domingo, 31 de maio de 2026

UMA NOVA “CORTINA DE FERRO”: A OTAN PREPARA UMA GUERRA CONTRA A RÚSSIA AINDA NESTA DÉCADA 

Há oitenta anos atrás, em 5 de março de 1946, Winston Churchill anunciou em um discurso nos Estados Unidos, referindo-se à Europa do pós guerra: "Uma cortina de ferro desceu sobre o continente". O discurso de Churchill, acordado com o presidente norte-americano Harry Truman, marcou o início da Guerra Fria contra a União Soviética. A partir daquele momento, a Europa permaneceu dividida por 45 anos pela "Cortina de Ferro". Hoje, a Europa está dilacerada por uma nova “Cortina de Ferro”, em alguns aspectos ainda mais perigosa que a anterior, porque possui um arsenal nuclear muito maior.

Nos últimos dias, o centro de comando britânico da OTAN ocupou a estação de metrô Charing Cross, em Londres, para "testar sua capacidade de repelir uma ofensiva russa, simulando o lançamento de operações de ataque profundo contra a Rússia". Até o momento, a Grã-Bretanha destinou aproximadamente 11 bilhões de Libras em ajuda militar à Ucrânia e continuará a fornecer 3 bilhões anualmente até 2031, incluindo o treinamento de mais de 60.000 soldados ucranianos até agora. O Reino Unido anunciou o maior pacote de drones militares já fornecido à Ucrânia, com a entrega de pelo menos 120.000 drones este ano. Isso significa que a maioria dos drones que atacam a Rússia a partir da Ucrânia não são ucranianos, são drones de ataque fornecidos à Ucrânia pelo Reino Unido e outros países da OTAN.

O outro grande fornecedor de apoio militar à Ucrânia em sua guerra contra a Rússia é a União Europeia. Em cerca de quatro anos, forneceu mais de 200 bilhões de euros , agora complementados por um "empréstimo" de 90 bilhões, elevando o total para aproximadamente 300 bilhões. A União Europeia já treinou e armou cerca de 100.000 soldados ucranianos. Forneceu à Ucrânia mais de um milhão de projéteis de artilharia de grosso calibre, obuses para lançá-los e treinamento para seu pessoal.

A União Europeia está agora acelerando o processo de inclusão da Ucrânia entre seus membros. Uma vez na UE, a Ucrânia, juntamente com a Polônia, constituiria, ainda mais do que já é hoje, o posto avançado ofensivo do Ocidente contra a Rússia.

A Polônia, um aliado exemplar do imperialismo e que já investe 5% do seu PIB em suas forças armadas, está recebendo 32 caças F-35A dos Estados Unidos, cuja função principal é realizar ataques nucleares. A Polônia pretende assumir um papel mais ativo nos esforços de compartilhamento nuclear da OTAN, abrigando em seu território armas nucleares americanas, como as novas bombas B61-12 já implantadas pelos EUA na Itália e em outros países europeus. Aeronaves e pilotos poloneses já participam de exercícios de guerra nuclear da OTAN sob comando do Pentágono.

Assim, tal como aconteceu durante a chamada “Guerra Fria”, Washington conseguiu mais uma vez, com a cumplicidade do capital financeiro europeu, fragmentar a Europa com uma nova "Cortina de Ferro", transformando-a na linha de frente do confronto nuclear com a Rússia, em benefício dos Estados Unidos.