segunda-feira, 30 de setembro de 2019

LULA AO “POVO BRASILEIRO”: FALTA AGORA FALAR DA OUTRA “CARTA AO POVO BRASILEIRO”, A DE 2002, ONDE PROMETIA GOVERNAR COM A BURGUESIA, A MESMA QUE LHE ENCARCERA HOJE...


Lula confirmou hoje (30/09) que não aceitará entrar na arapuca armada pelos Procuradores bandidos da famigerada operação Lava Jato. Uma posição justa e corajosa, apesar do pedido de seus familiares e de alguns dirigentes do PT, para que aceitasse a semiliberdade que a malfadada “República de Curitiba” estava a lhe “oferecer”. Porém com a mesma linha política da Frente Popular, busca uma aliança com os Ministros Golpistas do STF, alimentando mais uma vez nefastas ilusões nesta mafiosa Corte Suprema.Se a manobra política do bando criminoso de Deltan e Moro, que diante do desgaste provocado pela “Vaza Jato” e das “confissões” de  Janot, agora se apressa em seguir o “rigor da lei”, está cristalina, desgraçadamente não fica claro para a esquerda reformista que a estratégia de “frente ampla” com setores da burguesia golpista (arrependida?) poderá conduzir a desastres ainda piores. E essa mesma estratégia de colaboração de classes fica patente na nova “Carta aos brasileiros”, embora esta não trate especificamente de alianças eleitorais policlassistas ou compromissos econômicos neoliberais com a burguesia, como a “Carta” de 2002. Mas se debruçarmos atenção sobre as expectativas alimentadas por Lula nas mesmas instituições que instauraram esse regime de exceção, do qual sua prisão política é uma das melhores comprovações, vemos que a estratégia do PT e seus satélites continua exatamente a mesma que nos conduziu ao golpe parlamentar de 2016. Ao invés de convocar uma vigorosa mobilização nacional, galvanizando amplas camadas da classe trabalhadora e da juventude para lutar pela sua libertação imediata e incondicional pela via da ação direta das massas, Lula recorre às ilusões nas “instituições republicanas” do Estado capitalista: “Diante das arbitrariedades cometidas pelos procuradores e por Sérgio Moro, cabe agora a Suprema Corte corrigir o que está errado, para que haja Justiça independente e imparcial”.
LEIA A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 340, SETEMBRO/2019


domingo, 29 de setembro de 2019

CAMARADA JONAS PRESENTE! FASCISTAS NÃO PASSARÃO! NO DIA 4 DE NOVEMBRO ATO NACIONAL EM MEMÓRIA DOS 50 ANOS DA MORTE DE CARLOS MARIGHELLA!


No dia 29 de setembro de 1969, o operário e dirigente comunista da ALN, Virgílio Gomes da Silva foi arrancado de sua casa, nas esquinas das avenidas São João com Duque de Caxias, no Centro de São Paulo, e levado para a sede do DOI-Codi da rua Tutoia, o principal órgão de repressão da Ditadura Militar na cidade. Morreria 12 horas depois, ao fim de longa sessão de espancamento e tortura da qual participaram pelo menos nove agentes da Operação Bandeirantes (OBAN). Caía morto assim um dos nomes mais destacados dirigentes da Aliança Libertadora Nacional (ALN), corrente revolucionária de combate à ditadura militar cujo líder, Carlos Marighella, seria assassinado pouco mais de um mês depois, em uma emboscada na cidade de São Paulo. Virgílio Gomes da Silva, codinome Jonas, tivera papel central no sequestro do embaixador estadunidense Charles Burke Elbrick, ocorrido no começo daquele mesmo mês. O episódio político, um dos mais conhecidos da história da luta armada no Brasil, e também com grandes repercussões internacionais, foi um marco de bravura e heroísmo da guerrilha urbana, e teve como objetivo central a libertação de dezenas de presos políticos do cárcere do regime militar. 
“FORA COLLOR”: HÁ 27 ANOS A BURGUESIA DESCARTAVA UM “LADRÃO DE GALINHAS ” PARA INICIAR A ERA DA PRIVATARIA TUCANA... 



Há exatos vinte e sete anos, no dia 29 de setembro de 1992, o Congresso Nacional votava o relatório da CPI do “PC Farias” que encaminhava a perda do mandato do então presidente da república Fernando Collor de Melo por crime de responsabilidade, era o início do fim para o alagoano conhecido como o “caçador de marajás”. A “histórica” sessão do Congresso, presidida pelo deputado gaúcho Ibsen Pinheiro (pouco tempo depois o próprio parlamentar peemedebista foi cassado pelos seus pares) teve um resultado acachapante a favor do “impeachment”, 441 votos sim e somente 38 contra, pela primeira vez a burguesia brasileira descartava um presidente eleito, pela via institucional, sem recorrer aos tradicionais golpes de estado comandados por milicos treinados pela CIA. As acusações que pesavam contra Collor foram concentradas contra seu tesoureiro de campanha, o lendário “PC Farias”, por ter recebido de “propina” de corrupção um automóvel Fiat Elba, uma verdadeira piada da vida real, chancelada como verídica por todos seus ex-apoiadores, como seu próprio irmão (Pedro) e a poderosa organização mafiosa Globo. Fiel politicamente até o fim ao amigo Collor somente o falecido ACM, que com uma fração de seu partido, o PFL, lhe brindou os 38 votos contrários a sua cassação. Mas, o “inferno astral” do primeiro presidente eleito após o fim do regime militar, começou mesmo no mesmo dia que assumiu o governo, em março de 1990, com um decreto de congelamento da poupança popular, Collor iniciava uma sinuosa trajetória de “rupturas” que poucos anos depois acabaram por deflagrar o movimento dos “Cara Pintadas”, considerado pelos revisionistas da LIT, como a “segunda revolução democrática no país” (a primeira teria sido a campanha das “Diretas Já”), na verdade mais uma manobra política das classes dominantes que granjeia o apoio das massas. Para compreender as razões da queda de Collor, de um ângulo marxista, será necessário retroceder um pouco mais na história e voltar ao final dos anos 80, precisamente no processo de esgotamento da chamada “Nova República” do biônico Sarney. 

sábado, 28 de setembro de 2019

TIRO NO PÉ DE JANOT: EX-PGR BUSCOU COM SUA “CONFISSÃO” AÇULAR A OFENSIVA FASCISTA, PORÉM O QUE CONSEGUIU FOI DEBILITAR A LAVA JATO QUE AGORA PEDE “LULA SEMILIVRE JÁ!”


Os efeitos políticos da inesperada confissão de seus instintos assassinos contra um Ministro da Corte Suprema, parecem apontar no sentido oposto do que o pretendido pelo ex-Procurador Geral da República. Na verdade Rodrigo Janot deu um “tiro no próprio pé”, ao invés de acertar com sua pistola carregada Gilmar Mendes, uma outra figura da alta cúpula do Estado Burguês não menos mafiosa e corrupta. Ao tomar conhecimento das “confissões” publicadas por Janot, o Ministro Alexandre de Moraes tratou logo de desarmar e desmoralizar o antigo chefe da Lava Jato, enviando a Polícia Federal para a residência de Rodrigo, com direito inclusive a seção de fotos hoje publicadas por toda a mídia corporativa do país. É o que podemos chamar de “Ironia da História”, o outrora “chefão marrento” do Ministério Público, sendo achacado por policiais, cumprindo ordens do STF a quem prestou relevantes serviços golpistas e antidemocráticos. É necessário entender, como já afirmamos em artigo anterior, que a confissão de Janot não foi motivada por um ingênuo “sentimento de culpa”, sua estratégia era acelerar o desgaste social do Supremo, em particular do Ministro Gilmar Mendes, principal alvo das hordas fascistas(e dos próprios Procuradores da Lava Jato) que o acusam de “trairagem”, por conta de suas sentenças contrárias aos desmandos da “República de Curitiba”. Mas o “feitiço virou contra o feiticeiro” e a repercussão das intenções sicárias de Janot foi a pior possível, escandalizando a opinião pública que inocentemente não tem conhecimento dos bastidores podres e criminosos da nossa “República de assassinos”, parafraseando o memorável filme do cineasta Miguel Faria Júnior. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

EX-CHEFE GERAL DA LAVA JATO ESTIMULA ATAQUE AO STF: CONFISSÃO DO BANDITISMO DE JANOT É A SENHA PARA AS HORDAS BOLSONARISTAS “TERMINAREM O SERVIÇO” QUE ELE NÃO CONCLUIU...


O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta quinta-feira, 26/09 que chegou a ir armado para o Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de assassinar o ministro Gilmar Mendes: “Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (Gilmar) e depois me suicidar” (entrevista de Janot ao jornal O Estado de S. Paulo). Não por coincidência o STF julgou nesta mesma quinta-feira um habeas corpus que defendia que réus delatados deveriam apresentar alegações finais após os réus delatores em ação penal, uma tese que foi aprovada por ampla maioria na seção da Corte e que levará necessariamente a anulação de dezenas de sentenças fraudulentas da Lava Jato, chanceladas pelo justiceiro Sérgio Moro. A “confissão” pretérita de Janot não tem nada do tipo de um “peso na consciência” por parte de um criminoso, na verdade é a senha para a deflagração de um ataque geral ao STF por partes das hordas bolsonaristas, que já preveem uma série de derrotas da famigerada “República de Curitiba” hoje encastelada no Palácio do Planalto. O banditismo confesso de uma figura que esteve à frente de um organismo nacional de “defesa da constituição” colocou a nu o caráter das máfias burguesas que controlam todo o sistema judiciário do país. Em particular Rodrigo Janot, teve um papel de protagonismo político no golpe institucional que derrubou o governo petista da presidente Dilma Rousseff, fornecendo todo o suporte da PGR para “amedrontar” os ministros do STF, que na época seguiram à risca a cartilha da farsa da Lava Jato. Gilmar Mendes, o suposto desafeto de Janot, foi um dos principais impulsionadores do impeachment de Dilma no Supremo, chegando mesmo anular a nomeação de Lula como Ministro de Estado do governo petista. Agora a disputa inter burguesa pelo controle da máquina estatal atinge um grau elevado, fazendo com que antigos adversários se unifiquem na oposição ao atual governo neofascista de Bolsonaro. É o caso de Gilmar Mendes, um golpista de primeira hora e que agora enfrenta a “fúria” dos lavajatistas e bolsonaristas, inconformados com sua nova postura em apoio ao setor garantista do STF. O “segredo” da virada nas posições de Gilmar na Corte encontra-se na formação do chamado “Centrão”, bloco parlamentar que controla o Congresso Nacional, aprovando integralmente na agenda neoliberal de Paulo Guedes, mas se colocando como “oposição moderada” ao governo Bolsonaro. Gilmar e Rodrigo Maia atuam em total sintonia política e ameaçam quebrar a frágil maioria da Lava Jato estabelecida nas instâncias superiores da República após o golpe parlamentar de 2016. Obviamente que as forças da Frente Popular (PT, PSOL e PCdoB) também ingressaram de “carona” neste novo bloco de poder do Centrão, com algumas ressalvas, mas de olhos fixados nas eleições presidenciais de 2022. Estes “arranjos” sem nenhum princípio programático da política burguesa têm gerado uma certa confusão nas trincheiras dos neófitos fascistas, que escolheram o que consideram “elo” mais fraco no STF para deflagrarem um ataque de proporções ainda imprevisíveis, como demonstrou as últimas declarações do sicário Rodrigo Janot.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

NÃO À REPRESSÃO DA PM CONTRA A GREVE NA EMBRAER! RETOMAR A PARALISAÇÃO COM A OCUPAÇÃO DA EMPRESA ATÉ ARRANCAR A VITÓRIA! POR COMITÊS OPERÁRIOS DE AUTO-DEFESA DOS TRABALHADORES!


Os trabalhadores da Embraer em São José dos Campos (SP) entraram em greve nesta terça-feira, dia 24. Entre as reivindicações da categoria está o aumento real dos salários, manutenção de direitos do acordo coletivo e estabilidade no emprego. Polícia Militar espancou sindicalista imobilizado durante a greve na Embraer, contra a venda para a Boeing e pela garantia de emprego. De forma absurda, a paralisação foi suspensa pela direção do Sindicato dos Metalúrgicos (PSTU e Resistência-PSOL) alegando a repressão. Até o exército estava nas ruas desde as primeiras horas do dia, em uma grande operação contra a greve. Faz-se necessário tomar o caminho inverso, ocupar a fábrica e radicalizar a luta, convocando a paralisação geral de toda a categoria. A empresa vem tentando acabar com a cláusula que garante estabilidade no emprego para os lesionados e para novos contratados, além de pressionar para que no acordo coletivo conste a possibilidade de “terceirização em situações extraordinárias”. A medida não passa de uma armadilha para precarização do trabalho e rebaixamento de salários. Além disso ameaça o próprio direito de greve e de negociação dos trabalhadores dando margem para contratação de terceirizados para furarem a greve. Para garantir seus direitos os trabalhadores devem lutar pela reestatização da Empresa. É hora de unificar as lutas com outras categorias em luta, como os petroleiros ou Correios, em campanha contra as privatizações. Os trabalhadores de São José dos Campos estão, desde o ano passado, em campanha contra a entrega da empresa nacional para a Boeing, dos Estados Unidos. Bolsonaro-Mourão-Guedes querem impor completa submissão do país aos interesses do imperialismo, fazendo-nos regredir a simples colônia. Desgraçadamente, as plantas da Embraer de Araraquara e Botucatu dirigidas pela CUT e Força Sindical não aderiram à greve. O Sindicato dos Metalúrgico de São José dos Campos, a Conlutas, o PSTU e a Resistência precisam desde já convocar uma nova assembleia para deliberar pela ocupação da empresa até a vitória!


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

ÚLTIMA PESQUISA IBOPE: SEGUE A FRITURA “LENTA, GRADUAL E SEGURA” DE BOLSONARO. TUDO DENTRO DO PACTO ESTABELECIDO ENTRE O PT E O CENTRÃO, DEFINIÇÃO POLÍTICA SÓ NAS ELEIÇÕES DE 2020...



Pesquisa do Ibope realizada entre 19 e 22 de setembro, revela que o neofascista Bolsonaro cai em todos os indicadores na compreensão do povo brasileiro em relação às pesquisas anteriores. A avaliação positiva do governo está em 31%; 50% desaprovam-no e 55% disseram "não confiar" no governo golpista. A avaliação positiva (ótimo e bom) do capitão era de 35% em abril, caiu para 32% em junho e agora está em 31%. A avaliação negativa (ruim e péssimo), por sua vez, subiu de 27% em abril para 32% em junho e em setembro chegou a 34%. Os que consideram o governo Bolsonaro "regular" são 32% (eram 31% em abril e os mesmos 32% em junho). Os que não sabem ou não quiserem responder somaram 3%. Como já afirmamos por diversas vezes no Blog da LBI, estas pesquisas sejam dos pseudos “institutos” IBOPE ou DataFolha, expressam muito mais a vontade política da burguesia do que propriamente uma aferição confiável e científica das demandas populares. De qualquer forma a regularidade dos índices apresentados nas pesquisas de avaliação do atual governo, indicam uma tendência “lenta, gradual e segura” (como o processo de abertura política engendrado pelo general Golbery) do desgaste popular sofrido por Bolsonaro. Obviamente que em função do freio as mobilizações de massa contra o governo neofascista, imposto pela política de colaboração de classes da Frente Popular, poucos reformistas ainda deliram prognosticando a queda iminente de Bolsonaro. Nem mesmo a destituição do Ministro justiceiro Moro, considerada “líquida e certa” pela blogosfera petista após as revelações da Vaza Jato, é mais aventada nos círculos da esquerda burguesa. 

terça-feira, 24 de setembro de 2019

ABERTO PROCESSO DE IMPEACHMENT CONTRA TRUMP: EM MARCHA UM GOLPE PARLAMENTAR REACIONÁRIO TRAMADO PARA IMPOR O RECRUDESCIMENTO DO REGIME POLÍTICO IANQUE PELOS FALCÕES “DEMOCRATAS”


A presidente da Câmara dos Estados Unidos, a Democrata Nancy Pelosi, anunciou nesta terça-feira (24.09) a abertura do processo de impeachment contra o presidente Donaldo Trump. Trump é acusado de tentar pressionar a Ucrânia para investigar o ex-vice-presidente Joe Biden, um possível adversário nas eleições de 2020. “Hoje, estou anunciando que a Câmara dos Deputados está avançando com um inquérito oficial de impeachment. O presidente deve ser responsabilizado. Ninguém está acima da lei”, declarou Nancy em sessão no Congresso. “Foi uma violação das responsabilidades constitucionais", disse ainda, em declaração à imprensa, se referindo à conversa de Trump com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, em julho. Trump respondeu no Twitter, se dizendo vítima de perseguição: “Eles nunca viram a transcrição da ligação. A caça às bruxas total!". A LBI caracterizou com muita precisão esta tendência golpista no “coração” do imperialismo em 2017, imediatamente após a vitória eleitoral do “palhaço reacionário” Donald Trump, em um artigo publicado em janeiro daquele ano que agora reproduzimos na íntegra para nossos leitores do BLOG logo abaixo. Não podemos, como Marxistas Revolucionários, de nos abster da denúncia política do nefasto papel jogado pelo partido Democrata, controlado pelo clã dos Clintons, na preparação da marcha do golpe de estado que visa retroceder as conquistas democráticas do proletariado norte-americano, justamente quando o proletariado encontra-se em luta, como estamos vendo com a greve nacional operária na GM. Trump foi a farsa republicana que tomou o lugar do Tea Party na eleição passada que derrotou a senhora da guerra “madame Clinton”. Sua permanência na Casa Branca é temporária por mais que tente agradar os Falcões do Pentágono. Entretanto durante todo seu mandato não teve força suficiente para deflagrar um ataque real contra os “inimigos” militares dos EUA (Rússia, China e a própria Coréia do Norte), por isso está marcado para cair. Nosso combate mortal revolucionário contra o reacionário Trump não nos impede de denunciar o que seria um novo governo ianque controlado diretamente pelos generais e falcões Democratas do Pentágono, ou seja, um retrocesso histórico ímpar para o conjunto da classe operária internacional que devemos combater apontando a independência política de classe diante dos bandos burgueses em disputa!

O IDIOTA ÚTIL: BURGUESIA IANQUE EMPOSSOU TRUMP E JÁ PREPARA UM GOLPE DE ESTADO PARA IMPOR UM RECRUDESCIMENTO AO REGIME REPUBLICANO (PARTE – I)
(BLOG DA LBI, 21 DE JANEIRO DE 2017)

O cenário estava todo armado para um retumbante fiasco eleitoral de Trump: sem apoio de massas, sem respaldo do próprio partido, além de enfrentar uma candidata lançada pelo establishment dominante imperialista. Mesmo derrotado no voto popular (a maior derrota nas urnas de toda a história republicana dos EUA, cerca de 2,8 milhões de votos) a burguesia ianque impôs a sua posse, mas por que? A resposta embora complexa deve ser bem direta: Diante da enorme crise financeira que se avizinha para o início da nova década, o imperialismo necessitava fazer "ajustes" em seu regime político e o melhor caminho encontrado foi dar a vitória ao "palhaço reacionário" para depois o golpeá-lo facilmente do poder, "implantando" um outro formato de regime ao velho republicanismo "democrático" dos EUA. É verdade que existiam outros caminhos para as classes dominantes ianques que agiram em plena sintonia com a elite financeira bursátil mundial, o primeiro seria "empoderar" na Casa Branca uma alternativa vinda do "Tea Party" (ainda permanecendo como uma ala intestina do Partido Republicano) e derrotar facilmente a odiada madame Clinton. Parecia o roteiro mais evidente, porém ainda muito prematuro para a conjuntura de 2017, com os EUA atravessando uma leve recuperação econômica do crash sofrido em 2008. A outra rota possível e que até a nós da LBI se apresentou como "factível", representaria uma vitória dos Democratas como a expressão de uma "ponte" temporal para a transição de um governo de extrema direita em 2021. Entretanto a diversificação nacional do voto "trumpista" pelos rincões mais castigados e atrasados do país, levando os Republicanos a um triunfo folgado no Colégio Eleitoral, forçou a posse do bilionário falastrão no comando do monstro imperial. Estamos concientes que o nosso prognóstico histórico para a próxima etapa que os EUA atravessará não é um mero palpite leviano, sabemos que este país imperialista símbolo da democracia ocidental moderna nunca foi permeado por um golpe de estado, como a França e Alemanha por exemplo, apesar de já terem acontecido algumas tentativas como o assassinato do presidente Kennedy em 1963 e mais longinquamente uma guerra civil em 1861 que culminou com o outro assassinato, o de Abraham Lincoln pouco depois. O próprio "cowboy" republicano Ronald Reagan também foi alvo de uma tentativa de eliminação física mal sucedida em 1981(chegou a ser atingido por vários tiros), 69 dias logo após assumir a presidência da república, nesta ocasião o Secretário de Estado Alexander Haig chegou a anunciar que estava no comando da nação, tendo que ser "demovido" da iniciativa poucas horas depois. Portanto tentar ou mesmo matar presidentes nos EUA não é propriamente uma "novidade" na maior "democracia" do planeta, porém conseguir suprimir mesmo que parcialmente a constituição federal celebrada com apenas 7 artigos em 1788 será uma operação de grande envergadura com gravíssima repercussão histórica não só para o destino dos EUA.
O FANTOCHE TUPINIQUIM DE TRUMP DEBUTA NA ONU: O IMPERIALISMO IANQUE É QUEM PATROCINA O NEOFASCISTA PARA RAPINAR A SEMI-COLÔNIA BRASILEIRA...


Em um dos momento mais constrangedores da longa história diplomática do Brasil, o neofascista Jair Bolsonaro fez um discurso que revelou toda sua submissão ao imperialismo ianque na abertura da Assembleia Geral da ONU. Após exaltar o golpe militar de 1964, o fantoche de Trump afirmou que a: "Ditadura cubana trouxe ao Brasil médicos sem comprovação médica". Complementando as asneiras também disse: "Trabalhamos com os EUA para a democracia ser restabelecida na Venezuela e para que outros países não experimentem este nefasto regime". Ao falar sobre a Amazônia, Bolsonaro atacou "Países com espírito colonislista", em referência às críticas de nações imperialistas europeias. "Clima seco favorece queimadas. Existem queimadas praticadas por índios". O discurso de Bolsonaro na ONU de cabo a rabo teve um viés neofascista: ataca Cuba, Venezuela e o Socialismo de uma forma geral. Ainda saudou a ditadura e o golpe militar que marcou sinistramente a história brasileira. Uma verdadeira “vergonha” para a burguesia nacional que colocou o neofascista no Planalto para liquidar as conquistas históricas do proletariado e promover a rapina imperialista sobre os recursos naturais do Brasil.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

UAW: GREVE PARA VENCER!
(DECLARAÇÃO DA SPARTACIST LEAGUE/WORKERS VANGUARD, ACERCA DA GREVE OPERÁRIA DA GM NOS EUA)


Cerca de 50.000 trabalhadores da indústria automobilística chegaram às linhas de piquete, deixando as fábricas vazias da General Motors em todo o país. Duas grandes forças de classe opostas estão agora em batalha aberta, e o impacto poderá em breve ser sentido em fornecedores de peças e em outros setores da economia dos EUA, bem como no “império” GM no Canadá e no México. Os membros da United Auto Workers (UAW/União dos trabalhadores automotivos, nota do tradutor), fartos de anos de sacrifício forçado, são confrontados com uma “gigante da indústria” que registra uma soma de mais de US$ 30 bilhões em lucros apenas nos últimos três anos, acumulada no sangue e no suor dos trabalhadores. A montadora, como todos os capitalistas, está longe de estar satisfeita. A GM quer espremer mais dos trabalhadores, incluindo os custos mais altos de assistência médica e um insignificante aumento salarial abaixo da inflação. Uma greve dura e vitoriosa também pode ajudar a revigorar outras lutas sindicais para derrotar os chefes sedentos de lucro em outros lugares, principalmente na Ford e Fiat Chrysler.
PLENÁRIA NACIONAL LULA LIVRE: PARA O PCO VALEU O DITADO POPULAR, “QUEM MUITO SE CURVA ACABA MOSTRANDO OS FUNDILHOS”...


Em um artigo repleto de “lamúrias” o PCO acaba de lançar seu balanço da “Plenária Nacional Lula Livre” realizada neste sábado (21.09) no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, berço da Força Sindical. Rui Pimenta “desabafa” inconformado que seu partido foi impedido de “sentar na mesa” da atividade convocada pelo PT. Também reclama que “omitiram o PCO da convocatória do ato”. Qual o motivo da Frente Popular desprezar tão fiel aliado? A resposta é simples, de tão servil a política de colaboração de classes do PT, o PCO se viu “escanteado” quando balbuciou algumas críticas à política oficial das alianças burguesas do PT, cuja direção, seguindo as ordens diretas de Lula, é contrária ao “Fora Bolsonaro” e vem costurando uma “frente ampla” com setores neoliberais e golpistas. Em resumo, longe do “giro à esquerda” como prognosticou Rui Pimenta durante todo o último período, o PT vem sustentando o governo comandado pelo neofascista e negocia a futura liberdade de Lula, dando como garantia o respeito as instituições do apodrecido regime burguês. O mais irônico é que o texto do PCO, no melhor estilo dos devaneios de “Dom Quixote”, cria um suposto “cabo de guerra” entre a direção petista e a “vontade da base”. Segundo Rui Pimenta “O que deu ao encontro um alento foram os militantes, críticos, impacientes e mais importante, combativos, eles propuseram atos, mobilizações, a base puxa para a esquerda, resta saber quem ganhará o cabo de guerra”. No mundo dos sonhos reformistas do PCO, a Frente Popular pode ser derrotada em sua política de colaboração de classes pela própria militância petista, diga-se um ativismo completamente corrompido, tanto que onde o PT governa está aliado não somente a centro-esquerda burguesa mas com a direita, como na Bahia, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. O PCO sobrevive das migalhas materiais ofertadas pelo PT e, mais recentemente, de “negócios” obscuros que sustentam essa legenda completamente oca. Nos últimos anos tornou-se um apêndice da direção petista, agora esta exige do PCO fidelidade total à sua linha política de contenção das lutas em nome de garantir que “Lula Livre” seja candidato a presidente em 2022. Lembremos que o PCO chegou a afirmar que Lula e a presidente petista, Gleisi Hoffmann, seriam a representação da ala política de esquerda do PT e que além de ser o setor mais “combativo” do partido também sofriam a “perseguição” da suposta ala da direita, personificada por Haddad e Jaques Wagner. Agora pateticamente vem lamentar que o próprio PCO está sendo perseguido pelos representantes de seus “combativos” aliados! Como nos ensina o ditado popular “quem muito se curva acaba mostrando os fundilhos”! O mais cômico, porém, é que como não pode atacar diretamente seus “padrinhos” petistas Rui Pimenta volta suas “armas” contra Valério Arcary (PSOL), acusando-o de golpista e defensor da condenação de Lula. O ex-dirigente do PSTU, agora no comando do grupo revisionista Resistência, integra a coordenação do comitê nacional “Lula Livre”. Ele teve “assento” na mesa do encontro e tem a simpatia das hostes petistas justamente porque passou a se subordinar integralmente a política de conciliação de classes da Frente Popular, inclusive defendendo a “Frente Ampla contra a direita” para as eleições municipais de 2020. Essa é justamente a orientação da direção petista que o PCO tanto elogiava! Estranho mesmo é a seita corrompida controlada por Rui Pimenta ficar “aborrecida” com isso! O texto do PCO finaliza reclamando “Por quê fizeram tudo isso? O leitor pode estar se indagando agora. A resposta é simples, existe um esforço ativo, uma política coordenada, para desmoralizar a luta por Lula Livre, que puxa a corda da mobilização para a direita. Afinal, esquecer de colocar o PCO na convocação, pode ser um acidente, chamar Valério Arcary poderia ser ingenuidade, mas tudo isso que foi citado acima, não é acidental, é proposital”. Pobre PCO... somente agora descobriu que a Frente Popular exige fidelidade completa a quem vive de suas migalhas... Só resta ao “curvado” Rui Pimenta, que tornou seu partido uma sublegenda do PT, mostrar os “fundilhos”, para quem sabe ter assento na mesa da Frente Popular!!!  

domingo, 22 de setembro de 2019

HÁ 11 ANOS DA FALÊNCIA DO LEHMAN BROTHERS O FED VOLTOU A INTERVIR NO MERCADO: PRENÚNCIO DE UM NOVO CRASH FINANCEIRO CAPITALISTA


No dia 15 de setembro de 2008 era anunciada como uma “bomba” a quebra financeira do quarto maior banco de investimentos norte-americano, o Lehman Brothers. Em 20 de setembro de 2008, uma versão revista da proposta de acordo para a falência foi homologado pelo juiz norte-americano James Peck. Era o “alarme” do chash financeiro anunciando que a crise dos títulos “Sub-prime” que afetara o mercado bursátil de Wall Street contaminava também o poderoso setor financeiro ianque. Em poucos dias, naquele “setembro negro”, tomou conta no mundo inteiro um clima de “catástrofe” econômica que levaria pânico a todos os mercados, desde as semicolônias até os centros imperialistas. Logo os boatos davam como certa a falência de grandes complexos industriais, como a General Motors por exemplo, de imediato ocorreu uma interrupção do fluxo financeiro internacional levando a uma abrupta retração do crédito, instalando-se uma recessão global generalizada. Somente dois “ícones” do capitalismo financeiro pareciam passar incólumes pela crise de 2008, o Dólar que apresentou robustos índices de alta e os próprios títulos do Tesouro norte-americano que continuaram atrair as reservas monetárias das principais economias do planeta. Para os Marxistas Leninistas era um claro sinal de que a economia imperialista dos EUA estava bem distante de “colapsar” e que o “armagedon final” tanto difundido pelos rentistas e barões da indústria era uma manobra midiática para amealhar centenas de bilhões de dólares do botim estatal ianque. A esquerda revisionista logo “comprou” a versão do iminente “apocalipse” do regime capitalista, chegando a anunciar que o imperialismo não conseguiria sobreviver (política e economicamente) até o final de 2009. Quem pode esquecer os inúmeros artigos da imprensa da LIT, UIT ou mesmo da FT (PTS argentino) anunciando que: “muito em breve nossas seções nacionais terão milhares de militantes e deverão estar preparadas para tomar o poder” (PO, 10/2008). A LBI foi a única organização marxista a caracterizar cientificamente o fenômeno do crash financeiro de 2008, como o momento final de uma onda larga de expansão capitalista, iniciada logo após a crise dos mercados (“tigres”) asiáticos na década de 90. Alertamos que o modo de produção capitalista ainda detinha uma série de recursos para a recomposição parcial de suas taxas de lucro, mesmo seguindo sua tendência histórica irreversível de estancamento das forças produtivas. Passados 11 anos do ápice da crise econômica, o imperialismo ianque mostrou que não naufragou no abismo abissal vaticinado pela esquerda revisionista, as enormes reservas financeiras do Estado capitalista funcionaram como “salvaguardas” para os trustes ianques se recomporem e até alavancarem seus negócios. Aos que ficaram “surpresos” com o papel jogado pelas instituições estatais na recuperação dos oligopólios privados, o “velho” Marx já respondia a esta questão afirmando que o “Estado não passa de um comitê central dos negócios da burguesia”.
37 ANOS DO MASSACRE DE SABRA E SHATILA: MANTER VIVO O COMBATE AO ENCLAVE SIONISTA E GENOCIDA DE ISRAEL!


“Escute, eu sei que você está gravando, mas eu pessoalmente
gostaria de ver todos eles mortos... Eu gostaria de ver todos
os palestinos mortos porque são uma doença em
qualquer lugar que vão.” (Tenente do exército israelense
ao invadir o Líbano, 16 de setembro de 1982)

Passados 37 anos do mais sangrento genocídio contra o povo palestino da história, ainda está presente a ação covarde das Falanges maronitas (aliadas de Israel) contra os campos de refugiados de Sabra e Shatila no oeste de Beirute, Líbano, na macabra noite de 16 de setembro de 1982, em meio à guerra civil deflagrada após o assassinato de um líder da extrema-direita cristã. Neste contexto de guerra, Israel invade o Líbano em junho de 1982. Poucos meses depois iria consumar um ato nitidamente inspirado nos métodos nazistas de extermínio, um ataque a uma população completamente desarmada e pega de surpresa, sem qualquer poder de se defender ou de reação. Os campos de refugiados palestinos foram invadidos pelas falanges da extrema direita cristã explicitamente estimuladas pelo exército israelense que “garantia a salvaguarda” dos palestinos. Mas ao invés disso, sob o comando do facínora genocida Ariel Sharon, forneceu armamentos pesados, sinalizadores para iluminar os caminhos da invasão, tanques etc. Tanques Merkeva, que partiram de Israel, cercavam os dois campos de (concentração) refugiados palestinos, impediam que crianças, mulheres grávidas, idosos e outros civis escapassem do massacre. Foram mais de 62 horas de um terror extremo, sem precedentes na história contra uma população indefesa, cujo resultado foi o assassinato de aproximadamente 3.500 civis que já viviam em uma situação de miséria e abandono. Uma típica política de extermínio étnico, uma vez que se trataram de execuções sumárias com requintes de crueldade: estupros, facadas (degola), tiros na nuca, esquartejamentos... O pretexto para um crime desta magnitude foi o assassinato do líder falangista Bachir Gemayel poucos dias antes supostamente – nunca comprovado – por um palestino. O genocídio não poder ser encarado como um fato isolado: envolveu um enorme operativo de guerra, um jogo “diplomático” articulado desde a Casa Branca, o enclave militar de Israel e a conivência da OLP de Arafat.

sábado, 21 de setembro de 2019

O QUE UNE O FASCISTA WITZEL E O PETISTA CAMILO SANTANA? O EXTERMÍNIO DE JOVENS, POBRES E NEGROS POR UMA PM TALHADA PARA EXECUTAR O POVO OPRIMIDO...


Na madrugada de 21 de setembro, a menina Ágatha Félix, de apenas 8 anos, morreu após ser baleada na favela Fazendinha, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. Segundo denúncias de moradores, a Polícia Militar (PM) sob o controle do governador fascista Wilson Witzel, é responsável pelo covarde assassinato. Testemunhas afirmam que Agatha estava numa Kombi indo para sua casa quando foi atingida por um tiro que foi disparado por um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), as mesmas UPP’s defendidas ardentemente por Marcelo Freixo do PSOL. O PM teria desconfiado de um homem numa moto e disparou irresponsavelmente acertando a criança, que chegou a ser levada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu. É preciso registrar que dias antes, no Ceará, também houve uma ação assassina da PM do governador petista Camilo Santana (PT) que matou o adolescente de 14 anos, Juan Ferreira dos Santos, com um tiro na cabeça quando estava acompanhado de amigos em uma reunião na Praça do Mirante, ponto de encontro no bairro Vicente Pizon de Fortaleza. Como sempre a PM alegou “indivíduos em atitude suspeita na praça” para matar assim como ocorreu no Rio de Janeiro. O capacho de Ciro no PT representa um fenômeno raro na política nacional, conseguiu estabelecer um “consenso”, quase uma “unanimidade” entre os mais variados grupos políticos, desde o arco da direita burguesa até a chamada “esquerda socialista” como o PSOL. Formalmente filiado ao PT, Camilo é um disciplinado membro da oligarquia dos Ferreira Gomes e conta também com a simpatia política do PSOL no Ceará. Frente a essa “blindagem”, cinicamente Camilo afirma não ter responsabilidade alguma sobre a tragédia que matou o jovem Juan, apesar de bancar pessoalmente um comando policial de terroristas na cabeça dos órgãos de (in)segurança do Ceará. Os dois assassinatos, praticados respectivamente pela PM no Rio de Janeiro e no Ceará, mostram o que une o fascista Witzel e o petista Camilo Santana: o extermínio de jovens, pobres e negros por uma PM talhada para executar o povo oprimido... Os Marxistas Leninistas não concebem o aparelho estatal de repressão da burguesia, que detém o monopólio da violência armada contra o proletariado, como uma questão de “política de segurança pública”. Não defendemos uma “reforma” ou “aperfeiçoamento democrático” no braço armado do capital como fazem o PT e o PSOL, lutamos para seu fim pela via da revolução socialista, substituindo a tal “segurança pública” (que de pública não tem nada, é absolutamente privada na defesa da propriedade da burguesia) pelo armamento das massas através de seus organismos de poder. Fascistas de plantão na gerência do estado, como Witzel no Rio de Janeiro ou mesmo “petistas” como Camilo Santana, marionete de Ciro Gomes, são apenas expressões das políticas diversas do capital mas que atuam com o mesmo método repressor contra as massas proletárias. Nossa alternativa à barbárie policial seja no Rio de Janeiro ou no Ceará não é a de apresentar outra “política de segurança pública”, como sugerem o PT e o PSOL. Os Trotskistas combatemos pela destruição completa do aparelho de repressão do Estado Burguês e combatem todos os governos burgueses de plantão que levam adiante um plano de guerra contra os trabalhadores!

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

EM DEFESA DO IRÃ E DA RESISTÊNCIA IEMITA: “GUERRA TOTAL” CONTRA AS PROVOCAÇÕES DO IMPERIALISMO IANQUE E DA REACIONÁRIA PETROMONARQUIA SAUDITA!


Após os ataques militares de drones carregados de explosivos a duas das principais instalações petrolíferas da Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, houve uma escalda ainda maior das provocações do imperialismo ianque e da reacionária petromonarquia saudita contra o Irã. Ambos acusaram que foi o Regime dos Aiatólas e suas milícias xiitas que combatem no Iêmen de atacaram as refinarias, anunciando represarias econômicas e militares. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse nesta quinta-feira (19) que haverá uma guerra se o seu país for atacado pelos Estados Unidos ou pela Arábia Saudita. Ao ser perguntado sobre qual seria a consequência de um ataque militar contra o Irã, Zarif respondeu uma “Guerra Total” e, em seguida declarou, “Não queremos guerra, não queremos entrar em um confronto militar. Pensamos que um conflito armado baseado em uma farsa é terrível, mas não temos medo quando se trata de defender nosso território”. O regime de Teerã nega todas as acusações da Casa Branca, afirmando que os ataques não foram deferidos pelos seus aliados no Iêmen. A Arábia Saudita insistiu que os ataques foram efetuados com 18 drones e 7 mísseis iranianos e que foram lançados do norte, e não do Iêmen, localizado ao sul do reino. Em contrapartida Zarif afirmou “É fabricado. Eles querem jogar a culpa no Irã, a fim de fazer algo, e é por isso que digo que é uma agitação para uma guerra, porque é baseada em mentiras e uma farsa”. Por sua vez, a Arábia Saudita iniciou nova operação militar ao norte da cidade portuária de Hodeida, no Iêmen. A ofensiva é contra a resistência xiita (houthis) apoiada pelo Irã na Guerra do Iêmen. Como a LBI afirmou logo após as explosões, o suposto “ataque terrorista” ao complexo industrial da petrolífera Aramco (empresa estatal fundada em 1933) na Arábia Saudita foi organizado pela própria petromonarquia para elevar ainda mais o preço do petróleo no mercado mundial. Alertamos que a perspectiva de agressão, mesmo com todas as concessões feitas pelo regime dos Aiatolás e o governo Rohani, embutem uma vingança contra a humilhação sofrida pelos EUA na desastrosa tentativa de intervenção militar no Irã, ainda sob o governo democrata de Jimmy Carter. Não temos nenhuma dúvida que o império pretende somar para suas empresas transnacionais as reservas de petróleo do Irã às da Líbia e do Iraque para, desta forma, deter a hegemonia absoluta do controle energético do planeta. Os Marxistas Revolucionários defendem integralmente o direito do Irã a declarar “Guerra Total” ao imperialismo ianque e a petromonarquia saudita. Estamos tanto ao lado dos guerrilheiros iemitas que combatem a tirana monarquia saudita, como no campo militar da defesa incondicional da nação iraniana contra as agressões do monstro imperialista ianque. Compreendemos que a tarefa de defender o Irã inclusive contra sua burguesia nativa está, antes de tudo, nas mãos do proletariado mundial e das massas árabes. Somente elas podem lutar consequentemente pela derrota do imperialismo em todo o Oriente Médio, abrindo caminho para sepultar a exploração capitalista interna que condena a miséria os explorados da região.
20/09 - DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SERPRO: ROMPER COM A PARALISIA IMPOSTA PELA CUT, UNIFICAR AS LUTAS E CONVOCAR A GREVE GERAL CONTRA O AJUSTE NEOLIBERAL DOS ENTREGUISTAS BOLSONARO E GUEDES!


Ocorre hoje, 20.09, o Dia Nacional de Mobilização e Protesto do Setor Público. A atividade foi deliberada na Plenária Sindical contra as Privatizações de Bolsonaro. A militância da LBI se fez presente na manifestação que aconteceu em todo o país. Essa luta teve início quando no último dia 21 de agosto, o entregista Bolsonaro anunciou uma lista de 17 empresas estatais que serão privatizadas. Entre elas, Correios, Sepro, Datapreve, Eletrobras e a Lotex. Além das anunciadas, o processo de privatização acontece de forma gradativa em outros setores, como nos bancos públicos, por exemplo, onde os ativos vêm sendo vendidos, inviabilizando a sustentação financeira dessas instituições. O governo Bolsonaro anunciou que pretende privatizar várias estatais. O pacote inclui a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), a Casa da Moeda, Porto de Santos, Telebras, Serpro, Dataprev e outras empresas. Cinicamente, o Ministério da Economia elaborou um estudo com justificativas para privatizar os Correios e menciona casos de corrupção, interferências políticas na gestão e greves constantes, ou seja, uso a rapina das gestões burguesas e a resistência dos trabalhadores para justificar a entrega. Ele também cita exemplos de ineficiência, como o “elevado índice de extravio” e a demora em ressarcir produtos extraviados. A transnacionais Amazon e Alibaba já anunciaram que estão interessadas em comprar os Correios para expandirem suas operações de logística, um filão milionário. As estatais a serem privatizadas vão entrar no PPI (Programa de Parceria de Investimentos) para decidir qual modelo de privatização adotar. O famigerado PPI atua como órgão gestor de parcerias público-privadas federais, além de participar do Conselho Nacional de Desestatização. Como o imperialismo ianque exige o máximo de celeridade no desmonte da economia nacional, não há espaço para o governo neofascista "engessar" o processo de privatizações das empresas estatais consideradas economicamente "estratégicas". Existe um pré acordo entre as camarilhas reacionárias das classes dominantes para atacar as conquistas sociais e democráticas dos trabalhadores e do povo brasileiro. O novo regime Bonapartista, vinculado ao cassino financeiro internacional, vem se encarregando de orientar a liquidação do que ainda resta da economia nacional, descarregando sobre a massa trabalhadora um “ajuste” letal. É necessário desde já organizar nossa resistência calcada nos métodos da ação direta na luta concreta do proletariado! Faz-se urgente organizar desde já a resistência através da luta direta dos explorados, sem depositar nenhuma ilusão na farsa da democracia burguesa e muito menos na “Frente Ampla Democrática” que o PT busca costurar com a centro-direita. A política de colaboração de classes do PT pavimentou o caminho para a ascensão da extrema-direita, patrocinando alianças com as oligarquias reacionárias, criminalizando os movimentos sociais, criando a Lei Antiterrorista para perseguir as organizações de esquerda, apoiando as ações da Justiça burguesa contra a luta dos trabalhadores. Ao contrário de apostar na pressão sobre o parlamento como defende a CUT, uma política de colaboração de classes, é necessário engajar a vanguarda classista na preparação de uma verdadeira Greve Geral que paralise a produção industrial, os transportes e o comercio, ocupando fábricas e terras para impor através da luta direta revolucionária a derrota do governo Bolsonaro/Guedes e de suas contrarreformas neoliberais!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

48 ANOS DA MORTE DE LAMARCA: O SANGUE DERRAMADO DO CAPITÃO REVOLUCIONÁRIO FORJA A TÊMPERA DE CADA COMBATE DO PROLETARIADO CONTRA O GOVERNO DO NEOFASCISTA BOLSONARO!


O capitão revolucionário Carlos Lamarca, dirigente da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e posteriormente militante do MR-8 foi morto com cinco tiros em uma mega-operação do Exército na Bahia em 17 de setembro de 1971, há exatos 48 anos. Depois de caminhar por mais de 300 quilômetros, Lamarca foi assassinado por agentes da ditadura militar no sertão baiano. No comando da caçada reacionária estava o então major Nilton Cerqueira, que, anos mais tarde foi eleito deputado federal e trabalhou como secretário de Segurança do Rio de Janeiro. “Ousar lutar, ousar vencer”. Era assim que Lamarca terminava seus escritos. Foi um dos símbolos da resistência ao regime militar que morreu antes de completar 34 anos. Carlos Lamarca foi o terceiro entre os seis filhos de Antônio e Gertrudes Lamarca, uma família modesta da zona norte carioca. Formou-se, em 1960, pela Escola Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), obtendo a patente de Capitão em 1967. Mas foi em São Paulo, no quartel de Quitaúna, para onde pediu transferência em 1965, que Lamarca, fez sua opção revolucionária. Na época, Lamarca acompanhava com grande interesse o grupo de ex-sargentos que, inicialmente vinculado ao Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), uniu-se a um setor dissidente da Política Operária (POLOP) e deu origem à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Já como membro da VPR, Lamarca realizou uma ação de expropriação no quartel de Quitaúna em 24 de janeiro de 1969 em que levou 63 fuzis, metralhadoras e muita munição, o que levou a sua expulsão do Exército. Sua ideia era seguir imediatamente para uma região onde pudesse preparar a guerrilha, o que o obrigou, de imediato, a separar-se da mulher e dos filhos, enviados para Cuba, via Itália, no mesmo dia de sua deserção. Em abril de 1971, no processo de "diluição" da VPR, ingressou no Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). 

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

FED NOS EUA E COPOM NO BRASIL CORTAM TAXA DE JUROS: “PACOTE DE BONDADE” OU PRENÚNCIO DE UMA FORTE RECESSÃO CAPITALISTA MUNDIAL?


O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central, instituição estatal vinculada ao Ministério da Economia, decidiu nesta quarta-feira (18/09) por unanimidade reduzir a Selic, taxa básica de juros da economia, de 6% ao ano para 5,5% ao ano. A Selic se manteve em 6,5% de março de 2018 a julho de 2019, quando recuou para 6%, refletindo o viés de baixa produto da paralisia econômica que atravessa o país desde 2014, a expectativa dos rentistas do mercado financeiro é que, para a próxima reunião do Comitê no fim de outubro, haja mais um corte de 0,5 ponto percentual na taxa, caindo para 5% e permanecendo neste percentual até o fim de 2020, a taxa mais baixa de toda a história da sequência do Banco Central. Determinando uma orientação financeira mundial, o Federal Reserve (FED) banco central dos EUA, organismo independente do governo Donald Trump, também comunicou hoje que decidiu cortar as taxas de juros no país central imperialista em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 1,75% e 2%. No seu comunicado aos investidores internacionais, o FED cita entre as justificativas para a decisão as perspectivas “sombrias” para o desenvolvimento da economia capitalista global e a fraqueza de pressões inflacionárias, embora tenha apontado que a cambaleante economia norte-americana siga crescendo em um ritmo "moderado" e o mercado de trabalho "permaneça forte". O anúncio de redução de juros ocorre horas depois de o FED decidiu intervir pelo segundo dia consecutivo no mercado financeiro para evitar um forte aumento nos empréstimos de curto prazo para bancos e empresas. O Fed injetou US$ 75 bilhões ao recomprar ativos de um dia contra pedidos de pouco mais de US$ 80 bilhões. É a primeira vez desde o histórico crash financeiro de 2008 que o Fed intervém nos mercados de capitais, um prenúncio explícito de que uma nova explosão da bolha cíclica capitalista está muito próxima de ocorrer novamente. Desde a quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1930, quando a banca de capital se aproxima de pagar na prática “juros negativos” ao mercado (taxas muito baixas que se aproximam de zero), é o primeiro sintoma claro de um novo crash capitalista global.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

PT E PSOL “SOLTAM O VERBO” CONTRA AS ÚLTIMAS ASNEIRAS DE CIRO: FICAM MUDOS E CALADOS DIANTE DO COVARDE ASSASSINATO DE UM JOVEM PELA CRIMINOSA POLÍCIA MILITAR DO GOVERNADOR CAMILO SANTANA...


As recentes asneiras vomitadas pelo neocoronel Ciro Gomes na mídia (BBC e Estadão) tiveram uma rápida resposta do PT e do PSOL. Após Ciro atacar Lula, Gleisi Hoffman e Márcia Tiburi além de declarar que “unidade é o cacete” referindo-se à possibilidade de uma “frente de centro-esquerda” com esses partidos da oposição burguesa para as eleições municipais de 2020, vários dirigentes do PT e PSOL “soltaram o verbo” contra o chefe da oligarquia Gomes. Jean Willys logo qualificou Ciro de “esquerdo-macho”. Gleisi, acusada de ser “pau mandado de Lula”, declarou que ele era um “covarde e fujão” por ter ido para a Europa em pleno segundo turno. Márcia Tiburi questionou “o espírito de coronel mimado de Ciro que quer ser presidente”. Ao contrário dos veementes repúdios do PT e PSOL contra as “diabrites” lançadas por Ciro Gomes (voltadas a agradar o eleitorado de direita) vimos esses dois partidos ficarem em absoluto silêncio, completamente mudos e calados, diante do covarde assassinato no último dia 13.09 em Fortaleza de um jovem pela PM de Camilo Santana, um verdadeiro “pau mandado” de Ciro dentro do PT do Ceará. O deputado estadual Renato Roseno (PSOL), que mantém estreitas relações com a bancada parlamentar petista na Assembleia Legislativa, balbuciou apenas um lacônico comentário “A dor indizível” em seu Facebook... e só, ficou de “bico calado” para preservar suas boas reações políticas e eleitorais com o PT e a direita no parlamento cearense!!! Não vimos nenhuma veemente denúncia do PSOL na tribuna sobre a ação assassina da PM que matou o adolescente de 14 anos, Juan Ferreira dos Santos, com um tiro na cabeça quando estava acompanhado de amigos em uma reunião na Praça do Mirante, ponto de encontro no bairro Vicente Pizon. Como sempre a PM alegou “indivíduos em atitude suspeita na praça” para matar. A conduta venal do PSOL frente as ações repressivas do governo Camilo não é uma novidade. O capacho de Ciro no PT representa um fenômeno raro na política nacional, conseguiu estabelecer um “consenso”, quase uma “unanimidade” entre os mais variados grupos políticos, desde o arco da direita burguesa até a chamada “esquerda socialista” como o PSOL. Formalmente filiado ao PT, Camilo é um disciplinado membro da oligarquia dos Ferreira Gomes e conta também com a simpatia política do PSOL no Ceará. Camilo é preservado politicamente de maiores enfrentamentos seja no campo parlamentar ou social, não por acaso o tom “indizível” das “palavras” de Renato Roseno frente a mais recente barbaridade cometida pela PM assassina do governador cirista. Registramos também que até hoje o parlamentar do PSOL não usou a tribuna parlamentar para denunciar o envolvimento direto do capanga cirista Arialdo no esquema bilionário do tráfico de drogas que tem deixado um rastro de sangue e morte no Estado, com várias chacinas. Frente a essa “blindagem”, cinicamente Camilo afirma não ter responsabilidade alguma sobre a tragédia que matou o jovem Juan, apesar de bancar pessoalmente um comando policial de terroristas na cabeça dos órgãos de (in)segurança do Ceará. Como já denunciamos várias vezes, a esquerda reformista vem “bajulando” Camilo há décadas, filho de uma oligarquia do sul do estado (Cariri), o atual governador foi militante do antigo PLP (Partido da Libertação Proletária), cujos dirigentes na atualidade estão abrigados no PSOL (Mauro Gurgel, Soraya Tupinambá) ou no PT (Acrísio Sena). Este “currículo” de passagem de Camilo pela esquerda explica o fato de contar com uma “oposição construtiva” por parte do PSOL e de ser acolhido no PT (antes de ser governador foi deputado estadual), apesar de sua posição de destaque no clã dos Gomes, o mesmo que a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, chama de “fujão e covarde” ou mesmo neocoronel. Mais uma vez somente a “pequena” LBI vem responsabilizar diretamente Camilo por mais esta ação criminosa, além de denunciarmos o caráter de colaboração de classes da “frente ampla” que o PT deseja costurar com o PSOL para 2020 e 2022, ainda “sonhando” em ter a seu lado... o neocoronel Ciro Gomes!

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

ATAQUE NA ARÁBIA SAUDITA A MAIOR REFINARIA DO MUNDO: QUEM GANHA BILHÕES DE DÓLARES COM A ALTA DO PETRÓLEO NO MERCADO?


Os ataques militares de drones carregados de explosivos a duas das principais instalações petrolíferas da Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, acirraram a tensão na região do Oriente Médio, além dos efeitos econômicos mundiais da ação. As explosões ocorridas no último sábado (14/09) provocaram uma redução de 5% na produção mundial de petróleo, o que fez o preço do barril disparar no mercado internacional, atingindo a maior alta em uma sessão desde a Guerra do Golfo, em 1991. A súbita disparada desta valiosa comoditie nas bolsas internacionais nos remete por analogia a histórica “crise econômica mundial do petróleo” ocorrida em meados dos anos 70, quando a elevada cotação do “ouro negro” acionou uma processo recessivo mundial, onde os governos árabes foram responsabilizados pela crise, enquanto os trustes imperialistas de energia mineral acumularam um gigantesco lucro em função da redução da produção de petróleo e a disparada dos preços dos refinados, controlados principalmente pelos EUA e Inglaterra. Agora o “bode expiatório” responsabilizado pela interrupção na produção do óleo cru e seus derivados foi o Irã e suas milícias xiitas que combatem no Iêmen. Assim como a interrupção na extração do petróleo em 1973, por iniciativa da própria OPEP em represália ao gerdame genocida de Israel, serviu de pretexto para ataques especulativos financeiros contra dezenas de nações, detonando uma recessão econômica mundial, agora o suposto “ataque terrorista” ao complexo industrial da petrolífera Aramco (empresa estatal fundada em 1933) na Arábia Saudita é um prenúncio claro do ingresso de um novo ciclo de crise capitalista, que fará a quebra do Lehman Brothers em 2008 parecer uma “brincadeira de criança”... simplesmente porque os elementos da atual conjuntura mundial são muito mais explosivos...
VICTOR JARA, A VOZ DA RESISTÊNCIA POPULAR CHILENA “CALADA” PELO FASCISMO: SUAS CANÇÕES ECOAM ATÉ HOJE E NOS ENSINAM QUE SUA MORTE SERÁ VINGADA COM A VITÓRIA DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA MUNDIAL!


Hoje, 16 de Setembro, completam-se 46 anos do assassinato de Victor Jara pela ditadura chilena. Dias antes de sua morte ele foi detido pelos militares, junto com outros alunos e professores e conduzido ao Estádio Chile, convertido em campo de concentração e um dos maiores centros de detenção e tortura. Lá foi mantido durante vários dias após o fatídico 11 de setembro. O regime fascista torturou o cantor e compositor revolucionário, disparou duas vezes em sua cabeça e braços. Jara tinha os dedos das mãos esmagados por seu “crime” de cantar a revolução, ele foi alvejado 44 vezes como expressão do ódio dos militares pelo homem que fez ode ao Socialismo e a luta dos explorados. Vitor chegou a fazer canções em pleno cárcere, como a música “Estadio Chile”. A imprensa burguesa deu grande destaque ao fato do ex-militar Pedro Pablo Barrientos ter sido considerado em meados de 2016 como culpado da morte do músico, citando uma decisão da Corte federal da cidade de Orlando que determinou que o ex-tenente pague uma indenização de 28 milhões de dólares (95 milhões de reais) à família. A “condenação” do militar chileno nos EUA não passou de puro distracionismo histórico, uma verdadeira piada de mau gosto na medida em que o imperialismo ianque, a CIA e a Casa Branca planejaram e patrocinaram o golpe militar junto com os generais fascistas tendo Pinochet a frente das operações. Esses são os verdadeiros culpados pelo assassinato de Vitor Jara e dos milhares de militantes chilenos assassinados pela ditadura sanguinária. Nossas diferenças políticas com Vitor (militante do PC) que muitas vezes compôs canções em defesa da “Paz Mundial” e da política stalinista que apregoava o “Socialismo em um só país”, como “O direito de viver em Paz” em referência ao Vietnã, não nos impedem de homenageá-lo com o mais genuíno respeito comunista, ao contrário, ele provou com sua própria morte a dedicação máxima a causa da revolução proletária, mais além da política de colaboração de classes da UP e do governo Allende. A verdadeira punição aos torturadores e seus “patronos” capitalistas não poderá ser efetivada por nenhum governo “democrático” no marco de um Estado capitalista seja no Chile ou nos EUA, pelo simples fato de que a burguesia jamais se “autopunirá” de seus monstruosos crimes históricos, como vemos agora com a ascensão do fascista Bolsonaro no Brasil. Somente a revolução socialista será capaz de “vingar” nossos heróis e combatentes mortos e torturados por um regime militar posto a serviço das grandes multinacionais imperialistas, como foi o genial cantor e compositor Vitor Jara. A única forma de vingar plenamente a morte de Jara e dos milhares de militantes que tombaram na luta contra a ditadura militar no Chile e em todo a América Latina é enterrar definitivamente da história da humanidade todo e qualquer regime que venha “cultuar” a exploração da classe operária por um punhado de parasitas, protegidos pelas armas de seu Estado capitalista. O acerto de contas que o proletariado necessita realizar com os facínoras da ditadura militar seja no Chile ou no Brasil de Bolsonaro, deverá inevitavelmente vir na esteira do implacável combate ao regime capitalista e sua forma mais aperfeiçoada de “estabilidade democrática”, a democracia dos ricos. Para a classe operária o verdadeiro julgamento de seus covardes algozes só acontecerá quando for capaz de construir seus próprios organismos de poder, estabelecendo tribunais operários e populares de julgamento e punição, como instrumentos da histórica justiça de classe do proletariado! Por isso, declaramos a viva voz quando se completam os 46 anos de seu assassinato pelos chacais fascistas: Victor Jara Presente! Na luta pelo Socialismo sempre!

sábado, 14 de setembro de 2019

UM ANO NO CÁRCERE POR LUTAR CONTRA O AJUSTE NEOLIBERAL NA ARGENTINA: LIBERDADE IMEDIATA PARA DANIEL RUIZ, PRESO POLÍTICO DO GOVERNO MACRI!


Na primeira quinzena de setembro, cumpre-se um ano da prisão política de Daniel Ruiz. Petroleiro de Chubut, militante histórico na Argentina nas fileiras da LIT/PSTU, foi detido por lutar contra a reforma previdenciária de Mauricio Macri em atos realizados em 2017. O militante ainda participou ativamente de outras mobilizações de trabalhadores e do movimento de mulheres no país. Sem data para o julgamento, como preso político, com os recursos da defesa sendo ignorados, Daniel Ruiz iniciou uma greve de fome com a reivindicação de uma reunião entre o tribunal, a defesa e o Ministério Público. Tal cenário exige nossos redobrados esforços para ampliar e difundir a campanha internacional que vem sendo organizada. Daniel Ruiz não é apenas um preso político, o que já justificaria uma forte luta, mas é um caso simbólico da luta de classes argentina. O caso de Daniel Ruiz é emblemático, assim, por uma série de questões. Em primeiro lugar, a natureza de sua prisão diz respeito a um momento decisivo da conjuntura argentina: as jornadas de dezembro de 2017. Naquela ocasião, a luta contra a reforma da previdência de Macri pegou um salto. Foram centenas de milhares de trabalhadores às ruas, nos dias 14 e 18 de dezembro. Depois de um dia inteiro de batalha contra a polícia próximo à Praça de Maio, panelaços massivos nos bairros à noite, Macri aprovou sua reforma neoliberal. Dentre os acusados por “promover desordem” nessa data, estava o petroleiro de Chubut, militante do PSTU argentino e da LIT. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista, como Daniel Ruiz na Argentina assim como Preta Ferreira e Lula no Brasil, este último preso pela mafiosa operação "Lava Jato", mas que o PSTU brasileiro equivocadamente nega-se a exigir sua liberdade. Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “Estado de Direito” no quadro da institucionalidade burguesa só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos. Exigimos a liberdade imediata de todos os presos políticos da democracia dos ricos perseguidos pela repressão estatal burguesa como o militante argentino Daniel Ruiz, assim como Lula e Preta Ferreira no Brasil!

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

TRAGÉDIA DO HOSPITAL BADIM: QUANDO A SAÚDE DOS SERES HUMANOS SE TRANSFORMA EM MERCADORIA, LUCRO E CAPITAL NA MÃO DE COMERCIANTES DA MEDICINA PRIVADA


A tragédia do Hospital Badim é responsabilidade direta de seus sócios proprietários, no caso o médico cirurgião José Badim, que se associou financeiramente ao poderoso grupo de medicina privada Rede D’Or São Luiz, um dos maiores do país. Um típico caso que vem ocorrendo nas últimas décadas, onde clínicas viram hospitais de pequeno e médio porte para depois serem incorporadas por grandes corporações do setor de saúde privada, sem a devida alteração de segurança em sua estrutura logística. Porém o conglomerado comercial do setor de saúde, Rede D’Or, declara que não participa da gestão direta da unidade em que ocorreu a tragédia nesta última quinta-feira(12/09), vitimando ao menos onze pacientes que estavam internados no Hospital Badim. O prédio que pegou fogo foi construído há 19 anos na Rua São Francisco Xavier no tradicional bairro carioca da Tijuca, outro edifício anexo a ele, foi inaugurado em 2018, após a sociedade entre o cirurgião plástico José Badim e o grupo Rede D’Or. A causa da morte da maior parte dos pacientes vitimados ocorreu por asfixia por inalação da fumaça, tendo em média uma idade acima de 65 anos, ou seja os internados com maior vulnerabilidade e sem condições de locomoção própria para escapar do incêndio foram os atingidos pela tragédia provocada pela total irresponsabilidade destes capitalistas e médicos mercenários que se convertem em comerciantes da saúde humana. No regime social da propriedade privada dos meios de produção, na esmagadora maioria dos casos tornar-se médico não é uma vocação para salvar vidas, mas sim o “projeto” de um “bom negócio”. Não por coincidência a medicina no Brasil está “infestada” por uma escória mercenária e corrupta, onde alimentar a “indústria da doença” é a forma mais “fácil” para a realização de lucros que logo se transformam em capital, na forma de clínicas luxuosas e hospitais privados. Somente o grupo D’Or possui quase cinquenta unidades hospitalares, além de outras atividades afins na área da saúde. Nesta sinistra “cadeia da morte” estão envolvidos trustes de laboratórios imperialistas, gigantescas redes de farmácias, indústrias multinacionais de equipamentos, conglomerados de hospitais, até chegar mesmo as pequenas clínicas provincianas que “sonham” em chegar ao topo desta cadeia capitalista. Muito distante do mercenarismo sem a menor ética em defesa da vida, está situada a medicina no Estado Operário de Cuba, onde ser médico representa uma vocação para servir a humanidade e não para se tornar um “milionário” às custas das enfermidades da população. Logicamente em Cuba existe todo um sistema público e estatal de saúde de altíssima qualidade(reconhecida mundialmente), onde não se admite a possibilidade de comerciar vidas humanas. Desgraçadamente no Brasil tragédias assassinas como a que ocorreu no Hospital Badim , ceifando mais de uma dezena de vítimas, são recorrentes, tanto na debilitada área da saúde pública quanto na privada. Somente o socialismo poderá garantir uma assistência social e médica integral e de alto padrão tecnológico e humano para toda a população brasileira, enquanto se adotar o padrão da medicina como sinônimo de lucro, milhares de vidas humanas serão consumidas pela voracidade do capital.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

HÁ SETE ANOS DO ATAQUE DOS “REBELDES” DA LÍBIA A REPRESENTAÇÃO DOS EUA: A MORTE DO EMBAIXADOR STEVENS REVELOU A “GRATIDÃO” DA ESCÓRIA FASCISTA À CASA BRANCA...


O ataque terrorista à representação diplomática dos EUA na cidade de Benghazi, acaba de completar sete anos neste 12 de setembro. A “city” financeira da Líbia que até então era considerada segura pela OTAN, assistiu a brutal morte do embaixador ianque J. Christopher Stevens. A morte de um alto funcionário da diplomacia ianque, por meio de um atentado militar não ocorria desde 1979 quando o embaixador do Afeganistão foi sequestrado e morto. Stevens despachava em um escritório “secreto” da OTAN em Benghazi, já que a embaixada oficial na capital Trípoli estava praticamente desativada. O embaixador ianque teve um papel decisivo na fraudulenta operação política que derrubou o regime nacionalista do coronel Kadaffi em 2011. Stevens coordenou desde Benghazi a oposição pró-imperialista que durante o regime dos coronéis Kadafistas já havia estabelecido profundos vínculos com empresas transnacionais de petróleo sediadas no litoral do Magreb. O ataque à representação ianque em Benghazi surpreendeu a equipe de segurança da CIA, realizada com morteiros de guerra e lança foguetes de alta precisão, fornecidos pela própria OTAN aos “rebeldes” pró-imperialistas que durante a guerra civil destruiram o totalmente o país. Aproveitando-se das manifestações islâmicas contra um filme sionista, produzido na Califórnia, que denegria a imagem do profeta Maomé, um comando militar muçulmano (provavelmente ligado a Al Qaeda) atacou o prédio onde trabalhava “secretamente” a diplomacia ianque em Benghazi. Como não se encontrava em uma embaixada oficial, Stevens contava com poucos recursos de segurança para se defender do ataque, que acabou por “vitimá-lo” junto a outros três altos funcionários dos EUA. Inicialmente, o governo títere da Líbia tentou atribuir a autoria do “atentado” às forças remanescentes ligadas ao coronel Kadaffi, mas logo depois foi forçado a admitir que o ataque muito bem planejado  foi obra de seus próprios aliados, ou seja, milícias fundamentalistas islâmicas que combateram junto a OTAN para depor o legítimo regime da revolução popular que destituiu a monarquia entreguista no final dos anos 60. Por ironia da história, as armas que assassinaram o embaixador ianque foram fornecidas pelos próprios abutres imperialistas que dizimaram as riquezas do país.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

MARCOS CINTRA TEM SUA “CABEÇA CORTADA” NO GOVERNO NEOFASCISTA POR SER MAIS “FRANCO” DO QUE BOLSONARO E GUEDES...


O Secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, um tecnocrata que já prestou serviços aos governos tucanos e até ao golpista e Temer, foi demitido nesta quarta-feira (11/09) do posto de superintendente da Receita Federal, supostamente a mando de Jair Bolsonaro. Porém motivo real da exoneração de Cintra foi o vazamento, ou seja, a informação divulgada antes da hora, da notícia da odiada volta da CPMF (Contribuição Provisória de Movimentações Financeiras). O neofascista Bolsonaro teria ficado “uma fera” pelo fato do Secretário Adjunto da Receita, Marcelo Silva, ter dado detalhes para a mídia na terça-feira (10/09) durante um seminário, da proposta que está sendo discutida sigilosamente dentro do governo. Os capachos neoliberais Marcelo Silva e seu chefe Marcos Cintra não inventaram da cabeça deles a proposta de cobrar de 0,4% até 2% de todas as transações financeiras, simplesmente porque o próprio ministro Paulo Guedes já defendia publicamente a volta da CPMF. Como a precipitação de Cintra gerou uma escalada de pesadas críticas no parlamento, ainda em pleno curso da votação da (contra)reforma da Previdência no Senado, Bolsonaro resolveu posar  de “noiva enganada” e mandou o rentista Guedes despachar o estafeta do cargo que ocupava a frente da Receita Federal.
11 DE SETEMBRO: 18 ANOS APÓS O ATAQUE AS TORRES GÊMEAS E AO PENTÁGONO, O FASCISMO AVANÇA NO CORAÇÃO DO MONSTRO IMPERIALISTA!


18 anos após os ataques as Torres Gêmeas que abrigavam várias corporações financeiras e também um dos maiores escritórios da CIA em território norte-americano, assim como em outro "avião míssil" ao quartel general do Pentágono em Washington, ainda hoje se discute no interior das correntes de esquerda se tal acontecimento histórico que ficou conhecido como “11 de Setembro” foi uma resposta militar ao terrorismo imperialista realizado por organizações fundamentalistas com meios militares não convencionais como defende a LBI ou um “autoatentado” para motivar o recrudescimento da ofensiva neoliberal sobre os povos, como reivindicam diversas teorias "conspiratórias" alheias ao ódio dos nações oprimidas aos EUA, afinal a Al Qaeda não passava de uma cria dos EUA para atacar a antiga URSS. Os reformistas em geral e os revisionistas em particular, além da mídia a soldo do capital, continuam adeptos até hoje da “tese” de que tratou-se de um atentado terrorista reacionário promovido por bárbaros muçulmanos contra o povo norte-americano. Independente da “versão” aceita, o certo é que logo depois do ataque ao coração do monstro imperialista se formou uma enorme frente política mundial para combater a “ousadia” dos “fanáticos fundamentalistas orientais” da Al Qaeda, que em nossa avaliação responderam na mesma moeda com que os EUA “tratava” o povo muçulmano. Vale ressaltar que o 11 de setembro foi precedido de bombardeios ianques ao Afeganistão, cujo governo do Taliban foi considerado terrorista pela Casa Branca apesar de ter sido constitucionalmente eleito, sofrendo uma ação militar ianque como a que Trump ameaça hoje o governo Maduro na Venezuela. O que se observa hoje é que o núcleo central da Al Qaeda se fracionou com a morte de Bin Laden, separando-se inclusive do Taliban no Afeganistão, restando a Casa Branca financiar e armar setores fundamentalistas bem mais “descontrolados” e com pouca ligação com as causas nacionais árabes. Este parece ser o caso do Estado Islâmico (EI), armado pelos EUA para atacar os regimes nacionalistas de Kadaffi e Assad e que agora se voltam contra o “amo” exigindo a sua própria parte no botim da destruição de nações inteiras. Com o 11 de Setembro de 2001, os antigos “guerreiros mujahideen” foram temporariamente declarados inimigos mortais do Império e considerados como “terroristas”. Presumia-se que Washington cortaria totalmente suas relações com uma organização extremista acusada pela morte de cerca de mil cidadãos norte-americanos, mas não demorou muito para a OTAN “contratar” novamente os serviços militares da Al Qaeda, desta vez na Líbia em 2011, para depor o regime nacionalista burguês do coronel Kadaffi. Contentes com os resultados na Líbia, onde os mercenários fundamentalistas destruíram o país para traficar o petróleo para os EUA, o governo Obama repetiu a dose e foi buscar um subproduto decomposto da Al Qaeda (o EI) para atacar o regime de Assad na Síria! Como Marxistas Revolucionários condenamos vigorosamente as ações terroristas do EI, suas recentes ações globais são impulsionadas para reforçar uma “posição de força” no campo militar da “revolução árabe”. O comando do EI no espectro sectário sunita pretende ser afirmado com chacinas fratricidas contra outras frações islâmicas sob pena de perderem o apoio conseguido em regiões devastadas pela guerra civil fomentada pelo imperialismo. O EI e suas ações reacionárias contra os povos, nações muçulmanas e governos antiimperialistas da região, representam hoje a ponta de lança dos interesses do gerdame sionista de Israel contra seus adversários geopolíticos. Porém a gênese histórica do EI possui o "DNA" nos interesses diretos na movimentação da CIA nos planos da derrubada do regime nacionalista de Kadaffi na Líbia, com o rótulo de "força revolucionária" outorgada pela OTAN partiram para a Síria com objetivo de derrotar o governo Assad, um dos poucos remanescentes dos conflitos guerreiristas contra Israel nos anos 60 e 70, posto que os outros países adversários do sionismo nesta época (como Egito, Jordânia, Arábia Saudita) já celebraram o reconhecimento do gerdame. Na fronteira entre Síria e Iraque, o EI encontrou a possibilidade de tentar assumir uma feição "nacional", mais além de um braço militar financiado pela Casa Branca, proclamando um califado baseado na suposta defesa dos interesses da população sunita. O mais "curioso" na tentativa do EI em criar raízes étnicas e religiosas na região em que se estabeleceu como organização paramilitar é que sua cúpula dirigente é formada majoritariamente por europeus (área central), britânicos e norte-americanos, sua facilidade em estabelecer os "contatos ocidentais" deriva desta característica. Nesta região além de apontar suas armas contra Assad em uma frente militar com outros grupos "revolucionários" da OTAN, o EI se chocou territorialmente contra o governo de Bagdá, passando a controlar campos petrolíferos que passaram a fornecer óleo cru diretamente para as refinarias de Tel Aviv. Passando dos "limites" originalmente definidos por Washington, Obama enxergou na ponte estabelecida entre o EI e Netanyahu uma ameaça a hegemonia ianque. Registre-se o fato dos atuais esforços da Casa Branca em firmar um acordo nuclear com o regime dos Aiatolás, serem atacados ferozmente por Israel. O EI ganhou o "status" de criatura rebelde da OTAN, centrando suas ações em sintonia com o Mossad para além das fronteiras da Síria e Iraque. A estrutura de poder no ventre do imperialismo ianque é bastante complexa, tendo o Partido Republicano bastante influência em organismos recalcitrantes como a CIA e o próprio Pentágono. Por isso é impossível aferir até que ponto o EI recebe suporte de setores do imperialismo ianque para ações globais de interesse do expansionismo sionista. O certo mesmo é que as ações terroristas do EI, que por muitas vezes querem aparentar um confronto com o imperialismo estão sempre direcionadas para o terreno da reação mundial, concentrando "fogo" contra a Síria, Irã e o Hezbolah e todos seus aliados táticos. No mundo árabe e palestino o surgimento do EI contou com a simpatia inicial do Hamas, que não por coincidência resolveu suspender seus ataques a Israel. No cerco militar ao Hezbolah o sionismo ganhou um aliado de "peso", o EI.  Por isso as ações do EI contra supostos alvos imperialistas (geralmente civis), não despertam nenhum sentimento de luta dos povos e nações oprimidas, em sua quase totalidade suas "operações militares" são voltadas contra regimes nacionalistas e laicos, como Líbia e Síria, que conseguiram construir a unidade nacional para além das rivalidades religiosas e sectárias. Tanto que agora o EI encontra-se em aberta defensiva. A responsabilidade histórica sobre a formação desta criatura reacionária e das covardes mortes que arrasta atrás de si, deve ser debitada na política de espoliação do imperialismo, que hoje tudo aponta responder a um subproduto seu, o estado terrorista de Israel. Este é o balanço político e histórico que fazemos após os 18 anos do "11 de setembro", reafirmando o marxismo como um guia para a ação concreta na luta de classes, quando o monstro imperialista acatar militarmente a Venezuela! Para clarificar ainda mais este debate, o Blog da LBI reproduz um documento elaborado logo após o 11 de Setembro de 2001. Trata-se de um dos mais importantes textos políticos escritos pela esquerda revolucionária no limiar deste novo século, onde traça um prognóstico exato (quase “premonitório”) da nova conjuntura mundial reacionária que iria abrir-se a partir deste marco histórico de inflexão global na correlação de forças entre as classes sociais, o que se confirmou com a ascenção de Trump a Casa Branca.