FALSA POLARIZAÇÃO TAMBÉM NA COLÔMBIA: PRESIDENTE DIREITISTA DO SENADO RECÉM ELEITO COM OS VOTOS DO PARTIDO DE PETRO E DO FASCISTA URIBE…
O novo presidente do Senado da Colômbia foi eleito ontem, 20 de julho, no Congresso da República. Honorio Henríquez, Senador do reacionário “Centro Democrático”, foi indicado pelo ex-presidente neofascista e paramilitar, Álvaro Uribe Vélez (ex-presidente do país), para garantir a presidência desta “Casa Alta” do parlamento colombiano. Essa vitória política do candidato direitista somente foi possível graças aos votos favoráveis dos 27 senadores do “Pacto Histórico”, partido político do presidente Gustavo Petro, que se apresenta como “progressista”.
A votação que resultou na vitória de Honorio Henríquez no parlamento foi a seguinte: um voto em branco, 45 votos para o senador Alfredo Deluque e 56 votos para o senador Honorio Henríquez. Desta forma caiu a máscara “esquerdista” de Petro, que vinha até fazendo demagogia populista, afirmando que não daria posse ao novo presidente eleito, Abelardo de la Espriella, representante político das forças mais cipayas do imperialismo ianque no segundo país mais importante da América do Sul.
Abelardo de la Espriella, que derrotou o Senador Ivan Cepeda do “Pacto Histórico”, é um advogado fascista institucional, endossado pessoalmente pela Casa Branca, foi declarado vencedor em uma eleição fraudada de todos os lados e ângulos políticos. Os resultados de mais de 33.000 seções eleitorais foram contestados por Gustavo Petro, que agora se junta a extrema direita armada, Uribe, para formar um “bloco de oposição” ao neófito Abelardo. De la Espriella conta com apenas três senadores no parlamento colombiano e terá sérias dificuldades em governar.
Na Colômbia, sob a égide da gerência “progressista”, a pobreza oficial aumentões para 31,8% em 2024, o nível mais alto registrado desde que a metodologia atual foi adotada em 2012. Para agravar o quadro social, 16,2 milhões de colombianos continuam abaixo da linha da pobreza, e o emprego informal aumentou exponencialmente. Portanto não existe alternativa para o proletariado dentro do marco da crise estrutural capitalista, seja na gerência estatal da exquerda burguesa ou da direita institucional.
