A POSIÇÃO DOS MARXISTAS LENINISTAS NO SEGUNDO TURNO: VOTAR NULO CONTRA AS CANDIDATURAS DE FLÁVIO E LULA! RECHAÇAR A FRAUDE ELEITORAL ELETRÔNICA!
Dia 25 de Outubro ocorrerá o 2º turno das eleições presidenciais. A vitória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula da Silva (PT) no 1º turno não foi produto de uma involução reacionária das massas mas sim da bancarrota política do governo burguês da Frente Ampla. O representante da direita institucional recebeu 56,1 milhões de votos, um acréscimo de aproximadamente 5 milhões de votos, na medida que Jair Bolsonaro em 2022 obteve 51 milhões. Luiz Inácio, no mesmo intervalo, caiu de 57,2 milhões para 53,8 milhões, perdendo cerca de 3,4 milhões, garantindo a ida para o 2º turno devido à manipulação da totalização virtual dos votos da urna eletrônica pelo TSE. O elemento central é que o Bolsonarismo ampliou sua votação enquanto Lula, com a “máquina nas mãos”, conseguiu perder parte expressiva da base eleitoral com que havia vencido quatro anos antes.
O Bolsonarismo não pode ser usado como um “espantalho fascista” para justificar capitulações escandalosas diante da Frente Popular. Os Marxistas Leninistas chamamos fenômenos políticos como o Bolsonarismo no Brasil, de fascismo institucional da democracia burguesa. A diferença com o verdadeiro fascismo, como o que se instalou na Ucrânia com a destruição policial (física) dos sindicatos, prisão e banimento legal dos partidos comunistas e da esquerda em geral, cancelamento das eleições parlamentares e por fim uma intervenção militar no sistema judiciário, é que em nosso país o Bolsonarismo se alimenta (política e financeiramente) das próprias instituições representativas do regime democrático formal. Não esqueçamos que na guerra da OTAN/Ucrânia contra a Rússia Lula perfilou como um “cachorrinho” diante do Departamento de Estado dos EUA negando-se a defender a derrota do fascista Zelensky!
As abstenções, os votos em branco e os votos nulos somaram 39.099,557 milhões de pessoas no 1º turno, o que corresponde a 24,63% do eleitorado apto a votar. A LBI faz um chamado às correntes políticas revolucionárias, coletivos e ativistas classistas a desenvolverem uma ampla campanha nacional neste de boicote ativo a estas eleições, que abarca não só chamado ao Voto Nulo contra as candidatura de Flávio e Lula, indo mais além no sentido de desmascarar a fraude política da democracia dos ricos. Não basta somente fazer campanha pelo Voto Nulo se esta batalha político-programática fundamental não estiver necessariamente ligada à vigorosa denúncia ativa da fraude eleitoral eletrônica, onde não é o voto do cidadão brasileiro que decide a eleição!
