quinta-feira, 19 de setembro de 2019

48 ANOS DA MORTE DE LAMARCA: O SANGUE DERRAMADO DO CAPITÃO REVOLUCIONÁRIO FORJA A TÊMPERA DE CADA COMBATE DO PROLETARIADO CONTRA O GOVERNO DO NEOFASCISTA BOLSONARO!


O capitão revolucionário Carlos Lamarca, dirigente da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e posteriormente militante do MR-8 foi morto com cinco tiros em uma mega-operação do Exército na Bahia em 17 de setembro de 1971, há exatos 48 anos. Depois de caminhar por mais de 300 quilômetros, Lamarca foi assassinado por agentes da ditadura militar no sertão baiano. No comando da caçada reacionária estava o então major Nilton Cerqueira, que, anos mais tarde foi eleito deputado federal e trabalhou como secretário de Segurança do Rio de Janeiro. “Ousar lutar, ousar vencer”. Era assim que Lamarca terminava seus escritos. Foi um dos símbolos da resistência ao regime militar que morreu antes de completar 34 anos. Carlos Lamarca foi o terceiro entre os seis filhos de Antônio e Gertrudes Lamarca, uma família modesta da zona norte carioca. Formou-se, em 1960, pela Escola Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), obtendo a patente de Capitão em 1967. Mas foi em São Paulo, no quartel de Quitaúna, para onde pediu transferência em 1965, que Lamarca, fez sua opção revolucionária. Na época, Lamarca acompanhava com grande interesse o grupo de ex-sargentos que, inicialmente vinculado ao Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), uniu-se a um setor dissidente da Política Operária (POLOP) e deu origem à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Já como membro da VPR, Lamarca realizou uma ação de expropriação no quartel de Quitaúna em 24 de janeiro de 1969 em que levou 63 fuzis, metralhadoras e muita munição, o que levou a sua expulsão do Exército. Sua ideia era seguir imediatamente para uma região onde pudesse preparar a guerrilha, o que o obrigou, de imediato, a separar-se da mulher e dos filhos, enviados para Cuba, via Itália, no mesmo dia de sua deserção. Em abril de 1971, no processo de "diluição" da VPR, ingressou no Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). 

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

FED NOS EUA E COPOM NO BRASIL CORTAM TAXA DE JUROS: “PACOTE DE BONDADE” OU PRENÚNCIO DE UMA FORTE RECESSÃO CAPITALISTA MUNDIAL?


O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central, instituição estatal vinculada ao Ministério da Economia, decidiu nesta quarta-feira (18/09) por unanimidade reduzir a Selic, taxa básica de juros da economia, de 6% ao ano para 5,5% ao ano. A Selic se manteve em 6,5% de março de 2018 a julho de 2019, quando recuou para 6%, refletindo o viés de baixa produto da paralisia econômica que atravessa o país desde 2014, a expectativa dos rentistas do mercado financeiro é que, para a próxima reunião do Comitê no fim de outubro, haja mais um corte de 0,5 ponto percentual na taxa, caindo para 5% e permanecendo neste percentual até o fim de 2020, a taxa mais baixa de toda a história da sequência do Banco Central. Determinando uma orientação financeira mundial, o Federal Reserve (FED) banco central dos EUA, organismo independente do governo Donald Trump, também comunicou hoje que decidiu cortar as taxas de juros no país central imperialista em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 1,75% e 2%. No seu comunicado aos investidores internacionais, o FED cita entre as justificativas para a decisão as perspectivas “sombrias” para o desenvolvimento da economia capitalista global e a fraqueza de pressões inflacionárias, embora tenha apontado que a cambaleante economia norte-americana siga crescendo em um ritmo "moderado" e o mercado de trabalho "permaneça forte". O anúncio de redução de juros ocorre horas depois de o FED decidiu intervir pelo segundo dia consecutivo no mercado financeiro para evitar um forte aumento nos empréstimos de curto prazo para bancos e empresas. O Fed injetou US$ 75 bilhões ao recomprar ativos de um dia contra pedidos de pouco mais de US$ 80 bilhões. É a primeira vez desde o histórico crash financeiro de 2008 que o Fed intervém nos mercados de capitais, um prenúncio explícito de que uma nova explosão da bolha cíclica capitalista está muito próxima de ocorrer novamente. Desde a quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1930, quando a banca de capital se aproxima de pagar na prática “juros negativos” ao mercado (taxas muito baixas que se aproximam de zero), é o primeiro sintoma claro de um novo crash capitalista global.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

PT E PSOL “SOLTAM O VERBO” CONTRA AS ÚLTIMAS ASNEIRAS DE CIRO: FICAM MUDOS E CALADOS DIANTE DO COVARDE ASSASSINATO DE UM JOVEM PELA CRIMINOSA POLÍCIA MILITAR DO GOVERNADOR CAMILO SANTANA...


As recentes asneiras vomitadas pelo neocoronel Ciro Gomes na mídia (BBC e Estadão) tiveram uma rápida resposta do PT e do PSOL. Após Ciro atacar Lula, Gleisi Hoffman e Márcia Tiburi além de declarar que “unidade é o cacete” referindo-se à possibilidade de uma “frente de centro-esquerda” com esses partidos da oposição burguesa para as eleições municipais de 2020, vários dirigentes do PT e PSOL “soltaram o verbo” contra o chefe da oligarquia Gomes. Jean Willys logo qualificou Ciro de “esquerdo-macho”. Gleisi, acusada de ser “pau mandado de Lula”, declarou que ele era um “covarde e fujão” por ter ido para a Europa em pleno segundo turno. Márcia Tiburi questionou “o espírito de coronel mimado de Ciro que quer ser presidente”. Ao contrário dos veementes repúdios do PT e PSOL contra as “diabrites” lançadas por Ciro Gomes (voltadas a agradar o eleitorado de direita) vimos esses dois partidos ficarem em absoluto silêncio, completamente mudos e calados, diante do covarde assassinato no último dia 13.09 em Fortaleza de um jovem pela PM de Camilo Santana, um verdadeiro “pau mandado” de Ciro dentro do PT do Ceará. O deputado estadual Renato Roseno (PSOL), que mantém estreitas relações com a bancada parlamentar petista na Assembleia Legislativa, balbuciou apenas um lacônico comentário “A dor indizível” em seu Facebook... e só, ficou de “bico calado” para preservar suas boas reações políticas e eleitorais com o PT e a direita no parlamento cearense!!! Não vimos nenhuma veemente denúncia do PSOL na tribuna sobre a ação assassina da PM que matou o adolescente de 14 anos, Juan Ferreira dos Santos, com um tiro na cabeça quando estava acompanhado de amigos em uma reunião na Praça do Mirante, ponto de encontro no bairro Vicente Pizon. Como sempre a PM alegou “indivíduos em atitude suspeita na praça” para matar. A conduta venal do PSOL frente as ações repressivas do governo Camilo não é uma novidade. O capacho de Ciro no PT representa um fenômeno raro na política nacional, conseguiu estabelecer um “consenso”, quase uma “unanimidade” entre os mais variados grupos políticos, desde o arco da direita burguesa até a chamada “esquerda socialista” como o PSOL. Formalmente filiado ao PT, Camilo é um disciplinado membro da oligarquia dos Ferreira Gomes e conta também com a simpatia política do PSOL no Ceará. Camilo é preservado politicamente de maiores enfrentamentos seja no campo parlamentar ou social, não por acaso o tom “indizível” das “palavras” de Renato Roseno frente a mais recente barbaridade cometida pela PM assassina do governador cirista. Registramos também que até hoje o parlamentar do PSOL não usou a tribuna parlamentar para denunciar o envolvimento direto do capanga cirista Arialdo no esquema bilionário do tráfico de drogas que tem deixado um rastro de sangue e morte no Estado, com várias chacinas. Frente a essa “blindagem”, cinicamente Camilo afirma não ter responsabilidade alguma sobre a tragédia que matou o jovem Juan, apesar de bancar pessoalmente um comando policial de terroristas na cabeça dos órgãos de (in)segurança do Ceará. Como já denunciamos várias vezes, a esquerda reformista vem “bajulando” Camilo há décadas, filho de uma oligarquia do sul do estado (Cariri), o atual governador foi militante do antigo PLP (Partido da Libertação Proletária), cujos dirigentes na atualidade estão abrigados no PSOL (Mauro Gurgel, Soraya Tupinambá) ou no PT (Acrísio Sena). Este “currículo” de passagem de Camilo pela esquerda explica o fato de contar com uma “oposição construtiva” por parte do PSOL e de ser acolhido no PT (antes de ser governador foi deputado estadual), apesar de sua posição de destaque no clã dos Gomes, o mesmo que a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, chama de “fujão e covarde” ou mesmo neocoronel. Mais uma vez somente a “pequena” LBI vem responsabilizar diretamente Camilo por mais esta ação criminosa, além de denunciarmos o caráter de colaboração de classes da “frente ampla” que o PT deseja costurar com o PSOL para 2020 e 2022, ainda “sonhando” em ter a seu lado... o neocoronel Ciro Gomes!

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

ATAQUE NA ARÁBIA SAUDITA A MAIOR REFINARIA DO MUNDO: QUEM GANHA BILHÕES DE DÓLARES COM A ALTA DO PETRÓLEO NO MERCADO?


Os ataques militares de drones carregados de explosivos a duas das principais instalações petrolíferas da Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, acirraram a tensão na região do Oriente Médio, além dos efeitos econômicos mundiais da ação. As explosões ocorridas no último sábado (14/09) provocaram uma redução de 5% na produção mundial de petróleo, o que fez o preço do barril disparar no mercado internacional, atingindo a maior alta em uma sessão desde a Guerra do Golfo, em 1991. A súbita disparada desta valiosa comoditie nas bolsas internacionais nos remete por analogia a histórica “crise econômica mundial do petróleo” ocorrida em meados dos anos 70, quando a elevada cotação do “ouro negro” acionou uma processo recessivo mundial, onde os governos árabes foram responsabilizados pela crise, enquanto os trustes imperialistas de energia mineral acumularam um gigantesco lucro em função da redução da produção de petróleo e a disparada dos preços dos refinados, controlados principalmente pelos EUA e Inglaterra. Agora o “bode expiatório” responsabilizado pela interrupção na produção do óleo cru e seus derivados foi o Irã e suas milícias xiitas que combatem no Iêmen. Assim como a interrupção na extração do petróleo em 1973, por iniciativa da própria OPEP em represália ao gerdame genocida de Israel, serviu de pretexto para ataques especulativos financeiros contra dezenas de nações, detonando uma recessão econômica mundial, agora o suposto “ataque terrorista” ao complexo industrial da petrolífera Aramco (empresa estatal fundada em 1933) na Arábia Saudita é um prenúncio claro do ingresso de um novo ciclo de crise capitalista, que fará a quebra do Lehman Brothers em 2008 parecer uma “brincadeira de criança”... simplesmente porque os elementos da atual conjuntura mundial são muito mais explosivos...
VICTOR JARA, A VOZ DA RESISTÊNCIA POPULAR CHILENA “CALADA” PELO FASCISMO: SUAS CANÇÕES ECOAM ATÉ HOJE E NOS ENSINAM QUE SUA MORTE SERÁ VINGADA COM A VITÓRIA DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA MUNDIAL!


Hoje, 16 de Setembro, completam-se 46 anos do assassinato de Victor Jara pela ditadura chilena. Dias antes de sua morte ele foi detido pelos militares, junto com outros alunos e professores e conduzido ao Estádio Chile, convertido em campo de concentração e um dos maiores centros de detenção e tortura. Lá foi mantido durante vários dias após o fatídico 11 de setembro. O regime fascista torturou o cantor e compositor revolucionário, disparou duas vezes em sua cabeça e braços. Jara tinha os dedos das mãos esmagados por seu “crime” de cantar a revolução, ele foi alvejado 44 vezes como expressão do ódio dos militares pelo homem que fez ode ao Socialismo e a luta dos explorados. Vitor chegou a fazer canções em pleno cárcere, como a música “Estadio Chile”. A imprensa burguesa deu grande destaque ao fato do ex-militar Pedro Pablo Barrientos ter sido considerado em meados de 2016 como culpado da morte do músico, citando uma decisão da Corte federal da cidade de Orlando que determinou que o ex-tenente pague uma indenização de 28 milhões de dólares (95 milhões de reais) à família. A “condenação” do militar chileno nos EUA não passou de puro distracionismo histórico, uma verdadeira piada de mau gosto na medida em que o imperialismo ianque, a CIA e a Casa Branca planejaram e patrocinaram o golpe militar junto com os generais fascistas tendo Pinochet a frente das operações. Esses são os verdadeiros culpados pelo assassinato de Vitor Jara e dos milhares de militantes chilenos assassinados pela ditadura sanguinária. Nossas diferenças políticas com Vitor (militante do PC) que muitas vezes compôs canções em defesa da “Paz Mundial” e da política stalinista que apregoava o “Socialismo em um só país”, como “O direito de viver em Paz” em referência ao Vietnã, não nos impedem de homenageá-lo com o mais genuíno respeito comunista, ao contrário, ele provou com sua própria morte a dedicação máxima a causa da revolução proletária, mais além da política de colaboração de classes da UP e do governo Allende. A verdadeira punição aos torturadores e seus “patronos” capitalistas não poderá ser efetivada por nenhum governo “democrático” no marco de um Estado capitalista seja no Chile ou nos EUA, pelo simples fato de que a burguesia jamais se “autopunirá” de seus monstruosos crimes históricos, como vemos agora com a ascensão do fascista Bolsonaro no Brasil. Somente a revolução socialista será capaz de “vingar” nossos heróis e combatentes mortos e torturados por um regime militar posto a serviço das grandes multinacionais imperialistas, como foi o genial cantor e compositor Vitor Jara. A única forma de vingar plenamente a morte de Jara e dos milhares de militantes que tombaram na luta contra a ditadura militar no Chile e em todo a América Latina é enterrar definitivamente da história da humanidade todo e qualquer regime que venha “cultuar” a exploração da classe operária por um punhado de parasitas, protegidos pelas armas de seu Estado capitalista. O acerto de contas que o proletariado necessita realizar com os facínoras da ditadura militar seja no Chile ou no Brasil de Bolsonaro, deverá inevitavelmente vir na esteira do implacável combate ao regime capitalista e sua forma mais aperfeiçoada de “estabilidade democrática”, a democracia dos ricos. Para a classe operária o verdadeiro julgamento de seus covardes algozes só acontecerá quando for capaz de construir seus próprios organismos de poder, estabelecendo tribunais operários e populares de julgamento e punição, como instrumentos da histórica justiça de classe do proletariado! Por isso, declaramos a viva voz quando se completam os 46 anos de seu assassinato pelos chacais fascistas: Victor Jara Presente! Na luta pelo Socialismo sempre!

sábado, 14 de setembro de 2019

UM ANO NO CÁRCERE POR LUTAR CONTRA O AJUSTE NEOLIBERAL NA ARGENTINA: LIBERDADE IMEDIATA PARA DANIEL RUIZ, PRESO POLÍTICO DO GOVERNO MACRI!


Na primeira quinzena de setembro, cumpre-se um ano da prisão política de Daniel Ruiz. Petroleiro de Chubut, militante histórico na Argentina nas fileiras da LIT/PSTU, foi detido por lutar contra a reforma previdenciária de Mauricio Macri em atos realizados em 2017. O militante ainda participou ativamente de outras mobilizações de trabalhadores e do movimento de mulheres no país. Sem data para o julgamento, como preso político, com os recursos da defesa sendo ignorados, Daniel Ruiz iniciou uma greve de fome com a reivindicação de uma reunião entre o tribunal, a defesa e o Ministério Público. Tal cenário exige nossos redobrados esforços para ampliar e difundir a campanha internacional que vem sendo organizada. Daniel Ruiz não é apenas um preso político, o que já justificaria uma forte luta, mas é um caso simbólico da luta de classes argentina. O caso de Daniel Ruiz é emblemático, assim, por uma série de questões. Em primeiro lugar, a natureza de sua prisão diz respeito a um momento decisivo da conjuntura argentina: as jornadas de dezembro de 2017. Naquela ocasião, a luta contra a reforma da previdência de Macri pegou um salto. Foram centenas de milhares de trabalhadores às ruas, nos dias 14 e 18 de dezembro. Depois de um dia inteiro de batalha contra a polícia próximo à Praça de Maio, panelaços massivos nos bairros à noite, Macri aprovou sua reforma neoliberal. Dentre os acusados por “promover desordem” nessa data, estava o petroleiro de Chubut, militante do PSTU argentino e da LIT. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista, como Daniel Ruiz na Argentina assim como Preta Ferreira e Lula no Brasil, este último preso pela mafiosa operação "Lava Jato", mas que o PSTU brasileiro equivocadamente nega-se a exigir sua liberdade. Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “Estado de Direito” no quadro da institucionalidade burguesa só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos. Exigimos a liberdade imediata de todos os presos políticos da democracia dos ricos perseguidos pela repressão estatal burguesa como o militante argentino Daniel Ruiz, assim como Lula e Preta Ferreira no Brasil!

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

TRAGÉDIA DO HOSPITAL BADIM: QUANDO A SAÚDE DOS SERES HUMANOS SE TRANSFORMA EM MERCADORIA, LUCRO E CAPITAL NA MÃO DE COMERCIANTES DA MEDICINA PRIVADA


A tragédia do Hospital Badim é responsabilidade direta de seus sócios proprietários, no caso o médico cirurgião José Badim, que se associou financeiramente ao poderoso grupo de medicina privada Rede D’Or São Luiz, um dos maiores do país. Um típico caso que vem ocorrendo nas últimas décadas, onde clínicas viram hospitais de pequeno e médio porte para depois serem incorporadas por grandes corporações do setor de saúde privada, sem a devida alteração de segurança em sua estrutura logística. Porém o conglomerado comercial do setor de saúde, Rede D’Or, declara que não participa da gestão direta da unidade em que ocorreu a tragédia nesta última quinta-feira(12/09), vitimando ao menos onze pacientes que estavam internados no Hospital Badim. O prédio que pegou fogo foi construído há 19 anos na Rua São Francisco Xavier no tradicional bairro carioca da Tijuca, outro edifício anexo a ele, foi inaugurado em 2018, após a sociedade entre o cirurgião plástico José Badim e o grupo Rede D’Or. A causa da morte da maior parte dos pacientes vitimados ocorreu por asfixia por inalação da fumaça, tendo em média uma idade acima de 65 anos, ou seja os internados com maior vulnerabilidade e sem condições de locomoção própria para escapar do incêndio foram os atingidos pela tragédia provocada pela total irresponsabilidade destes capitalistas e médicos mercenários que se convertem em comerciantes da saúde humana. No regime social da propriedade privada dos meios de produção, na esmagadora maioria dos casos tornar-se médico não é uma vocação para salvar vidas, mas sim o “projeto” de um “bom negócio”. Não por coincidência a medicina no Brasil está “infestada” por uma escória mercenária e corrupta, onde alimentar a “indústria da doença” é a forma mais “fácil” para a realização de lucros que logo se transformam em capital, na forma de clínicas luxuosas e hospitais privados. Somente o grupo D’Or possui quase cinquenta unidades hospitalares, além de outras atividades afins na área da saúde. Nesta sinistra “cadeia da morte” estão envolvidos trustes de laboratórios imperialistas, gigantescas redes de farmácias, indústrias multinacionais de equipamentos, conglomerados de hospitais, até chegar mesmo as pequenas clínicas provincianas que “sonham” em chegar ao topo desta cadeia capitalista. Muito distante do mercenarismo sem a menor ética em defesa da vida, está situada a medicina no Estado Operário de Cuba, onde ser médico representa uma vocação para servir a humanidade e não para se tornar um “milionário” às custas das enfermidades da população. Logicamente em Cuba existe todo um sistema público e estatal de saúde de altíssima qualidade(reconhecida mundialmente), onde não se admite a possibilidade de comerciar vidas humanas. Desgraçadamente no Brasil tragédias assassinas como a que ocorreu no Hospital Badim , ceifando mais de uma dezena de vítimas, são recorrentes, tanto na debilitada área da saúde pública quanto na privada. Somente o socialismo poderá garantir uma assistência social e médica integral e de alto padrão tecnológico e humano para toda a população brasileira, enquanto se adotar o padrão da medicina como sinônimo de lucro, milhares de vidas humanas serão consumidas pela voracidade do capital.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

HÁ SETE ANOS DO ATAQUE DOS “REBELDES” DA LÍBIA A REPRESENTAÇÃO DOS EUA: A MORTE DO EMBAIXADOR STEVENS REVELOU A “GRATIDÃO” DA ESCÓRIA FASCISTA À CASA BRANCA...


O ataque terrorista à representação diplomática dos EUA na cidade de Benghazi, acaba de completar sete anos neste 12 de setembro. A “city” financeira da Líbia que até então era considerada segura pela OTAN, assistiu a brutal morte do embaixador ianque J. Christopher Stevens. A morte de um alto funcionário da diplomacia ianque, por meio de um atentado militar não ocorria desde 1979 quando o embaixador do Afeganistão foi sequestrado e morto. Stevens despachava em um escritório “secreto” da OTAN em Benghazi, já que a embaixada oficial na capital Trípoli estava praticamente desativada. O embaixador ianque teve um papel decisivo na fraudulenta operação política que derrubou o regime nacionalista do coronel Kadaffi em 2011. Stevens coordenou desde Benghazi a oposição pró-imperialista que durante o regime dos coronéis Kadafistas já havia estabelecido profundos vínculos com empresas transnacionais de petróleo sediadas no litoral do Magreb. O ataque à representação ianque em Benghazi surpreendeu a equipe de segurança da CIA, realizada com morteiros de guerra e lança foguetes de alta precisão, fornecidos pela própria OTAN aos “rebeldes” pró-imperialistas que durante a guerra civil destruiram o totalmente o país. Aproveitando-se das manifestações islâmicas contra um filme sionista, produzido na Califórnia, que denegria a imagem do profeta Maomé, um comando militar muçulmano (provavelmente ligado a Al Qaeda) atacou o prédio onde trabalhava “secretamente” a diplomacia ianque em Benghazi. Como não se encontrava em uma embaixada oficial, Stevens contava com poucos recursos de segurança para se defender do ataque, que acabou por “vitimá-lo” junto a outros três altos funcionários dos EUA. Inicialmente, o governo títere da Líbia tentou atribuir a autoria do “atentado” às forças remanescentes ligadas ao coronel Kadaffi, mas logo depois foi forçado a admitir que o ataque muito bem planejado  foi obra de seus próprios aliados, ou seja, milícias fundamentalistas islâmicas que combateram junto a OTAN para depor o legítimo regime da revolução popular que destituiu a monarquia entreguista no final dos anos 60. Por ironia da história, as armas que assassinaram o embaixador ianque foram fornecidas pelos próprios abutres imperialistas que dizimaram as riquezas do país.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

MARCOS CINTRA TEM SUA “CABEÇA CORTADA” NO GOVERNO NEOFASCISTA POR SER MAIS “FRANCO” DO QUE BOLSONARO E GUEDES...


O Secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, um tecnocrata que já prestou serviços aos governos tucanos e até ao golpista e Temer, foi demitido nesta quarta-feira (11/09) do posto de superintendente da Receita Federal, supostamente a mando de Jair Bolsonaro. Porém motivo real da exoneração de Cintra foi o vazamento, ou seja, a informação divulgada antes da hora, da notícia da odiada volta da CPMF (Contribuição Provisória de Movimentações Financeiras). O neofascista Bolsonaro teria ficado “uma fera” pelo fato do Secretário Adjunto da Receita, Marcelo Silva, ter dado detalhes para a mídia na terça-feira (10/09) durante um seminário, da proposta que está sendo discutida sigilosamente dentro do governo. Os capachos neoliberais Marcelo Silva e seu chefe Marcos Cintra não inventaram da cabeça deles a proposta de cobrar de 0,4% até 2% de todas as transações financeiras, simplesmente porque o próprio ministro Paulo Guedes já defendia publicamente a volta da CPMF. Como a precipitação de Cintra gerou uma escalada de pesadas críticas no parlamento, ainda em pleno curso da votação da (contra)reforma da Previdência no Senado, Bolsonaro resolveu posar  de “noiva enganada” e mandou o rentista Guedes despachar o estafeta do cargo que ocupava a frente da Receita Federal.
11 DE SETEMBRO: 18 ANOS APÓS O ATAQUE AS TORRES GÊMEAS E AO PENTÁGONO, O FASCISMO AVANÇA NO CORAÇÃO DO MONSTRO IMPERIALISTA!


18 anos após os ataques as Torres Gêmeas que abrigavam várias corporações financeiras e também um dos maiores escritórios da CIA em território norte-americano, assim como em outro "avião míssil" ao quartel general do Pentágono em Washington, ainda hoje se discute no interior das correntes de esquerda se tal acontecimento histórico que ficou conhecido como “11 de Setembro” foi uma resposta militar ao terrorismo imperialista realizado por organizações fundamentalistas com meios militares não convencionais como defende a LBI ou um “autoatentado” para motivar o recrudescimento da ofensiva neoliberal sobre os povos, como reivindicam diversas teorias "conspiratórias" alheias ao ódio dos nações oprimidas aos EUA, afinal a Al Qaeda não passava de uma cria dos EUA para atacar a antiga URSS. Os reformistas em geral e os revisionistas em particular, além da mídia a soldo do capital, continuam adeptos até hoje da “tese” de que tratou-se de um atentado terrorista reacionário promovido por bárbaros muçulmanos contra o povo norte-americano. Independente da “versão” aceita, o certo é que logo depois do ataque ao coração do monstro imperialista se formou uma enorme frente política mundial para combater a “ousadia” dos “fanáticos fundamentalistas orientais” da Al Qaeda, que em nossa avaliação responderam na mesma moeda com que os EUA “tratava” o povo muçulmano. Vale ressaltar que o 11 de setembro foi precedido de bombardeios ianques ao Afeganistão, cujo governo do Taliban foi considerado terrorista pela Casa Branca apesar de ter sido constitucionalmente eleito, sofrendo uma ação militar ianque como a que Trump ameaça hoje o governo Maduro na Venezuela. O que se observa hoje é que o núcleo central da Al Qaeda se fracionou com a morte de Bin Laden, separando-se inclusive do Taliban no Afeganistão, restando a Casa Branca financiar e armar setores fundamentalistas bem mais “descontrolados” e com pouca ligação com as causas nacionais árabes. Este parece ser o caso do Estado Islâmico (EI), armado pelos EUA para atacar os regimes nacionalistas de Kadaffi e Assad e que agora se voltam contra o “amo” exigindo a sua própria parte no botim da destruição de nações inteiras. Com o 11 de Setembro de 2001, os antigos “guerreiros mujahideen” foram temporariamente declarados inimigos mortais do Império e considerados como “terroristas”. Presumia-se que Washington cortaria totalmente suas relações com uma organização extremista acusada pela morte de cerca de mil cidadãos norte-americanos, mas não demorou muito para a OTAN “contratar” novamente os serviços militares da Al Qaeda, desta vez na Líbia em 2011, para depor o regime nacionalista burguês do coronel Kadaffi. Contentes com os resultados na Líbia, onde os mercenários fundamentalistas destruíram o país para traficar o petróleo para os EUA, o governo Obama repetiu a dose e foi buscar um subproduto decomposto da Al Qaeda (o EI) para atacar o regime de Assad na Síria! Como Marxistas Revolucionários condenamos vigorosamente as ações terroristas do EI, suas recentes ações globais são impulsionadas para reforçar uma “posição de força” no campo militar da “revolução árabe”. O comando do EI no espectro sectário sunita pretende ser afirmado com chacinas fratricidas contra outras frações islâmicas sob pena de perderem o apoio conseguido em regiões devastadas pela guerra civil fomentada pelo imperialismo. O EI e suas ações reacionárias contra os povos, nações muçulmanas e governos antiimperialistas da região, representam hoje a ponta de lança dos interesses do gerdame sionista de Israel contra seus adversários geopolíticos. Porém a gênese histórica do EI possui o "DNA" nos interesses diretos na movimentação da CIA nos planos da derrubada do regime nacionalista de Kadaffi na Líbia, com o rótulo de "força revolucionária" outorgada pela OTAN partiram para a Síria com objetivo de derrotar o governo Assad, um dos poucos remanescentes dos conflitos guerreiristas contra Israel nos anos 60 e 70, posto que os outros países adversários do sionismo nesta época (como Egito, Jordânia, Arábia Saudita) já celebraram o reconhecimento do gerdame. Na fronteira entre Síria e Iraque, o EI encontrou a possibilidade de tentar assumir uma feição "nacional", mais além de um braço militar financiado pela Casa Branca, proclamando um califado baseado na suposta defesa dos interesses da população sunita. O mais "curioso" na tentativa do EI em criar raízes étnicas e religiosas na região em que se estabeleceu como organização paramilitar é que sua cúpula dirigente é formada majoritariamente por europeus (área central), britânicos e norte-americanos, sua facilidade em estabelecer os "contatos ocidentais" deriva desta característica. Nesta região além de apontar suas armas contra Assad em uma frente militar com outros grupos "revolucionários" da OTAN, o EI se chocou territorialmente contra o governo de Bagdá, passando a controlar campos petrolíferos que passaram a fornecer óleo cru diretamente para as refinarias de Tel Aviv. Passando dos "limites" originalmente definidos por Washington, Obama enxergou na ponte estabelecida entre o EI e Netanyahu uma ameaça a hegemonia ianque. Registre-se o fato dos atuais esforços da Casa Branca em firmar um acordo nuclear com o regime dos Aiatolás, serem atacados ferozmente por Israel. O EI ganhou o "status" de criatura rebelde da OTAN, centrando suas ações em sintonia com o Mossad para além das fronteiras da Síria e Iraque. A estrutura de poder no ventre do imperialismo ianque é bastante complexa, tendo o Partido Republicano bastante influência em organismos recalcitrantes como a CIA e o próprio Pentágono. Por isso é impossível aferir até que ponto o EI recebe suporte de setores do imperialismo ianque para ações globais de interesse do expansionismo sionista. O certo mesmo é que as ações terroristas do EI, que por muitas vezes querem aparentar um confronto com o imperialismo estão sempre direcionadas para o terreno da reação mundial, concentrando "fogo" contra a Síria, Irã e o Hezbolah e todos seus aliados táticos. No mundo árabe e palestino o surgimento do EI contou com a simpatia inicial do Hamas, que não por coincidência resolveu suspender seus ataques a Israel. No cerco militar ao Hezbolah o sionismo ganhou um aliado de "peso", o EI.  Por isso as ações do EI contra supostos alvos imperialistas (geralmente civis), não despertam nenhum sentimento de luta dos povos e nações oprimidas, em sua quase totalidade suas "operações militares" são voltadas contra regimes nacionalistas e laicos, como Líbia e Síria, que conseguiram construir a unidade nacional para além das rivalidades religiosas e sectárias. Tanto que agora o EI encontra-se em aberta defensiva. A responsabilidade histórica sobre a formação desta criatura reacionária e das covardes mortes que arrasta atrás de si, deve ser debitada na política de espoliação do imperialismo, que hoje tudo aponta responder a um subproduto seu, o estado terrorista de Israel. Este é o balanço político e histórico que fazemos após os 18 anos do "11 de setembro", reafirmando o marxismo como um guia para a ação concreta na luta de classes, quando o monstro imperialista acatar militarmente a Venezuela! Para clarificar ainda mais este debate, o Blog da LBI reproduz um documento elaborado logo após o 11 de Setembro de 2001. Trata-se de um dos mais importantes textos políticos escritos pela esquerda revolucionária no limiar deste novo século, onde traça um prognóstico exato (quase “premonitório”) da nova conjuntura mundial reacionária que iria abrir-se a partir deste marco histórico de inflexão global na correlação de forças entre as classes sociais, o que se confirmou com a ascenção de Trump a Casa Branca.
46 ANOS DO GOLPE MILITAR CONTRA SALVADOR ALLENDE: “ONTEM” COM PINOCHET NO CHILE... HOJE COM BOLSONARO NO BRASIL, A LIÇÃO HISTÓRICA É QUE O FASCISMO SOMENTE PODE SER ESMAGADO PELA AÇÃO REVOLUCIONÁRIA DO PROLETARIADO E NÃO PELA VIA ELEITORAL!


Há 46 anos, em 11 de Setembro de 1973, era desferido um golpe de corte fascista patrocinado diretamente pelo imperialismo ianque (em uma operação direta da CIA) pelas FFAA contra Salvador Allende, dirigente máximo do PS. A ofensiva da contrarrevolução comandada pelo facínora Pinochet, o chacal elogiado pelo fascista Bolsonaro, ganhou terreno e desferiu sua investida fatal nesta data trágica para o proletariado mundial como produto direto da política de colaboração de classes do governo da Unidade Popular encabeçado por Salvador Allende. A UP correspondeu às características clássicas de uma frente popular, onde a burguesia em crise extrema e sob a pressão do ascenso popular faz concessões e entrega as linhas gerenciais do Estado burguês a partidos reformistas de massas (PS e PC) para que estes controlem o movimento operário nos marcos do regime político burguês, orientação conhecida como “via pacífica ao socialismo”. Os  reformistas tanto no Chile como no Brasil de hoje, como o PT de Lula, ainda hoje insistem na via parlamentar como eixo central de intervenção da “esquerda” e do movimento operário, demonstrando que também são reféns da estratégia reformista de alterar o caráter de classe das apodrecidas instituições do regime político bastardo democratizante, patrocinando trágicas ilusões entre os trabalhadores, senda contrarrevolucionária que leva nos nossos dias, assim como ocorreu no passado, a derrotas sangrentas para o proletariado latino-americano. Em comum aos dois períodos históricos somente a política seguidista dos reformistas, que em nome do "combate à direita" abdicam da tarefa de preparar a independência de classe do proletariado frente às diversas variantes políticas das classes dominantes e pavimentam o caminho da derrota seja pela via parlamentar ou pelas armas. No Brasil, o PT foi golpeado no parlamento pelos seus ex-aliados das oligarquias e não ousa questionar as carcomidas instituições burguesas, como o parlamento e a justiça patronal! Ao contrário, a Frente Popular patrocina que devemos nos limitar a derrotar o fascista Bolsonaro “nas urnas” em 2022 quando os trabalhadores devem se organizar par liquidar a reação burguesa da extrema-direita através da luta direta revolucionária!

terça-feira, 10 de setembro de 2019

POR UMA FORTE E COMBATIVA GREVE NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS! SUPERAR A POLÍTICA DE SABOTAGEM DA LUTA DIRETA IMPOSTA PELA FENTECT/CUT E FINDECT/CTB PARA DAR "FÔLEGO" AO PRIVATISTA BOLSONARO!


Ocorrem hoje, 10 de setembro, assembleias para os trabalhadores decidirem o início da greve nacional nos Correios. O adiamento da mobilização se deu pela política de contenção das lutas da categoria das direções sindicais (FENTECT/CUT e FINDECT/CTB) que aceitaram a chantagem do TST e acabaram por submeter a paralisação na ECT as negociações inócuas com o governo Bolsonaro. Os trabalhadores que participaram das assembleias do dia 04 foram “convencidos” pelas direções sindicais cutistas de que era preciso adiar novamente a greve marcada a fim esperar a assembleia marcada na base do Sindicato de São Paulo e Rio de Janeiro, controlada pelos pelegos da Federação controlada pelo PCdoB, para o dia 10 de setembro. Os trabalhadores que já estavam preparados para a greve, aprovaram que vão esperar com a deliberação que não vão aceitar mais um adiamento do movimento de greve, até por que a categoria já está sem acordo coletivo de trabalho e a direção da ECT já pode implementar o pagamento de salários, benefícios e direitos pela lei trabalhista ordinária, ou seja, aquilo que é estabelecido pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas. A melhor forma de unificar com SP e RJ seria uma forte greve dos sindicatos da Fentect, que são a maioria, o que colocaria pressão na base da Findect para forçar que essa encampasse a mobilização. Para que a greve aconteça e seja vitoriosa, é necessária da mobilização da base da categoria! O fascista deseja impedir a greve para fazer a entrega da ECT para o capital nacional e internacional de forma mais organizada, retirando direitos e demitindo trabalhadores. Esta política da burocracia sindical acaba por apoiar a política de desmonte do Planalto. A tarefa de fazer uma forte greve nacional vem sendo adiada, sendo tarefa dos setores classistas impulsionar a mobilização pela base para garantir que a categoria, nacionalmente, começa hoje a greve defesa de seus direitos, condições de trabalho e contra a privatização dos Correios. Os trabalhadores dos Correios protestam contra a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa, de 0,8%. A proposta é menor que os 3,1% da inflação acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC). A categoria protesta quanto a proposta de revogação do acordo coletivo. Entre as cláusulas, está a exclusão do vale cultura, redução do adicional de férias de 70% para 33% e aumento da mensalidade do convênio médico e da co-participação em tratamentos de saúde. A exclusão dos pais de planos de saúde também é um ponto sensível na negociação, além da luta contra a privatização anunciada por Bolsonaro. Ao contrário de apostar na pressão sobre o parlamento como defendem juntos CUT, CTB, FENTECT e FINDETC uma política de colaboração de classes e traição das lutas, é necessário engajar a vanguarda classista na preparação de uma verdadeira Greve Geral de todas as estatais e do setor privado, que paralise a produção industrial, os transportes e o comercio, ocupando fábricas e terras para impor através da luta direta revolucionária a derrota do governo Bolsonaro/Guedes e de suas contrarreformas neoliberais! Nesse sentido, uma forte greve nacional dos trabalhadores dos Correios pode ser o ponta pé inicial que aponte o caminho da luta direta para derrotar o ajuste neoliberal em curso!


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

ESQUERDA REFORMISTA COMEMOROU A INDICAÇÃO DE UM FASCISTA PARA A CHEFIAR A PGR: SUPOSTA DERROTA DE MORO NÃO PASSA DE MAIS UM DELÍRIO OPORTUNISTA DA FRENTE POPULAR...


A indicação do reacionário Augusto Aras ao cargo de Procurador Geral da República (PGR), feita pelo presidente neofascista Jair Bolsonaro no último dia 05/09, foi comemorada pela esquerda reformista como uma “grande vitória”, que em seu mundo imaginário e oportunista representaria uma derrota do ministro justiceiro Sérgio Moro e sua famigerada operação “Lava Jato”.  É a primeira vez desde 2003 que o indicado para chefiar a Procuradoria-Geral da República não está na chamada “lista tríplice”, criada em 2001 e que elege os três Procuradores mais votados pelos seus pares. Como os partidos políticos que compõe a Frente Popular vem há muito tempo perdendo até mesmo a noção do ridículo, desta vez seu cretinismo institucional ultrapassou todos os limites, identificando um notório fascista como Aras com a luta democrática contra a República de Curitiba e seus “Procuradores de capital”. Para não pensar que se trata de um exagero de nossa parte, vejamos o que em entrevista ao Congresso em Foco, o subprocurador aposentado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça durante o governo da presidenta Dilma, afirmou sobre a decisão de Bolsonro em indicar Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República: “Se fosse qualquer um da lista tríplice, seria a representação do corporativismo mais bruto do Ministério Público”. Mas Aragão não foi o único a saudar a indicação de Aras, o Blog frente populista “Tijolaço”, chegou a enxergar um esmagamento de Moro: “A escolha de Augusto Aras para a Procuradoria Geral da República, ontem, deixou claro, já nas primeiras horas, que o esmagamento de Sérgio Moro terá, claro, um preço para Jair Bolsonaro.” (Tijolaço 07/09). Mas ao contrário do que dizem cinicamente os petistas e afins, o Procurador Augusto Aras é um mais um personagem protofascista nesta conjuntura de golpe institucional e instauração do regime bonapartista, e um dos seus primeiros atos será nomear para sua equipe um sub Procurador, Ailton Benedito, que já foi denunciado na Comissão de presos e desaparecidos políticos.

sábado, 7 de setembro de 2019

DIA 7 DE SETEMBRO: A VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA NACIONAL SERÁ CONQUISTADA PELA VIA DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA! DERRUBAR PELA AÇÃO DIRETA E REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES O NEOFASCISTA BOLSONARO E SEU GOVERNO DE RENTISTAS!


Mergulhado na lama fétida de suas ações neofascistas e impondo uma brutal ofensiva neoliberal contra os trabalhadores, além da devastação da Amazônia, o governo Bolsonaro que vem ampliando cada vez mais a miséria para executar servilmente a política de recolonização nacional imposta pelo imperialismo ianque, vem cinicamente comemorar neste dia 7 de setembro o 197 aniversário da “independência do Brasil”. Todas as instituições do Estado e a mídia burguesa são colocadas em ação para iludir os trabalhadores com sensíveis apelos patrióticos, querendo desviar a atenção da crise política e econômica que assola o país, apresentando essa data, sem importância histórica real para a classe operária e o conjunto dos explorados, como marco significativo da história do Brasil. Mas apesar de todo esse esforço, a imensa maioria da população, que sofre diretamente a opressão do capital financeiro internacional através do seu gerente neofascista de plantão não tem motivos para comemorações, pois de modo algum a independência política diante de Portugal fez com que o Brasil deixasse de ser uma colônia. Após a separação do Estado colonialista português, a sociedade brasileira manteve intacta a estrutura econômica que caracterizava o sistema de exploração escravista colonial implantado desde o início da colonização: o latifúndio, conservando até hoje a concentração da propriedade da terra; a monocultura do agronegócio, a dependência externa e o trabalho escravo no campo e na cidade. Nem do ponto de vista político, a independência ocasionou mudanças significativas, restringindo-se a uma acomodação de interesses patrocinada pela aristocracia rural escravista, que visava garantir o livre comércio com a Inglaterra e impedir o retorno do monopólio português, rompido desde 1808 quando o Estado lusitano foi obrigado a se transferir para o Brasil. Em conflito com os colonialistas lusos, que objetivavam restaurar o privilégio exclusivo do comércio colonial, a aristocracia rural e setores mercantis vinculados ao comércio inglês estabeleceram um pacto com a família real, aclamando o herdeiro do trono português, D. Pedro, como Imperador, assegurando assim a continuidade do regime monárquico e os direitos da dinastia de Bragança.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

MORRE MUGABE: EXPRESSÃO DO OCASO DO NACIONALISMO BURGUÊS NO CONTINENTE AFRICANO


Morreu hoje Robert Mugabe, o dirigente do nacionalismo burguês negro no Zimbábwe. Até o golpe que o depôs em 2017, ele era o chefe de Estado mais velho do mundo, mais longevo da África e governava o Zimbábwe como presidente desde 1987 e primeiro-ministro de 1980 até 1987. Ele nasceu a 21 de fevereiro de 1924, perto de Kutama, a nordeste de Salisbury (agora Harare, a capital do Zimbábwe), no que era ainda conhecido como o território da Rodésia. Antigo professor primário, com sete graus universitários, Robert Mugabe começou por dar nas vistas depois de travar uma sangrenta guerra de guerrilha contra os governantes coloniais brancos, que o mantiveram preso durante 10 anos, acusado por ter feito o que foi considerado um “discurso subversivo", em 1964. Saiu em liberdade decidido a abalar a estrutura política da então Rodésia, apelando a uma onda de indignação popular contra os governantes racistas. Já casado com Ghanaian Sally Hayfron, que foi a sua primeira mulher (enviuvou em 1992), cruzou a fronteira para Moçambique e daí liderou uma guerrilha de oposição ao governo de minoria branca, lutando pela independência. A assinatura do acordo de paz de Lancaster House (em Londres) permitiu-lhe regressar. Voltou como um herói nacional, aclamado pela maioria negra, tornando-se primeiro-ministro em 1980, já com o país independente e recém-renomeado como Zimbábwe. O decrepito Mugabe que acaba de falecer foi alvo de um golpe militar a serviço imperialismo em 2017. Ele foi incapaz pela natureza de classe do nacionalismo burguês no Zimbábwe e no continente africano de levar de forma consequente a luta contra o imperialismo, sendo agora apeado do governo pela alta cúpula das FFAA, após décadas de relação conflituosa com as potências capitalistas ocidentais, que atua sob as ordens de Washington e Londres. A intervenção militar expressou a disputa pela sucessão de Mugabe, que tentava no pleito de 2018 novamente uma reeleição, rechaçada pela Inglaterra e os EUA. Sem nutrir nenhuma simpatia pelas gestões  burguesas de Mugabe que vieram sistematicamente pactuando com os antigos colonizadores brancos, os Marxistas Revolucionários rechaçaram o golpe militar e conclamaram o movimento de massas a lutar contra a cúpula das FFAA, retomando o caminho do combate anti-imperialista que marcou as heroicas lutas do povo negro neste país africano! Esta tarefa político histórica continua pendente ainda mais agora que Mugabe faleceu e as FFAA entregaram o controle do país uma gestão completamente servil ao imperialismo!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

O QUE REVELA A PESQUISA DATAFOLHA: QUEM É O REAL AVALISTA DO REGIME BONAPARTISTA DIANTE DA BURGUESIA NACIONAL?


A divulgação da recente pesquisa realizada pelo “instituto” de pesquisa DataFolha, serviu na verdade para balizar a  vertente política da burguesia nacional nesta conjuntura de recessão econômica e ofensiva neofascista do governo Bolsonaro. Em primeiro lugar queremos pontuar que estas pesquisas corporativas realizadas por empresas travestidas de “institutos” carecem de qualquer fundamento científico, servem como elemento de “afirmação popular” das principais tendências das classes dominantes, ou seja, naturalizam como “verdade emanada do povo” seus próprios desejos políticos. Posto este fundamento, vamos ao que se passou na tão “badalada” pesquisa. Divulgada nesta quinta-feira (05/09) pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostrou os supostos índices de aprovação de ministros do governo neofascista pelo levantamento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, continua com a aprovação (soma dos entrevistados que o avaliam como "ótimo" ou "bom") maior que a do presidente Bolsonaro. O “instituto” DataFolha indica que o justiceiro Moro é conhecido por 94% dos entrevistados, a taxa mais alta entre os ministros, dentre os que afirmam conhecê-lo, Moro foi avaliado como ótimo ou bom por 54%, como regular por 24%, e como ruim ou péssimo por 20%. Em resumo, o que a burguesia nacional quer afirmar nesta pesquisa é que a aprovação de Moro é 25 pontos percentuais maior que a de Bolsonaro (54% a 29%). Em um momento em que a gerência estatal neofascista encontra dificuldades econômicas e políticas para conduzir o processo de consolidação do regime bonapartista, instalado no país após o golpe institucional que apeou a Frente Popular do governo em 2016, nada mais útil para a classe dominante do que reafirmar quem é realmente seu avalista: não resta dúvida de que é Moro que cumpre esta função histórica. Equivocaram-se redondamente os que apostaram na queda de Moro logo após as revelações da “Vaza Jato”, nem mesmo o sociopata Deltan foi “eliminado”, a razão é bem simples: Foi a “ República de Curitiba” a principal responsável por iniciar devastação econômica do país sob a orientação direta da Casa Branca para favorecer os oligopólios imperialistas. Enquanto a besta presidencial fascista desfia diariamente seu rosário de asneiras, como uma artimanha claramente distracionista, cabe a Moro a tarefa de respaldar juridicamente este regime, levado ao poder pela imensa articulação da famigerada operação “Lava Jato”. Na outra ponta o rentista Guedes leva a cabo integralmente o ajuste neoliberal exigido pela banca financeira internacional. Aos “tolos” da esquerda reformista coube a missão de “bobos da corte”, acreditando que a burguesia “liberal progressista” fará oposição de verdade ao governo neofascista. Desgraçadamente o movimento operário está atado a esta política de colaboração de classes, assistindo passivo ao “circo dos horrores” que está levando a subtração de todas suas conquistas históricas.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

50 ANOS DA CAPTURA DO EMBAIXADOR CHARLES ELBRICK: ALN E DI-GB (MR-8) EM UMA AÇÃO ESPETACULAR CONJUNTA CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE E A DITADURA MILITAR


Em 4 de setembro de 1969, o embaixador ianque Charles Burke Elbrick foi capturado por uma ação conjunta da ALN e da Dissidência da Guanabara (DI-GB) no Rio de Janeiro em plena ditadura militar, exigindo a libertação de 15 presos políticos e a divulgação de um manifesto como condição para a devolução do diplomata. Câmara Ferreira, o comandante Toledo, esteve à frente desta espetacular e heroica ação dos grupos guerrilheiros urbanos no Brasil. A ideia da captura havia partido da DI-GB (depois MR-8), mas ela não tinha quadros experientes para executar essa tarefa. Por isso, pediu a colaboração da ALN de São Paulo. O apoio foi acertado diretamente com Câmara Ferreira. A essa ação foram incorporados Virgílio Gomes da Silva (Jonas) e o próprio Toledo, ambos dirigentes da ALN. O primeiro seria o comandante militar e o segundo comporia o comando político, que ajudaria a elaborar o manifesto público e a lista de militantes presos que seriam trocados pelo embaixador, além de definir os delicados passos das negociações com a ditadura. A operação realizada na semana da pátria por 12 militantes das duas organizações foi um sucesso. A ditadura foi forçada a atender às reivindicações dos revolucionários: os 15 presos políticos foram enviados para o México. O manifesto foi publicado nos principais jornais e divulgado em todas as rádios e televisões. O texto divulgado concluía assim: “Finalmente, queremos advertir aqueles que torturam, espancam e matam nossos companheiros: não vamos aceitar a continuação dessa prática odiosa. Estamos dando o último aviso. Quem prosseguir torturando, espancando e matando ponha as barbas de molho. Agora é olho por olho, dente por dente.”. A ditadura saiu desmoralizada. Contudo, a resposta dos militares seria dura e desarticularia a ALN, eliminando seus principais dirigentes. Poucos dias depois, em 29 de setembro de 1969, Virgílio Gomes da Silva (o comandante Jonas) foi preso, brutalmente torturado e assassinado nas dependências da Operação Bandeirante (OBAN). Quase todos os envolvidos no rapto do embaixador foram presos. Em outubro, o comandante Toledo, como era conhecido, foi obrigado a sair do país até que as coisas se acalmassem. Mas elas não se acalmaram, pelo contrário se agravaram. Na França, recebeu a trágica notícia do assassinato de Carlos Marighella, ocorrido em 4 de novembro em plena Alameda Casa Branca na cidade de São Paulo. 

terça-feira, 3 de setembro de 2019

FRENTE AMPLA BURGUESA PELOS “DIREITOS JÁ”: PT, PCDOB E PSOL JUNTOS COM OS TUCANOS E O CENTRO LIBERAL PARA BLOQUEAR A LUTA DIRETA DOS TRABALHADORES CONTRA BOLSONARO EM NOME DA POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES


Um ato político reuniu na noite desta segunda-feira (02.09), um “amplo” espectro político e social burguês, do PT ao PSDB, para o lançamento do manifesto Direito Já - Fórum pela Democracia. O evento, realizado no Teatro da PUC-SP, teve representantes do PSDB, PT, PCdoB, PDT, DEM, PSB, PR, Rede, Podemos, PSOL, PROS, Novo, PPS, PSD, Cidadania e PV. Contou com representantes de partidos de amplo espectro da política nacional, da centro-esquerda à centro-direita. Também participam representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e centrais sindicais como Força Sindical, CUT e UGT. Ciro Gomes estava lá, Marta Suplicy também e até FHC mandou uma saudação tamanha a inofensividade dessa iniciativa de colaboração de classe que tem o aval da Frente Popular! O documento afirma que “o momento exige união e vigilância constante. É preciso que as forças democráticas do país superem suas diferenças programáticas e estejam conectadas e engajadas em torno de uma pauta comum: a defesa irrevogável dos direitos conquistados pela população brasileira”. Para tanto é que foi tomada “uma iniciativa suprapartidária, plural e aberta a todas e todos, pessoas e instituições, que desejam se engajar na vigilância e defesa da nossa democracia”. A Frente Ampla de traição das lutas lançada por Lula e celebrada ontem começa a ganhar forma e com o aval político do PSOL. O caminho apresentado por Lula e a Frente Popular é a senda da derrota, não serve para derrotar na luta direta revolucionária o fascista Bolsonaro e sua corte de reacionários! Os Tucanos e aos partidos do chamado “Centrão” que apoiam fervorosamente a retirada de direitos históricos dos trabalhadores tiveram assentos de honra no ato.


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

BOLSONARO DARÁ INDULTO A POLICIAIS ALGOZES DOS TRABALHADORES: NOSSA RESPOSTA É LUTAR PELA DESTRUIÇÃO DO APARATO REPRESSIVO DA BURGUESIA QUE NÃO PODE SER REFORMADO OU DEMOCRATIZADO!


O fascista Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (2) que vai pedir a comandantes de polícias de todo o país a relação de membros dessas corporações que podem ser beneficiados com um indulto presidencial. É o “livre direito de matar pobres”. Ele já havia anunciado, na semana passada, que pretende assinar a medida para beneficiar os assassinos de Eldorado dos Carajás, os assassinos do Carandiru e os assassinos do ônibus 174. Bolsonaro declarou: “Indulto tem que estar enquadrado no decreto, não é quem eu quero. Estando enquadrado no decreto, os policiais civis e militares, que sempre foram esquecidos, dessa vez não serão esquecidos. Nós oficializaremos todos os comandantes de polícia militar, do Brasil todo, para que eles mandem a relação com a justificativa. Não tem nada arbitrário”. Em resumo, o Estado capitalista protege sua mão assassina, Bolsonaro e Moro são seus gerentes para manter seus capangas fardados livres. Os principais “artífices” do massacre do Carandiru, por exemplo, não só nunca foram a julgamento como muitos estão na ativa praticando homicídios de farda contra a população pobre das periferias. O mesmo acontece com os criminosos que Bolsonaro deseja indultar. 
ESQUERDA REFORMISTA ENTRA EM ÊXTASE COM OS DADOS DA NOVA PESQUISA ELEITORAL: CRETINISMO PARLAMENTAR É SEU ÚNICO HORIZONTE ESTRATÉGICO


Um dado da pesquisa DataFolha de hoje (02/09) chamou particularmente a atenção da esquerda reformista, sedenta de voltar a ocupar o Planalto pela via eleitoral, para levar adiante sua política de colaboração de classes. Não é o do aumento do desemprego ou mesmo a elevação do índice de reprovação do governo neofascista de Bolsonaro, previsível diante do espetáculo diário de ataques as conquistas e direitos da classe trabalhadora. O dado mais relevante da pesquisa do ponto de vista político para a Frente Popular é o dos “arrependidos”, pessoas que votaram em Bolsonaro no segundo turno, mas não repetiriam o gesto se a eleição fosse hoje. De acordo com o DataFolha se o segundo turno da eleição para presidente da República fosse hoje, Fernando Haddad seria eleito com 42% dos votos, contra 36% de Jair Bolsonaro. Bastou a divulgação destes “elementos estatísticos” para o PT e seus apêndices políticos (PSOL e PCdoB) “abrirem a champanhe” para festejar o retorno à presidência da República em 2022. O cretinismo parlamentar de uma esquerda reformista que tem como seu único horizonte estratégico as eleições e a gestão burguesa do Estado capitalista, parece não ter limites, mesmo quando está em pleno curso político no país uma brutal ofensiva neofascista que tem como objetivo central a destruição de todas as conquistas históricas do proletariado e da população oprimida. Os cretinos da esquerda reformista “sonham” que poderão derrotar o regime bonapartista de exceção, instaurado no Brasil após o golpe institucional ocorrido em 2016, com a realização das futuras eleições, quando nem mesmo as liberdades democráticas estão garantidas se depender da escalada fascista desatada pelo governo Bolsonaro. Em meio a destruição da Previdência Pública, ao sucateamento das universidades federais e o colapso do sistema de saúde social (SUS), a Frente Popular sabotou conscientemente a organização da Greve Geral e agora convoca a população a “votar certo” em 2022...

domingo, 1 de setembro de 2019

80 ANOS DO LIVRO “EM DEFESA DO MARXISMO”: A GRANDE BATALHA POLÍTICA E TEÓRICA DE TROTSKY NO INTERIOR DA IV INTERNACIONAL


O livro “Em defesa do Marxismo” de Leon Trotsky é uma coletânea de cartas e documentos chaves de polêmicas dentro do Partido Socialista dos Trabalhadores (Socialist Workers Party- SWP) dos Estados Unidos travadas há 80 anos, iniciada exatamente em setembro de 1939. A obra começa com uma carta de Trotsky para a James Cannon e segue com correspondências sobre a situação da URSS na II Guerra Mundial, abordando polêmicas envolvendo o caráter social e político do Estado Operário soviético. O debate sobre que campo se postar em meio a luta contra o imperialismo e sua máscara “democrática” não é novo, foi justamente nas fileiras de seu próprio partido que Trotsky travou a última e mais importante luta política de sua vida, no sentido de dar uma aplicação prática aos conceitos teóricos que fundamentam o programa da IV Internacional. A seção mais importante da IV Internacional, o SWP (norte-americano), organização que detinha uma vasta referência junto ao proletariado industrial, foi atingida por pressões pequeno-burguesas da opinião pública imperialista em relação à posição a ser tomada diante de uma guerra contra a URSS. É formada no interior do SWP uma fração liderada por Max Shachtman e James Burhnam (depois esta fração acaba por ganhar algumas seções inteiras da IV, como no caso do Brasil, com o alinhamento de Mario Pedrosa), que rejeitava a defesa incondicional da URSS, assim como se negava a estabelecer uma frente única com o stalinismo neste terreno sob a justificativa do caráter contrarrevolucionário deste último.