segunda-feira, 7 de setembro de 2026

ABAIXO A FARSA DA “INDEPENDÊNCIA NACIONAL”: O BRASIL É UMA “COLÔNIA” DO IMPERIALISMO FINANCEIRO GLOBAL!

Em meio a uma grave crise política que sacode a decadente república burguesa no Brasil, com os escândalos de corrupção abarcando os altos escalões dos chamados “três poderes” nacionais, todas as instituições do Estado e a mídia burguesa são colocadas em ação para iludir os trabalhadores com sensíveis apelos patrióticos neste 07 de Setembro, querendo desviar a atenção da crise política que assola o governo Lula, o STF e o parlamento, apresentando essa data, sem importância histórica real para a classe operária e o conjunto dos explorados, como marco significativo da história do país. Na verdade, todo esse engodo serve para incrementar a submissão do Brasil ao Imperialismo Financeiro Global porque visa aprofundar ditames institucionais e políticos neofascistas ao regime político burguês para que nosso país siga na aviltante condição de semi colônia controlada pela Governança Global do Capital Financeiro!

Apesar de todo esse esforço, a imensa maioria da população, que sofre diretamente a opressão do capital financeiro internacional através do seu gerente de plantão, o governo Lula, não tem motivos para comemorações, pois de modo algum a independência política diante de Portugal fez com que o Brasil deixasse de ser uma colônia hoje sob o tacão da Governança Global do Capital Financeiro.


Para o Clube de Bilderberg, ou sua face pública o Fórum de Davos, pouco importa a coloração “ideológica” dos gerentes nacionais, a única questão que tem validade para os rentistas financeiros que controlam o planeta é a acumulação do seu capital. A fusão contínua de corporações imperialistas transnacionais e a concentração de capitais somente em um mega fundo financeiro global e apátrida está na gênese do “Imperialismo Global”, ou mais precisamente, do conceito de Governança Global do Capital Financeiro para os Marxistas Revolucionários!


Após a separação do Estado colonialista português, a sociedade brasileira manteve intacta a estrutura econômica que caracterizava o sistema de exploração escravista colonial implantado desde o início da colonização: o latifúndio, conservando até hoje a concentração da propriedade da terra, a monocultura, a dependência externa e o trabalho escravo. Somente o proletariado, criado pelo desenvolvimento capitalista no país a partir do século XX, é a classe que pode unificar o conjunto das lutas dos explorados para derrotar a burguesia nacional e o imperialismo, conquistando, através da revolução socialista, a verdadeira independência nacional. 


Para a vanguarda do proletariado e os lutadores classistas que hoje enfrentam os ataques do governo títere da Frente Ampla, que promove o saque da economia nacional pelos especuladores internacionais, as comemorações do dia 7 de setembro não passam de uma farsa montada para encobrir a exploração dos recursos naturais e da força de trabalho do proletariado em favor dos bandos capitalistas nacionais e seus parceiros imperialistas.


A tarefa histórica da conquista da independência nacional se constitui em parte da luta da classe operária e sua vanguarda revolucionária para se libertar da opressão capitalista e só pode ser alcançada com destruição do Estado burguês pela via da revolução proletária e do socialismo, caminho a ser trilhado no enfrentamento com a Frente Ampla burguesa e o Bolsonarismo, através da ação direta dos explorados.


Nesse contexto, está em pleno curso neste 7 de setembro o circo eleitoral. Devemos aproveitar essa que está convocado o “Dia dos Excluídos” e  manifestações pelo “Fora Moraes!” para propagandear e agitar em cada ação concreta de rua a defesa do boicote eleitoral. Desta forma abriremos uma trincheira de luta e mobilização permanente dos trabalhadores procurando desfazer o embotamento da consciência de classe e denunciar o engodo da política da Frente Ampla e do Bolsonarismo.