo baseado no crédito internacional está em fase de esgotamento!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014


Banco dos BRICS uma tímida e limitada ação contra a hegemonia de Wall Street

No mês de julho em um encontro de cúpula dos BRICS realizado na cidade de Fortaleza foi anunciado com grande estardalhaço midiático a formação de um banco de fomento econômico do bloco (com sede em Shangai), com o “ousado” objetivo de constituir-se como uma alternativa financeira aos organismos multilaterais do imperialismo como o Banco Mundial e o próprio FMI. Logo depois do anúncio do banco “Briquiano” a esquerda “chapa branca”, e também a semigovernista como o PCO, trataram de legitimar a iniciativa dos BRICS como sendo um contraponto real à banca parasitária do capital financeiro estabelecida em Wall Street. Também foi gerada no interior da burguesia nacional (sempre ávida por dinheiro fácil) uma grande expectativa em relação ao volume de crédito que o novo organismo poderia disponibilizar para “bancar” grandes investimentos sem lastro de fiança pelo sistema financeiro local. No terreno da Casa Branca o anúncio dos BRICS foi recebido com muita cautela, no marco das sanções econômicas que Obama está impondo contra a Rússia. Porém, quando o anúncio oficial do debute bancário pormenorizou seus “números” veio a confirmação que o novo organismo financeiro representa neste momento muito mais uma “chantagem” dos BRICS sobre o FMI do que propriamente uma alavanca para o desenvolvimento econômico dos países do bloco. O aporte inicial de 50 bilhões de Dólares para a criação do banco, correspondente a 10 bilhões desembolsado por cada governo que integra os BRICS, não consegue sequer superar o crédito disponível para empréstimos do BNDES no Brasil, mesmo com a promessa de dobrar o capital nos próximos cinco anos sua capacidade financeira não alcançaria sequer 3% do Banco Mundial. Para se ter uma ideia da insuficiência dos volumes monetários previstos, ainda em fase de regulamentação institucional, somente a China terá investimentos na ordem de 60 bilhões de Dólares no Brasil para o próximo biênio. A Rússia, por exemplo, pretende importar cerca de 20 bilhões de proteína animal brasileira em 2015, valores como estes de “simples” transações comerciais no interior dos BRICS que desnudam a extrema limitação financeira deste banco incapaz sequer de patrocinar qualquer projeto mais ousado em áreas estratégicas da economia. Pela dimensão do fluxo total de transações econômicas (fundamentalmente importações e exportações) entre os cinco países que formam o BRICS, estima-se que um banco para dar suporte financeiro para este mercado deveria ter como lastro inicial no mínimo 500 bilhões de Dólares, ou não passaria de mais uma “carta de boas intenções”. Mas parece que as “amarras” financeiras com Washington, dos governos brasileiro, indiano e sul-africano impediram um avanço mais significativo do banco “briquiano”, mais além da vontade política da China e Rússia. Diante deste quadro o Banco Mundial certamente não encara o Banco BRICS como uma espécie de rival, na verdade depois do “susto” inicial até saudou sua formação, também seguido por Lagarde “diretora gerente” do FMI.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014


23 Anos do Golpe de Agosto: Os trotskistas na barricada da defesa da URSS contra a restauração capitalista encabeçada por Yeltsin

Em 20 de agosto de 1991, há exatamente 23 anos atrás, um golpe militar dirigido por generais stalinistas e setores da KGB tentou barrar a divisão da URSS um dia antes da celebração do chamado "Tratado da União" que criava uma Federação de Repúblicas Independentes, com ampla autonomia para seus presidentes levarem a cabo a restauração capitalista. Sob o comando do então vice-presidente da União Soviética, Gennady Yanaiev, esta ala da burocracia prendeu Gorbachev com o objetivo de retomar o controle do aparelho central do então Estado operário soviético. O golpe foi derrotado militarmente e de seu fracasso surgiu como novo ícone da restauração capitalista o "herói" Boris Yeltsin, então presidente da Federação Russa, que tratou de dar curso ao processo de liquidação contrarrevolucionária da URSS. Yeltsin comandou um setor restauracionista que havia rompido com o aparato estatal do PCUS, se alçou à condição de representante direto do “mercado” e venceu, com a ajuda da burguesia mundial, o golpe de estado liderado pelos burocratas stalinistas do Comitê de Emergência. Os restauracionistas tomaram o poder de estado, instaurando um governo capitalista na Rússia, disposto a destruir as antigas bases sociais do Estado operário através da autonomia total das então repúblicas soviéticas, privatizar a economia estatizada e a restaurar o capitalismo na região, transformando a antiga URSS numa semicolônia capitalista, condição na qual atualmente se encontra a Rússia, apesar de uma certa recuperação econômica. Diante deste acontecimento, a grande maioria da esquerda mundial, incluindo os revisionistas (PSTU, PO, PTS, PCO, TPOR, OT etc...) saudaram a contrarrevolução de Yeltsin como uma “revolução democrática” ou um “acontecimento revolucionário”, engrossando as fileiras do imperialismo e da social-democracia em suas comemorações do “fim da ditadura stalinista”. Ironicamente, há poucos meses atras, novamente a estátua de Lênin foi derrubada em praça pública, bandeiras vermelhas com o símbolo da foice e martelo pisoteadas por grupos fascistas e manifestações exigindo a “unificação” com a Europa. Estas cenas em muito se pareceram com o que ocorreu em 1991 com o fim da URSS, mas se passaram na Ucrânia, mais particularmente na capital do país, Kiev. Quando houve a restauração capitalista da União Soviética e do Leste Europeu, há mais de 20 anos (89-91) ocorrendo exatamente as cenas que se passaram há pouco tempo na Ucrânia, as correntes revisionistas do trotskismo, como PSTU e PCO, apresentaram estes acontecimentos como uma “vitória revolucionária das massas”. Os morenistas seguem até hoje com esta caracterização e inclusive apresentam as manifestações pró-imperialistas que ocorreram na Ucrânia como parte da “revolução” que derrotou o stalinismo no passado, já que a ligação entre o presidente ucraniano que acabou deposto, Viktor Yanukovich com Putin representaria a manutenção dos laços políticos e econômicos com a Rússia, que ainda influencia parte das antigas repúblicas soviéticas. Mais oportunista ainda é a posição do PCO, que hoje critica as “teses” pró-imperialistas da LIT, “finge” ser defensista e contrária à restauração capitalista, quando era uma das correntes mais fervorosas na defesa da suposta “revolução política” na RDA e na URSS, posição contrarrevolucionária que inclusive levou a nossa ruptura programática com esta seita revisionista e a fundação da LBI.

terça-feira, 19 de agosto de 2014


Levante negro em Ferguson (EUA): Os explorados se rebelam contra o estado de terror policial imposto no coração do monstro imperialista

Milhares de pessoas tomaram as ruas de Ferguson, um subúrbio da cidade de Saint Louis no estado norte-americano do Missouri desde o assassinato do jovem negro Michael Brown em 09 de agosto. Pelo menos seis tiros, todos disparados pela frente pelo policial branco Darren Wilson (dois deles na cabeça), deixaram Brown morto depois de perseguido, mesmo desarmado e de braços para alto, sob a falsa acusação de consumo de maconha e roubo. A tentativa da polícia e do IML de encobrirem a autoria do crime via autópsias falsas e de preservarem a identidade do policial deu origem a uma onda de protestos populares nestes dias, com confrontos de rua e a imposição do Estado de Emergência e do toque de recolher pelo governo local, no que foi apoiado pelo “falcão negro”, Barack Obama. Tropas da polícia e da Guarda Nacional fortemente armadas lançaram granadas, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes que responderam com coquetéis molotov, tentando ocupar o centro de comando que a polícia estabeleceu na vizinhança, no que foram acusados pela mídia venal de “vândalos e terroristas” da mesma forma como a Rede Globo faz aqui no Brasil contra os ativistas. Dezenas de pessoas foram presas e outras gravemente feridas em um condado pobre onde vivem perto de 22 mil pessoas, em sua maioria trabalhadores negros. Desde sábado, os protestos se estenderam a várias cidades dos EUA expondo mais uma vez a divisão de classe e de cor no coração do monstro imperialista! Este cenário reafirma o estado de terror policial imposto contra o povo pobre enquanto o imperialismo ianque incrementa sua ofensiva belicista por todo o planeta, como agora no Iraque! Não por acaso, Valerie Jarrett, a cínica conselheira de Obama declarou: “Nosso objetivo imediato é garantir a segurança dos moradores de Ferguson, o fim dos saques e do vandalismo”. Agentes do FBI estão dando suporte à bárbara ação policial que deve ser respondida com comitês de autodefesa do povo pobre e dos trabalhadores!
Leia a mais recente edição do Jornal Luta Operária nº 283, 2ª Quinzena de Agosto/2014


EDITORIAL
Eleições: Um verdadeiro balcão de negócios que atravessa desde a esquerda reformista até a direita fascistizante


OPÇÃO PREFERENCIAL DO IMPERIALISMO
Não foi a “mão de deus” e sim a do mercado financeiro que colocou para Marina a “missão” de derrotar Dilma e o projeto histórico do PT


MÍDIA MURDOCHIANA CRIA CLIMA DE “COMOÇÃO NACIONAL”
Morte “acidental” de Eduardo Campos recoloca novamente Marina no centro pela disputa política ao Planalto


REALINHAMENTO ELEITORAL NA ESQUERDA REVISIONISTA
Morte de Eduardo também reposiciona o PSOL na rota do apoio a Marina Silva


ROMPENDO A FRONTEIRA DE CLASSE
PSTU “envia pesar” e “lamenta” a morte de Eduardo Campos enterrando as tradições da própria corrente morenista em relação aos políticos da burguesia


PSOL, PSTU e PCO SE ADAPTAM AO CIRCO ELEITORAL
Três candidaturas revisionistas, mas apenas um único programa que legitima a farsa da democracia dos ricos


DOAÇÕES DE “EMPRESAS NACIONAIS” PODE...
“Frente de Esquerda” já recebeu dinheiro das corporações capitalistas para campanha a governador no RS! PSTU irá romper com o PSOL/MES de Robaina e Luciana?


NOVO “ESCÂNDALO” MIDIÁTICO
A CPI da farsa ou a farsa imperialista contra a PETROBRAS?


CAMPANHA SALARIAL DOS BANCÁRIOS - 2014
“Organizar a greve geral pela base para derrotar os banqueiros, impor conquistas ao governo Dilma e superar as direções ‘chapa branca’ da CUT-CTB!”

GOLPE CONTRA OS PROFESSORES DE FORTALEZA
Direção “chapa branca” do SINDIUTE impõe o fim da greve para preservar a oligarquia Ferreira Gomes e o PT


74 ANOS APÓS O ASSASSINATO DE TROTSKY
Legado do velho bolchevique segue vigente para enfrentar a ofensiva da contrarrevolução mundial


UMA POSIÇÃO PRINCIPISTA
Ontem, no “11 de Setembro”, ao lado dos “bárbaros” da Al Qaeda contra o imperialismo ianque, hoje no Iraque no campo militar dos “fanáticos” do EIIL contra os bombardeios de Obama!


EPIDEMIA DE EBOLA
Pentágono “testa” nova arma biológica, deixa milhares de mortos na África e planeja utilizá-la na guerra contra seus adversários políticos


LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA



segunda-feira, 18 de agosto de 2014


Não foi a “mão de deus” e sim a do mercado financeiro que colocou para Marina a “missão” de derrotar Dilma e o projeto histórico do PT

Passadas poucas horas do “acidente” aéreo que ceifou a vida de Eduardo Campos, o Blog da LBI já caracterizava que a morte do candidato a presidência do PSB abriria uma “janela” por onde as forças políticas mais reacionárias e neoliberais do país tentariam passar o “contrabando” da figura de Marina Silva como a “salvadora da pátria”. Mal disfarçaram a sinistra ansiedade do PIG ao divulgar uma pesquisa eleitoral (DATAFOLHA, ou melhor, DATAFRAUDE) em pleno funeral do ex-governador que aponta a vitória de Marina em um eventual segundo turno. Fica cada vez mais cristalino que a “operação Marina”, que não parava de sorrir e tirar “selfies” no velório de Eduardo, é um elemento que deve ser apurado seriamente no marco de uma “tragédia” que ainda não conseguiu ser justificada do ponto de vista técnico e científico. Algumas “leituras” equivocadas da nova conjuntura aberta com a entrada de Marina no centro da disputa ao Planalto, afirmam que o principal “prejudicado” político foi Aécio e sua a “Tucanalha”, afinal agora é o PSB/REDE que irá para o segundo turno. Porém, o que está em disputa nestas eleições presidenciais, ao menos para os setores da burguesia nacional mais vinculados ao imperialismo norte-americano, é impor uma dura derrota do projeto da Frente Popular. Nesta perspectiva política a candidatura de Aécio é plenamente descartável diante de uma “articulação” bem mais confiável programaticamente a Casa Branca. Marina Silva representa a junção “ideal” do capital financeiro com as alas messiânicas da burguesia ianque, pretende transformar o Brasil em uma espécie nova “terra sagrada” para os interesses dos “Calvinistas neoliberais”. A “antipatia” pelo agronegócio, manifestada pelo REDE nada tem a ver com a defesa da ecologia, é produto direto de seus compromissos com os grandes produtores rurais imperialistas, que não veem com bons olhos o crescimento das exportações brasileiras para os principais centros capitalistas. Sob um governo Marina estaria recolocado o eixo econômico “carnal” do Brasil com os EUA, abalado pela estratégia do PT de voltar o país no sentido dos BRICS, após o crash financeiro internacional de 2008. Esta “opção comercial” da Frente Popular permitiu ao país atravessar a crise mundial do final da década anterior com um forte superávit na balança de pagamentos, gerando um confortável “colchão” de reservas cambiais e forte atração de crédito internacional. Com este “modelo”, lastreado na expansão do consumo interno (bolha de crédito), o PT fez seu “milagre” econômico ao inserir milhões de novos consumidores no mercado, criando uma relativa “mobilidade social” de camadas mais baixas da população. Esta é exatamente a razão do “ódio visceral” dos seguimentos mais conservadores das classes dominantes ao PT, Marina surge no cenário político para por um fim a este “ciclo histórico”, inaugurando uma nova etapa da ofensiva imperialista contra as conquistas sociais do proletariado brasileiro, sua candidatura deve ser combatida com todas as energias do proletariado, que no mesmo compasso deve denunciar vigorosamente seus novos “parceiros” da esquerda revisionista: PSOL e PSTU.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014


Epidemia de Ebola: Pentágono “testa” nova arma biológica, deixa milhares de mortos na África e planeja utilizá-la na guerra contra seus adversários políticos

A epidemia de Ebola na África se espalha como um “rastilho de pólvora”... Seria mais preciso afirmar, tanto usando o critério científico como político e mesmo militar, que a doença avança como resultado dos testes de “arma biológica” desenvolvidos pelo Pentágono em território africano. Após décadas de uso de armas químicas e biológicas em guerras e experimentos científico-militares, as potências capitalistas e suas organizações “internacionais” de saúde já deram razões de sobra para serem vistas como verdadeiros responsáveis pela atual epidemia em curso nos países do Oeste africano. Além de Guiné, as nações mais afetadas pelo surto do vírus mortal foram Libéria, Serra Leoa, Nigéria e Mali. Apesar de ser encoberto pela mídia capitalista, sabe-se que por muitos anos o governo dos EUA, especialmente o Pentágono, usa as instalações existentes em Fort Detrix como um laboratório para o desenvolvimento de armas químicas, biológicas, vírus de todos os tipos, experiências para controlar a mente, Anthrax, chamados patógenos exóticos e qualquer coisa que possa ser usado contra adversários políticos internos ou externos e mesmo grupos étnicos que são considerados “cobaias” (negros e latinos). Dentro de todos esses vírus não poderia faltar o Ebola, que a indústria militar em conjunto com as grandes empresas farmacêuticas está trabalhando nos últimos trinta anos tanto para uso como arma de guerra como para gerar lucros milionários com a “descoberta da cura”. No caso da Epidemia de Ebola, não temos a menor dúvida de que neste momento o Pentágono “testa” uma nova arma biológica e deixa milhares de mortos na África para depois utilizá-la na guerra contra seus adversários políticos e militares.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014


Morte de Eduardo também reposiciona o PSOL na rota do apoio a Marina Silva

Enquanto os barões da mídia ainda “choram” e lamentam pela morte de Eduardo Campos, refazendo um cenário político muito parecido com a morte de Tancredo Neves em meados dos anos 80, seus reacionários estafetas quase em histeria clamam para que Marina Silva assuma imediatamente o comando da campanha presidencial do PSB para poder derrotar Dilma. Mas também no campo da chamada “esquerda socialista” (na verdade social democrata) a ausência de Campos parece que já começa a provocar novos realinhamentos eleitorais. O fato (quase consumado) de Marina assumir o protagonismo da disputa pelo Planalto, ainda que pela legenda do PSB já que o REDE não se oficializou, recolocou na ordem do dia a antiga aproximação entre o PSOL e a ex-senadora ecocapitalista. Não é demais relembrar que o PSOL caminhava a passos largos para celebrar uma coligação com o REDE, caso o partido de Marina obtivesse seu registro eleitoral. Como o REDE foi indeferido pelo TSE e seguiu pelo caminho do “entrismo” no PSB, talvez supondo que o “cacique” Campos abrisse mão de sua postulação para Marina, o PSOL decidiu por manter um “nome próprio” nestas eleições presidenciais. Porém, várias “pontes” foram construídas entre o REDE e o PSOL, incluindo uma “fração Marineira” mantida no partido e encabeçada pela vereadora Heloísa Helena. O comunicado oficial do PSOL sobre a morte de Eduardo não deixa dúvidas a respeito desta “inclinação”, passando por cima do caráter de classe oligárquico e burguês do PSB: “Recebemos com perplexidade e emoção a notícia do falecimento do presidenciável Eduardo Campos. A tragédia que atingiu Campos, sem precedentes na história democrática, também nos toca e reveste de luto este processo eleitoral.” (Luciana Genro, Jorge Paz e Coordenação de Campanha do PSOL). O PSOL pernambucano seguindo o mesmo norte político, foi tomado de “amnésia”, esquecendo que o então governador Campos reprimiu duramente os ativistas das “Jornadas de Junho” em seu estado. Para um partido que se reivindica representante do legado político das “Jornadas”, parece muito contraditório afirmar que: “O PSOL em Pernambuco recebe com muita tristeza esta notícia. Pernambuco e o Brasil perdem um quadro político importante, homem público jovem e talhado desde ainda muito cedo na vida pública, adversário político dos mais inteligentes e respeitáveis.” (Nota da executiva do PSOL/PE). Agora é esperar que os “Marineiros” do PSOL assumam a defesa oficiosa da candidatura Marina, já que não seria mais possível registrar legalmente uma nova coligação. Quanto a corrente do deputado Ivan Valente (majoritária no controle do partido) não haverá grandes problemas para “alaranjar” a campanha de Luciana, posto que a própria candidata do PSOL também é simpática a esta iniciativa. A base política desta “aliança informal” que está se gestando entre o PSOL e Marina está calçada na identidade programática existente entre as duas correntes partidárias, mais além é claro dos possíveis dividendos eleitorais desta operação. A defesa de um “capitalismo sustentável”, para as oligarquias dominantes é lógico, unifica solidamente o REDE, o PSOL e até mesmo os Morenistas do PSTU (integrante do cortejo das carpideiras de Eduardo), que em coro uníssono rechaçam a Ditadura do Proletariado e a violência revolucionária do poder das massas em movimento.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014


Morte “acidental” de Eduardo Campos recoloca novamente Marina no centro pela disputa política ao Planalto

O inesperado “acidente” aéreo, ainda não totalmente explicado pelas autoridades da ANAC e tampouco pelo governo do estado de São Paulo, que ceifou prematuramente a vida do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, candidato pela coligação PSB e REDE à Presidência da República, novamente recoloca no centro da disputa pelo Planalto a figura de Marina Silva, que teve seu registro eleitoral como cabeça de chapa do REDE “cassado” em 2013 por uma deliberação arbitrária do TSE. A candidatura de Eduardo, um dos netos do legendário Miguel Arraes, vinha enfrentando grandes dificuldades políticas em virtude da fracassada tentativa de transferir o potencial eleitoral de Marina Silva para a chapa de composição entre o PSB e o REDE. Mal confirmaram a morte do líder máximo do PSB, nesta manhã do dia de 13 de Agosto, as hienas “Murdochianas” já comemoravam a “reentrance” de Marina como protagonista do cenário da sucessão presidencial, “constatando” o fato que Campos dificilmente chegaria ao segundo turno na disputa contra Dilma Rousseff. O PSB, com a decisão  de Campos de romper o bloco da Frente Popular, não conseguiu sequer conquistar sua unidade interna, “patinando” entre o apoio ao Tucano Aécio (PSB mineiro) e a reeleição da presidenta Dilma. Até na própria família Arraes o nome de Eduardo não era consenso, sua prima Marília vereadora de Recife pelo PSB e também neta do ex-governador Miguel, estava em campanha aberta pela aliança PTB/PT em Pernambuco. Por outro lado, o nome de Campos não conseguia ser bem “digerido” pela militância do REDE, inconformada com a intransigência do PSB em não ceder a “cabeça” da chapa para a “queridinha” da mídia corporativa Marina Silva. A trágica saída de Eduardo Campos (ainda não se pode descartar totalmente a possibilidade de um “incidente” induzido) da disputa presidencial parece que teve a capacidade de reanimar as forças mais conservadoras do país, já descrentes na possibilidade de uma reação eleitoral tanto de Aécio como do ex-governador de Pernambuco. Marina era o grande trunfo do imperialismo para barrar as pretensões de um quarto mandato consecutivo do PT na gerência do Estado Burguês, porém a pesada manobra do governo da Frente Popular junto ao TSE bloqueou parcialmente a aposta política da Casa Branca no projeto “econeoliberal”. O próximo passo das oligarquias mais diretamente vinculadas a Washington, como a famiglia Marinho, será criar artificialmente um clima de “comoção nacional” pela morte de Campos e ainda na esteira do “luto eleitoral” catapultar midiaticamente o nome de Marina como a única opção capaz de derrotar Dilma. De nossa parte como Marxistas Revolucionários devemos afirmar claramente que Eduardo Campos não pertencia às fileiras do movimento dos trabalhadores e tampouco do genuíno socialismo. A oligarquia burguesa Arraes, mesmo reconhecendo o papel do “velho” Miguel no combate da oposição democrática ao regime militar, representa uma das frações políticas das classes dominantes, tendo por várias vezes nas gestões do estado pernambucano reprimido violentamente o movimento de massas e a classe operária. Não reverenciamos a figura de Eduardo Campos como um dos “nossos mortos”, embora alertamos que sua morte será utilizada pelos setores mais reacionários do país para atacar a Frente Popular comandada pelo PT, cujo o próprio PSB já integrou no passado recente.

PSTU “envia pesar” e “lamenta” a morte de Eduardo Campos enterrando as tradições da própria corrente morenista em relação aos políticos da burguesia

O PSTU acaba de publicar uma nota, assinada pelo seu Presidente Nacional José Maria de Almeida, sobre a morte de Eduardo Campos em que declara: “Queremos registrar que, evidentemente, lamentamos o acidente e o drama humano que causou e enviamos nosso pesar aos familiares dele” (sítio PSTU, 13/08). Esta posição escandalosa de “lamentar” a morte de um político burguês como Eduardo Campos rompe com a conduta histórica da corrente morenista e do próprio Nahuel Moreno, quem em vida se negou a embarcar nesta cantilena, mesmo quando vieram ao falecimento ícones da oposição burguesa no Brasil como Tancredo Neves. No passado, quando um político burguês morria e a mídia burguesa patrocinava o clima de comoção nacional para manipular o sentimento popular, a corrente morenista no Brasil marcava a justa posição de declarar que ele “não era um dos nossos” para expressar que não lamentava seu desaparecimento, porque este fazia parte dos quadros políticos de uma classe inimiga, a burguesia. Portanto, os revolucionários não tinham nada a lamentar nem “derramar lágrimas” pelo seu falecimento.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Hyrlanda agita piquete do MOB na porta do Bradesco

“Organizar a greve geral pela base para derrotar os banqueiros, impor conquistas ao governo Dilma e superar as direções ‘chapa branca’ da CUT-CTB!”

O Jornal Luta Operária entrevista a bancária Hyrlanda Moreira, histórica militante Trotsquista e dirigente do Movimento de Oposição Bancária (MOB). Hyrlanda completa este ano 30 anos de militância revolucionária ininterrupta, iniciada no começo de 84 quando ingressou nas fileiras da então Convergência Socialista. Ela, hoje funcionária do Bradesco após a privatização do BEC, nos fala sobre os rumos da campanha salarial de 2014 que ocorre em pleno ano eleitoral e dos desafios da construção de uma direção classista para a categoria.

Jornal Luta Operária (JLO): A Contraf-CUT entregou nestes dias a pauta de reivindicações dos bancários a Fenaban, quais as exigências dos trabalhadores aos patrões e ao governo Dilma?

Hyrlanda Moreira (HM). De fato, no último dia 11 de agosto, o Comando Nacional dos Bancários/Contraf-CUT entregou à Fenaban a pauta de reivindicações da categoria, aprovada na 16ª Conferência Nacional da Contraf, realizada dias 25 a 27de julho. Os 634 delegados, em sua maioria dirigentes sindicais, eleitos bionicamente em fóruns viciados como as conferências regionais, definiram como eixo da campanha salarial dos bancários a reivindicação de reajuste salarial de apenas 12,5%, referente à inflação do período mais 5% de “aumento real”, além de PLR de três salários mais R$ 6.247,00, piso igual ao salário-mínimo do Dieese de R$ 2.979,25. A primeira rodada de negociação já foi marcada para os dias 19 e 20 de agosto, sobre o tema saúde e condições de trabalho. Após a entrega da minuta geral da categoria o Comando Nacional também entregou às direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal as pautas específicas de reivindicações dos trabalhadores das duas instituições públicas, mas que negociam seguindo os critérios de arrocho salarial e ataques ditados pelos bancos privados, como Bradesco e Itaú.