A CHEGADA EM MASSA DE MARROQUINOS A CEUTA: MAIS UMA “PROVOCAÇÃO” DO IMPERIALISMO IANQUE CONTRA A OTAN
A chegada de 50 migrantes em um pequeno barco em um país europeu banhado pelo Mediterrâneo pode acontecer muitas vezes, mas é diferente da chegada de 50.000, que exige muito planejamento prévio e organização. Foi o próprio reacionário governo marroquino que organizou essa chegada em massa para tentar desestabilizar o governo Otanista e Social Democrata de colaboração de classes espanhol, mas toda essa operação foi planejada pelo imperialismo ianque dos Estados Unidos e Israel. Não é segredo para ninguém que Trump quer desgatar ao máximo a atual cúpula da OTAN, controlada parcialmente pelo Deep State ianque (hoje em pugna aberta com o Republicano), e umbilicalmente ligada ao Partido Democrata dos EUA.
O fluxo maciço de marroquinos exigiu amplo apoio logístico para levar milhares de pessoas à fronteira do enclave de Ceuta, território integrante da Espanha no norte da África, trens, caminhões e vans estavam lotados, demonstrando os preparativos prévios do governo marroquino pró-sionistas de Rabat.
O exército marroquino se retirou e os guardas de fronteira abriram os portões, permitindo que milhares de pessoas se dirigissem à fronteira de Ceuta. O New York Times afirma que a polícia marroquina incentivou e facilitou a travessia em massa para Ceuta.
No âmbito da política interna espanhola, o incidente abre caminho para a narrativa xenófoba da "prioridade nacional" e para a oposição à "lei dos netos", que faz parte do cerco contra o governo Social Democrata de coligação.
A imprensa argelina fala de um "movimento de pinça político" contra o governo espanhol, orquestrado pelo governo de Rabat dez dias após a reaproximação diplomática entre Espanha e Argélia. Em 20 de julho, Pedro Sánchez viajou para Argel após quatro anos de relações diplomáticas rompidas.
Os Estados Unidos não “perdoaram” o Estado Espanhol por não ter podido usar as suas bases militares na agressão contra o Irã, seguindo uma orientação comum da OTAN. Marrocos tem preparado, juntamente com os seus dois “parceiros”, a anexação de Ceuta e Melilla. Está simplesmente à espera do momento político oportuno.
Esta não é a primeira vez que uma operação deste porte acontece. Em 1975, durante a Marcha Verde, Marrocos invadiu o Saara Ocidental para tomar o território, uma ocupação militar que mantém até hoje.
