sábado, 14 de março de 2026

HÁ 143 ANOS ATRÁS O PROLETARIADO MUNDIAL PERDEU SUA MAIOR LIDERANÇA: KARL MARX ESTÁ VIVO NA LUTA PELA REVOLUÇÃO SOCIALISTA! 

Foram dias de sofrimento pessoal para um revolucionário que não colocava no seu “ cardápio de opções” a rendição ou ser corrompido pela burguesia “democrática”,  com as doenças que lhe atingiram e a sua companheira, Jenny, que faleceu um pouco antes no dia 2 de dezembro de1881. Ao tomar conhecimento da morte de Jenny, Engels comentou: “O mouro morreu também”. E não se enganava. Já debilitado, com problemas pulmonares , no dia 14 de março de 1883, o genial mestre e dirigente da classe operária faleceu repentinamente enquanto repousava numa cadeira em seu aposento de trabalho. No sepultamento de Marx,  sem pompas ou cerimonial, como era seu desejo, junto à esposa, colaboradora e companheira de toda a vida, Engels discursou: “… É praticamente impossível calcular o que o proletariado militante da Europa e da América e a ciência histórica perderam com a morte deste homem”. Humildemente nos juntamos a assertiva de Engels para afirmar: Marx está mais vivo do que nunca, na luta do proletariado mundial pela Revolução Socialista!

Ironicamente, na data de hoje morreu um dos principais representantes da Escola de Frankfurt, o filósofo Habermas, cujo fio condutor teórico de sua vasta obra anti-marxista foi justamente a apologia da democracia burguesa. Os que pretendem traficar as ideias da Social Democracia como sendo parte do legado marxista, como por exemplo no Brasil a esquerda domesticada, lulopetista, devem “tirar as mãos” imediatamente de toda a genial obra literária deixada por Karl Marx!

Os estudos da história, economia política e do socialismo levaram Marx a romper com a visão idealista hegeliana da dialética, aderindo ao comunismo como um programa de ação revolucionária para o proletariado. Em outubro de 1843 morando em Paris, escreveu em “Anais Franco-alemães”, uma publicação que dirigiu: “O sistema de lucro e do comércio, da propriedade privada e da exploração do homem, acarreta no seio da sociedade atual, um dilaceramento que o antigo sistema é incapaz de curar porque ele não cria nem cura, mas apenas existe e goza”. Até ser expulso da França em 1845, a pedido do governo prussiano, Marx conviveu com os operários, conheceu seus movimentos, os socialistas utópicos e teóricos como Proudhon, com quem estabeleceu uma importante polêmica que marcaria sua obra.

Marx escreveu em “A Miséria da Filosofia” que Proudhon não compreendeu que as relações sociais entre os homens estão estreitamente ligadas às forças produtivas. No capitalismo, à medida que a burguesia se desenvolve, surge um novo proletariado, uma luta é travada entre a classe proletária e a burguesia, dado o caráter contraditório do sistema, pois as mesmas condições nas quais se produz a riqueza se produz a miséria. A única solução justa, afirma Marx, porque provém da situação real, é organizar a classe oprimida para tornar a luta consciente. No decorrer dessas lutas é que nascerá a nova sociedade, aliás, ressalta, isso só poderá se suceder quando as forças produtivas tiverem atingido elevado grau de desenvolvimento.

Saindo da França , Marx foi para Bruxelas, onde ingressou na Liga dos Comunistas, organização dos operários alemães imigrados, à qual já pertencia Engels. A Liga definiu seus princípios e atribuiu a Marx e Engels a tarefa de dar-lhes forma e fundamentação teórica. Nasceu o Manifesto do Partido Comunista publicado em 1848, que se tornou a “bíblia” do movimento operário revolucionário até os nossos dias.

Com pouco tempo de edição do Manifesto Comunista, eclode a revolução de 1848, que destrona a monarquia reinstalada na França pela burguesia, e se espalha por toda a Europa. Marx foi imediatamente preso e expulso de Bruxelas. Engels conseguiu se engajar no movimento revolucionário e participou de várias batalhas. Com a derrota, também deixou o país. Ambos foram viver na Inglaterra, Marx em Londres e Engels em Manchester, mas comunicavam-se diariamente e voltaram a ser vizinhos 20 anos depois. Nesse período Marx se dedicou à elaboração de “O Capital”, sua principal obra teórica.

Foi Paul Lafargue, genro de Marx, quem detalhou aspectos da vida pessoal do maior dirigente da classe operária, destacando sua energia incansável para os estudos teóricos e para a ação prática. Seu cérebro não parava e durante as caminhadas que faziam no final da tarde, discorria sobre questões relativas ao capital, obra que estava elaborando na época e da qual só redigiu o I Volume, tendo Engels escrito os dois seguintes, a partir das anotações que o amigo de caminhada comunista deixou. Quando Marx se cansava do trabalho científico, lia romances, dramaturgia, conhecia de cor as obras de Shakespeare ou álgebra

“Os filósofos buscam interpretar o mundo, enquanto nós comunistas queremos transforma-lo”, assim delimitava Marx com toda sorte de charlatães filósofos e Sociais Democratas que se arvoravam do monopólio da esquerda institucional burguesa. É exatamente o conceito da Ruptura Revolucionária que divide o campo ideológico entre os reformistas de todos os matizes políticos e os genuínos Comunistas.