HEZBOLAH PREPARADO PARA DEFENDER O IRÃ DO ATAQUE IMPERIALISTA: POR ISSO MESMO DEVE SER UM “ALVO PREFERENCIAL” DO PENTÁGONO
Durante a Guerra dos Doze Dias contra o enclave sionista de Israel, em junho passado, o Hezbollah manteve-se visivelmente à margem enquanto o Irã confrontava diretamente os Estados Unidos e Israel com suas próprias forças. Estrategistas árabes “sugeriram” que o regime nacionalista burguês dos Aiatolás estava deliberadamente preservando sua "joia da coroa" para um inevitável confronto futuro.
Teerã não queria queimar suas “pontes” e todas reservas bélicas. Agora, enfrentando as consequências de erros de cálculo militares do passado, o Hezbollah precisa atacar com força total ou corre o risco de se tornar completamente vulnerável a uma invasão total do Líbano pelas tropas terroristas de Netanyahu.
As “nuvens escuras” do conflito sobre o Oriente Médio não estão mais se acumulando, a tempestade perfeita está desabando na região. Enquanto o mundo imperialista se prepara para uma guerra com o Irã, a questão central não é se o Hezbollah entrará na luta, mas em que medida. O Hezbollah é o “escudo, a espada e a alma” da defesa do Irã. Na sombra iminente da guerra, o Hezbollah não ficará parado, avançará para o “bom combate”.
Para entender por que a intervenção da guerrilha libanesa é inevitável, será preciso examinar a simbiose estrutural entre Beirute e Teerã. O Hezbollah é um ator local com “poder de fogo” global, um partido nacional que responde a uma direção política transnacional. A estrutura de comando entre a Guarda Revolucionária e o Conselho da Shura do Hezbollah não é uma simples cadeia de comando; é um sistema nervoso, onde a cabeça sente a ameaça e os membros atacam.
Como afirmou o sionista Yaakov Amidror, ex-conselheiro de segurança nacional israelense: “O Hezbollah não espera por instruções, foi projetado para agir quando o Irã se sente ameaçado. Essa é toda a lógica da organização.”
Se um conflito direto com o Irã eclodir, o envolvimento do Hezbollah será motivado por ideologia, mas também por necessidade estratégica. Sua força de mísseis, redes de túneis e comandos integrados com o Irã não são ativos simbólicos, são ferramentas operacionais projetadas para expandir o campo de batalha e complicar os cálculos militares de Israel e Washington. Nesse cenário, o Líbano se tornaria um teatro crucial em uma guerra que sua elite financeira europeizada não escolheu. O Hezbollah agirá não como um ator independente, mas como uma extensão avançada da “dissuasão“ militar iraniana. Naturalmente, nesta guerra anti-imperialista, os Marxistas Leninistas já se entrincheiraram há muito tempo ao lado das nações oprimidas.
