HÁ 2 ANOS DO ASSASSINATO DO SEU LÍDER MÁXIMO, ISRMAIL HANIYEH, HAMAS DECLARA: “NÃO HAVERÁ DESARMAMENTO ATÉ QUE ISRAEL SE RETIRE COMPLETAMENTE DE GAZA!”
O chefe do Politburo do movimento palestino Hamas, Ismail
Haniyeh, foi morto em seu bunker (residencial) militar no Irã em 31 de julho de
2024, há exatamente dois anos. Em um primeiro momento o Regime dos Aiatolás
forneceu versões desencontradas sobre o atentado terrorista, a única questão
que fazia sentido era que a morte de Ismail tinha sido muito bem preparada pelo
enclave sionista e representou um duro golpe contra a Resistência Palestina.
Hoje, Qazi Hamad, membro da delegação de negociação do Movimento de Resistência
Islâmica Palestina (Hamas), explicou na manhã desta sexta-feira que a questão
das armas está ligada a outros aspectos do acordo, como a retirada israelense
da Faixa de Gaza e a reconstrução desse território palestino: “Antes que Israel
se retire da Faixa de Gaza, não tomaremos nenhuma medida relacionada ao
desarmamento”.
Ele observou que as negociações foram difíceis e complexas,
e que o Hamas trabalhou para chegar ao melhor acordo possível. O líder
palestino indicou que o armazenamento de armas ficará sob a supervisão de um
comitê nacional palestino e que Israel não terá qualquer envolvimento nesse
processo. Hamad acrescentou que, se Israel não cumprir o acordo, o Hamas também
não o cumprirá. "Não implementaremos nenhuma medida relacionada ao projeto
de acordo sobre armas da Resistência se as forças de ocupação não cumprirem
integralmente suas obrigações previstas no acordo", afirmou.
Ele afirmou que o acordo obriga Israel a se retirar da Faixa de Gaza, abrir as passagens de fronteira e pôr fim aos assassinatos seletivos, além de cumprir integralmente todas as suas obrigações sem qualquer demora. As declarações do negociador do Hamas surgem após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na noite de quinta-feira que o chamado Conselho de Paz em Sharm el-Sheikh, no Egito, havia chegado ao que ele descreveu como um "acordo histórico" para o "desarmamento completo do Hamas e de outros grupos armados" na Faixa de Gaza. “Assim que o desarmamento for concluído, as forças israelenses se retirarão e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade por Gaza”, acrescentou ele em sua plataforma, Truth Social.
Isso ocorre em um momento em que o documento de Sharm el-Sheikh vincula sua implementação à retirada de Israel, que ocupa mais de 60% da Faixa de Gaza, e ao caminho rumo à autodeterminação palestina. Há semanas que decorrem negociações no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor em outubro passado e visa pôr fim definitivamente à guerra genocida israelita na Faixa de Gaza.
Não esqueçamos que o chefe do Politburo do movimento palestino Hamas, Ismail Haniyeh, foi morto em seu bunker (residencial) militar no Irã em 31 de julho de 2024, há exatamente dois anos. Em um primeiro momento o Regime dos Aiatolás forneceu versões desencontradas sobre o atentado terrorista, a única questão que fazia sentido era que a morte de Ismail tinha sido muito bem preparada pelo enclave sionista e representou um duro golpe contra a Resistência Palestina.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã denunciou o assassinato de Ismail Haniya, líder máximo do Movimento de Resistência Islâmica em um ataque realizado contra a sua residência em Teerã: “Esta manhã, a residência de Ismail Haniya, chefe do gabinete político da resistência islâmica do Hamas em Teerã, foi atacada, ele e um dos seus guarda-costas foram martirizados”, declarou o comunicado oficial. Por sua vez, o Hamas confirmou a morte do seu dirigente através de uma declaração subsequente, na qual afirmou que ele foi morto em um “Traiçoeiro ataque sionista à sua residência em Teerã”.
A pergunta que ficou no ar, após esse trágico golpe contra a Resistência Palestina é: Que tipo de segurança o regime dos Aiatolás disponibilizou à serviço de Ismail? Afinal até às criancinhas sabiam que Haniyeh era considerado o “inimigo número 1” do enclave terrorista, então porque “relaxar” em sua segurança ao ponto de um sicário sionista o assassinar em sua própria residência no Irã?
Em 1987, Haniyeh foi um dos fundadores do Hamas. Tornou-se conhecido mundialmente 2006, quando se tornou Primeiro-Ministro da Autoridade Palestina, após a surpreendente vitória da sua organização nas eleições legislativas realizadas em Gaza, derrotando à candidatura da corrupta Autoridade Nacional Palestina, ANP. Foi eleito chefe do gabinete político do Hamas em 2017, sucedendo a Khaled Mechaal, e viveu exilado entre o Qatar e o Irã.
As informações daquele fatídico dia sobre o ataque a Haniyeh até hoje não foram plenamente esclarecidas com a precisão que exigiu a situação. Entretanto o informe mais confiável sobre o assassinato do chefe da Resistência Armada Palestina veio do Hamas, que fala em uma “operação traidora”, ou seja, facilitada dentro das próprias forças que dizem combater o sionismo. As notícias sobre uma suposta bomba ou mesmo um míssil lançado contra Ismail parecem não ter sentido, e visam encobrir a verdade dos fatos.
Meses depois a trama começou a ser desvelada, com a prisão de 20 agentes iranianos traidores, corrompidos pelo sionismo, embora que o último relatório oficial da Guarda Revolucionária sobre a utilização de um “projétil de curto alcance” para atingir Haniyeh, seja pouco verossímil. Lembrem- se que a primeira versão sobre o ataque terrorista era que um míssil de precisão, disparado de um caça israelense, teria sido ultilizado. Depois veio outra suposta explicação, descrevendo a colocação de uma bomba na residência militar.
O Conselho de Segurança Iraniano convocou uma reunião de emergência após o assassinato do chefe do Politburo do Hamas. Por sua vez, representantes das FDI (Forças de Defesa de Israel) recusaram-se a comentar à CNN internacional a notícia da morte de Haniyeh. Os militares sionistas disseram que “não respondem às reportagens da mídia estrangeira”. No entanto, o Ministro israelense de Assuntos e Patrimônio de Jerusalém, Amichai Eliyahu, declarou que matar Haniyeh era "A maneira certa de limpar o mundo dessa sujeira. “Chega de acordos de paz imaginários, chega de misericórdia para estes filhos da morte. A morte de Ismail Haniyeh torna o mundo um pouco melhor”, escreveu na rede social X (antigo Twitter).
Recorde-se que Haniyeh chegou a Teerã para participar na cerimônia de posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. No mesmo dia, Israel anunciou o assassinato de um dos comandantes do Hezbollah, Fuad Shukr, como resultado de um ataque a Beirute. Assim, o eixo da Resistência sofreu perdas de quadros dirigentes muito significativas em apenas um dia.
“A “eliminação” terrorista das lideranças palestinas é uma prática tradicional dos serviços de inteligência israelense, o Mossad. Há vinte anos, o líder espiritual do Hamas, Xeique Ahmed Yassin, também foi assassinado. Esta sinistra “prática” sionista pode ser agregada com o envenenamento do líder histórico da OLP, Yasser Arafat, mesmo quando esse já tinha “baixado as armas” e pactuado com a existência de Israel.
A incapacidade de garantir a segurança de um hóspede querido e honrado no seu próprio território significou uma profunda desmoralização para o Regime dos Aiatolás. Revelou ao mundo que o inimigo sionista pode realizar operações corajosas e bem-sucedidas dentro do país persa. A morte do dirigente máximo do Hamas pode ser considerada um claro e grave fracasso dos serviços de inteligência iranianos que voltou a se repetir com a morte de altos dirigentes iranianos e deve deixar lições na atual guerra da nação persa contra o imperialismo ianque e o sionismo.
Os Marxistas Leninistas da LBI têm grandes diferenças programáticas com o Hamas, porém não utilizamos essas divergências políticas e ideológicas com a direção da Resistência Palestina para nos excluirmos de permanecer incondicionalmente no campo militar de todas as organizações que combatem pela destruição total do enclave sionista de Israel.

