sábado, 18 de novembro de 2017

REPUDIAMOS A AGRESSÃO COVARDE DO MEPR CONTRA MILITANTES DO PSTU NA UERJ: NÃO AOS ATAQUES FÍSICOS ENTRE CORRENTES POLÍTICAS QUE SE REIVINDICAM DA CLASSE OPERÁRIA! NENHUMA INGERÊNCIA DA REITORIA PRIVATISTA OU DA POLÍCIA ASSASSSINA NAS DISPUTAS DO MOVIMENTO DE MASSAS!


No último dia 16 de novembro ocorreu na UERJ mais um “round” nas agressões físicas envolvendo o MEPR e o PSTU. Desta vez, os agressores são militantes da organização Maoísta. Segundo o PSTU “cerca de 30 militantes do MEPR (Movimento Estudantil Popular Revolucionário) encapuzados e armados com porrete, choque elétrico e soco inglês, atacaram violentamente militantes e simpatizantes do PSTU logo após a atividade do partido em comemoração aos 100 anos da revolução Russa. Na saída da atividade, enquanto algumas pessoas ainda se encontravam no hall do queijo, um grupo de pessoas visivelmente organizadas desceram as escadas da universidade, colocando os capuzes neste momento. Após isso, numa ação covarde, partiram para as agressões aos militantes que estavam no espaço deixando alguns feridos”. Desgraçadamente, esse cenário de ataques físicos entre correntes políticas que se reivindicam da classe operária no Rio de Janeiro vem se reproduzindo desde 2014, quando do ataque a sede do PSTU em que a direção Morenista acusou militantes da FIP (Frente Independente Popular) como responsáveis pela ação desastrosa. Posteriormente em 2015, também nas dependências da UERJ, militantes do PSTU e sindicalistas da Conlutas agrediram ativistas ligados a FIP. Em uma ação covarde e totalmente desproporcional, 50 militantes do PSTU atacaram 06 membros da FIP em uma sala da universidade, deixando vários feridos e com lesões graves. A conduta inadmissível do PSTU seria uma “resposta” ao fato de no mesmo dia alguns de seus militantes terem sido intimidados e mesmos expulsos de uma assembleia estudantil na UERJ por membros da FIP e do MEPR. Em resumo, a agressão perpetrada pelo MEPR agora em 16 de novembro é parte desse enfrentamento que envolve as duas organizações. Como nas ocasiões anteriores, agora também a LBI repudia de forma veemente que uma corrente política se utilize de agressões físicas covardes de caráter gangsteril contra uma organização adversária que se reivindica da classe operária, sejam quais forem as divergências políticas em debate. No caso atual, os fatos deixam claro que desta vez foi o MEPR o agressor e o PSTU a vítima, não há dúvidas. A LBI rechaça de público este método incompatível com a democracia operária. Ainda que a LBI tenha profundas divergências programáticas e ideológicas com o PSTU, repudiamos energicamente a agressão de seus militantes por parte do MEPR, do qual também não temos nenhuma afinidade política. Este ato gravíssimo deve ser repudiado incondicionalmente pelo conjunto da esquerda revolucionária e comunista porque representa um ataque à própria democracia operária, tendo em vista que tanto o PSTU como o MEPR são organizações que atuam no seio do movimento de massas e se reclamam formalmente socialistas e revolucionárias. Tal agressão se constitui em um perigoso precedente que apenas fortalece as tendências de recrudescimento do regime da democracia dos ricos sobre o conjunto do movimento de massas. Esta atitude intolerável pode abrir caminho para justificar a intervenção do Estado burguês nas disputas políticas no interior do movimento de massas. Tanto que o fato foi noticiado pelo reacionário Jornal O Globo (17.11) da Família Marinho, inimiga dos trabalhadores, em uma matéria onde pode-se ler que “Em nota, a reitoria da Uerj afirmou que vai seguir com ‘os trâmites e penalidades cabíveis na lei’”, ampliando assim as condições para a perseguição aos militantes do movimento de massas e de qualquer uma das organizações políticas envolvidas em enfrentamentos desta natureza por parte da reitoria privatista da UERJ ou mesmo da polícia. Mesmo nos solidarizando publicamente neste caso com o PSTU discordamos frontalmente da caracterização que esse partido tem do MEPR, acusando-o de ser um grupo fascista e comparando-o ao MBL, ou seja, um grupo de extrema-direita que deve ser esmagado fisicamente pelos revolucionários. Segundo o PSTU “É emblemático que há poucas semanas atrás, na mesma UERJ, outro evento sobre a revolução russa tenha sido invadido por militantes da direita ligados ao MBL. Ou seja, o MEPR e as organizações de direita estão juntos na tentativa de impedir os debates políticos. O MEPR repete o método fascista e da direita de pela violência física tentar cercear o direito das organizações de esquerda de expor suas ideias e opiniões. Lembremos que a ditadura militar foi quem tentou impedir a liberdade de expressão e de organização em nosso país. E reivindicamos a tradição do movimento operário de como se enfrentar as ações tipicamente fascistas”. O PSTU acusa o MEPR de fascista para justificar uma nova escalada de agressões como ‘resposta’ ao ataque físico perpetrado pelo MEPR. Como genuínos trotskistas repudiamos que o ‘ajuste de contas’ entre ambas as correntes se dê no terreno de novas agressões físicas, ainda mais utilizando como pretexto o fato do MEPR ser uma corrente “fascista” como o MBL. Todos sabemos que o MEPR é uma organização política de esquerda, Maoísta, uma variante do Stalinismo. Apesar de todas suas deformações políticas e de método que devem ser combatidas politicamente é uma corrente que está no campo do movimento operário, deve ser enfrentada nessa arena da luta de classes. O mais tragicômico é que o MEPR também acusa o PSTU de “social-fascista” para justificar as agressões em curso. Todos sabemos do caráter cada vez mais socialdemocrata da política do Morenismo, de completa integração a democracia burguesa pela via do sindicalismo vulgar, do economicismo, o que em nada se assemelha ao fascismo, acusação fantasiosa que o MEPR recorrentemente retira do receituário stalinista para atacar os “trotskistas” de uma maneira geral, uma herança maldita dos malfadados Processos de Moscou. Frente a disputa em curso, a LBI convoca as organizações políticas envolvidas no episódio e o conjunto dos lutadores a debater nos fóruns do movimento de massas suas diferenças políticas e programáticas, derrotando nas ruas o governo entreguista de Temer, a política de colaboração de classes do PT- PCdoB e o pacifismo pequeno-burguês nos combates contra o capital, a fim de enfrentarmos a burguesia e seu aparato repressivo que avança contra o movimento de massas e as organizações políticas e sindicais que contestam o regime da democracia dos ricos!