65 ANOS DA POSSE DE J. KENNEDY NA CASA BRANCA: UM “HERÓI DE GUERRA” ASSASSINADO PELA INDÚSTRIA DAS ARMAS, O DEEP STATE
Desde o dia em que tomou posse como presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 1961, John F. Kennedy sofreu pressão implacável do Pentágono, da Agência Central de Inteligência (CIA), leia-se Deep State, para travar guerras – clandestinas, convencionais e nucleares. Para entender por que e por quem Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 1963, é preciso compreender essa pressão, e por que o “Falcão” Democrata (organizador de golpes e conspirações imperialistas), resistiu consistentemente ao Deep State sabendo dos altos riscos que corria. Essa compreensão é fundamental para entendermos a correlação de forças atual do mundo e por que os Estados Unidos têm travado “guerras intermináveis” no exterior, e acurralando alguns de seus próprios presidentes.
É muito importante lembrar que o então Tenente John Kennedy foi um “herói de guerra” naval na Segunda Guerra Mundial, tendo arriscado a vida e sofrido ferimentos graves ao salvar seus homens nas águas traiçoeiras do Pacífico Sul, após o naufrágio de seu barco por um destróier japonês. Seu irmão mais velho, Joe, e seu cunhado, Billy Hartington, morreram na guerra, assim como alguns membros da tripulação de seu navio.
Como resultado, Kennedy era extremamente sensível aos temas
dos conflitos armados internacionais e, quando se candidatou pela primeira vez
ao Congresso por Massachusetts em 1946, declarou demagogicamente que evitar
outra Guerra Mundial era sua prioridade “número um”.
Apesar de muita retórica, essa postura “pacifista” era e é incomum para um político ianque, especialmente durante as décadas de 1950 e 1960. Na verdade Kennedy foi um Falcão Democrata agressivo, assumido a presidência dos EUA como uma espécie de defensor da Guerra Fria em relação à União Soviética.
Entretanto Kennedy logo percebeu que havia uma cúpula dos serviços de inteligência ao seu redor que se deleitavam com a ideia de impulsionar uma nova Guerra Mundial, inclusive a guerra nuclear, passando a descartar essa variante em seu mandato. Bastou essa decisão para entrar na “Black List” do Deep State.
A posição assumida pela Casa Branca causou “alvoroço” nacional e Kennedy foi duramente criticado por Eisenhower, Nixon, Jonhson, John Foster Dulles e até mesmo por membros da direção do Partido Democrata, como Adlai Stevenson e Dean Acheson, considerados próximos ao presidente.
Essa postura era um anátema para o establishment da política externa, incluindo a CIA e o crescente complexo militar-industrial contra o qual Dwight Eisenhower alertou tardiamente em seu discurso de despedida, proferido nove meses após aprovar a invasão da Baía dos Porcos em Cuba, em março de 1960, uma justaposição que revelou o domínio que o Pentágono e a CIA tinham e têm sobre os presidentes norte-americanos em pleno exercício do mandato.
A partir daí o “cronômetro da vida” de Kennedy já estava acionado para ter fim em 22 de Janeiro de 1963. A CIA para desfazer suas “pegadas de dinossauro” deixadas na trama mortal, tratou de criar o termo “Conspiranóico”. Acusando desta forma no mundo inteiro todos os que denunciaram as ações conspirativas e criminosas do Deep State. O que nem o Deep State poderia prever, seria que sua estúpida terminologia fosse adotada sessenta anos depois pelo conjunto da exquerda reformista como um “trunfo” para denegrir os Marxistas Revolucionários.
