domingo, 17 de maio de 2026

MPR DEFENDE O VOTO NULO “MEIA BOCA”: NÃO DENUNCIA A FARSA DO CIRCO ELEITORAL FRAUDADO DA DEMOCRACIA BURGUESA! 

O dirigente do MPR e sua principal figura pública, Altino Prazeres, lançou na “Tribuna Livre” do pré-congresso do agrupamento o artigo “Tática eleitoral: quais são as nossas tarefas nas eleições burguesas?” (16/05). O que chama atenção na introdução do texto que discute concretamente se foi correta ou não a posição adotada pelo MRP publicamente até agora “Contra Lula e Bolsonaro no 1º e no 2º turnos” é que Altino em nenhum momento denuncia o circo eleitoral fraudado da democracia burguesa. Ele sequer adota o critério Leninista que as eleições apenas expressam deformadamente as tendências da luta de classes e não poder ser o elemento determinante para guiar a posição das organizações políticas que se proclamam da defesa dos interesses dos trabalhadores.

Atino, ao contrário, afirma candidamente que “Partindo do pressuposto de que as eleições burguesas para os bolcheviques e para nós servem ‘para lutar pelo programa do partido e, dessa forma, avançar a consciência da classe operária’ e que ‘esse era o principal objetivo de sua participação eleitoral’ e que temos que nos diferenciar e combater as propostas da ‘burguesia e seus agentes reformistas, oportunistas e centristas’, vamos debater a melhor forma de fazê-lo e assim construir o partido.”

Ele cita Martín Hernández e mesmo Nahuel Moreno para justificar essa tese “ingênua” de que as eleições burguesas no Brasil e nas atuais condições da Nova Ordem Mundial capitalista (com a introdução da urna eletrônica sem comprovação física de voto que impede a recontagem e um processo totalmente controlado pelo STF/TSE, agentes em nosso país do Deep State global) não são uma farsa completa e que tal visão seria “ultraesquerdista”!

Para os Marxistas Revolucionários, a fraude eleitoral não nasceu com a urna eletrônica (“roubotrônica” como apelidamos) nem tampouco com as pesquisas eleitorais, é um produto histórico inerente a própria democracia burguesa. Lênin há mais de um século, estudou os mecanismos do processo eleitoral, no marco da ditadura capitalista, concluindo que seus resultados expressam sempre a forma distorcida da vontade popular.

Passadas várias décadas e distintas etapas da correlação de forças da luta de classes, podemos afirmar que hoje o processo político da fraude no interior das eleições representativas não só foi ampliado como tornou-se um sofisticado mecanismo da “indústria” eleitoral. Isto significa que as distorções políticas próprias da democracia burguesa, como o peso econômico dos candidatos ou o apoio que recebem da imprensa capitalista, agora são potenciados pela manipulação direta do voto popular.

O MPR e outros agrupamentos revisionistas falam em “lutas e socialismo” e, pasmem, até mesmo em “revolução”, porém “esquecem” de afirmar o elementar para uma corrente Marxista: As eleições no Brasil são fraudadas desde a urna “roubotrônica” sem possibilidade de aferição física (experimento singular em todo o mundo), passando pelas pesquisas manipuladas e chegando ao fim com a “totalização eletrônica” no TSE, onde somente a CIA e os ministros da Corte Suprema tem acesso.

Não basta denunciar que o abundante financiamento das corporações capitalistas se destina aos seus candidatos preferenciais, que por razões óbvias não beneficia as pequenas candidaturas revisionistas, omitindo a essência farsesca de todo o processo eleitoral.

Reafirmamos que Lenin concluiu a bastante tempo que as eleições burguesas só poderiam refletir de forma deformada a vontade popular. Hoje em pleno estancamento das forças produtivas podemos afirmar que a monopolização da economia pelo capital financeiro determina que este imponha seus gerentes estatais totalmente a parte de qualquer tendência eleitoral expressa pela soberania do povo nas urnas.

Vários agrupamentos como o PSTU e PCO se empantanam nas eleições (vocalizando sempre o socialismo) no sentido de legitimar pela “esquerda” esta paródia de democracia burguesa. Este regime fraudulento da democracia dos ricos estimula eleitoralmente (inclusive com verbas milionárias) a esquerda revisionista, excluindo ao mesmo tempo o básico direito à livre organização partidária das correntes comunistas e anarquistas, com o único objetivo de facilitar a ilusão da população na “absoluta lisura e transparência” na condução da sentença eleitoral decretada pelos falsários ministros da Suprema Corte.

Como parte integrante deste regime bastardo, a esquerda revisionista em seu conjunto e apesar de suas muitas diferenças, é a peça política que “lubrifica” a engrenagem da fraude burguesa, levando à desmoralização ideológica nas fileiras da vanguarda classista do movimento de massas, fazendo crer que a via institucional é a única senda possível para a publicidade socialista.

Essa política de “idealizar” as eleições burguesas como um legítimo e obrigatório terreno de disputa dos revolucionários que lançariam suas candidaturas para apresentar seu programa é tão limitada e respeita o circo eleitoral fraudado que Altino registrou que há resistência dentro do próprio MPR.

No tópico “Conteúdo sobre o primeiro turno” ele pontua “JP e Carlos dizem: ‘e que, no primeiro turno, não votará nem por Lula nem por Bolsonaro. Centra, assim, sua intervenção no combate aos dois principais projetos burgueses que polarizam a eleição, secundarizando a denúncia da farsa eleitoral e do regime democrático burguês”.

Fica evidente que a ausência da convocação de uma campanha ativa de denúncia do circo eleitoral fraudado, com o MPR “secundarizando a denúncia da farsa eleitoral e do regime democrático burguês” é a marca concreta de sua tática eleitoral.

Não por acaso Altino afirma “Tanto é assim que o debate sobre a tática eleitoral do MPR até agora discorre sobre o que faremos no primeiro turno: se uma anticandidatura, se voto nulo ou voto crítico no PSTU”. Reduz-se o debate eleitoral a posição de como votar e não a denuncia do conjunto do viciado processo manipulado completamente pela burguesia, em que somente candidaturas que aceitam as regras do jogo são acolhidas, como aceitar ter acesso ao milionário fundo eleitoral e partidário do TSE, instrumentos criados pela burguesa para corromper a esquerda de conjunto.

A principal figura pública do MPR sequer toca no tema central da farsa eleitoral, ele segue seu raciocínio que respeita o “sancrossanto” processo eleitoral burguês pontuando “No segundo turno, até agora o debate é não votar nem em Lula, nem na família Bolsonaro e nem em outra alternativa burguesa, caso apareça. E sabemos que sofreremos uma pressão enorme para nos ‘escondermos’ no segundo turno pela luta eleitoral do ‘mal menor’ burguês do Lula feita pelo PT, PSOL, setores da burguesia, PCB, UP, PCBR, MRT e PSTU.”

De fato, a pressão é e será enorme... tanto que o MPR já está capitulando a ela porque não faz um caracterização Marxista que nos dias atuais as eleições burguesas carecem de total legitimidade, são uma farsa manipulada para as grandes corporações indicarem seus gerentes de plantão, independentemente e mesmo contra o voto popular expresso nas urnas e facilmente alterado o resultado através das urnas “roubotônicas”.

O Deep State Global pode escolher Lula ou Bolsonaro ou qualquer outro gerente estatal como melhor lhe convier porque controla o STF, TSE e a totalização virtual dos votos por computadores operados por uma empresa espelho da CIA, tecnologia introduzida no Brasil desde 1996 pelo tucano FHC.

A crença que as eleições são um democrático “espaço de disputa e expressão a vontade popular” é tamanho por parte de Altino que ele sequer defende o voto nulo no primeiro turno da eleição presidencial: “Acho que a melhor opção seria chamar voto crítico no Hertz Presidente e avaliar nos estados se vale a pena votar em algum candidato a governador do PSTU ou não”. Segundo ele “O debate sobre voto nulo, ou voto crítico, no PSTU no primeiro turno faz sentido. Mas as duas táticas se dão no marco de uma política geral para as massas, não para a vanguarda, de voto contra as alternativas burguesas e seus aliados reformistas.”

Como vemos o chamado ao boicote ativo do circo eleitoral da farsa montada pela burguesia seria “vanguardismo” para o dirigente do MPR. Para Altino “Nenhuma nem outra tática pode ficar presa à ideia de qual política é melhor para a vanguarda, seja ela qual for, mas tem que levar em consideração para se ter a linha fina da tática. Neste sentido, com a linha correta para as massas, para melhor disputar a vanguarda e construir o partido revolucionário, o melhor é termos uma tática fina que faça sentido do início ao fim, voto crítico no PSTU vacilante contra Bolsonaro e Lula, mesmo sabendo que eles são pequenos. Isso se dá também porque estamos em construção e parte da vanguarda sabe que fomos expulsos do PSTU e que temos diferenças grandes, mas que somos uma organização com vocação para ter uma política de gente grande, que pensa nos passos para a frente”.

Altino chama por vias tortuosas o MPR a ser satélite “externo” do PSTU... que por sua vez é apêndice de “esquerda” da Frente Ampla e da candidatura burguesa de Lula, tanto que irá lançar Hertez para consumo interno para “cumprir tabela” e, na sequência, votar  e fazer campanha por Lula no segundo turno em nome de derrotar nas urnas o Bolsonarismo e a direita institucional que seriam o “mal maior” a ser combatido.

Esquecem os revisionistas defensores dessa tese estúpida que o Brasil é gerenciado preferencialmente pela Frente Popular comandada pelo PT nas últimas três décadas. Se Lula conseguir o quarto mandato, são 5 governos nacionais e meio nos últimos 30 anos. A direita Bolsonarista teve apenas um governo central e a chamada centro direita tucana “civilizada” (PSDB) dois governos e mais meio mandato para a quadrilha do MDB encabeçada pelo golpista Michel Temer.

Como vemos fica comprovado pelos números objetivos e estatísticas concretas que a Governança Global do Capital Financeiro prefere no Brasil o governo burguês da Frente Ampla comandada pelo PT, não por acaso houve somente um governo da chamada extrema-direita. Nesse sentido, Lula e o PT são os gerentes preferenciais do capital financeiro. É tarefa dos revolucionários combate-los, não abrindo mão de derrotar tanto o Lulopetismo como o Bolsonarismo pela via da ação direta dos trabalhadores contra o regime da democracia burguesa!

Altino ressalta ainda que “Outro aspecto é a disputa com os autonomistas, anarquistas e ultraesquerdistas que negam o processo eleitoral”. Como podemos observar o dirigente do MPR “mira” nos supostos “ultraesqueristas” para combater os que denunciam o circo eleitoral fraudado de conjunto, uma conduta abjeta do conjunto dos reformistas para isolar os revolucionários que é replicada pelo adaptado dirigente do MPR, que integra a grande família da burocracia sindical.

Ele declara ao final de seu artigo: “Temos que ser ousados, defender nosso programa para as massas e disputar a vanguarda, em particular, a juventude trabalhadora. Há um espaço à esquerda da Frente Ampla que está sendo disputado por todo tipo de reformismo, estalinismo e centrismo. E nossa localização revolucionária contra todas as alternativas burguesas nas ruas e nas urnas, no primeiro e no segundo turno, com um projeto revolucionário e socialista, pode nos fortalecer ideológica e politicamente e com um saldo positivo de construção para o momento em que nos encontramos”. Como vemos, nenhum chamado ao boicote ativo ao circo eleitoral fraudado da democracia burguesa!

Agrupamentos com o MPR ou mesmo o TPOR podem até chamar o Voto Nulo nos 1º e 2º turnos mas de forma muito acanhada, sem proporem uma campanha de mobilização massiva em tornou da denúncia do circo eleitoral fraudulento. Apesar de até votarem nulo reconhecem a legitimidade das eleições, do TSE e da urna eletrônica. Em resumo legitimam de forma indireta o regime da democracia dos ricos!

Como Marxistas Revolucionários os militantes da LBI impulsionamos e politizamos o justo ódio popular contra a democracia fraudada, defendendo o Voto Nulo, o Boicote Ativo ou mesmo a Abstenção Massiva como forma de denúncia da farsa eleitoral em curso!

Chamamos os militantes classistas consequentes do MPR a romperem com a política de sua direção adaptada a democracia burguesa e a defenderem nem voto crítico, nem voto útil na “esquerda neoliberal” comandada pelo PT e nos revisionistas do PSTU! Voto Nulo pela construção do poder operário! Derrotar o Lulopetismo, o Bolsonarismo e a direita nas ruas e nas lutas!