terça-feira, 31 de março de 2026

CAIADO CANDIDATO A PRESIDENTE: UMA MANOBRA DO PLANALTO PARA DIVIDIR A DIREITA E TENTAR SALVAR A REELEIÇÃO DE LULA… 

O ex-líder da famigerada UDR e atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foi anunciado nesta última segunda-feira (30/03) como pré-candidato à Presidência da República. Caiado é um histórico ultra-reacionário desde a época da Assembleia Constituinte, transitando do “Centrão” para o Bolsonarismo na eleição presidencial de 2018. Agora se desgarra novamente do clã bolsonarista, abraçando o partido de Gilberto Kassab, um dos “ratos podres” criado pelo Lulismo no segundo governo da Frente Popular. Caiado se apresenta como um anti-Lula “moderado”, demarcando com à candidatura do “extremista” Flávio “Pamonha”, mas fundamentalmente buscando votos no campo da direita, alavancado pela enorme puteza popular com o velhaco presidente da república.

Os midiotas da exquerda reformista logo trataram de apresentar Caiado como um “adversário eleitoral”, porém a realidade é completamente diferente. A candidatura de Caiado, ungida pela ratazana Kassab, é uma manobra desesperada do lulopetismo para dividir os votos da direita, fracionando o grande potencial de Flávio neste nicho eleitoral e assim forçando a realização de um segundo turno, obviamente muito mais favorável a operação da fraude eletrônica para reconduzir o governo neoliberal da Frente Ampla ao Planalto. Caiado já prometeu que seu primeiro ato de um possível governo do PSD seria anistiar Jair Bolsonaro, rachando logo de cara com este anúncio um terço dos votos que iriam para Flávio “Pamonha”.

O esvaziamento da candidatura do Bolsonaro Filho já começou e está em nível acelerado. A principal liderança política da recém-formada Federação UP(UB+PP), o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, já declarou apoio a postulação de Caiado. Registre-se que a UP é o maior bloco partidário do país, um conglomerado das oligarquias regionais e que até pouco tempo atrás estava oscilando entre apoiar a reeleição de Lula (participam do governo burguês da Frente Ampla) ou votar em Flávio. O lançamento do governador de Goiás nas eleições presidenciais “caiu como uma luva” para a UP, que manterá sem problemas seu perfil político de “direita conservadora”, mas receberá uma generosa fatia dos “negócios estatais” do gerente Lula pelo grande serviço prestado.

Para “empurrar” à candidatura de Lula, rejeitada pela esmagadora maioria do povo brasileiro, e contando somente com o apoio social dos banqueiros, será necessário construir uma grande engenharia de fraude, que vai desde as articulações políticas eleitorais, até o controle seguro da totalização nacional eletrônica dos votos. Esta etapa final da “vitória” lulopetista, obviamente passa pela chancelaria dos Supremos Togados, tanto no STF como no TSE. Há muito tempo a alta Corte de Justiça brasileira atende diretamente ao comando da Governança Global do Capital Financeiro, que em última instância decide que tipo de gerência tupiniquim se adapta melhor a conjuntura econômica de estabilidade aos “investimentos” internacionais no país.

Não se questiona no seleto clube dos rentistas globais, que o Governo Burguês da Frente Ampla proporciona no momento o melhor “clima de estabilidade” para o regime institucional da democracia dos ricos no Brasil. O controle político total do lulopetismo sobre o movimento de massas, amortiza a luta de classes com as “ilusões civilizatórias” impulsionadas pela exquerda reformista. A “eterna” polarização política entre uma extrema direita asquerosa e uma inofensiva exquerda identitária, passa a ser o “cenário dos sonhos” para os interesses do capital financeiro. Logicamente que não será pela via do circo eleitoral, que os Marxistas Leninistas romperão a “tranquila” estabilidade institucional das classes dominantes proporcionada pelo PT.