FARRA DO FUNDO ELEITORAL DO ESTADO BURGUÊS: EXQUERDA “GRANDE OU PEQUENA” É COOPTADA IDEOLOGICAMENTE PELO “BOLSO”…
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou no último 3 de junho a partilha de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado “fundão eleitoral”, entre 30 legendas registradas. A distribuição, definida pela legislação do regime da democracia dos ricos, concentra a maior parte dos recursos nos partidos burgueses com maior representação parlamentar no Congresso Nacional, reforçando as máquinas partidárias fisiológicas que dominam a farsa eleitoral.
Mas não só os “grandes” recebem a bolada, também os “pequenos” ganham seu quinhão do Estado capitalista. O objetivo da “generosidade” da República das classes dominantes é evidente, a cooptação ideológica é segura, ocorrendo pelo “bolso”, até mesmo das legendas ocas da exquerda reformista, que funcionam como empresas privadas faturando a cada dois anos (intervalo eleitoral) um montante financeiro “líquido e certo”.
O financiamento partidário chamado “público”, que de público não tem absolutamente nada, pois é controlado pelo establishment do regime institucional, foi criado em 2017 após a proibição das doações empresariais diretas, vendendo a ilusão de que eliminaria a “influência do grande capital nas campanhas”. Na prática, fortaleceu o financiamento estatal bilionário das organizações partidárias, enquanto as doações de “pessoas físicas”, grupos empresariais, caixa dois e “favores pessoais” seguem influenciando o resultado final e garantindo que os interesses globais das classes dominantes se imponham, inclusive no movimento de massas.
Somente para termos uma ideia da farra das verbas institucionais para as eleições, a “empresa” PCO, controlada pelo clã Rui Pimenta, receberá 3,3 milhões de Reais do TSE, para apresentar suas “candidaturas frias”, que sequer conseguem alcançar 100 votos da disputa proporcional. Esse verdadeiro “presente” da burguesia aos revisionistas, ainda será acrescido de um valor anual da cota do “Fundo Partidário”, somando tudo são quase 5 milhões de Reais no bolso do candidato Rui Pimenta, para que no segundo turno o pilantra chame a votar no Lula e ainda receber um “troco” extra dado pela Frente Ampla. Não por coincidência a “empresa” PCO não para de adquirir imóveis em São Paulo, como forma de engordar o patrimônio familiar da herança dos filhos do corrupto Pimenta.
Os Marxistas Leninistas, independente do tamanho da organização ou da obtenção do registro partidário institucional, não admitem por princípios ideológicos já norteados pela III Internacional Comunista, receber um único centavo “doado” pelo Estado burguês. Da república capitalista e das próprias classes dominantes, somente admitimos a expropriação e o confisco de seus bens, não necessariamente pelas vias legais! Não por coincidência nenhuma legenda revisionista que atua na institucionalidade eleitoral defende a luta armada e a revolução socialista violenta para destruir o Estado capitalista…
