segunda-feira, 1 de junho de 2026

MESMO COM O APOIO “VELADO” DA CASA BRANCA E A FRAUDE ELEITORAL... CANDIDATO DE PETRO NÃO GANHA NO 1º TURNO: CEPEDA, REPRESENTANTE DA EXQUERDA BURGUESA, É O NOME PREFERENCIAL DO CAPITAL FINANCEIRO NA COLÔMBIA! 

O presidente “progre” colombiano, Gustavo Petro, declarou neste domingo (31/05) que não aceita os resultados eleitorais apresentados pela chamada contagem transmitida e que aceitará apenas os resultados vinculativos provenientes das comissões de apuração dirigidas pelos juízes da República. Petro está desde já fazendo pressão para que no segundo turno a manipulação dos resultados eleitorais pelo Deep State seja totalmente a favor de sua desgastada coligação eleitoral, já que Trump não jogou peso em apoio ao candidato da direita, sequer o recebeu na Casa Branca e abandonou a postulação Abelardo de la Espriella que lidera a corrida presidencial na Colômbia com 44% dos votos contra 41% de Iván Cepeda apoiado por Petro.

Registre-se que o contingente de imigrantes colombianos nos EUA é enorme e um apoio ativo de Trump a Espriella seria decisivo... mas não houve essa “esperada” conduta por parte do presidente ianque. Na verdade, Petro está reclamando no sentido inverso do que vende para a plateia, ou seja, sua “grita” é apesar do apoio “velado” da Casa Branca e da fraude eletrônica em curso que inflou ao máximo o seu candidato burguês Iván Cepeda, ele não ganhou no primeiro turno, ficando em segundo lugar na disputa!

Esses elementos demonstram que a “bronca pública” de Petro é uma postura preventiva para que a fraude eletrônica seja efetivamente feita em favor de Cepeda! Não por acaso, o chefe de Estado colombiano apresentado pela “exquerda” reformista do continente como exemplo de “coerência e de luta anti-imperialista” voltou a referir-se ao perigo de fraude eleitoral eletrônica representado pela empresa privada Thomas Greg & Sons, que controla o software de pré-contagem para manipular as pesquisas eleitorais e o próprio voto popular. Ele detalhou que a empresa de fato controlada pela CIA e de propriedade dos “laranjas” irmãos Felipe, Camilo e Fernando Bautista, também controlava outras informações cruciais: dados de identidade dos cidadãos.

Seria Petro, o “progressista” presidente colombiano, o mais novo adepto da “Teoria da Conspiração” de que as eleições burguesas na atual etapa histórica da ditadura capitalista são manipuladas pele Deep State Global segundo seus interesses através da criação de eleitores fantasmas, totalizações virtuais e das urnas eletrônicas sem comprovação física dos votos? Nada disso! Na realidade, ele deseja ver seu arco político burguês ser beneficiado pela fraude, por isso foi até a Casa Branca recentemente encontrar-se com Trump, que desde então “baixou o tom” contra seu governo e abandonou de fato a candidatura direitista de Espriella.

O mais interessante é que a “denuncia” de Petro releva como todo o esquema da fraude eletrônica funcional, operação até então negado pela exquerda reformista como aqui no Brasil! Em uma postagem no X, Petro afirmou que “embora os algoritmos do software de contagem e análise devessem ter permanecido inalterados, eles foram alterados três vezes na última semana, adicionando mais 800.000 carteiras de identidade de pessoas que não constam no censo oficial apresentado". Ele enfatizou que “há dois censos em andamento, o oficial e o do software dos irmãos Bautista, que inclui 800 mil pessoas a mais”. Acrescentou que "as seções eleitorais já contestadas demonstram que centenas de milhares de votos foram adicionados sem a presença de eleitores reais". Ressaltou ainda que "a chamada contagem transmitida não tem força vinculativa. Seus dados não são de domínio público".

Petro enfatizou que se trata da mesma ferramenta de pré-contagem que continua sendo usada atualmente, apesar de o Conselho de Estado ter demonstrado que ela poderia ser manipulada e ter emitido uma decisão, ignorada pelo Registro, para substituí-la por uma de propriedade do Estado e desenvolvida dentro do Estado. “O software, e portanto o controle da contagem de votos na Colômbia, está nas mãos de uma empresa privada, Thomas Greg & Sons (…) há décadas”.

Para os Marxistas Revolucionários, a fraude eleitoral não nasceu com a urna eletrônica ou com a manipulação virtual dos resultados e eleitores, nem tampouco com as pesquisas eleitorais, é um produto histórico inerente a própria democracia burguesa. Lênin há mais de um século, estudou os mecanismos do processo eleitoral, no marco da ditadura capitalista, concluindo que seus resultados expressam sempre a forma distorcida da vontade popular.

Passadas várias décadas e distintas etapas da correlação de forças da luta de classes, podemos afirmar que hoje o processo político da fraude no interior das eleições representativas não só foi ampliado como tornou-se um sofisticado mecanismo da “indústria” eleitoral. Isto significa que as distorções políticas próprias da democracia burguesa, como o peso econômico dos candidatos ou o apoio que recebem da imprensa capitalista, agora são potenciados pela manipulação direta do voto popular.

Apesar disso, a “exquerda” reformista que apresenta Petro como exemplo de luta e coerência acredita piamente na “lisura” do processo eleitoral, mas foi desmoralizada por seu próprio membro colombiano! Não basta denunciar que o abundante financiamento das corporações capitalistas se destina aos seus candidatos preferenciais omitindo a essência farsesca de todo o processo eleitoral.

Reafirmamos que Lenin concluiu a bastante tempo que as eleições burguesas só poderiam refletir de forma deformada a vontade popular. Hoje em pleno estancamento das forças produtivas podemos afirmar que a monopolização da economia pelo capital financeiro determina que este imponha seus gerentes estatais totalmente a parte de qualquer tendência eleitoral expressa pela soberania do povo nas urnas.

Como parte integrante deste regime bastardo, a exquerda em seu conjunto é a peça política que “lubrifica” a engrenagem da fraude burguesa, levando à desmoralização ideológica nas fileiras da vanguarda classista do movimento de massas, fazendo crer que a via institucional é a única senda possível para a publicidade socialista. 

Petro não está sendo “vítima” da política dessa exquerda que patrocina ilusão na “sacrossanta” democracia burguesa”, ao contrário, está reclamando que deseja ser beneficiário da fraude eletrônica operada pelo Deep State, por essa razão, colocou a “boca no trombone”!