quarta-feira, 7 de outubro de 2026

PSTU “TARDA MAS NÃO FALHA”: LULISTAS DE “SEGUNDA LINHA” AGORA CHAMAM A VOTAR NO PT APOIANDO O GOVERNO NEOLIBERAL DA FRENTE AMPLA BURGUESA “CRITICAMENTE”…


Como todos já sabiam anteriormente ao final do primeiro turno, o PSTU agora chama a votar em Lula no segundo turno, oferecendo “apoio crítico” ao governo neoliberal burguês da Frente Ampla de colaboração de classes. Esse mesmo governo, que através da candidatura de líder histórico, foi amplamente rechaçado pelas massas proletárias no último domingo, recebe o aval político dos Morenistas do PSTU/LIT para seguir atacando às condições de vida dos trabalhadores brasileiros, com um salário mínimo de fome, roubando a aposentadoria dos milhões de proletários inativos do INSS, além de dar toda cobertura institucional a quadrilha corrupta dos ministros togados do STF. Lula, Haddad, Alckmin e Xandão foram repudiados sobejamente pelo povo pobre brasileiro, mas vergonhosamente o PSTU sai em socorro deste imundo bando capitalista, travestido de “esquerda”.

A cantilena veiculada para midiotas, pelas organizações Globo e Blogues “chapa branca”, de que Trump estaria intervindo nas eleições brasileiras em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro, somente pode convencer a exquerda corrompida pela Frente Popular, como é o caso do PSTU, e também servir de desculpa esfarrapada para apoiar Lula no segundo turno. Qualquer ativista social com um mínimo de capacidade cognitiva, sabe muito bem que todos os “instrumentos” que o imperialismo ianque possui no Brasil estão atuando vigorosamente pela manutenção do governo neoliberal petista, a começar pela própria famiglia Marinho, além é claro das grandes corporações financeiras norte-americanas.


Não fazemos do bolsonarismo um “espantalho fascista” para justificar capitulações escandalosas diante da Frente Popular. No sentido contrário dos revisionistas do PSTU, os Marxistas Leninistas  chamamos fenômenos políticos como o bolsonarismo no Brasil, de fascismo institucional da democracia burguesa. A diferença com o verdadeiro fascismo, como o que se instalou na Ucrânia com a destruição policial(física) dos sindicatos, prisão e banimento legal dos partidos comunistas e da esquerda em geral, cancelamento das eleições parlamentares e por fim uma intervenção militar no sistema judiciário, é que em nosso país o bolsonarismo se alimenta (política e financeiramente) das próprias instituições representativas do regime democrático formal. Por isso mesmo é que nos 4 anos do governo Bolsonaro o PT recebeu tranquilamente quase 1 bilhão de Reais do Fundo partidário, quantia igual ao partido do então capitão presidente, e os sindicatos cutistas e as Centrais Sindicais embolsaram verbas estatais ainda maiores que receberam no governo Dilma Rousseff. Não podemos crer sinceramente no propósito antifascista dos Morenistas, quando estes estão de “mãos dadas” com o neozanista Zelensky!


A suposta “ameaça fascista” não se “sustenta no ar” pelo simples fato de que o crescimento do bolsonarismo não é produto de uma involução reacionária das massas, e sim da bancarrota política da Frente Ampla. Vejamos os números: Flávio Bolsonaro recebeu 56,1 milhões de votos no primeiro turno de 2026, contra 51 milhões obtidos por Jair Bolsonaro em 2022, um acréscimo de aproximadamente 5 milhões de votos. Luiz Inácio, no mesmo intervalo, caiu de 57,2 milhões para 53,8 milhões, perdendo cerca de 3,4 milhões. O fenômeno aqui, portanto, não é simplesmente que milhões de pessoas deixaram de votar, mas que o bolsonarismo conseguiu ampliar sua votação enquanto o candidato do governo, com a “máquina nas mãos”, conseguiu perder parte expressiva da base eleitoral com que havia vencido quatro anos antes.


O governo burguês lulopetista, iniciado em 2023, foi votado por um setor da população com expectativas alimentadas pela campanha eleitoral que procurou apresentar o retorno de Luiz Inácio como uma ruptura com os anos anteriores da miséria social capitalista. Ledo engano e desilusão posterior! Uma vez instalada a Frente Ampla subordinou cada vez mais sua política às exigências do rentismo financeiro, preservando as alianças com o latifúndio e a grande burguesia comercial exortadora, além de ampliar a participação do “Centrão” no governo de colaboração de classes. A opção de caminhar com o defunto Lula para o precipício político, ainda que isto possa render alguns “trocados” para o os profissionais do PSTU, só levará definitivamente o Morenismo para a “Lata do Lixo da História”.