terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Concluindo as publicações neste mês de Janeiro em homenagem a Lenin e aos 93 anos sem nosso Chefe Bolchevique, reproduzimos um precioso artigo de Trotsky elaborado há 80 anos (1937), explicando a origem do Stalinismo como negação do Bolchevismo. Nesta polêmica ele combate as posições de todo um setor da intelectualidade “progressista” e da esquerda em geral da época, que influenciava elementos simpáticos à fundação da IV Internacional, que criticavam o “autoritarismo” de Stálin e apontavam a gênese da burocratização da URSS a partir do comando de Lenin no Partido Bolchevique. Trotsky, ao contrário, denuncia a ascensão do Stalinismo como produto da derrota sofrida na Alemanha em 1919 e do cerco das potências capitalistas à URSS, provocando um amplo “cansaço” das massas que acabou facilitando a sedimentação da burocracia despótica e sua teoria do "Socialismo em um só país". Por fim, ele faz um vivo e ardente chamado à construção da IV Internacional para resgatar o genuíno Bolchevismo diante das tendências reformistas e social-democratas no interior do movimento operário!


STALINISMO E BOLCHEVISMO
Leon Trotsky (1937)

As épocas reacionárias como a que estamos vivendo não somente desintegram e debilitam a classe operária e sua vanguarda, mas também rebaixam o nível ideológico geral do movimento e retroage o pensamento político a etapas já amplamente superadas. Nestas circunstâncias, a tarefa mais importante da vanguarda é não se deixar arrastar pelo fluxo regressivo, e sim nadar contra a corrente. Se a relação de forças desfavorável impede manter as posições conquistas, ao menos se deve aferrar a suas posições ideológicas, porque estas expressam as custosas experiências do passado. Os imbecis qualificarão esta política de "sectária". Na realidade, é a única maneira de preparar um novo e enorme avanço quando se produzir o próximo ascenso da maré histórica.
TREZE ANOS APÓS O ENVENENAMENTO DE ARAFAT: DIRIGENTE DA OLP FOI ENVENENADO PARA ENFRAQUECER A RESISTÊNCIA PALESTINA ABRINDO CAMINHO PARA O HAMAS APOIAR O EI CONTRA O NACIONALISMO ÁRABE

Treze anos após a morte de Yasser Arafat, ocorrida em 2004, peritos forenses do Centro de Medicina Legal da Universidade de Lousane, Suíça, revelaram que o ex-dirigente máximo da OLP foi, na verdade, assassinado por envenenamento com o elemento radioativo polônio 210. Análises com amostras de seus restos mortais e objetos pessoais confirmaram a presença deste elemento altamente letal. Abu Yusef, um dos atuais dirigentes da OLP declarou que “os resultados demonstram que Arafat foi envenenado com polônio, uma substância que apenas Estados e não indivíduos a possuem, o que significa que o crime foi cometido por um Estado”. Sobre esta questão a BBC acrescenta: “Embora o polônio-210 seja encontrado na natureza, é preciso tecnologia e acesso a um reator nuclear para conseguir extrair a quantidade necessária para matar uma pessoa”, ou seja, o papel que coube ao enclave terrorista de Israel e seu mantenedor a Casa Branca. No entanto, muito além da “descoberta” deste envenenamento – o que há muito já era alvo de desconfiança entre os militantes palestinos – é a forma como os abutres da OTAN lidam com dirigentes e governos nacionalistas que se colocam como obstáculo a seus interesses neocolonialistas em todo o mundo. A opção de matar simples e puramente Arafat, apesar de sua integração total aos ditames imperialistas, poderia acirrar ainda mais o confronto palestino contra o gendarme sionista e seus cúmplices terroristas, agora travestidos de "radicais islâmicos". No entanto, para o imperialismo ianque era necessário eliminar Arafat porque ainda simbolizava historicamente a heroica luta de resistência do povo palestino e, em seu lugar o Pentágono colocaria uma figura mais alinhada e submissa a seus interesses, como foi o caso de Mahmoud Abbas. Algo similar foi feito em relação à forte liderança política e militar de Hugo Chávez que também foi envenenado através de algum artifício letal por agentes do imperialismo. O próprio Chávez costumava afirmar que outras lideranças nacionalistas latino-americanas teriam sido alvos de envenenamentos radioativos provocados pela CIA, a fim de debilita-los em sua saúde e, claro, na atuação política. Obviamente já sabemos que os revisionistas da " quinta coluna" do sionismo, como o MAIS por exemplo, irão afirmar que a acusação de envenenamento de Chavez e Arafat não passa de mais uma "teoria da conspiração", que Israel e o governo Bush seriam incapazes de atos assassinos desta ignomínia... e que a luta de classes deve se limitar aos limites institucionais da política...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"BIG BROTHER BRASIL", A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO LIXO GLOBAL: UMA ANÁLISE MARXISTA PARA ALÉM DO "ESPETÁCULO" TELEVISIVO


Com o recente lançamento da 17ª edição do “Big Brother Brasil” (BBB), pelo império das comunicações da Famiglia Marinho, é muito comum por parte da “intelectualidade progressista” da esquerda acadêmica ouvirmos uma crítica ao programa televisivo em si mesmo, ou seja, as tradicionais baixarias belicosas existentes entre a disputa dos “Brothers”, os corpos "sarados" mostrados como uma mercadoria “top line”, a microrrede de intrigas que permeia a “casa”, em resumo existe uma rejeição ao conjunto do lixo "dramático" exibido no horário mais nobre da Rede Globo. Mas, pouco se elabora acerca de uma questão bem mais profunda da conjuntura humana atual: A “bigbrotherização” vigente na era virtual das próprias relações humanas, produto de um “mundo sem ideologia ” após a contrarrevolucionária “queda do Muro” de Berlim , onde o pragmatismo mercantil do “levar vantagem” pisando no pescoço do semelhante é a tônica da existência social determinada pelo capital . A ausência de uma crítica marxista mais profunda sobre a dinâmica social deste “espetáculo” global, revela a perda de referências ideológicas de uma esquerda “pós-moderna”, completamente integrada aos valores da ordem política e cultural da burguesia decadente e corrupta, onde as redes sociais representam a expressão mais concentrada deste fenômeno.

sábado, 28 de janeiro de 2017

“AMIGUINHOS” DO PT, EIKE BATISTA E ODEBRECHT, GANHAM DE PRESENTE A PRIVATIZAÇÃO DO MARACANà
(ARTIGO HISTÓRICO DA LBI/MAIO 2013)


Na quinta-feira (9/5), o “Consórcio Maracanã S.A.” formado pelas empresas de Eike Batista (IMX) e a empreiteira Odebrecht foi anunciado como o “grande” vencedor dos processos de licitação destinados à privatização do estádio Maracanã, dando-lhe direitos de geri-lo (exploração) por 35 anos. Desde o início, no entanto, a licitação foi recheada de ilegalidades, tal como a empresa de Eike, a IMX – especializada em negócios de esportes e entretenimentos – ela própria fez os estudos de viabilidade do projeto “Complexo do Maracanã” e foi uma das beneficiadas. A cara de pau do governo Sérgio “Caveirão” é tanta que o Ministério Público carioca entrou com uma liminar suspendendo a concessão. Mas, os embargos jurídicos é o que menos importa, logo, logo será cassado e tudo voltará ao normal, como parte de uma grande encenação por parte da Justiça burguesa. É necessário ressaltar, isso sim, as benesses públicas do governo da frente popular, através do BNDES para com o bilionário Eike Batista e as empreiteiras sob a justificativa de criar a infraestrutura de mobilidade para a Copa do Mundo, mas que cumpre, na verdade, o objetivo de fomentar a acumulação capitalista para um punhado de “empresários”.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

HÁ EXATOS CINCO ANOS ATRÁS LULA ACREDITAVA NA "AMIZADE SINCERA" DA REACIONÁRIA BURGUESIA TUCANA... 


LULA RECEBE O FASCISTA ALCKMIN PARA FELICITÁ-LO PELA BARBÁRIE NO PINHEIRINHO (Blog da LBI, 27/01/2012)

Nesta sexta-feira, 27/01/12, o ex-presidente Lula recebeu no Hospital Sírio Libanês o rato fascista governador de São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB. O encontro ocorreu poucos dias após o “filhote” de Hitler paulista comandar o bárbaro ataque de seus cães de guarda, a PM assassina, sobre os moradores do Pinheirinho em São José dos Campos. O trágico saldo desta operação de guerra contra os pobres foram vários moradores feridos, presos, desaparecidos e denúncia de haver mortos. Cerca de seis mil pessoas não têm para onde ir, estão amontoadas em “campos de concentração” em condições subumanas.
A foto de Lula abraçado com Alckmin está estampada nas agências noticiosas “murdochianas” de todo o país, em uma demonstração de que o petista avalizou a ação do tucano, tanto que até agora Lula não deu nenhuma declaração condenando a operação militar. Mais grave ainda, a própria equipe de marketing político de Lula tratou de divulgar a foto mostrando que o PT está “em paz” com o sanguinário fascista. Esta conduta política revela que o PT é cúmplice da criminosa ação do governo paulista e da mafiosa “justiça” estadual. Lula não se solidarizou com os moradores do Pinheirinho, vítimas indefesas de uma autêntica operação de guerra contra os pobres comandada por Alckmin, mas, sem nenhuma vergonha, apertou as mãos sujas de sangue do governador tucano, felicitando-o pela barbárie.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O SINTOMÁTICO “ESQUECIMENTO” DA ESQUERDA REVISIONISTA (TROTSKISTA) AO ANIVERSÁRIO DE 93 ANOS DA MORTE DE LENIN

No Brasil existe uma quantidade enorme de correntes e grupos políticos que se proclamam Trotskistas e Leninistas, ainda que apenas formalmente. Somente as organizações políticas revisionistas do Programa de Transição somam quase duas dezenas: PSTU, CST, PCO, MRT, MAIS, LSR, Insurgência, LS e outras siglas menores. Em geral esses agrupamentos escrevem sobre tudo em seu sites e jornais, comemoram datas de morte e nascimento de líderes políticos, artistas, intelectuais..muitos sem qualquer vínculos com a “esquerda” mas que são "moda do dia" entre a pequena-burguesia. Entretanto, o aniversário de 93 da morte de Lenin, falecido em 21 de janeiro de 1924, dirigente máximo da Revolução de Outubro, foi sintomaticamente “esquecido” por toda essa gama de falsos “Leninistas”, verdadeiros charlatões. Não se trata de um “deslize” ou amnésia, na verdade a esquerda revisionista de conjunto em pleno século XXI deseja livrar-se do “peso” do legado político, teórico e organizativo do Chefe Bolchevique, atacado pela intelectualidade e a mídia como ultrapassado, autoritário, defensor de um regime militarizado de partido, governo e Estado, fundador da "falida" URSS. Não celebram Lenin em pleno centenário da Revolução de Outubro porque não reivindicam de fato, na prática, o seu grande legado: o Bolchevismo, entendido como um partido centralizado para liquidar a burguesia, conspirativo e opositor de classe da democracia burguesa. Como essas correntes revisionistas estão profundamente adaptadas ao regime democratizante e a suas instituições, não é simpático defender o centralismo de cima para baixo, a disciplina militante e uma política de denúncia implacável do reformismo, ou seja, tudo o que Lenin incorporou em vida até o último dos seus dias, combatendo o menchevismo e todos os renegados. Até as seitas virtuais pretensamente “Leninistas” esqueceram-se de dar qualquer “nota” sobre os 93 anos do aniversário de morte de Lenin, já que hoje não passam de um apêndice das correntes socais-democratas e reformistas como PT e PSOL. Não foi por falta de “aviso”! Na semana que antecedeu o 21 de Janeiro, data da morte de Lenin, a LBI fez ostensivamente campanha em defesa de seu legado em nosso BLOG, publicou vários artigos, relançou um livro de sua autoria e fez um debate político com um eixo claro: o BOLCHEVISMO VIVE! A resposta desses senhores foi o silêncio sepulcral! Esses canalhas que se dizem “Leninistas”, porém não ousam sequer escrever um único artigo em sua defesa, seriam mais honestos se abjurassem suas lições e adotassem abertamente suas “novas” referências políticas, teóricas e ideológicas reformistas. De nossa parte, ficamos honrados (ainda que não eufóricos) de termos sido a única corrente genuinamente Trotskista a celebrar Lenin, quando todos esses filisteus calaram-se! Mesmo isolados soubemos remar contra a maré da reação burguesa e do “vendaval oportunista” mantendo-se firme da justa homenagem ao nosso grande Chefe! Vida Longe a Lenin e ao Bolchevismo!
O IDIOTA ÚTIL: BURGUESIA IANQUE EMPOSSOU TRUMP E JÁ PREPARA UM GOLPE DE ESTADO PARA IMPOR UM RECRUDESCIMENTO AO REGIME REPUBLICANO (PARTE – II)


Entretanto logo vem à tona uma questão, se a plataforma do trumpismo é recheada de xenofobia e fúria reacionária em defesa de um patriotismo imperialista (que muito se assemelha ao neonazismo) por que não serviria a burguesia ianque utilizar o próprio Trump para operar uma violenta guinada de supressão do histórico regime de garantias democráticas nos EUA? A resposta se encontra na complexidade da ofensiva imperialista iniciada com a destruição contrarrevolucionária dos antigos Estados Operários, ou seja o império financeiro que derrotou a URSS não busca simplesmente a figura de um "showman" de extrema direita, necessita de uma liderança reacionária sólida com capacidade de refundar o regime político dos EUA. O discurso nacionalista de Trump sensibiliza os devastados pela crise econômica capitalista no maior mercado do mundo, porém não aglutina a elite financeira que pensa em contornar o colapso ianque justamente com a expansão da internacionalização do capital volátil nas colônias. Tentar escapar da crise econômica com o incremento do mercado interno nos EUA , é uma ilusão já há muito tempo foi descartada pela burguesia imperialista ianque quando iniciou o chamado processo de "globalização" em meados dos anos 90. Trump tenta se agarrar a algumas medidas de impacto populista mas que não apontam uma alternativa real para as classes dominantes diante da iminência de um novo crash financeiro, em resumo os EUA não manterão sua ameaçada liderança mundial remontando a falida fábrica de automóveis Buick... Por isso mesmo o governo Trump não deve chegar ao seu final, acossado pelos poderosos movimentos sociais e rejeitado pelos barões de Wall Street, tende a derreter politicamente em conjunto com sua plataforma econômica inócua e patrioteira. Porém Trump terá alguma utilidade transitória para a burguesia ianque, para começar desmontando conquistas sociais elementares da classe trabalhadora em áreas em que o Estado exerce algum tipo de controle compensatório, como a saúde. A sumária revogação do "Obamacare" pelo governo Trump é apenas o começo de um plano de ataque as condições de vida da população mais carente. Desgraçadamente a esquerda revisionista embarcou na campanha eleitoral dos Democratas de "esquerda" e se viu impotente para combater a ascensão do trumpismo, principalmente nos setores do proletariado industrial, o mais afetado pela crise capitalista. Agora estes mesmos revisionistas falam em toda uma "Era Trump", como se não enxergassem que o novo presidente dos EUA é uma peça de ficção política, posto na Casa Branca para semear um clima de instabilidade institucional nunca antes visto na história do dos EUA. A ofensiva neoliberal imperialista contra os povos e nações do planeta passará por cima de Trump como um trator desgovernado, deixando o terreno ianque preparado para um governo fascista que tenha pleno apoio político dos dois braços fundamentais da burguesia: a casta dominante financeira e os industriais da guerra. Juntos, cassino e armas, fundarão um novo partido político quebrando a hegemonia das duas alas (Democratas e Republicanos) do velho establishment ianque, mas para isto terão que forjar uma liderança carismática e de massas e não um velho palhaço reacionário. A esquerda revolucionária deve se preparar para este cenário e nunca embarcar na demagógica oposição social-democrata ao trumpismo. (Continua na parte III)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

30 ANOS DA MORTE DE NAHUEL MORENO: HOJE SEUS HERDEIROS AVANÇAM NA ESCANDALOSA ALIANÇA COM O IMPERIALISMO, SUPERANDO EM MUITO O LEGADO DO MESTRE REVISIONISTA


Em 25 de janeiro de 1987, há 30 anos atrás, morria em Buenos Aires Hugo Miguel Bressano Capacete, conhecido na esquerda trotskista mundial como Nahuel Moreno. Sua militância política iniciara-se muito cedo em meio à efervescência operária dos anos 40, quando aos 20 anos de idade ajudou a fundar um pequeno núcleo político-sindical denominado Grupo Operário Marxista (GOM). Em quase 50 anos de militância foi o responsável pela fundação de várias organizações revisionistas na Argentina e América Latina, além de exercer influência sobre pequenos agrupamentos em outros países no qual desembocara a sua última “obra” a LIT. Para entendermos um pouco o pensamento de Moreno é necessário aportarmos à crise que se abateu sobre a IV Internacional após a morte de Leon Trotsky, em razão da inexperiência e debilidade da direção política. Ou seja, como Trotsky prognosticara, a Segunda Guerra Mundial provocou um enorme ascenso revolucionário na Europa e em várias regiões do planeta, no entanto os dirigentes da Quarta, Mandel, James Cannon, Joe Hansen, Pierre Frank, Michel Pablo, Lívio Maitán, Pierre Lambert, Gerry Healy e outros, não se colocaram à altura de suas tarefas, uma vez que esta não se tornou uma organização de massas, posto que segundo Moreno vários prognósticos de Trotsky para o período não se confirmaram. Moreno passa em razão deste “fracasso” a elaborar suas próprias explicações para os novos fenômenos surgidos no pós-guerra, as chamadas “atualizações programáticas” do Trotskismo. Estas supostas “atualizações” do Programa de Transição resultaram na síntese do revisionismo Morenista, tendo como ápice desta nova “teoria” a caracterização das chamadas “revoluções democráticas ou políticas”, quase sempre movimentos reacionários, manietados pelo imperialismo, dirigidos contra os Estados operários ou regimes nacionalistas burgueses. Seus herdeiros no Brasil, o PSTU, a CST e residualmente o MAIS (um agrupamento meio Morenista, meio social-democrata),avançaram desde sua morte na política de alianças com o imperialismo contra o “autoritarismo stalinista” ou o que dizem ser “ditaduras sanguinárias” nacionalistas burguesas como Assad na Síria.  Na verdade toda uma camada de militantes da “nova geração” das correntes que ainda reivindicam o Morenismo sequer foi educada sob as bases programáticas do Trotskismo, estão em plena sintonia com o discurso vazio do “novo” e da busca de uma “nova práxis”, o que significa realmente um desconforto da pequena- burguesia com a mínima disciplina partidária bolchevique, considerada uma peça arcaica de museu ou mesmo um libelo do “autoritarismo stalinista”, mais ainda reivindica formalmente pelos “velhos Morenistas”. Este nicho da esquerda revisionista forjada ideologicamente na era pós-soviética, aderiu a  democracia como um valor universal, para eles bem superior politicamente a qualquer regime dos Estados Operários, considerados como o foco da falta de liberdades e irradiador do pensamento dogmático e conservador de uma “esquerda ultrapassada”. Fenômenos partidários como o PSOL, PODEMOS etc... são a genuína referência destes militantes e das organizações “Morenistas” 30 anos após a morte de seu “mestre”. O MAIS brasileiro, por exemplo, foi totalmente coerente e tratou de “limpar” os vestígios do Trotskismo ainda presentes na velha corrente Morenista. Bem “MAIS” assemelhada à estrutura orgânica de um PSOL ou mesmo da DS (Ex-Mandelista e atualmente petista), do que de qualquer seção da LIT, ainda que persistam em reivindicá-la. O mais sintomático é que quando rompeu com o PSTU em meados de 2016, o “racha” não relacionou conscientemente a linha política nacional direitista com a posição revisionista da LIT pelo mundo, ao contrário, se afirma anda fiel a Internacional Morenista: “Apostamos na possibilidade de uma separação amigável, e portanto exemplar, muito diferente das rupturas explosivas e destrutivas que o passado tanto viu. Mantemo-nos, por isso, nos marcos da Liga Internacional dos Trabalhadores, na qualidade de seção simpatizante”. Esse tratamento próprio dos centristas visa encobrir que as posições do PSTU no Brasil fazem parte da plataforma pró-imperialista escandalosa que a LIT adotou no mundo. Esta festejou o afastamento de Dilma pelas mãos da direita, acrescenta o Brasil na longa lista de países em que esta corrente internacional, estabeleceu no último período unidade política com o imperialismo e a reação burguesa contra governos frente populistas, reformistas e nacionalistas como na Líbia, Síria, Ucrânia, Egito, Venezuela e mais recentemente no Brasil. Os “herdeiros” revisionistas de Moreno nos últimos 30 anos foram além de seu “mestre” na política de conciliação de classes e adaptação a democracia burguesa e ao imperialismo!

domingo, 22 de janeiro de 2017

NESTE 21 DE JANEIRO 93 ANOS NOS SEPARAM DA MORTE DE LENIN E COM PLENO ÊXITO A LBI RELANÇOU NA MESMA DATA NA LIVRARIA CULTURA “O MARXISMO E A INSURREIÇÃO DE OUTUBRO”, UMA OBRA FUNDAMENTAL DE NOSSO CHEFE REVOLUCIONÁRIO!


Ocorreu ontem, sábado (21/01), na Livraria Cultura o relançamento de uma obra fundamental do pensamento de Lenin, a brochura “O Marxismo e a Insurreição de Outubro”, cuja vigência histórica se reafirma em cada combate do proletariado mundial em uma etapa de profunda crise estrutural do modo de produção capitalista contemporâneo, elaborada por Lenin nos meses que precederam a Insurreição em 1917. O evento que foi coordenado pelos camaradas Candido Alvarez e Marco Queiroz, respectivamente Secretário-geral e Porta-voz da Liga Bolchevique Internacionalista, contou com amplo interesse de cerca de cinquenta convidados e leitores que passavam pela livraria e se interessaram em participar da arrojada atividade política em tempos de brutal ofensiva ideológica reacionária, ocorrendo um coquetel do lançamento após o evento.


A obra de Lenin reafirma a necessidade da utilização de uma ferramenta teórica para conduzir as massas operárias no sentido do triunfo da insurreição socialista, justamente o Marxismo! Sem um norte programático as lutas espontâneas ou econômicas da classe trabalhadora acabam se dissipando no reformismo vulgar e que facilmente podem ser absorvidas pelo capitalismo e suas múltiplas formas de gerenciamento político. No ano em que iremos comemorar os 100 anos da gloriosa Revolução de Outubro, muitos oportunistas estarão dispostos a “festejar” a tomada de poder pelo Partido Bolchevique na antiga Rússia, afirmando que o Leninismo está ultrapassado e precisa ser revisado, este é o caso do grupo social-democrata MAIS, uma recente ruptura do PSTU. Os Marxistas da LBI, que publicaram originalmente esta obra de Lenin em 2007, desenvolvem uma ousada campanha publicitária de resgate do pensamento Leninista, no caminho inverso das tendências "modernosas" da esquerda burguesa, que sequer registraram os 93 anos a morte de Lenin. Não dissociamos a concepção Leninista do partido da classe operária da razão histórica da vitória da revolução bolchevique, por isso mesmo celebramos conjuntamente Lenin e Outubro!

sábado, 21 de janeiro de 2017

O IDIOTA ÚTIL: BURGUESIA IANQUE EMPOSSOU TRUMP E JÁ PREPARA UM GOLPE DE ESTADO PARA IMPOR UM RECRUDESCIMENTO AO REGIME REPUBLICANO (PARTE – I)


O cenário estava todo armado para um retumbante fiasco eleitoral de Trump: sem apoio de massas, sem respaldo do próprio partido, além de enfrentar uma candidata lançada pelo establishment dominante imperialista. Mesmo derrotado no voto popular (a maior derrota nas urnas de toda a história republicana dos EUA, cerca de 2,8 milhões de votos) a burguesia ianque impôs a sua posse, mas por que? A resposta embora complexa deve ser bem direta: Diante da enorme crise financeira que se avizinha para o início da nova década, o imperialismo necessitava fazer "ajustes" em seu regime político e o melhor caminho encontrado foi dar a vitória ao "palhaço reacionário" para depois o golpeá-lo facilmente do poder, "implantando" um outro formato de regime ao velho republicanismo "democrático" dos EUA. É verdade que existiam outros caminhos para as classes dominantes ianques que agiram em plena sintonia com a elite financeira bursátil mundial, o primeiro seria "empoderar" na Casa Branca uma alternativa vinda do "Tea Party" (ainda permanecendo como uma ala intestina do Partido Republicano) e derrotar facilmente a odiada madame Clinton. Parecia o roteiro mais evidente, porém ainda muito prematuro para a conjuntura de 2017, com os EUA atravessando uma leve recuperação econômica do crash sofrido em 2008. A outra rota possível e que até a nós da LBI se apresentou como "factível", representaria uma vitória dos Democratas como a expressão de uma "ponte" temporal para a transição de um governo de extrema direita em 2021. Entretanto a diversificação nacional do voto "trumpista" pelos rincões mais castigados e atrasados do país, levando os Republicanos a um triunfo folgado no Colégio Eleitoral, forçou a posse do bilionário falastrão no comando do monstro imperial. Estamos concientes que o nosso prognóstico histórico para a próxima etapa que os EUA atravessará não é um mero palpite leviano, sabemos que este país imperialista símbolo da democracia ocidental moderna nunca foi permeado por um golpe de estado, como a França e Alemanha por exemplo, apesar de já terem acontecido algumas tentativas como o assassinato do presidente Kennedy em 1963 e mais longinquamente uma guerra civil em 1861 que culminou com o outro assassinato, o de Abraham Lincoln pouco depois. O próprio "cowboy" republicano Ronald Reagan também foi alvo de uma tentativa de eliminação física mal sucedida em 1981(chegou a ser atingido por vários tiros), 69 dias logo após assumir a presidência da república, nesta ocasião o Secretário de Estado Alexander Haig chegou a anunciar que estava no comando da nação, tendo que ser "demovido" da iniciativa poucas horas depois. Portanto tentar ou mesmo matar presidentes nos EUA não é propriamente uma "novidade" na maior "democracia" do planeta, porém conseguir suprimir mesmo que parcialmente a constituição federal celebrada com apenas 7 artigos em 1788 será uma operação de grande envergadura com gravíssima repercussão histórica não só para o destino dos EUA. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

UMA POLÊMICA COM A ESQUERDA CRÉDULA NO REGIME: ASSASSINATO BEM ORQUESTRADO DE TEORI OU TEORIA DA CONSPIRAÇÃO?


Enquanto a esquerda revisionista adaptada e crédula ao regime da democracia dos ricos fica em silêncio diante do “acidente” que matou o ministro do STF Teoria Zavascki (no máximo atuando como papagaios da mídia burguesa), alegando que não patrocina “Teorias da Conspiração” e desprezando o real funcionamento mafioso do Estado burguês e suas gerências de plantão, a LBI logo após a queda do avião apontou sem vacilar a ação como um assassinato planejado por Temer e sua antourragem palaciana (Jucá, Moreira Franco, Padilha, por “coincidência” os dois últimos ex-ministros da Aviação Civil...) para controlar o conteúdo das delações da Odebrecht. Esta esquerda revisionista que jura sua fidelidade aos ritos sagrados da democracia capitalista, entende que a burguesia não ousaria ultrapassar os limites das "tradicionais" manobras políticas existentes no "jogo do poder", portanto conspirações e assassinatos não poderiam fazer parte do "cardápio" das classes dominantes. A família Morenista, MAIS&PSTU etc..., devem afirmar que o "acidente" aéreo que matou o general Castelo Branco, o primeiro presidente do golpe militar, não passou de uma fatalidade e que somente "mentes poluídas" poderiam afirmar a existência de uma tal "Operação Mosquito". Voltando aos dias atuais agora a trama vai ficando ainda mais clara. Os comentaristas da Globo News vem dando suporte total a tese de que com o “acidente” o novo indicado por Temer para o STF irá necessariamente “herdar” a relatoria sobre a Lava Jato, como “manda o regimento da Corte”. No âmbito do Supremo, Gilmar Mendes já estaria articulando nos bastidores barrar qualquer medida para que houvesse uma redistribuição dos autos a outros ministros senão o indicado pelo canalha golpista. Trata-se de uma evidente operação para preservar Temer, Renan e os figurões PSDB, cujos nomes estavam em peso presentes nas delações da Odebrecht analisadas até então por Zavascki. A delação apontava os holofotes para os nomes mais importantes da gang palaciana como Temer, Renan Calheiros e Rodrigo Maia além de ministros e parlamentares do PSDB, residualmente apontavam para nomes do PT. Vale salientar que antes do seu voo fatal nesta quinta-feira (19), Zavascki havia ido à Brasília um dia antes, na sala do terceiro andar da sede do STF, pegar os processos para análise e orientar seus auxiliares sobre a necessidade de sigilo. A sala onde foi trancafiada a delação da Odebrecht é vizinha ao gabinete da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. A viagem mortal para um hotel de luxo em Paraty ocorreu no dia seguinte a ele interromper suas férias para apressar a homologação do lote de delações da Odebrecht. Segundo o Valor Econômico (18.01, quarta-feira) “O relator da Lava-Jato, ministro Teori Zavascki, voltou nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar as delações premiadas dos 77 executivos da Odebrecht. O ministro interrompeu as férias, iniciadas no fim de dezembro, quando começou o recesso do tribunal, para começar os procedimentos preparatórios para a homologação das delações. Atualmente parte do material já esta no gabinete de Teori. Mesmo durante o recesso, a equipe do ministro formada por juízes auxiliares e servidores de confiança, já havia começado a analisar o material”. O ministro estava em Paraty, viajou de quatro a cinco horas (Parati/SP/Brasília) no dia 18. Depois voltou para São Paulo, onde do Campo de Marte saiu o avião que logo veio a cair nas águas próximas a Paraty nesta quinta-feira (19). Não houve nenhum esforço do governo federal para resgatar os destroços do avião para investigação in loco, as buscas foram interrompidas por alegação de mau-tempo e somente horas depois Teori, seu “amigo-empresário” (que era réu no STF por crime ambiental) e o piloto foram retirados da água. Ordens superiores da Marinha atrasaram bastante o resgate. Imediatamente a FAB declarou que o avião que levava o ministro Teori Zavascki não tinha caixa preta, nem era obrigado a tê-la, portanto não há registro de vozes e dados do voo. Para fechar o cerco de encobrimento, a imprensa noticia que a equipe da Polícia Federal escalada para investigar a queda do avião que levava Teori é a mesma que (não) apurou o “acidente” com Eduardo Campos. Nada melhor do que forjar uma pane técnica no avião ou inabilidade do piloto diante da chuva que caia na região, um acidente “perfeito” às vésperas do reinício dos trabalhos do judiciário, justamente quando as delações da Odebrecht viriam a ser reveladas publicamente. Tem-se dito que o avião que caiu era novo e revisado, um Hawker Beechcraft King Air C90 prefixo PR-SOM, um bimotor pequeno e seguro, com um piloto experiente e com total domínio do trajeto SP-Paraty, feito quase diariamente pelo dono do avião, o empresário Carlos Alberto Figueiras. Obviamente que ocorreu uma sabotagem na aeronave, Teori não tinha nenhuma equipe de segurança que vistoriasse o bimotor e o avião era de um “amigo” particular, portanto de fácil acesso no Hangar em que ficava estacionado antes das viagens no Campo de Marte. O avião teve a ficha contendo as informações técnicas da aeronave acessada 1.885 vezes, nos últimos 16 dias. A informação foi passada por um investigador da Polícia Federal, que analisa se o avião estava sendo monitorado. Era sabido que Teori estava sendo monitorado pelo Planalto. O setor de inteligência do Supremo Tribunal Federal foi informado de que agentes secretos dispunham de detalhes dos hábitos e horários do ministro e iniciou investigação sigilosa para saber se o ministro teve telefones grampeados e que outros tipos de monitoramento era alvo. Vale registrar que o delegado da Polícia Federal Marcio Anselmo, um dos principais investigadores da Operação Lava Jato, utilizou seu perfil no Facebook para pedir uma investigação aprofundada sobre o acidente que resultou na morte do ministro Teori Zavascki. Em tom de dúvida sobre as causas do acidente, Marcio Anselmo afirma que “esse ‘acidente’ deve ser investigado a fundo”. Em seguida ele apagou a mensagem. Por sua vez, o filho do ministro, Francisco Prehn Zavascki, declarou que é preciso “investigar a fundo e saber se foi acidente ou não, que a verdade venha à tona seja ela qual for. Torço para que tenha sido um acidente, seria muito ruim para o país ter um ministro do STF assassinado”. Teori Zavascki não era “santo” como pretende vender a mídia e o seu séquito de bajuladores. Alertamos mais uma vez que o falecido ministro togado mesmo seguindo a linha geral golpista resistia em conceder um indulto pleno a máfia dirigente do PMDB, da qual Temer é historicamente o “capo”, as delações da família Odebrecht não estavam agradando o Planalto, apesar da forte inclinação em criminalizar o PT. Nada melhor então do que nomear um novo ministro, com o aval da quadrilha de Renan no Senado, para “depurar” das delações os fatos vinculados aos caciques do PMDB. Sem dúvida o assassinato de Teoria foi obra da anturragem palaciana de Temer, que logo indicará um nome para o STF comprometido com o Planalto e a máfia do parlamento para preservar sua gang golpista. De nossa parte não vemos nenhuma surpresa neste acontecimento, as mortes de acidentes aéreos de desafetos políticos são relativamente comuns. Por mais contraditório que possa parecer, os mais “crédulos” no funcionamento das instituições “democráticas” deste bastardo regime burguês são justamente as organizações da esquerda, incluindo neste bojo as que se reivindicam “reformistas ou revolucionárias”. Enquanto neste país a direita golpista conspira abertamente contra todos aqueles que “atravessem” seu caminho, inimigos ideológicos ou não, a esquerda jura obediência à institucionalidade, confiante na “probidade” de seus adversários mais reacionários. Os Marxistas Revolucionários da LBI alertam que o assassinato de Teori aponta para mais um acidente “fabricado” na entranhas do poder, assim como foi o acidente aéreo que vitimou o ex-governador Eduardo Campos.Crimes e Assassinatos bem planejados são a especialidade das máfias burguesas que controlam os governos e seu aparato repressivo e de inteligência. Mas logo os “crentes” na democracia dos ricos nos acusarão de delírio, de estarmos acolhendo a mais nova versão da “Teoria da Conspiração” para atacar a famigerada Operação Lava Jato que tem o apoio da direita e de setores da esquerda como PSTU e PSOL. Para estes senhores tudo não passaria de uma mera coincidência sinistra. Estão sendo ainda divulgadas versões estúpidas que um oficial da Aeronáutica "filiado ao PT" teria orientado o piloto incorretamente para provocar o acidente no mar, tendo obtido posteriormente um habeas corpus no STF assinado por Levandovski (que estava de férias), uma versão claramente montada para desacreditar os que questionam seriamente o “acidente” que levou a morte de Teori. Não há espaço para especulação segundo esses idiotas úteis no interior da esquerda, trata-se de mais um acidente aéreo “corriqueiro” como o que ceifou a vida do ex-governador de Pernambuco em 2014 dando espaço para Marina Silva tentar derrotar a Frente Popular na disputa pelo Planalto. Por fim deixamos claro que o conjunto do STF é um colegiado serviçal dos grandes grupos econômicos capitalistas, os “ilustres” ministros desta instituição considerada o sustentáculo “ético” do atual regime na verdade tomam suas decisões em função das pugnas políticas existentes nas entranhas do poder republicano. Por isso declaramos: nenhuma ilusão nas instituições do regime político, no parlamento e no judiciário, lutemos por construir uma alternativa de poder operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em luta contra a direita e a Frente Popular!

93 ANOS SEM O NOSSO CHEFE REVOLUCIONÁRIO V. I. LENIN: O BOLCHEVISMO VIVE!


No próximo dia 21 de janeiro completam-se 93 anos da morte de nosso grande chefe Bolchevique, Vladimir Lenin, o dirigente marxista que lançou as bases do Partido Revolucionário centralizado como um exército do proletariado para demolir violentamente as instituições do Estado capitalista. Lenin, falecido em 1924, é sobejamente a liderança da esquerda, em toda a história da humanidade, mais odiada (e com toda justiça!) pelas classes dominantes e o imperialismo, justamente por defender a necessidade da construção de uma sólida organização política militarizada e hierarquizada para combater e derrotar a burguesia, seu Estado e os órgãos de repressão, tendo como objetivo a organização da classe operária para tomar o poder o poder político a fim de implantar a Ditadura do Proletariado. Como afirmou Trotsky, discípulo teórico de Lenin, quando soube da morte do grande chefe: "Perdemos Lenin, mas sem o Leninismo não somos absolutamente nada!" Desde a LBI estamos certos dessa lição fundamental e por esta razão 93 anos depois de sua morte afirmamos sem vacilar: O Bolchevismo Vive!!! A defesa do legado político e teórico de nosso chefe revolucionário é parte de nossas comemorações dos 100 anos da Revolução de Outubro, a maior vitória do proletariado mundial na história, cuja tomada do poder pela classe operária contou com a direção, dedicação e a estratégia comunista firma de Lenin contra todas as variantes reformistas e mencheviques, um exemplo que nos guia até hoje! Nossa luta cotidiana por manter firme a concepção Leninista de partido, tão atacada pelo revisionismo como "ultrapassada e totalitária", é a prova viva de que esses princípios nos legado por Lênin desde a Rússia de 1917 estão válidos em toda sua plenitude como um modelo a ser seguido pelos revolucionários marxistas que não se adaptaram a democracia burguesa e continuam defendendo a destruição violenta e revolucionária do Estado capitalista para marchar na edificação de um Estado de novo tipo!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ASSASSINATO DE TEORI: REPÚBLICA GOLPISTA DA BARBÁRIE COMEÇA A FAZER VÍTIMAS ENTRE OS SEUS PARES


A barbárie que instalou no país com o golpe parlamentar que depôs a presidente Dilma, começa a fazer suas primeiras vítimas no seio das próprias classes dominantes que patrocinaram a recrudescimento do regime político. Agora não são só os presidiários "falangistas" que são o alvo da sanha assassina do Estado Burguês, a brutal luta fratricida travada no interior das classes dominantes pelo controle do butim estatal acaba de executar um ministro da Suprema Corte do país, não por coincidência o responsável por todo o processo da famigerada Lava Jato no STF. Teori Zawascki foi literalmente abatido em pleno voo quando se dirigia da capital paulista para um final de férias em Paraty no litoral fluminense. Nada melhor do que forjar uma pane técnica em um "teco-teco" que pertencia a uma rede hoteleira, um acidente "perfeito" às vésperas do reinício dos trabalhos do judiciário, justamente quando as delações da Odebrecht viriam a ser reveladas publicamente. A mídia "murdochiana" não esperou sequer o aparecimento do cadáver e rapidamente alertou que caberá a Temer a indicação do substituto de Teori no STF, cabendo ao ministro neófito a toda a responsabilidade de herdar a condução da Lava Jato no Supremo. Não há espaço para especulação de uma "teoria da conspiração" segundo os arautos do golpe, trata-se de mais um acidente aéreo "corriqueiro" como o que ceifou a vida do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos em 2014. Entretanto para os Marxistas que conhecem muito bem o "jogo bruto" das elites capitalistas quando a taxa de lucro ameaça declinar, não resta a menor sombra de dúvida de que Teori foi "removido" do campo de batalha que não tolera vacilações. O falecido ministro togado mesmo seguindo a linha geral golpista resistia em conceder um indulto pleno a máfia dirigente do PMDB, da qual Temer é historicamente o "capo", as delações da família Odebrecht não estavam agradando o Planalto, apesar da forte inclinação em criminalizar o PT. Nada melhor então do que nomear um novo ministro, com o aval da quadrilha de Renan no Senado, para "depurar" das delações os fatos vinculados aos caciques do PMDB. Velado o corpo com o "luto oficial" dos próprios assassinos, logo surgirá um nome "probo" para assumir o legado de Teori no STF, sem o incômodo de atingir a anturragem do golpista Temer.
Onze dias antes de ser assassinado no México por ordens de Stálin, León Trotsky publicou na revista norte-americana Liberty um artigo bastante detalhado intitulado “Stálin matou Lenin?” em que levantava a possibilidade real do envenenamento do Chefe Bolchevique em função das suas posições contrárias ao stalinismo em ascensão. Entre dezembro de 1922 e janeiro de 1923, Lenin publicou sua “Carta ao XII Congresso” que ficou conhecida como seu “Testamento Político”. No posfácio propusera que se retirasse Stálin do cargo de Secretário Geral do Partido Comunista.  Durante esse período seu colaborador mais estreito foi Trotsky. Os escritos de Lenin estiveram dedicados a combater os primeiros esboços da nova política contrarrevolucionária e a caracterizar a crescente burocratização que afetava cada vez mais o funcionamento do partido e do governo, propondo medidas audaciosas para combatê-la. No artigo abaixo Trotsky levanta com vários dados a possibilidade do envenenamento em função das duras críticas que Lenin, mesmo doente, vinha fazendo a condução do Partido por Stálin. A completa burocratização da URSS após a morte de Lenin e o duro combate de Trotsky ao stalinismo jamais impediram que o fundador da IV Internacional defendesse incondicionalmente a União Soviética diante da ofensiva do imperialismo e do fascismo contra o Estado Operário degenerado


STALIN MATOU LENIN?
Por Leon Trotsky 
(Texto publicado originalmente em 10 de agosto de 1940)
         
Durante os dez anos do meu presente exílio, os agentes literários do Kremlin têm sistematicamente aliviado a si mesmos da necessidade de responder de forma pertinente tudo que eu escrevo sobre a União Soviética aludindo ao meu “ódio” por Stalin – mesmo que Stalin e eu estejamos separados por acontecimentos tão ardentes que consumiram em chamas e reduziram a cinzas qualquer coisa pessoal. Stalin é meu inimigo. Mas Hitler também é, assim como Mussolini e muitos outros. Hoje permanece em mim tão pouco sentimento por Stalin quanto pelo general Franco ou o Mikado (imperador japonês).  Apresento neste artigo fatos chocantes sobre como um revolucionário provinciano se tornou o ditador de um grande país. Cada fato que menciono, cada referência e citação pode ser provada tanto por publicações oficiais soviéticas quanto por documentos preservados em meus arquivos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

EM DEFESA DO SINTUSP! PELO DIREITO DE ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E SINDICAL DOS TRABALHADORES PARA LUTAR CONTRA TEMER, ALCKMIN E OS ATAQUES AOS NOSSOS DIREITOS E CONQUISTAS!


Neste dia 19 ocorre um ato político em defesa da permanência do SINTUSP dentro do campus da USP. Não se trata apenas uma luta em defesa do SINTUSP, uma entidade amplamente conhecida por sua trajetória de luta e solidariedade com todas as categorias de trabalhadores da cidade e do campo. Trata-se de defender uma trincheira de resistência contra os ataques de Alckmin e Temer contra a educação pública e os direitos dos trabalhadores. A reitoria da USP pretende há muito calar o SINTUSP. Agora, porém, ao buscar aniquilar um sindicato livre, jogar contra ele tropas da PM com metralhadoras e cercá-lo com um muro metálico, deseja impor um regime de exceção dentro da universidade, copiando as medidas arbitrárias que o Moro e a Justiça burguesa vem desferindo contra lideranças políticas da esquerda e dos movimentos sociais. A recente prisão de Guilherme Boulos, dirigente do MSTS, é uma prova concreta do que afirmamos! Em nome da LBI nos solidarizamos integralmente com a direção do SINTUSP e com os estudantes e trabalhadores da USP, chamamos todas as entidades sindicais, populares, democráticas a não só defenderem a permanência da sede do sindicato no seu atual local como a mais ampla e livre organização dos trabalhadores em seu local de trabalho para organizar a resistência e a luta direta contra os ataques de Temer, Alckmin, Dória e Zago contra a comunidade universitária de conjunto. Para responder a mais essa provocação da Reitoria é preciso convocar um dia de luta e paralisação em solidariedade ao SINTUSP como parte da luta direta por derrotar as famigeradas Reformas da Previdência e Trabalhista que serão discutidas no parlamento ainda nesse semestre. Contra os ataques da burguesia e seus governos é preciso desde já organizar a Greve Geral para resistir nas ruas e na luta contra o incremento da ofensiva patronal contra os trabalhadores e a juventude!
Como parte das homenagens a Lenin a LBI publica o prefácio escrito em agosto de 1917 pelo Chefe Bolchevique ao livro de sua autoria “O Estado e a Revolução”, obra magistral e visionária lançada às vésperas da Revolução de Outubro para orientar o Partido na luta pelo poder, diante das tarefas de destruição do Estado capitalista pelo proletariado e como parte do combate teórico e político contras as tendências reformistas no seio da classe operária. A LBI relançou recentemente o livro “Estado e a Revolução” em parceria com a Editora Nova Antídoto, disponível para nossos leitores e simpatizantes!


O ESTADO E A REVOLUÇÃO

LENIN – Prefácio à 1ª Edição/Agosto de 1917

A questão do Estado assume, em nossos dias, particular importância, tanto do ponto de vista teórico como do ponto de vista política prática. A guerra imperialista acelerou e avivou ao mais alto grau o processo de transformação do capitalismo monopolizador em capitalismo monopolizador de Estado. A monstruosa escravização dos trabalhadores pelo Estado, que se une cada vez mais estreitamente aos onipotentes sindicatos capitalistas, atinge proporções cada vez maiores. Os países mais adiantados se transformam (referimo-nos à "retaguarda" desses países) em presídios militares para os trabalhadores.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

URGENTE: LIBERDADE IMEDIATA PARA GUILHERME BOULOS, DIRIGENTE DO MTST, PRESO POLÍTICO DOS GOVERNOS TUCANOS ALCKMIN/DÓRIA!


NOTA DO MTST - PRISÃO ABSURDA DE GUILHERME BOULUS

O companheiro Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, que estava acompanhando a reintegração de posse da ocupação Colonial, visando garantir uma desfecho favorável para as mais de 3000 pessoas da ocupação, acaba de ser preso pela PM de São Paulo sob a acusação de desobediência civil.

Um verdadeiro absurdo, uma vez que Guilherme Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito.

Neste momento, o companheiro Guilherme está detido no 49ª DP de São Mateus.

Não aceitaremos calados que além de massacrem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajuda-los.

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
HÁ 09 ANOS, ANTES MESMO DO FINAL DAS PRIMÁRIAS DEMOCRATAS DE 2008, A LBI FOI A PRIMEIRA CORRENTE POLÍTICA A DENUNCIAR O VERDADEIRO CARÁTER REACIONÁRIO DE UM FUTURO GOVERNO OBAMA: UMA ANÁLISE MARXISTA DA GERÊNCIA DE UM NEGRO COMO CHEFE DO IMPERIALISMO MUNDIAL QUE ABRIU CAMINHO PARA A ASCENSÃO DO XENÓFOBO TRUMP!


No final desta semana Obama deixará a presidência dos EUA após 8 anos de governo dando lugar ao Republicano xenófobo Donaldo Trump na Casa Branca. O "falcão negro" deixou um legado de guerra na Líbia e Síria, travestida de apoio ao farsesca "Revolução Árabe", aprofundou a rapina das semicolônias e já no final de sua gestão incrementou a política de reação democrática com relação a Cuba e em apoio ao "Acordo de Paz" com as FARC na Colômbia que tem levado a paulatina rendição da guerrilha. Antes mesmo do início de seu primeiro mandato de Obama, já no começo de 2008, a LBI denunciava a operação política nos EUA para levar o primeiro negro a chefe do imperialismo mundial. No final de janeiro de 2008, antes das primárias da “super-terça”, realizadas em 05 de fevereiro, quando Hillary Clinton mantinha um largo favoritismo sobre os demais adversários de partido a LBI prognosticou a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais dos EUA. Nosso prognóstico confirmou-se plenamente com a votação propriamente dita nas urnas. Esse acerto político tremendo demonstrou a superioridade da análise marxista revolucionária sobre a “cobertura jornalística” feita pelas organizações centristas e liberais pequeno-burguesas. Não fizemos uma "simples" projeção eleitoral, mas caracterizamos já no começo de 2008, quando ninguém ousava fazer, que o imperialismo necessitava de Obama como elemento indispensável diante da enorme polarização social que vive os EUA, submerso em uma descomunal crise econômica. A candidatura do democrata negro representava uma tentativa desesperada das classes dominantes de cooptarem as direções do proletariado e das massas pela via eleitoral e da institucionalidade burguesa. O imperialismo agiu preventivamente para descomprimir a tendência latente de ação direta dos explorados, frente à conjuntura que sinaliza claramente um período de agudos enfrentamentos de classe no coração do monstro imperialista.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Nesta semana publicaremos uma série de artigos elaborados pela LBI em homenagem a Lênin, dirigente máximo da Revolução de Outubro, falecido há 93 anos, no dia 21 de janeiro de 1924. Hoje reproduzimos a denúncia que fizemos de Vladimir Putin, que na qualidade de representante da burguesia restauracionista na Rússia atacou duramente a figura de Lenin e da política revolucionária do Partido Bolchevique para a manutenção da URSS. O fato de Putin renegar Lenin demonstra a total impossibilidade da “nova” classe dominante russa ser consequente na luta contra o imperialismo e até mesmo na defesa da soberania nacional do país, o que só pode ocorrer com a vitória de uma nova Revolução de Outubro na pátria Lenin, que imponha a volta da Ditadura do Proletariado e de uma verdadeira Federação das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o que não tem nenhuma similaridade com o nacionalismo burguês que enaltece a "Grande Rússia" capitalista defendida por Putin.


PUTIN RENEGA LENIN: ATAQUE VISA ENCOBRIR QUE O ATUAL GOVERNO BURGUÊS É HERDEIRO DO BANDO RESTAURACIONISTA RESPONSÁVEL PELA DESTRUIÇÃO DA URSS. EM DEFESA DO LENINISMO E DO PARTIDO BOLCHEVIQUE! (BLOG da LBI, 22 de Janeiro/2016)

Ganhou grande destaque na mídia mundial a entrevista em que Vladimir Putin acusa Lenin de ser responsável pela destruição da URSS, ainda mais quando a declaração ocorreu no dia em que se celebravam os 92 anos da morte do principal dirigente bolchevique responsável por edificar a União Soviética e não destruí-la! Segundo a imprensa russa (Russia Today – RT, Interfax) no contexto da discussão sobre um verso do poeta russo Boris Pasternak, na qual Lenin é mencionado como uma pessoa que pode “controlar o fluxo de pensamento e, portanto, conseguiu controlar o país” Putin atacou Lênin. Segundo o presidente russo, “Controlar o fluxo de pensamento é bom, mas este pensamento deve trazer um resultado correto, e não como o fez Vladimir Ilyich Porque como resultado seu pensamento levou à queda da União Soviética, havia muitas ideias incorretas. A criação de autonomias nacionais, e assim por diante. Eles colocaram uma bomba atômica sob o edifício chamado Rússia e este finalmente explodiu” (RT, 21.01). Como se observa, a crítica de Putin, ex-agente da KGB formado na escola do stalinismo, é contra a posição de Lenin em defesa da autonomia das repúblicas soviéticas na URSS, plataforma também defendida por Trostky em oposição às teses defendidas a época por Stálin. Além da mídia venal, os revisionistas do trotskismo (PSTU, CST) aproveitaram a declaração de Putin para defender suas atuais posições pró-imperialistas em defesa da “autonomia” da Ucrânia, governada hoje pelos golpistas-fascistas de Kiev em oposição a Moscou. Como Marxistas-Leninistas defendemos as posições de Lênin e Trotsky e rechaçamos categoricamente os ataques de Putin ao edificador da URSS e dirigente maior do Partido Bolchevique. As críticas de Putin demonstram uma visão que muito se aproxima do stalinismo, em defesa da “grande pátria mãe” própria do nacionalismo russo, plataforma duramente criticada por Lenin. Essa crítica é condensada no artigo “A RESPEITO DO PROBLEMA DAS NACIONALIDADES OU SOBRE A ‘AUTONOMIA’” (1922) em que Lenin chega a seguinte conclusão “A responsabilidade política de toda esta campanha de verdadeiro nacionalismo russo deve fazer-se recair, é claro, sobre Stalin e Dzerzhinski” complementando que “Nestas condições é muito natural que a ‘liberdade de separar-se da união’, com que nós nos justificamos, seja um papel molhado incapaz de defender os não russos da invasão do russo genuíno, chauvinista, no fundo um homem miserável e dado à violência como é o típico burocrata russo. Não há qualquer dúvida de que a insignificante percentagem de operários soviéticos e sovietizados afundariam nesse mar de imundícia chauvinista russa como a mosca no leite. Em defesa desta medida diz-se que foram segregados os Comissariados do Povo que se relacionam diretamente com a psicologia das nacionalidades, com a instrução nas nacionalidades. Mas a respeito disto ocorre-nos uma pergunta, a de se é possível segregar estes Comissariados por completo, e uma segunda pergunta, a de se temos tomado medidas com a suficiente solicitude para protegermos realmente os não russos do esbirro genuinamente russo. Eu acho que não as tomamos, embora pudéssemos e devêssemos tê-lo feito. Eu acho que neste assunto exerceram uma influência fatal as pressas e os afãs administrativos de Stalin, bem como a sua aversão contra o decantado ‘social-nacionalismo’. Via de regra, a aversão sempre exerce em política o pior papel”. Referindo-se a esta polêmica entre Lenin e Stálin, Trotsky lembrou no texto “A QUESTÃO UCRANIANA” (1939) que “Após a tomada do poder, teve lugar no partido uma séria luta pela solução dos numerosos problemas nacionais herdados da velha Rússia tsarista. No seu carácter de comissário do povo para as nacionalidades, Stalin representou invariavelmente a tendência mais burocrática e centralista. Isto tornou especialmente evidente na questão da Geórgia e na da Ucrânia. Até hoje, a correspondência não foi publicada. Esperamos poder editar a pequena parte de que dispomos. Cada linha das cartas e propostas de Lenine vibra com a urgência de conformar na medida do possível aquelas nacionalidades que tinham sido oprimidas no passado. Em troca, nas propostas e declarações de Stalin, salientava invariavelmente a tendência para o centralismo burocrático. Com o fim de garantir ‘necessidades administrativas’, quer dizer, os interesses da burocracia, as mais legítimas reclamações das nacionalidades oprimidas foram declaradas manifestações de nacionalismo pequeno-burguês. Estes sintomas já podiam perceber-se bem cedo, em 1922-1923. Desde essa altura, tiveram um monstruoso crescimento, levando a uma completa asfixia qualquer tipo de desenvolvimento nacional independente dos povos da URSS.” Como se observa, hoje Putin defende historicamente as mesmas posições nacionalistas de Stálin contra a defesa do internacionalismo e da solidariedade de classe entre os povos proclamada por Lenin e Trotsky. Lembremos que Lenin e Trotsky defendiam o direito a autonomia no marco da defesa da URSS e de sua economia planificada e obviamente não para facilitar a restauração do capitalismo. Esta posição fica clara quando Lenin no mesmo texto (A RESPEITO DO PROBLEMA DAS NACIONALIDADES OU SOBRE A ‘AUTONOMIA’) afirma “Por isso, neste caso, o interesse vital da solidariedade proletária e, portanto da luta proletária de classe, requer que jamais olhemos formalmente o problema nacional, senão que sempre levemos em conta a diferença obrigatória na atitude do proletário da nação oprimida (ou pequena) para a nação opressora (ou grande).Quê medidas prática se devem tomar nesta situação? Primeira, cumpre manter e fortalecer a união das repúblicas socialista; sobre isto não pode haver dúvida”. Trotsky vai no mesmo sentido no artigo “A INDEPENDÊNCIA DA UCRÂNIA E A CONFUSÃO SECTÁRIA” (1939) em que pontua “A necessidade de um compromisso, ou melhor, de vários compromissos, se coloca de maneira similar no tocante à questão nacional, sendas que não são mais retilíneas que as da revolução agrária. A estrutura federada da União Soviética é fruto de um compromisso entre o centralismo que exige uma economia planificada e a descentralização necessária para o desenvolvimento das nações que no passado estavam oprimidas. Construído o Estado operário sobre o princípio de compromisso de uma federação, o Partido Bolchevique inscreveu na sua constituição o direito das nações à separação completa, indicando desta maneira que não considera resolvida de uma vez e para sempre a questão nacional.”. Mesmo rechaçando publicamente as posições de Putin, a LBI de forma alguma se embloca hoje com os agentes do imperialismo de Kiev contra a Rússia para aprofundar a recolonização capitalista na ex-república soviética, posição assumida pelos revisionistas do Trotskismo. Ao contrário, defendemos a unificação da Criméia com a Russia e apoiamos o direito à separação das "repúblicas populares" do Leste ucraniano.

sábado, 14 de janeiro de 2017

AS PRIMEIRAS E AS ÚLTIMAS VAIAS A LULA EM UM CONGRESSO DE TRABALHADORES: AS DIFERENÇAS ENTRE OPOSIÇÃO REVOLUCIONÁRIA E OPOSIÇÃO DE DIREITA


Tem repercutido bastante no campo da esquerda a posição assumida pelos delegados do PSTU no último congresso da CNTE de hostilizar e "dar as costas" ao ex-presidente Lula, convidado de honra na abertura do evento sindical. A imprensa "murdochiana" logo destacou o fato para logicamente engrossar sua campanha de demonização do PT e enxovalhamento da candidatura de Lula ao Planalto em 2018. A burocracia sindical da CUT planejou utilizar o congresso da CNTE que ocorre em Brasília para impulsionar o lançamento do ex-presidente da república como um suposto candidato de unifica todo o movimento de massas do país. Em primeiro lugar queremos reafirmar o direito político de qualquer organização de esquerda poder se manifestar livremente em um congresso do movimento dos trabalhadores, seja de forma equivocada ou não. Nós da LBI conhecemos muito bem a conduta covarde e burocrática da direção petista, seja no interior do movimento sindical ou mesmo na luta de classes. Repudiamos com força os grupelhos da esquerda corruptos material e moralmente, como o PCO, que agora servem como capangas da Articulação para defenderem o "legado dos governos petistas" e atacar qualquer manifestação contrária aos interesses da Frente Popular de colaboração de classes. Entretanto não podemos abonar a política de "Oposição de direita" ao PT, que o PSTU vem desenvolvendo no último período, apoiando a "caçada as bruxas" da famigerada Operação Lava Jato contra a esquerda e as lideranças sindicais. A LBI teve o mérito histórico de manifestar seu rechaço político as primeiras medidas neoliberais do governo Lula, logo no início de 2003, quando o PT encaminhou ao parlamento uma nova reforma da previdência que atacava os direitos fundamentais dos servidores públicos. Nesta ocasião em pleno 8* Congresso Nacional da CUT (junho de 2003), que ocorria em São Paulo, os delegados da LBI tiveram a coragem de vaiar o presidente Lula, enquanto o conjunto da esquerda reformista(o PSTU incluso neste bojo) aplaudia as medidas draconianas do governo da Frente Popular. Não se pode esquecer que os Morenistas tinham acabado de votar em Lula em 2002 com a surrada justificativa de "derrotar a direita", a mesma direita que hoje a LIT está emblocada no Brasil e no mundo. Como Marxistas não reconhecemos o falso "legado" dos governos da Frente Popular, que impulsionou o mercado e rentistas a transformarem o país em uma "bolha de crédito", que acabou estourando no colo da presidenta Dilma. Enquanto o PT alimentou as oligarquias corruptas com fartas verbas estatais, todos "eram felizes", mas a festa acabou com a chegada da recessão capitalista mundial e as hienas burguesas golpearam o governo Dilma. O PSTU foi um dos que pularam fora da sombra do barco petista com o prenúncio do naufrágio, sem que antes tivessem enchido as "sacolas" de suas colaterais sindicais com a grana do Estado burguês. Não podemos reconhecer nenhum mérito nos oportunistas que ontem "mamavam nas tetas" da Frente Popular e hoje "viram as costas" para aquele que ajudaram a se eleger para governar com a "carta compromisso" com o capital. Os Trotskistas da LBI declararam Oposição Operária desde o primeiro dia de governo burguês da Frente Popular, e continuam firmes na trincheira da luta política contra a colaboração de classes e a direita fascista. Não podemos admitir a existência somente de dois campos de batalha para o proletariado: a democracia dos ricos ou o regime de exceção, é urgente e necessário construir uma alternativa de poder revolucionário para a classe operária!


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017


Adquira com os militantes da LBI a AGENDA 2017 em homenagem aos 100 anos da Revolução de Outubro, um lançamento da Editora Nova Antídoto R$ 50,00
PASSAGENS DE ÔNIBUS REAJUSTADAS EM TODAS AS CAPITAIS: BARRAR O AUMENTO NA LUTA DIRETA E AMPLA MOBILIZAÇÃO DE RUA IMPONDO O PASSE LIVRE RUMO A ESTATIZAÇÃO DE TODO O SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO!


Em diversas capitais do país, as prefeituras anunciaram aumentos astronômicos nas passagens de ônibus. Em Fortaleza o reajuste foi de 16,5%, já Brasília ficou na casa dos 25%! A média do aumento chega a 20%! Cidades como Campinas e Florianópolis foram reajustadas as tarifas em 11%. Na capital paulista o prefeito do PSDB, João Dória em conluio com Alckmin, aumentou em até 25% as tarifas do transporte: o preço da passagem unitária permanece o mesmo na maioria das linhas da Capital, mas o reajuste é feito nos bilhetes coletivos e de integração, mais usados pelos trabalhadores. O MPL programou um protesto para este dia 12 (quinta-feira) em São Paulo, no final da tarde. Desde a LBI e a Juventude Bolchevique chamamos o conjunto dos sindicatos classistas, o MST, MTST e as entidades populares comprometidas com a luta dos trabalhadores e do povo pobre a se somarem ao protesto, tomando as ruas da capital paulista. Defendemos claramente que a luta contra o aumento das passagens no transporte coletivo deve se radicalizar e se unificar nacionalmente com os companheiros de outras capitais para vencer os empresários e seus governos de “direita” e “esquerda”. É necessário que se fortaleça em todo o país a luta contra o aumento, impulsionando mobilizações com um eixo claro de combate: redução das tarifas, passe-livre já e estatização de todo o sistema de transporte coletivo sob controle dos trabalhadores. Só assim as lutas dos explorados não serão em vão, na medida em que tomem em suas mãos o gerenciamento e organização dos transportes. O passe-livre e um transporte público de qualidade para o povo trabalhador só será conquistado através da sua luta tenaz com o objetivo de estatizar sob seu controle direto todo o sistema de transporte, assim como os serviços públicos, para extinguir sua tarifa e tornar melhor suas condições de uso. Enquanto suas concessões estiverem reservadas aos empresários em conluio com agentes da administração estatal, o caos e os péssimos serviços nos transportes tenderão a se agravar. É preciso impor a imediata redução da tarifa, até a conquista do passe-livre, o que coloca na ordem do dia a paralisação das escolas e universidades, o fortalecimento das marchas nos centro das grandes cidades e nas periferias rumo a vitória da luta unificada entre estudantes e trabalhadores!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PELÉ O PRIMEIRO ÍDOLO NACIONAL NEGRO A SERVIÇO DA ELITE BRANCA


A grande mídia "murdochiana" tem veiculado nos últimos dias artigos repercutindo à ausência de Pelé na solenidade oficial da FIFA que premia anualmente os melhores atletas do futebol mundial na temporada. Pelos mesmos problemas de saúde que atravessa Pelé também foi obrigado a se ausentar da abertura dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro. Edison Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé, nascido na cidade de Três Corações-MG em 23 de outubro de 1940, iniciou sua carreira de jogador de futebol no time dos Santos onde conquistou o bi-campeonato mundial de clubes. Aos 17 anos, participou da copa do mundo de seleções na Suécia (1958), marcando seis gols e se destacando como a grande revelação do torneio. Quando o Brasil foi tricampeão mundial do México em 70, Pelé foi o destaque da copa, convertendo-se no primeiro ídolo nacional negro, em pleno auge da ditadura militar. Pelé foi o exemplo de atleta alienado que ascendia socialmente e que não se engajava ou sequer se posiciona de forma solidária nas questões sociais e políticas que expressasse os interesses de classe dos explorados e oprimidos no país.Postava-se como um garoto propaganda do regime burguês de plantão e das grandes corporações nacionais e multinacionais que têm o futebol como mero objeto de lucro e idiotização humana.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

GOLPISTAS DECLARAM “ABANDONO DE CARGO” DO PRESIDENTE MADURO: A RESPOSTA REVOLUCIONÁRIA DEVE SER A DISSOLUÇÃO DO PARLAMENTO BURGUÊS REACIONÁRIO E A FORMAÇÃO DE CONSELHOS OPERÁRIOS PARA CONSTRUIR UMA VERDADEIRA REPÚBLICA SOCIALISTA NA VENEZUELA!


A oposição golpista e pró-imperialista da Venezuela aprovou uma moção contra o presidente Nicolas Maduro nesta segunda-feira (9) na tentativa formal de forçar as eleições antecipadas no país mas de fato para preparar o caminho para um Golpe de Estado. A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo MUD declarou o “abandono do cargo” por parte do presidente Nicolas Maduro, argumentando que o chefe de Estado se afastou do cumprimento dos seus deveres constitucionais: “Aprovado o acordo com o qual se qualifica o abandono de cargo por Nicolas Maduro Moros e, o mais importante, se exige uma saída eleitoral para a crise venezuelana para que o povo se expresse através do voto”.  O Supremo Tribunal de Justiça venezuelano, controlado pelo Chavismo, anunciou que a decisão era inconstitucional, declarando que “a Assembleia Nacional abstenha-se de ditar qualquer tipo de ato que seja fora de suas funções”. 106 deputados votaram a favor desta decisão. Deputados pró-governo deixaram a sessão antes do início do processo de votação. Por sua vez Maduro anunciou um aumento de 50% do Salário Mínimo como medida para ampliar seu apoio popular entre as massas que tem seus recursos corroídos pela crise econômica. A tarefa prioritária da classe operária venezuelana nesta conjuntura de gestação da guerra civil travestida pelo chamado a “novas eleições”, passa necessariamente pela construção do seu próprio poder estatal (com todas suas instituições embrionárias) para derrotar tanto a direita golpista como a iminente capitulação do Chavismo frente à reação. O quadro social, político e econômico reflete a investida do imperialismo e da direita golpista contra o governo Maduro. Frente a esta situação defendemos a unidade de ação com o “chavismo” para derrotar a reação burguesa pró-imperialista, forjando uma alternativa de direção revolucionária para os trabalhadores! Por esta razão reafirmamos que é preciso derrotar com os métodos de luta da classe operária a direita golpista sem capitular ao “chavismo” e seu projeto nacionalista burguês!  Os Marxistas Revolucionários não nutrem ilusões na capacidade revolucionária do Chavismo ultrapassar suas limitações históricas de um movimento radicalizado da burguesia nacionalista, combatemos na mesma trincheira antiimperialista porém somos conscientes de sua incapacidade programática de romper seus vínculos materiais com o capitalismo. Devemos acompanhar a própria experiência das massas e da vanguarda classista com o Chavismo, sem a cooptação das benesses estatais do regime e apontando sempre o caminho do enfrentamento revolucionário com a burguesia nativa e subordinada aos interesses do “grande Amo do Norte”. As bravatas de dissolução da reacionária Assembleia Nacional feitas por Maduro anteriormente não passaram de uma barganha com a direita golpista, ligada diretamente a Casa Branca, mas o anúncio de um considerável aumento salarial é uma medida concreta (mesmo que limitada) em favor dos trabalhadores. O Chavismo como uma expressão radicalizada do nacionalismo burguês, historicamente é incapaz de levar adiante a tarefa de construção dos conselhos operários de poder, os Soviets. A demagogia Chavista da formação dos conselhos populares e do armamento da população para enfrentar a ofensiva imperialista se mostrou como mais uma falácia da burguesia “bolivariana”, agora diante do aprofundamento da crise social Maduro se apoia exclusivamente nos militares “fiéis”. Porém a história mundial da luta de classes já demonstrou que a “traição” é o principal motor dos golpes de Estado patrocinados pelo “Tio Sam”. O fundamental é que o proletariado venezuelano possa construir sua própria independência de classe, erguendo no curso da luta política uma verdadeira república socialista na Venezuela construída a partir de conselhos operários forjados na luta contra a direita e o imperialismo!