quarta-feira, 14 de novembro de 2018

15 DE NOVEMBRO DE 1889  PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA: UM GOLPE MILITAR DA BURGUESIA CONTRA AS OLIGARQUIAS SEMI-FEUDAIS LIGADAS A MONARQUIA... HOJE NO BRASIL OS GENERAIS SOB O COMANDO DO BONAPARTISMO JURÍDICO TENTAM RETOMAR SUA INFLUÊNCIA NAS INSTITUIÇÕES DO ESTADO CAPITALISTA


Em tempos de formação do governo Bolsonaro de tendência fascista e composto por vários generais (Hamilton Mourão, na vice-presidência, Augusto Heleno, no Gabinete de Segurança Institucional e Fernando Azevedo e Silva para integrar o Ministério da Defesa) tendo ao seu lado o Juiz-Ministro Sérgio Moro na função de comandante do novo regime Bonapartista em consolidação, é fundamental entender que a “Proclamação da República” celebrada nesse 15 de novembro foi na verdade o primeiro golpe militar no Brasil. Desde a sua origem, a classe dominante brasileira sempre procurou controlar o essencial do poder regional e viver em situação subordinada com as elites estrangeiras, desconsiderando as necessidades essenciais da população pobre e dos trabalhadores. No período da monarquia, eclodiram movimentos liberais, federalistas e separatistas (Balaiada; Cabanagem; Revolta Farroupilha, etc.). Esses movimentos foram traídos no seu nascedouro pelas elites regionais, temendo a adesão dos explorados e dos trabalhadores escravizados. As oligarquias regionais semi-feudais sempre preferiram a subordinação imperial a pôr em perigo a ordem escravista, que foi um dos pilares da unidade territorial brasileira. Em 1880, o movimento abolicionista exigia o fim imediato da escravidão, sem indenização. A luta pela abolição transformou-se no primeiro grande movimento democrático nacional, com organização de fugas de escravos, onde homens livres e trabalhadores escravizados uniam suas forças. A reforma eleitoral; a universalização do ensino; a democratização da propriedade da terra eram propostas discutidas pelos abolicionistas. A partir de 1887, aumentaram as fugas organizadas para as cidades. Logo, o movimento assumiu um caráter massivo. Com as fazendas desertadas, vendo o fim inevitável da escravidão, os cafeicultores paulistas aderiram à defesa da imigração. A abolição da escravatura saiu vitoriosa e obrigou a elite a reconhecer sua derrota, com a Lei Áurea. O Brasil estava em permanente ebulição social desde 13 de maio de 1888 com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. A Questão Militar que vinha se arrastando desde 1883, com o debate em torno da doutrina do soldado-cidadão, que defendia a participação dos oficiais nas questões políticas e sociais do país, teve uma conclusão repentina, com o golpe militar republicano de 15 de novembro de 1889. A derrubada da Monarquia, que de imediato foi sem derramamento de sangue, terminou por provocar reações anti-republicanas. Assim, em 15 de novembro de 1889, alguns soldados comandados pelo marechal Deodoro da Fonseca tomaram o Ministério da Guerra e depuseram o ministro e o presidente, o visconde de Ouro Preto. O imperador Dom Pedro II estava em Petrópolis com a família quando foi chamado com urgência à corte: o ministério Visconde de Ouro Preto tinha se exonerado. O governo tinha caído. Só quando chegou ao Palácio Imperial ficou sabendo que monarquia tinha caído.  A exoneração do ministério foi exigida pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca, no comando de vários batalhões de oficiais e de soldados. Assim que a exoneração foi entregue a Deodoro ele se proclamou chefe do governo provisório e fechou a Câmara dos Deputados, para ninguém ter dúvida acerca de quem estava mandando. Estava consumado o primeiro golpe militar da história do Brasil. A monarquia caiu sem ter ninguém a defendê-la. O imperador fora traído por todos os oficiais nomeados por ele. Logo em seguida, o novo republicano marechal Deodoro da Fonseca tomou algumas medidas, entre as quais: abandonar o projeto de assentamento e profissionalização dos escravos libertos; instituir a censura à imprensa; reajustar seu salário e dobrar o dos ministros; conceder direito de expropriação para empresas estrangeiras realizarem empreendimentos em território nacional. Todas as elites provincianas apoiaram o novo regime, a maioria eram líderes dos partidos monárquicos, agora defensores fervorosos da “nova” República das elites. Assim, a República foi estabelecida praticamente sem lutas, salvo no Estado do Maranhão, onde os antigos escravos tentaram reagir ao golpe e foram violentamente dispersos, causando o saldo de três mortos e vários feridos. Os três negros de que a História oficial não guardou os nomes foram os primeiros mortos contra o golpe da Proclamação da República no Brasil. Uma nova constituição foi aprovada em 1891, tornando o Brasil uma república federativa e presidencialista copiando o modelo norte-americano. Separou-se o estado da Igreja e ampliou-se o direito de voto (aboliu-se o sistema censitário existente no Império e permitiu-se que todo o cidadão alfabetizado pudesse tornar-se cidadão). As dificuldades políticas da implantação da República se aceleraram com a crise inflacionária provocada pelo Encilhamento, quando o Ministro da Fazenda, Rui Barbosa, autorizou um aumento de 75% na emissão de papel-moeda nacional. Houve muito desgaste do novo regime devido ao clima de especulação e de multiplicação de empresas sem lastro (mais de 300 em um ano apenas). A primeira Constituição republicana foi essencialmente conservadora e elitista, nada de democrático e popular. Quando populações nacionais levantaram-se, confusamente, contra uma ordem que compreendiam ser-lhes absolutamente injusta, como Canudos, Contestado ou na Revolta da Chibata, foram acusadas de atrasados, loucos, etc. e duramente massacradas. Os camponeses pobres, por sua vez, mesmo produzindo fenômenos como as guerras de Canudos e do Contestado, careciam completamente de um projeto político de unidade nacional das lutas para pôr fim à exploração de classe. Em essência, a luta pela reforma agrária radical é um choque entre a estrutura latifundiária e reacionária existente no país e a defesa da pequena e média propriedade camponesa, um embate que enfraquece o Estado semicolonial, que assenta sua dominação em uma aliança entre a oligarquia agrária e a burguesia industrial na nova república burguesa. Para os Marxistas não se trata de um julgamento moral dessas lutas dos camponeses, para além de sua reacionária religiosidade e alinhamentos ideológicos com a monarquia, Canudos representou por exemplo foi um catalizador social da anacrônica realidade agrária no Brasil, servindo como um “farol de luta” para os camponeses nordestinos combaterem militarmente a injusta concentração de terra das grandes oligarquias, representadas politicamente pelos “coronéis” de toda a imensa região “sertânica” que apoiavam a república. Nesse contexto, o presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca chegou a fechar o Congresso, o que serviu de pretexto para a Marinha de Guerra rebelar-se exigindo e conseguindo sua renúncia, o que ocorreu em 23 de novembro de 1891. Deodoro doente retirou-se, sendo substituído pelo alagoano vice-presidente Mal. Floriano Peixoto, em uma espécie de “golpe dentro do golpe”... A República burguesa das elites se mantém até hoje, 129 anos depois, com todo esse ciclo de troca de seus gerentes militares e civis que sustentam a ditadura do capital. Agora neste 15 de novembro, presenciamos o nascedouro de um “novo” cenário aberto marcado pelo “NeoBonapartismo" Judiciário comandado por Moro com os generais tentando retomar sua influência nas instituições do Estado Capitalista, um sistema constitucional híbrido entre o antigo regime democratizante da Nova República e as vertentes fascistas do governo Bolsonaro, com fortes “pitadas” de neoliberalismo radical. Para combater mais essa nova farsa contra os trabalhadores é preciso lutar uma genuína República Socialista no Brasil, baseada na expropriação da burguesia e em um exército que defenda os interesses dos trabalhadores, o que somente pode vir a acontecer com a liquidação violenta e revolucionária da Estado burguês!

terça-feira, 13 de novembro de 2018

DESLIZAMENTO DEIXA 15 MORTOS EM NITERÓI: CAPITALISMO EMPURRA O POVO TRABALHADOR PARA AS ENCOSTAS E MORROS ONDE A POBREZA VIRA UMA “TRAGÉDIA NATURAL” QUE DEIXA VÍTIMAS FATAIS ANO APÓS ANO


Em meio as indicações de Bolsonaro para o novo governo, com o ex-ministro da Fazenda da petista Dilma, o representante dos rentistas Joaquim Levy agora assumindo a presidência do BNDES, demonstrando como dissemos na campanha que Haddad (PT) e o neofascista eram duas faces da ofensiva neoliberal, uma “pausa” no noticiário “político” para registrar com pesar e revolta a morte de 15 pessoas em Niterói devido ao desabamento de uma pedra em uma encosta no morro Boa Esperança, destruindo casas humildes e ceifando vidas. Das vítimas fatais, 2 ainda não haviam completado 2 anos. 4 não haviam chegado aos 20 anos. A vida de crianças e jovens interrompida muito cedo por uma tragédia que poderia ser evitada. A história não para de se repetir. Mais de 5 milhões de brasileiros vivem nestas mesmas “áreas de risco” segundo estudos técnicos, a que se somam outros muitos milhares em morros e favelas que são alvo de deslizamentos e desastres ano após ano. Morro da Boa Esperança, do Bumba...a lista segue sem parar deixado um rastro de morte entre o povo pobre. Os trabalhadores não têm como pagar aluguéis caríssimos e são forçados a morar em locais vulneráveis e perigosos, longe do centro e do trabalho. “Minha avó e meu sobrinho se foram, isso é uma tragédia muito grande. A prefeitura já sabia que isso podia acontecer”, lamentou Amanda Rezende, de 20 anos, que sobreviveu após cavar um buraco para sair dos escombros. A jovem perdeu o sobrinho Caíque, de 1 ano e 9 meses, e a avó, Madalena Rezende. “Ninguém fez nada, ninguém respeitou nossas vidas, nossas crianças. Pedimos ajuda, mas ignoraram nossos pedidos. É uma tristeza muito grande”, lamentou Sandra, que já também já foi moradora da comunidade, mas atualmente apenas as filhas moram no Morro da Boa Esperança. Sandra contou que a área estava interditada, mas que os moradores não estavam recebendo ajuda por parte das autoridades, e que, por isso, retornaram ao local. O “aluguel social” havia sido cancelado pela prefeitura de Niterói o que obrigou os moradores a voltarem ao local onde dias depois aconteceria a tragédia. O prefeito Rodrigo Neves (PDT) e a Defesa Civil sabiam dos ricos de morte. Da mesma forma como ocorreu no Morro do Bumba, agora no Boa Esperança, presenciamos mais um assassinato de trabalhadores, pobres e pretos. Fica evidente que o capitalismo mata e coloca cotidianamente a vida dos trabalhadores em risco, nossa tarefa é liquidar esse modo de produção senil e organizar os trabalhadores para resistir a seus golpes assassinos encobertos por “tragédias naturais”. Nossa solidariedade nesse momento de dor para as famílias das vítimas, nosso chamado a lutar contra o capitalismo assassino e seus gestores burgueses para quem a vida do povo trabalhador não vale nada!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

MAIS QUE UM “SUPERMINISTRO”: BURGUESIA NACIONAL COLOCOU MORO NO GOVERNO FASCISTA COMO O PRINCIPAL AVALISTA DO DESMONTE NEOLIBERAL E ELIMINAÇÃO DAS GARANTIAS DEMOCRÁTICAS



Com direito a entrevista especial no programa "Fantástico" da Famiglia Marinho, o futuro ministro da justiça Sérgio Moro teve que "jurar" para o público que assiste o "lixão" de domingo da Rede Globo que não será candidato à presidente em 2022. A seguir seu padrão que negou cabalmente que entraria na vida política em 2018, já temos uma declaração pública de que Moro é realmente o candidato a suceder o fascista Jair Bolsonaro. Porém o significado político da super exposição de Moro na mídia dos Marinho é bem mais profundo, o justiceiro da "República de Curitiba" foi ungindo pelo conjunto burguesia nacional e setores da Casa Branca (EUA) como o principal avalista do desmonte neoliberal no Estado brasileiro que Paulo Guedes pretende promover com seu "superministério" da economia. Mas não será somente as questões da economia capitalista nacional que o governo fascista de Bolsonaro almeja alterar radicalmente, introduzindo o "ajuste" mais duro já pensado pelos rentistas para a América Latina, Moro cumprirá a função de coordenar a eliminação constitucional das garantias democráticas inscritas na "Carta Magna" promulgada em 1988, chefiando pessoalmente com suas tendências reacionárias as operações da Polícia Federal contra todos os "elementos" que não se "enquadrem" na nova ordem institucional vigente no país. Este novo cenário aberto para o regime político, que terá Moro como o principal protagonista, os Marxistas caracterizamos como "Neobonapartismo", um sistema constitucional híbrido entre o antigo regime democratizante da Nova República e as vertentes fascistas do governo Bolsonaro, com fortes "pitadas" de neoliberalismo radical.

domingo, 11 de novembro de 2018

14 ANOS DO ENVENENAMENTO DE YASSER ARAFAT PELO MOSSAD/CIA:
UM DURO GOLPE DO ENCLAVE DE ISRAEL CONTRA A LUTA DO POVO PALESTINO PARA DERROTAR A OCUPAÇÃO SIONISTA


Há exatos 14 anos, em 11 de novembro de 2004, o líder palestino Yasser Arafat morria aos 75 anos, na cidade de Clamart, na França. O assassinato de Arafat foi abafado e contou com a ajuda da tradição muçulmana, que não procede a autópsia de seus mortos. Mas a disposição de sua viúva Suha e uma criteriosa investigação da TV Al-Jazeera levaram à descoberta do assassinato e a um pedido formal da Autoridade Nacional Palestina para que um comitê patrocinado pela ONU proceda o desdobramento da investigação feita por médicos suíços, que já levou à exumação do corpo do líder palestino. Um trabalho meticuloso dos especialistas suíços e exame de roupas e objetos que Arafat usou nos dias que antecederam sua morte – roupa, escova de dente e até seu icônico kefiyeh que não tirava da cabeça – revelaram uma quantidade anormal de polonium, um elemento radioativo raro ao qual poucos países têm acesso. Apenas os do restrito clube atômico. Peritos forenses do Centro de Medicina Legal da Universidade de Lousane, Suíça, revelaram que o ex-dirigente máximo da OLP foi, na verdade, assassinado por envenenamento com o elemento radioativo polônio 210. Análises com amostras de seus restos mortais e objetos pessoais confirmaram a presença deste elemento altamente letal. Abu Yusef, um dos atuais dirigentes da OLP declarou que “os resultados demonstram que Arafat foi envenenado com polônio, uma substância que apenas Estados e não indivíduos a possuem, o que significa que o crime foi cometido por um Estado” (AFP, 6/11/2013). Sobre esta questão a BBC (7/11/2013) acrescenta: “Embora o polônio-210 seja encontrado na natureza, é preciso tecnologia e acesso a um reator nuclear para conseguir extrair a quantidade necessária para matar uma pessoa”, ou seja, papel que coube ao enclave terrorista de Israel e a Casa Branca. No entanto, muito além da “descoberta” deste envenenamento – o que há muito já era alvo de desconfiança entre os militantes palestinos – é a forma como os abutres da Casa Branca lidam com dirigentes e governos que se colocam como obstáculo a seus interesses neocolonialistas em todo o mundo. A opção de matar simples e puramente Arafat, apesar de sua integração aos ditames imperialistas, poderia acirrar ainda mais a revolta palestina contra o gendarme sionista. No entanto, para o imperialismo ianque era necessário elimina-lo porque ainda simbolizava a heroica luta de resistência do povo palestino e, em seu lugar o Pentágono colocaria uma figura mais alinhada e submissa a seus interesses, como foi o caso de Mahmoud Abbas. Algo similar foi feito em relação à forte liderança política e militar de Hugo Chávez que também foi envenenado através de algum artifício letal por agentes do imperialismo. O próprio Chávez costumava afirmar que outras lideranças nacionalistas latino-americanas teriam sido alvos de envenenamentos radioativos provocados pela CIA, a fim de debilita-los em sua saúde e, claro, na atuação política.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

ASSASSINATO DO JOGADOR DANIEL NO PARANÁ: BÁRBARA EXPRESSÃO DO NEOFASCISMO QUE AVANÇA A PASSOS LARGOS TENDO A CLASSE MÉDIA IDIOTIZADA E FALSO-MORALISTA COMO BASE SOCIAL


Um assunto aparentemente “secundário” vem se mantendo no topo da mídia corporativa nos últimos dias e merece a atenção dos Marxistas Revolucionários apesar de todos os temas políticos centrais que polarizam a conjuntura nacional, como os passos largos para o recrudescimento do regime político dados pela dupla Moro-Bolsonaro: o bárbaro assassinato do jogador Daniel no Paraná, estado-sede da “República de Curitiba”, terra do Juiz-Ministro e onde o ex-capitão do exército venceu de lavada as eleições presidenciais em nome da “defesa da família, da moral e contra a corrupção”. O pano de fundo desse crime cruel está diretamente ligado a realidade que atravessa nosso país tendo como principal base social um amplo setor da classe média imbecilizada, entorpecida e reacionária, um fenômeno que vem ganhando grande impulso mundial desde a liquidação contrarrevolucionária da URSS em 1991. Ampla parcela da pequena-burguesia patrocina abertamente as tendências neofascistas como parte de seu ódio de classe contra a “esquerda” e o “comunismo”, ao mesmo tempo que deseja holofotes para seu “glamour deslumbrado” diante da miséria do povo pobre duramente atacado pela crise econômica, que desgraçadamente acaba também sendo arrastado para a direita diante da desmoralização provocada pela política de conciliação de classes do PT. O assassinato de Daniel tem como pano de fundo esse panorama universal que vem ganhando força avassaladora no Brasil. O jogador foi convidado para uma orgia de deslumbrados de classe média que acabou sendo fatal. O assassino, um empresário-mafioso com longa ficha criminal, Edison Brittes, drogado, bêbado e sob o pretexto da suposta “defesa da mulher assediada”, matou a sangue frio o atleta, que também estava alcoolizado. Todo o cenário do crime revela uma festa regada a drogas sintéticas, bebidas, extrema vaidade e a bestialização cultural da pequena-burguesia decadente. Da boate de mauricinhos e patricinhas no centro de Curitiba a balada seguiu para a casa da família da aniversariante loira e siliconada de 18 anos (Allana), onde Daniel viria a ser espancado por Edison Brittes (lutador de Jiu-Jitsu) e seus “amigos” sarados filhos de políticos burgueses locais apoiadores de Bolsonaro. Ele foi colocado no porta-malas de um veículo e levado para um terreno baldio, onde foi torturado, teve o órgão genital cortado e o pescoço praticamente decepado. De convidado como “celebridade” decadente (depois de atuar por grandes clubes ele agora jogava pelo São Bento na Série B) Daniel passou a um cadáver imprestável, morto não devido uma pretensa tentativa de estupro (já descartada pela polícia) mas sim pelo fato do assassino ver sua “honra familiar” exposta nas redes sociais pelas fotos de Daniel, uma delas deitado ao lado da esposa do assassino dormindo. Registre-se que fortes indícios apontam que o próprio Edison Brittes havia “oferecido” a esposa para Daniel para um possível sexo a 3, um “presente” em meio a farra. Teria perdido o controle nesse ínterim ao melhor estilo das obras de Nelson Rodrigues que desvendam de forma nua e crua os mais “sombrios desejos e taras” da alma humana como no célebre "Engraçadinha" ou "Dama da Lotação" ... O jogador relatava “on line” que iria “pegar as minas” já alcoolizadas na festa que virou a noite e continuava em plena 8 horas da manhã, com fotos e vídeos ao vivo até que seus relatos cessaram: nesta hora ele começou a ser espancado até a morte, Edison não desejava mais nenhuma “mídia” ou “seguidores” de seus atos bárbaros criminosos! O celular de Daniel foi destruído mas seus registros para amigos no Whatsaap revelaram uma realidade banal desses eventos: todos querem em nome de sua vaidade pessoal demonstrar que estão sempre felizes, com sorrisos largos na boca para os selfies e “se dando bem” em quaisquer circunstâncias. Essa é justamente a “magia do espetáculo” na vazia sociedade burguesa, sua aparência impecável, sua falsa alegria dos flashs de celulares de ponta, seu “valor no mercado” ao serem convidados para os eventos “tops” são hoje o móvel dessa bestial existência humana. A morte do jogador Daniel, que também fazia parte desse time de deslumbrados decadentes e acabou como vítima dessa espiral alienada, é parte desse jogo fatal das relações mercenárias na sociedade de classe capitalista com fortes tendências fascistas que se avoluma desde a queda contrarrevolucionária do Muro de Berlim. Como parte do “gran finale” da farsa moralista, Edison Brittes ligou para a família da vítima dizendo-se solidário com a dor da perda com a morte do "amigo", mas todas as provas e indícios indicavam o contrário tendo depois que assumir o crime em nome da moral e dos bons costumes... Essa mesma falácia distracionista a elite dominante vem fazendo com o povo trabalhador nos últimos dias, preparando na mídia venal o terreno “subjetivo” para o novo regime bonapartista de Moro-Bolosonaro e o duro ajuste neoliberal de Paulo Guedes em nome do combate a corrupção, da moralidade e da estabilidade econômica. Por trás desse engodo eles desejam nos esquartejar socialmente como fizeram com o jogador Daniel, não deixemos nos enganar...senão seremos mais uma vítima desse enredo fatal da classe dominante, organizemos desde a resistência nas ruas e de massa contra o governo neofascista que se avinha!  

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

FORMADA A CHAPA DE OPOSIÇÃO NO SINDIÁGUA/CEARÁ (URBANITÁRIOS): 
UM IMPORTANTE PASSO NA CONSOLIDAÇÃO DO SINDICALISMO CLASSISTA E REVOLUCIONÁRIO!

Coordenação da Chapa de Oposição Unidade na Luta
Superando todos os entraves burocráticos impostos pela direção burocrática do Sindiágua-Ceará o núcleo de militantes da LBI na categoria dos urbanitários junto com ativistas classistas independentes conseguiu formar a chapa da Oposição Unidade na Luta que concorrerá as eleições sindicais marcadas para o começo de janeiro. O amplo repúdio dos trabalhadores a política de colaboração de classes da burocracia ligada ao PSB-PCdoB, que controla há décadas a entidade por meio de fraudes, coações e traições aos servidores da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE) e dos SAES´s espalhados pelo estado foi capitalizado pela oposição combativa que agrupou mais de 50 companheiros dispostos a levar a frente um sindicalismo classista e revolucionário. Não esperavam que a oposição demostrada nas últimas assembleias se organizasse para compor uma chapa contrária aos seus interesses pelegos. A decepção dos companheiros da base nos dois últimos acordos coletivo foi gritante. Trata-se de uma grande vitória porque a atual diretoria é completamente submissa ao governo Camilo Santana (PT), marionete da oligarquia Gomes, que vem levando um plano de sucateamento dos serviços de água e esgoto no Ceará, tendo como plano estratégico a privatização da CAGEGE através da Parcerias Público Privadas (PPS´s) aliando-se ao governo golpista de Temer em seu plano de entrega as riquezas naturais do país as grandes empresas privadas. A militância da LBI há anos vem desenvolvendo um trabalho de base nas unidades da capital e do interior agrupando os melhores lutadores combativos que não se venderam para as chefias, tanto que derrotou todas as manobras venais da direção pelega para que não surgisse uma chapa de oposição para desafiar seu domínio no aparato sindical, ganhando inclusive o apoio dos terceirizados para nossa luta. A tarefa agora, em tempos de ascensão de um governo neofascista, é organizar a resistência dos trabalhadores aos planos de recrudescimento do regime político e combater o ajuste neoliberal que será imposto pelo tripé Bolsonaro-Paulo Guedes-Moro. Esses canalhas contam com a total paralisia do PT no movimento operário para levar adiante esse brutal ataque aos servidores públicos e ao conjunto dos explorados. Chamamos todos os lutadores classista de outras categorias a nível nacional e local a apoiarem a chapa de Oposição Unidade na Luta para que o Sindiágua-Ceará se transforme em um bastião do sindicalismo classista e revolucionário no próximo período de luta!


Oposição inscreve a chapa na sede do Sindiágua


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

101 ANOS DA REVOLUÇÃO DE OUTUBRO: ENFRENTAR A OFENSIVA REACIONÁRIA MUNDIAL E O GOVERNO NEOFASCISTA NO BRASIL TENDO COMO NORTE OS ENSINAMENTOS DA INSURREIÇÃO BOLCHEVIQUE DE 1917



Hoje celebramos 101 anos das gloriosas jornadas de 7 de Novembro de 1917 na Rússia. Passados mais de um século, a luta socialista é uma realidade tão forte e influente na vida internacional do planeta, que se torna impossível conceber as contradições do mundo sem a sua existência, tanto que no planeta e aqui no Brasil o combate ao “Comunismo” é uma realidade concreta, inclusive lavada a cabo pelo presidente neofascista que irá assumir em breve. Qualquer avaliação séria da teoria socialista tem de levar obrigatoriamente em conta o real processo histórico e as condições concretas (internas e externas) em que foi edificada a nova sociedade na URSS. É possível aferir que a construção do socialismo, sendo obra dos homens, não está isenta de atrasos, deficiências e erros. Mas se verificará sobretudo, como foi gigantesco o caminho percorrido num lapso de tempo histórico tão curto, evidenciando a extraordinária capacidade do Estado Operário para materializar as aspirações dos trabalhadores. É o que resulta evidente para qualquer observador científico honesto do exemplo da construção da economia socialista na antiga URSS. A Rússia pré-revolucionária era um país que, embora dispondo já de uma indústria apreciável, vivia globalmente numa situação de atraso semi-feudal, miserável, com grandes massas de desempregados e mais de 75% de analfabetos. As destruições provocadas pela guerra de 1914/18 somaram-se as consequências da Guerra Civil e da intervenção imperialista, de tal modo que, em 1920, a produção industrial desceu para um nível 7 vezes inferior ao de 1913 e só em 1926 foi possível atingir o nível de rendimento nacional anterior à guerra. Concentrando energias na industrialização do país, condição absolutamente indispensável a sua própria sobrevivência nas condições do cerco imperialista, a URSS obteve êxitos notáveis. Durante o primeiro plano quinquenal (1929/1934) a produção industrial cresceu ao ritmo médio anual de 15%. Em 1930 o desemprego desapareceu de vez. A URSS tornou-se a primeira potência industrial da Europa e a segunda no plano mundial durante várias décadas. Com a agressão nazi-fascista, o país dos sovietes sofreu colossais perdas de vidas humanas e bens materiais: 20 milhões de mortos, 70 mil cidades e aldeias e 32 mil empresas destruídas, 25 milhões de pessoas sem casas, 65 mil km de via férrea inutilizados, 30% da riqueza nacional destruída. Mas a reconstrução do país que parecia tarefa sobre-humana foi rapidamente realizada e, em 1948, o nível de produção anterior à Guerra encontrava-se restabelecido. O país renasce das cinzas e avança em direção aos níveis mais altos de desenvolvimento na indústria, na ciência e na técnica, apesar de toda política burocrática do stalinismo. Em 1954, a União Soviética instala a primeira Central Atômica do mundo, em 1957 o primeiro satélite artificial é colocado em órbita; em 1961, Gagarin é o primeiro homem a viajar no espaço. A URSS torna-se numa poderosa potência industrializada, com uma agricultura desenvolvida, com um imenso potencial técnico e científico, com realizações das mais avançadas do mundo no campo da saúde, da instrução, da cultura e da habitação. Porém o gargalo maior estava mantido, o estrangulamento da revolução socialista mundial em razão da concepção vigente do "socialismo em um único país".

terça-feira, 6 de novembro de 2018

HÁ TRINTA ANOS ATRÁS A ESQUERDA PETISTA VENCEU A DIREÇÃO LULISTA COM A PROPOSTA DE NÃO ASSINAR A CONSTITUIÇÃO: A MAIORIA DOS PARLAMENTARES PETISTAS NÃO RESPEITOU A RESOLUÇÃO APROVADA E ACABOU ASSINANDO A "CARTA MAGNA"
Por: Candido Alvarez, 
ex-membro do diretório do PT em 1988


Um forte debate cruzou a vida interna do PT, naquele histórico ano de 1988, isto quando neste partido ainda existiam os núcleos de base e as plenárias deliberativas de militantes ativos. A dura polêmica girava em torno da assinatura ou não da nova constituição brasileira, prestes a ser promulgada no início do mês de dezembro de 1988. A eleição dos membros da Assembléia Constituinte ocorrera dois anos antes, vinculada a eleição parlamentar regular do calendário eleitoral, portanto não existiu uma eleição exclusiva para seus delegados que seriam os próprios deputados federais e senadores eleitos em 1986. O PT elegeu uma bancada parlamentar em torno de 16 deputados federais e nenhum senador, cuja principal referência era a de Lula, então o deputado federal mais votado no estado de São Paulo. Durante o processo de elaboração constituinte, o PT atuou praticamente sozinho, liderado pelo sociólogo Florestan Fernandes, o partido praticamente apresentou um projeto alternativo de constituição, radicalmente democrático porém ainda bem distante de uma plataforma socialista de regime. A proposta da nova "carta magna" refletia em sua essência a política democratizante do velho MDB, de figuras "míticas" como Ulisses Guimarães e Paulo Brossard, carregada de concessões ao chamado "Centrão" que parece sobreviver no Congresso Nacional por séculos...Terminado os trabalhos da Constituinte foi chegado o momento da promulgação da nova constituição, batizada por Ulisses como a "Constituição Cidadã", colocando o PT na berlinda: assinar ou não assinar uma constituição da qual se bateu contrário durante todo o período parlamentar de sua confecção jurídica. Obviamente que a assinatura da "Carta" seria restrita somente aos parlamentares do partido, porém o PT teria que se posicionar politicamente de conjunto sobre o delicado tema. No campo orgânico do PT surgiram duas posições, a da maioria da direção nacional (tendência Articulação) que defendia a assinatura da constituição, sob o argumento que ao não firmar a "Carta Magna" da nação o partido poderia ser colocado na ilegalidade e até correria os riscos da cassação de seus parlamentares, como ocorreu com o PCB na Constituinte de 1946 quando se recusou a alterar sua sigla e foi banido pelo STF. A outra posição, levantada por setores da esquerda petista e que granjeou a maioria da base partidária, defendia que o PT não poderia legitimar uma constituição que consagrava o direito à propriedade privada dos meios de produção e troca, além de uma forte carga conservadora na arena das garantias democráticas de organização e liberdades coletivas. A posição da esquerda acabou triunfando no debate interno e o PT oficialmente adotou a configuração política de que seus parlamentares não assinariam a nova constituição. Mas a tendência Articulação de Lula, José Dirceu e Olívio Dutra não aceitaria passivamente a derrota nos fóruns internos do PT, boicotando a própria resolução nacional do partido, orientou os parlamentares a assinarem individualmente a nova Constituição, para logo após iniciar o processo de expulsão da esquerda radical petista (OQI e CS). Nas comemorações dos 25 anos da constituição, em pleno governo petista de Dilma Rousseff, Lula declarou que teria sido um grave erro do PT não ter apoiado o projeto de constituição burguesa de Ulisses e Brossard, já refletindo o processo de plena integração do partido a ordem capitalista internacional. Em época de avanço neoliberal e fascismo, cabe recordar o quanto o PT vem cedendo terreno político a reação, até chegar ao ponto de aceitar pacificamente a prisão ilegal de seu máximo dirigente, uma lição histórica que deve ser abstraída pela vanguarda classista de esquerda: Para a burguesia qualquer constituição (democrática ou não) é apenas "letra morta" se ameaçar ferir seus interesses econômicos ou políticos.

Dirigente Candido Alvarez intervém na reunião do PT em 1988
MISÉRIA PARA OS TRABALHADORES, DESTRUIÇÃO DA NATUREZA E NENHUMA INDENIZAÇÃO AS VÍTIMAS: TRÊS ANOS APÓS A TRAGÉDIA DE MARIANA ESSE É O SALDO DEVASTADOR DA RAPINA DAS RIQUEZAS NACIONAIS PELAS GRANDES MINERADORAS PATROCINADAS PELO ESTADO CAPITALISTA!


Hoje completa-se 3 anos do rompimento de duas barragens no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A tragédia deixou dezenas de pessoas mortas, feridas e desabrigadas. A economia local, que vivia da pesca e do turismo às margens do rio, entrou em colapso. Cresceu o desemprego e os trabalhadores não conseguiram retomar suas funções na mesma velocidade de antes da tragédia. Até hoje, a maior parte deles não recebeu qualquer indenização pelos prejuízos. Além do desaparecimento de mais de 30 pessoas, a onda de lama destruiu o leito do Rio Doce espalhando até hoje miséria pela região, fome pela falta de peixes e destruição da fauna e flora local, contaminando toda a região com resíduos tóxicos. Especialistas denunciam que ainda vão persistir por décadas os graves riscos à saúde provocados pelo rejeito de minério de ferro liberado na água além de grande quantidade de mercúrio. As barragens de Fundão e Santarém eram de responsabilidade da empresa Samarco, que tem 50% de suas ações nas mãos da Vale do Rio Doce, uma das maiores mineradoras do mundo, privatizada por FHC em 1997 e hoje controlada por um consórcio que inclui fundos de pensão das estatais que indicaram como presidente Murilo Ferreira, nome avalizado pelo governo Dilma. A outra metade pertence à australiana BHP Billiton. Apesar da comprovada responsabilidade das grandes empresas mineradoras que rapinam as riquezas do Brasil através da apropriação extensa de territórios e da super-exploração dos trabalhadores não houve qualquer punição aos culpados. Essa rapina inclui remoções forçadas de famílias e comunidades nativas, poluição das nascentes, dos rios, do ar, poluição sonora, desmatamento, acidentes de trabalho, de trânsito, concentração privada da riqueza e distribuição pública dos impactos. O desastre criminoso de Marina aconteceu dentro de uma sequencia de outras tragédias ocorridas em várias regiões do país, ficando impunes as empresas mineradoras que os provocaram. Segundo os dados do DNPM existem mais de 700 barragens de rejeito em Minas Gerais, dentre as quais, 43 em alto risco de rompimento, algumas com potencial maior do que as de Santarém e Fundão, o que causou danos humanos e ambientais irreversíveis, contaminando a água na bacia do Rio Doce, agravando ainda mais a crise hídrica na região, prejudicando a vida de milhões de pessoas. Cinicamente, a Samarco, empresa responsável pelas barragens que romperam iniciou logo depois da tragédia a demissão de funcionários de empresas terceirizadas, tentando responsabilizar os trabalhadores pelo ocorrido. A busca do lucro foi o motivo central da tragédia humana e ambiental de Mariana. A tragédia reforça a luta pela reestatização da Vale do Rio Doce sem indenização assim como a exploração das riquezas nacionais sobre o controle dos trabalhadores. A Samarco é uma joint venture com 50% de participação da Vale e 50% de participação da BHP, duas das maiores mineradoras do mundo, sendo a Vale uma “gigante” nacional que multiplicou seu lucro ao longo dos governos petistas. Privatizada em 1997 no governo FHC (PSDB), a Vale é de fato ainda controlada pelo governo federal por conta da participação milionária dos representantes dos fundos de pensão no seu conselho acionário desde a privatização mas obviamente seus lucros são privados. Os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras), além do BNDESpar, controlados pelo Planalto, somam agora 52,5% da mineradoraA parte da Samarco que pertence a multinacional australiana BHP deve ser nacionalizada, seus bens confiscados e seus lucros retidos a fim de serem revertidos para pagar as indenizações aos trabalhadores, moradores e o conjunto da população dos municípios atingidos pela lama tóxica da extração de minério de ferro! É preciso uma apuração que seja independente das mineradoras e dos governos burgueses do PT, PSDB e MDB que estão a serviço do lucro dessas empresas, a punição dos alto-executivos da empresa responsáveis pela não desativação das represas, assim como o confisco dos bens da Samarco para que todo ele seja revertido no atendimento da população, familiares e a reconstrução da região devastada pela sede de lucro das mineradoras!
HÁ 7 ANOS DO COVARDE ASSASSINATO DO COMANDANTE AFONSO CANO: O EX-DIRIGENTE MÁXIMO DAS FARC QUE SE OPUNHA AOS VERGONHOSOS "ACORDOS DE PAZ"


No dia 05 de novembro de 2011, há exatos 7 anos, o então facínora presidente colombiano, Manoel Santos, anunciou com júbilo o assassinato de Afonso Cano, dirigente máximo das FARC, que havia sucedido o histórico Manoel Marulanda no comando da guerrilha. Em uma operação que empregou mais de mil soldados do exército colombiano, o acampamento das FARC foi bombardeado e depois cercado, sendo mortos além de Cano vários dirigentes da guerrilha. Esse duro golpe contra as FARC só foi possível devido às informações obtidas depois da detenção, há poucos meses, na fronteira com a Venezuela, em uma operação conjunta entre as forças de segurança do falecido presidente Chávez e a polícia nacional colombiana. Segundo o próprio diretor da Polícia Nacional colombiana, o general Óscar Naranjo, Miguel Ángel Ariñez (um dirigente das FARC que estava detido na Venezuela) foi capturado em agosto na cidade fronteiriça de Cúcuta, depois de ter retornado a Colômbia pressionado pelas operações venezuelanas: “Este indivíduo saiu da Venezuela por pressão da busca que exerceu Venezuela, de maneira binacional” (Jornal espanhol Qué, 04/08/2011), destacando que “a normalização diplomática com o país vizinho tem possibilitado maiores coordenações de inteligência e um trabalho conjunto. O que estamos constatando é que a pressão binacional Venezuela-Colômbia está produzindo estes resultados, dada a instabilidade e os erros que estão cometendo os terroristas” (Idem). A macabra ação conjunta de caça aos dirigentes das FARC entre Chávez e Santos permitiu as informações sobre a localização do acampamento onde estava Afonso Cano e a vitória do operativo militar que levou a sua morte. Esta mesma “parceria” já havia capturado o jornalista da ANNCOL (Agência de Notícias Nova Colômbia), Joaquín Pérez Becerra, refugiado político há doze anos na Suécia, preso quando estava na Venezuela e entregue para o cárcere do narco-fascista Manuel Santos, assim como deteve Julián Conrado, dirigente da guerrilha, doente e encarcerado em condições sub-humanas pelo exército venezuelano.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

PRIMEIRA BATALHA PELAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS A SER TRAVADA CONTRA O GOVERNO FASCISTA: DEFENDER CESARE BATTISTI DAS GARRAS DA REAÇÃO! POR UMA CAMPANHA DE MASSAS CONTRA A EXTRADIÇÃO DO ATIVISTA ITALIANO!


O fascista Jair Bolsonaro declarou a grande mídia que fará: "tudo o que for legal para extraditar Cesare Battisti para a Itália imediatamente". O ativista da esquerda italiana (PAC, Proletários Armados para o Comunismo), Battisti, foi condenado por uma corte de exceção à prisão perpétua na cidade de Roma em 1993, sob a falsa acusação de ter cometido quatro assassinatos em seu país nos anos 1970. Em 2010, o então governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou o pedido de extradição apresentado pelo governo da Itália (na época ocupado pela esquerda reformista). Para tentar cumprir uma das promessas de sua campanha, neste caso o da expulsão de Batisti do Brasil, Bolsonaro afirmou hoje: "Ele [ex-presidente Lula] decidiu, no apagar das luzes, dar status de refugiado a um terrorista italiano chamado Cesare Battisti. O que disse [no encontro com o embaixador da Itália] é que tudo o que for legal da minha parte nós faremos para devolver este terrorista para a Itália". O fascista recém eleito deu as declarações ao conceder uma entrevista à TV Band, uma das corporações que o apoiou, ele também comentou o encontro que teve mais cedo, nesta segunda, com o embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini. Seguindo a trilha de submissão do judiciário a ofensiva da direita contra as garantias constitucionais, a Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao STF que dê preferência ao julgamento da ação em que decidirá se Battisti deve ser extraditado para a Itália. A defesa intransigente da permanência de Battisti no Brasil, gozando do seu direito assegurado a plena liberdade social, se impõe como a primeira grande batalha democrática contra o novo governo neofascista e o regime político bonapartista que o justiceiro Moro pretende implantar no país. Uma primeira derrota da dupla "Bolsonaro&Moro" poderá impulsionar um amplo movimento de massas para derrotar toda a plataforma de duros ajustes neoliberais e supressões de garantias democráticas de organização e livre expressão política. Convocamos todas as correntes da esquerda, entidades e personalidades democráticas a travarem este importante combate que expressará a resistência concreta as medidas draconianas do regime bonapartista que se delineia no horizonte do próximo período histórico.

RECHAÇAR AS SANÇÕES DO IMPERIALISMO IANQUE CONTRA O IRÃ! ABAIXO A CHANTAGEM DE TRUMP PARA ESTRANGULAR A ECONOMIA PERSA E MINAR O APOIO A SÍRIA! 



Entraram em vigor nesta segunda-feira, 05.11, as novas sanções dos Estados Unidos contra o Irã, que limitam a exportação de petróleo, 6 meses depois de se retirar do acordo nuclear com o país. Houveram protestos em todo país nesse domingo contra a provocação imperialista. Sobre as sanções financeiras, mais de 600 indivíduos e entidades no Irã serão colocados numa lista negra, um número superior ao retirado após a conclusão do acordo de 2015. As exportações de petróleo, que respondem por 40% das receitas do Estado iraniano, segundo o Banco Mundial, já caíram 2,5 milhões de barris por dia para 1,6 milhão de barris em setembro. O governo iraniano informou que irá ignorar as medidas, que considera ilegais por terem sido tomadas fora do acordo nuclear assinado em 2015 por Obama e Rohani. Essas medidas afetarão diretamente as empresas asiáticas ou europeias que continuam comprando petróleo iraniano ou mantêm relações comerciais com bancos iranianos, bloqueando o acesso ao mercado norte-americano. As sanções ianques funcionam como uma chantagem contra países que negociam atualmente com o Irã e visam estrangular a economia do país persa. “Há um grupo de países que já reduziu significativamente suas importações de petróleo do Irã e que precisa de um pouco mais de tempo para chegar a zero, e nós daremos esse tempo", disse o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, em entrevista no domingo ao canal Fox. O maior mercado para o petróleo iraniano é a China, seguido pela União Europeia, Índia e Turquia. O Japão e a Coreia do Sul praticamente reduziram suas importações a zero. O presidente ianque impôs 12 condições para assinar um novo acordo global com o país. Entre elas, estão restrições mais firmes e duradouras relacionadas ao programa nuclear, o fim da proliferação de mísseis balísticos e das atividades consideradas "desestabilizadoras" de Teerã em países vizinhos. Para obrigar o Irã a cumprir as suas condições, o governo ianque pretende impor as sanções "mais fortes da história". São esperadas novas medidas punitivas nos próximos meses. A retomada das sanções faz parte de esforços maiores de Trump para forçar o Irã a cortar seus programas nucleares e de mísseis, assim como seu apoio a forças no Iêmen, Síria, Líbano e outras partes do Oriente Médio. Em um discurso na TV, o presidente iraniano, Hassan Rohani, disse que o Irã continuará exportando petróleo e vai ignorar as sanções americanas. “Os americanos querem reduzir a ‘nada’ as vendas de petróleo iraniano, mas nós continuaremos a comercializá-lo. Eu anuncio que vamos contornar com orgulho suas sanções ilegais e injustas, uma vez que elas são contrárias ao direito internacional”, garantiu o presidente Rohani. O guia supremo do Irã, Ali Khamenei, acusou o presidente americano de ter "desacreditado" os Estados Unidos, que, segundo ele, serão os perdedores dessa política. Para continuar a vender seu petróleo bruto, os petroleiros iranianos estão há algumas semanas desligando seus transponders para não serem vistos, mas os satélites os rastreiam. As sanções e o rompimento do acordo nuclear com o Irã são uma condição básica para avanço dessa da ofensiva bélica imperialista. Não esqueçamos que o objetivo central do Pentágono continua a ser desestabilizar a Síria para neutralizar o regime da oligarquia Assad, debilitar o Hezbollah e seguir sem maiores obstáculos em seu plano de atacar Irã. Sempre declaramos que os revolucionários não são partidários do Regime dos Aitolás no Irã, embora reconheçamos os avanços anti-imperialistas conquistados pelas massas em 1979. Sempre alertamos que a burguesia iraniana, diante de seu isolamento internacional e das sanções impostas pela ONU, estava buscando um acordo estratégico com o imperialismo ianque e europeu. Agora essa etapa se rompe. O imperialismo ianque e Israel exigem a rendição completa do Irã, perspectiva que sofre grande resistência interna, particularmente pelas massas iranianas que viram a barbárie imposta à Líbia e a destruição em curso na Síria. Frente a esta situação, defendemos integralmente o direito deste país oprimido a possuir todo arsenal militar atômico ao seu alcance. É absolutamente sórdido e cretino que o imperialismo ianque e seus satélites pretendam proibir o acesso à tecnologia atômica aos países que não se alinham com a Casa Branca, quando esta arma “até os dentes” Estados gendarmes como Israel com farta munição atômica. Como Marxistas Revolucionários não dissimulamos em um só momento o caráter burguês e obscurantista do regime nacionalista do Irã. Mas estes fatos em nada mudam a posição comunista diante de uma possível agressão imperialista contra uma nação oprimida. Não nos omitiremos de estabelecer uma unidade de ação com o Regime dos Aiatolás, diante de uma agressão imperialista. Por esta mesma razão, chamamos o proletariado persa a construir uma alternativa revolucionária dos trabalhadores que possa combater consequentemente o imperialismo e derrotar todas as alas do regime, denunciando desde já o papel servil do governo Rohani. É bom lembrar que os Marxistas já estabeleceram uma frente única com os aiatolás na derrubada do Xá Reza Pahlevi e seu regime pró-imperialista, apesar de conhecermos o caráter de classe da direção religiosa muçulmana. A perspectiva de agressão, mesmo com todas as concessões feitas pelo regime dos Aiatolás e o governo Rohani, embutem uma vingança contra a humilhação sofrida pelos EUA na desastrosa tentativa de intervenção militar no Irã, ainda sob o governo democrata de Jimmy Carter. Não temos nenhuma dúvida que o império pretende somar para suas empresas transnacionais as reservas de petróleo do Irã às da Líbia e do Iraque para, desta forma, deter a hegemonia absoluta do controle energético do planeta. Somente idiotas úteis à Casa Branca podem ignorar estes fatos e declarar “solidariedade” às ações militares da OTAN contra os “bárbaros ditadores” que se recusam a aceitar a “democracia made in USA”. Os Marxistas Revolucionários defendem integralmente o direito do Irã a possuir todo arsenal militar atômico ao seu alcance para se defender do imperialismo e do sionismo. Porém, compreendem que a tarefa de defender o Irã inclusive contra sua burguesia nativa está, antes de tudo, nas mãos do proletariado mundial e das massas árabes. Somente elas podem lutar consequentemente pela derrota do imperialismo em todo o Oriente Médio, abrindo caminho para sepultar a exploração capitalista interna que condena a miséria os explorados da região.

domingo, 4 de novembro de 2018

4 DE NOVEMBRO DE 1969: MARIGHELLA TOMBA ENFRENTANDO A DITADURA MILITAR ASSASSINA, SUA RESISTÊNCIA É UM EXEMPLO VIVO PARA FORTALECER HOJE NOSSO COMBATE REVOLUCIONÁRIO AO NOVO REGIME DE EXCEÇÃO QUE ESTÁ SENDO IMPOSTO PELO FASCISTA BOLSONARO E O JUSTICEIRO MORO!


Precisamente na noite de 4 de novembro de 1969, Carlos Marighella foi assassinado por agentes de repressão da ditadura militar numa emboscada em São Paulo, chefiada pelo facínora Sérgio Paranhos Fleury, delegado do DOPS, órgão oficial dos ratos covardes torturadores. Marighella foi um dos principais líderes da luta armada durante o período da ditadura semifascista. Apesar das divergências com o programa defendido por Marighella tanto no PCB como na ALN, rendemos nossa homenagem a esse herói da luta contra o regime dos gorilas, que morreu em combate contra a dominação do país pelo imperialismo e seus títeres de farda. Nascido em 05 de dezembro de 1911, iniciou sua militância aos 18 anos, quando ingressou no PCB, em 1930, numa fase em que o partido comunista enfrentava profundas crises internas decorrentes de sua adaptação ao stalinismo. A onda de reação que se seguiu à aventura de 35, mais uma das fracassadas insurreições preparadas pelos agentes da III Internacional stalinista, vários militantes foram presos e barbaramente torturados pela polícia de Filinto Müller. Marighella foi detido em 1º de maio de 1936 e permaneceu encarcerado por um ano durante o governo Vargas.  Em 1937, o Comitê Regional Paulista divergiu da linha preconizada pelo Comitê Central a respeito das eleições presidenciais. A divergência se aprofundou e levou a sérias discussões e a perseguição política. Com o apoio da Internacional Comunista, Lauro Reginaldo da Rocha (Bangu), Secretário-Geral do Comitê Central, venceu a disputa: os divergentes de São Paulo foram expulsos do partido sob a acusação de renegados trotskistas, a mais infamante para um militante comunista naquele período, onde os PC´s seguiam fielmente as ordens de Stálin. Ao travar-se a luta interna nenhum dos divergentes do Comitê Regional paulista era trotskista e, em seguida, apenas um deles — Hermínio Sacchetta — aderiu ao trotskismo. Nesse período Carlos Marighella foi enviado a São Paulo pelo Comitê Central, em 1938, a fim de fortalecer a direção regional na luta contra os “fracionistas trotskistas”. Depois elege-se deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1946, mas teve o mandato cassado em 1948, em virtude da nova proscrição do partido.

sábado, 3 de novembro de 2018

A "PROPINA" (NOMEAÇÃO PARA O SUPERMINISTÉRIO) QUE BOLSONARO PAGOU A MORO PARA EMBARGAR LULA, NÃO É ILEGAL? UMA POLÊMICA COM A ESQUERDA REFORMISTA SOBRE O CARÁTER DAS PROPINAS (COMISSÕES) NO REGIME CAPITALISTA


A eleição de Bolsonaro e indo muito mais além, o próprio crescimento de uma corrente de ultra direita no país, com germes embrionários da formação de hordas fascistas, teve como "cimento básico" de fermentação o chamado ódio a "corrupção petista" praticada em mais de uma década de gestões estatais da Frente Popular. É óbvio que os barões da mídia "martelaram" à exaustão na cabeça dos "Homer Simpson" brasileiros a questão das volumosas "propinas" (comissões) recebidas pelos dirigentes petistas desde o processo do "Mensalão" até o "Petrolão" que originou a prisão de Lula pela farsesca operação "Lava Jato". As tão decantadas "propinas" para a definição dos Marxistas não passam de comissões (corretagem) que envolvem qualquer transação comercial ou financeira no regime capitalista, seja esta transação realizada na esfera estatal mais ampla ou não. As comissões ("propinas") pagas a gestores públicos ou privados são portanto uma engrenagem intrínseca ao modo de reprodução e circulação do capital e nada tem de "imorais", sendo uma forma de pagamento por serviços prestados que auferiram lucros aos capitalistas. Estas "propinas", embora ilegais no regime jurídico brasileiro (ao contrário de vários países imperialistas que normatizaram o recebimento de comissões por parte de gestores públicos ou políticos institucionais) podem ser pagas de várias formas desde o numerário cambial (cash) até mesmo o recebimento de cargos na própria estrutura do Estado burguês, sempre lembrando que o objetivo final do pagamento das comissões será o atendimento de interesses financeiros das grandes corporações capitalistas ou mesmo empresas de menor porte no mercado. Chama muita atenção na conjuntura nacional pós eleitoral, que as chamadas "propinas", tão demonizadas pela mídia "murdochiana" contra o PT, foram agora recebidas de forma escancarada pelo próprio "justiceiro da moralidade pública", Sergio Moro, que recebeu sua comissão na forma de um poderoso cargo estatal por um serviço prestado ao consórcio capitalista que bancou e elegeu o boçal fascista Jair Bolsonaro. Todos sabem que o absurdo embargo judicial contra a candidatura de Lula (favorito absoluto em todas as pesquisas), operado por Sérgio Moro, foi o responsável direto pela derrota do PT nas eleições presidenciais, nada mais "justo" na ótica do capital que os interesses comerciais vencedores nesta eleição remunerassem o juiz de Curitiba com uma generosa "propina" (comissão) e neste caso sob a versão de sua indicação a um superministério da Justiça. Esta "propina" recebida por Moro, embora também de forma ilegal da mesma forma como em outras situações receberam vários dirigentes petistas, não foi "demonizada" por nenhum setor da burguesia nacional que aplaudiu de pé a iniciativa de Bolsonaro e seu "empresário" Paulo Guedes, responsável direto pelos interesses financeiros das corporações capitalistas no novo governo. Lamentavelmente a esquerda reformista aceitou a imputação moral feita pela burguesia de que as "propinas" (comissões) eram a causa da "miséria nacional" e que a crise do capitalismo teria como fundamento a "corrupção estatal", nada mais falso e enganador para a consciência das massas populares. A corrupção estatal não é um "demônio moral" do capitalismo, representa um mecanismo endógeno e historicamente indissociável do modo de produção hegemonizado pela burguesia financeira, compreender este fundamento básico da teoria marxista é elementar para a elaboração de uma plataforma política de ação direta das massas para desnudar a suposta "ética e moral" do regime da democracia dos ricos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

FRAUDE ELEITORAL DEVELADA: MORO ASSUME AS RÉDEAS DO COMANDO DE UM NOVO REGIME BONAPARTISTA, TUTELANDO O GOVERNO NEOFASCISTA BOLSONARO/GUEDES

Enganam-se os que pensam que a nomeação do "justiceiro" Sergio Moro para o "superministério" da Justiça é apenas uma simples retribuição do neofascista Bolsonaro ao fato do judiciário ter embargado fraudulentamente a candidatura do ex-presidente Lula ao Planalto. O significado da indicação de Moro, para "estrelar" um governo presidido por um fascista inepto e ignorante, representa na verdade a tutela política que a burguesia nacional quer impor a Bolsonaro, e no mesmo compasso solidificar o regime do bonapartismo judiciário iniciado com o golpe parlamentar sofrido pelo governo petista de Dilma Rousseff. O regime de exceção, que tinha como epicentro a "República de Curitiba", agora ascende a esfera do governo central do país, sem mesmo ter sido crivado pelo sufrágio universal das eleições. Moro será o "Bonaparte" de um marionete (Bolsonaro) controlado por duas cordas centrais: a ultraneoliberal do rentista Paulo Guedes e a outra corda puxada pela fração reacionária togada. Esta fração burguesa "constitucionalista" será a responsável pelo "enquadramento" de todos os arroubos fascistas do boçal presidente, para assim legitimar um ataque feroz as liberdades democráticas, estando diretamente conectada aos interesses do Departamento de Estado dos EUA. O outro setor  "rentista" do novo regime, vinculado ao cassino financeiro internacional, se encarregará de orientar a liquidação do que ainda resta da economia nacional, descarregando sobre a massa trabalhadora um  "ajuste" letal, que fará a plataforma proposta por Temer parecer uma "brincadeira de criança".

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

GRUPO TRANSIÇÃO SOCIALISTA (EX-NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO) “CELEBRA” VITÓRIA DE BOLSONARO SOBRE O PT: AMBOS SERIAM IGUAIS, MAS O NEOFASCISTA TEM A “VANTAGEM” DE NÃO SER ULTRA-AUTORITÁRIO E NEOLIBERAL!


Quando denunciamos que o grupo Transição Socialista (ex-Negação da Negação) tinha ampla simpatia pela candidatura de Bolsonaro apesar de formalmente chamar o Voto Nulo, alguns leitores do Blog da LBI e mesmo ativistas de esquerda consideraram um “exagero” de nossa parte. Militantes do PSTU chegaram inclusive a ter simpatia com a posição da TS depois do giro político de 180º da direção Morenista em chamar o voto no PT e apoiar a candidatura de Haddad. Explicamos que a linha política da TS de convocar atos comuns como grupos neofascistas como o MBL defendendo a prisão de Lula e seu apoio a Operação Lava Jato do Juiz Moro, saudando a ação policialesca da PF e do Ministério Público, expressavam concretamente essa aproximação política com Bolsonaro e seu eleitorado direitista. Alertamos que a TS só não chamava a votar no ex-capitão do exército por ter “vergonha política” de apoiar o neofascista entre a “esquerda”, ambiente que ainda convive. Agora, o balanço eleitoral da TS confirma plenamente o que afirmamos! Este grupo sequer considera Bolsonaro um representante da extrema-direita e neoliberal, seria apenas um “irmão siamês” do PT... Em seu delírio TS afirma “Bolsonaro não é ‘ultra-liberal’. Este adjetivo só serve para aqueles que queriam capitular ao PT, taxando-o como, pelo menos (ufa!), ‘liberal’. Bolsonaro não é ‘ultra-autoritário’. Este adjetivo só serve para aqueles que preferiam apenas um ‘autoritário’ petista. Os militares estavam com Bolsonaro como estariam com Haddad. E talvez se desmoralizem mais rapidamente com Bolsonaro do que se desmoralizariam com Haddad. Bolsonaro é apenas mais um fantoche da ordem capitalista” (A vitória de Bolsonaro e futuro do Brasil, 30.10). Em resumo, Bolsonaro e Haddad representariam a mesma tendência política “totalitária”, mas segundo a TS o candidato do PT expressaria um espectro ainda mais autoritário porque a Frente Popular controlaria o movimento operário, tendo inclusive o apoio majoritário dos militares nesta campanha. A partir dessa análise alucinada, TS justifica todas suas alianças política com os neofascistas do MBL, Vem Pra Rua e com a extrema-direita para derrotar o PT... esses quinta-colunas apenas “amarelaram” na hora de chamar o voto no energúmeno reacionário. TS tenta “explicar teoricamente” porque Bolsonaro e o Haddad são iguais, porém o PT mais autoritário: “Reafirmamos as nossas análises: há uma tendência de autoritarismo (bonapartismo) crescente no Brasil. Ela se confirma e se encaminha independentemente de Lula(Haddad) ou Bolsonaro. Mas ainda não vivemos sob o bonapartismo. Achar que havia risco do bonapartismo só com Bolsonaro e não com Lula (Haddad) é inocência, é acreditar no dilúvio. A tendência de autoritarismo tem a ver com o fim de um ciclo histórico de dominação da burguesia, especificamente com o enfraquecimento dos mecanismos de controle da classe operária (a saber: falência histórica do PT e de seus braços de retenção dos proletários, demarcadamente após 2013). A luta de classes esquenta e isso empurra a mudança do regime. A superestrutura ideológica/repressora tem de necessariamente recrudescer para acalmar o lento ascenso que o operariado realiza em fábricas — apesar da ausência de direção política, e a despeito dos que acham que a classe operária desapareceu”. Com podemos observar, TS “celebra” a vitória de Bolsonaro sob o argumento estapafúrdio de que este não teria força para deter um inexistente “ascenso operário” atualmente em curso, isso quando a classe operária se encontra em completa defensividade política e social. Sob argumentos idênticos a TS celebrou a intervenção da OTAN na Líbia acusando Kaddaffi de ser um aliado do imperialismo, tanto que celebraram a “vitória da revolução” contra o “ditador sanguinário”! Nesse surto contrarrevolucionário tiveram ao seu lado o PSTU e a CST, por esta razão TS “estranhou” que os Morenistas não estivessem no 2º turno ao seu lado “dialogando” com eleitorado de Bolsonaro nem nos atos pelo impeachment ao lado dos grupos neofascistas como o MBL. A tese política da TS é que PT e Bolsonaro são iguais, expressam “tendências autoritárias bonapartistas” sendo a Frente Popular ainda mais perigosa no quesito do autoritarismo, como textualmente aponta “De um ponto de vista geral, a crise da dominação burguesa se aprofunda com a vitória de Bolsonaro. Não apenas pela sua falta de ‘preparo’, não apenas pela maior pulverização dos partidos no Congresso, não apenas pelo mesmo fenômeno entre os governadores, mas sobretudo porque vão à falência as históricas direções traidoras do proletariado, porque vão à falência as máfias sindicais, porque vão à falência os partidos que vivem de mamata do fundo partidário — mesmo os que se dizem de esquerda. A crise da dominação burguesa também avançaria com o PT, mas este, no governo, ao menos reforçaria seus mecanismos de controle do operariado fabril”. Com este balanço final, ficou ainda mais claro que a TS sempre desejou fazer frente única com a base eleitoral direitista de Bolsonaro contra o PT, sendo seu chamado ao Voto Nulo apenas um disfarce para enganar incautos e ingênuos! Alertar que ambas as candidaturas eram burguesas como fez a LBI, não significa de forma alguma dizer que elas eram iguais e representavam os mesmos setores sociais e políticos da classe dominante como fez a TS. Tanto que neste momento em que o PT chama a formação de uma “Frente Democrática” com setores da burguesia contra Bolsonaro (em rumo oposto político do que afirma a TS), lançamos a tarefa de organizar uma Frente Única de Ação com o proletariado na vanguarda da resistência as investidas de Bolsonaro, formar comitês de base nos sindicatos, fábricas e escolas, preparar a resistência nas ruas. Já os trânsfugas da TS vão seguir seu caminho vergonhoso no papel de escória de direita travestida de “esquerda trotskista”, merecendo o justo ódio de classe dos lutadores do movimento operário, popular e estudantil que buscam enfrentar na luta o neofascista Bolsonaro sem capitular ao PT.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

30 DE OUTUBRO DE 1922 -  MUSSOLINI E SUAS MILÍCIAS MARCHAM SOB ROMA E ASSUMEM O GOVERNO NA ITÁLIA: AS ORIGENS DO FASCISMO E A TRAIÇÃO DA INSURREIÇÃO PROLETÁRIA PELOS REFORMISTAS E O STALINISMO


Em 30 de Outubro de 1922, Mussolini assumia o cargo de primeiro ministro na Itália, levando ao governo o Partido Nacional Fascista (PNF). Dias antes, havia ocorrido a "Marcha sobre Roma", uma grande manifestação fascista com mais de 40 mil camisas negras que conformavam milícias, tomando de fato o governo via um golpe de estado de direita. O primeiro-ministro, Luigi Facta, tentou convencer o rei Vitor Emanuel III a declarar estado de sítio, mas não foi atendido e acabou se demitindo. Com o apoio de empresários, militares e diversos juízes, o rei convocou Mussolini - que compareceu à presença do rei vestindo a camisa negra do fascismo - para assumir o governo, que se consolidou como de tipo fascista, esmagando "o proletariado em retirada por meio da força ofensiva da pequena burguesia" como aponta nosso mestre Bolchevique. Abaixo publicamos o texto de Trotsky que analisa esse processo abordando a traição da Social Democracia e do Stalinismo, em um artigo extraído do livro “Revolução e Contra-Revolução na Alemanha”, traduzido originalmente por Mário Pedrosa (1933)

AS LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA ITALIANA 
LEON TROTSKI

O fascismo italiano foi resultado imediato da traição da insurreição do proletariado italiano, pelos reformistas. Desde o fim da guerra, o movimento revolucionário na Itália foi sempre crescendo e resultou, em setembro de 1920, na ocupação das usinas e das fábricas pelos operários. A ditadura do proletariado tornava-se um fato e só restava organizá-la e tirar dela todas as conclusões. A social- democracia teve medo e recuou. Depois de esforços audaciosos e heroicos, o proletariado se viu diante do vácuo. A interrupção do movimento revolucionário foi a premissa mais importante para o crescimento do fascismo. Em setembro, a ofensiva revolucionária do proletariado foi interrompida; já em novembro se verificou a primeira demonstração de forças importante dos fascistas (a tomada de Bolonha). É verdade que o proletariado foi capaz de lutas defensivas mesmo depois da catástrofe de setembro. Mas a social-democracia só se preocupava com uma coisa: retirar da linha de fogo os operários, a preço de concessões ininterruptas. Os social-democratas esperavam que a atitude dócil dos operários erguesse “a opinião pública” da burguesia contra os fascistas. Mais do que isso, os reformistas contavam até mesmo com o auxílio de Vítor Manuel. Até o último minuto, refrearam com todas as suas forças os operários na luta contra os bandos de Mussolini. Mas em vão. Depois das altas esferas da burguesia, a coroa se colocou do lado do fascismo. Convencidos, no último momento, de que não se pode combater o fascismo pela docilidade, os social-democratas chamaram os operários para uma greve geral. Mas o seu apelo foi um fiasco. Os reformistas tinham molhado por tanto tempo a pólvora, temendo que ela explodisse, que quando finalmente lhe aproximaram o fósforo com a mão trêmula, ela não pegou fogo. Dois anos depois do seu nascimento, o fascismo chegou ao poder. Consolidou suas posições graças ao fato do primeiro período de seu domínio ter coincidido com uma conjuntura econômica favorável que sucedeu a depressão dos anos 1921-1922. Os fascistas esmagaram o proletariado em retirada por meio da força ofensiva da pequena burguesia. Mas isso não se deu de uma vez. Já no poder, Mussolini avançava no seu caminho com certa prudência: ainda não tinha o modelo feito. Durante os dois primeiros anos, a Constituição nem mesmo foi modificada. O governo fascista tinha um caráter de coligação. Nesse período, os bandos fascistas trabalhavam com paus, facas e revólveres. O Estado fascista, que equivale ao estrangulamento completo de todas as organizações independentes de massas, foi criado pouco a pouco.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

COMO AVANÇAR NA RESISTÊNCIA AO FASCISMO? “FRENTE AMPLA DEMOCRÁTICA” COM A BURGUESIA OU FRENTE ÚNICA DE AÇÃO DIRETA COM O PROLETARIADO NA VANGUARDA DA LUTA POLÍTICA E SOCIAL


A vitória do neofascista Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais deste domingo colocou ainda mais em relevância um debate que já estava sendo travado pela vanguarda política de esquerda: Qual tática política os trabalhadores devem adotar para enfrentar a reação burguesa que agora assume o governo central do país? O PT e seus aliados no 2º turno, como PSOL e PCB, em nome de “derrotar o fascismo” nas urnas chamaram a formação de uma “frente ampla democrática” com os partidos burgueses e seus representantes, como Ciro Gomes, Marina Silva, FHC...muitos militantes celebraram o apoio de figuras como Joaquim Barbosa e Rodrigo Janot, homens do judiciário que criaram as condições políticas sombrias para chegar no quadro político reacionário em que nos encontramos, como a caçada aos dirigentes petistas e o golpe parlamentar contra Dilma. PT e PSOL apoiaram Eduardo Paes (DEM) e Márcio França (PSB) em nome do combate eleitoral aos aliados de Bolsonaro nos estados. Agora que a Frente Popular perdeu as eleições presidenciais, Haddad já anuncia que devemos ter “esperança” e esperar “sem medo” até 2022 para derrotar Bolsonaro nas urnas, inclusive vergonhosamente ligando ao facínora para lhe dar os parabéns pela vitória e desejar sucesso ao ex-capitão do exército. Trata-se da política de aguardar passivamente que o novo governo neofascista se desgaste durante 4 anos com a aplicação do plano de guerra neoliberal contra o povo, para posteriormente o PT voltar ao Palácio do Planalto nas próximas eleições, seguindo o rito institucional da democracia dos ricos. Nesse período, o PT vai buscar consolidar essa “frente ampla democrática” com a burguesia, que representa o embrião de um novo governo tipo o de Dilma Rousseff, ou seja, uma futura gerência de colaboração de classes com os partidos da burguesia que se declararem “oposição responsável” ao governo Bolsonaro. Nessa perspectiva, após uma gestão de extrema-direita, se empossaria em 2022 um governo débil comprometido com uma “frente democrática” burguesa avalista de um programa neoliberal “light” e apologista de “reformas” supressoras de direitos sociais dos trabalhadores ainda pendentes pós-Bolsonaro, em resumo uma reedição piorada do que foi a gerência Dilma, com seu fiasco responsável direta pela via de fortalecimento da “onda conservadora” que assolou o país a partir do início de 2015. Essa orientação política não tem como horizonte o combate nas ruas, pela ação direta dos trabalhadores ao neofascista, sua derrubada pelos métodos de luta da classe operária. Os lutadores sociais e ativistas classistas não podem embarcar nesse engodo de sustentar o regime político enquanto o capital ataca duramente nossas conquistas usando os instrumentos de sua pseudo-democracia (parlamento, justiça, governo central). Nossa tarefa é organizar uma Frente Única de Ação com o proletariado na vanguarda da resistência as investidas de Bolsonaro, formar comitês de base nos sindicatos, fábricas e escolas, preparar a resistência nas ruas. Um fato alentador nesse caminho se expressa no importante dado político de que os votos nulos e brancos somaram mais de 11 milhões de votos no 2º turno, ficando acima da diferença entre Bolsonaro e Haddad (10 milhões e 700 mil). Esse fenômeno (cujo percentual de nulos é o maior desde 1989) expressaram um ato ativo de protesto, mesmo dentro do circo eleitoral, tanto ao PT como ao neofascista, representando uma base política importante para construir uma ferramenta de luta superior e de classe a ilusória “mudança pelo voto” como apregoa o PT, esperando durante 4 anos um novo governo de pacto com setores de centro e mesmo de direita da burguesia como foi a gestão neoliberal de Dilma. Nesse sentido, a opção pelo voto nulo ou em branco em meio a imensa polarização eleitoral foi uma escolha consciente de não legitimar nem a Frente Popular e muito menos o neofascista Bolsonaro, um movimento bem mais progressista até mesmo que a abstenção passiva, ainda que também esta expresse deformadamente a desilusão de uma ampla camada dos trabalhadores com a democracia burguesa. Como afirmamos durante a campanha eleitoral, os Marxistas Leninistas não nos negamos a estabelecer todo tipo de frente única de ação com a Social Democracia, ou mesmo com partidos burgueses que estejam contra a ofensiva fascista ou se coloquem contrários a iminência de um golpe militar, porém integrar um frente burguesa “democrática” para fortalecer uma futura candidatura petista em 2022, ainda mais de um partido que esteve no governo central por mais de uma década, é outra questão totalmente distinta da tática de frente única defendida por Trotsky. O que está colocado neste momento é organizar desde já a resistência nas ruas. É necessário que as organizações políticas e sindicais da classe operária organizem em frente única a resistência orgânica dos movimentos sociais para derrotar a ofensiva reacionária e neoliberal em plena ascensão no país. Esta tarefa urgente passa bem longe de impulsionar uma “frente ampla democrática” com a burguesia que paralisará as lutas e amortecerá o combate de classe dos oprimidos ao governo neofascista de Bolsonaro, dando-lhe mais condições para atacar nossos direitos e conquistas!

domingo, 28 de outubro de 2018

BOLSONARO VENCE SOB UMA DAS MAIORES FRAUDES DA HISTÓRIA: TAREFA URGENTE SERÁ ORGANIZAR A DERROTA DO GOVERNO FASCISTA NA AÇÃO DIRETA DAS MASSAS, SEM ALIMENTAR ILUSÕES NA “FRENTE AMPLA DEMOCRÁTICA” UMA VIA PARA MAIS UMA ESTRONDOSA DERROTA COMO FOI A DE NUTRIR “ESPERANÇAS” NA FARSA INSTITUCIONAL


O neofascista Bolsonaro acaba de ser eleito presidente da república com 55% dos votos, derrotando o candidato da Frente Popular, Fernando Haddad (PT), que alcançou 44%. A burguesia agora, legitimada em uma imensa fraude eleitoral imposta pela via das urnas em seu circo eleitoral da democracia dos ricos, vai incrementar um plano de guerra neoliberal contra os trabalhadores! Esta eleição foi completamente fraudada, com a prisão arbitrária de Lula pelo Juiz Moro e sua Operação Lava Jato orquestrada pelo Departamento do Estado ianque, o suposto atentado a Bolsonaro explorado amplamente pela grande mídia em seu favor, a completa subordinação do STF e do TSE a vontade do alto comando das FFAA para cercear as liberdades democráticas, a manipulação das pesquisas, a alteração de resultados via a totalização das urnas eletrônicas sem comprovação física do voto, além de todos os elementos clássicos do controle dos grandes grupos econômicos do processo eleitoral. A vitória nos mais importantes governos estaduais (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais) de candidatos alinhados a extrema-direita neste 2º turno fortalece imensamente esse cenário, com as ascensão de figuras sinistras como Dória, Witzel e Zema. É preciso organizar desde já a resistência através da luta direta dos explorados, sem depositar nenhuma ilusão na farsa da democracia burguesa e muito menos na "Frente Ampla Democrática" que o PT buscou costurar com a centro-direita (FHC, Marina, Ciro). Não por acaso PT e PSOL apoiaram candidatos como Eduardo Paes e Márcio França neste 2º turno, inimigos declarados dos trabalhadores sob o falso pretexto de "combater o fascismo". Ao justificar seu apoio eleitoral a partir dessa fórmula política distracionista e sem conteúdo de classe (democracia versus fascismo), tentaram cinicamente legitimar seu apoio aos representantes da direita tradicional, negando-se a denunciar os algozes burgueses neoliberais dos trabalhadores que merecem o justo ódio e repúdio dos oprimidos, nutrindo "esperanças" na farsa institucional.O governo Bolsonaro vai estimular ainda mais estas tendências que estão crescendo no lastro da desmoralização política dos trabalhadores após os quatro mandados da gestão petista. É necessário compreender que a política de colaboração de classes do PT pavimentou o caminho para a ascensão da extrema-direita, patrocinando alianças com as oligarquias reacionárias, criminalizando os movimentos sociais, criando a Lei Antiterrorista para perseguir as organizações de esquerda, apoiando as ações da Justiça burguesa contra a luta dos trabalhadores. Nesse marco, deve-se ter claro que o consequente combate a escalada reacionária em curso será obra da ação organizada da classe operária e seus aliados. Para enfrentar essa situação, a LBI chama as organizações políticas e sindicais que defendem a necessidade de responder a investida fascista com os métodos da classe operária (comitês de autodefesa, greves, armamento popular) a convocarmos um ENCONTRO NACIONAL DE LUTA CONTRA O FASCISMO, aberto e democrático, para deliberar por um plano de ação para formar os comitês de base pela Frente Única para responder aos ataques da extrema-direita e um programa político operário para a atual etapa política, marcada pelo recrudescimento da ofensiva contra os explorados, suas conquistas sociais e suas liberdades democráticas!