terça-feira, 12 de maio de 2020

“CAIXA PRETA” DA OMS: CRIAÇÃO DE DOENÇAS, TESTES EM PAÍSES POBRES, FINANCIAMENTO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA E CONTROLE POLÍTICO DE BILL GATES...


A Organização Mundial da Saúde (OMS) é a maior agência das Nações Unidas, tem mais de 8 mil funcionários. Como Marxistas Revolucionários temos a obrigação de pontuar a natureza de classe da OMS. Ela não é uma organização neutra ou mesmo uma "agência multilateral" que deve ser defendida porque Trump suspendeu temporariamente o financiamento dos EUA para a mesma, como apregoa a esquerda mundial. Não tenhamos ilusões, a OMS faz parte da ONU, organismo que serve como uma concha “democrática” para os países imperialistas ditarem sua ordem mundial. Os maiores contribuintes financeiros da OMS eram até poucos dias o governo dos EUA e a Fundação Bill e Melinda Gates. Criada em 1948, a OMS era originalmente inteiramente financiada pelas contribuições anuais de seus países membros, hoje 194. Neste ínterim, quase 30% dos 4,9 bilhões de euros do orçamento da OMS para 2011-2012 já são provenientes de doadores particulares ou de subvenções governamentais “voluntárias”, sobretudo, dos países onde ficam as maiores empresas farmacêuticas do mundo. Cada um é obrigado a pagar contribuições para fazer parte da organização. São chamadas “contribuições avaliadas”, calculadas em relação à riqueza e população de cada país e representam apenas cerca de um quarto do financiamento total da OMS. Para o biênio de 2018-2019, apenas 17% do financiamento total veio de contribuições avaliadas. O restante vem de “contribuições voluntárias”, ou seja, donativos de parceiros. A fatura dos EUA foi de 59,2 milhões de dólares por ano com um total de 118,4 milhões de dólares para o biénio de 2018-2019, valor que Trump suspendeu recentemente, acusando a organização de falhas na forma como lidou com a pandemia de Covid-19: “Ordeno a suspensão do financiamento para a Organização Mundial da Saúde enquanto estiver a ser conduzido um estudo para examinar o papel da OMS na má gestão e ocultação da disseminação do novo coronavírus”. Quase três vezes mais vem de contribuições voluntárias. Elas Influenciam sobre estratégias e metas. Desta forma, a Fundação de Gates passou a ser maior doadora da OMS. Até aqui, estava logo atrás dos EUA. Ela gera sua renda principalmente a partir de ativos fixos. A maioria dos 25 bilhões de dólares que Bill Gates pôde investir nos últimos dez anos em programas de saúde em todo o mundo é derivada de empresas conhecidas na indústria química, farmacêutica e alimentícia, cujas atividades práticas vão contra os esforços pela melhoria da saúde global. Gates, também presidente da Microsoft, ganha fortunas com a defesa dos direitos de propriedade intelectual. Isso significa que ele luta pela patenteação de medicamentos e vacinas, em vez de promover produtos genéricos, livremente acessíveis e, portanto, menos caros. Gates leva a OMS a participar de programas de vacinação patenteada, os beneficiados são diretamente fabricantes de vacinas e seus acionistas. Não por acaso em outubro do ano passado, a Fundação participou do “Event 201”, no qual foi simulado uma resposta coordenada para o caso de uma pandemia a nível global. O evento foi realizado em parceria com o Johns Hopkins Center for Health Security e o Fórum Econômico Mundial. Hoje a OMS é controlada efetivamente pela indústria farmacêutica, com crescente dependência de doadores privados como a Fundação Bill & Melinda Gates, doou mais US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 785 milhões) destinados aos suposto combate à Covid-19, esse “filantrocapitalismo” não vem obviamente de graça. São esses interesses que movem a agência da ONU para a saúde que gerencia a pandemia de Coronavírus. Vamos mais a fundo na sua “caixa preta”, movida pelos interesses da burguesia e para a imposição de uma nova ordem mundial baseada no controle ainda mais duro de todos os aspectos da vida da humanidade pelos grandes monopólios capitalistas.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

LOCKDOWN, BLOQUEIO DE TRÂNSITO E  REDUÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO: GOVERNOS ESTÃO OBRIGANDO OS TRABALHADORES A SE AMONTOAREM EM “LATAS DE SARDINHA”


Os bloqueios de trânsito, os rodízios de veículos, e finalmente a redução da frota de transporte público são a resposta criminosa dos governos estaduais para o trancamento da circulação de pessoas nos grandes centros urbanos assolados pela pandemia do novo coronavírus. O resultado prático destas medidas totalmente equivocadas do ponto de vista sanitário, é o aumento da aglomeração dos trabalhadores em atividade, que se veem obrigados a se “espremerem em latas de sardinha” nas estações de ônibus, metrôs, trens e barcas do país inteiro. A fotografia acima, desta segunda feira (12/05), em uma estação do metrô de São Paulo revelou esta situação dramática dos trabalhadores de  vários  segmentos econômicos em pleno funcionamento e que precisam comparecer ao trabalho  para não serem demitidos por “justa causa”. O potencial de contaminação é representado por um aumento de 30% no movimento humano do transporte coletivo lotado (ônibus, metrô, trens e barcas), ou seja, estão condenando o proletariado a uma maior exposição a contaminação do coronavírus, em nome justamente do contrário... A questão central é a cessação das atividades não essenciais que levam as pessoas à rua, e não a repressão policial ou a restrição do trânsito e do transporte coletivo. Para exigir o “Fique em casa!” é necessário que os governos burgueses forneçam a população trabalhadora ou carente as condições necessárias a sua sobrevivência digna, porém no regime capitalista os Marxistas sabem muito bem desta impossibilidade histórica. Portanto a plataforma política da esquerda classista para a conjuntura da pandemia não poderá ser a mesma do cretinismo das classes dominantes, que hora se dividem entre o “Fique em casa” ou o “Vá trabalhar!”. Ambas são criminosas se adotadas no abstrato da atual sociedade de mercado e das mercadorias. O que se coloca para a classe operária e o povo pobre é a luta para derrocar este sistema da morte, através de um programa transitório de reivindicações reais, baseado na mobilização permanente. Exigimos do Estado Burguês não o “Fique em casa!”, mas hospitais de excelência, estabilidade no emprego, assistência social plena, transporte público de qualidade, habitação digna e terra para os camponeses produzirem. Este é um ponto de partida “justo” para impulsionar uma verdadeira transformação na correlação de forças entre as classes sociais, retirando o proletariado da completo defensiva política imposta pela covardia da esquerda reformista.
PANDEMIA DE CRETINICE NO RIO: CRIVELLA DECRETA “CERCO SOCIAL” SOMENTE NO SUBÚRBIO E BAIRROS DA “ZONA NORTE”... “ZONA SUL MARAVILHA” FICOU DE FORA DO “APARTHEID”


O prefeito do Rio de Janeiro, pastor da igreja Universal Marcelo Crivella, determinou que a movimentação de carros vai mudar a partir dessa semana em alguns bairros do Rio. Não por coincidência os bairros elencados não pertecem a Zona Sul carioca, como Ipanema, Copacabana, Leblon, Botafogo, Laranjeiras, etc...Só os veículos de moradores vão poder circular nas regiões centrais de Santa Cruz, Madureira, Freguesia, Taquara, Realengo, Guaratiba, Tijuca (Praça Saens Peña), Grajaú, Méier, Pavuna e Cascadura. Esta é exatamente a região não turística da “Cidade Maravilhosa”, ou seja os antigos “subúrbios” e a chamada “Zona Norte”. O anúncio dessa e de outras medidas de isolamento social mais restritivas para a cidade foi feito pelo prefeito na manhã desta segunda-feira (11/05), durante uma coletiva de imprensa, e valerão a partir de 12 a 18 de maio. O “prefeito pastor” que integra a base política de apoio ao governo neofascista de Bolsonaro,  também planeja, acionar  a Guarda Municipal com a Polícia Militar contra a favela carioca da Rocinha: ”A primeira comunidade que a gente vai agir com mais rigor no Disk Aglomeração é a Rocinha”, declarou Crivella, “Haverá apoio da UPP na Rocinha para as ações em conjunto". O cretino motivo para o prefeito selecionar apenas a periferia pobre da cidade para o “cerco policial” e não toda a cidade, revela o conteúdo de classe do próprio Estado: “Não é possível impedir o direito de ir e vir da população não infectada pela Covid-19”, ou seja os direitos democráticos de “ir e vir” servem somente para os bairros da “classe média” ou as zonas onde moram os milionários, já para os subúrbios impera a coerção policial. Os Marxistas Leninistas se opõe radicalmente contra todas as medidas de repressão e cerceamento das garantias constitucionais contra a população pobre e oprimida, sejam pela justificativa da epidemia do coronavírus ou de qualquer outra natureza. Desgraçadamente a esquerda reformista ingressou na histeria reacionária da apologia do “cerco policial”, como se a luta de classes tivesse cessado na pandemia.  Estranhamente a defesa cega do “isolamento” virou o unguento milagroso contra o vírus, simplesmente os reformistas não reivindicam mais os meios sanitários para o tratamento da Covid, ou seja uma rede pública de hospitais com o universal direito de atendimento e internação( se for este o caso diagnosticado) de todo cidadão que for acometido da contaminação. Para combater a epidemia não precisamos de mais polícia, como creem os reformistas, necessitamos de mais hospitais, médicos com todo o pessoal da saúde, medicamentos para o tratamento, leitos e UTI’s equipadas com ventiladores respiratórios, etc..Além de completa assistência social e econômica para as pessoas que necessitam ficar em casa. Esta plataforma básica não poderá é claro ser atendida pelo decadente Estado capitalista, que recorre a medidas repressoras como o “remédio” para o caos sanitário instalado no país. Nosso combate, voltamos a repetir até a exaustão, é para derrotar o Estado capitalista assassino do nosso povo, e nunca para reforçar suas características de repressão policial e supressão das liberdades democráticas contra os direitos das massas populares.

FOME NA “CIDADE DOS BANCOS”: EM GENEBRA (SUÍÇA) A PANDEMIA DA CRISE CAPITALISTA FORMOU UMA FILA DE FAMINTOS


A pandemia da crise econômica revelou que os piores flagelos do capitalismo, como a fome, que a propaganda da mídia corporativa encobria há décadas, continuam presentes como sempre estiveram, e não apenas nos países do chamado “Terceiro Mundo”, mas também em países mais "desenvolvido” e até mesmo considerados como o “paraíso do capital financeiro”. Porém na atual etapa de decadência das forças produtivas, a fome é inerente ao qualquer “estágio” do capitalismo,  e só terminará quando uma nova sociedade diferente for construída: a socialista! No sábado passado(09/05)milhares de pessoas fizeram fila para comer em Genebra, na Suíça. Até agora, a cidade suíça que abriga as sedes da ONU e da Cruz Vermelha, era conhecida apenas por grandes bancos, diplomacia e bom chocolate. Agora o mundo acaba de saber que o chocolate suíço não é para todos. A fila de famintos para receber ajuda alimentar começou a se formar às cinco horas da manhã, em frente à pista de gelo de Vernets, segundo a associação Caravana de Solidaridad, organizadora da atividade solidária. Quando a distribuição começou quatro horas depois, a fila, na qual as pessoas usavam máscaras e estavam a dois metros de distância, se estendeu por mais de um quilômetro. Segundo os organizadores, havia mais de 2.000 pessoas famintas esperando por uma “ração”. A Caravana de Solidariedade já organizou seis campanhas de distribuição de alimentos e os pedidos estão aumentando em número cada vez mais. Silvia, 64 anos, é uma trabalhadora filipina desempregada pela crise capitalista, e que aguarda seu turno há três horas. "Precisamos de comida", afirmou ela: "Tudo ficou muito mais difícil desde o início da crise", concluiu. Cerca de 1.500 grandes sacolas cheias de arroz, macarrão, café instantâneo ou cereal são armazenadas ao longo das paredes do amplo saguão e enchem uma sala próxima. Se as reservas alimentares se esgotarem, serão distribuídos vales no valor de 20 francos suíços (cerca de 19 Euros). Juntamente com os organizadores do evento os “Médicos Sem Fronteiras” oferece testes de coronavírus, mas isso não é suficiente para “encher a barriga” das pessoas que precisam se alimentar para sobreviver. Uma pesquisa com 550 pessoas que foram ao banco de alimentos na semana passada mostrou que mais da metade delas não possuía documentos, um terço tinha autorização de residência e cerca de um quatro cento tinham nacionalidade suíça. Segundo o Instituto Federal de Estatística da Suíça cerca de 8% da população do país dos “cantões”, ou seja, quase 660.000 pessoas, vivem na pobreza, de um milhão considerado em situação precária. Em uma região que concentra os “cofres” pessoais mais abarrotados do mundo, concentrando as fortunas dos bilionários rentistas, a fome começa a delinear o cenário da Suíça e a revolução proletária entrará muito em breve na pauta do país dos Alpes, expropriando o capital financeiro para seu povo pobre e oprimido ter os direitos elementares da humanidade em pleno século XXI.
MÁFIA DOS PLANOS DE SAÚDE ABANDONAM USUÁRIOS NA PANDEMIA: PELA ESTATIZAÇÃO DE TODA REDE MÉDICO-HOSPITALAR SOB O CONTROLE DOS TRABALHADORES DA SAÚDE!


De 780 operadoras de planos médico-hospitalares do país apenas nove pequenas assinaram o acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para a liberação de recursos da reserva técnica para combate ao Coronavírus. Juntas essas empresas representam menos de 1% dos usuários da saúde suplementar: 323 mil dos 47 milhões. As gigantes do ramo: Unimed, Amil, Bradesco Saúde, Hap Vida, Sul América... não se “sensibilizaram” com a situação de seus clientes endividados, mesmo com a transferência dos chamados recursos públicos” de ordem bilionária para seus cofres abarrotados. Nem com a possibilidade de acessar uma reserva de recursos as operadoras de saúde quiseram se comprometer com a ANS a manter usuários inadimplentes até o dia 30 de junho em suas carteiras e, assim, em tese garantir atendimento durante a pandemia de Covid-19. O acordo previa que as operadoras poderiam usar recursos de uma espécie de poupança obrigatória do setor destinada a garantir o equilíbrio fiscal em situações de emergência, para viabilizar medidas para o enfrentamento da pandemia. Em contrapartida, as empresas deveriam pagar em dia os profissionais e serviços de saúde, renegociar contratos com beneficiários que estivessem com dificuldades para manter o pagamento das mensalidades e mantê-los no plano até o fim de junho. Em nota, a mafiosa FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa 16 grupos de seguradoras e planos, diz que a extensão e a natureza das contrapartidas apresentadas pela ANS para o acesso aos recursos dessas reservas acabaram por tornar inviável a sua utilização. Segundo a entidade qua agrupa as grandes empresas capitalstas do ramo, as associadas concluíram que não poderiam assumir o compromisso de manter a cobertura ou deixar de cancelar contratos inadimplentes de forma indistinta até 30 de junho. “Diante das perspectivas de elevação significativa de gastos assistenciais no curto prazo, o desafio das associadas tem sido, cada vez mais, adequar seu fluxo de receitas, que tende a ser agravado pelo aumento da inadimplência, com a necessidade de continuar garantindo suporte financeiro tempestivo à rede de prestadores de serviços médico-hospitalares”. É uma mensagem clara desses canalhas mercenários da morte: se for para atender inadimplentes durante a pandemia, as operadoras preferem ficar sem a ajuda financeira disponibilizada pela agência reguladora. Os consumidores de classe média que por muito tempo pagaram seus planos de saúde em dia e que, por conta de dificuldades financeiras, atrasaram suas mensalidades ficam sem atendimento. Lembremos que as despesas com plano de saúde tendem a ser as últimas a serem cortadas pela pequena-burguesia exaurida financeiramente e, com a pandemia, ocorreram muitos cancelamentos de procedimentos eletivos, o que reduz a pressão financeira sobre as empresas mercenárias que lucram com o desespero das pessoas.
GUERRA HÍBRIDA CONTRA A CHINA: “PROTESTOS DEMOCRÁTICOS” NA PANDEMIA SÃO ELOGIADOS PELA OMS EM HONG KONG...


Manifestantes chamados “de pró-democracia” se reuniram em um shopping de Hong Kong neste domingo (10/05) mesmo com as medidas de distanciamento social que restringem encontros públicos de mais de quatro pessoas. Policiais entraram no shopping Cityplaza, em Tai Koo, para dispersar a multidão pouco depois. As Centenas de manifestantes cantaram um hino de protesto, também gritaram slogans reiterando suas demandas ao governo, e pediram a dissolução da força policial de Hong Kong. A manifestação deste domingo pedia a “independência da ilha” e a renúncia coletiva do governo da cidade. Hong Kong é uma região semi-autônoma chinesa, retomada da ocupação imperialista britânica pelo governo do Partido Comunista, estando “convulsionada” por sete meses seguidos pelos chamados protestos “pró-democracia”. No ano passado milhares de pessoas foram as ruas, com bandeiras dos Estados Unidos e Inglaterra, denunciando o regime de Pequim como uma “ditadura totalitária”. No início deste ano, o surto da epidemia de coronavírus na China continental, com a decretação da “quarentena dura” na província de Hubei deu início a um período de certa “calma” em Hong Kong. Porém estranhamente as medidas de “isolamento social” nunca foram recomendadas pela OMS para a “ilha rebelde”, apesar do grande fluxo de trânsito humano e comercial entre Hong Kong, Wuhan e Hong Kong. Entretanto o “Covid-19” parece que não se “familiarizou” em Hong Kong, deixando a cidade livre para realizar protestos de rua guiados politicamente desde a Casa Branca em Washington. As manifestações reacionárias, mesmo em menor número, ressurgiram mais uma vez na última quinzena, sob o silêncio de todos os organismos de saúde internacionais, os mesmos que condenaram as mobilizações dos trabalhadores no Chile, Itália, Grécia, Espanha, EUA, etc...Os “protestos pró-democracia” estouraram em pelo menos oito shoppings durante a tarde de domingo, levando a polícia a entrar e dispersar “pequenas multidões” de ativistas e compradores."Isso é apenas um aquecimento, nosso movimento de protesto precisa começar de novo", disse à AFP um estudante universitário que deu o nome de "B". "É um sinal de que o movimento está voltando à vida, todos precisamos acordar agora." Sem nenhuma preocupação com as regras de proteção diante pandemia, os apologistas da democracia ocidental, que contam com o apoio da esquerda revisionista, anunciam um “retorno triunfante” em Hong Kong, que “misteriosamente” praticamente não contabilizou vítimas fatais (somente 4 óbitos até o momento) do coronavírus em seu território, apesar de não ter adotado nenhuma regra de quarentena ou isolamento social. Para impulsionar a Guerra Híbrida contra a China, o imperialismo e sua OMS parecem ter mesmo “politizado” o coronavírus (manipulação genética), fazendo valer regras repressivas para uns países e outras de “total liberdade” para onde existem os “protestos democráticos”...

domingo, 10 de maio de 2020

PRIVATIZAÇÃO BOLSONARISTA NÃO PARA NEM COM A PANDEMIA: GOVERNO ANUNCIOU A “ENTREGA” DA GASPETRO


Em plena pandemia do coronavírus e da ameaça da pior recessão mundial desde o crash da Bolsa de Nova York em 1929, o governo neofascista de Bolsonaro acelerou o processo de venda da totalidade de participação de 51% da Petrobras na Gaspetro, a subsidiária da empresa estatal na comercialização de gás natural. Os outros 49% já foram entregues à japonesa Mitsui em 2015, em pleno segundo governo Dilma Rousseff, onde a Frente Popular flexionou sua plataforma estatal para um neoliberalismo “agressivo”, permitindo desta forma o avanço das forças neofascistas no país. O anúncio da privatização total foi feito pela direção da Petrobrás na última segunda-feira (04/05), quando a cúpula neoliberal da estatal abriu “a fase de análise e habilitação de potenciais compradores”, fase que se estenderá até o próximo dia 15 de maio, com a “assistência generosa” do Goldman Sachs como seu assessor financeiro exclusivo para o processo de entrega de mais um patrimônio público sob o controle do Estado Burguês. Via de regra, como tem acontecido na maior das privatizações, especialmente de estatais estratégicas, a privatização da companhia deve ocorrer com a entrega da empresa ao capital estrangeiro. O acordo de acionistas da subsidiária prevê direito de preferência à japonesa Mitsui, que já possui as ações restantes. A Gaspetro é uma empresa holding que tem participação societária em diversas companhias distribuidoras de gás natural no Brasil, em cujas composições de capital também se faz presente o investimento de muitas empresas dos governos estaduais. Sua alienação a um “preço de doação”, significa colocar um bem sucedido monopólio estatal do gás, construído com o dinheiro do povo brasileiro, nas mãos de rentistas, de preferencialmente estrangeiros, transferindo o domínio da distribuição do gás natural e a segurança energética desse item estratégico para a produção industrial nacional. Os trabalhadores da Gaspetro devem iniciar imediatamente uma mobilização que desemboque na greve geral da categoria, independente do período imposto da quarentena, que se propõe a tentar “congelar” a luta de classes, sob o pretexto da pandemia de coronavírus. Acontece que para o mercado financeiro, rentistas e grandes industriais, a quarentena é uma “ficção” utilizada para acumular capital e intensificar a exploração do mais valor em ritmo acelerado, inclusive com a valorosa participação do Estado Burguês.
UBER DEMITE MILHARES: FUNCIONÁRIOS DESLIGADOS COM UM “CLIK” E MOTORISTAS AMARGAM MISÉRIA... ENQUANTO EMPRESA ACUMULA LUCRO BILIONÁRIO


A Uber anunciou a demissão de 3,7 mil funcionários no mundo, cerca de 14% do total de 27 mil “colaboradores da empresa” foram desligados por e-email, em um "clik". Até o último dia de 2019, a empresa contava com 26.900 funcionários empregados (isso não contabiliza os motoristas, que sob o regime ultra-precário da empresa, não possui vínculo empregatício), sendo 10.700 nos EUA, e mais 16.200 espalhados pelo globo. Os cortes atingiram a filial do Brasil. Entre as equipes que sofreram estão as de recrutadores (já que as contratações foram congeladas) e suporte a clientes e motoristas. Os trabalhadores demitidos perceberam sua demissão ao tentar logar no sistema da Uber e não conseguirem conexão. A empresa está realizando uma primeira leva de demissões já anunciadas, para reduzir gastos durante a pandemia, deixando milhares de famílias nas ruas, sem saber como vão se sustentar frente à crise do coronavírus. A Uber já havia anunciado enormes quedas em todos os serviços que oferece. Na maioria das grandes cidades, a queda da demanda de corridas é de cerca de 70%, os motoristas não tem nenhum direito ou benefício social. As divisões mais afetadas foram as de suporte (tanto telefônico quanto via e-mail) e recrutamento de funcionários, ou seja, a retaguarda... enquanto isso a Uber continua buscando o lucro expondo os motoristas ao Covid. O movimento de demissões em massa da Uber é internacional, e atinge diversas das suas subsidiárias, exatamente próximo dos dias que a empresa deve anunciar seu balanço do primeiro trimestre do ano. A Uber já tinha contratações congeladas desde o momento em que começou a se desenvolver a crise do COVID-19. A estimativa da absurda ação da Uber é de que cerca de 20% de seus funcionários serão desligados, para que a empresa gere uma economia de algo em torno de U$ 1 bi. Ao mesmo tempo, os governos burgueses de vários países definiram seu trabalho como serviço essencial durante pandemia, sem que as empresas como o Uber, entretanto, fossem obrigadas a fornecer as condições básicas para a preservação da saúde dos trabalhadores, muito mesmos remuneração mais alta devido a exposição mortal ao vírus. A maior inovação que esses serviços por aplicativo trazem é justamente flexibilizar ainda mais a relação de trabalho entre empregados e patrões, permitindo que os verdadeiros donos dos meios de produção, por trás da Uber, lucrem absurdos em cima do trabalho precarizado de seus “colaboradores voluntários”, “empreendedores” ou qualquer outro jargão ultraneoliberal para ocultar a exploração, isentando os capitalistas das mínimas responsabilidades trabalhistas e maximizando seus lucros.

sábado, 9 de maio de 2020

AVANÇO DA EXTREMA DIREITA COM O RECUO COVARDE DA ESQUERDA: SERÁ ROBERTO JEFFERSON O “GENERAL” DO AUTO-GOLPE DE BOLSONARO?


A postagem de Roberto Jefferson segurando um rifle anunciando uma suposta ação armada para defender o governo Bolsonaro, apavorou a esquerda reformista que em um lance de puro impressionismo político passou da caracterização da iminente queda do presidente fascista, para o prognóstico de um auto-golpe na conjuntura imediata. Vamos tentar neste artigo ordenar este debate, com uma linha do tempo política dos últimos acontecimentos para tentar fazer uma projeção dos próximos passos do governo Bolsonaro, e principalmente da posição que norteará a burguesia, que tem o controle do Estado e suas instituições, que estão bem acima da gerência neofascista de plantão no Planalto. O ex-presidiário e atual presidente do PTB criou o “alvoroço” com a seguinte mensagem no seu Twitter: “Bolsonaro, para atender o povo e tomar as rédeas do governo, precisa de duas atitudes inadiáveis: demitir e substituir os 11 ministros do STF, herança maldita. Precisa cassar, agora, todas as concessões de rádio e TV das empresas concessionárias GLOBO. Se não fizer, cai”. O que chama atenção logo de cara na mensagem de Jefferson é que se trata de uma “receita” para prevenir Bolsonaro de “cair”, ou seja, relata a possibilidade do presidente sofrer um impeachment pelo Congresso diante de um quadro de crise crescente do governo: ruptura com todos os governadores (inclusive os da direita), com as baixas seguidas dos ministros Mandetta, Moro e de uma queda consistente nas pesquisas de popularidade. Roberto então sugere uma velha tática a Bolsonaro o ataque é a melhor defesa, desde é claro que se tenha forças para esta ação. A segunda questão neste debate, com maior relevância ainda, é que a “receita” dada por um dos presos do “Mensalão” representa um verdadeiro desastre político para os próprios planos de sobrevivência do governo Bolsonaro. Caso Bolsonaro adotasse na íntegra, ou mesmo parcialmente as “sugestões” de Jefferson, não duraria nem poucas horas no Planalto. Um “auto-golpe” aplicado agora e ao mesmo tempo contra o STF, contra o próprio “Centrão” (do qual Jefferson integra), contra toda a mídia corporativa, e sem ameaça da oposição, que apoia de fato a governabilidade de Bolsonaro até 2022, seria uma aventura fadada a um fracasso retumbante, uma reedição histórica patética da tentativa de auto-golpe fracassado de Jânio Quadros em 1961. Entretanto é importante relembrar que a derrota da aventura hilária de Jânio não obstruiu a dinâmica do golpe real que estava em marcha, e que teve seu desfecho trágico em 31 de Março de 1964. Existe sim, hoje no Brasil a gestação de um verdadeiro golpe de Estado, porém este será desfechado na oportunidade apropriada e no momento certo pelo Alto Comando Militar contra o movimento de massas e não contra as intuições do regime burguês.
COVID-19 TEM OS MORADORES DA PERIFERIA COMO ALVO PREFERENCIAL... QUANDO A MORTE TEM UM “CARÁTER DE CLASSE”


O número de mortes por Covid-19 está aumentando nas periferias das grandes cidades do Brasil. As mortes avançam principalmente por regiões onde há favelas, cortiços e núcleos habitacionais. A mortalidade, por exemplo, é 10 vezes maior na periferia de São Paulo, em bairros com condições sociais miseráveis. Nas áreas com piores indicadores sociais, o risco de morrer por Covid-19 é maior para todas as faixas etárias acima de 30 anos. A maior diferença foi verificada na faixa etária de 40 a 44 anos: neste grupo, o risco de morrer por conta do coronavírus foi 10 vezes maior entre os moradores da área de exclusão do que aquele dos residentes na área “nobre”. A maior proporção de mortes em pessoas com mais de 60 anos, em relação ao total da população do distrito nesta faixa etária, foi verificada nos distritos periféricos de Campo Limpo, Parelheiros, Itaim Paulista e São Miguel Paulista, enquanto os distritos com menor proporção são Pinheiros, Vila Mariana e Santo Amaro, todos localizados em regiões nobres da cidade. A Brasilândia, na Zona Norte, é o bairro de São Paulo com o maior número de mortes confirmadas ou suspeitas por coronavírus e o Morumbi, na Zona Sul, é o local que concentra o maior número de casos confirmados da doença. O avanço das mortes na periferia, que têm menos casos confirmados, mostra que a mortalidade é maior nessas regiões. 
DISPUTA PELA HEGEMONIA DA NOVA ORDEM MUNDIAL: OTAN PREPARA UM PLANO DE “ATAQUE PREVENTIVO” A RÚSSIA CASO AVANCE A ALIANÇA MILITAR COM A CHINA


Uma força-tarefa composta pelo general reformado dos Estados Unidos, Curtis M. Scaparrotti e a embaixadora Colleen B. Bell, produziu um relatório para preparar um “ataque preventivo” à Rússia, caso avance a aliança militar estratégica com a China. A análise da relativa mobilidade operacional da OTAN na Europa para uma possível guerra com a Rússia remete a uma guerra convencional de “baixo impacto”, do tipo preventiva taticamente, em uma nova linha de frente de ataque da OTAN na Europa. O relatório do Conselho Atlântico intitula-se “Mudando: Uma avaliação abrangente da mobilidade militar europeia”, explica a melhor maneira de concentrar rapidamente as tropas americanas e as de seus aliados nas fronteiras da Rússia, particularmente nos Estados Bálticos, cujos governos de extrema direita são aliados de Washington. O general reformado Curtis M. Scaparrotti, ex-comandante do Comando Europeu dos Estados Unidos e supremo comandante das Forças Armadas da OTAN na Europa (2016-2019) e o ex-embaixador dos Estados Unidos na Hungria Coleen B. Bell,  montaram a equipe de trabalho que redigiu o relatório militar. Esta equipe foi criada em abril do ano passado e faz parte do Conselho Atlântico, ou seja, bem antes da pandemia mundial do coronavírus. O seu papel é avaliar a adequação dos esforços de mobilidade militar na Europa para apoiar o rápido aumento das forças aliadas em todo o continente. O relatório prevê uma nova linha de frente da OTAN que está em andamento na Polônia e nos Estados Bálticos, estendendo-se mais ao sul e em áreas vitais do Mediterrâneo e do Mar Negro.  A frente se estende ao leste do Mediterrâneo devido à presença da Rússia na Síria e possivelmente no Egito. O relatório traça um mapa com nove corredores de frete ferroviário da Rede Transeuropeia de Transportes.  O objetivo é melhorar a infraestrutura ferroviária nos países vizinhos da Rússia para a mobilidade de equipamentos e tropas militares na Europa, além de servir os planos de defesa da OTAN, conhecidos como os Quatro Trinta, que administram 30 batalhões terrestres de Estados.  Unidos, 30 esquadrões aéreos e 30 navios de guerra dos aliados dos Estados Unidos na OTAN.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

75 ANOS DA VITÓRIA DO EXÉRCITO VERMELHO SOBRE O NAZISMO: PARA ENFRENTAR A ONDA REACIONÁRIA MUNDIAL REAFIMAR O COMUNISMO COMO ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA PARA A HUMANIDADE ANTE A BARBÁRIE CAPITALISTA


Neste dia 8 de maio completam-se os 75 anos da tomada de Berlim pelas tropas soviéticas, data que entrou para a história simbolizada com a bandeira da URSS sendo erguida no alto do Reichstag depois da vitória do Exército Vermelho na épica “Batalha de Berlim”. O 8 de maio de 1945 é a data oficial da capitulação da Alemanha nazista ao final da Segunda Guerra Mundial, mas o primeiro ato aconteceu, na verdade, um dia antes, em Reims (França), enquanto que o definitivo foi concluído na noite de 8 para 9 de maio em Berlim. O primeiro documento de rendição foi assinado pelo general Alfred Jodl, chefe do Estado-Maior da Wehrmacht, em 7 de maio de 1945, no quartel-general americano de Reims (leste da França). Do lado dos vencedores, a ata foi rubricada pelo general Walter Bodell-Smith, chefe do Estado-Maior do general Dwight Eisenhower, comandante supremo dos Aliados, e o general soviético Ivan Susloparov. A cerimônia de Berlim, exigida pelo líder soviético Joseph Stalin e presidida pelo marechal Georgi Yukov, começou em 8 de maio quase à meia-noite (ou seja, já era dia 9 de maio, em Moscou, devido à diferença de fuso), mas terminou em 9 de maio à 00h45. Este documento definitivo de capitulação da Alemanha nazista, datado de 8 de maio de 1945, foi assinado pelo marechal Yukov e o marechal britânico Arthur William Tedder, em nome do comandante supremo do Corpo Expedicionário Aliado na Europa, e, como testemunhas, pelo general francês De Lattre de Tassigny e o general norte-americano Carl Spaatz. Era o ano de 1945 e se aproximava o fim a Segunda Guerra Mundial em um contexto de rendição incondicional da Alemanha nazista. Em quase seis anos de conflito, mais de 50 milhões de vidas foram exterminadas como consequência direta das sangrentas batalhas, dos bárbaros assassinatos nos campos de concentração nazistas e dos hediondos massacres contra a população civil, como as bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki. As comemorações dos 75 anos da derrota do nazismo correm hoje em meio a pandemia do Coronavírus. Apesar dos “historiadores” a soldo do capital buscarem falsificar a história, a derrota do nazismo foi efetivamente uma vitória militar do Exército Vermelho fundado por Trotsky. 
MAFIOSA CBF E CARTOLAS PRESSIONAM PELA VOLTA IMEDIATA DOS JOGOS: DE OLHO NOS LUCROS MILIONÁRIOS DAS TRANSMISSÕES DE TV... DE COSTAS PARA A SAÚDE DOS “TRABALHADORES DA BOLA”!


A pressão do governo neofascista Bolsonaro e dos cartolas pela volta dos jogos de futebol e a “sugestão” da mafiosa CBF do dia 17 de maio como data para o reinício dos campeonatos estaduais encontram resistência entre jogadores, técnicos e funcionários de clubes. Com a pandemia do novo coronavírus espalhada pelo Brasil, ainda sem chegar ao pico, essa pressão indica a sede de lucro milionária da máfia capitalista do futebol, de olho nos recursos oriundos das transmissões de TV, providos principalmente da Rede Globo dona dos direiros de transmissão do Brasileirão, emisora que orquestra a retomada dos jogo sem público nos estádios. “Reconhecendo que o futebol é uma atividade esportiva relevante no contexto brasileiro e que sua retomada pode contribuir para as medidas de redução do deslocamento social através da teletransmissão dos jogos para domicílio, este Ministério da Saúde é favorável ao retorno das atividades do futebol brasileiro”. Por sua vez, o ex-tucano e atual “marineiro” direitista secretário-geral da CBF, Walter Feldman, afirmou que a entidade orientou o retorno das atividades: “Nesse momento, a retomada se dá em termos de treinamento. E nós acreditamos que, se treinarmos a partir do começo de maio, após 15 dias os atletas e as comissões técnicas estarão preparados para o retorno às competições”. Em São Paulo, os quatro clubes “grandes” empresas (Santos, Palmeiras, Corinthians e São Paulo) declararam que vão adiantar o que for possível para estarem todos prontos para voltarem aos campos o mais rápido possível. Já no Rio, por exemplo, Flamengo e Vasco têm mais pressa para voltar, enquanto Fluminense e Botafogo são mais cautelosos. Essas discordâncias entre clubes aparecem também em outros estados. Mesmo que joguem em estádios vazios, eles vão ter que treinar, ir a vestiários, tomar banho, se deslocar... Tudo isso aumenta a chance da transmissão do vírus que vai ter como alvo os funcionários dos clubes, os “operários da bola” que vivem em condições de vida difíceis, muitos nas periferias. No meio do futebol como esporte dos que tem alta renda, ainda são poucos os que criticam publicamente a posição do fascista Bolsonaro. Mas quem se posiciona o faz de maneira enfática. Como Paulo Autuori, técnico do Botafogo, que declarou o seguinte em entrevista ao Esporte Espetacular: “Me parece uma sandice falar sobre o retorno das equipes de futebol neste momento. Falta de respeito diante de tantas mortes e sofrimentos. Demonstra uma preocupante falta de conhecimento dos responsáveis a favor dessa medida sobre a complexa rotina dos treinamentos de futebol. Ausência de preocupação e de respeito aos profissionais, especialmente daqueles mais sacrificados, que não são jogadores nem membros da comissão técnica. Nós, profissionais, merecemos respeito. Querem futebol de volta? E daí? Lamento”. Raí, diretor de futebol do São Paulo, fez crítica semelhante e considerou “atabalhoado” o posicionamento do canalha presidente. Já o bolsonarista presidente do Internacional, Marcelo Medeiros, deu declarações no sentido contrário. Em entrevista para a Rádio Guaíba na sexta-feira, o dirigente afirmou: “O jogador que não quiser jogar pede demissão. Se for aberta a possibilidade de o futebol voltar, vai cumprir o contrato que assinou”. Inter e Grêmio são os primeiros clubes a voltar aos treinos. De acordo com o Inter, jogadores e funcionários serão testados para covid-19 e o acesso ao clube contará com medidores de temperatura. O modelo é semelhante ao adotado pelo Flamengo, que investiu cerca de 100.000 reais para adquirir kits de testagem, que também contemplam as famílias dos atletas. Os dois clubes fazem parte da exceção dos grandes que ostentam condições financeiras para comprar equipamentos de proteção e garantir o cumprimento de protocolos mínimos de segurança. A maioria das equipes no Brasil, sobretudo as que disputam os campeonatos estaduais, interrompidos antes de seu desfecho, amarga uma realidade de dívidas, salários atrasados e estruturas precárias. Na semana passada, quando terminou o período de férias coletivas concedido pela maioria dos clubes e federações, teve início uma onda de demissões e cortes de salário que atingiu até os clubes mais bem estruturados financeiramente, como Flamengo e Palmeiras. Por isso mesmo há muita pressão para a bola voltar a rolar. Pelos mais diversos motivos – sobretudo financeiros – há uma grande quantidade de cartolas, jogadores e treinadores de clubes e federações interessados na volta imediata dos jogos e das competições. Entre os jogadores de clubes menores, com calendário ameaçado pelo risco de os estaduais não serem concluídos, a ideia de voltar aos treinos e jogos tem mais apoio. Na outra ponta, sobretudo entre atletas com passagens recentes pela Europa, é mais comum a defesa do adiamento dos treinos e jogos. É a luta de classes no esporte, revelando os antogonismos sociais irreconciliáveis no interior do esporte, que segue as regras mercenárias do modo de produção capitalista! 
PANDEMIA DE DROGAS NOS EUA: O DEA É O PRINCIPAL CARTEL INTERNACIONAL...

Poderíamos nos limitar a identificar o DEA (Drug Enforcement Administration - Departamento antidrogas dos EUA) como o maior cartel do planeta, mas seria muito reducionista reconhecer apenas essa sua função “comercial”, sem nos referir a outra "função fundamental”, a da política internacional, que cumpre explicitamente aquela lição que Lenin nos deixou: “A política é a economia concentrada”. Entretanto o DEA não deixa de aproveitar o fato de que o narcotráfico é um negócio de sucesso, e que o controla sem nenhum concorrente, em plena pandemia mundial do coronavírus. Vale dizer que a conquista lógica com a qual o DEA aborda o manejo de problemas relacionados às drogas deve ser relatada como um monopólio, além da receita política para os interesses hegemônicos do imperialismo ianque. A questão econômica está presente no centro das atividades, não suportando concorrentes, e já com métodos de organização mafiosa. E para esse fim, o DEA implementou um modelo de gerenciamento da máfia nos seus negócios. Em resumo, significa que a “empresa” deve se livrar da concorrência, ou seja, dos cartéis que disputam o mercado das drogas. Certamente, o DEA deve mostrar-se como a agência implacável da repressão, para isso deve reunir um "know-how" completo que faz com que a opinião pública continue sendo um tributo à sua credibilidade em relação a ela. Essa é a razão pela qual a DEA monta uma parafernália teatral quando as operações são realizadas, o que, embora em muitos casos envolva a morte de traficantes de drogas, como até os membros da luta antidrogas nos países onde a DEA opera, não deixa de ser esse um pequeno custo a pagar. Existem centenas de casos em que as operações antidrogas que são realizadas são apenas operações “teatrais”, e se não o são, servem apenas para aplicar um “corretivo” em traficantes indesejáveis, sendo apenas para obter maior eficácia em apreensões e detenções, como também para controlar que os seus “negócios” continuem colhendo generosos lucros. Essa maneira sinuosa e sinistra de agir da DEA foi denunciada pelo próprio ex-agente da DEA em seu livro: "A Guerra Falsa", Michael Levine, em uma guerra na qual a DEA mantém uma dupla função: livrar-se da competição e reprimir alguns traficantes de drogas como exemplo da moral norte-americana. Como a Casa Branca estabeleceu um “vínculo de sangue” com o governo direitista de Duque na Colômbia, corretor do DEA na região, não ficaria bem para o organismo acusar o país pelo tráfico de cocaína para os EUA, então a solução encontrada foi jogar as toneladas de cocaína no “colo” do presidente Maduro. Seguindo este roteiro o Pentágono colocou a cabeça a prêmio do presidente da Venezuela como sendo um “traficante” e logo na sequência até pagou um comando terrorista para tentar sequestrar o líder Chavista. Entretanto esta última ação, mais se pareceu como uma pantomima humorista do que como um filme de Rambo. Os mercenários terroristas foram todos presos ao entrarem na Venezuela e o DEA desta vez jogou seu dinheiro sujo no esgoto.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

O TUCANO “CIVILIZADO” DÓRIA (SEGUNDO LULA)... MANDA SUA POLÍCIA BARBARIZAR CONTRA SEM-TETOS EM PIRACICABA


Na manhã desta quinta-feira (7), as cerca de 50 famílias sem teto da região do Taquaral em Piracicaba, foram acordadas pela violência da polícia que chegou por volta das 6h com tratadores destruindo suas casas. O despejo das famílias ocorreu com a anuência do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem um discurso de defesa do distanciamento social aplaudido pelo PT e elogiada publicamente por Lula, mas na prática joga famílias inteiras na rua, recorrendo a repressão contra os companheiros do MTST. Cinicamente o tucano faz demagogia para que se “fique em casa” enquanto desaloja os sem-teto embaixo de bala e chutes! A área pertence à vários herdeiros de um advogado de São Paulo, e estava abandonada, servindo apenas para especulação imobiliária, sem nenhum uso. Os sem teto ocupam a área desde janeiro deste ano, na luta pelo direito a moradia. A assessoria jurídica popular que acompanha as famílias, tentou impedir o despejo alegando questão humanitária e apelando ao bom senso diante da maior pandemia dos últimos tempos, mas tanto a justiça de Piracicaba, como o Tribunal de Justiça de SP ignoraram o risco de morte que estão impondo à essas famílias. Os pertences das famílias estão sendo levados para um galpão. Não foi oferecido às famílias despejadas uma alternativa de alojamento, muitos estão indo parar na rua ou para casa de parentes, se expondo à riscos de infecção a Covid 19. Denunciamos Dória, a PM e a justiça burguesa por este ato brutal de violência em plena pandemia, provando mais uma vez que não passa de um inimigo de classe. Desde o BLOG da LBI nos solidarizamos com as famílias dos sem-teto, propomos a organização de comitês auto-defesa dos trabalhadores e exigimos sua volta ao terreno em condições dignas de vida e moradia!
O BILIONÁRIO MERCADO DOS REMÉDIOS: UM GRANDE NEGÓCIO PARA A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA... UMA EXTORSÃO MORTAL CONTRA OS TRABALHADORES E O POVO POBRE


Todos que estão lendo agora esse artigo entraram em uma farmácia lotada em meio à pandemia do Coronavírus. Caixas e caixas de remédios “preventivos” ou “curativos” para gripes, febre, dores no corpo e afins... Máscaras com preços decuplicados! As longas filas dão uma noção do negócio bilionário que a indústria farmacêutica movimenta no mundo, cifras astronômicas que deram um salto gigantesco em meio ao alastramento da peste viral. Sob o regime capitalista, a “Big Pharma” é na verdade uma fábrica de doenças em busca de lucros sob a promessa (literalmente vendida) da cura, a saúde de toda a humanidade está nas mãos de capitalistas miseráveis (seja na pesquisa, produção ou no comércio), ela enxerga a pandemia com uma oportunidade única para seus negócios. Depois de uma onda de fusões e aquisições sem precedentes, os 10 maiores grupos farmacêuticos dividem entre si mais de 70% do mercado mundial dos remédios. A influência das companhias farmacêuticas é tamanha que elas não conhecem “contra-poder” algum, nem mesmo do ponto de vista dos seus governos burgueses. As empresas farmacêuticas enxergam no Covid-19 uma oportunidade de negócios sem precedentes. A crise global é um imenso sucesso para a indústria em termos de vendas e lucros, quanto pior a pandemia, maior a expectativa de lucro. O capital se aproveita de toda e qualquer situação para se reproduzir, se valorizar. Vida, morte, saúde ou doença são vistas como detalhes de um grande negócio, como fonte lucro para a classe dominante. Dizem os CEO´s das grandes empresas que o importante é aproveitar as oportunidades comerciais mesmo que isso signifique a morte de milhares de pessoas, particularmente dos trabalhadores e do povo pobre. É o caso da atual pandemia de Coronavírus. Enquanto milhões de pessoas não têm acesso a saúde pública e convivem com a falta de leitos (principalmente UTI) para atender os doentes, as empresas do ramo da saúde, grandes conglomerados capitalistas são indiferentes ao desespero e às milhares de mortes em todo o mundo, lucram com a crise pandêmica. A propriedade privada desses laboratórios é obstáculo central para debelar a pandemia. Somente estatizando toda a indústria farmacêutica e tornando públicas todas as patentes de medicamentos será plenamente possível garantir o acesso aos melhores medicamentos de todas as doenças para cada necessitado. Na sociedade capitalista divida em classes sociais o direito à vida se confronta com o lucro e a propriedade privada dos meios de produção. Para os grandes capitalistas, o lucro é o centro das suas preocupações. Para os Marxistas Revolucionários o direito à vida dos trabalhadores é o centro de nossa luta. Esse direito pleno somente poderá ser alcançado pela via da Revolução Socialista, quebrando todas essas patentes e liquidando a propriedade privada!
COMEÇARAM AS “MORTES”: NÃO PELA COVID, MAS PELA DESCOBERTA DA ORIGEM DO CORONAVÍRUS. O ESTRANHO ASSASSINATO DO CIENTISTA BING LIU NOS EUA


Bing Liu, apesar do nome não era cidadão chinês. O pesquisador médico morava nos EUA e foi encontrado morto a tiros no último sábado (02/05) em sua uma casa na cidade de Ross Township, Pensilvânia, segundo a rede NBC News, citando autoridades policiais locais. Liu tinha 37 anos, era professor titular da laureada Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh, e foi assassinado com perfurações a bala na cabeça e no pescoço. Segundo seus colegas professores da faculdade de medicina, Ling estava desenvolvendo uma rigorosa investigação científica sobre a origem do coronavírus, estando prestes a fazer descobertas importantes sobre a manipulação genética do patógeno. A OMS e outros organismos similares que seguem sua linha vêm sistematicamente fazendo declarações de que o coronavírus “não foi criado em laboratório”, o que parece uma obviedade já que qualquer iniciante em ciências sabe muito bem que nenhum laboratório poderá criar uma vida (sim o vírus é uma vida) a partir de elementos químicos sintéticos. “Bing estava prestes a fazer descobertas muito significativas para entender os mecanismos celulares subjacentes à infecção por SARS-CoV-2 e a base celular para as seguintes complicações”, declarou um comunicado Departamento de Biologia Computacional e de Sistemas da Universidade de Pittsburgh. Os membros da Faculdade de Medicina descreveram seu colega como um dos principais pesquisadores e prometeram concluir sua pesquisa "em um esforço para homenagear sua excelência científica". O estranho assassinato de um professor, de origem asiática, que estava pesquisando nos EUA a origem e possível manipulação (não a impossível criação) do coronavírus, não parece uma simples coincidência para quem conhece muito bem com que “métodos” a CIA trabalha. A Casa Branca está realmente decidida a lançar uma campanha política e midiática para acusar o governo chinês do Partido Comunista de ser o responsável pela pandemia mundial. O presidente Trump não se cansa em insistir que o coronavírus “partiu” de um laboratório militar em Wuhan, enquanto outros organismos fazem questão de afirmar que sua origem é natural. Sabemos, pelo farto material já revelado, que os laboratórios mantidos pelo Pentágono estão destinados a guerra bacteriológica e não a pesquisa cientifica para o “bem da humanidade”. Não negamos a existência deste tipo de “instrumento” de guerra em outros países, como a Rússia e também a própria China, afinal são mecanismos legítimos de defesa contra as constantes agressões e sabotagens do imperialismo ianque contra povos e nações. A questão no centro da investigação da pandemia é se o vírus teve uma manipulação em laboratório para objetivos da guerra híbrida ou não, e até o momento todas as evidências levam à conclusão que sim! Era exatamente isso que o cientista Bing Liu estava tentando descobrir, quando foi coincidentemente assassinado nos EUA. Já sabemos que irão dizer que os Marxistas estão “conspiranóicos”, que a CIA nunca assassinou nem envenenou ninguém, que a “culpa” da pandemia deve recair nas costas de algum chinês que comeu carne de morcego ou pangolim no mercado de víveres de Wuhan, esta é exatamente a tese das corporações da Bigpharma e da OMS. Porém Trump, como chefe da CIA, sabe que não só é possível manipular os vírus, alterando sua carga genética, como isso já foi feito pelo imperialismo ianque dezenas de vezes ao longo da história recente. O temor da Casa Branca consiste hoje na proximidade em que cientistas sérios, como Bing, estão chegando nas reais causas da mutação do coronavírus, e os caminhos apontam para os laboratórios do Pentágono. Por isso Trump quer “gritar primeiro”, jogando o coronavírus no “colo” dos laboratórios militares chineses e não nos seus próprios. É certo que a economia norte-americana vem sofrendo com a pandemia, porém os danos sofridos na China são incalculavelmente maiores, interrompendo pela primeira vez uma sequência positiva de crescimento do PIB ao longo de trinta anos. Quanto a cambaleante economia capitalista ianque não se pode afirmar o mesmo, já que sua recessão é uma constante, e sempre conta com a ajuda financeira do Tesouro americano (capital financeiro especulativo) para retomar o ciclo de crescimento. Portanto se alguém está ganhando muito dinheiro com a pandemia não é o Estado chinês, que foi obrigado a interromper sua linha de produção industrial, e sim as corporações financeiras imperialistas que com seus trilionários Fundos se alçam nesta etapa a “resgatar” o mundo da crise econômica...

quarta-feira, 6 de maio de 2020

COPOM DO BC REDUZ JUROS NO BRASIL: APENAS SEGUE A ORIENTAÇÃO INTERNACIONAL DO “CLUBE DE BILDERBERG”...


O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu nesta quarta-feira (06/05) a taxa Selic de 3,75% para 3% ao ano. Esse é o sétimo corte consecutivo da taxa no atual ciclo, após período de 16 meses de estabilidade do nível de juros praticados entre instituições financeiras públicas e privada, o que exclui a taxa real cobrada no chamada “ponta” do crédito, ou seja pessoas físicas ou jurídicas. Com isso, a Selic está agora em um novo piso mínimo da série histórica do Copom, em plena pandemia com a economia semi-paralisada. Segundo o próprio comunicado oficial divulgado pelo Banco Central, o Copom tomou esta decisão por conta da forte queda no nível de atividade da economia mundial. A nota do Banco Central afirma cinicamente a opção do modelo neoliberal para supostamente enfrentar a crise: “Políticas fiscais de resposta à pandemia que piorem a trajetória fiscal do país de forma prolongada, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco e gerar uma trajetória para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária". A decisão do colegiado do BC já era esperada pelo mercado financeiro embora o corte inicialmente estimado fosse de 0,50  ponto percentual, porém a pressão inflacionária exercida pela disparada do Dólar, cujo os insumos importados “alimentam” a indústria nacional, pode fazer a ação do BC ter pouca ou nenhuma efetividade, a não ser para os grandes rentistas. Somente hoje no mesmo dia do anúncio do Copom, o Dolar disparou 2% e fechou a inéditos R$ 5,70, em mais um recorde nominal, sem contar a inflação. A crise capitalista de superprodução obrigou já há algum tempo bem antes da pandemia, os Bancos Centrais das principais economias mundiais a operarem uma drástica redução da taxa de juros, o exemplo maior do FED norte-americano, que já praticava juros negativos apontava  esta tendência. Essa nada mais é a do que a orientação política geral dos grandes rentistas, reunidos no “Clube de Bilderberg”. Na prática o corte nos juros facilita a inundação de crédito para as grandes corporações financeiras, que inclusive trabalham como “caixas operacionais” dos Tesouros estatais. Para a imensa maioria classe trabalhadora mudança alguma ocorrerá com a redução da Selic, ao contrário, será “convidada” a de endividar cada vez com taxas de juros nas alturas, isso quando conseguem ter algum crédito aprovado, após rígidas provas de cadastros draconianos. Somente a estatização dos bancos, sob o controle dos trabalhadores, com o confisco de suas “carteiras” e fundos no exterior, sem indenização alguma, poderá garantir o crédito negativo e subsidiado para a utilização do proletariado e das pequenas e médias empresas.
CRISE NA COTAÇÃO DO ÓLEO: CHINA COMPRA TODO O PETRÓLEO VENEZUELANO PARA EVITAR COLAPSO ECONÔMICO DO GOVERNO MADURO


As exportações venezuelanas de petróleo aumentaram pelo segundo mês consecutivo, em meio a maior crise histórica do petróleo desde sua utilização industrial, este fato foi reconhecido pela “insuspeita”a agência Bloomberg. Em abril, a quantidade de petróleo exportada pela Venezuela aumentou para 739.400 barris por dia e atingiu o nível mais alto em três meses. Quase 10% a mais que em março. Mas logicamente esta incrível “performance”tem uma explicação. No mês passado, mais de dois terços do petróleo venezuelano foram exportados para a China, onde o governo do Partido Comunista prefere pagar mais pelo petróleo do país sul-americano do que pelo oferecido pela oligarquia dominante da Arábia Saudita, que é consideravelmente bem mais barato, em função da verdadeira “queda de preços” que disputa com a Rússia. A vertiginosa derrubada das cotações do preço do barril de petróleo, coloca a Venezuela em situação de extrema vulnerabilidade diante da pressão econômica e desestabilização política permanente promovida pelo imperialismo norte-americano. A política adotada pela China está indo na direção completamente oposta, o presidente Xi Jinping decidiu não só comprar os estoques de petróleo venezuelano, mas também pagar pela cotação média dos últimos cinco anos, o que elevou o valor pago em cerca de 50% do preço atual do barril. Os Estados Unidos que vem subindo o tom da escalada da guerra híbrida contra o governo de Pequim, acusam a China de não cumprir os termos do acordo comercial, segundo o qual é necessário comprar um volume garantido de xisto americano no valor de US $ 52,4 bilhões. Apesar do acordo anteriormente firmado com a Casa Branca, a China prefere outros tipos de fornecedores por razões claramente políticas. Por seu lado, o regime Chavista da Venezuela apóia a nova “Rota da Seda” promovida pela China, que prometeu financiar inúmeros projetos industriais no país latino-americano. A China demonstrou muito interesse em investimentos produtivos na América Latina, em 2019, a região recebeu o maior montante de financiamento de bancos públicos chineses nos últimos cinco anos. Os empréstimos chineses aos países latino-americanos superam os do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e concentram-se em dois grandes capítulos econômicos: infraestrutura e mineração. O mais importante para a sobrevivência do governo nacionalista burguês de Maduro, que vem sofrendo um enorme cerco comercial dos EUA, é que parte dos empréstimos que a Venezuela recebe da China é reembolsada com a venda do petróleo, em um momento onde não há demanda internacional pelo produto mineral. Os Marxistas Leninistas não são base de apoio político nem do governo chinês e tampouco do regime Chavista, porém ignorar estes fatos, ou repetir como cacatuas da reação fascista as teses sobre o suposto “imperialismo chinês”, seria um gravíssimo equívoco programático. Não identificar na geopolítica mundial que o imperialismo ianque é nosso inimigo estratégico, significaria simplesmente jogar na lata do lixo a teoria Leninista e de quebra o próprio Programa de Transição...

terça-feira, 5 de maio de 2020

DEGRAVAÇAO PÚBLICA DO DEPOIMENTO DE MORO DADO A PF: TRUNCADO E INOFENSIVO, TALVEZ GUARDANDO A SUA “BALA DE PRATA” PARA MAIS PRÓXIMO DAS ELEIÇÕES...



A divulgação pública do depoimento de Sérgio Moro, autorizada pelo próprio ex-chefão da Lava Jato e até pouco tempo “Ministro Fiador de Justiça” do governo Bolsonaro, foi uma decepção política para quem esperava “revelações bombásticas” contra o presidente neofascista. Nós do Blog da LBI, ao contrário já “cantávamos a bola” bem antes da “frustração” de hoje (05.05) caracterizamos que Moro “submergiria” por algum tempo, evitando avolumar ainda mais a crise de governabilidade, agravada com a sua saída do gabinete presidencial. O “presidente da República de Curitiba” espera acumular forças, montando um arco de alianças políticas consistente, capaz de levá-lo a tomar posse do Planalto nas eleições de 2022. Entretanto as eleições presidenciais estão ainda distantes, Moro tem pouquíssimo traquejo político e depende de apoios eleitorais que ainda não estão consolidados, como por exemplo o dos Tucanos que tendem a seguir as pretensões de João Dória. É neste contexto limitado pela conjuntura delicada, do ponto de vista das forças da “centro-direita liberal”, que se insere o conteúdo do depoimento de Moro e sua posterior autorização para divulgação pública.No depoimento recheado de atos indeterminados contra Jair Bolsonaro, Sergio Moro apresentou uma mensagem no WhatsApp enviada pelo presidente. A Mensagem dizia: “Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro.” O texto por si só ilustra as intenções de Bolsonaro em interferir politicamente em cargos estratégicos da Polícia Federal (diretoria-geral e superintendências estaduais) para possivelmente ter acesso a informações privilegiadas.
202 ANOS DO NASCIMENTO DE KARL MARX: A PRINCIPAL REFERÊNCIA TEÓRICA DOS TRABALHADORES DEDICOU SUA VIDA A ELABORAR O PROGRAMA DA REVOLUÇÃO MUNDIAL


Karl Marx nasceu no dia 5 de maio de 1818 em Tréveris (na época Reino da Prússia). Foi o segundo de 9 filhos de uma família judaica de classe média. Em 1830, mesmo ano em que eclodiram na Europa diversas revoluções, foi estudar na Liceu Friedrich Wilhelm, mais tarde, ingressou na Universidade de Bonn no curso de Direito, transferindo-se um ano depois para a Universidade de Berlim, tendo como professor e reitor o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Em Berlim, é preso por “perturbar a ordem com alarido noturno e bebedeira” e indiciado por “porte ilegal de arma”. Dois semestres após sua transferência, Karl Marx começou a perder seu interesse pelo Direito, preferindo as áreas da Filosofia – frequentava poucas aulas, todas na área de Filosofia e História. Ingressou no Clube dos Doutores, uma agremiação de discípulos de Hegel, onde passava dias e noites discutindo. Na mesma época, conheceu Jenny von Westphalen, filha de um barão da Prússia, com quem ficaria noivo em sigilo dos pais, já que nenhuma das duas famílias aprovava a união. Karl Marx conseguiu o título de doutor em Filosofia em 1841, mas foi impedido de seguir carreira acadêmica em consequência do governo reacionário da época; tornou-se então redator-chefe da Gazeta Renana (“Rheinische Zeitung”). Trabalhar na redação do jornal fez com que Karl Marx se colocasse frente a problemas concretos de natureza política e econômica; entretanto, negava fortemente o comunismo. A Gazeta foi fechada após uma série de ataques ao governo prussiano, e Marx se mudou para Paris – logo após se casar com Jenny von Westphalen, no dia 19 de junho de 1843 , editando junto a Arnold Ruge os Anuários Franco-Germânicos. Na cidade, Karl Marx viveu um tempo em uma “comunidade socialista”, a qual rompeu em consequência de vários debates e embates políticos, com os membros da comunidade, conheceu diversos socialistas franceses e a Liga dos Justos (o que mais tarde se tornaria a “Liga dos Comunistas“). No ano seguinte, em 1844, Engels visitou Marx por alguns dias, da amizade que nasceu entre os dois saíram algumas das obras mais importantes de crítica ao sistema capitalista. Durante o tempo em que viveu em Paris, Karl Marx intensificou seus estudos sobre a história da França, o socialismo utópico e economia política, produzindo os “Manuscritos Econômico-Filosóficos“. Segundo Engels, foi nessa época que Marx aderiu aos ideais socialistas.
DIANTE DAS AMEAÇAS DE TRUMP: CHINA ELIMINA O DÓLAR DE SUAS TRANSAÇÕES NO MERCADO BURSÁTIL


No sábado passado (02/05) o governo  do Partido Comunista Chinês surpreendeu o mundo financeiro ao decidir eliminar o dólar do seu comércio e negociar oficialmente com o yuan chinês, um passo ousado e importante na história econômica da China, assumido preventivamente diante do aumento da escalada de ameaças, políticas, militares e financeiras por parte da Casa Branca. O dólar simplesmentedesapareceu do comércio chinês, portanto a tendência é que seu preço cairá acentuadamente em relação ao yuan e poderá chegar aos mercados mundiais, que foram surpreendidos neste final de semana pela decisão da China. A rede inglesa BBC reconheceu que é "uma guerra econômica que pode levar o mundo a uma guerra devastadora". O próximo passo é verificar a reação dos Estados Unidos, em particular dos seus grandes rentistas que possuem significativos investimentos alavancados no mercado chinês. Em seguida, se aferirá como se comportam o Euro e Yen, para assegurar que não estamos na fase de “descalcificação” da potente economia chinesa, mas na exatamente na fase oposta, o da sua expansão comercial e industrial no mundo inteiro. A declaração da pandemia mundial é parte integrante dessa guerra econômica, que fez paralisar a produção industrial, para beneficiar o capital bancário em detrimento da economia chinesa, baseada fundamentalmente na transformação material e não na especulação financeira. Por outro lado o imperialismo ianque e europeu, alicerçado pela campanha da mídia corporativa, principalmente nos Estados Unidos e na Alemanha, começa a exigir “reparações” e compensações financeiras ao governo chinês, o que rapidamente pode evoluir para um confisco das reservas cambiais da China depositadas no Tesouro norte-americano, e até mesmo para uma guerra convencional a médio prazo. O reacionário presidente Trump acusou formalmente a China de praticar deliberadamente "guerra biológica" na manipulação do coronavírus, porém a linha mais geral do capital financeiro(império transnacional)é de reafirmar a posição da OMS, ou seja, a pandemia tem raizes na natureza e não em algum das dezenas(centenas?)de laboratórios militares, montados para objetivos de guerra entre nações. Por sua vez, a OMS de Bill Gates, declarou sua pandemia com objetivos nada sanitários, está se “lixando” para a vida humana das populações mais pobres e miseráveis do planeta, mas para remover a China e seus parceiros econômicos do “Global Play” industrial, enquanto os magnatas rentistas despejam toneladas de dólares para endividar ainda mais empresas e Estados. deles e dividir os despojos. O imperialismo sabe que a China é um país altamente dependente do comércio exterior para exportar sua gigantesca produção industrial, assim como importar insumos, por isso e essa ofensiva da guerra híbrida, agora na forma de pandemia, é uma continuação do que temos visto há anos, com campanhas difamatórias como os "Campos de Concentração de Xinjiang", a desestabilização política de Hong Kong e o ataque contra a Huawei. Obviamente, o que era chamado até pouco tempo atrás de de "globalização" está seriamente ameaçado, pelo menos por enquanto.  Quando as fronteiras forem reabertas, veremos em que medida o tráfego é retomado, com quais países e de que forma. Poderemos constatar no futuro próximo, quem ganha a “queda de braço”, porque há muitos elementos em jogo, como o futuro papel do dólar no comércio internacional. No momento, a China já lançou sua própria moeda digital: o RMB (renminbi digital ou yuan), que já começou a circular experimentalmente em quatro grandes cidades do país. “Favor não esquecer” que os Estados Unidos devem muito dinheiro à China, que é o maior detentor de sua colossal dívida pública, e caso o “tresloucado” promova o maior calote da história as consequências podem até chegar a uma Terceira Guerra Mundial. O proletariado mundial deve se preparar para grandes e bruscas mudanças na conjuntura internacional, onde a “novidade” da quarentena global pode ser apenas a ponta de um enorme iceberg...

segunda-feira, 4 de maio de 2020

COMBATE AO FASCISMO EM TEMPOS DE PANDEMIA: CONTRA A INAÇÃO IMPOSTA PELA ESQUERDA... IMPÕEM-SE ORGANIZAR COMITÊS DE AUTODEFESA CONTRA AS MILÍCIAS BOLSONARISTAS


O ato em apoio a Bolsonaro neste domingo (03.05) ocorrido em Brasília e em várias capitais do país foi claramente uma manifestação fascista. Inclusive os seus organizadores no DF se autointitulam os “300 do Brasil” que treinam para ser “a primeira milícia armada de apoio a Bolsonaro e contra ‘corrupção e a esquerda’”. No Rio Grande do Sul, apoiadores do presidente canalha voltaram a se reunir em frente ao Comando Militar Sul em Porto Alegre. Os manifestantes levantaram pautas como Intervenção Militar e por um novo AI-5. Contrários à manifestação, por volta das 15h, um grupo de manifestantes antifascistas surpreendeu os bolsonaristas e marcou presença na Rua dos Andradas. Após a dispersão, na Praça da Alfandega houve confronto. A Brigada Militar prendeu 3 manifestantes antifascistas, alegando lesão corporal contra o grupo que pedia a intervenção militar. Os manifestantes foram detidos e encaminhados 9ª Batalhão da Brigada Militar e estão sendo acompanhados por advogados. Desde a LBI prestamos nossa solidariedade aos camaradas gaúchos e defendemos a organização de comitês de autodefesa dos trabalhadores que tenha como eixo político combater pela via direta a ofensiva reacionária em curso. Nesse sentido, temos que superar politicamente a defesa de dóceis palavras de ordem como “Renúncia”, “Constituinte” ou mesmo “Eleições gerais”, ou seja, a “luta” por encontrar uma saída pacífica e ordeira para a crise do regime político nos marcos da institucionalidade burguesa. Tanto que em geral não há na esquerda brasileira, que encontra-se completamente acovardada e inativa, inclusive entre os grupos que se reivindicam trotskistas, uma linha sequer em defesa do Armamento Popular, Comitês de Autodefesa, Milícias Operárias!!! Essa tarefa, segundo esses senhores, não estaria colocada para agora, nesse momento devemos ser “realistas” defendendo fórmulas concretas para resgatar a democracia burguesa totalmente desacreditada aos olhos dos trabalhadores! Convocar a formação desses instrumentos de auto-defesa armada, como propõe a LBI, seria para esses senhores uma “provocação” em tempos de Pandemia.
MORRE ALDIR BLANC, UMA PERDA IRREPARÁVEL: UMA “VIDA NOTURNA” QUE ILUMINOU A CULTURA NACIONAL E ENTRA PARA A HISTÓRIA DO “DIA A DIA” DA MÚSICA BRASILEIRA


Partiu nosso genial Aldir Blanc, um dos maiores compositores da música brasileira. Com infecção generalizada, estava internado no CTI do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, desde o dia 15 de abril. Blanc era o maior conhecedor da cultura carioca, um intelectual de raríssima envergadura e um militante engajado nas lutas democráticas do nosso povo. Totalmente desapegado a bens materiais, vivia recluso nos últimos anos de vida e sequer tinha um plano de saúde privada, pois como médico acreditava no SUS, que desgraçadamente quase lhe falhou no final de sua vida. Um “monstro sagrado”, abnegado pela cultura nacional e pela vida noturna da Zona Norte do Rio, que ele considerava um outro estado distinto da zona sul (Ipanema, Copacabana, Leblon..) dizia que a Tijuca era um “estado de sítio”, fazendo uma crítica sutil a pequeno burguesia carioca... Saiu da “Vida Noturna” e entra definitivamente para a história como um titã glorioso de tantas “lutas inglórias”, e que nas letras deles foram enaltecidas... Trata-se de uma perda irreparável para a cultura nacional, um homem que chegou aos 73 anos reverenciando a vida noturna, a boemia e as reflexões da atordoada alma humana. Aldir Blanc foi o compositor mais perto de Noel Rosa que o “Rio Norte” criou como poeta popular. Deixa composições que marcaram a vida e a história do povo brasileiro.
NOTÍCIA DO “INSUSPEITO” WASHINGTON POST: OMS OBEDECE ÀS ORDENS DA FUNDAÇÃO BILL GATES


A OMS, Organização Mundial da Saúde (organismo colateral da ONU) declarou a pandemia global a pedido e em troca de uma generosa doação financeira da Fundação de Bill Gates e sua esposa, relatou um artigo publicado no insuspeito jornal Washington Post, intitulado "Bill Gates e seus conflitos de interesse com o coronavírus". Segundo o artigo, publicado em 22 de abril deste mesmo ano: “Bill Gates pressionou a OMS a declarar a atual pandemia , já que a Organização havia se recusado a reconhecê-la como tal, até então”. A declaração oficial foi feita no dia seguinte a uma doação financeira significativa para uma empresa médica “parceira” da OMS. O dinheiro veio da Fundação Bill e Melinda Gates, e o jornal Washington Post afirma que não é uma coincidência:”De fato, a OMS só anunciou o coronavírus como uma pandemia no dia seguinte (11/03 nota da redação) a doação de Gates, que queria que a OMS declarasse o coronavírus uma pandemia já por algum tempo, ou melhor, no dia seguinte a Gates fazer uma grande doação a um  causa que beneficia a OMS”. A revelação das “relações íntimas” entre a OMS e a Microsoft não surgiram agora, sabe-se que foi Bill Gates quem colocou o ex-chanceler da Etiópia Tedros Adhanom Ghebreyesus no comando da OMS em 2017, apesar do fato de ser conhecido como um político corrupto. em seu próprio país. Poucas semanas antes de sua nomeação na OMS,  o New York Times acusou Tedros de encobrir um surto de cólera em seu país, o que é apenas uma “novidade” para quem não sabe que as epidemias são removidas e implementadas por decisões puramente políticas das classes dominantes, que podem simplesmente ignorar que 2 milhões de seres humanos (quase dez vezes mais os óbitos do Covid até o momento) morreram de pneumonia bacteriana somente em 2019, sem uma única notícia por parte da mídia corporativa, ou “alarde” sanitário da OMS. Em 10 de março, a “Business Insider” denunciou que Bill Gates e sua Fundação “Pilantrópica” foram os primeiros a declarar a pandemia de coronavírus, e pressionar a OMS que ainda resistia ao “anúncio oficial”, em razão da mal sucedida experiência do passado durante a gripe suína de 2009. Um adendo ao artigo principal do site “Business Insider” anunciou que: "a Fundação Gates, Wellcome e Mastercard destinaram US $ 125 milhões a empresas que desenvolvem tratamentos para o novo coronavírus, e que o financiamento seria usado para acelerar os tratamentos de coronavírus para  pessoas infectadas”, um impulso de humanismo muito estranho para uma corporação imperialista com um passado tão sujo como o da Microsoft. Portanto, como é sabido publicamente, Gates e a grande indústria farmacêutica, “Big Pharma”, já estavam trabalhando nos "tratamentos" e “vacinas” do coronavírus antes mesmo da declaração oficial de uma pandemia. A empresa “parceira” da OMS que recebeu o dinheiro da Microsoft foi precisamente chamada de “Acelerador Terapêutico Covid-19, a Fundação Gates escreveu em uma de suas publicações oficiais: “O Acelerador Terapêutico Covid-19 trabalhará com a Organização Mundial da Saúde, doadores e organizações nos setores  públicas e privadas, bem como com instituições reguladoras e de formulação de políticas globais”. Sob o regime capitalista, onde não se sabe o certo se a “Big Pharma” é a indústria farmacêutica ou uma fábrica de doenças em busca de lucros, a saúde de toda a humanidade está nas mãos de capitalistas miseráveis ​​como Gates, e políticos burgueses corruptos como Tedros...

domingo, 3 de maio de 2020

DOMINGUEIRA FASCISTA EM BRASÍLIA: BOLSONARO AVANÇA EM SUAS “BRAVATAS”, SOB O RECUO DE UMA ESQUERDA AMEDRONTADA E INATIVA


Uma manifestação de rua, promovido pelas hordas neofascistas irrompeu na porta do Palácio do Planalto neste domingo (03/05), como expressão de demonstração de força do clã Bolsonaro, logo na sequência do longo depoimento de Sérgio Moro, onde ameaçou revelar um farto cabedal de provas acumuladas contra o presidente e sua anturragem política mais próxima. Os protestantes bolsonaristas lançaram seus tradicionais ataques contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional e obviamente em oposição ao estado de quarentena decretado pelos governadores com o apoio até o momento do próprio Ministério da Saúde. Os reacionários manifestantes também puderam esgrimir o surrado pedido de intervenção militar e por um novo AI-5. A “novidade” desta vez ficou por conta do próprio Bolsonaro, que diante da pequena multidão de extrema direita se animou para bravatear, afirmando que estaria “no limite” e não aceitaria mais o cerceamento do seu governo pelas “instituições”, deixando claro que teria o apoio das Forças Armadas para suas próximas ações. Ao que tudo indica Bolsonaro lançou um desafio para sua própria “junta militar”, tendo a mobilização das hordas neofascista nas ruas como trunfo para barganhar, afinal nem o arco político de Moro e tampouco a esquerda reformista (PT e apêndices) estão dispostos a mobilizar para barrar a ofensiva golpista, para além do jogo virtual e dos “apelos” para que as “autoridades constituídas” tomem alguma providência... Como na política e na luta de classes não existe vazio, o espaço das manifestações vem sendo ocupado pela extrema direita, em plena histeria acovardada do “fique em casa”  patrocinado pelos governos burgueses durante a epidemia do coronavírus. Bolsonaro avança a cada recuo da Frente Ampla de colaboração de classes, e mesmo com as seguidas crises sofridas por seu governo (saída dos ministros Mandetta e Moro), tenta rearticular uma nova base parlamentar, além de açular suas bases neofascistas e conciliar seus interesses com o Alto Comando Militar. O jogo da governabilidade está ainda “aberto”, em plena pandemia sanitária e econômica no Brasil e no Mundo, as peças do xadrez se moverão como uma guerra de posições, sem que nenhum lado intente desfechar um ataque frontal e definitivo. Esta estratégia de “reconhecimento das forças” é perfeitamente assumida tanto pela esquerda reformista como pelo Bolsonarismo, ambos os campos em sintonia em um aspecto fundamental: o importante é que tudo se resolva no terreno eleitoral em 2022, o resto por enquanto é só bravata, tanto das ameaças de golpe como das ações por um impeachment...