domingo, 1 de março de 2026

RÚSSIA E CHINA DE BRAÇOS CRUZADOS DIANTE DOS PESADOS BOMBARDEIOS IANQUES SOBRE O IRÃ: A “LENDA” DE UM BRIC ANTIIMPERIALISTA É UMA GRANDE FARSA! 

Os governos da Rússia e também da China, ambos países que encabeçam os Brics, estão se limitando a meras ações diplomáticas no campo da retórica demagógica, sem partirem para medidas concretas de apoio militar ao Irã. A nação persa está sendo bombardeada pesadamente pela frota de caças norte-americanos e israelenses, necessitando de arsenal bélico de defesa antiaérea e munição para lançamento de mísseis balísticos. Entretanto as “potências militares” chinesa e russa estão acovardadas e passivas diante da ofensiva do Pentágono contra um país parceiro político e comercial. Nesta dinâmica imperial, tanto Putin como Xi Jinping são candidatos preferenciais a serem os próximos “decapitados” pela sanha trumpista.

A crônica falta de confiabilidade política da Rússia como aliada militar dos regimes anti-imperialistas confirmou-se novamente após o assassinato do Aiatolá Ali Khamenei, em meio a uma sórdida agressão conjunta dos EUA e Israel contra o Irã. A conclusão é materialista histórica, comprovada pela derrubada terrorista de Assad em dezembro de 2024 e o sequestro sinistro de Maduro já no início deste ano.

Não devemos esquecer que durante a batalha pela libertação nacional da Palestina, em outubro de 2023, onde o Hamas e a Jihad Islâmica travaram um heróico combate para derrotar o enclave terrorista de Israel, Putin privilegiou os contatos com o pelego da ANP, Mahmoud Abbas, que condenava a todo momento a Resistência Armada da guerrilha Palestina. O governo russo não forneceu um único fuzil ou míssil para o Hamas, enquanto Putin abria as portas do Kremlin para o traidor da ANP. 

Quanto a China, somente mesmo uma esquerda reformista e corrompida pelo capital financeiro, poderia acreditar que o governo Xi Jinping, uma criatura do restauracionista neoliberal Deng Xiaoping, poderia levantar as armas do antigo Exército Popular(fundado pelo pelo stalinista Mao Tsé-Tung)contra os sócios imperialistas de Wall Street. Diga-se de passagem que a única vez que a China entrou em uma guerra, após a revolução social, esteve lutando contra o Vietnã ao lado justamente da trincheira do imperialismo ianque.