sábado, 21 de janeiro de 2017

O IDIOTA ÚTIL: BURGUESIA IANQUE EMPOSSOU TRUMP E JÁ PREPARA UM GOLPE DE ESTADO PARA IMPOR UM RECRUDESCIMENTO AO REGIME REPUBLICANO (PARTE – I)


O cenário estava todo armado para um retumbante fiasco eleitoral de Trump: sem apoio de massas, sem respaldo do próprio partido, além de enfrentar uma candidata lançada pelo establishment dominante imperialista. Mesmo derrotado no voto popular (a maior derrota nas urnas de toda a história republicana dos EUA, cerca de 2,8 milhões de votos) a burguesia ianque impôs a sua posse, mas por que? A resposta embora complexa deve ser bem direta: Diante da enorme crise financeira que se avizinha para o início da nova década, o imperialismo necessitava fazer "ajustes" em seu regime político e o melhor caminho encontrado foi dar a vitória ao "palhaço reacionário" para depois o golpeá-lo facilmente do poder, "implantando" um outro formato de regime ao velho republicanismo "democrático" dos EUA. É verdade que existiam outros caminhos para as classes dominantes ianques que agiram em plena sintonia com a elite financeira bursátil mundial, o primeiro seria "empoderar" na Casa Branca uma alternativa vinda do "Tea Party" (ainda permanecendo como uma ala intestina do Partido Republicano) e derrotar facilmente a odiada madame Clinton. Parecia o roteiro mais evidente, porém ainda muito prematuro para a conjuntura de 2017, com os EUA atravessando uma leve recuperação econômica do crash sofrido em 2008. A outra rota possível e que até a nós da LBI se apresentou como "factível", representaria uma vitória dos Democratas como a expressão de uma "ponte" temporal para a transição de um governo de extrema direita em 2021. Entretanto a diversificação nacional do voto "trumpista" pelos rincões mais castigados e atrasados do país, levando os Republicanos a um triunfo folgado no Colégio Eleitoral, forçou a posse do bilionário falastrão no comando do monstro imperial. Estamos concientes que o nosso prognóstico histórico para a próxima etapa que os EUA atravessará não é um mero palpite leviano, sabemos que este país imperialista símbolo da democracia ocidental moderna nunca foi permeado por um golpe de estado, como a França e Alemanha por exemplo, apesar de já terem acontecido algumas tentativas como o assassinato do presidente Kennedy em 1963 e mais longinquamente uma guerra civil em 1861 que culminou com o outro assassinato, o de Abraham Lincoln pouco depois. O próprio "cowboy" republicano Ronald Reagan também foi alvo de uma tentativa de eliminação física mal sucedida em 1981(chegou a ser atingido por vários tiros), 69 dias logo após assumir a presidência da república, nesta ocasião o Secretário de Estado Alexander Haig chegou a anunciar que estava no comando da nação, tendo que ser "demovido" da iniciativa poucas horas depois. Portanto tentar ou mesmo matar presidentes nos EUA não é propriamente uma "novidade" na maior "democracia" do planeta, porém conseguir suprimir mesmo que parcialmente a constituição federal celebrada com apenas 7 artigos em 1788 será uma operação de grande envergadura com gravíssima repercussão histórica não só para o destino dos EUA. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

UMA POLÊMICA COM A ESQUERDA CRÉDULA NO REGIME: ASSASSINATO BEM ORQUESTRADO DE TEORI OU TEORIA DA CONSPIRAÇÃO?


Enquanto a esquerda revisionista adaptada e crédula ao regime da democracia dos ricos fica em silêncio diante do “acidente” que matou o ministro do STF Teoria Zavascki (no máximo atuando como papagaios da mídia burguesa), alegando que não patrocina “Teorias da Conspiração” e desprezando o real funcionamento mafioso do Estado burguês e suas gerências de plantão, a LBI logo após a queda do avião apontou sem vacilar a ação como um assassinato planejado por Temer e sua antourragem palaciana (Jucá, Moreira Franco, Padilha, por “coincidência” os dois últimos ex-ministros da Aviação Civil...) para controlar o conteúdo das delações da Odebrecht. Esta esquerda revisionista que jura sua fidelidade aos ritos sagrados da democracia capitalista, entende que a burguesia não ousaria ultrapassar os limites das "tradicionais" manobras políticas existentes no "jogo do poder", portanto conspirações e assassinatos não poderiam fazer parte do "cardápio" das classes dominantes. A família Morenista, MAIS&PSTU etc..., devem afirmar que o "acidente" aéreo que matou o general Castelo Branco, o primeiro presidente do golpe militar, não passou de uma fatalidade e que somente "mentes poluídas" poderiam afirmar a existência de uma tal "Operação Mosquito". Voltando aos dias atuais agora a trama vai ficando ainda mais clara. Os comentaristas da Globo News vem dando suporte total a tese de que com o “acidente” o novo indicado por Temer para o STF irá necessariamente “herdar” a relatoria sobre a Lava Jato, como “manda o regimento da Corte”. No âmbito do Supremo, Gilmar Mendes já estaria articulando nos bastidores barrar qualquer medida para que houvesse uma redistribuição dos autos a outros ministros senão o indicado pelo canalha golpista. Trata-se de uma evidente operação para preservar Temer, Renan e os figurões PSDB, cujos nomes estavam em peso presentes nas delações da Odebrecht analisadas até então por Zavascki. A delação apontava os holofotes para os nomes mais importantes da gang palaciana como Temer, Renan Calheiros e Rodrigo Maia além de ministros e parlamentares do PSDB, residualmente apontavam para nomes do PT. Vale salientar que antes do seu voo fatal nesta quinta-feira (19), Zavascki havia ido à Brasília um dia antes, na sala do terceiro andar da sede do STF, pegar os processos para análise e orientar seus auxiliares sobre a necessidade de sigilo. A sala onde foi trancafiada a delação da Odebrecht é vizinha ao gabinete da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. A viagem mortal para um hotel de luxo em Paraty ocorreu no dia seguinte a ele interromper suas férias para apressar a homologação do lote de delações da Odebrecht. Segundo o Valor Econômico (18.01, quarta-feira) “O relator da Lava-Jato, ministro Teori Zavascki, voltou nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar as delações premiadas dos 77 executivos da Odebrecht. O ministro interrompeu as férias, iniciadas no fim de dezembro, quando começou o recesso do tribunal, para começar os procedimentos preparatórios para a homologação das delações. Atualmente parte do material já esta no gabinete de Teori. Mesmo durante o recesso, a equipe do ministro formada por juízes auxiliares e servidores de confiança, já havia começado a analisar o material”. O ministro estava em Paraty, viajou de quatro a cinco horas (Parati/SP/Brasília) no dia 18. Depois voltou para São Paulo, onde do Campo de Marte saiu o avião que logo veio a cair nas águas próximas a Paraty nesta quinta-feira (19). Não houve nenhum esforço do governo federal para resgatar os destroços do avião para investigação in loco, as buscas foram interrompidas por alegação de mau-tempo e somente horas depois Teori, seu “amigo-empresário” (que era réu no STF por crime ambiental) e o piloto foram retirados da água. Ordens superiores da Marinha atrasaram bastante o resgate. Imediatamente a FAB declarou que o avião que levava o ministro Teori Zavascki não tinha caixa preta, nem era obrigado a tê-la, portanto não há registro de vozes e dados do voo. Para fechar o cerco de encobrimento, a imprensa noticia que a equipe da Polícia Federal escalada para investigar a queda do avião que levava Teori é a mesma que (não) apurou o “acidente” com Eduardo Campos. Nada melhor do que forjar uma pane técnica no avião ou inabilidade do piloto diante da chuva que caia na região, um acidente “perfeito” às vésperas do reinício dos trabalhos do judiciário, justamente quando as delações da Odebrecht viriam a ser reveladas publicamente. Tem-se dito que o avião que caiu era novo e revisado, um Hawker Beechcraft King Air C90 prefixo PR-SOM, um bimotor pequeno e seguro, com um piloto experiente e com total domínio do trajeto SP-Paraty, feito quase diariamente pelo dono do avião, o empresário Carlos Alberto Figueiras. Obviamente que ocorreu uma sabotagem na aeronave, Teori não tinha nenhuma equipe de segurança que vistoriasse o bimotor e o avião era de um “amigo” particular, portanto de fácil acesso no Hangar em que ficava estacionado antes das viagens no Campo de Marte. O avião teve a ficha contendo as informações técnicas da aeronave acessada 1.885 vezes, nos últimos 16 dias. A informação foi passada por um investigador da Polícia Federal, que analisa se o avião estava sendo monitorado. Era sabido que Teori estava sendo monitorado pelo Planalto. O setor de inteligência do Supremo Tribunal Federal foi informado de que agentes secretos dispunham de detalhes dos hábitos e horários do ministro e iniciou investigação sigilosa para saber se o ministro teve telefones grampeados e que outros tipos de monitoramento era alvo. Vale registrar que o delegado da Polícia Federal Marcio Anselmo, um dos principais investigadores da Operação Lava Jato, utilizou seu perfil no Facebook para pedir uma investigação aprofundada sobre o acidente que resultou na morte do ministro Teori Zavascki. Em tom de dúvida sobre as causas do acidente, Marcio Anselmo afirma que “esse ‘acidente’ deve ser investigado a fundo”. Em seguida ele apagou a mensagem. Por sua vez, o filho do ministro, Francisco Prehn Zavascki, declarou que é preciso “investigar a fundo e saber se foi acidente ou não, que a verdade venha à tona seja ela qual for. Torço para que tenha sido um acidente, seria muito ruim para o país ter um ministro do STF assassinado”. Teori Zavascki não era “santo” como pretende vender a mídia e o seu séquito de bajuladores. Alertamos mais uma vez que o falecido ministro togado mesmo seguindo a linha geral golpista resistia em conceder um indulto pleno a máfia dirigente do PMDB, da qual Temer é historicamente o “capo”, as delações da família Odebrecht não estavam agradando o Planalto, apesar da forte inclinação em criminalizar o PT. Nada melhor então do que nomear um novo ministro, com o aval da quadrilha de Renan no Senado, para “depurar” das delações os fatos vinculados aos caciques do PMDB. Sem dúvida o assassinato de Teoria foi obra da anturragem palaciana de Temer, que logo indicará um nome para o STF comprometido com o Planalto e a máfia do parlamento para preservar sua gang golpista. De nossa parte não vemos nenhuma surpresa neste acontecimento, as mortes de acidentes aéreos de desafetos políticos são relativamente comuns. Por mais contraditório que possa parecer, os mais “crédulos” no funcionamento das instituições “democráticas” deste bastardo regime burguês são justamente as organizações da esquerda, incluindo neste bojo as que se reivindicam “reformistas ou revolucionárias”. Enquanto neste país a direita golpista conspira abertamente contra todos aqueles que “atravessem” seu caminho, inimigos ideológicos ou não, a esquerda jura obediência à institucionalidade, confiante na “probidade” de seus adversários mais reacionários. Os Marxistas Revolucionários da LBI alertam que o assassinato de Teori aponta para mais um acidente “fabricado” na entranhas do poder, assim como foi o acidente aéreo que vitimou o ex-governador Eduardo Campos.Crimes e Assassinatos bem planejados são a especialidade das máfias burguesas que controlam os governos e seu aparato repressivo e de inteligência. Mas logo os “crentes” na democracia dos ricos nos acusarão de delírio, de estarmos acolhendo a mais nova versão da “Teoria da Conspiração” para atacar a famigerada Operação Lava Jato que tem o apoio da direita e de setores da esquerda como PSTU e PSOL. Para estes senhores tudo não passaria de uma mera coincidência sinistra. Estão sendo ainda divulgadas versões estúpidas que um oficial da Aeronáutica "filiado ao PT" teria orientado o piloto incorretamente para provocar o acidente no mar, tendo obtido posteriormente um habeas corpus no STF assinado por Levandovski (que estava de férias), uma versão claramente montada para desacreditar os que questionam seriamente o “acidente” que levou a morte de Teori. Não há espaço para especulação segundo esses idiotas úteis no interior da esquerda, trata-se de mais um acidente aéreo “corriqueiro” como o que ceifou a vida do ex-governador de Pernambuco em 2014 dando espaço para Marina Silva tentar derrotar a Frente Popular na disputa pelo Planalto. Por fim deixamos claro que o conjunto do STF é um colegiado serviçal dos grandes grupos econômicos capitalistas, os “ilustres” ministros desta instituição considerada o sustentáculo “ético” do atual regime na verdade tomam suas decisões em função das pugnas políticas existentes nas entranhas do poder republicano. Por isso declaramos: nenhuma ilusão nas instituições do regime político, no parlamento e no judiciário, lutemos por construir uma alternativa de poder operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em luta contra a direita e a Frente Popular!

93 ANOS SEM O NOSSO CHEFE REVOLUCIONÁRIO V. I. LENIN: O BOLCHEVISMO VIVE!


No próximo dia 21 de janeiro completam-se 93 anos da morte de nosso grande chefe Bolchevique, Vladimir Lenin, o dirigente marxista que lançou as bases do Partido Revolucionário centralizado como um exército do proletariado para demolir violentamente as instituições do Estado capitalista. Lenin, falecido em 1924, é sobejamente a liderança da esquerda, em toda a história da humanidade, mais odiada (e com toda justiça!) pelas classes dominantes e o imperialismo, justamente por defender a necessidade da construção de uma sólida organização política militarizada e hierarquizada para combater e derrotar a burguesia, seu Estado e os órgãos de repressão, tendo como objetivo a organização da classe operária para tomar o poder o poder político a fim de implantar a Ditadura do Proletariado. Como afirmou Trotsky, discípulo teórico de Lenin, quando soube da morte do grande chefe: "Perdemos Lenin, mas sem o Leninismo não somos absolutamente nada!" Desde a LBI estamos certos dessa lição fundamental e por esta razão 93 anos depois de sua morte afirmamos sem vacilar: O Bolchevismo Vive!!! A defesa do legado político e teórico de nosso chefe revolucionário é parte de nossas comemorações dos 100 anos da Revolução de Outubro, a maior vitória do proletariado mundial na história, cuja tomada do poder pela classe operária contou com a direção, dedicação e a estratégia comunista firma de Lenin contra todas as variantes reformistas e mencheviques, um exemplo que nos guia até hoje! Nossa luta cotidiana por manter firme a concepção Leninista de partido, tão atacada pelo revisionismo como "ultrapassada e totalitária", é a prova viva de que esses princípios nos legado por Lênin desde a Rússia de 1917 estão válidos em toda sua plenitude como um modelo a ser seguido pelos revolucionários marxistas que não se adaptaram a democracia burguesa e continuam defendendo a destruição violenta e revolucionária do Estado capitalista para marchar na edificação de um Estado de novo tipo!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ASSASSINATO DE TEORI: REPÚBLICA GOLPISTA DA BARBÁRIE COMEÇA A FAZER VÍTIMAS ENTRE OS SEUS PARES


A barbárie que instalou no país com o golpe parlamentar que depôs a presidente Dilma, começa a fazer suas primeiras vítimas no seio das próprias classes dominantes que patrocinaram a recrudescimento do regime político. Agora não são só os presidiários "falangistas" que são o alvo da sanha assassina do Estado Burguês, a brutal luta fratricida travada no interior das classes dominantes pelo controle do butim estatal acaba de executar um ministro da Suprema Corte do país, não por coincidência o responsável por todo o processo da famigerada Lava Jato no STF. Teori Zawascki foi literalmente abatido em pleno voo quando se dirigia da capital paulista para um final de férias em Paraty no litoral fluminense. Nada melhor do que forjar uma pane técnica em um "teco-teco" que pertencia a uma rede hoteleira, um acidente "perfeito" às vésperas do reinício dos trabalhos do judiciário, justamente quando as delações da Odebrecht viriam a ser reveladas publicamente. A mídia "murdochiana" não esperou sequer o aparecimento do cadáver e rapidamente alertou que caberá a Temer a indicação do substituto de Teori no STF, cabendo ao ministro neófito a toda a responsabilidade de herdar a condução da Lava Jato no Supremo. Não há espaço para especulação de uma "teoria da conspiração" segundo os arautos do golpe, trata-se de mais um acidente aéreo "corriqueiro" como o que ceifou a vida do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos em 2014. Entretanto para os Marxistas que conhecem muito bem o "jogo bruto" das elites capitalistas quando a taxa de lucro ameaça declinar, não resta a menor sombra de dúvida de que Teori foi "removido" do campo de batalha que não tolera vacilações. O falecido ministro togado mesmo seguindo a linha geral golpista resistia em conceder um indulto pleno a máfia dirigente do PMDB, da qual Temer é historicamente o "capo", as delações da família Odebrecht não estavam agradando o Planalto, apesar da forte inclinação em criminalizar o PT. Nada melhor então do que nomear um novo ministro, com o aval da quadrilha de Renan no Senado, para "depurar" das delações os fatos vinculados aos caciques do PMDB. Velado o corpo com o "luto oficial" dos próprios assassinos, logo surgirá um nome "probo" para assumir o legado de Teori no STF, sem o incômodo de atingir a anturragem do golpista Temer.
Onze dias antes de ser assassinado no México por ordens de Stálin, León Trotsky publicou na revista norte-americana Liberty um artigo bastante detalhado intitulado “Stálin matou Lenin?” em que levantava a possibilidade real do envenenamento do Chefe Bolchevique em função das suas posições contrárias ao stalinismo em ascensão. Entre dezembro de 1922 e janeiro de 1923, Lenin publicou sua “Carta ao XII Congresso” que ficou conhecida como seu “Testamento Político”. No posfácio propusera que se retirasse Stálin do cargo de Secretário Geral do Partido Comunista.  Durante esse período seu colaborador mais estreito foi Trotsky. Os escritos de Lenin estiveram dedicados a combater os primeiros esboços da nova política contrarrevolucionária e a caracterizar a crescente burocratização que afetava cada vez mais o funcionamento do partido e do governo, propondo medidas audaciosas para combatê-la. No artigo abaixo Trotsky levanta com vários dados a possibilidade do envenenamento em função das duras críticas que Lenin, mesmo doente, vinha fazendo a condução do Partido por Stálin. A completa burocratização da URSS após a morte de Lenin e o duro combate de Trotsky ao stalinismo jamais impediram que o fundador da IV Internacional defendesse incondicionalmente a União Soviética diante da ofensiva do imperialismo e do fascismo contra o Estado Operário degenerado


STALIN MATOU LENIN?
Por Leon Trotsky 
(Texto publicado originalmente em 10 de agosto de 1940)
         
Durante os dez anos do meu presente exílio, os agentes literários do Kremlin têm sistematicamente aliviado a si mesmos da necessidade de responder de forma pertinente tudo que eu escrevo sobre a União Soviética aludindo ao meu “ódio” por Stalin – mesmo que Stalin e eu estejamos separados por acontecimentos tão ardentes que consumiram em chamas e reduziram a cinzas qualquer coisa pessoal. Stalin é meu inimigo. Mas Hitler também é, assim como Mussolini e muitos outros. Hoje permanece em mim tão pouco sentimento por Stalin quanto pelo general Franco ou o Mikado (imperador japonês).  Apresento neste artigo fatos chocantes sobre como um revolucionário provinciano se tornou o ditador de um grande país. Cada fato que menciono, cada referência e citação pode ser provada tanto por publicações oficiais soviéticas quanto por documentos preservados em meus arquivos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

EM DEFESA DO SINTUSP! PELO DIREITO DE ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E SINDICAL DOS TRABALHADORES PARA LUTAR CONTRA TEMER, ALCKMIN E OS ATAQUES AOS NOSSOS DIREITOS E CONQUISTAS!


Neste dia 19 ocorre um ato político em defesa da permanência do SINTUSP dentro do campus da USP. Não se trata apenas uma luta em defesa do SINTUSP, uma entidade amplamente conhecida por sua trajetória de luta e solidariedade com todas as categorias de trabalhadores da cidade e do campo. Trata-se de defender uma trincheira de resistência contra os ataques de Alckmin e Temer contra a educação pública e os direitos dos trabalhadores. A reitoria da USP pretende há muito calar o SINTUSP. Agora, porém, ao buscar aniquilar um sindicato livre, jogar contra ele tropas da PM com metralhadoras e cercá-lo com um muro metálico, deseja impor um regime de exceção dentro da universidade, copiando as medidas arbitrárias que o Moro e a Justiça burguesa vem desferindo contra lideranças políticas da esquerda e dos movimentos sociais. A recente prisão de Guilherme Boulos, dirigente do MSTS, é uma prova concreta do que afirmamos! Em nome da LBI nos solidarizamos integralmente com a direção do SINTUSP e com os estudantes e trabalhadores da USP, chamamos todas as entidades sindicais, populares, democráticas a não só defenderem a permanência da sede do sindicato no seu atual local como a mais ampla e livre organização dos trabalhadores em seu local de trabalho para organizar a resistência e a luta direta contra os ataques de Temer, Alckmin, Dória e Zago contra a comunidade universitária de conjunto. Para responder a mais essa provocação da Reitoria é preciso convocar um dia de luta e paralisação em solidariedade ao SINTUSP como parte da luta direta por derrotar as famigeradas Reformas da Previdência e Trabalhista que serão discutidas no parlamento ainda nesse semestre. Contra os ataques da burguesia e seus governos é preciso desde já organizar a Greve Geral para resistir nas ruas e na luta contra o incremento da ofensiva patronal contra os trabalhadores e a juventude!
Como parte das homenagens a Lenin a LBI publica o prefácio escrito em agosto de 1917 pelo Chefe Bolchevique ao livro de sua autoria “O Estado e a Revolução”, obra magistral e visionária lançada às vésperas da Revolução de Outubro para orientar o Partido na luta pelo poder, diante das tarefas de destruição do Estado capitalista pelo proletariado e como parte do combate teórico e político contras as tendências reformistas no seio da classe operária. A LBI relançou recentemente o livro “Estado e a Revolução” em parceria com a Editora Nova Antídoto, disponível para nossos leitores e simpatizantes!


O ESTADO E A REVOLUÇÃO

LENIN – Prefácio à 1ª Edição/Agosto de 1917

A questão do Estado assume, em nossos dias, particular importância, tanto do ponto de vista teórico como do ponto de vista política prática. A guerra imperialista acelerou e avivou ao mais alto grau o processo de transformação do capitalismo monopolizador em capitalismo monopolizador de Estado. A monstruosa escravização dos trabalhadores pelo Estado, que se une cada vez mais estreitamente aos onipotentes sindicatos capitalistas, atinge proporções cada vez maiores. Os países mais adiantados se transformam (referimo-nos à "retaguarda" desses países) em presídios militares para os trabalhadores.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

URGENTE: LIBERDADE IMEDIATA PARA GUILHERME BOULOS, DIRIGENTE DO MTST, PRESO POLÍTICO DOS GOVERNOS TUCANOS ALCKMIN/DÓRIA!


NOTA DO MTST - PRISÃO ABSURDA DE GUILHERME BOULUS

O companheiro Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, que estava acompanhando a reintegração de posse da ocupação Colonial, visando garantir uma desfecho favorável para as mais de 3000 pessoas da ocupação, acaba de ser preso pela PM de São Paulo sob a acusação de desobediência civil.

Um verdadeiro absurdo, uma vez que Guilherme Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito.

Neste momento, o companheiro Guilherme está detido no 49ª DP de São Mateus.

Não aceitaremos calados que além de massacrem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajuda-los.

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
HÁ 09 ANOS, ANTES MESMO DO FINAL DAS PRIMÁRIAS DEMOCRATAS DE 2008, A LBI FOI A PRIMEIRA CORRENTE POLÍTICA A DENUNCIAR O VERDADEIRO CARÁTER REACIONÁRIO DE UM FUTURO GOVERNO OBAMA: UMA ANÁLISE MARXISTA DA GERÊNCIA DE UM NEGRO COMO CHEFE DO IMPERIALISMO MUNDIAL QUE ABRIU CAMINHO PARA A ASCENSÃO DO XENÓFOBO TRUMP!


No final desta semana Obama deixará a presidência dos EUA após 8 anos de governo dando lugar ao Republicano xenófobo Donaldo Trump na Casa Branca. O "falcão negro" deixou um legado de guerra na Líbia e Síria, travestida de apoio ao farsesca "Revolução Árabe", aprofundou a rapina das semicolônias e já no final de sua gestão incrementou a política de reação democrática com relação a Cuba e em apoio ao "Acordo de Paz" com as FARC na Colômbia que tem levado a paulatina rendição da guerrilha. Antes mesmo do início de seu primeiro mandato de Obama, já no começo de 2008, a LBI denunciava a operação política nos EUA para levar o primeiro negro a chefe do imperialismo mundial. No final de janeiro de 2008, antes das primárias da “super-terça”, realizadas em 05 de fevereiro, quando Hillary Clinton mantinha um largo favoritismo sobre os demais adversários de partido a LBI prognosticou a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais dos EUA. Nosso prognóstico confirmou-se plenamente com a votação propriamente dita nas urnas. Esse acerto político tremendo demonstrou a superioridade da análise marxista revolucionária sobre a “cobertura jornalística” feita pelas organizações centristas e liberais pequeno-burguesas. Não fizemos uma "simples" projeção eleitoral, mas caracterizamos já no começo de 2008, quando ninguém ousava fazer, que o imperialismo necessitava de Obama como elemento indispensável diante da enorme polarização social que vive os EUA, submerso em uma descomunal crise econômica. A candidatura do democrata negro representava uma tentativa desesperada das classes dominantes de cooptarem as direções do proletariado e das massas pela via eleitoral e da institucionalidade burguesa. O imperialismo agiu preventivamente para descomprimir a tendência latente de ação direta dos explorados, frente à conjuntura que sinaliza claramente um período de agudos enfrentamentos de classe no coração do monstro imperialista.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Nesta semana publicaremos uma série de artigos elaborados pela LBI em homenagem a Lênin, dirigente máximo da Revolução de Outubro, falecido há 93 anos, no dia 21 de janeiro de 1924. Hoje reproduzimos a denúncia que fizemos de Vladimir Putin, que na qualidade de representante da burguesia restauracionista na Rússia atacou duramente a figura de Lenin e da política revolucionária do Partido Bolchevique para a manutenção da URSS. O fato de Putin renegar Lenin demonstra a total impossibilidade da “nova” classe dominante russa ser consequente na luta contra o imperialismo e até mesmo na defesa da soberania nacional do país, o que só pode ocorrer com a vitória de uma nova Revolução de Outubro na pátria Lenin, que imponha a volta da Ditadura do Proletariado e de uma verdadeira Federação das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o que não tem nenhuma similaridade com o nacionalismo burguês que enaltece a "Grande Rússia" capitalista defendida por Putin.


PUTIN RENEGA LENIN: ATAQUE VISA ENCOBRIR QUE O ATUAL GOVERNO BURGUÊS É HERDEIRO DO BANDO RESTAURACIONISTA RESPONSÁVEL PELA DESTRUIÇÃO DA URSS. EM DEFESA DO LENINISMO E DO PARTIDO BOLCHEVIQUE! (BLOG da LBI, 22 de Janeiro/2016)

Ganhou grande destaque na mídia mundial a entrevista em que Vladimir Putin acusa Lenin de ser responsável pela destruição da URSS, ainda mais quando a declaração ocorreu no dia em que se celebravam os 92 anos da morte do principal dirigente bolchevique responsável por edificar a União Soviética e não destruí-la! Segundo a imprensa russa (Russia Today – RT, Interfax) no contexto da discussão sobre um verso do poeta russo Boris Pasternak, na qual Lenin é mencionado como uma pessoa que pode “controlar o fluxo de pensamento e, portanto, conseguiu controlar o país” Putin atacou Lênin. Segundo o presidente russo, “Controlar o fluxo de pensamento é bom, mas este pensamento deve trazer um resultado correto, e não como o fez Vladimir Ilyich Porque como resultado seu pensamento levou à queda da União Soviética, havia muitas ideias incorretas. A criação de autonomias nacionais, e assim por diante. Eles colocaram uma bomba atômica sob o edifício chamado Rússia e este finalmente explodiu” (RT, 21.01). Como se observa, a crítica de Putin, ex-agente da KGB formado na escola do stalinismo, é contra a posição de Lenin em defesa da autonomia das repúblicas soviéticas na URSS, plataforma também defendida por Trostky em oposição às teses defendidas a época por Stálin. Além da mídia venal, os revisionistas do trotskismo (PSTU, CST) aproveitaram a declaração de Putin para defender suas atuais posições pró-imperialistas em defesa da “autonomia” da Ucrânia, governada hoje pelos golpistas-fascistas de Kiev em oposição a Moscou. Como Marxistas-Leninistas defendemos as posições de Lênin e Trotsky e rechaçamos categoricamente os ataques de Putin ao edificador da URSS e dirigente maior do Partido Bolchevique. As críticas de Putin demonstram uma visão que muito se aproxima do stalinismo, em defesa da “grande pátria mãe” própria do nacionalismo russo, plataforma duramente criticada por Lenin. Essa crítica é condensada no artigo “A RESPEITO DO PROBLEMA DAS NACIONALIDADES OU SOBRE A ‘AUTONOMIA’” (1922) em que Lenin chega a seguinte conclusão “A responsabilidade política de toda esta campanha de verdadeiro nacionalismo russo deve fazer-se recair, é claro, sobre Stalin e Dzerzhinski” complementando que “Nestas condições é muito natural que a ‘liberdade de separar-se da união’, com que nós nos justificamos, seja um papel molhado incapaz de defender os não russos da invasão do russo genuíno, chauvinista, no fundo um homem miserável e dado à violência como é o típico burocrata russo. Não há qualquer dúvida de que a insignificante percentagem de operários soviéticos e sovietizados afundariam nesse mar de imundícia chauvinista russa como a mosca no leite. Em defesa desta medida diz-se que foram segregados os Comissariados do Povo que se relacionam diretamente com a psicologia das nacionalidades, com a instrução nas nacionalidades. Mas a respeito disto ocorre-nos uma pergunta, a de se é possível segregar estes Comissariados por completo, e uma segunda pergunta, a de se temos tomado medidas com a suficiente solicitude para protegermos realmente os não russos do esbirro genuinamente russo. Eu acho que não as tomamos, embora pudéssemos e devêssemos tê-lo feito. Eu acho que neste assunto exerceram uma influência fatal as pressas e os afãs administrativos de Stalin, bem como a sua aversão contra o decantado ‘social-nacionalismo’. Via de regra, a aversão sempre exerce em política o pior papel”. Referindo-se a esta polêmica entre Lenin e Stálin, Trotsky lembrou no texto “A QUESTÃO UCRANIANA” (1939) que “Após a tomada do poder, teve lugar no partido uma séria luta pela solução dos numerosos problemas nacionais herdados da velha Rússia tsarista. No seu carácter de comissário do povo para as nacionalidades, Stalin representou invariavelmente a tendência mais burocrática e centralista. Isto tornou especialmente evidente na questão da Geórgia e na da Ucrânia. Até hoje, a correspondência não foi publicada. Esperamos poder editar a pequena parte de que dispomos. Cada linha das cartas e propostas de Lenine vibra com a urgência de conformar na medida do possível aquelas nacionalidades que tinham sido oprimidas no passado. Em troca, nas propostas e declarações de Stalin, salientava invariavelmente a tendência para o centralismo burocrático. Com o fim de garantir ‘necessidades administrativas’, quer dizer, os interesses da burocracia, as mais legítimas reclamações das nacionalidades oprimidas foram declaradas manifestações de nacionalismo pequeno-burguês. Estes sintomas já podiam perceber-se bem cedo, em 1922-1923. Desde essa altura, tiveram um monstruoso crescimento, levando a uma completa asfixia qualquer tipo de desenvolvimento nacional independente dos povos da URSS.” Como se observa, hoje Putin defende historicamente as mesmas posições nacionalistas de Stálin contra a defesa do internacionalismo e da solidariedade de classe entre os povos proclamada por Lenin e Trotsky. Lembremos que Lenin e Trotsky defendiam o direito a autonomia no marco da defesa da URSS e de sua economia planificada e obviamente não para facilitar a restauração do capitalismo. Esta posição fica clara quando Lenin no mesmo texto (A RESPEITO DO PROBLEMA DAS NACIONALIDADES OU SOBRE A ‘AUTONOMIA’) afirma “Por isso, neste caso, o interesse vital da solidariedade proletária e, portanto da luta proletária de classe, requer que jamais olhemos formalmente o problema nacional, senão que sempre levemos em conta a diferença obrigatória na atitude do proletário da nação oprimida (ou pequena) para a nação opressora (ou grande).Quê medidas prática se devem tomar nesta situação? Primeira, cumpre manter e fortalecer a união das repúblicas socialista; sobre isto não pode haver dúvida”. Trotsky vai no mesmo sentido no artigo “A INDEPENDÊNCIA DA UCRÂNIA E A CONFUSÃO SECTÁRIA” (1939) em que pontua “A necessidade de um compromisso, ou melhor, de vários compromissos, se coloca de maneira similar no tocante à questão nacional, sendas que não são mais retilíneas que as da revolução agrária. A estrutura federada da União Soviética é fruto de um compromisso entre o centralismo que exige uma economia planificada e a descentralização necessária para o desenvolvimento das nações que no passado estavam oprimidas. Construído o Estado operário sobre o princípio de compromisso de uma federação, o Partido Bolchevique inscreveu na sua constituição o direito das nações à separação completa, indicando desta maneira que não considera resolvida de uma vez e para sempre a questão nacional.”. Mesmo rechaçando publicamente as posições de Putin, a LBI de forma alguma se embloca hoje com os agentes do imperialismo de Kiev contra a Rússia para aprofundar a recolonização capitalista na ex-república soviética, posição assumida pelos revisionistas do Trotskismo. Ao contrário, defendemos a unificação da Criméia com a Russia e apoiamos o direito à separação das "repúblicas populares" do Leste ucraniano.

sábado, 14 de janeiro de 2017

AS PRIMEIRAS E AS ÚLTIMAS VAIAS A LULA EM UM CONGRESSO DE TRABALHADORES: AS DIFERENÇAS ENTRE OPOSIÇÃO REVOLUCIONÁRIA E OPOSIÇÃO DE DIREITA


Tem repercutido bastante no campo da esquerda a posição assumida pelos delegados do PSTU no último congresso da CNTE de hostilizar e "dar as costas" ao ex-presidente Lula, convidado de honra na abertura do evento sindical. A imprensa "murdochiana" logo destacou o fato para logicamente engrossar sua campanha de demonização do PT e enxovalhamento da candidatura de Lula ao Planalto em 2018. A burocracia sindical da CUT planejou utilizar o congresso da CNTE que ocorre em Brasília para impulsionar o lançamento do ex-presidente da república como um suposto candidato de unifica todo o movimento de massas do país. Em primeiro lugar queremos reafirmar o direito político de qualquer organização de esquerda poder se manifestar livremente em um congresso do movimento dos trabalhadores, seja de forma equivocada ou não. Nós da LBI conhecemos muito bem a conduta covarde e burocrática da direção petista, seja no interior do movimento sindical ou mesmo na luta de classes. Repudiamos com força os grupelhos da esquerda corruptos material e moralmente, como o PCO, que agora servem como capangas da Articulação para defenderem o "legado dos governos petistas" e atacar qualquer manifestação contrária aos interesses da Frente Popular de colaboração de classes. Entretanto não podemos abonar a política de "Oposição de direita" ao PT, que o PSTU vem desenvolvendo no último período, apoiando a "caçada as bruxas" da famigerada Operação Lava Jato contra a esquerda e as lideranças sindicais. A LBI teve o mérito histórico de manifestar seu rechaço político as primeiras medidas neoliberais do governo Lula, logo no início de 2003, quando o PT encaminhou ao parlamento uma nova reforma da previdência que atacava os direitos fundamentais dos servidores públicos. Nesta ocasião em pleno 8* Congresso Nacional da CUT (junho de 2003), que ocorria em São Paulo, os delegados da LBI tiveram a coragem de vaiar o presidente Lula, enquanto o conjunto da esquerda reformista(o PSTU incluso neste bojo) aplaudia as medidas draconianas do governo da Frente Popular. Não se pode esquecer que os Morenistas tinham acabado de votar em Lula em 2002 com a surrada justificativa de "derrotar a direita", a mesma direita que hoje a LIT está emblocada no Brasil e no mundo. Como Marxistas não reconhecemos o falso "legado" dos governos da Frente Popular, que impulsionou o mercado e rentistas a transformarem o país em uma "bolha de crédito", que acabou estourando no colo da presidenta Dilma. Enquanto o PT alimentou as oligarquias corruptas com fartas verbas estatais, todos "eram felizes", mas a festa acabou com a chegada da recessão capitalista mundial e as hienas burguesas golpearam o governo Dilma. O PSTU foi um dos que pularam fora da sombra do barco petista com o prenúncio do naufrágio, sem que antes tivessem enchido as "sacolas" de suas colaterais sindicais com a grana do Estado burguês. Não podemos reconhecer nenhum mérito nos oportunistas que ontem "mamavam nas tetas" da Frente Popular e hoje "viram as costas" para aquele que ajudaram a se eleger para governar com a "carta compromisso" com o capital. Os Trotskistas da LBI declararam Oposição Operária desde o primeiro dia de governo burguês da Frente Popular, e continuam firmes na trincheira da luta política contra a colaboração de classes e a direita fascista. Não podemos admitir a existência somente de dois campos de batalha para o proletariado: a democracia dos ricos ou o regime de exceção, é urgente e necessário construir uma alternativa de poder revolucionário para a classe operária!


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017


Adquira com os militantes da LBI a AGENDA 2017 em homenagem aos 100 anos da Revolução de Outubro, um lançamento da Editora Nova Antídoto R$ 50,00
PASSAGENS DE ÔNIBUS REAJUSTADAS EM TODAS AS CAPITAIS: BARRAR O AUMENTO NA LUTA DIRETA E AMPLA MOBILIZAÇÃO DE RUA IMPONDO O PASSE LIVRE RUMO A ESTATIZAÇÃO DE TODO O SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO!


Em diversas capitais do país, as prefeituras anunciaram aumentos astronômicos nas passagens de ônibus. Em Fortaleza o reajuste foi de 16,5%, já Brasília ficou na casa dos 25%! A média do aumento chega a 20%! Cidades como Campinas e Florianópolis foram reajustadas as tarifas em 11%. Na capital paulista o prefeito do PSDB, João Dória em conluio com Alckmin, aumentou em até 25% as tarifas do transporte: o preço da passagem unitária permanece o mesmo na maioria das linhas da Capital, mas o reajuste é feito nos bilhetes coletivos e de integração, mais usados pelos trabalhadores. O MPL programou um protesto para este dia 12 (quinta-feira) em São Paulo, no final da tarde. Desde a LBI e a Juventude Bolchevique chamamos o conjunto dos sindicatos classistas, o MST, MTST e as entidades populares comprometidas com a luta dos trabalhadores e do povo pobre a se somarem ao protesto, tomando as ruas da capital paulista. Defendemos claramente que a luta contra o aumento das passagens no transporte coletivo deve se radicalizar e se unificar nacionalmente com os companheiros de outras capitais para vencer os empresários e seus governos de “direita” e “esquerda”. É necessário que se fortaleça em todo o país a luta contra o aumento, impulsionando mobilizações com um eixo claro de combate: redução das tarifas, passe-livre já e estatização de todo o sistema de transporte coletivo sob controle dos trabalhadores. Só assim as lutas dos explorados não serão em vão, na medida em que tomem em suas mãos o gerenciamento e organização dos transportes. O passe-livre e um transporte público de qualidade para o povo trabalhador só será conquistado através da sua luta tenaz com o objetivo de estatizar sob seu controle direto todo o sistema de transporte, assim como os serviços públicos, para extinguir sua tarifa e tornar melhor suas condições de uso. Enquanto suas concessões estiverem reservadas aos empresários em conluio com agentes da administração estatal, o caos e os péssimos serviços nos transportes tenderão a se agravar. É preciso impor a imediata redução da tarifa, até a conquista do passe-livre, o que coloca na ordem do dia a paralisação das escolas e universidades, o fortalecimento das marchas nos centro das grandes cidades e nas periferias rumo a vitória da luta unificada entre estudantes e trabalhadores!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PELÉ O PRIMEIRO ÍDOLO NACIONAL NEGRO A SERVIÇO DA ELITE BRANCA


A grande mídia "murdochiana" tem veiculado nos últimos dias artigos repercutindo à ausência de Pelé na solenidade oficial da FIFA que premia anualmente os melhores atletas do futebol mundial na temporada. Pelos mesmos problemas de saúde que atravessa Pelé também foi obrigado a se ausentar da abertura dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro. Edison Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé, nascido na cidade de Três Corações-MG em 23 de outubro de 1940, iniciou sua carreira de jogador de futebol no time dos Santos onde conquistou o bi-campeonato mundial de clubes. Aos 17 anos, participou da copa do mundo de seleções na Suécia (1958), marcando seis gols e se destacando como a grande revelação do torneio. Quando o Brasil foi tricampeão mundial do México em 70, Pelé foi o destaque da copa, convertendo-se no primeiro ídolo nacional negro, em pleno auge da ditadura militar. Pelé foi o exemplo de atleta alienado que ascendia socialmente e que não se engajava ou sequer se posiciona de forma solidária nas questões sociais e políticas que expressasse os interesses de classe dos explorados e oprimidos no país.Postava-se como um garoto propaganda do regime burguês de plantão e das grandes corporações nacionais e multinacionais que têm o futebol como mero objeto de lucro e idiotização humana.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

GOLPISTAS DECLARAM “ABANDONO DE CARGO” DO PRESIDENTE MADURO: A RESPOSTA REVOLUCIONÁRIA DEVE SER A DISSOLUÇÃO DO PARLAMENTO BURGUÊS REACIONÁRIO E A FORMAÇÃO DE CONSELHOS OPERÁRIOS PARA CONSTRUIR UMA VERDADEIRA REPÚBLICA SOCIALISTA NA VENEZUELA!


A oposição golpista e pró-imperialista da Venezuela aprovou uma moção contra o presidente Nicolas Maduro nesta segunda-feira (9) na tentativa formal de forçar as eleições antecipadas no país mas de fato para preparar o caminho para um Golpe de Estado. A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo MUD declarou o “abandono do cargo” por parte do presidente Nicolas Maduro, argumentando que o chefe de Estado se afastou do cumprimento dos seus deveres constitucionais: “Aprovado o acordo com o qual se qualifica o abandono de cargo por Nicolas Maduro Moros e, o mais importante, se exige uma saída eleitoral para a crise venezuelana para que o povo se expresse através do voto”.  O Supremo Tribunal de Justiça venezuelano, controlado pelo Chavismo, anunciou que a decisão era inconstitucional, declarando que “a Assembleia Nacional abstenha-se de ditar qualquer tipo de ato que seja fora de suas funções”. 106 deputados votaram a favor desta decisão. Deputados pró-governo deixaram a sessão antes do início do processo de votação. Por sua vez Maduro anunciou um aumento de 50% do Salário Mínimo como medida para ampliar seu apoio popular entre as massas que tem seus recursos corroídos pela crise econômica. A tarefa prioritária da classe operária venezuelana nesta conjuntura de gestação da guerra civil travestida pelo chamado a “novas eleições”, passa necessariamente pela construção do seu próprio poder estatal (com todas suas instituições embrionárias) para derrotar tanto a direita golpista como a iminente capitulação do Chavismo frente à reação. O quadro social, político e econômico reflete a investida do imperialismo e da direita golpista contra o governo Maduro. Frente a esta situação defendemos a unidade de ação com o “chavismo” para derrotar a reação burguesa pró-imperialista, forjando uma alternativa de direção revolucionária para os trabalhadores! Por esta razão reafirmamos que é preciso derrotar com os métodos de luta da classe operária a direita golpista sem capitular ao “chavismo” e seu projeto nacionalista burguês!  Os Marxistas Revolucionários não nutrem ilusões na capacidade revolucionária do Chavismo ultrapassar suas limitações históricas de um movimento radicalizado da burguesia nacionalista, combatemos na mesma trincheira antiimperialista porém somos conscientes de sua incapacidade programática de romper seus vínculos materiais com o capitalismo. Devemos acompanhar a própria experiência das massas e da vanguarda classista com o Chavismo, sem a cooptação das benesses estatais do regime e apontando sempre o caminho do enfrentamento revolucionário com a burguesia nativa e subordinada aos interesses do “grande Amo do Norte”. As bravatas de dissolução da reacionária Assembleia Nacional feitas por Maduro anteriormente não passaram de uma barganha com a direita golpista, ligada diretamente a Casa Branca, mas o anúncio de um considerável aumento salarial é uma medida concreta (mesmo que limitada) em favor dos trabalhadores. O Chavismo como uma expressão radicalizada do nacionalismo burguês, historicamente é incapaz de levar adiante a tarefa de construção dos conselhos operários de poder, os Soviets. A demagogia Chavista da formação dos conselhos populares e do armamento da população para enfrentar a ofensiva imperialista se mostrou como mais uma falácia da burguesia “bolivariana”, agora diante do aprofundamento da crise social Maduro se apoia exclusivamente nos militares “fiéis”. Porém a história mundial da luta de classes já demonstrou que a “traição” é o principal motor dos golpes de Estado patrocinados pelo “Tio Sam”. O fundamental é que o proletariado venezuelano possa construir sua própria independência de classe, erguendo no curso da luta política uma verdadeira república socialista na Venezuela construída a partir de conselhos operários forjados na luta contra a direita e o imperialismo!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

PASSADOS QUATRO ANOS A PROVA DE FOGO DA LUTA DE CLASSES CONFIRMOU TODAS AS DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO MATERIAL E IDEOLÓGICA DA LIT EM RELAÇÃO A GUERRA CIVIL NA SÍRIA. MAIS UMA VEZ A LBI ESTEVE NA TRINCHEIRA CORRETA DA LUTA PROLETÁRIA MUNDIAL


Quando acusamos o ILAESE, “instituto” sindical ligado a LIT, de receber uma “pontinha” do Departamento de Estado dos EUA para, desde a trincheira da “esquerda”, apoiar a política de “transição democrática” conservadora da Casa Branca no Oriente Médio, usando como cortina de fumaça o apoio dos cretinos morenistas à fantasiosa “revolução árabe” na região, alguns companheiros, mesmo críticos às posições pró-imperialistas da LIT, acharam inicialmente que tal acusação pudesse ser um “exagero” da LBI. Alguns chegaram a questionar onde estariam as “provas” da corrupção da LIT, e que nós da LBI teríamos que apresentar os “recibos”. Logo, as relações da LIT com a direita venezuelana deram as primeiras pistas de como funcionam as “relações perigosas” estabelecidas pelos seguidores do finado Nahuel Moreno com os “esquálidos” em nome de um suposto combate ao chavismo. Neste momento de profunda polarização na Síria os elementos “probatórios” começavam a ficar mais claros! Agora, essas verdadeiras confissões políticas estão mais do que evidentes nas pérolas que Américo Gomes (sempre ele!), porta-voz do referido “instituto” ligado aos morenistas, escreveu no seu mais recente lixo em forma de artigo intitulado “Síria e a desastrosa missão da Liga Árabe” (sítio PSTU, 02/01/2012). Não vamos nem entrar no ridículo de questionar a idiotice da afirmação de que a “A Liga Árabe, para tentar salvar o regime de Bashir al-Assad, resolveu enviar uma missão para Síria” porque até para os mais desinformados no meio de esquerda está claro que os inspetores-espiões da “Liga” não passam de agentes a soldo do imperialismo para ajudar a oposição de direita a desestabilizar o regime com atentados que são creditados ao governo Assad. O que nos chama atenção é que a LIT declara textualmente, reproduzindo as informações das agências de notícias comandadas pela CIA e o Pentágono que “a entidade de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) acusou as autoridades sírias de transferirem centenas de presos para instalações militares inacessíveis aos observadores da Liga Árabe. Muitos destes presos estão escondidos em centros de detenção e até em contêineres carregados em navios no mar e correm o risco de serem executados”. A HRW, especialista em condenar Cuba é a mesma ONG que emitiu relatórios que serviram como pretexto para a intervenção militar “humanitária” da OTAN na Líbia, é apresentada como fonte segura e confiável pelos morenistas. Só quem recebe alguma “gorjeta” para isso pode reproduzir uma informação descaradamente falsa, um factoide midiático ao estilo dos “bombardeios de Kadaffi contra a população indefesa”, comprovadamente inexistentes, mas divulgados como verdade pela HRW, a Fox News, a CNN e a... LIT!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

60 MORTOS EM PRESÍDIO ADMINISTRADO VIA CONTRATOS MILIONÁRIOS POR EMPRESAS PRIVADAS: OS VERDADEIROS ASSASSINOS SÃO AS “FRAÇÕES CRIMINOSAS” COMANDADAS PELAS OLIGARQUIAS QUE IMPÕEM A BARBÁRIE SOCIAL DENTRO E FORA DAS CADEIAS!


Depois de 17 horas de terror iniciada no domingo, 1º de Janeiro, abrem-se as portas do Complexo Penitenciário Anísio Jobim em Manaus, superlotado com 1.072 detentos. São corpos desfigurados, cabeças cortadas, corações arrancados – uma violência sem limites, que destruiu as vidas de pelo menos 60 presos. O massacre no Complexo é considerado a maior chacina de presos ocorrida no estado. Logo, o governo do Amazonas, cujo titular é José Melo (PROS), veio com a narrativa que o isenta de qualquer responsabilidade, assim como a direção do presidio, gerido por empresas privadas via PPP. Tudo seria resultado de uma guerra entre facções criminosas – de um lado, a FDN (Família do Norte), que teria atacado membros do PCC (Primeiro Comando da Capital). Obviamente o governo do Amazonas e as empresas que gerenciam o presídio tem responsabilidade total pelo acontecido. Colocaram facções rivais em um mesmo complexo penitenciário, onde facilmente se joga inimigos na mesma cela, preferencialmente superlotada, para que a “guerra do crime” faça a “limpeza”. Foi isso o que aconteceu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, inimigos jurados de morte colocados de forma perigosamente próxima e em meio a um plano de fuga já conhecido pelo governo e a administração prisional. Uma tragédia premeditada. Em 2015, depois de criar uma secretaria específica para cuidar dos presídios, a Secretaria de Administração Penitenciária, José Melo contratou um consórcio, através de contrato de parceria publico-privada, para administrar os presídios do Amazonas. O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado do dia 9 deste mês. Trata-se de um contrato de R$ 205,9 milhões para concessão de cinco unidades prisionais por 27 anos, prorrogáveis até o limite de 35 anos. Pelo contrato, o Consócio Pamas – Penitenciárias do Amazonas, a Umanizzare Gestão Prisional e Serviços e a LFG Locações e Serviços Ltda, se responsabilizariam pelos serviços de gestão, operação e manutenção, precedidos de obras de cinco unidades prisionais no Estado do Amazonas. A Umanizzare, que em 2014 recebeu do governo amazonense R$ 137.284.505,62, prometia, como o seu nome já diz em italiano, “Humanizar” os detentos. Em seu site, a empresa assim descrevia sua missão no Complexo Prisional Anísio Jobim (COMPAJ), onde aconteceu a barbárie nesta madrugada: “Em 01 de Junho de 2014, a Umanizzare assume a gestão do COMPAJ com o intuito de empregar diversas práticas e ações já desenvolvidas em outras unidades prisionais geridas por ela e que amenizam a condição de cárcere do detento. Seguindo como exemplo instituições em países onde até 80% dos detentos podem ser reabilitados, a Umanizzare acredita que para reabilitar, além de boas condições físicas, o detento precisa de atividades que ofereçam um futuro de volta à sociedade.” Os mais de 60 detentos destrinchados como animais no abate, enquanto estavam sob a guarda do Estado no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, sabem bem que essa “humanização” não existe dentro do capitalismo. No Brasil são quase 700 mil pessoas, em condições trágicas e perspectivas ainda mais desalentadoras. Se considerarmos o número dos que estudam como indicador de ressocialização, só 12,8%deles, 84 mil, trilham esse caminho. Fazendo a conta ao inverso 572 mil indivíduos estão na cadeia sem qualquer expectativa senão o crime e a vida na prisão, fonte de lucro para empresas privadas ligadas ao governador Melo e aos desembargadores que controlam o TJ. A FDN, facção que liderou a chacina contra os membros da rival PCC, é suspeita de ter dado apoio à campanha de reeleição  do governador José Melo. Um áudio da negociação entre o líder da FDN, o traficante José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido como ‘Zé Roberto’, e o então subsecretário de Justiça e Direitos Humanos, major da Polícia Militar Carliomar Barros Brandão, revelava o acordo. “Vamos apoiar o Melo, entendeu? A cadeia... vamos votar minha família toda, lá da rua, entendeu? Não tem nada não, a gente não conhece o Melo, a gente quer dar um alô, que ele não venha prejudicar nós. E nem mexer com nós”, diz o traficante. O subsecretário diz: “Não, ele não vai, não”. “A mensagem que ele mandou para vocês, agradeceu o apoio e que ninguém vai mexer com vocês, não”. Como se observa, as maiores e verdadeiras “frações criminosas” são comandadas pelas oligarquias que controlam o Estado Burguês impondo a barbárie social dentro e fora das cadeias, negociam com a vida dos detentos e exploram o povo trabalhador!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

HÁ 98 ANOS DO ASSASSINATO DE ROSA LUXEMBURGO: NOSSA MELHOR HOMENAGEM A VALOROSA DIRIGENTE COMUNISTA É REAFIRMAR A LUTA POR NOVAS REVOLUÇÕES DE OUTUBRO NO SÉCULO XXI


Em 15 de janeiro de 1919, a coronhada do rifle de um soldado a mando de um governo reformista esmagava a mais brilhante e corajosa cabeça do movimento operário revolucionário alemão depois de Marx e Engels. Há 98 anos atrás, este acontecimento trágico, por ter abortado a melhor oportunidade de uma revolução socialista em uma nação capitalista avançada, foi como uma tragédia de grandes proporções sobre o futuro da luta do proletariado mundial até os nossos dias. Três dias após o assassinato de Rosa e Karl, Trotsky escreveu: “De constituição pequena, débil e enferma, Rosa surpreendia por sua poderosa mente. Já falei certa vez que estes dois líderes se complementam mutuamente. A intransigência e a firmeza revolucionária de Liebknecht se combinam com uma doçura e meiguice femininas, e Rosa, apesar de sua fragilidade, era dotada de um intelecto poderoso e viril. Ferdinand Lasalle já escreveu sobre o esforço físico do pensamento e a tensão sobrenatural de que é capaz o espírito humano para vencer e superar obstáculos materiais. Esta era a energia que comunicava Rosa Luxemburgo quando falava da tribuna, rodeada de inimigos. E tinha muitos. Apesar de ser de estatura pequena e aspecto frágil, Rosa Luxemburgo sabia dominar e manter a atenção de grandes auditórios, inclusive quando eram hostis as suas idéias. Era capaz de reduzir ao silêncio aos seus mais irascíveis inimigos mediante o rigor de sua lógica, sobretudo quando suas palavras se dirigiam as massas operárias." (Karl Liebknecht - Rosa Luxemburgo, 18/01/1919). Rosa Luxemburgo viveu no período compreendido entre a Comuna de Paris e o primeiro ano de existência do governo bolchevique. Nasceu em 05 de março de 1871 num vilarejo perto de Lublin, na Polônia controlada pelo Império Russo. Era a quinta filha de Eliasz Luxemburg III, um judeu comerciante de madeira, e Line Löwenstein. Uma artrose no quadril a prostrou na cama até os cinco anos de idade, ocasionando que tivesse uma perna menor que a outra, fazendo-a mancar por toda a vida. Muda-se para Varsóvia para estudar e conclui os estudos secundários numa escola feminina em 1887. Aos 15 anos, ainda como secundarista, inicia sua militância política fazendo parte de uma célula do Partido Proletário (PP), fundado em 1882 e aliado do movimento populista russo na luta contra a opressão czarista. Mas logo o partido é massacrado e quatro de seus líderes são condenado à morte. Para escapar do cerco policial, Rosa foge para a Suíça em 1889. Ingressa na Universidade de Zurique juntamente com outros exilados socialistas como Anatoli Lunacharsky e Leo Jogiches, que viria a ser seu companheiro por mais de 15 anos. Assim começa a militância revolucionária de Rosa Luxemburgo que viria a ser assassinada em 1919 pela social-democracia alemã, convertida a guardiã da ordem capitalista contra o proletariado.

domingo, 1 de janeiro de 2017

VIVA A CELEBRAÇÃO REVOLUCIONÁRIA DOS CEM ANOS DA TOMADA DO PODER PELO PARTIDO BOLCHEVIQUE NA VELHA RÚSSIA! RETOMAR OS CAMINHOS DE OUTUBRO! UMA SINGELA HOMENAGEM AO NOSSO GRANDE CHEFE COMUNISTA QUE NOS DEIXOU HÁ 93 ANOS: LENIN VIVE!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

CANALHA TEMER ANUNCIA SALÁRIO MÍNIMO DE FOME R$ 937 EM 2017: SEM AUMENTO REAL E COM “REAJUSTE” BEM ABAIXO DA VERDADEIRA INFLAÇÃO ANUAL!


O valor do Salário Mínimo “subiu” dos atuais R$ 880 para R$ 937 (aumento equivalente a 6,47%) a partir de 1º janeiro de 2017. O novo salário mínimo é R$ 57 maior do que o atual, mas ficou R$ 8,8 abaixo dos R$ 945,8 que haviam sido propostos pelo governo Temer na peça orçamentária enviada para o parlamento. Segundo o decreto, o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 31,23 e o valor horário, a R$ 4,26, um acinte contra os trabalhadores! Para justificar o fato do reajuste ter sido menor do que as previsões iniciais, o Ministério do Planejamento disse que apenas aplicou as regras previstas na legislação. Cinicamente o comunicado ressalta que a estimativa para a inflação pelo INPC em 2016, usada no cálculo do reajuste, ficou em 6,74%, menor do que a previsão de 7,5% estimada em outubro, quando o projeto de Orçamento do ano que vem foi enviado ao Congresso. Na verdade esse índice foi maquiado e rebaixado pelo governo para arrochar o Salário Mínimo e reduzir ainda mais os valores pagos aos aposentados do INSS. Vale ressaltar que o índice de inflação anual é 0,27 ponto percentual maior do que o que vai ser aplicado ao salário mínimo de 2017, ou seja, o “reajuste” não repõe nem a inflação e muito menos há o incremento de aumento real. Na  maior cara de pau, segundo o Ministério do Planejamento, a diferença a menos – que corresponderia a R$ 2,29 – se deu porque a legislação permite que, na hipótese de ocorrer diferenças entre as projeções dos índices utilizados para calcular o aumento e o que foi efetivamente anunciado, seja feita uma compensação no reajuste seguinte. Em resumo, só quem perde são os trabalhadores e aposentados, enquanto os rentistas, a imprensa venal e as grandes empresas são premiados como ajudas bilionárias! O valor de R$ 937 obviamente não atende a necessidade de uma família trabalhadora, sequer repondo o índice real de inflação que gerou uma disparada dos preços nos últimos meses de 2016, o verdadeiro “presente de grego” que os capitalistas e o governo do canalha Temer deram para os assalariados às vésperas do ano novo! A única via para impor um salário mínimo vital para os trabalhadores, assim como derrotar a política de arrocho salarial ditada ao conjunto da classe pelo governo golpista, é a da ação direta, com o método da mobilização permanente da classe operária. Os trabalhadores não devem confiar, nem por um segundo, nas direções reformistas que vendem gato por lebre. A unificação das lutas e o combate à reforma trabalhista que se avizinha são tarefas que o proletariado deve enfrentar na arena política da guerra de classes, delimitando claramente seus inimigos viscerais dentro do movimento de massas. A alternativa capaz de derrotar o governo Temer e superar essa política de paralisia da CUT, que detém o controle sobre o movimento operário, bloqueando qualquer iniciativa independente das massas para romper a paralisia, é organizar os explorados sob uma perspectiva de independência de classe, unificando suas lutas em defesa de um salário mínimo vital capaz de sustentar o trabalhador e sua família com dignidade, que atenda às reivindicações de uma família operária, em torno de R$ 6.000 e de uma política salarial com reajustes sistemáticos acima da inflação. Essas demandas somente serão arrancadas através da ação direta das massas do campo e da cidade em um combate revolucionário de todos os trabalhadores assalariados. Os trabalhadores devem erguer a bandeira de um salário mínimo vital que atenda com dignidade as demandas de uma família por saúde, habitação, cultura e lazer, transporte, alimentação e vestuário. Devem se opor as Reformas Neoliberais da Previdência e Trabalhista, anunciadas para 2017. Somente a mobilização permanente dos trabalhadores e a luta contra a trágica realidade capitalista, que nem mesmo reformas são capazes de conceder, poderá apresentar uma perspectiva combativa e socialista para as reivindicações econômicas do proletariado. Nesse sentido, a organização da Greve Geral já no começo de 2017 encontra-se na ordem do dia!