sexta-feira, 17 de julho de 2026

NICARÁGUA SANDINISTA ROMPEU RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS COM O GOVERNO ITALIANO: NÃO ENTREGARÁ UM MILITANTE DAS “BRIGADAS VERMELHAS” PARA O CÁRCERE DA NEOFASCISTA GIORGIA MELONI 

Alessio Casimirri, ex-membro das “Brigadas Vermelhas” e condenado pelo assassinato do ex-Primeiro-Ministro italiano Aldo Moro em 1978, chegou à Nicarágua em 1983 e obteve a cidadania nicaraguense cinco anos depois, concedida durante o primeiro governo de Daniel Ortega. Em 2004, a Suprema Corte da Nicarágua rejeitou um pedido de extradição do governo italiano. No entanto, o governo italiano emitiu inúmeras condenações ao governo nicaraguense a respeito do caso.

Na última quarta-feira, o Ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, criticou o governo Sandinista do presidente Daniel Ortega por continuar abrigando Casimirri, lembrando que ele havia sido condenado a seis penas de prisão perpétua pelo sequestro e assassinato do então primeiro-ministro italiano.

O reacionário Tajani se expressou nesses termos arrogantes em Madri, durante um fórum de líderes conservadores da Europa e da América Latina: “Não temos absolutamente nada em comum com as posições de governos extremistas como o da Nicarágua, um país que ainda abriga terroristas perigosos das Brigadas Vermelhas como Alessio Casimirri”.

Por sua vez, o governo Sandinista nicaraguense, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, respondeu ontem, quinta-feira (16/07), rompendo relações diplomáticas entre os dois governos: “Estamos rompendo todas as relações diplomáticas com o governo italiano devido às declarações injustificadas, agressivas e irresponsáveis feitas pelo Ministro das Relações Exteriores, Tajani, a respeito do caso”. O ex-guerrilheiro Alessio Casimirri tem atualmente 74 anos.

É isso que realmente significa exercer a soberania nacional, ao contrário do que outros governos capachos do imperialismo, que ainda tem a “cara de pau” de reivindicarem ser de “esquerda”, como o do pelego petista Lula.