domingo, 24 de maio de 2026

UM PRINCÍPIO DE “CESSAR-FOGO” ENTRE EUA E IRÃ FOI FIRMADO: BUROCRACIA CHINESA PRESSIONA PARA UM “ACORDO REBAIXADO” ONDE O REGIME DOS AIATOLÁS RENUNCIARIA SEU PROGRAMA DE DEFESA NUCLEAR 

Na manhã de hoje, o governo dos Estados Unidos e o Regime Nacionalista Burguês do Irã assinaram um princípio de acordo para pôr fim ao conflito militar. Trump afirmou que ambos os lados negociaram uma proposta que inclui a abertura do Estreito de Ormuz. No entanto, esclareceu que os detalhes finais ainda estavam pendentes. O New York Times reportou que os dois lados só abordarão o programa nuclear iraniano após a obtenção de um acordo inicial, significando uma tendência do imperialismo em colocar na mesa das negociações a renúncia definitiva do porte de armas atômicas pela nação persa.

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Esta inflexão do Regime dos Aiatolás, que representa um retrocesso no combate militar anti-imperialista, é produto direto da presão chinesa sobre o Irã, particularmente após o acordo selado recentemente em Pequim, entre Trump e Xi Jinping, no qual se estabeleceu o consenso de ambos governos para “congelar” o desenvolvimento do programa nuclear iraniano.

Entre outros elementos do rebaixado acordo de cessar-fogo, segundo a Casa Branca: ”O Estreito de Ormuz será aberto. Os aspectos e detalhes finais do acordo estão sendo discutidos e serão anunciados em breve", sem fornecer mais detalhes. De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, o bloqueio naval deve ser completamente suspenso dentro de 30 dias, conforme um memorando de entendimento planejado entre o Irã e os Estados Unidos.

Os reacionários governos dos países do Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Egito, Jordânia e Bahrein, bem como representantes da Turquia e do Paquistão, participaram da minuta apresentada por Trump para discutir o acordo. O Paquistão, que mediou as negociações presenciais entre as delegações dos EUA e do Irã em abril, espera sediar outra rodada de negociações "muito em breve", disse o primeiro-ministro Shehbaz Sharif.

De acordo com o The New York Times, os detalhes do "aparente compromisso" de Teerã em renunciar ao seu estoque de urânio serão discutidos após a assinatura do acordo inicial.

A proposta atual não define exatamente como Teerã abriria mão de seu estoque de urânio. O Irã enfatizou que ainda persiste uma divergência entre as partes sobre essa questão. O que se sabe nos bastidores das negociações é que a burocracia chinesa está diretamente envolvida na “tarefa” de dissuadir o regime nacionalista persa em possuir artefatos atômicos.

O Porta-Voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, observou "Uma tendência de reaproximação com Washington”, mas complementou que "Isso não significa necessariamente que nós e os Estados Unidos chegaremos a um acordo sobre as principais questões". O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou que Washington enfrentaria uma dura resposta caso retomasse as hostilidades.

Na frente de batalha libanesa, o Hezbollah já manifestou preocupação com um possível “acordo ruim” entre os EUA e o Irã, informando que o enclave sionista de Israel continua atacando o sul do Líbano, onde os combates continuaram acirrados apesar do midiático “cessar-fogo”. Os Marxistas Leninistas alertam para o risco no curso do fechamento de um “acordo rebaixado” em um franco retrocesso no apoio político e militar ao Eixo da Resistência.