UM RÁPIDO BALANÇO DE 2025: GOVERNO NEOLIBERAL DE LULA ESTRANGULA AS FAMÍLIAS TRABALHADORAS COM DÍVIDAS EM BANCOS E SETOR FINANCEIRO
Dados oficiais obtidos junto ao próprio Banco Central (BC) mostram que o comprometimento da renda das famílias trabalhadoras brasileiras com os serviços de suas dívidas, juros, crediários, amortizações e taxas diversas, nunca esteve tão alto. Segundo relatório de outubro divulgado na última sexta-feira, 29,4% da renda das famílias trabalhadoras é comprometida com o pagamento de serviços de dívidas, um recorde da série histórica acompanhada pelo BC mensalmente. Se desconsiderado o financiamento imobiliário, o patamar permanece alto, em 27,2%. Essa trágica realidade da classe operária é fruto da política econômica neoliberal do governo burguês da Frente Ampla, que que estrangula o proletariado com arrocho salarial e empurra suas famílias a sobreviver as custas do crédito financeiro, gerando lucros bilionárias para banqueiros e rentistas.
De acordo com definição da ciência econômica, o comprometimento de renda é a relação entre o valor correspondente aos pagamentos esperados para o serviço da dívida com o Sistema Financeiro Nacional e a renda mensal das famílias. O aumento desses compromissos é mais um resultado das taxas de juros elevadas e da compressão dos salários. Além destes fatores conjunturais soma-se a crise capitalista estrutural, que cada vez mais concentra a renda em uma pequena elite burguesa e seus assessores políticos mais próximos.
No campo do mercado de trabalho o quadro é de retrocesso,
indicando um forte desaquecimento da produção industrial. Somente para dar um
exemplo, o país gerou 85,864 empregos em novembro, 19% a menos do que no mesmo
mês do ano passado. O salário médio do trabalhador brasileiro, em plena farsa
demagógica do “governo dos pobres” pouco ultrapassa o salário mínimo da fome (1.621,00),
estabelecendo a marca de 2.100 Reais, segundo os próprios organismos oficiais
de estatística.
A vertente do desemprego é uma realidade que avança a a
passos largos sob a gerência estatal da Frente Ampla, o “Novo Caged” (Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados) mostrou os dados oficiais do ano de 2025:
O país gerou 385.864 postos de trabalho a menos do que o ano passado. A chamada
“informalidade”, um eufemismo para a desastrosa precarização do trabalho, é na
verdade a grande marca deste governo burguês neoliberal, que não passa de um
estafeta da Governança Global do Capital Financeiro.
