terça-feira, 23 de maio de 2017

VISITA DE TRUMP A ISRAEL: TODO APOIO À GREVE GERAL NA PALESTINA PELA LIBERDADE IMEDIATA DOS PRESOS POLÍTICOS DAS GARRAS DO ENCLAVE SIONISTA! POR UMA NOVA INTIFADA!


Hoje entramos no 37º dia da greve de fome dos cerca de 1500 presos políticos palestinos nas cadeias israelenses. Em solidariedade a seus lutadores milhares de palestinos na Faixa de Gaza, Cisjordânia e mesmo em Israel (o enclave ocupante) aderiram em massa à Greve Geral convocada para os apoiar, fechando lojas e comércio. É “a primeira vez desde a Primeira Intifada palestina (1987-1993) que uma Greve Geral é observada na Margem Ocidental ocupada, no território palestino ocupado em 1948 (atual Israel) e na diáspora”, destacou, em nota a Comissão da Imprensa para a Greve da Fome Liberdade e Dignidade. A paralisação que se iniciou nesta segunda-feira teve uma adesão massiva fechando escolas, instituições públicas, bancos e transportes nos territórios ocupados e no interior do enclave sionista. Esta Greve Geral é a segunda empreendida pelos palestinos desde que os 1500 prisioneiros entraram em greve de fome nas cadeias israelenses, em 17 de Abril. A primeira, também com ampla adesão, realizou-se no 11.º dia da luta. Os presos políticos em greve de fome exigem, entre outros direitos básicos, os direitos às visitas familiares e a prosseguir os estudos, cuidados médicos apropriados, o fim do isolamento e da detenção administrativa. Desde o início da manhã, grupos de grevistas cortaram as vias de acesso a Ramallah, principal centro comercial da Margem Ocidental, usando pedras e pneus. À tarde, vários pontos dos territórios ocupados foram palco de manifestações em solidariedade com os presos em greve de fome. Nas regiões de Hebron e Ramallah, as forças israelenses reprimiram de forma violenta os protestos e registaram-se confrontos, nomeadamente nas imediações do ponto de controle militar de Qalandiya. Pelo menos 20 palestinos foram feridos a tiro, um deles com gravidade. A Greve Geral teve lugar no dia em que o presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a Israel. Na cidade de Rafah, na Faixa de Gaza cercada, um grupo de manifestantes ateou fogo a bandeiras de Israel e dos Estados Unidos da América e incendiou um boneco com uma foto de Donald Trump à cabeça. Em Israel, houve protestos contra a visita de Trump e as suas políticas em Telaviv e Jerusalém. Para hoje, foi agendado um “Dia de Raiva” nos territórios ocupados da Palestina, tendo em conta um breve deslocamento de Trump a Belém, na Margem Ocidental ocupada, para um encontro com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade palestina. Em seu segundo dia de viagem a Israel e à Palestina, o presidente Donald Trump visitou à Cisjordânia ocupada. Em Belém, ele se reuniu com o presidente palestino, Mahomoud Abbas. Trump reafirmou sua intenção de mediar um acordo de paz definitivo entre palestinos e israelenses. Eles caminharam juntos por tapete vermelho nas proximidades do palácio sede do governo palestino, participaram de uma cerimônia de execução dos hinos nacionais dos Estados Unidos e depois tiveram uma conversa reservada por cerca de 20 minutos. Em declarações à imprensa após o encontro, em Belém, ambos condenaram o ataque de ontem à noite em Manchester. E Trump se ofereceu novamente para mediar um farsa em torno de um suposto “acordo definitivo de paz” entre Israel e Palestina. “Já falei com o presidente israelense, Reuven Rivlin e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. E eles estão prontos para trabalhar nisso. E estou aqui para ajudar. Paz é uma escolha, e o Estados Unidos estão aqui para apoiar e fazer este sonho possível”, afirmou. Abbas ponderou e disse que está pessimista por alguns aspectos, e otimista por outros. Ele afirmou que para alcançar a paz há alguns pontos difíceis na negociação até agora, como a divisão dos territórios israelenses e palestinos, bem como o reconhecimento do Estado Palestino. Mas frisou estar otimista com o fato de que ambos os países: Estados Unidos, Israel e Palestina têm um alvo em comum, que é combater o terrorismo. Enquanto o encontro entre os dois líderes acontecia, em Belém, centenas de manifestantes marcharam, em um protesto pacífico, carregando fotos dos prisioneiros palestinos em greve de fome há 37 dias. Para nós, a justa aspiração do povo palestino pela sua pátria, a retomada de seu território histórico e a edificação de seu Estado nacional apenas podem ser alcançados ligando as tarefas democráticas pendentes com a luta pela revolução social. Essa imposição decorre do controle que o imperialismo exerce sobre a região e devido ao caráter de enclave militar de Israel, um Estado artificial montado pelos EUA para controlar o Oriente Médio. A utopia reacionária da existência de “dois estados” convivendo lado a lado, um sendo uma máquina de guerra instalada no território palestino e outro um “Estado-bantustão”, revela-se uma farsa. Essa fraude é o único “Estado palestino” que o imperialismo e Israel estão dispostos a aceitar. A única via para a vitória palestina é a unidade revolucionária dos explorados árabes alicerçada em um programa marxista que defenda a destruição da máquina de guerra nazi-sionista. Para avançar nesta tarefa é imprescindível superar a orientação contrarrevolucionária da ANP de Abbas e edificar, sob os escombros da ordem capitalista na região, a Federação das Repúblicas Socialistas Árabes! A conquista da verdadeira pátria palestina no conjunto dos territórios históricos rapinados pela máquina de guerra sionista, rumo à edificação de uma Palestina soviética, em todo o território histórico, baseada em conselhos de operários e camponeses palestinos e hebreus!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

PCO SE COLOCA CONTRA AS “DIRETAS JÁ” NÃO POR DEFENDER UMA SAÍDA REVOLUCIONÁRIA DIANTE DO COLAPSO DE TEMER, APOSTA SUAS FICHAS NO “VOLTA DILMA” COM SAUDADE DOS ATAQUES NEOLIBERAIS DE LEVY E DO “TROCO” QUE RECEBIA DO PLANALTO PARA ALUGAR A LEGENDA AO PT

O PCO tem se caracterizado no último período por ser uma sublegenda do PT e, mais particularmente, um defensor incondicional do governo Dilma que comprou (pagando uma “merreca”) seus serviços políticos. Causa Operária negou-se a denunciar os ataques neoliberais contra os trabalhadores impostos pelo governo Dilma e seu ministro rentista Joaquim Levy em nome de “combater a direita”. Com o Golpe Parlamentar, defendeu a “anulação do impeachment pelo STF”, ou seja, que as próprias instituições burguesas golpistas recolocassem Dilma no Planalto. Agora, diante da queda iminente de Temer, o PCO agita a bandeira do “Volta Dilma”. Isso mesmo, como vemos na foto!!! Rui Pimenta reivindica que a austera gerente petista, que aplicou um duro e covarde programa neoliberal em seu governo (restrição ao seguro desemprego, privatizações, cortes das pensões, entregou o ministério da Fazenda ao Bradesco de Joaquim Levy) volte para impor a agenda que Temer não conseguiu emplacar. Propõe que o chamado “Ocupe Brasília” deste dia 24 tenha como eixo o “Volta Dilma”, via a pressão no STF!!! Veja o que apregoa o PCO: “Por não serem eleitos pelo povo, os ministros do STF não sentem que devem prestar nenhuma contrapartida para a população. Irão sentir a pressão dos trabalhadores no próximo dia 24 de maio, data que todos devem comparecer no ato marcado para a frente do STF em Brasília, para exigir dos golpistas a imediata anulação do impeachment” (CO On line, 22/05). O PCO critica a proposta de “Diretas Já” ou “Eleições Gerais” não para defender uma alternativa revolucionária de poder dos trabalhadores, mas sim para que Dilma volte à Presidência da República! Por isso declara “Adotar a palavra de ordem de ‘diretas já’ significa acabar com a luta contra o golpe, é uma capitulação diante da direita e enfraquece o movimento de luta contra o golpe. É aceitar de cabeça baixa o golpe que deram em Dilma Rousseff e em todo o povo” (CO On line, 21/05). O PCO rechaça o chamado pelas “Diretas Já” porque seria uma “traição à Dilma” e não porque é uma saída nos marcos da institucionalidade burguesa que fortalece o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos, totalmente dominado pelo poder econômico capitalista e manipulado pelas urnas "roubotrônicas". Como se observa, o chamado a “Greve Geral” feito por Causa Operária teria como objetivo pressionar o mafioso Supremo a empossar Dilma novamente e não para colocar abaixo as apodrecidas instituições do regime burguês a fim de abrir caminho para a construção de organismos de poder operário e popular, bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista! Como se vê, o PCO que foi beneficiado com o “troco” do bilionário Fundo Partidário durante o governo Dilma (que agora encontra-se ameaçado) tornou-se uma legenda a serviço da Frente Popular, sendo integralmente fiel a gerentona petista, defendendo o “Volta Dilma”, reivindicação que nem mesmo o PT levanta, mas somente a anturragem mais próxima da ex-presidente! Essa posição vergonhosa demonstra o nível de corrupção política e material em que está mergulhado o PCO de Rui Pimenta. Outro exemplo de sua função de sublegenda do PT é o papel que desempenha nas eleições para a APEOESP (Sindicato dos Professores de SP) que ocorrem agora no dia 25, sendo uma chapa laranja da Articulação Sindical, montada inclusive com nomes indicados pelo PT e a CUT! Quando afirmamos que o “giro a direita” do PCO no início da crise do governo Dilma não era apenas uma “deformação política” mas sim um avançado processo de corrupção política e material, muitos ativistas acharam que nossa avaliação era um “exagero”. Agora, com essa conduta escandalosa de Causa Operária em reivindicar o “Volta Dilma”, negando-se a aproveitar a crise terminal do governo Temer para defender a luta por um Governo Operário e Camponês, palavra de ordem central do trotskismo em momento de debacle do regime burguês e suas instituições carcomidas, até os mais “crédulos” perceberam que a seita comandada por Rui Pimenta se vendeu totalmente para Dilma e sua anturragem burguesa. Fica evidente que imploram pelo “Volta Dilma” para continuar ganhando seu “troco” da gerentona petista!!!
FRANÇA MAIO DE 1968 – FRANÇA MAIO DE 2017: 49 ANOS DE UM ABISMO IDEOLÓGICO


A revolta dos jovens descendentes de imigrantes que explodiu recorrentemente nos subúrbios de Paris e as atuais manifestações contra a reforma trabalhista de Emmanuel Macron logo após as eleições presidenciais no começo desse mês nos faz lembrar a radicalização das manifestações da juventude durante o Maio Francês de 1968. Mas há um profundo abismo ideológico entre as revoltas atuais e o ímpeto revolucionário da juventude em 68, que esteve intimamente conectado com a ascensão do movimento operário que, desde o ano anterior, vinha produzindo uma intensa onda de greves por toda a França, refletindo a resistência da classe operária às medidas que atacavam os salários, geravam desemprego e atentavam contra as conquistas sociais do proletariado, tais como a previdência social e o direito de greve, política adotada pelo governo do general Charles De Gaulle diante da crise decorrente do esgotamento da relativa prosperidade econômica do breve período do pós-guerra, caracterizado pela reorganização da indústria francesa destruída durante a guerra. A fusão das lutas estudantis com as greves espontâneas, com piquetes e ocupações de fábricas, transformou a revolta estudantil numa insurreição de massas, levando 10 milhões de trabalhadores a se colocarem em greve em todo o país, rompendo com a política de colaboração de classes das direções sindicais controladas pelo stalinismo. As principais fábricas e os setores estratégicos da economia foram colocados sob o controle operário através dos Comitês de Greve, que organizavam a autodefesa dos manifestantes, controlavam a produção, preparavam as barricadas e abasteciam de alimentos os operários das fábricas em greve. Estabeleceu-se uma dualidade de poderes que colocou em xeque o domínio da burguesia.

domingo, 21 de maio de 2017

EM FORTALEZA, MAIOR ATO DO PAÍS PELO “FORA TEMER” VIRA COMÍCIO PELO “LULA LÁ”


Em todo o país ocorreram neste domingo atos pelo “Fora Temer, Diretas Já”. Convocados pela CUT, a Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem medo, as marchas tiveram de fato como eixo político central a defesa da candidatura Lula (PT). Em Fortaleza ocorreu a maior concentração e passeata do dia. Entre 15 a 20 mil pessoas compareceram a manifestação, que foi dirigida pelo presidente estadual do PT, Diassis Diniz. No pico da atividade, a principal palavra de ordem foi “Diretas Já, Lula lá!”. Não por acaso, todos os parlamentares petistas, incluindo o ex-líder do governo Dilma na Câmara dos Deputados, José Guimarães e a ex-prefeita Luzianne Lins estavam no carro de som, unidos na defesa de “Lula Presidente”. Tanto a ala ligada a oligarquia Gomes como a DS e seus satélites se uniram pela defesa das eleições diretas. As outras forças políticas presentes (PSOL, PCB, MAIS) unidas em defesa das “Diretas Já” serviram como plateia para a campanha eleitoral da candidatura do PT na capital cearense. O mesmo se repetiu por todo o país, como São Paulo e BH. A defesa das eleições diretas se encaixa como uma luva nos planos da direção petista, já que se convocada para outubro (após a aprovação de uma PEC), as eleições presidenciais ocorreriam dentro dos marcos da institucionalidade burguesa, com o PT voltando a ser gerente dos negócios da burguesia. Nesse interregno, Temer ou Rodrigo Maia aprovariam as reformas neoliberais (previdência e trabalhista) sem deixar esse ônus para Lula. A LBI não participou destas manifestações pelas “Diretas Já” deste domingo (21.05) porque esse eixo político fortalece uma saída burguesa para a crise do regime político. Levantamos a necessidade de construir uma alternativa de poder dos trabalhadores, que não passa pelas “Diretas Já”, “Eleições Gerais” ou pela convocação de uma “Assembleia Constituinte”, todas saídas para conter a crise nos marcos da democracia burguesa. Nosso chamado é pela convocação de um Congresso Nacional dos Trabalhadores como embrião de uma alternativa de poder dos trabalhadores!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

ORGANIZAR UM CONGRESSO NACIONAL DOS TRABALHADORES COMO ALTERNATIVA DE PODER REVOLUCIONÁRIO À CRISE DO REGIME BURGUÊS! EXIGIMOS A CONVOCAÇÃO DE UMA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO ATÉ A DERRUBADA DO GOVERNO TEMER E SUAS REFORMAS!


Diante da crise política que está mergulhado o governo Temer e o conjunto do regime político burguês é necessário convocar imediatamente uma Greve Geral por tempo indeterminado para derrubar o canalha golpista e suas reformas neoliberais. No curso desse combate de classe, faz-se necessário organizar um Congresso Nacional dos Trabalhadores, agrupando o movimento operário, popular e estudantil, ampla e democraticamente convocado, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores. A LBI lança um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa. O seu caráter não é meramente sindical e sim o embrião de um organismo político de frente única capaz de agrupar todos os setores explorados do país para assentar as bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista!
RENTISTAS AMIGOS DA FAMÍLIA MARINHO GANHAM BILHÕES EM UM ÚNICO DIA, SEM QUE O STF, MORO OU PF POSSAM ACUSÁ-LOS DE "CORRUPÇÃO"


Muitos tem se perguntando porque as mafiosas organizações Globo decidiram "detonar" o golpista Temer antes mesmo do fim do seu mandato tampão que tanto patrocinaram. A primeira hipótese que logo vem a tona seria a incapacidade do "gerente" golpista em aprovar a malfadada reforma da Previdência no Congresso Nacional. Porém a precipitação da crise política com o vazamento privilegiado para o jornal "O Globo" das gravações feitas pelo dono da JBS, Joesley Batista, pode corresponder a interesse financeiros imediatos de grupos econômicos muitos próximos a Famiglia Marinho. No próprio dia do "furo" do Globo (17/05), o índice Bovespa alcançava sua melhor marca no ano e a cotação do dólar uma forte baixa. Como o vazamento ocorreu somente a noite da quarta-feira, portanto após o fechamento dos pregões da bolsa e do dólar, somente na manhã do dia 18/05 as bolsas despencaram e o dólar subiu mais de 10%, ou seja os rentistas que detinham as informações que o vazamento ocorreria somente a noite puderam comprar bilhões de dólares na "baixa" e vender bilhões de ações na "alta". Lucro "limpinho e honesto" no caixa de grandes rentistas que obtiveram as informações diretas da Famiglia Marinho. Tudo muito bem planejado pela máfia financeira que utilizou um "singelo" jornalista (Lauro Jardim) para obter alguns bilhões de Reais com a especulação do mercado, sem que Moro, o STF ou a PF posam o acusá-los de "corrupção". É a lógica de acumulação do capital bem superior a dinâmica do mero jogo da política burguesa e da troca dos "gerentes" do Estado capitalista.
RENUNCIA DE TEMER: FAMIGLIA MARINHO E BONAPARTISMO JUDICIÁRIO DESEJAM LIVRAR-SE DE UM GOVERNO FRÁGIL PARA IMPOR SEU “SALVADOR DA PÁTRIA”... NOSSA RESPOSTA: CONSTRUIR A GREVE GERAL POLÍTICA COMO EMBRIÃO DE PODER DOS 
TRABALHADORES!


Depois de “denunciar” as negociatas de Temer com os donos da JBS, a Famiglia Marinho, junto com Janot, Fachin, Deltan e Moro já se organizam para impor uma saída pela direita para a crise do regime político. Os colunistas da Globo anunciam previamente a renúncia de Temer ainda hoje e apostam nas eleições indiretas no Congresso Nacional para encontrar um nome de consenso, possivelmente oriundo do judiciário (como Nelson Jobim ou Carmem Lúcia) que comandaria o governo- tampão até 2018, quando imporia pela via eleitoral uma gerência bonapartista legitimada pelas urnas, tendo como possibilidade o próprio Juiz Moro ou mesmo o ex-herói do “Mensalão” Joaquim Barbosa. Lula serviria para dar ares democráticos ao circo eleitoral fraudado. Desta crise nas alturas, a ala burguesa ligada diretamente aos interesses do imperialismo conseguiria parir um governo de “mão forte” para completar as reformas que Dilma e Temer não foram capazes de levar adiante. Nesse cenário, para barrar os planos da classe dominante, os trabalhadores não pode apostar em nenhuma saída eleitoral, devem lutar por uma alternativa própria e de classe, derrotar o governo de plantão com a construção da Greve Geral que se constitua como embrião de poder dos trabalhadores! 
EM TEMPO: EM PRONUNCIAMENTO NESSE MOMENTO TEMER ANUNCIOU QUE NÃO RENUNCIARÁ, O QUE APENAS VAI ALONGAR POR MAIS ALGUNS DIAS SUA AGONIA POLÍTICA, APROFUNDANDO A CRISE DO REGIME BURGUÊS, O QUE REFORÇA AINDA MAIS NOSSO CHAMADO A CONSTRUÇÃO IMEDIATA DA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO!
COMUNICADO POLÍTICO DIANTE DA GRAVE CRISE POLÍTICA:


A LBI não participará dos atos "Fora Temer, Diretas Já!" convocados por todo arco da esquerda reformista e revisionista deste país (PT, PCdoB, PCB, PSOL, Frente Povo Sem Medo etc...) por entender que se trata de um movimento que tende a avalizar o teatro montado pela burguesia para decapitar Temer e convocar uma nova farsa eleitoral onde a candidatura de Lula terá o papel de legitimar a vitória de um Bonaparte "salvador da pátria" possivelmente vitorioso em uma fraude (financiamento legal e ilegal de grupos capitalistas,urnas roubotrônicas,etc..) armada pelo judiciário golpista. Ao contrário do campo reformista, a LBI combaterá com suas modestas forças pela convocação imediata de uma Greve Geral até a derrubada do regime golpista vigente (seja quem for seu gerente) e suas reformas neoliberais. Devemos unificar o justo ódio da população trabalhadora contra a lama podre da democracia dos ricos no sentido da construção de uma alternativa de poder revolucionário do proletariado e do povo oprimido. Em meio a grave crise política do regime seria um enorme equívoco político se os Marxistas insistissem em saídas que reforçam a institucionalidade burguesa em detrimento de apontar um norte de ação direta para as massas rumo a Revolução e o Socialismo. Neste sentido a LBI manterá sua consigna de "Abaixo Temer! Greve Geral!" como um primeiro degrau transitório para derrotar a ofensiva rentista em direção a conquista de um Governo Operário e Camponês, que não poderá ser fruto de nenhum mecanismo eleitoral do regime capitalista "democrático". Ousar Lutar, Ousar Vencer! Pela Revolução Socialista!


VENEZUELA URGENTE: A ÚNICA SAÍDA É A REVOLUÇÃO SOCIALISTA! NENHUM ACORDO COM A OPOSIÇÃO BURGUESA VIA UMA PARÓDIA DE “ASSEMBLEIA CONSTITUINTE”! PELO ARMAMENTO DOS TRABALHADORES, A EXPROPRIAÇÃO DAS GRANDES EMPRESAS E A FORMAÇÃO DE CONSELHOS OPERÁRIOS PARA IMPEDIR A VITÓRIA DA CONTRARREVOLUÇÃO FASCISTA!


A polarização política na Venezuela chegou ao seu ápice. Em poucas semanas mais de 40 mortos em confrontos entre chavistas e as forças da direita. O desabastecimento de gêneros básicos (alimentos, papel higiênico) é completo, saques ocorrem por todo o país e na fronteira com a Colômbia, há infiltração de agentes estrangeiros patrocinando o caos. Em geral, o governo Maduro vem se apoiando na ação da polícia nacional para conter a investida fascista, mas é evidente uma fissura latente nas FFAA, com uma fração golpista que avança apenas esperando o melhor momento para atuar em conjunto com o MUD sob as ordens do imperialismo e da CIA. No campo político, em mais uma tentativa de conciliação, Maduro propôs uma paródia de “Assembleia Constituinte”, cuja metade dos representantes seriam eleitos em comunas/sindicatos e a outra pela fórmula tradicional da democracia burguesa representativa. Essa panaceia, lançada em nome de preservar a “legalidade bolivariana”, foi rejeitada pelo MUD que tem um objetivo estratégico imediato e de classe bastante definido: derrubar o governo do PSUV por todos os meios possíveis! Para tanto, vem recorrendo a desestabilização do país, com métodos de terror análogos (ou ainda mais duros) aos aplicados no Chile de Allende, tendo em vista que está colocada uma intervenção militar direta dos EUA via suas bases na Colômbia. Esse seria o caminho mais traumático, porém nenhuma “alternativa” está descartada. O desgaste do Chavismo chegou a seu ponto máximo e somente uma revolução proletária, com o armamento dos trabalhadores, a expropriação das grandes empresas e o controle do Estado por conselhos operários sob uma direção comunista poderia apontar uma saída progressista para o impasse. Desgraçadamente, Maduro e o PSUV apostam na conciliação de classes, no “diálogo” com a direita e pavimentam o caminho para a derrota. Apostar na “legalidade bolivariana”, em uma “Assembleia Constituinte,” na tentativa de fazer algum pacto com o MUD nesse momento além de ser uma ilusão é um completo suicídio político. Não há saída possível no marco da democracia burguesa quando as classes sociais se chocam de forma violenta e irreconciliável, ainda mais em um país rico em petróleo e cujo maior comprador são os EUA. O que está colocado na ordem do dia na Venezuela é a derrota dos fascistas pela via da Revolução Socialista sob o comando da classe operária superando a política de Maduro ou o fim do chavismo sob as baionetas da reação burguesa, com a direita esmagando em sangue o melhor da vanguarda classista. Cenas como as que ocorreram na Líbia, com Kadaffi sendo assassinado pelos mercenários podem se repetir na Venezuela em breve se o proletariado não sair em luta em defesa de suas conquistas, superando a política de conciliação de classes de Maduro. Não há meio termo, o tempo do pacto e da conciliação já passou, como demonstram o fim dos governos da centro-esquerda na América Latina! O imperialismo, a mídia e a burguesia nativa usam o caos social e a guerra econômica para ganhar apoio popular para a sua investida contrarrevolucionária, já não esperando que a crise política se resolva no terreno eleitoral, campo onde inclusive deveria ter maioria no caso de convocação de eleições presidenciais. Quando a situação chega a esse ponto de conflito entre a revolução e a contrarrevolução é necessária uma direção revolucionária à altura, como foram os Bolcheviques em 1917 na Rússia. Desgraçadamente, o PSUV e Maduro não tem o programa de Lenin e Trotsky, mas é preciso forjar no calor da luta essa direção proletária para em frente única com o Chavismo derrotar a direita e avançar para uma verdadeira República Socialista na Venezuela! Os Marxistas Revolucionários da LBI sabem perfeitamente a dificuldade da vanguarda venezuelana neste momento depois de anos de controle político do Chavismo, mas não há outro caminho senão enfrentar a burguesia, prender e levar ao fuzilamento os terroristas e agentes infiltrados, tomar as fábricas e chamar a solidariedade internacional do proletariado e dos governos aliados como Cuba, Equador e Bolívia, Nicarágua! Somente os trabalhadores organizados em um partido revolucionário podem levar a cabo essa tarefa e não a polícia e as FFAA, instituições burguesas que não se podem confiar. Os trabalhadores devem chamar as bases das FFAA a formar milícias armadas para defender o país dos agentes da reação burguesa e na sequência, organizados em Soviets de operários e soldados, iniciar a reconstrução econômica socialista que tenha como parceiros transitórios países aliados como a Rússia e o Irã! Esse é o caminho para se forjar uma verdadeira República Socialista na Venezuela, antes que a reação burguesa mergulhe o país na barbárie para emergir daí um governo fantoche do imperialismo, que recorra a métodos de guerra civil e ao fascismo para sufocar o proletariado, como ocorreu no Chile de Allende ou mais recentemente na Líbia de Kadaffi!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

COM A GRAVAÇÃO DE JOESLEY (DONO DA JBS) TEMER ESTÁ COM OS DIAS CONTADOS, A LAMA PODRE DOS BATISTAS (PROPRIETÁRIOS DA JBS) TAMBÉM RESPINGOU EM AÉCIO QUE RECEBEU UM "TROCO" DOS IRMÃOS REIS DO GADO...


Em meio a crise política, o TSE marcou julgamento da chapa Dilma/Temer para o dia 06/06: espada de Dâmocles sobre a cabeça do golpista, aprova a Reforma da Previdência ou será decapitado pela ditadura do judiciário bonapartista. Não esqueçamos que a JBS recebeu nos governos do PT financiamento de 12 bilhões de reais, passando de um pequeno açougue em Goiânia para uma multinacional do gado e do agronegócio. Se os Batista resolveram detonar agora Temer e Aécio devem ter muito mais bala na agulha.Somente os estúpidos reformistas acreditam nas eleições burguesas como o paraíso das liberdades democráticas. Burguesia acossa Aécio, Temer e Lula para impor um regime bonapartista do judiciário, com ou sem diretas em 2018...Contra as ilusões do cretinismo parlamentar, que neste momento clama por diretas já ou constituinte(PT,PCdoB e todos os grupos do PSOL), a tarefa que se coloca para o proletariado e o movimento de massas é a organização de uma greve geral por tempo indeterminado na perspectiva da construção de uma alternativa de poder revolucionário!

Lula e  Diosdado Cabello (Venezuela) 
em encontro com os irmãos Batista da JBS 
Publicamos o artigo do trotskista norte-americano James Petras analisando a experiência dos trabalhadores gregos com o governo de Alexis Tsipras, do SYRIZA, desde 2015. Apesar de nossas diferenças políticas com Petras, o texto em questão tira corretas conclusões políticas da gestão burguesa do partido que foi apresentado por grande parte da esquerda mundial, inclusive correntes que se reivindicam trotskistas, como uma “alternativa radical ao neoliberalismo”. Essas lições são importantes de serem apreendidas pela vanguarda militante porque no Brasil temos um partido similar ao SYRIZA, o PSOL. Não por acaso os dirigentes do PSOL saudaram entusiasticamente o ascensão de Alexis Tsipras ao governo grego e agora mantém o silêncio diante da plataforma de ataques neoliberais e submissão a União Europeia que seu aliado vem aplicando contra os trabalhadores. Esse debate ganha ainda mais importância na medida em que o PSOL lançou Chico Alencar como pré-candidato a Presidência da República, nome inclusive apoiado pelas correntes de esquerda da legenda como alternativa eleitoral à direita e a Frente Popular encabeçada pelo PT no 1º turno. Como já denunciamos, Alencar representa a defesa do “capitalismo sustentável” que somado a seu apoio a Operação Lava Jato não deixa dúvidas que será porta-voz de um programa que muito se assemelha a demagogia inicial do SYRIZA, que depois desembocou em uma gestão burguesa de draconianos ataques aos trabalhadores, com privatizações, redução de salário e pensões e submissão ao imperialismo! Vale salientar que no interior do SYRIZA, como registra Petras, uma série de grupos conformam a “Plataforma de Esquerda” que no máximo critica os “exageros” de Tsipras, assim como fazem alguns de seus similares no Brasil com relação à conduta vergonhosa de Chico Alencar, como na sua presença no recente rega-bofe com o golpista Temer ou na escandalosa defesa da caçada do Juiz Moro contra o Lula e o PT. A LBI, que combateu desde o início as ilusões no SYRIZA como faz no Brasil com o PSOL, considera que assim como Alexis Tsipras traiu os trabalhadores gregos, esse é o caminho inexorável do PSOL, ainda que não esteja colocado neste momento assumir a gerência burguesa no Brasil. Sua função será tirar votos de Lula e abrir caminho para a direita na disputa eleitoral que se avizinha.



PRIMEIRO-MINISTRO GREGO ALEXIS TSIPRAS: "TRAIDOR DO ANO" * JAMES PETRAS

Apesar da árdua competição de outros infames traidores da esquerda por todo o mundo, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras vence o prêmio "Traidor global do ano".
Tsipras merece o título de "Traidor global" porque:
1) Fez a viragem mais rápida e mais brutal da esquerda para a direita do que qualquer dos seus venais competidores.
2) Apoiou a subjugação da Grécia aos ditames dos oligarcas de Bruxelas quanto a exigências de privatizações, concordando em vender todo o seu patrimônio nacional, incluindo sua infraestrutura, ilhas, minas, praias, museus, portos, transportes, etc.
3) Ele decretou a mais brutal redução de pensões, salários e salários mínimos da história europeia, enquanto aumentava drasticamente o custo de cuidados de saúde, hospitalização e remédios. Ele aumentou o IVA (imposto sobre o consumo) e impostos sobre importações e sobre o rendimento agrícola enquanto "olhava para o outro lado" em relação a impostos de evasores ricos.
4) Tsipras é o único líder eleito a convocar um referendo sobre as duras condições da UE, recebe um mandato maciço para rejeitar o plano da UE e então dá meia volta e trai os eleitores gregos em menos de uma semana. Ele até aceitou condições mais severas do que as exigências originais da UE!
5) Tsipras reverteu suas promessas de se opor às sanções da UE contra a Rússia e retirou o apoio histórico da Grécia aos palestinos. Ele assinou um acordo de mil milhões de dólares sobre petróleo e gás com Israel, o qual capturou campos petrolífero no offshore de Gaza e na costa libanesa. Tsipras recusou opor-se ao bombardeamento da Síria pelos EUA-UE, assim como da Líbia, ambos antigos aliados da Grécia.
Tsipras, como líder do supostamente partido de "esquerda radical" SYRIZA, saltou da esquerda para a direita num piscar de olhos.
A primeira e mais reveladora indicação da sua viragem para a direita foi o apoio de Tsipras à continuação da Grécia como membro da União Europeia (UE) e da NATO durante a formação do SYRIZA (2004).
A "esquerda" do SYRIZA balbucia as platitudes habituais que acompanham a condição de membro da UE, levantando "questões" e "desafios" vazios enquanto fala de "lutas". Nenhuma destas frases "semi-grávidas" faz sentido para qualquer observador que entenda o poder que os oligarcas dirigidos pelos alemães têm em Bruxelas e sua adesão rígida à austeridade imposta pela classe dominante.



terça-feira, 16 de maio de 2017

Em lembrança ao 8º aniversário de morte do histórico dirigente Trotskista boliviano Guillermo Lora (morto em 17 de maio de 2009) o Blog da LBI reproduz um artigo elaborado em 2011 sobre as vergonhosas posições assumidas pela TPOR durante o covarde ataque da coalizão imperialista contra a Líbia. Com a morte de Lora seus seguidores revisionistas no Brasil parecem ter "esquecido" uma das principais lições de seu legado político: a Frente Única Anti-imperialista. A TPOR (corrente Lorista no Brasil) não teve o menor escrúpulo ao se aliar a grande "família" revisionista (PSTU, PCO, LER/ MRT,etc.) para objetivamente apoiar o bombardeio da OTAN sobre a nação oprimida, em nome de uma suposta "luta de massas" em oposição ao "ditador" Kadaffi. Negando visceralmente a teoria Leninista acerca da centralidade do combate anti-imperialista, a TPOR coloca na lata do lixo da História este princípio programático que deve reger a intervenção dos genuínos trotsquistas na luta de classes em nível mundial. Por este gravíssimo erro os revisionistas da TPOR hoje "repetem a dose" da traição de classe quando se negam a estabelecer integralmente a Frente Única Anti-imperialista na Síria, ameaçada pelas provocações bélicas do imperialismo ianque.



COM A MORTE DE GUILHERME LORA, O TPOR (BRASIL) PERDE DE VEZ O FIO E O PRUMO DO PROGRAMA REVOLUCIONÁRIO
(ARTIGO PUBLICADO NO SITE DA LBI EM 2011)

Nos últimos dias os prognósticos para a crise na Líbia por nós levantados vêm tragicamente se confirmando. As pressões políticas e militares do imperialismo sobre o governo líbio com a criação de uma “zona de exclusão aérea” e o deslocamento de navios anfíbios de guerra com centenas de fuzileiros à bordo através do Canal de Suez rumo ao Mediterrâneo para atracar no litoral de Trípoli são típicas ameaças de uma guerra de ocupação. Mas o fato que mais revelou o embuste da tal “revolução Líbia” pelo seu conteúdo político reacionário foi o pedido feito pelos “rebeldes” de ajuda à ONU para que esta autorize uma operação militar da OTAN para bombardear as tropas leais a Kadaffi. Os “gloriosos” insurgentes pró-democracia especificaram ainda que não era o momento de uma invasão por terra e que agradeciam a restrição aérea monitorada pela OTAN. Aqui se dissolvem como sorvete ao sol as delirantes teses da esquerda revisionista, a qual o POR brasileiro integrou-se sem pudores, segundo as quais o imperialismo ianque teria adotado a estratégia de “ajudar” Kadaffi a derrotar a “revolução democrática”.

domingo, 14 de maio de 2017

14 DE MAIO DE 1948: A FORMAÇÃO DE ISRAEL COMO ENCLAVE DO IMPERIALISMO NO ORIENTE MÉDIO E A LUTA POR UMA PALESTINA SOVIÉTICA BASEADA EM CONSELHOS DE OPERÁRIOS E CAMPONESES PALESTINOS E JUDEUS


Exatamente no dia da proclamação oficial da fundação do Estado de Israel, 14 de maio de 1948, foi declarada a primeira guerra aos países árabes. O novo exército de Israel, agora batizado "Tzahal", é abastecido belicamente pela Tchecoslováquia (membro do Pacto de Varsóvia) e Estados Unidos. Conseguindo uma triunfal vitória, alarga, desta forma, em três vezes o seu território traçado inicialmente pela ONU. O Estado árabe palestino estipulado pelo plano de partilha não consegue sair do papel, já estava morto antes de nascer. Restando ao Egito à anexação da faixa de Gaza e à Jordânia a anexação da Cisjordânia. Um milhão e meio de palestinos deixam o agora chamado Estado de Israel, expulsos de suas terras sob o bombardeio da aviação sionista, espalham-se pelo Líbano, Egito, Jordânia, Síria. 600 mil palestinos permanecem no Estado sionista, sem nenhum direito civil, tratados como cidadãos de segunda categoria em seu antigo território nacional, servindo de mão-de-obra barata que irá mover a engrenagem capitalista do enclave militar de Israel. A iminente eclosão da II guerra mundial obriga a Inglaterra, ameaçada diretamente pelo nazismo, a procurar o apoio dos países árabes contra a Alemanha. Para atrair sua simpatia, em 1939, adota o chamado "livro branco", limitando a entrada de judeus na Palestina. Tarde demais, o imperialismo norte-americano, emergente no cenário mundial, abraça a causa sionista, passando a fornecer armamento pesado às milícias sionistas que ameaçam até o próprio exército inglês. Com a vitória dos aliados e o despontar da hegemonia norte-americana só resta à Inglaterra sua retirada do cenário. A recém-fundada Organizações das Nações Unidas, substituta da antiga Liga da Nações, através da iniciativa dos Estados Unidos, e com o apoio entusiástico da URSS, decreta em 1947 a divisão definitiva da Palestina entre um Estado judeu e outro árabe palestino. O stalinismo, após os acordos de Yalta, deixará o Oriente como uma área de influência do imperialismo ianque, além da consideração do sionismo, em sua versão trabalhista como um aliado político, com o qual desenvolverá uma frente popular em Israel. O velho partido comunista palestino logo mudará seu nome para israelense por considerar as massas árabes e palestinas como atrasadas e feudais. Antes mesmo da oficialização do Estado de Israel, as tropas do Irgun retomam os massacres aos palestinos, como a chacina da aldeia de "Deir Yassin". Era o prenúncio do terrorismo sionista que irá assolar o povo palestino até hoje.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

A HISTÓRIA SE REPETE COMO FARSA: TRUMP DEMITE COMEY, ASSIM COMO NIXON DEMITIA COX HÁ 44 ANOS ATRÁS. A AMPULHETA DO GOLPE DE ESTADO NOS EUA COMEÇOU A SE MOVIMENTAR


O procurador Archibald Cox, que investigava o caso Watergate, foi demitido em outubro de 1973, numa data que ficou conhecida como o "Massacre de Sábado à Noite". Como protesto, o procurador-geral da república Elliot Richardson e o vice William Ruckelshaus pediram a demissão no mesmo dia. A demissão foi entendida pela poderosa "opinião pública" norte-americana como uma tentativa para abafar o caso das escutas clandestinas no Watergate (sede do Partido Democrata). Ainda assim, o escândalo das escutas ao mais alto nível de tensão política provocou a queda do então presidente Richard Nixon em 1974, tornando-se o único presidente norte-americano a demitir-se do cargo, sob a ameaça de ser apeado da Casa Branca por um golpe de estado, evitado com a sua renúncia. Trump acaba de demitir o chefe do FBI, James Comey, que estava o ameaçando com a revelação do escândalo da "ajuda Putin". Longe de ser um ato de força, assim como não foi para Nixon, Trump atua com desespero total ao bater de frente com o complexo e poderoso aparato de segurança do império ianque. Como já tínhamos afirmado anteriormente está em marcha nos EUA um golpe de estado cujo ponto de partida foi a própria eleição do "palhaço reacionário" Donald Trump. A atabalhoada demissão do diretor geral do FBI comprova "friamente" a tese da LBI que a ampulheta para a saída de Trump da Casa Branca começou a se movimentar... É claro que existem diferenças entre o contexto histórico que atualmente evolve Trump e o da época de Nixon, este último acabara de ser reeleito em 1972 com uma super votação contra o senador Democrata McGovern que venceu apenas em único estado da federação. Trump chegou a Casa Branca derrotado pelo voto popular e com uma pequena margem no Colégio Eleitoral, porém tanto Nixon como o "palhaço reacionário" estavam acossados pelo conjunto das instituições republicanas e a razão parece a mesma: O Pentágono não avalizava a política militar destes dois presidentes, ou seja, estavam na contramão dos interesses da poderosa máquina de guerra imperialista. Marx afirmou em seu livro "Dezoito Brumário" que a história da luta de classes se repete "a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa", Trump é a farsa republicana que tomou o lugar do Tea Party nesta eleição que derrotou a senhora da guerra "madame Clinton". Sua permanência na Casa Branca é temporária por mais que tente agradar os Falcões do Pentágono rosnando contra a Coréia e a Síria. Porém não tem força suficiente para deflagrar um ataque real contra os "inimigos" militares dos EUA (Rússia, China e a própria Coréia do Norte), por isso está marcado para cair.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

PSTU REAFIRMA SEU APOIO A LAVA JATO E A PRISÃO DE LULA: DELÍRIO MORENISTA IGUALA OPERAÇÃO FASCISTA PATROCINADA PELO IMPERIALISMO AO MOVIMENTO TENENTISTA QUE QUESTIONOU AS OLIGARQUIAS REACIONÁRIAS!


No dia do depoimento de Lula ao juiz Moro (10/05) o PSTU lançou um artigo defendendo novamente a prisão de Lula, no máximo criticando a falta de “imparcialidade” de Moro, mas reafirmando o apoio integral do partido a Operação Lava Jato, rechaçando por fim a tese de que a “Força Tarefa” é patrocinada pelo imperialismo e seus órgãos de inteligência. Segundo os Morenistas tupiniquins “O papel da classe trabalhadora não pode ser se alinhar a tal ou qual corrupto ou setor burguês nessa crise. Não pode ser defender Lula, nem colocar Moro como um herói. O que os trabalhadores querem é que os corruptos e corruptores sejam presos. Temos é que defender corrupto na cadeia... Sérgio Moro está longe de ser imparcial, e isso sim deve ser denunciado, não a investigação que se abate sobre o PT e as suas relações com as empreiteiras. Se é corrupto, deve ser investigado e preso. Ponto”. O PSTU tenta cinicamente justificar sua posição apoiando-se no conceito de que “todos são corruptos, logo todos devem ser presos” pelos organismos repressores do Estado capitalista. Para os Marxistas Revolucionários não se trata de adotar os conceitos típicos da pequena-burguesia moralista, a mesma que é base para os protestos da direita contra o PT que desembocou no Golpe Institucional contra Dilma, mas compreender que a justiça no Estado capitalista tem um caráter de classe. Justamente por esse “detalhe” desprezado pelo PSTU é que neste momento inicial somente o PT está sendo de fato alvo da Operação Lava Jato, seus dirigentes históricos vêm sendo presos e Lula pode ir para a prisão em breve, enquanto os ratos da política burguesa como FHC, Temer, Aécio e Renan continuam livres. A denúncia do MPF é claramente um show midiático reacionário para atacar inicialmente Lula e o PT para na sequência perseguir toda a esquerda, inclusive os setores revolucionários que nunca apoiaram ou integraram os governos da Frente Popular. Esses fatos demostram que está em curso um processo de recrudescimento repressivo do regime político que tem como alvo não só o PT, mas o conjunto da esquerda e os movimentos sociais. O objetivo estratégico desta operação é cercear as parcas liberdades democráticas e criar um ambiente político propício para alinhar servilmente o Palácio do Planalto às ordens do imperialismo ianque e da Casa Branca na rapinagem da economia nacional. Não tem nada de progressiva a sanha de Moro e Deltan Dallagnol como defende o PSTU! Mas os delírios desta seita não param por aí! No mesmo artigo, os Morenistas chegaram a comparar a Lava Jato com o movimento tenentista que questionou o domínio das oligarquias reacionárias sobre a política nacional e deu origem a Coluna Prestes! Para estes senhores claramente perturbados mentalmente “A Lava Jato é produto da imensa crise econômica, social e política que se abateu sobre o país. Alguns autores a comparam com o Tenentismo, movimento que de alguma maneira refletia as classes médias descontentes na República Velha e que vieram depois apoiar a posse de Getúlio Vargas na revolução de 30. De certa forma, procuradores do MPF etc., refletem a crise e escapam ao controle”. Comparar o progressivo movimento dos tenentes ao dos procuradores fascistas da Lava Jato comandados pelo Juiz Moro é uma prova não só de profunda miopia política, mas acima de tudo de uma completa ignorância histórica. O tenentismo foi um movimento político-militar que teve como vanguarda os jovens oficiais de baixa e média patente do Exército Brasileiro no início da década de 1920 descontentes com a situação política do Brasil. Propunham reformas na estrutura de poder burguês do país, entre as quais se destacam: o fim do voto de cabresto, instituição do voto secreto, a reforma na educação pública e um novo regime político baseado em um Estado republicano forte apoiado em uma economia nacionalizada, ou seja, um movimento de caráter progressivo, apesar de extremamente limitado e pequeno-burguês! Os Tenentes denunciavam a República Velha dominada por oligarquias, desmoralizada pelas fraudes eleitorais, tomada pela corrupção administrativa, além de se apresentarem como aliados do povo explorado e abandonado à sua própria sorte! A Lava Jato e seus “jovens fascistas” propõem um regime de exceção, apoiado nos setores mais reacionários da classe média. Sua “Força Tarefa” está a serviço de colocar ainda mais a economia nacional sob o domínio das empresas imperialistas, tendo como meta liquidar a Petrobras! A Lava Jato visa abrir caminho para o neoBonapartismo no Brasil, apoiado em um estado policial, baseado na privilegiada casta jurídica e militar! Se o tenentismo desembocou na chamada Revolução de 1930 e no fim da política do Café com Leite, o “Procuradorismo” irá levar o país a um regime de exceção subordinado ao Amo do Norte, são dois movimentos que caminham em sentidos contrários! É essa operação urdida nos gabinetes do Pentágono que o PSTU apoia em nome do combate a corrupção! O Procurador Deltan Dallagnol, o “quadro” formulador da Força Tarefa da direita pró-imperialista, já explanou cristalinamente que a “República de Curitiba” pretendia não só remover o governo petista como também alterar profundamente o regime político vigente. Para esta “tarefa divina” não descartam depurar institucionalmente o PMDB e PSDB, na medida em que a conjuntura permitir, ou seja, caso o governo Temer “engasgue” na aplicação das reformas neoliberais exigidas pelo mercado financeiro, o Tea Party tupiniquin estaria a postos para assumir as rédeas do regime político, reconfigurando radicalmente a Constituição “democrática” de 1988. A plataforma da Lava Jato “10 medidas contra a corrupção” (escandalosamente apoiada por PSOL e PSTU) já é um esboço reacionário do programa do novo regime que defendem para o país! Longe de apoiar a Lava Jato e seus jovens procuradores fascistas (que em nada tem haver com o progressivo tenentismo!) os Marxistas Revolucionários denunciam que a corrupção não é um fenômeno episódico no regime capitalista, faz parte dos seus próprios mecanismos de acumulação privada de mais-valor. Somente a imposição de outra ditadura de classe, desta vez de caráter proletário, será capaz de iniciar a construção de uma nova sociedade e para alcançar esse objetivo estratégico é preciso edificar um partido operário revolucionário em nosso país, que supere o PT através do avanço da consciência de classe dos trabalhadores e não colocando seus dirigentes na cadeia (por mais degenerados que sejam), como defendem Moro, Deltan Dallagnol e escandalosamente o... PSTU!!!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

LULA CHEGOU A CURITIBA EM UM JATO DO EX-VICE GOVERNADOR TUCANO DE MINAS EDUARDO AZEREDO (EMPRESA MARES GUIA/PTB) SEGURANDO UMA BANDEIRA DO BRASIL PARA SINALIZAR O "LULINHA PAZ E AMOR" 
(Assista o vídeo com o depoimento a Moro)


Lula se mostra defensivo em relação ao justiceiro Moro, ainda acredita em uma aliança com setores do judiciário contra os "falcões" do ministério público. Sua denúncia da Lava Jato foi extremamente limitada, praticamente restrita aos aspectos pessoais. Lula perdeu uma excelente oportunidade de denunciar nacionalmente o projeto entreguista da "República de Curitiba" e convocar a luta contra as reformas neoliberais do golpista Temer, ao invés disto criticou sua própria companheira Dilma que teria sofrido o impeachment por não saber negociar com os "ratos" da base aliada. Todo eixo da defesa política de Lula esteve focado nas eleições de 2018, praticamente convidando moro para disputar com ele a vaga do Planalto. O certo é que lula está bem seguro que este processo, independente de uma condenação em primeira instância, o catapultou como principal força eleitoral da esquerda burguesa para 2018, do outro lado da direita ainda não há uma definição de quem cumprirá o papel do "Anticristo"...

terça-feira, 9 de maio de 2017

JUSTIÇA ORDENA FECHAMENTO DO "INSTITUTO LULA": QUANDO OS MILHÕES ACUMULADOS PELAS PALESTRAS PAGAS PELOS GRANDES GRUPOS CAPITALISTAS NÃO SÃO UM BOM ÁLIBI PARA A OFENSIVA FASCISTA CONTRA OS DIREITOS DEMOCRÁTICOS ELEMENTARES


Na Alemanha nazifascista dos anos 30 a ofensiva de Hitler esteve inicialmente voltada contra os trabalhadores judeus e militantes comunistas, milhares foram presos e enviados aos campos de concentração. Muitos banqueiros e grandes comerciantes judeus afirmavam nesta etapa que a caçada de Hitler não os atingiria porque suas fortunas os protegeriam...ledo engano. Depois de aniquilar o Partido Comunista e a Social Democracia o Terceiro Reich seguiu em sua sanha nazista contra a burguesia hebreia, humilhando até seus máximos representantes políticos. A analogia não é de toda descabida quando assistimos o milionário "Instituto Lula" ser fechado por uma ordem judicial de conteúdo claramente fascista. Não pesou o fato de que palestras de Lula eram remuneradas com altas cifras pelos maiores grupos capitalistas do país, quanto valiam exatamente os "conselhos" que Lula dava para a burguesia nacional não podemos aferir, mas é certo que deveriam ser de grande utilidade para o Bradesco, Odebrecht, Sadia e JBS etc... Porém para a ofensiva reacionária do judiciário em pleno curso nada disto tinha valor algum e Lula passou a ser acusado de utilizar seu "Instituto" como fachada para "negócios", exatamente como fez FHC com sua entidade impune até hoje. Os verdadeiros Marxistas Revolucionários não aceitam receber dinheiro "legal" ou ilegal da burguesia, se for preciso recorremos a ações de expropriação unilateral das classes dominantes, mas jamais "negociar comissões" por serviços prestados. Sabemos muito bem que o PT não é Marxista, não passa de uma legenda neoliberal burguesa de esquerda e portanto está liberado para aceitar as "doações" milionárias dos monopólios capitalistas. Mas assim também ocorre com os pares tucanos do PT ou similares sem que sejam importunados pelos togados fascistas. O ataque ao "Instituto Lula" representa uma ameaça direta ao direito elementar de organização política no Brasil e deve ser rechaçado com todo vigor por democratas e Comunistas, embora a diferença programática e de classe social entre ambas as vertentes sejam abismais. A "República de Curitiba" e sua "Lava Jato" concentra neste momento o fulcro da reação da direita burguesa em nossa nação e o que é mais escandaloso em seu projeto: Facilitar a corrupção de um setor do capital estreitamente vinculado aos interesses econômicos do imperialismo ianque. O justiceiro Moro é "candidato" a Bonaparte tupiniquim e pretende instaurar um regime de exceção no país, alertamos a vanguarda militante que somente a ação direta e revolucionária do proletariado poderá derrotá-lo.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

“OCUPE BRASÍLIA”: UMA MANOBRA DE PRESSÃO DA BUROCRACIA SINDICAL VISANDO UM ACORDO REBAIXADO NO PARLAMENTO PARA NÃO CONVOCAR UMA GREVE GERAL DE 48HS PARA DERRUBAR O GOVERNO TEMER E SUAS 
REFORMAS NEOLIBERAIS


A decisão unânime do conjunto da burocracia sindical (CUT, FS, CTB, UGT, NC, CGTB CSB, Intersindical e Conlutas) em não convocar uma Greve Geral de 48hs nesse mês de Maio, optando por “Ocupar Brasília” é uma prova contundente de que essas direções não desejam derrotar a reforma neoliberal da previdência e muito menos derrubar o governo Temer. A programação de lobby parlamentar consiste em cinco dias de programação na capital do país, sendo um deles um dia de marcha para terminar no Congresso Nacional, provavelmente no dia 18. No mínimo o correto para demostrar a força da classe trabalhadora seria parar por 48hs antes da votação no parlamento, com ocupações de fábricas e terras, cortes de estradas e paralisar a produção, polarizando com um claro perfil de classe a conjuntura nacional. Longe disso, o objetivo da CUT e Força Sindical (desta última de forma declarado) é negociar um acordo rebaixado com Temer e Maia, alterando alguns pontos da reforma da Previdência, como acordaram fazer no Renan no caso da Reforma Trabalhista no Senado. Nesse engodo, coube ao PSTU-Conlutas fazer o “enfeite de bobo” e apenas “reclamar” que as demais centrais não aceitaram a proposta de Greve Geral de 48hs, não denunciando que essa política da Frente Popular visa apenas desgastar Temer para impulsionar no terreno eleitoral a candidatura Lula em 2018. O PSOL e o PT tem nesse momento a mesma política: “Fora Temer, Diretas Já”, ou seja, o objetivo estratégico de ambos partidos é capitalizar nas urnas o debacle do canalha do PMDB, enquanto o Planalto vem imponto sua plataforma neoliberal no parlamento burguês. Trata-se um uma estratégia criminosa pois abre caminho para a liquidação das conquistas operárias e patrocina ilusões de um “outro governo” iria reverter as derrotas já aprovadas no Congresso Nacional, com o PSOL apoiando o PT em um futuro 2º turno das eleições presidenciais mas antes elegendo uma forte bancada parlamentar nos estados e no âmbito federal! A própria resolução da CUT que chama o “Ocupa Brasília” é clara nesse sentido ao afirmar: “Uma vez derrotado o governo Temer na sua agenda de ataques aos direitos trabalhistas e à aposentadoria, abre-se a via para uma saída democrática para a crise em que o golpismo mergulhou o Brasil: dar a palavra ao povo soberano com antecipação das eleições, Lula presidente e uma Constituinte que anule todas as medidas antinacionais e contrárias ao povo trabalhador já adotadas pelo Congresso servil, abrindo a via para as reformas populares necessárias”. A militância da LBI que interveio ativamente na “Greve Geral” do dia 28 de Abril denunciou o caráter limitado da paralisação apesar da disposição das bases operárias e populares. Nesse momento crucial os setores classistas devem insistir na convocação de um verdadeira Greve Geral de 48hs, alertando nas assembleias e manifestações em curso a manobra de lobby parlamentar que significará o “Ocupe Brasília”.

domingo, 7 de maio de 2017

HÁ CINCO ANOS ATRÁS PUTIN ASSUMIA UM NOVO MANDATO PARA TENTAR RESSUSCITAR O ANTIGO NACIONALISMO RUSSO, ROMPENDO PARCIALMENTE COM A CHAMADA "ERA YELTSIN"


Na segunda-feira, 07 de maio de 2012,  tomava posse pela terceira vez como presidente da Rússia Vladimir Putin. Dimitri Medvedev agora assumiria o cargo de primeiro-ministro, um “troca-troca” seguro em que a burguesia restauracionista russa tem o objetivo de tentar ressuscitar o antigo nacionalismo russo, através de seu “homem forte” do governo central e do parlamento fantoche. Putin assumiu pregando uma maior delimitação com o imperialismo ianque e defendendo um acordo sobre o chamado “escudo antimísseis” da OTAN. No momento de sua posse houveram manifestações contra a fraude eleitoral que deu a vitória ao partido Rússia Unida, porém os protestos foram protagonizados por setores ligados à oposição de direita patrocinada por Washington, que deseja quebrar o ciclo contínuo de poder da  camarilha burguesa "Putiniana" em favor de um setor político totalmente entreguista e inofensivo ao imperialismo. A "virada" da herança de completa subserviência a Casa Branca, marca registrada da era Yeltsin, foi produto de um certo fortalecimento da economia capitalista russa que na década passada assistiu o vertiginoso crescimento de sua indústria de gás e petróleo, tornando- se praticamente a única fornecedora de energia fóssil para toda a Europa. Com o "cofre cheio" a nova burguesia russa se viu ameaçada com o apetite voraz do Pentágono que em pouco tempo liquidou o regime nacionalista líbio, comandado historicamente pelo coronel Kadafi. Diante da covarde agressão da OTAN a um país soberano como a Líbia, Putin não moveu um único dedo em apoio a Kadafi, mas ficou em "estado de alerta"  porque sabia que o próximo passo de Washington seria em direção a Ucrânia. Este cenário de ofensiva imperialista fez ressurgir na Rússia uma geopolítica nacionalista e que hoje funciona como uma barreira de contenção militar aos planos expansionistas da OTAN em toda Ásia e Europa. O apoio que Moscou presta hoje ao regime de Assad na Síria é uma espécie de "mea culpa" pelo desastre ocorrido na Síria, mas também um movimento de preservação do que ainda restou da área de influência militar russa no mundo. O neo-nacionalismo russo sob a direção de Putin não tem nada a ver com uma suposta configuração imperialista do maior país europeu, tem sim um caráter burguês mas está muito longe de uma expansão capitalista para colonizar outras nações, como ocorreu com os EUA e mais remotamente com a Inglaterra ou Alemanha. A Rússia não exporta capitais financeiros para outros países e tampouco possui grandes empresas transnacionais, além do seu gigantesco complexo de gás e petróleo, porém detém uma poderosa indústria bélica, uma antiga herança soviética, que pode fazer "concorrência" ao Pentágono e seus servis aliados. Somente os ignorantes na teoria Marxista Leninista (revisionistas)caracterizam a Rússia restaurada como um país imperialista, para justificar repetidos apoios prestados as agressões da OTAN contra povos e regimes de países semicoloniais. Estrategicamente o imperialismo ianque deseja se livrar do staff de ex-burocratas restauracionistas que ajudaram a Casa Branca a liquidar as bases sociais do Estado operário soviético na década de 90 e colocar no comando da Rússia figuras de sua inteira confiança, que sequer se movimentem "defensivamente" como Putin. Mas esse objetivo somente pode começar a ser alcançado de fato quando a Casa Branca eliminar o regime iraniano e voltar suas baterias de forma mais concentrada para Rússia e China. No meio do caminho desse plano neocolonialista está a Síria... Nesse sentido, o apoio do imperialismo europeu as manifestações internas contra Putin está voltado a pressionar seu governo diante da investida da Casa Branca contra o Irã e a Síria. Trump deseja que a Rússia recue em seu apoio militar a esses dois países, medida fundamental para que o imperialismo possa impor seus interesses na região e avançar rumo a Ásia. A Rússia tem uma importante base militar na Síria, porta-aviões estacionados na costa do país além de ser parceira estratégica do programa nuclear iraniano. Somados estes elementos a Rússia se opõe parcialmente à criação do sistema de defesa antimíssil para Europa controlado pela OTAN, voltado justamente para neutralizar qualquer reação militar de Moscou a uma possível agressão imperialista de Washington.  A Casa Branca e seu novo ocupante Trump, apesar da amizade pessoal com Putin, pretende fazer da Rússia um apêndice militar do Pentágono, já que do ponto de vista político desde a era Yeltsin o Kremlin vinha seguindo a Casa Branca em seus passos de rapinas imperiais no planeta.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

CHAPA DA CONLUTAS/PSOL VENCE ELEIÇÕES NO SINDIPETRO-RJ: NO PROGRAMA A DEFESA DA “LAVA JATO” E SUAS BANDEIRAS DE SUCATEAMENTO DA ESTATAL E PRECARIZAÇÃO DOS TRABALHADORES, “MAIS” TUDO EM NOME DA ÉTICA E MORALIZAÇÃO QUE VEM PRIVATIZANDO A PETROBRAS


A Chapa 2 uma aliança do PSTU com o PSOL, PCB, MAIS e “independentes” ligados as chefias da Petrobras venceu as eleições para a direção do SINDIPETRO-Rio de Janeiro com mais de 70% dos votos. O eixo político principal da campanha foi a mesma da Lava Jato, ou seja, a suposta moralização da PETROBRAS diante da "corrupção petista", atraindo com este mote reacionário obviamente o apoio da atual direção da estatal, as chefias e bandido corrupto maior: Pedro Parente. Houve baixíssima participação da categoria, somente 1.331 votos. Em um universo de 20 mil trabalhadores apenas 2 mil são filiados. A Chapa 2 (Mudar o Sindipetro-RJ) obteve vitória já no primeiro turno com 854 votos (70,23%) contra 362 (29,79%) da Chapa 1 (Unidade Para Lutar) uma composição entre a CUT, FUP e um setor da FNP. Vale registrar que ambos os agrupamentos integravam unitariamente a direção anterior do Sindipetro-RJ mas saíram divididos na atual disputa devido a negativa de composição unitária do PSTU. A mídia corporativa vem martelando sistematicamente que o PT e seus aliados quebraram a PETROBRAS e que a Lava Jato surgiu para salvar a estatal da "lama da corrupção". Uma mentira repetida mil vezes que vem se transformando em "verdade" para os mais ingênuos ou idiotas úteis. A verdade é que a PETROBRAS na gestão dos governos petistas viveu uma forte expansão em todos os seus segmentos: 5 novas refinarias estavam sendo construídas, as plataformas de extração de óleo em alto mar e os navios tanques voltaram a ser fabricadas no Brasil(revitalizando a indústria naval falida na era FHC) e a produção de petróleo atingiu recordes históricos. Este significativo crescimento da PETROBRAS diante de suas concorrentes multinacionais anglo-ianques gerou uma operação midiática orientado pelo imperialismo que tinha por objetivo retroceder a estatal aos baixos níveis de mercado dos governos tucanos. Montada a Lava Jato foi bem fácil detectar que a forte expansão da estatal também tinha gerado uma ampliação das "comissões" recebidas por seus gestores, as chamadas propinas. No regime capitalista o quanto mais aquecida está a economia maior é o nível de corrupção burguesa existente, é uma lei inexorável do capital e nada tem a ver com "princípios éticos" do PT ou  qualquer outro partido que esteja gerenciando o Estado. Porém o golpe parlamentar (com o mafioso Temer no comando) que teve na Lava Jato seu principal pilar, conseguiu estancar o crescimento econômico da PETROBRAS, as obras das novas refinarias foram paralisadas, as plataformas bloqueadas e a produção retrocedeu aos níveis de vinte anos atrás. O resultado da operação desmonte da estatal não poderia ser outro: forte prejuízo financeiro e desemprego em massa de operários, tudo é claro colocado na conta do PT. O bandido Parente hoje diz ter a tarefa de "moralizar" a PETROBRAS, quando sua verdadeira missão é privatizar a estatal, agora contando com o apoio do SINDIPETRO da Conlutas. A vitória da “oposição” poderia ser comemorada pelo ativismo classista afinal de contas a Chapa 1 era ligada a CUT e ao PT, apoiadores do governo Lula e Dilma, que afinal abriram as portas para os bandidos do PMDB e PP controlarem a estatal. Ocorre que os atuais gestores da PETROBRAS não são só simplesmente corruptos, pretendem liquidar a empresa e vendê-la ao grupos imperialistas. O resultado da eleição não foi produto “apenas” do desgaste da direção sindical comandada de fato por Emanuel Cancella, dirigente petroleiro perseguido pelo Juiz Moro, mas deveu-se fundamentalmente ao apoio da atual diretoria tucana da Petrobrás e do próprio presidente da estatal, o canalha Pedro Parente. A Chapa 2 em nenhum momento criticou a ofensiva da Lava Jato para destruir a PETROBRAS. Como o PSTU (majoritário na Chapa 2) é apoiador ferrenho de Moro e da Lava Jato, ao patrocinar o discurso contra a corrupção e em defesa da prisão de Lula, teve a “simpatia” de Pedro Parente e dos setores mais direitistas da categoria. Tanto que durante o período eleitoral, o auditório do edifício Senado, base da diretoria da empresa, foi emprestado duas vezes à Chapa 2. Isso nunca aconteceu na historia do SINDIPETRO-RJ. Mais do que isso, todo um setor de direita, as chefias do Edifício Sede (EDISE) e os chamados “Engenheiros Profissionais” apoiaram ostensivamente a chapa 2. Ainda mais escandaloso é que o principal apoiador da chapa 2, Silvio Sinedino, enquanto representante dos petroleiros no Conselho de Administração da Petrobrás votou favorável à venda do campo BS-04 (Bacia de Santos 04), sem licitação, a pedido de Graça Fortes, para favorecer Eike Batista. Na época, enquanto dirigente da AEPET, condecorou Foster, que defendia os leilões do petróleo brasileiro. O fato da Chapa 2 apoiar a Lava Jato, uma operação político-jurídica orquestrada pelo imperialismo para destruir a própria PETROBRAS  com a paralisação das construção das refinarias, é escandaloso! A base político-programática do apoio da direção da empresa a tal “mudança no Sindipetro” orquestrada pelo PSTU/PSOL é uma plataforma de combate a CUT e ao PT pela direita, a mesma que fez o PSTU ter simpatia pelas manifestações verde-amarelas fascistas que apoiaram a saída de Dilma do Planalto para colocar Temer!!! Pedro Parente sabia que a Chapa 1 era ligada ao PT-CUT enquanto a Chapa 2 defendia a prisão de Lula, desta forma recorreu a máxima "o inimigo de meu inimigo é meu amigo". De fato, a posição do PSTU abre essa perspectiva de frente única com a direita. Eduardo Almeida, dirigente máximo do partido, afirmou textualmente seu apoio a Lava Jato e a ação repressiva do Estado burguês contra o dirigente do PT: “Lula foi denunciado pelo MPF e existe a possibilidade de que seja preso... Nós defendemos a prisão e expropriação dos bens de todos os corruptos. E isso significa exigir a prisão de Lula e também de Aécio e Renan pelo envolvimento na Lava Jato, de Alckmin pelo roubo da merenda escolar, e assim por diante. Ter uma política diferente nos tornaria cúmplices de Lula, e enfraqueceria completamente a luta contra a corrupção também do PSDB e do PMDB”. A política “sindical” do PSTU de aproximação com a direita é a mesma que levou ao partido aplaudir o impeachment de Dilma pelas mãos do parlamento burguês reacionário. É a mesma que apoia a sanha do juiz Moro contra o PT. O mais escandaloso é que o MAIS que se diz contra a Lava Jato integrou-se nessa frente política com a direita, demonstrando que não é capaz de fazer um combate consequente a posição do PSTU, ao contrário, tratou de falsificar a realidade para justificar sua posição “A chapa 2 uniu diversos setores que lutaram contra o golpe parlamentar, mas que não deixaram de ser críticos e independentes durante os governos do PT. Uniu os que constroem um trabalho cotidiano e de luta na base do RJ (PSTU, MAIS, PCB, Inimigos do Rei, PSOL, diversos independentes e lideranças do local de trabalho).” (Esquerda On Line, 25.04). Todos sabemos que o PSTU comemorou o impeachment de Dilma e rechaça a caracterização que houve um Golpe Institucional no país, a quem deseja enganar o grupo do Prof. Valério? Não há o que comemorar nos resultados das eleições do Sindipetro-RJ porque a burocracia sindical ligada a CUT e o PT, com o qual o PSTU-Conlutas conviveu harmonicamente durante a última gestão, foi substituída por uma aliança entre o PSTU (apoiador de Moro e da Lava Jato) com a direita e os setores mais atrasados da categoria. Os Bolcheviques lutam por derrotar a Frente Popular para impulsionar uma alternativa de direção revolucionária para o movimento de massas e não para formar um “saco de gatos” que abre caminho para o pelegismo e a direita, como fez o PSTU nestas eleições sindicais.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

LIBERDADE DE DIRCEU DAS GARRAS DA "REPÚBLICA DE CURITIBA": EM MEIO A INTESTINA DISPUTA INTERBURGUESA, STF LIMITA PODERES DE MORO E BUSCA IMPOR UM RECUO DA LAVA JATO BENEFICIANDO DIRETAMENTE O PT E A CANDIDATURA LULA


A decisão da 2ª Turma do STF em “libertar” Dirceu é produto de um recuo que o conjunto de forças políticas, do PSDB ao PT passando pelo PMDB e seus “representantes” no STF ( Gilmar Mendes e Levandowski) estão impondo tardiamente ao Juiz Moro e a Operação Lava Jato, patrocinada inicialmente por Obama e a CIA. Como pontuamos anteriormente (Fevereiro de 2017) o “vácuo criado no Departamento de Estado dos EUA, atualmente ocupado apenas formalmente por um preposto de Trump, o ‘cão’ Rex, gerou no Brasil uma alteração do poder da Operação Lava Jato, anteriormente bancada pessoalmente por Obama. Sem o respaldo integral da Casa Branca, Sérgio Moro ‘patina’ diante da ofensiva da máfia do governo do PMDB, a espera que o governo Trump possa definir uma linha tática para a América Latina” (BLOG da LBI - O idiota útil: burguesia ianque empossou Trump e já prepara um golpe de estado para impor um recrudescimento ao regime republicano - parte III). Em meio a esse quadro de divisão burguesa, onde a classe dominante não conseguiu ainda apresentar uma alternativa eleitoral viável para enfrentar a Frente Popular em 2018, o PT vem sendo beneficiado. A candidatura Lula cresce nas pesquisas e setores das oligarquias burguesas (Renan, ala do PSB comandada por Ricardo Coutinho) já anunciam apoio a ela ou buscam uma composição (Ciro Gome-PDT). Por sua vez, a soltura de José Dirceu às vésperas do depoimento de Lula vai fragilizar ainda mais a posição do Juiz Moro. A LBI sempre defendeu a liberdade para Dirceu, Vaccari e todos os dirigentes do PT sem abrir mão da crítica pública à política de colaboração de classes da Frente Popular, como pontuamos no artigo abaixo, quando denunciamos a “reprisão” de Dirceu pelo Juiz Moro em 2015, uma conduta oposta ao PSTU e setores do PSOL (MES, Chico Alencar) apoiadores da Lava Jato. A liberdade provisória de Dirceu mesmo com todos os obstáculos impostos por Moro (tornozeleira eletrônica, proibição de deslocamento) é uma vitória do movimentos de massas, devemos lutar pela liberdade de todos os presos políticos da democracia dos ricos, como Rafael Braga, sentenciado a 11 anos de prisão e os militantes do MTST encarcerados desde a Greve Geral do último dia 28 de Abril! 

“NEM BANDIDO NEM HERÓI”: DIRCEU PRESO POLÍTICO VÍTIMA DE SUA PRÓPRIA ESTRATÉGIA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES COM A BURGUESIA QUE ABRIU CAMINHO PARA REAÇÃO DA DIREITA
(BLOG DA LBI, 4 DE AGOSTO DE 2015)

A "reprisão" de José Dirceu, um estágio avançado da ofensiva midiática e ideológica da direita contra tudo que possa ter "cheiro de esquerda" neste país, vem suscitando um importante debate no seio do movimento social e da chamada blogosfera progressista. Teria ou não a esquerda classista a tarefa de defender uma figura política acusada de intermediar negócios milionários com grandes grupos capitalistas nacionais e internacionais, afinal a JD consultoria (empresa de Dirceu) reconhece que recebeu cerca de 9,5 milhões de Reais em serviços prestados ao longo de oito anos somente das empreiteiras envolvidas na investigação da operação Lava Jato. Fora estas empresas a JD também celebrou contratos com a Ambev, Telefonica, EMS, etc... perfazendo um significativo volume de 39 milhões de Reais em quase uma década. É importante ressaltar que estes contratos foram firmados bem antes de sua primeira prisão no processo do "Mensalão" em 2013 e que não procede a acusação feita pelo Ministério Público Federal de que Dirceu estaria "operando" ativamente mesmo preso no complexo da Papuda. Porém não queremos "tapar o sol com a peneira" e a verdade é que Dirceu estabeleceu várias relações comerciais com grandes burgueses, seguindo a prática política de colaboração de classes instituída por ele mesmo no interior do Partido dos Trabalhadores. Este programa da Frente Popular também buscou o financiamento eleitoral do PT a partir de grandes grupos econômicos, que se sentiram contemplados com a plataforma de governo do partido. Para defender estas posições no interior do PT, Dirceu comandou já em meados dos anos 90 um processo de depuração e expulsão das correntes mais à esquerda do partido que se recusavam a aceitar o policlassismo como linha oficial da legenda. A vitória de Lula em 2002 em uma chapa de composição com um dos maiores empresários do país, José Alencar do PL, "coroou" esta estratégia "reformista" do PT que se avolumou até hoje. No início do primeiro mandato de Lula parecia que reinava a confiança de que a aliança com a burguesia e os barões da mídia corporativa nunca seria desfeita. A Rede Globo chegou a ser tratada como uma das TV's que dariam suporte ao governo Lula, é lógico que para os Marinhos não faltou uma generosa linha de crédito aberta pelo BNDES e uma gigantesca verba estatal de publicidade. Porém veio o escândalo do "Mensalão" e a lealdade dos Marinho não pareceu tão firme assim... Mas Lula foi preservado para a reeleição de 2006 e uma nova depuração política ocorreu no PT, só que desta vez comandada pela mão dos "parceiros" da burguesia que exigiram a cabeça de Dirceu, Genoino, Gushiken, Delúbio e outros dirigentes processados e posteriormente condenados na ação penal 470 do STF. Não seria exagero afirmar que a direção nacional do PT abandonou alguns de seus dirigentes históricos a própria sorte e a razão disto não foi o surgimento de divergências programáticas mas sim a visão de que o governo Dilma deveria ser "higienizado" de figuras marcadas pelas classes dominantes. A nota de hoje (04/08) da Executiva Nacional do PT sequer menciona a defesa política de Dirceu, seguindo a linha do Planalto de que o importante "é manter o ambiente de negócios e investimentos no país". A anturragem Dilmista que hoje controla o PT optou pela omissão e até submissão institucional diante da ofensiva reacionária em curso, a lógica é seguir no ajuste neoliberal contra o povo trabalhador e assim ganhar a confiança da elite capitalista para concluir o mandato, quanto a Dirceu e Vaccari que apodreçam no cárcere da Lava Jato... Nós da LBI não nutrimos nenhuma afinidade programática ou política com Dirceu e muito menos com este governo petista que promove ataques aos direitos e conquistas dos trabalhadores à serviço do capital financeiro. Entretanto os Bolcheviques sabemos muito bem distinguir o fascismo da Frente Popular, o primeiro embrulhado no discurso da moralização e ética da coisa pública e o segundo atolado e refém da sua própria política de colaboração de classes. A defesa política de Dirceu e Vaccari, presos como em uma vitrine midiática, para dar uma "lição" desmoralizante em qualquer esquerdista que se meta em "negócios" com a burguesia, é um ato de enfrentamento com a brutal ofensiva ideológica da direita e não pode ser confundido com o apoio ou solidariedade ao programa burguês da colaboração de classes levado a cabo pelo PT. A covardia da executiva nacional do PT (para não falar dos petistas palacianos) semeia ainda mais o terreno fértil para a histeria direitista que cruza o país e que logo baterá na porta de Lula e depois nas lideranças classistas do movimento de massas. Neste sentido, a tarefa dos Leninistas é denunciar vigorosamente a prisão política de Dirceu assim como a estratégia de colaboração de classes que levou o PT a completa subserviência diante da burguesia mesmo quando seus quadros históricos são perseguidos e presos, tendo o encarceramento de Lula no horizonte próximo como parte da sanha reacionária em curso no país. É necessário defender publicamente nas ruas e nas lutas a liberdade imediata de Dirceu e Vacarri neste momento contra a trama da direita reacionária que deseja entregar a economia nacional ao completo domínio dos monopólios imperialistas. Esta tarefa necessariamente precisa estar combinada com o chamado à mobilização direta dos trabalhadores contra o ajuste neoliberal que vem sendo aplicado pelo governo Dilma, na tentativa desesperada de manter sua governabilidade burguesa.