BANCÁRIOS: AMPLIAR E FORTALECER A GREVE NACIONAL DO BB E DA CAIXA ATÉ A VITÓRIA!
A pelegada da Contraf-CUT sabotou a campanha salarial unitária, aprovou nos encontros de dirigentes sindicais uma pauta ultra rebaixada, arrastou propositadamente as negociações fajutas com a Fenaban até 31.08, aceitou as provocações dos banqueiros e não convocou assembleias presenciais por medo da pressão da base insatisfeita, dividiu as assembleias e decisões por banco para aprovar a esmola humilhante da Fenaban de 0,6% de "aumento real" através da segmentação das votações virtuais, o que resultou na divisão da categoria onde os bancários de bancos privados e os do BNB acabaram aceitando a proposta. Na verdade, querem só mais uma campanha protocolar, depurada de qualquer espírito de combate e enfrentamento real com os banqueiros e o governo Lula.
No entanto, apesar de todas essas manobras, o tiro saiu pela culatra no BB e na Caixa, que rejeitaram tanto o acordo rebaixado de dois anos da Fenaban (CCT) como os acordos específicos por banco (ACT) que atacam violentamente os planos de saúde da CASSI (BB) e do Sáude Caixa (CEF). Também, vale ressaltar que o sistema de votação remoto centralizado pela Contraf é bem duvidoso, sem qualquer transparência, inclusive com aposentados votando em separado, quando conseguiam exercer seu direito ao voto. O resultado manipulado das assembleias para a CCT segregou os votos contrários dos bancos públicos, por isso, a Fenaban festeja e já assinou a CCT dia 10/9 para os privados. Enfim, os votos do BB, Caixa, BNB deveriam ser somados aos dos privados para definir a aceitação ou não da CCT. Quer dizer que só os privados definiram a CCT. Afinal, essa é a farsa da "mesa única" e da falsa unidade da categoria. Devemos exigir então a mesa única dos bancos públicos para obrigar o governo lula, patrão dos públicos e gerente dos banqueiros, a atender às nossas reivindicações.
A cada campanha, a burocracia governista tenta distanciar-se ainda mais do controle da base sobre suas ações e os rumos da mobilização. Pretendem disciplinar a vanguarda combativa dos bancos públicos que, tendo perdas salariais e a capacidade de mobilização e organização maiores que os privados, são sistematicamente engessados pela mesa “única” da Fenaban, além de serem obrigados a aceitar o índice proposto pelos banqueiros, que acaba tornando-se o teto (rebaixado) de reajuste para os bancos públicos. O resultado é que nas campanhas passadas os bancos públicos faziam greve para pressionar os banqueiros privados, enquanto o governo Lula, patrão do setor público, tinha sua conta faturada mais barata pela Fenaban e seus “ministros sindicais”, e ainda, definia uma política salarial diferenciada para cada banco (BB, CEF, BNB, BASA). Enfim, o lema deles é: dividir para trair e reinar. E a história não pode se repetir.
Agora, com a radicalidade dos bancários do Banco do Brasil e, sobretudo da Caixa em rejeitar a CCT e os ACTs, deflagrando uma poderosa greve nacional dia 10/9, os "ministros sindicais" da Contraf-CUT continuam sabotando para proteger o governo neoliberal de Lula, patrão dos bancos públicos, de qualquer desgaste eleitoral. São colaboradores dos banqueiros e do governo Lula que sequer citam ou o cobram para atender nossas reivindicações. Certamente, não faltarão coação, intimidações, assédio e ameaças de não pagar a PLR, levar para dissídio coletivo, chantagear com um cala-boba de 3.000,00 reais, só pra quem cumprir meta do banco, etc. Na Caixa, é impossível aceitar um custeio que transfira para os usuários do Saúde Caixa seus custos, ou que rompa o pacto intergeracional. Por isso, não cederemos, queremos aumento real, a isonomia de tratamento e de direitos. Vamos fortalecer a greve nacional do BB e da CAIXA até a vitória, exigindo assembleias presenciais e democráticas onde a base realmente decida os rumos da luta!
Nós, ativistas independentes e militantes do MOB, remamos contra a maré dessa política criminosa das camarilhas sindicais tanto de direita como de esquerda. Denunciamos essa capitulação política das direções conciliadoras que abandonaram a luta pela independência de classe dos trabalhadores. A burocracia avança na sua tática de subtrair da base qualquer interferência nos rumos da luta, golpeando a democracia operária e apresentando derrota como vitória, conferindo à campanha salarial um caráter formal e artificial, descolada de um plano de construção da greve geral com outras categorias em luta como a dos Correios para derrotar os ataques do neoliberalismo da esquerda. E ainda, convocam assembleias remotas, duvidosas e com duração de 24h.Isso é uma vergonha e faz parte da manobra da operação desmonte da greve!
0 movimento operário e popular encontra-se completamente paralisado, sem reação, porque a única preocupação de suas direções é “moralizar” as instituições do Estado e garantir a estabilidade do regime, envolto numa profunda crise política e escândalos de corrupção. Não por acaso, todas, literalmente todas as campanhas salariais do país estão sendo derrotadas ou mesmo abortadas em seu início como a dos bancários para não polarizar “por baixo” o circo eleitoral da democracia dos ricos. Estranha essa “disputa com a direita” em que a classe operária e os “movimentos sociais” só podem se fazer presentes em passeatas eleitorais.
Nossa luta não deveria ser palco para o cretinismo eleitoral dessas direções sindicais, corrompidas politicamente, que subordinam as necessidades dos trabalhadores ao pacto social de estabilidade do regime e de suas senis instituições. Por isso, denunciamos a capitulação política das direções conciliadoras e intervimos na crise com fisionomia própria, através de um programa independente, capaz de forjar uma alternativa classista de direção para os trabalhadores.