sexta-feira, 12 de setembro de 2014


Em movimento inverso, IBOPE agora infla candidatura Dilma para mantê-la “viva” no segundo turno

A última pesquisa do IBOPE divulgada hoje pela manhã apontou uma forte tendência de crescimento da candidatura Dilma, abrindo oito pontos de vantagem sobre Marina e “cristalizando” definitivamente a derrota do Tucano Aécio Neves. A semana anterior foi agitada pelas denúncias “murdochianas” de corrupção na PETROBRAS onde se esperava que atingissem Dilma e também Marina por conta do envolvimento de Eduardo Campos com Paulo Roberto Costa, o “réu confesso”. Paralelo ao “novo velho” escândalo envolvendo o botim estatal, o PT resolveu “reagir” contra a “onda” Marina a relacionando politicamente com banqueiros e rentistas que exigem a “autonomia plena” do Banco Central. O escândalo da PETROBRAS ficou temporariamente congelado pela mídia corporativa, talvez a espera do segundo turno, enquanto isso Dilma foi socorrida pelos “institutos” de pesquisa, refletindo o próprio receio da burguesia de que ocorresse um desmonte prematuro da candidatura petista. Dilma ainda está atrás de Marina no segundo turno, mas já aparece com chances de um embate renhido, ao contrário do que se indicava antes, ou seja, um returno tranquilo para a vitória definitiva de Marina. A polarização eleitoral novamente se desloca para a independência do Banco Central, deixando a corrupção na PETROBRAS e o pré-sal para um segundo momento, um terreno que permite ao PT exercitar seu amplo direito a demagogia, colocando o ITAÚ no “centro da roda”, escondendo as “simpatias” do BRADESCO por Dilma além de omitir os inomináveis ganhos do setor financeiro durante os doze anos de gerência estatal da Frente Popular.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014


O outro 11 de setembro: A “via pacífica para o socialismo” pavimentou o caminho para o golpe pró-imperialista do chacal Pinochet

No mesmo Chile onde no domingo passado blindados com jatos de água e policiais lançando bombas de gás lacrimogêneo atacaram sob as ordens do governo Bachelet (PS) militantes de esquerda que reivindicam o legado do MIR, era desferido há 41 anos um golpe fascista pelo chacal Pinochet patrocinado diretamente pelo imperialismo ianque. A ofensiva da contrarrevolução ganhou terreno e desferiu sua investida fatal nesta data trágica como produto direto da política de colaboração de classes do governo da Unidade Popular (UP) encabeçado por Salvador Allende. A UP correspondeu às características clássicas de uma frente popular, onde a burguesia em crise extrema e sob a pressão do ascenso popular faz concessões e entrega o governo a partidos reformistas de massas (PS e PC) para que estes controlem o movimento operário nos marcos do regime político burguês. Hoje, o governo da chamada “Nova Maioria” encabeçado por Bachelet, que além do PS conta com a Democracia Cristã e está integrada até pelo PC, tem o apoio do grande empresariado e representa a base do próprio “pacto social” que a atual presidente deseja celebrar com a direita pinochetista via promulgação de uma futura Constituição. Esta conduta vergonhosa trai até mesmo o legado de Allende que pregava uma “via pacífica para o socialismo” enquanto atualmente sua “herdeira política” comanda um governo voltado para garantir a paz aos grandes capitalistas!

Há treze anos do 11 de Setembro: Imperialismo Ianque prova novamente do seu próprio veneno

Hoje completam-se exatamente treze anos do 11 de Setembro, sem sombra de dúvidas uma data histórica para a humanidade onde se crava um marco na rota da decadência militar do Pentágono e ao mesmo tempo inicia-se o recrudescimento da ofensiva neoliberal sobre os povos. O ataque às Torres Gêmeas em New York, assim como o quartel general do Pentágono em Washington, realizado por organizações fundamentalistas com meios militares não convencionais, representou a maior humilhação para os EUA desde o ataque japonês sobre a base de Pearl Harbor na II Guerra Mundial levando a morte de cerca de 2.500 militares ianques. Em Setembro de 2001 pela primeira vez na história dos EUA seu maior símbolo de hegemonia militar sobre o planeta, o Pentágono, quase veio abaixo, fazendo com que o toque de recolher soasse na Casa Branca (situada a poucos quilômetros dali). O então presidente (facínora) Bush foi obrigado a se esconder nos subterrâneos do “palácio imperial”, sob o forte impacto emocional de poder ser “eliminado do mapa” através de um “bombardeio” realizado por uma aeronave civil. As Torres Gêmeas que abrigavam várias corporações financeiras e também um dos maiores escritórios da CIA em território norte-americano, vieram abaixo deixando um saldo de mais de 2000 mortos, entre yuppies, bombeiros , funcionários da CIA e trabalhadores de grandes firmas que possuíam sede no World Trade Center. Logo depois do atentado ao coração do monstro imperialista se formou uma enorme frente política mundial para combater a “ousadia” dos “fanáticos fundamentalistas orientais” da Al Qaeda, que responderam na mesma moeda com que os EUA “tratava” o povo muçulmano. Também não faltaram as vozes da esquerda stalinista e revisionista para asseverar a “tese” conspiratória do “autoatentado”, afinal a Al Qaeda não passava de uma cria dos EUA para atacar a antiga URSS. O fato é que quando o “cão morde a mão do dono” a “ferida” parece nunca cicatrizar. A ofensiva guerreirista lançada pelos EUA após o 11 de Setembro patina em derrotas políticas até hoje, seja no Afeganistão ou mesmo no Iraque. O núcleo central da Al Qaeda também se fracionou com a morte de Bin Laden, restando a Casa Branca financiar setores fundamentalistas bem mais “descontrolados”. Este parece ser o caso do EI (ISIS), armados pelos EUA para atacar os regimes nacionalistas de Kadaffi e Assad e que agora se voltam contra o “amo” exigindo a sua própria parte no botim da destruição de nações inteiras. O Blog da LBI para registrar a data histórica, reproduz um documento elaborado logo após o 11 de Setembro de 2001. Trata-se de um dos mais importantes textos políticos escritos pela esquerda revolucionária no limiar deste novo século, onde traça um prognóstico exato (quase “premonitório”) da nova conjuntura mundial reacionária que iria abrir-se a partir deste marco histórico de inflexão global na correlação de forças entre as classes sociais.

                                                                                 

O 11 de Setembro e a ofensiva imperialista

Os ataques de 11 de setembro, no coração do monstro imperialista  ianque, marcam a abertura de um novo período político na etapa histórica de correlação de forças entre as classes em nível mundial, aberta logo após a derrubada contra-revolucionária do Muro de Berlim e a destruição do Estado operário burocratizado soviético, com a conseqüente perda das conquistas operárias obtidas a partir da revolução de 17. Pela primeira vez na sua história, os EUA sofrem um tipo de bombardeio em seu próprio território, excluindo o bombardeio às bases navais de Pearl Harbor na 2ª Guerra Mundial, fazendo cair por terra o enorme mito da invulnerabilidade militar da grande fortaleza inexpugnável. Utilizando-se de armamento não convencional, como jatos da aviação civil, uma organização militar, provavelmente fundamentalista islâmica, infringiu pesadas baixas ao alto comando do Pentágono e à Agência Central da CIA em Nova York, sediada em uma das torres do World Trade Center. O próprio presidente Bush, revelando em seu ato toda a covardia do império assassino, fugiu como uma galinha durante dois dias, enquanto sua frota naval abandonava às pressas os portos da costa americana, temendo uma reedição dos ataques kamikases ocorridos na 2ª Guerra Mundial. Quando o alto staff do Pentágono certificou-se de que o "grande ataque" concentrava-se na captura de quatro aviões civis e que todo o poderio bélico da maior força armada do planeta não corria perigo de ser "dizimado", passaram a rugir como um leão ferido, ameaçando bombardear todos os países muçulmanos, que possivelmente poderiam ter alguma relação com os atentados do dia 11, "em uma ofensiva militar longa, ampla e implacável", segundo as palavras de Bush (The New York Times, 09/10), um anúncio prévio da intenção de atacar, além do Afeganistão, também o Iraque e o Líbano, como afirmou em carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU: "Podemos descobrir que nossa autodefesa requer ações em relação a outras organizações e países" (Idem).

terça-feira, 9 de setembro de 2014


Obama anuncia plano de guerra contra o EI no Iraque: Mais uma vez os revisionistas do marxismo se aliam ao imperialismo ianque contra os “bárbaros fundamentalistas islâmicos”

Às vésperas de se completar 13 anos do “11 de Setembro” de 2001, data em que a Al Qaeda atacou as Torres Gêmeas (onde se encontrava um escritório da CIA) e o Pentágono em pleno território norte-americano, em uma resposta militar por meios militares não convencionais à guerra sistemática que o imperialismo ianque desencadeava no Oriente Médio, Obama anunciará um plano de ação contra o Estado Islâmico (EI) no Iraque. O “falcão negro” declarou que “Essa administração vem sistematicamente desmantelando a al-Qaeda. Acabamos de anunciar a morte do principal líder do al-Shabaab, a organização terrorista que atua na Somália. O Estado Islâmico é uma grande ameaça por causa de suas ambições territoriais no Iraque. O que vamos fazer com nosso plano de ação é similar aos tipos de campanhas anti-terroristas nas quais estivemos envolvidos consistentemente nos últimos cinco, seis, sete anos. E a boa notícia é que, por causa da liderança dos Estados Unidos nesse processo, eu acredito que uma coalizão internacional ampla regional e internacional será capaz de lidar com esse problema” (BBC, 07/09). Apesar disso, a “esquerda” volta a repetir com relação ao EI a mesma cantilena utilizada contra a Al-Qaeda há 13 anos agora no Iraque. Alegam que os jihadistas são uma “criação do imperialismo” para justificar seu silêncio vergonhoso diante dos novos bombardeios do imperialismo ianque ao EI no Iraque e sua negativa de estabelecer uma frente única com as “bárbaras” forças islâmicas contra a ofensiva militar desencadeada pelo Pentágono no país.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Candido Alvarez e Vito Giannotti
na Livraria Antonio Gramsci, centro do Rio

Livraria Antonio Gramsci (RJ), sob a direção do intelectual orgânico Vito Giannotti, agenda debate/lançamento do livro “Operação embuste Marina” editado por “Publicações LBI”

O Rio de Janeiro sedia uma das livrarias mais qualificadas do país no campo das publicações marxistas e de teoria política em geral, trata-se da “Livraria Antonio Gramsci”, dirigida pelo lendário intelectual orgânico Vito Giannotti. Além da livraria, Giannoti coordena o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), uma entidade engajada na formação política de militantes sindicais e de contraponto ao “modelo” corporativo da mídia “murdochiana”. A editora “Publicações LBI” e o NPC agendaram em conjunto o lançamento/debate do título: “O ‘acidente’ fatal de Campos e a ‘operação’ embuste Marina”, na Livraria Antonio Gramsci localizada no centro do Rio de Janeiro. A partir de uma compreensão similar do caráter golpista da direita tupiniquim, capaz de “eliminar” sem o menor escrúpulo “lideranças políticas burguesas indesejáveis”, como JK, Jango, Lacerda, Castelo Branco, Tancredo Neves, Campos etc... Vito Giannotti e Candido Alvarez (editor e autor do livro sobre a “Operação Marina”) resolveram realizar um debate/lançamento da recente publicação da LBI às vésperas da eleição presidencial de 5 de outubro. Giannotti um experiente “quadro” político da esquerda classista , ex-metalúrgico e uma das lideranças históricas do MOMSP, agora dedicado à elaboração de livros (autor de “Para onde vai a CUT”, “A liberdade sindical no Brasil” entre outras obras) e cursos de formação para novos ativistas, mediará o debate no dia 25 de setembro onde Alvarez exporá o verdadeiro “golpe branco” que as elites dominantes (vinculadas a Washington) estão colocando em marcha para evitar a vitória da quarta gestão consecutiva da Frente Popular. Neste sentido, a recente publicação da LBI se destaca no “descortinar” da trama urdida pela CIA para (re)colocar a candidatura de Marina no centro da disputa eleitoral. Desgraçadamente, a esquerda reformista e “afins” confia cegamente na lisura política das forças da reação, omitindo qualquer referência ou investigação mais séria acerca do “acidente” aéreo que ceifou a vida do ex-governador de Pernambuco e sua equipe de campanha. Candido Alvarez destacando-se no Encontro Mundial de Blogueiros (realizado na tríplice fronteira em 2011) em defesa do regime Kadaffi atacado pelo eixo OTAN/CIA, com o lançamento deste livro parte novamente como vanguarda na denúncia política da ofensiva imperialista contra os povos e nações, que pretende impor a partir da Casa Branca um regime de terrorismo sobre o planeta.

domingo, 7 de setembro de 2014


Grito dos Excluídos - Rio de Janeiro: Um “07 de Setembro” às vésperas do circo eleitoral exigindo Liberdade Política!

Ocorreu na manhã deste domingo, 07 de setembro, o “Grito dos Excluídos” em todo o país. No Rio de Janeiro, o eixo da atividade foi a luta pela liberdade dos presos políticos do governo Pezão/Dilma e a denúncia da repressão estatal de ontem e de hoje. Mais de 500 ativistas participaram da atividade, representando diversas correntes e grupos políticos. Entre eles se fizeram presentes a LBI, LQB, MEPR, FIP, FIST que conformaram um bloco político mais combativo a frente da passeata. Na retaguarda se concentraram PSOL, PSTU e PCB em uma divisão política que expressa a própria política da “Frente de Esquerda” de dividir o movimento e acusar os setores mais à esquerda de provocarem a repressão policial. Desmascarando esta calúnia, o aparato da PM se fez ostensivamente presente, com os cães de guarda da burguesia cercando a manifestação e provocando os ativistas sem qualquer motivo. Uma prova disso foi que a polícia impediu o uso de carro de som e seu batalhão de choque preventivamente não permitiu que a passeata “furasse” o desfile patrioteiro do “Dia da Independência” convocado pelas FFAA. Em plena atividade, na Avenida Presidente Vargas, no centro da capital fluminense, a LBI distribuiu aos presentes sua “Declaração ao Grito dos Excluídos: Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva, uma manobra distracionista que se opõe à luta direta contra o decadente regime burguês” e vendeu em sua banca de publicações dezenas de exemplares de seu novo livro “O ‘acidente’ fatal de Campos e a ‘operação’ embuste Marina: Teoria da conspiração ou uma exigência do imperialismo?”. Esta publicação abriu um importante debate sobre a conjuntura nacional e as tarefas da esquerda revolucionária em um “07 de Setembro” que ocorre às vésperas do circo eleitoral e escolherá o gerente burguês para manter a subornação nacional ao imperialismo e o grande capital.

sábado, 6 de setembro de 2014


Petrobras entra no centro da polarização eleitoral: Afinal o “pré-sal” é uma bandeira nacionalista que Marina quer desprezar?

A corrida eleitoral ao Planalto entra na reta final, “elegendo” a PETROBRAS e o “pré-sal” como tema central da polarização entre os candidatos à gerência do estado capitalista. Com a tendência quase consolidada da vitória de Marina Silva, ungida nos bastidores mais sórdidos do Departamento de Estado dos EUA, sua principal oponente, Dilma, resolveu assacar a acusação de que a ex-senadora seria contra a exploração do “pré-sal”, um trunfo da Frente Popular publicitado aos “quatro ventos” (desde a sua descoberta no governo Lula) como a “redenção do atraso secular brasileiro”. Para “esquentar” ainda mais a pauta política do embate entre PT versus PSB/REDE, o ex-diretor da PETROBRAS, Paulo Roberto Costa, preso pela PF na operação “Lava Jato” resolveu delatar ao Ministério Público uma série de parlamentares e governadores envolvidos na cobrança de comissões dos negócios contratados pela estatal. Registre-se o fato de que Costa revelou à imprensa “murdochiana” ainda em março que se decidisse “abrir o bico” (delação premiada) não aconteceriam as eleições de outubro. Segundo o ex-diretor da PETROBRAS as propinas eram de 3% sobre o valor de cada contrato. “O esquema ia do terceiro escalão até a cúpula da companhia”, teria dito ele, segundo as primeiras informações divulgadas. Tudo indica que o “pré-sal” e “Costa” serão mesmo as duas principais armas, respectivamente, das campanhas de Dilma e Marina. No primeiro caso não só o PT e seus aliados embarcaram na “tese” do “pré-sal” como o grande patrimônio nacional da atualidade, também a esquerda revisionista como o PCO e PSTU (para não falar do PCB) aderiram a esta falácia, fabricada por Lula para ganhar a eleição de 2010 com um “poste”. Agora utilizam o pálido “ecologismo ianque” de Marina para chantagear a burguesia nacional, declarando que o governo central do PSB desprezaria esta “grande riqueza” do Brasil. Em primeiro lugar, é preciso afirmar vigorosamente que a produção do “pré-sal”, da soja ou da “proteína animal”, todas commodities agro-minerais muito bem cotadas no mercado internacional, são por si só incapazes de reverter a situação histórica do atraso nacional. Em particular o petróleo extraído em nosso território (rendendo enormes divisas cambiais para o Tesouro), em regime de partilha entre a PETROBRAS e empresas transnacionais do setor, é vendido em grande parte (in natura) para corporações imperialistas que o processam industrialmente, posteriormente revendendo para o país em forma de vários derivados já refinados. Mesmo estabelecendo um certo controle sobre os royalties do petróleo extraído (pré-sal ou não), o estado brasileiro não rompe a cadeia de subordinação aos centros imperialistas que dominam a tecnologia da produção industrial. A divergência de fundo entre o PT e o Tucanato (neste mesmo bojo também entra Marina) não diz respeito à ruptura desta lógica de subdesenvolvimento e sim ao nível do percentual que caberia ao estado na partilha da extração dos hidrocarbonetos em território nacional. Se Marina se inclina para reduzir a extração do pré-sal, abrindo ainda mais o mercado de combustíveis para as importações, Dilma& Lula trafegam na mesma via “apostando” as fichas do país (pelas mãos da PETROBRAS) em vultuosos investimentos em plataformas marítimas, enquanto “apodrecem” as poucas refinarias existentes no Brasil. O resultado desta “equação” distorcida para o país é uma extração com alto custo agregado do “pré-sal” e na outra ponta o preço do óleo cru despencando no mercado mundial, sob forte concorrência do xisto e do petróleo extraído do solo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014


Declaração ao Grito dos Excluídos: Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva, uma manobra distracionista que se opõe à luta direta contra o decadente regime burguês

Até o dia 07 de setembro, quando ocorre o chamado “Grito dos Excluídos” em todo o país, a CUT, UNE, MST com apoio do PT e PCdoB estão promovendo um “Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva”. Segundo seus organizadores “Se a maioria dos deputados e senadores recusa-se a alterar o sistema político que garante seus privilégios, nós, entidades representativas de trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, da juventude, dos movimentos democráticos e populares, decidimos organizar e realizar o Plebiscito Popular com a questão: Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?... Vamos levar os resultados do Plebiscito Popular a todas as autoridades e poderes da República: queremos que os interesses da maioria explorada e oprimida que constrói a riqueza da nação sejam respeitados e representados nas instituições políticas de nosso país!”. Até mesmo a presidente Dilma, em campanha eleitoral, anunciou apoio à iniciativa dos “movimentos sociais” já que durante as “Jornadas de Junho” de 2013 ela propôs ao parlamento a realização de um “Plebiscito sobre a Reforma Política”, proposta que foi engavetada pelo “veto” dos partidos burgueses aliados da Frente Popular e rechaçada pela oposição demo-tucana como uma medida “bolivariana” e “golpista”. Na época, estes setores se recusaram a encaminhar a consulta alegando também que tal medida “esvaziava o papel do Congresso Nacional”. Na verdade, a proposta de Plebiscito ventilada pelo PT e logo “esquecida” ao longo do ano tinha naquele momento o objetivo desviar o foco da atenção das mobilizações de rua para o parlamento e fazer um arranjo político-institucional entre as frações burguesas. Agora, a proposta de “Plebiscito Popular” não passa de uma manobra distracionista do sindicalismo “chapa branca” que se opõe à luta direta contra o regime político e o próprio governo do PT.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014


O “acidente” fatal de Campos e a “operação” embuste Marina: Teoria da conspiração ou uma exigência do imperialismo?

Por mais contraditório que possa parecer, os mais “crédulos” no funcionamento das instituições “democráticas” deste bastardo regime burguês são justamente as organizações da esquerda, incluindo neste bojo as que se reivindicam “reformistas ou revolucionárias”. Enquanto neste país a direita golpista conspira abertamente contra todos aqueles que “atravessem” seu caminho, inimigos ideológicos ou não (sempre com o suporte de seus “amigos” da CIA), a esquerda jura obediência à institucionalidade, confiante na “probidade” de seus adversários mais reacionários. No caso do suspeito acidente aéreo que levou à morte do candidato Eduardo Campos não foi diferente. Diante da abrupta queda de um jato Cessna moderno, em condições de uma manobra de relativa segurança (o arremetimento da aeronave foi realizado com êxito, ao contrário do que ocorreu com o acidente da TAM em 2007) deveria no mínimo se buscar uma resposta elementar para as causas do trágico acidente. Porém, o caminho da investigação parece que seguiu por um rumo diferente, como em todo crime a primeira pergunta a ser feita é a quem serviu a morte de Campos? Que forças foram as grandes beneficiadas com a queda inexplicável de seu avião, porque Marina Silva não se movimenta um milímetro sequer para buscar uma averiguação rigorosa do acidente que vitimou seu companheiro de chapa. Não seria demais lançar o país, que mergulhou em um clima de induzida comoção pela mídia com a morte de Campos, na procura dos responsáveis pelo fatal acidente. Sim porque os responsáveis terão que aparecer um dia, a menos que se acredite na “mão de deus” como a que levou Marina para o Planalto, sob as cinzas e destroços do avião da comitiva de Campos. O Cessna de Campos tinha pouco mais de quatro anos de uso, sendo considerada uma moderna e leve aeronave, uma das mais seguras de sua categoria. Após o arremetimento na pista do Guarujá, por questões de clima e visibilidade, o piloto do Cessna sobrevoou normalmente a cidade de Santos quando perdeu o contato com a torre e logo depois veio a cair em “forma de faca” apontada para o chão em um terreno urbano. A caixa preta da aeronave estranhamente não conseguiu gravar os últimos momentos do voo terminal de Campos, deixando um rastro de imprecisões do fabricante sobre o acidente. Tudo aponta para mais um acidente “fabricado” por razões “estratégicas de estado”, assim como foi o acidente aéreo que vitimou o ex-presidente golpista Castelo Branco. Crimes e Assassinatos bem planejados são a especialidade da “Casa”, aquela mesma “residência” albina que está situada em Washington, e no Brasil não seria o primeiro caso (e nem o último com certeza) o do ex-governador de Pernambuco. Mas logo os “crentes” na democracia dos ricos nos acusarão de delírio, de estarmos acolhendo a mais nova versão da “Teoria da Conspiração” para as eleições presidenciais deste ano. Para estes senhores tudo não passaria de uma mera coincidência sinistra, o fato de Marina despontar como a nova “salvadora da pátria” após a morte de Eduardo Campos, a figura “redentora” que veio livrar o país das “garras da esquerda petista”.

Voto Nulo ativo para combater o circo eleitoral da elite dominante

A ascensão fulminante de Marina Silva nas manipuladas pesquisas eleitorais, inflando artificialmente a candidata preferencial do imperialismo ianque e do capital financeiro apoiada pelas seitas evangélicas mais reacionárias e por setores de classe média anticomunista, tornou o primeiro turno da eleição presidencial em uma acirrada disputa burguesa com o PT e Dilma. Aécio já está, de fato, fora da disputa, com os tucanos apenas negociando de que forma será o apoio do PSDB e de seus “quadros” a Marina. Por sua vez, a “esquerda” que não está diretamente integrada à Frente Popular (PSOL, PSTU, PCB e PCO) encontra-se extremamente tensionada por esta realidade, com setores majoritários destes partidos (principalmente agrupados no PSOL) se inclinando para votar no segundo turno em Marina e residualmente em Dilma. Os pequenos grupos políticos que no passado estabeleceram inclusive uma série de iniciativas políticas em torno do chamado ao “Voto Nulo” sucumbiram no último período ao cretinismo parlamentar em torno da “Frente de Esquerda” e vão se orientar “criticamente” em torno destas duas vertentes burguesas. Desde a LBI caracterizamos que a defesa do “voto útil” em Dilma diante do perigo da “volta da direita” representada pela messiânica candidatura do PSB colocou na defensiva todo um espectro político da “esquerda” no país (governista ou não) tensionamento que irá aumentar no segundo turno. Longe de embarcar nesta canoa furada, própria do circo eleitoral, os marxistas leninistas denunciam ativamente o caráter reacionário da candidatura de Marina (orquestrada pela Casa Branca que recorreu até aos serviços da CIA para viabilizá-la) enquanto publicitam que foi a política do PT de aliança com as oligarquias (Cabral/Pezão, por exemplo) a principal responsável pelo recrudescimento e a fascistização do regime político em nosso país. Nesse sentido, “ganhe quem ganhe”, o próximo período será de um duro ataque às conquistas dos trabalhadores e inclusive às parcas liberdades democráticas vigentes no Brasil, mesmo que venha a se confirmar um novo mandato para a “gerentona” petista.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Lançamento do novo livro
da Editora “Publicações LBI” 



Apresentação                                                                        

A um mês da eleição presidencial de Outubro a Editora “Publicações LBI” lança o livro “O ‘acidente’ fatal de Campos e a ‘operação’ embuste Marina: Teoria da Conspiração ou uma exigência do imperialismo?” contendo uma análise marxista-revolucionária do quadro político-eleitoral brasileiro desde que o avião do então candidato do PSB caiu em circunstâncias até hoje não explicadas até mesmo pelos órgãos oficiais do governo, abrindo caminho para que alçasse voo a postulação de Marina Silva ao Palácio do Planalto. No mesmo dia do “acidente” (13/08) com o Cessna Citation prefixo PR-AFA fomos a primeira corrente política a noticiar o fato e denunciá-lo como uma operação secreta urdida pela CIA e a Casa Branca para possibilitar que a opção preferencial do imperialismo ianque e do capital financeiro tivesse viabilizada sua presença na corrida presidencial. Marina não teria mais o papel de vice de Campos, agora seria a candidata oficial “a fórceps” da legenda “socialista”, partido convertido ao corte neoliberal e rompido à direita com a frente popular de Lula/Dilma para se apresentar como uma “alternativa” à polarização PT versus PSDB. Se em um primeiro momento muitos acusaram que tal denúncia tratava-se de mais uma “Teoria da Conspiração” fabricada pela LBI e própria da época da “Guerra Fria”, com o passar dos dias os elementos que foram (não) revelados na “investigação” e em torno da nebulosa compra do jato só reforçaram nossa caracterização, tanto que foi copiada por vários analistas dentro e fora do Brasil. A ascensão fulminante da representante eco-capitalista ao topo das pesquisas eleitorais manipuladas com providencial empurrão do PIG, batendo Dilma no segundo turno ao passo que estreita seus laços com os rentistas (Autonomia do BC e reafirmação do Tripé Macro-Econômico espoliador), não deixa dúvidas que a “Operação Marina” foi montada justamente para impedir o quarto mandato do PT a frente da gerência burguesa no Brasil. Com um “modelo” lastreado na expansão do consumo interno (bolha de crédito), o PT fez seu “milagre” econômico ao inserir milhões de novos consumidores no mercado e amortecer a luta de classes, criando uma relativa “mobilidade social” de camadas mais baixas da população. Esta é exatamente a razão do “ódio visceral” dos segmentos mais conservadores das classes dominantes ao PT que desejam ver executado um plano de guerra contra os trabalhadores e suas parcas conquistas. Por esta razão afirmamos: não foi a “mão de deus” e sim a do mercado financeiro que colocou para Marina a “missão” de derrotar Dilma e o projeto histórico do PT.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Leia a mais recente edição do Jornal Luta Operária nº 284, 1ª Quinzena de Setembro/2014


EDITORIAL
Voto Nulo ativo para combater o circo eleitoral da elite dominante


ROBERTO SETÚBAL, O “ACIONISTA MAJORITÁRIO” DA CANDIDATURA DO PSB
Independência plena para o Banco Central e total dependência do ITAÚ e seus “amigos” rentistas: Marina e seu governo dos cassinos


A NEBULOSA FROTA DE JATINHOS...
O embuste Marina ou a estória de um avião sem dono e uma dona sem avião


ATO Nº 2 DA OPERAÇÃO FRAUDE MARINA
“Institutos” de Pesquisas já apontam derrota de Dilma


MAIS UMA FRAUDE POLÍTICA DOS “MORENISTAS”
PSTU não rompe com o PSOL em Alagoas mesmo após a “Marineira” Heloísa Helena celebrar acordo com o Tucanato


PCO E SEU FRACASSADO “SEMINÁRIO INTERNACIONAL”
Entre os poucos figurantes, apoiadores da OTAN e da contrarrevolução no Leste Europeu!


HÁ 60 ANOS DO “SUICÍDIO” DE VARGAS E DEZ DIAS DO “ACIDENTE” DE CAMPOS
Duas mortes e um único responsável!


23 ANOS DO GOLPE DE AGOSTO
Os trotskistas na barricada da defesa da URSS contra a restauração capitalista encabeçada por Yeltsin


GREVE NA ARGENTINA
“Paro Buitre” convocado pela burocracia sindical pró-ianque tem a simpatia da oposição de direita e do imperialismo


LEVANTE NEGRO EM FERGUSON (EUA)
Os explorados se rebelam contra o estado de terror policial imposto no coração do monstro imperialista


UCRÂNIA
OTAN ameaça atacar as “repúblicas populares” diante do avanço da resistência. Nossa tarefa: Ao lado dos separatistas contra o imperialismo e os bandos fascistas!


PUBLICAÇÕES LBI
Lançamento de Livro: O “acidente” fatal de Campos e a “operação” embuste Marina: Teoria da conspiração ou uma exigência do imperialismo?


LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA


segunda-feira, 1 de setembro de 2014


PSTU não rompe com o PSOL em Alagoas mesmo após a “Marineira” Heloísa Helena celebrar acordo com o Tucanato 

Depois de Heloísa Helena anunciar publicamente que apoiaria Marina Silva para Presidente da República (já tinha estabelecido acordo anterior com o próprio Eduardo Campos) e agora aparecer sorrindo e abraçada em fotos junto com o candidato a governador do PSDB em Alagoas, Júlio César, retribuindo o apoio de ambos a sua postulação ao Senado, o PSTU foi forçado a declarar que: “Nos retiramos da campanha de Heloísa Helena para o Senado até que ela reveja estas posições e desfaça estes acordos com o PSDB. De outra forma, não faremos mais campanha para sua candidatura ao Senado, porque estas alianças rompem o acordo que fizemos na Frente de Esquerda. O PSTU seguirá construindo a candidatura de Mário Agra neste momento. Seguiremos na Frente de Esquerda e respeitando suas definições: Heloísa Helena e o PSOL farão o mesmo?” (Posição do PSTU sobre os acordos de Heloísa Helena com o PSDB em Alagoas/Maceió, 30 de agosto de 2014). Em tom de falsa surpresa, o PSTU reclama ainda que Heloísa (que integra o REDE): “Está rompendo com a Frente de Esquerda e com tudo aquilo que serviu de base para a sua construção. Abraça os setores reacionários do estado em nome de um projeto particular, abandonando um projeto coletivo extremamente importante para Alagoas. Abre mão da independência política tão cara à Frente. Heloísa rompe até mesmo com definições estabelecidas dentro de seu próprio partido. Quem será seu candidato a governador? Júlio César (PSDB) ou Mário Agra (PSOL)? Em quem votará para presidente? Em Luciana Genro (Psol) ou em Marina Silva (PSB)?” (Idem). Tais dúvidas e questionamentos do PSTU visam encobrir uma realidade que já estava clara desde o início da campanha eleitoral, quando o PSTU decidiu, mesmo sabendo desta “suruba eleitoral”, se coligar com o REDE/PSOL em Alagoas abrindo na época um palanque para Eduardo&Marina. Não foi Heloísa que “rompeu o programa da Frente de Esquerda”, mas o PSTU que conscientemente embarcou em uma frente que estava negociando com os políticos burgueses de Alagoas ligados ao PSDB, PSB e PP o apoio destes a Heloísa na disputa com Collor de Melo para a vaga ao Senado. Quanto ao apoio a Marina não há qualquer surpresa, já que Heloísa é dirigente do REDE e permanece no PSOL justamente para fazer esta “ponte” durante a campanha eleitoral, agora consolidada plenamente. Como Eduardo Campos foi “abatido em pleno voo” para abrir as asas da candidatura de Marina (preferida do capital financeiro e do imperialismo ianque), nada mais normal que Heloísa se engajar com tudo na campanha de sua amiga e companheira eco-capitalista de partido, como ela disse em entrevista à Revista Época: “O que mais quero é estar com Marina”! Afora as canalhices próprias desta falsa vestal de Alagoas (amplamente conhecidas desde sua candidatura presidencial em 2006), os verdadeiros embusteiros são os dirigentes do PSTU que fingem surpresa, mas sequer rompem a coligação com o PSOL de Alagoas, mantendo de fato a campanha de seu candidato a governador e com a própria Heloísa, tanto que compartilham horários eleitorais comuns e comitês para pedir votos para a coligação. Lembremos que em Belém o PSTU fez o mesmo e chegou a anunciar que havia “rompido com a Frente de Esquerda” encabeçada por Edmilson Rodrigues em 2012 por ter recebido apoio de Lula, Dilma e de Marina, quando de fato manteve-se na coligação e com os votos do PSOL na coligação proporcional elegeu seu candidato a vereador na capital paraense! Como se observa, o anúncio do PSTU de que se “retira da campanha de Heloísa Helena até que ela reveja suas posições” não passa de mais uma manobra para consumo interno de sua militância, enquanto mantêm suas alianças com o PSOL. Igualmente ocorreu agora no Rio Grande do Sul apesar de Luciana Genro e Roberto Robaina (MES) receberem dinheiro dos capitalistas para a campanha da FE gaúcha! Como se vê, estamos diante de mais uma fraude política montada pelo morenismo para se demonstrar “principista” aos olhos de sua militância e para enganar tolos!

Independência plena para o Banco Central e total dependência do ITAÚ e seus “amigos” rentistas: Marina e seu governo dos cassinos

Não é mais propriamente uma novidade que Marina Silva comparte uma profunda amizade com uma das herdeiras do grupo financeiro ITAÚ, Neca Setúbal. Também não é nenhum segredo que Neca, além de financiar parte da estrutura “Marineira”, pertence ao staff do REDE, como uma espécie de “chefe de gabinete” da candidata eco-neoliberal. Porém, equivocadamente muitos blogs ligados à Frente Popular tem apresentado a filha do finado “Olavão”, ex-prefeito biônico da cidade de São Paulo (ARENA), como uma das elaboradoras do programa de governo de Marina, um tipo particular de “assessora intelectual” da campanha eleitoral do REDE. Se faz necessário relembrar que apesar de Marina Silva representar um verdadeiro aríete político do capital financeiro, a proposta de tornar o Banco Central independente das diretrizes centrais do governo federal foi abraçada anteriormente pelo “socialista” Eduardo Campos, assim como pelo Tucano Aécio Neves. Neca nunca foi propriamente uma “intelectual” e para sermos bem franco jamais foi capaz de “pensar” um programa de gestão estatal. Seu irmão Roberto, presidente da holding ITAÚ, dedicou para Neca a função de uma “dama de companhia” de alto luxo para Marina já em 2009, na certeza de impor ao embrionário “projeto Marina” a marca dos interesses do capital financeiro.  É Roberto Setúbal, e não a “irmã boneca”, o real quadro formulador econômico do programa de governo de Marina, desde 2010 quando disputou o Planalto pelo PV. Os assessores formais de Marina, no campo econômico, como Giannetti e Lara Resende, sempre foram funcionários de banqueiros, prestando seus serviços no governo FHC exatamente por esta razão. Roberto, como seu falecido pai que foi prefeito e ministro de Estado, tem pretensões políticas de primeira linha, utilizando a irmã apenas como um “biombo” de seu grupo financeiro. Se o náufrago Aécio teve a “coragem” política de já anunciar o subrentista Armínio Fraga como seu ministro da Fazenda (defendendo inclusive a redução dos reajustes do salário mínimo), Marina preservará o nome de Roberto até ter a certeza absoluta da vitória eleitoral. O presidente do ITAÚ em um eventual governo central do PSB deverá comandar pessoalmente não só a pasta da Fazenda, mas toda a diretoria do Banco Central, com seu novo formato de “independência”.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014


Ucrânia: OTAN ameaça atacar as “repúblicas populares” diante do avanço da resistência. Nossa tarefa: Ao lado dos separatistas contra o imperialismo e os bandos fascistas!

A crise na Ucrânia se acelerou a passos largos nestes últimos dias. Após a Rússia ter enviado o comboio de ajuda humanitária a Donetsk e Lugansk, a resistência empreendeu uma ofensiva militar retomando várias cidades do Leste ucraniano e impondo o recuo das forças regulares e dos bandos fascistas de Kiev que ficaram cercadas em várias localidades. Diante da temporária derrota dos capachos da Casa Branca, as potências capitalistas acusaram a Rússia de ter armado os “separatistas” e convocaram reuniões de emergência no CS da ONU e da OTAN. A aliança militar imperialista inclusive se reuniu hoje a pedido do servil governo ucraniano, o qual “pediu ajuda militar de envergadura diante da entrada de tropas russas no leste do país” (G1, 29/08). Trata-se da tática de provocar uma guerra na fronteira com a Rússia que englobe a OTAN, o imperialismo ianque e europeu (particularmente a França, já que a Alemanha não tem de fato FFAA desde a derrota na Segunda Guerra Mundial) para iniciar futuramente um enfrentamento de grandes proporções com Moscou, a fim de quebrar a Rússia e por fim à possibilidade de que Putin consolide um eixo burguês político-econômico-militar alternativo a OTAN e aos EUA. Como se observa, estamos diante de um quadro geopolítico estratégico frente à luta de classes mundial, o que exige uma posição clara e justa dos Marxistas-Revolucionários: ao lado da resistência contra o imperialismo e os bandos fascistas, inclusive estabelecendo frentes únicas de ação com o exército russo para derrotar a ofensiva da OTAN em sua fronteira! Esta perspectiva abre caminho para que os trotskistas façam propaganda revolucionária nas trincheiras de combate para construir o verdadeiro Partido Comunista na Rússia e nas ex-Repúblicas Soviéticas, retomando as tradições internacionalistas revolucionárias de Lênin e Trotsky que neste momento se condensam na palavra de ordem de derrotar o imperialismo para edificar uma nova revolução de Outubro!

O embuste Marina ou a estória de um avião sem dono e uma dona sem avião

A cada dia que passa vai se tornando mais cristalino que a queda do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco e sua equipe de campanha ao Planalto não se tratou de mais um “acidente aéreo”. A propriedade do jato Cessna Citation prefixo PR-AFA, ainda não foi esclarecida pelo PSB e tampouco pelo atual comitê de campanha de Marina Silva, e duvidamos que ainda venha a ser. Pela legislação vigente no país Eduardo Campos só poderia utilizar um avião para sua campanha eleitoral se fosse de sua propriedade pessoal ou mesmo contratar (por transporte, empréstimo ou aluguel) o serviço de uma empresa especializada no seguimento de locação de aeronaves, caso não se enquadrasse em uma destas duas modalidades estaria cometendo crime eleitoral. O comitê de Campos não informou ao TSE a relação jurídica que mantinham com o jato porque ainda esperavam “regularizar” a situação a tempo do final da campanha. Na verdade, o Cessna que caiu foi comprado ilegalmente por um “pool” de empresários Pernambucanos beneficiados com “generosidades” fiscais do governo estadual e dado de “presente” para a campanha presidencial de Campos cruzar o Brasil inteiro. Como não tinha formalmente um dono, o Citation de Campos era revisado pela própria fabricante Cessna, uma das empresas do complexo militar ianque, a mesma que agora afirma que não é possível “decifrar” a temporalidade das gravações da caixa preta de sua aeronave. Fica evidente que o “acidente” foi deliberadamente provocado pela manipulação técnica incorreta na última revisão da aeronave, ao sabor dos interesses políticos da Casa Branca, e como diz o ditado popular: “Cão sem dono é mais fácil morrer atropelado”. Porém, o inusitado deste trágico episódio para a família Arraes (comemorado efusivamente pela anturragem Marineira) é que a campanha de Campos e Marina tinha um outro jato de “reserva”, bem mais moderno e luxuoso do que o modelo Citation. Trata- se do Falcon 2000 Easy, “doado” a Marina pela família Setúbal (dona do Banco ITAÚ) em 2010 para que finalizasse sua campanha presidencial sem precisar usar mais o jato Legacy de Guilherme Leal (grupo Natura), então seu companheiro de chapa. Leal e Marina estavam meio estremecidos politicamente quando Neca Setúbal assumiu o financiamento da campanha do PV, aportando 20 milhões de Dólares para a compra do Falcon. Nestes últimos anos Marina voou bastante em seu “falcão de aço” na campanha pela legalização do REDE, mas quando foi abatida pelo TSE e relegada ao papel de vice no terreno estranho do PSB optou politicamente por “camuflar” seu caríssimo jatinho deixando para o finado Campos o ônus da empreitada aérea. Agora a “vestal” Marina não sabe o que fazer, cobrada para dar explicações sobre o “acidentado” Citation, ficaria bastante complicado apresentar para o seu eleitorado um novo e luxuoso jato, ofertado ao REDE por rentistas e banqueiros. Para a maioria da classe trabalhadora que luta por um transporte público com um mínimo de qualidade deve parecer um verdadeiro escárnio o surgimento de uma frota aérea tão vasta pertencente às principais candidaturas burguesas que disputam o botim estatal. Modernos jatos, aeroportos privados com dinheiro do Estado e bilhões de Reais em formato de “caixa dois” movimentam o cenário eleitoral desta democracia dos ricos, onde a “fartura” (à custa do suor povo é claro!) é tão grande que existe até “avião sem dono e dona sem avião”.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014


Greve na Argentina: “Paro Buitre” convocado pela burocracia sindical
pró-ianque tem a simpatia da oposição
de direita e do imperialismo

A Argentina foi palco neste dia 28 de agosto (28A) de mais um “paro nacional” de 24hs contra o governo de Cristina Fernandes Kirchner (CFK) convocado pelas CGTs dos mafiosos Hugo Moyano e Luis Barrionuevo, com o apoio discreto da patronal e entusiasta da família revisionista agrupada na FIT. Somou-se a este amplo arco político o principal representante lobista dos fundos abutres na Argentina, o American Task Force Argentina (ATFA). Para não restarem dúvidas, reproduzimos (do original em castellano) o elogio à paralisação: “El paro, organizado por el militante gremial y dirigente de la CGT Hugo Moyano, busca presionar al gobierno Kirchner a reducir los impuestos a la renta, para combatir la galopante inflación de la Argentina y promover el empleo. Esto parece adecuarse a la realidad, puesto que economistas han pronosticado que la tasa de inflación de la Argentina podría superar el 30% en 2014” (grifo nosso), lê-se no relatório da ATFA de 19/08! O 28A ficou bem aquém da “greve geral” de 10 de abril porque hoje os motoristas de ônibus representados pelo sindicato da categoria (UTA) trabalharam normalmente em Buenos Aires, pois sua direção alegou que não iria compactuar com a ofensiva econômica dos fundos abutres sobre o país. A paralisação teve a cobertura simpática do Clarín e La Nación (expoentes do PIG argentino) e o apoio das reacionárias Sociedade Rural e a Federação Agrária, do Vaticano comandado pelo Papa Francisco e o aval dos partidos da oposição burguesa (PRO de Macri, Binner da “Frente Progressista” e do ex-peronista Sérgio Massa), visando desgastar ainda mais o já fragilizado governo “nacionalista burguês” de CFK para colocar na Casa Rosada um gerente ainda mais servil à Casa Branca. Não por acaso, o governo argentino o qualificou como “Paro Buitre”! Acossada pelo imperialismo ianque que tenta extorquir o Tesouro Nacional através dos fundos abutres amparados em decisão da justiça norte-americana, a gestão da centro-esquerda burguesa vem tentando sem sucesso um acordo dito “soberano” com os credores mas que, de fato, mantém a sangria nacional ao negar-se a romper com os rentistas internacionais. Em contrapartida, Cristina toma medidas paliativas de controle do câmbio e intervenção da economia para controlar os preços dos produtos cada vez mais escassos nas prateleiras. Estas limitadas iniciativas vêm sendo rechaçadas pela patronal nativa e as transnacionais que boicotam as medidas e aproveitam o “paro” previamente acertado com as CGTs e a CTA (cujas consignas são distracionistas e objetivam favorecer a corrupta burocracia sindical com a exigência de mais verbas estatais) para atacar o governo CFK pela direita usando a providencial “mão esquerda”, mais precisamente das centrais sindicais opositoras e da FIT. Esta “Frente de Esquerda”, conformada pelo PO, PTS e IS e apoiada por uma ampla franja de pequenas organizações revisionistas (LIT/PSTU, TPR, LOI-DO, CS) dá uma cobertura “combativa” aos planos golpistas da ação de “massas” orquestrada pela burocracia sindical pró-imperialista em conjunto com a direita reacionária, servindo como operadores “militantes” do teatro montado através de piquetes e cortes de rua. Tanto que o PO convocou uma marcha para ontem, dia 27, com a CTA de Pablo Micheli, para demonstrar alguma diferença com as CGTs, “mobilização” que só serviu para reforçar os planos de Moyano e não o contrário, uma vez que foi extremante fraca e se limitou a entregar uma pauta de reivindicações aos deputados dos partidos da oposição burguesa no Congresso Nacional!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014



Ato nº 2 da operação fraude Marina: “Institutos” de Pesquisas já apontam derrota de Dilma

Mal acabaram de se lambuzar com a lambança que provocou a queda do jato que conduzia o ex-candidato Eduardo Campos e sua equipe, as hienas conservadoras que se escondem por trás da fabricada imagem da “santinha” Marina, partem para o segundo ato de sua “operação” política com objetivo de retirar o PT da gerência do Estado Burguês. Se provocar um “acidente” aéreo fatal para tirar Campos do cenário eleitoral recolocando Marina no centro da disputa pelo Planalto envolve elementos bastante complexos em todos os sentidos, colocar em marcha os “institutos” de pesquisas para já apontar a derrota do PT no segundo turno é uma tarefa bem mais simples. Neste momento (antecipado a “fórceps”) as duas principais frações da burguesia nacional se colocam em um confronto direto com suas duas candidaturas, Dilma e Marina tem a absoluta certeza que uma delas ocupará a presidência da república. Empreiteiros e banqueiros, os dois setores hegemônicos no interior das classes dominantes, ocupando lados eleitorais opostos nesta conjuntura, descartaram qualquer possibilidade de dar uma sobrevida política ao Tucanato, se o PSDB ainda tiver algum lugar na história do país será ao lado de um possível governo central encabeçado pelo PSB “Marineiro”. O precipitado cenário eleitoral posto na mesa do “pocker” da burguesia não significa uma “crise da direita”, como alguns tolos revisionistas insistem em caracterizar a atual conjuntura. A “opção Marina” foi estabelecida pelo capital financeiro (nacional e internacional) há algum tempo, não configura de forma alguma uma “saída de crise” nem para a burguesia e tampouco para o imperialismo ianque. Ingenuamente, segmentos da esquerda realizam uma “leitura” completamente equivocada da delicada situação política, “comemorando” a irreversível derrota de Aécio como um triunfo antecipado da peleja pelo botim estatal, não conseguem enxergar que o que está se gestando com Marina é uma ofensiva neoliberal sem precedentes na história política recente do Brasil.

terça-feira, 26 de agosto de 2014


PCO e seu fracassado “Seminário Internacional”: Entre os poucos figurantes, apoiadores da OTAN e da contrarrevolução no Leste Europeu!

O PCO acaba de realizar neste final de semana um “seminário internacional” convocado para “ser um primeiro momento de debate e conclusões políticas na luta por um partido operário internacional, operário e de massas, a Quarta Internacional” (Causa Operária on line, 20/08). A fraude do “encontro” não se restringe a sua raquítica “amplitude”, restrita apenas a participação de um pequeno grupo expulso do PO argentino, a Tendencia Piquetera Revolucionaria (TPR). A expressão de “morto-vivo” no rosto de Rui Costa Pimenta e de sua reduzida claque na mesa da atividade não deixa dúvidas do fracasso do “seminário internacional”, ainda mais que Causa Operária havia anunciado o comparecimento de grupos da “Itália, Turquia, Venezuela e Bolívia” e outros países, um fiasco que deve ter arrancado risos sarcásticos de Altamira, Coggiola e cia. Entretanto, o maior embuste da “iniciativa” do PCO reside, antes de mais nada, nas posições de seu único “parceiro internacional”, apresentadas como revolucionárias e principistas. Na Argentina, a TPR está em plena sintonia com a oposição reacionária e golpista ao governo “burguês nacionalista” de Cristina Kirchner, segundo fielmente a linha política do PO que é um braço auxiliar da direita sojeira e da burocracia corrupta e pró-imperialista liderada pela CGT de Hugo Moyano, uma espécie de Paulinho da Força Sindical. No terreno internacional este agrupamento falsamente “piqueteiro” critica as posições de Altamira... sempre pela direita!!! Exigiu que o PO adotasse uma postura mais firme, junto com a OTAN e seus “rebeldes” contra Kadaffi na Líbia e, mais recentemente, contra Assad na Síria, inclusive criticando duramente o apoio que a Rússia de Putin prestou ao regime “nacionalista burguês” de Damasco contra os ataques do imperialismo ianque e os “rebeldes” financiados pelas potências capitalistas e Israel!!! Registre-se que além da TPR, o esvaziado “seminário” do PCO contou ainda com a participação de uma tal “liga dos comunistas” fundada por um parasita corrupto ligado ao vereador portenho, o meliante Gustavo Vera. O dito parlamentar argentino, outrora dirigente do PBCI, abandonou formalmente o trotskismo (portanto, não se trata mais de um revisionista), criou uma ONG (Fundação Alameda) e agora representa oficialmente as posições políticas do Vaticano no país do tango. Como se observa, o PCO está em muito boa companhia para “reconstruir a IV”, sua liliputiana frente internacional vai desde os apoiadores da OTAN até gente ligada a um vigarista que rompeu com o trotskismo e agora é um serviçal do Papa, que por ironia da história acabou de proferir uma “homilia” contra a Coreia do Norte e a ditadura “stalinista”, antes tão defendida por “Sergio Romero”!

domingo, 24 de agosto de 2014


Há 60 anos do “suicídio” de Vargas e dez dias do “acidente” de Campos: Duas mortes e um único responsável!

No dia 24 de agosto de 1954 era anunciado o falecimento do então presidente Getúlio Vargas, dando um tiro no próprio peito em seu quarto no Palácio do Catete localizado no Rio de Janeiro. Talvez o episódio mais marcante da história política brasileira, a morte de Vargas ocorreu em meio a uma profunda crise do regime vigente que refletia as contradições do projeto nacional-desenvolvimentista de seu governo. Um ano antes de sua morte a continuidade da política de estímulo à industrialização, uma das principais características do Varguismo, começou a sofrer limitações, exigindo a ampliação de investimentos estatais e o aumento das importações de equipamentos e máquinas (bens de capital), o que provocava um enorme déficit na balança comercial do país. O mesmo ocorria com a balança de pagamentos das contas correntes devido à sangria das divisas nacionais, promovida pelo crescimento das remessas ilegais de lucros pelas empresas estrangeiras que atuavam no país. Esse quadro tornava-se ainda mais grave com a queda dos preços do café no mercado mundial (principal commoditie para exportação no período), contribuindo para o declínio da receita externa, o que reacendeu a disputa feroz entre as diferentes frações da burguesia nacional pelas divisas em dólar e pelo controle do Estado burguês a fim de preservar seus interesses comerciais. Foi esse o “pano de fundo” fundamental da crise política que abalou profundamente o país nos anos 50 e levou ao “suicídio” induzido do “caudilho nacionalista” em agosto de 1954, sob a pressão direta do imperialismo ianque ávido pela “troca” do chefe de estado brasileiro. Sessenta anos depois a mesma Casa Branca, ocupada obviamente por outro presidente, está sedenta por outra “troca” no Brasil e para isto não pouparia seus “esforços” já fartamente conhecidos pelos seus “adversários” internacionais. O suspeito “acidente” que vitimou Campos e sua candidatura ao Planalto , assim como o “suicídio” de Vargas, serviram como uma “luva” aos interesses de Washington, ainda que em situações históricas  distintas. Getúlio e Campos não eram inimigos viscerais do Pentágono, o primeiro chegou a alinhar o Brasil ao lado do imperialismo ianque na grande Guerra Mundial, o segundo prometia a Wall Street a tão desejada “autonomia” do Banco Central brasileiro, porém cada um deles estava no lugar e na hora errada segundo a ótica dos EUA. Vargas insistia em manter no governo seu “modelo” de substituição das importações e Campos persistia em permanecer com sua candidatura “atolada” favorecendo assim a continuidade da quarta gestão petista consecutiva, elemento considerado inaceitável pelo governo dos EUA. Se hoje não paira a menor dúvida que o “Cerco ao Catete”  foi uma operação política montada desde a Casa Branca, tendo como “operadores” nacionais os ultrarreacionários da UDN, também é certo que a responsabilidade pela queda do jato de Campos (que sequer tem propriedade conhecida até o momento) está relacionada diretamente aos interesses das corporações financeiras no país.