IMPERIALISMO IANQUE, SOB O COMANDO DO DEMOCRATA CLINTON: BOMBARDEARAM POR 78 DIAS A IUGOSLÁVIA SEM QUE A RÚSSIA E CHINA TOMASSEM ALGUMA ATITUDE
O bombardeio dos EUA e OTAN contra a Iugoslávia (Operação Allied Force), ocorrido entre 24 de março e 10 de junho de 1999, foi uma campanha aérea de 78 dias consecutivos, praticamente destruindo toda a infraestrutura do país. Sob o comando do Democrata Bill Clinton, o imperialismo ianque dizimou e depois desmembrou o país, até conseguir uma mudança de regime com a derrubada do então presidente iugoslavo Milosevic.
Fazendo um paralelo histórico com a agressão em curso ao Irã, o atual objetivo do imperialismo ianque na nação persa além de uma troca de regime visa a “Balcanização” (desmembramento) do país, se inspirando no que ocorreu na Iugoslávia em 1999, quando Clinton atacou o Estado Operário deformado sem que a Rússia e a China tomassem alguma atitude, dividindo-o posteriormente. O “imperialismo democrático” arrasa países como a Líbia em ações militares brutais até conseguir a mudança de regime, Trump apenas o copia…
Como podemos observar a ofensiva militar e política do chamado “imperialismo democrático” representou desde aquela época uma ameaça verdadeira ao proletariado mundial. Clinton, a Social Democracia e o chamado Centro Liberal prepararam a passos avançados a III Guerra Mundial e os piores ataques as condições de vida dos povos do planeta bem antes de Trump e com a permissividade da Rússia e da China!
A OTAN bombardeou a Iugoslávia por 78 dias. Quase 2.500 civis, incluindo crianças, foram mortos. O país sofreu danos no valor de US$500 bilhões, segundo estimativas do governo iugoslavo. Ao final da agressão imperialista a segurança de Kosovo e Metohija passou para as mãos da força armada multinacional KFOR, liderada pela OTAN. A Iugoslávia deixou de existir formalmente em 2008. Originalmente era composta por seis repúblicas: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Macedônia, Montenegro e Bósnia-Herzegovina.
Nesses dois casos (Iugoslávia e Irã), a agressão imperialista contou com a passividade da Rússia e da China que “lavaram as mãos” frente aos ataques imperialistas. Boris Yeltsin não tomou medidas militares concretas em defesa da Iugoslávia. Durante os bombardeios da OTAN contra a Iugoslávia (Sérvia) em 1999, o presidente restauracionista russo condenou formalmente a ação, chamando-a de “erro grosseiro”, não tomando nenhuma atitude diante da agressão a um ex-república aliada do Kremlin na chamada “Cortina de Ferro”. Algo muito parecido com a atual conduta de Putin que declarou ser a morte de Khamenei um “assassinato cínico”… e nada mais!
Não esqueçamos que logo na sequência da guerra da Iugoslávia, em 31 de dezembro de 1999, Yeltsin renunciou, nomeando o então primeiro-ministro Vladimir Putin como presidente interino. Como vemos a traição atual vem de longa data, com Putin também nada fazendo contra a atual ofensiva imperialista do Irã!
Pontuamos que também ocorreu o bombardeio da embaixada chinesa em Belgrado, em 7 de maio de 1999. Aviões da OTAN atingiram a representação chinesa durante a guerra na Iugoslávia, matando três jornalistas chineses e ferindo 20 pessoas. Os EUA descreveram o ataque como um erro acidental devido a mapas desatualizados, mas a China chamou de “ato bárbaro”, gerando protestos diplomáticos como ocorre hoje no Irã, sem Pequim tomar nenhuma medida militar de retaliação.
Destacamos por fim que a China foi um dos principais responsáveis por vetar e isolar politicamente a justa posição iraniana no interior do campo dos Brics quando a nação persa defendeu em reunião do bloco no Brasil a destruição de Israel. O chanceler persa foi absolutamente cristalino ao desmascarar o embuste dos “Dois Estados” proposto por iniciativa de Lula e da China na cúpula dos Brics ocorrida no Brasil: “Por oito décadas, o Irã acreditou que a solução de dois Estados não era uma solução realista. Prova disso é que em 1948, durante a adoção da resolução sobre a partição da Palestina, o representante iraniano votou contra, dizendo que vocês estavam simplesmente escondendo o fogo sob as cinzas”.
Alertamos que se a Rússia deixa passar a destruição do Irã
como fez recentemente na Síria com o regime de Assad que foi abandonado por
Putin ou atuando passivamente como Yeltsin na Iugoslávia, o próximo alvo do
Deep State será Moscou, através de sua cabeça de ponte na Ucrânia/OTAN, um
caminho que a aliança atlântica imperialista só conseguiu avançar após a
destruição da Iugoslávia na década de 90 levada a cabo por Clinton e a
Social-Democracia, representantes do (mal)chamado “imperialismo democrático”.
