NÃO BASTA APENAS GRITAR “AS MALVINAS SÃO ARGENTINAS”: É NECESSÁRIO LUTAR PELA REVOLUÇÃO SOCIALISTA COMO VIA PARA A EFETIVA INDEPENDÊNCIA NACIONAL
Não basta gritar apenas "As Malvinas são argentinas",se você renuncia à defesa da revolução socialista como via para a efetiva independência nacional da Argentina diante da Governança Global do Capital Financeiro. As Malvinas são argentinas, uma certeza histórica. Não é um slogan vazio. É uma reivindicação política contra uma ocupação imperial que a Argentina considera ilegítima há quase dois séculos. Defender essa causa é defender a soberania nacional e honrar a memória daqueles combatentes que morreram em 1982, mas é necessário ir mais além, na senda da Revolução Socialista.
Mas a soberania nacional não pode se tornar um slogan somente para jogos enquanto os instrumentos que protegem o território e os recursos estratégicos do país são desmantelados pelas próprias classes dominantes autóctones. É aqui que emerge a grande contradição da Argentina do gerente estatal neofascista institucional Javier Milei.
O mesmo gerente neoliberal que proclama alinhamento absoluto com os Estados Unidos e Israel, o mesmo que expressou publicamente sua admiração por Margaret Thatcher, a carniceira Primeira-Ministra britânica durante a Guerra das Malvinas; o mesmo que apresenta a desregulamentação como solução para tudo, está promovendo contrarreformas que ataca violentamente os direitos a classe operária.
É, no entanto, perturbador que a gerente que ocupa a Casa Rosada considere Margaret Thatcher um modelo político. Para a burguesia britânico, ela pode ser uma figura histórica “controversa”. Entretanto para milhares de famílias proletárias argentinas, ela representa a líder imperialista que comandou a guerra na qual centenas de jovens argentinos morreram. Isso não é um detalhe insignificante. Thatcher é um símbolo político com enorme peso moral.
O debate sobre o controle do território das ilhas não se resume à burocracia diplomática ou à atração de investimentos. Trata-se de quem controlará o país no futuro, a água doce, o lítio, o cobre, o petróleo, o gás, as geleiras, as florestas, os rios e milhões de hectares de uma nação que possui alguns dos recursos naturais mais cobiçados do planeta.
A soberania nacional não termina onde termina o mapa das Ilhas Malvinas. A soberania também se defende quando a terra, a água, a energia e os minerais que pertencem ao patrimônio do povo de uma nação são protegidos por um Estado Operário. As Ilhas Malvinas não são apenas ilhas. Elas representam o direito do proletariado nacional de decidir seu próprio destino histórico. E esse direito não se perde ou se ganha apenas por meio de uma batalha militar. Se faz necessário impulsionar a guerra de classes para conquistar a vitória socialista!
