sexta-feira, 13 de julho de 2018

HÁ 39 ANOS OS SANDINISTAS TOMAVAM O PODER PELA VIA REVOLUCIONÁRIA... HOJE SÃO ACOSSADOS PELA DIREITA PRÓ-IMPERIALISTA, SUA ANTIGA PARCEIRA NA IMPLEMENTAÇÃO DO AJUSTE NEOLIBERAL 


Em meio a "Greve Geral" convocada pela organização de direita "Aliança Cívica para a Democracia e a Justiça", como parte de mais um dos protestos que vem ocorrendo na Nicarágua desde abril voltados a derrubar o governo da centro-esquerda burguesa de Daniel Ortega, lembramos que nesse mês, há exatos 39 anos, em julho de 1979, as colunas guerrilheiras da FSLN entraram em Manágua, consolidando a vitória da revolução popular sandinista sob o comando de Daniel Ortega, o movimento insurrecional responsável por quebrar a espinha dorsal do Estado burguês, derrotando e destruindo o exército nacional bancado pelos EUA. Dias antes, vendo que a derrota era inevitável, o ditador Somoza fugiu para Miami, tendo o abrigo do imperialismo ianque então sob a gestão “democrática” do presidente Cárter. Hoje a Casa Branca patrocina as manifestações reacionárias justamente para colocar no lugar do governo da centro-esquerda burguesa da FSLN um títere diretamente controlado pelo imperialismo ianque. Os Sandinistas estão sendo acossados pela direita pró-imperialista, sua antiga parceira na implementação do ajuste neoliberal. Nesse cenário, a Nicarágua, sob o governo de Daniel Ortega, é alvo de protestos orquestrados pela CIA. Sob o pretexto de combater mais um "ajuste" monetarista da FSLN, setores reacionários da classe média e juventude de direita (uma espécie de MBL brasileiro) estão nas ruas desde abril e agora exigem a sumária deposição dos antigos guerrilheiros, atualmente convertidos ao "Consenso de Washington". Os EUA querem ver fora do governo da Nicarágua, o mais rápido possível, a direção da FSLN. Os motivos são claros, Ortega tenta estabelecer um novo eixo econômico de seu país com a China e Venezuela, naturalmente em uma perspectiva capitalista de desenvolvimento, como tentou no Brasil os governos petistas com os BRIC's. O governo Trump não pode admitir esta "via de competição" no próprio "quintal" do império ianque, por isso impulsiona uma vigorosa campanha logística para derrubar o governo da FSLN, que ameaça se manter no poder central por um longo período histórico. Não nutrimos a menor simpatia política pelo atual governo burguês da FSLN, que "entregou e enterrou" a grande maioria das conquistas da grande revolução armada que derrubou o ditador Somoza em 1979. Desgraçadamente Ortega seguiu os conselhos contrarrevolucionários do Castrismo e negou-se a "transformar a Nicarágua em uma nova Cuba". De lá pra cá, a FSLN converteu-se em uma organização pequeno burguesa, alinhada ao "regime da Democracia dos Ricos", e compondo seu governo de "União Nacional" com setores capitalistas nativos. Porém uma questão é estabelecer a oposição da classe operária ao Sandinismo, outra completamente distinta é lutar contra o governo Ortega na mesma trincheira da reação local e do imperialismo ianque. A melhor forma de comemorar o triunfo revolucionário de julho de 1979 é combater vigorosamente o imperialismo sem abrir mão da ácida crítica programática marxista a esquerda reformista como a FSLN. Este arco político defensor da colaboração de classes ressalta a democracia como valor universal e apresenta o respeito às urnas como “sagrado”, utilizando inclusive esse móvel programático para defender o governo neoliberal de Evo Morales e aconselhar o PSUV de Maduro na Venezuela a seguir a mesma trajetória de capitulação da FSLN na Nicarágua. Como Marxistas sabemos que a profunda degradação política dos Sandinistas teve como "inspiração" os governos do PT, do qual foram diretamente aconselhados (inclusive com assessoria econômica) em mais de uma década de gestão estatal. Se é plena verdade que Daniel Ortega hoje não já não tem o menor traço do antigo guerrilheiro socialista, podemos afirmar o mesmo do "sindicalista combativo" Lula, ambas lideranças políticas corrompidas ideologicamente pelo poder do capital financeiro em suas "gerências" do Estado Burguês. Porém da mesma forma que a reação não poderia tolerar mais de uma década de gestões da Frente Popular no Brasil, com sua política de "compensação social" e conciliação de classes, bastou eclodir com força a crise econômica para que o imperialismo "pautasse" a derrocada do governo petista, impulsionando as "Jornadas de Junho" em 2013. Para entender esse rico processo vamos abordar desde a gênese do Sandinismo, seu ascenso e derrota até o atual retorno de Daniel Ortega a presidência do país, hoje alvo de protestos patrocinados pelo imperialismo.


Em comemoração a esta data histórica analisamos neste artigo minuciosamente tanto a vitória da revolução naqueles memoráveis dias como sua derrota pela via eleitoral quase duas décadas depois devido a política democratizante de sua direção pequeno-burguesa. A Revolução Sandinista foi a última insurreição popular armada vitoriosa a derrotar um governo títere do imperialismo, mas a política da direção reformista estrangulou todas as perspectivas de construir um Governo Operário e Camponês e tornar a Nicarágua um Estado operário em extensão para toda a América Central. Atualmente convertida a um partido da centro-esquerda burguesa e paladina do já falido “Socialismo do Século XXI”, a FSLN voltou a governar o país de pela via eleitoral e de forma completamente adaptada a democracia burguesa, sem grandes conflitos com o imperialismo ianque. Abstrair as lições programáticas dessa derrota em nossos dias é fundamental para a vanguarda militante combater a lógica reformista aplicada na Nicarágua já no final dos anos 80, onde o Sandinismo entregou a revolução em uma eleição burguesa em que previamente estava derrotado pela direita pró-ianque. Após vários anos dessa entrega sem luta, o Sandinismo retornou ao governo nacional pela via eleitoral, porém o regime da Nicarágua já não tem nenhum traço das conquistas revolucionárias de 1979. 

quinta-feira, 12 de julho de 2018

CIRO ACABA DE SER "RIFADO" PELO PSB: GOVERNADOR DE PERNAMBUCO DECLARA APOIO A LULA E OS FERREIRA GOMES SÓ PODEM CONTAR AGORA COM OS SEUS "PRIMOS" DO DEM E PP, A ANTIGA ARENA


O governador de Pernambuco e vice-presidente nacional do PSB, Paulo Câmara, declarou em uma coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, que apoiará incondicionalmente a candidatura do ex-presidente Lula, condenado e preso pela farsesca "Operação Lava Jato" chefiado pelo justiceiro Sérgio Moro, mesmo que o PT insista na candidatura própria ao governo do Estado nas eleições 2018, com o nome da neta de Miguel Arraes, a vereadora de Recife Marília Arraes. O apoio eleitoral ao líder máximo do PT foi declarado após um café da manhã de Câmara com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, no Palácio do Campo das Princesas sede do governo. Foi um duro golpe nas pretensões da candidatura de Ciro Gomes, inquilino do PDT nesta empreitada, que já contava como certa a aliança política com a oligarquia Campos, que controla o estado de Pernambuco há mais de uma década. Os Ferreira Gomes representam as forças mais atrasadas e retrógradas do nordeste brasileiro, uma oligarquia reacionária maquiada de "neodesenvolvimentista" para iludir incautos que não os conhecem. Porém Ciro é atualmente um dos melhores quadros da política burguesa do país, e diante do "vazio de poder" deixado pela rejeição da burguesia nacional ao projeto de colaboração de classes da Frente Popular, cacifa sua candidatura ao Planalto com os pés tanto no campo da reação como no da esquerda "progressista". Tanto é assim que no estado do Ceará, os Gomes que já habitaram até a velha ARENA do regime militar (Ciro e o seu pai Euclides), controlam o PT na figura de seu "mamulengo" político, o governador Camilo Santana. Por sinal, alem do PDT e PT, os Ferreira dominam cerca de dez siglas eleitorais de aluguel somente no Ceará, tudo com a devida aquiescência (muito bem remunerada é claro) das respectivas direções regionais das legendas partidárias. Ao mesmo tempo que tentava comprar o apoio do presidente nacional do PSB, o sicário Siqueira, Ciro "trabalhava" na direção da oligarquia demista(DEM), bastante forte na região e  historicamente aliada aos tucanos, o que teria contrariado os interesses da família Campos e do governador Câmara. Sem o PSB em sua chapa, fica um pouco mais difícil para Ciro convencer uma parte da esquerda social-democrata que sua candidatura tem algum conteúdo "progressista", apesar de uma excelente assessoria política exercida por Mangabeira Unger, um intelectual acadêmico sempre pronto para vender seus serviços a quem possa pagar muito bem. Ciro volta à carga neste momento para não perder a parceria com o PP e o DEM, partidos com que realmente tem grande afinidade ideológica, mas que estão na mira das pretensões do MDB e PSDB. Os Ferreira Gomes sabem muito bem que para viabilizar seu projeto nacional de poder, não basta "alugar" o velho PDT, posto à venda pelo patife Carlos Lupi, e tampouco contar com a simpatia do PT somente no estado do Ceará, graças a "generosidade" do deputado "fominha" José Guimaraes, é necessário demonstrar musculatura junto aos partidos mais tradicionais das classes dominantes e este é o atual desafio de Ciro para vencer. Como um novo "Collor", Ciro tem grandes chances de ser utilizado pela burguesia nacional para defenestrar o PT nesta etapa histórica mundial onde o imperialismo exige um ajuste neoliberal muito duro de todas suas semi-colônias, porém no papel de um "anti-Lula" um novo governo da oligarquia reacionária nordestina não terá muito fôlego, assim com se passou com Collor, logo seria descartado como lixo político, e quem sabe pela própria "Lava Jato", da qual se diz um grande admirador...

quarta-feira, 11 de julho de 2018

ESCÓRIA DE DIREITA TRAVESTIDA DE "ESQUERDA TROTSKISTA": GRUPO TRANSIÇÃO SOCIALISTA (ANTIGA NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO) SEGUE FIRME NO FÃ CLUBE DO FASCISTA MORO, TAMBÉM APOIAM A CANDIDATA VERA DO PSTU À PRESIDENTE, PORQUE SERÁ MESMO?


Que o antigo grupo político "Negação da Negação", agora rebatizado de "Transição Socialista"', não passava de uma "maquiagem borrada" de uma verdadeira horda fascistizante de pequeno burgueses universitários, já não é mais novidade alguma. O grupo juvenil da esquerda revisionista, orientado por um professor da USP, foi excluído das fileiras internacionais do Trotskismo pela organização norte americana dirigida pelo legendário David North (CICI sigla em espanhol), da qual se reivindicava simpatizante. O atual "TS" se lançou desbragadamente na campanha pelo impeachment da presidente Dilma, participando das manifestações em harmonia de "unidade de ação" com organizações da extrema direita como o MBL entre outras similares. Até então seguia a orientação política dos Morenistas (PSTU, CST Etc..) do "Fora Todos", cujo eixo também chegou a ser flertado pela ex-LER (hoje MRT). Porém a direção do PSTU vetou a participação direta da organização nos chamados "atos coxinha", que inundaram a Av. Paulista em 2015 e meados de 2016. O "TS" resolveu seguir o curso da direita dobrando sua aposta: passaram a defender a prisão de todos os dirigentes do PT e incentivar a "República de Curitiba" a agir com "mão de ferro" contra a esquerda, utilizando ações fascistas da Polícia Federal como um bom exemplo a ser aplicado contra Lula. Nesta altura do campeonato, diante do grau de degeneração ideológica do tal "TS", nós da LBI defendemos neste período a exclusão desta horda fascistizante, travestida de "tendência Trotskista", de todos os fóruns do movimento de massas, particularmente da CONLUTAS, controlada a hegemonicamente pelo PSTU. Desgraçadamente a esquerda revisionista (não só os Morenistas) fez "ouvidos moucos" diante da gravíssima denúncia da LBI, e agora assistimos o nome do Trotskismo ser enxovalhado no Brasil por um grupo de vertente fascista como o "TS". Mas a cretinice do PSTU não parou por aí, agora aceitam silentes o apoio do "TS" a candidata do partido à presidência da república,Vera Lúcia, no desespero de ser o único grupo político (que sequer pode ser considerado de esquerda) do país a declinar apoio público a corrida morenista ao Palácio do Planalto. O tremendo isolamento do PSTU no movimento de massas, principalmente após a ruptura intestina de uma fração abertamente social-democrata, o obriga a granjear apoio de uma escória direitista como o "TS", um braço político do justiceiro Moro e sua "Força Tarefa" policial fascista.

terça-feira, 10 de julho de 2018

EM SEU 7º ANIVERSÁRIO BLOG DA LBI ALCANÇA 2,5 MILHÕES DE ACESSOS! VIDA LONGA A ESSA TRINCHEIRA VIVA E MILITANTE DE COMBATE POLÍTICO E IDEOLÓGICO DA IMPRENSA BOLCHEVIQUE TROTSKISTA!


A marca real de 2,5 milhões de acessos alcançada pelo BLOG da LBI ao completar 7 anos de luta política e ideológica é uma “pequena” conquista da imprensa Trotskista em um cenário de ofensiva ideológica antiLeninista. Por essa razão nossa imprensa Bolchevique reafirma as tradições comunistas ortodoxas enquanto a esquerda convertida a democracia burguesa adota até mesmo os símbolos do reformismo como expressão "modernosa" da negação da construção do Partido Leninista regido pelo centralismo democrático como nos ensinou a Internacional Comunista de Lenin e Trotsky. Para os Marxistas Revolucionários os símbolos do comunismo não são uma mera questão de "estética", representam o conteúdo programático de toda uma tradição histórica da classe operária mundial. Esses "neo" sociais-democratas são inimigos mortais do partido de quadros que trama para derrubar o Estado burguês de forma conspirativa e através da violência revolucionária da classe operária em luta direta contra a institucionalidade "democrática". É importante ressaltar que quando lançamos o primeiro artigo em defesa da liberdade dos cinco heróis cubanos presos nos EUA sabíamos que esta iniciativa não era apenas “testemunhal”, mas sim o início de uma série de elaborações programáticas diárias que vem refletindo também uma intervenção militante dos Trotskistas revolucionários na luta de classes. Debutamos encampando a campanha internacional em defesa da libertação dos cinco militantes cubanos encarcerados desde 1998 pelo governo Clinton que estavam defendendo o Estado operário cubano dentro do coração do monstro imperialista ianque. Acompanhamos “pari passu” a cobertura da guerra imperialista contra a Líbia demonstrando que se tratava de uma guerra de rapina para saquear as riquezas deste país semicolonial e eliminar qualquer resquício de oposição às garras do império, ocasião que o Blog da LBI demarcou profundamente posição com o revisionismo canalha que apoiou de modo vergonhoso as investidas genocidas das grandes potências capitalistas em nome da farsante “revolução árabe”. Demos essa mesma batalha na defesa da Síria contra a intervenção da OTAN. O BLOG da LBI vem sendo o principal porta-voz de ácidas polêmicas com outras correntes políticas de esquerda, muitas das quais se tornaram “papagaios” do imperialismo em sua ofensiva contra regimes nacionalistas burgueses, como ontem na Líbia, depois na Síria, Ucrânia e agora contra o Estado operário norte-coreano e a Venezuela de Maduro. No Brasil, o BLOG da LBI foi vanguarda em denunciar o Juiz Moro e a Lava Jato como uma operação montada pela CIA no Brasil para remover o governo da Frente Popular, criminalizar o PT e prender suas lideranças políticas, toda essa estratagema como parte de um plano mais global de criar as condições para o avanço do estado de exceção em nosso país. Fomos a primeira organização política a denunciar o caráter reacionário da chamada “Operação Lava Jato” ainda no final de 2014, quando toda a “esquerda” reformista, particularmente o PT e o revisionismo trotskista declaravam que a farsa levada a cabo pelo Juiz “nacional” Sérgio Moro era um “patrimônio do Brasil no combate a corrupção”. Travamos vivamente com lastro na intervenção concreta na luta de classes e não só no campo “virtual” o combate pela reafirmação da concepção Bolchevique na construção militante do Partido Operário, sendo essa uma tarefa cotidiana titânica que se impõe aos Marxistas Revolucionários nos dias atuais, em pleno Século XXI. A aguerrida equipe de redação do BLOG da LBI, que vem desde julho de 2011 cobrindo os principais fatos da luta do proletariado brasileiro e internacional, tem a honra de ser um fio de continuidade da luta pela Reconstrução da IV Internacional, seguindo dentro de nossas modestas forças os ensinamentos políticos e teóricos que nos deixaram Marx, Engels, Lenin e Trotsky. Em uma conjuntura onde as comunicações on-line (Face, Zap) controladas em última medida pelo imperialismo e seus órgãos de informação como a CIA e a NSA servem fundamentalmente para expor vaidades, superficialidades e o vazio artificialmente “glamoroso” da vida no capitalismo alimentando os valores contrarrevolucionários do individualismo e a cultura do consumo e alienação de massa, o BLOG da LBI vem pontuando de forma profunda mas concisa as principais posições Marxistas. Nesse aniversário de 7 anos, agradecemos todos nossos leitores por ano após ano garantir esta marca histórica, acessando os dois endereços eletrônicos do blog tanto através do http://www.lbiqi.org/ como do https://lbi-qi.blogspot.com/, fazendo que nossos artigos sejam uma referência programática e ideológica na luta pela Revolução Comunista, ajudando a forjar um pequeno porém sólido núcleo Leninista em nosso país que rema contra a maré da adaptação a democracia burguesa e a política de colaboração de classes da Frente Popular! Vida Longa ao BLOG da LBI! Viva os 2,5 Milhões de acessos!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

MORO, SUA MÁSCARA CAIU, AGENTE DA CASA BRANCA E DA CIA: LBI FOI A PRIMEIRA ORGANIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA QUE DENUNCIOU A “LAVA JATO” COMO UMA FARSA JURÍDICO-POLICIAL PARA CRIMINALIZAR O PT E CONJUNTO DA ESQUERDA


Os últimos acontecimentos em torno da manutenção da prisão de Lula na sede da PF em Curitiba, onde as mais elementares formalidades jurídicas foram desrespeitadas para manter o dirigente petista na cadeia dão plena razão a LBI que foi a primeira organização da esquerda a denunciar o Juiz Moro e a Lava Jato como uma operação montada pela CIA no Brasil para remover o governo da Frente Popular, criminalizar o PT e prender suas lideranças políticas, toda essa estratagema como parte de um plano mais global de criar as condições para o avanço do estado de exceção em nosso país. A LBI foi a primeira organização política a denunciar o caráter reacionário da chamada “Operação Lava Jato” ainda no final de 2014, quando toda a “esquerda” reformista, particularmente o PT e o revisionismo trotskista declaravam que a farsa levada a cabo pelo Juiz “nacional” Sérgio Moro era um “patrimônio do Brasil no combate a corrupção”. Na época a presidente Dilma Rousseff chegou a declarar “Eu acho que as investigações da Lava Jato podem mudar, de fato, o Brasil para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai se acabar com a impunidade. Mudará para sempre a relação entre a sociedade brasileira, o Estado brasileiro e a empresa privada porque vai acabar com a impunidade. A questão da Petrobras é uma questão simbólica para o Brasil. É a primeira investigação efetiva sobre corrupção no Brasil que envolve segmentos privados e públicos. A primeira. E que vai a fundo” (11.2014). PSTU, MRT, setores do PSOL também saudavam os “feitos moralizadores” da “República de Curitiba”. Enquanto a cúpula petista, particularmente o staff dilmista, apoiava a operação jurídico-policial engendrada pelo imperialismo ianque para acabar com a Petrobras e as empreiteiras nacionais, nossa corrente política em voz solitária denunciava que o Moro havia sido formado pelo Departamento de Estado ianque e a CIA para inicialmente perseguir o PT e depois desmoralizar o conjunto do tecido político burguês do país para edificar um novo regime político, sendo a ponta de lança de um estado de exceção no Brasil com fortes traços Bonapartistas. Na verdade, esse combate político revolucionário esgrimido por nossa pequena corrente trotskista veio desde o julgamento do chamado “Mensalão”, quando o STF sentenciou a prisão dirigentes históricos do PT sob o silêncio cúmplice de Dilma e Lula. Dirceu, Delúbio e Genoino foram acusados de serem os “maiores corruptos do Brasil” quando é sabido que o sistema de “comissões” (propinas como é popularmente conhecido) rege as transações do Estado brasileiro desde o início da República burguesa, sendo o PT o partido que estipulou os menores percentuais nas negociadas com grandes empresas e empreiteiras que estabeleciam contratos com a União. Todos os principais textos elaborados pela direção nacional da LBI do final de 2014 até hoje, fazem parte dessa vigorosa denúncia hoje copiada amplamente pela esquerda depois de ficar claro que a Operação Lava Jato foi um movimento do imperialismo para desmoralizar o conjunto do tecido político burguês do país, combate inclusive que está registrado no livro publicado no final de 2016, com uma coletânea de artigos elaborados desde 2014.

Livro lançado pela LBI com artigos de denúncia da
"Operação Lava Jato" desde 2014

sábado, 7 de julho de 2018

07 DE JULHO DE 1912, 106 ANOS DO FLA X FLU: COMEMORANDO O MAIOR CLÁSSICO DO FUTEBOL BRASILEIRO EM TEMPOS DA MAFIOSA COPA DA FIFA


O artilheiro Doval, ídolo das duas torcidas,
o oposto do mercenário Neymar

O mais importante dramaturgo brasileiro nasceu em Recife, 23 de agosto de 1912, pouco depois do primeiro clássico entre Flamengo e Fluminense (7 de julho), que acabou de completar 106 anos. Estamos falando de ninguém mais do que Nelson Rodrigues, o “anjo pornográfico” como ele próprio se intitulava em razão de sua obra arrasadora, embora não-revolucionária, dos costumes da sociedade burguesa de sua época. Quando criança mudou-se para o Rio de Janeiro com a família. No bairro carioca de Aldeia Campista que Nelson Rodrigues começou a dar os primeiros passos em direção a consagração de suas geniais crônicas e peças teatrais que esmiuçavam acidamente a tradicional família de classe média das décadas iniciais do século XX. Como “escola” foi beber na fonte os dramas em seu bairro: as vizinhas alcoviteiras de janela, as solteironas ressentidas, as viúvas tristes, os ciúmes de seu pai com relação à sua mãe, as tragédias familiares, a vida nos prostíbulos, a morte etc., ou seja, versava por toda a “podridão” da classe média urbana. A paixão pelo futebol, o Fluminense, nasce já na infância. Escreveu textos memoráveis acerca da mística em torno do glorioso “Fla-Flu”, os quais foram a pedra de toque para popularizar a senda dos dois clubes rivais e a tensão do maior clássico do futebol brasileiro. Contudo, a obra deste grande personagem do século XX foi aquela que percorreu a crônica dos costumes e da moral vigente dentro da sociedade patriarcal-oligarca de tal forma que escandalizava todos os falsos moralistas de direita de plantão. Mas, quem foi este gênio conservador, em sua trajetória pessoal e familiar, que criticava os nacional-desenvolvimentistas e defendeu o golpe militar de 1964? Um reacionário como ele próprio se autodenominava!

quinta-feira, 5 de julho de 2018

PCO...DO “FORA LULA” PARA SUBLEGENDA DO PT: CORRUPÇÃO POLÍTICA E MATERIAL PROVOCA GIRO À DIREITA E TRANSFORMA CAUSA OPERÁRA EM ABRIGO PARA CARREIRISTAS E OPORTUNISTAS


A LBI vem denunciando ano após ano o processo que acabou por transformar o PCO em uma legenda de aluguel sem critérios para filiar militantes e entregar o controle dos diretórios para carreiristas. Agora mais recentemente assumiu o papel oficial de sublegenda do PT. O mais impressionante é que em 2004, o mesmo PCO definia desta forma o governo da Frente Popular: “Lula: presidente dos banqueiros...PT é fachada para a burguesia (Jornal Causa Operária - Agosto/2004)... Em 2018 a sigla é a mais fiel impulsionadora da campanha de Lula presidente, sendo essa guinada escandalosa obviamente justificado por Rui Pimenta pela “dedicada luta do PCO contra o golpe e a direita”... Alguém acredita? Em um claro processo de adaptação à Frente Popular, o grupo em nome de “combater a direita” acabou por tornar-se um defensor incondicional da política de colaboração de classes do petismo. Chegou ao ponto de criticar as correntes de esquerda que denunciavam o ajuste neoliberal do governo Dilma e seu ministro rentista Joaquim Levy, acusando-as de “fazerem o jogo da reação burguesa”. Com o Golpe Parlamentar, defendeu a “anulação do impeachment pelo STF”, ou seja, que as próprias instituições burguesas golpistas recolocassem Dilma no Planalto. Depois agitou a escandalosa bandeira do “Volta Dilma”. Causa Operária usou a denúncia do golpe parlamentar para transformar-se em paladina defensora da democracia burguesa, integrando a frente "Todos pela Democracia!" com PT, PCdoB, PDT... Montada nas verbas milionárias do Fundo Partidário, um instrumento de corrupção material que o Estado burguês utiliza para cooptar e domesticar a esquerda, Causa Operária que antes lançava candidaturas próprias a presidente e atacava duramente o PT, chegando a denunciar Lula como o “presidente dos banqueiros” agora é parte integrante orgânica da Frente Popular, coligando-se com o PT em várias cidades. Quando escrevemos em nosso Blog acerca da degeneração ideológica do PCO, diante dos pequenos “favores” materiais da Frente Popular, muitos ativistas acharam um certo “grau de exagero” de nossa parte, afinal rompemos com este grupo há mais de vinte anos mas poderia existir alguma espécie de ressentimento da direção da LBI. Tratamos de explicar pacientemente a vanguarda que a brusca mudança política do PCO na direção do apoio a Frente Popular não se tratava de mero “equívoco político” e sim uma inflexão oportunista com fortes bases materiais (financeiras). Agora fica mais claro que para o PCO a política de esquerda também é um bom balcão de negócios, reproduzindo a mesma prática corrompida do PT, PCdoB, PDT e afins. Nos últimos anos o PCO passou a abrigar um pequeno leque de carreiristas políticos assim como oportunistas sindicais do PT e outras siglas ligadas a Frente Popular. Noticiamos vários casos. Nas eleições municipais em 2004 resolveu "ceder" literalmente sua legenda em cidades onde não tinha representação alguma militante. Alugou sua legenda inclusive para próceres do regime militar, recém saídos do PFL, como o candidato a prefeito de Fortaleza, Antonio Vidal. Inquilino da legenda do PCO, Vidal passou a utilizar seu tempo na TV para favorecer o candidato a prefeito do PFL (hoje DEM), o fascista delegado de polícia e deputado federal Moroni Torgan. O escandaloso “feito” do PCO em Fortaleza não foi o único no país, vale recordar ainda que o PCO chegou a coligar-se em Contagem (MG) como PMDB e no Recife (PE) com o Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Tal apoio a partidos da burguesia foi contestado posteriormente pelo Sr. Pimenta na justiça eleitoral, como se pudesse com este recurso legal ocultar o caráter menchevique e oportunista do partido. Uma organização que se diz operária e que permite a entrada em seus quadros de elementos diretamente ligados ao regime da tortura e da repressão, deve ser tratada como uma pústula política corrupta. Em 2016, depois de alugar sua legenda para um empresário milionário em Jaboatão dos Guararapes, o PCO expandiu seus negócios de “franquia política” para a cidade vizinha, Recife, capital do Estado de Pernambuco. Lançou como candidato do partido o guarda municipal Carlos Pantaleão, que depois de apoiar a candidatura do então petista João Paulo a prefeito no segundo turno, acabou migrando para o PSOL, gerando uma completa desmoralização em Causa Operária! O certo é que o processo de degeneração ideológica do PCO avançou a passos largos. Agora tomamos conhecimento que essa “amplitude” chegou ao ponto de acolher políticos burgueses oriundos do PDT! A mais recente “aquisição” de Rui Pimenta foi o ex-prefeito de Embu das Artes, cidade do interior paulista, Nivaldo Orlandi. Ele foi gestor municipal entre os anos de 1983-1988 pelo PDT de Brizola, voltando a concorrer ao cargo de prefeito em 2016 pelo mesmo partido burguês. Sua “vocação” para gestor dos negócios da classe dominante local é mais que evidente. O “detalhe” é que PDT de Brizola não é nem de longe o PDT controlado por Carlos Lupi, que Nivaldo Orlandi estava abrigado literalmente até ontem, como podemos ver em seu Facebook. Trata-se de um partido fisiológico nas mãos de picaretas sem nenhuma história de luta, como Lupi e seus comparsas mafiosos, uma sigla oca ultracorrompida que nada tem a ver com o velho nacionalismo burguês de Brizola e Darcy Ribeiro. Essa mudança ao longo das décadas não impediu de Orlandi pleitear em 2014 junto ao mafioso Lupi em ser indicado para assumir a Superintendência da Delegacia Regional do Trabalho no Paraná, onde também desenvolveu atividade partidária durante o governo Dilma. Apesar de toda essa trajetória de um evidente picareta político corrupto, o PCO não se fez de rogado e integrou o decante oportunista ao partido, promovendo em Embu das Artes a “Universidade Aberta Leonel Brizola”. Em resumo, Causa Operária passou a patrocinar na cidade “cursos” não sobre Marx, Lenin e Trotsky, mas enaltecendo a figura do caudilho burguês que no 1º turno das eleições presidenciais de 1989 combateu duramente a própria candidatura do PT taxando-o de “sapo barbudo” para assustar a burguesia enquanto a militância petista denunciava sua condição de latifundiário burguês entoando palavras de ordem como “Ola, Ola, Ola, fazer reforma agrária na fazenda do Brizola”. Agora em julho o PCO realizou uma “conferência municipal” em Embu das Artes, na verdade um comitê eleitoral comandado por Orlandi, onde afirma “Participaram mais de 50 pessoas, de diversos setores da luta popular como sindicalistas, estudantes, ex-prefeito e vereadora, representantes do MTST e de partidos de esquerda, como o PCO, PT e PDT... O panorama sobre a importância da mobilização popular foi constantemente ressaltado por todos, ‘os candidatos falam sempre em eleição, mas esquecem que o Lula está lá preso’ destacou o companheiro Nivaldo Orlandi, do PCO. (CO, 01.07). Esse parece ser é o arco eleitoral que Causa Operária espera unir-se para as eleições de 2018. Triste fim de uma corrente que um dia foi expressão da luta contra a Frente Popular e o revisionismo do Trotskismo!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

TEMER VAI ENTREGAR EMBRAER PARA A BOEING E O IMPERIALISMO IANQUE: PELA REESTATIZAÇÃO SOB O CONTROLE DOS TRABALHADORES! ORGANIZAR A GREVE COM OCUPAÇÃO PARA BARRAR A OPERAÇÃO NEOLIBERAL!


O governo golpista de Temer deu hoie aval para a entrega da Embraer para a Boeing, criando duas empresas: uma comercial e outra no setor de defesa. Trata-se de entregar diretamente ao imperialismo ianque todo o esforço de desenvolvimento tecnológico em um setor estratégico para a defesa e soberania nacional. Além disso, estão em risco cerca de 16 mil empregos nas três unidades produtivas no país: São José dos Campos, Araraquara e Botucatu, todas no estado de São Paulo. Esta sendo negociado passar o controle sobre o parque produtivo e tecnológico brasileiro a interesses do imperialismo ianque. No caso, esses interesses são representados pela gigantesca empresa norte-americana Boeing, produtora de aviões civis e grande fornecedora das necessidades do Estado norte-americano, mais precisamente do Pentágono em matéria aeroespacial. Em 1994 ocorreu a privatização da Embraer pelo governo Itamar Franco, uma gestão de pacto social parida com o impeachment de Collor. A perda do controle estatal jamais afastou o governo dos negócios da Embraer que continua a depender fortemente das encomendas no setor de defesa e dos financiamentos que o BNDES proporciona as empresas e compradores dos jatos executivos e aeronaves comerciais de todo o mundo. Além disso, o governo possui uma ação especial chamada Golden Share que confere o direito a veto em certas circunstâncias como a da mudança de controle, exatamente o caso atual, mas obviamente o golpista Temer aprovou a entrega. Devemos lutar pela reestatização da Embraer sob o controle dos trabalhadores, os sindicatos precisam desde já convocar a resistência operária a operação neoliberal em curso!

terça-feira, 3 de julho de 2018

HÁ 04 ANOS ATRÁS, EM PLENA COPA DA MAFIOSA FIFA, LBI ORGANIZOU PROTESTO PELA LIBERDADE DOS PRESOS POLÍTICOS NA COLÔMBIA E NO BRASIL: ESSA TAREFA SE MANTÉM PLENAMENTE VIGENTE NOS DIAS ATUAIS!

  
Em 2014, durante a realização da Copa da mafiosa FIFA no Brasil, a LBI organizou um importante protesto exigindo a liberdade dos presos políticos na Colômbia e no Brasil. Passados 04 anos, essa tarefa se mantém plenamente vigente nos dois países. No Brasil, naquele momento nascia a famigerada Operação “Lava Jato” em pleno governo Dilma, uma caçada jurídico-policial reacionária que acabou por colocar Lula na prisão, além de ter pavimentado o golpe parlamentar de 2016 contra a gestão da centro-esquerda burguesa comandada pelo PT. Por sua vez na Colômbia o governo de Manoel Santos, que assassinou e prendeu vários dirigentes das FARC, levou a frente com a direção da guerrilha um “processo de paz” apoiado pelo imperialismo ianque que desembocou na vergonhosa deposição das armas e na transformação da FARC em um domesticado partido legal da ordem burguesa. Essa capitulação vergonhosa da guerrilha não impediu que diversos de seus dirigentes fossem presos, como o camarada Jesús Santrich, que foi encarcerado em abril de 2018. Para reforçar esse combate nos dias atuais publicamos hoje o artigo elaborado pela LBI em 2014, reforçando o chamado a todas as organizações políticas a somarem-se na campanha internacionalista pela liberdade imediata dos presos políticos no Brasil e na Colômbia!  

LBI ORGANIZA COMBATIVO PROTESTO INTERNACIONALISTA CONTRA A PRESENÇA DO GENOCIDA SANTOS EM FORTALEZA
(Artigo publicado pelo Blog da LBI, 04 de julho de 2014)

A militância da LBI organizou um pequeno, porém corajoso, ato político contra a presença do presidente da Colômbia em Fortaleza, o recém reeleito genocida Manuel Santos, antes da partida de futebol contra a seleção do Brasil na Copa da FIFA realizada neste dia 04/07. Rompendo o ostensivo bloqueio de segurança imposto pelo aparato de repressão montado pelo Estado colombiano com o apoio da CIA na capital cearense, foi aberta uma faixa da LBI em frente ao hotel onde se hospedaram os membros da comitiva oficial do governo Santos. Diante da completa covardia das organizações de esquerda que se reivindicam em oposição ao evento mundial da mafiosa FIFA (PSOL e PSTU), que optaram por se concentrar a quilômetros de distância do facínora (no bairro alencarino da Parangaba), o núcleo revolucionário chegou inclusive muito próximo ao ônibus da seleção colombiana, gritando palavras de ordem para denunciar as prisões políticas que ocorrem tanto na Colômbia como no Brasil. Em meio à “ousadia” da LBI e ativistas independentes, logo foi acionado o imenso aparato policial do governo Dilma (inclusive com tropas das FFAA) que imediatamente chegou ao local com blindados e helicópteros para reprimir a combativa atividade internacionalista.

Jesús Santrich, dirigente das FARC,
 preso em 2018 após os "Acordos de Paz"

segunda-feira, 2 de julho de 2018

VITÓRIA DE OBRADOR NO MÉXICO: ENQUANTO O CENTRISMO “CLÁSSICO” (CMI/ALAN WOODS) CHAMOU O VOTO NO NACIONALISMO BURGUÊS, O CENTRISMO DE “ESQUERDA” (PTS/MRT) TEVE VERGONHA DE PUBLICITAR O VOTO NULO


Andrés Manuel Lopez Obrador, mais conhecido como AMLO, ganhou as eleições presidenciais no México ocorridas neste domingo, 1º de Julho. Depois de ser alvo de duas fraudes eleitorais o representante do nacionalismo burguês conquistou o posto de gerente dos negócios da burguesia. Ele disputou pela terceira vez a presidência depois de “perder” o governo central primeiro para o PAN de Fox e depois para o PRI do atual presidente Peña Nieto. Obrador desta vez apostou no “revezamento de partidos” da democracia dos ricos, não se cansando em afirmar que acreditava em “eleições limpas e transparentes”, patrocinando entre os trabalhadores ilusões nesse regime bastardo. Ele inclusive apontou que como Lula no Brasil tentou três vezes ser presidente e conseguiu, seria a vez do México “seguir o exemplo” do Brasil em nome da estabilidade da ordem burguesa. Trata-se de uma opção da burguesia mexicana depois do completo esgotamento do regime político burguês em bancarrota. Os revisionistas do Trotskismo se dividiram nesta eleição. O centrismo “clássico” agrupado em torno do Corrente Marxista Internacional (CMI) de Alan Woods chamou abertamente o voto em AMLO com o slogan de “Vote e lute contra a direita e o capitalismo”, ou seja, buscou diluir o caráter burguês da candidatura do MORENA, um racha a esquerda do PRD, usando a surrada fórmula de “unidade contra a direita”. Nesse sentido, assim como a CIT (LSR no Brasil), praticamente não denunciaram o programa de conciliação de classes de Obrador em nome de garantir sua vitória eleitoral. Por sua vez, o centrismo de “esquerda” agrupado no PTS, PO e LIT teve vergonha em publicitar o chamado ao voto nulo. O exemplo mais vergonhoso dessa posição foi o MTS (satélite do PTS argentino) que se anulou completamente no processo político, limitando-se a fazer uma campanha eleitoral barrial em torno das vereadoras Sulem Estrada e Miriam Hernández do Distrito 32 de Coyoacán sem dar nenhum combate político em âmbito nacional contra a centro-esquerda burguesa representada por Obrador. O MRT no Brasil faz o mesmo com relação a candidatura de Boulos pelo PSOL, não se delimitando com seu programa frente populista para não se chocar com a pequena-burguesia que apoia uma candidatura que é um braço auxiliar do PT. Como se observa trata-se de uma política de capitulação internacional da FT em relação ao reformismo. O PO foi no mesmo sentido, Altamira escreveu um longo artigo “analítico” em que não expressa nenhuma posição eleitoral, a LIT fez o mesmo! Em resumo, esse arco centrista não enfrentou a onda frente populista que sacadiu o México nestas eleições. Ao contrário desses farsantes, declaramos que o pacto estabelecido por Obrador com a burguesia pela estabilidade do regime político levando a sua vitória eleitoral colocou como necessidade imperiosa a construção de uma direção revolucionária à altura da situação que o país se encontra. Forjar um partido autenticamente comunista, operário e internacionalista oposto aos atalhos patrocinados pelos revisionistas do trotskismo em todas as suas variantes que atuam como uma sombra de Obrador é uma necessidade fundamental da vanguarda classista mexicana. Longe de avalizar a política de colaboração de classe é preciso construir uma ferramenta revolucionária que se oponha pelo vértice a esse curso de colaboração de classes. Arrancar os sindicatos das mãos das corruptas máfias e da nefasta influência do PRD e de Obrador, do “Morena” e seus satélites é parte fundamental da tarefa histórica dos marxistas revolucionários neste momento em que se anuncia um “novo governo” de centro-esquerda burguesa.

domingo, 1 de julho de 2018

UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS: SÍMBOLO DO TROTSKISMO REVOLUCIONÁRIO VERSUS INSÍGNIA DA SOCIAL-DEMOCRACIA DE ESQUERDA, COPIADO COMO DEFERÊNCIA AO "PODEMOS" ESPANHOL...


Um velho pensamento chinês, atribuído ao filósofo Confúcio, afirma que: "Uma imagem vale mais do que mil palavras". Não teria melhor definição a decisão política do grupo do PSOL ex-MAIS, atual RESISTÊNCIA, de adotar um ícone "pós-moderno", ainda por cima copiado em deferência a uma organização social-democrata de esquerda, o "PODEMOS" do Estado Espanhol. Para os Marxistas Revolucionários os símbolos do comunismo não são uma mera questão de "estética", representam o conteúdo programático de toda uma tradição histórica da classe operária mundial. Ao adotarem um "logo" totalmente estranho a esta tradição, o grupo Resistência não está simplesmente "inovando" os símbolos comunistas, como podem pensar alguns ingênuos e outros não tão tolos assim, o ex-MAIS decidiu romper com esta tradição comunista simbólica não só na imagem mas sim em sua própria plataforma programática e ideológica. Quando decidiram sair do PSTU/LIT, há dois anos atrás, o ex-MAIS publicitou para sua militância de base que se manteriam no marco do Trotskismo e que jamais ingressariam no PSOL, uma caricatura deformada de um verdadeiro partido leninista. Nós da LBI, logo caracterizamos a real dinâmica ideológica do grupo e fizemos um prognóstico que agora se consumou por completo com a adoção do ícone da social-democracia para a Resistência psolista. 

Insígnia do PODEMOS espanhol
É verdade que a metamorfose política dos seguidores do prof. Valério não aconteceu da noite para o dia, foi se gestando no interior do próprio PSTU, que no interior da LIT é uma de suas seções mais despreparadas programaticamente. O tênue Morenismo de Valério e Waldo, dois dos dirigentes mais antigos da LIT, logo se dissipou em um mix de ecossocialismo do SU(Secretariado Unificado da IV internacional Mandelista)/ PSOL e social-democracia de esquerda do tipo do PODEMOS e Syriza grego. Porém o que nos chama atenção é o silêncio passivo da "família Morenista" em relação a decomposição ideológica do ex-MAIS, PSTU e CST não se sabe bem se por diplomacia política, covardia teórica ou identidade longínqua raramente polemizam com o prof.Valério, e quando o fazem (no caso o PSTU) é por motivos de antigas posições ainda assumidas no interior da LIT e que ao nosso entendimento não são mais válidas para se travar uma crítica, ao contrário de suas posições oportunistas vigentes hoje no seio do PSOL. Como a Resistência, agora formalmente abdicou da condição de uma organização Leninista, adotando o Trotskismo "light" como uma modalidade "cult", a exemplo do SU, podemos afirmar com absoluta convicção que sua "impressionante" dinâmica ideológica atrai um grande setor da militância do PSTU, que considera o Marxismo Leninismo um fardo muito pesado para o partido carregar, ainda que formalmente. Como nos ensinou o "velho" Trotsky: "A luta de classes depura naturalmente, ainda que com seu passo lento, os oportunistas mencheviques dos bolcheviques leninistas".

Publicação da LBI sobre o MAIS lançada em julho de 2017

sexta-feira, 29 de junho de 2018

QUANTO O PCO "EMBOLSOU" PARA DEFENDER DESCARADAMENTE FERNANDO PIMENTEL, CARRASCO DOS PROFESSORES E DO FUNCIONALISMO PÚBLICO MINEIRO?


O PCO, já não é mais nenhuma novidade, metamorfoseou-se de uma organização da esquerda "radical" trotskista para uma tendência externa do petismo, de uma forma abrupta e sem mediação política alguma. São hoje uma espécie de "MR8 do PT", para os mais jovens que não conheceram o MR8, este foi uma combativo grupo guerrilheiro que protagonizou (de forma exitosa na parceria com Carlos Marighella) em 1969 o heróico sequestro do embaixador norte-americano no Brasil em troca da libertação de vários presos políticos que estavam sendo torturados regime militar. Pois bem, o MR8 passou de uma aguerrida e corajosa organização comunista para uma tendência externa do PMDB, raivosos defensores de figuras corrompidas como os ex-governadores Orestes Quércia e Moreira Franco e do próprio ex-presidente Sarney, foram por muitos anos conhecidos como os "bate-paus" do PMDB sempre dispostos a executarem as tarefas mais "sujas", em troca é claro de uma "generosa" contribuição da burguesia dita "progressista". Em pleno governo Dilma, o PCO como um camaleão político, passou do "Fora Lula" defendido por eles em 2006 na crise do "Mensalão", para um "Amamos Dilma" a partir de 2010 em diante. Obviamente o "cavalo de pau" político do PCO teve uma base material, assim como o do antigo MR8, primeiro foram as "gordas" verbas do Fundo Partidário, facilitadas pela influência do primeiro governo Dilma na Corte Eleitoral (TSE), depois vieram diretamente as verbas de empresas estatais e agora com o defenestramento do PT se alimentam das "sobras" da campanha "Lula Livre". No início da guinada do PCO tudo era justificado pela camarilha do Sr.Pimenta em nome da luta "contra a direita", pois a luta de classes propriamente dita tinha subitamente desaparecido para estes senhores. Depois com o advento do golpe parlamentar, a palavra de ordem de "Volta Dilma" ganhou as manchetes do jornal Causa Operária, nenhuma referência ao duro ajuste neoliberal implementado pelo ministro Levy e muito menos as privatizações levadas a cabo em pleno governo da Frente Popular. Mas se a defesa intransigente das medidas de "ajuste" do governo Dilma eram insuficientes para garantir mais verbas para o "guloso" PCO, este também se transformou no paladino da colaboração de classes, atacando violentamente todas as organizações de esquerda que criticassem o reformismo do PT e a política de paralisia da CUT. Para aqueles que pensavam que o "fã clube" dos poucos seguidores "rentados" do PCO se limitava a bajulação de Lula e Dilma, agora ultrapassaram qualquer fronteira de classe ao defender a "segunda linha" da burocracia petista, como o atual governador, Fernando Pimentel: o carrasco dos professores e funcionários públicos de Minas Gerais. No site do PCO (29/06) pudemos "descobrir" que Pimentel que governa seu estado com um arco da pior escória burguesa possível é um homem de "esquerda: "Na realidade, a forte ligação com o período Dilma só prova, mais uma vez, o real teor da perseguição contra Pimentel: uma perseguição política que objetiva exterminar toda a esquerda brasileira" (site do PCO). A pergunta que logo vem à cabeça de todo militante classista, não só o mineiro, é a seguinte: quanto o PCO embolsou para virar capacho de um governador que reprime violentamente as lutas dos trabalhadores? Deixemos que o próprio Rui Pimenta responda, se é que tem hombridade para assumir a podridão política em que submergiu sua organização, ainda que mascarando a corrupção do PCO com a surrada cantilena que seu asqueroso apoio a Pimentel se justifica para "combater o golpista Aécio Neves"...

quinta-feira, 28 de junho de 2018

COMPANHEIRO DOMENICO, PRESENTE! UM STALINISTA SIM, PORÉM NÃO ERA NOSSO INIMIGO DE CLASSE! 


Morreu hoje na Itália Domenico Losurdo aos 77 anos. A família divulgou que a morte foi em decorrência de um súbito câncer cerebral. Rompido com o defunto PCI (atual Partido Democrata de Esquerda - PDS) e frustrado com a Rifondazione Comunista, Domenico aderiu recentemente ao jovem Partido dos Comunistas Italianos. Essa trajetória foi produto de seu distanciamento do PCI, vanguarda do eurocomunismo e que se transformou em um partido burguês conservador, mostrando o caminho para todo um setor do stalinismo no mundo, como o PPS do Brasil que se tornou uma sublegenda da direita pró-imperialista enquanto na própria Itália o PDS defendeu a intervenção militar da OTAN na Líbia e outras posições contrarrevolucionárias neocolonialistas. Nesse curso mais à esquerda contra a integração a democracia burguesa do PCI, Losurdo tem contribuições de grande importância, sobretudo suas denúncias muito ricas contra o imperialismo, suas formas de dominação e manipulação, como também as críticas arrasadoras ao liberalismo. Na sua produção intelectual, sua contribuição questionava importantes “intelectuais de esquerda” ao criticar o abandono da orientação anti-imperialista. Lançou um livro recentemente que estraçalha o chamado Marxismo acadêmico, antes havia publicado várias obras importantes, entre elas “Stalin: História e Crítica de uma Lenda Negra”. É bem verdade que Domenico era um Stalinista, porém não era nosso inimigo de classe e sim um adversário político a ser respeitado e enfrentado no terreno vivo do debate político e teórico da luta de classes. Defensor “crítico” do Stalinismo, buscava resgatar na história do movimento operário mundial justificativas para a política de coexistência pacífica da URSS stalinizada com o imperialismo e “explicar” as razões políticas e conjunturais que levaram o dirigente soviético a recorrer, por exemplo, ao “Grande Terror” nos anos 30 que dizimou grande parte da vanguarda do Partido Bolchevique. Ao contrário do típico stalinista “ortodoxo”, o intelectual marxista italiano não buscava encobrir uma série de crimes cometidos pelo regime burocratizado na URSS, nem os qualifica simplesmente como “erros”. Presenciamos em vários debates Losurdo denunciando os revisionistas do Trotskysmo, como Osvaldo Coggiola (PO argentino) e grupos como a LIT, UIT e afins pela política vergonhosa de não defenderem a URSS contra o imperialismo. A justa crítica de Losurdo a essas correntes estava correta. O programa de fundação da IV Internacional já apontava a necessidade do estabelecimento da frente única entre a “fração Reiss” (referindo-se a Ignace Reiss, trotskista soviético assassinado posteriormente por Stalin) com a burocracia termidoriana do Kremlin, no caso de alguma ameaça ao Estado operário, “esta perspectiva torna bastante concreta a defesa da URSS. Se amanhã a tendência burguesa fascista, isto é a ‘fração Butenko’, entra em luta pela conquista do poder, a ‘fração Reiss’ tomará inevitavelmente, lugar no outro campo da barricada... Se a ‘fração Butenko’ se achar em aliança militar com Hitler a ‘fração Reiss’ defenderá a URSS contra a intervenção militar, tanto no interior do país, quanto a nível internacional. Qualquer outro comportamento seria uma traição” (Programa de Transição). Ao longo da II Guerra Mundial os autênticos trotskistas souberam combater as tropas nazistas lado a lado do Exército Vermelho, em defesa da URSS mesmo burocratizada. O intelectual marxista italiano, entretanto, cometia o gravíssimo erro de reivindicar como justa a política do “socialismo em um só país” de Stalin enquanto atacava a Teoria da Revolução Permanente de Trotsky. Nesse terreno estava profundamente equivocado e negava-se a compreender a luta política do fundador da IV Internacional contra o Stalinismo justamente como parte do combate pela vitória da revolução proletária na arena mundial. Os genuínos trotskistas que souberam defender a URSS mesmo burocratizada e o Muro de Berlim como um instrumento deformado de defesa dos Estados operários contra a restauração capitalista perderam um adversário político militante que respeitavam e polemizavam acidamente nos debates sobre os rumos da revolução mundial no século XXI.
HÁ 9 ANOS DO GOLPE PARLAMENTAR EM HONDURAS: O “LABORATÓRIO” ONDE TEVE INÍCIO A MANOBRA INSTITUCIONAL REACIONÁRIA APLICADA NO SÉCULO XXI COMO POLÍTICA PREFERENCIAL DO IMPERIALISMO PARA DERRUBAR OS GOVERNOS DA CENTRO-ESQUERDA BURGUESA


O Blog da LBI publica o artigo histórico sobre o golpe constitucional em Honduras contra o governo de Manuel Zelaya, ocorrido há 9 anos atrás, em 28 de junho de 2009. Este arremedo de putsch “civil” reacionário inaugurou a onda de “golpes parlamentares” no Século XXI contra os governos da centro-esquerda burguesa. Além de denunciar a trama da direita apoiada pelo imperialismo ianque, em uma ação orquestrada pela Justiça e o Congresso Nacional executada por um grupo de militares que expulsaram o presidente hondurenho para a Costa Rica, o texto elaborado pela LBI analisa também o acordo político em torno da volta de Zelaya a Honduras meses depois, costurado por Obama e Lula que previa a realização de eleições presidenciais e a acolhida do presidente deposto na embaixada brasileira. Zelaya acabou dando seu aval para a convocação do pleito que só viria a ocorrer em 2013. Na disputa sua esposa (candidata pelo Partido Libre - Liberdade e Refundação) foi derrotada pelas forças políticas civis conservadoras agrupadas no PN (Partido Nacional), legenda de direita apoiada pelos golpistas. Essa manobra eleitoral estabelecida por um “acordão nacional” contou com participação da “esquerda” agrupada na Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe (FNRG) e acabou por legitimar os golpistas que controlam até hoje a presidência do país, recorrendo a novas fraudes, como a ocorrida agora em novembro de 2017. Como Marxistas consideramos necessário abstrair as lições políticas e programáticas deste episódio fundamental para a esquerda revolucionária mundial. As feridas do golpe “constitucional” cívico-militar contra o presidente Manuel Zelaya, deposto em junho de 2009 pouco antes da realização de um referendo para a mudança na Constituição do país que entre outros temas abordaria a possibilidade da reeleição presidencial, estão mais abertas do que nunca em Honduras até hoje.

HONDURAS URGENTE: DERROTAR COM A AÇÃO DIRETA DA CLASSE OPERÁRIA O "PUTSCH" REACIONÁRIO! 
(Blog da LBI, 30/06/2009)
  
Na madrugada deste domingo, dia 28, o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi alvo de um golpe de Estado. Ele foi preso pelo Exército, pouco antes da realização de um referendo para a mudança na Constituição do país que entre outros temas abordaria a possibilidade da reeleição presidencial. A ação foi orquestrada pela Justiça e o Congresso Nacional, sendo executada por um grupo de militares que o expulsaram para a Costa Rica. Carros blindados e tanques ocupam desde então Tegucigalpa. Veículos de combate tomaram as ruas que dão acesso à residência presidencial, enquanto aviões-caça sobrevoam a capital hondurenha, impondo repressão às manifestações populares contrárias ao golpe. Eleito presidente pelo Partido Liberal em 27 de novembro de 2005, uma legenda tradicional de uma das alas da classe dominante hondurenha, Zelaya liderou um frágil governo burguês que levou a adesão de Honduras à Alba em 2008, provocando a reação do empresariado temeroso de que ele fosse promover estatizações, devido sua aproximação com o chavismo. Enquanto se afastava de sua base tradicional oligárquica, tratou de cooptar os sindicatos e o movimento indígena, ganhando a simpatia de parte dos explorados do país ao aumentar em 60% o salário mínimo em 2006. A reacionária ultra-direita, aproveitando a margem de manobra cada vez mais estreita do governo de Zelaya, denunciou suas relações com o chavismo (Petrocaribe e a ALBA) e promoveu uma campanha reacionária contra a suposta intromissão do presidente venezuelano nos assuntos internos de Honduras. Esta cantilena serviu de cobertura para a oposição burguesa ao governo ir à ofensiva, mas desta vez com o apoio das FFAA.

terça-feira, 26 de junho de 2018

BALANÇO DA GREVE GERAL NA ARGENTINA: KIRCHNERISMO, BUROCRACIA SINDICAL E FIT LIMITAM LUTA DIRETA A UM “PARO” DE 24HS DOMESTICADO PARA DESGASTAR O GOVERNO MACRI, VISANDO CAPITALIZAR O ÓDIO POPULAR NO TERRENO ELEITORAL EM 2019


Neste dia 25 de junho ocorreu uma forte Greve Geral na Argentina. O ódio popular contra Macri cresceu nos últimos meses após o país vizinho mergulhar em uma grave crise econômica, com o governo submetendo a economia nacional a um duro ajuste neoliberal ditado pelo FMI. O aumento do custo de vida, com o dólar disparando e os salários arrochados levaram a paralisação de 24 horas, que poderia ter sido por tempo indeterminado não fosse a política de contenção das lutas da burocracia sindical. A CGT foi forçada a convocar a greve no que foi seguida pela CTA, apesar de tentarem buscar a todo momento um acordo com o desgastado gestor neoliberal. Tanto que o “paro” teve um caráter pacífico com passeatas domesticadas apesar de massivas, sem apontar nenhuma continuidade de combate para derrubar o governo através da luta direta e insurrecional. Essa foi a política de Cristina Kirchner, da oposição burguesa agrupada no PJ e em outras legendas menores da centro-esquerda burguesa. A intenção de todos eles é que o governo Macri complete seu mandato em crise para capitalizar a revolta popular no terreno eleitoral em 2019. Por sua vez, a FIT (PTS, PO, IS) e o conjunto da esquerda revisionista (MST, Nuevo MAS) tenta ampliar seus espaços no terreno sindical a fim de acumular força para o circo eleitoral que se avizinha. Esse foi o sentido do “Plenario Nacional de Trabajadores” ocorrido dia antes (23 de junho), um encontro sindical convocado conjuntamente por todos os grupos políticos que se reivindicam trotskistas a fim de fazer da luta direta um instrumento de acumulo da unidade eleitoral em torno de uma FIT ampliada no próximo ano, uma composição política que terá um programa ainda mais adaptado ao regime político burguês, limitada a galgar mais postos parlamentares. Uma prova evidente disso foi a “correção” pública feita pelo dirigente ferroviário da Izquierda Socialista (IS), Pollo Sobrero, que tem seu Twitter declarou vergonhosamente “En el discurso de hoy cometi um error al decir que ‘caica el govierno’, en realidade lo que quise decir es que caiga el plan econmico del governo. A los que se sintieron molestos les pido desculpas por esse grave error”.  Contra essa perspectiva de tornar as lutas em curso apenas um instrumento eleitoral de desgaste do governo, é preciso apostar no sentido da luta direta revolucionária, o que passa por levantar um programa pela derrubada da moribunda gestão neoliberal, visando edificar um genuíno Governo Operário e Camponês erguido por fora das carcomidas instituições pseudo-democráticas do Estado capitalista.

sábado, 23 de junho de 2018

ALVO DA FRAUDE ELEITORAL POR DUAS VEZES, OBRADOR DEVE SER “ESCOLHIDO” PARA GERIR OS NEGÓCIOS DA BURGUESIA... PORÉM PODE SER “SURPREENDIDO” POR NOVO ENGODO DA DIREITA, LASTREADO NA EUFORIA DA CLASSIFICAÇÃO DA SELEÇÃO MEXICANA NA COPA DA MAFIOSA FIFA


Recentes pesquisas eleitorais indicam que o candidato Andrés Manuel Lopez Obrador, AMLO, que dirige o “Morena” (Movimento de Regeneração Nacional), um racha “à esquerda” do PRD e sua coalizão de centro-esquerda burguesa vão obter por volta de 47% dos votos na eleição presidencial de 1º de julho no México. Ele disputa pela terceira vez a presidência e foi vítima duas vezes do circo eleitoral fraudado da democracia burguesa, “perdendo” o governo central primeiro para o PAN de Fox e depois para o PRI do atual presidente Peña Nieto. Obrador desta vez acredita que é sua vez no “revezamento de partidos” da democracia dos ricos de assumir a gerência dos negócios da burguesia mexicana, por essa razão não se cansa em afirmar que acredita em “eleições limpas e transparentes” agora em 2018, patrocinando entre os trabalhadores ilusões nesse regime bastardo. Ele inclusive aponta que como Lula no Brasil tentou três vezes ser presidente e conseguiu, seria a vez o México “seguir o exemplo” do Brasil em nome da estabilidade da ordem burguesa. O partido de AMLO participa das eleições aliado ao PT (Partido do Trabalho) e ao PES (Partido Encontro Social). Entre os candidatos com quem compete está Ricardo Anaya – 29,5% das intenções de voto, pela coalizão de centro-direita México à Frente. Inclui o Partido da Ação Nacional (PAN) e outros grupos menores, como o Partido da Revolução Democrática (PRD) e o Movimento Cidadão. Além disso, compete José Antonio Meade – 20,6%, pelo Todos pelo México, representando a direita clássica e o partido do atual presidente, Enrique Peña Nieto. Inclui o Partido Revolucionário Institucional (PRI) e outros, como o Partido Verde Ecologista do México (PVEM) e Nova Aliança. Não está descartado que uma “reviravolta” de última hora em favor da centro-direita burguesa representado pelo PAN ou mesmo para beneficiar o PRI, um golpe eleitoral que pode ocorrer tanto via a fraude direta como pela classificação “surpresa” na Copa da FIFA para as oitavas de final lastreada pela vitória inicial sobre o forte time da Alemanha e agora batendo a Coréia do Sul, uma situação que serve como luva para a direita. O PRI, partido tradicional da extrema-direita mexicana, que controlou a presidência durante 70 anos, sendo derrotado pelo PAN em 2000, com a vitória de Vicente Fox, irá disputar essas eleições presidenciais bastante desgastado. Essa é a razão da ascensão da centro-esquerda burguesa representada por Obrador. Esse realinhamento político mostra que setores fundamentais da burguesia mexicana, diante das sistemáticas crises com Trump e o imperialismo ianque, desejam a ascensão de AMLO porque percebem que o débil governo de Penã Neto, eleito por via de uma imensa fraude contra o próprio Obrador, foi incapaz de estabilizar o regime ante o aprofundamento da crise econômica e cedeu espaço, através da profunda corrupção estatal, para o avanço das máfias e do narcotráfico no país. Obrador fundou há alguns anos o “Morena” e postula a presidência, valendo-se da crise do PRD e tendo o apoio do Partido do Trabalho (PT), de corte neo-estalinista, da Convergência além de setores descontentes do PRD e de todo arco revisionista do trotskismo. O pacto estabelecido com Obrador coma burguesia pela estabilidade do regime político coloca como necessidade imperiosa a construção de uma direção revolucionária à altura da situação que o país se encontra. Forjar um partido autenticamente comunista, operário e internacionalista oposto aos atalhos patrocinados pelos revisionistas do trotskismo (CMI ligada a Alan Woods, OST lambertista) que atuam como uma sombra de Obrador é uma necessidade fundamental da vanguarda classista mexicana. Longe de avalizar a política de colaboração de classe é preciso construir uma ferramenta revolucionária que se oponha pelo vértice a esse curso de colaboração de classes. Arrancar os sindicatos das mãos das corruptas máfias priiristas e da nefasta influência do PRD e de Obrador, do “Morena” e seus satélites é parte fundamental da tarefa histórica dos marxistas revolucionários neste momento em que se anuncia um “novo governo” de centro-esquerda burguesa ou mesmo de direita baseado em um “golpe eleitoral que se utilizaria do sucesso da seleção mexicana na Copa da FIFA para impor com mais facilidade uma nova fraude!

quinta-feira, 21 de junho de 2018

IMIGRANTES EM CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NOS EUA: AS JAULAS EM QUE O IMPERIALISMO APRISIONA OS TRABALHADORES E SEUS FILHOS SOMENTE SERÃO DESTRUÍDAS COM A REVOLUÇÃO SOCIALISTA NO CORAÇÃO DO MOSTRO CAPITALISTA!


As cenas chocantes de crianças presas em jaulas, separadas de seus pais também detidos sob a acusação de imigração ilegal, chocou o mundo. O endurecimento da legislação ianque contra os estrangeiros e seus próprios cidadãos leva a um incremento da prisão em massa. Existem 2,8 milhões de norte-americanos presos nas cadeias dos EUA, por sua vez nos centros de detenção de imigrantes, são também milhares. Essas prisões cresceram muito com o “democrata” Obama e agora chegam a seu exponencial com o “republicano” Trump, é uma política oficial do imperialismo ianque. Essa barbárie interna é a expressão no território dos EUA do que essa máquina bélica planetária impôs nos últimos anos na Líbia e nos países que sofreram intervenção militar da OTAN. Não há como “reformar” o Estado imperialista, só a revolução proletária pode destruí-lo desde suas entranhas, com a classe operária norte-americana rompendo com os grilhões políticos e ideológicos que a mantém no atraso, apatia e passiva. Essa luta deve unir o proletariado dos EUA com seus irmãos mexicanos e o conjunto dos trabalhadores do planeta. Trata-se de uma tarefa árdua, mas necessária e imprescindível. Sem essa alternativa revolucionária o fascismo vai avançar nos EUA e em todo o planeta. Trump é apenas a ante-sala desse processo reacionário. Os militantes lúcidos da esquerda revolucionária podem imaginar muito bem o que seria um novo governo ianque controlado diretamente pelos generais e falcões do Pentágono, ou seja, um retrocesso histórico ímpar para o conjunto da classe operária internacional.  A burguesia imperialista ianque está consciente da gravidade da conjuntura mundial, em uma correlação de forças tendencialmente favorável à China, porém foi forçada a se utilizar de Trump como uma “ponte” necessária no sentido de espraiar o clima da "beira do abismo" com este palhaço reacionário. Um Golpe de Estado caminha a passos largos nos EUA e com um idiota impotente e odiado ocupando a Casa Branca a tarefa fica obviamente bem mais fácil. A crise política aberta com as jaulas com crianças presas nos centros de imigrações não pode ser resolvida nos marcos do regime capitalista, com mudanças na legislação. É necessário que as correntes Trotskistas agrupadAs no campo Espartaquista/IG assim como o conjunto da esquerda mundial que se reivindica anti-imperialista encabecem imediatamente um chamado a mobilização internacional em defesa dos imigrantes e dos milhares de presos nos EUA, colocando de pé a única política possível contra a barbárie capitalista: Morte ao Imperialismo! Pela Revolução Socialista no coração do monstro capitalista ianque!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

VITÓRIA DOS PROFESSORES DE FORTALEZA: PREFEITO ROBERTO CLÁUDIO, FILHOTE DA OLIGARQUIA GOMES (PDT), É DERROTADO ATRAVÉS DA LUTA DIRETA NA TENTATIVA DE ESPOLIAR CONQUISTAS E DIREITOS DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO!


Como parte da Jornada de Luta contra o aumento da carga horária para os professores de Fortaleza, centenas de trabalhadores em educação ocuparam a Câmara Municipal de Fortaleza e conseguiram impor uma importante derrota ao prefeito Roberto Cláudio, filhote da Oligarquia Gomes (PDT). Os atos realizados nos dias 14 e 19 de Junho, com mais de 3 mil professores contra o aumento da jornada do professor de 40 horas semanais alterando para 48 horas semanais com aulas aos sábados, provou a capacidade de luta e mobilização dos trabalhadores. Tanto que foi aprovada uma emenda que definitivamente reafirma a jornada de 100 horas e 200 horas no município de Fortaleza de acordo com a Lei Federal do Piso, uma conquista da categoria ameaçada por Roberto Cláudio, que aplica a cartilha neoliberal de Temer na capital cearense, apesar de seu chefe, Ciro Gomes, se apresentar cinicamente na campanha presidencial como um defensor dos trabalhadores, quando na verdade é um golpista que busca a todo momento retirar direitos e conquistas. A Oposição de Luta impulsionada pela TRS-LBI se fez presente na Jornada de Luta, defendendo a unidade de todos os trabalhadores para barrar os ataques da prefeitura e denunciar o circo eleitoral fraudado em que o candidato de Roberto Cláudio, Ciro Gomes, quer iludir os explorados. Somente na luta direta e sem ilusões nas instituições capitalistas da democracia dos ricos os trabalhadores podem vencer, como provamos nestes dias, inclusive forçando a direção do SINDIUTE (PT) a se chocar com a administração municipal que também é sustentada pela Frente Popular!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

PSOL INTEGRA MAIS UMA FRENTE POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES: AGORA COM PARTIDOS GOLPISTAS E NEOLIBERAIS QUE NEM SE REIVINDICAM DE ESQUERDA...TUDO EM NOME DA DEFESA DO REGIME DA DEMOCRACIA DOS RICOS


O PSOL havia em abril estabelecido com o PT, a oligarquia Gomes (PDT) e o PSB uma “frente ampla pela democracia e eleições livres”. Agora acaba de ampliar seu leque de “unidade” para partidos abertamente de direita e golpistas. A farsa recebeu o nome de “Pacto pela Democracia” subscrito por partidos golpistas e neoliberais como a REDE, PPS, NOVO e até mesmo o PSDB além de outros “movimentos” como o “Agora” de Luciano Huck assim como uma série de ONGs financiadas pelas grandes empresas! Quem patrocinou o encontro ocorrido no dia 13 de junho foi ninguém menos que Neca Setúbal, cuja família controla o Banco Itaú e patrocina a candidatura pró-imperialista de Marina Silva! Para nós Marxistas Revolucionários da LBI não há nenhuma surpresa nesta conduta do PSOL, há tempos denunciamos a aproximação desse partido com as siglas da burguesia ligadas a direita reacionária, tanto no terreno eleitoral como no campo programático. Lembremos que em 2017, nas eleições extraordinárias para o governo do estado do Amazonas, conformou-se a chama PSOL-REDE. O “quadro” oferecido pelo PSOL para compor a coligação burguesa como vice faz jus ao quilate político da chapa, tratou-se do delegado de polícia João Victor Tayah, um nome ligado a repressão dos movimentos sociais e a população mais humilde da periferia de Manaus. PSOL e REDE são duas vertentes políticas da mesma árvore frondosa da colaboração de classes, ambos se desgarraram do PT mas seguem na mesma trilha de apologia da "democracia capitalista" com "ética na política". Antes, no 2º turno das eleições municipais de 2016 do Rio de Janeiro formou-se uma “Frente de Centro-Esquerda” burguesa encabeçada por Freixo no 2º com o apoio do PT, PCdoB, Rede, PSB. Quando o PSOL mandou representantes para a reunião com a direta para “defender a democracia” com dirigentes do MES e da Insurgência tendo assento nesse “pacto” buscava ampliar suas relações políticas com vista as eleições de 2018, o que vai se concretizar com chapas conjuntas em vários estados, tanto que a plataforma dos que subscrevem o manifesto reivindica “Defender sobre esses marcos as instituições e práticas democráticas e produzir eleições limpas, diversas e com ampla participação em outubro, capazes de efetivamente representar a cidadania e devolver as bases de confiança e legitimidade ao ambiente político”. Esse programa não entra em choque com a plataforma defendida por Boulos, ao contrário, esse arco de aliança é o sonhado pelo PSOL. Boulos foi apresentado como a opção por uma “alternativa socialista, popular e radical”, entenda-se que essa “alternativa” comporta também aliança com a Rede de Marina Silva e Randolfe Rodrigues, este último um verdadeiro “soldado” da US de Ivan Valente no interior da legenda ecocapitalista ligado ao Banco Itáu. Não por acaso na “conferência cidadã” que antecedeu a escolha de Boulos pelo PSOL teve como figura central Caetano Veloso, hoje o elo de ligação entre o Boulos, o PSOL e a Rede com setores de peso da classe dominante. Em resumo trata-se de radicalizar a democracia burguesa e as instituições de seu Estado (parlamento, justiça, polícia...), a velha tese da socialdemocracia reciclada pelo PSOL e sempre saudada pelo PT em dias de festa. Com este engodo pretendem utopicamente “democratizar” as instituições burguesas que não passam de sustentáculos da ditadura do capital contra os trabalhadores. O tragicômico é que agora incluem nesse arco até o PSDB e PPS, partidos abertamente golpistas e neoliberais! A Insurgência e o MES que estavam representadas no evento aplaudem a iniciativa sob o argumento escandaloso que é uma “frente única para defender a democracia” já o MAIS finge-se de morto, avalizando mais esse engodo reacionário. O PSOL une-se assim aos defensores da fascistoide “Operação Lava Jato” para ter mais trânsito entre os partidos burgueses, tudo em nome de defender o regime da democracia dos ricos contra a ruptura revolucionária do proletariado com esse circo eleitoral fraudado!