MARINES IANQUES DESEMBARCAM NA VENEZUELA: TRAIDORA DELCY RODRÍGUEZ UTILIZA TERREMOTO COMO PRETEXTO PARA AUTORIZAR OCUPAÇÃO MILITAR DOS EUA
O Major-General do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Kevin J. Jarrard, chegou à Venezuela na noite de quinta-feira (25/06) para supervisionar e coordenar o pretenso apoio do Departamento de Defesa dos EUA às operações de socorro após os terremotos devastadores que atingiram o país. Com sua chegada a Caracas, Jarrard se torna o principal representante do abutre Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) no terreno, de onde dirigirá a coordenação das capacidades militares e logísticas das tropas imperialistas mobilizadas para apoiar os pretensos esforços de resgate e "assistência humanitária". Cinicamente, a missão dos fuzileiros navais (Marines) é apresentada como um meio para fornecer “ajuda humanitária” ao país mas na verdade trata-se do primeiro passo para uma intervenção militar imperialista!
A chegada do oficial de alta patente foi confirmada por John Barrett, Encarregado de Negócios do Escritório de Missões Estrangeiras dos EUA na Venezuela, que destacou o início do destacamento operacional “solicitado” pela traidora Delcy Rodríguez. "Com rapidez, precisão e capacidade logística incomparável, as equipes americanas estão sendo mobilizadas para apoiar as operações de resposta. Esta noite, damos as boas-vindas ao Major-General Jarrard em Caracas, que coordenará esses esforços juntamente com nossa equipe no terreno”, afirmou Barrett. Segundo informações oficiais, Jarrard trabalhará em estreita coordenação com as autoridades interinas venezuelanas e parceiros internacionais para planejar e coordenar o uso dos recursos logísticos e operacionais das Forças Armadas dos EUA durante a emergência.
Como parte da operação, o Comando Sul mobilizou aeronaves de asa fixa e rotativa para transportar pessoal especializado, equipes de busca e resgate urbano, equipamentos e suprimentos humanitários para as áreas mais afetadas pelos terremotos. Entre os recursos mobilizados estão helicópteros CH-47 Chinook, que foram preparados na Base Aérea de Soto Cano, em Honduras, para serem enviados à Venezuela.
A chegada de Jarrard representa o mais alto nível de
coordenação militar dos EUA na Venezuela desde o início da emergência. A
operação também inclui o envio dos navios USS Fort Lauderdale e USS Billings,
assistência humanitária avaliada em US$ 150 milhões e o destacamento de equipes
especializadas de busca e resgate urbano dos condados de Fairfax e Los Angeles
para reforçar os esforços de resgate nas áreas mais atingidas pelos terremotos.
É cedo para mensurar os efeitos econômicos, políticos e sociais que o terremoto causou. A única certeza é a de que a Venezuela ficará ainda mais vulnerável no marco da espoliação da economia nacional imposta pelo imperialismo ianque.
Ainda que não existam meios para impedir os abalos sísmicos, há muitos anos os sismógrafos foram aprimorados para prever com antecedência de minutos, horas ou até dias os grandes tremores, tornando possíveis medidas preventivas. Avisos oportunos para que as pessoas saíssem de suas casas e edifícios decidem a diferença entre a vida e a morte de dezenas de milhares. O número de mortos seria infinitamente menor se fossem avisadas com 5 minutos para saírem de dentro de casa e demais zonas de risco. Mas os países capitalistas, principalmente os imperialistas que dispõem de sonares avançadíssimos, não dispuseram sua tecnologia a serviço das vidas das massas miseráveis venezuelanas.
O fato de que as vítimas não foram avisadas, apesar de haver meios de sobra para isto, é apenas um primeiro aspecto que atesta como a tragédia que se seguiu ao terremoto é responsabilidade direta do imperialismo e seus agentes, se é que o fenômeno não foi provocado pelo próprio imperialismo e seu maquinário de guerra híbrida.
Os militares dos Estados Unidos desenvolveram capacidades avançadas que os permitem alterar seletivamente os padrões climáticos. A tecnologia, que foi inicialmente desenvolvida na década de 1990 sob o Programa de Pesquisa Auroral Ativa de Alta Frequência (HAARP), foi um apêndice da Iniciativa de Defesa Estratégica - 'Guerra nas Estrelas'. Do ponto de vista militar, o HAARP – que foi oficialmente abolido em 2014 – é uma arma de destruição em massa, operando a partir da atmosfera externa e capaz de desestabilizar os sistemas agrícolas e ecológicos em todo o mundo.
Oficialmente, o programa HAARP foi encerrado em sua localização no Alasca. A tecnologia de modificação do clima envolta em segredo, no entanto, prevalece. Documentos HAARP confirmam que a tecnologia estava totalmente operacional em meados de 1990. Deve-se enfatizar que, embora as Forças Armadas dos Estados Unidos confirmem que a guerra climática está totalmente operacional, não há evidências documentadas de seu uso militar contra inimigos dos Estados Unidos. O assunto é tabu entre analistas ambientais. Nenhuma investigação aprofundada foi realizada para revelar as dimensões operacionais da guerra climática.
A ironia é que os impactos das técnicas ENMOD para uso militar foram documentados pela CBC TV em meados da década de 1990. A reportagem da CBC TV reconheceu que as instalações do HAARP no Alasca, sob os auspícios da Força Aérea dos EUA, tinham a capacidade de desencadear tufões, terremotos, inundações e secas. A energia dirigida é uma tecnologia tão poderosa que poderia ser usada para aquecer a ionosfera e transformar o clima em uma arma de guerra. Imagine usar uma enchente para destruir uma cidade ou tornados para dizimar um exército que se aproxima no deserto.
Abalos sísmicos são anteriores à existência do homem na terra. O controle da natureza para que suas forças não gerem tragédias faz parte da própria evolução humana. Minorar os efeitos dos desastres naturais, desenvolvendo meios de contorná-los são discutidos e aprimorados desde o princípio da humanidade. Em 1746, houve um mortífero terremoto em Lima, capital do Peru. Em 1755, um outro destruiu Lisboa, Portugal. Tais acontecimentos não passavam desapercebidos dos ideólogos da Revolução Francesa. Na novela "Cândido" Voltaire questionava a fé cega em Deus e as explicações fatalistas para os desastres naturais. Russeau então escreve uma carta a Voltaire e lhe explica que os efeitos do desastre em Lisboa não estavam subordinados a natureza nem a natureza humana, mas as condições sociais e a forma de vida baseada na propriedade privada: “Se os residentes desta grande cidade estivessem mais regularmente distribuídos e menos densamente avizinhados, as perdas haviam sido muito menores e inclusive inexistentes. Todos poderiam ter fugido com as primeiras sacudidas e dois dias depois seriam encontrados a vinte léguas de distância tão felizes como se nada houvesse acontecido. Mas temos que ficar e expormos a futuros tremores, insistiam muitos de maneira obstinada, porque o que tínhamos que abandonar era mais valioso do que o que podíamos levar. Quantos desgraçados pereceram no desastre por tentar levar, um suas roupas, outros seus papéis, um terceiro seu dinheiro? Sabemos bem que as pessoas têm se convertido na parte mais insignificante de seu ser e que não vale a pena salvar-se se tudo mais se perde”.
É preciso impulsionar a constituição de comitês populares para gerir o socorro contra a tragédia, desde o controle da ajuda internacional até um programa de obras públicas, passando pela expropriação de todos os mercados e dos meios de produção, os meios de distribuição, transporte, saúde, todo aparato militar, veículos e máquinas estrangeiros, a organização da distribuição da ajuda. Portanto, todos os víveres, água potável, alimentos em geral devem passar a gestão da classe trabalhadora que desde já deve contar com a mais ampla solidariedade do proletariado mundial, fortalecendo a luta contra o governo Delcy Rodríguez.
O efeito combinado desses esforços entre a Casa Branca e a vassala Delcy será afundar ainda mais a Venezuela no controle e na exploração dos Estados Unidos. Para demonstrar esse ponto, é preciso olhar para os orquestradores dos últimos esforços de socorro dos Estados Unidos. São as mesmas forças que pilharam o Haiti desde o terremoto de 2010. No decorrer das próximas semanas, o Exército dos EUA e as ONGs internacionais repetirão a “Assistência” macabra que fizeram no Haiti.
Fora o imperialismo ianque e suas tropas da Venezuela! Abaixo o governo entreguista neoliberal de Delcy Rodríguez! Toda solidariedade internacional da classe trabalhadora ao povo venezuelano!

