sexta-feira, 16 de junho de 2017

FRENTE AMPLA PELAS DIRETAS FICA AINDA MAIS AMPLA: AGORA FOI FHC QUE SE UNIU AO PSOL, MAIS, PDT, PCdoB e PT... COM O MESMO OBJETIVO DE SALVAR A LEGITIMIDADE DO REGIME DEMOCRÁTICO


O tucano FHC acaba de aderir à campanha pelas “Diretas Já” lançada inicialmente pela “Frente Ampla” comandada pelo PSOL, MAIS, PCdoB e PT. Segundo o “príncipe iluminado” da sociologia: “Se tudo continuar como está com a desconstrução continua da autoridade, pior ainda se houver tentativas de embaraçar as investigações em curso, não vejo mais como o PSDB possa continuar no governo. Preferiria atravessar a pinguela, mas se ela continuar quebrando será melhor atravessar o rio a nado e devolver a legitimação da ordem à soberania popular” e concluiu reivindicando que o próprio Temer convoque eleições “A responsabilidade maior é a do Presidente que decidirá se ainda tem forças para resistir e atuar em prol do país. A ordem vigente é legal e constitucional (dai o ter mencionado como "golpe" uma antecipação eleitoral) mas não havendo aceitação generalizada de sua validade, ou há um gesto de grandeza por parte de quem legalmente detém o poder pedindo antecipação de eleições gerais, ou o poder se erode de tal forma que as ruas pedirão a ruptura da regra vigente exigindo antecipação do voto”. Como se observa o ex-presidente aderi a seu modo a campanha das “Diretas Já” patrocinada pela esquerda reformista (PT, PCdoB e PSOL) e seus satélites como o MAIS assim como pelo PSB e PDT. O PSDB inclusive já ensaia lançar Tasso Jereissati como candidato à presidente, não sendo estranho que agora o neocoronel cearense comece a criticar Aécio e Temer, seria uma forma também de barrar a ascensão de Alckmin como nome “natural” do partido para disputar o Palácio do Planalto. De quebra, o nome de Tasso poderia sepultar a candidatura de Ciro Gomes (PDT), na medida que o Tucano voltou a ser aliado da oligarquia Gomes no Ceará e tomaria grande parte de sua base eleitoral. A Rede Globo já vem chancelando essa perspectiva via a atuação de seus artistas nos atos pelas Diretas e pode entrar oficialmente na campanha em breve, o que reafirma nossa análise que o chamado a essa falsa “saída democrática” não passa de um engodo para legitimar uma nova ofensiva contra os trabalhadores. Lembremos que a poucos dias a chamada “Frente Ampla pelas Diretas Já" também em carta defendeu que “Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político”. Não por acaso até a suposta “Greve Geral” do dia 30.06 está sendo rediscutida porque apesar de todas suas limitações polarizaria a situação política nacional, o que neste momento não desejam nem a Frente Popular nem o Tucanato ligado a Tasso e FHC. Toda essa movimentação política visa criar a ilusão nas massas de que agora “votando certo” o país voltaria a crescer e se livrar da corrupção estatal, a grande vilã da crise nacional segundo a “doutrinação” da mídia “murdochiana”. Se hoje o proletariado mostra os primeiros sinais de movimento e ação direta após mais de uma década entorpecido pela política de colaboração de classes da Frente Popular, não seria minimamente justo novamente lhe empurrar o esbulho da democracia burguesa como via de sua emancipação social. Na verdade, a reivindicação das “Diretas Já” não é uma pendência histórica democrática não realizada pela burguesia, como seria a reforma agrária por exemplo, na atual conjuntura serve apenas para dar legitimidade eleitoral a um novo governo que irá implementar o ajuste neoliberal iniciado por Dilma e aprofundado por Temer, porém ainda inconcluso. Por essa razão FHC a defende ao abertamente. A farsa da democracia dos ricos está se revelando para as massas na intensa dinâmica da crise interburguesa, o momento é fértil para os Marxistas Revolucionários apresentarem sua plataforma socialista como uma alternativa concreta para derrubar o gerente golpista e suas reformas neoliberais exigidas pelo “mercado”. A Greve Geral de massas, ativa e insurreicional por tempo indeterminado é o primeiro degrau na construção de uma alternativa de poder dos trabalhadores. A campanha pelas “Diretas Já”, sem qualquer conteúdo democrático real serve apenas como um escape eleitoral para a profunda crise do regime vigente, os Comunistas Leninistas não embarcarão nesta canoa furada, ainda mais agora que Lula, FHC e o PSOL/MAIS estão abraçados na tarefa de salvar a nau à deriva da democracia dos ricos.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

NO ANIVERSÁRIO DE 89 ANOS DO NASCIMENTO DO GRANDE REVOLUCIONÁRIO E COMUNISTA CHE GUEVARA: NOSSA MODESTA HOMENAGEM É A DEFESA INCONDICIONAL DO ESTADO OPERÁRIO CUBANO!


Ernesto Guevara de la Serna nasceu em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, Argentina. Era o primeiro dos cinco filhos de Ernesto Lynch e Célia de la Serna y Llosa, família de origem aristocrática, proprietários de terras. A mãe descendia do último vice-rei do Peru. Nascido de oito meses, Guevara teve pneumonia logo após o primeiro mês de vida e sofreu a primeira crise de asma, doença que o acompanharia até a idade adulta, antes dos dois anos de idade. Em busca de um clima melhor para o filho, o casal fixou residência em Altagracía, uma pequena estância de veraneio na região serrana de Córdoba, onde Guevara viveu sua infância e adolescência, marcada pela Guerra Civil Espanhola e pela Primeira Guerra Mundial, quando o pai fundou a Ação Argentina, organização antifascista em que inscreveu o filho. Em Córdoba, o jovem Guevara conheceu os irmãos Tomás e Alberto Granado, amigos com os quais viveu suas primeiras aventuras. Em 1946, a família mudou-se para Buenos Aires, onde Ernesto Guevara matriculou-se na Faculdade de Medicina e formou-se em junho de 1953 como especialista em alergia. Apesar da asma, causa da sua dispensa do serviço militar obrigatório, o jovem Guevara tornou se um grande nadador. Desde cedo desenvolveu um fascínio por viagens, que o levaria em 1949, aos 21 anos a percorrer o norte da Argentina numa bicicleta motorizada por ele mesmo construída. No ano seguinte inscreveu-se como enfermeiro na marinha mercante e viajou por vários países, inclusive o Brasil. Em 1952 fez com seu amigo Alberto Gramado uma viagem de 10.000 Km numa Norton 500, percorrendo cinco países em oito meses. Essa viagem marca sua crescente politização diante da pobreza e da exploração dos povos da América Latina.

terça-feira, 13 de junho de 2017

O MRT E SUA ATUAL DEFESA DA “ASSEMBLEIA CONSTITUINTE”: FALTA EXPLICAR QUE GOVERNO (PODER) A CONVOCA


Militantes do MRT (ex-LER) acabam de ser expulsos de forma burocrática da organização, como afirmam no documento intitulado “DECLARAÇÃO CONTRA O BUROCRATISMO DO MRT: EXPULSOS SUMARIAMENTE DO MRT SEM NENHUM DIREITO A DEFESA” (reproduzido abaixo), segundo seus signatários por “divergências táticas relativas ao que víamos como uma aproximação demasiada do discurso petista; uma aproximação acrítica com o PSOL para poder disputar as eleições com sua legenda e talvez compor tal partido”. São críticas corretas, ainda que o conjunto do programa do MRT e seu progenitor, o PTS argentino assim como de seu agrupamento internacional, a FT, seja historicamente de adaptação ao imperialismo (no caso da contrarrevolução na URSS e, mais recente, em apoio a “Primavera Árabe” patrocinada pela OTAN na Líbia) e ao regime democrático burguês, como agora no Brasil, ao defender a convocação de uma “Assembleia Constituinte” sem agregar o caráter do poder estatal e que tipo de regime político a convocaria . A LBI há tempos pontuava essa adaptação do MTR à Frente Popular e ao PSOL. Primeiro, como em um passe de mágica, o MRT “descobriu” que estava em curso no Brasil um “Golpe Institucional” contra o governo do PT, depois de seguir acriticamente a linha do PSTU. Logo passou de malas e bagagens para o campo “Contra o Impeachment”, é verdade que antes mesmo de “pular de lado” já vinha elogiando entusiasticamente os atos convocados pela Frente Popular em defesa de Dilma (não por coincidência copiando a linha do neófito MAIS que surgiu neste período). De apoiador do “Fora Todos” para novo satélite da trincheira cutista e da Frente Popular! (que também abarca o PSOL). Depois do giro dado pelo MRT ao romper sem nenhuma autocrítica com a linha de “Fora Todos” que colava do PSTU para a seguir ao lado do PT e PSOL na denúncia do “Golpe de Estado”, o MRT deu um passo ainda maior de adaptação do regime político, ao defender a proposta de Assembleia Constituinte. Não que a consigna da Constituinte em si não possa ser levantada em determinados momentos históricos, porém defendê-la em pleno esgotamento do ciclo democrático brasileiro, nos estertores da “Nova República” instaurada com o fim do regime militar, nos parece um enorme equívoco teórico. Mas o pior é que o MRT ultrapassa o erro teórico e adentra na capitulação política ao regime democratizante quando sequer define em sua elaboração qual o caráter do poder estatal que convocaria uma nova constituinte, após mais de 30 anos da última realizada no país. Quando a Nova República de Sarney (PMDB, PFL e PDT) convoca a Constituinte de 86, os Marxistas Revolucionários denunciamos o conteúdo burguês de seu governo (poder), ao mesmo tempo que afirmávamos que somente um governo operário poderia aferir um caráter realmente soberano, democrático e socialista a uma nova constituição. Não muito politicamente distinto foi quando em pleno governo militar defendíamos uma constituinte soberana colando esta consigna a palavra de ordem de um novo poder: "Abaixo a Ditadura!" e "Por um Governo Operário e Popular!". Ou seja, mesmo nos regimes semifascistas ou democráticos a defesa da constituinte deve sempre estar associada ao combate por uma alternativa de poder proletário, como demonstrou o Partido Bolchevique quando defendeu esta consigna antes de tomar o poder na Rússia. A covardia e adaptação do MRT a democracia dos ricos é vergonhosa ao ponto de sequer publicitarem em seus artigos a defesa de uma "Constituição Vermelha"(moción roja), como fez Nahuel Moreno no Perú quando de fato seu partido (PST no interior da FOCEP) teve a oportunidade de concretizar na prática esta reivindicação histórica. Para os tímidos trotskizantes do MRT associar a defesa da constituinte com alguma questão programática do poder operário fugiria o espectro "democrático" do seu arco de influência totalmente pequeno burguês. Por esta razão tanto diante da crise do governo Dilma como agora com Temer sua consigna de poder é limitada a convocação de “uma nova constituinte imposta pela força da mobilização”!!! Definitivamente, o MRT está totalmente perdido em meio à complexa situação nacional, levantando a palavra de ordem “Assembleia Constituinte” como uma saída nos marcos do próprio regime político vigente. Imaginemos que neste quadro estatal de ofensiva política e ideológica da direita e neoliberais (o que inclui o próprio PT) que tipo de parlamentares constituintes seriam eleitos e que “pérola” de nova constituição seria elaborada! Somente uma direção com profunda ilusões nas instituições burguesas, como é o caso do MTR, pode pensar que neste retrocesso político das massas surgiria uma bancada revolucionária ou mesmo progressista capaz de impor alguma conquista social em uma nova constituição federal. Essa é uma das propostas mais direitistas do cardápio democratizante apresentado pela esquerda revisionista (Eleições Gerais, Diretas Já) na medida em que a Constituinte abriria um caminho para um ataque de maior envergadura da burguesia e da direita para retirar direitos dos trabalhadores. O bloco que pugna neste momento por uma “Constituinte Soberana” teria que parar de tergiversar e responder a seguinte questão: que poder estatal convocaria uma constituinte e que tipo de nova carta magna poderia ser elaborada nesta conjuntura de ofensiva total da direita mais recalcitrante? Obviamente a resposta só pode ser a de um desastre total. Pensar que nessa conjuntura um governo burguês tampão que surgirá com a saída de Temer, possa convocar uma "constituinte progressista" é no mínimo uma piada de mau gosto, tanto que um novo governo do PT levaria um programa não muito diferente no quadro de ajuste neoliberal em curso no parlamento. Desde a LBI defendemos que o proletariado não deve apresentar simplesmente uma “agenda democrática” para a crise capitalista, como pretendem os revisionistas do MRT. O MRT abomina conceitos como “Ditadura do Proletariado” e “centralismo democrático” em sua senda oportunista é mais um agrupamento a ceder as fortes pressões do chamado “campo democrático” formado pelo PT e PSOL, incapaz de combater de forma consequente e coerente a linha direitista do PSTU sem cair nos braços da Frente Popular e capitular a sua política de colaboração de classes! Lembremos que nas últimas eleições, no processo de adaptação ao PSOL, o MRT criticou o apoio do MAIS a Luciana Genro, porém não viu problemas em votar na candidatura burguesa da ex-prefeita burguesa Erundina e no socialdemocrata Freixo, cujas campanhas forma financiadas por empresas de ônibus e empreiteiras! No combate à linha de adaptação do MRT, alertamos aos camaradas que foram expulsos do MRT mas continuam a defender a linha geral da FT, que esse curso reformista não é só burocratismo, mas sim uma dose forte de revisionismo democratizante e adaptação ao regime! A única saída realmente progressista diante da barbárie capitalista é por abaixo a ditadura de classe da burguesia e construir o Estado de "novo tipo", de caráter Operário. A falência histórica da democracia formal emoldurada pelas elites burguesas reacionárias já demonstrou para os trabalhadores que sua única alternativa é a luta pelo socialismo! Os partidários desta “metamorfose ambulante” são os mesmos que apoiaram a “Primavera Árabe” na Líbia e depois fingem que estavam contra a intervenção da OTAN contra Kadaffi, os cínicos que saudaram a queda do Muro de Berlim e o fim da URSS pelas mãos da direita e do imperialismo, mas hoje “lamentam” os efeitos da barbárie social que se abateu no Leste Europeu, chegando a balbuciar lamúrias contra a restauração capitalista que apoiaram e festejaram! Longe de construtores de um partido revolucionários e da IV Internacional não passam de satélites do reformismo. O MRT é mais um agrupamento a ceder as fortes pressões do chamado “caudal democrático”, seguindo a mesma trilha do PTS argentino fascinado com a eleição de deputados nacionais e provinciais no bojo da Frente de Esquerda (FIT), apesar do discurso da ação direta das massas e da “proximidade da revolução” o que realmente vislumbram é a possibilidade de ocupar postos parlamentares em coligações políticas com partidos da ordem capitalista. Nós comunistas compreendemos que a tática eleitoral não pode comprometer a estratégia revolucionária, rejeitamos a via da cobertura política das alternativas da nova social democracia (PSOL, Syriza, Podemos etc..), ainda mais danosas para avançar na consciência de classe do proletariado. A trajetória do MRT em direção ao PSOL e de adaptação ao PT indica uma tendência que deve ser acompanhada de outras vertentes do revisionismo, como o MAIS por exemplo, que há muito já abandonaram o norte da revolução socialista.

Nahuel Moreno (circundado de vermelho) 
na histórica marcha da FOCEP em 78 no Perú
DECLARAÇÃO CONTRA O BUROCRATISMO DO MRT: EXPULSOS SUMARIAMENTE DO MRT SEM NENHUM DIREITO A DEFESA

No dia quinze de maio, às 13h e 32min, fomos informados por e-mail de nossa expulsão sumária do MRT por parte da direção da organização. A decisão foi tomada de forma unilateral pelo Comitê Central, por fora de qualquer debate nos organismos de base (núcleos ou células) que compúnhamos e sem fundamento em nenhuma acusação moral, ou divergência teórica, estratégica ou programática que pudesse justificar tal atitude.

Santiago militava e construía o MRT há 7 anos e militou próximo por 11 anos, construía hoje a organização no movimento operário metalúrgico de Osasco, sendo parte da luta contra o fechamento da fábrica Mecano Fabril, no ano passado. Juca militava há 2 anos no MRT, tendo uma experiência anterior de militância em outros grupos, construindo a organização no ME da Letras USP e sendo parte da ligação entre o ME e a construção do grupo no movimento operário industrial.

Poucos meses antes do congresso do MRT, que começou em 18 de março, construímos uma tendência interna na qual pautávamos alguns pontos políticos críticos as posições majoritárias. Para o congresso escrevemos, junto a outros camaradas, propostas alternativas de orientação. Logo após o congresso encerramos a tendência, informando isso à direção partidária. As divergências táticas que apresentávamos eram perfeitamente aceitáveis numa organização saudável que funcione a partir da concepção leninista de centralismo democrático.

Estas divergências táticas eram relativas ao que víamos como uma aproximação demasiada do discurso petista; uma aproximação acrítica com o PSOL para poder disputar as eleições com sua legenda e talvez compor tal partido; e a priorização da construção na juventude em detrimento à construção na classe trabalhadora.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

HÁ 14 ANOS O GOVERNO LULA COMEÇAVA A IMPOR SUA REFORMA NEOLIBERAL DA PREVIDÊNCIA: UM ATAQUE RETOMADO PELO GOLPISTA TEMER QUE AGORA CONTA COM O AUXÍLIO DA POLÍTICA DISTRACIONISTA DAS "DIRETAS JÁ" DO PT E DA CUT PARA APROVÁ-LO NO PARLAMENTO BURGUÊS 


Em junho de 2003 o governo Lula aprovou na CCJ da Câmara dos Deputados sua proposta de Reforma da Previdência. Tratou-se de um duro ataque aos servidores públicos e aos aposentados através da conhecida PEC-40. Foi imposto a criação de fundos de pensão para o funcionalismo e a taxação dos inativos para servidores que ganhavam acima de R$ 2.400.00, com os votos dos partidos da base de sustentação do governo Lula, como o PMDB e da oposição de direita, como PSDB e PFL. Houveram marchas de protesto e mobilizações, sabotadas pela direção da CUT e do PT, inclusive pela chamada "esquerda" do partido, como a DS. Ocorrida há 14 anos atrás, esta foi a primeira investida neoliberal da gestão da Frente Popular as conquistas dos trabalhadores como havia se comprometido na famosa "Cartas aos Brasileiros", ataque depois incrementado pelo governo Dilma com restrição as pensões e ao seguro-desemprego. Como se observa, a paralisia que o PT e a CUT impõe hoje a luta contra as reformas do governo Temer tem como base o acordo político-programático de que é preciso reduzir direitos e conquistas, como fizeram Lula e Dilma em seus mandatos. Resgatamos esse texto histórico elaborado pelo LBI em 12 de junho de 2003, combatendo os covardes ataques da Frente Popular aos trabalhadores, para demonstrar o quando é escandaloso a política de “Diretas Já” defendida pelo PT, PCdoB, PSOL e MAIS, que na prática visa o retorno de Lula ao Palácio do Planalto, para comandar um novo governo burguês de colaboração de classes como a LBI denunciava isoladamente em 2003.

ABAIXO AS REFORMAS NEOLIBERAIS DO GOVERNO BURGUÊS LULA/FMI!
(Site da LBI 12/06/2003)

Militantes da LBI que são delegados ao 8° Congresso Nacional da CUT (CONCUT) participaram de um ato público promovido por diversos sindicatos de servidores públicos contra a reforma da previdência do governo Lula. O ato se realizou em frente a entrada principal do Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, antes da abertura oficial do CONCUT e contou com mais de 500 ativistas. Como já era de se esperar a Articulação e a maioria da direção da CUT boicotaram o ato porque são sócias do governo do PT no ataque as conquistas dos trabalhadores.  Ao contrário das correntes da esquerda do PT e do PSTU, que co-dirigem a maioria dos sindicatos do funcionalismo e se limitaram a reivindicar que Lula retirasse o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) n°40 que impõe a criação dos fundos de pensão e o teto para o funcionalismo, a LBI defendeu a convocação de uma greve geral para barrar as reformas de Lula/FMI e denunciou o caráter burguês do governo. A intervenção da LBI no ato dos servidores públicos alertou a vanguarda da categoria que o caminho de pressionar Lula a retirar a PEC 40 ou "pedir ajuda" ao presidente, como escandalosamente fez a corrente O Trabalho na manifestação, é uma orientação política que serve apenas para manter as ilusões no governo da frente popular. O único caminho para derrotar a ofensiva capitalista do governo do PT é chamar a unidade dos trabalhadores do setor público e privados, não depositando nenhuma confiança no lobby parlamentar. A política de pressão sobre o congresso para emendar a "reforma" como defende setores da Articulação e da própria esquerda petista, como a DS, está a serviço de amortecer os atraques do Planato, dando assim curso a política de pacto social imposta pela CUT.

domingo, 11 de junho de 2017

O LEGADO DE GORENDER: QUANDO UMA AUTOCRÍTICA EQUIVOCADA DO STALINISMO CONDUZ AO ABANDONO DO LENINISMO


Há exatos quatro anos falecia Jacob Gorender, no dia 11 de junho de 2013, aos 90 anos. Gorender foi ex-dirigente nacional do PCB nos anos 50 e 60 e um dos historiadores Marxistas mais influentes do partido no meio intelectual e acadêmico. Sua militância começou bastante cedo, aos 18 anos numa época em que o nazifascismo tomava de assalto a Europa e pretendia dominar a URSS. Na faculdade de direito em Salvador, sua terra natal (1941), Gorender começou a participar do movimento estudantil onde conheceu Mário Alves, quem um ano depois o recrutou para o PCB, dando vazão a sua inquietude de uma infância e juventude permeadas por imensas dificuldades econômicas por que passava sua família de pessoas simples. Após combater com a FEB na Segunda Guerra Mundial em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro onde se estabeleceu por seis anos, quando teve a oportunidade de conhecer Luiz Carlos Prestes e, depois, por volta de 1953 deslocou-se para São Paulo, onde o dirigente do partido era Carlos Marighella. Passou os anos 1955-7 na União Soviética junto a outros 50 jovens sob a coordenação de Mauricio Grabois. Contudo, nos estertores da década de 50 um fato iria marcar a sua militância política: junto com vários outros dirigentes de peso do “Partidão” (Giocondo Dias, Mário Alves, Armênio Guedes, Prestes e Marighella) foi um dos redatores da chamada “Declaração de Março de 1958”, a qual marcaria uma guinada do partido rumo ao “nacional-desenvolvimentismo” e na crença da necessidade da conquista de um “governo nacionalista” e “democrático”, a fim de que este rompa as barreiras dos “resquícios feudais” imperantes ainda no país. Trata-se da revolução por etapas (primeiro uma revolução democrática dirigida pela burguesia “progressista” e somente depois seria possível a revolução socialista), o que culminou posteriormente no apoio do PCB à candidatura nacionalista do General Teixeira Lott em 1960 e na integração política ao governo Jango. Após o golpe contrarrevolucionário de 1964, foi expulso do PCB em 1967 por defender a luta armada contra o regime militar e fundou ao lado de Mário Alves e Apolônio de Carvalho o PCBR, sendo preso e torturado em 1970. Posteriormente, a obra de Gorender vai se concentrar na crítica à visão “feudalista” e aos métodos partidários, aspectos nos quais a imprensa “murdochiana” faz questão de salientar ao lado de sua produção acadêmica. Nisto sua obra seminal foi “O escravismo colonial” (publicado em 1978) e o autocrítico “Combate nas trevas” (1987), no qual teceu ácidas críticas ao “messianismo” de Prestes e à atuação das esquerdas no pré e pós-golpe militar, obra que marcou a ruptura com sua militância partidária mergulhando de vez no academicismo pequeno-burguês, cuja marca maior é a negação da construção do partido revolucionário com estrutura Leninista, como apologizam atualmente as tendências internas e externas do PSOL, como a Insurgência, Comuna e o MAIS.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

AUSÊNCIA DO CONSENSO NA BURGUESIA DETERMINOU O RESULTADO DO TSE: O GOLPISTA SE MANTÉM “POR UM FIO” ENQUANTO AVANÇA NAS REFORMAS NEOLIBERAIS NO CONGRESSO, CENÁRIO QUE INTERESSA TANTO AO PSDB COMO AO PT


Como era esperado, por um placar apertado de 4 a 3, ou seja, determinado pelo voto de desempate proferido pelo presidente da corte eleitoral, o ultra mafioso e reacionário Gilmar Mendes, a chapa Dilma/Temer foi absolvida pelo pleno do circo montado no TSE. Antes, todos as delações da Odebrecht, JBS e do marqueteiro do PT (João Santana) haviam sido previamente descartadas como elementos de prova do processo aberto anteriormente a pedido do PSDB. Com o golpe parlamentar de 2016 por hora não interessava mais ao tucanato derrubar o governo atual, capitaneado por Temer e seu aliado conjuntural cujo gabinete conta com vários ministros do PSDB. Ao PT, que assegurou com a atual decisão os direitos políticos de Dilma (que será candidata a Senadora) também interessava manter Temer desgastado para tentar capitalizar a crise política no terreno eleitoral em 2018. Esse acordo político costurado por um amplo espectro político, do PSDB ao PT, passando pelo PMDB, garante uma pequena sobrevida a Temer e dá fôlego ao calendário geral de aprovação das reformas neoliberais no parlamento. Somente os muitos crédulos na justiça burguesa poderiam acreditar que do pleno do TSE saísse a cassação de Temer se não houvesse um acordo amplo da classe, mas as frações da burguesia não conseguiram um nome de consenso para assumir o Planalto pela via das eleições indiretas, essa divisão determinou o resultado no Tribunal. Apesar da decisão enfraquecer temporariamente Moro e a força tarefa dos procuradores da Lava Jato, segue a dinâmica geral da burguesia acossar Temer, Lula e o tucanato para impor em futuro próximo um regime Bonapartista do judiciário legitimado pelas urnas. Não por acaso o nome de Joaquim Barbosa, o caçador dos dirigentes petistas no processo do “Mensalão”, começa a ganhar força novamente. A decisão do TSE reforça ainda mais a tarefa que se coloca para o proletariado e o movimento de massas: organizar uma Greve Geral por tempo indeterminado na perspectiva da construção de uma alternativa de poder revolucionário por fora da institucionalidade burguesa! Nesse combate não devemos ter nenhuma ilusão nas instituições do regime (judiciário, parlamento, eleições) e denunciar o cretinismo parlamentar, que neste momento clama por “Diretas já” ou Constituinte (PT, PCdoB e todos os grupos do PSOL, MTR). Faz-se necessário lutar contra a democracia dos ricos e suas instituições apodrecidas, construindo uma autêntico Poder Operário e Revolucionário!
ENCONTRO NACIONAL DE TRABALHADORES DE BANCOS PRIVADOS: A BASE DA CATEGORIA LEVOU FALTA!


O MOB participou do Encontro Nacional dos trabalhadores de Bancos Privados, através da dirigente Hyrlanda Moreira funcionária do Bradesco, encerrado nesta quinta-feira 08/06 em São Paulo, fazendo parte do calendário burocrático da CONTRAF-CUT de preparação da campanha salarial dos bancários deste ano, assim como as conferências regionais e os congressos dos bancos públicos que culminarão na Conferência Nacional dos Bancários, que acontecerá nos dias 28, 29 e 30 de julho. Longe de ser resultado de um processo amplo e democrático na base da categoria, esse Encontro de Bancos Privados (Itaú, Santander, Bradesco, Mercantil e CCB Brasil) é, na verdade, um Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais de bancos privados (liberados),sem representantes da base. Não houve qualquer discussão específica ou participação real na base dos bancos privados.O caráter burocratizado desse evento está a serviço de manter o controle político da Contraf sobre os rumos, eixos e pautas da campanha salarial. É uma prática recorrente da burocracia sindical da CUT e da CTB que tenta domesticar a disposição de luta dos trabalhadores, subordinando suas necessidades e reivindicações históricas aos interesses da burocracia que busca conter as mobilizações para pressionar o Parlamento, exigindo o “Fora Temer” e “eleições diretas” como saída de recomposição do regime em crise e sempre de olho nas eleições de 2018.Os cinco maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander) lucraram juntos, apenas no 1º trimestre de 2017, um total de R$ 17,3 bilhões, 29,2% a mais do que no mesmo período do ano passado. Apesar da alta lucratividade dos bancos crescerem de forma recorde, a situação dos bancários, particularmente da rede privada só agrava: ameaças, assédio moral institucionalizado, cobrança de metas absurdas, sobrecarga de trabalho e milhares de demissões. Os bancários de bancos públicos também não escapam dos efeitos da crise capitalista: terceirização, aumento de correspondentes bancários, extrapolação da jornada de trabalho, privatizações, cobrança de altas tarifas contra a população, “reestruturação” com a implementação dos planos de demissão voluntária e incentivo à aposentadoria .Devemos exigir uma campanha verdadeiramente unitária do começo ao fim, com assembleias unificadas e total controle da base sobre os rumos da mobilização, eleição de comando de base, realização de um Encontro Nacional de base, aberto e massivo, para aprovar nossa pauta de reivindicações, retirando das mãos da Contraf o monopólio dessa decisão. É preciso, portanto, que os trabalhadores entrem em cena como protagonistas das lutas, resgatando seus métodos de ação direta e empunhando suas bandeiras históricas: reposição integral das perdas salariais, escala móvel de salários, estatização do sistema financeiro, sob controle dos trabalhadores, reversão das privatizações, estabilidade no emprego, jornada de 6 horas, isonomia de tratamento, pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial, luta contra a ofensiva imperialista contra os povos e a recolonização nacional, greve geral por tempo indeterminado para por abaixo o governo Temer e derrotar as reformas trabalhista e previdenciária, por um governo operário e camponês, pelo socialismo.

Hyrlanda Moreira, dirigente do MOB

quinta-feira, 8 de junho de 2017

HÁ QUATRO ANOS DAS “JORNADAS DE JUNHO”: DA FALSA “REVOLUÇÃO NA ESQUINA” PARA O PROFUNDO RECRUDESCIMENTO DO REGIME POLÍTICO BURGUÊS


Republicamos o Editorial do Jornal Luta Operária nº 263, 1ª Quinzena de Agosto/2013, dedicado a análise das chamadas “Jornadas de Junho” que acabam de completar 04 anos. Daquele período até agora, se aprofundou o recrudescimento do regime político com o golpe parlamentar contra o governo Dilma. Nesse texto polemizamos tanto com a chamada “oposição de esquerda” a gerência estatal do PT que apresentava as “jornadas” como a antevéspera da revolução como também com a Frente Popular que apregoava que os protestos eram orquestrados somente pela direita e o PSDB. Naquele momento pontuamos que se ausência de uma direção classista nas jornadas abriu espaço para a direita reacionária “pautar” as mobilizações, levando o movimento para um impasse político e arrefecimento da luta de massas, não podemos negar que o “legado” de junho repousa hoje nos ombros de uma nova vanguarda juvenil que persiste em manter vivo o movimento das ruas, ainda que em uma escala bem mais reduzida e depurada tanto da direita tradicional (induzida pelo PIG) como dos “agentes” sindicais “chapa branca”. Essa caracterização acertada acabou por se confirmar plenamente no pós-Jornadas. Com a reeleição de Dilma o PT aprofundou seu compromisso com a agenda neoliberal não fazendo nenhuma concessão ou atendendo qualquer reivindicação das mobilizações de 2013. Esse cenário de “estelionato eleitoral” possibilitou o avanço da direita fascista e pavimentou a vitória do impeachment em 2016. Agora, diante da crise do governo Temer a Frente Popular volta a se apresentar novamente como opção de gerência capitalista mas como pontuamos já em 2013, quando a Rede Globo inflava a figura de Joaquim Barbosa como o novo “herói caçador” dos “mensaleiros” petistas, a tendência é que emerja de toda essa crise do regime político um neoBonaparte, reafirmando nossa avaliação que nada de progressivo surgiu das chamadas “Jornadas de Junho” porque estavam marcadas pelo anti-partidarismo e havia a ausência de uma direção revolucionária que apontasse como norte das mobilizações a entrada em cena da classe operária que acaudilhasse a juventude plebeia e o conjunto dos explorados na perspectiva da destruição do Estado capitalista

QUE NOVO PAÍS SURGIU APÓS AS “JORNADAS DE JUNHO”?
(Agosto/2013)

A pergunta que empresta o título a este artigo deverá ser respondida sem a menor demagogia ou concessão oportunista: Nenhum novo país surgiu desde as multitudinárias “jornadas de junho”! A correlação de forças entre as classes sociais continua exatamente a mesma, ou seja, o proletariado em completa defensiva diante da ofensiva capitalista neoliberal. Do ponto de vista do regime político vigente não ocorreu o menor abalo em nenhuma das instituições republicanas, o governo petista já recuperou a popularidade temporariamente perdida e a oposição burguesa conservadora em nada avançou em seus planos de recuperar a presidência nas eleições de 2014. Tampouco economia não entrou em default, mantendo praticamente os mesmos níveis de emprego, renda e consumo do início do ano. A decantada crise inflacionária, por parte do PIG, não ultrapassou as páginas da delirante fascistóide “VEJA”, embora a alta do Dólar atue como um fator de pressão sobre os insumos básicos. O governo Dilma sequer deu-se ao trabalho de impulsionar uma “agenda positiva” após as jornadas, atendendo não as demandas populares, mas sim as reivindicações dos banqueiros e empresários, que conseguiram a elevação da taxa de juros e a ampliação da renúncia fiscal em vários setores da economia. Na esteira do “reformismo sem reformas” o PT arquivou sumariamente a bandeira de uma constituinte limitada à legislação político-eleitoral, sacada como manobra distracionista no ápice das manifestações de junho, e deslocou a “engessada” CUT para protagonizar um ensaio diluído de “greve geral”, contando com a valorosa colaboração do PSTU e PSOL. Mas, se ausência de uma direção classista nas jornadas abriu espaço para a direita reacionária “pautar” as mobilizações, levando o movimento para um impasse político e arrefecimento da luta de massas, não podemos negar que o “legado” de junho repousa hoje nos ombros  de uma nova vanguarda juvenil que persiste em manter vivo o movimento das ruas, ainda que em uma escala bem mais reduzida e depurada tanto da direita tradicional (induzida pelo PIG) como dos “agentes” sindicais “chapa branca”. Sem a menor dose de ufanismo oportunista podemos afirmar que no Brasil a “revolução” não andava pelas “esquinas” em junho, assim como na Líbia e Egito o que assistimos é o desencadear da brutal ofensiva imperialista contra os povos e suas conquistas históricas. As heroicas lutas de resistência do proletariado quase sempre ocorrem para defender o que está sendo atacado pela burguesia e desgraçadamente acabam sendo derrotadas pela ausência de uma direção revolucionária. Esta é a característica principal da atual etapa mundial da luta de classes (contrarrevolução em toda linha), aberta com a histórica derrota da classe operária soviética em 1990. Esta dinâmica internacional determinou os rumos do esvaziamento das “jornadas de junho” em nosso país, cedendo lugar a todo tipo de charlatanice política que afirma que estamos “melhores e mais conscientes” (O gigante despertou!?), ainda que esta falsa consciência concentre as ilusões nas instituições mais corruptas do regime ou em sinistros personagens criados pelo PIG, como o novo “herói caçador” dos “mensaleiros” petistas.

terça-feira, 6 de junho de 2017

GRUPO “MAIS” INTEGRA FRENTE AMPLA POR “DIRETAS JÁ” PARA “RESTABELECER LEGITIMIDADE AO SISTEMA POLÍTICO”: A DUPLA VALÉRIO E WALDO SE ENTERRA CADA VEZ MAIS NA TAREFA DE SOCORRER O REGIME EM BANCARROTA ATUANDO COMO TENDÊNCIA “EXTERNA” DO SOCIALDEMOCRATA PSOL


O MAIS, grupo ultra-revisionista comandado pela dupla Valério e Waldo, assinou ontem (05/06) a nota da “Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já” formada por PT, PCdoB, PDT, PSB e PSOL além de todo arco político e sindical que compõe a Frente Popular que defende as “Diretas Já” como um único caminho “capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político” burguês. Ao lado da presidente do PT, Gleisi Roffman, uma das mais fiéis defensoras dos ataques neoliberais do governo Dilma quando era chefe da Casa Civil, os representantes do MAIS seguiram fielmente a política do PSOL (representado por Marcelo Freixo na reunião) em busca de encontrar uma saída de aparência “democrática” para a crise do regime político. A configuração política da Frente político-sindical está inteiramente voltada para o plano eleitoral, na verdade é um comitê eleitoral da candidatura Lula, nome que a maioria do PSOL irá apoiar em um eventual segundo turno em 2018. A proposta de emendar a atual constituição desta tal Frente nem sequer pode ser considerada democrática, pois pressupõe que em caso de vacância da presidência da república e vice seriam convocadas eleições diretas somente se ainda restassem seis meses de mandato dos ex-membros da chapa presidencial, contra o texto atual da constituição (artigo 81) que estipula o prazo de dois anos, ou seja, a grande diferença “programática” entre os golpistas das indiretas e os paladinos das diretas é apenas de um ano e meio... Porém a questão é bem mais profunda do que somente prazos eleitorais, a bandeira das “Diretas já!” cumpre a função política de rebatizar o próprio regime democrático completamente afundado na lama e desmoralização popular, como textualmente prega a carta subscrita pelo MAIS. O degenerado grupo do Prof. Valério ajuda a criar a ilusão nas massas de que agora “votando certo” (no PSOL e depois no PT) o país voltaria a crescer e se livrar da corrupção estatal, a grande vilã da crise nacional segundo a "doutrinação" da mídia "murdochiana". Se hoje o proletariado mostra os primeiros sinais de movimento e ação direta após mais de uma década entorpecido pela política de colaboração de classes da Frente Popular, não seria minimamente justo novamente lhe empurrar o esbulho da democracia burguesa como via de sua emancipação social. Também não é o caso de radicalizar a proposta eleitoral desta Frente burguesa (PSOL,PT, PDT, REDE Etc..) chamando eleições gerais já em todos os níveis (de presidente até vereador) para encharcar ainda mais a classe operária com o mito do poder do "voto transformador" como de fato defende o PSTU ou mesmo uma Constituinte como prega o MRT. Longe de apoiar essa frente de colaboração de classes quando a farsa da democracia dos ricos está se revelando para as massas na intensa dinâmica da crise interburguesa, o momento é fértil para os Marxistas Revolucionários apresentarem sua plataforma socialista como uma alternativa concreta para derrubar o gerente golpista e suas reformas neoliberais exigidas pelo "mercado". A greve geral insurrecional por tempo indeterminado é o primeiro degrau na construção de uma alternativa de poder dos trabalhadores. A campanha pelas "diretas já", sem qualquer conteúdo democrático real serve apenas como um escape eleitoral para a profunda crise do regime vigente, os Comunistas Leninistas não embarcarão nesta canoa furada! O “MAIS” reformista vai se dissolvendo completamente no PSOL, como mais uma tendência externa de “pressão” no amplo espectro socialdemocrata que primeiro votarão em Chico Alencar (defensor da Lava Jato) para depois embarcarem de cabeça na candidatura Lula em 2018, afinal de contas clamam por “Diretas já” para de fato verem o candidato petista voltar ao Planalto apoiado pela “Frente Ampla” que o grupo da dupla Valério e Waldo acabou de ingressar!

O “FORA TODOS” DA PATRONAL: GM DEMITIU 600 OPERÁRIOS ENQUANTO MANCHA, DIRIGENTE DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE SJC, APROVAVA ALEGREMENTE A PARÓDIA DE “GREVE GERAL” DO DIA 30.06... MAIS UMA VEZ PSTU NEGOU-SE A CONVOCAR UMA VERDADEIRA GREVE OPERÁRIA COM OCUPAÇÃO DE FÁBRICA PARA BARRAR AS DEMISSÕES


A General Motors (GM) anunciou a demissão de 596 funcionários que estavam em layoff, com o contrato de trabalho suspenso. A empresa alega que a fábrica de São José dos Campos (SP) tem excedente de mão de obra desde que a montadora passou a transferir parte das atividades para outros municípios. Do dia 05 ao dia 08 de junho estará demitindo quase 600 trabalhadores dos 7 mil que possuem nessa planta. Para conseguir a demissão em massa, sem que os trabalhadores resistissem, a direção da GM conseguiu um acordo de layoff, assinado no dia 26 de janeiro de 2017 com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, dirigido pelo PSTU e Conlutas. O acordo de layoff, institucionalizado entre os sindicalistas e as montadoras é simplesmente a suspensão do contrato, mas sem demissão, justamente para esfriar os ânimos dos trabalhadores que serão demitidos, para que se efetivar a demissão em um momento que os trabalhadores não terão mais força de reação. O acordo era de três meses. A GM resolveu não renovar o layoff dos 596 e ainda fez um novo acordo com a direção do sindicato para suspender os contratos de outros 940 funcionários em São José dos Campos! O acordo prevê que funcionários fiquem em layoff até novembro e, “em contrapartida”, a montadora oferece estabilidade de emprego por três meses. A montadora e o Sindicato da Conlutas chegaram ao acordo após mais de dois meses de negociação, que envolveu até a Justiça. À época, o sindicato exigia que fosse incluída a estabilidade de emprego no pacote do acordo. No pedido de mediação da Justiça, a GM justificou que a suspensão de contratos seria para adequação da mão de obra à demanda do mercado e que a medida seria “urgente para não ter que tomar outras medidas”, sendo a sua justificativa aceita pela justiça burguesa. Frente a essa realidade é preciso denunciar a escandalosa traição do PSTU na GM, preparando a resistência na condição de oposição classista à diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Para barrar as demissões em massa é necessária, desde já, uma mobilização nacional, unitária e centralizada dos trabalhadores, baseada num programa operário e anticapitalista, capaz de defender os empregos através da greve com ocupação de fábrica. Para vencer, o proletariado precisa superar a própria linha política da Conlutas, já que só com sua ação direta e não lançando inócuos aos patrões pode-se derrotar a ofensiva capitalista. É preciso rechaçar as demissões, convocar pela base uma assembleia contra o acordo traidor celerado entre a GM e PSTU e deflagrar a greve com ocupação de fábrica, chamando a solidariedade de toda a categoria. Já bastam as derrotas sofridas em São José dos Campos na Embraer e a desocupação do Pinheirinho pela PM, quando o PSTU abortou a resistência através de comitês de autodefesa armados, patrocinando ilusões na justiça burguesa e no Palácio do Planalto! Os militantes do PSTU devem tirar as lições de mais essa profunda derrota, onde o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a Conlutas enquanto se apresentam como radicais conclamando “Operários no Poder” (mas de fato as Eleições Gerais) sequer chamaram a greve para barrar as demissões, da mesma forma que fizeram na Embraer, isso quando os morenistas dizem que no mundo vivemos uma “onda revolucionária”. Os metalúrgicos da GM de SJC estão ameaçados em seu próprio direito de existência, com o processo de desativação da planta industrial da cidade. Neste momento se faz necessário constituir imediatamente uma comissão de mobilização dos demitidos que aponte para a convocação de uma greve geral com ocupação de fábrica, mesmo neste momento de interregno na produção os patrões nunca admitem a “invasão” de suas “propriedades”. Para a vanguarda classista e revolucionária este é o momento certo para apoiar fortemente esta luta com toda solidariedade política e material.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

NOVA “GREVE GERAL” MARCADA PARA 30 DE JUNHO: BUROCRACIA SINDICAL ORGANIZA APENAS UM DIA DE PRESSÃO SOBRE O CONGRESSO CORRUPTO E PELAS “DIRETAS JÁ” COMO UM FREIO PARA CONTER A RADICALIZAÇÃO DAS MASSAS. LUTAR PELA GREVE GERAL INSURRECIONAL POR TEMPO INDETERMINADO PARA DERRUBAR O ESTADO CAPITALISTA, SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS E SEU GERENTE DE PLANTÃO!


Nesta segunda-feira (05/06), as centrais sindicais decidiram convocar uma nova Greve Geral para o dia 30 de junho, ou seja, uma paralisação nacional de apenas 24hs mais de dois meses depois da greve de abril. Segundo, a CUT, “Além da luta contra as reformas trabalhista e previdenciária, as mobilizações ganham o ‘Fora Temer’ como ingrediente importante ao lado da bandeira por Diretas Já”. A nota conjunta das centrais afirma que “As centrais sindicais, (CUT, UGT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical, CSB e A Pública- Central do Servidor), convocam todas as suas bases para o calendário de luta e indicam uma nova GREVE GERAL dia 30 de junho. As centrais sindicais irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária, contra a terceirização indiscriminada e pelo Fora Temer”. O eixo político da nova greve geral será o mesmo, o inofensivo “Fora Temer”, que agora conta com o apoio político das organizações Globo e seus artistas de “direita e esquerda” unidos pelo “Temer Jamais”.  O objetivo das burocracias sindicais da CUT, CTB, FS... com a marcação de uma nova greve geral “light” é de conter o potencial revolucionário das massas diante da profunda crise política do regime burguês democrático, canalizando a revolta popular com a lama podre do Estado capitalista para os marcos deste Congresso Nacional de bandidos. A escolha do dia 30 de junho com mais de dois meses após a greve geral de abril corresponde à necessidade de “esfriar” o movimento operário e apostar as fichas no inofensivo movimento policlassista das “Diretas já!” que começa a tomar corpo no país, com os atos dos artistas no Rio e em São Paulo. Com essa data dão tempo da burguesia costurar seus acordos por uma saída para o desgaste do governo Temer. Os Marxistas Revolucionários que participaram criticamente da última greve geral de abril, já declararam que não formarão nenhuma "frente única" em defesa das "Diretas já!", ou da mera pressão institucional ao parlamento corrupto (como o "Ocupa Brasília"), integrarão este novo chamado das Centrais pelegas de forma ainda mais crítica e com total independência política e programática das burocracias sindicais. Continuaremos a combater por uma saída revolucionária das massas diante do colapso da democracia dos ricos e seus gestores mafiosos. Lutaremos na defesa da organização de uma verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado até a derrubada do governo golpista de plantão e suas reformas neoliberais, impulsionando um caráter insurrecional as paralisações do proletariado urbano e rural no sentido que possam construir seu próprio poder de classe no processo vivo da queda do Estado capitalista e do conjunto de suas instituições apodrecidas historicamente. Alertamos a vanguarda classista que a convocação da greve geral do dia 30 de junho sem a alteração desta política geral tem o objetivo de alavancar uma saída democrática burguesa no marco da crise do regime vigente, isto sem falar no prenúncio de que as reformas neoliberais podem ser aprovadas mesmo diante do colapso terminal do governo Temer. Somente com a mudança radical de perspectiva política do movimento de massas poderemos derrotar o ajuste rentista iniciado por Dilma e que seu ex vice-presidente tenta concluir. Por esta razão diante do agravamento da crise do regime burguês os Marxistas publicitamos a necessidade da organização de um greve geral por tempo indeterminado, rejeitando os “escapes” democráticos (diretas ou constituinte), ao mesmo tempo que forjamos embrionariamente a consciência dos explorador na senda da construção de seu próprio poder estatal, o governo operário e camponês ,como um sinônimo político da Ditadura do Proletariado.

50 ANOS DA “GUERRA DOS SEIS DIAS”: ISRAEL OCUPA A CISJORDÂNIA, A FAIXA DE GAZA E AS COLINAS DE GOLÃ. PELA DESTRUIÇÃO DO ENCLAVE SIONISTA! PELA DERROTA DO IMPERIALISMO E SEU CAPACHO “BIBI” NA SÍRIA, LÍBANO E NO ORIENTE MÉDIO!
Nesse 05 de Junho completa-se 50 anos da “Guerra dos Seis Dias”. Ficou assim conhecida porque em 1967 o sionismo impôs aos regimes nacionalistas árabes uma humilhante derrota, “anexando” de uma única tacada os territórios do Sinai, Gaza, Golã e Cisjordânia tomados à força do Egito, Síria e Jordânia. Israel assegurou a vitória quase no primeiro dia da guerra ao destruir em poucas horas quase todos os aviões de combate egípcios. Às 07h24 hora local, um flash de Tel Aviv anuncia que naquela manhã os egípcios atacaram Israel pelo sul com tanques e aviões. Minutos mais tarde, um comunicado oficial israelense fala de violentos combates e que as forças israelenses teriam contra-atacado. As sirenes soam em Tel Aviv e é lançado o alerta em outras cidades do país. Atualmente, a maioria dos historiadores consideram que na realidade a aviação israelense iniciou os combates ao bombardear as bases aéreas egípcias. Às 08:12h, a rádio do Cairo interrompe sua programação para anunciar: “as forças israelenses iniciaram essa manhã uma agressão contra nós. Realizaram bombardeios aéreos no Cairo e nossos aviões enfrentaram os aviões inimigos”. Começam a se ouvir explosões no Cairo, onde também soam as sirenes. Israel mobiliza seus reservistas e requisita veículos, enquanto os blindados israelenses avançam para o sul e rompem as linhas egípcias até o Sinai. No Cairo, os aeroportos civis fecham e é declarado estado de emergência em todo o território egípcio. Na Síria, que mobiliza a defesa civil, a Rádio Damasco interrompe bruscamente sua programação para anunciar que Israel atacou o Egito. Pouco depois das 10h00, a Síria anuncia que sua aviação começou a bombardear as posições israelenses. Ao mesmo tempo, a Jordânia impõe a lei marcial, coloca suas Forças Armadas sob comando egípcio e declara guerra a Israel à tarde. Kuwait, Sudão e Iraque entram na guerra, seguidos por Argélia e Iêmen, e finalmente pela Arábia Saudita. Em Jerusalém começam os combates nas ruas entre os bairros jordanianos e israelenses. Logo as hostilidades se estendem para as fronteiras de Israel com a Jordânia e Síria. Na frente jordaniana-israelense começam fortes combates já nas primeiras horas. A aviação síria realiza vários bombardeios em Israel, especialmente contra Haifa, enquanto a aviação israelense ataca várias vezes o aeroporto de Damasco. Tanto no Egito quanto em Israel, ninguém duvida da vitória. Nos países árabes, onde a maioria dos comunicados são vitoriosos, reina o entusiasmo. Ao tomar o controle da localidade de Khan Yunis, na zona de Gaza, as tropas israelenses neutralizam de uma vez todas as forças egípcias e palestinas nessa área. Israel garante dessa forma a segurança do flanco ocidental de suas tropas, que mais ao sul enfrentam a grande parte o exército egípcio. À noite, o primeiro-ministro israelense Levi Eshkol declara em um discurso no Parlamento que todos os combates se desenvolveram no território egípcio e no Sinai. Afirma que Israel provocou severas baixas na aviação egípcia, síria e jordaniana. O desfecho da “Guerra dos Seis Dias” aconteceu no ar nesse primeiro dia. À meia-noite, Tel Aviv anuncia ter neutralizado a aviação egípcia. Cerca de 400 aviões, entre eles 300 egípcios e 50 sírios, foram destruídos no primeiro dia. Após a derrota dos países árabes em 67, ganha corpo a organização militar palestina "Al Fatah", a Vitória, surgida no final de 59, sob a direção de Yasser Arafat e Abu Lyad que proclamava abertamente a necessidade da destruição de Israel. É a "Al Fatah" que vai dirigir a resistência à ocupação militar de Israel na faixa de Gaza. Durante três anos, o exército sionista não consegue sufocar a rebelião popular instalada na região. Logo depois, em 1968, na cidade jordaniana de Karameh, os fedayin, ou seja, os guerrilheiros palestinos orientados pela "Al Fatah", conseguem derrotar o exército sionista, criando pela primeira vez o símbolo da resistência palestina vitoriosa. No ano seguinte, Arafat assume a direção da OLP, que adota em sua carta de constituição: "a destruição do enclave do imperialismo como condição preliminar para a unidade dos povos árabes". A partir daí, estrutura-se como um verdadeiro Estado Palestino sem território, criando instituições como o Conselho Nacional Palestino, um verdadeiro parlamento com representação das suas diversas facções sociais e políticas. A essência de todos os conflitos militares travados na região reside na própria arena da luta de classes internacional, sendo a existência de Israel, um enclave militar artificialmente implantado no coração do Oriente, fundamental na repressão dos interesses do imperialismo mundial em uma região estratégica, pelas reservas petrolíferas, para o funcionamento da economia capitalista no planeta. É uma tarefa do conjunto do proletariado de todo mundo, inclusive o judeu, a destruição deste gerdame imperialista, no sentido de impulsionar enormemente a luta dos povos contra a exploração capitalista. A "devolução" de algumas cidades nos territórios ocupados pelo exército israelense para as mãos da OLP, a converteu definitivamente em agência policial sionista do seu próprio povo. Já são freqüentes os enfrentamentos entre a OLP e os ativistas da intifada, resultando no encarceramento de várias lideranças do Hamas e Jirad. A completa falência política da estratégia pequeno-burguesa da OLP evidencia enormemente a necessidade da construção imediata de um partido operário revolucionário no seio das massas palestinas, cuja primeira tarefa passa por uma profunda delimitação programática com todas as variantes nacionalistas, pequeno-burguesas e teocráticas.  O fracasso completo do chamado pan-arabismo claudicante em relação a Israel, revelou a impossibilidade em selar a unidade dos povos orientais sob a batuta do nacionalismo e do capitalismo tardio, dependente do imperialismo mundial. O máximo aonde as burguesias árabes chegaram foi na formação de um cartel petrolífero, a OPEP, preocupada em cuidar de seus próprios interesses às costas das necessidades mais elementares das massas exploradas. A verdadeira unidade de todos os povos milenares que habitam esta região, só será possível no marco de uma Federação Soviética das Repúblicas Socialistas Árabes. Cabe ao partido mundial da revolução proletária, a IV Internacional, conduzir essa tarefa até a vitória final.

PRIVATIZAÇÃO DA CAGECE: UM ANTIGO SONHO DO TUCANO TASSO JEREISSATI COMEÇA A SER COLOCADO EM PRÁTICA PELO GOVERNADOR CAMILO SANTANA (PT) 
Extraído do Blog Oposição Sindiágua-Urbanitários/CE


Quando governou o Ceará (1986-1990 e 1994-2002), o atual senador Tasso Jereissati (PSDB) tentou desesperadamente vender a Companhia de Água e Esgoto do Ceará – Cagece. Os ambiciosos planos do governador tucano só não se concretizaram por duas razões: por um lado, houve uma forte resistência dos trabalhadores Cagece, organizados no Sindiagua; por outro, não surgiram interessados em assumir o saneamento básico na maioria das cidades do interior do estado, onde a arrecadação é pouco lucrativa e até mesmo deficitária.Passados quinze anos, o “galeguinho do zói azul”, como era conhecido o ex-governador do Ceará, está prestes a ver seu sonho realizado pelas mãos do petista Camilo Santana. No dia 18/05 o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que conduz o processo de privatização das empresas estaduais de saneamento, confirmou o Consórcio Aqua, constituído pela BF Capital, Aecom do Brasil e Azevedo Sette Advogados Associados, como vencedor da licitação para elaboração de estudo de viabilidade, montagem do projeto de concessão e preparação do edital de desestatização da Cagece. O Consórcio Aqua arrematou o pregão do BNDES com uma proposta no valor de R$ 3,59 milhões, 75% abaixo do valor estimado de R$ 14,36 milhões. Curiosamente, dois meses antes da realização dessa licitação, a direção da Cagece e governador Camilo Santana já haviam anunciado que o objetivo pretendido é a realização de Parcerias Púplico-Pivadas (PPP) nas regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri. Depois de acumular prejuízos de mais de R$ 380 milhões em 2014 e 2015, em parte decorrente de ingerências políticas e de má gestão, a CAGECE registrou lucro de R$ 146,90 milhões em 2016. Justamente agora, quando a empresa começa a se recuperar, pretendem entregar as áreas mais lucrativas para o capital privado. A privatização da CAGECE faz parte do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), criado pelo governo Michel Temer para forçar os governos estaduais a vender empresas públicas de saneamento como parte de um acordo para o recebimento de ajuda federal e redução dos débitos fiscais. Em nenhum momento, o objetivo desse programa foi a universalização do saneamento público, para atender ao conjunto da população. Seu verdadeiro objetivo, além de proporcionar altos lucros para os grupos privados nacionais e estrangeiros, é – como já ficou explícito nas delações da JBS – alimentar a corrupção estatal através desvios de recursos públicos e do recebimento de propinas para bancar candidaturas em 2018.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

6º CONGRESSO NACIONAL DO PT: LULA DIZ QUE “2018 ESTÁ LOGO ALI” PARA DAR O TEMPO NECESSÁRIO PARA A BURGUESIA APROVAR SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS ATÉ O CIRCO ELEITORAL FRAUDADO DO PRÓXIMO ANO LEGITIMAR O REGIME


Em discurso na abertura do 6º Congresso Nacional do PT nessa segunda-feira (01/06), em Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou “2018 está longe para quem não tem esperança, mas, para nós, 2018 é logo aí, já começou e não estamos com medo. Vamos voltar a governar esse país a partir de 2018”. Nenhum chamado para construir a Greve Geral ou mesmo de apoio ao "Fora Temer", ao contrário, ele defendeu as alianças burguesas com os partidos que tem maioria no Congresso Nacional para sustentar seu futuro governo de colaboração de classes. Chamou o presidente da CUT, Wagner Freitas, a conversar com os empresários, dizendo que "nós não queremos acabar com eles, o que  nós não queremos é que eles nos acabem. Não queremos tirar nada deles. Temos que falar com os latifundiários que nesse país tem terra para todo mundo comer". Por fim, chamou de canalha, Joesley Batista, dono da JBS, o grupo empresarial que o governo petista deu bilhões para se tornar um gigante do setor de carnes e derivados. Com esse cínico discurso totalmente voltado para as eleições do próximo ano, o dirigente petista deseja dar um recado direto à burguesia: utilizem o tempo que tem até 2018 para aprovar as reformas neoliberais, com Temer ou qualquer outro gerente que governo até as eleições presidenciais do próximo ano. Nesse sentido, todo o movimento da Frente Popular em defesa das “Diretas Já” não passa de um ensaio geral da campanha eleitoral de Lula. Essa estratégia de colaboração de classe já vinha sendo denunciada pela LBI que inclusive alertou que Lula tem interesse na permanência de Temer ou mesmo da realização de eleições indiretas para que se complete a agenda neoliberal exigida pelo imperialismo e os rentistas. Tanto que o governador do Ceará, Camilo Santana (PT) lançou Tasso Jereissati (PSDB) como candidato para um mandato tampão, um desejo que tem o aval da oligarquia Gomes, também ávida por ter Ciro como alternativa eleitoral da centro-esquerda burguesa em 2018, principalmente no caso da inelegibilidade de Lula. Nesse sentido, as manifestações em defesa das “Diretas Já” e a própria Greve Geral de 24hs marcada para o final de junho são parte da campanha para consolidar a candidatura Lula e não instrumentos de luta direta para derrotar as reformas neoliberais que Dilma iniciou e seu vice agora aprofunda. Dilma falou no mesmo sentido de Lula, dando inclusive a senha de que mesmo que Lula perca a eleições o importante para estabilizar o regime político da democracia dos ricos é um candidato legitimado pelas urnas: “A única alternativa viável é eleições diretas. Não porque tenhamos o melhor candidato. Perder eleição não é vergonha. Vergonha é ganhar no tapetão, sem voto”. Como alertamos há algum tempo, avaliamos que Lula irá concorrer em 2018 para legitimar o circo eleitoral fraudado, mas será derrotado por uma candidatura de tipo Bonapartista, na medida em que a burguesia empurrada pela crise econômica (ausência de crédito internacional) não vê espaço para um pacto de colaboração de classes novamente, necessita seguir aprofundando sua plataforma neoliberal (privatizações e corte de direitos) com um regime político cada vez mais militarizado, tarefa que nestas condições o PT obviamente não seria a melhor opção para a classe dominante. Mais uma vez, denunciamos que é necessário construir uma alternativa de poder própria dos trabalhadores por fora da institucionalidade burguesa, o que não passa pelas “Diretas Já”, Constituinte e muito menos “Lula 2018”. Nesse sentido, a greve geral insurrecional por tempo indeterminado é o primeiro degrau na construção dessa alternativa. A campanha por “Eleições Diretas”, sem qualquer conteúdo democrático real serve apenas como um escape para a profunda crise do regime vigente, servindo para Lula e a Frente Popular tentar se credenciar novamente como gerente dos negócios da burguesia, apesar da tendência é que a candidatura do PT sirva apenas para legitimar o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

"QUEIMA DE ARQUIVO": DELEGADO DA PF QUE ABRIU INQUÉRITO SOBRE A MORTE DE TEORI ZAVASK FOI ASSASSINADO PORQUE DETINHA INFORMAÇÕES QUE REVELAVAM AS VERDADEIRAS CIRCUNSTÂNCIAS DO ACIDENTE AÉREO "FRABRICADO" NAS ENTRANHAS DO PODER BURGUÊS

O Blog da LBI reproduz o artigo publicado no dia da morte de ministro do STF, Teori Zavask, em 19 de Janeiro deste ano, quando denunciamos o assassinato do magistrado via um acidente aéreo como produto da brutal luta fratricida travada no interior das classes dominantes pelo controle político da Suprema Corte, orquestrado pela gang comandada por Temer. O falecido ministro togado mesmo seguindo a linha geral golpista resistia em conceder um indulto pleno a máfia dirigente do PMDB, da qual Temer é historicamente o "capo", as delações da família Odebrecht não estavam agradando o Planalto, apesar da forte inclinação em criminalizar o PT. Estamos fazendo o resgate desse texto da LBI diante do "estranho" assassinato do delegado da PF, Adriano Antonio Soares. Foi ele quem abriu o inquérito policial e iniciou a investigação dos motivos que levaram a queda do avião de Zavask, tendo conhecimento das verdadeiras circunstância que levaram a morte de Teori. O assassinato do delegado da PF trata-se de uma verdadeira "queima de arquivo" na medida em que o mesmo detinha informações que se viessem a público aprofundariam ainda mais a crise do regime político e do governo Temer. A perícia feita imediatamente após a queda do avião foi a cargo da equipe do delegado morto. O inquérito havia sido transferido para Brasília justamente para haver o maior controle da direção da PF sobre a divulgação das conclusões da investigação. A nota da PF publicada após o assassinato do delegado, tentando desvinculá-lo da investigação só reforça os indícios de queima de arquivo, pois é sabido que as informações mais importantes sobre a aeronave e os corpos encontravam-se com Adriano, que era delegado-chefe da Polícia Federal em Angra dos Reis desde 2009, cidade onde ocorreu o acidente "fabricado" com o avião com Teori. Junto com ele estava Elias Escobar, também delegado. A versão apresentada para a morte dos delegados federais é que teria ocorrido um "desentendimento" entre os dois com um terceiro elemento em um casa de garotas de programa em Florianópolis, cidade em estavam participando de um curso da corporação. Fica evidente que se tratou de uma armadilha montada para eliminar Adriano Antônio Soares, mais um fato que reforça a denuncia que a LBI fez do assassinato orquestrado do ministro do STF. Enquanto as gangs burguesas a frente do Estado capitalista não vacilam em eliminar fisicamente esses "arquivos vivos" que podem colocar a nu as relações mafiosas do poder burguês, a esquerda revisionista (como o grupo MAIS-PSOL) mesmo diante de todas as evidências jura sua fidelidade aos ritos sagrados da democracia capitalista, acreditando que a burguesia não ousaria ultrapassar os limites das "tradicionais" manobras políticas existentes no "jogo do poder", portanto conspirações e assassinatos não poderiam fazer parte do "cardápio" das classes dominantes.


ASSASSINATO DE TEORI: REPÚBLICA GOLPISTA DA BARBÁRIE COMEÇA A FAZER VÍTIMAS ENTRE OS SEUS PARES (19 de janeiro de 2017)
A barbárie que instalou no país com o golpe parlamentar que depôs a presidente Dilma, começa a fazer suas primeiras vítimas no seio das próprias classes dominantes que patrocinaram a recrudescimento do regime político. Agora não são só os presidiários "falangistas" que são o alvo da sanha assassina do Estado Burguês, a brutal luta fratricida travada no interior das classes dominantes pelo controle do butim estatal acaba de executar um ministro da Suprema Corte do país, não por coincidência o responsável por todo o processo da famigerada Lava Jato no STF. Teori Zawascki foi literalmente abatido em pleno voo quando se dirigia da capital paulista para um final de férias em Paraty no litoral fluminense. Nada melhor do que forjar uma pane técnica em um "teco-teco" que pertencia a uma rede hoteleira, um acidente "perfeito" às vésperas do reinício dos trabalhos do judiciário, justamente quando as delações da Odebrecht viriam a ser reveladas publicamente. A mídia "murdochiana" não esperou sequer o aparecimento do cadáver e rapidamente alertou que caberá a Temer a indicação do substituto de Teori no STF, cabendo ao ministro neófito a toda a responsabilidade de herdar a condução da Lava Jato no Supremo. Não há espaço para especulação de uma "teoria da conspiração" segundo os arautos do golpe, trata-se de mais um acidente aéreo "corriqueiro" como o que ceifou a vida do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos em 2014. Entretanto para os Marxistas que conhecem muito bem o "jogo bruto" das elites capitalistas quando a taxa de lucro ameaça declinar, não resta a menor sombra de dúvida de que Teori foi "removido" do campo de batalha que não tolera vacilações. O falecido ministro togado mesmo seguindo a linha geral golpista resistia em conceder um indulto pleno a máfia dirigente do PMDB, da qual Temer é historicamente o "capo", as delações da família Odebrecht não estavam agradando o Planalto, apesar da forte inclinação em criminalizar o PT. Nada melhor então do que nomear um novo ministro, com o aval da quadrilha de Renan no Senado, para "depurar" das delações os fatos vinculados aos caciques do PMDB. Velado o corpo com o "luto oficial" dos próprios assassinos, logo surgirá um nome "probo" para assumir o legado de Teori no STF, sem o incômodo de atingir a anturragem do golpista Temer.
TENDÊNCIA “ESQUERDA MARXISTA” SOFRE UMA IMPORTANTE RUPTURA NO CURSO DE SUA ADAPTAÇÃO AO PSOL


A tendência revisionista "Esquerda Marxista", vinculada internacionalmente a corrente dirigida por Alan Woods do Socialist Appeal da Inglaterra, acaba de sofrer uma significativa ruptura em seu quadro militante, trata-se do surgimento de um novo grupo político parido de suas entranhas orgânicas. A EM, surgida há mais de uma década no processo de decomposição moral e programática do Lambertismo (Jornal "O Trabalho" no Brasil), compartilhou muitos de convivência política no interior do PT com seus antigos camaradas de organização Lambertista, porém a tentativa de delimitação pela esquerda com a plataforma de colaboração de classes da Frente Popular ficava bastante prejudicada pelo permanência nas fileiras do Lulismo. Somente em 2015 no auge da crise do governo Dilma às vésperas do processo do golpe parlamentar, a EM decide sair do PT em busca de um novo "oxigênio eleitoral" na sombra da influência do PSOL. Registre- se o fato da EM então possuir dois vereadores eleitos pelo PT (Bauru e Joinville) e muito preocupados com a possibilidade de não renovarem seus mandatos nas eleições municipais de 2016. A opção da EM foi entrar no PSOL para tentar a reeleição de seus parlamentares, apesar de contrariar a orientação internacional da corrente de Alan Woods (CMI) que nesta altura apoiava até a presidente Peronista Cristina Kirchner na Argentina. Mas a manobra oportunista de abandonar o naufrágio do PT em pleno impeachment foi mal sucedida e os dois vereadores da EM não conseguiram a reeleição na legenda do PSOL, gerando uma crise interna na tendência revisionista. Acontece que o PSOL está bastante distante de se configurar como uma potente alternativa eleitoral ao PT, fora a cidade do Rio de Janeiro onde a candidatura de Marcelo Freixo arrastou vários segmentos da classe média em seu chamado "ético" para "moralizar" o capitalismo, o partido controlado por Ivan Valente (ex-dirigente do MEP) não conseguiu um bom desempenho nacional. Nos marcos internos do PSOL a Esquerda Marxista buscou alinhamentos com grupos ainda mais degenerados programaticamente do que os Lambertistas de "O Trabalho" (PT), como o MES de Luciana Genro que apoia o justiceiro Sérgio Moro e sua caçada reacionária contra Lula, neste quadro de instabilidade de rumo político (rompem com o PT e acabam nos braços dos "moristas" do PSOL) Serge Goulart (principal liderança da EM) só aguça a desagregação de sua própria tendência revisionista. E no início de maio passado vem a público o racha da EM, Miranda, ex-dirigente do Movimento Negro Socialista anuncia sua ruptura com o grupo de Goulart e a criação de sua própria corrente o M-LPS (Movimento Luta pelo Socialismo). O M-LPS divulgou o seguinte comunicado sobre sua saída da EM: "Na preparação de uma Conferência Nacional (23 de abril 2017) da Esquerda Marxista seção da CMI (Corrente Marxista Internacional), houve uma ruptura desta organização. Tal fato se deu no dia 28 de março quando 5 membros do Comitê Central foram declarados “hostis” e, portanto, considerado pela maioria do CC “fora do quadro” daquela organização." Para depois concluir com graves acusações: "Durante meses travamos uma dura batalha por nossas posições políticas no interior da organização Esquerda Marxista. Mas a sua continuidade se tornou impossível, pois a compreensão totalitária da maioria da direção da EM de democracia operária impediu a continuidade do debate." A direção da EM ainda não se posicionou sobre os motivos políticos do racha e tampouco acerca das acusações do M-LPS, embora o militantes do sindicato dos vidreiros de São Paulo que pertenciam a EM tenham aderido ao novo grupo formado por Miranda. O norte programático do M-LPS parece ser ainda mais oportunista do que sua tendência progenitora, segue os mesmos passos de diluição no PSOL e abandono da estratégia revolucionária Trotskista, não por coincidência convidaram os anti-Leninistas do grupo MAIS para sua conferência de fundação. Tanto Serge como Miranda são antigos quadros revisionistas formados teoricamente por Lambert em suas teses de apologia a democracia como "valor universal" em uma suposta superação a Ditadura do Proletariado, postulada como plenamente vigente no Programa de Transição. Na adesão ao CMI de Woods esta vertente revisionista se aprofunda ainda mais, já que esta tendência internacional representa historicamente uma ala de esquerda do Partido Trabalhista inglês que chegou a apoiar o país imperialista na guerra das Malvinas contra a Argentina no início dos anos 80. O M-LPS provavelmente não venha a se vincular a nenhum agrupamento mundial, assim como o MAIS que "exortou" a LIT, esta posição os deixa "livres" para trafegarem independentes nos corredores eleitorais do PSOL em busca de alguma vaga parlamentar (também serve assessoria de deputado ou vereador). O futuro político da EM será bastante incerto no próximo período, posto que as linhas programáticas de Woods e Goulart não são congruentes, enquanto o primeiro dirigente prefere navegar em fenômenos burgueses mais tradicionais (Peronismo, Trabalhismo etc..), o segundo se mostra mais simpático a surfar na "modernidade" da classe média (Podemos, PSOL etc..). Os Comunistas Leninistas da LBI continuam firmes e convictos da necessidade da revolução socialista e da edificação da Ditadura do proletariado, mesmo pagando o "custo político" do isolamento eleitoral. Por isso mesmo não nos sentimos atraídos pelo "canto de sereia" do PSOL e sua ode política em defesa de um "capitalismo sustentável e socialmente responsável".