quarta-feira, 16 de abril de 2014


Nenhum apoio à “greve” reacionária dos PMs da Bahia! Combater as reivindicações dos “cães fardados” da burguesia por melhores salários e condições de “trabalho” para reprimir a população pobre e negra!

Após a greve da PM no Pará ter sido encerrada na semana passada, eclodiu hoje a paralisação policial na Bahia. Os PMs reivindicam “melhores condições de trabalho e aumento salarial”, exigindo mudanças nos planos de carreira, cargos e salários. Em resumo, os policiais e bombeiros militares pressionam o governo Jacques Wagner (PT) a melhor remunerá-los para que reprimam a população pobre e trabalhadora e, mais particularmente, os protestos contra a Copa do Mundo, usando como cortina de fumaça a função de supostamente garantir a “segurança pública” durante o mundial da FIFA. A paralisação foi decretada nesta terça-feira, 15 de abril, menos de uma semana depois do governo petista apresentar um “plano de modernização da PM”, que contemplava itens como a separação do Corpo de Bombeiros do resto da corporação e aposentadoria para mulheres integrantes da PM após 25 anos de serviço. Segundo o ex-policial e hoje vereador de Salvador, o mafioso Marco Prisco (PSDB), principal negociador dos PMs, homem diretamente ligado a ACM neto e ao tucanato local, “a proposta apresentada não contempla os desejos da categoria”. Em 2012, a greve da PM baiana comandada por Prisco se destacou em relação às outras paralisações policiais que se proliferaram pelo país devido ao número de mortos por homicídio, que chegou a quase 100, nos 12 dias de greve. O que mais chamou a atenção na “mobilização” dos policiais da Bahia foi o caráter abertamente mafioso do movimento, característica de uma estrutura policial criada pela “famiglia” da oligarquia Magalhães durante a ditadura militar. A PM da Bahia é conhecida nacionalmente por sua orientação eminentemente racista em um estado cuja população é predominante negra e pobre, além de suas estreitas ramificações com o mundo do crime organizado. Apesar de todas essas evidências, que caracterizam a greve policial como um “movimento” claramente reacionário, PSTU, CST e outros setores da “esquerda” como a TPOR saíram em seu apoio entusiasticamente, chamando a “solidariedade da classe trabalhadora” à paralisação dos membros desta corporação militar que reprime barbaramente a população trabalhadora, como já haviam feito há poucos dias na greve da PM do Pará. Segundo os morenistas, a paralisação policial no Pará “terminou com vitórias” (sítio PSTU, 09/04) já que “com a força do movimento, a greve arrancou o aumento de R$ 150 no vale-alimentação dos praças e a extensão do auxílio-fardamento (que antes era pago somente aos cabos e soldados) para sargentos e sub-tenentes. Uma comissão foi formada para estudar uma proposta de lei de remuneração dos praças equivalente a dos oficiais” (Idem). Em resumo, os policiais agora estão em melhores condições para reprimir os trabalhadores e suas lutas, aplaudem os morenistas e seus satélites!!!

terça-feira, 15 de abril de 2014


Afinal de contas é Pasadena a “fonte” da “crise financeira” na Petrobras?

A maior empresa estatal brasileira, a Petrobras, entrou com força no centro do cenário político nacional, pautando os debates da disputa presidencial e ocupando as atenções do parlamento brasileiro. Hoje (15/04) a presidente da estatal, Graça Foster, esteve por cerca de seis horas no Senado Federal dando explicações sobre a desastrosa compra da refinaria de Pasadena nos EUA, que resultou em prejuízo de pelo menos 530 milhões de Dólares para a empresa, segundo as próprias palavras de sua presidente. Porém, mesmo que dobrássemos o valor deste grande “furo”, chegando a um bilhão de Dólares, ainda assim seria muito pouco para provocar uma crise financeira em uma empresa que tem mais de cinquenta bilhões de Dólares em caixa e patrimônio físico de mais de 350 bilhões de Reais. Mas o mercado de ações “precificou” a suposta crise da estatal e desvalorizou suas ações em mais de 50% só nos últimos dois anos, gerando um verdadeiro “carnaval” fora de época entre os neoliberais que defendem “novos rumos” para a empresa. Mais uma vez a esquerda revisionista (PSOL, PSTU etc..) entra de “carona” no vagão da oposição conservadora reforçando o coro por mudanças na Petrobras... Afinal de contas qual é o motivo real, mais além da especulação crônica, que levou os rentistas internacionais a depreciar fortemente as ações da estatal na bolsa de Wall Street?

segunda-feira, 14 de abril de 2014


Um ano após eleição de Maduro:
Derrotar os golpistas através da mobilização revolucionária dos trabalhadores no rumo da expropriação do capital! Superar a política Chavista de “reconciliação nacional” e manutenção
do regime burguês

Há exatamente um ano, no dia 15 de abril de 2013, Nicolas Maduro era proclamado presidente da Venezuela por uma escassa margem de votos, sucedendo o “Comandante Chávez” que morreu em março vítima de envenenamento tramado pelo CIA. Enquanto o candidato do PSUV alcançou os 7,51 milhões de votos, o fascistizante Henrique Capriles obteve a marca de 7,27 milhões, ou seja, o resultado foi 50,66% a 49,07%, uma vantagem de apenas 1,59% para o “chavismo”, com uma diferença de apenas 235 mil votos. Hoje, quando o país comandado por 14 anos pelo presidente Hugo Chávez é palco de uma nova ofensiva golpista da direita reacionária apoiada pelo imperialismo ianque e o governo de Maduro “estende a mão” a Capriles em busca de uma política de “reconciliação nacional”, faz-se necessário um rigoroso balanço desse dramático e curto período para traçar as tarefas imediatas e estratégicas colocadas para os marxistas revolucionários e a vanguarda classista e anti-imperialista do país, a fim de atuar com consciência de classe para derrotar a direita reacionária, já que a Venezuela encontra-se na encruzilhada entre a revolução e o fascismo, sendo o chamado “Socialismo do Século XXI” incapaz de tirar o país desse impasse pela via da vitória revolucionária dos trabalhadores. Desde já declaramos que mesmo com nossas profundas diferenças políticas e de classe com o governo “nacionalista burguês” de Maduro e sua política de conciliação, nos postamos incondicionalmente na trincheira de luta contra os golpistas e em frente única com as forças populares que apoiam o “chavismo”, buscando derrotar a reação fascista para forjar as condições para a construção de uma alternativa revolucionário dos trabalhadores! Não há a menor possibilidade de uma “terceira via” na Venezuela, ou as próprias massas ultrapassam as limitações da política nacionalista burguesa do Chavismo, ou este acabará sendo derrotado pela reação pró-imperialista no curso de concessões cada vez maiores para tentar inutilmente “equacionar” os conflitos.

sexta-feira, 11 de abril de 2014



Após apoiar a “revolução” made in CIA e a derrubada de Kadaffi pelos “rebeldes” da OTAN, PCO “lamenta” que a Líbia está sendo destruída pelos agentes “golpistas” do imperialismo!

Nada como um rigoroso balanço político e social da trágica barbárie imposta na Líbia após mais de 03 anos da derrubada de Kadaffi para desmascarar a vergonhosa posição do revisionismo trotskista de apoio à “revolução” made in CIA no país. O PCO, um das correntes mais entusiastas no apoio aos “rebeldes” mercenários da OTAN, na ocasião, acaba de publicar um artigo tragicômico sobre a atual situação da nação norte-africana. Após lamentar que o “país ficou em pedaços depois que o imperialismo precipitou a queda de Kadafi” (sítio PCO, 11/04) em uma tentativa de se limpar um pouco da posição Morenista que adotou de unidade de ação com os “rebeldes” pró-OTAN, Causa Operária volta à carga e afirma “O nacionalismo árabe estava esgotado, e Khadafi tinha adotado um modelo neoliberal na Líbia. Por isso as massas estavam mobilizadas para derrubar seu governo. A intervenção militar do imperialismo tinha o objetivo de colocar um governo diferente que contivesse as massas... Em fevereiro de 2011 a OTAN, liderada por França, EUA e Reino Unido, bombardeou o País para precipitar a derrubada do governo, que enfrentava protestos de massa” (Idem). Causa Operária convenientemente encobre o fato das “massas” a que se refere nada mais eram que bandos tribais reacionários em unidade com mercenários e yuppies de Bengazhi financiados diretamente pela Casa Branca, que estavam mobilizados em “protestos” ao mesmo estilo do que vimos recentemente em Kiev na Ucrânia, quando neonazistas e nacionalistas de direita patrocinados pela CIA derrubaram via manifestações de massas o “esgotado” governo pró-russo. Estes “rebeldes” nada mais eram, de fato, que a força terrestre da OTAN em solo líbio, verdadeiros soldados armados pelas potências imperialistas, as petro-monarquias árabes e Israel, homens que foram saudados textualmente pelo PCO como “revolucionários”. Para não pairar dúvidas, lembremos o que Causa Operária falava em fevereiro de 2011: “A crise na Líbia, governada pelo ditador Muamar Khadafi, se agrava mais a cada dia que passa. As manifestações estão crescendo e a repressão está sendo extremamente violenta contra os manifestantes. Somente nas manifestações que estão ocorrendo nesta sexta-feira (18/02) foram mortos 27 pessoas, sendo 20 em Benghazi e 7 em Derna. As manifestações, assim como ocorreu no Egito, pode (sic) derrubar o Khadafi e sua política de apoio ao imperialismo” (sítio PCO, 18/02/2011). Em resumo, o PCO assim como toda a canalha revisionista do trotskismo comandada pela LIT, corrente morenista hoje tão criticada por Causa Operária, estavam unidas e de mãos dadas com os “rebeldes” contra o “ditador” Kadaffi que diziam ser aliado do imperialismo, usando inclusive a mesma linguagem para definir o decadente regime nacionalista burguês líbio. O mais hilário é que o PCO ainda hoje afirma com relação à Líbia que “Khadafi tinha adotado um modelo neoliberal na Líbia” (Ibdem) para justificar seu apoio a “revolução”. Mas não é este a mesma “tese” da LIT na Venezuela, na Ucrânia e no... Brasil para apoiar os golpistas que Causa Operária tanto proclama combater nos dias atuais, mesmo denunciando o PT por ter adotado um “modelo neoliberal” em nosso país, para nós da LBI sem dúvida muito mais integrado ao imperialismo do que o regime comandado por Kadaffi? Parece que reina uma profunda “confusão” no PCO próprio de seu recorrente catastrofismo e sua esquizofrenia política. Por exemplo, Causa Operária vê golpistas por todos os lados, mas na vizinha Argentina, onde acabou de haver um “paro nacional” de cunho reacionário, apoiado pela patronal e as oligarquias agrárias contra o governo “nacionalista burguês” de Cristina Kirchner, tendo a cobertura de “esquerda” dos revisionistas da FIT... o PCO saúda entusiasticamente esta manifestação policlassista apoiada pela direita apresentado-a como uma verdadeira “greve geral” que “vai no sentido do programa de transição elaborado por Trótski” (Sitio PCO, 10/04)! Afinal de contas, Causa Operária segue com a linha pró-imperialista que adotou na Líbia (como vimos agora na Argentina) ou mudou de posição mais uma vez (na Ucrânia e Venezuela) apenas ao “sabor dos ventos”, ou melhor, como produto de sua nítida fragilidade política e teórica?

quinta-feira, 10 de abril de 2014


Argentina sob a pseudo “Greve geral” do 10/04: Um conluio entre as máfias peronistas, CGTs, centro-esquerda burguesa CTA, e as federações capitalistas da UIA e SRA. Mais uma vez o revisionismo (FIT) vai a reboque...

Ocorre hoje (10/04) uma “greve geral” na Argentina convocada pela oposição burguesa de direita contra o governo CFK. A convocação política denominada como “Paro Nacional” (para evitar o termo “Huelga General”) não poderia ser mais ampla, contando inicialmente com o apoio das centrais peronistas mafiosas: CGTs Moyano e Barrionuevo e a CTA do burocrata sindical Michelli, logo unificou interesses políticos com a UIA ( União industrial Argentina) e a ultrarreacionária oligarquia rural da SRA (Sociedade Rural Argentina). Com tímidas demandas por aumento salarial e contra a disparada inflacionária, patrocinada pela desvalorização do Peso em relação ao Dólar, os burocratas sindicais se juntaram às entidades patronais para, na verdade, exigir do governo Cristina que gire as exportações argentinas para outros mercados... rompendo com o que chamam de “dependência Bolivariana”. Para não deixar dúvidas sobre o porquê do apoio político de grandes grupos capitalistas à greve do dia 10, a ADEFA (Associação de Fábricas de Automotores), destacou em sua “convocação”: a abrupta queda na demanda brasileira e reclamou do Governo CFK que “intensifique suas negociações para abrir o mercado de automóveis a outros  países”. Além das federações capitalistas o “Paro” contou com o fervoroso respaldo dos partidos de direita como o PRO de Macri e da “Frente Progressista” do reacionário oligarca Binner, além é claro de todas as dissidências do Kirchnerismo. Os informes de hoje dão conta de que as empresas multinacionais “dispensaram” os trabalhadores, o que foi seguido por todos os gestores provinciais e distritais da oposição burguesa, somando no esforço de “engrossar” e “radicalizar” a paralisação convocada por 24 horas. É certo que o governo “nacionalista burguês” de Cristina vem assumindo uma linha cada vez mais neoliberal diante do agravamento da crise econômica que se agrava no país, notadamente com medidas de confisco salarial e maior repressão policial às mobilizações populares, porém os Marxistas Revolucionários não podem integrar-se em uma “frente de ação” com os setores mais sinistros da burguesia, sob a justificativa de apoiar uma “greve”, cujos objetivos passam bem distantes dos interesses históricos e imediatos da classe operária. Não poderíamos “ornamentar” uma convocação policlassista de direita (patrões e trabalhadores unidos pelo bem da nação contra o governo) com consignas de “independência de classe”, como tenta fazer a maioria da esquerda revisionista (FIT e agregados). Apesar do enorme descontentamento popular com um governo que reage à crise capitalista aprofundando a cartilha neoliberal dos rentistas internacionais, o movimento operário deve saber distinguir seus aliados na luta pelo poder socialista, dos “parceiros” demagógicos de ocasião que bradam ferozmente contra a presidenta CFK mas que representam os interesses do imperialismo em subordinar a nação a banca de Wall Street. Uma verdadeira greve geral está na ordem do dia, não só na Argentina, mas de todo o continente latino atacado pela ofensiva imperial, mas uma “greve justa” sob hipótese alguma pode contar com o apoio político das transnacionais, oligarquia e rentistas, disfarçados em “companheiros de luta” contra o “autoritarismo e corrupção” dos governos da “centro esquerda burguesa”.

quarta-feira, 9 de abril de 2014


Em defesa do direito à separação do Leste ucraniano e sua unificação com a Rússia. Derrotar o governo golpista e
pró-imperialista imposto em Kiev!

Há cerca de um mês da unificação da Península da Crimeia com a Rússia, abre-se mais um capítulo no cenário político da Ucrânia, onde diversas cidades se levantam contra o domínio dos neo-nazistas pró-ianques, principalmente na altamente desenvolvida região Leste do país. Na cidade de Kharkiv milhares de manifestantes ocuparam sedes do governo local, em Donetsk e Lugansk inúmeros prédios públicos foram tomados de assalto. Para se ter uma dimensão exata do processo, Donetsk é o mais importante polo industrial do país com uma grande concentração proletária, o qual já decretou a independência, se autointitulou Republica Popular e marcou através de sua ação direta um “referendo” para o dia 11 de maio acerca da sua incorporação à Rússia. Estas regiões não aceitam o “comando” do país pelo golpista neo-nazista Oleksander Turchinor, não por uma simples causa “étnica” como quer passar o conto de sereia da mídia “murdochiana”, mas sim como produto da corajosa determinação do proletariado do Leste ucraniano em combater o governo imposto pela Casa Branca. A radicalização foi tão intensa que em Lugansk manifestantes mantiveram como reféns 60 agentes no prédio da sede local do Serviço Secreto da Ucrânia, se valendo do uso de dinamites e com armas em punho, prometendo resistir com todas as suas forças à repressão. Neste contexto explosivo, não foi à toa que o imperialismo lançou suas ameaças através do Secretário Geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen: “Se a Rússia intervir mais na Ucrânia será um erro histórico... Teria graves consequências para nossa relação... e a isolaria ainda mais internacionalmente” (O Estado de S.Paulo, 8/4). Logo, os estrategistas do Pentágono em socorro a Kiev trataram de “arrefecer” os ânimos das massas através de dura repressão, se valendo de militantes neo-nazistas (“Setor Direito”) e tropas mercenárias norte-americanas (“Blackwaters”) – as mesmas que foram responsáveis por terríveis massacres no Iraque ocupado. O Kremlin lançou um comunicado no qual pede “imediatamente o fim quaisquer ações militares, que aumentem o risco de uma guerra civil” (Russia Today, 7/4), elevando o nível das tensões militares na região.

terça-feira, 8 de abril de 2014



Repúdio incondicional ao ataque à sede do PSTU! Nenhuma ingerência da polícia e do Estado burguês nas disputas do movimento de massas! Solidariedade integral a todos os lutadores perseguidos pela repressão estatal, independente da corrente política a que pertençam!


A sede do PSTU na capital fluminense foi atacada no último dia 1º de abril após a manifestação de repúdio aos 50 anos do golpe militar de 1964 realizada no centro do Rio de Janeiro. A depredação de janelas e portas não foi uma provocação de cunho fascista desferida por apoiadores dos gorilas de farda. Na verdade, tratou-se de uma ação orquestrada por iniciativa de Black Blocs após desentendimentos com militantes do PSTU ocorridos no fim do ato de protesto, tanto que estes picharam no local atacado “- P2TU + Black Bloc”. Ainda que a LBI tenha profundas divergências programáticas e ideológicas com o PSTU e sua política covarde de somar-se ao coro reacionário da grande mídia patronal e dos governos burgueses contra os Black Blocs, repudiamos pública e energicamente o ataque à sede do PSTU e a ameaça covarde de agressão física a seus militantes e dirigentes que estavam no local. Este ato deve ser repudiado incondicionalmente pelo conjunto da esquerda revolucionária e comunista porque representa um ataque à própria democracia operária, já que o PSTU é uma organização que atua no movimento de massas e se reclama formalmente socialista e revolucionária, com esta agressão se constituindo em um perigoso precedente que apenas fortalece as tendências de recrudescimento do regime da democracia dos ricos sobre o conjunto do movimento de massas. Em um futuro breve e diante de uma legislação cada vez mais draconiana, esta atitude irresponsável e intolerável pode abrir caminho para justificar a intervenção do Estado burguês nas sedes de partidos da chamada esquerda socialista, de grupos e coletivos políticos classistas e organizações revolucionárias comunistas, ampliando as condições para a perseguição aos militantes do movimento de massas e de qualquer uma das organizações políticas envolvidas em enfrentamentos desta natureza.

segunda-feira, 7 de abril de 2014


Nova pesquisa DATAFOLHA: Começa a barganha das corporações para a reeleição de Dilma

A nova pesquisa eleitoral DATAFOLHA, divulgada neste último sábado, 5/04, apontou uma abrupta queda de seis pontos percentuais na vantagem da presidente Dilma contra seus dois principais oponentes, que permaneceram praticamente estáticos em seus índices. A pesquisa mostrou que tanto Aécio como Campos não se beneficiaram da queda da presidente, que segundo o DATAFOLHA continuaria “liquidando a fatura” já no primeiro turno. A divulgação da pesquisa ocorre em meio à artilharia das oposições contra a gestão da Petrobras, contando com farta cobertura da mídia “murdochiana” com interesse direto no desgaste da estatal, assim como na defesa de uma nova política de preços para os combustíveis no país. Outra “leitura” para a pesquisa feita pelos “agentes” do mercado é que o recuo de Dilma está diretamente relacionado a “rápida deterioração da economia” em 2014. Como não somos tão ingênuos para acreditar na veracidade das pesquisas realizadas “sob encomenda” das grandes corporações capitalistas, sabemos muito bem que tem por objetivo conduzir as eleições e os principais candidatos para a vereda política que mais agrada os rentistas e “investidores” internacionais. Neste caso ficaram tão “descaradas” as intenções do DATAFOLHA que sequer tiveram a preocupação de inflar a cambaleante oposição, bastava dar o primeiro aviso ao governo: “Sinal amarelo!” Para a burguesia este é o momento de barganhar novos “compromissos” de Dilma para seu novo mandato, uma questão já fechada no “pacto das elites”, e parece que o primeiro trata da questão de acelerar o processo de privatização das empresas estatais, tendo como foco, é claro, a Petrobras...

sábado, 5 de abril de 2014


A torpe “autocrítica” do reconstruído PCB em relação à vergonhosa posição do velho “Partidão” durante o golpe militar de 1964

“Não há condições para o golpe reacionário. Se os golpistas tentarem, terão as cabeças cortadas.” (Luis Carlos Prestes, março de 1964)

O Comitê Central do PCB divulgou uma nota política no último 1º de abril acerca da posição assumida pelo partido no golpe militar de 64. Trata-se de um documento de suma importância dado que a atual direção do PCB afirma estar levando a cabo um processo de “reconstrução” partidária, tendo como alicerce fundamental uma “autocrítica” teórica e programática da trajetória do velho “Partidão”, desde a fundação em 1922 até o momento em que ocorre a depuração do agrupamento histórico no ano 1992. A partir deste ponto de inflexão, onde a maioria do PCB resolve seguir a direita com o arrivista Roberto Freire em direção ao neoliberalismo, mudando o nome do partido para PPS, uma fração da militância inicia o chamado processo de “reconstrução revolucionária“, mantendo o nome e as “bandeiras” de esquerda do partido. Mas desgraçadamente o que se lê no documento intitulado “O PCB e o golpe de 1964” representa apenas uma torpe “autocrítica” da vergonhosa linha política do velho “Partidão” que não só “desarmava a militância para o enfrentamento à onda reacionária” (Nota Política do CC), como também permitiu que os gorilas golpistas desatassem uma brutal ofensiva ao conjunto movimento de massas, sem que o partido convocasse a menor linha de resistência do proletariado, apesar de sua grande influência política. Na prática o “Partidão” se subordinou de forma muito disciplinada à orientação política do próprio governo Jango, que diante da possibilidade concreta de resistir ao golpe optou pela retirada do país, deixando completamente desnorteado o movimento de massas. Porém, a posição criminosa do velho PCB não foi um “raio em pleno céu azul” naquela manhã de 1º de abril de 64, estamos nos referindo à linha de completa capitulação ao “nacionalismo burguês” assumida desde o escandaloso pacto firmado no início do governo JK (que afinal de contas era mais “desenvolvimentista” associado aos EUA do que um nacionalista do tipo Vargas): “O PCB não mexe com o governo e o presidente JK não mexe com o 'Partidão'”. (citado do livro de Hércules Correia). Quando Jango assume o governo após a renúncia de Jânio Quadros, retoma-se o bloco político de apoio formado ainda nos anos JK: PTB, PSD e o Partidão, este sem o registro formal, mas atuando ativamente no movimento operário e na juventude. Neste período histórico que abarca desde o início do governo JK em 56 até o golpe militar, muitos quadros do PCB utilizam as legendas do PTB e até do PSD para disputarem as eleições parlamentares, como foi o caso do deputado federal Fernando Santana eleito na Bahia pelo PTB em 1958. A principal liderança do PCB, Prestes, era uma das figuras políticas de maior base social na antiga capital federal, ocupando papel central na estratégia reformista de legitimar a sequência dos governos burgueses através da paralisia do movimento de massas. Esta “estratégia” de “omissão” adotada pelo estalinismo permitiu que o próprio PTB fosse aumentando sua influência no movimento sindical, não só entre os velhos pelegos da burocracia getulista, mas fundamentalmente com as novas gerações de ativistas que surgiam em função da radicalidade daquela conjuntura pré-revolucionária.

quinta-feira, 3 de abril de 2014


Na ditadura de classe, “gerente” Dilma ordena que FFAA ocupem favelas e morros cariocas contra a população pobre para garantir a “lei e a ordem” da democracia dos ricos!

A ocupação militar do Complexo de Favelas da Maré no Rio de Janeiro pelas Forças Armadas (FFAA) está prevista para ocorrer neste sábado, 5 de abril. 2.500 homens do Exército e da Marinha vão atuar segundo o chamado “Manual de Garantia da Lei e da Ordem” (GLO), cuja autorização para sua aplicação foi assinada pelo Ministro da Defesa do governo Dilma (PT), Celso Amorim, depois do pedido feito pelo governador Sergio “Caveirão” (PMDB). Homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército e da Marinha substituirão os 300 PMs e uma equipe de policiais civis da 21ª DP que invadiram a comunidade no final de semana passado sob o pretexto de combater o tráfico de drogas. A ação das FFAA vai contar com blindados do Exército e da Marinha, além de diversas viaturas para transporte de tropa e logística, motocicletas e aeronaves do Comando de Aviação do Exército. A Aeronáutica também poderá participar da chamada “Força de Pacificação”, que será comandada pelo general de brigada Roberto Escoto, comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista. A base da operação será montada no quartel do CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio), na Avenida Brasil, nas imediações do Complexo da Maré. Inicialmente a “GLO”, como é conhecida pelos militares, está prevista para terminar em 31 de julho, depois do final da Copa do Mundo. A aplicação deste manual reacionário nas ruas cariocas representa uma verdadeira “homenagem” solene ao golpe militar de 1964 em pleno governo do PT, já que as FFAA são chamadas para reprimir a população pobre junto com a PM assassina em um primeiro momento, mas estrategicamente serve para demonstrar publicamente que os militares estão “ativos” para garantir a “lei e a ordem” no caso da classe operária entrar em cena em um período futuro de ascenso do movimento de massas, como ocorreu há 50 anos!

quarta-feira, 2 de abril de 2014


O Golpe de 64 tem hoje fortes “ramificações” políticas do PT ao Tucanato
  
“General, eu não abandono os meus amigos. Se essas são as suas condições, eu não as examino. Prefiro ficar com as minhas origens. O senhor que fique com as suas convicções. Ponha as tropas na rua e traia abertamente”
(último telefonema dado por Jango ao seu “compadre” Amaury Kruel)


Alguns “intelectuais” venais que se passaram de malas e bagagens para o campo da reação aberta, muitos dos quais tendo origem política na esquerda Trotskysta como o ex-“LIBELU” (atual Jornal “O Trabalho”) Demétrio Magnoli (mais conhecido como “Cara de Cavalo”), por conta dos debates midiáticos acerca dos cinquenta anos do golpe militar tem afirmado que a gestação política da deposição de Jango contou não só com os “tradicionais” ultraconservadores da velha UDN, mas também com muitos “progressistas” do antigo PSD, citando o caso concreto do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Estes “articulistas” estando hoje a serviço das corporações capitalistas da imprensa, que apoiaram entusiasticamente o golpe, tentam desta forma “provar” que a quartelada de 64 não foi uma “obra” exclusiva da extrema direita, contando também com o apoio de notórias personalidades de “esquerda” como a do “brizolista” Carlos Heitor Cony. Para estes pusilânimes “estudiosos” do golpe militar, este só teria assumido feições “fascistizantes” após o AI-5, em 68 já sob o comando do carniceiro Costa e Silva. Para além das intenções de agradar seus patrões, como a escória “intelectual” do tipo de um Demétrio, hoje sabemos muito bem que grande parte da “base de apoio” (parlamentar e militar) de Jango tramava pela sua derrubada, não pelo conteúdo do programa que levantava das “Reformas de Base”, mas pela dinâmica social que estas vinham adquirindo. Às vésperas do golpe, Jango presente em uma assembleia de suboficiais da Marinha no Rio, afirmara que faria as reformas “Na lei ou na marra”. Mais do que uma simples “frase de efeito”, o discurso de Jango no Automóvel Clube era reflexo direto do contínuo ascenso de massas que atravessa o país, e era exatamente isto o que preocupava sua anturragem burguesa mais próxima politicamente. Tancredo Neves do PSD (partido “alimentado” por Getúlio Vargas para ser a “perna” direita do nacionalismo), líder do governo na Câmara dos Deputados naquele período, definiu como “brilhante” a intervenção de Jango naquela noite, ao mesmo tempo em que “sugeriu” o fim iminente do seu governo. Até mesmo o Almirante Cândido Aragão, comandante dos fuzileiros navais e talvez o dirigente militar “nacionalista” mais fiel a Jango, o criticou abertamente pela “exortação” à quebra da hierarquia. O CGT e as Ligas Camponesas (do lendário Francisco Julião) estavam organizando uma jornada nacional de ação direta em apoio às “Reformas”, o desenrolar destes fatos não poderia ser admitido nem pela direita golpista patrocinada pela Casa Branca, e tampouco pela cúpula burguesa do PSD e PTB, que previam o “derretimento” do governo Jango na medida em o proletariado protagonizasse a luta pelas “Reformas” capitalistas. Em poucas horas naquela madrugada de 31 de março, quando parcas tropas despreparadas do general ancião, Olímpio Mourão, partiram de Juiz de Fora em direção ao Rio, Jango assistiu a dissolução etérea de seu arco político de apoio, Juscelino ainda tenta em vão um recuo do governo, mas já era muito tarde para dar “marcha-ré” na história. O tímido nacionalismo burguês do presidente Jango, considerado um “moderado” até por companheiros mais à “esquerda” como Brizola, tombou sem combate, caiu como um “castelo de cartas” abrindo caminho para uma feroz repressão policial dirigida principalmente ao movimento operário. Passados cinquenta anos, quando hoje se afirma (corretamente) que o programa de governo da Frente Popular é um verdadeiro “presente” aos grandes grupos capitalistas e rentistas, deve se levar em conta que a burguesia não teme em nenhum aspecto o governo do PT, mas que ao soar a menor ameaça do proletariado entrar na cena política, não vacilarão um segundo sequer em acionar o aparato militar do estado capitalista para “quebrar a coluna vertebral” da classe operária. As tropas federais colocadas em marcha nas favelas e morros cariocas contra a população pobre, sob a aquiescência do governo Dilma, são a prova viva do caráter de classe deste estado, do qual o a “gerência” petista é apenas a “executora” política. Seria um absurdo completo, de ontem e de hoje, afirmar que Jango ou Dilma são “golpistas” pela utilização que ambos fizeram das Forças Armadas contra o povo, mas não seria o mesmo sentenciar que do ventre político destes governos “nacionalistas burgueses” são gestadas as próprias forças da reação, em prontidão para o golpismo na primeira ameaça real em que a classe operária se mobilize de forma independente.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Leia a mais recente edição do Jornal Luta Operária, nº 276, 1ª Quinzena de Abril/2014



EDITORIAL
O Golpe de 64 tem hoje fortes “ramificações” políticas do PT ao Tucanato


50 ANOS DO GOLPE MILITAR DE 1964
Derrotar a reação capitalista de ontem e de hoje, construir uma alternativa revolucionária do proletariado contra a direita fascista e a política de colaboração de classes!


ESCÂNDALO DA COMPRA DA REFINARIA DE PASADENA PELA PETROBRAS
Bem mais do que um caso de corrupção estatal... reflexo da política “estratégica” de subordinação do Brasil ao imperialismo ianque


AÉCIO, CAMPOS E RANDOLFE JUNTOS
“Três Patetas” da oposição unidos em torno de uma “solução de mercado” para a crise da Petrobras


EXAURIDO O FARSESCO CIRCO DA AÇÃO PENAL 470...
“Famiglia” Marinho dispensa os “serviços” do seu herói JB


MARCO CIVIL DA INTERNET
Sob pressão do PIG e do “blocão” reacionário, Dilma entrega de vez o controle da “rede” para barões da mídia capitalista!


PM MATA CLÁUDIA DA SILVA
Mais uma trabalhadora negra assassinada brutalmente pela polícia de Cabral


ENCONTRO NACIONAL CONTRA A COPA E MARCHA ANTIFASCISTA
Duas respostas limitadas da “esquerda” frente o recrudescimento do regime político da democracia dos ricos


PROTESTOS CONTRA O MUNDIAL DA FIFA
Fortalecer o movimento “Não vai ter Copa” através da luta direta dos trabalhadores e da juventude contra a ofensiva patronal e a repressão!


POLÊMICA COM O REFORMISMO DE “ESQUERDA”
A Campanha pela anistia de Abimael Guzmán e os limites teórico-programáticos do Maoismo como “vanguarda revolucionária”


“NEM MILITARES, NEM IRMANDADE”
A farsa do “terceiro campo” montada pela LIT para legitimar seu apoio à ditadura “revolucionária” no Egito!


REFLEXOS DA CRISE DA CRIMEIA
Como os Ianques não tem “coragem” de enfrentar Putin, sanções econômicas dos EUA e UE contra Rússia acabarão reforçando os BRICs


IMPERIALISMO IANQUE APROVA “CONDENAÇÃO” DA RÚSSIA NO COVIL DA ONU
Demais “BRICS” covardemente se abstém do enfrentamento com os “donos do mundo”


LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA

segunda-feira, 31 de março de 2014


50 anos do golpe militar de 1964: Derrotar a reação capitalista de ontem e de hoje, construir uma alternativa revolucionária do proletariado contra a direita fascista e a política de colaboração de classes!

Traumas sofridos na infância de um garoto de apenas 6 anos, em um período onde o 'cheiro podre' do regime militar se exalava em quase todas as esquinas do Rio de Janeiro, vieram a 'gravar' em minha personalidade de homem uma forte convicção de profundo ódio à ditadura e posteriormente a todas as formas de dominação do capital. Já passava da meia noite quando uma 'agitação e um barulho infernal' tomou conta da pequena rua Gago Coutinho de apenas dois quarteirões, no bairro de Laranjeiras. Logo todos saíram às janelas do edifício para ver o que se passava, inclusive eu advertido a voltar para cama. Eram jipes militares e muitos soldados armados (fardados para a 'guerra') que ocuparam a rua e iam entrando em todos os prédios, vasculhando apartamento por apartamento. Meus pais logo me disseram inocuamente que eu não me preocupasse, que não tínhamos 'nada a ver com aquilo' (anos mais tarde meu irmão mais velho seria preso em Ilha Grande sob acusação alta indisciplina militar), poucos minutos depois chegaram os militares e revistaram nossa casa saindo logo em seguida em direção ao apartamento vizinho. Era uma noite de junho de 1968 e os genocidas golpistas estavam a 'caçar' um suposto 'aparelho' onde estaria escondido o dirigente comunista Luís Carlos Prestes, a 'busca' teria sido motivada pelo fato do arquiteto Oscar Niemeyer possuir há muitos anos um apartamento nesta rua, que por ironia da história ficava a poucos metros do palácio presidencial onde o facínora Costa e Silva passava os finais de semana na ex-capital federal. 'Caçada' em vão, Prestes já se encontrava em Moscou há algum tempo, bem longe dos porões da tortura que marcaram com 'ferro e fogo' tantos camaradas como o herói do povo brasileiro Gregório Bezerra e muitos outros combatentes da resistência comunista e democrática. Se os fascistas do regime militar nunca conseguiram por as mãos em Prestes, pelos menos naquela fatídica madrugada carioca 'geraram' involuntariamente um 'pequeno' inimigo mortal, que dez anos depois ainda adolescente, abraçaria as primeiras convicções do Marxismo Revolucionário, iniciando assim uma aguerrida militância Leninista contra a ditadura da burguesia e seu Estado capitalista, do qual o regime militar era apenas uma de suas 'modelagens' políticas.

Candido Alvarez
Secretário Geral da LBI

Neste 31 de março de 2014, quando se completam os 50 anos do golpe militar de 1964, os protestos em torno da ação reacionária das FFAA vem ganhando força no país, fazendo um contraponto midiático às “marchas” que reivindicam a intervenção militar tanto no passado quando nos dias de hoje. Ainda que o governo da frente popular capitaneado pelo PT tente capitalizar a “herança” dos que lutaram contra a ditadura militar, esta conduta não pode encobrir que as gestões de Lula e Dilma se aliaram com aqueles que ou colaboraram diretamente com os genocidas, como Sarney e Delfim Neto ou são seus representantes “reciclados”, com as oligarquias reacionárias que historicamente se aliaram com os militares e continuam a se beneficiar do regime da democracia dos ricos. Na verdade, o golpe foi desferido no primeiro de abril, conhecido popularmente como o dia da mentira, data escolhida pelos generais golpistas em conluio com a cúpula da UDN e setores do próprio PSD, para desencadear a ação militar que levaria à renúncia do presidente João Goulart. Passados 50 anos do terrível golpe militar que impôs à nação 21 anos de ditadura, colocando o país sob a tutela direta do imperialismo ianque, os “herdeiros civis e democráticos” dos golpistas montaram uma verdadeira “indústria” estatal para promover a busca da “verdade” sobre os bárbaros acontecimentos perpetrados pelo regime militar e seus agentes sociais. Esta “indústria” produz cargos e comissões altamente remuneradas pelo botim estatal, além de vultosas indenizações a todos aqueles que vítimas da repressão reconheçam na democracia burguesa o regime por que combateram. Em troca, o Estado capitalista lhes assegura também o justo “reconhecimento” de que lutaram “bravamente pela democracia e pelo estado de direito”. Deste “comércio” das indenizações e distribuição de “diplomas do mérito democrático” obviamente estão excluídos aqueles que teimam em reafirmar que a luta contra a ditadura militar representava, na verdade, o combate revolucionário ao regime capitalista da propriedade privada dos meios de produção. Em nossa modesta homenagem aos que tombaram ou foram torturados pelos facínoras a serviço do capital, reafirmamos a vigência do Marxismo-Leninismo, a necessidade da construção do partido revolucionário e a manutenção da estratégia da guerra de classes para sepultar o modo de produção capitalista em todos os seus “formatos” políticos e institucionais, denunciando inclusive os que aceitam as reparações ofertadas pelo Estado capitalista como corresponsáveis por encobrir o caráter reacionário da democracia dos ricos.

sábado, 29 de março de 2014


Exaurido o farsesco circo da Ação Penal 470 “famiglia” Marinho dispensa os “serviços” do seu herói JB

A organização mafiosa Globo, comandada hoje pela trinca de herdeiros do finado “Capo” Roberto Marinho, decidiu por um fim ao seu “noivado” com o atual presidente do STF, Joaquim Barbosa, um efêmero “herói nacional” construído pela mídia com o objetivo específico de defenestrar os antigos dirigentes da corrente política (interna) do PT, “Articulação dos 113”. A corrente “Articulação”, hoje mais conhecida como “Campo Majoritário”, surgiu em 1983 através de um “manifesto nacional” assinado por 113 dirigentes do PT. Neste novo “bloco” partidário majoritário, composto da fusão das lideranças do grupo sindical do entorno de Lula, membros da chamada “igreja popular” e de antigos membros da “esquerda revolucionária” Castrista, se concentrou as decisões políticas que o PT viria a adotar até a eleição de Dilma Rousseff em 2010. Para a burguesia nacional era necessário, a partir do novo governo petista, “quebrar” a hegemonia absoluta da “Articulação” no interior do PT, abrindo caminho para outras tendências abertamente neoliberais, mais identificadas programaticamente com a presidenta Dilma. Nesta complexa “operação política” de decepar a cabeça da “Articulação” e ao mesmo tempo preservar a liderança maior de Lula, a Ação Penal 470 caiu como uma perfeita luva. O primeiro passo, para a burguesia, foi o de cooptar o relator do processo no STF, que até então muitos dos “melhores” analistas políticos supunham “que não ia dar em nada”. A indicação de Joaquim Barbosa para relatar o processo do chamado “Mensalão” não poderia ser melhor, primeiro porque tratava-se de um ministro “nomeado” pelo próprio Lula, e segundo era um “negro” de origem social nas camadas mais pobres da população brasileira, que protagonizara embates recentes com o ultrarreacionário Gilmar Mendes. Com o cenário armado e os “atores” já contratados só faltava para a mídia “murdochiana” acender os refletores e “gravar”, o que viria a acontecer no início de agosto de 2012 não por coincidência um ano eleitoral...

quinta-feira, 27 de março de 2014


Imperialismo ianque aprova “condenação” da Rússia no covil da ONU! Demais “BRICs” covardemente se abstém do enfrentamento com os “donos do mundo”

A Assembleia-Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira, 27 de março, uma resolução apresentada pelos EUA declarando inválido o referendo realizado no início do mês na Crimeia, no qual foi aprovada a unificação com a Rússia. Houve 100 votos a favor, 11 contra e 58 abstenções na votação na Assembleia integrada por 193 países. China, Índia e Brasil, que integram junto com a Rússia o chamado BRIC vergonhosamente se abstiveram demonstrando a covardia destes países de enfrentar, mesmo que na esfera diplomática, o imperialismo ianque e europeu. O covil de abutres da ONU aprovou o mesmo texto que a Rússia havia vetado no início do mês no Conselho de Segurança, quando a China também se absteve cinicamente alegando que caso votasse junto da Rússia estaria estimulando movimentos separatistas no seu próprio território. Como se observa, ainda que os demais membros do BRIC possam ser beneficiados economicamente com as sanções dos EUA a Moscou, já que Putin tende a estreitar seus laços comerciais e militares com estes países “amigos”, frente a retaliação ianque à soberana decisão do povo da Crimeia, seus “parceiros” emergentes preferem não se chocar diretamente com a Casa Branca, esperando o desfecho final da crise. A China, que teria poder militar para através de uma aliança estratégica com a Rússia se contrapor minimamente aos EUA, covardemente comandou a posição de abstenção dos outros membros do BRIC, sinalizando seu objetivo de se preservar frente ao conflito em curso para se alçar futuramente como “alternativa” ao poderio ianque diante de uma possível fragilização russa.

quarta-feira, 26 de março de 2014


Unidos os “Três Patetas” da oposição, Aécio, Campos e Randolfe em torno de uma “solução de mercado” para a crise da Petrobras

A oposição burguesa ao governo da Frente Popular, incluindo neste saco de gatunos o PSOL, acaba de conseguir o número mínimo de assinaturas de senadores (27) para instaurar uma CPI da Petrobras na câmara alta do Parlamento. O presidente da Casa, Renan Calheiros, terá que colocar na pauta do plenário a abertura ou não da investigação acerca das decisões tomadas pela administração da estatal na compra da refinaria texana de Pasadena, embora não tenha um prazo determinado para a execução deste ato. Mas somente o fato da obtenção de um grande número de adesão de senadores à proposta de uma CPI para a Petrobras, incluindo alguns da própria base aliada, já foi comemorado como a primeira vitória política da união de todas as “oposições” ao governo Dilma. Para conseguir “encurralar” o PT no Congresso Nacional, pela primeira vez trabalharam como um só bloco os três candidatos da “oposição” ao Planalto em 2014, Aécio, Eduardo Campos e Randolfe Rodrigues. A unidade “tática” entre PSDB, PSB e PSOL já era esperada desde que o governador de Pernambuco resolveu postular sua indicação à presidência da república, rompendo uma aliança histórica com o PT. Para o PSOL que no Senado tem se aliado recorrentemente aos Tucanos, apesar de “mamar nas tetas” do governo petista, a entrada de Campos na “oposição” legitimou “pela esquerda” a formação de uma frente única das oposições anunciada para o segundo turno em 2014. E para debutar o novo bloco burguês no cenário nacional nada melhor do que escolher o escândalo de Pasadena como seu primeiro mote político. Sob as cordas, Dilma tenta justificar de todas as formas possíveis a compra pela Petrobras do “elefante branco” em território norte-americano, o que não é uma “tarefa” nada fácil diante de um prejuízo de cerca de um bilhão de Dólares causado a principal empresa estatal brasileira. Mas se a “tarefa” de Dilma é “quase impossível” não é menos cretina a “missão” da oposição unificada em defender um “modelo” de Petrobras totalmente voltado para os interesses do mercado. Para o Campos Aécio e Randolfe, no documento político em que pedem a abertura da CPI, o grande “crime” da Petrobras foi se fechar aos “consultores” do mercado, contendo as tarifas de combustíveis no país e “investido erroneamente” na construção de novas refinarias. Para estes senhores neoliberais a Petrobras atravessa uma crise financeira simplesmente porque “suas ações perderam valor no mercado bursátil”, enquanto o governo realizava “a demagogia da gasolina barata”, ou seja, para o “blocão” a solução seria abrir as importações e o controle acionário ainda mais da estatal e na sequência aumentar o preço dos combustíveis no Brasil.

terça-feira, 25 de março de 2014


“Nem militares, Nem Irmandade”: A farsa do “terceiro campo” montada pela LIT para legitimar seu apoio à ditadura “revolucionária” no Egito!

Nesta segunda-feira, 24 de março, um tribunal militar egípcio condenou à morte 529 membros da Irmandade Muçulmana (IM) anunciando a maior condenação em massa à pena capital na história moderna do Egito, uma decisão nunca vista nem mesmo nos tempos do facínora Mubarak. Na mesma data, a LIT (que apresentou o golpe militar desferido em julho de 2013 como uma vitória das massas) lançou um artigo intitulado “A revolução egípcia e as tarefas da esquerda” (sítio PSTU, 24/03) em que montam uma nova farsa. Sob o slogan de “Nem militares, Nem Irmandade”, os morenistas agora aplaudem a pena de morte aos seguidores de Mursi, alegando que não se trata de um ataque às massas “revolucionárias” e sim a setores reacionários fundamentalistas. Estes canalhas que apoiaram o golpe de estado apresentando-o como um triunfo popular e apregoavam desde o início que se deveria organizar as “massas” para atacar a IM ficaram eufóricos a decisão do tribunal egípcio, afinal de contas serão eliminados centenas de militantes “islâmicos reacionários”!!!. Sobre o sangue dos seguidores da IM e com sua eliminação física, a LIT diz que está surgindo um “terceiro campo” político alternativo no Egito. Mais um “exagero” da LBI nos dizem alguns, mais uma calúnia desta “seita” que ataca a direção do PSTU... Deixemos os próprios ratos morenistas “grunhirem”: “A política central do regime militar para derrotar a revolução não é o confronto aberto, físico, com o movimento de massas de conjunto (apesar das medidas bonapartistas), mas uma política de engano, de fazer concessões democráticas e utilizar os mecanismos da democracia burguesa (referendo, eleições etc.). Alguns poderiam perguntar: e a repressão e os massacres contra a IM? E a prisão de Morsi e ilegalização da IM? É verdade que o aparato de segurança segue reprimindo, mas o caráter da repressão não é generalizado e sim seletivo. A repressão mais violenta da ditadura se centra na IM e, apesar de querer ampliá-la a todo o movimento de massas a partir dessa ‘campanha contra o terror’, se demonstra que não tem condições, não tem correlação de forças suficiente para tal empresa, pois a situação revolucionária aberta com a saída de Mubarak não se fechou. Nesse sentido, a destituição de Morsi e sua prisão, assim como a repressão e ilegalização da IM, não podem ser consideradas como uma ‘repressão sangrenta contra a revolução’ (a não ser que se considere a HM como ‘parte da revolução’), mas sim como concessões que os militares se viram obrigados a fazer ‘para não perder os dedos’” (Idem). Como se pode ler com os próprios olhos, impor a pena de morte a mais de 500 presos políticos agora se chama concessão democrática às massas (!), já que os generais, antes apresentados como porta-vozes do povo pela LIT, agora não teriam força política e social para impor a repressão aberta frente ao avanço da “revolução”!!!

segunda-feira, 24 de março de 2014


Encontro Nacional contra a Copa e Marcha antifascista: Duas respostas limitadas da “esquerda” frente o recrudescimento do regime político da democracia dos ricos

Neste sábado, dia 22 de março, ocorreram em São Paulo duas importantes atividades políticas. A militância da LBI participou pela manhã do “Encontro Nacional do Espaço de Unidade de Ação” realizado no Sindicato dos Metroviários que discutiu a organização de protestos durante a Copa do Mundo e à tarde da Marcha Antifascista que se concentrou na Praça da Sé por volta das 15h saindo em passeata até a antiga sede do DOPS, na Luz, região central da capital paulista. O “Encontro” contou com cerca de 1.500 pessoas. Agrupou fundamentalmente a burocracia sindical de “esquerda” que orbita em torno da CSP-Conlutas, “CUT pode mais” e de setores do PSOL como o MES de Luciana Genro. Luciana aproveitou o encontro para se cacifar eleitoralmente como pré-candidata do PSOL e anunciar o ingresso de sua corrente na CSP-Conlutas, justamente para controlar a aproximação sindical com os setores cutistas no Rio Grande do Sul. Como prevíamos, a atividade foi uma demonstração de força do PSTU. O partido utilizou o encontro para lançar a candidatura de José Maria de Almeida e deliberar um calendário de atividade para suas colaterais do movimento sindical e estudantil (ANEL). Nesse sentido, não foi proposto nada de novo, apenas fortalecer o 1º de Maio na Sé e realizar uma manifestação em São Paulo na abertura da Copa do Mundo no dia 12 de junho, deixando de lado a luta direta do proletariado que vem sendo duramente atacado pelo capital, como as demissões de quase mil trabalhadores na GM do Vale do Paraíba em São Paulo no final de 2013, cujo sindicato dirigido pela CONLUTAS sabotou efetivamente qualquer resistência da classe contra a multinacional ianque, se resumindo a mendigar como de costume, uma intervenção da “gerentona” Dilma e do Estado burguês a “favor” dos trabalhadores, promovendo uma criminosa deseducação política entre os proletários como vimos denunciando. Já a Marcha Antifascista agrupou cerca de 2000 pessoas e foi uma mobilização importante na medida em que colocou a necessidade de se combater nas ruas a direita reacionária tanto no Brasil como em nível mundial, como na Venezuela e Ucrânia. Além da LBI, estiveram presentes na Marcha, o PCO, PCR, setores do PSOL, PCB, PCdoB e militantes do PT, como o Senador Eduardo Suplicy, em aberta campanha eleitoral pela sua reeleição. O PSTU e seus satélites políticos como a LER e o TPOR boicotaram a manifestação contra o golpismo. Desgraçadamente, as duas atividades foram marcadas por uma limitação evidente: a ausência de um programa revolucionário tanto para fazer da denúncia da Copa do Mundo um ponto de apoio para a luta direta dos trabalhadores por suas reivindicações imediatas e históricas como para a necessidade de enfrentar o recrudescimento do regime democratizante através dos próprios métodos da classe operária. Em resumo, o Encontro Nacional contra a Copa e Marcha antifascista se constituíram em duas respostas limitadas da “esquerda” frente o recrudescimento do regime político da democracia dos ricos.

sábado, 22 de março de 2014


Como os Ianques não tem “coragem” de enfrentar militarmente Putin, as sanções econômicas dos EUA e UE contra a Rússia acabarão reforçando os BRICs

O Imperialismo ianque dispõe sem sombra de dúvida do maior e mais avançado aparato bélico do planeta, são capazes de devastar as forças militares de um país sem sequer precisar “sujar” as botas de seus Marines em solo inimigo, como aconteceu recentemente na Líbia. A capacidade de atacar com absoluta precisão alvos muito remotos e até mesmo “neutralizar” eletronicamente equipamentos militares adversários é uma característica muito particular da “extraordinária” máquina de guerra dos EUA, isto é claro sem mencionar seu colossal arsenal nuclear. Mas outra característica marcante das tropas ianques é a sua extrema covardia, própria de um corpo militar composto hoje majoritariamente por elementos mercenários, sem uma “bandeira” para lutar, que ingressam nas forças armadas através de um contrato comercial (temporário) de trabalho, no caso de cidadãos norte-americanos, ou de vantagens jurídicas como vistos de permanência (Green Card) no caso de imigrantes. A rotunda derrota militar do imperialismo na guerra do Vietnã, convulsionando internamente os EUA, impôs todo um reordenamento de seu exército e marinha, chegando mesmo a ter que separar a legendária corporação de “vanguarda” dos Marines de uma de suas armas militares regular, transformando-a institucionalmente em um corpo de mercenários como foi a Legião Estrangeira da França que atuava em suas colônias na África. Estas características atuais do aparato militar ianque explicam em grande parte a covardia do governo Obama em enfrentar adversários de real potencial de resistência, como Coreia do Norte, Irã, Síria e o mais “perigoso” a Rússia. Os “falcões” do Pentágono se mostram muito “valentes” quando se trata de atacar países quase indefesos militarmente, quando uma primeira investida aérea de seus caças já consegue destruir completamente as defesas da nação oprimida. Por isso, na crise internacional deflagrada pela separação da Crimeia do governo fascista instalado em Kiev, os chefes militares dos EUA “aconselharam” Obama a usar o peso econômico do Império e refugar qualquer “aposta” em uma aventura bélica contra a Rússia. O Secretário de Defesa ianque, Chuck Hagel, que parece não querer “imitar” os papéis de seu homônimo belicoso Chuck Norris, em uma longa ligação telefônica com o ministro russo Sergei Shoigu, afirmou que os EUA descarta qualquer possibilidade de confronto com as forças do antigo Exército Vermelho. Restou a Obama coordenar com seus “colegas” imperialistas, como Merkel e Hollande, uma retaliação econômica a Rússia, no sentido de uma gradual retração das importações de gás e commodities agrícolas por parte do continente europeu. Para Putin e seu staff restauracionista na medida em que estas sanções entrarem em vigor restará a Rússia intensificar seu comércio com os mercados da China e Índia, levando objetivamente a um reforço de conjunto das relações financeiras no interior do bloco dos BRICs, o que poderá colocar o Brasil como um novo parceiro preferencial de Moscou.

sexta-feira, 21 de março de 2014


O escândalo da compra da refinaria de Pasadena no Texas pela Petrobras representa bem mais do que um caso de corrupção estatal... é o reflexo da política “estratégica” de subordinação do Brasil ao imperialismo ianque

O governo Dilma e a principal empresa estatal do país, a Petrobras, estão sob fogo cerrado (“amigo e inimigo”) diante das denúncias acerca da compra “superalavancada” em 2006 de uma pequena refinaria de petróleo no estado norte-americano do Texas. Trata-se da refinaria de Pasadena, que teve 50% de suas ações arrebatadas pela Petrobras das mãos da empresa belga Astra Oil Company, no valor de 360 milhões de Dólares. A transnacional Astra, que já opera há muitos anos nos EUA, tinha comprado a refinaria inteira de Pasadena em 2005 por escassos 42,5 milhões de Dólares. Em apenas um ano a Astra obteve do negócio realizado com a Petrobras um lucro de mais de mil por cento! Mas o enorme prejuízo com a compra da metade acionária de Pasadena era apenas o começo, o pior para a Petrobras ainda estava por vir! Para obter o aval positivo do Conselho de Administração da Petrobras, que na época era presidido por Dilma na condição de ministra do governo Lula, a empresa belga alegou que teria comprado Pasadena inativa e, portanto, realizado investimentos financeiros necessários para colocá-la novamente em funcionamento. Com o volumoso aporte monetário do conselho da Petrobras, a Astra tenta colocar novamente em funcionamento a velha e ultrapassada refinaria do Texas, mas logicamente os resultados são desastrosos, Pasadena não consegue processar, por patente insuficiência tecnológica, nem o petróleo marítimo brasileiro e tampouco a maioria do extraído hoje nos EUA (xisto), o resultado não poderia ser outro a não ser um rotundo prejuízo. Mas para a transnacional Astra não haveria o menor risco, mesmo no pior cenário comercial possível de Pasadena, o motivo era uma cláusula no contrato de associação com a Petrobras que garantia um lucro incondicional a empresa belga de 6,9% ao ano. Ao questionar na corte de justiça norte-americana os termos financeiros da “parceria” com a Astra, a Petrobras foi condenada em 2012 a comprar a outra metade de Pasadena, em função de outra cláusula contratual, chamada de “Put Option”. Desta vez pelos outros 50% do “elefante Branco” de Pasadena a Petrobras foi obrigada a pagar a “irrisória” quantia de 820,5 milhões de Dólares, totalizando um montante de 1,2 bilhão de Dólares pagos a Astra. Avaliação realizada hoje por “especialistas” do setor energético estimam que o preço de mercado da refinaria de Pasadena não ultrapasse a soma de 15% do total do valor desembolsado pela Petrobras, gerando um rombo para o caixa da estatal na ordem de um bilhão de Dólares! Mas o que queremos debater neste artigo não é somente mais um caso crônico de corrupção estatal, onde com certeza uma dúzia de políticos burgueses e tecnocratas da estatal engordaram um pouco mais suas contas em paraísos financeiros, para “cegarem” por completo na leitura de um contrato “surrealista”, tão danoso ao interesse do país quanto aos dos trabalhadores da Petrobras. Queremos trazer à tona com o escândalo de Pasadena uma discussão bem mais profunda, ou seja da visceral subordinação da burguesia nacional aos interesses históricos do imperialismo ianque, que impõe há décadas ao Brasil a insuficiência tecnológica no processamento do petróleo, gerando a dependência do país em relação aos derivados refinados do óleo cru, como o diesel, gasolina, nafta e o querosene para a aviação civil e militar. Na atual etapa da luta de classes, pós “Guerra Fria”, em um cenário mundial hegemonizado pelos EUA, um país que não possui autonomia energética não pode ser plenamente soberano. Não basta produzir a “commodity” petróleo para vendê-la para as grandes corporações internacionais e depois comprá-la mais caro na forma de múltiplos derivados, isto não é e nunca será “autossuficiência”. Foi nesta lógica de submissão “estratégica” a sobrevivência do decadente monoimpério que meia dúzia de políticos burgueses corruptos que controlam de fato a Petrobras caíram no “conto do vigário” e compraram uma refinaria imaginária na lua... digo no Texas...