sexta-feira, 9 de outubro de 2026

FRANÇA: ALIANÇA OPERÁRIO-ESTUDANTIL DEVE TRANSFORMAR LUTAS DEFENSIVAS EM AÇÕES REVOLUCIONÁRIAS PARA DERRUBAR O GOVERNO MACRON E A “V REPÚBLICA” BURGUESA!

Mais de 130 mil pessoas participaram nesta quinta-feira (08/10) de manifestações de estudantes do ensino médio e universitários em várias cidades da França. O Ministério do Interior contabilizou 71.500 manifestantes, sendo 24.500 em Paris. Na capital, dezenas de milhares de pessoas se concentraram na Praça da Bastilha. O protesto terminou com confrontos entre grupos de manifestantes e as forças de segurança. Segundo a polícia, um grupo de cerca de 20 integrantes de “black blocs” lançou mobiliário urbano contra os policiais, que responderam com canhões de água e gás lacrimogêneo.

Ao todo, 504 pessoas foram detidas nesta quinta-feira (08/10), segundo o Ministério do Interior. Quarenta e oito policiais e gendarmes ficaram feridos. O ministério afirmou ter constatado um aumento dos episódios de violência urbana, de acordo com a emissora Franceinfo. Além das manifestações de rua, cerca de 55 mil pessoas participaram de ações diante de estabelecimentos de ensino, embora apenas parte delas tenha se juntado posteriormente aos protestos, segundo o Ministério do Interior.


Uma nova jornada de protestos e greve está marcada para terça-feira, 13 de outubro.

Os manifestantes mostraram bem claro que não se rendem às derrotas institucionais e parlamentares e já anunciam que o caminho da vitória é a via da luta direta das massas para colocar abaixo o conjunto da "V República" burguesa.


Colocamo-nos inteiramente no campo dos jovens insurretos, esclarecendo que a causa essencial da atual revolta dos jovens na França está na política de privatizações de Macron, cortes nos gastos públicos e de flexibilização do mercado de trabalho, promovendo o aumento do desemprego, que afeta principalmente os jovens trabalhadores descendentes de imigrantes, majoritariamente de origem árabe e que as provocações e o ódio racista destilado pela direita xenófoba contra os imigrantes têm como objetivo envenenar o proletariado francês de preconceitos para impedir sua unidade de classe na luta contra a exploração capitalista.


É necessário, portanto, unificar as revoltas dos jovens insurretos com as greves operárias, preparando uma poderosa greve geral do proletariado francês para derrotar a política de arrocho e ataques neoliberais do governo Macron. É preciso fazer com que a radicalização das formas de luta reflita o vigor de um programa revolucionário que aponte a destruição do capitalismo e a construção do socialismo como único caminho para superar a crise.


Mais do que nunca é necessário que a vanguarda consciente do proletariado redobre seus esforços para construir um autêntico partido revolucionário internacionalista no país, único instrumento capaz de levar a classe operária a desfechar um golpe mortal contra os capitalistas, com a destruição do Estado burguês imperialista, abrindo caminho para uma nova etapa revolucionária mundial.