ORGANIZAR A GREVE NACIONAL DOS BANCÁRIOS: NEM ESMOLA DE 0,6% DOS BANQUEIROS/GOVERNO LULA… NEM RENDIÇÃO SEM LUTA DA CONTRAF-CUT/CTB! POR ASSEMBLEIAS UNIFICADAS E PRESENCIAIS!
A CONTRAF-CUT/CTB arrastou as negociações da campanha salarial dos bancários, num claro teatro de leva-e-traz de esmolas com os banqueiros e o governo Lula, até o limite de expirar a Convenção Coletiva (31.08). Após 13 rodadas de negociação, mais de 2 meses, o Comando Nacional da CONTRAF-CUT propõe aceitar um miserável acordo bianual que prevê apenas INPC mais 0,6% de "aumento real" de reajuste nos salários e demais verbas. O único objetivo dos bancos é incrementar sua alta lucratividade às custas dos trabalhadores e contando com a paralisia das direções sindicais, embriagadas pelo cretinismo eleitoral.
Evidentemente, os burocratas sindicais da Contraf-CUT que atuam, inclusive, como "ministros sindicais" de Lula, preferem subordinar os interesses dos trabalhadores ao caixa lucrativo do capital financeiro e aos seus apetites eleitoreiros enquanto camarilha. Pedem esmolas, aceitam migalhas. Em clara paralisia progressiva, têm a cara-de-pau de orientar às assembleias a aceitação desse acordo rebaixado que está muito aquém de nossas necessidades, possibilidades e capacidade de luta. Apresentaram a chamada “mesa única da Fenaban” como a estratégia responsável pela conquista de pífios “aumentos reais”, “acima da inflação, cujos índices são maquiados e manipulados pelo governo Lula para confiscar nossos salários. Não deram qualquer continuidade à paralisação de 24h do dia 20/8, pelo contrário, sabotaram a campanha salarial fazendo a categoria aguardar passivamente a esmola dos banqueiros/governo Lula para embrulhá-la como uma "grande conquista".
Em 2024, fizeram a mesma coisa, fecharam acordo rebaixado sem qualquer greve nacional. Agora, requentam a mesma farsa: negociam o índice de reajuste com a Fenaban, enquanto as mesas específicas dos bancos públicos, cujo patrão é governo Lula, ficam em compasso de espera em negociações fajutas para enganar os bancários com seus "pirulitos" e desobrigando o governo federal de propor uma política salarial unificada para os bancos públicos.
Sob o surrado argumento de que é uma "conquista" e o “acordo possível”, os Sindicatos estão convocando "assembleias" híbridas/virtuais dias 3 e 4/09 para aprovar essa proposta vergonhosa do "trio firmeza" (Contraf, Fenaban, governo Lula). O objetivo é fragmentar a luta unitária dos bancários e atomizar a decisão em assembleias virtuais por banco. É a velha manobra em ação: discute-se, de forma bem controlada, em plenária presencial ou não, mas a DECISÃO sobre a aceitação dessa esmola é dividida por banco e VIRTUAL, uma vez que a votação será realizada das 19h de quinta-feira (3) até às 19h da sexta-feira (4), precedidas de plenárias de esclarecimentos! E assim, vão manipulando a categoria e o próprio resultado das assembleias! A CCT, cuja decisão em assembleia, deve ser unificada com todos os bancários da rede privada e pública, enquanto os ACTs de cada banco é por assembleia específica daquele banco como o BB, CAIXA, BNB, BASA. Ainda que haja as particularidades por banco, numa campanha salarial o que nos une enquanto categoria é a reivindicação de um reajuste e pisos dignos, além de questões como assédio moral, perseguições, isonomia, estabilidade, demissões etc. Afinal, os trabalhadores querem a unidade para a luta, não para realizar um jogo de faz-de-conta com os banqueiros, paralisar a mobilização, servindo aos interesses dos patrões e do governo Lula que os pelegos representam.
Devemos exigir, portanto, ASSEMBLEIAS PRESENCIAIS E UNIFICADAS porque sem a força da pressão da base no debate e na votação presenciais fica claro que a manobra de assembleias virtuais por banco visa retirar da vanguarda da categoria (CAIXA e BB) o poder de definir os rumos da campanha sobre o CCT. Nesse sentido, nessas assembleias virtuais de 24h é a retaguarda quem decide (gerentes, fura-greves, assediadores, puxa-sacos, lambe-botas), pela plataforma votabem, o enterro de nossa campanha salarial através da aprovação de um rebaixado acordo bianual vergonhoso! Isso seria uma RENDIÇÃO SEM LUTA!
A CONTRAF-CUT/CTB tratam as assembleias, que deveriam ser presenciais, como meros protocolos artificiais, simplesmente para cumprir o rito de uma caricatura de campanha salarial, e não como uma instância de preparação e organização do enfrentamento real dos bancários contra a ofensiva dos banqueiros e do governo federal.
Nós do MOB chamamos a vanguarda classista e combativa a romper o cerco dos pelegos da Contraf-CUT/CTB à mobilização unitária para rejeitar esse acordo rebaixado e preparar pela base nossa greve nacional, unificando com outras categorias em luta como os Correios e petroleiros.
É preciso organizar e mobilizar os bancários, a partir de um trabalho de base consistente que aponte na direção de uma orientação de completa independência política dos trabalhadores, capaz de romper com a política de paralisia e conciliação de classes dessa burocracia sindical vendida.
