A CIA ORGANIZA UMA NOVA CÉLULA PARA INTERVENÇÃO EM CUBA: O PLANO É TENTAR REPETIR O “PROTOCOLO VENEZUELANO”
A Casa Branca, sob a gerência do psicopata Trump, intensificará sua campanha de pressão contra o Estado Operário de Cuba por meio da criação de uma nova unidade secreta dedicada à “inteligência”, operações cibernéticas e manipulação ideológica. O novo aparato da CIA visa enfraquecer a liderança política Castrista, muito desgastada por sua política de concessões econômicas ao capital financeiro internacional e promover as mudanças que o imperialismo ianque deseja, há muito tempo, em seu próprio quintal.
A CIA criou secretamente uma célula operacional dedicada a Cuba como parte do fortalecimento da política imperialista contra a ilha Operária. O novo aparato contrarrevolucionário deve permitir que a agência terrorista mobilize mais rapidamente recursos financeiros, humanos e técnicos adicionais.
A unidade do Deep State já começou a recrutar oficiais responsáveis pela contratação e gestão de agentes, analistas de inteligência, especialistas em operações cibernéticas e manipulação clandestina de informações. Esses recursos devem ser usados, em particular, para coletar mais informações sobre a política cubana, a fim de aumentar as divisões internas no seio da burocracia stalinista.
Washington espera alterar o equilíbrio de poder no governo cubano e promover a ascensão de novos líderes Sociais Democratas, dispostos a atender às demandas econômicas das corporações imperialistas. Nesta fase, a nova célula da CIA não se basearia em nenhum grupo cubano estruturado e não estaria autorizada a realizar operações violentas ou letais. Se trata de aplicar o “Protocolo Venezuelano”, cooptando “por dentro” do próprio regime político vigente. No entanto, suas autorizações operacionais poderiam ser modificadas por decisão da Casa Branca.
O mandato da nova unidade parece ser mais limitado do que o da estrutura criada pela CIA em 1960. Naquela época, a agência recrutou, treinou e apoiou mercenários cubanos encarregados de participar da invasão da Baía dos Porcos. Lançada em abril de 1961, em uma tentativa de derrubar Fidel Castro, essa operação, apoiada por Washington, fracassou espetacularmente.
A criação da nova unidade da CIA faz parte de uma intensificação mais ampla das atividades de sabotagem dos EUA em Cuba, que foi colocada por Washington entre as maiores prioridades da “inteligência” norte-americana, um nível também aplicado a países como Rússia e Irã. Diversas agências, incluindo a NSA e a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial, começaram a monitorar Cuba mais de perto, inclusive com modernos satélites.
As informações coletadas poderiam ser usadas para atualizar a avaliação do Pentágono das defesas militares de Cuba. Os serviços de “inteligência” também seriam encarregados de examinar as atividades econômicas, as relações comerciais e as transações financeiras de líderes e outros membros do Partido Comunista.
A criação dessa célula marca uma nova etapa na campanha de pressão dos EUA contra Havana. O aumento das informações também deve permitir que Washington atualize suas opções em caso de “emergência”. A possibilidade de intervenção militar, no entanto, permanece incerta.
