FIM DA ESCALA 6x1 APROVADA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS: GOVERNO NEOLIBERAL DA FRENTE AMPLA FAZ DEMAGOGIA POPULISTA E AMEAÇA RETIRAR DIREITOS DOS TRABALHADORES
Na última quarta-feira (27/05) a Câmara dos Deputados aprovou por ampla maioria de votos o fim da escala 6x1. Porém o acordo deliberado, unindo o Lulopetismo e o Centrão, e que segue agora para o Senado Federal, pode ser apenas formal se ocorrerem compensações às empresas capitalistas, além da transição prolongada de um ano para sua efetivação. A demagogia populista feita pelo governo neoliberal da Frente Ampla, não informou aos trabalhadores as “brechas” do projeto, como por exemplo a negociação coletiva, banco de horas, intensificação do trabalho com aceleração dos ritmos da produção e a retirada indireta de direitos históricos conquistados pela classe operária.
Ao contrário do que está festejando a exquerda reformista e os seus sócios minoritários do PSTU, o fim formal da escala 6x1 não resolverá o problema da super exploração do trabalho, principalmente quando vem acompanhada da manutenção da “reforma trabalhista”, da “reforma previdenciária” e das formas de precarização(uberização)que ampliaram a extorsão da mais valia do proletariado. A aprovação do limitado projeto com 40 horas semanais não encerra a luta de massas pela redução real da escala de trabalho, ou seja, da conquista das 30 horas semanais. O ponto central da atual enganação de Lula é saber que o acordo manterá brechas para o grande capital, permitindo o banco de horas e sua extensão mediante “flexibilizações”.
A votação parcial de ontem do fim da escala 6x1 no emprego formal, também não alcançará uma imensa massa precarizada, autônomos, entregadores, motoristas de aplicativo e prestadores de serviço, que seguirá submetida a jornadas extenuantes, sem nenhuma garantia trabalhista fundamental.
A dura realidade da classe operária reforça que o problema da jornada de trabalho não se limita à escala formal, que embora muito importante, não pode por si só garantir melhorias persistentes e satisfatórias ao proletariado submetido ao conjunto das formas de exploração sustentadas pela informalidade forçada, pela plataformização, pelos “bicos” e pelas “reformas” que retiraram seus direitos sociais.
