quarta-feira, 22 de maio de 2019

GUERRA COMERCIAL ENTRE EUA E CHINA: IMPERIALISMO IANQUE AMEAÇA O EX-ESTADO OPERÁRIO CONVERTIDO NA MAIS PODEROSA POTÊNCIA SEMICOLONIAL, RECORRENDO AO PODERIO BÉLICO PARA REAFIMAR SUA HEGEMONIA POLÍTICA E ECONÔMICA!


Em meio a escalada da guerra comercial entre os EUA e a China, Trump acaba de anunciar o aumento que eleva de 10 a 25% as tarifas sobre os 200 bilhões de dólares de produtos chineses importados pelos Estados Unidos. Por sua vez, a China respondeu anunciando que aumentará as taxações vigentes de 10% para 20 ou 25% sobre produtos importados dos Estados Unidos no valor de 60 bilhões de dólares, que cobrem uma ampla gama, de alimentos a jóias. No campo das tarifas comerciais, a China tem um poder de fogo significativamente menor porque suas importações dos Estados Unidos são muito menores do que suas exportações. Entretanto, a China pode causar caos global se retaliar com venda de títulos dos EUA. Atualmente, a China possui US$ 1,13 trilhão em títulos do Tesouro dos EUA. Isso é uma fração do total de US$ 22 trilhões em dívidas pendentes nos EUA, mas 17,7% dos diversos títulos mantidos por governos estrangeiros, segundo dados do Tesouro e da Associação dos Setores de Seguros e Mercados Financeiros. Pequim tem recuado de seu papel no mercado de títulos dos EUA, tendo cortado participação de quase 4% nos últimos 12 meses, mas ainda ocupa o primeiro lugar entre os credores estrangeiros dos Estados Unidos. Por sua vez, via a ofensiva direta contra o Irã, aliado da China e um dos seus principais fornecedores de petróleo, o imperialismo ianque vem demonstrando quem realmente manda na economia capitalista mundial. Não vem sendo possível um acordo dos EUA com a China devido da política protecionista dos EUA, que vem aprofundando uma guerra comercial global. Vale ressaltar que há o incremento da ofensiva bélica mundial do imperialismo ianque, o que vem reduzindo o peso do imperialismo europeu, particularmente da França, com a China aparecendo como um ator econômico cada vez determinante nesse cenário, um ex-Estado operário convertido na mais poderosa potência semicolonial. A burguesia imperialista ianque está consciente da gravidade da conjuntura mundial, em uma correlação de forças tendencialmente favorável à China, porém foi forçada a se utilizar de Trump como uma “ponte” necessária no sentido de espraiar o clima da “beira do abismo” com este palhaço reacionário. O discurso nacionalista de Trump sensibiliza os devastados pela crise econômica capitalista no maior mercado do mundo, porém não aglutina a elite financeira que pensa em contornar o colapso ianque justamente com a expansão da internacionalização do capital volátil nas colônias. Tentar escapar da crise econômica com o incremento do mercado interno nos EUA, é uma ilusão já há muito tempo foi descartada pela burguesia imperialista ianque quando iniciou o chamado processo de "globalização" em meados dos anos 90. Por seu turno, a China, no curso do processo de restauração capitalista, vem se transformando na verdade no maior entreposto comercial e industrial do mundo, uma grande consumidora de commodities e é nisto que consiste a sua “exuberância” econômica. Caracteriza-se por ser uma economia semicolonial com fortes induções estatais, remanescentes da herança stalinista. Em suma, por maior que seja o crescimento do PIB chinês, a hegemonia militar em todo o planeta ainda se concentra plenamente nas mãos da Casa Branca, sendo apenas um “sonho” da China converter-se em uma superpotência capitalista. Nesse sentido “a via chinesa” de restauração capitalista como vemos reafirmada por Xi Jinping é um processo lento, ordenado e centralizado de medidas que, levadas a frente sob o férreo controle político do PPCh, avançam o ritmo da restauração capitalista para se fortalecer futuramente como contraponto militar e econômico ao imperialismo ianque. No curso da guerra comercial, Trump reafirmou que o imperialismo ianque dispõe sem sombra de dúvida do maior e mais avançado aparato bélico do planeta, por isso são capazes de devastar as forças militares de um país sem sequer precisar “sujar” as botas de seus Marines em solo inimigo, como aconteceu recentemente na Líbia. O aprofundamento da política de forte corte orçamentário em gastos sociais, a elevação da taxa de desemprego e aumento do déficit fiscal com a concessão de subsídios tributários a grandes empresas será a tônica da próxima etapa mundial como produto da velha receita neoliberal, claro com a mão de ferro de um regime de exceção planetário, ou seja, através de uma ditadura do capital, ao contrário de um suposto “paraíso democrático”. O impasse atual reafirma que a única vereda para superar a agonia do capital e a barbárie social que dela decorre é a via da revolução socialista e a demolição violenta da atual sociedade de classes e edificar sobre seus escombros um novo modo de produção, o Socialismo.

terça-feira, 21 de maio de 2019

FRENTE AMPLA: DIRIGENTES DO PT E PSOL, COM INICIATIVA DE HADDAD E BOULOS, ARTICULAM COM OS TUCANOS E O CENTRO LIBERAL O MOVIMENTO “DIREITOS JÁ”...


Lideranças de dez partidos do mais variado arco político, entre os quais PSDB, PDT, PT, PSOL e Cidadania, reuniram-se na noite desta segunda-feira (20/05), em São Paulo, para organizar o lançamento do movimento "Direitos Já, Fórum pela Democracia", a iniciativa da esquerda reformista é formatar um grupo “suprapartidário de oposição ao governo Jair Bolsonaro”, ou seja uma Frente Ampla com setores neoliberais do chamado “Centrão”, incluindo desde os Tucanos até a “direita considerada civilizada”. Segundo nos informa o site “247”: “O movimento começou como um grupo de WhatsApp que ultrapassou 200 integrantes de vários partidos. Segundo eles, a ideia agora é lançar um manifesto e organizar um ato no Tuca, o teatro mantido pela PUC em São Paulo. Ainda não existe uma data fechada para isso.” Entre os cerca de 40 convidados na primeira reunião para a formação do movimento “Direitos Já” estavam políticos como o ex-ministro Aloizio Mercadante, o ex-prefeito Fernando Haddad e o vereador Eduardo Suplicy, todos do PT, também presentes o ex-ministro da Justiça José Gregori, o ex-senador José Aníbal e o vereador tucano Daniel Anneberg, pelo PSDB, o candidato derrotado do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, o presidente do PV, José Pena; José Gustavo, porta voz da Rede; além de lideranças do PDT, Cidadania, PSOL e PCdoB. Ao que tudo indica a Frente Ampla de traição das lutas começa a ganhar forma e com o aval político de Guilherme Boulos, já que dos dirigentes do PT tudo de conciliação com a direita pode ser esperado.. Seguindo a linha de coerência da esquerda burguesa, Fernando Haddad defendeu que o grupo se organize em torno de uma agenda mínima de temas como educação, relações exteriores, geração de empregos e direitos humanos, e busque a adesão do centro e do “centro- direita liberal”. Na mesma toada do PT, o líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Orlando Silva, usou a palavra “degelo” para classificar o encontro. “Temos de lutar contra o sectarismo na política brasileira”. Por sua vez os Tucanos, que apóiam fervorosamente a retirada de direitos históricos dos trabalhadores, se sentiram como “pintos no lixo” na reunião: “Uma mistura dessas só vi nas Diretas-Já", afirmou o representante de FHC José Gregori, ao encontrar Suplicy no elevador. Os convidados da burguesia que chegavam ao evento recebiam cinicamente um broche onde se lia "Direitos Já"...Está absolutamente claro para a vanguarda militante e classista, que tal engodo político como este, proposto por Haddad e Boulos, é o caminho mais curto para colher estrondosas derrotas no combate contra a ofensiva neoliberal e fascista. O movimento de massas  deve sim organizar uma Frente Única Proletária e Popular, na luta pela construção da Greve Geral política por tempo indeterminado, para por abaixo o conjunto do regime bonapartista!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

BIOGRAFIA DE ROBERTO MARINHO: UMA FARSA “GLOBAL” EM TORNO DA NEFASTA FIGURA DO PATRIARCA DA “FAMILGIA” BURGUESA MAIS PODEROSA DO PAÍS


Acaba de ser lançado pelo jornalista Leonencio Nossa o primeiro volume da biografia de Roberto Marinho - “O Poder está no ar” - abordando o seu nascimento em 1904 até 1969, ano de criação do Jornal Nacional. Apesar de anunciar ser uma “biografia independente” que busca o “rigor jornalístico”, fica evidente que as supostas pesquisas do autor do livro encobrem o verdadeiro papel das “Organizações Globo” e seu dono na manutenção da ordem burguesa no país. Não por caso o jornal da Famiglia Marinho e sua rede de TV deram grande destaque ao seu lançamento no mercado editorial brasileiro, apresentando-o como um relato “imparcial” da vida de Roberto Marinho. Trata-se na verdade de uma farsa global (com a licença poética do trocadilho) elaborada por um escriba a soldo dos Marinho que visa diluir ao máximo o papel da nefasta figura do chefe falecido do clã burguês mais poderoso do país no retrocesso político e cultural que vivemos no Brasil hoje, imposto pelos fortes laços da “Organização” com o imperialismo ianque. Fica evidente ser uma biografia feita sob encomenda para encobrir a “História secreta da Rede Globo”, esse sim um livro magistral e de rigor jornalístico, onde Daniel Herz denunciou em todos os detalhes a criação da Rede Globo durante a ditadura militar brasileira. Não esqueçamos que a TV Globo acabou de completar seus 54 anos de existência neste 26 de abril, data em que começou a funcionar no ano de 1965, fundada por Roberto Marinho. A emissora é criatura do golpe militar de 1964. O então diretor do jornal “O Globo” Roberto Marinho foi um dos principais incentivadores da deposição do presidente João Goulart, dando sustentação política, ideológica e logística à ação das FFAA. Um ano depois, foi fundada a sua emissora de televisão, que ganhou graças a ação dos generais gorilas em parceria com investimentos financeiros de corporações da mídia ianque. O império foi construído com incentivos públicos, isenções fiscais e outras mutretas, passadas e recentes. Com a sedimentação da ditadura militar o jornal "O Globo" transformou-se rapidamente em uma rede nacional de TV, desbancando o império das comunicações nacional, construído por Assis Chateaubriand. Em plena sintonia com o imperialismo ianque, que financiou inicialmente todo o megaprojeto dos Marinho em parceria com o grupo Time Life, a TV Globo converteu-se na principal base de apoio de “massas” do regime militar (o monopólio da cobertura da copa do mundo em 70 foi o ponto determinante da inflexão), sendo muito bem gratificada pelos serviços prestados.
UNE CONVOCA “DIA DE MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL” SEM CHAMAR A UNIDADE COM OS TRABALHADORES PARA DERROTAR A REFORMA NEOLIBERAL DA PREVIDÊNCIA... CONTRA O ISOLAMENTO DA LUTA, FAÇAMOS DO 30 DE MAIO O ÍNICIO DA GREVE GERAL! 


A direção da UNE e da UBES convocaram para 30 de Maio um “dia nacional em defesa da educação”. As entidades controladas majoritariamente pelo PCdoB lançaram uma nota em que “convocam a todos e todas estudantes para se mobilizarem nos próximos dias, indo às ruas com suas produções acadêmicas e materiais de estudo; convocando assembleias em todas universidades, cursos, institutos federais e escolas; bem como convocando paralisações e a presença nos atos do dia 30 de Maio, acumulando forças também para a luta contra a Reforma da Previdência que terá seu ápice na Greve Geral de todos trabalhadores no dia 14 de Junho”. Como se observa não se trata de uma convocação para unificar estudantes e trabalhadores na luta contra a reforma neoliberal da previdência e os cortes de verbas e, muito menos, se anuncia uma paralisação com a ocupação das reitorias-IF´s que vá além dos protestos do último dia 15 de Maio. Ao contrário, as direções da UNE e UBES desejam fazer um protesto estudantil isolado, tanto que a presidente da entidade, Marianna Dias (UJS), em recente entrevista à Folha de S. Paulo, negou a possibilidade de uma greve nacional por tempo indeterminado ao declarar que “a nossa convocação é universidade aberta funcionando a todo vapor, porque o sonho de Bolsonaro é que a universidade pare”. A política do PCdoB é o oposto da necessidade da luta unificada dos trabalhadores e estudantes, porque o que pode derrotar o fascista Bolsonaro é a mobilização radicalizada dos estudantes em unidade com os trabalhadores do campo e da cidade para derrotar todos os ataques neoliberais, o que passar por uma greve por tempo indeterminado que ultrapasse os “dias de lutas de 24hs”, ordeiros e pacíficos voltados a desgastar pontualmente o governo visando negociar pequenos remendos no ajuste neoliberal via o lobby parlamentar no Congresso Nacional. Defendemos uma perspectiva alternativa e revolucionária: a ampliação das mobilizações, tomando as universidades e os IF’s, ocupando as reitorias greve por tempo indeterminado! Por sua vez, a CUT e as demais centrais sindicais que convocaram “Greve Geral” de 24hs contra a reforma da previdência para o longínquo 14/6, não se pronunciaram sobre a data convocada pela UNE e mantém inalterado seu “calendário de feriadão junino”, virando as costas para a necessidade de unificar as lutas imediatamente, centralizando a pauta contra os cortes na educação com o combate para derrubar a reforma da previdência. Defendemos que a “Greve Geral” convocada pela burocracia sindical para 14 de junho seja antecipada para 30/5! Os lutadores classistas, os estudantes combativos precisam derrotar as manobras dessas burocracias nos sindicatos e nas entidades estudantis (CUT, UNE e UBES). Por sua vez, a Conlutas, dirigida pelo PSTU, segue em silêncio diante dessa sabotagem em nome da “unidade”, com a sua juventude já se preparando inclusive para retornar a UNE controlada pela Frente Popular (PCdoB, PT, PSOL). Alertamos que estas entidades deveriam abandonar a “trégua” concedida a Bolsonaro, assumindo a vanguarda por uma Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira a partir do dia 30 de Maio! Para isso essas entidades precisam romper com a política de colaboração de classes voltada unicamente a desgastar o Planalto visando as eleições de 2020 e a disputa presidencial de 2022, limitando as mobilizações ao lobby parlamentar no corrupto Congresso Nacional. É essa estratégia colaboracionista que jogou a “Greve Geral” para o longínquo 14 de junho, diluído em meio as “festas juninas”. De nossa parte estamos defendendo que a unidade operária-camponesa-estudantil se faça ativa imediatamente, o que exige que os sindicatos de professores, os Grêmios, DCE´s e CAs convoquem nesta semana assembleias de base para aprovar que o 30 de Maio seja o início de uma Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira! Para vencer devemos superar as mobilizações ordeiras e pacíficas voltadas apenas a barganha parlamentar como vem orientando as direções da UNE e da UBES! O momento dos explorados emparedarem o governo do fascista é agora que ele se encontra imerso em crise, não dando um minuto de trégua ao “idiota inútil” Bolsonaro!

domingo, 19 de maio de 2019

CAPITULAÇÃO DA ESQUERDA BURGUESA: CRISTINA KIRCHNER ABRE MÃO DE ENCABEÇAR A DISPUTA PRESIDENCIAL DA “CASA ROSADA”, CEDENDO SUA VAGA PARA UM NEOLIBERAL ORTODOXO


Liderando as pesquisas, a ex-presidente Cristina Kirchner, franca favorita para a disputa presidencial da Casa Rosada em outubro próximo, anunciou ontem (18/05) que abriu mão de encabeçar a fórmula eleitoral de sua agremiação (FPV-Frente Para a Vitória), cedendo sua vaga para Alberto Fernández, um neoliberal ortodoxo que tinha rompido com o Kirchnerismo há cerca dez anos atrás para se agrupar com a direita Peronista. A senadora Cristina Kirchner surpreendeu sua própria base militante (que não teve o menor poder de decisão) ao indicar para chefiar a campanha eleitoral contra Macri um “traidor”, segundo suas próprias palavras há menos de um ano. A tática política adotada pelo Kirchnerismo foi obviamente copiada da Frente Popular brasileira, quando o PT governou com um enorme arco de partidos corruptos de direita por mais de dez anos, até ser golpeado pelos mesmos oligarcas burgueses que antes o apoiavam. Porém Cristina com sua “manobra” covarde, pretendeu ir mais fundo até do que Lula&Dilma, cedendo logo de cara para a direita neoliberal a cabeça de sua ampla aliança para a disputar o governo central argentino. Alberto Fernández, que comandou o gabinete da presidência de Nestor e Cristina Kirchner até 2008, quando rompendo com a esquerda burguesa acabou por chefiar a campanha eleitoral do conservador Sergio Massa, derrotado por Macri em 2015. Fernández é hoje um nome de confiança do rentismo argentino e do próprio mercado financeiro internacional, sua indicação feita pela ex-adversária Cristina, foi saudada por toda reacionária mídia corporativa, da qual Alberto foi até sócio do tradicional jornal “Clarín”. Mas não só o rentismo tradicional festejou a “tática” do Kirchnerismo, também a esquerda reformista ficou eufórica com a vergonhosa política de colaboração de classes de Cristina. No Brasil a blogosfera petista elogiou a covarde “manobra” do Kirchnerismo como um sinal de “grande inteligência política”, como por exemplo o Blog Tijolaço: “A reação ainda não está devidamente analisada, mas a ex-presidente produziu um terremoto na cena política do país. Renuncia a uma candidatura francamente favorita, mas onde seria alvejada todo o tempo e se oferece como vice de Alberto Fernández, um jurista sem acusações”. A similaridade entre as “táticas” do Kirchnerismo e do Lulismo é enorme, no Brasil o PT também articula uma “Frente Ampla” para a disputa eleitoral de 2020 e 2022, com grande parte dos mesmos partidos “traidores” que promoveram o golpe institucional de 2016. A crise econômica capitalista na Argentina é enorme, o governo ultraneoliberal de Mauricio Macri arrastou o país para uma recessão profunda e ainda se fez refém do FMI e do Banco Mundial. O Movimento de massas argentino protagoniza inúmeras mobilizações e greves, mas todavia carece de uma direção revolucionária consequente. A esquerda revisionista, que organiza a FIT, não consegue ultrapassar o horizonte das eleições burguesas, focando seus esforços militantes exclusivamente na obtenção de poucos parlamentares, que em nada altera a correlação de forças entre as classes sociais. Se com a covarde manobra eleitoral de colaboração de classes, o Kirchnerismo se coloca como a melhor opção da burguesia para a crise capitalista, com a provável vitória de Alberto Fernández em outubro, a classe operária argentina deve se preparar para romper o “pacto social” que se desenha no horizonte, construindo sua própria alternativa de poder revolucionário!
19 DE MAIO DE 1890 - NASCE HO CHI MINH, O “LIBERTADOR DO VIETNÔ: ÍCONE DE UMA REVOLUÇÃO QUE SOBREVIVEU ÀS TRAIÇÕES DE SUA DIREÇÃO STALINISTA


Em 19 de Maio de 1890 nasceu Ho Chi Minh. Membro fundador do Partido Comunista da Indochina, é identificado como um dos maiores estrategistas militares e políticos do século XX, considerado o libertador da Indochina, vencendo uma verdadeira batalha de Davi contra Golias. Um Che oriental que teria inspirado inclusive o próprio Guevara a declarar que a tarefa de sua geração era construir vários Vietnãs. No entanto, é pouco conhecida a história verdadeira da libertação nacional indochinesa, muitas vezes sendo atribuída à genialidade da direção stalinista, que subjetiva e objetivamente retardou a libertação da Indochina com sua política em favor da "convivência pacífica" com o imperialismo invasor e tornou muito mais penosa a libertação do povo oprimido. O que surpreendeu o mundo, de fato, foi a heroica resistência da população que sobrepôs todos os erros e traições de sua direção, excepcionalmente prescindindo dela inclusive para vencer, haja vista que o próprio Ho faleceu seis anos antes da espetacular vitória do Vietnã sobre a maior potência imperialista de todos os tempos, jogando por terra o mito da invencibilidade dos EUA no pós-segunda-guerra. Esta derrota e expulsão humilhantes desde então assombram os invasores ianques quando se enfrentam com a resistência armada de outros povos invadidos, como no Afeganistão, Iraque, etc. Quando adolescente, Nguyen Sinh Cung, que depois viria a assumir o codinome de Ho Chi Minh, viajou o mundo como trabalhador precarizado do mesmo modo que muitos emigrantes orientais que encontramos nas ruas das grandes metrópoles. Foi jardineiro, lavador de pratos, marinheiro, cozinheiro e, segundo relatara Astrogildo Pereira, fundador do PCB, Ho teria morado no Morro Santa Tereza, quando trabalhou por alguns meses no Rio de Janeiro como garçom. Em Paris, liga-se ao Partido Comunista Francês e em 1923 visita Moscou como delegado do mesmo. Logo nas primeiras divergências entre Stalin e Trotsky sobre a China, acerca da entrada do PC Chinês no partido da burguesia nacionalista, o Kuomintang, Ho assume a defesa da política stalinista contra as posições de Trotsky que se opunha ao ingresso do partido burguês como "simpatizante" do Comitern e da aclamação de seu dirigente, Chiang Kai Shek, como "membro de honra da Internacional", defendendo a criação de sovietes camponeses, a independência política do PCCh e a adoção de uma linha revolucionária para que o próprio tomasse o poder. O pragmático Ho percebera que as coisas haviam mudado após a morte de Lênin, alinha-se a ala majoritária do Comitern e, por sua fidelidade a mesma, é encarregado pela Terceira Internacional de partir para a China para auxiliar Mikahil Borodin na formação política e militar dos quadros do Kuomintang em Cantão. Nesta cidade encontra outros vietnamitas e funda a Thanh Nien (Associação da Juventude Revolucionária do Vietnã) que se constituiria no Partido Comunista Indochinês (PCI). Em 1927, Chiang Kai-shek rompe a aliança com os comunistas, dissolvendo os sindicatos e esmagando os sovietes proletários de Cantão e Xangai. O PCCh que só não dirigira uma revolução proletária pela política de colaboração de classes do stalinismo, pela qual Ho era um dos responsáveis, é quase completamente dizimado pelo "aliado" Kuomitang. Ho consegue fugir e volta para Moscou.

sábado, 18 de maio de 2019

DISPARADA DO DÓLAR, QUEDA NAS BOLSAS E A “CARTA APOCALÍPTICA”: NEM GOLPE NEM RENÚNCIA... RENTISTAS PRERARAM ESPETACULAR ATAQUE ESPECULATIVO PARA SOLAPAR AS RESERVAS CAMBIAIS DO PAÍS, EMPAREDANDO O FASCISTA BOLSONARO. LUTAR PARA POR ABAIXO TODO O REGIME BONAPARTISTA!



A disparada do dólar para patamares acima dos 4 reais e a queda na bolsa de valores sinaliza que os rentistas preparam um espetacular ataque especulativo para solapar as  reservas cambiais brasileiras (cerca de 350 bilhões de dólares), desta forma estão emparedando o fascista Bolsonaro não só para aprovar imediatamente a reforma neoliberal da previdência no parlamento, mas para seguir sem maiores sobressaltos o conjunto do ajuste neoliberal exigido pelo imperialismo. Nessa senda desejam ter uma gerência estável, sendo inclusive o general Mourão uma das cartas na manga no baralho da burguesia para assumir o Planalto. Em uma resposta patética e desesperada, Bolsonaro divulgou via grupos de Whats App de seu entorno, amplamente divulgada posteriormente na mídia uma “Carta Apocalíptica”. Nela ele aponta que o “Brasil é ingovernável” devido a “dualidade de poder” exercida pela pressão das corporações capitalistas por um lado e o ascenso do movimento de massas de outro. Trata-se de um “aviso” que o fascista tupiniquim faz diante da sua completa impotência política, reconhece servilmente que quem manda são os grandes grupos capitalistas que podem descartar o “Capitão” mediante de qualquer vacilo do seu gerente emergencial ou diante da entrada em cena do movimento de massas através de sua ação direta revolucionária. Frente a “crise nas alturas” marcada por uma forte disputa interburguesa que tem Rodrigo Maia (DEM) como pêndulo da balança, o qual busca costurar um acordo com a Frente Popular (PT, PCdoB, PSOL) os Marxistas Leninistas defendem uma saída que aponte para a independência política dos trabalhadores, o que significa a defesa na luta para colocar abaixo todo o regime político bonapartisrta de exceção! Não vemos como saída progressista nem a renúncia para assumir o general Mourão nem obviamente a convocação de novas eleições, nossa perspectiva é apresentar uma saída política independente do ponto de vista dos interesses dos trabalhadores, o que passa por convocar imediatamente a Greve Geral por tempo indeterminado e construir a resistência através dos métodos de luta da classe operária, impondo a derrubada do conjunto do regime político de exceção e não só o gerente fascista Bolsonaro!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

TODO APOIO A GREVE DOS TRABALHADORES DA AVIANCA: EXPROPRIAÇÃO E ESTATIZAÇÃO DOS GRANDES TRUSTES AÉREOS!


Os trabalhadores da AVIANCA decidiram deflagrar uma greve nacional a partir desta sexta-feira (17/05), em razão de mais de 900 demissões ocorridas em menos de um mês e da própria situação falimentar da empresa. Paralisações acontecem nos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont. Segundo a Infraero, 14 voos já foram cancelados. Entre as reivindicações dos trabalhadores , estão a regularização dos salários, o pagamento de diárias e a manutenção dos empregos. A grave crise do setor aéreo brasileiro se agravou no governo golpista de Temer,  que flexibilizou a lei brasileira permitindo empresas estrangeiras a participarem em até 100% (antes era 20%) de empresas áreas nacionais.  Em crise, a AVIANCA afirmou cinicamente a Justiça do Trabalho que tem mantido esforços para continuar em operação e para regularizar os pagamentos aos funcionários, e que uma paralisação total poderia levar a companhia à falência total. Por sua vez o TST, reafirmando seu caráter de classe patronal, determinou que o sindicato dos trabalhadores mantivesse 60% das atividades da AVIANCA em funcionamento, o que foi rechaçado na assembleia geral da categoria. A greve dos trabalhadores da AVIANCA, aeroviários e aeronautas, ocorre justamente após as multitudinárias manifestações do 15M e em meio ao prematuro “default” do governo fascista de Bolsonaro, porém as direções do movimento de massas se recusam a lançar um plano de lutas para a unificação das greves por setor, no sentido da deflagração de uma greve geral por tempo indeterminado para por abaixo todo o regime de exceção que foi imposto em nosso país logo após o golpe parlamentar de 2016. A defesa de um programa socialista e revolucionário diante da crise política que se aguça a cada medida neoliberal do governo neofascista, é o único caminho para assegurar uma vitória estratégica do conjunto da classe trabalhadora. Neste sentido os Marxistas Leninistas levantamos uma plataforma de expropriação e estatização de todos os trustes capitalistas que diante da recessão econômica ameaçam descarregar o ônus da crise capitalista nas costas dos trabalhadores. Construir pela base a unificação de todo o movimento operário e popular na perspectiva de uma verdadeira greve geral por tempo indeterminado!
LAVA JATO PÕE NOVAMENTE SUAS GARRAS EM JOSÉ DIRCEU: SAIR ÀS RUAS CONTRA OS ATAQUES DO FASCISTA BOLSONARO, PELA LIBERDADE DE LULA E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS DA “REPÚBLICA DE CURITIBA”!


A famigerada “República de Curitiba” mandou prender novamente José Dirceu para cumprimento da pena de 8 anos e 10 meses pela segunda condenação dele pela “Operação Lava Jato”. O prazo estipulado pelo juiz federal Luiz Antonio Bonat para que o ex-ministro se entregue à Polícia Federal (PF), em Curitiba, termina hoje às 16h. Defendemos que Dirceu não deve se entregar, mas ele e a direção do PT negam-se a chamar a mobilização popular contra o seu encarceramento. Seguem o exemplo de Lula de respeito a justiça burguesa e as apodrecidas instituições do regime político burguês. A determinação arbitrária foi feita depois que o mafioso Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou, por unanimidade, um recurso da defesa, que pedia prescrição da pena pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Mesmo que a prisão seja executada, a defesa do ex-ministro ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados também podem tentar um último recurso, chamado de embargos dos embargos, no próprio TRF-4. Dirceu foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em 2017 em um processo completamente viciado que supostamente investigou recebimento de propina em um contrato com a empresa Apolo Tubulars para o fornecimento de tubos para a Petrobras, entre 2009 e 2012. Antes, ele chegou a ser preso pela primeira condenação que recebeu na Lava Jato. Dirceu ficou preso em Curitiba entre agosto de 2015 e maio de 2017. Um habeas corpus obtido no STF concedeu a ele o direito de aguardar o julgamento dos recursos com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Depois dos recursos julgados, em 2018, o ex-ministro voltou à prisão. Ele foi solto novamente em junho de 2018, após uma determinação da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou que ele deveria aguardar até que os recursos fossem julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em liberdade. No primeiro processo, o ex-ministro foi condenado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Sem avalizar por um só momento a política desastrosa do PT, o movimento de massas deve ganhar as ruas para combater a escalada da direita e do fascismo, que mais cedo do que tarde se voltará contra o conjunto da vanguarda operária em nosso país. Entendemos que a defesa política, e não meramente jurídica, de Dirceu, Vacarri e Lula, se mantém necessária diante da ofensiva direitista contra o conjunto da esquerda e os movimentos sociais. Nós da LBI não nutrimos nenhuma afinidade programática ou política com Dirceu, Vaccari, Lula e muito menos com os dirigentes do conjunto da Frente Popular que promoveu ataques aos direitos e conquistas dos trabalhadores à serviço do capital financeiro. Entretanto os Bolcheviques sabemos muito bem distinguir o fascismo da Frente Popular, o primeiro embrulhado no discurso da moralização e ética da coisa pública e o segundo atolado e refém da sua própria política de colaboração de classes. A defesa política de Lula, Dirceu e Vaccari, condenados como em uma vitrine midiática, para dar uma “lição” desmoralizante em qualquer esquerdista que se meta em “negócios” com a burguesia, é um ato de enfrentamento com a brutal ofensiva ideológica da direita e não pode ser confundido com o apoio ou solidariedade ao programa burguês da colaboração de classes levado a cabo pelo PT. Nesta conjuntura de ofensiva reacionária em toda a linha, a tarefa dos Leninistas é denunciar vigorosamente a prisão política de Dirceu, Vaccari e Lula assim como a estratégia de colaboração de classes que levou o PT a completa subserviência diante da burguesia mesmo quando seus quadros históricos são perseguidos e presos, como parte da sanha reacionária em curso no país. É necessário defender publicamente nas ruas e nas lutas a liberdade imediata de Dirceu, Vaccari e Lula este momento em que o fascista Bolsonaro encontra-se encurralado pelas ruas. Esta tarefa necessariamente precisa estar combinada com o chamado à mobilização direta dos trabalhadores contra o ajuste neoliberal exigido pelos rentistas e sem depositar nenhuma ilusão no cirdo eleitoral da democracia dos ricos!

quinta-feira, 16 de maio de 2019

JOSU TERNERA, HISTÓRICO DIRIGENTE DO ETA, É PRESO HOJE NA FRANÇA... LOUISA HANOUNE, LIDERANÇA LAMBERTISTA É ENCARCERADA NA ARGÉLIA: PELA LIBERDADE IMEDIATA DOS PRESOS POLÍTICOS QUE SÃO ALVO DA REPRESSÃO DOS GOVERNOS CAPITALISTAS NAS METRÓPOLES E “COLÔNIAS”!


José Antonio Urrutikoetxea, mais conhecido como Josu Ternera, foi preso nesta quinta-feira pela polícia francesa por volta das 7h (horário local, 2h em Brasília) no estacionamento de um hospital da localidade de Sallanches, nos Alpes franceses. A detenção ocorreu quando ele se dirigia ao centro sanitário para ser tratado de um câncer diagnosticado há alguns anos. O ex-chefe político do ETA, de 68 anos, estava foragido havia 17 anos. O goveno Macron e sua justiça expediu mandado de prisão contra ele para que cumpra no país uma pena de oito anos por ligação com grupo separatista, proferida em 1º de junho do ano passado por um tribunal de París. Ele será diretamente levado a uma penitenciária francesa. Entre outras ações, Josu Ternera está sendo processado na Espanha cinicamente por crimes contra a humanidade desde outubro de 2015, em um processo no qual são réus também os ex-dirigentes do ETA Garikoitz Aspiazu (Txeroki), Mikel Karrera (Ata), Aitzol Iriondo e Aitor Elizaran. O ministro do Interior do Governo interino da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, elogiou "o caráter simbólico" da detenção, que qualificou como uma "vitória do Estado de direito". Grande-Marlaska reconheceu que a "entrega material" de Ternera à Justiça espanhola pode ser adiada até que ele cumpra sua pena na França. O histórico dirigente do ETA militou por meio século na organização separatista basca e desempenhou praticamente todas as funções orgânicas e estratégicas no grupo. Foi um dos símbolos do ETA. Estava em paradeiro desconhecido desde 2002, quando o Tribunal Supremo da Espanha o intimou a depor sobre sua participação no atentado do alojamento militar de Zaragoza. Ternera, que na época era deputado regional pelo partido Euskal Herritarrok, fugiu e retomou a vida na clandestinidade, o que não o impediu de participar das conversações com o Governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero em 2006, quando havia uma guerra fratricida pelo poder interno do ETA, afinal vencida pelo setor mais duro, encabeçado por Javier López Peña (Thierry) e Garikoitz Azpiazu Urbina (Txeroki). Ternera foi afastado, embora a ascendência que tinha na organização tenha voltado a lhe dar o protagonismo no dia em que o grupo anunciou o fim definitivo da luta armada, em 2011. Ternera foi o encarregado de dar voz à declaração de dissolução e desmantelamento do ETA em maio de 2018. Por sua vez na Argélia, ex-colônia francesa, no dia 9 de maio, Louisa Hanoune, dirigente lambertistas do Partido dos Trabalhadores (PT) da Argélia, uma das correntes revisionista do trotskismo, foi colocada em prisão preventiva pelo tribunal militar de Blida. O PT argelino defende em seu programa político reformista de radicalização da democracia burguesa a realização de uma Assembleia Constituinte em meio à crise política que sacode o pais. Como denuncia o comunicado de imprensa do PT, trata-se claramente de um ato de perseguição política. Houve muito repúdio na Argélia contra a prisão da líder e de uma figura pública da esquerda, denunciando que o Exército quer forçar a aprovação de sua agenda nas eleições de 4 de julho, apesar de sua rejeição pelo povo argelino. Por seu turno, a Liga Argelina dos Direitos Humanos (LADDH) considerou que esta prisão abriu o caminho para “todos os cenários e todos os desvios”. Como se observa o imperialismo europeu vem perseguindo e prendendo os militantes do ETA mesmo após o movimento basco ter declarado sua entrega gradual de armas. Esta linha reacionária segue analogamente o que está acontecendo na Argélia, quando organizações politícas de esquerda estão questionando o governo burguês capacho do imperialismo francês. A perseguição a esses militantes é a expressão política mais acabada da crise e o consequente recrudescimento do regime sob as hostes do imperialismo europeu e nos países semicoloniais. Os governos imperialistas europeus recorrem até mesmo a fatos ocorridos há mais de 20 anos para perseguir e incriminar ativistas sociais ou militantes de organizações de esquerda como método de intimidação não só aos remanescentes do ETA, mas a todo movimento das massas exploradas e nacionalidades oprimidas. Frente a este curso reacionário que se abriu no mundo, com profundos ataques ao proletariado e as suas liberdades democráticas é necessário que o ativismo de esquerda, classista e democrático organize atos pela liberdade imediata Josu Ternera, Louisa Hanoune e de todos os presos políticos das masmorras do imperialismo e de seus governos capachos!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

BALANÇO DO 15 DE MAIO: DISPOSIÇÃO DE LUTA DA JUVENTUDE PARA DERROTAR OS ATAQUES DO FASCISTA BOLSONARO ESBARRA NA POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES DA FRENTE POPULAR


O dia nacional de luta em defesa da educação pública deste 15 de Maio foi uma importante demonstração da disposição de luta da juventude e dos trabalhadores, apesar da política de colaboração de classes da direção da CUT e do PT de não organizar a luta direta contra o governo Bolsonaro. Na maioria das capitais de país houveram atos e manifestações importantes, com passeatas massivas e atos que lotaram as praças e ruas, uma prova da puteza dos trabalhadores com o ajuste neoliberal. A presença massiva de servidores públicos, particularmente dos professores e de estudantes demonstra que estas categorias desejam lutar contra a reforma neoliberal da previdência, sendo necessário a convocação de uma greve nacional dos trabalhadores em educação.


Apesar dos atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e demais estados terem sido importantes demonstrações de força dos explorados, categorias operárias como metalúrgicos, químicos, petroleiros e dos trabalhadores dos transportes (ônibus e metrô) quase não cruzaram os braços neste 15 de Maio. A LBI interveio nos protestos em vários estados denunciado a política do PT de negociar com o “mercado” a liberdade de Lula via o STF em troca de não mobilizar os trabalhadores. O fato de afluírem centenas de milhares de ativistas ao protesto revela o grande bloqueio a luta direta contra o governo Bolsonaro é ausência de medidas concretas de combate, como um chamado firme a Greve Geral por parte das direções sindicais ligadas a Frente Popular. Fica evidente que a conjuntura de enfrentamento entre as frações burguesas (como a prisão de Temer pela Lava Jato e sua soltura) dá amplo espaço para uma intervenção independente e classista do movimento operário, entretanto o PT e a CUT claramente optaram por negociar pequenos ajustes na reforma da previdência que organizar a luta concreta contra o governo Bolsonaro, o que abriria um período de série instabilidade no regime político.


Os estudantes e trabalhadores combativos e classistas interviram neste 15 de Maio com eixo oposto a política de colaboração de classes, convocando a organização da Greve Geral na base das categorias para derrotar através da luta direta o governo Bolsonaro e sua malfada reforma neoliberal da previdência! A tarefa da organização de uma verdadeira greve geral de massas se mantém totalmente vigente, ainda mais agora depois do dia 15. Passado o “dia de luta” deve ser proposto nas assembleias de base a preparação de uma paralisação de verdade das categorias mais importantes do país. Ao sair à luta, os trabalhadores e particularmente sua vanguarda classista precisam tirar as lições programáticas da polarizada conjuntura política por que atravessamos, tendo como objetivo de construir uma alternativa socialista, operária e popular, tarefa que não passa pelo circo eleitoral, já que ele está voltado justamente a dar um fôlego ao apodrecido regime político burguês e suas instituições senis, hoje questionadas pelos protestos populares!


15 DE MAIO: TRANSFORMAR O “DIA NACIONAL DE LUTA” NO INÍCIO DA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO DE TODA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA CONTRA OS ATAQUES DO FASCISTA BOLSONARO! ROMPER COM A “CAMISA DE FORÇA” IMPOSTA PELA ANDES, UNE E UBES!


Neste dia 15 de Maio as entidades sindicais da educação estão convocando uma “Greve Geral” do setor. Trata-se, de fato, de um dia nacional de luta de 24hs, com atos, passeatas e manifestações pelo país. A paralisação é sem dúvida uma demonstração de força dos trabalhadores em educação e dos estudantes das escolas públicas contra os ataques do governo Bolsonaro que impôs o corte de 30% das verbas das Universidades e IFECT´s de todos país, além de colégios federais como o Perdro II. Desgraçadamente a ANDES, UNE e UBES limitaram a paralisação a um dia sem aula e não a uma verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira que sacudisse o país sem dar trégua ao fascista tupiniquim, abarcando inclusive a mobilização das escolas privadas, onde os professores serão duramente atacados pelo (contra)reforma de Bolsonaro e seu duro ajuste neoliberal. As universidades já estão mobilizadas desde a semana passada e uma Greve Geral encontra-se na ordem do dia. Entretanto a CUT e as demais centrais sindicais, incluindo a Conlutas e Intersindical, jogaram a paralisação total para o longínquo 14 de Junho, em meio aos “festejos juninos”. Essa política de sabotagem das lutas vem dando fôlego a Bolsonaro e ao parlamento burguês. Para vencer precisamos superar essa orientação de colaboração de classes que vem sendo imposta pela “nova Frente Popular” (PT, PCdoB, PSOL e PSTU) voltada unicamente a desgastar o Planalto visando as eleições de 2020 e a disputa presidencial de 2022, limitando as mobilizações ao lobby parlamentar no corrupto Congresso Nacional. Alertamos que todas as entidades sindicais deveriam abandonar a “trégua” concedida a Bolsonaro, assumindo a vanguarda por uma Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira! Faz-se mais que necessário a imediata unidade operária-camponesa-estudantil, o que exige que os sindicatos, MST, MTST, os Grêmios, DCE´s e CAs façam do 15 de Maio o início de uma Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira! Para vencer devemos superar as mobilizações ordeiras e pacíficas voltadas apenas a barganha parlamentar como vem orientando as direções da ANDES, UNE, UBES e CUT que ficam em Brasília visitando os gabinetes dos deputados e senadores, tentando “convencer” esses canalhas de não apoiar as reformas neoliberais do fascista. Esse é o caminho da derrota, devemos adotar uma estratégia revolucionária para colocar abaixo o fascista Bolsonaro e sua gerência neoliberal junto com Moro e Guedes! As oposições sindicais filiadas a Tendência Revolucionária Sindical e a Juventude Bolchevique chamam os lutadores a intervir neste 15 de Maio para fazer desse dia nacional de luta o início da Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira, que possa com o peso da sua mobilização construir no combate concreto a unidade com todos os trabalhadores do campo e da cidade para derrotar nas ruas e nas lutas o governo do fascista Bolsonaro!

ASSINAM:
OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES/CE
OPOSIÇÃO ESTUDANTIL UFF/RJ
OPOSIÇÃO APLB/BA
MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA/CE 
OPOSIÇÃO DE LUTA SINDIÁGUA/CE
OPOSIÇÃO RURAL MADALENA/CE
OPOSIÇÃO SEPE/RJ
OPOSIÇÃO METALÚRGICA – GUARULHOS/SP
OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS/RN
OPOSIÇÃO DE LUTA NO CPERS/RGS
OPOSIÇÃO SINDSAÚDE/PE
JUVENTUDE BOLCHEVIQUE
TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA SINDICAL – TRS

terça-feira, 14 de maio de 2019

DEPOIS DO FRACASSO NA VENEZUELA, TRUMP AMEAÇA O IRÃ DE UM ATAQUE MILITAR: OS MARXISTAS REVOLUCIONÁRIOS DEFENDERÃO O REGIME DE TEERÃ CONTRA O IMPERIALISMO, APESAR DO CARÁTER BURGUÊS E OBSCURANTISTA DOS AIATOLÁS!


O presidente neofascista Donald Trump afirmou, nesta segunda-feira (13/05) que: ”O Irã cometerá um grande erro  se fizer qualquer coisa contra os interesses norte-americanos no Oriente Médio”. A ameaça imperialista ocorre em um contexto em que Washington acusa o regime dos aiatolás de preparar "ataques" contra os alvos ianques no Oriente Médio."Se fizerem qualquer coisa, sofrerão muito", enfatizou o reacionário Trump, durante um encontro com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, na Casa Branca. As bravatas de Trump foram feitos depois que os Emirados Árabes Unidos informaram que quatro embarcações comerciais foram sabotadas no último domingo, perto do emirado de Fujairah, nos arredores do Estreito de Ormuz, que separa o país do Irã. A Arábia Saudita também denunciou uma possível sabotagem das forças iranianas a dois navios petroleiros. O Pentágono enviou um porta-aviões e uma moderna unidade de bombardeiros ao Oriente Médio em resposta ao que chamou de "indicações e advertências preocupantes" vindas do Irã. Após a intensa movimentação militar do imperialismo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que considera provável um ataque dos EUA. O regime de Teerã denunciou uma conspiração ianque para criar insegurança na estratégia região do estreito de Ormuz, onde navega grande parte dos petroleiros mundiais. Em resposta às provocações de Trump , o regime dos Aiatolás anunciou, na semana passada, a suspensão de parte de seus compromissos estabelecidos no acordo nuclear celebrado entre o Irã e o ex-presidente Obama, que previam o “congelamento” de um ousado programa militar de Teerã. As ameaças militares da Casa Branca contra o Irã acontecem logo após o fiasco de Trump na Venezuela, e também na sequência da brutal escalada da máquina de guerra sionista contra o povo palestino. Não custa lembrar que o enclave de Israel é o principal inimigo do regime dos aiatolás na região, em função do apoio militar e político que Teerã tem dado ao Hamas e ao Hezbolah. Os Marxistas Leninistas não tem a menor dúvida de que lado se postar caso se deflagre um conflito militar entre a nação oprimida do Irã e o imperialismo ianque. Estaremos incondicionalmente ao lado do regime dos Aiatolás contra a Casa Branca, apesar do caráter burguês e obscurantista do governo iraniano. Assim como na Venezuela e a Síria, os Bolcheviques Leninistas estabeleceram uma frente única de ação com o nacionalismo burguês para derrotar o principal inimigo dos povos, o imperialismo!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

13 DE MAIO - DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA: OPOSIÇÃO DE LUTA-TRS CONVOCA TRABALHADORES DA CAGECE PARA A GREVE GERAL CONTRA OS ATAQUES NEOLIBERAIS DOS GOVERNOS BOLSONARO E CAMILO (PT)!   


A Oposição de Luta dos trabalhadores de Água e Esgoto no Ceará, filiada a Tendência Revolucionária Sindical (TRS), fez na manhã de hoje piquete nas unidades da CAGECE (COMPANHIA DE ÁGUA E ESGOTO DO CEARÁ) mobilizando a base da categoria neste 13 de Maio, dia nacional de luta contra a Medida Provisória da privatização do saneamento! O governo Bolsonaro e o parlamento corrupto pretendem desestruturar o setor de saneamento, violando a titularidade dos serviços de água e esgoto, inviabilizando as companhias estatais como a CEDAE fluminense, entregando de vez o saneamento ao mercado privado. A direção do Sindiágua-Ceará (PCdoB, PSB, PT) longe de mobilizar os trabalhadores contra esse ataque tratou de ir a reboque da direção da CAGECE convocando um seminário comum, sem denunciar que a mesma impõe as PPP´s e o arrocho salarial, apregoando cinicamente a “unidade” para barrar a privatização. Ao contrário dessa política de colaboração de classes, a Oposição de Luta esteve nos locais de trabalho convocando a parar as atividades neste dia 15 de Maio, junto com os trabalhadores em educação e várias outras categorias de servidores públicos e estudantes que vão paralisar em defesa da educação pública e contra os cortes de verbas do governo Bolsonaro.


Fizemos o chamado a lutar na CAGECE, nos SAE´s e junto com os trabalhadores das empresas terceirizadas contra o ataque do governo do fascista à Educação e pela Greve Geral por tempo Indeterminado! Também nos somamos a luta contra a privatização da Previdência e das empresas públicas de água e esgoto. Essa luta é de todos os trabalhadores, é de todos que acreditam em um futuro sem explorados e exploradores, sem opressão capitalista! O governo fascista do Bolsonaro deseja roubar esse futuro e impor miséria ao povo trabalhador! Não vai conseguir, unidos vamos derrotá-lo! Vamos apoiar a paralisação do dia 15 de Maio e fazer uma verdadeira “Greve Geral”. Nossa mobilização é importante inclusive para barrar os ataques neoliberais que vem sendo impostos aqui na CAGECE e contra toda a categoria pelo governo Camilo (PT)! A Oposição de Luta visitou os locais de trabalho para fazer esse chamado e organizar desde a base os lutadores para somar-se aos demais trabalhadores na luta contra as reformas neoliberais que atacam nossos direitos e conquistas sociais! 


domingo, 12 de maio de 2019

HÁ TRÊS ANOS PSTU FESTEJAVA ABERTURA DO PROCESSO DE IMPEACHMENT CONTRA DILMA NO SENADO... HOJE VOLTOU PARA OS BRAÇOS DA FRENTE POPULAR SEM FAZER AUTOCRÍTICA: “ESQUERDISMO” E OPORTUNISMO, DUAS FACES DO MESMO REVISIONISMO...


No dia 12 de maio de 2016, há exatos 3 anos, ocorreu a votação no Senado pela abertura do processo do impeachment com o afastamento temporário da presidente Dilma, ou seja, um segundo estágio preliminar do golpe institucional contra a gerência da Frente Popular. Um placar acachapante (55 a 22) selou definitivamente o destino político da presidente petista. Configurou-se o nascedouro de um do governo de rapina nacional comandado provisoriamente pelo bandido Temer, agora preso pela Lava Jato, abrindo-se o caminho posterior para a ascensão do fascista Bolsonaro ao Planalto pela via eleitoral. Nesse intervalo de tempo o PSTU passou de entusiasta defensor do impeachment com sua bandeira de “Fora Todos” (sem haver alternativa revolucionária de massas ao PT o que significou objetivamente o apoio ao golpe institucional da direita) para uma posição oposta: apoiou eleitoralmente o PT nas eleições de 2018 e agora tornou-se um apêndice da Frente Popular, saudando a “unidade” com a CUT que sabota as lutas e preparando seu retorno a UNE controlada pelo PCdoB. Trata-se do que Trotsky denunciava no Programa de Transição, como as duas faces (esquerdismo e oportunismo) dos grupos revisionistas. O artigo que reproduzimos abaixo, elaborado em 12 de maio de 2016 pela LBI, denuncia justamente essa política errática do Morenismo que vem gerando crise e rupturas políticas, além de desmoralizar sua militância. 



PSTU COMEMORA AFASTAMENTO DE DILMA COMO UMA VITÓRIA DA ESQUERDA RUMO AO “FORA TODOS”: MAIS UMA VEZ DE MÃOS DADAS COM A DIREITA E O IMPERIALISMO!
(BLOG da LBI, 12 de Maio de 2016)

Em tom de festa o PSTU afirma “Senado aprova o afastamento de Dilma: Fora Temer, Fora Dilma, Fora todos!” (site PSTU, 12.05). Como parte da comemoração elogia a decisão da Câmara e do Senado: “A votação do impeachment, tanto na Câmara quanto no Senado, se dá no lastro do repúdio cada vez maior da população a esse governo” (Idem). Segundo o delírio morenista estamos avançando rumo a um governo socialista dos trabalhadores! O Golpe Institucional em curso seria por esta tese estúpida uma vitória das massas!!! O PSTU só não explica porque diante de tantos “avanços” não consegue agrupar mais de mil pessoas em seus atos nacionais pelo “Fora Todos” e vem sofrendo rachas questionando sua política de aproximação com a direita. Não importa a realidade, o PSTU nos ensina que o próximo ato da “revolução democrática” seria a convocação de eleições gerias: “Só conseguiremos de fato mudar esse país e impor as conquistas que precisamos através um governo socialista dos trabalhadores, apoiado em conselhos populares construídos nas lutas. Enquanto não temos esses conselhos, exigimos eleições gerais já, para todos os cargos”. Como se observa, os estúpidos caracterizam que estamos dando passos sempre à esquerda, falta apenas ajustar detalhes no caminho da revolução! Nesse roteiro tragicômico, o PSTU chega a aplaudir a decisão golpista na Câmara dos Deputados sob o comando de Eduardo Cunha e do Senado de Renan Calheiros junto com a reação burguesa. Mas não "só" isso, diz que agora com o PT completamente fragilizado pelo impeachment orquestrado pela oposição demo-tucana junto com os ex-aliados da Frente Popular devemos convocar imediatamente eleições! Segundo esses revisionistas “Defendemos eleições gerais já, não só para presidente, mas para todo mundo. Novas eleições em que esses corruptos envolvidos na Lava Jato ou em outros escândalos de corrupção, incluindo Aécio, não possam participar” (site PSTU, 04.03). A “lista” da operação Lava Jato elaborada pelo Juiz Moro é referência para o PSTU dizer quem poderia ou não participar dessas eleições gerais! Como se observa é a justiça burguesa, uma das mais reacionárias instituições do regime político, quem de fato definiria as regras do “Fora Todos”. Não por acaso o PSTU vem aplaudindo as decisões do STF, a prisão de Lula e dos dirigentes petistas pela PF! A linha em defesa do “Fora Todos”, apesar de floreada com frases “combativas” em nome da “Greve Geral” para enganar tolos, vai ficando cada vez mais clara: o próprio parlamento burguês deve cassar Dilma, Temer e Cunha e convocar eleições gerais, para isso deve-se pressioná-lo com mobilizações e apoiar a Operação Lava Jato! Nesse cenário, Moro e Marina estariam livres para assumir o Planalto em eleições antecipadas! Com todos os envolvidos na Lava Jato impedidos de participar das eleições, inclusive Lula, sobrariam os dois como os candidatos de peso da burguesia e alinhados diretamente com a Casa Branca, já que o PSTU não os cita em seu rol de “corruptos”. Ao lado deles (mas obviamente sem chances eleitorais) “disputariam” Zé Maria e Luciana Genro (PSOL-MES). Luciana, aliás, com seu lema “Cadeia para todos!”, também é apoiadora entusiasta da Operação Lava Jato e aplaude as ações da PF contra o PT em nome do “combate a corrupção”. Para esses revisionistas, o objetivo estratégico é convocar eleições que supostamente seria uma saída “democrática” mesmo que vença a direita alinhada com a Casa Branca! Ao festejar o afastamento de Dilma pelas mãos da direita, o PSTU acrescenta o Brasil na longa lista de países em que sua corrente internacional, a LIT, estabeleceu no último período unidade política com o imperialismo e a reação burguesa contra governos frente populistas, reformistas e nacionalistas. Líbia, Síria, Ucrânia, Egito e agora o Brasil segundo as alucinações do PSTU-LIT deram passos importantes rumo ao socialismo! Não importa que esse caminho tenha sido aberto pelas bombas da OTAN para assassinar Kadaffi, pelas mãos dos rebeldes terroristas financiados pela CIA contra Assad, pelos fascistas em Kiev, os generais golpistas assassinos que derrubaram o governo da Irmandade Muçulmana e aqui pelos coxinhas “verde-amarelos” anticomunistas apoiados pela FIESP e a Rede Globo. Afinal de contas “a revolução está na esquina” para esses revisionistas vulgares que maculam o nome do trotskismo!

sábado, 11 de maio de 2019

MUDANÇA NO MANDO DO COAF: PORQUE A ESQUERDA REFORMISTA COMEMOROU UMA SUPOSTA “DERROTA” DE MORO DIANTE DO RENTISTA GUEDES? 


“O PT e os demais partidos de oposição impuseram uma dura derrota ao governo de Jair Bolsonaro (PSL), nesta quinta-feira (9), na comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 870, que reorganiza os ministérios e outros órgãos do Poder Executivo. A vitória da oposição pode abrir caminho para transformar a atual configuração administrativa federal existente no País”. Foi exatamente desta maneira que a Frente Popular (PT, PSOL e PCdoB) comemorou a suposta derrota do ministro da Justiça Sérgio Moro, que perdeu o controle do COAF (órgão de fiscalização de operações financeiras) para o Ministério da Economia, chefiado pelo rentista Paulo Guedes, por conta de uma deliberação da Comissão Mista do Congresso Nacional (em um placar de 14 votos a 11), que está votando se acolhe ou não a reorganização administrativa realizada pelo governo do neofascista Bolsonaro. Após assumir a Presidência da República, o neofascista Jair Bolsonaro transferiu o COAF do extinto Ministério da Fazenda (atual Ministério da Economia) para o Ministério da Justiça, por uma exigência do “justiceiro” Moro para assumir a pasta e se postar como avalista político do governo golpista. Porém os rentistas do mercado financeiro viram nesta mudança a possibilidade de serem chantageados pela “República de Curitiba” e toda a corja da Lava Jato. Rapidamente o poderoso “mercado” acionou seus parlamentares do chamado “Centrão” e na votação da admissibilidade da MP 870 reverteram a decisão tomada por Bolsonaro. Todos nós sabemos que o objetivo de Moro e seu bando de criminosos nunca foi a “moralização” do Estado Burguês, desde o início da famigerada “Operação Lava Jato” estava orientado por Washington para promover o golpe e facilitar o caminho da privatização da Petrobras. Com o COAF nas mãos de Moro, a “Força Tarefa” do Ministério Público ganharia um peso desproporcional sobre a outra fração golpista, ou seja, a dos rentistas comandados por Guedes e que até então “trabalhavam” em plena harmonia com a “República de Curitiba”. Trata-se de um conflito clássico de duas alas da burguesia disputando o controle hegemônico do “botim” estatal, no marco do novo regime político bonapartista. Até aí nenhuma grande surpresa, o que realmente “surpreende” foi a comemoração esfuziante da esquerda reformista com a vitória parcial dos rentistas na Comissão Mista, ainda falta a aprovação final do plenário do Congresso. O que estamos vendo é na prática a aliança da Frente Popular com o “Centrão” liderado por Rodrigo Maia, acordo podre já estabelecido inclusive no movimento operário entre a CUT e a Força Sindical, com o objetivo de sabotar a preparação da greve geral para derrotar a (contra)reforma da Previdência. É certo que Moro ficou muito descontente com a possibilidade da perda no mando do COAF, mas estabelecer uma unidade política com a escória burguesa da turma neoliberal de Guedes e Maia, só revela o caráter absolutamente contrarrevolucionário das atuais direções reformistas do movimento de massas. É urgente romper com a política de colaboração de classes da Frente Popular, para que o movimento operário e popular consiga impor nossas verdadeiras derrotas de classe à brutal ofensiva neofascista que ameaça todas conquistas históricas do povo brasileiro!

sexta-feira, 10 de maio de 2019

DO MAIO FRANCÊS AOS “COLETES AMARELOS”: 51 ANOS DEPOIS DA ECLOSÃO DO LEVANTE REVOLUCIONÁRIO EM 1968, UM MOVIMENTO REACIONÁRIO CANALIZA A CRISE DA “V REPÚBLICA” BURGUESA  


51 anos após o "Maio Francês", há um profundo abismo político-ideológico entre a situação atual na França assim como em todo o planeta e o ímpeto revolucionário da juventude em 68, que esteve intimamente conectado com a ascensão do movimento operário que, desde o ano anterior, vinha produzindo uma intensa onda de greves por toda a França, refletindo a resistência da classe operária às medidas que atacavam os salários, geravam desemprego e atentavam contra as conquistas sociais do proletariado, tais como a previdência social e o direito de greve, política adotada pelo governo do general Charles De Gaulle diante da crise decorrente do esgotamento da relativa prosperidade econômica do breve período do pós-guerra, caracterizado pela reorganização da indústria francesa destruída durante a guerra. A fusão das lutas estudantis com as greves espontâneas, com piquetes e ocupações de fábricas, transformou a revolta estudantil numa insurreição de massas, levando 10 milhões de trabalhadores a se colocarem em greve em todo o país, rompendo com a política de colaboração de classes das direções sindicais controladas pelo stalinismo. As principais fábricas e os setores estratégicos da economia foram colocados sob o controle operário através dos Comitês de Greve, que organizavam a autodefesa dos manifestantes, controlavam a produção, preparavam as barricadas e abasteciam de alimentos os operários das fábricas em greve. Estabeleceu-se uma dualidade de poderes que colocou em xeque o domínio da burguesia. Hoje, é o movimento reacionário dos “Coletes Amarelos” que canaliza a crise da V República”. Amplos setores das bases operárias dos sindicatos e centrais sindicais franceses além do grosso dos imigrantes mantêm distância dos “indignados” de classe média urbana e rural que reclamam da elevação do custo de vida mas não exigem aumento salarial para os trabalhadores, a eliminação das regras discriminatórias contra os estrangeiros ou o fim dos lucros da burguesia e suas empresas...Pedem a “transparência das contas do Estado” e a renúncia de Macron. Também pudera, hinos nacionais, pautas racistas e xenófobas campeiam as marchas que até receberam apoio de alguns sindicatos de policiais franceses, tanto que pelotões se negam a seguir as ordens do desgastado Macron de reprimir os protestos. Quem também prestou total apoio as marchas foi Marine Le Pen, líder da extrema-direita, ela deu sua receita para resolver a crise: antecipar as eleições legislativas e aprovar uma reforma constitucional para abreviar o mandato do atual presidente, que é de cinco anos. Fica evidente que o governo encontra-se encurralado pela extrema-direita, que usa o movimento para desgastar ao máximo Macron, tendo nessa manobra o apoio do conjunto da esquerda reformista, completamente incapaz de levantar um programa operário e anticapitalista para derrubar o governo a partir da mobilização direta dos trabalhadores e imigrantes. A intransigente oposição proletária que os Marxistas Leninistas estabelecem em relação ao governo neoliberal de Emmanuel Macron, não pode ser confundida com as investidas da extrema direita (maqueadas de espontaneidade das massas), contra a subida dos combustíveis exigimos uma plataforma de estatização (sem indenizações) das grandes transportadoras comerciais, além da expropriação das petrolíferas imperialistas francesas (grupo Total). Estas reivindicações transitórias, que não passam pelas “cabeças” dos dirigentes da esquerda revisionista, devem ser acompanhadas de uma estratégia de poder da classe operária francesa, na luta para impor um verdadeiro governo socialista e revolucionário! Ao contrário dessa política revolucionaria a esquerda revisionista é completamente refém da pauta dos “Coletes Amarelos”. Os Marxistas Revolucionárias da LBI alertam quando celebramos os 51 anos do Maio Francês que atualmente o movimento que declara não ter lideranças políticas assume uma posição “legalista e de ordem” contra o governo Macron (centro direita) que acusam de “esquerdista”, os “Coletes Amarelos” não cansam de declarar o seu nacionalismo xenófobo em ataques a “passividade” dos imigrantes, que por razões econômicas óbvias não possuem carros ou caminhões. O apoio aos “Coletes Amarelos” não se restringe a neofascista Frente Nacional de Le Pen, Laurent Wauquiez, líder da direita dos republicanos franceses, instou o governo de Macron a voltar atrás no aumento de imposto sobre combustíveis fósseis, como uma forma de reduzir os preços. De nossa parte, apontamos que os trabalhadores devem entrar em cena e convocar uma greve geral nacional com uma pauta própria operária e anticapitalista que chame a unidade com os imigrantes! Sigamos as tradições revolucionárias do Maio Francês! Cabe à vanguarda proletária intervir no processo com um eixo programático bem definido contra este regime bastardo, mas somente na perspectiva do socialismo revolucionário, sem fazer a mínima concessão a supostas alternativas de direita. Não devemos estabelecer o menor apoio político aos “Coletes Amarelos”.


quinta-feira, 9 de maio de 2019

ANDES E UNE DEVERIAM ABANDONAR A “TRÉGUA” CONCEDIDA A BOLSONARO, ASSUMINDO A VANGUARDA POR UMA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO DE TODA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA


As manifestações estudantis que tomaram conta do país nos últimos dias comprovam a disposição de luta contra o governo do fascista Bolsonaro e seus ataques as condições de vida do povo trabalhador. A partir do ato no Rio de Janeiro em frente ao Colégio Militar, nesta semana em vários estados de norte a sul do país, estudantes e trabalhadores em educação, pais de família e alunos se mobilizaram para protestar contra o corte de verba de 30% imposto pelo reacionário e nazista MEC. Além do Rio, São Paulo, Salvador, Niterói, São Paulo, Curitiba também realizaram atos contra o desmonte! Obviamente esse sentimento de puteza e justo ódio vem se estendendo ao conjunto da população, abarcando a classe operária, os camponeses pobres e os explorados em geral. O movimento estudantil nesse momento é o setor mais ativo no enfrentamento ao governo Bolsonaro, historicamente foi vanguarda da luta contra as gerências burguesas de plantão. Junto com os professores universitários está começando a provar que só a luta direta pode impor a derrota do ajuste neoliberal exigido pelos rentistas e o imperialismo. Entretanto, até o momento as direções da ANDES e a UNE não convocaram ações nacionais organizadas e apostam apenas na paralisação nacional de 24hs em 15 de Maio. Essa orientação é extremamente limitada, porque não coloca na ordem dia a Greve Geral por tempo indeterminado.  Alertamos que a Andes e UNE deveriam abandonar a “trégua” concedida a Bolsonaro, assumindo a vanguarda por uma Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira! Para isso essas entidades precisam romper com a política de colaboração de classes imposta pela “nova” frente popular, que inclui PT, PCdoB e PSOL, voltada unicamente a desgastar o Planalto visando as eleições de 2020 e a disputa presidencial de 2022, limitando as mobilizações ao lobby parlamentar no corrupto Congresso Nacional. É essa estratégia colaboracionista que jogou a falsa “Greve Geral” para o longínquo 14 de junho, diluído em meio as “festas juninas”. De nossa parte estamos defendendo que a unidade operária-camponesa-estudantil se faça ativa imediatamente, o que exige que os sindicatos de professores, os Grêmios, DCE´s e CAs convoquem imediatamente assembleias de base para aprovar que o 15 de Maio seja apenas o início de uma greve geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira! Para vencer devemos superar as mobilizações ordeiras e pacíficas voltadas apenas a barganha parlamentar como vem orientando as direções da ANDES e da UNE, que ficam em Brasília nos gabinetes dos deputados e senadores, tentando “convencer” esses canalhas de não apoiar as reformas neoliberais do fascista. Esse é o caminho da derrota, faz-se necessária uma estratégia revolucionária para colocar abaixo o fascista Bolsonaro e sua gerência neoliberal junto com Moro e Guedes! Mãos à Obra!
LAVA JATO COLOCA TEMER DE VOLTA À CADEIA, MAS O “MERCADO” DETERMINA QUE MOREIRA FRANCO CONTINUE LIVRE. UMA DEFERÊNCIA A RODRIGO MAIA, CHEFE DO CENTRÃO E FIADOR DAS (CONTRA)REFORMAS NEOLIBERAIS...


Seguindo uma orientação explícita da farsesca “Operação Lava Jato”, por dois votos a um (o do relator do processo, Ivan Athiê) os “ilustríssimos” desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro) decidiram revogar o habeas corpus concedido ao ex-presidente Michel Temer em março. Com isso, volta a valer a ordem de prisão expedida pelo “Justiceiro” Marcelo Brêtas, o clone carioca de Sérgio Moro. Porém o “cabeça pensante” da quadrilha mafiosa do MDB, o ex-ministro do governo Dilma, Moreira Franco, foi absolvido pelo mesmo Tribunal e continuará “livre e solto”. A razão da aparente contradição da dosimetria jurídica do TRF nas sanções aplicadas a Temer e ao “Gato angorá” (apelido de Moreira Franco colocado pelo saudoso Leonel Brizola) é claramente política. Moreira Franco é um político burguês considerado de “nobre linhagem”, casado com a neta de Getúlio Vargas, foi governador do Rio de Janeiro e Ministro de Estado em vários períodos republicanos. Porém é o parentesco com o presidente da Câmara dos Deputados (Rodrigo Maia) de quem é sogro, a explicação pela condição de “imunidade” que lhe foi dada pelo Tribunal Regional Federal. O deputado Rodrigo Maia além de presidente da Câmara, é o principal “cacique” do bloco parlamentar denominado de “Centrão”, fiador da aprovação das (contra)reformas no Congresso Nacional, diante da debilidade de governança do presidente fascista do inexpressivo PSL, legenda de aluguel sem a menor tradição política. Como para a burguesia nacional a única razão para bancar o débil presidente fascista é a aprovação das (contra)reformas exigidas pelo mercado financeiro, Rodrigo Maia líder do “Centrão” assume um papel central nesta delicada conjuntura nacional. A prisão de Moreira Franco em março deste ano desagradou profundamente o presidente da Câmara dos Deputados, que chegou a ameaçar uma ruptura com o governo golpista e sua agenda de “ajustes” neoliberais, mas é claro tudo não passou de uma barganha para a libertação de Moreira Franco, só mesmo a degradada esquerda reformista acreditou que o “Centrão” pudesse se colocar contra a (contra)reforma da Previdência Social. Agora Temer retorna ao cárcere somente com o seu comparsa coronel Lima, deixando evidente o caráter de fraude jurídica da famigerada “Operação Lava Jato”. Os Marxistas da LBI foram os primeiros que denunciaram a “República de Curitiba” como uma manobra do imperialismo ianque para impor um golpe institucional no Brasil, a trajetória oportunista de seu “capo”, Sérgio Moro, só confirmou todos nossos prognósticos. Sabemos bem que a prisão de Temer faz parte de mais um espetáculo midiático para tirar o foco nacional da grave crise econômica por que passa o país, passando bem longe de qualquer medida moralizadora, como quer fazer crer o embuste da “Lava Jato”. Mas tampouco nos colocamos pela defesa do golpista Temer como fez o PT e seus satélites. A luta de classes não avançará por meio de nenhum “braço” do Estado Burguês, muito menos do corrompido sistema judiciário, por isso diante do conflito aberto entre a máfia do MDB e a “Lava Jato”, nos colocamos pela derrota de ambos bandos capitalistas! Somente a ação direta das massas e seus organismos poderá derrotar as (contra)reformas e instaurar um novo regime político dos trabalhadores: o socialismo!

quarta-feira, 8 de maio de 2019

74 ANOS DA VITÓRIA DO EXÉRCITO VERMELHO SOBRE O NAZISMO: PARA ENFRENTAR A ONDA REACIONÁRIA MUNDIAL REAFIMAR O COMUNISMO COMO ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA PARA A HUMANIDADE ANTE A BARBÁRIE CAPITALISTA


Neste dia 8 de maio completam-se os 74 anos da tomada de Berlim pelas tropas soviéticas, data que entrou para a história simbolizada com a bandeira da URSS sendo erguida no alto do Reichstag depois da vitória do Exército Vermelho na épica “Batalha de Berlim”. O 8 de maio de 1945 é a data oficial da capitulação da Alemanha nazista ao final da Segunda Guerra Mundial, mas o primeiro ato aconteceu, na verdade, um dia antes, em Reims (França), enquanto que o definitivo foi concluído na noite de 8 para 9 de maio em Berlim. O primeiro documento de rendição foi assinado pelo general Alfred Jodl, chefe do Estado-Maior da Wehrmacht, em 7 de maio de 1945, no quartel-general americano de Reims (leste da França). Do lado dos vencedores, a ata foi rubricada pelo general Walter Bodell-Smith, chefe do Estado-Maior do general Dwight Eisenhower, comandante supremo dos Aliados, e o general soviético Ivan Susloparov. A cerimônia de Berlim, exigida pelo líder soviético Joseph Stalin e presidida pelo marechal Georgi Yukov, começou em 8 de maio quase à meia-noite (ou seja, já era dia 9 de maio, em Moscou, devido à diferença de fuso), mas terminou em 9 de maio à 00h45. Este documento definitivo de capitulação da Alemanha nazista, datado de 8 de maio de 1945, foi assinado pelo marechal Yukov e o marechal britânico Arthur William Tedder, em nome do comandante supremo do Corpo Expedicionário Aliado na Europa, e, como testemunhas, pelo general francês De Lattre de Tassigny e o general norte-americano Carl Spaatz. Era o ano de 1945 e se aproximava o fim a Segunda Guerra Mundial em um contexto de rendição incondicional da Alemanha nazista. Em quase seis anos de conflito, mais de 50 milhões de vidas foram exterminadas como consequência direta das sangrentas batalhas, dos bárbaros assassinatos nos campos de concentração nazistas e dos hediondos massacres contra a população civil, como as bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki. As comemorações dos 74 anos da derrota do nazismo hoje, celebrada particularmente com um grande desfile militar na Rússia com forte simbologia comunista (tanques com estrelas vermelhas e bandeiras com a foice e martelo), são crivadas pelo retorno do fascismo na Ucrânia patrocinado pelo “democrático” imperialismo ianque e a resistência das repúblicas populares no Leste ucraniano. Apesar dos “historiadores” a soldo do capital buscarem falsificar a história, a derrota do nazismo foi efetivamente uma vitória militar do Exército Vermelho fundado por Trotsky. A campanha militar de Hitler não havia sofrido um só revés até dezembro de 1941, quando fracassou a tentativa de conquistar Moscou. Porém, a batalha decisiva da Segunda Guerra só ocorreu no ano seguinte, na famosa Stalingrado. Em agosto os alemães fizeram a primeira investida contra a cidade com pesados bombardeios. Mas os combates que determinaram a derrota nazista ocorreram a partir de novembro. Em 30 de janeiro de 1943, no décimo aniversário de sua ascensão ao poder, Hitler, fazendo um solene pronunciamento pelo rádio, declarou: “Daqui a mil anos os alemães falarão sobre a Batalha de Stalingrado com reverência e respeito, e se lembrarão que a despeito de tudo, a vitória da Alemanha foi ali decidida”. Três dias depois o marechal Von Paulus assinava a rendição do 6º Exército alemão diante do General Chuikov, comandante das tropas do Exército Vermelho em Stalingrado. A vitória soviética, como era de se esperar fortaleceu enormemente o stalinismo como principal direção política para o proletariado mundial, reduzindo a influência da IV Internacional a um pequeno círculo de propaganda. A orientação do Kremlin, em nome dos acordos com as potências imperialistas celebrados em Yalta e Potsdam, conduziu a derrota de vários processos revolucionários ocorridos no pós-guerra. Na Itália e na França, os PCs, que haviam alcançado um enorme prestígio na organização da resistência partisans, foram orientados a conformar governos de unidade nacional com os partidos burgueses. Na Grécia, a traição do stalinismo, permitiu a derrota da insurreição operária em Atenas, sufocada pelos pesados bombardeios da aviação britânica. Porém, na Iugoslávia e na China, onde as orientações de Stálin não foram seguidas, a luta de libertação nacional resultou na expropriação da burguesia, independente da presença militar do Exército Vermelho. Apesar das traições stalinistas, a onda revolucionária que se abriu no pós-guerra era uma evidência de que a heroica resistência do Estado operário soviético, ainda que burocratizado, foi um colossal estímulo para a luta de classes do proletariado mundial. Nos dias atuais, é fundamental resgatar o legado da vitória da resistência soviética sobre o nazismo, ainda que sob o comando de Stálin, para combater a atual ofensiva imperialista, postando-se no campo político e militar das “repúblicas populares” do Leste da Ucrânia para derrotar o governo nazifascista imposta em Kiev (como fizeram os trabalhadores do país na Segunda Guerra Mundial) a fim de avançar para a construção de um nova União das Repúblicas Socialistas Soviéticas!