“NOVO VELHO” TARIFAÇO DE TRUMP CONTRA O BRASIL: MAIS UM TEATRO ELEITORAL PARA A REELEIÇÃO DE LULA E DE “POUCO PESO” PARA A ECONOMIA CAPITALISTA DO BRASIL
A troca de elogios que até recentemente caracterizava a relação entre o presidente pelego Luiz Lula da Silva e o genocida Trump, parece ter sido abruptamente interrompida com o retorno das tarifas comerciais impostas pelos EUA. Mas tudo não passa de um mero interregno eleitoral, uma espécie de teatro diplomático que será utilizado para a recondução do neoliberal petista a sua quarta gerência estatal. Por ora, os elogios públicos entre os dois presidentes se dissiparam, entretanto logo retomarão após as eleições presidenciais no Brasil. Há um mês, quando começou a contagem regressiva para a entrada em vigor das novas tarifas impostas pela Casa Branca, Lula já planejava descarregar nas costas do pateta Flávio Bolsonaro a conta das supostas perdas econômicas para o Brasil.
A primeira reação ao novo tarifaço veio do Palácio do Itamaraty. Hoje, o paspalhão Ministro, Mauro Vieira, afirmou que "Não há justificativa" para a nova tarifa de 25% imposta pelos EUA sobre os produtos brasileiros”, sem é claro especificar que o impacto real das medidas somente incidirá sobre 7% das receitas obtidas com a exportação de produtos brasileiros…São duas mil e duzentas isenções tarifárias concedidas aos principais itens da pauta de exportação para os EUA. Os outros produtos “penalizados”, temporariamente já que o governo Trump geralmente revoga quase tudo que tarifou cerca de três meses depois, representa apenas setores manufaturados e com pouco valor agregado, ou baixa cotação no mercado mundial de comodities.
Porém o peso político do novo tarifaço trumpista é enorme, será utilizado pela demagogia eleitoral populista do lulopetismo para apresentar-se com o “paladino da soberania nacional”, e consequentemente “vítima” da ira do imperialismo ianque. Obviamente a “bomba midiática” do tarifaço, promovida pelo consórcio da mídia corporativa, vai estourar no colo do clã Bolsonaro, já debilitado pelo “caso Master” e fraturado internamente por conta da asquerosa traição da “piranha” Michelle.
Como já descrevemos exaustivamente em dezenas de artigos anteriores, inclusive com a nossa publicação do livro “Mitos e uma Verdade Marxista sobre a Guerra Comercial contra a China”, a atual política tarifária internacional da Casa Branca, agressiva em seu formato, tem pouco ou nenhum efeito impactante na economia capitalista global, exatamente porque o capital financeiro está “entranhado” e hegemônico em todos os lados das fronteiras planetárias. Dito de forma mais didática: O capital financeiro controla tanto as grandes empresas que exportam como as que importam, em todos os ramos e estágios do modo de produção, seja em países imperialistas ou imperializados.
A “temível” política tarifária de Trump foi retirada da “Seção 232, item da Lei de Expansão do Comércio de 1962 que permite que o presidente dos EUA imponha restrições comerciais ou tarifas caso o Departamento do Comércio determine que certas importações ameaçam a segurança nacional”. Passados 64 anos da lei imperialista promulgada pelo então presidente Jonh F.Kennedy, assassinado pelo próprio Deep State ianque, seus “instrumentos de guerra” não se aplicam mais na atual etapa histórica da Governança Global do Capital Financeiro.
A atual “guerra” da Casa Branca contra a China e os países integrantes dos Brics, nada tem a ver com a “Guerra Fria” de Kennedy contra a URSS, simplesmente porque os “donos” do capital financeiro são os mesmos “investidores” nos EUA, na China ou no Brasil. O antigo Estado Operário Soviético, representava outro modo de produção totalmente antagônico ao do imperialismo, no caso socialista, portanto era necessário derrotar esse “modelo” de economia.
Hoje na China, ou nos Brics, prevalece integralmente o modo de produção capitalista (hegemonizado pelo capital financeiro), portanto não existe incompatibilidade visceral alguma com o imperialismo ianque, seja qual for sua gerência estatal de turno, Republicana ou Democrata. A propalada “Guerra Comercial” que ocupa um lugar central nas manchetes do Consórcio Mundial da Mídia Corporativa, não passa de uma falácia para encobrir a razão central da crise econômica mundial: O esgotamento do ciclo histórico de acumulação capitalista, baseado no completo parasitismo do capital financeiro.
