IRÃ ATACA BASE DOS EUA NO “CURDISTÃO IRAQUIANO”: GRUPOS PATROCINADOS PELA CIA SÃO “BUCHAS DE CANHÃO” DO IMPERIALISMO
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou um ataque nesta terça-feira (10/03) contra uma base norte-americana na região do chamdo “Curdistão iraquiano”, em meio à guerra justa antiimperialista de seu país contra os Estados Unidos e o enclave terrrorista de Israel: “O quartel-general do exército invasor americano na Base Aérea de Al Harir, na região do Curdistão, foi atacado com cinco mísseis", informou em comunicado.
Grupos armados curdos iranianos têm combatentes operando ao longo da fronteira entre Iraque e Irã, principalmente na região do Curdistão iraquiano. Vários desses grupos divulgaram declarações públicas desde o início da guerra sugerindo uma ação iminente e pedindo que forças militares iranianas desertem. A GR tem atacado grupos curdos com dezenas de drones.
Os cinco grupos de oposição curda iraniana anunciaram a formação da coalizão em uma coletiva de imprensa conjunta realizada em 22 de fevereiro, aproximadamente uma semana antes do início da agressão militar contra o Irã. A conferência reuniu líderes do Partido Democrático do Curdistão Iraniano (PDKI), do Partido da Vida Livre no Curdistão (PJAK), do Partido da Libertação do Curdistão (PAK), da Organização Khabat do Curdistão Iraniano e de uma facção do Komala.
O governo dos EUA iniciou conversas com milícias da oposição iraniana e líderes curdos no Iraque para lhes fornecer apoio militar. A CIA está armando as forças curdas que operam perto da fronteira Irã-Iraque.
Durante muito tempo, os curdos ficaram sozinhos defendendo Kobani, já que o governo da Turquia se recusava deixar ingressar curdos turcos e iraquianos (peshmerga) pela sua fronteira. Entretanto, a principal milícia síria curda (YPG-YPJ) conseguiu expulsar o EI com o apoio das bombas da coligação imperialista liderada pelos Estados Unidos. Tratou-se da mesma política utilizada pelo imperialismo ianque no Iraque com relação aos curdos, ou seja, a tentativa de um acordo para dar relativa autonomia para a região desde que suas direções se aliem as iniciativas militares do Pentágono. Essa região inclusive foi caracterizada acriticamente pelos revisionistas do trotskismo como a CS argentina e MRS no Brasil (que combatem Assad ao lado dos “rebeldes") como a “Kobani Vermelha” pela influência do PKK e de supostos anarquistas na cidade.
A consequente defesa do direito à autodeterminação curda
através de um programa marxista revolucionário passa, neste momento, pelo
chamado à unidade revolucionária dos trabalhadores turcos, iraquianos,
iranianos, sírios e curdos, conformando milícias multiétnicas para derrotar o
imperialismo ianque.
Não somos partidários da existência de uma imaginária “Kobani Vermelha” como fazem os revisionistas do trotskismo partidários da “revolução árabe”, que saudaram o apoio que as milícias curdas receberam dos EUA para enfrentar o EI, via os bombardeios e armas, como proclamam a LIT, UIT e a CS argentina
Os fatos atuais nos deram razão, demonstrando a inutilidade estratégica de uma aliança com os EUA. Chamamos os combatentes do YPG a lutar pela sua independência nacional unindo os curdos do Iraque, Turquia e Síria em frente única contra o imperialismo ianque, dando assim um caráter extremamente progressista a sua justa aspiração nacional.

