sábado, 17 de outubro de 2026

TENDÊNCIA POR CAPITULA AO LULOPETISMO: ABANDONOU A CAMPANHA PELO VOTO NULO… AGORA AGITA COMO TAREFA CENTRAL “ENFRENTAR FLÁVIO BOLSONARO NO SEGUNDO TURNO”


A cada eleição burguesa a Tendência POR avança a passos largos em abandonar formalmente a sua posição de defesa do chamado “Voto Nulo Programático”. Nas disputas que envolvem diretamente Lula, como agora em 2026 ou mesmo em 2022, deram um visível salto de qualidade em seu oportunismo. Basta ler o Editorial nº 774 do jornal “Massas” (10/10) e as patéticas “Cartas” que lançaram até agora durante a campanha presidencial. Nesses textos claramente esses revisionistas se integram à campanha da Frente Ampla. Para melhor “embrulhar o pacote” de capitulação ao arco político Lulopetista, o Editorial da TPOR defende “Preparar desde já o enfrentamento operário e popular ao governo de Flávio e seus aliados de segundo turno”. Se o candidato do PT está disputando com o Bolsonarismo o 2º turno porque os picaretas já chamam a derrotar o governo Flávio? A resposta é evidente: os Loristas tupiniquins querem mesmo é ajudar a eleger Lula para derrotar eleitoralmente o Bolsonarismo mas como não podem falar isso abertamente usam o espantalho de um futuro governo da “ultra direita e direita” como elemento de “chantagem” para justificar sua “torcida” pública pela candidatura do PT!


Vejamos as principais chamadas do Editorial propriamente dito: “Os bolsonaristas estão confiantes de que vão vencer e já apresentaram a linha geral de ataque à vida das massas e de proteção ao grande capital. Com as eleições, se potenciaram politicamente as forças da ultradireita e direita, que servirão ao imperialismo”. Nenhuma palavra de denúncia da candidatura burguesa neoliberal de Lula! Todo o alvo está centrado no Bolsonarismo! 


Com uma linha política ultra-rebaixada como essa a TPOR tenta não se indispôr com seus aliados sindicais e políticos que convivem harmonicamente (como o PSTU e PSOL) na intervenção dos professores da APEOESP, onde ainda vegetam! São verdadeiros parasitas da Frente Popular, vivem das suas migalhas e não enfrentam o Lulopetismo!

Na prolixa “Sexta carta do POR à classe operária, aos demais trabalhadores e à juventude oprimida” (06/10) estes Lulistas “envergonhados” são ainda mais claros em seu apoio ao PT desde o título da tragicômica missiva: “Lula poderá ser derrotado no 2º turno! Retorno do bolsonarismo ao poder do Estado potenciará ainda mais a crise política. Que as centrais, sindicatos e movimentos populares preparem desde já a resistência!”


Para justificar sua campanha de apoio envergonhado a candidatura de PT, a TPOR nos alerta que “Lula poderá ser derrotado no 2º turno”, alegando que diante do iminente “Retorno do Bolsonarismo”... deve-se “preparar desde já a resistência”. O que representa esse chamado “desde já” de fato, senão o de se somar à campanha eleitoral de Lula para derrotar Flávio nas urnas? Fica evidente que esse agrupamento revisionista covarde aderiu a política “menosmalista” do PSTU, CST, MRT, OCI… de votar, apoiar ou torcer por Lula (“criticamente”!!!), com a única diferença cínica que não falam isso abertamente!



Obviamente os trânsfugas pseudo trotskistas recorrem a um linguajar contorcionista para “jogar água” no moinho da Frente Popular sem uma adesão formal ao arco Lulopetismo, concluindo o chamado da tal “Carta”: “A vanguarda com consciência de classe deve trabalhar pela independência de classe do proletariado e da maioria oprimida”. O que significa essa firula linguística… fica ao gosto do leitor!


Apesar de usarem toda a verborragia “ortodoxa” trotskista, como é próprio das tradições “poristas” de “vida dupla” em que a militância pequeno-burguesa se apresenta internamente como dedicados bolcheviques, a TPOR e seus militantes na vida real estão completamente adaptados a classe média progressista e seus interesses materiais diretos na academia e nos sindicatos.


A LBI denunciou no último período que a TPOR vinha capitulando a candidatura Lula e depois ao próprio governo da Frente Ampla. Os materiais de agitação desse agrupamento durante as eleições mal defendiam o “Voto Nulo”, faziam ao contrário, lançavam chamados patéticos ao PT e a CUT para lutar nas ruas contra Bolsonaro, ou seja, tentavam empurrar “à esquerda” a candidatura Lula, quando o petista era o gerente preferencial da Governança Global do Capital Financeiro em meio a disputa presidencial. A capa do Jornal Massas na véspera do 2º turno entre Lula e Bolsonaro não estampava o Voto Nulo, lançava apenas dizeres abstratos (Massas, nº 675, 16 a 30.10.2022) que não atacavam a Frente Popular: “Segundo turno das eleições: Permanece a tarefa da defesa do programa próprio e da independência de classe do proletariado e dos demais explorados diante da disputa interburguesa.”



A Tendência POR, ao final de seus textos, quase escondido, chama o Voto Nulo mas de forma muito acanhada, sem proporem uma campanha de mobilização massiva em torno da denúncia do circo eleitoral fraudulento porque reconhecem a legitimidade das eleições, do TSE e da urna eletrônica. Em resumo legitimam de forma indireta o regime da democracia dos ricos!


Definitivamente a Tendência POR é o último grupo revisionista no Brasil a entrar na fila do Lulopetismo neste segundo turno!