segunda-feira, 21 de agosto de 2017

77 ANOS DA MORTE DE LEON TROTSKY: A ESTÓICA TAREFA DE MANTER VIVO E ORTODOXO O LEGADO REVOLUCIONÁRIO DO BOLCHEVISMO-LENINISMO!


Há exatos 77 anos morria o grande comunista revolucionário Leon Trotsky. No dia 21 de agosto de 1940 o dirigente Bolchevique veio a falecer, produto de um ataque covarde na cabeça de golpes de picareta desferido por um agente da KGB no México. Estes 77 anos correspondem a um período relativamente curto para a história da humanidade, mas de intensa transformação no planeta, onde desgraçadamente a “roda da história” moveu-se no sentido contrário aos interesses do proletariado mundial e da revolução socialista. No curso deste intervalo de tempo somos obrigados a constatar que a causa do comunismo sofreu um duro revés. O maior deles foi justamente a liquidação contrarrevolucionária da URSS no começo dos anos 90, com o fim do Estado operário soviético que o velho bolchevique ajudou a construir ao lado de Lênin com vitória da Revolução de Outubro. O próprio assassinato de Trotsky no México, depois de vagar pelo planeta desde sua expulsão da União Soviética em 1928, foi uma expressão dramática da situação de perseguição e isolamento que sua corrente política estava sofrendo por parte do stalinismo e do imperialismo. Para os que até hoje defendem seu legado político e as lições programáticas que deixou o velho bolchevique há o imenso desafio de manter de pé a construção do partido revolucionário internacionalista em meio a uma etapa histórica de profundo retrocesso político e ideológico das massas. Os dias de hoje estão marcados por uma brutal ofensiva imperialista mundial que ganhou ainda mais impulso com o fim da URSS e foi reforçada na atualidade com a fantasiosa “revolução árabe” que acabou por possibilitar que a Casa Branca fizesse uma transição conservadora em países estratégicos como o Egito, fato que agora se revela em toda sua plenitude com a imposição do golpe militar pelos generais financiados pelo Pentágono e pusesse fim a regimes adversários como o comandado por Kadaffi na Líbia. O cerco imperialista a Venezuela, Irã, Síria e a Coreia do Norte fazem parte desta nefasta estratégia que está ancorada em uma perda de referência da vanguarda nos postulados políticos e teóricos do comunismo.

sábado, 19 de agosto de 2017

“GOLPE DE AGOSTO” NA URSS: OS TROTSKISTAS NA BARRICADA DA DEFESA DO ESTADO OPERÁRIO CONTRA A RESTAURAÇÃO CAPITALISTA... OS REVISIONISTAS COMEMORANDO A BURLESCA “REVOLUÇÃO” QUE ENTRONOU O “DEUS MERCADO” JUNTO COM YELTSIN E O IMPERIALISMO IANQUE


Entre os dias 19 e 20 de agosto de 1991, há exatamente 26 anos atrás, um golpe militar dirigido por generais stalinistas e setores da KGB tentou barrar a divisão da URSS um dia antes da celebração do chamado "Tratado da União" que criava uma Federação de Repúblicas Independentes, com ampla autonomia para seus presidentes levarem a cabo a restauração capitalista. Sob o comando do então vice-presidente da União Soviética, Gennady Yanaiev, esta ala da burocracia prendeu Gorbachev com o objetivo de retomar o controle do aparelho central do então Estado operário soviético. O golpe foi derrotado militarmente e de seu fracasso surgiu como novo ícone da restauração capitalista o "herói" Boris Yeltsin, então presidente da Federação Russa, que tratou de dar curso ao processo de liquidação contrarrevolucionária da URSS. Yeltsin comandou um setor restauracionista que havia rompido com o aparato estatal do PCUS, se alçou à condição de representante direto do “mercado” e venceu, com a ajuda da burguesia mundial, o golpe de estado liderado pelos burocratas stalinistas do Comitê de Emergência. Os restauracionistas tomaram o poder de estado, instaurando um governo capitalista na Rússia, disposto a destruir as antigas bases sociais do Estado operário através da autonomia total das então repúblicas soviéticas, privatizar a economia estatizada e a restaurar o capitalismo na região, transformando a antiga URSS numa semicolônia capitalista, condição na qual atualmente se encontra a Rússia, apesar de uma certa recuperação econômica. Diante deste acontecimento, a grande maioria da esquerda mundial, incluindo os revisionistas (PSTU, PO, PTS, PCO, TPOR, OT etc...) saudaram a contrarrevolução de Yeltsin como uma “revolução democrática” ou um “acontecimento revolucionário”, engrossando as fileiras do imperialismo e da social-democracia em suas comemorações do “fim da ditadura stalinista”. Ironicamente, há pouco tempo atrás, na Ucrânia, novamente a estátua de Lênin foi derrubada em praça pública, bandeiras vermelhas com o símbolo da foice e martelo pisoteadas por grupos fascistas e manifestações exigindo a “unificação” com a Europa. Estas cenas em muito se pareceram com o que ocorreu em 1991 com o fim da URSS, mas se passaram na Ucrânia, mais particularmente na capital do país, Kiev. Quando houve a restauração capitalista da União Soviética e do Leste Europeu, há mais de 26 anos (89-91) ocorrendo exatamente as cenas que se passaram há pouco tempo na Ucrânia, as correntes revisionistas do trotskismo, como PSTU e PCO, apresentaram estes acontecimentos como uma “vitória revolucionária das massas”. Os morenistas seguem até hoje com esta caracterização e inclusive apresentam as manifestações pró-imperialistas e o golpe fascista que ocorreram na Ucrânia como parte da “revolução” que derrotou o stalinismo no passado, já que a ligação entre o presidente ucraniano que acabou deposto, Viktor Yanukovich com Putin representaria a manutenção dos laços políticos e econômicos com a Rússia, que ainda influencia parte das antigas repúblicas soviéticas. O PTS (MRT no Brasil, antiga LER-QI) que celebrou a queda da URSS agora diz “lamentar” os efeitos da restauração capitalista e cinicamente saúdam o MAIS (racha do PSTU) por supostamente fazer uma autocrítica das posições da LIT, quando na verdade ambos agrupamentos continuam a comemorar a fim do “aparato stalinista mundial” pelas mãos do imperialismo como uma grande vitória. Mais oportunista ainda é a posição do PCO, que hoje critica as “teses” pró-imperialistas da LIT, “finge” ser defensista e contrária à restauração capitalista, quando era uma das correntes mais fervorosas na defesa da suposta “revolução política” na RDA e na URSS, posição contrarrevolucionária que inclusive levou a nossa ruptura programática com esta seita revisionista e a fundação da LBI.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

HÁ 25 ANOS DAS MOBILIZAÇÕES PELO “FORA COLLOR”: DEPOIS DE DERROTAR O PT PELA VIA DA FRAUDE ELEITORAL, A BURGUESIA SE LIVRA DE UM “LADRÃO DE GALINHAS” PARA PREPARAR A ERA DAS GRANDES PRIVATIZAÇÕES PELO TUCANO FHC


O governo Collor ascendeu ao Palácio do Planalto em 1990, após derrotar Lula nas fraudulentas eleições presidenciais de 1989. Somente passaram-se dois anos (1992) para ficar evidente que o “Caçador de Marajás” não havia conseguido a sustentação política necessária no interior das classes dominantes exatamente por representar um setor lúmpen e marginal da burguesia, utilizado como alternativa de emergência diante da vitória eleitoral roubada de Lula em 89. O movimento “Fora Collor”, de composição majoritariamente juvenil, foi impulsionado diretamente pela Famiglia Marinho que resolveu abandonar sua “criatura” quando esta tornou-se inútil e obsoleta diante das perspectivas que a economia mundial estava abrindo para o Brasil. A mobilização dos jovens do “Fora Collor”, levados às ruas pela Rede Globo, assumiu como eixo a luta “contra a corrupção” e pela “ética na política” em função das “pequenas comissões” cobradas pelo tesoureiro de Collor (PC Farias) a empresários que pretendessem realizar “negócios” com o Estado brasileiro. Galvanizando rapidamente nas ruas o ódio por um governo que confiscou a poupança da população, o “Fora Collor” serviu como instrumento para a burguesia nacional agilizar a troca de uma “gerência” capitalista arcaica por outra neoliberal “moderna” (no marco do mesmo regime político), capaz de realizar as privatizações que o capital financeiro exigia. O “Impeachment” de Collor, longe de representar o “resgate da cidadania” ou o “Brasil passado a limpo”, como pregam até hoje os reformistas de todos os calibres, expressou um movimento da própria burguesia para utilizar melhor seu “fundo estatal”, apeando do poder um governo de “ladrões de galinha” em benefício de “tubarões” da corrupção em um mundo recém globalizado no início da década de 90. Em agosto começaram as manifestações que exigiam o fim do governo Collor. Em setembro de 1992 o Congresso Nacional votava o relatório da CPI do “PC Farias” que encaminhava a perda do mandato do então presidente da república Fernando Collor de Melo por crime de responsabilidade, era o início do fim para o alagoano conhecido como o “caçador de marajás”. A “histórica” sessão do Congresso, presidida pelo deputado gaúcho Ibsen Pinheiro (pouco tempo depois o próprio parlamentar peemedebista foi cassado pelos seus pares) teve um resultado acachapante a favor do “impeachment”, 441 votos sim e somente 38 contra, pela primeira vez a burguesia brasileira descartava um presidente eleito, pela via institucional, sem recorrer aos tradicionais golpes de estado comandados por milicos treinados pela CIA. As acusações que pesavam contra Collor foram concentradas contra seu tesoureiro de campanha, o lendário “PC Farias”, por ter recebido de “propina” de corrupção um automóvel Fiat Elba, uma verdadeira piada da vida real, chancelada como verídica por todos seus ex-apoiadores, como seu próprio irmão (Pedro) e a poderosa organização mafiosa Globo. Fiel politicamente até o fim ao amigo Collor somente o falecido ACM, que com uma fração de seu partido, o PFL, lhe brindou os 38 votos contrários a sua cassação. Mas, o “inferno astral” do primeiro presidente eleito após o fim do regime militar, começou mesmo no mesmo dia que assumiu o governo, em março de 1990, com um decreto de congelamento da poupança popular, Collor iniciava uma sinuosa trajetória de “rupturas” que poucos anos depois acabaram por deflagrar o movimento dos “Cara Pintadas”, considerado pelos revisionistas da LIT, como a “segunda revolução democrática no país” (a primeira teria sido a campanha das “Diretas Já”), na verdade mais uma manobra política das classes dominantes que granjeia o apoio das massas. Para compreender as razões da queda de Collor, de um ângulo marxista, será necessário retroceder um pouco mais na história e voltar ao final dos anos 80, precisamente no processo de esgotamento da chamada “Nova República” do biônico Sarney.


No ano de 1989, o Brasil se preparava para realizar o “sonho” das eleições diretas, após cinco anos de uma gestão estatal de profunda crise política, estamos nos referindo ao presidente Sarney que chega ao fim de seu mandato biônico, “eleito” pelo Colégio Eleitoral da ditadura, sem nenhum apoio popular. O oligarca maranhense, ex-presidente da ARENA (partido dos militares golpistas de 64), que assumiu o comando da “Nova República” por conta da estranha morte do governador mineiro Tancredo Neves, tinha na figura do então líder do PRN, Collor de Melo, seu principal adversário político no campo da burguesia. Como o isolado Sarney não tinha sequer um partido político para enfrentar as eleições de 89 (que eram exclusivamente para a presidência da república), rejeitado tanto pelo PMDB como pelo PFL, partidos da base de apoio do regime, resolveu impulsionar materialmente o minúsculo PCB, lançando a candidatura do deputado Roberto Freire, único candidato que não “batia” no “cachorro morto” Sarney. Em um quadro de completa crise dos partidos tradicionais da burguesia, o PMDB sob controle do decrépito Ulisses e o PFL nas mãos do esclerosado Aureliano Chaves, a possibilidade concreta do operário petista “radical” Lula ganhar as eleições presidenciais acionou o “alerta vermelho” da burguesia nacional, que de forma emergencial organizou às pressas a “alternativa” Collor, mesmo consciente dos riscos posteriores que esta opção política engendraria.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

HOJE, 16 DE AGOSTO DE 2017, “O CAPITAL” COMPLETA 150 ANOS: VIDA LONGA A TEORIA REVOLUCIONÁRIA DO MARXISMO LENINISMO!


Em 16 de agosto de 1867 Marx finaliza a elaboração do primeiro tomo de “O Capital”, após anos de pesquisa e reflexão teórica. É um período em que Marx estreita seus vínculos com o movimento operário, então norteado por teses anarco-economicistas que não conseguiam explicar com profundidade toda a dinâmica do regime capitalista, desde o mundo do trabalho até o acúmulo de riquezas das classes dominantes. Nesta época envia uma carta breve e comovente a Frederich Engels como um tributo ao seu novo trabalho intelectual: “Se foi possível, devo-o apenas à você. Sem seus sacrifícios em meu favor eu jamais teria conseguido realizar o imenso trabalho exigido pelos três tomos. Eu cumprimento-o com enorme gratidão”. Sem sombra de dúvida uma contundente demonstração de camaradagem militante de Marx, que rejeitava qualquer "título" ou vaidade acadêmica de "brilhantismo". O Capital cuja influência sobre a história contemporânea da luta de classes é incalculável, desperta desde o fim do século XIX uma polêmica teórica permanente sobre a sua natureza. Mas no que consiste precisamente a essência das teses contidas no “Capital”? É uma obra econômica? É um texto filosófico? É o nascedouro da sociologia moderna ou uma plataforma científica para a política revolucionária do proletariado? Para Marx, a economia política se distingue da ciência clássica, ou seja , uma ciência que se transformou em ideologia. A evolução da economia política foi interrompida e ela se desviou da via científica, pois permaneceu prisioneira dos preconceitos e das ideias da classe dominante da sua época, a classe burguesa. É em decorrência da própria lógica da economia política clássica, que teria conduzido obrigatoriamente à condenação do modo de produção capitalista, ao desvelamento de suas contradições, descoberta de seu caráter transitório e ao prenúncio de seu fim, que os economistas burgueses não foram capazes de levar a termo a obra de Adam Smith e de Ricardo, e que a escola clássica de economia política começou a se desagregar. Ao efetuar a crítica da economia política, Marx combinou simultaneamente três elementos distintivos, primeiramente analisar o funcionamento da economia capitalista, dissecando suas contradições e mostrando o quanto a ciência econômica oficial é incapaz de dar conta destas e de explicá-las. Analisando as teorias dos economistas burgueses, revelando suas contradições, insuficiências e equívocos, localizando suas raízes em sua função ideológica, em relação à sociedade burguesa. E por fim, analisou a luta de classe entre capitalistas e trabalhadores, de maneira a encarnar a evolução econômica e ideológica nos homens concretos, que fazem sua própria história, em última instância, através das condições objetivas da luta de classes. O “Capital” não pretende explicar todas as sociedades humanas, passadas e futuras. Ele se contenta, mais modestamente, em explicar apenas a sociedade predominante há quatro séculos: a sociedade burguesa, e desta forma apontar uma nova perspectiva histórica para a humanidade. Para poder elucidar o funcionamento do modo de produção capitalista, Marx é obrigado a localizar a origem das “categorias econômicas” (mercadoria, valor, dinheiro, capital), cuja gênese está na sociedade pré-capitalista. Ele é obrigado, portanto, a exercer o ofício de historiador, a prover também os elos fundamentais para a compreensão das sociedades pré-capitalistas. Marx não pode analisar as contradições do modo de produção capitalista com justeza sem, com isso, dar à classe trabalhadora um instrumento de luta poderoso, sem intervir, por essa razão, ativamente nesta luta de classes e sem procurar orientá-la a um objetivo preciso: a derrubada do regime de produção capitalista.
MACRI, COM SEU DURO AJUSTE NEOLIBERAL, FOI O GRANDE VENCEDOR DAS ELEIÇÕES PARLAMENTARES ARGENTINAS: UM SINAL DE ALERTA AOS CRÉDULOS NA DEMOCRACIA BURGUESA E NO "SAGRADO" SUFRÁGIO UNIVERSAL


As eleições parlamentares (primárias) argentinas, nominadas de "PASO", realizadas no último domingo, brindaram o atual presidente Macri com uma "generosa" vitória nacional, contra o conjunto das forças políticas da oposição burguesa, que tem na ex-presidente Cristina Kirchner sua principal expressão eleitoral. Apesar da articulação eleitoral em torno de Mauricio Macri (Cambiemos) ter origem e maior peso na capital do país, a cidade autônoma de Buenos Aires (CABA), o presidente colheu excelentes resultados em praticamente todas as províncias, inclusive as governadas pelo Peronismo. Na principal província da Argentina, Buenos Aires (capital La Plata) a apuração foi Interrompida quando se verificava um "empate técnico" entre a candidatura oficialista apoiada por Macri e Cristina Kirchner, ambas na disputa pela simbólica vaga do Senado da república. Mesmo tratando-se de "prévias" a vitória na província de Buenos Aires tem um "sabor" de resultado final do embate nacional, por isso a suspensão da apuração logo após a ascensão de Cristina em pleno escrutínio dos votos, teve um caráter claro de fraude operada diretamente pelo governo central. Sem o resultado oficial de Buenos Aires, o troféu das "PASO", ficou com a Casa Rosada e seu reacionário arco de apoio político. Macri ao longo de seu primeiro mandato na presidência aplicou um duro ajuste neoliberal, reduzindo salários, eliminando conquistas operárias e cortando investimentos estatais, seguindo a mesma cartilha internacional determinada pelos rentistas, exatamente o mesmo "cardápio" oferecido por Temer ao Brasil. O desgaste social de Macri não tardou muito e logo as lutas populares de resistência começaram a se generalizar no país, de cara com as primeiras eleições gerais desde sua posse todos os analistas de "esquerda" previam uma retumbante derrota nacional do presidente alinhado com o "Consenso de Washington", porém ocorre exatamente o inverso e foi a oposição quem colheu um impressionante retrocesso eleitoral. A razão do "inesperado" êxito macrista embora não seja de simples explicação reside no fato do caráter histórico e contemporâneo da democracia burguesa, hoje um regime ancorado na manipulação midiática da população e na fraude direta do "sufrágio universal" pelos organismos estatais. Este elemento central da investigação Marxista sobre a conjuntura política é simplesmente ignorado pela totalidade da esquerda reformista que insiste em replicar, até à exaustão, sua fé inabalável na legitimidade das instituições republicanas. 


No caso concreto das prévias argentinas, a esquerda revisionista abrigada na FIT, só conseguiu "enxergar" que ultrapassou o piso mínimo de 1% exigido pelas "PASO", e que terá alguma chance de eleger um deputado nacional na eleição final de outubro. Fora da FIT, o MAS e o MST (conformaram o bloco "Esquerda a Frente pelo Socialismo") sequer conseguiram o piso mínimo de 1%, responsabilizando o oportunismo do PTS pelo seu fiasco eleitoral. Como é fácil constatar o eixo programático absoluto do revisionismo portenho está concentrado na disputa parlamentar, e nem lhe passa pela cabeça denunciar a grotesca fraude eleitoral em curso. Para a esquerda brasileira, que sonha com o retorno da Frente Popular a gerência do Estado capitalista nas eleições de 2018, deveria ficar a lição argentina: a burguesia nacional "elegerá" seu candidato preferencial ao Planalto a despeito do "sagrado" sufrágio universal da maioria da população do país.


terça-feira, 15 de agosto de 2017

MAIS UMA ENGANAÇÃO SOCIAL DEMOCRATA: "VAMOS" REPETIR A VELHA FÓRMULA REFORMISTA DE "DEMOCRATIZAR A ECONOMIA"?


O "VAMOS" surgiu causando um verdadeiro frisson na esquerda revisionista, particularmente nas tendências internas do PSOL, como o MAIS, INSURGÊNCIA, COMUNA e afins programaticamente. A nova articulação política impulsionada por Guilherme Boulos, do MTST, tem como referência teórica nada menos do que o "PODEMOS" espanhol (que convidou Boulos a conhecer seu projeto da "horizontalidade") e conta com o suporte de "estrelas éticas" do PT, entre as quais o ex-governador Tarso Genro, do senador Lindberg Farias e possivelmente até nos bastidores da ex-presidenta Dilma Rousseff. O PODEMOS, tão reverenciado pelos ecossocialistas do SU, se coloca no mapa da geopolítica europeia como o embrião ibérico do parceiro grego Syrisa, que tem sua gerência estatal plenamente aprovada pelo capital financeiro internacional. A versão "tupiniquim" do PODEMOS,o "VAMOS" tentando antecipar-se a uma possível impugnação de Lula em 2018, lança uma suposta plataforma econômica alternativa ao petismo, criticado pela inércia de suas gestões diante dos anacronismos nacionais. Contudo a coordenação do "VAMOS" foi bastante sincera ao declarar que seu "debut" está inteiramente condicionada ao cenário eleitoral de 2018, ou seja, caso Lula seja impedido pela justiça de disputar o Planalto. A despeito da "honestidade" eleitoral do "VAMOS", as correntes de esquerda revisionista do PSOL não deixam de sonhar com uma chapa Alencar/Boulos, que seria para estes cretinos a sublimação do "socialismo ético", embora com o mesmo programa burguês "nacional-desenvolvimentista" da Frente Popular. Vejamos então como pensa o "VAMOS" no principal tópico de seu programa, o econômico: "Nossa economia precisa se voltar para o desenvolvimento nacional e para servir aos interesses populares. Queremos um modelo de desenvolvimento que possibilite alimentos saudáveis e baratos, saúde e educação pública, moradia e transporte de qualidade, queremos uma economia organizada com base na solidariedade, no cooperativismo, na sustentabilidade e na integração regional do Brasil" (sitio do "VAMOS"). Não há sequer um mínimo "retoque" da velha e surrada tese socialdemocrata do "capitalismo sustentável", ou como os reformistas preferem: " A democratização do capital". Que Chico Alencar, Marcelo Freixo e C&A tenham um verdadeiro orgasmo político com tamanho engodo populista nenhuma surpresa, afinal são apologistas convictos da democracia burguesa como valor universal para toda a humanidade. Porém para forças políticas que ainda reivindicam formalmente a "revolução socialista", abraçar este amálgama de colaboração de classes do "VAMOS" é um escárnio ao legado Marxista. Os Trotskistas não combatem na trincheira da "democratização do capital", somos forjados na luta programática para demolir de forma violenta o Estado Burguês, erigindo a socialização da economia e sua planificação central através da Ditadura do Proletariado como um regime transitório em direção ao Socialismo. A revolução socialista (e por consequência o próprio socialismo) não virá como um "subproduto eleitoral", como desgraçadamente afirmam os charlatães reformistas do PSOL, será construída pela ação violenta das massas proletárias dirigidas por um partido Leninista. Fora desta perspectiva histórica, o que vemos são as antigas fórmulas fracassadas de "revigorar" o modo de produção capitalista com "mecanismos de participação popular". O PT, PSOL e agora o "new VAMOS", são apenas graduações políticas da Social Democracia (mais ou menos neoliberais), que em sua essência de classe, estruturalmente são partes integrantes das inúmeras variações políticas das classes dominantes que estão conduzindo o planeta para a porta da barbárie da economia mercantil. Nossa única alternativa em escapar da catástrofe capitalista anunciada continua a ser o Marxismo Revolucionário!

DIANTE DAS DEMISSÕES NA FORD: OCUPAR A FÁBRICA E CONVOCAR IMEDIATAMENTE A GREVE GERAL DOS METALÚRGICOS!


A Ford anunciou a demissão de 364 metalúrgicos em sua planta do ABC paulista. Eles serão demitidos nesta semana (segunda e terça-feira). Depois de mais de dois anos adotando o lay-off (suspensão temporária dos contratos), PPE (Programa de Proteção ao Emprego) e férias coletivas a fábrica decidiu, unilateralmente, demitir 364 pais e mães de família. Em resposta, os trabalhadores em assembleia votaram por unanimidade fazer a luta contra todas as demissões a partir da próxima quarta-feira. É necessário lutar pela reintegração de todos os operários. Só negociar alguns benefícios a mais na demissão não adianta, faz-se necessário ocupar a fábrica para barrar o conjunto das demissões, cerca de 15% dos trabalhadores da produção. Se no futuro a demanda sofrer novo aquecimento, os patrões vão incrementar ainda mais os ritmos de produção (aumento das metas) e a Ford contratará mão de obra terceirizada para suprir suas demandas recorrendo as medidas aprovadas pelo governo Temer no parlamento. A burocracia sindical da CUT que aceitou passivamente todas as medidas que levaram as demissões (lay-off, PPE e férias antecipadas) agora tardiamente definiu uma campanha contra as demissões na categoria somente para...14 de setembro, um mês após o ataque no Ford do ABC! Essa “unidade de ação” atrasada envolve representantes sindicais da CSP-Conlutas, CUT, CTB, Força Sindical, UGT e Intersindical, quando seria necessário convocar uma greve geral da categoria metalúrgica imediatamente, chamando a ocupação já da planta da Ford! Para barrar as demissões em massa é necessária, desde já, uma mobilização nacional, unitária e centralizada dos trabalhadores, baseada num programa operário e anticapitalista, capaz de defender os empregos através da greve com ocupação de fábrica. Para vencer, o proletariado precisa superar as direções sindicais. É preciso rechaçar as demissões, convocar pela base uma assembleia e deflagrar a greve com ocupação de fábrica, chamando a solidariedade de toda a categoria. É hora de resistir usando os métodos de luta da classe operária! Para a vanguarda classista e revolucionária este é o momento certo para apoiar fortemente a luta dos operários da Ford com toda solidariedade política e material e construir uma verdadeira oposição classista alternativa aos pelegos da CUT! Neste momento o programa de luta é a escala móvel de salários, onde os contratos coletivos de trabalho devam assegurar aumento automático dos salários, de acordo com a elevação dos preços dos carros e a escala móvel por horas de trabalho, para absorver a mão de obra metalúrgica desempregada. Ao mesmo tempo defendemos uma campanha nacional em solidariedade a luta dos operários para o cancelamento das demissões. Estatização da empresa sob controle dos trabalhadores e sem nenhuma indenização. Para que esta luta possa vencer é necessário superar a política de colaboração de classes da direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. É fundamental para enfrentar a ofensiva dos patrões a retomada dos métodos de luta e ação direta, com assembleias massivas democráticas e greves unificadas para arrancar verdadeiros aumentos salariais e fazer avançar a consciência política da classe, a fim de aumentar o potencial de combate contra os seus inimigos de classe que têm imputado derrotas econômicas, sociais e políticas aos trabalhadores. Como sempre temos que enfrentar o perigo da CUT abrir mão da luta direta e da greve com ocupação de fábrica, único meio para barrar as demissões, para fazer acordos vergonhosos com os patrões!

NOVA ASSEMBLEIA DOS OPERÁRIOS DA FORD
QUARTA-FEIRA, DIA 16, ÀS 6H

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

NAZISTAS SAEM ÀS RUAS NOS EUA E ENFRENTAM O JUSTO ÓDIO DO POVO EXPLORADO: TODO APOIO A RESISTÊNCIA PROLETÁRIA EM SUA LUTA HEROICA CONTRA O RACISMO E O FASCISMO! CONSTRUIR MILÍCIAS DE AUTO-DEFESA PARA RESPONDER AOS ATAQUES DA “NOVA” KKK E DOS BANDOS REACIONÁRIOS!


A marcha de neonazistas ocorrida neste final de semana em Charlottesville (Virgínia), nos EUA, empunhando bandeiras com a suástica de Hitler e dos estados norte-americanos que lutaram contra o fim da segregação racial, escancara a tendência política de crescimento do fascismo com a eleição de Trump. Essa “nova” KKK, formada por alguns milhares de pessoas saiu às ruas da cidade inicialmente sob proteção policial. Exigiam a manutenção de uma estátua em homenagem a um dos símbolos da segregação racial e para expressar seu ódio contra negros, latinos, muçulmanos, LGBT's e os imigrantes em geral, uma pauta patrocinada pela Casa Branca e principalmente pelo Partido Republicano assim como pelo Tea Party. Um dos racistas atropelou propositalmente com seu carro manifestantes que repudiavam o evento reacionário, deixando pelo menos uma pessoa morta e vários feridos. Esse ataque neonazista foi respondido por centenas de pessoas, ativistas da Black Lives Matter e grupos antifascistas que se “armaram” de paus e pedras para deter a agressão covarde. O cínico Donald Trump declarou para a imprensa “condenamos nos termos mais enérgicos esta indignante manifestação de intolerância, ódio e violência por parte de muitos bandos”, omitindo que a marcha racista incitou as agressões. Desde a LBI deixamos claro que toda nossa solidariedade está incondicionalmente com o movimento negro, latino e das chamadas “minorias” que resistem a repressão estatal e aos bandos fascistas. Consideramos justa e legítima a reação ao ataque neonazista e avaliamos que a melhor forma de combater a ofensiva assassina da nova KKK e dos bandos fascistas apoiados pela polícia ou a violência desferida diretamente pelo aparato estatal comandado por Trump é a formação de milícias de autodefesa unindo trabalhadores negros e brancos contra a exploração e o racismo. Os ataques de claro conteúdo fascista e racistas estão em consonância com a época de ofensividade bélica e de reação ideológica preconizada pelo imperialismo ianque que Trump é porta-voz. Como não há um contraponto revolucionário a degradação de uma sociedade doente que recorre a um estado policial contra seu próprio povo, a humanidade tende a caminhar para a barbárie imposta pelo império decadente. Desgraçadamente, se não houver uma direção política que aponte uma saída comunista para os trabalhadores de todo o planeta, assassinatos racistas, carnificinas neonazistas e guerras genocidas acontecerão como norma de sobrevivência do regime capitalista senil. Como podemos observar, continua ascendente a tendência política de deslocamento à direita nos EUA, com o avanço do fascismo que questiona pela direita a representatividade da democracia burguesa. Este caminho está sendo pavimentado por um rebaixamento no nível de consciência das massas, um giro à direita no terreno da política e um retrocesso no campo da cultura que vem crescendo desde a queda contrarrevolucionária do Muro de Berlim e a vitória da restauração capitalista na URSS. Nesse sentido, é preciso alertar, preparar e organizar o proletariado e, particularmente, sua vanguarda mais combativa para um período de fascistização dos regimes e de mais aventuras militares neocolonialistas. Este processo reacionário está baseado em um profundo retrocesso na consciência do proletariado (apesar do revisionismo do trotskismo caracterizar que “revoluções” estão pipocando em todo o planeta) e somente pode ser barrado com a resistência operária e popular aos planos do imperialismo, apontando a Ditadura do Proletariado como alternativa revolucionária à crise do capital e seu regime político senil, o que para os comunistas se materializa por erguer em alternativa ao fascismo ascendente. A materialização deste longo e paciente combate passa pela construção de um partido internacionalista e revolucionário que lute por derrotar o imperialismo ianque, sob a qual a vida das massas converte-se em uma bárbara escravidão. Sem a intervenção do proletariado nesta conjuntura fascistizante em defesa da liquidação deste estado policial e pela liberdade imediata dos negros e trabalhadores encarcerados, o capitalismo não se extinguirá, nem cairá de podre, ao contrário, arrastará a humanidade para a barbárie. Estamos vendo a volta com força do fascismo ianque em escala interna e planetária. Para que não se repitam novas cenas sanguinárias dentro e fora dos EUA, somente a ação revolucionária do proletariado mundial poderá reverter estas tendências nefastas, se valendo da luta pela liquidação do modo de produção capitalista e tendo como estratégia a imposição de seu próprio projeto de poder socialista!

domingo, 13 de agosto de 2017

AGOSTO DE 1945 - LANÇAMENTO DA BOMBA ATÔMICA EM HIROSHIMA: UM ATAQUE TERRORISTA DO IMPERIALISMO IANQUE PARA IMPOR A SUA NOVA ORDEM MUNDIAL


Na manhã do dia 6 de agosto de 1945, sob as ordens do presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, a bomba atômica de urânio é detonada a 600 metros de altura nos céus da cidade de Hiroshima. Em segundos, mais de cem mil vidas humanas foram exterminadas. Em torno do centro do impacto da explosão, tudo fora reduzido a cinzas e escombros. Três dias depois, uma segunda bomba de plutônio era jogada sobre Nagasaki, provocando cerca de 80 mil vítimas fatais. Este foi o macabro resultado de três anos de desenvolvimento da tecnologia nuclear sob a égide do capitalismo, conhecido como “Projeto Manhattan”, criado em 1942 e dirigido pelo físico norte-americano Julius Oppenheimer, em Los Alamos. O imperialismo ianque concentrou todos os seus esforços para desenvolver a bomba atômica com o objetivo de superar os alemães, que supostamente estariam desenvolvendo esta tecnologia. Não por coincidência, o “Projeto Manhattan” começou a ser desenvolvido pouco antes da URSS dar início à sua ofensiva contra as tropas nazistas em território russo. O Exército Vermelho passa à ofensiva militar a partir de novembro de 1942, esmagando heroicamente as unidades alemãs e se dirigindo rumo ao Ocidente. Três anos depois, no dia 8 de maio de 1945, a Alemanha se rende incondicionalmente. Os ianques assimilaram muito bem a derrota nazista, pois Hitler, conforme pensavam os estrategistas do Pentágono, havia subestimado a força do Exército Vermelho. Era necessário agir o mais rápido possível. Derrotada a Alemanha, de 17 de julho a 2 de agosto de 1945 são realizados os “Acordos de Potsdam”, através dos quais foram definidas as zonas de ocupação do território alemão pelas tropas imperialistas e pela URSS. Neste período, o Japão ainda arrastava-se em frangalhos na guerra. O Japão, um país imperialista, entra na guerra com o objetivo de apoderar-se do petróleo e dos recursos minerais do Sudeste Asiático. Desde a década de 30, tropas japonesas invadem a China, e impuseram seu domínio sobre a região da Manchúria, onde promoveram o massacre de 350 mil chineses na tomada da cidade de Nanjing, em 1937. Seu expansionismo imperialista visava ainda o domínio sobre a Coréia e importantes ilhas do Pacífico, região controlada por bases militares norte-americanas. Penetrar nesta região implicava declarar guerra aos EUA, o que aconteceu em 7 de dezembro de 1941, com o ataque japonês a Pearl Harbor, abrindo, assim, um confronto interimperialista.


Em junho de 1942, o Japão é vencido na “Batalha de Midway” e os EUA dominam esta região do Pacífico, assinalando praticamente a derrota japonesa na guerra. Com a guerra total, declarada pelos EUA, as indústrias japonesas foram aniquiladas, não havia matérias-
primas, nem produção de armamentos, nem como prover o exército com alimentos. As principais cidades, incluindo a capital Tóquio, estavam em ruínas, destruídas por pesados bombardeios. Em Potsdam, o imperialismo ianque já havia tomado a decisão de detonar a bomba atômica no Japão. A reunião serviu para dissimular e medir as forças do real inimigo, o Estado operário soviético, que se tornara uma ameaça ao domínio capitalista na Europa.

sábado, 12 de agosto de 2017

HÁ TRÊS ANOS DO “ACIDENTE” ORQUESTRADO PELA CIA QUE VITIMOU EDUARDO CAMPOS E ABRIU CAMINHO PARA ATUAL ETAPA DE REAÇÃO BURGUESA


Neste 13 de agosto completam-se 3 anos do “acidente” que vitimou o então candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos. A LBI foi a primeira corrente política não só a anunciar a morte de Campos como a denunciar que a queda do moderno avião Cessna não foi produto de uma falha humana ou mesmo de um problema mecânico ocasional, mas na verdade de uma operação que teve as digitais da CIA para retirar o “socialista” da disputa a fim de abrir caminho para que Marina Silva (a candidata preferencial dos rentistas e do imperialismo ianque naquele momento), pudesse voltar a concorrer ao Palácio do Planalto. Esta artimanha fatal acabou forçando um segundo turno disputadíssimo entre PT e PSDB e derivou na polarização eleitoral e política em que está mergulhado nosso país até hoje com a ofensiva da direita reacionária contra o governo Dilma que derivou no golpe institucional pela via parlamentar. Passados três anos da queda do jato, a FAB ainda não chegou sequer a um resultado preliminar dos reais motivos do “acidente” justamente porque deseja-se no meio desta situação inconclusa, onde a caixa preta da aeronave estranhamente não conseguiu gravar os últimos momentos do voo terminal de Campos, deixar um rastro de imprecisões do fabricante sobre o acidente que facilitam convenientemente jogar a responsabilidade da tragédia sobre o piloto. A esposa do piloto falecido denunciou recentemente com laudos bastantes robustos tecnicamente enviados a FAB que o motivo da abrupta queda da aeronave foi uma falha mecânica provocada na revisão feita na própria empresa Cessna nos EUA, uma companhia norte-americana controlada sabidamente por militares ianques. Como dissemos a época e reafirmamos agora sem medo de errar, tudo aponta para mais um acidente “fabricado” por razões “estratégicas de estado” com a tragédia tendo as digitais da CIA, uma prova disto é que até hoje a PF não chegou a conclusão de quem é o dono da aeronave. O mais importante agora é compreender que a morte de Campos foi parte de uma ofensiva reacionária do imperialismo que neste momento se condensa no incremento da sanha da direita contra o governo do PT apontando em uma única direção: entronar no Planalto uma marionete diretamente alinhada com a Casa Branca, que inclusive rompa futuramente as relações econômicas e comerciais com os BRIC´s em favor do amo do norte e abra caminho para varrer qualquer vestígio de influência da “esquerda” na política brasileira ou mesmo traço de soberania nacional de nosso país. Para resgatar esse processo político que consideramos ter um claro fio de continuidade, apresentamos para nossos leitores e simpatizantes o livro sobre o “acidente”, com uma coletânea de artigos que inclui o publicado no dia 13 de agosto de 2014, poucas horas depois do acidente. Além disso disponibilizamos uma série de textos que a partir da análise do ocorrido abordou o caráter pró-imperialista da candidatura de Marina Silva (PSB-REDE), coletânea que está à disposição dos nossos leitores em forma do livro “O ‘acidente’ fatal de Campos e a ‘operação’ embuste Marina: Teoria da conspiração ou uma exigência do imperialismo?”, cujo texto principal reproduzimos abaixo a fim de que a vanguarda militante possa abstrair as importantes conclusões deste “acidente” fabricado e sua relação direta com a própria dinâmica da luta de classe no Brasil.

O “ACIDENTE” FATAL DE CAMPOS E A “OPERAÇÃO” EMBUSTE MARINA: TEORIA DA CONSPIRAÇÃO OU UMA EXIGÊNCIA DO IMPERIALISMO? 

Por mais contraditório que possa parecer, os mais “crédulos” no funcionamento das instituições “democráticas” deste bastardo regime burguês são justamente as organizações da esquerda, incluindo neste bojo as que se reivindicam “reformistas ou revolucionárias”. Enquanto neste país a direita golpista conspira abertamente contra todos aqueles que “atravessem” seu caminho, inimigos ideológicos ou não (sempre com o suporte de seus “amigos” da CIA), a esquerda jura obediência à institucionalidade, confiante na “probidade” de seus adversários mais reacionários. No caso do suspeito acidente aéreo que levou à morte do candidato Eduardo Campos não foi diferente. Diante da abrupta queda de um jato Cessna moderno, em condições de uma manobra de relativa segurança (o arremetimento da aeronave foi realizado com êxito, ao contrário do que ocorreu com o acidente da TAM em 2007) deveria no mínimo se buscar uma resposta elementar para as causas do trágico acidente. Porém, o caminho da investigação parece que seguiu por um rumo diferente, como em todo crime a primeira pergunta a ser feita é a quem serviu a morte de Campos? Que forças foram as grandes beneficiadas com a queda inexplicável de seu avião, porque Marina Silva não se movimenta um milímetro sequer para buscar uma averiguação rigorosa do acidente que vitimou seu companheiro de chapa. Não seria demais lançar o país, que mergulhou em um clima de induzida comoção pela mídia com a morte de Campos, na procura dos responsáveis pelo fatal acidente. Sim porque os responsáveis terão que aparecer um dia, a menos que se acredite na “mão de deus” como a que levou Marina para o Planalto, sob as cinzas e destroços do avião da comitiva de Campos. O Cessna de Campos tinha pouco mais de quatro anos de uso, sendo considerada uma moderna e leve aeronave, uma das mais seguras de sua categoria. Após o arremetimento na pista do Guarujá, por questões de clima e visibilidade, o piloto do Cessna sobrevoou normalmente a cidade de Santos quando perdeu o contato com a torre e logo depois veio a cair em “forma de faca” apontada para o chão em um terreno urbano. A caixa preta da aeronave estranhamente não conseguiu gravar os últimos momentos do voo terminal de Campos, deixando um rastro de imprecisões do fabricante sobre o acidente. Tudo aponta para mais um acidente “fabricado” por razões “estratégicas de estado”, assim como foi o acidente aéreo que vitimou o ex-presidente golpista Castelo Branco. Crimes e Assassinatos bem planejados são a especialidade da “Casa”, aquela mesma “residência” albina que está situada em Washington, e no Brasil não seria o primeiro caso (e nem o último com certeza) o do ex-governador de Pernambuco. Mas logo os “crentes” na democracia dos ricos nos acusarão de delírio, de estarmos acolhendo a mais nova versão da “Teoria da Conspiração” para as eleições presidenciais deste ano. Para estes senhores tudo não passaria de uma mera coincidência sinistra, o fato de Marina despontar como a nova “salvadora da pátria” após a morte de Eduardo Campos, a figura “redentora” que veio livrar o país das “garras da esquerda petista”.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

DIANTE DAS PROVOCAÇÕES MILITARES DE TRUMP À COREIA DO NORTE: DEFENDER O ESTADO OPERÁRIO BUROCRATIZADO NORTE-COREANO E SEU DIREITO DE RESPONDER AOS ATAQUES DO IMPERIALISMO IANQUE COM O USO DE SEU ARSENAL NUCLEAR!


Usando como ameaça a expressão “Fogo e Fúria”, Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (11.08) que a solução militar ianque para um eventual ataque da Coreia do Norte já está pronta: “As soluções militares estão agora totalmente instaladas, guardadas e carregadas, se a Coreia do Norte atuar imprudentemente. Espero que Kim Jong Un encontre outro caminho! É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos Estados Unidos. Enfrentarão fogo e fúria como o mundo nunca viu”. A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) contra-atacou afirmando que os Estados Unidos irão “sofrer uma derrota vergonhosa e uma condenação final caso persistam em suas aventuras militares, sanções e pressões extremas”. A ameaça ocorreu após a Casa Branca advertir os dirigentes stalinistas norte-coreanos de que o país está arriscando a sua destruição se continuar com o seu programa nuclear. A Coreia do Norte confirmou que planeja disparar quatro mísseis contra a ilha americana de Guam no Pacífico (um estratégico enclave militar ianque com 6.000 soldados), alegando que apenas a força faz sentido para o presidente americano, Donald Trump: “Um diálogo sensato é impossível com um sujeito assim, desprovido de razão, e com ele só funciona a força absoluta”, declarou o general Kim Rak-gyom. Como parte do cerco imperialista, o Japão afirmou “Apelamos firmemente à Coreia do Norte para que leve a sério as reiteradas advertências da comunidade internacional, acate as resoluções da ONU e se abstenha de realizar novas provocações”, disse o porta-voz do governo japonês Yoshihide Suga. A pedido da Casa Branca e com apoio da China e da Rússia, a ONU endureceu há alguns dias as sanções contra Pyongyang por seu programa nuclear, que pode custar ao estado operário burocratizado um bilhão de dólares anuais. As provocações de Trump vem subindo de tom após dois testes bem-sucedidos de mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) por parte da Coreia do Norte. O cenário se agravou ainda mais após reportagem do jornal The Washington Post em que oficiais de inteligência dos EUA informavam que a Coreia do Norte já teria capacidade de miniaturizar ogivas nucleares e acoplá-las em mísseis. O desenvolvimento dos programas de energia nuclear e comunicação na Coreia do Norte é uma necessidade de obtenção de uma alternativa de fonte energética e de monitoramento climático-militar diante do brutal bloqueio a que o país está submetido, tecnologia fundamental para possibilitar que Estado possa desenvolver projetos nesse setor com condições de enfrentar os períodos de adversidade climática, marcado também por secas e inundações. Nesse sentido, esta estrutura de energia atômica legitimamente desenvolvida também pode e deve ser utilizada pelo Estado operário norte-coreano para se defender das ameaças do imperialismo norte-americano através de seu enclave, a Coreia do Sul e o Japão, onde os EUA mantem bases militares desde o final da Segunda Guerra Mundial. Os recentes testes de mísseis balísticos em meio as provocações organizadas por Trump na Península coreana é um ato de autodefesa do Estado operário norte-coreano diante das ameaças do imperialismo. A imprensa pró-imperialista em todo planeta faz alarde acerca dos testes nucleares promovidos pela Coreia do Norte, afirmando serem uma “ameaça à humanidade”. Oculta, criminosamente, que só na Coreia do Sul, um enclave criado e militarizado pelos EUA, há um contingente militar acima de 40 mil soldados, mais de mil ogivas nucleares apontadas para o Norte. Como explicar que a Coreia do Norte não pode lançar um satélite ou inclusive testar um míssil ou uma bomba H, se quem a condena, os EUA, têm 439 satélites em órbita, sendo 98 deles para uso especificamente militar? Diante dessa realidade de conflito permanente não negamos a possibilidade da Coreia Popular, devido ao isolamento econômico imposto pela China restaurada e das provocações do império ianque, ser forçada a utilizar suas ogivas atômicas ou termo-nucleares contra o território “enclave” da Coreia do Sul ou mesmo o Japão. Com o fim da URSS e a perda dos parceiros comerciais do Leste europeu, a Coreia do Norte viu sua economia contrair-se em 30% nos cinco anos que se seguiram a 1991. Restou a China, hoje convertida ao capitalismo. A intensa reação ideológica mundial patrocinada pela mídia imperialista e o cerrado bloqueio econômico tendem, cada vez com maior intensidade, a estrangular o Estado operário. Como Marxistas Revolucionários, não podemos assumir diante de um conflito que pode ter proporções nucleares a “posição de avestruz” da maioria das correntes revisionistas, por isto declaramos em “alto e bom som” nosso apoio ao Estado Operário norte-coreano, apesar da burocracia dinástica que o governa. Devemos mobilizar amplos setores do proletariado e da juventude para repudiar as provocações militares do império ianque contra a Coreia do Norte e apontar o governo Trump como responsável pela escala militar. Por outro lado, não devemos nutrir a menor confiança política na capacidade de resistência da burocracia stalinista coreana, pronta para capitular a qualquer momento em troca de sua própria sobrevivência enquanto uma casta social privilegiada. A tarefa que se impõe no momento é o chamado ao conjunto do proletariado asiático que se unifique na bandeira da derrota do imperialismo ianque e seus protetorados militares da região, em particular convocando a classe operária do Sul para cerrar fileiras na luta pela reunificação socialista do país. Oficialmente, a Coreia do Norte está em situação de guerra contra os EUA e a Coreia do Sul, o armistício de Panmunjom, assinado em 1953, apenas estabeleceu uma trégua temporal entre os dois lados. O imperialismo ianque sabe que ao contrário de 1953, a Coreia do Norte não pode mais apoiar-se na URSS, hoje Rússia, e tampouco na China. Como diz o provérbio popular, que a vingança é um prato que se deve saborear a frio, os EUA esperam pacientemente responder a humilhante derrota sofrida na Guerra da Coreia, que só não foi maior devido à política stalinista de Mao Tsé Tung de contenção da revolução em toda a Ásia e Europa. Para os marxistas leninistas a tarefa da unificação socialista da Coreia se mantém tão vigente como na década de 50, mas sabemos muito bem que o primeiro passo para concretizar este objetivo passa pela derrota política e militar do imperialismo ianque, obstinado em liquidar as conquistas operárias ainda existentes na RDPC. Convocar o proletariado mundial, em particular a poderosa classe operária sul-coreana a defender incondicionalmente a Coreia do Norte, o que não significa em hipótese alguma depositar a menor confiança política no regime stalinista, como nos ensinou o “velho” Trotsky, “lutamos lado a lado de Stalin contra os inimigos da revolução, para depois acertarmos nossas próprias contas”. Como genuínos revolucionários, jamais nos somamos à sórdida e criminosa campanha da Casa Branca que sataniza o regime político da Coreia do Norte para debilitar o Estado operário; ao contrário, defendemos incondicionalmente suas conquistas sociais revolucionárias. Justamente por esta razão, nos opomos a essa “trégua nuclear” que a China deseja impor a Coreia do Norte e reivindicamos o legítimo direito de defesa da Coreia do Norte, inclusive utilizando seu arsenal bélico nuclear, para responder às provocações imperialistas. Para tanto, é preciso que o proletariado norte-coreano se oponha ao processo de restauração capitalista, seja pelas mãos da China ou dos EUA, pela via de uma revolução política para colocar à frente do Estado operário um autêntico partido comunista como alternativa proletária à empedernida burocracia stalinista.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

HÁ 4 ANOS DO GOLPE NO EGITO: FARSESCA “PRIMAVERA ÁRABE” PARIU UMA DITADURA MILITAR, UMA TRANSIÇÃO ORQUESTRADA PELO IMPERIALISMO E APOIADA PELA ESQUERDA REVISIONISTA (LIT, UIT, CMI)


Entre os meses de julho-agosto de 2013 houve um golpe militar no Egito e sua consolidação política. O desenrolar dos acontecimentos foi uma prova cabal do que a LBI afirmava anteriormente: não houve qualquer “revolução” no Egito, mesmo democrática, como pregada pelos revisionistas do trotskismo como o PSTU, a CST e a Esquerda Marxista. Ao contrário, vimos a volta da Junta Militar diretamente ao governo. Entretanto, as ácidas lições que devem ser apreendidas no Egito não param por aí. O fato de um amplo setor das massas apoiarem inicialmente o golpe das FFAA claramente orquestrado com o suporte do Pentágono contra o governo eleito da Irmandade Muçulmana (Mursi) significa que na ausência de um programa e de uma direção revolucionária o “povo na rua” pode apoiar saídas reacionárias. Como Leninistas não fazemos nenhum tipo de fetiche teórico da espontaneidade das massas, ainda mais na ausência de norte programático e inexistência de uma direção classista e revolucionária. Na época reafirmamos que tanto no Egito como no Brasil (Jornadas de Julho), sem o protagonismo histórico do proletariado o movimento das massas pode facilmente girar à direita e convergir com interesses reacionários das classes dominantes. Ao contrário, os Morenistas apoiaram os “rebeldes” pró-OTAN na Líbia, saudaram os mercenários na Síria e no Egito defenderam a unidade com os militares golpistas a serviço da Casa Branca. Hoje, como em 2013, declaramos que para avançar rumo a uma verdadeira revolução no Egito, ainda que seja democrática, será preciso que o proletariado imponha suas próprias demandas de classe, sem estabelecer nenhuma “unidade tática” com a cúpula das FFAA, que até hoje governa abertamente a serviço do imperialismo ianque no comando de um brutal regime repressivo! Esse debate faz-se muito importante porque na Venezuela está em curso um ofensiva reacionária da direita fascista, que deseja inclusive ter o apoio de um setor das FFAA para derrubar o governo Maduro, movimento golpista que vem novamente sendo apoiado pelo PSTU e CST, cinicamente apresentando-o como uma "rebelião popular" como fizeram no Egito.


BANHO DE SANGUE NO EGITO: GOLPISTAS MASSACRAM APOIADORES DE MURSI, DECRETAM ESTADO DE EMERGÊNCIA E TOQUE DE RECOLHER...ESSA É A "REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA" TÃO FESTEJADA PELOS REVISIONISTAS DO TROTSKISMO?
(Blog da LBI, 9 de agosto de 2013)

As FFAA promoveram um novo massacre no Egito durante as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 09/08. Em uma verdadeira operação de guerra mais de 600 apoiadores da Irmandade Muçulmana foram mortos pelo exército, que acaba de decretar o toque de recolher e o Estado de Emergência por um mês como nos tempos de Mubarak. Mais de 10 mil apoiadores de Mursi ficaram gravemente feridos quando protestavam contra a ampliação do prazo de prisão do presidente deposto. A resistência ao golpe vem se ampliando no Egito e o massacre provocou uma crise no gabinete golpista a ponto do vice-presidente “interino” do Egito, Mohamed ElBaradei, homem de confiança do imperialismo ianque, anunciar sua renúncia. Tal decisão demonstra que os EUA resolveram aparentar que estão contra a repressão enquanto, de fato, apoiam a medida de força tomada pelos generais que não agem sem o aval do Pentágono. Segundo a imprensa local, houve intensos confrontos na capital do país com as FFAA atacando os manifestantes e acusando-os de “terrorismo”. As forças de segurança - com policiais, metralhadoras, blindados e helicópteros - atacaram acampamentos dos seguidores do deposto presidente, deixando um rastro de sangue e destruição pelas ruas de Cairo. Frente a mais este massacre, o que nos dizem os apoiadores do “golpe revolucionário” no Egito?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

“MAIS” FORMALIZA ENTRADA NO PSOL ANUNCIANDO A “NOVA” FORMULAÇÃO DO “LENINISMO DO SÉCULO XXI”: UMA MAQUIAGEM DO VELHO COMBATE SOCIALDEMOCRATA A ESTRUTURA DE UM PARTIDO CENTRALIZADO E DE QUADROS PROFISSIONAIS À SERVIÇO DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA

Por: Candido Alvarez, ex-dirigente da CS 
(Convergência Socialista) no início dos anos 80


O anúncio do ingresso formal do MAIS no PSOL, cujo prognóstico político a LBI já tinha realizado há um ano atrás (mesmo sem possuir nenhuma bola de cristal), foi seguido por um intenso debate nas redes sociais, apesar de poucos dirigentes da velha guarda Morenista (PSTU, CST, MES etc...) tenham deixados suas impressões digitais nesta discussão. Porém a militância mais jovem e de base do PSTU e do MAIS travou o "duelo" político centrando fogo na questão do "reformismo e eleitoralismo" do PSOL de um lado e do outro na necessidade da unificação da "esquerda socialista" como uma alternativa a "falência do PT". Ficou cristalino que nenhum dos dois campos, embora bem ácidos entre si, abordou a questão fulcral desta polêmica: A diluição ideológica de uma camada de antigos quadros formados em uma organização centralizada  que se reivindicava Leninista (embora no último período histórico muito timidamente), no projeto estratégico de um partido social-democrata "moderno" onde programaticamente suas tendências internas tem forte afinidade com o chamado "ecossocialismo", uma versão "teórica" maquiada de "sustentabilidade" para rejeitar visceralmente os princípios básicos do Bolchevismo e da Ditadura do Proletariado. Não por coincidência a principal contribuição programática de "peso" ao ingresso do MAIS ao PSOL veio de João Machado, ex-dirigente da ORMDS, tendência DS do PT, Enlace, Insurgência e agora corrente interna COMUNA (as três últimas no PSOL). Machado é quem melhor representa no Brasil as ideias de dissolução de uma organização Leninista em um novo agrupamento "socialista" (obviamente não Comunista), apologético do desenvolvimento sustentável de um modo de produção com "rosto humano", com forte proteção social por parte do Estado, e "responsavelmente ecológico", batizado de "ecossocialismo". Esta é a atual plataforma ideológica do SU (Secretariado Unificado,principal centro do revisionismo clássico da IV Internacional), após a morte de Enerst Mandel, o último representante do legado Trotskista no interior da corrente internacional. Hoje o SU tem a "cara" do teórico Michel Lowy e suas teses do ecossocialismo, como uma alternativa de construção societária tanto ao "velho capitalismo predador", como a "superada Ditadura Proletária estatizante, autoritária e Leninista". João da Comuna, em seu artigo de saudação aos novos companheiros do PSOL, chama o MAIS a "responsabilidade" de seu novo papel histórico de ruptura com a herança Morenista, convocando-o para a adesão das teses ecossocialistas, assim como fez o MES (também simpatizante do SU), a Insurgência e outros grupos menores. Portanto fica bastante claro aos militantes mais lúcidos que a disjuntiva posta para o MAIS não foi a de simplesmente praticar entrismo em um partido reformista maior (já que o PSOL sequer pode ser caracterizado como um partido de massas e enraizado na classe operária como foi o PT), ou mesmo "priorizar a questão eleitoral", o rádice da questão é bem mais profundo, trata-se de uma virada de "concepção de mundo" por parte de antigos quadros dirigentes Morenistas, descrentes da perspectiva da revolução proletária, impulsionada por um partido Leninista de vanguarda. O conteúdo do "Leninismo do Século XXI", publicitado pelo prof. Valério na abertura do congresso do MAIS, vai bem mais além da capitulação a política oficial de colaboração de classes do PSOL (como foi o silêncio da nova tendência interna a coligação estabelecida pelo partido com a REDE na recente disputa pelo governo do Amazonas), significa um "salto de qualidade" na superação ideológica da concepção Leninista do Partido Bolchevique, ou mesmo uma "nova" (velha) formulação programática que rejeita a estruturação de um partido centralizado e de quadros profissionais à serviço da revolução socialista. Com um ano de construção e cerca de milhar de "militantes", o MAIS sequer publicou um único jornal (não venham me falar em falta de recursos materiais quando seus dirigentes passeiam pelo mundo em turismo familiar nada "econômico"), não possuem uma sede pública nacional e ao que tudo indica seus principais quadros não tem a obrigatoriedade de uma cotização financeira regular. Estes elementos organizativos não são "detalhes" técnicos operacionais, marcam uma concepção Menchevique de partido, compartida por todas as correntes ecossocialistas do PSOL, que mantém suas estruturas internas ancoradas nos gabinetes dos parlamentares do partido, em última instância dependem do Estado burguês para sobreviverem politicamente. Por isso mesmo o ecossocialismo não pode conceber um regime social por fora da democracia capitalista, bem "civilizada" e não "antropofágica", como nos países europeus nórdicos, as referências políticas contemporâneas para os neorrevisionistas.  É verdade que o MAIS recém está dando seus primeiros passos na "nouvelle école" de Michel Lowy, a completa dinâmica teórica de sua futura trajetória ainda é incerta, porém é certo que seus antigos cânones da LIT estão completamente despreparados para travarem um debate programático consistente com seus ex-camaradas, pela simples razão de que também estão corroídos pelo "cupim" da democracia burguesa e seu regime de benesses sindicais e corporativas, apesar de ainda proclamarem formalmente a vigência do partido Leninista. O caminho da dissolução ideológica no PSOL não tem retorno, as forças centrífugas da pequena burguesia para liquidar o passado Trotskista são poderosas, como testemunhou presencialmente João Machado e sua "COMUNA", apenas uma pálida sombra do que foi a Organização Revolucionária Marxista Democracia Socialista, um prenúncio do que será o futuro político do MAIS.

Assis Araújo, bancário e militante do MAIS,
 recebe o livro da LBI com bastante interesse político

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

SEM DENUNCIAR O SILÊNCIO CRIMINOSO DE FREIXO DIANTE DA INTERVENÇÃO MILITAR NO RIO DE JANEIRO O MRT PEDE NOVAMENTE INGRESSO NO PSOL COM O OBJETIVO DE SEGUIR O CAMINHO DE DISSOLUÇÃO DO “MAIS”


Já fazem mais de 15 dias que o Rio de Janeiro está sob intervenção das FFAA, uma militarização voltada fundamentalmente para reprimir o povo pobre e negro, além dos servidores públicos que lutam contra o ajuste neoliberal imposto pela quadrilha de Pezão e Temer. Durante esse período, o PSOL-RJ não emitiu sequer uma nota pública repudiando a ação do Exército. Marcelo Freixo, principal referência da esquerda carioca, que todos os dias usa as redes sociais para informar sobre as atividades de seu mandato parlamentar mantém-se “bem caladinho” sobre o tema apesar das tropas estarem ocupando morros e favela. Freixo não deseja chocar-se com a chamada “opinião pública”, ou melhor, com seus eleitores de classe média que defendem “mais segurança” diante da barbárie social imposta pelo roubo dos cofres públicos pela máfia do PMDB. O MRT, que apoiou a candidatura de Freixo para prefeito da capital fluminense, longe de denunciar essa política de apoio envergonhado do PSOL-RJ e de Freixo a intervenção militar no Rio de Janeiro, limitou-se a registrar diplomaticamente no meio de um artigo que: “Frente a essa situação é imprescindível que a esquerda, que em sua maioria segue calada frente à ocupação militar no Rio, encampe uma verdadeira campanha pela retirada imediata das tropas” (Esquerda Diário, 06/08). Recorrendo a uma crítica genérica a “esquerda” em geral o cínico MRT não denuncia diretamente o silêncio de Freixo, o maior expoente político e eleitoral da “esquerda” no Estado. Ao contrário, acabou de lançar um novo apelo para a direção do PSOL solicitando o ingresso na legenda socialdemocrata comandada por Ivan Valente, Luiz Araújo, Freixo e Chico Alencar. Para reforçar seu pedido declarou justamente como uma espécie de “passaporte” o apoio eleitoral que deu a Freixo nas eleições de 2016! Em um artigo publicado no mesmo dia também no Esquerda Diário (06/08), Diana Assunção declara “No Rio de Janeiro, durante o segundo turno, atuamos na campanha de Marcelo Freixo com um perfil anticapitalista, em combate frontal com o candidato Marcelo Crivella chegando a mais de 200.000 acessos no Esquerda Diário somente nesta cidade” como uma prova de fidelidade política ao PSOL. Em resumo, mesmo com Freixo e a direção do PSOL avalizando a intervenção militar das FFAA no Rio de Janeiro, o MRT volta a "suplicar" seu ingresso na legenda, reclamando que não foram aceitos como o MAIS do Prof. Valério Arcary: “Há alguns dias o MAIS, jovem organização que vem de uma ruptura com o PSTU a partir de rechaçar a posição de apoio ao golpe institucional, anunciou sua entrada no PSOL. Assim como em relação a outras correntes internas do PSOL, temos debates públicos e divergências com a política desta organização. Isso não nos impede de reivindicar a entrada do MAIS no PSOL, caminho que consideramos correto apesar de discordar da política de apoio às Diretas Já e de adaptação às burocracias sindicais durante as grandes paralisações nacionais no país. Mas a direção do PSOL precisa responder quais foram os critérios para aceitar a entrada do MAIS e seguir negando a entrada do MRT sem nenhuma resposta clara e séria”. O MRT nega-se a delimitar com Freixo para não se chocar com os “figurões” do PSOL, mesmo quando é público que o parlamentar é um fervoroso entusiasta da política das UPPs, iniciada pelo governo de Sérgio Cabral. Ao contrário dessa conduta vergonhosa do MRT, os Marxistas Revolucionários tem a obrigação de denunciar o papel de Marcelo Freixo, defensor das ultra-reacionárias UPPs e da “Operação Lava Jato”. Chamamos os trabalhadores e sua vanguarda a enfrentar essa ofensiva reacionária rompendo a paralisia imposta pelas direções reformistas e frente populista (PT, PCdoB e do PSOL), enquanto o MRT faz justamente o oposto, alimenta ilusões no PSOL! Para demonstrar seu servilismo ao reformismo, o MRT lembra que nos últimos anos disciplinadamente ajudou a eleger os parlamentares do PSOL e votou nos seus candidatos a prefeitos, como queridinho da Rede Globo, Marcelo Freixo: “Esta confluência com a posição majoritária das correntes do PSOL permitiu uma nova discussão sobre a nossa entrada, desta vez avançando diretamente para uma experiência em torno das filiações democráticas nas eleições em 2016. Em 5 cidades, o MRT apresentou candidaturas pelo PSOL: Carolina Cacau no Rio de Janeiro (1842 votos), Diana Assunção em São Paulo (3590 votos, a 11ª mais votada do PSOL na cidade), Maíra Machado (1496 votos, a mais votada do PSOL no ABC e a 41ª vereadora mais votada da cidade de Santo André), Flávia Valle em Contagem (693 votos, a mais votada do PSOL na cidade e proporcionalmente a quinta mais votada da esquerda na região metropolitana de Belo Horizonte) e Danilo Magrão em Campinas (1009 votos, o 4º mais votado do PSOL na cidade). No Rio de Janeiro, durante o segundo turno, atuamos na campanha de Marcelo Freixo”. O recente ingresso do MAIS para diluir-se posteriormente no PSOL e a nova "súplica" do MRT para ser aceito na legenda social-democrata justamente quando Freixo não denuncia a intervenção das FFAA no Rio de Janeiro demonstra que esses agrupamentos abandonaram o norte da revolução socialista e mesmo com ritmos distintos estão integrando-se ao reformismo que não “abre o bico” diante do brutal recrudescimento do regime político. Freixo, Chico Alencar e todos os parlamentares do PSOL-RJ estão neste momento por sua covardia política postando-se de fato no campo da burguesia e do imperialismo (apoiam vergonhosamente a direita golpista na Venezuela), como agora diante de mais esta intervenção militar contra os pobres e negros da periferia e morros da “Cidade Maravilhosa”.

domingo, 6 de agosto de 2017

ELEIÇÕES NESTE DOMINGO: "LENINISMO DO SÉCULO XXI" DO GRUPO "MAIS" JÁ DEBUTA SUA DILUIÇÃO NO PSOL APOIANDO O CANDIDATO DA REDE MARINISTA AO GOVERNO DO AMAZONAS


Mal anunciou sua nova formulação "teórica" na abertura do congresso do MAIS, o prof.Valério Arcary principal dirigente desta tendência revisionista que acaba de se "dissolver" no PSOL, já teve oportunidade de colocar em prática o amálgama burlesco do tal "Leninismo do Século XXI". A "prova de fogo" do MAIS ao ingressar no PSOL não poderia ser melhor escolhida: Apoiar a chapa REDE/PSOL ao governo do estado do Amazonas. As eleições excepcionais ocorrem neste hoje domingo (06/07), em função do TSE ter cassado o mandato do então governador José Melo do PROS, em conjunto com seu vice Henrique Oliveira do SOLIDARIEDADE. O PSOL de forma consensual deliberou formar uma aliança eleitoral como vice na chapa da REDE, encabeçada pelo deputado estadual Luiz Castro, um pilantra oportunista bastante conhecido no estado com recente passagem pelo PPS de Roberto Freire. O "quadro" oferecido pelo PSOL para compor a coligação burguesa como vice faz jus ao quilate político da chapa, trata-se do delegado de polícia João Victor Tayah, um nome ligado a repressão dos movimentos sociais e a população mais humilde da periferia de Manaus. O mote político da chapa ao governo não poderia ser mais reacionário e vinculado logicamente a famigerada Operação Lava Jato: "Opção Ficha Limpa", naturalmente excluindo todos militantes da esquerda perseguidos e processador pela justiça patronal. O PT no Amazonas lançou uma chapa puro sangue, rejeitando o convite do PCdoB para integrar a frente eleitoral com o PMDB do senador golpista Eduardo Braga, já o PDT do falsário Ciro Gomes uniu-se ao PSDB lançando o ex-governador, o mafioso Amazonino Mendes. O PSOL se sente absolutamente confortável ao lado do partido de Marina Silva e do senador Randolfe Rodrigues ex-dirigente do partido até pouco tempo atrás, afinal compartem da mesma plataforma programática em defesa de um "capitalismo sustentável e socialmente responsável", cabe aos revisionistas do grupo MAIS, que "vieram de longe"  e acabaram abraçados com Marina no Amazonas, a tarefa de "desenhar" este partido reformista para a sua militância como a legítima representação do "socialismo democrático". Porém a recente aliança celebrada no Amazonas é apenas o prenúncio do que Ivan Valente e Marcelo Freixo costuram a nível nacional, um acordo com a REDE em torno da candidatura do deputado Chico Alencar somado a algum nome indicado pela "República de Curitiba" que venha a se filiar no partido de Marina, possivelmente o procurador Delagnoll ou mesmo o justiceiro fascista Sérgio Moro. Neste caso o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) poderia ser vice ou cabeça de chapa ao Planalto dependendo do peso do nome indicado pela REDE. Logicamente uma coligação desta envergadura entre o PSOL e a REDE, teria como objetivo central da burguesia debilitar a candidatura de Lula em 2018, facilitando o caminho de uma apertada vitória tucana contra o PT. Não é novidade para ninguém que a máfia da Famiglia Marinho apoiou ostensivamente a candidatura de Marcelo Freixo a prefeitura do Rio nas últimas eleições do ano passado, agora o PSOL e REDE tentam obter o mesmo "compromisso" da GLOBO para 2018, já trabalhando na possível aliança ao governo do estado entre o deputado Molon e os "socialistas" da ética do capital financeiro. Vale enfatizar que entre todas as tendências internas do PSOL apenas a "Esquerda Marxista" estabeleceu uma tímida crítica a coligação com a REDE no Amazonas, mas ficando absolutamente calada em relação a indicação do reacionário delegado de polícia Joao Victor, vice do PSOL na chapa do deputado Luiz Castro. O MAIS que "orgulhosamente" publicitou sua adesão fiel aos cânones programáticos do PSOL, orientou sua militância na região amazônica a permanecer "cega,surda e muda" diante da política de alianças com a burguesia no norte do país, um prenúncio político de que o "Leninismo do século XXI" agirá da mesma forma nas eleições gerais de 2018, em busca da eleição de um parlamentar na sombra dos oportunistas Freixo ou Chico Alencar.