terça-feira, 24 de março de 2020

A SITUAÇÃO DOS MORADORES DE RUA COM AS CIDADES DESERTAS EM MEIO A PANDEMIA GENOCIDA: “LAVAMOS AS MÃOS NAS POÇAS DE ÁGUA QUANDO CHOVE E PASSANDO FOME”


Sem água, sabão, álcool em gel e muito menos casa e comida! Esta é a situação de dezenas de milhares moradores de rua das cidades quase vazias do país, particularmente os moradores de rua mais idosos e doentes já são as primeiras centenas de mortos da epidemia do coronavírus e que desgraçadamente não aparecem nas estatísticas oficiais da crise sanitária, que neste já tem características de uma gravíssima crise humanitária. Porém as manchetes da mídia corporativa e muito menos o governo central dão a menor atenção a estes cidadãos, previamente já condenados a morte, no início da pandemia do coronavírus. Sem a arrecadação diária de doações das pessoas que transitam pelas ruas, onde conseguem apenas amealhar a sobrevivência mínima cotidiana, a população de rua dependeria exclusivamente dos programas sociais do Estado. Acontece que em países neocoloniais como o Brasil, os parcos projetos sociais existentes foram drasticamente reduzidos por conta do ajuste fiscal, exigido pelos rentistas. O governo neofascista Bolsonaro, além de conseguir aprovar uma sinistra (contra)reforma da Previdência para reduzir direitos da população mais desassistida, também cortou benefícios sociais como BPC (Benefício de Prestação Continuada) para inválidos e idosos que agora precisam passar por critérios “inatingíveis” para receberem algum suporte do Estado. Com o surgimento da epidemia no país e o fechamento do comércio e serviços urbanos, como restaurantes e lanchonetes, além da suspensão das aulas em escolas e universidades, a equipe do Ministro Paulo Guedes, chegou a anunciar um mísero “coronavoucher” de 200 Reais por três meses, porém até esta verdadeira “esmola” do governo se revelou um blefe deste governo neofascista. Infelizmente o conjunto da esquerda reformista não deu a devida atenção a questão dos moradores, talvez porque este segmento tão marginalizado da população nem sequer tenha título eleitoral. A Igreja Católica, mais particularmente as pastorais progressistas, tem ocupado o vazio político deixado pela esquerda na tarefa de lutar por condições de vida minimamente dignas e humanas para os moradores de rua, para os capitalistas um “lixo social” descartado pelo mercado que já não serve mais para ser explorado como força de trabalho para a burguesia. Em um delicado momento como este em que a anarquia do mercado capitalista e o imperialismo submetem a humanidade a pandemia criminosa, os Marxistas Leninistas levantam as reivindicações mais sentidas das populações mais carente. Que o Estado assegure imediatamente uma renda básica de um salário mínimo para cada morador de rua. Abertura urgente de abrigos públicos, com plena assistência, sanitária, médica e alimentar. Para os contaminados com o coronavírus, assegurar o isolamento com plenas condições de recuperação, para os pacientes mais graves internação hospitalar na rede pública ou privada sem custos para a população.