LIBERDADE PARA DANIELA KLETTE DIRIGENTE DO BAADER-MEINHOF: CONDENADA PELA JUSTIÇA ALEMÃ POR SUAS AÇÕES NA LUTA ARMADA
“Este julgamento aqui não é contra mim, mas sim, mais uma vez, contra a RAF (Fração do Exército Vermelho-Organização Baader-Meinhof) , que até já faz 37 anos que é história, trata-se de acertar contas com essa história de resistência fundamental. Mas também se trata de dissuasão para o futuro. Qualquer ideia de resistência fundamental que busque superar este sistema capitalista de dominação deve ser sufocada pela ameaça de destruição da vida através de anos de prisão. A ênfase na absoluta necessidade de sermos perseguidos só pode ser explicada, em todo caso, por este contexto mais amplo”. Esta declaração fez parte da autodefesa de Daniela Klette, de 67 anos, dirigente da organização Baader-Meinhof, no seu julgamento realizado no Tribunal Regional Superior de Celle (Baixa Saxônia), onde ela foi condenada a 13 anos de prisão.
Embora a RAF tenha se dissolvido oficialmente em 1988 com uma declaração afirmando que "A guerra de guerrilha urbana na forma da RAF, agora é parte da história", uma dissidência de terceira geração continuou a luta armada. Daniela Klette pertenceu a essa última geração e militava na corrente que manteve essa forma de resistência armada.
No julgamento, a guerrilheira foi acusada de participar de uma dúzia de ataques com carros blindados, relacionados a diversos incidentes na década de 1990. Daniela ignorou as acusações e denunciou a natureza política e de classe do julgamento, afirmando que: "Qualquer pensamento de resistência fundamental que busque superar este sistema capitalista de dominação deve ser sufocado com a ameaça de destruição da vida por meio de anos de prisão".
