sexta-feira, 16 de outubro de 2026

UMA ATUALIZAÇÃO HISTÓRICA NECESSÁRIA: NÃO É MAIS “ESQUERDA”, AGORA É EXQUERDA NEOLIBERAL SEMELHANTE A VELHA DIREITA REACIONÁRIA


A intelectualidade acadêmica pequeno burguesa, e naturalmente o consórcio mundial da mídia corporativa, insistem em tratar fenômenos políticos como o lulismo como sendo uma representação da esquerda. Obviamente a massa popular do “comum sense” também embarcou nessa caracterização e trata o governo da Frente Ampla burguesa como um representante legítimo da esquerda. Entretanto para os Marxistas a categoria teórica de esquerda está necessariamente ligada a classe operária e sua luta pelo socialismo, ou seja uma expressão social anticapitalista. Não precisamos ser muito “estudiosos” para perceber que o PT e seu arco político mais amplo, o lulopetismo, não reúne as características mínimas e mais elementares de um partido de esquerda. O lulopetismo não tem absolutamente nada a ver com os ideais históricos da esquerda, como no sentido inverso agrega todos os componentes da velha direita reacionária, já que vivemos em um período da Nova Ordem Mundial do Capital Financeiro podemos afirmar com absoluta convicção que o governo do PT é a representação mais fiel da classe dominante global em nosso país. A repetição quase que mecânica em afirmar para a massa que o lulopetismo é de esquerda, corresponde a uma necessidade da burguesia em desmoralizar a estratégia socialista, criando uma falsa polarização politica, totalmente desprovida de conteúdo de classe. Não passa de uma tática muito bem planejada do capitalismo para apagar na mente do proletariado qualquer resquício de consciência de classe!Nós da LBI recusamos vigorosamente tratar o PT e o lulopetismo como esquerda, para os Marxistas Revolucionários não passam de exquerda burguesa!

Lula, ao contrário de sua anturragem petista, pelo menos foi sincero ao declarar: “Nunca fui de esquerda em minha vida”. Seu cálculo politico sempre teve um viés puramente eleitoral, em sua longa trajetória de forma alguma esteve preocupado com as grandes questões estruturais do País. Quando assumiu a função de gerenciar os negócios da grande burguesia no controle do Estado capitalista, provou que tinha rompido definitivamente seus vínculos sociais com a classe operária. Aderiu ao neoliberalismo sem nenhum tipo de constrangimento, sendo ungido pela Governança Global do Capital Financeiro como seu principal agente político em toda América Latina.


Nestas eleições de 2026, para provar que realmente era um dos personagens políticos da nova direita Social Democrata, escolheu a “segurança pública” como um dos temas principais de sua campanha, chegando a abraçar a bandeira fascista da “redução da maioridade penal”. Para disputar votos com os bolsonaristas, sem nenhuma régua moral, o governo da Frente Ampla adotou a pauta de mais repressão, mais integração policial, mais leis de exceção e  mais acenos ao Deep State ianque.


A exquerda burguesa com sua plataforma neoliberal conservadora, só pavimenta o caminho para o retorno do fascismo institucional voltar a gerência do Estado capitalista nas próximas eleições, seja neste ano ou em 2030, estabelecendo um rodízio eleitoral, avalizado e batizado pelas classes dominantes como “alternância democrática”. Neste contexto o que realmente importa para o rentismo financeiro, não é o triunfo de Lula ou Bolsonaro, mas sim a estabilidade do regime social da propriedade privada dos meios de produção.