domingo, 6 de setembro de 2026

O “MANIFESTO COMUNISTA” E A CRISE DA REPÚBLICA BURGUESA NO BRASIL: O FIM DA CORRUPÇÃO PELA CLASSE DOMINANTE VIRÁ COM A DESTRUIÇÃO REVOLUCIONÁRIA DO ESTADO CAPITALISTA E A INSTAURAÇÃO DA DITADURA DO PROLETARIADO!     

O “caso Master” envolvendo um amplo leque de operadores do Estado burguês no Brasil, desde os falsos vestais Togados do STF como Alexandre de Moraes, Toffoli e Mendonça..., passados por parlamentares de todos os partidos políticos da direita e esquerda institucional e, chegando, à Presidência da República, via o “escândalo Lula&Lulinha”, que desviou bilhões dos aposentados do INSS, demonstra que a corrupção estatal é inerente ao funcionamento da máquina estatal, ela é parte da engrenagem do sistema capitalista, envolvendo grandes corporações e seus gerentes a frente dos governos. Marx e Engels analisaram no Manifesto Comunista, escrito em 1848, que “o Estado moderno não passa de um comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa”, desmascarando a falsa visão do Estado como uma entidade neutra, acima da luta de classes, que teria como função regular as relações sociais e econômicas da sociedade visando harmonizá-la.

Os recursos do Estado burguês são oriundos da apropriação, via impostos, da riqueza produzida pela classe trabalhadora. O chamado “dinheiro público”, assim como o conjunto do aparelho estatal, está a serviço dos capitalistas.A apropriação privada do dinheiro público pode se dar por meios ilícitos e "lícitos", incluindo a sonegação de impostos, propinas, superfaturamento de obras, desvios, os fundos estatais, privilegios... etc. 


O Estado capitalista e suas instituições estão a serviço da preservação do roubo, pela classe dominante, da riqueza produzida pela classe trabalhadora. Isso já começa na origem, na produção dessa riqueza, com a apropriação da mais-valia pela burguesia, base do funcionamento do capitalismo, como Marx revelou magistralmente no Manifesto Comunista e reafirmou no Capital.


As tão decantadas "propinas" como recebeu Moraes e C&A, para a definição dos Marxistas, não passam de comissões (corretagem) que envolvem qualquer transação comercial ou financeira no regime capitalista, seja esta transação realizada na esfera estatal mais ampla ou não. As comissões ("propinas") pagas a gestores públicos ou privados são portanto uma engrenagem intrínseca ao modo de reprodução e circulação do capital e nada tem de "imorais", sendo uma forma de pagamento por serviços prestados que auferiram lucros aos capitalistas. Estas "propinas", embora ilegais no regime jurídico brasileiro (ao contrário de vários países imperialistas que normatizaram o recebimento de comissões por parte de gestores públicos ou políticos institucionais) podem ser pagas de várias formas desde o numerário cambial (cash) até mesmo o recebimento de cargos na própria estrutura do Estado burguês, sempre lembrando que o objetivo final do pagamento das comissões será o atendimento de interesses financeiros das grandes corporações capitalistas ou mesmo empresas de menor porte no mercado.


A corrupção estatal não é um "demônio moral" do capitalismo, representa um mecanismo endógeno e historicamente indissociável do modo de produção hegemonizado pela burguesia financeira, compreender este fundamento básico da teoria marxista é elementar para a elaboração de uma plataforma política de ação direta das massas para desnudar a suposta "ética e moral" do regime da democracia dos ricos.


Para nós Marxistas, em oposição às teses da esquerda domesticada, a corrupção só pode ser combatida, verdadeiramente, expropriando a propriedade privada dos meios de produção da burguesia, colocando as indústrias e toda a economia nas mãos da classe trabalhadora, destruindo violentamente através da classe operária orgainizada e armada, o próprio Estado Burguês. 


Como Marx disse, em defesa da Ditadura do Proletariado, nossa tarefa é “quebrar a máquina burocrática e militar do Estado”. Varrer as velhas instituições, os políticos tradicionais, e instituir em seu lugar um estado operário baseado em conselhos compostos por representantes com mandatos revogáveis por quem os elegeu, ou seja, controlados pelos seus organismos nas fábricas, no campo, nos quartéis… Esses não podem receber mais do que o salário de um operário especializado, assim como todos os funcionários do novo estado, seguindo os ensinamentos da Rússia soviética de Lênin e Trotsky.


Como nos ensina o Manifesto Comunista, “Ser radical é atacar o problema em suas raízes”, no caso da corrupção em questão, a saída revolucionária é a liquidação do próprio Estado capitalista, eliminando de conjunto os parasitas corruptos da classe dominante, não apenas alguns operadores que foram pegos “em flagrante”, podendo ser descartados para preservar essa decadente república burguesa como defende a esquerda domesticada!