sexta-feira, 11 de setembro de 2026

OTAN PREPARA UMA INVASÃO À TRANSNÍSTRIA COMO “PONTE” PARA ATACAR A RÚSSIA: ENQUANTO A EXQUERDA REFORMISTA ESTÁ “MUITO PREOCUPADA” COM A VITÓRIA ELEITORAL DA AFD NA ALEMANHA…

A recente vitória eleitoral do partido de extrema direita institucional, AfD, em um estado na Alemanha, reascendeu um debate no campo da exquerda reformista sobre uma possível volta do “nazismo”, nesta república europeia imperialista que atravessa uma grave crise econômica. Enquanto o atual governo alemão, chefiado pelo reacionário Chanceler Friedrich Merz, lança o país em uma escalada guerreirista à serviço da criminosa OTAN, gerando inclusive uma profunda crise financeira no orçamento do Estado, a exquerda Social Democrata do mundo inteiro “esquece” da Transnístria, república onde muito provavelmente se desenhará a III Guerra Mundial. 

A República da Transnístria é uma república que surgiu em 1990, após a reacionária queda do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética. A criação desta república é um símbolo de resistência operária contra a expansão do capitalismo e seu braço armado europeu, a OTAN. Esta é uma região fronteiriça com a Ucrânia e a Moldávia, onde um contingente russo de quase 2.000 soldados, sucessores do 14º Corpo de Exército Soviético (agora Força-Tarefa das Forças Russas), está permanentemente estacionado, e onde a totalidade da população aspira a se unir à Federação Russa, através de laços históricos e sociais existentes. 


Desde o início da Operação Militar Especial Russa em fevereiro de 2022, a Transnístria tem sido ameaçada em diversas ocasiões pela Ucrânia e pela Moldávia. Por quê? Porque a maioria das usinas de energia da Moldávia construídas durante a era soviética  está localizada dentro do território da República da Transnístria. Além disso, segundo reportagens da própria BBC, a Transnístria abriga o maior arsenal de armas da Europa, o que despertou considerável interesse dos governos neofascistas ucraniano e moldavo, da União Europeia e da criminosa OTAN.


Duas semanas antes do encontro do governo russo com os enviados de Washington a Moscou , as manobras da “Opção de Dissuasão Flexível da OTAN” estavam em andamento. Esses exercícios envolveram caças-bombardeiros da Espanha, Romênia, Grécia, Turquia e Estados Unidos, e foram monitorados por um piloto do governo Social Democrata espanhol que dirigiu as operações militares. A Espanha tem 200 militares estacionados na Base Aérea Mihail Kogălniceanu e assumiu recentemente a liderança da missão de policiamento aéreo reforçado da OTAN na Romênia. 


A Rússia goza de significativo apoio popular no flanco leste da OTAN e ao longo de toda a costa do Mar Negro. Isso é algo que Washington e Bruxelas(UE)não podem negar. Por essa razão, a presença cada vez maior da OTAN na Moldávia, a repetição das eleições na Romênia após a vitória de um candidato contrário à aliança UE-OTAN e a campanha contra o presidente búlgaro Rumen Radev, que retirou a ajuda militar de seu país à Ucrânia, não são coincidências.


Tal cenário de iminência guerreirista só pode ser resolvido de duas maneiras, ou com a retirada total da OTAN dos países ao longo da costa do Mar Negro, ou através do terror e imperialista da repressão, método que as potências militares da UE tentam empregar nos territórios ocupados da antiga União Soviética. Entretanto a exquerda reformista, e a sua “prima carnal” revisionista do Trotskysmo, parecem só ter os olhos voltados para o suposto retorno do “nazismo” institucional na Alemanha (vitória eleitoral da AfD em um estado germânico), enquanto a mafia da OTAN prepara uma invasão ao território russo.