segunda-feira, 18 de maio de 2026

GOVERNO RUSSO COMEÇA A “DESCONFIAR” DO PARCEIRO CHINÊS: O PCC PARECE ESTAR MAIS INCLINADO A UMA PARCERIA COM OS EUA 

O principal meio de comunicação internacional do governo da Rússia, o RT News, publicou há pouco tempo atrás uma crítica sem precedentes na história recente à política exterior da China. Uma crítica frontal desferida pela burocracia restauracionista russa que não se enquadra na visão “simplista” das relações entre ambos os países, que exalta cretinamente o chamado “mundo multipolar”.

O artigo divulgado pelo RT foi assinado por Alexei Martinov (assessor direto de Putin), com o seguinte título “Pekín ya no puede tratar a Moscú como un socio menor”. A matéria apareceu na mídia russa na véspera da viagem de Putin a Pequim e menos de uma semana depois do encontro de cúpula entre Trump e Xi Jinping.

Martinov começa afirmando que Moscou aceita em grande medida a profunda interdependência estratégica com a China, enquanto Pequim se comporta como se pudesse manter uma aliança cuidadosamente gerida pelo sócio que é dominante, minimizando ao mesmo tempo suas obrigações com o parceiro russo.

Os “especialistas” Internacionais repetem a mesma fórmula na mídia corporativa, a Rússia entrega as matérias primas e a China coloca o seu selo. Os projetos conjuntos anunciados, avaliados em mais de 200 trilhões de dólares, só foram implementados parcialmente, e as empresas chinesas continuam avaliando o custo das sanções contra a Rússia. Pequim no seu “menu comercial” priorizou as vendas “oportunistas” sobre uma interdependência estratégica autêntica com a Rússia.

Segundo Martinov, a China atua como se pudesse se beneficiar de uma aliança estratégica sem assumir responsabilidades. Moscou já integrou a cúpula do PCC em setores chaves como energia, logística militar e segurança alimentar. No entanto, muitos dos principais investimentos e compromissos tecnológicos da China avançam com cautela ou até mesmo retrocedem em relação a Rússia.

Os supostos “comunistas” chineses terão que decidir algum dia se consideram a Rússia como um sócio estratégico de pleno direito ou simplesmente uma base de recursos naturais e militares úteis, operando em segundo plano em relação aos EUA. Segundo Martinov, essa resposta determinará o futuro da aliança durante as próximas décadas.

As opções são as seguintes: Ou o acordo chinês-russo se transformará finalmente em uma aliança estratégica de fato com igualdade de condições, ou a Rússia considerará o PCC como um “braço esquerdo” do imperialismo ianque. No segundo cenário, os russos poderiam chegar a qualquer possível ação de rechaço contra a China, ainda segundo a avaliação política feita por Martinov.