BOLÍVIA URGENTE: PARA DERROTAR O “ESTADO DE SÍTIO” É NECESSÁRIO ARMAR AS MASSAS E CONSTRUIR UMA ALTERNATIVA DE PODER!
O Congresso Nacional da Bolívia, que teve de se reunir online em função da rebelião popular instalada no país, autorizou, na última terça-feira, o reacionário presidente Rodrigo Paz a mobilizar as Forças Armadas nas ruas da nação andina e concedeu aos militares o poder de declarar “estado de emergência” em meio à intensa crise social e aos bloqueios de estradas durante os protestos. O projeto de lei aprovado no parlamento visa revogar a chamada "Lei Eva Copa", promulgada durante o governo golpista de Jeanine Áñez. Essa lei regulamentava artigos da Constituição relacionados a estados de emergência e estabelecia limites ao uso das Forças Armadas em conflitos sociais internos, sendo até defendida por entidades militares e civis da chamada extrema-direita.
O fato é que as massas proletárias tomaram as cidades em um levante popular que ameaça diretamente as estruturas do decadente regime burguês. A questão da tática revolucionária é não apenas defender a renúncia de Rodrigo Paz, um marionete nas mãos do imperialismo ianque, mas sim construir uma alternativa de poder operário, armando o proletariado para derrotar a ofensiva da repressão capitalista.
Esta é a quarta semana de protestos em massa liderados por sindicatos de mineiros, camponeses e organizações comunitárias originárias em repúdio às políticas econômicas neoliberais do governo da extrema direita. Os protestos reivindicam aumento geral de salários e exigem a saída do governo Paz. Porém é necessário dar um passo a frente, rompendo com a plataforma política da exquerda reformista, hoje dirigida pelo ex-presidente corrupto Evo Morales.
Desgraçadamente os revisionistas do POR (Lora), maior referência histórica do Trotskismo na Bolívia, também embarcaram na “canoa” do cretinismo institucional, e até agora se recusaram a levantar o armamento geral do proletariado, para enfrentar e derrotar a duríssima repressão policial e militar, inaugurada a partir da decretação do estado de sítio no país.
Para triunfar, o movimento operário e popular deve apontar na perspectiva transicional e revolucionária de um genuíno governo operário e camponês, na senda histórica do combate pela Ditadura do Proletariado!
