segunda-feira, 17 de abril de 2017

HÁ EXATOS TRÊS ANOS DA MORTE DO GENIAL GABO


A morte do escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, há exatos três anos no dia 17/04/2014, comocionou não só o mundo literário mas também o conjunto da intelectualidade política mundial. Gabo, como era chamado pelos amigos, teve “gravado” na infância as histórias contadas pelo seu avô, o coronel Nicolás Marquez, que participou da guerra civil colombiana. Esta “influência” talvez tenha determinado os primeiros passos literários de Gabo, que notadamente admirava o autor tcheco Franz Kafka, em especial sua obra “A Metamorfose”. Nesta simbiose, dos contos mágicos de seu avô e no estudo do melhor acervo literário mundial, surge o escritor genial Gabo, que lançando o livro “Cem anos de solidão”, em 1967, crava seu nome no panteão dos mestres ao criar um novo estilo literário, o chamado “Realismo Mágico”. Mais do que uma “nova escola”, o Realismo Mágico representou na arte de escrever a simbologia da formação de uma nação, muito mais do que a história de só um país, o retrato mítico da América Latina, com todas suas agruras reais e sua magia peculiar fruto do “cruzamento” de várias civilizações.Além de grande escritor, Gabo era um prodigioso jornalista. Foi correspondente internacional duas vezes: a primeira em 1958, na Europa, e a segunda em 1961, em Nova York, onde foi perseguido pela CIA por suas críticas a exilados cubanos (gusanos) e suas ligações com Fidel Castro. Na época ele trabalhava em nome da agência de notícias cubana Prensa Latina e como sua situação ficou insustentável nos EUA se mudou para o México, onde passou boa parte da vida. Neste interregno escreveu: Cem Anos de Solidão, O Amor nos Tempos do Cólera, Crônica de uma morte anunciada e tantos outros livros que se tornaram referência em todo mundo. Publicado em 1967, Cem Anos de Solidão é considerado o mais importante da carreira de García Márquez e também a segunda obra mais relevante de toda a literatura hispânica, ficando atrás apenas de Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. Em 1982, García Márquez foi escolhido o vencedor do Nobel de Literatura. Foi o segundo latino-americano a receber o prêmio, tendo sido o chileno Pablo Neruda o primeiro. Em 1971, em meio ao governo de Allende (1970-1973), respondendo a uma pergunta de um jornalista nova-iorquino, declarou García Márquez: “Eu tenho a esperança de que toda a América Latina seja socialista, mas agora as pessoas estão muito iludidas com um socialismo pacífico, dentro da constituição. Tudo isso me parece muito bonito eleitoralmente, mas creio que é totalmente utópico. O Chile está condenado a um processo violento muito dramático. Mesmo que a Frente Popular vá avançando – com inteligência e muito tato, a passos bastante rápidos e firmes – chegará um momento em que encontrará um muro que lhe opõe seriamente”. Nesta altura Gabo já prognosticava o desenlace trágico, para a classe operária, da experiência política chilena da Frente Popular.

sábado, 15 de abril de 2017

ESTADO OPERÁRIO NORTE-COREANO ANUNCIA QUE RESPONDERÁ AS AMEAÇAS MILITARES DE TRUMP: OS REVOLUCIONÁRIOS APOIAM O PLENO DIREITO DA AUTODEFESA COREANA DIANTE DAS PROVOCAÇÕES DO IMPERIALISMO IANQUE!


A tensão entre o Estado Operário da Coréia do Norte e o imperialismo ianque elevou-se nos últimos dias. Recentemente, Trump enviou um grupo aeronaval de ataque, encabeçado pelo porta-aviões americano USS Carl Vinson, para a região da península da Coreia. A Coreia do Norte agindo em autodefesa ameaçou a Washington com um ataque nuclear que poderia atingir o Japão. “O Exército do Povo coreano irá reduzir as bases de agressão e provocação às cinzas com seus invencíveis foguetes Hwasong equipados com ogivas nucleares e defenderá a segurança do país e a felicidade de seu povo caso os EUA e as forças-marionetes sul-coreanas dispararem uma única bala no território da RPDC”, disse a chancelaria norte-coreana. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, ordenou às forças estratégicas do Exército Popular da Coreia que estejam preparadas para o combate, que pode começar em qualquer momento. A ordem foi dada durante o lançamento de mísseis realizado no dia 6. O lançamento foi levado a cabo pelas forças estratégicas Hwasong, cuja missão é atacar as bases americanas no Japão. Kim Jong-un assistindo os testes disse “Em caso de situação perigosa uma vez que em qualquer momento a guerra pode começar, manter alto nível de prontidão, ocupar as posições necessárias e atacar o inimigo logo que receber a ordem”. O lançamento ocorreu em meio dos exercícios conjuntos entre Forças Armadas sul-coreanas e norte-americanas, indicando um protesto de Pyongyang. Os exercícios de treinamento militar entre os EUA e a Coreia do Sul, que estão programados para continuar durante todo o mês de abril, foram classificados por Pyongyang como provocação. Quando questionado sobre uma possível resposta dos EUA aos testes de mísseis norte-coreanos durante uma reunião em Tóquio na semana passada, o secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson recusou-se a descartar a ação militar, afirmando que a “política de paciência estratégica” com Pyongyang havia terminado. Foi revelado também que os EUA enviaram para Okinawa, parte meridional do Japão, um avião de observação atmosférica WC-135 devido às tensões crescentes em torno de possíveis testes nucleares e de mísseis balísticos norte-coreanos. Por sua vez, de acordo com relatos da imprensa russa e chinesa, o dirigente norte-coreano, Kim jong-un, teria ordenado a evacuação imediata de 25% da população de Pyongyang. Segundo a notícia divulgada pelo portal Pravda Report, a ordem prevê que 600 mil pessoas evacuem urgentemente. Foi relatado que os abrigos de bomba de Pyongyang não seriam capazes de acomodar toda a população da capital norte-coreana. Portanto, 600 mil pessoas terão que deixar Pyongyang para permitir que outros usem abrigos anti-bombas, afirma a edição. O desenvolvimento dos programas de energia nuclear e comunicação na Coreia do Norte é uma necessidade de obtenção de uma alternativa de fonte energética e de monitoramento climático-militar diante do brutal bloqueio a que o país está submetido, tecnologia fundamental para possibilitar que Estado possa desenvolver projetos nesse setor com condições de enfrentar os períodos de adversidade climática, marcado também por secas e inundações. Nesse sentido, esta estrutura de energia atômica legitimamente desenvolvida também pode e deve ser utilizada pelo Estado operário norte-coreano para se defender das ameaças do imperialismo norte-americano através de seu enclave, a Coreia do Sul e o Japão, onde os EUA mantém bases militares desde o final da Segunda Guerra Mundial. Os recentes testes de mísseis balísticos em meio as provocações organizadas por Trump na penínsola coreana é um ato de autodefesa do Estado operário norte-coreano diante das provocações do imperialismo. A imprensa pró-imperialista em todo planeta faz alarde acerca dos testes nucleares promovidos pela Coreia do Norte, afirmando serem uma “ameaça à humanidade”. Oculta, criminosamente, que só na Coreia do Sul, um enclave criado e militarizado pelos EUA, há um contingente militar acima de 40 mil soldados, mais de mil ogivas nucleares apontadas para o Norte. Como explicar que a Coreia do Norte não pode lançar um satélite ou inclusive testar um míssil ou uma bomba H, se quem a condena, os EUA, têm 439 satélites em órbita, sendo 98 deles para uso especificamente militar? Diante dessa realidade de conflito permanente não negamos a possibilidade da Coreia Popular, devido ao isolamento econômico imposto pela China restaurada e das provocações do império ianque, ser forçada a utilizar suas ogivas atômicas ou termo-nucleares contra o território “enclave” da Coreia do Sul ou mesmo o Japão. Com o fim da URSS e a perda dos parceiros comerciais do Leste europeu, a Coreia do Norte viu sua economia contrair-se em 30% nos cinco anos que se seguiram a 1991. Restou a China, hoje convertida ao capitalismo. A intensa reação ideológica mundial patrocinada pela mídia imperialista e o cerrado bloqueio econômico tendem, cada vez com maior intensidade, a estrangular o Estado operário. Como Marxistas Revolucionários, não podemos assumir diante de um conflito que pode ter proporções nucleares a “posição de avestruz” da maioria das correntes revisionistas, por isto declaramos em “alto e bom som” nosso apoio ao Estado Operário norte-coreano, apesar da burocracia dinástica que o governa. Devemos mobilizar amplos setores do proletariado e da juventude para repudiar as provocações militares do império ianque contra a Coreia do Norte e apontar o governo Trump como responsável pela escala militar. Por outro lado, não devemos nutrir a menor confiança política na capacidade de resistência da burocracia stalinista coreana, pronta para capitular a qualquer momento em troca de sua própria sobrevivência enquanto uma casta social privilegiada. A tarefa que se impõe no momento é o chamado ao conjunto do proletariado asiático que se unifique na bandeira da derrota do imperialismo ianque e seus protetorados militares da região, em particular convocando a classe operária do Sul para cerrar fileiras na luta pela reunificação socialista do país.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

HÁ 15 ANOS DO GOLPE CONTRA CHÁVEZ: A TAREFA ATUAL É DERROTAR O IMPERIALISMO E A DIREITA EM FRENTE ÚNICA COM MADURO! IMPULSIONAR A FORMAÇÃO DE CONSELHOS OPERÁRIOS PARA CONSTRUIR UMA VERDADEIRA REPÚBLICA SOCIALISTA NA VENEZUELA! 


Entre os dias 11 e 12 de abril de 2002, há exatamente 15 anos, a Venezuela foi palco de um golpe de estado orquestrado pelos EUA, que apontava para a instauração de uma brutal ditadura cívico-militar. O golpe fracassou, mas demonstrou a disposição do então governo Bush de apostar em aventuras golpistas para aumentar seu controle econômico, político e militar sobre suas semicolônias. Hoje, com a morte (assassinato) de Chávez e a pressão da OEA e do Mercosul contra o governo Maduro, a melhor maneira de rechaçar os que tramaram o golpe de abril, é potenciar o justo ódio das massas exploradas ao imperialismo. Incrivelmente, quase todas as explicações para o fracasso do golpe de estado apontaram que o erro dos golpistas foi ter “rompido com as instituições democráticas”, algo que não seria mais admissível nos tempos atuais etc., o que não passa de uma balela democratizante para consumo da “opinião pública”. Os próprios EUA trataram de espalhar a versão de que torciam pela derrubada de Chávez, “mas apenas por vias democráticas”. Na verdade, a recondução de Chávez à presidência da Venezuela se deveu à sequência de atropelos cometidos pelo efêmero governo golpista encabeçado pelo presidente do sindicato patronal Federação de Câmaras, Pedro Carmona, em composição com a cúpula militar venezuelana, apoiados pelo imperialismo ianque. Decisivo para o fracasso, não foram o fechamento da Assembleia Nacional, a dissolução da Suprema Corte Venezuelana, e muito menos o alijamento da Central dos Trabalhadores Venezuelanos do governo, como destacam a mídia burguesa. Apesar destas medidas contribuírem para o isolamento da cúpula dos golpistas, é exatamente com elas que se iniciam quase todos os golpes. O problema residiu na fragilidade econômica do Estado venezuelano para suportar o aumento do parasitismo imperialista.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

DEPOIS DE VENDER A LEGENDA AO PT, PCO ADVOGA A “LIBERDADE” PARA BOLSONARO ATACAR NEGROS, HOMOSSEXUAIS E MULHERES: OS GENUÍNOS TROSKISTAS NÃO DEFENDEM A “LIVRE EXPRESSÃO” DO FASCISMO E SIM QUE ELE SEJA ESMAGADO PELO MOVIMENTO OPERÁRIO ORGANIZADO!


A fala do verme fascista Bolsonaro em um evento sionista no Rio de Janeiro provocou ampla indignação entre a vanguarda e setores democráticos pelo seu caráter reacionário, racista e homofóbico. O canalha expressa posições dos setores mais direitistas da classe dominante e sentiu-se à vontade na Hebraica fluminense, instituição que sempre patrocinou a reação contra os Palestinos. Houve repúdio contra a conduta venal nas chamadas redes sociais e várias entidades denunciaram sua fala. Na contramão desse movimento democrático de protesto, o PCO saiu em defesa de Bolsonaro e para isso usou como pretexto a necessidade de se respeitar a “liberdade de expressão” em geral, como se os Trotskistas defendessem o direito de expressão do fascismo. Segundo vergonhosamente afirma o PCO “Não se deve forçar ninguém a se calar e nem penalizar a opinião de ninguém mesmo que seja o Bolsonaro que atacou a própria filha. Cortar a liberdade de expressão é uma arma da direita para usar contra a esquerda em geral, se o Bolsonaro não tiver direito de falar, qualquer pessoa da esquerda também não deve ter o direito de se expressar.” (Defender a liberdade total de expressão, apesar de Bolsonaro, PCO, 10/04). Como se vê, em nome da “livre expressão”, o PCO defende que o fascitoide vocifere que “Os quilombolas não servem nem para procriar” em um claro discurso racista, defendendo inclusive sua eliminação física! No caso da filha ele disse que ela foi uma “fraquejada” já que todos os outros filhos são homens. Rui Pimenta e o PCO defendem o “direito” de Bolsonaro atacar os negros, homossexuais e mulheres em nome da democracia!!! Esta conduta escandalosa do PCO deve ser amplamente repudiada pela esquerda classista e revolucionária como um ataque ao conjunto do movimento operário e as liberdades democráticas do povo trabalhador, na medida que o fortalecimento do fascismo e de sua liberdade de fala e atuação favorece a ofensiva burguesa na luta de classes! Causa Operária ainda defende que Bolsonaro siga livre e que não seja “penalizado” por atacar negros, mulheres, homossexuais e demais trabalhadores!!! Esta seita que vendeu sua legenda ao PT para fazer apologia da democracia burguesa afirma: “Temos que repudiar qualquer declaração preconceituosa, mas não deve ser feito como esses parlamentares da esquerda fizeram de tentar penalizar o fascista por ter agredido verbalmente os negros e as mulheres em geral”. Tamanho esmero de Causa Operária em defender esse fascista preconceituoso também se deve a identidade programática do PCO com as “teses” homofóbicas contra a diversidade sexual e não apenas pela “liberdade partidária” no geral, como já denunciamos antes no caso da fala de Levy Fidelix contra os homossexuais no debate da TV Record em 2014. Os Marxistas Revolucionários nunca defendem a “democracia” para a burguesia e seus setores mais reacionários poderem livremente organizar ofensivas reacionárias contra o povo trabalhador e as chamadas “minorias”. Os genuínos Trotskistas não defendem a “livre expressão” do fascismo! Ao contrário, intervém nos protestos e manifestações contra a homofobia e o rascismo para apresentar uma plataforma revolucionária que una a luta pelas liberdades democráticas do povo trabalhador no sistema capitalista ao combate para derrotar a burguesia e seu regime senil de conjunto, demonstrando que as posições reacionárias e preconceituosas dos partidos burgueses são as expressões mais cruentas de seu desejo de “eliminar” os trabalhadores por meio da fome, miséria, do desemprego e da exploração capitalista! Para os Marxistas Revolucionários é necessário ir muito além do rechaço democrático ao torturador que hoje é um símbolo político de todo o campo da direita em nosso país. Bolsonaro representa um segmento fascista “bem vivo” não só no parlamento mas também no interior do aparelho repressivo (FFAA e PM's) do Estado Burguês. Várias entidades anunciaram que vão pedir novamente a cassação do mandato de Bolsonaro no STF ou na Câmara dos Deputados, hoje abrigado no PSC. Seria inócuo se não fosse profundamente equivocado politicamente reivindicar do covil de bandidos da Câmara dos Deputados ou da vil “Corte Suprema” a anulação do mandato de seus principais líderes. Semear hilárias ilusões neste Congresso de patifes ou no Judiciário já custou o próprio mandato da presidente Dilma. A tradição programática da Esquerda Revolucionária passa bem longe desta panaceia inútil, considerando que fascistas torturadores assassinos devem receber outro “tratamento” por parte do movimento operário organizado. Como nos ensinou o grande mestre Trotsky: “Com fascistas não poderá haver relação alguma democrática, devemos enfrentá-los com metralhadoras e porretes”. É uma verdadeira tragédia política que grupos da esquerda frente populista como o PCO que tanto verborragizam contra o “Golpe de Estado”, se mostrem tão legalistas quando se trata de sarjetas grotescas como Bolsonaro e sua família de fascistas. Os Leninistas nunca foram defensores da democracia como um valor universal como faz o PCO e muito menos reféns da legalidade burguesa, ainda mais quando se trata do combate de classe contra os bandos fascistas em plena atividade. Por isso defendem o justiçamento deste covarde fascista pelo movimento operário organizado!

terça-feira, 11 de abril de 2017

PREFEITO ROBERTO CLÁUDIO (PDT) PERSEGUE E "JUSTIÇA" DECRETA ILEGALIDADE: MANTER A GREVE DOS PROFESSORES DE FORTALEZA PARA ARRANCAR CONQUISTAS E O REAJUSTE!

Atendendo a solicitação do prefeito Roberto Cláudio, a “Justiça” decidiu na tarde desta terça-feira, 11, declarar a greve de professores de Fortaleza ilegal. Os trabalhadores em educação deflagraram a paralisação desde o dia 15 de março e no último dia 3 ocuparam o sétimo andar prédio da Secretaria da Educação de Fortaleza (SME). A categoria reivindica reajuste salarial de 7,64% e o fim dos ataques aos direitos e conquistas. A decisão promulgada pelo desembargador Inácio de Alencar Cortez Neto considera a greve “ilegal” e “abusiva”: “Defiro parcialmente a tutela de urgência, com o fito de determinar o imediato retorno ao trabalho, bem como que os grevistas se abstenham de impedir a entrada nas escolas públicas municipais de alunos, funcionários e dos professores”. O texto também orienta que a desocupação da SME seja feita em até 48 horas após a publicação e prevê multa diária de até dez mil reais em caso de descumprimento. De acordo com a decisão, “sem a desocupação voluntária dos manifestantes, o imóvel deverá ser desocupado com uso dos meios cogentes necessários para assegurar o funcionamento do órgão municipal acima mencionado”, ou seja, a justiça autoriza o uso de força policial. Entretanto, a SME já havia sido desocupada desde sexta-feira por decisão unilateral da direção do SINDIUTE. Na assembleia geral de hoje (11) a maioria esmagadora dos professores defendeu a manutenção da greve até a vitória! Ainda que o filhote da Oligarquia Gomes (PDT) conte com a perseguição política para acabar com a greve, a Oposição de Luta impulsionada pela TRS-LBI defende como a maioria da categoria a continuidade da greve exigindo a reposição integral das perdas salariais. Nessas três semanas de greve enfrentamos os ataques do prefeito Roberto Cláudio vem impondo via arrocho salarial, precarizando o Instituto de Previdência do Município (IPM) e lançando uma série de medidas que atentam contra conquistas e direitos dos servidores públicos. Desta forma, Roberto Cláudio copia o pacote de maldades do golpista Temer (PMDB), demonstrando que os irmãos Gomes e seus aliados na prefeitura e no Governo do Estado do Ceará (Camilo Santana) não são aliados na luta contra a Reforma da Previdência, como alegam cinicamente PT e PCdoB no interior dos movimentos sociais. Ao contrário, Camilo Santana (PT) aplaudiu a privatização do aeroporto de Fortaleza por Temer e anunciou um reajuste miserável de 2% para o funcionalismo. Durante a greve, várias mobilizações estão sendo realizadas como a ocupação do IPM, arrastão nas escolas, passeatas e a ocupação da SME. A Oposição de Luta da TRS-LBI tem intervindo ativamente na paralisação, atuou no dia 15.03 na grande marcha pelo centro de Fortaleza, somou forças na ocupação do IPM, sempre apontando que tanto Temer como Roberto Cláudio (que foi apoiado pelo PT no segundo turno das eleições municiais) só podem ser derrotados na luta direta, com a ampliação da greve e sua radicalização.Por fim, apoiou a ocupação na SME. Nesse combate, nos delimitamos com a direção majoritária do SINDIUTE, ligado a corrente petista Articulação, que busca fechar um acordo rebaixado com prefeitura, assim como criticamos o PSTU que como minoria na direção está completamente adaptado no seu papel de sócio menor da burocracia sindical cutista. Do ponto de vista mais geral, quando um amplo setor da vanguarda ligada a Frente Popular patrocina ilusões em uma chapa presidencial formada entre Lula (PT) e Ciro (PDT) em 2018, os sindicalistas revolucionários da TRS-LBI defendem a construção da Greve Geral e derrubada revolucionária do golpista Temer, não depositando nenhuma ilusão no circo eleitoral da democracia dos ricos! Por sua vez, é preciso denunciar que Ciro Gomes e Roberto Cláudio não são aliados dos trabalhadores como apresenta a Frente Popular, mas nossos inimigos de classe que impõem o arrocho salarial e o ataque à previdência dos servidores. Nosso caminho deve ser a luta direta para derrotar o conjunto dos governos burgueses e construir uma alternativa de poder dos trabalhadores!
“AMIGO” DAS EMPREITEIRAS: LULA RECEBEU “COMISSÕES” DA ODEBRECHT ASSIM COMO FHC, ITAMAR, COLLOR, SARNEY... E TODOS OS CHEFES DOS GOVERNOS BURGUESES NOS ÚLTIMOS 50 ANOS!


Marcelo Odebrecht afirmou nesta segunda-feira (10) em depoimento ao Juiz Moro que valores em espécie foram sacados por Branislav Kontic, ex-assessor do ex-ministro Antonio Palocci e teriam sido entregues ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No mesmo depoimento, o empreiteiro declarou que o codinome “amigo” das planilhas de propina da empreiteira referia-se ao ex-presidente Lula. Em nota o Instituto Lula informou que todas as doações recebidas, da Odebrecht e de outras empresas, foram feitas “com os devidos registros e nota fiscal”. Em resumo, Lula reconhece que recebeu “dentro da lei” contribuições da Odebrecht e Marcelo afirma de além dessas ajudas “legais” passou dinheiro vivo para Lula e o PT.  Não somos ingênuos ao ponto de acreditarmos que o maior oligopólio da construção pesada no país, não construiu seu império às custas de um envolvimento econômico estreito com o Estado burguês ao longo dos últimos cinquenta anos. Esta relação onde o Estado capitalista é o principal indutor da chamada iniciativa privada é marcada por corrupção endêmica, favorecendo financeiramente os gestores públicos e potenciado os lucros dos empresários. Este “fenômeno” sistêmico do modo de produção capitalista não é produto da “desonestidade” de certos dirigentes corruptos, é generalizado a todas as empresas privadas que negociam produtos ou serviços com o regime burguês. Portanto a conduta corrupta dos acionistas e executivos que controlam as grandes empreiteiras no país é exatamente a mesma de uma pequena empresa que fornece lápis ou cadernos escolares para uma prefeitura no interior do Brasil, a única diferença são as dimensões das cifras... que no caso específico da Lava Jato são gigantescas. Porém as grandes empreiteiras nacionais são as responsáveis pelo conjunto das obras da infraestrutura do país, além de participarem de empreendimentos em serviços e industriais em vários ramos da economia, em parceria com o governo federal. Por força de uma imposição legal os trustes internacionais não podem integrar licitações do setor público, a não ser em casos muito específicos, a existência desta “reserva de mercado” para as grandes empreiteiras brasileiras têm causado a fúria de apologistas do neoliberalismo, dentro e fora das fronteiras nacionais. A desestruturação do cartel das gigantes da construção pesada nacional como vem fazendo a Lava Jato abriria um mercado no Brasil de mais de 20 trilhões de Reais para oligopólios imperialistas do mesmo ramo. Não precisa ser muito esperto para concluir que os interesses em jogo na "espetaculosa" operação Lava Jato vão bem mais além do que o combate a corrupção estatal, posto que processos escandalosos como a privataria tucana ou mais recentemente a bilionária sonegação fiscal de grandes corporações sequer despertam interesse por parte dos paladinos da ética. Mas não se trata apenas de debilitar os “impérios” da infraestrutura do país, é necessário criminalizar os que defendem a manutenção do atual “modelo”, considerado “fechado e arcaico” por Moro, estamos falando é claro das lideranças do PT consideradas como os vilões da nação. É certo que os dirigentes petistas enveredaram por uma trilha de colaboração de classes com os grandes empreiteiros, que passaram a financiar o partido, porém esta “parceria” não é exclusividade do PT, mas porque será que somente a esquerda socialdemocrata está sendo criminalizada? Por acaso os tucanos não praticam há muito mais tempo o "esporte do pocker político" com a burguesia? A questão fulcral neste debate é a blindagem recebida pelo PSDB por parte do imperialismo, interessado na quebra das empreiteiras nacionais e de roldão na desmoralização política do PT que tem levado estas empresas a conquistar novos mercados no exterior. O fato da Lava Jato ter levado para a cadeia (mesmo que provisoriamente) figuras emblemáticas das classes dominantes, como Marcelo Odebrecht e este declarando que Lula era o “amigo” das empreiteiras nacionais e recebia dinheiro legal e ilegal de seus cofres visa chantagear ainda mais o PT e debilitar seus planos para a candidatura presidencial em 2018. Neste quadro, o PSTU e setores do PSOL (como Chico Alencar que foi indicado recentemente pré-candidato a presidente da república pelo partido) tendem a agir como linha auxiliar da direita “sonhando” que desta crise política com o PT e Lula tirem futuramente algum dividendo eleitoral. Esses cretinos de “esquerda” negam-se a compreender que estamos vendo uma ofensiva “moralizadora” contra Lula e o PT não porque eles fizeram negociatas que beneficiaram empresas e grupos capitalistas, “degenerando-se”. Pelo contrário, a classe dominante prepara justamente o descarte de seus “intermediários” da Frente Popular e de sua política de colaboração de classes para entronar no Planalto um governo de corte bem mais conservador, encabeçado por figuras nefastas como Moro ou Alckmin... como exige o imperialismo em função do andar da crise financeira internacional. Para o proletariado é necessário tirar as lições desta guerra de quadrilhas burguesas. Longe de apoiar a sanha reacionária contra seus serviçais petistas assim como  a prisão de Lula, o ativismo classista deve construir nos locais de trabalho e estudo a resistência operária e popular aos ataques neoliberais em curso por Temer, denunciando a covardia do PT e seus planos de capitalizar a crise do governo golpista nas eleições em 2018. A superação da Frente Popular passa necessariamente por construir uma alternativa revolucionária e classista que desde já denuncie abertamente a atual sanha reacionária orquestrada pela mídia murdochiana e a direita reacionária e não o contrário como vergonhosamente vem fazendo a “oposição de esquerda” desde o chamado Mensalão e repetem esta conduta na Lava Jato. A vanguarda classista deve abstrair todas as lições programáticas destes episódios e jamais empunhar a bandeira da “ética e moralidade pública” como faz o PSOL, PSTU, MAIS.... Como afirmou Lenin, o Estado burguês não pode ser “democratizado” ou tornar-se “público”, deve ser demolido pela ação violenta e revolucionária da classe operária. A corrupção não é um fenômeno episódico no regime capitalista, faz parte dos seus próprios mecanismos de acumulação privada de mais-valor. Somente a imposição de outra ditadura de classe, desta vez de caráter proletário, será capaz de iniciar a construção de uma nova sociedade e para alcançar esse objetivo estratégico é preciso edificar um partido operário revolucionário em nosso país, que supere o PT e não seja sua reedição piorada como o PSOL!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

COMPLETO FIASCO DA ÚLTIMA AGRESSÃO MILITAR A SÍRIA OBRIGA IMPERIALISMO IANQUE A RECUAR EM SUA OFENSIVA AUMENTANDO A DESMORALIZAÇÃO DE SUAS TROPAS EM TODO MUNDO


O covarde ataque imperialista de mísseis balísticos desferidos contra uma base militar em Homs na Síria na madrugada do último dia 07/04, resultou em um rotundo fiasco tanto do ponto de vista militar como político. A base aérea de Ash Sha'irat, nas cercanias da cidade de Homs, teve danos mínimos, apesar da chuva de tomahawak (cerca de 60) disparados de um destróier norte-americano ancorado no mar Mediterrâneo, covardemente posicionado bem distante do foco do ataque. Acontece que dos 60 mísseis que partiram do Mediterrâneo (possivelmente da ilha de Creta) menos da metade conseguiu chegar ao objetivo final em Homs. O resultado não poderia ser outro a não ser um completo fiasco bélico da investida imperialista, apenas meia dúzia de caças sírios foram destruídos, todos antigos Migs-32 (a versão mais moderna é a 35 recentemente adquirida pelas forças sírias da Rússia) que estavam aterrizados fora dos abrigos subterrâneos antiaéreos construídos especialmente para evitar danos em possíveis bombardeios. O experiente comando militar sírio não poderia repetir os graves erros cometidos pelo então governo do coronel Kadafi na Líbia, que teve sua frota aérea militar totalmente destruída em solo aberto após bombardeios aéreos operados pela OTAN. O próprio presidente Bashar Al Assad definiu o fracasso da agressão imperialista a seu país: "Os EUA falharam em tentar alcançar seus objetivos através da agressão, visando elevar a moral combativa dos agrupamentos terroristas por eles apoiados, após as vitórias do Exército sírio e do seu povo que provaram estarem dispostos a aniquilar o terrorismo em cada canto do território sírio". Mas nem mesmo os terroristas do EI conseguiram tirar algum proveito do sórdido ataque imperialista que solapou a vida de cerca de dez militares sírios, logo depois os falsos "rebeldes" foram severamente bombardeados por caças russos (e pasmem) com a colaboração da força aérea ianque, forçada a deter o avanço do Daesh sobre seus aliados curdos na região fronteiriça do Iraque. De um ângulo político a ação atabalhoada do governo Trump contra o povo sírio conseguiu colher um amplo repúdio internacional e até mesmo em seu próprio território, rachando inclusive sua frágil base de apoio parlamentar. Desmoralizada com o fiasco na Síria, agora a frota naval ianque segue para a península coreana para ameaçar o governo de Pyongyang, revelando assim o desnorteamento do Pentágono no atual tabuleiro geopolítico mundial. Trump sem uma estratégia internacional definida, pois sofre pressão das duas alas republicanas, começa a "brincar com fogo" no terreno de uma nova guerra mundial. Desgraçadamente a esquerda revisionista (PTS, LIT, grupo MAIS e Alan Woods) se perfilou mais uma vez com a ação imperialista contra uma nação oprimida, confirmando a tese da LBI de que estes agrupamentos oportunistas já abandonaram formalmente as lições básicas do Trotskismo e as tarefas postas pelo Programa de Transição da IV Internacional.

domingo, 9 de abril de 2017

MESMO APÓS O ESCÂNDALO DA MÁFIA CABRAL O PT CONTINUA NA BASE DE APOIO DO GOVERNO PEZÃO E AGORA NA PRESIDÊNCIA DA ALERJ COMANDARÁ A APROVAÇÃO DO PACOTE DO DESMONTE DO ESTADO FLUMINENSE


Parece inacreditável ou mesmo ficção, mas o PT fluminense continua firme na base de apoio político e parlamentar do governo da máfia Cabral & Pezão, mesmo após vir à tona todos os escândalos de corrupção e opulência da quadrilha peemedebista. Porém o para o PT não basta apenas integrar a "base aliada" do bandido Pezão, agora será a própria Frente Popular de colaboração de classes que comandará a aplicação do pacote do desmonte do estado, pela via da presidência da Assembleia Legislativa hoje ocupada pelo deputado petista André Ceciliano. O parlamentar petista não dissimula quando o assunto versa sobre a fidelidade do partido ao colega Picciani(do qual é vice) licenciado da presidência da AL para tratamento de um câncer: "Quem acompanha a Assembleia sabe que até o final do ano passado estávamos vivendo uma crise. E foi a figura, a liderança do presidente Picciani que acalmou. A gente precisa muito do presidente para votar o que o governo pensa em votar", afirmou cinicamente André ao portal G1 neste domingo. Mas o descaramento do novo presidente da AL/RJ não para por aí, André segue a estrita orientação política do PT para tentar manter Pezão no governo: "Não vou agilizar o impeachment, isso vai seguir o rumo normal aqui na Alerj. Tirar o governador Pezão não resolve o problema do Estado. O que resolve são recursos novos. Esse ano foram em torno de R$ 6 bilhões de bloqueio nas contas. Como o Governo pode se organizar, se toda hora tem bloqueio de R$ 70 milhões, R$ 80 milhões, R$ 120 milhões?" (site G1 09/04) .O PT fluminense se "derrama" de gratidão política em relação a Pezão e Jorge Picciani, afinal a dupla de picaretas apoiou a reeleição da presidenta Dilma em 2014 e mais recentemente o filho de Picciani, Leonardo deputado federal, votou contra o impeachment do governo petista impulsionado pela oposição de direita a Frente Popular, o "pequeno" detalhe é que Picciani Filho é o atual ministro dos esportes de Temer... Se não bastasse toda esta patifaria do PT ainda somos obrigados a ouvir os inflamados discursos do senador Lindberg Farias, candidato da "esquerda" do partido, exigindo o "Fora Temer" e ao mesmo tempo "Fica Pezão". Lindberg foi eleito senador pelo Rio de Janeiro em uma coligação do PT com toda a máfia unificada do PMDB:Cabral, Pezão, Paes, Eduardo Cunha e a família Picciani, e o atual presidente petista da ALERJ é um dos apoiadores mais próximos do pseudo esquerdista Farias, cuja trajetória política inclui desde o PCdoB passando pelo PSTU até "estacionar" no PT. A concorrente de Lindberg na disputa pela presidência nacional do PT, a também senadora Gleisi Hoffmann, quando foi ministra da Casa Civil do governo Dilma descarregou um criminoso ataque neoliberal contra os salários dos servidores federais, além de patrocinar um plano de privatizações de empresas estatais. Entretanto o "casal 20" das prévias petistas afirma que não há grandes divergências programáticas entre ambos e que juntos estão irmanados no "Fora Temer e volta Lula em 2018". Enquanto o circo eleitoral não chega os trabalhadores e a população pobre do Rio de Janeiro assiste atônita os crimes da PM carioca contra crianças e o descarte dos serviços públicos sucateados, além é claro do calote salarial contra o funcionalismo estadual. Mas para o PT fluminense o importante é garantir a governabilidade de Pezão a todo custo, ou melhor ao custo da vida da população pobre e negra do Rio de Janeiro. Para o petista presidente da ALERJ, André Ceciliano, as denúncias de corrupção contra sua chapa eleitoral e de seu "camarada" Lindberg Farias (PMDB e PT) não passam de calúnias: "Acho que ninguém está livre disso. Tem boato para todo tipo, todo mundo fazendo delação. A mim não espantaria se chegasse na Alerj porque é uma casa política. Mas o que a gente quer é que seja esclarecido. Senão fica denuncismo"(idem). Fica a indagação para os oportunistas da "esquerda"petista(DS,OT etc..) que apoia Lindberg Farias na "briga" pela presidência do partido: Vão ter coragem de defender o "Fica Pezão"?...

sexta-feira, 7 de abril de 2017

DIANTE DO COVARDE ATAQUE DOS CARNICEIROS IMPERIALISTAS A SÍRIA: OS MARXISTAS REVOLUCIONÁRIOS CERRAM FILEIRA MILITAR COM O GOVERNO ASSAD E AS FORÇAS DA RÚSSIA PARA DERROTAR O PENTÁGONO E SEUS "FILHOTES" TERRORISTAS DO DAESH!


Na noite desta quinta-feira (06/04) o Pentágono desencadeou um maciço bombardeio a base militar Ash Sha'irat, a leste da cidade Homs, na Síria. Os mísseis balísticos, cerca de sessenta, foram disparados desde um porta-aviões ianque estacionado no mar Mediterrâneo com objetivo de enfraquecer a força aérea do regime nacionalista de Bashar Assad. Até o momento há relatos de poucos militares sírios mortos em razão da covarde agressão imperialista, porém houve a destruição de importantes equipamentos bélicos que estavam sediados na base militar. O bombardeio foi autorizado pelo presidente Trump, que cedeu a uma forte pressão de comandantes do Pentágono (os chamados falcões) na exigência de uma resposta rápida a suposta utilização de armas químicas pelo governo Assad. Como já havíamos denunciado no Blog da LBI, tratava-se uma crônica teatral anunciada para justificar um sórdido ataque imperialista contra uma nação oprimida, no exato momento em que os ratos terroristas do ISIS, financiados pelo Estado sionista e o próprio EUA, colhem as maiores derrotas militares em território sírio. Não por uma coincidência é o fato dos terroristas do Daesh terem atacado uma das posições defensivas da estrada Homs-Palmira simultaneamente com o raide dos EUA contra a base de Ash Sha'irat. Também o genocida Benjamin "Bibi" Netanyahu saudou imediatamente a ação imperialista, oferecendo a Trump as tropas israelenses para promover uma invasão por terra a Síria. A decisão de Trump em atacar uma nação soberana sequer foi chancelada pelo Congresso norte-americano ou mesmo pelo Conselho de Segurança da ONU, um gravíssimo ato militar ianque assumido na calada da noite e que poderá ter repercussões políticas na arena mundial da luta de classes. O governo russo embora tenha sido avisado previamente do ataque, esboçou disposição em retaliar a ofensiva imperialista primeiro no campo diplomático, mas caso a intenção do Pentágono seja a de dar continuidade a ação militar, Putin já alertou que a Rússia não permanecerá inerte a provocação da Casa Branca. O governo Turco, peça central na deflagração de uma possível guerra regional (ou mundial?) entre Síria e Israel/EUA, ainda não tomou uma posição sobre o conflito. O Bombardeio ianque tem como primeiro objetivo fortalecer os "rebeldes" terroristas da posição ao regime Assad, como afirmou o governador da província de Homs, Talal Bazari : "A base atacada pelos EUA desempenhava o principal papel no combate à organização terrorista Daesh na região." Os Marxistas Revolucionários são os primeiros na trincheira militar para combater as bárbaras agressões imperialistas contra povos e nações em todo planeta. Vimos como os chacais ianques agiram no Iraque, Iugoslávia e Líbia, a profunda destruição nacional é a marca registrada do imperialismo. Como Trotskistas não nos acovardamos diante da mídia "murdochiana" internacional que tenta configurar Assad como um "monstro assassino de criancinhas indefesas", repetimos vigorosamente: Não somos midiotas à serviço da contrarrevolução neoliberal imperialista! Convocamos o movimento operário mundial e seus aliados históricos a cerrar fileira militar com o regime nacionalista burguês sírio, mantendo sua independência de classe e estratégia, para a derrota cabal de mais esta investida brutal do imperialismo ianque contra uma nação soberana e seu povo!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 320, MARÇO/2017



EDITORIAL
Eleições 2018: Com Lula ou Frente de Esquerda (PSOL/MAIS) a burguesia prepara uma armadilha para derrotar a resistência revolucionária das massas

DE 31 DE MARÇO A 28 DE ABRIL
Um mês de trégua das burocracias sindicais para Temer sancionar a terceirização total e o parlamento aprovar a Reforma Trabalhista 

RETROCESSO NO 31M
Com pequenos atos domesticados de protesto Frente Popular busca apenas desgastar eleitoralmente o Governo Temer

BUROCRACIAS SINDICAIS MARCAM PARA 28 DE ABRIL
Greve Geral ou feriadão prolongado?

FIASCO DO 26M
Ciclo político em forte baixa da direita é reflexo do esgotamento precoce do golpe e da "ressurreição" do PT e de Lula

PARLAMENTO APROVA A TERCEIRIZAÇÃO TOTAL SEM RESISTÊNCIA NAS RUAS
Os efeitos nefastos da política de “Lula 2018” unida a paralisia da CUT preservam o golpista Temer e seus duros ataques neoliberais

UM PRIMEIRO BALANÇO DO 15M
Forte disposição de luta das bases esbarram na política de conciliação de classes das direções frente populistas de olho nas eleições de 2018

MILITÂNCIA DA LBI INTERVÉM NACIONALMENTE NO 15M
Em defesa de uma política revolucionária e da construção do Partido Leninista em oposição ao reformismo e ao revisionismo trotskista

“LULA LÁ”?
Frente Popular transforma 15M em ato de lançamento da candidatura do PT patrocinando a ilusão de que vai fazer a “economia capitalista voltar a crescer”

15M - PARALISAR AS CATEGORIAS EM LUTA RUMO À GREVE GERAL CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Nenhuma ilusão na falsa unidade celebrada pela burocracia sindical limitada a pressionar o parlamento! Superar a política em defesa do “Fora Temer” para catapultar Lula e o PSOL nas eleições de 2018!

GREVE DOS PROFESSORES DE FORTALEZA COMPLETA UMA SEMANA
Roberto Cláudio (PDT) impõe arrocho salarial e ataque a previdência dos servidores... É o representante da oligarquia gomes, que o PT apresenta como aliada, copiando o golpista Temer!

BALANÇO DO 8 DE MARÇO
Para o MAIS/PSOL a “unidade na luta” é a unificação com o feminismo burguês do PT que sustenta o regime golpista nos movimentos sociais

DIAS 8 E 15 DE MARÇO
Preparar a Greve Geral desde as bases para derrotar a quadrilha de Temer e suas reformas neoliberais! 

DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRABALHADORA
Fazer do 8 de março um marco na luta contra a destruição da previdência pelo governo golpista de Temer e da denúncia da política de paralisia da CUT e do PT!

PSOL SIMULA CANDIDATURA PRESIDENCIAL DE CHICO ALENCAR EM REGABOFE COM TEMER! 
Sua tarefa: Tirar votos de Lula e abrir caminho para a direita na disputa eleitoral de 2018

CHICO E KARNAL TENTAM SE ESQUIVAR DOS CONVESCOTES COM DESCULPAS ESFARRAPADAS 
Para os Pilantroskos do MAIS Alencar “se engrandeceu”

“LAVA JATO DA CARNE” ATACA OS FRIGORÍFICOS NACIONAIS
A verdadeira “carne podre” é o modo de produção capitalista que arrasta a humanidade para a morte! Estatização sob o controle dos trabalhadores!

OPERAÇÃO “CARNE FRACA”...
E povo brasileiro vivendo em “carne e osso” no capitalismo

ESCÂNDALOS ENVOLVENDO GANG DO PMDB E AÉCIO NEVES GANHAM ESPAÇO NA MÍDIA GOLPISTA
Ala da burguesia embarca a seu modo no “Fora Temer” e escolhe o “kaiser” Alckmin para derrotar Lula em 2018... o fascista da “Opus Dei” se alça como candidato preferencial a Neobonaparte, tomando o lugar do Juiz Moro

O NADA “BOBO DA CORTE” CAPITALISTA
Marcelo irrigou com milhões os partidos da ordem burguesa, do PSOL ao PSDB todos “mamaram” nas tetas da Odebrecht...
                
O CASO DO “GOLEIRO BRUNO” VOLTA A CENA ÀS VÉSPERAS DO CARNAVAL
Mais um distracionismo midiático em meio as denúncias contra o governo golpista de Temer e a gang do PMDB

EDUARDO GUIMARÃES, DO BLOG DA CIDADANIA, FOI SEQUESTRADO PELO FASCISTA JUIZ MORO
Nosso veemente repúdio ao regime de exceção patrocinado pela famigerada operação Lava Jato não impede de alertar que o blogueiro foi vítima de sua própria política em defesa da criminalização dos movimentos sociais!

MORREU UM DOS NOSSOS
Camarada Jesu Junior, presente na luta pelo Socialismo, Sempre!

HÁ 53 ANOS DO GOLPE MILITAR
Tirar as lições da derrota histórica de 1964 para resistir à escalada fascista nos dias atuais sem patrocinar ilusões na democracia burguesa e na Frente Popular

HÁ QUATRO ANOS DA MORTE DO COMANDANTE ANTI-IMPERIALISTA HUGO CHAVEZ
Presente!

Há 146 ANOS O PRIMEIRO GOVERNO OPERÁRIO DA HISTÓRIA ERA ESMAGADO PELA VIOLENTA REAÇÃO BURGUESA
A Comuna de Paris e suas lições programáticas para o combate dos Marxistas Revolucionários

24 DE MARÇO DE 1999 – OTAN ATACA A IUGOSLÁVIA SOB O PRETEXTO DE “LIBERTAR KOSOVO”...
Revisionistas do trotskismo aplaudem agressão imperialista

20 DE MARÇO DE 2003 – IMPERIALISMO IANQUE INVADE O IRAQUE
Internacionalistas Proletários da LBI defenderam a vitória militar da nação oprimida e a frente única com Sadan Hussein para derrotar as tropas neocolonialistas!

04 DE MARÇO DE 1919 – FUNDADA A III INTERNACIONAL
Do internacionalismo prolétario de Lenin e Trotsky ao “ultra-esquerdismo” de Stalin que pavimentou a ascensão do nazismo... depois sepultada pela política de colaboração de classes das Frentes Populares

1º DE MARÇO DE 1921
Os Bolcheviques esmagam a revolta contrarrevolucionária de Kronstadt para defender a ditadura do proletariado

MARX
O maior revolucionário da história da humanidade

O IDIOTA ÚTIL
Burguesia ianque empossou Trump e já prepara um golpe de estado para impor um recrudescimento ao regime republicano (Parte – III)

O FBI AMEAÇA PRENDER O PRÓPRIO PRESIDENTE DOS EUA
O Golpe de Estado contra o "palhaço reacionário" Trump avança a conta gotas...

quarta-feira, 5 de abril de 2017

ATAQUES TERRORISTAS E “MANIFESTAÇÕES CONTRA A CORRUPÇÃO” NA RÚSSIA: UMA ALA DO IMPERIALISMO IANQUE E O EI ATUAM CONJUNTAMENTE PARA 
DESESTABILIZAR O GOVERNO PUTIN

O ataque terrorista ao Metrô em São Petersburgo que matou 14 pessoas e deixou mais de 50 feridos foi reivindicado pelo Estado Islâmico (EI) e seus similares (Frente Al Nursa) no interior da Rússia e das antigas repúblicas soviéticas com minorias islâmicas como o Quirguistão. Por sua vez as recentes “manifestações contra a corrupção” ocorridas duas semanas antes do atentado e organizadas por Alexei Navalny, um político de direita que pretende disputar a presidência da Rússia em 2018, demonstram um ação conjunto de uma ala do imperialismo ianque e do EI para desestabilizar o governo Putin. Para fechar esse cenário sinistro está o ataque com gás tóxico na Síria que matou 60 pessoas, com a imprensa pró-imperialista acusando Assad e Putin como responsáveis pelo massacre. Não por acaso, a UE criticou o Kremlin por reprimir as manifestações no final de março: “As operações policiais na Federação Russa, que tentaram dispersar manifestações e prenderam centenas de cidadãos, incluindo o líder da oposição Alexey Navalny, impediram-nos de exercer as suas liberdades fundamentais, incluindo liberdade de expressão, de associação e de reunião pacífica, que estão consagradas na Constituição russa” (DN 27.03), disse um porta-voz da UE em comunicado e concluiu “Instamos as autoridades russas a respeitarem plenamente os compromissos internacionais (...) a respeitar estes direitos e a libertar sem demora os manifestantes pacíficos que foram detidos” (idem). Essa movimentação que tem a víbora Clinton por trás é parte do processo de desgastar Putin e por tabela atacar Trump, apresentado como aliado do presidente russo. Tanto que no sentido inverso Trump ligou para Putin para demonstrar solidariedade com o líder russo. Em comunicado a Casa Branca declarou “total apoio do governo norte-americano para levar adiante a justiça aos responsáveis do ataque no Metrô de San Petersburgo... Tanto o presidente Trump como o presidente Putin coincidiram que o terrorismo deve ser eliminado de maneira decisiva e rápida” (RT, 04.4). Desde 2011 o imperialismo ianque sob o comando dos Democratas vem fomentando essa tática de desestabilização. Os Clinton sempre apoiaram publicamente as manifestações em Moscou promovidas pela oposição “democrática” pró-imperialista fomentada por milhões de dólares recebidos da Casa Branca para ampliar sua bancada parlamentar e se credenciar como alternativa eleitoral para as eleições presidenciais de 2018. Desta forma uma ala do imperialismo recorre ao mesmo script que vem usando no Oriente Médio para fomentar a desestabilização dos regimes nacionalistas burgueses que tem fricções com as potências capitalistas ocidentais, tudo em nome da defesa “democracia” ocidental e dos “direitos humanos” mas que vem abrindo espaço para grupos terroristas como o EI. Está claro que essa ofensiva política contra Putin está voltada a neutralizar seu governo diante da investida da Casa Branca contra o Irã e a Síria. Ao pressionar Putin, via uma oposição interna, os Clinton e seus aliados dentro do Partido Republicano desejam que a Rússia recue em seu apoio militar a esses dois países, medida fundamental para que o imperialismo possa impor seus interesses na região. A Rússia tem uma base militar na Síria, porta-aviões estacionados na costa do país além de ser parceira estratégica do programa nuclear iraniano. Ademais, se opõe parcialmente a criação do sistema de defesa antimíssil para Europa controlado pela OTAN, voltado justamente para neutralizar qualquer reação militar russa a uma possível agressão imperialista. De barbas de molho, Putin acusou os manifestantes ligados a grupos de direita de agirem “de acordo com um cenário bem conhecido e com seus próprios interesses políticos mercenários” arrematando que “É inaceitável que dinheiro estrangeiro esteja sendo injetado no processo eleitoral russo”. Por fim ele afirmou: “Precisamos pensar em formas de defender nossa soberania da interferência vinda do exterior”. Está colocado para o proletariado mundial e, particularmente, para os trabalhadores das ex-repúblicas soviéticas rechaçarem as provocações imperialistas e os ataques terroristas contra a Rússia. Apesar de não depositarmos qualquer confiança no governo burguês do ex-burocrata Putin-Medvedev, cuja conduta está voltada a defender os interesses da nascente burguesia russa, as fricções com o imperialismo ianque e europeu objetivamente representam um obstáculo à expansão guerreirista da OTAN na região. Nesse sentido, os revolucionários devem denunciar as manifestações dos grupos pró-imperialistas e seu caráter contrarrevolucionário, voltado a fazer na Rússia uma “transição democrática” conservadora aos moldes da que vem sendo operada no Oriente Médio. Opomos-nos pelo vértice à política dos grupos revisionistas como a LIT, que depois de saudarem a farsesca “revolução árabe” agora apoiam as manifestações da direita russa assim como festejaram as “revoluções das cores” na Ucrânia, Geórgia, Quirguistão.  Tais “revoluções” nada mais eram que a segunda etapa da restauração capitalista em curso nas antigas repúblicas soviéticas, hoje convertidas a países capitalistas atrasados semicoloniais, quando o imperialismo ianque e europeu impuseram títeres nos governos que ainda estavam sob a influência do Kremlin e mantinham relações políticas e econômicas privilegiadas com a Rússia.  Não nutrimos a menor simpatia política pelos bandos mafiosos restauracionistas que se instalaram no poder na Rússia desde agosto de 1991 e mesmo pela dupla Putin-Medvedev responsáveis por reverter o processo de entregas das estatais russas . Porém, não apoiamos qualquer “movimento” de fachada democrática patrocinado pelo Departamento de Estado ianque que tenha como objetivo preparar as condições para defenestrar Putin pelas mãos de uma ofensiva imperialista para impor um nome ainda mais alinhado com a Casa Branca, como Alexei Navalny. A derrota de todos os bandos restauracionistas e dos fantoches do imperialismo se dará por meio de uma nova revolução social que faça da construção de uma nova Rússia soviética uma realidade política concreta! O proletariado deve empunhar um programa revolucionário para assumir o controle dos recursos energéticos da região, impor a expulsão dos abutres multinacionais e a expropriação do conjunto das burguesias restauracionistas para que as massas ucranianas, georgianas, ossetas e russas possam conduzir vitoriosamente a luta estratégica por uma Federação de Repúblicas Socialistas e soviéticas livres, fundadas por novas Revoluções Bolcheviques.
COMUNICADO DO EXÉRCITO DA SÍRIA: A RESPONSABILIDADE PELO ATAQUE QUÍMICO É DOS TERRORISTAS

A agência oficial de notícias da Síria (SANA) divulgou nesta terça-feira (04.04) um comunicado do comando das Forças Armadas Sírias rejeitando com vigor as acusações de uso de armas químicas na província de Idlib e atribuiu a responsabilidade pela ação criminosa aos militantes terroristas e seus financiadores. O documento reproduzido abaixo pelo BLOG da LBI afirma que os verdadeiros responsáveis pelo ataque químico são os terroristas patrocinados pelas potências imperialistas, a OTAN e das petromonarquias árabes. 


"O comando do Exército e as Forças Armadas Sírias negam, de forma categórica, o uso de armas químicas na cidade de Khan Shaykhun, no subúrbio de Idlib. Não houve 'ataque' químico, mas sim explosão química. A Força Aérea da Síria destruiu um armazém na província de Idlib, onde o depósito de munição contendo armas químicas estava sendo produzido por militantes terroristas antes de ser entregue ao Iraque. O ataque, que foi lançada no meio-dia de terça-feira, visou um importante depósito de munição rebelde a leste da cidade de Khan Sheikhoun. O armazém foi usado para produzir e armazenar conchas contendo gás tóxico. Os escudos foram entregues a grupos terroristas no Iraque e repetidamente usados. As mesmas munições químicas foram usadas por militantes terroristas em Aleppo, onde especialistas militares tomaram amostras no final de 2016. Os civis de Khan Sheikhoun, que recentemente sofreram um ataque químico, exibiram sintomas idênticos aos das vítimas de ataque químico de Aleppo. O comando do exército nega categoricamente usar qualquer substância química ou tóxica em Khan Shaykhun. Nosso exército nunca os usou (armas químicas), a qualquer hora, em qualquer lugar, e não o fará no futuro. A República Árabe Síria ressalta que essas alegações fabricadas não o impedirão de continuar sua guerra contra terroristas, bem como seus apoiadores e patrocinadores na Arábia Saudita, Turquia, Catar e alguns dos países da UE" 
URBANITÁRIOS - CEARÁ: MAIS UMA VEZ, A DIREÇÃO DO SINDIÁGUA TRAIU A CATEGORIA E RASGOU O ACORDO COLETIVO, CUMPRINDO AS ORDENS DA DIRETORIA DA CAGECE 


O que ocorreu na assembleia do Sindiágua do dia 23 de março não deixa a menor dúvida do real papel da direção do sindicato, cuja maioria dos membros agem como verdadeiros agentes e colaboradores dos governos Temer, Camilo Santana e da diretoria da Cagece. No boletim informativo divulgado no dia 20/03, num texto com o título “Assembleia Geral vai discutir proposta de pagamento da PR apresentada pela Cagece”, a direção do sindicato, cada vez mais personificada na figura do presidente da entidade, afirmou que “a decisão é do coletivo e não da direção do Sindiágua”. Todavia, na assembleia a direção do sindicato fez tudo ao contrário do que foi dito. Logo no início, o presidente do Sindiágua, Jadson Sarto, nem se quer colocou a proposta em discussão, foi direto para votação, para a alegria dos apressados superintendentes e gerentes que lotaram a sede do sindicato exclusivamente para cumprirem a ordem da diretoria da Cagece de aprovarem a todo custo a proposta da empresa de pagar a participação nos resultados (PR) em duas parcelas, uma em março e outra somente em junho. Foi necessária a decisiva intervenção de nossos companheiros da oposição Unidade na Luta para que a proposta fosse minimamente discutida e para derrubar por terra a farsa da direção do Sindiágua de que era imparcial nessa questão. Numa ação rápida para interromper a manobra do presidente do sindicato de votar a proposta sem discussão, o companheiro Sávio Capistrano pegou o microfone para fazer uma questão de esclarecimento e aproveitou o tempo para defender a não aprovação da proposta. Em sua fala, Sávio classificou a proposta da Cagece como inadmissível por romper o Acordo Coletivo de Trabalho, que fixava o pagamento integral da PR até 30 de março.  Ao criticar a recusa da empresa em cumprir o acordo, uma vez que os recursos para o pagamento já estavam previstos no orçamento da Companhia, citou a facilidade com que a Cagece pagou 10 milhões à construtora Marquise, em outubro de 2016 e denunciou outro pagamento de mais de 3 milhões de reais para o SAAE de Sobral, em 29 de dezembro do ano passado, pagamento esse que teria sido liberado mediante uma simples ligação do prefeito de Sobral, Ivo Gomes, para o presidente da Cagece. Na assembleia ninguém contestou essa informação. Conforme apuramos posteriormente o SAAE de Sobral realmente recebeu dinheiro da Cagece no dia 29 de dezembro, mas o valor foi um pouco menor, cerca de 2,5 milhões.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

OEA E MERCOSUL AMEAÇAM GOVERNO MADURO... CST, PSTU E JEAN WILLYS (PSOL) DENUNCIAM “GOLPE” DO CHAVISMO DE MÃOS DADAS COM O IMPERIALISMO IANQUE: CONTRA A DIREITA FASCISTA E A ESQUERDA SOCIAL-DEMOCRATA A RESPOSTA REVOLUCIONÁRIA DEVE SER A DISSOLUÇÃO DO PARLAMENTO BURGUÊS REACIONÁRIO E A FORMAÇÃO DE CONSELHOS OPERÁRIOS PARA CONSTRUIR UMA VERDADEIRA REPÚBLICA SOCIALISTA NA VENEZUELA!


Após o Mercosul e a Organização dos Estados Americanos (OEA) declararem que a Venezuela caminha para uma ditadura, Nicolás Maduro denunciou a interferência do imperialismo e de seus aliados no continente contra seu governo. A crise evoluiu quando na quarta-feira (29), o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) ameaçou assumir a competências do Legislativo e retirar a imunidade de seus deputados, decisões que dias após a corte recuou em mais uma capitulação do chavismo visando um acordo entre as frações burguesas.  A OEA, um verdadeiro ministério das colônias como denunciou Fidel Castro, se prepara para esta segunda-feira (3) uma reunião de emergência sobre a Venezuela. Os 13 países devem declarar uma “violação da ordem constitucional” visando impor sanções ao país e gerar mais instabilidade política visando o fortalecimento da oposição pró-imperialista comandada pelo MUD. Diante desse quadro de ofensiva da direita reacionária, a tarefa prioritária da classe operária venezuelana nesta conjuntura de gestação da guerra civil e da intervenção externa passa necessariamente pela construção do seu próprio poder estatal (com todas suas instituições embrionárias) para derrotar tanto a direita golpista como a iminente capitulação do Chavismo frente à reação. O quadro social, político e econômico reflete a investida do imperialismo e da direita golpista contra o governo Maduro. Frente a esta situação defendemos a unidade de ação com o “chavismo” para derrotar a reação burguesa pró-imperialista, forjando uma alternativa de direção revolucionária para os trabalhadores! Por esta razão reafirmamos que é preciso derrotar com os métodos de luta da classe operária a direita golpista sem capitular ao “chavismo” e seu projeto nacionalista burguês!  Os Marxistas Revolucionários não nutrem ilusões na capacidade revolucionária do Chavismo ultrapassar suas limitações históricas de um movimento radicalizado da burguesia nacionalista, combatemos na mesma trincheira antiimperialista porém somos conscientes de sua incapacidade programática de romper seus vínculos materiais com o capitalismo. Devemos acompanhar a própria experiência das massas e da vanguarda classista com o Chavismo, sem a cooptação das benesses estatais do regime e apontando sempre o caminho do enfrentamento revolucionário com a burguesia nativa e subordinada aos interesses do “grande Amo do Norte”. As bravatas em torno da incorporação das funções legislativas da reacionária Assembleia Nacional por parte do TSJ (que logo recuou) não passaram de uma barganha com a direita golpista, ligada diretamente a Casa Branca. O Chavismo como uma expressão radicalizada do nacionalismo burguês, historicamente é incapaz de levar adiante a tarefa de construção dos conselhos operários de poder, os Soviets. A demagogia Chavista da formação dos conselhos populares e do armamento da população para enfrentar a ofensiva imperialista se mostrou como mais uma falácia da burguesia “bolivariana”, agora diante do aprofundamento da crise social Maduro se apoia exclusivamente nos militares “fiéis”. Porém a história mundial da luta de classes já demonstrou que a “traição” é o principal motor dos golpes de Estado patrocinados pelo “Tio Sam”. O fundamental é que o proletariado venezuelano possa construir sua própria independência de classe, erguendo no curso da luta política uma verdadeira república socialista na Venezuela construída a partir de conselhos operários forjados na luta contra a direita e o imperialismo! Para os trabalhadores venezuelanos e latino-americanos, que acompanham o desenrolar dos últimos acontecimentos e buscam intervir de forma independente na crise venezuelana fica claro que é preciso preparar uma alternativa política dos explorados tanto ao chavismo decadente como à direita reacionária. Devemos chamar pela derrota da direita golpista com manifestações populares que expressem os métodos de luta e as reivindicações imediatas e históricas dos trabalhadores em unidade de ação com Maduro (exigindo aumento geral do salário, reforma agrária, estatização das empresas e bancos, monopólio do comércio exterior, armamento popular), porém sem prestar nenhum apoio político ao PSUV e ao chavismo. Cabe aos trabalhadores participarem e encabeçarem as manifestações convocadas pelo chavismo não para prestar apoio político ao seu governo nacionalista burguês, mas para defenderem com um próprio programa e independente suas conquistas operárias, a fim de forjar entre a vanguarda um partido comunista proletário cuja estratégia seja a conquista do poder político pelos explorados para construir uma verdadeira república socialista na Venezuela! Por fim, é vergonhoso que correntes do PSOL como a CST e parlamentares como Jean Willys somem-se ao imperialismo denunciando um suposto “golpe” na Venezuela porque a TSJ ameaçou incorporar as funções legislativas, suspendendo temporariamente a Assembleia Nacional pela Suprema Corte. No artigo “Golpe na Venezuela” o parlamentar do PSOL afirmou: “O autoritarismo do governo de Maduro, cuja administração mergulhou o país numa crise econômica, social e política gravíssima (e eu tenho me manifestado muitas vezes nos últimos anos sobre o que acontece na Venezuela!), deve ser repudiado. E este auto-golpe do chavismo é tão grave como foi o golpe no Brasil, ou como qualquer outro. Democracia, sempre” (Brasil 247, 31.03). Segundo a CST “Nos últimos dois dias, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) aplicou mais um golpe à democracia, aprofundando a restrição às liberdades democráticas que o governo de Nicolás Maduro vem realizando, protegido pelo TSJ, ele próprio controlado pelo governo de Maduro. Com estas decisões da Suprema Corte, o governo, de fato, dissolveu a Assembleia Nacional, na medida em que formaliza a eliminação dos seus poderes constitucionais e retira a imunidade dos parlamentares, deixando-os sem jurisdição adequada e à mercê das decisões arbitrárias do governo e do TSJ.O PSL repudia categoricamente todas essas ações que mostram que o governo de Maduro torna-se um regime semi-ditatorial. Um governo autoritário sustentado pelo apoio das forças armadas, agências de segurança e amplos setores empresariais, os banqueiros, as transnacionais petrolíferas e a burocracia sindical” (Site CST, 31.03) . Por sua vez, Eduardo Almeida (PSTU) declara que “Na Venezuela, Maduro deu um autogolpe, fechando a Assembleia Legislativa, e passando seus poderes para o Tribunal Constitucional em que tem maioria”. Na verdade esses “amantes da democracia” burguesa desejam que Maduro recue ainda mais cedendo o governo para o MUD pela via eleitoral! Cabe aos revolucionários justamente uma posição contrária dessa esquerda domesticada: Superar os limites do chavismo, defendendo a dissolução do parlamento burguês reacionário e a formação de conselhos operários para construir uma verdadeira república socialista na Venezuela, sobre o cadáver das instituições burguesas tendo como estratégia a vitória da Revolução Socialista e da Ditadura do Proletariado!

sábado, 1 de abril de 2017

SENADO INCENDIADO NO PARAGUAY: EM MEIO A DISPUTA ENTRE ALAS DA OLIGARQUIA REACIONÁRIA, FERNANDO LUGO E A FRENTE GUASÚ ALIAM-SE AO PARTIDO COLORADO DO PRESIDENTE NARCOTRAFICANTE HORÁCIO CARTES PARA SE CREDENCIAR COMO MAIS UMA ALTERNATIVA DA BURGUESIA PARA AS ELEIÇÕES DE ABRIL/2018


As cenas de incêndio do prédio do Senado, com o exército nas ruas e os confrontos entre adversários políticos são produto da disputa inter-burguesa entre o Partido Colorado e o Liberal em torno da emenda da reeleição. Horácio Cortes, o atual presidente, aprovou as pressas no parlamento a emenda da reeleição com o apoio da Frente Guasú de Fernando Lugo e dissidentes do Partido Liberal que aliaram-se a Lugo. No total, 25 dos 45 senadores votaram a favor da emenda que institui a reeleição via uma consulta popular imediata. A emenda deverá ser ratificada neste sábado pela Câmara dos Deputados, também controlada pelos governistas. A emenda foi apoiada pelo ex-presidente Fernando Lugo, mas o restante da oposição burguesa denunciou a medida como um “golpe parlamentar” afirmando que “É um projeto ditatorial de Horacio Cartes com a cumplicidade de Fernando Lugo, coautor deste projeto autoritário”, declarou o senador opositor Carlos Amarilla. Como se observa, a aprovação da emenda de forma relâmpago só foi possível com o apoio da Frente Guasú, a Frente Popular paraguaia que depois de sofrer o impeachment também relâmpago em 2012 almeja voltar ao governo pela via das urnas e para alcançar seu objetivo aliou-se a Cartes, já que a emenda da reeleição facilita a candidatura de Lugo. Horacio Cartes, do Partido Colorado, é dono de 26 empresas, a maioria delas do setor de tabaco, acusado de ligação com o narcotráfico e lavagem de dinheiro, tendo sido investigado por contrabando de cigarros. Sua eleição em 2013, seis meses após o golpe parlamentar, foi apoiada pela Casa Branca. O fato de Lugo aliar-se a um das alas da oligarquia reacionária contra outra por um cálculo eleitoral, avaliando que vai capitalizar o desgaste do atual presidente, demonstra a canalha política de colaboração de classes da Frente Popular, coerente com sua orientação de se credenciar a todo custo novamente como uma alternativa burguesa para estabilizar o regime político em crise. Lembremos que o governo de Lugo foi eleito sob a base de uma composição (Aliança Patriótica) com o tradicional Partido Liberal, um dos braços políticos da oligarquia fundiária e vinha sofrendo um forte esgarçamento social antes do golpe de 2012. Os trágicos acontecimentos ocorridos em Curuguaty, a duzentos quilômetros da fronteira com o Brasil, serviram como estopim para os sojeros alertarem a burguesia em seu conjunto para a incapacidade do governo Lugo conter o movimento dos camponeses sem-terra, carperos. Sob a acusação de conivência com os carperos e até com Exército do Povo Paraguaio (EPP) a Câmara dos Deputados aprovou por 73 votos a favor e apenas um contra a abertura de um processo sumário de impeachment, logo aprovado no Senado. Neste caso, a burguesia executou um golpe de estado pela via parlamentar e constitucional, com o apoio velado dos militares. Na época, orientado pelos governos da centro-esquerda burguesa sob o comando de Dilma, Lugo aceitou imediatamente a imposição do golpe porque tanto a burguesia paraguaia como os membros da Unasul tinham uma preocupação comum: impedir a entrada em cena do movimento de massas e de sua vanguarda classista que poderiam iniciar a resistência, avançando para a expropriação das terras e questionando o próprio poder burguês e suas instituições apodrecidas, como o parlamento corrupto. Agora Lugo usa o mesmo parlamento burguês que o golpeou para apoiar uma manobra a favor de uma das alas da oligarquia contra outra, buscando assim se apresentar como uma “terceira via” burguesa confiável. A classe operária e a juventude que odeia todas as variantes oligarcas, deve mobilizar-se contra o conjunto do regime político corrupto e reacionário sem depositar qualquer ilusão em Lugo e sua Frente Guasú. Precisa se colocar em luta contra a ação repressora das FFAA e deve construir uma alternativa própria de poder dos trabalhadores convocando uma greve geral política contra as manobras das oligarquias e a política vergonhosa da Frente Popular!