sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

“LUTA DE CLASSES NA INTERNET”: NUNCA HOUVE “NEUTRALIDADE” NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES, MAS AGORA O IMPERIALISMO IANQUE DECIDE OFICIALMENTE QUE OS MONOPÓLIOS DA COMUNICAÇÃO IRÃO CONTROLAR AINDA MAIS O CONTEÚDO E O ACESSO ÀS INFORMAÇÕES

A Comissão Federal de Comunicação (FCC) dos EUA votou nesta quinta-feira (14.12) derrubar as regras, conhecidas como “neutralidade da rede”, que exigiam que os provedores de serviços de internet (ISPs) tratassem todos os dados de maneira igual na internet e proibissem de limitar ou bloquear o acesso dos usuários aos sites e serviços. A decisão anuncia uma nova era em comunicações na Internet, onde gigantescos monopólios de internet e tecnologia como AT & T, Verizon e Comcast regulam as informações às quais as pessoas têm acesso. São claras a implicações importantes da decisão. Ele permite oficialmente que um punhado de provedores de serviços de internet e operadoras de dados móveis operem uma “lista negra” de sites e serviços de oposição, bloqueando efetivamente o acesso a eles, como já vinha ocorrendo com o Russia Today (RT) nos EUA e o World Socialist Web (WSW), censurados ou secundarizados pelo Google e outros sites de busca. Como o BLOG da LBI denunciava há anos o que era regra informal agora ganhou status oficial. O cerco à internet após o 11 de Setembro de 2001 recrudesceu com a fascista “Lei Patriota” que concedeu à NSA plenos poderes para espionar a navegação e e-mails em todo o mundo, inclusive em seu próprio território (antes havia algunas poucas restrições jurídicas) como produto da sanha “antiterrorista” do império. O aperfeiçoamento tecnológico facilitou a edificação de uma poderosa base de dados em nível mundial num sistema complicadíssimo denominado de “Total Information Awareness” (conhecimento total da informação) que tem a capacidade de armazenar vídeos, fotos, ligações telefônicas e parâmetros biométricos de “alvos” que contrariem interesses das grandes corporações e assim persegui-lo. Quer dizer, quanto mais complexa e desenvolvida a tecnologia de informação, paradoxalmente maior é o controle dos monopólios imperialistas sobre a rede mundial de computadores e a internet, ainda que as organizações e partidos políticos de “esquerda”, adaptados ao regime da democracia dos ricos tentem afirmar o pateticamente contrário. É uma profunda ilusão no regime “democrático” acreditar que a tecnologia da informação materializada na internet e em outras mídias eletrônicas signifique “liberdade de expressão”. Nada disso. Trata-se de um gigantesco banco de dados referentes ao conhecimento humano ao qual somente o imperialismo tem acesso total e controle. Neste sentido, os “What App” “Facebook”, os “Twitters” nada têm de independentes, basta que o capitalista dono do meio de produção “puxe o plug da tomada” e desligue o provedor em que o serviço está hospedado para pôr fim a tão propalada “liberdade” cibernética. Empresas do “quilate” da Microsoft, Google, Sony, Apple etc. etc. podem controlar indiscriminadamente telefones celulares, computadores, “tablets” através de softwares e hardwares por eles fabricados. Basta enviar “trojans” em anexos de e-mails ou simplesmente inserir “scripts” maliciosos escondidos em um site muito visitado (as redes sociais, por exemplo!). Ou então, com um minúsculo “chip” inserido na placa mãe dos aparelhos (computadores, celulares), as empresas, o Estado burguês pode gravar tudo o que é digitado, “ligar” remotamente telefones celulares como um “microfone” sem que o proprietário perceba, mesmo que não efetue nenhuma ligação, acionar webcams para espionar um “alvo” em tempo real, localizar via satélite pessoas por suas características biométricas. Isto se agrava ainda mais em se tratando da indústria bélica que tem a tecnologia controlada a mão de ferro pela matriz imperialista que utiliza aviões de ataque não-tripulados computadorizados. São os “Reapers” (ceifadores de vida) que arrasaram a Líbia, também usados para assassinar os dirigentes das FARC nas selvas colombianas e futuramente numa guerra contra o Irã, Venezuela ou Coréia do Norte. Ninguém, a não ser os EUA, por exemplo, tem o domínio de como funcionam estes aparelhos, que durante a “guerra fria” tinha o contraponto militar e tecnológico a ex-URSS. Este imenso e vasto poder tecnológico concentrado nas mãos de um punhado de capitalistas está voltado para a destruição das forças produtivas da humanidade. A tecnologia da informação a serviço do bem-estar da humanidade só será possível através da tomada do poder da burguesia através revolução proletária, a qual imporá um novo modo de produção, o socialismo.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

SADDAM HUSSEIN ERA CAPTURADO HÁ 14 ANOS: A COVARDE BURGUESIA NACIONAL IRAQUIANA NÃO OFERECE RESISTÊNCIA A OCUPAÇÃO IMPERIALISTA


Publicamos o artigo histórico publicado pela LBI em 2003 durante a guerra do Iraque. A burguesia iraquiana tendo a cabeça o regime de Saddam Hussein e sua então “temida” Guarda Republicana não esboçaram qualquer resistência o ocupação do país pelas tropas imperialistas. Como afirmamos naquele momento, a capitulação de Saddam ao imperialismo seguiu a mesma trilha das direções burguesas que em algum momento chocaram-se com os interesses do imperialismo. Mesmo com todas as condições político-militares favoráveis, demonstradas nos resultados iniciais dos dez primeiros dias da guerra, o regime burguês de Saddam cai como um castelo de cartas, deixando atônita e confusa as massas iraquianas e árabes que ainda depositavam grande expectativa de conseguirem derrotar o imperialismo nesta guerra, sob a condução política de Saddam Hussein. Muito provavelmente, a desesperada fuga de Saddam Hussein deve ter correspondido a algum acordo “secreto” mediado por um governo árabe da região, que deve ter lhe garantido e a seu “staff” um “refúgio” clandestino, com a aquiescência da Casa Branca. Em troca de uma “vitória fácil”, o governo Bush deve ter acenado com a “permissão” para a fuga de Saddam, em um primeiro momento para depois empreender uma caçada sem tréguas a Saddam em toda a região do Oriente Médio, o que ocorreu finalmente na madrugada do dia 13 de dezembro de 2003. Naquele momento apontávamos a necessidade de organizar a resistência anti-imperialista independente da covarde burguesia nativa para expulsar os invasores imperialistas.


DEBANDADA VERGONHOSA DE SADDAN HUSSEIN E SEU REGIME: ORGANIZAR A RESISTÊNCIA DAS MASSAS IRAQUIANAS PARA EXPULSAR O IMPERIALISMO ANGLO-IANQUE E SUAS TROPAS PIRATAS!
(SITE DA LBI, 11/04/2003)

A "temida" e bem armada guarda republicana evaporou-se por completo das cidades de Basra e Bagdá. Com ela, todo o "staff" do regime de Saddam Hussein fugiu sem esboçar a menor resistência diante da entrada das tropas anglo-ianques. O colapso do regime iraquiano aconteceu às vésperas da batalha decisiva desta guerra, com a determinação do Pentágono de seguir com as tropas a qualquer preço para ocupar Bagdá, mesmo sem o reforço da IV Divisão de Infantaria, que só poderia chegar ao Iraque dentro de no máximo duas semanas. Cerca de 20 mil soldados iniciaram a ofensiva a Bagdá, número insuficiente para um enfrentamento com a guarda republicana, concentrada majoritariamente no núcleo central de Bagdá. Somada à insuficiência das tropas invasoras, agrega-se o fator que nem sequer conseguiram fechar um cerco total sobre Bagdá, avançando fundamentalmente em linha reta pelo sul. Para ter-se uma noção do alto risco da operação desencadeada por ordem direta do secretário de defesa ianque, Donald Rumsfeld, em oposição aos próprios comandantes militares em território iraquiano, é só verificar que as tropas invasoras não tinham até então conseguido adentrar em nenhuma grande cidade iraquiana, apesar dos fortes bombardeios e da própria estratégia delineada por Saddam em concentrar suas defesas em torno de Bagdá. Neste momento, com o colapso vergonhoso do regime de Saddam Hussein, a resistência militar em Bagdá está sendo comandada por milícias, sem nenhum apoio do exército regular iraquiano.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

MARCADO JULGAMENTO DE LULA NO TRF MAS BURGUESIA DECIDIRÁ O FUTURO ELEITORAL DO PT APENAS NO STF... DECISÃO É MANTER LULA SOLTO PORÉM “PENDURADO” ATÉ AS ELEIÇÕES DE 2018 PARA LEGITIMAR O CIRCO ELEITORAL DA DEMOCRACIA DOS RICOS: GLOBO PREPARA PACIENTEMENTE A CANDIDATURA DO JUSTICEIRO MORO PARA LEGITIMAR NAS URNAS A FRAUDE


Em tempo recorde, a 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) pautou para o dia 24 de janeiro o julgamento do recurso dos advogados de Lula contra condenação do Juiz Sérgio Moro no caso do apartamento do Guarujá, a mais frágil acusação contra o candidato do PT. A 8ª Turma é formada pelos desembargadores João Pedro Gebran Neto (relator), Leandro Paulsen (revisor e presidente) e Victor Laus. Se a condenação de Lula for confirmada pela 8ª turma do TRF-4, o ex-presidente poderá ou não ter sua prisão ordenada depois de o tribunal analisar eventuais embargos infringentes e de declaração. Os embargos infringentes são um tipo de recurso que só pode ser pedido pela defesa em caso de decisão desfavorável ao réu por órgão colegiado e que não seja unânime. Já os de declaração servem apenas para que os julgadores esclareçam determinado ponto de sua decisão. Lula pode ficar inelegível caso tenha a condenação confirmada em segunda instância. Isso porque a Lei da Ficha Limpa em decisão confirmada pelo STF prevê que uma pessoa condenada por determinados crimes em um órgão colegiado não pode disputar eleições. A inelegibilidade, porém, não é imediata, e depende de ritos processuais no STF e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Na sentença anterior de Moro, ele decidiu por não decretar a prisão do ex-presidente por “cautela”, leia-se que se submete a uma deliberação maior da burguesia nacional sobre o futuro eleitoral do PT para 2018, já que será o TRF a instância jurídica que dará a “palavra final” acerca da inelegibilidade ou não de Lula, cabendo ainda alguns recursos ao próprio TRF, TSE e depois ao STF, que tem em sua pauta a discussão novamente sobre a legalidade da prisão em segunda instância. Lula sabe que deve ser condenado novamente, mas parece que confia que o próprio STF imerso em uma crise interna irá resgatar juridicamente sua candidatura presidencial para 2018. A pena foi baseada nas “delações premiadas contra o PT” que envolve o caso da compra e reforma de um apartamento Triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ainda que sejamos contra a perseguição e a possível futura prisão de Lula a ser definida pelo TRF e o próprio STF de acordo com as conveniências da burguesia, não avalizamos em nenhum momento a política de colaboração de classes do PT. Lutamos contra a ofensiva policialiesca e reacionária do Juiz fascistoide Moro contra o PT e o conjunto da esquerda, apresentado uma saída operária e revolucionária para a crise, o que passa pela construção de um verdadeiro Partido Revolucionário que não seja refém do circo eleitoral da democracia dos ricos. As acusações de corrupção contra Lula, o apartamento no Guarujá e um pequeno sítio no interior paulista, chegam a ser ridículas e passam muito longe do verdadeiro processo de composição entre o Estado burguês e os grandes grupos capitalistas. A “simbiose perfeita” entre a chamada iniciativa privada e seus negócios com todas as instituições estatais não foi “inventada” pelo PT, nos governos da Frente Popular apenas se reproduziu a secular prática recorrente do capitalismo de "pagar" comissões a seus gerentes de turno. As chamadas “propinas” recebidas por todos os gestores públicos desde a instauração da república no século retrasado, os Marxistas caracterizam como “comissões” indutoras do regime político burguês, abrangendo todos os partidos legais, sejam de “esquerda ou direita”. É absolutamente cristalino que o PT também recebeu e operou as “comissões” por cada negócio realizado entre a iniciativa privada e o Estado, sob os 13 anos de sua "gerência" central. Porém os fascistas da Lava Jato, todos corruptos de longa data do “Poder judiciário” (vide o caso Banestado), não estão preocupados com a corrupção ou o recebimento de propinas generalizadas nesta república do capital, estão focados na destruição da Petrobras para beneficiar as grandes petrolíferas imperialistas. Ao mesmo tempo em que Moro e sua trupe treinada pela CIA paralisa a Petrobras e trabalha para quebrar financeiramente as grandes empreiteiras nacionais, protagoniza uma caçada fascista contra as lideranças históricas do PT. O objetivo político da “República de Curitiba” é obviamente limpar o terreno eleitoral para 2018, eliminando o enorme prestígio de massas Lula, deixando livre a candidatura de Moro ao Planalto com o mote de “justiceiro dos corruptos”. Nós Comunistas da LBI somos uma oposição radical e revolucionária aos governos neoliberais do PT, desde que Lula ascendeu à presidência da república em 2003, porém fomos a primeira organização de esquerda a denunciar a farsa midiática do processo do “Mensalão” e seu atual desdobramento ainda mais retrógrado e direitista: A empulhação da Lava Jato! Moro e Dallagnol são um engodo montado desde Washington para encobrir a privataria tucana e semear o terreno para a entrega do que ainda resta de economia nacional ao imperialismo ianque. O golpe institucional que levou Temer ao governo foi apenas o primeiro degrau de uma estratégia de instalar um regime de exceção bonapartista, com a supressão das parcas garantias democráticas conquistadas com a luta e o sangue do nosso povo. Desgraçadamente setores da esquerda reformista e o próprio PT, foram cúmplices da ofensiva reacionária encabeçada pelo justiceiro Moro, agora vislumbram a víbora que alimentaram contra o conjunto dos movimentos sociais. A LBI convoca, em caráter de unidade de classe contra classe, todos as entidades classistas e democráticas a empreenderem uma jornada nacional de luta e denúncia política da farsa da Lava Jato, colando a esta iniciativa o combate frontal as reformas neoliberais que o governo golpista de Temer pretende implementar.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

RAFAEL BRAGA TEM RECURSO NEGADO EM SEGUNDA INSTÂNCIA NA JUSTIÇA DO RJ E TERÁ QUE VOLTAR À PRISÃO: LIBERDADE IMEDIATA PARA TODOS OS PRESOS POLÍTICOS DESTE AUTOCRÁTICO REGIME DEMOCRÁTICO-BURGUÊS


Por 2 votos a 1, o ultra corrupto Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro considerou o ex-catador de materiais recicláveis Rafael Braga Vieira culpado das acusações de tráfico e associação ao tráfico de drogas, em segunda instância, nesta terça-feira (12). Com essa decisão, Rafael terá que voltar à prisão assim que terminar o tratamento de saúde. A desembargadora Katya Monnerat, da 14ª Vara de Família do RJ, foi a primeira a votar contra a apelação da defesa de Rafael. Para ela, não há evidência de contradição nos depoimentos dos PMs. “O réu afirma que recebeu 3 reais da mãe para comprar pão para si e seus irmãos. Presume-se que, sendo uma pessoa humilde, não poderia dispor de tal valor para adquirir a quantidade de cocaína que foi encontrada, o que reforça a tese de comercialização. E o que também derruba a tese de que a droga era apenas para seu consumo. É de conhecimento geral que em uma comunidade como a Vila Cruzeiro, sob domínio de facção como o Comando Vermelho, não seria possível o réu se apresentar aqui como um vendedor autônomo”, disse a desembargadora na sustentação oral do voto. Katya já havia votado pela manutenção da prisão de Rafael, em agosto, quando a defesa pedia o habeas corpus. A desembargadora Sandra Kayat seguiu o voto de Katya. O único voto a favor da apelação da defesa foi o do desembargador Marcos Basilio. Frente a essa decisão absurda, exigimos a liberdade imediata de Rafael Braga assim como de todos os presos políticos da democracia dos ricos, como ativistas do MST e MTST perseguidos pela repressão estatal burguesa.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

PSTU E “MAIS” REPRODUZEM A NOTA CANALHA DA CUT ILUDINDO OUTRA VEZ OS TRABALHADORES: NOVA ENGANAÇÃO ACENA COM MAIS UMA FARSA DE “GREVE GERAL” LEGITIMADA POR ESTES DOIS GRUPOS EM DISPUTA PELO APARATO SINDICAL DA CONLUTAS


Em um consenso que foi da CUT até a CSP-Conlutas, o conjunto da burocracia sindical se reuniu na última sexta-feira (08.12) e aprovou o eixo distracionista de pressão sobre o parlamento “Se botar para votar, o Brasil vai parar”. Novo encontro entre as entidades foi indicado dia 14 “para avaliar as movimentações na Câmara dos Deputados e a possível colocação da reforma em pauta”. Segundo o presidente da CUT, “A greve acontecerá no dia em que os golpistas colocarem para votar a nova proposta de reforma”, disse Vagner Freitas. Em resumo, mais um dia de luta domesticado e atos pontuais no horizonte, quando já passa da hora a convocação de uma verdadeira greve geral por tempo indeterminado nesse mês de dezembro para derrotar Temer e suas reformas neoliberais. A tal “jornada de mobilização” deliberada passa longe de paralisar fábricas, transportes, comércio e escolas. Na verdade se resume, segundo as próprias Centrais “em ações como, abordagem aos parlamentares nos aeroportos, idas aos gabinetes dos deputados e deputadas, denúncias em suas bases eleitorais, assembleias com os trabalhadores e trabalhadoras, panfletagens à população”. Os piadistas seguem afirmando pérolas como “Eles não votaram porque nós conseguimos disputar a opinião pública e vencer. O povo entendeu que não é reforma, é desmonte, é o fim do direito de se aposentar” quando na verdade Temer avança na conquista de votos para aprovar o duro ataque no parlamento, enquanto a nova lei trabalhista vai liquidando conquistas! Trata-se de uma decisão de classe da burguesia, que cedo ou tarde, será imposta se não houver desde já resistência da classe operária e do conjunto dos explorados! A piada maior vem da esquerda revisionista com o PSTU e MAIS reproduzindo a nota canalha da CUT, continuando a colaborar com o circo armado pela burocracia sindical para iludir e desmoralizar os trabalhadores. Tanto que a Conlutas e Intersindical respectivamente representadas por Carlos Prates, o Mancha e Edson Carneiro, o Indio, longe de denunciar a farsa em curso, trataram de integra-se a ela, assinando a nota distracionista do conjunto das centrais! O Esquerda Online do MAIS soma-se ao teatro ao afirmar que “Dirigentes orientam que os trabalhadores permaneçam mobilizados em assembleias, panfletagens e pressionando os deputados contra a proposta do governo Temer”. O site do PSTU tratou de patrocinar o mesmo engodo! Nenhuma linha de denúncia da política de sobotagem da CUT, CTB, FS e das centrais amarelas, no máximo um “lamento” que uma data exata não foi ainda deliberada quando a convocação de uma greve geral por tempo indeterminado já passa da hora! O mais irônico é que PSTU e MAIS seguem uma dura disputa pelo aparato sindical da Conlutas enquanto aplicam a mesma política de pressão parlamentar no movimento operário. Na recente reunião da Conlutas que escolheu sua executiva nacional ficou dividida quase meio a meio, enquanto no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém o PSTU vetou uma chapa conjunta com o MAIS. Esses grupos da esquerda revisionista (PSTU e MAIS) patrocinam mais uma vez essa enganação de “Greve Nacional” apresentando essa barganha cínica da burocracia sindical traidora como se fosse uma verdadeira Greve Geral, montando um cenário de ilusão e desmoralização entre os trabalhadores e sua vanguarda. Nesse sentido não passam de auxiliares políticos da Frente Popular e seus parceiros! Nós da LBI defendemos mais uma vez a necessidade de se convocar um Congresso Nacional de base dos Trabalhadores que rechace esses burocratas canalhas e aponte o caminho da luta direta e revolucionária para derrotar Temer e suas reformas neoliberais, se constituindo como um embrião de poder proletário que supere a política de ilusões no circo eleitoral da democracia burguesa e na pressão sobre o parlamento burguês. Esta é a senda da vitória e não a fictícia unidade com esses verdadeiros traidores da classe operária que não passam de sustentáculos do carcomido regime político capitalista!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

JONH LENNON É ASSASINADO EM 8 DE DEZEMBRO DE 1980: APESAR DE SUA GENIALIDADE, NOSSA CRÍTICA A “IMAGINAÇÃO” DE MUDAR O MUNDO SEM DESTRUIR O CAPITALISMO


No dia 8 de dezembro de 1980 era assassinado às portas do seu edifício Dakota, em frente ao Central Park, New York, prédio em que vivia, o mais rebelde poeta dos Beatles, John Lennon, por um fã que horas antes havia lhe pedido um autógrafo. Mark David Chapman disparou cinco tiros, quatro acertaram o ex-Beatle. Calava-se dramática e abruptamente uma das vozes mais controversas dos anos 60, ícone de uma época conturbada e explosiva. Lennon, nascido em 1940, era filho de um marinheiro, típico da zona portuária de Liverpool, Inglaterra, teve uma infância marcada pela pobreza e abandono por parte de mãe e pai, marcando-o psicologicamente por toda a sua vida, o que pode ter dado asas à sua rebelde imaginação que no final de sua vida aproximara-se do partido comunista norte-americano. A obra de Lennon foi produto inexorável da época em que vivia. Em meados de 1969 rompe com a sanha comercial dos Beatles, um bem sucedido produto da indústria fonográfica imperialista, para dar início à sua nova orientação de ativista de esquerda engajado nos acontecimentos políticos globais.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

POR UMA NOVA INTIFADA PARA RECUPERAR JERUSALÉM E TODO O TERRITÓRIO HISTÓRICO DA PALESTINA OCUPADA: PELA DESTRUIÇÃO DO ENCLAVE SIONISTA! LUTAR EM DEFESA DE UMA PALESTINA SOVIÉTICA BASEADA EM CONSELHOS DE OPERÁRIOS E CAMPONESES ÁRABES, PALESTINOS E JUDEUS!


Há poucas horas Trump reconheceu oficialmente Jerusalém como capital da ocupação sionista: “Hoje finalmente reconhecemos o óbvio: que Jerusalém é a capital de Israel. Isso é nada mais nada menos do que o reconhecimento da realidade. Também é a coisa certa a fazer. É algo que tem que ser feito”. Em seu discurso, o presidente ianque afirmou que “é tempo de oficialmente reconhecer Jerusalém como capital de Israel” e que toma a decisão “no melhor dos interesses dos Estados Unidos”. Pateticamente, Nabil Abu Rudeineh, porta-voz da Autoriadade Nacional Palestina, divulgou um comunicado no qual Abbas antes do anúncio “alertou Trump sobre as perigosas consequências de tal passo para o processo de paz e para a segurança e a estabilidade na região e no mundo”. A embaixada norte-americana será transferida de Tel Aviv para Jerusalém. A mudança da Embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém foi aprovada em 1995 pelo Congresso. Em sua campanha eleitoral, Trump prometeu levar a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. Há 70 anos, em 29 de novembro de 1947, a resolução 181 da ONU de criação do encalve sionista em terras palestinas situava provisoriamente a cidade sob administração internacional. Mas logo a parte ocidental foi ocupada por Israel, e depois da Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, também o lado oriental tudo com o aval do imperialismo ianque. A recém-fundada Organizações das Nações Unidas, substituta da antiga Liga da Nações, através da iniciativa dos Estados Unidos, e com o apoio entusiástico da URSS, decreta em 1947 a divisão definitiva da Palestina entre um Estado judeu e outro árabe palestino. O stalinismo, após os acordos de Yalta, deixará o Oriente como uma área de influência do imperialismo ianque, além da consideração do sionismo, em sua versão trabalhista como um aliado político, com o qual desenvolverá uma frente popular em Israel. O velho Partido Comunista palestino logo mudará seu nome para israelense por considerar as massas árabes e palestinas como atrasadas e feudais. Antes mesmo da oficialização do Estado de Israel, as tropas do Irgun retomam os massacres aos palestinos, como a chacina da aldeia de “Deir Yassin”. Era o prenúncio do terrorismo sionista que irá assolar o povo palestino até hoje. Desde então os sionistas têm incrementado o número de ameaças em locais religiosos não-judaicos e intensificado o plano de “judaização” da Jerusalém Oriental, aumentando a construção de colonatos e expulsando os palestinos de suas casas, que são muitas vezes demolidas. O chacal sionista, Benjamin Netanyahu, disse nessa quarta-feira que o reconhecimento marca “um dia histórico e um importante passo para a paz”, obviamente referia-se a paz dos cemitérios, fruto da ofensiva militar que a ocupação desencadeará contra o povo palestino com a decisão de Trump. O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, prometeu convocar uma Nova Intifada: “Devemos convocar e devemos trabalhar no lançamento de uma intifada diante do inimigo sionista”, disse o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em um discurso em Gaza, de acordo com a Reuters. O fim dos constantes massacres do povo palestino, assim como a realização da sua justa aspiração nacional para a constituição de uma verdadeira pátria, não passa, como já dissemos, pelos reacionários “acordos de paz” e a criação de um protetorado palestino sob as botas do Estado terrorista de Israel. Para os Marxistas Revolucionários, a caracterização de Israel como um enclave do imperialismo estabelecido contra a luta das massas árabes do Oriente Médio é fundamental para defendermos a sua destruição, como parte de um programa revolucionário para os trabalhadores palestinos. A essência de todos os conflitos militares travados na região reside na própria arena da luta de classes internacional, sendo a existência de Israel, um enclave militar artificialmente implantado no coração do Oriente, fundamental na repressão dos interesses do imperialismo mundial em uma região estratégica, pelas reservas petrolíferas, para o funcionamento da economia capitalista no planeta. É uma tarefa do conjunto do proletariado de todo mundo, inclusive o judeu, a destruição deste gerdame imperialista, no sentido de impulsionar enormemente a luta dos povos contra a exploração capitalista. As ilusões que poderiam ser despertadas com a farsa dos acordos de paz, sobre os setores da população mais castigados e céticos por longos anos de sofrimento, se desfizeram antes mesmo de alcançarem alguma envergadura. A humilhação permanente dos sionistas sobre a malfadada “Autoridade Nacional Palestina” tem contribuído em muito para isso. A tensão revolucionária que permeia a Palestina ocupada não conseguiu ser quebrada nem pela violenta reação militar, tampouco pelo pacto OLP-sionismo. Está aberta toda uma etapa, marcada pela resistência e grandes lutas que rapidamente porão abaixo o acordo traidor, colocando como centro a conquista de um verdadeiro Estado nacional. A única alternativa que poderá dar uma resolução cabal à legítima reivindicação nacional do povo palestino, assim como livrar as massas e trabalhadores da região de seus gigantescos sofrimentos ao longo de vários séculos, é a defesa de uma Palestina Soviética baseada em conselhos de operários e camponeses palestinos e judeus. A expropriação do grande capital sionista, alimentado em décadas pelo imperialismo ianque, impossível de ser conquistada sem a destruição do Estado de Israel, garantirá a reconstrução da Palestina sob novas bases, trazendo para seu povo o progresso e a paz tão almejada durante 70 anos de guerra de rapinagem imperialista na região.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

06 DE DEZEMBRO DE 1976 - JOÃO GOULART MORRE ENVENENADO NA ARGENTINA PELA OPERAÇÃO CONDOR: A CIA E OS GOVERNOS MILITARES DO CONTINENTE ELIMINAM MAIS UM QUADRO POLÍTICO “INCONVENIENTE” DA BURGUESIA


O ex-presidente brasileiro João Goulart (1961-1964) morreu, segundo a versão oficial, de um ataque cardíaco em 6 de dezembro de 1976 no município de Corrientes, na Argentina. No entanto, as suspeitas de que Jango, como era popularmente conhecido, tivesse sido morto por agentes da “Operação Condor” sempre foram levantadas por amigos, familiares e especialistas. A “Operação Condor” foi coordenada diretamente pela CIA para eliminar as lideranças políticas que em algum momento “atrapalharam” os planos do imperialismo para a região. Para o “Tio Sam” nunca foi problema envenenar, inclusive aliados fiéis como o reacionário Carlos Lacerda, assassinado no final dos anos 70 às vésperas de fundar a “Frente Ampla”. Também tramaram o “acidente” fatal com JK. Em entrevista à EBC (Empresa Brasil de Comunicação) em 2012, o ex-agente do serviço secreto uruguaio Mario Neira Barreto forneceu detalhes da operação que teria resultado na morte de Goulart. Segundo sua versão, o ex-presidente brasileiro deposto pelo regime militar teria sido morto por envenenamento. Segundo Neira, Jango vivo era considerado uma ameaça pelos militares brasileiros apesar de ter se negado a resistir ao golpe de 1964. Em 2008, ele já havia revelado ao jornal Folha de S. Paulo que Jango havia sido morto a pedido de Sérgio Paranhos Fleury, na época delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, com a autorização do então presidente Ernesto Geisel (1974-1979). Para evitar a repetição das grandes manifestações populares em homenagem a JK, o governo transformou o funeral de Goulart numa operação de guerra. O general presidente Ernesto Geisel só autorizou o enterro em São Borja (RS), cidade natal de Jango, com a condição de que não houvesse nem cortejo nem velório. Militares de três unidades do Exército ocuparam a pequena cidade gaúcha. O carro com o caixão de Jango foi barrado por militares do 3° Exército ao chegar a Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Quando a passagem foi liberada, a Polícia Federal exigiu que o carro seguisse em alta velocidade, sem parar para as milhares de pessoas postadas à margem da rodovia. Contrariando as ordens, o caixão foi levado à igreja de São Borja, onde centenas de pessoas o aguardavam. Cerca de 10 mil militares cercavam o local e cerca de 30 mil pessoas tomavam as ruas. Dentro da igreja, Denise Goulart lançou sobre o caixão do pai uma bandeira com a palavra Anistia. Para apressar o enterro, soldados do Exército levaram o caixão para fora, mas populares o retomaram e o levaram em cortejo até o cemitério. Enquanto neste país a direita golpista conspira abertamente contra todos aqueles que “atravessem” seu caminho, inimigos ideológicos ou não (sempre com o suporte de seus “amigos” da CIA), a esquerda jura obediência à institucionalidade, confiante na “probidade” de seus adversários mais reacionários. Hoje em dia, enquanto as gangs burguesas a frente do Estado capitalista não vacilam em eliminar fisicamente seus “arquivos vivos” que podem colocar a nu as relações mafiosas do poder burguês, a esquerda revisionista mesmo diante de todas as evidências jura sua fidelidade aos ritos sagrados da democracia capitalista, acreditando que a burguesia não ousaria ultrapassar os limites das "tradicionais" manobras políticas existentes no "jogo do poder", portanto conspirações e assassinatos não poderiam fazer parte do "cardápio" das classes dominantes. O envenenamento de João Goulart pela “Operação Condor” durante a ditadura militar assim como a morte de JK e Lacerda, o “acidente” áereo que matou o General Castelo Branco e as recentes mortes de Eduardo Campos, do Ministro do STF, Teori Zavaski e do próprio delegado da PF que investigava o caso em plena “democracia” só reafirmam a necessidade dos revolucionários denunciaram a verdadeira ditadura do capital em que vivemos!
6º CONGRESSO DO PSOL: ESPERANDO A CANDIDATURA DE BOULOS, PSOL SE PARALISA À REBOQUE DE LULA


O 6º Congresso do PSOL realizado nesse final de semana aprofundou seu programa social-democrata com o controle amplamente majoritário da Unidade Socialista (US), grupo de Ivan Valente apoiado pela ex-prefeita petista Luiza Erundina. Mais de 60% dos delegados, incluindo votos dos representantes escolhidos na convenção do Amapá, onde o PSOL é controlado pela Rede do prefeito Clécio Luis e do Senador Randolfe Rodrigues, permitiram que a US indicasse como presidente nacional do partido Juliano Medeiros. Nas entrevistas após o congresso, sem receio de revelar o que representa sua “Nova Esquerda” ele foi claro: “Precisamos nos inspirar em processos como os que deram origem ao Podemos (na Espanha), Bloco de Esquerda (Portugal), França Insubmissa (França) e mesmo Syriza (na Grécia)”. (Revista Fórum 04/12). A vocação do PSOL é inspirada em “modelos” de partidos sociais-democratas, tão acalentados como a esperança de uma nova esquerda mundial não Marxista Leninista. Com o desgaste do SYRIZA pela sua gestão de ajuste neoliberal na Grécia, agora o PODEMOS passou a ser a grande referência programática do PSOL no Brasil, considerado uma organização “horizontal” e que rechaça todos os "velhos ismos" (como o Marxismo, Leninismo e o Trotskismo), aderindo a apologia de um novo “modo de produção sustentável ecologicamente”. Não por acaso Juliano atacou o Leninismo defendido pela LBI no artigo “Lênin e a atualidade de Esquerdismo, doença infantil do comunismo” em que afirma: “Quando pensamos hoje em esquerdismo, logo nos vem à mente organizações caracterizadas pelo sectarismo e incapacidade de dialogar minimamente com o real nível de consciência dos trabalhadores. No Brasil estes grupos são representados pela Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), o Partido Operário Revolucionário (POR) ou a Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional (LER-QI), quase todas de origem trotskista”. Esta nova “tese” revisionista de combate ao Leninismo sobre o pretexto de delimitar-se com o esquerdismo ou o “sectarismo” vem sendo abraçada por uma ampla maioria de militantes e tendências internas do PSOL, inclusive as que romperam recentemente com o Morenismo, como o MAIS e o NOS, e que já se proclamam “ecossocialistas” e formulam o chamado “Leninismo do Século XXI”. Tanto que o grupo de Valério Arcary foi integrado ao PSOL por unanimidade, aceitando as milhagas oferecidas pela US: uma vaga na executiva nacional do partido sem direito a voto, som a voz! Nesse sentido, o Congresso do PSOL foi o corolário da integração do MAIS em seu novo papel histórico de ruptura com a herança Morenista, para que tenha adesão as teses ecossocialistas, assim como fez o MES (também simpatizante do SU), a Insurgência e outros grupos menores. Trata-se de uma virada de “concepção de mundo” por parte de antigos quadros dirigentes Morenistas, descrentes da perspectiva da revolução proletária, impulsionada por um partido Leninista de vanguarda. O conteúdo do “Leninismo do Século XXI”, publicitado pelo prof. Valério e aplaudida por Juliano Medeiros (US) ao combater a LBI, vai bem mais além da capitulação a política oficial de colaboração de classes do PSOL, significa um “salto de qualidade” na superação ideológica da concepção Leninista do Partido Bolchevique, ou mesmo uma “nova” (velha) formulação programática que rejeita a estruturação de um partido centralizado e de quadros profissionais à serviço da revolução socialista. Com relação a candidatura presidencial, há também quase um consenso pelo nome de Guilherme Boulos, um bom puxador de votos segundo as análises internas, mas o dirigente do MTST “resiste” à espera do desenrolar da decisão da burguesia se irá ou não permitir através de decisão do Judiciário a candidatura de Lula (PT). Em resumo, o PSOL se paralisa à reboque de Lula, um articulação que teve origem com sua adesão e a de quadros dirigentes do PT ao "Vamos"! A resolução é clara nesse sentido: “O PSOL construirá uma candidatura que represente uma ampliação para além de suas fileiras partidárias e expresse o acúmulo das lutas dos movimentos sociais combativos, da Frente Povo Sem Medo, das lutas no parlamento contra o golpe institucional e em defesa de um novo campo político na esquerda que expresse a negação da conciliação de classes como estratégia política. O nome que representará o partido na disputa eleitoral será definido em Conferência Eleitoral, no primeiro trimestre de 2018, composta por 126 delegados e delegadas. Pela resolução, as pré-candidaturas internas deverão se inscrever em até dez dias antes da referida conferência, através de procedimento a ser definido pela Executiva Nacional. O 6º Congresso reafirma candidatura própria em 2018, como alternativa socialista, popular e radical”. Entenda-se a “ampliação” alianças também com a Rede de Marina Silva e Randolfe Rodrigues, este último um verdadeiro “soldado” da US de Ivan Valente no interior da legenda ecocapitalista ligado ao Banco Itául. Sintómático é que a esquerda revisionista (Insurgência, Comuna, MES, CST, LSR, EM e afins) encontra-se completamente calada diante dos desastrosos resultados do congresso do PSOL, com a US esmagando o chamado “Bloco de Esquerda” e seus aliados. CST mais uma vez limitou-se a implorar que Freixo fosse o presidente nacional do PSOL, mas o grupo de parlamentares do Rio de Janeiro já tem um projeto eleitoral bem definido: Chico Alencar Senador e eleger Freixo novamente deputado para acumular tendo objetivo a próxima disputa para a prefeitura do Rio de Janeiro. Chico, Glauber e Freixo em seu cretinismo eleitoral, por entenderem que Boulos tem densidade de votos, apoiam o nome do dirigente do MTST para ajudar a eleger sua rede de parlamentares pelo país, uma meta comum a traçada pela US de Ivan Valente. Restou ao MES, CST, Insurgência, Comuna e outros grupúsculos apoiar o nome de Plínio de Aruda Sampaio Júnior e esperar de Luciana Genro e Babá consigam a tão sonhada vaguinha no parlamento burguês. O Congresso do PSOL reafirmou que, assim como seus “irmãos” de plataforma ideológica PODEMOS e SYRIZA, não passa de uma amálgama político criado pela própria burguesia “progressista” para desviar a luta popular e operária do caminho da revolução socialista, portanto devem ser denunciados energicamente pelos Comunistas Leninistas como TRAIDORES à serviço da ofensiva reacionária do imperialismo contra os povos! Agora, com o resultado de 6º Congresso Nacional, optando por esperar uma posição de Boulos, esse papel fica ainda mais evidente, na medida que a campanha eleitoral da legenda fica completamente na dependência do lançamento ou não da candidatura da centro-esquerda burguesa encabeçada por Lula.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

HÁ CINCO ANOS MORRIA OSCAR NIEMEYER: O ÚLTIMO GRANDE “AMIGO” DO VELHO “PARTIDÃO”


No dia 05 dezembro de 2012 morria o premiado arquiteto Oscar Niemeyer aos 104 anos de idade, vítima de complicações renais e desidratação aguda após 34 dias de internação em hospital no Rio de Janeiro. “Comunista” desde 1945, quando conheceu Luis Carlos Prestes e ingressou nas fileiras do PCB, na esteira da derrota nazista pelo Exército Vermelho na URSS e na tomada de Berlim, junto com uma cepa de intelectuais pequeno-burgueses. Mesmo assim, a mídia “murdochiana” elevou-o à condição de um dos maiores gênios criadores no Brasil e tem estampado em todos os seus jornalões a história de sua vida e obra. Foi, de fato, o arquiteto brasileiro que obteve mais projeção no cenário mundial e que exerceu profunda influência na arquitetura moderna com seu pioneirismo da técnica do concreto armado, as curvas e os traços rápidos e simples desde a década de 40 do século passado, visão sintetizada neste breve pensamento: “Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein” (Almanaque Brasil). Adotou o curvilíneo como contestação às formas monótonas e repetitivas impostas pelo capitalismo segundo acreditava. Representante da antiga geração que simpatizava com a revolução bolchevique de 1917, foi um dos últimos amigos do velho "Partidão", a ele fiel até sua morte, embora o atual PCB não tenha mais as mesmas características programáticas que manteve até o fim da URSS. Porém, como um pequeno-burguês típico defendia o papel da burguesia como uma possível agente histórico do progresso, ao lado de outros camaradas como Jorge Amado, Mario Lago, Dias Gomes...Neste sentindo foi um fervoroso defensor do governo burguês de JK. O lado progressista de Niemeyer veio à tona ao ter apoiado politicamente a URSS e a revolução cubana, estabelecendo laços de amizade com os Estados operários mesmo durante os ásperos anos da guerra fria.
PSOL E PSTU “LAMENTAM” O CANCELAMENTO DA SUPOSTA GREVE NACIONAL, PORÉM DÃO PROSSEGUIMENTO A FARSA DO “DIA DE LUTA” DESTE 05/12: BUROCRACIAS SINDICAIS TRAIDORAS AGRADECEM A COBERTURA DE ESQUERDA DADA PELOS REVISIONISTAS LEGITIMANDO ESTA FRAUDE. OS REVOLUCIONÁRIOS NÃO AVALIZAM MAIS ESSE ENGODO DE LOBBY PARLAMENTAR! 


Logo após a CUT, FORÇA SINDICAL, UGT, CTB, NOVA CENTRAL E CSB cancelarem a suposta “Greve Nacional” de 05/12, nunca organizada de fato em suas bases, limitando-se a mais um “dia de luta” domesticado com atos em praças e passeatas midiáticas, a ala “esquerda” da burocracia sindical (CONLUTAS E INTERSINDICAL) assim com as correntes políticas que as impulsionam (PSOL, MAIS, PSTU, MRT e afins) lançaram notas “lamentando” a suspensão da atividade. Para capitalizar a traição de seus parceiros, resolveram “manter as manifestações” na data, ou seja, para hoje. Farsa e tragédia mais uma vez caminharam juntas! Essas correntes da esquerda revisionista sabiam perfeitamente que não existiria nenhuma “Greve Nacional” antes mesmo de seu cancelamento mas trataram de fazer “propaganda enganosa” até a véspera da suspensão do protesto. Não foram convocadas assembleias de base, organizado piquetes, os transportes não iriam paralisar o país, muito menos as fábricas e regiões operários entrariam em greve. Porém a farsa foi mantida em nome da política de “unidade” com os traidores. Quando a CUT e seus parceiros do sindicalismo amarelo desmarcaram a suposta “Greve Nacional”, a ala esquerda desta mesma burocracia sindical viu a possibilidade de sua máscara cair junto de seus “aliados” e tratou de manter o embuste para este dia 05, agora “revelando” o verdadeiro caráter do “dia de luta”: atos esvaziados em praças e passeatas domesticadas “contra a reforma da previdência”. Pior, ainda armaram um cenário fictício dizendo que as “bases” das CUT e FS se rebelaram contra a orientação da cúpula: “Bases sindicais não aprovam recuo da maioria das centrais e reafirmam participação na Greve Nacional desta terça-feira” (PSTU, 04,12). Nada mais falso! Essas entidades nada mais fizeram que seguir a orientação da direção nacional da CUT que em seu site estampa “CUT faz atos em 25 estados contra Reforma da Previdência”, ou seja, realizar atos agora sem afirmar que essa “piada de mau gosto” tratava-se de uma suposta “Greve Nacional”...Está tudo como dantes no quartel de Abrantes, as burocracias sindicais traidoras agradecem a cobertura de esquerda dada pelos revisionistas legitimando esta fraude política! PSOL, MAIS, MRT, PSTU e seus afins não passam de farsantes, que não rompem com a estratégia de pressão parlamentar! Tanto que PSOL e PSTU lançaram vários cartazes como o embusteiro chamado de “GREVE MANTIDA” como vemos acima!.O grupo MAIS, sem noção do ridículo, afirma “5 de Dezembro: É preciso fortalecer a greve nacional no setor de transportes”...mas nenhum ramo da categoria parou neste dia, todos sabemos! O MRT diz “Às ruas dia 5 contra a reforma da previdência! Retomar o caminho da greve geral!” quando não havia nenhuma “Greve Geral” sendo preparada no último período, apenas a paródia de “Greve Nacional” (na verdade mais um dia de luta) que a burocracia até mesmo cancelou. Não havia nada de peso sendo organizado nas bases justamente porque seguem apenas o calendário de pressão sobre o parlamento burguês e não a luta direta para derrotar Temer e suas reformas! Como se observa, não se cansam de permear ilusão e desmoralização entre os trabalhadores e sua vanguarda, não passam de auxiliares políticos da Frente Popular e seus parceiros! Contra esse novo embuste, agora montada pela “ala esquerda” da burocracia sindical (CONLUTAS E INTERSINDICAL) assim com as correntes políticas que as impulsionam (PSOL, MAIS, PSTU, MRT e afins) a LBI declara que não avalizará essa farsa, uma verdadeira tragédia que embota a consciência de classe dos trabalhadores. Devemos lutar por uma verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado, o que passa por romper a ilusória unidade com esses traidores da CUT, FS e a burocracia sindical amarela. Nós da LBI defendemos mais uma vez a necessidade de se convocar um Congresso Nacional de base dos Trabalhadores que rechace esses burocratas canalhas e aponte o caminho da luta direta e revolucionária para derrotar Temer e suas reformas neoliberais, se constituindo como um embrião de poder proletário que supere a política de ilusões no circo eleitoral da democracia burguesa e na pressão sobre o parlamento burguês. Esta é a senda da vitória e não a fictícia unidade com esses verdadeiros traidores da classe operária que não passam de sustentáculos do carcomido regime político capitalista! Por essa razão a LBI e os sindicalistas revolucionários da TRS não legitimamos o teatro montado hoje pelo PSOL, PSTU e suas centrais sindicais que visam apenas capitalizar futuramente nas urnas a traição do PT e da CUT! Chamamos os trabalhadores e suas vanguarda explicar em suas bases a traição em curso das duas alas da burocracia sindical para construir uma alternativa política revolucionária de direção para o movimento de massas!


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

“LÁGRIMAS DE CROCODILO”: GRUPO “MAIS”, PCO E MRT “DENUNCIAM” A VOLTA DA ESCRAVIDÃO NA LÍBIA MAS “ESQUECEM” QUE APOIARAM A FALSA “REVOLUÇÃO ÁRABE”, RESPONSÁVEL PELA ATUAL BARBÁRIE CAPITALISTA



Nos últimos dias vimos fotos de escravos sendo vendidos na Líbia, homens negros amontoados e amarrados em mercados a céu aberto no país em que há 6 anos quase toda a esquerda euforicamente anunciava ser palco da “Revolução Árabe”. O PCO, MRT (antiga LER), o PSTU e o seu racha MAIS (que até hoje reivindica a posição de apoio aos “rebeldes da OTAN”), festejaram a morte do “ditador Kadaffi” apresentando a ofensiva imperialista como um levante revolucionário que deveria ser apoiado. A LIT em particular pediu na época que Obama e todos os países imperialistas fornecessem armas para os “soldados da liberdade” na Líbia. Agora que a barbárie capitalista se impôs no país norte-africano, esses canalhas derramam “lágrimas de crocodilo” lamentando a volta da escravidão na Líbia. Estampa o Esquerda Diário do MRT (25/11): “Negros vendidos como escravos na Líbia: fotos do horror que o imperialismo produz”. Causa Operária denuncia que “Na Líbia destruída pelo imperialismo, refugiados negros são leiloados como escravos” (30/11), afirmando que “A derrubada de Kadafi provocou uma crise humanitária na Líbia e deixou o país destruído e sem unidade. Mesmo destino que a Síria teria tido se Bashar Al Assad não tivesse resistido, com ajuda do Irã e da Rússia”. O MAIS balbucia sobre “A quase inexistência de um estado consolidado na Líbia, que hoje é arena de conflitos entre tribos que estavam em relativa paz há décadas” (Esquerda OnLine, 05.02). Em resumo, 6 anos após apoiarem a “revolução” made in CIA e a derrubada de Kadaffi pelos “rebeldes” da OTAN, “lamentam” que a Líbia está sendo destruída pelos agentes do imperialismo. Sério? Descobriram somente agora? Antes de qualquer coisa é preciso registrar que grande parte da família revisionista alardeava que a intervenção militar da OTAN era uma invenção para fazer “eco às afirmações do próprio Kadafi”. Longe de rechaçarem a então possível ação militar, os morenistas, por exemplo, escreveram um artigo atacando Fidel Castro e todos aqueles que denunciavam que a intervenção estava em marcha, afirmando literalmente que “Em outras palavras, com a justificativa de um suposto perigo de uma iminente invasão da OTAN, Castro apóia o ditador Kadafi que está massacrando seu próprio povo” (Sítio PSTU, 24/02/2011). O PTS argentino, na mesma tonada, declarou que o imperialismo não iria intervir na Líbia porque Kadaffi já estava fazendo o trabalho de “atacar a revolução”. Às vésperas do Conselho de Segurança da ONU aprovar a chamada "zona de exclusão aérea", o patético PTS afirmava: “Dificilmente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se reunirá nestes dias para discutir que política ter ante a situação na Líbia, logre superar suas diferenças, ainda que não se pode descartar que logo que Kadafi faça parte do trabalho sujo, liquidando as forças do levantamento, Estados Unidos e outras potências terminem atuando para definir a seu favor o futuro regime da Líbia” (Sítio PTS, 17/03). Para não pairar dúvidas, lembremos o que Causa Operária falava em fevereiro de 2011: “A crise na Líbia, governada pelo ditador Muamar Khadafi, se agrava mais a cada dia que passa. As manifestações estão crescendo e a repressão está sendo extremamente violenta contra os manifestantes. Somente nas manifestações que estão ocorrendo nesta sexta-feira (18/02) foram mortos 27 pessoas, sendo 20 em Benghazi e 7 em Derna. As manifestações, assim como ocorreu no Egito, pode (sic) derrubar o Khadafi e sua política de apoio ao imperialismo” (sítio PCO, 18/02/2011). Em resumo, o PCO e o MRT assim como toda a canalha revisionista do trotskismo comandada pela LIT, corrente morenista hoje tão criticada por Causa Operária e o PTS, estavam unidos e de mãos dadas com os “rebeldes” contra o “ditador” Kadaffi que diziam ser aliado do imperialismo, usando inclusive a mesma linguagem para definir o decadente regime nacionalista burguês líbio. Como se observa, o PCO, MRT, MAIS estavam no campo político e militar dos “rebeldes” na Líbia, posição que equivale a postar hoje junto dos neonazistas na Ucrânia, da direita golpista no Brasil ou  MUD financiado pela CIA na Venezuela! Os genuínos trotskistas não tiveram dúvidas de que lado ficar na guerra civil na Líbia e diante dos bombardeiros da OTAN. Alertamos naqueles dias que estávamos literalmente em meio a uma guerra onde a CIA e o Pentágono armaram os mercenários “rebeldes” e com a ajuda da ONU e da OTAN derrubaram o governo nacionalista decadente para converter o país novamente, como na época da monarquia, em seu quintal exportador de petróleo barato, como estamos vendo nos dias atuais! Os revolucionários da LBI se postaram pela defesa incondicional da nação oprimida e por sua vitória militar contra o imperialismo, como nos recomendou Trotsky, sem deixar de criticar o regime de Kadaffi desde a mestra trincheira de luta antiimperialista! Já o PCO, MRT... comemoraram junto com a canalha revisinionista comandada pela LIT a queda do regime de Kadaffi e hoje cinicamente apenas derramam "lágrimas de crocodilo" ao lamentar a volta da escravidão na Líbia mergulhada na barbárie capitalista impostas após a a falsa "Revolução Árabe". Não nos enganam com seu teatro humanitário!



sábado, 2 de dezembro de 2017

BLOG DA LBI ULTRAPASSA 2 MILHÕES DE ACESSOS NO CENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE: UMA TRIBUNA MILITANTE VIVA EM DEFESA DAS LIÇÕES DE OUTUBRO NO COMBATE PELA CONSTRUÇÃO DO PARTIDO REVOLUCIONÁRIO!


Em uma feliz coincidência o BLOG da LBI ultrapassou os 2 milhões de acessos justamente quando comemoramos os 100 anos da Revolução de Outubro, vitoriosa insurreição revolucionária do proletariado sob a direção do Partido Bolchevique de Lênin e Trotsky. O BLOG da LBI alcança uma “pequena” vitória na luta do Trotskismo ortodoxo contra o arco revisionista da esquerda que se deixou corromper pela Frente Popular em mais de uma década de gerenciamento do Estado Capitalista no Brasil, seguindo agora o combate contra o governo golpista de Temer. Reconhecemos que não é uma tarefa “fácil” remar contra a maré das benesses materiais e políticas oferecidas pelo regime burguês para cooptar as direções do movimento de massas, porém o norte da nossa bússola é o programa da Revolução Socialista e não o “aprimoramento” desta democracia dos ricos. Sem falsa modéstia, estamos orgulhosos de conquistar esta marca histórica porque sabemos que cada artigo elaborado pela Equipe de Redação do BLOG da LBI representa um esforço militante heróico de combate ativo pelo programa revolucionário tão atacado pela burguesia e deformado pelos revisionistas do trotskismo. O BLOG da LBI vem sendo o principal porta-voz de ácidas polêmicas com outras correntes políticas de esquerda, muitas das quais se tornaram “papagaios” do imperialismo em sua ofensiva contra regimes nacionalistas burgueses, como ontem na Líbia, depois na Síria, Ucrânia e agora contra o Estado operário norte-coreano e a Venezuela de Maduro. Sabemos bem que pagamos um “preço político muito alto” por sustentar com vigor a ortodoxia do Trotskismo no mar de confusão teórica e degeneração material que hoje atravessa a esquerda mundial, porém mesmo “isolados” dos círculos da esquerda pequeno-burguesa rendida a “modernidade democrática”, continuaremos firmes e inflexíveis na defesa dos ideais Marxistas Leninistas! Se os falsários do Marxismo pensavam que isolando a jovem e frágil IV internacional, e assassinando covardemente seu dirigente máximo, poderiam eliminar os ideais revolucionários estavam rotundamente enganados. A grandeza das ideias Marxistas não pode ser mensurada simplesmente pelo tamanho da organização que as representa, se assim não fosse o programa fundacional da IV Internacional poderia ser considerado pelos falsários do Trotskismo como algo “insignificante”. A fortaleza das posições do BLOG da LBI reside justamente na correção de suas posições e não no tamanho de seu “aparato". Seguimos “pequenos” mas íntegros com nossas convicções revolucionárias. É por esta clareza programática que o “modesto” BLOG da LBI avança seguro contra a enorme correnteza da ofensiva ideológica reacionária do capital, que desgraçadamente tem contaminado a esquerda oportunista. Sabemos que a marca de 2 milhões acessos, pequena em relação aos sites da mídia corporativa mas bem superior aos acessos dos blogs das seitas virtuais que pululam a esquerda Revisionista, representa muito mais que este número em si, ela expressa que é possível resistir firmemente à maré de ofensiva ideológica e cultural contrarrevolucionária que vem crescendo no planeta desde a queda do Muro de Berlim e da URSS, uma torrente reacionária que devastou por inteiro diversas organizações políticas centristas que se proclamavam “ortodoxas” e levou os reformistas a dar uma guinada à direita a nível mundial, como vemos no caso do PT e do PSOL no Brasil, além do racha do MAIS no PSTU. Defender abertamente o Leninismo (não uma mera formalidade literária ou virtual como fazem os revisionistas que logo racham mergulhados em seu próprio oportunismo), o centralismo democrático como elemento fundamental de formar uma organização revolucionária disciplinada para lutar de forma conspirativa pela destruição do Estado burguês e a edificação da Ditadura do Proletariado é uma tarefa que o BLOG da LBI vem fazendo desde julho de 2011. No Brasil existe uma quantidade enorme de correntes e grupos políticos que se proclamam Trotskistas e Leninistas, ainda que apenas formalmente. Somente as organizações políticas revisionistas do Programa de Transição somam quase duas dezenas: PSTU, CST, PCO, MRT, MAIS, LSR, Insurgência, LS e outras siglas menores. Em geral esses agrupamentos escrevem sobre tudo em seu sites e jornais, comemoram datas de morte e nascimento de líderes políticos, artistas, intelectuais...muitos sem qualquer vínculos com a “esquerda” mas que são “moda do dia” entre a pequena-burguesia. Não esquecemos que o BLOG da LBI foi uma voz quase solitária quando do aniversário de 93 da morte de Lenin agora em 2017, falecido em 21 de janeiro de 1924, dirigente máximo da Revolução de Outubro. Esta data foi sintomaticamente “esquecida” por toda essa gama de falsos “Leninistas”, verdadeiros charlatões... mas não pelo BLOG da LBI. Não se tratou de um “deslize” ou amnésia, na verdade a esquerda revisionista de conjunto em pleno século XXI deseja livrar-se do “peso” do legado político, teórico e organizativo do Chefe Bolchevique, atacado pela intelectualidade e a mídia como ultrapassado, autoritário, defensor de um regime militarizado de partido, governo e Estado, fundador da "falida" URSS. Não celebraram Lenin em pleno centenário da Revolução de Outubro porque não reivindicam de fato, na prática, o seu grande legado: o Bolchevismo, entendido como um partido centralizado para liquidar a burguesia, conspirativo e opositor de classe da democracia burguesa. Como essas correntes revisionistas estão profundamente adaptadas ao regime democratizante e a suas instituições, não é simpático defender o centralismo de cima para baixo, a disciplina militante e uma política de denúncia implacável do reformismo, ou seja, tudo o que Lenin incorporou em vida até o último dos seus dias, combatendo o Menchevismo e todos os renegados. Até as seitas virtuais pretensamente “Leninistas” esqueceram-se de dar qualquer “nota” sobre os 93 anos do aniversário de morte de Lenin, já que hoje não passam de um apêndice das correntes socais-democratas e reformistas como PT e PSOL. Não foi por falta de “aviso”! Na semana que antecedeu o 21 de Janeiro, data da morte de Lenin, o BLOG da LBI fez ostensivamente campanha em defesa de seu legado, publicou vários artigos, relançou um livro de sua autoria e fez um debate político com um eixo claro: o BOLCHEVISMO VIVE! Além disso, a Editora Nova Antídodo disponibilizou vários livros de sua autoria para ampliar o conhecimento sobre Lenin para o público em geral em nossos dias. A resposta desses senhores foi o silêncio sepulcral! Esses canalhas que se dizem “Leninistas”, porém não ousam sequer escrever um único artigo em sua defesa, seriam mais honestos se abjurassem suas lições e adotassem abertamente suas “novas” referências políticas, teóricas e ideológicas reformistas. De nossa parte, ficamos honrados (ainda que não eufóricos) de termos sido a única corrente genuinamente Trotskista a celebrar Lenin, quando todos esses filisteus calaram-se! Mesmo isolados soubemos remar contra a maré da reação burguesa e do “vendaval oportunista” mantendo-se firme da justa homenagem ao nosso grande Chefe! Vida Longa a Lenin e ao Bolchevismo! Quando há pouco mais de seis anos lançamos o BLOG da LBI com o primeiro artigo em defesa da liberdade dos cinco heróis cubanos presos nos EUA, sabíamos que esta iniciativa não era apenas “testemunhal”, mas sim o início de uma série de elaborações programáticas diárias que vem refletindo também uma intervenção militante dos Trotskistas revolucionários na luta de classes. Nada melhor que celebrar os 100 anos da Revolução de Outubro reafirmando essa marca histórica (2.000.000) e a práxis revolucionária os princípios do Marxismo-Leninismo através deste bravo e ousado porta-voz das posições comunistas! Vida Longa ao Blog dos Marxistas-Leninistas da LBI, uma trincheira viva em defesa do Partido Revolucionário e da Reconstrução da IV Internacional, herdeira dos valiosos ensinamentos deixados por Marx, Engels, Lênin e Trotsky e das Lições de Outubro de 1917! O Bolchevismo Vive!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

1º DE DEZEMBRO DE 1934 - KIROV É ASSASSINADO EM LENINGRADO: SUA MORTE SERVE DE BASE PARA OS “PROCESSOS DE MOSCOU” MONTADOS POR STÁLIN CONTRA TROTSKY E OUTROS MEMBROS DA VELHA GUARDA BOLCHEVIQUE


Serguei Kirov, membro do Politburo do Partido Comunista da União Soviética e figura política destacada de Leningrado, é assassinado no Instituto Smolny em 1º de dezembro de 1934. O assassinato foi cometido por Leonid Nikolaev. Segundo a farsa stalinista, a ação foi produto de um complô trotskista e zinovievista como parte de um plano para restaurar o capitalismo na URSS. De fato, foi uma oportunidade para Josef Stalin lançar os expurgos. Um decreto publicado nos dias subsequentes permitiu regulamentar a sorte dos condenados e dos chamados “guardas brancos”. Depois do “Centro de Leningrado”, diversas organizações seriam desmanteladas, enquanto Gregori Zinoviev - opositor de Stalin - era preso. Esses acontecimentos dariam lugar aos grandes processos de 1936. Segundo versões publicadas por Leon Trótsky, já no exílio, o assassinato de Kirov teria sido instigado por Stalin, que o considerava como perigoso rival na condução do partido, e fosse qual fosse o exato papel de Stalin na morte de Kirov, valeu-se do assassinato como pretexto para eliminar muitos dos seus oponentes no partido, no governo, nas forças armadas e na ‘intelligentsia’. A eliminação de Kirov serviu de base para sete processos distintos e para a prisão de centenas de notáveis figuras na vida política, cultural e militar do país. Ainda segundo as mesmas fontes, cada processo contradizia o outro em detalhes fundamentais e diferentes indivíduos foram considerados culpados na organização da morte de Kirov por distintos meios e variadas motivações políticas. Trotsky acompanhou esses processos desde o México e denunciou-os como uma farsa jurídico-política para eliminar os adversários de Stálin dentro e fora da URSS. No tomo IV de seus Escritos, no texto intitulado “ A burocracia stalinista e o assassinato de Kirov”, ele pontua “Em 17 de dezembro foi publicada uma notícia onde, pela primeira vez, se afirma que Nikolaev fez parte do grupo de oposição de Leningrado dirigido por Zinoviev em 1926. …. Em 1926 toda a organização partidária de Leningrado, com muito poucas exceções, pertencia a oposição de Zinoviev…. Posteriormente todos eles capitularam, com seu dirigente na cabeça; mais adiante repetiram a capitulação de maneira mais decisiva e humilhante”. Em seguida Trotsky afirma “Contudo, é evidente que essas informações referentes ao ‘grupo Zinoviev’ não foram lançadas acidentalmente; só podem significar que são a preparação de um ‘amalgama’ jurídico, isto é, uma tentativa conscientemente falsa de implicar no assassinato de Kirov a outros indivíduos e grupos que não têm nem podem ter nada em comum com o ato terrorista”. Ligando o ato terrorista de 1934 a mando da GPU com a antiga Oposição Unificada de 1926, a burocracia stalinista ordenou a prisão de 15 membros do velho grupo de Zinoviev- Kamenev. Acerca dessas prisões Trotsky escreveu “ Zinoviev: colaborador de Lenin durante muitos anos no exílio, ex-membro do Comitê Central e do Birô Político, ex-presidente da Internacional Comunista e do Soviete de Leningrado. Kamenev: colaborador de Lenin no exílio durante muitos anos, ex-membro do Comitê Central e do Birô político, vice-presidente do Conselho de Comissários do Povo, presidente do Conselho de Trabalho e Defesa e presidente do soviete de Moscou. Esses dois homens formaram, junto com Stalin, a troika (triunvirato) que governou o país entre 1923 e 1925”. Buscando aprofundar a análise da farsa em curso Trotsky escreveu “Esses 15 indivíduos são implicados, sem mais nem menos, no assassinato de Kirov. Segundo as explicações dadas pelo Pravda (jornal oficial do Partido), o objetivo deles era tomar o poder, começando por Leningrado “com a secreta intenção de reestabelecer o regime capitalista”. Para concluir Trotsky analisa que “Zinoviev e Kamenev não são tontos. No mínimo entendem que a restauração do capitalismo significaria antes de mais nada o extermínio de toda a geração que fez a revolução, incluídos, obviamente, eles mesmos. Em consequência, não cabe a menor dúvida que a acusação engendrada por Stalin contra o grupo de Zinoviev é totalmente fraudulenta, tanto no que se refere ao objetivo especificado, a restauração do capitalismo, quanto aos meios, os atos terroristas”. Apesar de denunciar os crimes de Stálin e os Processos de Moscou, Trotsky pontua suas diferenças políticas e de caráter com  Zinoviev e Kamenev em um artigo de dezembro de 1936 “Não há razões de peso que me obriguem a assumir responsabilidade política ou moral sobre Zinoviev e Kamenev. Sempre foram meus ferrenhos adversários, com exceção de um breve período (1926-1927). Pessoalmente, não confiava muito neles. Porém é certo que eles eram intelectualmente superiores a Stalin. Porém lhes faltava caráter. Este é o traço que Lenin levou em conta quando disse em seu testamento que ‘não é casual’ que Zinoviev e Kamenev haviam sido contra a insurreição do outono de 1917. Não puderam suportar a pressão da opinião pública burguesa. Quando as profundas mudanças sociais começaram a se cristalizar na União Soviética, combinadas com a formação da burocracia, ‘não é casual’ que Zinoviev e kamenev se deixaram arrastar para o bando da burocracia stalinista. Em 1933 Zinoviev e Kamenev não somente voltaram a se retratar, como também se prostraram frente a Stalin. Nenhuma calúnia lhes parecia demasiadamente vil para lança-la contra a Oposição [trotskysta], e especialmente contra a minha pessoa. Sua autodestruição os deixou impotentes frente à burocracia, que a partir de então passou a exigir-lhes qualquer confissão. Seu destino posterior foi o resultado destas capitulações e auto – humilhações”. Trotsky, apesar de combater o Stalinismo e a degeneração burocrática na URSS jamais abriu mão de defender o Estado Operário degenerado Soviético das ameaças do imperialismo, do fascismo e de seus agentes internos, reivindicando inclusive a frente única com Stálin e o Exército Vermelho contra os inimigos capitalistas da URSS, preparando a revolução política para superar a burocracia despótica, mas preservando as bases sociais da União Soviética, uma lição que os revisionistas do Trotskismo trataram de esquecer quando celebraram a queda da URSS e a restauração capitalista pelas mãos de Yeltsin em agosto de 1991.  Por volta de 1930, a popularidade de Kirov era crescente, sendo já considerado como um dos possíveis sucessores de Stalin, quando este deixasse a direção do partido e do governo Soviético. Mais tarde, em 1934, Stalin pediu a Kirov que trabalhasse com ele em Moscou. Kirov recusou, preferindo continuar a desempenhar as atividades em Leningrado. No dia de sua morte, Kirov havia ido ao Instituto Smolny para trabalhar em seu gabinete, deixando os guarda-costas nas escadarias a vigiar os pisos superiores, onde os oficiais tinham seus aposentos. Nikolaev saiu de um banheiro e seguiu Kirov em direção ao gabinete, atirando por trás, em seu pescoço. Publicamente Stalin tomou a morte de seu amigo como uma tragédia e o enterrou no Kremlin, em um funeral de Estado. Muitas cidades, ruas e fábricas passaram a adotar seu nome, incluindo as cidades de Kirov (oficialmente Vyatka), Kirovsk (Oblast de Murmansk), Kirovogrado (Kirovohrad em ucraniano), Kirovabad (hoje Ganja, Azerbaijão) e Kirovakan (hoje Vanadzor, Armênia); também a estação Kirovskaya, do metrô de Moscou (agora Chistiye Prudy), Balé Kirov e a enorme usina Kirov, em São Petersburgo. Na cidade de Kirov, uma competição de patinação de velocidade foi chamada de Priz Imeni S.M. Kirova em sua homenagem. Por muitos anos, uma imensa estátua de Kirov feita em granito e bronze dominou o cenário da cidade de Baku. O monumento, que foi erigido em um monte, em 1939, foi desmantelado em janeiro de 1992, após o Azerbaijão conquistar sua independência, como parte do processo de restauração capitalista da URSS.


CONFIRMADO O QUE A LBI JÁ DENUNCIAVA: BUROCRACIA SINDICAL TRAIDORA (CUT, FORÇA SINDICAL, UGT, CTB, NOVA CENTRAL E CSB) CANCELOU A SUPOSTA “GREVE NACIONAL” DE 5/12


Como a LBI havia prognosticado, a burocracia sindical (CUT, FORÇA SINDICAL, UGT, CTB, NOVA CENTRAL E CSB) cancelou a suposta “Greve Nacional” de 5/12. Como denunciamos em várias ocasiões esses atos domesticados de protesto e os falsos dias nacionais de luta não passavam de meros instrumentos de barganha para negociar um acordo com o governo Temer em torno da “Reforma da Previdência”. Agora essa política é assumida oficialmente. Segundo a nota dos pelegos traidores “Nós, representantes das seis centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB –, diante da informação de que a proposta de Reforma da Previdência não será votada na próxima semana, decidimos suspender a greve marcada para 5 de dezembro”. Esses canalhas vendidos querem apenas pressionar o parlamento burguês por pequenos ajustes no texto enviado pelo golpista Temer, sem colocar em xeque a existência do governo burguês e muito menos recorrendo a ação direta revolucionária dos explorados para derrotar o ajuste neoliberal em curso! Desgraçadamente esquerda revisionista (PSTU, PSOL, MAIS, MRT e afins...) embarcou na “canoa furada” de apresentar essa barganha cínica da burocracia sindical traidora como se fosse uma verdadeira Greve Geral, montando um cenário de ilusão e desmoralização entre os trabalhadores e sua vanguarda. Nesses sentido não passam de auxiliares políticos da Frente Popular e seus parceiros! A LBI reafirma a necessidade de se lutar por uma verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado, o que passa por romper a ilusória unidade com esses traidores da CUT, FS e a burocracia sindical amarela. Nós da LBI defendemos mais uma vez a necessidade de se convocar um Congresso Nacional de base dos Trabalhadores que rechace esses burocratas canalhas e aponte o caminho da luta direta e revolucionária para derrotar Temer e suas reformas neoliberais, se constituindo como um embrião de poder proletário que supere a politica de ilusões no circo eleitoral da democracia burguesa e na pressão sobre o parlamento burguês. Esta é a senda da vitória e não a fictícia unidade com esses verdadeiros traidores da classe operária que não passam de sustentáculos do carcomido regime político capitalista!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

“NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO” DEFINHA E VIRA “TRANSIÇÃO SOCIALISTA”... MELHOR SERIA “REAÇÃO CAPITALISTA”: EM NOME DE COMBATER O PT NASCE COMO DEFENSORES DO JUDICIÁRIO E DA ULTRA-PRIVILEGIADA MÁFIA DE TOGA 


O grupo Negação da Negação (cujos raros membros vivem defendendo nos atos da CSP-Conlutas a “Prisão de Lula Já!”) ... anunciou que agora chama-se “Transição Socialista”. Ao definhar, avaliou que era melhor trocar de embalagem: “Mudamos de nome também, é inegável, para virar certas páginas, incorporar certos balanços e corrigir certos erros do passado”... No final da década passada, NN tentou legalizar-se como partido político e seu "esforço" redundou em um profundo fracasso! Novo rótulo, velha política de apoio as mais reacionárias e privilegiadas instituições do regime político burguês, como o Judiciário. Se antes, como NN, aplaudiam as ações da PF contra o PT, agora saem em defesa do Judiciário e pasmem, apoiam os super-salários da máfia de Toga (no Brasil recebem mais de 100 mil reais por mês, como é o caso de Moro) em nome da “autonomia dos poderes”! Melhor seria um novo nome de “batismo”...“Reação Capitalista”!  Sob o pretexto de combater o PT, os palhaços do “Transição” ou melhor “Reação” caem nos braços do fascistóide Juiz que comanda a “República de Curitiba”! Transitam a adoradores da famigerada Lava Jato e suas ações de perseguição política que avançam para o estabelecimento de um regime de exceção no Brasil, onde o Judiciário em parceria como o Ministério Público prende quem bem entende (sem necessidades mesmo de provas apenas das chamadas “delações premiadas”), servindo diretamente os interesses do imperialismo! Vamos transcrever literalmente a “pérola” que escreveram no artigo “Mais uma vez: RJ como retrato da nação” (TS, 27.11): “O judiciário é o último fio de sustentação do regime democrático-burguês, que está sendo solapado pela inepta proto-burguesia nacional e seus representantes corrompidos. Ao atacar o judiciário nesta conjuntura, PT e asseclas aceleram o estouro de um dos últimos fios de sustentação do regime democrático-burguês e criam as condições para um regime mais violento. É digno de nota, aliás, que o fato de os juízes serem assalariados é uma conquista democrática da luta da classe trabalhadora sob a ordem capitalista.... O fato de os juízes serem assalariados, não faz, é claro, com que sua instituição exista para agir a favor da classe trabalhadora — os juízes seguem leis democrático-burguesas dentro de um Estado burguês. Mas o fato de serem assalariados produz, numa democracia-burguesa, uma relativa autonomia do poder judiciário diante dos demais poderes do Estado. Essa relativa autonomia, amparada materialmente num setor com interesses salariais-corporativos próprios — que é parte dos funcionários públicos —, permite haver dentro dela ressonâncias da luta de classes, algumas a favor do proletariado”. Pasmem, mais esses canalhas se dizem de “esquerda”, balbuciam inclusive o nome de Trotsky! Alegam que o Judiciário é um sustentáculo, um bastião do regime democrático, reproduzindo como papagaios o discurso de Moro e Delagnoll, quando na verdade é a mais reacionária instituição da república burguesa (ao lado das forças de repressão) servindo para perseguir os trabalhadores e suas lideranças políticas, independente das diferenças que tenhamos com elas. Por mais divergências que tenhamos com Lula e o PT sabemos que não são os sinistros órgãos de repressão do Estado burguês e o reacionário Judiciário que devem julgar o ex-presidente petista, na medida em que como marxistas não reconhecemos nestes organismos capitalistas o poder para perseguir e condenar lideranças oriundas do movimento operário, por mais degeneradas e corrompidas que sejam. Esta tarefa cabe ao movimento de massas e seus organismos políticos, como parte da superação da plataforma de colaboração de classes da Frente Popular. Em verdadeiro “Transi” contrarrevolucionário defendem a Lava Jato alegando que por “ressonâncias da luta de classes” esta casta burguesa ultra-privilegiada e reacionária, composta por Juízes como Sérgio Moro ou Marcelo Bretas, agem “a favor do proletariado”! Quem deveria passar por uma “ressonância” no cérebro são esses imbecis! Pior que ainda deformam Marx para dar ares “´teóricos” as suas piruetas políticas de apoio a máfia de Toga! Os genuínos trotskistas lutam pela destruição revolucionária do Estado burguês e para implodir sua justiça de classes em particular, amplamente conhecida pelos trabalhadores como um antro de nababos que negociam sentenças e servem aos patrões e aos governos burgueses para atacar o movimento de massas. Só estúpidos mentais como os membros da “Reação Capitalista” defendem essas teses próprias de adoradores mais empedernidos do Estado burguês!