É HORA DE “REACENDER A CHAMA” DA LUTA EM DEFESA DO ESTADO OPERÁRIO CONTRA TRUMP E O ATAQUE IMPERIALISTA: PELO ARMAMENTO GERAL DA POPULAÇÃO E A RECRIAÇÃO DOS CONSELHOS POPULARES EM CUBA!
Cuba sofreu um apagão nacional total nesta segunda-feira (16/03) deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia, provocando uma crise social como deseja Trump e seu cerco imperialista. O colapso foi causado por falhas na infraestrutura envelhecida e falta de combustível (diesel) para as usinas, imposta pelas restrições do bloqueio econômico patrocinado pela Casa Branca, medida que teve a colaboração direta da “traidora interina” da Venezuela Delcy Rodríguez, que deixou de enviar petróleo para a Ilha. Nesse quadro em que se avizinha um ataque imperialista a Cuba orquestrado por Trump e o facínora Rubio defendemos que chegou o momento da classe trabalhadora cubana se organizar para defender seus direitos históricos contra a agressão ianque para impor a restauração capitalista neoliberal. Nesse sentido o armamento geral da população e a recriação dos conselhos populares de defesa do Estado Operário está na ordem do dia!
Ainda que como trotskistas lutemos por uma revolução política na Ilha para que os trabalhadores controlem verdadeiramente o poder e os meios de produção, acabando com os privilégios da casta burocrática castrista que governa o Estado operário segundo seus interesses de camarilha, somos conscientes que o inimigo maior de Cuba e suas imensas conquistas sociais é o imperialismo ianque e europeu!
Não podemos deixar que os trabalhadores caiam nas mãos de grupos pró-imperialistas como os que aplaudiram os ataques incendiários a sede do PC em Morón, localidade que fica na costa norte de Cuba, a cerca de 400 km a leste da capital Havana.
Somos defensores incondicionais do Estado Operário cubano frente a ofensiva imperialista, o que significa nesse quadro concreto rechaçar as medidas de Trump contra Cuba em frente única de ação anti-imperialista mas também lutamos pela revolução política para superar a orientação da burocracia Castrista que busca um acordo submisso com o atual gerente da Casa Branca a exemplo do pacto-vassalo celebrado pelo governo “neochavista” na Venezuela.
Essas tarefas táticas e estratégicas se entrelaçam dialeticamente porque a direção do PCC é incapaz por sua estratégia de “coexistência pacífica” e na condição de castra burocrática privilegiada de levar a cabo a luta contra o imperialismo para defender o Estado Operário de forma consequente por desejar conciliar com a Casa Branca.
O “Defensismo Revolucionário” em Cuba nos dias atuais representa organizar os trabalhadores e sua vanguarda classista para superar a Burocracia Castrista pela via da Revolução Política, preservando as bases sociais do Estado Operário, reorganizando a economia e as diretivas políticas com a democracia proletária dos conselhos operários e populares sob o comando de um genuíno Partido Comunista e, paralelamente, fazendo um chamado a solidariedade internacional para enfrentar o cerco imperialista de Trump através da expansão da revolução socialista mundial!
