quarta-feira, 1 de abril de 2020

ULTRANACIONALISTA ORBAN ASSUME PODERES DITATORIAIS NA HUNGRIA: NÃO É UM “EFEITO COLATERAL” DO CORONAVÍRUS...  MAS UM “BALÃO DE ENSAIO” DE COMO OS GRANDES CAPITALISTAS VÃO PROMOVER O RECRUDESCIMENTO GLOBAL DOS REGIMES POLÍTICOS NO LASTRO DA PANDEMIA MUNDIAL
               

O ultranacionalista Viktor Orban, o primeiro-ministro húngaro e chefe de governo admirado pelo clã neofascista Bolsonaro, deu mais um passo ao completo fechamento do regime político do país rumo a fascistização. O pacote de medidas autoritárias foi apoiado por um total de 137 deputados, com votos do partido governante, Fidesz, e da legenda de extrema direita Nossa Pátria. Eram necessários 133 votos. Na oposição, 53 deputados que participaram da sessão votaram contra. A oposição burguesa ainda tentou inserir um limite de 90 dias para os plenos poderes do primeiro-ministro, mas acabou derrotada. Durante o estado de emergência, que agora pode durar indefinidamente, não é possível realizar eleições ou referendos. Além de dar plenos poderes ao neoditador, o texto também estabelece até cinco anos de prisão para quem espalhar “notícias falsas” sobre o novo Coronavírus ou “medidas do governo”. As novas disposições permitem que o neofascista húngaro estenda o estado de emergência, em vigor desde 11 de março, indefinidamente, sem precisar de aprovação do Parlamento. Sob o novo regime, o Executivo pode “suspender certas leis por decreto, driblar obrigações estatutárias e introduzir outras medidas extraordinárias”, a fim de garantir “a saúde, segurança pessoal e material dos cidadãos, bem como a economia”. A Hungria, que fechou suas fronteiras para estrangeiros e instituiu medidas de isolamento da população, registrava, nesta segunda-feira 30, quase mil casos do novo coronavírus. 50 pessoas morreram por causa da doença, no país de 9,7 milhões de habitantes. “Temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para impedir a propagação do vírus. O projeto se encaixa perfeitamente no quadro constitucional húngaro”, defendeu a ministra da Justiça, Judit. Desde 2010 Orban multiplicou os ataques contra as liberdades democráticas e ataca os sindicatos. Com as novas medidas, o executivo húngaro tem o poder de destituir o Parlamento, o que nem é necessário, já que o Fidesz, partido direitista de Orban, tem maioria de dois terços na assembleia. No início da epidemia, o primeiro-ministro culpou o papel da imigração na disseminação do vírus, dizendo que foram “principalmente os estrangeiros que introduziram a doença”. Lembremos que o dirigente húngaro compareceu à posse do brasileiro em 2019. Bolsonaro também pretendia visitar a Hungria no fim de abril, mas a viagem foi suspensa por causa da pandemia. A União Europeia criticou Orban e o pacote aprovado no parlamento, apesar dos governos da França e Espanha adotarem duras medidas de graves restrição das liberdades democráticas, demonstrando que a Hungria é apenas um exemplo do fechamento dos regimes que os grandes capitalistas vão promover no lastro da pandemia mundial.  
LEIA AQUI TODOS OS ARTIGOS DO NOVO LIVRO LANÇADO PELA EDITORA NOVA ANTÍDODO: “A CRISE MUNDIAL DE SUPERPRODUÇÃO E O CORONAVÍRUS, UMA ABORDAGEM MARXISTA”


ÍNDICE



terça-feira, 31 de março de 2020

NOVO PRONUNCIAMENTO DE BOLSONARO: ENQUADRADO PELA CÚPULA MILITAR, O NEOFASCISTA “AMARELA” DIANTE DO IMENSO REPÚDIO POPULAR, NÃO DECRETA O FIM DA QUARENTENA E SEQUER COMEMORA O GOLPE MILITAR DE 1964


Em pronunciamento em rede nacional de TV nesta terça-feira (31/03), onde anteriormente ameaçava suspender a “quarentena” no país via um decreto e comemorar o aniversário do golpe militar de 64, Bolsonaro simplesmente “amarelou”, aparentemente enquadrado pele alta cúpula das Forças Armadas. Porém o motivo do “recuo” político do presidente neofascista reside em bases mais profundas: o imenso repúdio popular ao desastroso governo da extrema direita. A burguesia nacional, procura com cautela a substituição de seu gerente estatal, sem que isso signifique qualquer alteração na sua rota neoliberal de desmonte do Estado e supressão das conquistas históricas da classe trabalhadora brasileira. Nossa caracterização é bem clara, Bolsonaro já não governa com seu entorno mais próximo, é agora tutelado pela alta cúpula das Forças Armadas, e se mantém na presidência da república exclusivamente por conta da ausência de uma alternativa consensuada entre o mercado (leia-se rentistas) e o comando militar. Enquanto a burguesia nacional amadurece a transição, no próprio compasso da definição do quadro sucessório norte-americano, Bolsonaro tenta demonstrar com seu “late mas não tem força de morder” que ainda pode ser útil, reforçando socialmente suas hordas fascistas (igrejas pentecostais e polícias militares) com suas supostas manifestações de demência diária na porta do Palácio do Planalto. A oposição burguesa, Frente Popular somada ao PDT e PSB, deu uma demonstração que está absolutamente “perdida”, lançando uma “carta súplica” para que Bolsonaro renuncie e assuma o vice Mourão, o ultra reacionário considerado “civilizatório” pela esquerda reformista. Para a burguesia este é o melhor cenário, um governo “tampão” seguindo a mesma linha dura militar da extrema direita, para depois empossar um neoliberal clássico, como o governador tucano João Doria, o representante fidedigno do mercado financeiro para terminar todo o serviço sujo do golpe institucional de 2016. Como uma crônica da derrota anunciada, PT e seus apêndices são enredados na trama não por ingenuidade, mas pela sua própria política de colaboração de classes. Como em um filme de ficção, o quadro político nacional espera uma definição a partir do ritmo do ciclo de vida do próprio vírus, onde a burguesia faz apenas as contas de quantas mortes seria “tolerável” frente à falência do sistema público de saúde. O movimento de massas não pode fazer parte deste enredo, onde qualquer um dos “finais felizes” para a burguesia(progressista ou reacionária)será trágico para suas vidas, é urgente sair para ofensiva e construir uma alternativa própria, na senda bem distante do cretinismo eleitoral. Os consecutivos panelaços realizados pela classe média são um termômetro importante para aferir à falência deste governo, entretanto serão limitados sem estabelecer a ligação com a classe operária e o proletariado de uma maneira geral. A classe operária deve liderar este processo, é ela com seus próprios métodos de luta, e não a oposição burguesa com seu cronograma eleitoral, quem deve enterrar este governo neofascista e seu regime bonapartista de exceção.

LATIFUNDIÁRIOS NÃO PARAM DE MATAR DURANTE A PANDEMIA: MAIS UM LÍDER GUAJAJARA ASSASSINADO A TIROS POR JAGUNÇOS EM TERRA INDÍGENA NO MARANHÃO! ORGANIZAR IMEDIATAMENTE OS COMITÊS DE AUTODEFESA DOS OPRIMIDOS!


O líder indígena Zezico Rodrigues Guajajara foi encontrado morto a tiros nesta terça-feira, 31, na Terra Indígena Araribóia, no município de Arame, interior do Maranhão. Desde novembro do ano passado, Zezico Rodrigues é o quinto representante da etnia Guajajara morto. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), que envolve lideranças de todo o país, divulgou um comunicado informando que o caso está sendo acompanhado pela Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) do Maranhão, que acionou a Força-Tarefa de Proteção da Vida Indígena no estado, a FT-Vida. A tensão e as ameaças cresceram exponencialmente no interior da Arariboia, onde vivem mais de 12 mil guajajaras e índios isolados awás-guajás, desde 1º de novembro de 2019, quando o indígena Paulo Paulino, membro do grupo Guardiões da Floresta, foi assassinado com um tiro por invasores. Não resta a menor sombra de dúvida que esse covarde crime contra os povos originários Gujajaras foi consequência da atual política do governo neofascista Bolsonaro. O atual regime bonapartista desmonta a FUNAI e estimula a invasão das Terras Indígenas pelo latifúndio país afora, e ainda diz que vai liberar a garimpagem em terras indígenas e que vai acabar com algumas delas como Raposa Serra do Sol. As ameaças que clã Bolsonaro fez as comunidades indígenas em seu objetivo de liquidação das raizes profundas do país, desgraçadamente estão se concretizando com mais sangue derramado. É uma versão “atualizada” da eugenia nazista, com o genocídio do povo negro e índio que habitam as periferias urbanas e rurais brasileiras. Porém não podemos deixar de denunciar a cumplicidade da esquerda reformista no rol destas chacinas, neste caso do governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB. O falso “comunista” prometeu que iria criar uma força tarefa para ajudar na proteção dos Guajajaras, após o assassinato de Paulinho meses atrás, mas o compromisso de Dino não passou de palavras vazias, não fazendo absolutamente nada para evitar os 5 ssassinatos de lideranças. Frente a escalada de ataques impulsionados pela política genocida de Bolsonaro, os povos originários, as populações negras, os camponeses e todas as comunidades oprimidas pelo Estado Burguês e seu aparelho de repressão policial e militar, devem organizar sua própria defesa, construindo comitês treinados e armados de autos-segurança. É o primeiro passo para germinar o embrião de uma alternativa revolucionária de poder para o proletariado e seus aliados históricos.
56 ANOS DEPOIS: GOLPE MILITAR É COMEMORADO POR BOLSONARO, MOURÃO E AS FFAA... LUTA REVOLUCIONÁRIA DA CLASSE TRABALHADORA PARA DERROTAR O NEOFASCISMO ESTÁ NA ORDEM DO DIA!


Neste 31 de Março completam-se 56 anos do golpe militar de 1964. Bolsonaro e Mourão orientaram os comandantes das FFAA a comemorarem a data que marcou o início da ditadura assassina no Brasil. O Ministro da Defesa e os comandantes das três armas divulgaram a "Ordem do Dia" alusiva a esta fatídico data que está sendo lida neste momento nos quartéis e instalações das Forças Armadas. É um texto que falsifica e distorce a história da primeira à última frase. Começa dizendo que o golpe civil-militar é “um marco para a democracia brasileira”. O comando das FFFA afirma ainda que “As instituições se moveram para sustentar a democracia, diante das pressões de grupos que lutavam pelo poder”. O conluio das classes dominantes, do empresariado, da Igreja Católica e da imprensa burguesa com os quartéis é tratado candidamente como um evento espontâneo, em que “A sociedade brasileira, os empresários e a imprensa entenderam as ameaças daquele momento, se aliaram e reagiram”. A Ordem do Dia reserva ainda um papel heroico aos golpistas fardados “As Forças Armadas assumiram a responsabilidade de conter aquela escalada, com todos os desgastes previsíveis”. Ocultando as atrocidades das torturas, dos exílios forçados, os assassinatos bárbaros e covardes e as perseguições políticas, o texto aberrante adota tom ufanista e insinua que os brasileiros “Entregaram-se à construção do seu País e passaram a aproveitar as oportunidades que eles mesmos criavam. O Brasil cresceu até alcançar a posição de oitava economia do mundo”. A tal Ordem do Dia termina com uma manifestação asquerosa e lacônica: “O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. Muito mais pelo que evitou”. Na verdade, este dia, há 56 anos atrás, foi escolhido pelos generais golpistas em conluio com a cúpula da UDN e até mesmo setores do próprio PSD para desencadear a ação militar que levaria a deposição do presidente João Goulart. 
NOSSA HOMENAGEM A MANOLIS GLEZOS: HERÓI DO PROLETARIADO GREGO QUE ENFRENTOU OS NAZISTAS, MORRE AOS 98 ANOS


Manolis Glezos, uma verdadeira lenda da resistência socialista grega à ocupação nazista, nos deixou ontem, 30/03, perto de completar os 98 anos. Com o fim da guerra, Glezos combateu as tropas britânicas na Guerra Civil que se seguiu após a ocupação nazista. Foi um ícone político da luta contra a ditadura dos coronéis pró-americanos nos anos 1960, mas não parou por aí. Manolis se destacou na vigorosa denúncia à pilhagem da Troika/Berlim realizada contra seu país nesta década. Foi um daqueles homens dos quais Bertold Brecht disse serem “imprescindíveis”. Ele estava hospitalizado desde 18 de março devido a uma gastroenterite e uma infecção urinária e não resistiu a uma parada cardíaca, registrou a televisão estatal grega ERT. Já havia sido internado em novembro passado por problemas respiratórios. Ao longo de sua vida, foi condenado 28 vezes por sua militância revolucionária, inclusive três vezes à morte. Da II Guerra Mundial à ditadura dos coronéis, passando pela Guerra Civil Grega, passou 11 anos e 4 meses no cárcere e 4 anos e 6 meses no exílio. Várias vezes deputado, foi jornalista e escritor, autor de dois avantajados volumes sobre a resistência ao nazismo. Tinha apenas 18 anos quando, junto com o amigo Apostolos Santas, arrancou da Acrópole a bandeira nazista em 31 de maio de 1941 e hasteou a bandeira grega, um feito que serviu de alento a todos os que resistiam à ocupação hitlerista na Europa inteira. Aos 95 anos, apesar de um dia chuvoso de novembro de 2017, Glezos ainda se fazia presente à homenagem aos mortos da Revolta da Escola Politécnica, o levante de 1973 que abriu caminho para a derrocada da ditadura. Já nonagenário, se tornou um gigante na luta contra a feroz austeridade imposta à Grécia, pela União Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e o FMI, a chamada Troika, para salvar bancos alemães e franceses que especularam com títulos da fraudulenta dívida grega. Em 2012, foi mais uma vez eleito deputado grego, agora pela Coalizão de Esquerda Radical (Syriza, na sigla em grego), então, Alex Tsipras líder do partido ainda não mostrara sua verdadeira face neoliberal de esquerda. “Peço desculpas ao povo grego por ter participado nesta ilusão”, afirmou Glezos assim que se completou a traição de Tsipras ao plebiscito do ‘Não’ e posterior deriva neoliberal do governo em 2015. Em um magistral discurso, quase em uma despedida antecipada, o gigante combatente declarou:“Por que eu continuo? Por que estou fazendo isso quando tenho 92 anos e dois meses? Afinal, eu poderia estar sentado em um sofá de chinelos com os pés para cima. Então, por que eu faço isso? Você acha que o homem sentado à sua frente é Manolis, mas está errado. Eu não sou ele. E eu não sou ele porque não esqueci que toda vez que alguém estava prestes a ser executado (durante a II Guerra Mundial), ele dizia: ‘Não me esqueça. Quando você disser bom dia, pense em mim. Quando você levantar um copo, diga meu nome. E é isso que estou fazendo conversando com você, ou fazendo algo disso. O homem que você vê diante de você é todas essas pessoas. E tudo isso é sobre não esquecê-los”. Nossa modesta homenagem a um titã da luta revolucionária: Manolis Glezos presente!

segunda-feira, 30 de março de 2020

31 DE MARÇO: DEFENESTRAR AS HORDAS FASCISTAS QUE PRETENDEM IR PARA RUA COMEMORAR O GOLPE MILITAR DE 64


Amanhã 31/03 se completará 56 anos de um dos episódios mais trágicos, se não o maior desastre, da história recente do país: O golpe militar de 1964, que levou o então presidente da república, João Goulart a se exilar do país, sem ao menos convocar um único chamado a resistência e luta contra os golpistas genocidas. Em 2020 atravessamos esta fatídica data em meio a uma pandemia mundial, fato que esvaziou as ruas das principais cidades do planeta, e consequentemente as do Brasil também. Porém há algo de comum entre as duas datas, uma cruel similaridade histórica: o terrível medo dos dias seguintes, do que reservava o futuro imediato para a classe operária e o povo oprimido. Se em 1964 a esquerda se temia a morte, pelas mãos da brutal repressão do regime militar, hoje essa esquerda teme a morte pela contaminação do coronavírus, em comum aos dois momentos, a passividade das direções reformistas que optaram pela inação, o caminho mais curto para a morte de milhares de militantes comunistas e populares nas mãos dos gorilas assassinos. O presidente Goulart se refugiou em sua fazenda no Uruguai e seu cunhado Leonel Brizola (então deputado federal e ex-governador do Rio Grande do Sul) foi para Portugal presidir a Internacional Social Democrata. Foram “assistir” de bem longe  o sangrento massacre que os generais, a grande maioria que integravam o gabinete de Jango como o próprio Castelo Branco, promoveram contra os ativistas da oposição de esquerda. Traçando um paralelo temporal, vemos hoje que as lideranças da esquerda pouco ou nada fazem no sentido de resistir e lutar contra catástrofe sanitária que nos aguarda, caso a pandemia atinja milhões de brasileiros infectados pelo coronavírus e sem condições de recorrer a um sistema de saúde falido pelo “ajuste” neoliberal. Lula e o PT&CUT, que de fato detém a esmagadora hegemonia na esquerda brasileira, dizem que não há nada a fazer a não ser “ficar em casa!”, seguindo a linha da maioria dos governadores da direita, do centro e também da oposição ao governo neofascista. Porém “ficar em casa” somente não garantirá a vida e a saúde de nossa população, é preciso lutar para garantir atendimento médico digno, resistir para não morrer de fome com o desemprego em massa, enfim é hora da revolução socialista, como também era em março de 1964! A única alternativa para a sobrevivência das massas é a revolução, que pode garantir a expropriação das grandes fortunas, a socialização das fábricas e por fim a instauração de um novo governo, baseado no poder popular, que possa garantir o atendimento sanitário integral (não estamos falando de testagem em massa como ingenuamente se tornou bandeira da esquerda reformista), com leitos de UTI para todos os doentes graves e atendimento ambulatorial para todos os infectados ou atingidos por outras enfermidades desencadeadas pela pandemia (depressão, acirramento das doenças crônicas, etc..). Somente um regime de economia central planificada, ou seja socialista, poderá salvar nossas vidas garantindo integralmente recursos necessários para a população, oriundos não de sobras do orçamento e tampouco do endividamento geral dos trabalhadores, o dinheiro deve vir das expropriações, confiscos dos bens da burguesia e socialização da vida econômica. Esse é a única senda possível para o povo brasileiro não ter que assistir qual o percentual de mortes tolerável, como querem nos impor os tecnocratas genocidas do governo Bolsonaro ou os governadores com seu “fica em casa” e assim morre menos gente! Nenhuma morte é aceitável no socialismo, caso não se tenha lutado pela vida até as últimas consequências! Amanhã os fascistas de ontem e hoje querem sair às ruas para celebrar a morte de ontem e hoje, muitos dos generais que estão no gabinete de Bolsonaro também integraram a Ditadura Militar em seus vinte anos de governo no país. Não mudaram de posição, continuam sendo assassinos do povo brasileiro, seja pela repressão de ontem seja pela contaminação de hoje. A esquerda reformista também não alterou em muito sua covardia política em enfrentar nossos inimigos de classe, preferem a inação e apelos institucionais inúteis. Porém existe um “terceiro campo”, o que não quer deixar nas mão de Doria e Mourão, a chamada direita “civilizada”, a resolução da grave crise humanitária que nos ameaça. É preciso defenestrar as hordas reacionárias e seus sinistros “atos de rua”, que vem se repetindo mesmo com adesões cada vez menores, mas é necessário ir além, combater vigorosamente pela revolução socialista e instaurar um novo poder operário-popular é uma questão de sobrevivência para o conjunto da classe trabalhadora: Socialismo ou Barbárie é consigna que deve ecoar de norte a sul, de leste a oeste deste imenso Brasil!
SUCATEAMENTO DO SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICA: POR QUE OS PAÍSES CAPITALISTAS, INCLUSIVE SUAS “METRÓPOLES”, SÃO IMPOTENTES NO COMBATE MÉDICO-HOSPITALAR A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS?


Em todos os hospitais públicos do país a situação beira o caos. O aumento da procura pelos serviços provocado pela pandemia do Covid-19 coloca a nu a completa incapacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de atender a população trabalhadora e o conjunto dos explorados. A chamada “rede privada” que deveria assistir aos que pagam planos de saúde caríssimos (o grosso da chamada classe média) já se encontra saturada, não suporta a demanda dos que tinham a ilusão que estavam “protegidos” pelas empresas capitalistas do setor, a pequena-burguesia está submedida a uma verdadeira “roleta russa viral mortífera. Para milhões de brasileiros pobres, o SUS é a única alternativa para tratar a saúde. Existem 40 milhões de pessoas sem carteira assinada, na informalidade, sem emprego. São pessoas totalmente desamparadas, vulneráveis que, se adoecerem, irão buscar o sucateado SUS. A situação atual é dramática, de completo caos. Isso porque o SUS já vem sendo sucateado há décadas por obra e graça da burguesia, sob a exigência da banca financeira e do imperialismo. Em todo o país, 42 mil postos de saúde atendem gratuitamente a população. Seis hospitais, todos no Rio de Janeiro, são federais. Há ainda mais de 40 hospitais universitários federais. Os demais da rede pública são geridos por governos estaduais e municipais. Segundo o ministério, 55.101 leitos de terapia intensiva são oferecidos no país, 27.445 são do SUS, são leitos precários e tecnologicamente ultrapassados. A grande questão é que como muitas pessoas adoecem de uma vez, o sistema não tem a menor capacidade de tratar todos os pacientes simultaneamente, seja aqui no Brasil semincolonial onde não há sequer saneamento básico e água potável para a população ou nas “metrópoles” capitalistas que tem a maioria dos serviços sociais restritos. Especialistas alertam que os problemas respiratórios provocados pelo novo Coronavírus exigem mais dias de tratamento com auxílio de aparelhos (kit de testes modernos, tomográfos computadorizados, respiradores e ventiladores hospitalares) do que outras doenças similares. Portanto, o período de ocupação dos leitos é maior. Entre os trabalhadores do SUS, o clima é de inquietação, insalubridade e precarização, mesmo entre os médicos, a "elite" do ramo. No estado de São Paulo, que tem 47 mil servidores distribuídos por 45 hospitais, a maioria tem entre 50 e 60 anos, fora os terceirizados que recebem sub-salários. Um levantamento feito por pesquisadores da Fiocruz, intitulado “Monitoramento da assistência hospitalar no Brasil (2009-2017)”, concluiu que o número de leitos no SUS está em queda. Houve um desinvestimento crônico no SUS pelos seguidos governos burgueses, que comprometeu sua capacidade, com fechamento de leitos. Uma das conclusões da pesquisa é que a rede hospitalar disponível para o SUS reduziu 5,5% no período pesquisado. Em 2009, eram 4.783 hospitais entre públicos e privados, em 2017 foram 4.521 hospitais. A Emenda à Constituição (PEC) 55, que fixou um teto aos gastos públicos até 2036, votada no governo golpista de Temer, limita drasticamente os recursos do SUS. A rede pública, na situação que está, com corte de verbas, com a medida que congelou verbas por 20 anos, está mais debilitada que nunca. No ano passado, o orçamento destinado à saúde foi de 147 bilhões. Em 2020, esse valor caiu para 136 bilhões, segundo os dados da Controladoria Geral da União. A estimativa é que o preparo adequado do SUS para responder à pandemia exige um investimento extra de 20 a 30 bilhões de reais. Estamos vivendo um surto sanitário e epidemiológico o qual nenhum Estado capitalista (central ou periférico) está à altura da resolução minimamente digna para a humanidade devido ao colapso do sistema público de saúde. Somente a luta direta dos trabalhadores pode impor que se destine recursos estatais somente para a rede pública de saúde, estatizando os “shoppings” hospitais e fechando imediatamente as empresas de “planos e seguros” de saúde privada. Esse padrão de medicina é diametralmente oposto ao praticado nos países capitalistas fundado no modelo que visa não evitar, mas “curar” (ou mesmo prolongar) doenças a partir de utilização medicamentos, beneficiando assim a poderosíssima transnacional indústria dos laboratórios farmacêuticos. Somente com o fim da saúde privada, dos planos de saúde pagos e com a completa estatização de todo o setor (clínicas, laboratórios, hospitais e indústria farmacêutica) sob o controle dos organismos de poder dos trabalhadores, associada a uma nova concepção de medicina preventiva e humanizada pode atender as demandas da população explorada, contribuindo por uma vida com bem-estar físico e mental, condições impossíveis de serem alcançados pelo capitalismo doente e senil que arrasta a humanidade para a barbárie!


CAMPANHA INTERNACIONALISTA: LIBERDADE IMEDIATA PARA ASSANGE E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS QUE PODEM MORRER NO CÁRCERE POR CONTAMINAÇÃO DE CORONAVÍRUS!


De forma completamente arbitrária, a Justiça britânica por meio da juíza Vanessa Baraitser, da corte de magistrados de Westminster, no Reino Unido, se recusou neste dia 25.03 a libertar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que havia feito essa solicitação por temor de contrair o Coronavírus na prisão onde está detido perto de Londres, anunciou seu comitê de apoio em sua liberdade. Apesar da saúde frágil de Assange, de 48 anos, que no passado sofreu problemas pulmonares portanto pode morrer devido a Pandemia, a juíza se recusou a deixá-lo sair com uma tornozeleira eletrônica, conforme sugerido por seu advogado Edward Fitzgerald. Segundo o comitê de apoio, cerca de cem membros do pessoal carcerário de Belmarsch, onde Assange está preso, estão doentes com sintomas da Covid-19. “As prisões são consideradas epicentros para a disseminação do covid-19 devido à superlotação e à propensão do vírus se espalhar em ambiente fechado”, afirma o documento divulgado pelo WikiLeaks e conclui “A prisão de Belmarsh recebe 300 novos prisioneiros a cada mês, a maioria é dispersa em prisões de todo o país. Belmarsh tem um total de aproximadamente 800 prisioneiros e a maior taxa de suicídio no sistema prisional”. Se o governo britânico não pode proteger a sua própria família real da doença (Príncipe Charles contraiu) ou mesmo seu primeiro-ministro Boris Johnson, como pode proteger os seus prisioneiros mais vulneráveis nas prisões, os quais foram descritos como “campo de reprodução” para o Coronavírus? O pedido da libertação acontece no meio da segunda fase do julgamento do pedido de extradição feito pelos Estados Unidos, que está marcado para acontecer em maio, e foi feito após o governo britânico indicar a possibilidade de soltar presos de baixa periculosidade, para reduzir o contágio em locais de detenção. O imperialismo ianque pediu a extradição do australiano para julgá-lo por espionagem após a publicação em 2010 de dezenas de milhares de documentos confidenciais sobre as atividades militares e diplomáticas do país, particularmente no Iraque e no Afeganistão. Se julgado nos Estados Unidos, Assange pode ser condenado a até 175 anos de prisão. Julian Assange é um prisioneiro não sentenciado com vulnerabilidade de saúde significativa. Ele está detido em prisão preventiva, sem pena de prisão ou acusação no Reino Unido, muito menos condenação. Além disso, testemunhas de Assange provavelmente não poderão viajar para a sua audiência de extradição no mês de Maio devido a restrições de viagem impostas tanto pelo Reino Unido ou seus países de origem. Isto poderia resultar em novo adiamento da sua audiência de extradição, prolongando dessa forma o seu abuso medicamente perigoso de tortura psicológica e negligência médica politicamente motivada. O cenário montado para o julgamento de Julian Assange na Inglaterra é o mesmo que em Guantánamo, ou adotado pelos Marines na guerra do Iraque e na guerra do Afeganistão, a perda de vidas civis, tortura e crimes de guerra é a política oficial do imperialismo em todo o planetaDesde o Blog da LBI participamos, desde nossas modestas forças, da campanha internacional pela imediata libertação de Julian Assange do cárcere de exceção do imperialismo.

Leia Também: JULGAMENTO DE ASSANGE: TRIBUNAL FASCISTA INGLÊS MANTÉM JORNALISTA EM JAULA DE VIDRO PARA EXPOSIÇÃO

domingo, 29 de março de 2020

TRUMP “INTERVÉM” NA GM PARA OBRIGÁ-LA A PRODUZIR VENTILADORES PULMONARES: O NEOLIBERALISMO NO CORAÇÃO DO IMPERIALISMO IANQUE TAMBÉM TEM SUA FACE ESTATISTA EM TEMPOS DE CRISE



O ultra-neoliberal Donald Trump deu uma ordem “intervencionista” para a GM e as demais montadoras norte-americanas no último 27 de março via o Twitter: “A General Motors DEVE abrir imediatamente sua planta estupidamente abandonada de Lordstown, em Ohio, ou alguma outra planta, e COMECE A FAZER VENTILADORES, AGORA !!!!!! FORD, COMEÇA EM VENTILADORES RAPIDAMENTE !!!!!!”. Ele invocou a Lei de Produção de Defesa, que data da Guerra da Coreia, nos anos 1950, autorizando o governo dos EUA a intervir na indústria para reorientar sua produção, neste caso para obrigar a GM a fabricar ventiladores hospitalares para os infetados com o novo Coronavírus. Com essas duras palavras o presidente ianque mostrou que o neoliberalismo no coração do imperialismo ianque também tem sua face estatista em tempos de crise social, econômica e sanitária provocada pela Pandemia de Coronavírus. Como em uma economia de guerra, o mais importante Estado capitalista do planeta atua centralizado para combater tardiamente os efeitos da pandemia que ele mesmo criou para desestabilizar a economia chinesa. Obviamente que este é um recurso extremo dentro do modo de produção capitalista e da gerência ianque comandada pelo palhaço conservador sentado na Casa Branca. Enquanto Trump lança mão dessa medida para preserva os capitalistas, os Marxistas Revolucionários defendem que a poderosa classe operária norte-americana sai em luta, exproprie as grandes empresas e bancos, coloque a GM, Ford e demais montadoras sob seu controle para através da Revolução Socialista planificar a economia mais poderosa do mundo a fim de acabar com a anarquia da produção, colocando as fábricas, grandes empresas e toda sua estrutura a serviço dos interesses da maioria da população, nesse caso específico colocando a produção para gerar os meios e instrumentos necessários para combater a Pandemia! Longe de evocar um “neokeynesianismo como faz um amplo arco da esquerda reformista e de intelectuais “progressistas” saudando acriticamente medidas “estatizantes” para salvar o modo de produção capitalista, não temos a menor ilusão em “aconselhar” governos capitalistas com pautas sanitárias e econômicas ou mesmo sauda-los por medidas draconianas e antidemocráticas contra os direitos de organização da população, como faz a esquerda revisionista em todo o globo. Os Marxistas Leninistas levantam diante da grave crise mundial uma plataforma concreta de ação política para a mobilização do proletariado internacional, este programa não poderia ser outro a não ser o genuíno Programa de Transição Trotskista, única ferramenta revolucionária das massas para derrotar a sinistra pandemia do Coronavírus. Essa plataforma comunista passa, principalmente no coração do imperialismo ianque, pela defesa de colocar toda a produção industrial do país sob o controle da classe operária como parte da luta pela tomada do poder estatal para o proletariado através da Revolução Socialista!
AMEAÇADOS NO CÁRCERE PELA COVID-19: LIBERDADE IMEDIATA A MANUEL PÉREZ E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS EUROPEUS!


Manuel Pérez Martínez (Arenas) é o Secretário Geral do PCE (Partido Comunista Espanhol Reconstruído), atualmente, cumpre uma sentença na prisão de Albocásser (Castellón), tem 75 anos de idade e várias patologias graves. Combatente comunista e antifascista durante a ditadura fascista de Franco até os dias atuais, ele foi detido em várias ocasiões ao longo da história da classe operária espanhola. Em novembro próximo completará vinte anos preso, sem interrupção desde que foi preso pela última vez em Paris e depois extraditado para a Espanha em 2000, sob a falsa e absurda acusação de terrorismo.Devido ao seu delicado estado de saúde, seu advogado solicitou até sete vezes a entrada de um médico de confiança para poder realizar uma avaliação médica independente, conforme estabelecido no Regulamento Prisional. Todos os pedidos foram ignorados. Com a grave situação sanitária espanhola causada pela epidemia de Covid-19, sua idade, seu estado de saúde e seu estado de confinamento (no qual ele passa cerca de vinte horas trancadas na cela e somente quatro no pátio) indubitavelmente o colocam  naquele setor de risco que as autoridades de saúde alertam tanto.  Por esse motivo, foi apresentado um pedido de liberação imediata, pois, em caso de contágio, sua vida estaria em sério perigo. Além dos óbvios problemas de saúde, a situação em algumas prisões às vezes é agravante.  Médicos de alguns centros penitenciários denunciaram sua incapacidade de combater a epidemia se ela entrar na prisão. Por esses motivos, a tensão dentro da prisão não para de aumentar devido à massificação existente, além das medidas restritivas que foram implementadas, com as comunicações com o mundo exterior suspensas, com a escassez crescente  de produtos nos presídios, com a incapacidade de isolar os possíveis infectados, com o aumento de situações de pânico como consequência do aparecimento de alguns infectados por funcionários. Por toda essa situação agravada com a pandemia, somos obrigados a redobrar a exigência de liberdade imediata para Arenas! Em uma situação semelhante, existem dezenas de presos políticos, no Estado espanhol e em outros países da Europa, como Cesare Battisti na Itália e Julian Assange na Inglaterra. É hora de exigir sua liberdade e a de todos os presos políticos doentes ou com mais de 60 anos. Amanhã poderá ser tarde demais! Desde nossas modestas forças, o Blog da LBI se soma de forma incondicional a esta campanha internacional pela liberdade de todos os que lutaram contra o capitalismo, mesmo que não tenhamos convergência total com seus programas e métodos.

sábado, 28 de março de 2020

GRAVE CRISE ITALIANA: MORTES, SAQUES E GREVES COMPÕE O CENÁRIO DA PANDEMIA CAPITALISTA NO PAÍS


A emergência sanitária na Itália que gerou a tragédia de 10 mil mortes no país, também está se tornando uma grave emergência social no sul da Itália, os “temidos” protestos sociais e os primeiros saques começaram, forçando os supermercados a se equiparem com vigilância especial para reprimir o povo. Um grito de alarme surgiu fortemente do sul, ecoado pelos prefeitos que alertam o governo central: "O povo está com fome".  Os sinais da crise capitalista são muitos e dramáticos, tornando-se virais em poucas horas.  Um deles é o vídeo de um pai e sua filha mordendo uma fatia de pão com Nutella, em tom ameaçador, ele se dirige ao Primeiro-Ministro Conte e ao prefeito de Palermo em tom ameaçador: "Se minha filha não conseguir comer um pedaço de pão, invadiremos os supermercados". Precisamente em Palermo, um grupo organizado de vinte pessoas apareceu diante das caixas de um supermercado Lidl - na Viale Regione, uma das maiores e mais frequentadas de Palermo, com seus carrinhos cheios de produtos, recusando-se a pagar enquanto gritava: "Chega de ficar em casa, não temos dinheiro para pagar, temos que comer".  Os funcionários do supermercado chamaram a polícia enquanto o pânico se espalhava entre o grande público que esperava na rua, fazendo fila com uma distância de segurança de um metro entre as pessoas. O caos continuou por horas.  Hoje a polícia está cercando as redondezas para proteger supermercados em Palermo e em outras cidades. O chamado à revolta se espalhou como fogo nas mídias sociais. O perfil de um grupo chamado “Noi” foi aberto no Facebook, o que incentiva a revolta com um slogan: “Recupere o que é tirado de nós”.  Em poucas horas, ele tinha centenas de seguidores, alguns dos quais são organizados via bate-papo.  Suas mensagens não deixam espaço para dúvidas.  Há quem diga: "Quem está pronto para a guerra no dia 03/04 (data prevista para o final da emergência, embora seja certo que o governo decretará uma prorrogação), deve anotá-la aqui", "Precisamos quebrar todos os supermercados  "  Outro escreve: "O problema é imediato, as crianças devem comer". A mensagem de Alexander é semelhante: "Não espero abril, estou sem euro, minha família precisa comer".  Muitos exibem vídeos, mostrando sua identidade, pedindo revolta social, fazendo seus próprios filhos verem.  Um desempregado grita em um desses vídeos: "Quem tem um salário fixo pode estar em casa. Se precisarmos ficar presos, o Estado precisa nos trazer comida e pagar o aluguel”.
FUTEBOL E CORONAVÍRUS: CARTOLAS MILIONÁRIOS QUEREM REDUZIR SALÁRIOS DOS JOGADORES E DEMITIR FUNCIONÁRIOS ENQUANTO “TIMES PEQUENOS” FECHAM AS PORTAS ABANDONANDO OS ATLETAS A MISÉRIA... ASSIM FUNCIONA O CAPITALISMO NO ESPORTE!


Em um final de semana como este que se inicia, teríamos dezenas de partidas de futebol nos campeonatos estaduais, jogos da Copa do Nordeste e da cobiçada Copa do Brasil, apresentada como a competição mais democrática do futebol brasileiro que paga gordas premiações as equipes a cada fase que se avança. Afinal de contas, “o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes” nos ensinam os boleiros. Mas os estádios estão fechados para a “paixão nacional” e as grandes equipes deram férias coletivas aos atletas, negociando a redução de salários de jogadores “celebridades” enquanto os times pequenos estão demitindo em massa. As séries A, B, C e D foram adiadas pela mafiosa CBF. Os milionários cartolas agem como todos os capitalistas em temos de recessão: que a crise seja paga pelos trabalhadores, neste caso, tanto os funcionários dos clubes como os jogadores. Sem a realização de jogos, as diretorias alegam não conseguir receitas para bancar seus elencos, apesar de seus caixas estarem abarrotados de dinheiro, como é o caso do Flamengo e a maioria dos clubes da Série A. Assim como vem ocorrendo na maioria dos países, impõe-se no Brasil a redução do salário dos atletas, além de outras medidas, como a antecipação de férias e mudanças no calendário. A Federação Nacional dos Atletas de Futebol Profissional (Fenapaf), que representa jogadores de diversas divisões, rejeitou a proposta de redução salarial em carta enviada nesta quarta-feira, 25, à Comissão Nacional de Clubes (CNC), que é quem está à frente das negociações.  No início da semana, a CNC propôs as seguintes condições: férias coletivas de 20 dias a partir de abril, mais dez dias de folga no fim do ano e redução de 25% nos salários dos jogadores. Com isso, o calendário do futebol nacional iria até o fim de dezembro. A Medida Provisória 927, conhecida como “MP da Morte” que trata da suspensão de pagamento dos trabalhadores por até quatro meses, acirrou ainda mais as discussões entre clubes e atletas. Diz o canalha fascista Bolsonaro que o artigo foi revogado e outro “pacote de maldades” será lançado pelo estafeta dos rentistas, Paulo Guedes. A Fenapaf fez uma contraproposta endereçada a Mário Bittencourt, representante da Comissão Nacional de Clubes (CNC) e presidente do Fluminense: o grupo concordou com a antecipação de férias remuneradas, de 30 dias, durante todo o mês de abril; pediu que a licença de dez dias ocorra entre o Natal e o Ano Novo; exigiram o pagamento de vencimentos do mês de março; e, por fim e mais importante, pediram que a Confederação Brasileira de Futebol seja “interveniente/anuente em caso de acordo coletivo”, sendo responsável por qualquer pagamento que os clubes não sejam capazes de realizar. Desde o BLOG da LBI declaramos nossa solidariedade para os atletas e funcionários dos clubes atacados pelos cartolas e a mafiosa CBF em seus direitos trabalhistas. Como Marxistas Revolucionários e amantes de futebol somos pelo fim do esporte como mercadoria, do controle dos elencos pelos patrocinadores e pela abolição dos contratos bilionários que engordam as máfias da FIFA e da CBF. Estas instituições capitalistas não servem para o avanço do futebol como meio de educação e evolução cultural das massas, devem ser substituídas por entidades populares controladas por jogadores e torcedores. Nesse sentido, a tarefa de varrer os cartolas mercenários do futebol mundial deve está nas mãos do povo, tais decisões deveriam ser tomados por meio de mecanismo da soberania popular. No campo, como nas fábricas e nos estabelecimentos do comércio e serviços onde vive o povão que ama o futebol, defendemos o pagamento integral dos salários e licença remunerados para os trabalhadores do esporte em todas as suas modalidades. Que a crise pague os capitalistas, ou seja, as diretorias corruptas e elitizadas que ganham milhões com patrocínios e transmissões de TV, lucrando em cima do suor dos jogadores! Nenhuma demissão fora e dentro de campo!

sexta-feira, 27 de março de 2020

SOCIALISMO OU BARBÁRIE: SOMENTE OS TRABALHADORES EM LUTA REVOLUCIONÁRIA PELO PODER SÃO CAPAZES DE BARRAR O CORONAVÍRUS, DERRUBAR BOLSONARO E DESTRUIR O MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA!


Os que no espectro da esquerda brasileira (um arco político que vai do PT até o PSTU) “esperaram em casa” a renúncia de Bolsonaro nestes dias pela pressão de uma ala da burguesia podem continuar no sofá em longa “quarentena”! O canalha neofascista dobrou a aposta e está convocando atos para esse final de semana (de hoje até domingo) com o objetivo de forçar a abertura do comércio, o Planalto vem divulgando a campanha “O Brasil não pode Parar”. Não se trata de “loucura”, mas de uma medida calculada política e socialmente. Um setor dos caminhoneiros já anunciou apoio às manifestações bolsonaristas. As polícias militares, que são forças repressivas formalmente subordinadas aos governos estaduais agrupando mais de 500 mil homens, mas que de fato estão sob o comando político de Bolsonaro e seus aliados regionais neofascistas e milicianos podem seguir essa mesma tendência, com o “agravante” que são parte do braço armado repressivo do Estado, treinados e adestrados para atacar o povo. Aparentemente, a cúpula das FFAA encontra-se resistente em seguir a estratégia de confronto do “Capitão”, mas um setor da tropa e do baixo oficialato apoia sem dúvida sua plataforma golpista. Pequenos e médios comerciantes, ou seja, a pequena-burguesia ligada diretamente ao setor de serviços e venda de produtos a população e base do Bolsonarismo são favoráveis a fim do isolamento social duro, propondo sua flexibilização para voltar a ter caixa e lucro! Alegam que as grandes redes de supermercados e farmácias estão centralizando vendas gigantescas com os decretos dos governos estaduais, deixando-lhes em falência. Ao expor a população nas ruas, sem a mínima proteção como máscaras e material de higiene (cloro e álcool gel), já que estes produtos elevaram os preços e sumiram das prateleiras, Bolsonaro e seus apoiadores assumem uma postura genocida! Com hospitais tendo a capacidade de atendimento básico esgotada, sucateados e com profissionais de saúde mal remunerados, não podemos admitir que este reacionário da extrema direita tenha a menor moral para criticar outras “autoridades”, inclusive rompendo a orientação de membros do seu próprio governo. Por sua vez, o estafeta dos rentistas, o Ministro da Economia Paulo Guedes, prepara uma PEC ou uma nova “MP da Morte” de duro ataque aos trabalhadores e ao funcionalismo público em particular prevendo a suspensão do contrato de trabalho sem recebimento pecuniário qualquer e a redução salarial em até 30%. Enquanto isso PT e PSOL comemoram que a Câmara dos Deputados “derrotou Bolsonaro” ao aprovar uma “renda básica de ate R$ 1.200,00” a ser ainda aprovada pelo Senado. Esses senhores, cretinistas parlamentares tradicionais, não dizem que esta vem sendo a política oficial dos Estados capitalistas, a começar pelos EUA, absorver as dívidas das empresas e liberar pequenas “ajudas sociais” para, depois da crise pandêmica, apresentar o “rombo dos cofres públicos” como justificativa para mais arrocho salarial, privatizações, demissões, tornando os governos nacionais ainda mais reféns dos rentistas e do cassino financeiro mundial, o que abriria caminho para a fascistização do regime político das principais metrópoles e colônias, como estamos vendo respectivamente nos EUA e Brasil ou mesmo na Espanha e Argentina, o que prova que desde a direita até a centro-esquerda burguesa a receita do “clube” é praticamente a mesma! Alertamos que o seleto clube do capital financeiro internacional tornou reféns de seus interesses até mesmo governos imperialistas, gerentes estatais perenes, enquanto o “clube” representa algo mais poderoso: o império mundial do capital financeiro, onde sequer existem fronteiras nacionais. O quadro de barbárie social aumenta e as contradições do modo produção capitalista acentua-se colocando mais de forma nítida o axioma marxista: “Socialismo ou Barbárie”.



COM SÍFILIS NO CÉREBRO EM MEIO A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS: TRUMP QUER PAGAR 15 MILHÕES DE DÓLARES PELA “CABEÇA” DE MADURO POIS A SUA NÃO TÁ VALENDO QUASE NADA...


Em meio a pandemia do coronavírus que já colocou os EUA como o maior foco mundial da doença, com cerca de 90 mil pessoas contaminadas, a Casa Branca, através do Departamento de Justiça dos EUA resolveu apresentar acusações criminais contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e outras autoridades venezuelanas nesta quinta-feira (26/03), relacionadas a acusações de envolvimento com narcotráfico e terrorismo. O Departamento de Estado americano ofereceu uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levem à captura do líder do regime nacionalista bolivariano, ou seja colocou a cabeça de Nicolás Maduro à um preço bem alto, já que a sua infestada por sífilis não deve estar valendo grande coisa, agora sob a ameaça de derrota nas eleições presidenciais de novembro, em virtude do desastre sanitário que o imperialismo ianque atravessa. Os dirigentes Chavistas são acusados de "Terem participado de uma associação criminosa que envolve uma organização terrorista extremamente violenta, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e de um esforço para inundar os Estados Unidos com cocaína", afirmou o procurador-geral americano William Barr, um pau mandado do reacionário e tresloucado Trump. Logo ao tomar conhecimento da provocação do governo norte-americano, Maduro ridicularizou as acusações: "Há uma conspiração dos Estados Unidos e da Colômbia e eles deram a ordem de encher a Venezuela de violência. Como chefe de Estado, sou obrigado a defender a paz e a estabilidade em toda a pátria, sob quaisquer circunstâncias", afirmou no Twitter. No início deste mês Trump tinha convocado Bolsonaro para uma infestada reunião na Flórida, onde propôs ao colega neofascista brasileiro armar uma provocação militar contra a Venezuela, o que à cúpula dos generais das FFAA rejeitou, apesar da insistência do “capitão presidente”. Agora Trump apela para os sicários assassinos da CIA montarem um atentado contra Maduro, e depois passarem no caixa do FED para resgatar a recompensa, não terão sucesso! Depois da fulminante morte de Hugo Chavez por envenenamento químico, que lhe gerou um câncer atípico, os serviços de inteligência do regime bolivariano tem reforçado medidas de segurança para proteger a vida dos dirigentes venezuelanos. O motivo do desespero de Trump, para além de sua iminente derrota no plano interno, revela todo o fracasso político da “operação Guaidó”, apesar das enormes concessões feitas por Maduro a burguesia opositora. O proletariado venezuelano, com sua vanguarda classista a frente, deve abstrair as lições programáticas destes episódios de sabotagem imperialista contra seu país, não há conciliação possível com setores burgueses, somente a revolução socialista poderá tirar a Venezuela da crise econômica que castiga seu povo.

quinta-feira, 26 de março de 2020

“CORONAVOUCHER” E ANTECIPAÇÃO DO 13º PELO INSS, AS FAKE NEWS DA “AJUDA SOCIAL AOS POBRES”: BOLSONARO E GUEDES NÃO CUMPREM SEQUER AS MISERÁVEIS MEDIDAS ANUNCIADAS PARA MINIMIZAR OS EFEITOS DA PANDEMIA


A situação de calamidade pública no país provocada pela Pandemia do Coronavírus, a adoção do isolamento social e suas consequências socioeconômicas catastróficas, sobretudo, entre os mais pobres, não alterou em nada as ações e a dinâmica estratégica do governo neofascista Bolsonaro/Guedes em aplicar a agenda ultraneoliberal. Tal política econômica orientada diretamente por Wall Street e pelo governo Donald Trump tem como principal objetivo a captura total do orçamento estatal pelos rentistas para operar um severo fechamento dos chamados “gastos sociais” do Estado capitalista para as demandas do conjunto dos explorados e oprimidos, principalmente, através da contínua retirada de direitos sociais e trabalhistas. Apesar da crise humanitária estabelecida em função da Covid19, resultando no agravamento nas condições de existência dos mais pobres, o genocida governo Bolsonaro não tem adotado qualquer ação concreta na área econômica para garantir a sobrevivência e a proteção social de milhões de brasileiros. Nem mesmo as míseras e demagógicas medidas anunciadas pelo Ministro Paulo Guedes foram cumpridas como, por exemplo, a antecipação do pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas da Previdência Social que ficou somente para o final de abril e começo de maio! O mesmo ocorreu com o pagamento da prometida esmola de R$ 200 aos autônomos de baixa renda o chamado "Coronavoucher", tudo não passou de “fake news”. Em resumo, para continuar a agradar a seu verdadeiro “Deus”, o Mercado financeiro, bem como seus acólitos, o governo Bolsonaro/Guedes mantém, mesmo em uma situação de calamidade, a política de austeridade fiscal de não promover nenhuma abertura econômica estado para atenuar o sofrimento da população pobre. A situação ganha contornos de tragédia quando, além de não colocar um real sequer no bolso dos mais podres, esses canalhas lançaram um pacote maldades através da edição de uma Medida Provisória, a chamada MP da morte. Tal medida provisória sentencia o trabalhador à fome ao permitindo a suspensão do contrato de trabalho por dois meses, ou seja, o não pagamento dos salários nesse período, a redução de jornada e de salário, que pode ser de 25%, 35% e 50% por até três meses, além de possibilitar a demissão dos trabalhadores que retornarem do período de licença médica por conta do Coronavírus. A presente Pandemia do Coronavírus expõe de forma dramática, no plano doméstico, todas as consequências desumanas da aplicação do projeto neoliberal em um país semicolonial e com uma desigualdade social colossal como o Brasil. Em escala mundial, por sua vez, é mais uma demonstração cabal dos horrores que o sistema capitalista submete a toda humanidade, comprometendo sua possibilidade de viabilidade histórica. Portanto o surto pandêmico do Coronavírus torna inadiável a superação do modo de produção capitalista através de um processo revolucionário e a construção do socialismo. Dito de outra forma, a humanidade se encontra mais vez diante de sua encruzilhada histórica tão bem sintetizada no axioma do Marxismo Revolucionário:  “Socialismo ou Barbarie!”.
PARA DECIFRAR O CORONAVÍRUS: ENTREVISTA INÉDITA NO BRASIL COM O PROFESSOR DIDIER RAOULT, UM DOS MAIS LAUREADOS INFECTOLOGISTAS DO MUNDO


O Blog da LBI reproduz a entrevista inédita no Brasil, do professor Didier Raoult, um dos maiores especialistas do mundo em doenças infecciosas, que afirmou estar convencido de ter encontrado um medicamento efetivo contra o coronavírus. Publicada originalmente no Journal Le Parisien, na entrevista o Prof. Raoult julga "imoral" esperar para administrá-lo, em função de interesses comerciais dos grandes laboratórios transnacionais. Diretor do “Institut hospitalo-universitaire Méditerranée Infection de Marselha” (Bouches-du-Rhône), este laureado mestre infectologista, especialista em epidemias emergentes afirma que a cloroquina (um medicamento anti-palúdico utilizado há décadas) tem efeitos espectaculares sobre a pandemia em curso. Seis dias após ter administrado o remédio em pacientes atingidos pelo Covid-19, afirma que só 25% deles eram portadores do vírus. Mas 90% daqueles que não haviam recebido este tratamento continuavam a ser positivos. O ministro da Saúde da França, Olivier Véran, anunciou em 21 de Março que este tratamento será experimentado "em maior escala": "Pedi que o estudo do professor Raoult seja reproduzido (...) em outros centros hospitalares, por outras equipes independentes", declarou o Ministro do governo Macron. Por interesses puramente mercantis, no que se refere a registrar uma nova patente para a cloroquina possivelmente adicionada com outro elemento de menor efeito terapêutico ou importância química, os trustes transnacionais da indústria farmacêutica estão retardando o lançamento do novo produto em grande escala no mercado, com foco voltado para um grande “boom” no valor de suas ações na bolsa de valores.

LE PARISIEN – O governo francês autorizou um ensaio clínico de grande amplitude para testar o efeito da cloroquina sobre o Coronavírus. É importante para o senhor ter obtido isso?

DIDIER RAOULT – Não, não me vanglorio disso. Penso que há pessoas que vivem na Lua e comparam os ensaios terapêuticos da AIDS com uma doença infecciosa emergente. Eu, como qualquer outro médico, a partir do momento em que um tratamento se mostrou eficaz, considero imoral não o administrar. É tão simples quanto isso.
“NOVA” MP DA MORTE: BOLSONARO E GUEDES VÃO LANÇAR PACOTE DE MALDADES CONTRA TRABALHADORES PARA AGRADAR A BURGUESIA NA BUSCA DE RECOMPOR SUA BASE DE APOIO JUNTO AOS EMPRESÁRIOS!


O governo do fascista Bolsonaro e do estafeta dos rentistas, Paulo Guedes, vai editar ainda nessa semana a nova versão da “MP da Morte” que reduz de quatro meses para dois meses a possibilidade de suspensão do contrato de trabalho. Trata-se de uma medida para tentar recompor sua base de apoio junto a burguesia e aos empresários. A nova decisão vai permitir esse tipo de recurso para as empresas que foram obrigadas a fechar por decisão de governos estaduais. A exceção são as micro e pequenas empresas, que poderão suspender os contratos, mesmo em funcionamento. Segundo a mídia burguesa a “nova” versão da MP vai permitir ainda a redução de jornada e de salário, que pode ser de 25%, 35% e 50% por até três meses. O texto do ataque encontra-se sob avaliação do Ministério da Economia e da Casa Civil. Lembremos que segundo a MP ser contagiado com Coronavírus no trabalho não gera nenhuma proteção, o artigo 29 não foi revogado e impõe que “casos de contaminação pelo Coronavírus (covid-19) não serão considerados ocupacionais”, ou seja, não serão considerados acidentes ou doenças de trabalho, exceto quando o trabalhador conseguir comprovar que essa contaminação aconteceu no escritório, comércio ou fábrica. Segundo especialistas trabalhistas, a relação entre a doença e o ambiente de trabalho é um dos poucos casos hoje em que o trabalhador possui garantia de estabilidade no emprego – após retornar da licença médica, ele não pode ser demitido durante 12 meses. Ou seja, ao dificultar a responsabilização da empresa, o governo abre a porta para a demissão justo em um momento de possível crise econômica generalizada. A comprovação do contágio é dificultada pela própria MP uma vez que seu artigo 15 suspende, durante o estado de calamidade pública, “a obrigatoriedade de realização dos exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares”, com exceção dos exames demissionais, que poderá ser feito 60 dias após o encerramento do estado de calamidade pública. Frente a essa realidade reafirmamos que a única forma dos trabalhadores se defenderem dos ataques do governo neofascista de Bolsonaro/Guedes e da Pandemia do Coronavírus é ganhando as ruas e paralisando o país pela via da Greve Geral por tempo indeterminado para garantir seus direitos, conquistas e suas vidas assim como de suas famílias, organizando a luta direta para colocar abaixo o governo neofascista e ultra-liberal de Bolsonaro/Mourão/Guedes!
PANDEMIA CRIMINOSA: ITÁLIA HASTEIA A BANDEIRA CHINESA E RETIRA A DA UNIÃO EUROPEIA


A imagem da bandeira chinesa tremulando na Itália na entrada de um hotel, é repetida em toda a península latina, a bandeira da República Popular da China começa a acenar em todos os lugares como sinal de agradecimento a um dos poucos países que os apoiaram na Pandemia do Coronavírus. Muitas pessoas estão removendo a bandeira da União Europeia de locais públicos, e algumas autoridades governamentais até a queimam antes de substituí-la pela bandeira da República Popular da China. Até a mídia corporativa também mostrou imagens de caminhões do exército russo entrando em Roma após uma turnê pela Europa para transportar suprimentos médicos. Os aviões russos que transportam equipamentos médicos tiveram que percorrer 2.500 quilômetros para chegar ao aeroporto da capital italiana, porque a OTAN ordenou que a Polônia não autorizasse os aviões russos a sobrevoar seu espaço aéreo, mesmo para transportar medicamentos. Por sua vez, um grupo de 52 médicos e enfermeiros cubanos foi aplaudido ao desembarcar na região da Lombardia, na Itália, para auxiliar no combate ao coronavírus. O grupo vai se unir a 12 médicos chineses que estão na região atendendo a população em um hospital de campanha na região de Bérgamo, capital da Lombardia, província com maior número de contaminados pela Covid-19. Aqueles que eram apresentados como inimigos para uma Itália alinhada anteriormente com a OTAN e Washington, tentaram ajudar e aqueles que pareciam os “amigos” tentaram sabotar o socorro ao povo italiano. A Itália queria ser a porta de entrada do gás russo no sul da Europa e a UE e Casa Branca não o permitiram. A Itália queria ingressar na nova “Rota da Seda” e também não podia.  Marco Polo está morto.  O que foi possível no século XIV, na Idade Média, não é possível hoje 700 anos depois. A União Europeia é um dos grandes cadáveres causados ​​pela pandemia do coronavírus. O povo italiano de todas as tendências políticas e ideológicas, inclusive os que votaram no atual governo de direita, rejeitam absolutamente qualquer ligação com Bruxelas. Nada será o mesmo na Itália.O imperialismo ianque desencadeou o fantasma do coronavírus em sua guerra econômica contra a China e agora a pandemia se voltou contra ele, ameaçando colocar os EUA como o país mais contaminado do mundo. Os imperialistas sabem que a situação política na península italiana se assemelha à do período pós-Segunda Guerra Mundial, de 1945 a 1955, quando os comunistas quase se tornaram uma das principais forças políticas da Itália e forçaram a  CIA para manipular eleições e desestabilizar permanentemente o sistema político italiano, para que o PCI não chegasse ao governo central. Porém hoje, o velho Partido Comunista, apologista da colaboração de classes, não existe mais, se converteu em uma força Social Democrata de centro. Caberá ao combativo proletariado italiano construir uma ferramenta revolucionária, que apoiada no enorme sentimento do proletariado e do povo italiano, romperá os elos de submissão do país com o Pentágono.


quarta-feira, 25 de março de 2020

DIREITA ROMPE COM A EXTREMA DIREITA: NEOFASCISTA BOLSONARO CAMINHA PARA A AVENTURA DE UM GOLPE MILITAR SEM AO MENOS TER APOIO DA CÚPULA DAS FFAA


O presidente Bolsonaro não é um louco ou está acometido de alguma doença mental, como alardeia a esquerda reformista, atua conscientemente com a linha política do neofascismo, seguindo inclusive uma estrita orientação de assessores de Trump na Casa Branca. A proposta da anturragem bolsonarista para a crise está ampara não na loucura, mas na racionalidade do capital financeiro. A defesa que fez do fim da “quarentena social”, apontado o “isolamento vertical” como uma alternativa diante da pandemia do coronavírus é parte da “plataforma sanitária” que Washington vem tentando implementar sem sucesso nos EUA. Trump orienta o governo neofascista como um “laboratório de pesquisa” para os planos do imperialismo em toda a América Latina, inclusive a própria eleição fraudulenta de Bolsonaro já foi em si um verdadeiro “balão de ensaio” da Casa Branca para o continente.  O processo de ruptura do arco político de todo o “Centrão” e também da direita com o governo da extrema direita parece ter dado um salto de qualidade hoje. Dória e Bolsonaro  trocaram acusações nesta quarta-feira (25/02) durante uma conturbada videoconferência com governadores da região Sudeste para discutir sobre o combate ao coronavírus. Após ser acusado por Bolsonaro de usar o coronavírus para fins eleitorais, Doria usou suas redes sociais, após a reunião virtual para fazer uma  dura crítica a postura do ocupante do Planalto:”Recebi como resposta um ataque descontrolado do Presidente. Ao invés de discutir medidas para salvar vidas, preferiu falar sobre política e eleições. Lamentável e preocupante”, afirmou o governador de São Paulo. Outro aliado de primeira hora do presidente, o direitista Ronaldo Caiado, ex-líder da famigerada UDR, também partiu para a ruptura: “Quero deixar claro, com muita tranquilidade, mas com autoridade de governador e o juramento de médico, que as decisões do presidente da República na área de saúde não alcançarão o estado de Goiás", declarou agora a pouco o governador de Goiás. Também na cúpula das FFAA Bolsonaro encontra resistência para impor sua “estratégia”, ontem à noite mesmo, o comandante do Exército brasileiro, o general Edson Pujol, divulgou um vídeo fazendo um pronunciamento em nome do exército sobre o coronavírus, indo na contramão do presidente e revelando que o exército não segue a mesma linha de pensamento de uma “gripezinha” e “resfriadinho”. Está absolutamente claro que a trilha política de Bolsonaro aponta na direção de um golpe militar, sempre testando antes suas forças para depois encenar um pequeno recuo e assim sucessivamente. Porém ao se submeter servilmente como “bucha de canhão” para um experimento trumpista frente a crise do coronavírus, Bolsonaro conseguiu o “feito” de reduzir sua base de apoio, inclusive no meio militar. Vamos aguardar os próximos passos do imperialismo ianque, já que o próprio Trump já sente ameaçada sua reeleição, anteriormente considerada um “passeio” diante do adversário do Partido Democrata. Como marionete de Washington, Bolsonaro aguardará as novas instruções, se segue para a aventura golpista ou recuará mais uma vez. O importante é manter alerta o movimento de massas, rompendo com a política imobilista da Frente Popular: “espere sentado em casa”, é que aponta o PT, PSOL e PCdoB.
PCDOB “COMEMORA” 98 ANOS DIZENDO ADEUS A FOICE E O MARTELO: A TRAJETÓRIA DE UM PARTIDO QUE ABANDONOU O STALINISMO PELA DIREITA, ROMPEU COM O MAOÍSMO E ESTÁ ÀS VÉSPERAS DE DEIXAR FORMALMENTE DE SER COMUNISTA



Ainda é possível encontrar hoje no site oficial do PCdoB, o Vermelho (talvez em futuro breve o portal se chame “Verde e Amarelo”), notas comemorativas dos 98 do partido em que se lê: “O PCdoB reivindica sua data de fundação junto ao partidão de 1922, sendo a verdadeira continuação do antigo Partido Comunista, portanto comemora hoje 98 anos de história política no Brasil... No esteio do seu aniversário de 98 anos o PCdoB se prepara para as eleições municipais, apresentando para a sociedade o Movimento 65, tática eleitoral ampla que fortalece a legenda comunista e busca a adesão do partido em diversas camadas e setores da população, conclamando todas e todos os democratas a participarem da disputa do poder político nos municípios brasileiros”. Como pode se observar o PCdoB “comemora” seus 98 anos anunciando que vai deixar brevemente de ser “comunista”, ou seja, que vai abandonar os símbolos da foice e o martelo ainda usados formalmente e, o mais importante, relegar qualquer traço político e ideológico marxista. Na verdade o PCdoB há muito tempo abriu mão de qualquer luta pelo Comunismo e a Revolução Proletária, desde que aderiu ao Stalinismo, o abandonou pela direita e depois alinhou-se ao Maoísmo, rompendo mais uma vez em uma guinada social-democrata. A guinada socialdemocrata do PCdoB, ocorrida no início dos anos 90, o fez abandonar os pressupostos do Marxismo-Leninismo, formatando um partido de filiados sem o menor comprometimento ideológico e militante. Nesta inflexão de classe, o partido de João Amazonas passou a acolher personalidades políticas burguesas, com potencial eleitoral para “ajudar” os ex-estalinistas a ocuparem vagas no parlamento. Logo depois da queda do Muro de Berlim e da dissolução do Estado operário albanês no começo da década de 90, os stalinistas do PCdoB perderam completamente sua linha programática, elaborada pelo ex-maoista Enver Hoxha secretário geral do PTA. Para sobreviver em meio à crise da esquerda stalinista mundial, João Amazonas conduziu uma conversão ideológica do partido em direção à social democracia, passando o PCdoB a defender pontos que antes combatia ferozmente, como a aliança política com o PT e a entrada na CUT. Também na arena internacional houve profundas mudanças, como a defesa que o PCdoB estabeleceu em seu congresso acerca do Estado operário cubano, no sentido da apologia das “reformas de mercado”, anteriormente criticada como um prolongamento da “Glasnost” e “Perestroika” soviética. Não esqueçamos que o PCdoB foi no passado uma vertente do chamado “maoísmo de esquerda” que chegou a denunciar a URSS como “socialimperialista” e caracterizar Fidel Castro de contrarrevolucionário, para atualmente sem nenhum critério Marxista, apresentar Cuba como o novo “farol do socialismo”. Nos últimos trinta anos o PCdoB seguiu nacionalmente a reboque da política PT, inclusive abraçando as teses da Social Democracia, desde a queda do Estado Operário da Albânia. Com a morte de João Amazonas no início de 2002, o PCdoB voltou a se alinhar com a China, antes caracterizada como centro revisionista do Social Imperialismo e agora em plena fase de restauração capitalista seu regime econômico é considerado como “um autêntico socialismo”, o que deve ter causado “tremores no túmulo” do velho dirigente. O descarte do símbolo é apenas um “detalhe” e questão de tempo, expressão de uma enorme concessão política em tempos de ofensiva neofascista.