107 ANOS DO ASSASSINATO DE ROSA LUXEMBURGO E KARL LIEBKNECHT
PELA SOCIAL DEMOCRACIA ALEMÃ: DIRIGENTES COMUNISTAS PAGARAM COM SUAS VIDAS PELO
COMBATE AO CRETINISMO PARLAMENTAR E AS ILUSÕES REFORMISTAS EM DEMOCRATIZAR O
CAPITALISMO E SUAS INSTITUIÇÕES!

Em 15 de janeiro de 1919, há exatos 107 anos, a coronhada do
rifle de um soldado a mando de um governo reformista esmagava a mais brilhante
e corajosa cabeça do movimento operário revolucionário alemão depois de Marx e
Engels. Este acontecimento trágico, por ter abortado a melhor oportunidade de
uma revolução socialista em uma nação capitalista avançada, foi como uma
tragédia de grandes proporções sobre o futuro da luta do proletariado mundial
até os nossos dias. Três dias após o assassinato de Rosa Luxemburgo e Karl
Liebknecht, Trotsky escreveu: “De constituição pequena, débil e enferma, Rosa
surpreendia por sua poderosa mente. Já falei certa vez que estes dois líderes
se complementam mutuamente. A intransigência e a firmeza revolucionária de
Liebknecht se combinam com uma doçura e meiguice femininas, e Rosa, apesar de
sua fragilidade, era dotada de um intelecto poderoso e viril. Ferdinand Lasalle
já escreveu sobre o esforço físico do pensamento e a tensão sobrenatural de que
é capaz o espírito humano para vencer e superar obstáculos materiais. Esta era
a energia que comunicava Rosa Luxemburgo quando falava da tribuna, rodeada de
inimigos. E tinha muitos. Apesar de ser de estatura pequena e aspecto frágil,
Rosa Luxemburgo sabia dominar e manter a atenção de grandes auditórios,
inclusive quando eram hostis as suas idéias. Era capaz de reduzir ao silêncio
aos seus mais irascíveis inimigos mediante o rigor de sua lógica, sobretudo
quando suas palavras se dirigiam as massas operárias.” (Karl Liebknecht – Rosa
Luxemburgo, 18/01/1919).