LULA ENVIA ANDRÉ ESTEVES PARA REUNIÃO COM TRUMP: ENQUANTO O “INSTITUTO” DE PESQUISA DO BANCO BTG COLOCA O PETISTA NA FRENTE DA DISPUTA E CRIA UM NOVO PALHAÇO PARA LEGITIMAR A FARSA ELEITORAL
O banqueiro André Esteves, homem do staff econômico do presidente Lula e dono do BTG Pactual, se reuniu pessoalmente neste último sábado(29/08)com Donald Trump. A conversa ocorreu semanas depois de ter sido agendada em um telefonema entre os presidentes Lula e Trump, para tratar de tarifas de importação nos EUA e as eleições no Brasil. Imediatamente após a reunião com Trump, Esteves será recebido nesta segunda-feira, no Palácio da Alvorada, a convite do pelego Lula. Não por coincidência também hoje foi divulgada na mídia corporativa a mais recente pesquisa eleitoral do “Instituto” do Banco de Esteves, o BTG/Nexus. Nesta nova rodada de “invenções e fábulas” do suposto “Instituto”, Lula continua ampliando sua margem de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, porém a “novidade” da pesquisa foi a entrada em cena de um neófito palhaço, Augusto Cury, para distrair e legitimar o circo eleitoral fraudado até a medula.
A pesquisa realizada pelo BTG/Nexus, muito provavelmente concluída em uma reunião na Faria Lima, mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro. Já o novato palhaço Augusto Cury, do partido Avante ex-PTdoB, cresceu nove pontos, em relação à semana passada, e tem 11%, na terceira colocação, sendo assim considerado o factoide da farsa eleitoral.
Em julho, Augusto Cury tinha apenas 1,6%. Em pouco mais de 1 mês, avançou cerca de 7,2 pontos percentuais, passando a ocupar numericamente o terceiro lugar nas pesquisas eleitorais dos banqueiros e similares. Obviamente não se trata de nenhum “fenômeno político inesperado”, tampouco de uma candidatura que aponte para uma “terceira via” realmente competitiva, Cury é apenas um factoide lançado pelo mercado financeiro com um pouco mais de “credibilidade” do que o lunático Pablo Marçal ou o playboy Renan Santos, simplesmente para legitimar uma pretensa disputa presidencial que já está previamente definida pelo rentismo em favor da continuidade do governo neoliberal da Frente Ampla.
Entretanto no curso do inesperado “candidato surpresa”, agora muito reverberado nas redes sociais, ocorreu o que foi pouquíssimo comentado na mídia corporativa: uma reunião de um simplório banqueiro tupiniquim com o chefe do Estado imperialista hegemônico no planeta, e logo no dia seguinte, já de volta ao Brasil, um encontro do mesmo rentista com o presidente Lula da Silva…
A exquerda reformista, como sempre não tomou conhecimento do fato, segue seu rumo da febre eleitoral avalizando a fraude de todo o processo e pedindo votos para Lula, Hertz, Samara, Rui ou Edmilson. A demência eleitoralista é tão grande que o jovem candidato do PSTU chegou a afirmar que estava “empatado com os outros candidatos”, a exceção de Lula e Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, o pequeno segmento da esquerda marxista que convoca o “voto nulo”, continua ignorando a importância programática da denúncia da farsa eleitoral de cartas marcadas, onde a soberania do sufrágio universal da população foi “substituído” pela decisão de um colegiado de representantes da classe dominante mundial.
