EUROPA EM CHAMAS: É HORA DE TOMAR O PODER PELA VIA REVOLUCIONÁRIA!
As políticas neoliberais que vêm sendo desenvolvidas pelos governos da União Europeia, sejam eles conservadores de direita ou Social-Democratas(no fim das contas ambos são comandados a partir do poder do capital financeiro) incluem: Medidas de austeridade; gastos militares com compras milionárias da indústria dos EUA, empréstimos de longo prazo (quando não doações diretas) à Ucrânia para manter o hostilização contra a Rússia, cortes na saúde e na educação, resultando em demissões de professores e instalações precárias, uma política inspirada na extrema-direita em relação à imigração e aos refugiados, uma situação catastrófica no setor habitacional, tornando o acesso à moradia impossível para as novas gerações e salários irrisórios diante de preços exorbitantes de produtos básicos...
Tudo isso constitui motivos mais do que suficientes para levar os povos às ruas e lutarem pela tomada de poder. Entretanto essa perspectiva revolucionária é fortemente bloqueada pelas direções da exquerda reformista, que tem o foco exclusivo na disputa institucional e parlamentar.
Diante dessa realidade, recorrer às urnas para trocar a coloração de governos, que não passam de meros administradores da propriedade capitalista e não seus donos, não parece ser uma solução “progressista” para a classe operária.
Na Alemanha, Dinamarca, Áustria ou Albânia, por exemplo, os "socialistas" governam ou co-governam o Executivo com e para a burguesia rentável, sem que nada de “novo” aconteça. É certo que, dias antes de suas respectivas eleições, os Sociais-Democratas também alertaram que, se a direita chegasse ao poder, tudo daria muito errado, isso faz parte da encenação para angariar votos dos trabalhadores e do povo pobre.
Nestes dias, mobilizações de trabalhadores e jovens ocupam as ruas de dezenas de cidades europeias, enquanto a mídia corporativa do regime burguês tenta desviar a atenção de tudo isso, focando reacionariamente na “onda de violência”. O mesmo foco que não é utilizado para identificar os verdadeiros culpados pelo caos (afinal, parece que amputar o futuro de milhões de jovens não é considerado violência).
As ocupações populares em diversos postos estatais da Europa, bem como as multitudinárias manifestações, nas quais para desgosto dos "progressistas" os governos Social-Democratas são citados nos gritos de protesto, representam o passo que antecede a greve geral marcada para 11 de novembro. Uma greve que deve traduzir-se em uma combativa jornada de luta contra um sistema capitalista que já não pode esconder-se sob uma máscara “democrática”.
