86 ANOS SEM TROTSKY: A EXQUERDA REVISIONISTA DESTRUIU A HERANÇA PROGRAMÁTICA DO “VELHO BOLCHEVIQUE”
Na tarde de 20 de agosto de 1940, Ramón Mercader, um agente da polícia secreta stalinista (GPU), atacou covardemente Leon Trotsky enquanto estava sentado à sua escrivaninha em Coyoacán, no México. Trotsky morreu em um hospital da Cidade do México no dia seguinte, 21 de agosto.
Trotsky, nascido na aldeia ucraniana de Yanovka, na província de Kherson, foi dirigente, ao lado de Vladimir Lenin, da Revolução Socialista de Outubro de 1917, comandante do Exército Vermelho e fundador da Quarta Internacional.
O assassinato de Trotsky marcou a consumação de um violento ataque contrarrevolucionário contra os quadros e a liderança da Revolução Bolchevique. Um abalo na composição ideológica da estrutura orgânica da IV Internacional, que não foi superado até os dias de hoje. O aniversário desse trágico acontecimento, que completou 86 anos, coincide este ano no Brasil com a farsa eleitoral do regime da democracia dos ricos, no qual os os supostos “trotskistas” estão atolados até o pescoço, seja no apoio a continuidade do governo burguês neoliberal de Lula, seja na grave “omissão” em denunciar a escandalosa fraude da urna eletrônica.
O conflito entre stalinismo e trotskismo, longe de ser uma questão de disputa pessoal pelo controle do aparato do Estado Operário Soviético, opunha duas perspectivas políticas e programáticas fundamentalmente antagônicas.Treze anos antes, em 1923, Trotsky e a Oposição de Esquerda iniciaram uma luta contra a degeneração burocrática do Partido Comunista Russo e da URSS, uma degeneração conduzida por Josef Stalin, que assumira o cargo de Secretário-Geral da organização no ano anterior, em função da trajetória ainda muito vacilante de Trotsky.
A base programática da reação stalinista emergente era a doutrina do "socialismo em um só país" e das “etapas separadas da revolução”, apresentada pela primeira vez em 1924. Essa doutrina reformista era oposta visceralmente à teoria da revolução permanente de Trotsky, plenamente confirmada na dinâmica histórica em outubro de 1917. Desgraçadamente a “teoria do etapismo” tomou conta não só da esquerda stalinista, mas também do revisionismo trotskista, destruindo a principal herança programática deixada pelo “Velho Bolchevique”: A IV Internacional.
