sexta-feira, 24 de abril de 2015


CRIATURA DA DITADURA MILITAR, REDE GLOBO CHEGA AOS 50 ANOS CELEBRANDO A IMBECILIZAÇÃO DE NOSSO POVO, SEMPRE ATIVA NO GOLPISMO MAS "JURANDO AMOR" PELA DEMOCRACIA DOS RICOS!

A TV Globo festejará seus 50 anos de existência neste 26 de abril, data em que começou a funcionar no ano de 1965, fundada por Roberto Marinho. Serão promovidos megaeventos e lançados vários produtos comemorativos para enaltecer o papel nefasto não só da “rede” mas do conjunto das “Organizações” da famiglia Marinho em nosso país. A emissora é criatura do golpe militar de 1964. O então diretor do jornal “O Globo” Roberto Marinho foi um dos principais incentivadores da deposição do presidente João Goulart, dando sustentação política, ideológica e logística à ação das FFAA. Um ano depois, foi fundada a sua emissora de televisão, que ganhou graças a ação dos generais gorilas em parceria com investimentos financeiros de corporações da mídia ianque. O império foi construído com incentivos públicos, isenções fiscais e outras mutretas, passadas e recentes. Recentemente em um editorial do pastelão “O Globo”, sua direção anunciou uma “autocrítica” pelo “apoio editorial” ao golpe militar desferido contra o povo brasileiro em 1964. A primeira leitura deste tardio “perdão” poderia apontar para uma singela readequação da mafiosa famiglia aos novos tempos de “democracia”. Afinal de contas este regime vigente da “democracia dos ricos” caiu como uma luva aos interesses comerciais do poderoso grupo de comunicações, que manteve praticamente inalterada sua hegemonia no setor. Não se pode esquecer que o apoio (na verdade uma conspiração) a todo processo que culminou na derrubada do governo nacionalista de Goulart, teve como primazia os interesses comerciais do empreendimento dos Marinho. Com a sedimentação da ditadura militar o jornal "O Globo" transformou-se rapidamente em uma rede nacional de TV, desbancando o império das comunicações nacional, construído por Assis Chateaubriand. Em plena sintonia com o imperialismo ianque, que financiou inicialmente todo o megaprojeto dos Marinho em parceria com o grupo Time Life, a TV Globo converteu-se na principal base de apoio de “massas” do regime militar (o monopólio da cobertura da copa do mundo em 70 foi o ponto determinante da inflexão), sendo muito bem gratificada pelos serviços prestados. Mas se no caso dos milicos a “ideologia” reacionária dos Marinho casava muito bem com seus interesses empresariais, não se pode dizer o mesmo da última década dos governos petistas, onde mesmo sendo beneficiada com generosas verbas estatais (faturadas diretamente por anúncios públicos ou via empréstimos do BNDES) a rede Globo não consegue digerir uma longa sequência histórica de “poder” da Frente Popular. Por suas viscerais ligações com o grande “Amo do Norte”, os Marinho se oferecem mais uma vez para serem parceiros da ofensiva imperialista contra os governos da “centro-esquerda” na América Latina, só que desta vez “jurando amor” pela democracia!

quinta-feira, 23 de abril de 2015


REPUDIAR A AGRESSÃO COVARDE DO PSTU CONTRA MILITANTES DA FIP! NÃO AOS ATAQUES FÍSICOS ENTRE CORRENTES QUE SE REIVINDICAM DA CLASSE OPERÁRIA! NENHUMA INGERÊNCIA DA POLÍCIA E DO ESTADO BURGUÊS NAS DISPUTAS DO MOVIMENTO DE MASSAS! 

Tivemos conhecimento que no último dia 16 de abril, nas dependências da UERJ, militantes do PSTU e sindicalistas da Conlutas agrediram ativistas ligados a FIP (Frente Independente Popular). Em uma ação covarde e totalmente desproporcional, 50 militantes do PSTU atacaram 06 membros da FIP em uma sala da universidade, deixando vários feridos e com lesões graves, como revelam as fotos acima. A conduta inadmissível do PSTU seria uma “resposta” ao fato de no mesmo dia 16 alguns de seus militantes terem sido intimidados e mesmos expulsos de uma assembleia estudantil na UERJ por membros da FIP e do MEPR. Não desconhecemos as atitudes provocativas da FIP-MEPR contra o PSTU, a LBI e outras correntes políticas, acusando-as de fascistas, policiais e "P2". Por esta razão inclusive condenamos o ataque a sede do PSTU ocorrida em abril de 2014, em que a direção morenista acusou militantes da FIP como responsáveis pela ação desastrosa. Como naquela ocasião, agora também repudiamos de forma veemente que uma corrente política se utilize de agressões físicas covardes de caráter gangsteril e ataques a sedes partidárias contra organizações adversárias que se reivindiquem da classe operária, sejam quais forem as divergências políticas em debate. No caso atual, os fatos deixam claro que desta vez foi o PSTU o agressor e a FIP a vítima. A LBI rechaça de público este método incompatível com a democracia operária. Ainda que a LBI tenha profundas divergências programáticas e ideológicas com a FIP e o MEPR, repudiamos energicamente a agressão de seus militantes por parte do PSTU, um partido degenerado que cada vez mais copia as práticas da burocracia sindical frente populista. Este ato gravíssimo deve ser repudiado incondicionalmente pelo conjunto da esquerda revolucionária e comunista porque representa um ataque à própria democracia operária, tendo em vista que o MEPR e a FIP são organizações que atuam no movimento de massas e se reclama formalmente socialistas e revolucionárias. Tal agressão se constitui em um perigoso precedente que apenas fortalece as tendências de recrudescimento do regime da democracia dos ricos sobre o conjunto do movimento de massas, ainda mais em um quadro onde parte dos agredidos pelo PSTU estão na lista dos 23 processados pelo Estado capitalista. Esta atitude intolerável pode abrir caminho para justificar a intervenção do Estado burguês nas disputas políticas no interior do movimento de massas, tanto que agentes do novo DOPS (DRCI) estiveram na UERJ para conversar com seguranças sobre o ocorrido, ampliando assim as condições para a perseguição aos militantes do movimento de massas e de qualquer uma das organizações políticas envolvidas em enfrentamentos desta natureza. 

quarta-feira, 22 de abril de 2015


DIVISÃO DE TAREFAS PELA PRECARIZAÇÃO: BASE DO GOVERNO DILMA E DIREITA APROVAM TERCEIRIZAÇÃO COMPLETA! PT NÃO OBSTRUI VOTAÇÃO NO PARLAMENTO E CUT NÃO MOBILIZA NAS RUAS!

A votação desta quarta-feira, 22, manteve o fundamental do texto do PL 4330 aprovado anteriormente, mudando apenas alguns aspectos. O PT e o PCdoB fizeram demagogia parlamentar votando contra o PL e propondo emendas contra a terceirização nas chamadas “atividades-fins” mas fecharam um acordo para não obstruir as votações, o que permitiu a aprovação da versão mais draconiana do projeto. Por sua vez, a CUT não mobilizou os trabalhadores. Os atos desta quarta foram muito menores que os da semana passada, sendo que existia disposição para amplificar as mobilizações do dia 15/04 e inclusive construir a Greve Geral. De fato não houve mobilização nas ruas. No Congresso, o PT votou contra as medidas de ataques mais explícitos, mas sua posição como partido não muda o curso da votação. Aproveita a chance de fazer demagogia para sua base social mas nas questões decisivas dá continuidade à sua política dos últimos 12 anos enquanto seu governo deixa o PL 4330 correr através da Articulação Política de Temer, exigindo apenas que se assegure a arrecadação tributária para manter o ajuste fiscal. Não por acaso, o partido participou do acordo de não obstruir de forma alguma as votações das emendas a PL 4330 e garantir sua votação. Agora ele segue para o Senado controlado pelo facínora Renan. Esta realidade comprova mais uma vez o que afirmamos: Dilma e Cunha estão juntos nos ataques aos trabalhadores e nesse sentido são aliados de classe para atacar as conquistas e seguir o ajuste fiscal neoliberal. Por essa razão, a burguesia e o imperialismo descartam qualquer perspectiva de golpe ou mesmo impeachment contra a “gerentona” petista, desejam primeiro que ela se desgaste ainda mais aplicando suas medidas antipopulares, estas sim um verdadeiro golpe contra os trabalhadores. A saída para os explorados é construir nas ruas e através de sua ação direta a oposição de classe, operária e revolucionária, ao governo da frente popular e a direita demo-tucana! Nesse sentido é preciso superar a política de colaboração de classes da CUT que ao não organizar a resistência operária e popular permitiu a imposição desta derrota histórica aos trabalhadores! 

segunda-feira, 20 de abril de 2015


O CAMALEÃO OPORTUNISTA DO PCO E SEUS DISPARATES: DO “GOLPE COM DATA ANUNCIADA” AO... “FIASCO DA DIREITA”!

Dias antes do domingo, 12 de Abril, data das últimas manifestações da direita contra o governo Dilma (bem menores que as ocorridas em 15 de Março) o PCO anunciava em seu delírio amplamente conhecido entre a vanguarda: “12 de abril: Um golpe com data anunciada” (site PCO, 29.03). Segundo as previsões alucinadas de Rui Pimenta, o domingo seria o “Dia D” do golpe final contra o governo do PT, tanto que sua “análise” reforçava tal devaneio: “Já está em todos os jornais. Não enxerga quem não quiser ver. E já não se trata mais de mera movimentação golpista de bastidores ou de um prognóstico político com base em informações esparsas. O golpe tem dada marcada” (Idem). De fato, só os ignorantes da seita comandada pelo círculo Pimenta tiveram a “capacidade” de prever o dia e a hora exata do suposto golpe de Estado contra Dilma. O mais hilário de toda essa patuscada é que a presidenta que seria alvo da investida golpista em 12 de Abril estava no exato momento do suposto ataque máximo dos coxinhas reacionários, para pôr fim a seu mandato, de braços dados com ninguém menos que Barak Obama, no Panamá! Ambos com sorrisos largos, já que o representante-mor do imperialismo ianque era só elogios a “gerentona” petista muito contente com o ajuste fiscal neoliberal que implementa no país, e por ela ter passado a apoiar a libertação dos golpistas presos na Venezuela. Entretanto o “golpe de misericórdia” (desculpem o trocadilho) na tese estapafúrdia lançada pelo PCO (compartilhada por seus papagaios liliputianos) veio das próprias manifestações do domingo, bem menores que as passadas em função do “freio” político acionado pelos promotores que já anunciaram o fim dos protestos pelo “Fora Dilma”. No famoso “esqueçam o que falei”, restou ao patético PCO noticiar na segunda-feira (13.04) em seu site “12 de abril em SP: O fiasco da direita” ou “Uma manifestação...menor: A burguesia não alcança o paraíso”! Mas, vejam só, não era o 12 de Abril, segundo o mesmo PCO, a data marcada para o golpe da direita? Como podemos observar, o papel de camaleão político de Causa Operária não tem limites. O mais tragicômico desta novela rocambolesca é que recentemente Rui Pimenta lançou um artigo intitulado “Resposta às acusações da LBI ao PCO” (site PCO, 26.03) em que afirma: “Grupo cearense, que se diz internacionalista, demonstra desconhecimento político, incapacidade de pensar e dificuldade para argumentar”. Afora a xenofobia racista que é destilada sistematicamente pelos membros da família Pimenta como “marca registrada” em seus textos no Facebook contra a LBI (que já foram antecedidos de xingamentos homofóbicos vulgares utilizado pelo fascista Bolsonaro), chama a atenção o fato de apesar do PCO não conseguir fazer qualquer análise minimamente coerente da situação política por seu seguidismo cego ao governo do PT/PMDB ainda ter a cara-de-pau de acusar nossa corrente de ter “incapacidade de pensar e argumentar”. Esses revisionistas energúmenos (que se travestem de mestres da elite com tons professorais) agora terão que explicar como de um dia para o outro o “golpe iminente” transformou-se em “fiasco”. O PCO não poderá nem argumentar que foi o apoio do imperialismo ianque a Dilma, expresso na Cúpula das Américas, que demostrou para a tucanalha e a direita que a Casa Branca deseja claramente manter Dilma no Planalto até que ela complete o ajuste neoliberal. Rui Pimenta “sabidamente” já explicou que a CIA trabalha dia e noite para derrubar Dilma imediatamente e que Obama trama o golpe iminente com a direita tucana! O que dirá o sonolento dirigente do PCO em sua próxima “palestra” diante da completa desmoralização política do seu partido em virtude da defesa vergonhosa que faz do governo Dilma?

sexta-feira, 17 de abril de 2015


PRISÃO DE VACCARI E NOVA AMEAÇA A JOSÉ DIRCEU: LAVA JATO NÃO PASSA DO "SEGUNDO TEMPO" DO PROCESSO FARSA DO "MENSALÃO". GANHAR ÀS RUAS PARA ENFRENTAR OS "INTOCÁVEIS" DE MORO!

A arbitrária prisão do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari e a covarde ameaça de uma iminente e nova detenção de José Dirceu apenas confirmaram o que já vínhamos denunciando há algum tempo: a Operação "Lava Jato" não passa de um "segundo tempo" da farsa do processo do "Mensalão" contra os dirigentes do PT. Vaccari vinha sendo um alvo preferencial das investigações da "Lava Jato" na tentativa da criminalização do conjunto do PT, afinal era o quadro político do partido (em atividade) mais próximo ao "núcleo duro" lulista. A prisão decretada pelo "justiceiro" Sérgio Moro teve como "base" o fato do PT ter recebido pesadas doações de empreiteiras em suas últimas campanhas eleitorais, as "contribuições" financeiras destas empresas foram todas registradas legalmente, assim como ocorre em todos os grandes partidos burgueses deste país. Com base nesta evidência do regime democrático, onde os grupos capitalistas financiam as campanhas políticas dos gestores e parlamentares do Estado burguês, Moro deveria ter decretado a prisão de toda a República, sem uma única exceção! Como Marxistas não somos ingênuos e idealistas para exigir que a justiça burguesa decrete o socialismo no Brasil. Como isto não está em cogitação, tampouco existe a possibilidade da moralização deste regime pela via de uma corte patronal sem a chegada da revolução proletária, portanto tem um único objetivo o "diferente" Moro e sua equipe dos "intocáveis": desmoralizar e caçar o registro partidário do PT. Não temos a menor dúvida sobre quais são os reais interesses das corporações capitalistas em bancar partidos políticos, também não temos ilusões sobre a "rigidez ética" dos burocratas petistas, porém o que está em jogo no momento é a ameaça ao direito conquistando na luta de organização política para o conjunto da esquerda (inclusive a esquerda burguesa como o PT). Nós da LBI fomos a primeira corrente política a se lançar decididamente contra a ação penal 470, caracterizando como o "ovo de serpente" de uma ofensiva reacionária da burguesia contra os movimentos sociais, a história nos deu plena razão! Naquela ocasião muitos grupos da esquerda nos acusaram de defender corruptos "confessos" como Dirceu e Delúbio, apesar de explicarmos pacientemente que o falso vestal Joaquim Barbosa não tinha interesse algum em promover qualquer "faxina" ética nas entranhas corrompidas do Estado burguês, ao contrário seu objetivo era o de apoiar ideologicamente as alas mais corruptas e direitistas da política nacional como o PSDB e DEM. Com Moro é exatamente a mesma sentença: favorecer o Tucanato e os interesses imperialistas para destruir a Petrobras e as reservas de mercado da economia brasileira.

quinta-feira, 16 de abril de 2015



15A: UM LIMITADO MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA AOS ATAQUES DE DILMA E CUNHA CONTRA OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Ocorreu neste 15 de abril o dia nacional de paralisações contra o PL das Terceirizações. As oposições sindicais filiadas a TRS-LBI intervieram ativamente nas manifestações. Na capital paulista, cerca de 30 mil pessoas compareceram a atividade convocada a tarde no Largo do Batata pelo MTST e apoiada pelo MST, CUT, CTB, CONLUTAS e INTERSINDICAL. Além da LBI estiveram presentes militantes do PSTU, PSOL, LSR, LER-QI, TPOR, PCB e PC do B. O PCO esteve ausente cada vez mais desmoralizado por sua teoria furada do "golpe com data marcada". A manifestação foi um grande teatro montado pela burocracia sindical "chapa branca" em parceria com os setores que se reivindicam de "oposição de esquerda". Nenhuma das organizações políticas e sindicais que possuem consideráveis peso político jogaram pesado com relação a levar adiante uma agenda de ação direta consequente contra a PL 4330 e o plano de austeridade de Dilma-Levy. Em Fortaleza onde as oposições ligadas a TRS fizeram piquetes em frente de bancos e nas ruas centrais da cidade, a atividade concentrou cerca de 3 mil pessoas mas limitou-se a um passeata contra as terceirizações, sendo dispersada pela burocracia sindical quando se radicalizava no fechamento do comércio pela ação direta dos trabalhadores. Em resumo, podemos dizer que apesar de algumas paralisações localizadas (operários das montadoras Volks, Ford e Scania) e de fechamento de rodovias importantes como a Via Anchieta no ABC paulista, o dia 15 tratou-se de um limitado movimento de resistência diante dos ataques históricos de Dilma e Eduardo Cunha contra os direitos dos trabalhadores.

Oposições sindicais da TRS intervem no 15A

terça-feira, 14 de abril de 2015


OPOSIÇÕES DA TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA SINDICAL (TRS) PARTICIPARÃO ATIVAMENTE DO 15 DE ABRIL NA PERSPECTIVA DA GREVE GERAL!

As oposições sindicais filiadas a TRS que atuam em diversas categorias (bancários, professores, operários, urbanitários, rodoviários e aeroviários) participarão ativamente deste 15 de Abril, dia nacional de luta contra o PL 4330 das Terceirizações. Os sindicalistas revolucionários combatem a precarização do trabalho no Brasil como parte da luta contra o ajuste fiscal neoliberal imposto pelo governo Dilma através das MP´s 664 e 665, que restringem o pagamento das pensões por mortes, o PIS e o seguro desemprego. A militância da TRS intervirá nos atos, paralisações e piquetes tendo como perspectiva a construção da Greve Geral! Como Marxistas Revolucionários chamamos particularmente o MTST, MST e centrais sindicais da esquerda (Conlutas e Intersindical) para atuar em unidade de ação a fim de utilizar esse dia 15 com o objetivo de preparar uma verdadeira jornada nacional de luta direta contra as “reformas” neoliberais do governo Dilma sem depositar nenhum ilusão na pressão sobre o parlamento e as instituições corruptas desta República dos barões capitalistas! A ofensiva imperialista gerenciada por Dilma em conluio com Eduardo Cunha (PMDB) não dá sinal de nenhuma “trégua”, a atuação de seu “homem dos rentistas”, o ministro Levy, demonstra isso, reunindo-se com o presidente da Câmara dos Deputados para manter a arrecadação da União às custas da precarização do trabalho. Somente uma resposta política enérgica do movimento de massas poderá derrotar os planos de ajuste do capital financeiro, é necessário começar a debater e organizar uma verdadeira greve geral contra a perda dos nossos direitos! 

segunda-feira, 13 de abril de 2015


GALEANO PRESENTE! UM INTELECTUAL PROGRESSISTA QUE NÃO COLOCOU A VENDA SUA HISTÓRIA DE VIDA

“Vivemos em plena cultura da aparência: O contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus.” - Eduardo Galeano

A morte de Eduardo Galeano representa um duro golpe no campo progressista e anti-imperialista mundial em uma época onde a ofensiva do capital financeiro sobre os povos atinge seus níveis mais acentuados. Galeano não era um comunista, mas soube honrar até o último dia de sua vida suas profundas convicções democráticas sobre as raízes da realidade latino-americana, abordada em inúmeras crônicas, artigos e livros. Nos dias da cólera neoliberal são poucos os escritores, intelectuais e artistas de um modo geral que não sucumbem a lógica do mercado para se tornarem mais palatáveis a chamada "cultura de massas", um eufemismo que costuma agradar os agiotas do conhecimento humano. Nascido em Montevidéu no ano de 1940 desde muito jovem abraçou o ofício do jornalismo, quando desistiu de seu futuro futebolístico mais tarde retratado em sua obra "O futebol ao sol e à sombra". Galeano iniciou sua carreira jornalística no início da década de 60 como editor do "Marcha", importante periódico semanal que contava como articulistas Vargas Llosa e Mario Benedetti. Em 1971 publicou seu livro mais conhecido "As Veias Abertas da América Latina" afirmando seu viés ideológico de esquerda anti-imperialista com a denúncia libertária do saque colonial de nosso continente. Em 1973 foi preso em Montevidéu e posteriormente obrigado a se exilar na Argentina em virtude do golpe militar em seu país, três anos depois estava na "lista de morte" do sanguinário general Videla, quando partiu para um novo exílio para o Estado Espanhol. Na Europa deu início a trilogia "Memória do Fogo", obra premiada internacionalmente. Em 1985 quando do término do regime militar no Uruguai, Galeano retornou ao seu amado país onde viveu até sua morte. Acerca do governo "democraticamente eleito" de Julio Sanguinett, Galeano sempre manteve uma postura crítica, posição que sustentou até os dias de hoje no Uruguai sob o poder da Frente Ampla, mesmo intervindo em uma de suas alas de esquerda. Com sua morte os barões da mídia corporativa tentaram falsamente imputar a Galeano uma autocrítica política de sua obra, distorcendo algumas de suas declarações sobre "Veias Abertas da América Latina". Porém Galeano não era um intelectual venal do tipo FHC rechaçando cabalmente a torpe falsificação. Mesmo mantendo nítidas diferenças programáticas com alguns pontos da trajetória e dos próprios escritos de Galeano, prestamos nossa modesta homenagem a esse combatente da causa popular latino-americana, conscientes que nesta hora de profundo recrudescimento da ofensiva imperialista contra os povos após a "Queda do Muro de Berlim" nossa trincheira perdeu um valoroso guerreiro. 
15 DE ABRIL: CONTRA A PRECARIZAÇÃO E O AJUSTE NEOLIBERAL, CONSTRUIR A GREVE GERAL!


No último dia 8 a Câmara de Deputados aprovou o texto base do PL 4330 que impõe a precarização do trabalho em todos os ramos da produção e dos serviços. Tratou-se um dos mais graves ataques aos trabalhadores dos últimos tempos. O grosso da base parlamentar do governo Dilma votou a favor do projeto, não só o PMDB de Cunha e Temer (que agora dirige a articulação política do Planalto no Congresso), mas também o PDT que controla o Ministério do Trabalho. A aprovação do projeto obviamente teve o apoio da oposição demo-tucana capitaneada por Aécio Neves. Como se observa, a “gerentona” petista não moveu um dedo para barrar este verdadeiro golpe contra os trabalhadores, restringindo-se os votos em contrários a parlamentares do PT e PCdoB. O ministro Joaquim Levy, que se encontrou na véspera da votação do projeto com Eduardo Cunha, propôs algumas mudanças na medida relativas a questões tributárias (que foram aceitas) mas como era de se esperar avalizou a precarização aos direitos pelas mãos do parlamento, já que esta encontra-se em sintonia com o ajuste fiscal neoliberal que cortou benefícios do INSS e restringiu o acesso ao seguro desemprego. O mesmo fez o Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Ele se encontrou pouco antes da votação com o relator do projeto, o deputado Arthur Maia, do Solidariedade, simplesmente para negociar que o projeto não reduza a arrecadação e nem resulte em aumento de carga tributária para as empresas que precarizam a mão de obra!!! O PL das terceirizações representa um ataque brutal contra a classe trabalhadora brasileira. O projeto, se implementado, vai reduzir direitos e salários, dividir os trabalhadores e promover acordos coletivos diferenciados e ampliar as privatizações em todos os serviços públicos, uma vez que o governo vai preferir terceirizar a mão de obra, como ocorre descaradamente na Petrobras. A medida vai ajudar o governo Dilma em seu ajuste fiscal, ao lado das medidas provisórias 664 e 665 que restringem o pagamento das pensões por mortes, o PIS e o seguro desemprego, medidas aplaudidas por Obama na recente reunião com Dilma na Cúpula das Américas.

domingo, 12 de abril de 2015


OS COXINHAS DA REAÇÃO PUXAM O FREIO NA PAULISTA: PROTESTOS SÃO GENERALIZADOS NO PAÍS MAS BEM MENORES DO QUE O 15 DE MARÇO

A grande expectativa deste domingo estava mesmo focada sobre a capacidade de mobilização dos "coxinhas da reação" em relação a concentração na Av. Paulista, epicentro simbólico da direita brasileira. Já se tinha um prognóstico consolidado que os protestos pelo impeachment de Dilma iriam se generalizar no país, porém perderiam força política e número de participantes em função da própria conjuntura nacional. Mas a "Paulista" poderia apresentar ainda alguma surpresa, posto o nível concentrado de ódio da classe média alta "quatrocentona". A própria Folha de São Paulo publicou na véspera uma suposta pesquisa indicando o crescimento da impopularidade do governo Dilma, destonando um pouco de outros editoriais da mídia "murdochiana" bem mais comedidos. Portanto o ato pelo impeachment na Paulista seria um medidor político não só do próprio dia 12, mas fundamentalmente do fôlego das próximas mobilizações a serem convocadas. Dilma e Lula trabalharam bastante no sentido de "roubar" a agenda neoliberal da oposição tucana, reforçando ainda mais a percepção no interior da oposição conservadora de que não é hora de levantar a bandeira do impeachment. As organizações colaterais da tucanalha, como o MBL e o VPR entre outras do gênero "mauricinho" seguiram esta linha e "puxaram o freio", chegando a anunciar que não planejam convocar outras manifestações no horizonte mais próximo. O resultado numérico e político deste dia 12 não apresentou grandes "novidades", sequer na "QG" da Paulista. Cerca de cem mil manifestantes furiosos contra o PT marcharam na avenida que outrora abrigou as mansões dos barões do café, contrastando com quase um milhão no último dia 15 de março. O momento de "refluxo" da onda direitista coloca a necessidade do movimento de massas ganhar as ruas com uma grande ofensiva política, não para apoiar a pauta de atrocidades neoliberais do governo Levy/Temer. É preciso ocupar multitudinalmente a "Paulista" (e todas as praças deste país) das lutas dos trabalhadores com um programa classista em defesa de nossos direitos e conquistas históricas ameaçadas pelo conluio burguês formado entre petistas e tucanos e a "base aliada".

MANIFESTAÇÕES PERDEM FORÇA NO DIA 12 PELO RECADO DE OBAMA AOS TUCANOS: DEIXEM LEVY E TEMER GOVERNAR PARA FINALIZAR O "AJUSTE"!

As manifestações pelo impeachment de Dilma que ocorrerão daqui a pouco, convocadas pelo Tucanato disfarçado e suas "colaterais sociais", perderam força e tendem a ser muito menores do que as realizadas no último dia 15 de março. A razão deste refluxo momentâneo da reação não se encontra na retomada da capacidade política do governo em impor uma pauta progressista para o país, como quer fazer crer a blogosfera "chapa branca", muito pelo contrário, a dinâmica petista tem sido no sentido de uma profunda inflexão a direita diante da agressiva ofensiva do PSDB e seus aliados de direita. Por outro lado as iniciativas da presidenta tem agradado os mercados com medidas neoliberais comandadas pelo "braço direito" dos rentistas, o ministro Joaquim Levy. Para completar o ciclo de rendição total, Dilma nomeia seu vice como "primeiro ministro" responsável pela Articulação Política do governo. Com a dupla de cafajestes, Temer e Levy, no controle do Estado nacional fica evidente que a oposição não terá o menor empenho em incitar a "rebelião" da classe média contra este governo "terceirizado", pelo menos enquanto não estiver concluído o "ajuste" do capital financeiro contra o povo trabalhador. Este elemento ficou absolutamente claro quando da recente aprovação do PL 4330 das terceirizações, onde a dupla de escroques atuou decididamente em favor da precarização da força de trabalho no Brasil. Rapidamente a tucanalha passou a "esfriar" os atos do dia 12 de Abril, atendendo a orientação vinda de Washington, afinal Dilma estava prestes a jurar "amor eterno" a Obama na Cúpula das Américas. Não deu outra, a Casa Branca já agendou a visita de Dilma no próximo dia 30 de junho para reestabelecer plenamente as relações comerciais entre os EUA e o Brasil. Lula foi o avalista político da transição entre o governo eleito e a dupla de canalhas comprometida com a austeridade contra o proletariado, o ex-presidente chegou a afirmar que o PT só retorna ao Planalto daqui a dois anos. Neste panorama fértil aos interesses das oligarquias reacionárias, é óbvio que não pode existir o menor interesse em "impedir" Dilma pelo simples fato de que ela já está impedida de governar! Só mesmo charlatães da política, muito bem remunerados pelo "caixa" do governo, como o PCO e afins, ainda tentam "vender" a fábula do Golpe de Estado contra Dilma. Enquanto estes pilantras dizem que a direita está prestes a tomar de assalto o Estado, este governo "terceirizado" vai aplicando o golpe da subtração de todas as conquistas e direitos da classe trabalhadora, o PL das terceirizações foi só uma "pequena amostra" do que ainda estar por vir...

sexta-feira, 10 de abril de 2015


ACORDO EUA-IRÃ: OBAMA RECUA TEMPORARIAMENTE PARA COOPTAR COM “ABRAÇO DE URSO” O GOVERNO PRÓ-OCIDENTE DE ROHANI

Guardadas as devidas diferenças geopolíticas, o acordo celebrado entre o Irã e o chamado G5+1 (EUA, Reino Unido, França, Alemanha, China e Rússia) segue a política da Casa Branca para Cuba, que podemos resumir como um “abraço de urso”. Obama acena com o distensionamento das sanções econômicas, fato que gera simpatia popular, enquanto exige concessões políticas, econômicas e militares gigantescas. O acordo prevê limitações ao enriquecimento de urânio no Irã, para evitar que o país construa bombas nucleares. Em troca, sanções econômicas impostas contra o Irã serão suspensas. O acordo, no entanto, ainda não está garantido. O Irã deverá começar a implementar as medidas exigidas e apenas depois disso os EUA vão suspender as sanções. Este é o “modelo” das negociações com Havana e Teerã. Enquanto isto, o imperialismo ianque recrudesce a ofensiva terrorista contra a Venezuela, o que gera a pergunta para qualquer ativista de esquerda: Qual a “lógica” da política externa dos EUA? Os Marxistas Revolucionários tem claro que a iniciativa da Casa Branca está inserida neste momento no contexto da própria crise que atravessa a ofensiva imperialista contra os povos, em particular no impasse militar no “Mundo Árabe” após o êxito inicial contra o regime Kadafista na Líbia. O empantanamento da invasão contra a Síria e as dificuldades de iniciar a estratégica operação contra o Irã, sem falar na impossibilidade de “dobrar” a influência militar da Rússia na região, obrigaram o Império a tentar um acordo provisório com Teerã. Este é um passo importante para a estratégia de governo de Obama que necessidade da cooperação do regime iraniano para combater o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. O restabelecimento de relações entre EUA e Irã, suspensas desde 1979, sofre forte resistência da Arábia Saudita, Israel e Turquia, produzindo um emaranhado no sistema de alianças no convulsionado Oriente Médio. Na arena diplomática os gestos de “boa vontade” do governo Obama servem como uma luva para tentar aplacar sua própria crise interna nos dois anos finais de seu mandato, esperando que o Partido Democrata consiga emplacar Hillary. Hoje a “mão estendida” de Obama-Kerry para o Regime dos Aiatolás tem por objetivo liberar as forças até então represadas diante dos conflitos com a Síria (aliada da Rússia e do Irã) e da pressão de Israel contra qualquer aproximação com o Teerã. Com um possível “acordo” com o Irã, que retardará por vários anos o programa nuclear persa, os EUA podem ganhar tempo para conseguir se fortalecer para um saída militar futura, já que os Clinton apoiam integralmente a “jogada” de aproximação com Cuba, o que não pode ser dito da política para o Oriente Médio onde Hillary defende uma imediata e agressiva ação militar contra Assad. Todas estas contradições estão no tabuleiro político colocados no acordo que deve ter seus termos finais celebrados no final de junho. O certo é que as bases das negociações colocam o Irã como alvo das inspeções dos observadores imperialistas por 10 a 15 anos como ressaltou o chanceler russo Lavrov e já tem reflexos na luta de classe no Oriente Médio, onde no Iêmen a milícia xiita Houthis (aliada do Irã) é atacada pela Arábia Saudita com o apoio dos EUA e não há um resposta à altura de Teerã a ofensiva. Não negamos o direito do Irã de negociar com o imperialismo o fim das sanções econômicas contra o país para se preservar como potência regional contra as investidas de Israel e manter o nível de vida de seu povo, justo objetivo almejado, porém alertamos que as bases do acordo atual também fornecem tempo para o imperialismo organizar uma ofensiva militar futura contra o país, como deseja a víbora Hillary Clinton que deve ganhar as eleições ianques em 2016.

quinta-feira, 9 de abril de 2015


ENQUANTO A BANCADA DO PT FEZ DEMAGOGIA NA CÂMARA CONTRA O PL 4330, MINISTROS DO GOVERNO DILMA NEGOCIAVAM NO PARLAMENTO OS TERMOS DA PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NO BRASIL

Com 324 votos a favor, 137 contra e 2 abstenções foi aprovado na Câmara o Projeto de Lei 4330 que permite a precarização generalizada do trabalho em nosso país. O grosso da base parlamentar do governo Dilma votou a favor do projeto, não só o PMDB de Cunha e Temer (que agora dirige a articulação política do Planalto no Congresso), mas também o PDT que controla o Ministério do Trabalho. Como se observa, a “gerentona” petista não moveu um dedo para barrar este verdadeiro golpe contra os trabalhadores, restringindo-se os votos em contrários a parlamentares do PT e PCdoB. O ministro Joaquim Levy, que se encontrou na véspera da votação do projeto com Eduardo Cunha, propôs algumas mudanças na medida relativas a questões tributárias (que foram aceitas) mas como era de se esperar avalizou a precarização aos direitos pelas mãos do parlamento, já que esta encontra-se em sintonia com o ajuste fiscal neoliberal que cortou benefícios do INSS e restringiu o acesso ao seguro desemprego. O mesmo fez o Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Ele se encontrou pouco antes da votação com o relator do projeto, o deputado Arthur Maia, do Solidariedade, simplesmente para negociar que o projeto não reduza a arrecadação e nem resulte em aumento de carga tributária para as empresas que precarizam a mão de obra!!! Lembremos que Sandro Mabel, autor do projeto, é do PR, partido da base parlamentar do governo Dilma. Como fica evidente, os votos contrários do PT-PCdoB contra a medida foram apenas para marcar posição e fazer demagogia sem qualquer consequência prática. Por sua vez, a CUT restringiu sua “resistência” ao projeto de terceirização a uma pequena manifestação no Congresso Nacional, sem convocar as bases dos sindicatos através de assembleias a paralisar suas atividades em repúdio ao drástico golpe neoliberal orquestrado com a cumplicidade de Dilma. Este ataque gigantesco aos trabalhadores comprova é que necessário convocar a luta direta contra o ajuste neoliberal do governo Dilma, cujas investidas são amplamente apoiadas pela direita. Faz-se necessário fortalecer o chamado do MTST a paralisar as atividades no dia 15 de abril não apenas genericamente por “mais direitos” mas para derrotar o ajuste neoliberal de Dilma, Levy e da direita, que representa o verdadeiro golpe contra os trabalhadores e seus direitos! Apesar de todo o “falatório” dos petistas contra a terceirização no país, devemos refrescar a memória da base “chapa branca” que o governo Dilma implementa uma vasta rede de trabalho precarizado nas empresas estatais e na própria administração direta. Só na PETROBRAS a força de trabalho precarizada já corresponde a mais de 50% da empresa, inclusive em áreas estratégicas!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

LEIA A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 294, 1ª QUINZENA DE ABRIL/2015


EDITORIAL
Ofensiva reacionária mundial teve início com o fim da URSS, os que ontem comemoraram queda do Muro hoje tardiamente falam em combater avanço da direita

A MORTE DO GAROTO DO MORRO DO ALEMÃO E DO FILHO DE ALCKMIN
Duas tragédias em classes sociais distintas! Nossa dor e solidariedade estão com Eduardo e sua família trabalhadora!

PETROBRAS “BATE RECORDES” DE EXTRAÇÃO
Como o café na República Velha, o “Pré-sal” hoje é um conto de fadas para tirar o país do atras!

VARIAÇÃO PÍFIA DE 0,1% DO PIB EM 2014 ANO DE RELATIVA "NORMALIDADE" ECONÔMICA
O que acontecerá ao país nos anos de drástico ajuste?

PMDB DEMITE PEPE VARGAS, ANULA MERCADANTE E ASSUME CONTROLE DA COORDENAÇÃO POLÍTICA DO GOVERNO DILMA
O capo da máfia Temer é o “primeiro ministro”!

DILMA CONVIDA MAFIOSO ELISEU PADILHA PARA COMANDAR ARTICULAÇÃO POLÍTICA DE SEU GOVERNO
PMDB aceita se antes descredenciar Mercadante...

PT DEFENDE “MOBILIZAÇÃO PELA DEMOCRACIA” IMPLEMENTANDO “AJUSTE” RECEITADO PELA DIREITA
Uma manobra a serviço da blindagem do governo Dilma

DIANTE DA CONVOCAÇÃO DA DIREITA PARA 12 DE ABRIL A RESPOSTA DE DILMA
“Vamos privatizar mais aeroportos e continuar confiscando salários dos aposentados”

DIREITA ORGANIZADA (MBL/VR) MARCA NOVOS ATOS PARA O 12A
Apesar da ajuda do governo com o “ajuste” a esquerda classista deve lutar para impedir manifestações reacionárias

FAMÍLIA MORENISTA (PSTU, CST, MRS) “FLERTA” COM O FORA DILMA
Genuínos trotskistas defendem defenestrar as manifestações reacionárias e derrotar o ajuste neoliberal!

PASSOS DE CAMALEÃO OPORTUNISTA DO PCO
De entusiasta apoiador dos “rebeldes” da direita made in CIA contra Kadafi a defensor envergonhado da gerente neoliberal de Obama no Brasil

CID GOMES, O FALSO “OUTSIDER” DEIXA MINISTÉRIO...
Oligarquia dos Ferreira Gomes continua muito bem no governo Dilma

PROFESSORES-SP
Derrotar o arrocho salarial imposto pelo “Opus Dei” Alckmin e superar a política de conciliação da direção da Apeoesp (PT)!

VITÓRIA DO CHACAL NETANYAHU TEM AVAL DA VÍBORA HILLARY CLINTON
Uma aliança sinistra para garantir o recrudescimento da reação imperialista

BUROCRACIA SINDICAL DE DIREITA EM ALIANÇA COM PATRÕES E OPOSIÇÃO REACIONÁRIA ORGANIZOU "GREVE GERAL" NA ARGENTINA
Luta em defesa do salário ou tentativa de golpe contra CFK? Esquerda revisionista (PO, PTS, IS, PSTU, TPR/PCO) apostou na opção do imperialismo

ARÁBIA SAUDITA BOMBARDEIA O IÊMEN PARA MANTER O PAÍS ALIADO SERVIL DOS EUA
Frente única com a milícia Houthis e o Irã para derrotar o ataque a serviço do imperialismo ianque!

terça-feira, 7 de abril de 2015


PMDB DEMITE PEPE VARGAS, ANULA MERCADANTE E ASSUME O CONTROLE DA COORDENAÇÃO POLÍTICA DO GOVERNO DILMA: O CAPO DA MÁFIA TEMER É O “PRIMEIRO MINISTRO”!

Se era para tomar de assalto o governo Dilma o PMDB "entrou de sola", recusou o desesperado convite para Padilha mudar de pasta e logo indicou o capo da máfia no comando da Articulação Política Institucional do Estado brasileiro. Michel Temer passa a ser um ministro que não pode ser demitido, posto que a Secretaria de Relações Institucionais foi extinta e suas atribuições legais repassadas à vice presidência da república, portanto um cargo indemissível ocupado pelo presidente nacional do PMDB. Não se trata é claro de um "acúmulo de funções", como ocorreu quando o vice de Lula (José Alencar) assumiu o Ministério da Defesa, Dilma com seu ato institucional de capitulação vergonhosa a quadrilha corrupta de Cunha, Renan, Eunicio e Cabral etc... instituiu a responsabilidade política de um "primeiro ministro" a Temer, com o agravante que nem o Congresso Nacional poderá lhe tirar a nova função. Na verdade o próprio caráter do governo Dilma foi alterado com as atribuições republicanas outorgadas a Temer, trata-se agora de um co-governo entre cúpula do PMDB e a corja rentista representada por Levy, onde o partido da presidenta (PT)assume funções secundárias na gestão da máquina estatal. Desde ontem quando vazou na mídia corporativa a informação do convite feito a Padilha, o PMDB (reunido no Palácio Jaburu) condicionou a aceitação para comandar a Articulação Política do governo a uma anulação política dos "poderes" da Casa Civil, ocupada por Mercadante. Lula foi consultado e deu aval a degola de seu próprio partido em favor de uma figura de "peso" do PMDB, a solução encontrada foi o "peso pesado" Temer. O que deve ficar absolutamente claro nesta trajetória autofágica do governo Dilma, é que tudo está sendo operado em nome de facilitar a aprovação do famigerado "ajuste", hoje a preocupação central da Frente Popular, maior até do que sua própria sobrevivência política. Paralelamente ao anúncio da nomeação de Temer, Dilma reunia no Planalto as lideranças dos partidos da base aliada para "implorar" fidelidade as medidas de austeridade econômica, com o "trunfo" de agora serem coordenadas politicamente pelo vice presidente da República.... E ainda existem os falsos tolos (muito bem remunerados pelo Planalto é óbvio!) que afirmam que existe um golpe da direita em andamento contra Dilma, talvez seja o "golpe" dos chacais pemedebistas para impor a este governo neoliberal sua orientação política à serviço do imperialismo e das oligarquias corruptas tupiniquins.

segunda-feira, 6 de abril de 2015


DILMA CONVIDA O MAFIOSO ELISEU PADILHA PARA COMANDAR A ARTICULAÇÃO POLÍTICA DE SEU GOVERNO, PMDB ACEITA SE ANTES DESCREDENCIAR MERCADANTE...

A presidenta Dilma Rousseff acaba de convidar o atual ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB/RGS), para comandar a pasta da Articulação Política atualmente chefiada pelo petista gaúcho Pepe Vargas. O convite marca uma inflexão "radical" do governo da Frente Popular no sentido de entregar a gestão da política de Estado para um partido que conspira a "céu aberto" contra a integridade do mandato da presidenta Dilma. Para acentuar o caráter "falimentar" da decisão, o escolhido por Dilma entre os "quadros" do PMDB foi nada menos que o mafioso Padilha, ex-ministro dos Transportes do governo FHC e um dos "valetes" de Eduardo Cunha. Mas a desastrada manobra de Dilma não se restringe em aumentar a influência do PMDB no governo, como uma tentativa de atenuar a pressão que sofre das quadrilhas parlamentares no Congresso Nacional, a nomeação de Padilha corresponde a retirar do PT a primazia da condução política que a maioria da população lhe outorgou nas últimas eleições. Porém a "sede de poder" do PMDB parece não ter limites diante da rendição de Dilma, a cúpula do partido ainda não decidiu aceitar o Ministério e já impôs suas condições. Reunidos no Palácio do Jaburu na noite desta segunda, Temer e Renan "dobraram a aposta" exigindo de Dilma a entrada do ex-deputado Henrique Alves no Ministério da Aviação e a anulação "branca" das tarefas políticas exercidas por Mercadante na Casa Civil. Por trás das chantagens do PMDB ao governo Dilma está o próprio Lula que defende publicamente a entrega da condução política do Planalto para a pandilha de Temer, Renan e Cunha. O "combativo" Lula não esconde de ninguém seu desejo de eliminar do governo o chamado grupo de "vestais" inoperantes do PT: Mercadante, Vargas e Rosseto, o suposto "núcleo duro". Lula declarou recentemente para a imprensa que "Mercadante vive falando de rating para cá, rating para lá. Que rating que nada! A crise é política e o governo tem que resgatar a confiança. O resto acontece naturalmente". Parece que o núcleo de "vestais" do governo, mais identificado com a esquerda petista, é menos simpático as negociatas comerciais com o PMDB, o que vem enfurecendo Lula. Caso Padilha resolva aceitar o convite para a chefiar a Articulação Política, teremos a esdrúxula situação de um governo petista sob intervenção da política econômica imposta pelos rentistas e seu bando "Levyano" por um lado e do outro a máfia do PMDB no leme da política institucional de Estado. Para a esquerda "chapa branca" será muito difícil convencer algum ativista político não cooptado pela "generosidade" estatal, que se trata de um governo "progressista" sob ameaça de um "golpe de direita"...

sexta-feira, 3 de abril de 2015


A MORTE DO GAROTO DO MORRO DO ALEMÃO E DO FILHO DE ALCKMIN: DUAS TRAGÉDIAS EM CLASSES SOCIAIS DISTINTAS. NOSSA DOR E SOLIDARIEDADE ESTÃO COM EDUARDO E SUA FAMÍLIA TRABALHADORA!

No mesmo dia, nesta quinta-feira, 02 de março, o Brasil tomou conhecimento de duas mortes trágicas. O garoto de 10 anos, Eduardo de Jesus Ferreira, foi morto por policiais militares no morro do Alemão com um tiro na cabeça disparado pelas costas. Em São Paulo, o filho do governador Geraldo Alckmin (PSDB) morreu após a queda de um helicóptero. As “coincidências” de resumem a data do ocorrido. Enquanto Alckmin enterrava seu filho nesta sexta, 03, cercado por celebridades e autoridades, os moradores do complexo do Alemão que protestavam contra a morte de Eduardo eram brutalmente atacados pela PM, a mesma polícia que tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo assassina diariamente o povo pobre nas favelas, morros e nas periferias das grandes cidades sem que a mídia dê qualquer destaque do ocorrido. Desgraçadamente, Eduardo é mais um entre crianças, jovens, adolescentes e trabalhadores que são alvo da repressão estatal, seja qual seja a desculpa utilizada: bala perdida, efeito colateral, tiro acidental ou simplesmente assassinato de um suspeito. Já Thomaz Rodrigues, filho caçula de Alckmin, era mais um mauricinho que desfrutava dos privilégios de classe da burguesia e que morreu ao exercer seu “hobby” de piloto, ao fiscalizar diretamente seus negócios de aviação. Thomaz nunca esteve de fato lado a lado com o perigo de ser morto por esquadrões que caçam os pobres nas vielas, sua casa nunca foi objeto de invasão policial, apesar do governador de São Paulo sabidamente está diretamente envolvido em vários escândalos de corrupção que desviam bilhões de reais do dinheiro público, verbas que não são aplicadas na saúde e educação de comunidades como o Alemão. São tragédias evidentemente, não há dúvidas, mas são tragédias diferentes, de seres humanos de classes sociais distintas, em que a dor e a solidariedade dos revolucionários estão com a família de Eduardo, trabalhadores que vivem sob a mira assassina do Estado burguês e submetidos a exploração Estado capitalista dia após dia. Não por acaso a PM reprimiu o protesto contra sua morte com bombas e balas enquanto fazia a segurança do “doutor governador”. Não derramamos nenhuma lágrima e não nutrimos nenhum sentimento de solidariedade com a família do fascista Alckmin, um homem frio e calculista que não vacila em ordenar a morte de trabalhadores, reprimir as manifestações sociais e perseguir ativistas políticos. Para vingar a morte de Eduardo e de todos os filhos do povo é preciso lutar pela destruição do aparato de repressão estatal assassino, o braço armado do Estado burguês que o chacal Alckmin é um dos mais fiéis defensores!

quinta-feira, 2 de abril de 2015


PETROBRAS “BATE RECORDES” DE EXTRAÇÃO: COMO O CAFÉ NA REPÚBLICA VELHA, O “PRÉ-SAL” HOJE É UM CONTO DE FADAS PARA TIRAR O PAÍS DO ATRASO

Nos últimos dias a Petrobras vem anunciando que a extração de petróleo no “Pré-Sal” bateu recordes. O site da companhia anuncia que “Nossa produção na camada pré-sal das bacias de Santos e Campos bateu novos recordes em fevereiro”. Longe de desenvolver uma campanha em defesa da Petrobras via a retomada da construção das refinarias (hoje paralisadas), o governo Dilma se limita a enaltecer o aumento da produção, reafirmando o papel de extração e exportação de óleo cru da empresa como sendo um trunfo para o “futuro do Brasil”. Esse discurso ufanista muito se assemelha ao utilizado nos tempos da chamada República Velha (1889-1930), quando a produção de café em larga escala foi apresentada pela burguesia (particularmente os latifundiários do sudeste) e seus seguidos governos como sendo a “salvação nacional”, ou melhor dizendo, como a forma de tirar o Brasil do atraso através da exportação desse produto para o mundo, sendo ele o principal item da pauta produtiva nacional. Na verdade as oligarquias regionais apresentavam a consolidação do país como uma grande latifúndio mundial como o meio de desenvolvimento nacional, o que se mostrou uma enorme falácia, porque a produção excessiva acabou por derrubar o preço no mercado e abrir uma crise na economia brasileira, incrementando o custo de vida dos trabalhadores. Nesse período a dívida externa conheceu uma escalada espantosa: de pouco menos de 30 milhões de libras em 1889, vai saltar para perto dos 90 milhões em 1910 e atingir mais de 250 milhões em 1930! Para a classe trabalhadora esse incremento significou desemprego, aumento do custo de vida numa economia estagnada, pois o governo desestimulava também a indústria, considerando o investimento nela um desperdício de dinheiro. Guardadas as proporções, o “Pré-Sal” vem sendo apresentado desde a era Lula também como o principal vetor para romper o atraso nacional. Anunciado em 2009 como a “salvação da lavoura” para o país, o petróleo descoberto em solos marítimos profundos, hoje já se revela o maior embuste produzido pelo governo da frente popular. Vendido pela mídia murdochiana como a forma de eliminar a pobreza do Brasil, sua produção não tem a menor viabilidade comercial, trata-se de um óleo com altíssimo custo de prospecção, exige investimentos pesados na construção de plataformas muito caras e novas refinarias que não existem no país, cuja construção agora encontra-se totalmente paralisadas pela Operação Lava Jato. A exploração de petróleo em qualquer lugar, seja marítimo ou terrestre, segue padrões do custo financeiro e benefício da produção social desta atividade. Pouco adianta ter muitas jazidas a dez mil metros de profundidade, onde o preço final do barril sairá pelo menos ao triplo do preço de sua cotação no mercado mundial de commodities. Fenômeno distinto ocorre na Venezuela, por exemplo, onde o petróleo jorra praticamente na superfície de águas rasas ou mesmo no próprio solo pantanoso. Perfurar um poço na costa tem um custo estimado de US$ 5 milhões, já na área do pré-sal o valor sobe para cerca de US$ 120 milhões. A este deve ser acrescentado os custos da instalação da plataforma e o custo da extração. O retorno do investimento é longo, variando de 20 a 30 anos. Pelos preços internacionais do barril de petróleo a margem de lucro do “Pré-sal” diminuiu e muito. Em resumo, ao bater recordes de extração sem poder refinar esse óleo cru pesado e de alto-custo, encobre-se que esta equação mantêm a completa dependência do país dos truste imperialistas. De nada adianta a Petrobras bater recordes de extração do “Pré-sal” apresentado falsamente como um conto de fadas para tirar o país do atraso para vendê-lo “in natura” como óleo cru para os trustes internacionais do setor controlados pelo capital financeiro. É óbvio que a função de “fazendão” do petróleo que cumpre hoje a Petrobras só interessa ao imperialismo. Se o Brasil vende óleo cru e depois compra combustíveis refinados com alto valor agregado jamais poderá superar o déficit estrutural que paralisa o crescimento de nossa economia.  

quarta-feira, 1 de abril de 2015


BUROCRACIA SINDICAL DE DIREITA EM ALIANÇA COM OS PATRÕES E A OPOSIÇÃO REACIONÁRIA ORGANIZOU UMA "GREVE GERAL" NA ARGENTINA: LUTA EM DEFESA DO SALÁRIO OU TENTATIVA DE GOLPE CONTRA CFK? ESQUERDA REVISIONISTA (PO, PTS, IS, PSTU, TPR/ PCO) APOSTOU NA OPÇÃO DO IMPERIALISMO

A burocracia sindical mafiosa e direitista da Argentina organizou ontem (31/03) mais uma "greve geral" contra o governo CFK. Unindo desde o histórico pelego Hugo Moyano (transportes) passando pelo burocrata Luis Barrionuevo (alimentação) até o reacionário Pablo Micheli (CTA), a "greve geral" contou também com a colaboração entusiasmada da patronal do setor financeiro e serviços. Porém o "êxito" político do Lock Out deve ser debitado mesmo na conta dos barões da mídia corporativa, que salivam como ratazanas a queda da presidenta Cristina. A pauta de reivindicações da burocracia sindical mafiosa esteve centrada contra o imposto criado pelo governo taxando lucros e salários superiores a cerca do equivalente a seis mil Reais. Independente da convergência ou não com a medida do governo nacionalista dos Kirchner, os Marxistas Revolucionários jamais poderiam se perfilar em "unidade de ação" com a direita alinhada programaticamente com a Casa Branca contra um governo da centro-esquerda burguesa. Em um ano eleitoral, a forças da reação já tentaram até forjar um assassinato de um "notório" promotor de justiça para tentar criminalizar a presidenta Cristina. Como a armação da morte do promotor Nisman não conseguiu "colar" na imagem da Casa Rosada, a oposição direitista agora impulsionou essa "greve" com o suporte de uma quadrilha sindical. É evidente que o imposto sobre salários, mesmo que relativamente elevados, não se justifica de forma alguma e deve ser combatido pelas legítimas organizações dos trabalhadores. Amalgamar salários e lucros em um mesmo "pacotaço", como fez a equipe econômica oficial, corresponde a um viés neoliberal que nada tem a ver com a plataforma histórica do nacionalismo burguês peronista. Porém "pegar carona" no trem político da direita como fez a esquerda revisionista argentina foi vergonhoso. Tanto oportunismo desclassado da FIT e apoiadores como a CS, TPR/ PCO, PSTU etc...só para tentar ampliar a bancada parlamentar nas próximas eleições gerais. Mas o apoio fervoroso da mídia "murdochiana" internacional a "greve" não deixou a menor dúvida de que realmente se tratava de um Lock Out da elite racista argentina, desesperada com a falta de unidade de sua oposição reacionária, que ameaça perder a quarta eleição consecutiva para os Kirchner (Frente para a Vitória-FPV). Qualquer semelhança com o "12 de Abril" convocado pela direita no Brasil (incluindo os pelegos sindicais) não é obviamente mera coincidência....

terça-feira, 31 de março de 2015


VARIAÇÃO PÍFIA DE 0,1% DO PIB EM 2014 ANO DE RELATIVA "NORMALIDADE" ECONÔMICA: O QUE ACONTECERÁ AO PAÍS NOS ANOS DE DRÁSTICO AJUSTE?

O resultado final do PIB de 2014 (soma dos trimestres) foi anunciado pelo IBGE nesta última sexta feira (27/03), a variação cravou o índice positivo de apenas 0,1%. O pífio desempenho da economia só não foi menor devido à incorporação da nova metodologia de cálculo utilizada pelo IBGE. Como a evolução do PIB não apresentou uma marca negativa em 2014, conseguiu superar o nível de 2009 onde apresentou uma queda de 0,2% em plena crise financeira internacional, foi comemorado pela atual equipe econômica palaciana como uma "boa surpresa". Na verdade a corja ministerial comandada por Levy conduz o país para um grande desastre econômico em 2015, se levarmos em conta que o ano passado foi de uma relativa "normalidade" econômica com níveis estáveis de emprego, renda e consumo para a maioria da classe trabalhadora. Porém os principais pilares do crescimento econômico nacional começaram a dar sinais de esgotamento do "ciclo virtuoso" já em 2013. O elemento central que determinou a retração ou estagnação de todos os segmentos da economia (agropecuária, serviços, indústria e investimentos estatais etc...) foi o enorme déficit da balança comercial brasileira. Como ainda somos um país capitalista periférico e dependente, o desempenho positivo de nossa economia está diretamente relacionado a nossa capacidade de exportação de commodities e produtos de baixo valor agregado. O equivocado mito criado por alguns "intelectuais" do campo da esquerda de um "Brasil imperialista" está desabando na mesma proporção do retrocesso do PIB. Afinal alguns dos nossos vizinhos supostamente imperializados estão atualmente em melhores condições econômicas do que o Brasil. O chamado "milagre lulista", só comparado ao "milagre econômico" dos militares no início da década de 70, não tem a capacidade de alterar os fundamentos estruturais do atraso de nossas forças produtivas, quando a bolha de crédito internacional e a "gordura" do saldo positivo cambial acabou voltamos a "enxergar" as mazelas da semicolônia. Em termos técnicos dos setores produtivos do PIB: a indústria teve o pior desempenho caindo 1,2% no ano. O setor agropecuário teve avanço de 0,4%, e os serviços subiram 0,7%. O setor de serviços foi o que mais movimentou recursos ao longo do ano passado, responsável por R$ 901,4 bilhões. A agropecuária girou R$ 48 bilhões, e a indústria, R$ 279,6 bilhões. Mas outros itens econômicos também entraram no cálculo do PIB: o investimento das empresas para poder produzir mais, chamado cientificamente de Formação Bruta de Capital Fixo, caiu 4,4% ao longo do ano passado. Como o principal indutor da economia capitalista, principalmente em um país semicolonial, é o próprio caixa central do Estado burguês, sua debilidade monetária reflete no conjunto das atividades produtivas. Assim o ciclo aberto em 2006, girando a economia nacional para mercados euro-asiáticos parece estar se encerrando, seguindo principalmente o "interregno" chinês. Na ausência da fartura chinesa, que decidiu reordenar alguns "alicerces" antigos de sua economia, como por exemplo a legislação trabalhista tanto atacada pelo imperialismo, os tecnocratas neoliberais da Frente Popular resolveram retomar a velha receita do FMI. Cortando drasticamente investimos do Estado e subtraindo direitos sociais dos trabalhadores e da população carente, os neomonetaristas de Brasília esperam congelar o PIB para evitar a bancarrota financeira do Estado, ledo engano! Se conseguiram o estancamento da economia em 2014, podemos esperar uma brutal recessão com desemprego, perda de renda dos trabalhadores e falências generalizadas de empresas nacionais em 2015.